sábado, 26 de setembro de 2015

Pessoas com deficiência vencem preconceito para amar

Evento sobre sexualidade debate o tema em Porto Alegre

Por: Fernanda da Costa

Pessoas com deficiência vencem preconceito para amar Tadeu Vilani/Agencia RBS
Thiago e Dayane têm deficiência intelectual, o que não os impede de pensar em construir uma família  Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Thiago Fernandes Moraes, 24 anos, e Dayane da Rosa, 18, vivem a rotina de muitos casais. Vão ao cinema, namoram em casa, trocam beijos e, aos poucos, descobrem a sexualidade. Para eles, a deficiência intelectual que ambos apresentam não é barreira para o amor.

Embora encarada com naturalidade pela dupla, a sexualidade muitas vezes é vista como um problema pelas pessoas com diversidade funcional (nome que os estudiosos adotam para aqueles que apresentam algum tipo de deficiência), já que enfrentam barreiras impostas pela sociedade, pela família e até por elas próprias. O tema será discutido em curso do 1º Ciclo Internacional de Direitos Sexuais e Saúde Sexual, evento promovido pelo Centro de Estudos e Capacitação em Sexualidade (Cecapas) de hoje até quinta-feira, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Quatro filmes sobre deficiência e sexualidade

Conforme a coordenadora do evento, assistente social e orientadora sexual para pessoas com deficiência Maria Aparecida Vieira Souto, há muito preconceito:
As pessoas com deficiência são tratadas como uma população invisível, de segunda categoria, para quem a gente nega o direito de ter desejo sexual.

Quem dirá ter atividade sexual — explica.

Entenda os principais pontos do Estatuto da Pessoa com Deficiência
Há 35 anos na área da sexualidade, a especialista começou o trabalho com a diversidade funcional no início do ano e se surpreendeu com a falta de informação. Ela relatou ter ouvido frases como "é claro que eles não têm desejo" ou "por que tu achas que alguém vai se interessar por uma pessoa com deficiência?".

Há pessoas que se interessam exatamente por características diferentes. A melhor coisa que podemos fazer é nos informar — afirma.
O problema, conforme a psicóloga e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Eliane Rose Maio, palestrante da atividade, é que as pessoas não enxergam as potencialidades das pessoas com deficiência, por isso não as exploram.

Festival exibe filmes adaptados para pessoas com deficiência visual e auditiva
Membro do conselho da Cadeira de Saúde Sexual e Direitos Humanos da Unesco, Antonio Carlos Gerbase também fala no evento e ressalta a importância de também se pensar em igualdade:

Queremos que os direitos humanos em relação à vida, à saúde e ao casamento se apliquem a todas as pessoas, o que inclui aqueles com diversidade funcional.

Eles precisam gostar do corpo
Muitas vezes, as próprias pessoas com deficiência se veem incapazes de amar. Maria Aparecida costuma ouvir deles discursos como "isso eu não posso", "não consigo me mexer direito" ou "não consigo dizer para a pessoa o que eu estou querendo". Ela explica que as pessoas com diversidade funcional precisam se conhecer, gostar do seu corpo e desenvolver suas habilidades, entre elas a sexualidade.

Jovem com deficiência supera obstáculos e se formará em Pedagogia
Thiago e Dayane são um bom exemplo. Eles se conheceram no intervalo da escola onde estudam, admirados um pelo outro. Thiago tomou coragem para pedir o telefone de Dayane, e começou uma série de ligações que dura até hoje. Correspondido, o jovem visitou a família da amada para pedir autorização ao namoro, que completará um ano em novembro. Sobre os planos do casal, Dayane responde:

Queremos ter uma vida juntos. Casar e, talvez, ter filhos.
Sabemos que teremos de esperar, estudar mais, trabalhar, mas é isso que queremos — completa Thiago.

Anatel quer sugestões para melhorar acessibilidade de pessoas com deficiência

A tia de Dayane, Maria Lúcia Gomes da Silva, 54 anos, explica que a família fala abertamente com a adolescente sobre o namoro e apoia seus sonhos para o futuro:

Ela pergunta para as minhas filhas como é ter uma vida de casado, cuidar de um bebê. Sabe que tem uma diferença, mas é muito esforçada — relata a auxiliar administrativa.

Sem diálogo, filhos se tornam mais vulneráveis
Essencial no desenvolvimento da sexualidade das pessoas com deficiência, a família também pode representar uma barreira. Eliane alerta para o perigo da superproteção, muito comum aos pais das pessoas com diversidade funcional. Com medo de que os filhos se magoem, algumas famílias não permitem que eles falem ou se informem sobre sexualidade, o que impede o desenvolvimento da autoproteção.

