sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mulher precisa amputar perna após ser infectada por bactéria que "devora" carne humana

Ela foi infectada por causa de uma picada de mosquito que continha a bactéria

Do R7

                                                Foto: Reprodução/DailyMail
                                    

Uma mulher precisou ter a perna amputada até a cintura por causa de uma bactéria mortal que entrou em seu organismo, após a picada de um mosquito. Os médicos de Jodie Francis, de 44 anos, não tiveram opção e retiraram a perna da mulher para salvara vida dela.

A americana começou a sentir dores na perna como se tivesse estirado o músculo, mas poucos dias depois ela mal conseguia andar. No dia seguinte, Jodie teve febre altíssima e agonizava de dor, e decidiu procurar ajuda médica.

Ela foi atacada por uma bactéria e a inflamação estava se espalhando por todo o corpo. Por causa da infecção, a pressão sanguínea de Jodie caiu muito, e ela chegou a correr risco de morte.
No centro cirúrgico, os médicos perceberam que ela sofria de uma infecção por causa de um inseto que come carne humana. Para salvar a vida da mulher, já que os órgãos estavam começando a para de funcionar, os médicos precisaram amputar a perna dela até a cintura, para evitar qualquer permanência da bactéria. 


Meu rim e meu fígado estavam parando e minha pressão sanguínea não parava de cair. Os médicos me entubaram e não sabiam o que estava acontecendo, até que viram uma mancha escura na minha pele e descobriram a bactéria

Os médicos esperaram Jodie se recuperar para contar que ela havia perdido uma perna. 

Eu ainda estava um pouco zonza por causa da cirurgia e, quando o médico veio falar comigo, vi o reflexo nos óculos dele e não vi minha perna. Fiquei desesperada. Mas eles me explicaram a situação e eu entendi o que aconteceu

A perda da perna não desanimou Jodie, que quer continuar fazendo todas as atividades que gosta e sente prazer. 

Eu não vou de deixar de fazer as minhas coisas por causa disso. Descobri uma força interna que eu nunca suspeitei que tivesse.


Ela ainda joga golf, quer aprender a andar de cavalo e ainda tem o sonho de tirar a carteira de habilitação para aprender a dirigir.

Homem com Síndrome de Down aprende língua dos sinais para falar com esposa surda-muda

Por 

(Foto: Reprodução / Facebook)
(Foto: Reprodução / Facebook)


Israel Afonso Lima tem Síndrome de Down e tomou uma decisão capaz de mudar a sua vida e de sua família. Aos 36 anos de idade, o auxiliar de limpeza decidiu voltar à sala de aula, desta vez para aprender a língua dos sinais e enfim conversar com sua esposa, Eliene de Brito Afonso, que é surda-muda. 

Casados há 6 anos, os dois passaram por todas as fases do romance em silêncio. “Ele fazia gestos, mas eu via que ela ficava sem entender algumas vezes”, disse a mãe de Israel em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”. O casal se conheceu por intermédio de familiares e já tem uma filha, Isabella, de dois anos.


Eliene, que tem 37 anos, também faz leitura labial e chegava a entender os gestos do marido. Entretanto, não conseguia responder, resguardando-se ao silêncio da compreensão. Desta forma, Israel teve a ideia de aprender a linguagem dos sinais para de fato manter um diálogo com a amada. 

Após uma rápida pesquisa, descobriu um curso no Senac próximo ao seu trabalho em Luiziânia (GO), onde o casal vive. “Como intérprete e professora de Libras, nunca vi um marido querer aprender a linguagem dos sinais, ainda mais um casal especial”, disse a professora Maria Sirlene Ribeiro Cavalcanti. 

Formado em abril, Israel já vem recebendo elogios da esposa, que o corrige sempre que se confunde com alguns dos sinais. Após o aprendizado, o homem, que trabalha na limpeza de um prédio do INSS como funcionário terceirizado, já sonha em se tornar professor de Libras. 


Normalmente homens com Síndrome de Down são estéreis. Entretanto, em 1% dos casos, conhecidos como mosaicos, as células ligadas à reprodução são normais e o indíviduo é capaz de ter filhos.

Fonte: br.noticias.yahoo.com

Doença silenciosa, diabetes gestacional pode trazer riscos à mãe e ao bebê

Diagnosticado a partir da 24ª semana de gravidez, mal ocorre por produção de hormônios pela placenta que podem bloquear a ação da insulina

                            

Doença silenciosa que atinge a mulher na gravidez, o diabetes gestacional pode causar danos à saúde da mãe e do bebê se não diagnosticado e tratado corretamente.
 
Assim como o diabetes tipo 1 (doença autoimune que atinge jovens) e o tipo 2 (relacionada à obesidade e ao sedentarismo), o diabetes gestacional também é caracterizado pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. O endocrinologista Dr. Carlos Negrato, diretor do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), explica, no entanto, que a doença surge na gravidez e só pode ser diagnosticada no fim do segundo trimestre de gestação:
 
Se surgir antes desse período é sinal de que a mulher já tinha diabetes antes de engravidar e não sabia.
 