A família é a primeira educadora sexual. Precisa olhar no olho, explicar a sexualidade com ajuda de materiais lúdicos – explica Eliane.

O cerceamento de informações desprotege as pessoas com deficiência, que ficam mais vulneráveis a abusos sexuais.

O abusador tem medo de criança bem educada sexualmente — afirma a professora, autora do livro Violência Sexual contra Criança: Contribuições para a Formação Docente, e outros dois sobre sexualidade.

Dilma veta cota para pessoa com deficiência 

Além da vulnerabilidade, a superproteção impede que os deficientes desenvolvam o conceito de privacidade, conforme Maria Aparecida. Por isso, segundo a orientadora, alguns deficientes realizam atos de prazer publicamente.

Precisamos dizer a eles que eles podem tocar no corpo, que é gostoso, mas precisa ser no quarto, no banheiro ou na hora do banho. Temos de lembrar isso sempre — informa. 

A assistência aos deficientes e suas famílias carece de profissinais que trabalham com educação sexual no país, ainda raros, avalia Maria Aparecida. Por isso, além de uma palestra sobre o tema, o evento da Cecapas terá um curso de capacitação em sexualidade e diversidade funcional. A programação completa e as informações sobre as inscrições podem ser obtidas no site do evento.

Senado aprova Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência

"O que importa é o carinho e a satisfação", diz cadeirante 
A história de amor do empresário Guacir Bueno, 59 anos, e da estudante de Direito Simone Midon, 47, nasceu em uma quadra esportiva. Tenente-coronel reformado da Brigada Militar, ele foi ao local para assistir a uma partida de basquete sobre cadeira de rodas. Acabou se surpreendendo com a beleza da organizadora do jogo, Simone, professora de educação física à época.

Os dois trocaram contatos e Guacir decidiu convidá-la para outro evento, em Santa Catarina. Foi após a viagem que começaram a namorar. O relacionamento evoluiu para casamento, que já dura 12 anos. Sobre a vida sexual, o empresário brinca.

Ela já me conheceu "estragado", não tem do que reclamar — disse aos risos, referindo-se à cadeira de rodas sobre a qual passou a andar depois de ser atingido por um tiro na coluna, durante um assalto em 1997.

Guacir e a mulher, Simone, na Casa de Cultura Mário Quintana Foto: Carlos Macedo, Agência RBS

Guacir é bem-humorado e contagia pela autoestima, mas conta que muitas pessoas na mesma situação ficaram depressivas.

Falo da sexualidade, naturalmente, mas para muitas pessoas não é fácil. Isso me preocupa, principalmente em relação aos jovens que ficaram com problemas — relata.

Guacir é presidente da Associação de Servidores da Área de Segurança Portadores de Deficiência (Asaspode), fundada por ele em 2000. Hoje, a entidade reúne cerca de 70 associados com deficiências, de diversas áreas.




São Paulo sedia mostra de filmes sobre pessoas com deficiência

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, sétima edição do Festival 'Assim Vivemos' chega a capital paulista com 33 filmes, entre ficções, animações e documentários

Carmina
Documentário alemão 'Carmina – Viva a Diferença' abriu programação do Festival Assim Vivemos em São Paulo


A sétima edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência começa hoje (23), no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, e segue até 5 de outubro. A mostra, que já passou pelo Rio de Janeiro em agosto, exibe agora na capital paulista 33 filmes e promove quatro debates sobre os temas autonomia, imagem e estigma, ser artista e autismo.

Foram selecionados documentários, ficções e animações produzidos em 20 países, entre eles Austrália, Espanha, Alemanha, México, França, Chile, Polônia, Itália, República Tcheca, Bielorrússia, Rússia, Reino Unido, Cazaquistão, Eslováquia, Bélgica, Irã, Suíça, Ucrânia e Israel.

O Brasil participa do festival com sete produções: E Agora José, Maria e João, de Marcio Takata, sobre perspectivas de futuro independente de adultos com deficiência intelectual; Conjuntos, de Rodrigo Cavalheiro e Monica Farias, que mostra uma tarde de ensaio de dança inclusiva; Tatuagem e Terremoto, de Sávio Tarso e Nilmar Lage, com o depoimento de uma vítima da poliomielite; Marcelo, de Jéssica Lopes, sobre o universo sonoro de uma criança que está em fase de adaptação ao implante coclear; A Onda Traz, O Vento Leva, de Gabriel Mascaro, sobre a jornada sensorial de Rodrigo, que tem deficiência auditiva e trabalha com instalação de som em carros; Marina Não Vai à Praia, de Cássio Pereira dos Santos, sobre o sonho de uma menina com Síndrome de Down de ir à praia; e Outro Olhar, de Renata Sette, que apresenta a atitude das pessoas ao redor de uma adolescente com Down na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

O festival abriu nesta quarta-feira às 13h com o alemão Carmina – Viva a Diferença, de Sebastian Heinzel. O documentário mostra um projeto internacional de dança em que mais de 300 dançarinos profissionais e amadores com e sem deficiência encenam a famosa cantata Carmina Burana, de Carl Orff. O longa de 80 minutos tem como tema central a inclusão, contra o que alguns participantes se rebelam algumas vezes. Além das dificuldades de relacionamento, o filme acompanha o árduo processo de ensaios em que os dançarinos são constatemente desafiados.

Todos os filmes foram produzidos entre 2012 e 2015, e a maioria tem como protagonistas pessoas com algum tipo de deficiência, como autismo, Síndrome de Down, deficiência intelectual, visual, auditiva ou física. Segundo a curadora do evento, Laura Pozzobon, o assunto que mais se destaca nesta edição do festival é a autonomia. “O amor e as lutas políticas das pessoas com deficiência já foram temas do festival. Este ano, recebemos uma grande quantidade de filmes sobre pessoas com autismo, com Síndrome de Down e deficiência intelectual. Mas o grande tema deste ano, que norteia a maior parte dos filmes, é a autonomia, a possibilidade de uma vida com independência. Este assunto surge como o grande objetivo, o grande desejo, o grande sonho. Os filmes, em seu conjunto, nos trazem um belo repertório de experiências, dificuldades e conquistas nesse sentido”, afirma.

Além de ser gratuita, a mostra Assim Vivemos oferece recursos de acessibilidade para todos os públicos: audiodescrição em todas as sessões e catálogos em braile para pessoas com deficiência visual; legendas closed caption nos filmes e interpretação em libras nos debates para as pessoas com deficiência auditiva; e fácil acesso para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.

Confira a programação completa do festival no site www.assimvivemos.com.br.

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre DeficiênciaQuando: de 23 de setembro a 5 de outubro
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo (SP)
Quanto: grátis
Mais informações: www.assimvivemos.com.br

Fonte: www.redebrasilatual.com.br

Número de pessoas com deficiência em escolas comuns cresce 381%



Imagem Internet/Ilustrativa


No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta segunda-feira, 21, o país tem o que apresentar como avanços. De 2003 a 2014, a inclusão na educação básica brasileira passou de 29% para 79%, o que significa crescimento de 381%. O número de estudantes, que era de 145.141 no início da década, chega atualmente a 698.768. A política de inclusão do Brasil também atingiu a educação superior, que registrou aumento de 475% — de 5.078 para 29.221 alunos ingressos nos últimos 12 anos. 


Segundo a diretora de políticas de educação especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Martinha Dutra dos Santos, a comemoração não é no sentido de festejar, mas de marcar a data. “Antes, vivíamos um apartheid: pessoas com deficiência, em situação de vulnerabilidade social, distantes da escolarização”, disse. “Organizações não governamentais substituíam o Estado, que se desincumbia de seu dever.”

Os números da estrutura de atendimento mostram que 42 mil escolas foram beneficiadas com salas de recursos multifuncionais; 2.307 veículos para transporte escolar acessíveis em 1.541 municípios; 30 centros de formação de profissionais da educação e de atendimento a pessoas com surdez; 55 centros de apoio pedagógico às pessoas com deficiência visual e financiamento de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de nível superior.

Martinha observa que os números são eloquentes. “Mostram o processo de construção de um novo paradigma de sociedade, com cidadania, distante do modelo de tutela, de caridade e assistencialismo”, afirmou. Para Martinha, a última década foi de conquista dos movimentos sociais em defesa da inclusão da pessoa com deficiência na educação. “Este é um momento de reconhecer um novo cenário social no Brasil.”

Cursos — Também no aspecto pedagógico, a inclusão de pessoas com deficiência avançou nos últimos 12 anos. Foram criados 30 cursos de letras com linguagem brasileira de sinais (libras), que oferecem anualmente 2.250 vagas para formação de professores, tradutores e intérpretes, e liberados 114 títulos no método braile, 383 em sistema de informação digital acessível (mecdaysi) e 13 obras em libras–língua portuguesa.

O Brasil ratificou, como emenda constitucional, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. No artigo 24, o texto afirma que é dever do Estado assegurar sistema educacional inclusivo em todos os níveis.

“À sociedade cabe promover a acessibilidade e possibilitar independência e participação plena em todos os aspectos da vida às pessoas com deficiência”, disse o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Em pronunciamento em comemoração à data, o ministro observou que o conjunto de ações provocou “vertiginosa mudança” na educação brasileira. “Por tudo isso, hoje é dia de celebrar essas valiosas conquistas, sem, no entanto, perder de vista os desafios que devem nos fazer avançar, continuamente, rumo à construção de uma sociedade em que todos possam conviver e aprender juntos.”