A doença singular ocorre por uma produção de hormônios pela placenta que podem bloquear a ação da insulina, responsável pelo transporte do açúcar do sangue para as células. A partir da 24ª semana de gestação, o nível desses hormônios começa a ficar mais elevado, fazendo com que a insulina tenha mais dificuldade de exercer sua função e aumentando as chances de desenvolver o diabetes gestacional.
 
Enquanto a mãe corre o risco de ter pré-eclâmpsia (hipertensão na gestação), ganhar peso excessivo e abortar precocemente, a criança pode nascer muito grande, com cerca de 4 kg, apresentar insuficiência pulmonar, estar sujeita a maior icterícia (amarelidão da pele), ou sofrer traumatismos, como fraturar algum ombro ao nascer.
 
Além disso, como cerca de dois terços do açúcar da mãe vão para o bebê, a quantidade extra de glicose no corpo sobrecarrega o pâncreas da criança, que passa a produzir mais insulina.
 
A endocrinologista Dra. Vivian Ellinger, presidente da regional do Rio de Janeiro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), alerta ainda para problemas que podem ocorrer depois do parto:
 
— Se a doença não for tratada adequadamente, há o risco de esse bebê ter hipoglicemia (teor de glicose no sangue abaixo do normal) ao nascer ou mesmo de ocorrer morte fetal súbita. Já na vida adulta, são maiores as chances de desenvolver diabetes e síndromes metabólicas.
 
Risco
Entre os fatores de risco que têm relação com a doença estão mulheres com herança genética (com histórico de diabetes na família), as que engravidam acima do peso ou engordam muito durante a gravidez, as que têm a primeira gestação depois dos 25 anos de idade ou, ainda, aquelas que são portadoras da síndrome do ovário policístico (desequilíbrio hormonal que pode causar alterações no ciclo menstrual, pequenos cistos no ovário ou mesmo dificuldade para engravidar).
 
Segundo Negrato, trabalhos feitos no Brasil durante os anos 80 indicavam que 7,6% das mulheres grávidas desenvolviam diabetes gestacional. Hoje, com mudanças nos critérios para o diagnóstico, estima-se que cerca de 18% das mulheres grávidas sejam atingidas pela doença.
 
Diagnóstico
Vale ressaltar que o diagnóstico da doença só pode ser feito a partir da 24ª semana de gestação. Assim, um exame de glicose no início da gravidez é inconclusivo sobre o diabetes gestacional, já que o problema só costuma se manifestar no fim do segundo trimestre.
 
Assim, se a mulher no início da gravidez descobre que sua glicemia é igual ou maior que 92 mg/dl (miligramas por decilitros), significa que ela tinha diabetes antes de engravidar. Se for menor do que essa taxa, ela deve fazer o chamado exame de curva glicêmica entre a 24ª e 28ª semana de gestação. No teste, a gestante colhe sangue para saber o nível de açúcar ainda em jejum. Depois, toma um líquido doce com 75 gramas de glicose e repete o teste de sangue 60 minutos depois e 120 minutos depois. Uma hora após o líquido ser ingerido, o nível de glicose da mulher não deve ultrapassar 180 mg/dl. Duas horas depois, o valor deve ficar no máximo em 155 mg/dl.
 
Tratamento
Quando a doença é diagnosticada, a primeira medida é o tratamento através de dietas e mudanças no estilo de vida, com a inclusão de uma rotina de exercícios físicos. Se dentro de duas semanas a taxa de glicemia não se normaliza, os médicos recorrem à medicação com insulina na paciente. Apenas 20% das mulheres com diabetes gestacional precisam fazer uso da insulina, cujo tratamento é seguro e não apresenta riscos para mãe ou bebê.
 
Uma vez diagnosticado, o diabetes gestacional persiste até o fim da gravidez. Depois que o bebê nasce, é esperado o fim da produção de hormônios pela placenta e, consequentemente, do diabetes gestacional. Alguns casos, no entanto, não regridem e as mulheres passam a conviver com o diabetes. De acordo com Negrato, de 20% a 25% das gestantes diagnosticadas com a doença continuam diabéticas.
 
Além disso, explica o especialista, uma vez que se tem a doença, maiores são as probabilidades de desenvolvê-la em uma gravidez futura.
 
Apesar das semelhanças, o diabetes gestacional não deve ser confundido com os diabetes tipo 1 ou 2. A condição da gestante que desenvolve a doença é diferente da apresentada pela mulher diabética que engravida, que deve se preparar para a gravidez com um controle rígido sobre a glicemia. Aquelas que antes faziam uso de remédios como hipoglicemiantes orais, por exemplo, devem trocar a medicação por insulina antes de engravidar. A maioria dos medicamentos são contraindicados para o período de gestação. Planejar a gravidez, portanto, é fundamental, explica a Dra. Vivian:
 
Uma mulher que tem diabetes pode engravidar, mas deve procurar seu endocrinologista para ter a doença muito bem controlada para minimizar o risco de má formação do bebê. Já quem não tem diabetes, deve tomar muito cuidado para não engravidar acima do peso e não engordar demais na gravidez para não correr o risco de ter diabetes gestacional.
 

Cientistas desenvolvem substância que alivia o desconforto na lombar

Em algumas pessoas, os sentidos se confundem e a dor, essencial para a proteção do corpo, se torna patologia

   

Como o tratamento costuma ser longo e difícil, cientistas conduzem uma busca incansável por uma droga ou uma intervenção que resolva a dor crônica ou neuropática definitivamente.

Uma das iniciativas promissoras nesse sentido foi publicada na edição desta semana da revista Science Translational Medicine por pesquisadores da Universidade da Califórnia e dos Institutos Nacionais de Saúde, ambos nos Estados Unidos. Juntas, as instituições desenvolveram um tratamento que ataca a dor em sua origem, impedindo que ela chegue ao cérebro. E o melhor: sem efeitos colaterais.

Muitos tratamentos bloqueiam a dor em sua origem ou durante o percurso até o cérebro. Para isso, são usados medicamentos que neutralizam diretamente neurônios de dor e terminais nervosos. Um dos alvos é o TRPV1, receptor de calor e de capsaicina — substância picante da pimenta — expresso por neurônios responsáveis pela sensação incômoda. Ele tem uma vantagem em relação a outros alvos: pode ser bloqueado individualmente, sem prejuízo para as demais estruturas sensoriais.

Para fazer essa supressão com sucesso, entretanto, é necessário utilizar uma substância parente da capsaicina, a resiniferatoxina (RTX) — mais potente do que sua correlata picante. Ela foi testada como analgésico em porcos, que receberam injeções precisas do medicamento nos gânglios da raiz dorsal (GRD), localizados na região lombar. “Essa região é uma estrutura importante na dor crônica porque modula o impulso que chega à medula. O gânglio processa a sensação”, explica Thiago Freitas, neurocirurgião especialista em dor crônica do Hospital Santa Lúcia.

O neurocirurgião, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Neuromodulação, explica que o GRD funciona adequadamente na maioria das pessoas, respondendo a estímulos de dor apenas como resposta a uma agressão. Nos pacientes com dor crônica, porém, há uma desregulagem. Seus neurotransmissores e receptores não funcionam como deveriam. “A pessoa começa a ter a sensação de queimação ou choque na perna, por exemplo, sem que exista algo por trás disso”, completa Freitas.

Aplicação focada
Os pesquisadores das instituições norte-americanas se guiaram com tomografia computadorizada (TC) para aplicar a RTX exatamente no GRD. “Nós usamos rotineiramente a TC para guiar injeções de anestesias epidurais, por exemplo. Era, portanto, lógico que estendêssemos esse uso para nosso trabalho experimental com RTX. Assim, imitaríamos processos já utilizados em humanos e poderíamos administrar mais seletivamente a RTX em uma área de dor potencial”, conta William Dillon, pesquisador sênior do estudo.

Após quatro semanas de observação, a equipe liderada por Dillon notou que os porcos que receberam o anestésico potente tiveram a expressão de TRPV1 reduzida, sentindo menos dor. A condição foi comprovada pela exposição a estímulos de calor com laser infravermelho (veja infografia). Além disso, não foram constatados efeitos colaterais, como prejuízos nas funções motoras.

Dillon acredita que ensaios clínicos com humanos começarão em breve. “Assim, poderemos mostrar que o uso desses agentes é seguro. Mas, de forma otimista, esperamos que isso forneça um alívio mais permanente ou mais duradouro para pacientes de dor crônica, como pessoas com câncer ou outras condições que não são cirurgicamente tratáveis”, diz o cientista.
 
Fontes: Correio Braziliense - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br

Brasil leva mais um bronze e Geraldo Von Rosenthal assegura vaga para os Jogos do Rio-2016 na Copa do Mundo de tiro esportivo, em Sydney

                         Atirador Geraldo Rosenthal chora com o resultado obtido na Copa do Mundo
               Geraldo Rosenthal em prantos de felicidade após o feito conquistado em Sydney

O trio brasileiro formado por Geraldo Rosenthal, Debora Campos e Sergio Vida conquistou nesta quinta-feira, 17, o terceiro lugar na prova P4 (Pistola Livre – 50m) SH1 Misto por equipes. Eles garantiram a segunda medalha de bronze na competição, já que, há um dia, haviam terminado em terceiro na P3.
Ainda na prova P4, o atirador Geraldo Rosenthal marcou 516 pontos e ficou na quinta colocação. Com o resultado, o brasileiro assegurou sua vaga para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016. ​”​Eu não acredito”, disse Geraldo, emocionado. “Eu estava um pouco chateado, pois fui penalizado com dois pontos por ter me atrasado 30 segundos, mas agora que eu conquistei a vaga, não importa. Eu não sei nem como comemorar. Eu acho que tudo o que eu posso fazer é chorar”.
O coordenador técnico da modalidade, Fernando Cardoso Jr., comentou o sentimento extravasado do atleta após o feito conquistado. “A emoção tomou conta do nosso campeão, afinal, há sete anos ele vem se comprometendo para atingir este objetivo. Lágrimas merecidas. Estamos todos contagiados de alegria com a conquista dele. Com certeza, estamos no caminho certo”, disse.
Na mesma prova, Debora Campos ficou em 13º lugar, com 475 pontos, e ,Sergio Vida, em 24º, com 439. Na R3 (Carabina de Ar 10m – deitado) SH1 Misto, Carlos Garletti terminou em 25º, com 623,4 pontos, atingindo o índice mínimo para os Jogos do ano que vem. Contudo, ainda não se garantiu na principal competição da modalidade. Geremias Soares, no 30º lugar com 621,2 pontos, e Helcio Perillo, em 42º com 613,5, fecharam a participação brasileira na prova.
A etapa da Copa do Mundo de tiro esportivo em Sydney conta com a participação de 150 atiradores de 34 países. Ela é a penúltima competição classificatória para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016 e se estende até o dia 19 de setembro. A última será realizada em Fort Benning, nos Estados Unidos, de 3 a 7 de novembro.