MEC Assessoria de Comunicação Social 

Fonte: www.planetauniversitario.com - Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Médico brasileiro realiza cirurgia que faz cego voltar a enxergar

Flávio Rezende, chefe do Departamento de Retina da Universidade de Montreal, implantou chip na retina de uma paciente


Divulgação - Equipe médica que realizou a cirurgia; Flávio é o quarto da direira para esquerda


Rio - Ao som de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, o médico Flávio Rezende, que costuma ouvir música durante as cirurgias, foi o primeiro brasileiro a realizar uma operação que devolverá a visão a uma pessoa cega. O procedimento foi realizado nesta terça-feira no Hospital Maisonneuve-Rosemont, no Canadá, e durou cerca de quatro horas. O cirurgião, chefe do Departamento de Retina da Universidade de Montreal, implantou um chip na retina de uma mulher de 51 anos. O mecanismo receberá imagens de uma câmera instalada no óculos da paciente e as enviará ao cérebro.
 
— A tecnologia está bem no começo, então fazemos a comparação com uma televisão em preto e branco. Hoje quando você mostra isso para uma pessoa ela pensa que é ruim, mas a tecnologia começou dessa forma. Para um paciente que não enxergava, passar a enxergar mesmo que em preto e branco já é algo maravilhoso. Já estão trabalhando em um avanço de software, para tentar imagem em cores. Então, provavelmente, até o ano que vem pode ser que os pacientes já consigam enxergar colorido. Não é a visão que eu e você temos, é uma visão digital, eles veem píxels— explica Rezende.
 
A tecnologia é indicada para pessoas com distrofias que afetam as células receptoras de luz da retina (mais comuns em idosos), dessa forma, o chip implantado faz o papel dos fotorreceptores e manda a imagem capturada pela câmera instalada no óculos que será usado pelo paciente para o cérebro, por meio do nervo óptico. Para transmitir as informações do óculos para o chip, a tecnologia utiliza radiofrequência que, segundo o médico, é mais estável e menos suscetível à interferências externas como aconteceria no caso do uso de Wifi. No Canadá e nos EUA, uma pessoa pode ser submetida a esse tipo de cirurgia a partir dos 25 anos, já na Europa pacientes a partir dos 18 anos podem ser operados.
 
— O óculos tem uma antena sem fio que se comunica com o olho. Para que a tecnologia funcione existem alguns critérios: o nervo óptico deve estar funcionando, depende também do tamanho do olho da pessoa. É realmente artesanal, cada prótese é customizada para cada paciente— afirmou Rezende.
 
O mecanismo permite que a intensidade da entrada de luz seja regulada pelo próprio paciente através de um computador de mão, do tamanho de um smartphone. A tecnologia também pode ser desligada a critério do usuário, função importante, por exemplo, durante o sono.
 
— É como uma máquina fotográfica, que você controla o diafragma para entrada de luz.
 
Estabelecemos quais os objetivos do paciente. Por exemplo, se o objetivo é conseguir fazer melhor as coisas dentro de casa, então a companhia ajusta de acordo com a quantidade de luz que existe em ambientes internos. Para nós parece uma coisa banal, mas para eles é uma mudança de vida. Os pacientes passam a se locomover pelos cômodos sem bater nas coisas, alguns até conseguem distinguir letras— conta.


 
Chip assume função de células receptoras de luz Reprodução
 
A cirurgia custa cerca de US$ 170 mil e existe a intenção de que seja trazida para o Brasil. De acordo com Rezende, a empresa detentora da tecnologia pretende apresentar a proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para obter o aval e trazer o olho biônico para o país.
 
— Estou orgulhoso por ser o primeiro brasileiro a fazer isso. Estamos tentando desenvolver um projeto para levar à Anvisa. Agora está economicamente difícil conseguir a aprovação e levar a tecnologia ao Brasil, mas quando a economia melhorar o projeto já estará lá para ser analisado— destaca.
 