CPB divulga a convocação para o Mundial Paralímpico de Atletismo, em Doha, Catar

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O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou nesta quinta-feira, 17, a convocação dos atletas e atletas-guia para o Mundial Paralímpico de Atletismo, que ocorrerá entre os dias 21 e 31 de outubro, em Doha, no Catar.
Compõem a lista 39 atletas e 14 atletas-guia, entre os quais se destacam nomes como Terezinha Guilhermina, dona de dez medalhas em Campeonatos Mundiais, Odair Santos, nove vezes medalhista neste tipo de evento, entre outros campeões paralímpicos e mundiais (confira a lista completa abaixo).
Esta será a quinta edição do Mundial Paralímpico de Atletismo organizada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). A última ocorreu em Lyon, na França, em 2013. Na ocasião, o Brasil conquistou 40 medalhas, sendo 16 de ouro, dez de prata e 14 de bronze, o que rendeu ao país a terceira posição no quadro geral de medalhas do evento.
O Mundial Paralímpico de Atletismo será disputado por 1.300 atletas de 90 países. As competições serão sediadas no Estádio Suhaim Bin Hamam, do Catar Sports Club.
Lista dos atletas convocados para o Mundial 
Alan Fonteles Oliveira (T44)
Alessandro Silva (F11)
Alex Pires Da Silva (T46)
Alice de Oliveira Correa (T12)
Ana Claudia Silva (T42)
Claudiney Batista dos Santos (F57)
Daniel Mendes da Silva (T11)
Diogo Ualisson Jerônimo da Silva (T12)
Edson Pinheiro (T38)
Elizabeth Gomes (F53)
Felipe Gomes (T11)
Flavio Reitz (T42)
Gustavo Henrique Araújo (T13)
Indayana Couto (T13)
Izabela Campos (F11)
Jerusa Geber Santos (T11)
Jhulia Santos (T11)
Jonas Licurgo Ferreira (F55)
Jonathan Souza (F41)
José Rodrigues (F54)
Kelly Cristina Peixoto (F41)
Lorena Salvatini Spoladore (T11)
Lucas Prado (T11)
Marivana Oliveira (F35)
Mauro Evaristo de Sousa (F42)
Odair Santos (T11)
Petrucio Ferreira dos Santos (T47)
Raissa Rocha Machado (F56)
Renata Bazone Teixeira (T11)
Ricardo Costa de Oliveira (T11)
Rodrigo Parreira Da Silva (T36)
Shirlene Coelho (F37)
Silvania Costa de Oliveira (T11)
Tascitha Oliveira Cruz (T36)
Terezinha Guilhermina (T11)
Thalita Vitoria Simplicio Da Silva (T11)
Thiago Paulino Santos (F57)
Yeltsin Jacques (T12)
Yohansson Nascimento (T47)
Lista dos atletas-guia convocados para o Mundial 
Carlos Antônio dos Santos (Odair Santos)
Diogo Cardoso da Silva (Alice de Oliveira Correa)
Eriton de Aquino Nascimento (Yeltsin Jacques)
Fabio Dias de Oliveira (Jhulia Santos)
Felipe Veloso da Silva (Thalita Vitoria Simplicio Da Silva)
Fernando Martins Ribeiro Junior (Renata Bazone Teixeira)
Guilherme Soares de Santana (Terezinha Guilhermina)
Heitor de Oliveira Sales (Daniel Mendes da Silva)
Jorge Augusto Pereira (Felipe Gomes)
Justino Barbosa dos Santos (Lucas Prado)
Laercio Alves Martins (CPB)
Luiz Henrique Barboza (Jerusa Geber Santos)
Rafael Lazarini(Ricardo Costa de Oliveira)
Wendel de Souza Silva (CPB)

Acompanhante de pessoa com deficiência tem direito a desconto de 80% em passagens aéreas

O acompanhante de pessoas com deficiência em viagens aéreas tem direito a um desconto mínimo de 80% no valor da passagem. A norma é da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e o benefício é estendido a todos os passageiros que não possam realizar sozinhos os procedimentos de segurança em caso de emergência. 