CBDV vai realizar curso técnico de Goalball durante a etapa nacional, em Curitiba

 
Foto: Seleção feminina foi campeã dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto (Márcio Rodrigues/MPIX/CPB)


Rio de Janeiro/RJ – A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais, com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, realizará o I Curso de Atualização para Técnicos e Profissionais de Goalball, entre os dias 29 de setembro e 04 de outubro, em Curitiba, durante a Copa CAIXA Loterias, a principal competição da modalidade no país.
Além dos profissionais que já estarão no evento com as suas equipes, a CBDV disponibilizou 20 bolsas parciais, com custo de hospedagem e alimentação, incluindo o deslocamento do aeroporto/rodoviária até o hotel.
O curso tem como objetivo contribuir para a melhoria das condições técnicas dos profissionais que trabalham e desenvolvem o goalball no Brasil, uniformizando e nivelando conhecimentos e atividades, tendo como base o trabalho realizado nas seleções masculina e feminina. E serão os próprios membros das comissões técnicas brasileiras que irão ministrar os cursos, que serão aplicados em diversas áreas. Confira o cronograma abaixo.
29 de setembro
HorárioTemaPalestrante
19h - 19h30AberturaPresidência da CBDV / CPB
19h30 - 22hFormação de atletas jovens, técnica e tática; Processo de formação técnica e tática em atletas iniciantes; Treinamento defesa e arremesso para atletas jovens.Dailton Freitas: Técnico da Seleção Brasileira Feminina de Goalball
30 de setembro
19h30 - 20h45Periodização e estratégica; Modelo de treinamento global para goalball; Manutenção da motivação no treinamento físico.Diego Gonçalves Colletes: Auxiliar Técnico da Seleção Brasileira Masculina de Goalball
20h45 - 22hAvaliação física e o espaço de relacionamento virtual para monitorização do treinamento personalizado à distância.José Dionizio Lisboa Barbante Junior: Preparador Físico da Seleção Brasileira Feminina de Goalball
01 de outubro
19h - 20hLesões ortopédicas no goalball: incidência e exercício preventivos relacionados; Diferentes tipos de lesões no atleta masculino e no atleta feminino.Rafael Loschi da Silva e Daniel Brandão Martins: Fisioterapeutas da Seleção Brasileira Masculina e Feminina de Goalball
20h - 21hControle emocional e aspectos motivacionais: da preparação à competição.Thereza Christina Barcellos Xavier e Alessandra Amorim Souza: Psicólogas da Seleção Brasileira Feminina e Masculina de Goalball
21h - 22hA importância das principais regras de goalball, condutas da arbitragem e o seu impacto no alto rendimento.Carla Patrícia da Mata: Coordenadora Nacional de Arbitragem de Goalball
02 de outubro
19h - 20hA estatística no goalball; Contribuição da estatística nos treinamentos e nos jogos.Jônatas Silva da Cunha Castro: Auxiliar Técnico da Seleção Brasileira Feminina de Goalball
20h - 21hUtilização software de goalball AltC3; Scout como avaliação do desempenho dos atletas. Análise e observação de adversários.Altemir Trapp: Analista de Desempenho da Seleção Brasileira Masculina de Goalball
21h - 22hAspectos nutricionais na manutenção do peso x performance; Alimentação durante o período de competição.Mirtes Stancanelli e Patrícia Marques Lisboa Aroso de Castro: Nutricionistas da Seleção Brasileira Masculina e Feminina de Goalball
03 de outubro
19h30 - 22hTreinamento para alta performance; Sistemas táticos ofensivo e defensivo; Métodos de treinamentos.Alessandro Tosim: Técnico da Seleção Brasileira Masculina de Goalball
22h - 22h15EncerramentoCBDV / CPB
Fonte: cbdv.org.br

Paraplégico caminha quatro metros com ajuda de ‘leitor’ da mente

Em estudo americano, homem conseguiu andar com apoio após ‘treinar’ manipulação de movimentos à distância com videogame.
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     Em estudo preliminar, paciente andou cerca de 4m, com apoio (Foto: PA)

Um homem com paralisia conseguiu recuperar parte do controle sobre as pernas e caminhar com apoio usando um aparelho que “lê” o cérebro, de acordo com cientistas.
Depois de capturadas, as ondas cerebrais do paciente foram interpretadas por um computador, que então enviou estimulação elétrica aos músculos de sua perna.
No estudo, feito nos Estados Unidos e publicado no Journal of Neuroengineering and Rehabilitation, o homem conseguiu andar um pouco menos do que quatro metros, com ajuda de um andador ortopédico.
Especialistas elogiaram o trabalho preliminar, mas afirmaram que, para que a pessoa possa andar de forma independente, ainda é preciso descobrir como ela poderia manter o equilíbrio.
Uma lesão na medula geralmente impede a transmissão de mensagens do cérebro para o resto do corpo. Mas, em princípio, o cérebro continua sendo capaz de criar essas mensagens, assim como as pernas ainda estão aptas a recebê-las.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia usaram um sistema para conectar o cérebro do paciente ao computador e, com isso, transpor a lesão do homem, que havia perdido o movimento das pernas há cinco anos.
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Treinamento inicial consistia em controlar avatar em computador (Foto: PA)
Eles usaram uma touca de eletroencefalograma para ler a atividade cerebral do homem. Este tinha sido treinado a controlar um avatar em um jogo de computador.
‘Estudo interessante’
Após esta fase, foram colocados eletrodos nos músculos de sua perna e o paciente começou a treinar a execução de movimentos.
“Mostramos que é possível restaurar o andar intuitivo, controlado pelo cérebro, após uma lesão completa na medula”, disse um dos pesquisadores, Dr. An Do.