(Com informações Catraca Livre e QSocial)

                            Reprodução
                     Reprodução

É bom deixar claro: o desconto é válido apenas para o acompanhante e em voos nacionais. A pessoa com deficiência deve pagar o valor integral da passagem. Para ter esse direito respeitado, porém, há alguns procedimentos necessários: 

1. O passageiro deve informar à companhia aérea, com antecedência de ao menos 72 horas antes de fazer a reserva das passagens, que se trata de pessoa com deficiência e que necessita de assistência especial (o acompanhante); 

2. É preciso verificar se a empresa exige o preenchimento do formulário de informação médica (Medif), que, com um laudo médico, funciona como um atestado comprovando a necessidade do acompanhante; 

3. Se for o caso, o funcionário deve encaminhar o formulário ao passageiro e informar como o documento deve ser encaminhado; 

4. Após o envio, o passageiro deve contatar a companhia aérea para saber qual o procedimento para a emissão das passagens, lembrando o funcionário de que seu acompanhante tem direito ao desconto. 

De acordo com a resolução nº 280/2013 da Anac, as empresas aéreas não podem limitar o número de passageiros que necessitam de assistência, e o acompanhante deve ficar em assento ao lado da pessoa com deficiência. 

No caso de pessoas cegas, o transporte de cães-guia é gratuito, e o animal deve viajar na cabine, próximo a seu dono. Cadeiras de rodas e muletas também devem ser transportadas gratuitamente.

No AC, filha ‘pega carona’ em muleta do pai e vídeo emociona na web

Manoel Izo teve paralisia infantil e perdeu os movimentos das pernas. 'Se ela cansa, a levo na muleta', diz pai sobre a filha de 1 ano e 8 meses.


Imagem: (Foto: Reprodução)
No AC, filha ‘pega carona’ em muleta do pai e vídeo emociona na web
Autônomo diz que tem o hábito de levar a filha na muleta quando ela cansa de andar

Um vídeo publicado no último sábado (12) por Manoel Izo, de 43 anos, em sua conta pessoal no Facebook emocionou os internautas. Nas imagens, a filha dele, Esther Souza, de apenas um ano e oito meses, aparece pegando ‘carona’ em uma das muletas do pai, enquanto passeiam pelo shopping de Rio Branco

Diagnosticado com paralisia infantil aos 4 meses de vida, o autônomo teve três filhos e conta que sempre teve o hábito de carregar os filhos nas muletas. Até esta segunda-feira (14) o vídeo, gravado há um mês, já teve mais de 700 compartilhamentos e mais de 25 mil visualizações.


Os outros dois filhos de Izo, um de 11 anos e outra de 13 anos, também aproveitavam a mesma carona de Esther. "Eu tenho uma perna paralisada e uma outra que consigo mexer um pouco. Sempre que cansa, ela se pendura na muleta e segue comigo. O pessoal fica admirado, pede pra tirar fotos e vídeos", conta.
Com cerca de 14 quilos, a pequena já tem habilidade para se equilibrar na muleta do pai. "Eu sempre levei meus filhos assim na muleta, é um hábito. Comecei a usar muleta aos 10 anos, porque antes disso eu era do interior do estado e lá não tinha. E a gente faz assim, se ela cansa, a levo na muleta", brinca.
Na internet, Izo ganhou elogios e chamou a atenção a forma irreverente de ajudar a filha a caminhar. Na postagem, ele destaca. "Não importa onde você carrega os seus filhos?, se nos braços, nas costas ou nas pernas?. O mais importante é carregá-los no coração e onde quer que for, protegendo, amando, dando carinho e sendo o seus provedores de todas as suas necessidades", destaca.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Anjo da guarda digital salva jovens especiais

Foto: PR



O aparelho que salvou uma menina americana com necessidades especiais, do ataque de um tarado, está comentado no mundo.

É uma espécie de anjo da guarda digital, que tem tecnologia de rastreamento por GPS.

O AngelSense, que entrou no mercado em Janeiro de 2014, inclui um monitor GPS portátil que se conecta à roupa, ou a um cinto magneticamente protegido, que só pode ser removido com um ímã. Os dados do rastreador são transmitidos para os pais através de uma aplicativo online ou via aplicativo mobile.

O sistema criado em Israel por Nery Ben-Azar e seu parceiro de negócios Doron Somer, pretende criar um mundo mais seguro para as crianças com necessidades especiais. 


História
A ideia surgiu porque Doron Somer (foto acima) tem filho de 18 anos com autismo.

No mês passado o AngelSense ficou conhecido na mídia americana quando seu mecanismo salvou uma menina de 15 anos com síndrome de Asperger - um transtorno do espectro do autismo - de um tarado, no Texas.

De acordo com imprensa local, o homem viu o dispositivo com GPS e pediu que garota tirá-lo. Mas a jovem disse que só a mãe poderia removê-lo.

O suspeito então deixou a menina em um local perto de casa, onde sua mãe a encontrou correndo freneticamente. A polícia ainda procura o suspeito.

Localização exata
Ben-Azar explica que o dispositivo é o único que pode identificar a localização exata do usuário e mostrar inclusive desvios de rota que ele tenha feito.

"Nosso software de análise identificou que ela estava em um lugar por onde nunca tinha passado  antes," disse ele ao The Jerusalem Post.

Após a notificação do paradeiro da filha, a mãe da adolescente ativou remotamente um dispositivo de escuta e microfone e ficou horrorizada ao perceber que sua filha estava sob ataque sexual.