“Esse sistema não invasivo para estimular músculos da perna é um método promissor e um avanço em relação aos sistemas atuais de controle pelo cérebro, que usam realidade virtual e exoesqueletos robóticos.”
Já Mark Bacon, da entidade Spinal Research, disse à BBC que este é um “estudo em estágio inicial interessante”.
“É interessante porque ele se afasta do campo da realidade virtual ao ativar músculos de membros inferiores em um padrão de caminhada.”

“Quanto a isso, houve sucesso. Mas caminhar de forma independente ainda está longe, até porque a questão de manter o equilíbrio não foi abordada.”
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Segundo pesquisadores, ainda é preciso resolver questão do equilíbrio (Foto: PA)

Fontes: BBC Brasil - pessoascomdeficiencia.com.br

Mouse mental” para ajudar deficientes é criado durante projeto no Amazonas

O “MindWave” utilizada ondas cerebrais e algoritmos matemáticos para funcionar. Ele faz parte do projeto “Julia”, que desenvolve equipamentos para surdos e mudos.

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A tecnologia aplicada em games poderá ser utilizada no auxílio de deficientes físicos. Uma empresa privada e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) lançaram nesta semana um sensor capaz de detectar ondas cerebrais e transformá-las em comandos para serem usados no computador e celular. O “mouse mental” poderá ajudar pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Segundo Manuel Cardoso, professor do Núcleo de Robótica e Automação da UEA, o desenvolvimento do projeto teve início há um ano. A difusão do MindWave pode ajudar pessoas impossibilitadas de utilizar aparelhos ópticos.
“Essa é uma doença muito avassaladora, que tira completamente os movimentos da pessoa. O mouse óptico é um equipamento impressionante, no entanto, para essas pessoas, até mesmo o movimento dos olhos, depois um tempo, se torna limitado. Então nós vimos a necessidade de desenvolver esse sensor que utiliza a atividade cerebral, pois ela é a única função do corpo que permanece no paciente”, afirmou.
De acordo com o professor, mesmo com outros sensores disponíveis no mercado, o software desenvolvido para uso de pacientes com esclerose lateral é pioneiro. Pessoas com paralisia cerebral, ou que estejam em estado vegetativo, estão dentro da possibilidade de uso do equipamento de acordo com Cardoso.
“Isso é um avanço. O passo agora é iniciar os testes, já que o objetivo de desenvolver tecnologia é colocá-la acessível a todos, afinal é um conhecimento científico que deve ser empregado”, concluiu o professor.
Ainda não há previsão para a chegada do aparelho ao mercado. “Dentro do cenário que nós temos e no decorrer das pesquisas, eu acredito que nos próximos dois anos essa tecnologia já esteja no mercado, e nós temos o interesse para que isso se torne efetivo e beneficie a comunidade. Os familiares dessas pessoas com necessidades especiais demonstram muita alegria com a chegada dessa novidade”, disse o reitor da UEA, Cleinaldo Costa.
O “mouse mental” poderá ser usado em computadores e celulares. O valor do novo sensor ainda não está definido, porém Manuel Cardoso indica que o preço poderá custar até R$ 5 mil.
Atualmente, segundo Manuel, existem aproximadamente 15 mil pessoas cadastradas na Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica, que poderiam fazer uso da novidade.

Jovem que nasceu sem língua vira auxiliar de enfermagem em Brasília

Auristela passou por cirurgias e tratamento para aprender a engolir e falar. Há apenas mais dois casos iguais ao dela na literatura médica, diz cirurgião

    