Negócio social
Ben-Azar diz que o AngelSense não é apenas um negócio que  busca lucro. É um empreendimento social, para beneficiar a comunidade de famílias com integrantes portadores de necessidades especiais.

O produto funciona tanto para crianças altamente funcionais com necessidades especiais, como para os que são pouco comunicativos, destaca.

A AngelSense emprega cerca de sete ou oito mães de crianças com necessidades especiais e a empresa pretende contratar mais esses trabalhadores, para capaz de proteger "dezenas de milhares de crianças."

Com informações do JPost - Matéria sugerida por Karen Gekker
Fonte: sonoticiaboa.com.br

O que podemos fazer pelos Cuidadores de Idosos?

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), hoje os idosos representam 7,9% da população brasileira. Em 2025, a previsão é de que esse percentual seja de 11,3%

Por 



Com o claro crescimento dessa população no País, a procura por cuidadores de idosos naturalmente acompanhará o fenômeno.
 
Tendo em vista o que já acontece em outros países, será que temos dado atenção às demandas desses cuidadores? Nos EUA, 59% dos cuidadores informais – que não recebem remuneração para tal – possuem emprego e logo, dividem o tempo entre os cuidados e o trabalho. Nesse contexto, os cuidadores tendem a dormir menos, fazer menos atividades físicas e logo, cuidar menos de si próprios.
 
O resultado disso com alguma frequência leva a um quadro de ansiedade, que muito decorre do estresse físico e psicológico dos cuidadores. Como alguns estudos da literatura já apontaram, fatores como ser mulher, possuir menos anos de escolaridade, isolamento social e jornadas de cuidado muito longas podem favorecer ainda mais os quadros de estresse.
 
No caso brasileiro, os cuidadores informais respondem pela maioria de quem faz essa atividade no país. Mesmo para os formais, a atividade não tem regulamentação própria, sendo encaixada na mesma regulamentação das domésticas. Com isso, não há um currículo formal definido e as técnicas são ensinadas em poucos cursos de capacitação.
 
Dada a nossa realidade, em termos de saúde pública, é fundamental que os cuidadores – principalmente os informais – recebam suporte dos atores da saúde para assegurar o cuidado de qualidade. Aumento da oferta de cursos de capacitação, avaliação da saúde mental, auxílio psicológico e até mesmo o auxílio por parte de um segundo cuidador são medidas que o sistema público e privado podem oferecer para seus cuidadores. Sem um sinal de que a profissão será formalizada, a importância desse suporte é ainda maior.
 
Do exterior, vem um exemplo de iniciativa para formalizar o cuidado ao idoso. Neste ano, a startup Honor começou a oferecer um serviço que liga cuidadores de idosos, famílias e idosos na região de São Francisco, CA. Os prestadores do serviço são selecionados pela empresa segundo critérios curriculares e também de antecedentes (segundo o site da Honor, apenas 5% dos que aplicaram foram aprovados até então). Em abril, a empresa recebeu uma rodada de investimentos de 20 milhões de dólares.
 
Cuidar do próximo, seja parente ou não, é sem dúvida uma atividade edificante e nobre. No entanto, fechar os olhos para as dificuldades que fazem parte desses cuidados não soma para seu êxito. Há oportunidades de oferecer soluções e serviços para auxiliar na qualidade de vida de cuidadores e idosos, resta a nós colocarmos em prática isso.
 

Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 - Série B começa em Campo Grande/MS

 

Campo Grande/MS - Começou nesta quarta-feira (16), no ginásio Moreninho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 - Série B. Os cabeças de chave iniciaram a competição com vitória e largaram na frente na disputa por uma vaga nas semifinais.

A primeira rodada foi disputada em dois períodos. Pela manhã, em jogos do Grupo A, a ADVC-RJ venceu a UNICEP por 2 a 0, com gols de Aerton e Bruno, na abertura da competição. Em seguida, foi a vez da ACERGS-RS garantir os primeiros 3 pontos ao vencer o CESEC-SP pelo mesmo placar. Os dois gols foram marcados pelo colombiano Jhon.

À tarde, foi a vez das equipes do Grupo B entrarem em quadra. No primeiro jogo da chave, o CEDEMAC-MA superou a ACEC-CE pelo placar de 3 a 0, com gols de Marcos Costela. No encerramento da rodada, Mizael marcou duas vezes e deu a vitória de 2 a 0 do CETEFE-DF sobre a ASCEPA-PA.

Nesta quinta (17), a competição prossegue com mais quatro partidas válidas pela segunda rodada da Série B nacional. O primeiro jogo do dia será entre CEDEMAC-MA x ASCEPA-PA, às 09h30, horário de Brasília.

A Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 – Série B é uma realização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocínio da instituição que dá nome à competição.

Confira as fotos do evento em nosso flickr: https://www.flickr.com/photos/album_cbdv/albums/72157656392619913

Fonte: cbdv.org.br

Cientistas criam prótese de mão que restaura sensação de toque

     Foto: DARPA
Foto: DARPA
Um dos grandes obstáculos no desenvolvimento de próteses capazes de substituir por completo um membro perdido pode ter sido finalmente superado. Cientistas da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) anunciaram na última sexta-feira, 11, a criação de uma mão robótica que devolve o sentido de tato ao usuário.

Uma rede de eletrodos foi conectada ao cérebro de um voluntário de 28 anos, cuja identidade não foi revelada. Parte dos fios foi ligada ao seu cortex sensorial, região responsável por identificar sensações, como pressão sobre a pele; e parte foi ligada ao cortex motor, que, como o nome diz, controla nossos movimentos.

Os eletrodos foram então conectados a um braço mecânico capaz de ser controlado pelo pensamento do usuário. Com seu voluntário vendado, os cientistas tocaram delicadamente na ponta de cada um dos dedos da prótese, pedindo ao paciente que identificasse qual dedo estava sendo tocado. Ele conseguiu identificar corretamente o toque em quase 100% dos testes.

Em certo momento, os pesquisadores resolveram “brincar” com seu voluntário e apertaram dois dedos ao mesmo tempo. Mesmo assim, o paciente foi capaz de sentir os dois dedos sendo tocados. “Foi assim que percebemos que as sensações que ele tinha através da mão robótica eram próximas do natural”, explicou Justin Sanchez, responsável pelo estudo.

Apesar do sucesso, ainda há muito trabalho a ser feito. O sistema só consegue transmitir ao usuário a sensação de toque nos dedos, sem fazer o mesmo com a palma da mão ou o braço. Além disso, o paciente não consegue indentificar outras informações, como textura e temperatura do objeto ou superfície que está tocando.

Ainda assim, segundo os cientistas, a descoberta foi um importante passo na busca por próteses quase naturais. “Esse trabalho mostra o potencial de restaurações biotecnológicas de funções motoras. Investimentos do Darpa em neurotecnologia podem ajudar a nos levar a mundos totalmente novos em termos de função e experiência para indivíduos vivendo com paralisia, com o potencial de beneficiar pessoas com danos cerebrais ou doenças semelhantes”, explicam os pesquisadores.

Fontes: Darpa - www.deficienteciente.com.br - Referência: Olhar Digital

Seleção Brasileira de tiro esportivo garante mais uma medalha de bronze na Copa do Mundo de Sy​dney, na Austrália

Geraldo Rosenthal em ação na Copa do Mundo de Sydney

O Brasil conseguiu nesta quarta-feira, 16, o terceiro lugar na prova P3 (Pistola Sport – 25m) por equipes, no segundo dia de disputas da Copa do Mundo de tiro esportivo, em S​y​dney, Austrália. Além da medalha, os brasileiros Geraldo Von Rosenthal, Debora Campos e Sergio Vida quebraram o recorde brasileiro, com 1637 pontos​. ​O anterior era de 1632.
No individual, na P3 (Pistola Sport – 25m) SH1 Misto, o gaúcho Geraldo Rosenthal foi o destaque brasileiro, em 11º, com 554 pontos,​ ficando apenas a dois de garantir uma vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Debora Campos terminou em 13º lugar, com 548 pontos​. A atiradora ​fez seu melhor resultado em competições internacionais. Por último, Sergio Vida ocupou o 18º lugar, com 535 pontos.
Na prova R4 (Carabina de Ar 10m – Posição em pé) SH2 Misto, Alexandre Galgani terminou 23º lugar com 618,8 pontos, não alcançando o índice mínimo, que era de 620.
A etapa da Copa do Mundo de tiro esportivo de Sydney conta com a participação de 150 atiradores de 34 países. Esta ​é a penúltima competição classificatória para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016​. O evento​ se estende até 19 de setembro.
Confira a delegação brasileira completa:
Alexandre Augusto Galgani – Atleta
Carlos Henrique Procopiak Garletti – Atleta
Debora da Silva Rodrigues Campos – Atleta
Geraldo Von Rosenthal – Atleta
Geremias Pereira Soares – Atleta
Helcio Luiz Jaime Gomes Perilo – Atleta
Ricardo Augusto Gomes da Costa – Atleta
Sergio Adriano Vida – Atleta
Watachos Arrivabene de Freitas Queiroz – Atleta
Fernando Cardoso Junior – Chefe De Missão
James Walter Lowry Neto – Técnico Nacional
Adriana Gomez Carballo – Médica
Isaak Sosttenes dos Santos Rocha – Enfermeiro
Rodrigo Hernandes – Preparador Físico

CPB divulga nesta quinta-feira, 17, lista de convocados ao Mundial Paralímpico de Atletismo

Circuito Caixa Loterias - Atletismo

O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgará nesta quinta-feira, 17, a convocação para o Mundial Paralímpico de Atletismo. O evento ocorrerá entre os dias 21 e 31 de outubro, em Doha, no Catar. A lista final dos atletas será conhecida por meio do perfil oficial do CPB no aplicativo Periscope (@cpboficial), às 14h (horário de Brasília).
A divulgação terá a presença do coordenador-técnico de atletismo do CPB, Ciro Winckler. Após revelar os nomes, Ciro comentará a convocação e a perspectiva da delegação brasileira para a principal competição da modalidade em 2015.
Esta será a quinta edição do Mundial Paralímpico de Atletismo organizada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). A última ocorreu em Lyon, na França, em 2013. Na ocasião, o Brasil conquistou 40 medalhas, sendo 16 de ouro, dez de prata e 14 de bronze, o que rendeu ao país a terceira posição no quadro geral de medalhas do evento.
O Mundial Paralímpico de Atletismo será disputado por 1.300 atletas de 90 países. As competições serão sediadas no Estádio Suhaim Bin Hamam, do Catar Sports Club.