O fato de ter nascido sem língua não impediu que a brasiliense Auristela Viana realizasse o sonho de concluir o curso de auxiliar de enfermagem. Um dos únicos três casos do tipo registrados na literatura médica, a jovem diz acreditar que as vivências que teve com cirurgias e tratamento a ajudarão a se tornar uma profissional mais sensível.
“Como enfermeira, posso explicar a minha experiência com os tratamentos não só do meu caso, mas também várias situações de patologias, acalmando os pacientes e oferendo o conforto e a confiança das suas melhorias hospitalares”, diz.
Ela conta que não sofreu preconceito na faculdade por causa da condição. “Todos os professores gostavam de mim. Eu sempre fui paparicada por eles por eu ser muito esforçada e determinada. [O relacionamento com os colegas era] Muito bom. Converso, estudo junto e procuro ajudar eles e eles me ajudam. São muito legais.”
Auristela ganhou alta médica em 2012. O caso dela era conduzido pelo cirurgião maxilofacial Frederico Salles. Em um vídeo feito para um simpósio da Universidade de Brasília.
Os dois se conheceram em 1995, quando a dona de casa Adriana Silva pediu ajuda para a filha. Na época, a criança engolia com dificuldade, falava mal e apresentava várias lesões no rosto por não conseguir reter a saliva na boca. A alimentação até então ocorria de forma improvisada.
“É uma anomalia incompatível com a vida, e por isso você não consegue ver os casos, eles morrem antes do diagnóstico. Usamos a língua para comer e falar”, disse Salles na época. “A mãe foi essencial. Como a menina não engolia o leite quando nasceu, ela comprou uma mamadeira de plástico que pudesse ordenhar, alargou o bico e, com a cabecinha da criança entre os joelhos e um pouco inclinada, jogava o leite direto na garganta dela.”
Para a sobrevivência de Auristela, foram realizadas várias cirurgias. A jovem diz não guardar lembranças ruins do tratamento. “Viciada” em maquiagem, ela afirma que adora brigadeiro e que passeia, estuda e namora normalmente, como qualquer garota. Ela também diz que sonha em conhecer os Estados Unidos, França, México, Japão e o continente africano.
“A época triste foi quando eu era pequena. Meus colegas me chamavam de Maria babona e nas festas juninas meu par sempre sumia. Ninguém queria dançar comigo”, lembra. “Eu me sentia triste, me arrumava toda para dançar quadrilha e chegava na hora era isso: todas as meninas bonitinhas com o seu par e eu dançando com a professora.”
A jovem estagiou em dois hospitais públicos – Base e Regional da Asa Norte – e afirma não se sentir inferior a ninguém. “Eu sinto que eu sou capaz. Eu nasci assim não foi à toa, é uma oportunidade de aprendizado e eu devo dar valor à vida mesmo com todas as dificuldades. O sol nasce para todos.”
A mãe afirma sentir muito orgulho de Auristela. Segundo a dona de casa, as dificuldades ajudaram toda a família a crescer. O essencial, diz, era sempre conversar com a menina e explicar que tudo que ela enfrentava é normal, já que todas as pessoas têm alguma dificuldade.
“O primeiro momento é aquele choque, né? Você está se preparando para ter um filho perfeito e de repente você se depara com um problema que no momento é a pior coisa que pode acontecer”, contou ao G1. “Mas, por outro lado, também é bom depois de tudo você ver que você fez o melhor que pôde. E que deu certo.”
Entenda o caso
A aglossia congênita foi citada pela primeira vez em 1718, pelo médico e botânico francês Antoine de Jussieu. Até o final de 2012 foram registrados 12 casos da deficiência em todo o mundo. Em nove deles, ela estava associada a outras limitações, como a ausência de dedos. De acordo com o cirurgião maxilofacial Frederico Salles, há somente três casos em que o paciente nasceu apenas sem a língua – os outros dois ocorreram nos Estados Unidos.
Para a sobrevivência desses pacientes, são necessárias cirurgias que alarguem a mandíbula, além de terapias para fortalecer a musculatura da boca. “A criatividade e o amor das mães, que trazem uma força sobrenatural para buscar as soluções para as necessidades das crianças, também fazem total diferença”, explicou.
O odontólogo declarou que Auristela conseguiu aprender a falar porque os músculos da parte debaixo da boca dela são três vezes mais fortes que o normal e tocam os dentes. A jovem fez acompanhamento com psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista e dois cirurgiões durante 16 anos.

Dia D: Ministério do Trabalho promove mobilização para incluir trabalhadores com deficiência


          Imagem Internet/Ilustrativa
         

O Ministério do Trabalho e Emprego, de forma integrada à Agenda do Trabalho Decente e ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite), promoverá no dia 25 de setembro, sexta-feira, o “DIA D” – Dia Nacional de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Reabilitados do INSS, em todo o Brasil. O objetivo é potencializar as ações voltadas para a inclusão social da pessoa com deficiência, especialmente no mercado de trabalho.
No Rio de Janeiro, o evento será realizado de 10 às 16 horas, no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAD), 3º andar, com palestras, apresentações e cadastramento de pessoas interessadas nas ofertas de vagas de emprego. O CIAD fica na Av. Presidente Vargas, 1.997, Centro.
A iniciativa é uma parceria do MTE com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Ministério da Previdência Social, o Ministério da Saúde, a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI).
Para mais informações sobre o Dia D, acesse o portal do MTE.
Fonte: www.ines.gov.br Imagem Internet/Ilustrativa

Eu não preciso de pernas para me sentir sexy

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Quem vê Kanya Sesser nesta foto nem imagina que ela está desafiando os padrões de beleza no mundo da moda. Ela nasceu sem as pernas e hoje em dia fatura até U$ 1 mil por dia sendo modelo. Confira sua história e alguns cliques a seguir!