Gestante com deficiência visual se emociona ao ganhar réplica 3D do filho

Impressora 3D fabrica boneco a partir de ressonância e ultrassom.
'É emocionante', diz Camila Marinho, de 24 anos, cega desde os 8.

Marina Franco Do G1, em São Paulo


Camila Marinho, deficiente visual grávida de 8 meses, e o marido, Roger Marques, recebem modelos do filho feitos em impressora 3D após exames de ressonância magnética e ultrassonografia (Foto: Marina Franco/ G1)
Camila Marinho, deficiente visual grávida de 8 meses, e o marido, Roger Marques, recebem modelos do filho feitos em impressora 3D após exames de ressonância magnética e ultrassonografia (Foto: Marina Franco/ G1)
Gestantes com deficiência visual podem se beneficiar de um novo uso de impressoras 3D e passar pela emoção de conhecer melhor seu filho nos exames do acompanhamento médico pré-natal. A partir de imagens de ultrassonografia e ressonância magnética são produzidas réplicas dos fetos em tamanho real. O G1 acompanhou, em São Paulo, a entrega de um desses bonecos a uma gestante deficiente visual.
Click AQUI para ver o vídeo.
Camila Marinho, de 24 anos, ficou cega após um acidente que sofreu aos 8 anos de idade. Na 32ª semana de gestação, Camila pôde conhecer melhor as características de seu filho na última sexta-feira (11), quando recebeu das mãos do ginecologista Heron Werner, dois moldes de plástico – um de todo o corpo do bebê, feito a partir de uma ressonância magnética e outro, só do rosto, a partir de um ultrassom.
Emocionada, Camila segurou e tocou os moldes como se estivesse carregando seu filho. “É emocionante. Eu consigo tocar o que eu não estou vendo na tela. Eu imagino que a pessoa que enxerga deva sentir essa mesma sensação de emoção. Esperei muito pela entrega do boneco impresso”, disse.

Para a impressão das réplicas, as imagens produzidas nos exames médicos são tratadas em um software de pós processamento de imagem. É possível que algumas partes do corpo do feto fiquem de fora, já que ele pode estar encostado na placenta ou com o cordão umbilical enrolado. A ideia é reproduzi-lo exatamente como estava na barriga da mãe no momento do exame.

Ao tocar o molde menor, feito a partir de ultrassom 3D e que reproduz apenas do rosto de seu filho, Camila afirmou: “A boquinha dele é parecida com a minha”. Seu marido, Roger Marques, também deficiente visual, a acompanhou na consulta e concordou. Com a réplica em tamanho real nas mãos, disse sorrindo: “É a cara da mãe”.
Impressão
Os exames feitos para a impressão dos modelos entregues à Camila foram feitos em sua 24ª semana de gestação. “No ultrassom, a gente tem a capacidade de pegar o feto [todo] até 17 semanas. Depois, o feto fica grande e então a gente se dedica mais à face”, explica Heron Werner, médico especialista em medicina fetal que idealizou o projeto.

Para a fabricação do molde de todo o corpo a gestante faz uma ressonância magnética, que normalmente só é feita durante a gravidez quando há alguma dúvida ou dificuldade no ultrassom, explica o médico.

As impressões, que são feitas no laboratório de biodesign da PUC-RJ , custam, em média, US$ 1.000, dependendo do material usado. No entanto, o ginecologista e a equipe acadêmica não cobram pelas consultas, os exames e a impressão no caso de grávidas com deficiência visual.

O grupo de pesquisadores transferiu a tecnologia a uma empresa que atende laboratórios médicos e pode imprimir a pedido de mulheres sem deficiência.
Boneco de feto em tamanho real do filho de Camila foi feito em impressora 3D após exame de ressonância magnética (Foto: Marina Franco/ G1)Boneco de feto em tamanho real do filho de Camila foi
feito em impressora 3D após exame de ressonância
magnética (Foto: Marina Franco/ G1)
Estudos patológicos
O trabalho começou em 2007 e foi desenvolvido junto com pesquisadores no Instituto Nacional de Tecnologia, órgão ligado ao governo. Inicialmente as impressões de réplicas 3D eram feitas a partir de estudos de tomografia, depois passou a ser aplicado em estudos de ressonância e, em 2009, de ultrassom.

O projeto nasceu com o objetivo de fornecer modelos para estudos patológicos em universidades. “É uma maneira de a gente melhorar essa interface do aluno com o estudo das patologias fetais e facilitar discussões multidisciplinares”, diz o Dr. Heron.
Também foram produzidos modelos para uma exposição permanente no Museu da Ciência de Londres e mostras temporárias em Nova York e Atenas.
Fonte: g1.globo.com