         

Kanya nasceu na Tailândia, mas foi abandonada nas escadas de templo budista apenas duas semanas depois. No entanto, aos cinco anos, ela foi adotada por um casal norte-americano e hoje em dia mora em Los Angeles, nos Estados Unidos.

                     

Apesar de sua deficiência, ela nunca deixou de fazer algo que teve vontade. E, ao invés de usar uma cadeira de rodas, sempre preferiu se locomover de skate. Foi assim que ela se iniciou no mundo dos esportes radicais. Hoje em dia ela até surfa e surpreende a todos com suas performances.
        

Sua carreira como modelo começou aos 15 anos, quando ela foi contratada pela Billabong, uma marca australiana de roupas de praia. Foi depois disso que surgiram os primeiros convites para que ela posasse de lingerie. “Gosto de fazer dinheiro com isso e de mostrar às pessoas o quão bonito isso pode ser. Estas imagens mostram a minha força”, disse ela em entrevista ao Daily Mail.
                    
E se você pensa que não ter as duas pernas é um problema que afeta a auto-estima dela, saiba que o que acontece é o contrário. “Não preciso de duas pernas para me sentir sexy. Sou diferente e isso é sexy”, disse Kanya em entrevista ao Mirror.

             

Além de modelo, ela também compartilha suas experiências de vida através de palestras. Algumas dessas histórias estarão em um livro que ela deve lançar até o final deste ano. 

Fonte: br.vida-estilo.yahoo.com -  Fotos: Reprodução/ Instagram 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Rock in Rio 2015 recebe cadeirantes em área especial

São dois espaços que têm visual para os palcos Mundo e Sunset. Iniciativa é elogiada por pessoas com deficiência que fazem sugestões.

                       
                 Jhony assistiu aos shows e vibrou com seus roqueiros preferidos

As pessoas com deficiência ganharam um espaço exclusivo para assistir ao Rock in Rio 2015. A organização do evento montou duas plataformas de cerca de 25 metros quadrados em dois pontos da Cidade do Rock, montada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Um dos espaços fica em frente ao palco Sunset e o outro de frente para o palco Mundo. No sábado (19), o G1 acompanhou a experiência de um cadeirante e de outros roqueiros com dificuldades motoras na plataforma que fica em frente ao palco Sunset.

A área é elevada e a visão é mais livre. Os locais atendem a cerca de 30 pessoas. Além dos cadeirantes, outras pessoas com acessibilidade reduzida também são recebidos pelos voluntários. Eles recebem pulseiras de identificação e podem ocupar a  plataforma por tempo indeterminado.

Um dos que estavam no local era Jhony Santos de Oliveira, de 25 anos, que veio de Cabo Frio, na Região dos Lagos, para aproveitar os shows de metal pesado. Ele disse que é a segunda vez que ele utiliza o espaço. Elogiou a iniciativa, mas faz algumas sugestões.

“A ideia é legal, mas  eu acho que está um pouco longe até porque também sou míope”, disse.

Segundo contou, na edição de 2015 do festival, um poste que estava bem no meio também atrapalhou a visão total.

” Eu me viro vendo pelos telões. Está tudo bem porque estamos aqui pelo clima do rock, pelas pessoas”.

Camila Santoro com problema no pé assiste shows em área especial no Rock in Rio
Para o próximo Rock in Rio ele também sugere maior sinalização para as pessoas com deficiência. Aproveitou para elogiar a organização dos brinquedos e dos banheiros, que, segundo ele, estão mais limpos e  acessíveis.

“Estou me divertindo nos brinquedos. Já fui na tirolesa e na roda gigante e vou aproveitar mais “, disse.

Para a paulista Camila Santoro, 33 anos, o espaço especial caiu do céu. Ela torceu o pé no final de agosto quando já estava com a viagem para o Rock in Rio toda paga. Segundo ela, a recomendação do médico era não tirar a bota ortopédica do pé maneira nenhuma.

Camila disse que chegou a consultar a organização do evento.

“Cheguei aqui e fui muito bem atendida. A área é legal e perto dos restaurantes, banheiros e área médica”, disse.

Acomodada e aliviada, ela comemorava.

“O meu marido é que é o roqueiro e acho que se não viesse ao show era caso de divórcio”, contou sorridente ao lado do marido.