sábado, 3 de outubro de 2015

Maracanã terá narração para deficientes

Sistema já foi usado na Copa do Mundo e poderá ser implementado em todo os os estádios do país

                Imagem internet/ilustrativa
               O novo Maracanã será o local da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo 2014. Importância maior para as questões de acessibilidade.

A partir deste mês, os jogos do Brasileirão disputados no Maracanã terão narração audiodescritiva para deficientes visuais. O sistema foi usado na Copa do Mundo, quando o estádio contou com o equipamento de narração.
Com o fim do Mundial, a Fifa doou os equipamentos de transmissão de rádio para a ONG Esporte e Cultura para Cegos (Urece) e firmou um acordo de apoio à instituição. A intenção é que posteriormente a medida seja levada para os demais estádios do Brasil.
“É um projeto piloto, que nós esperamos levar a outros estádios no Brasil. Mas o simples fato de que estamos transformando isso em uma parte do cotidiano do Maracanã já é bem mais do que imaginamos”, afirmou Mauana Simas, coordenadora do projeto da Urece.
Segundo comunicou a Fifa, funcionários estão recebendo treinamento para realizar as transmissões que devem proporcionar aos torcedores com deficiência visual descrições precisas e explicações capazes de mudar a percepção de alguém que não pode ver um jogo de futebol. 

Fonte: esporte.band.uol.com.br - Imagem internet/ilustrativa

Comissão vota projeto que obriga a presença de salva-vidas em balneários públicos



Em reunião na quarta-feira (30), a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) deve examinar o projeto de Lei da Câmara (PLC) 48/2014, que torna obrigatória a presença de salva-vidas em todos os estabelecimentos que explorem balneários ou outros locais aquáticos abertos ao público. A reunião tem início às 9h, na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.
De autoria do deputado Vander Loubet (PT-MS), o projeto tramita em conjunto com o PLC 71/2014, que disciplina a prevenção de acidentes em piscinas. O voto do relator, Dário Berger (PMDB-SC), é pela rejeição do PLC 71/2014, de autoria do deputado Mário Heringer (PDT-MG), e pela aprovação do PLC 48/2014, com emenda que eliminou dispositivos excessivamente técnicos da proposição. A matéria seguirá à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Vander Loubet justifica a apresentação do projeto ao lembrar que, anualmente, entre 13 e 15 mil pessoas morrem afogadas no Brasil, mais que a soma de homicídios na Noruega, Grécia, Espanha, Canadá e Irlanda.

Espaços aquáticos

O projeto obriga a presença de profissionais salva-vidas em todos os estabelecimentos que explorem balneários ou outros espaços aquáticos de recreação ou prática desportiva abertos ao uso do público.
Os espaços privados de uso público deverão contratar profissionais salva-vidas, na proporção de um para cada grupo de 200 pessoas que frequentem a instalação aquática. Os requisitos de qualificação profissional dos salva-vidas serão os estabelecidos em regulamento.
Os estados, o Distrito Federal e os municípios regulamentarão a utilização e organização dos serviços de salva-vidas nos balneários e espaços aquáticos público de sua propriedade, ou cujo domínio lhe seja atribuído constitucionalmente, bem como naqueles situados em domínio da União.

Com três medalhas, Brasil se despede dos Jogos Mundiais da IWAS 2015, em Sochi, na Rússia

                         
                         Wesley Cruz (à direita) formou o pódio no lançamento de disco

O Brasil faturou nesta sexta-feira, 2, mais três medalhas – uma prata e dois bronzes – nos Jogos Mundiais da IWAS, disputados em Sochi, na Rússia. Kelly Peixoto (prata) e Wesley Cruz (bronze), no atletismo, e Taís Bobato (bronze), na natação, foram os protagonistas do dia.
Kelly levou a prata no lançamento de disco F41. Na mesma prova, porém na classe F42, Wesley ficou com o bronze. Os dois atletas já haviam conquistado, ontem, uma medalha de ouro cada, no arremesso de peso.
Na piscina, Taís garantiu o bronze nos 50m livre S10. Ela somou três medalhas na competição, já que havia conquistado duas pratas anteriormente. Nas outras provas, Ronaldo Bezerra nadando os 50m livre S8 ficou em quinto. Andrey Garbe ocupou a mesma colocação na prova também de 50m livre, mas na classe S9.
Com os resultados conquistados nesta sexta, o Brasil fechou sua participação na Rússia. No total, nove atletas – quatro no atletismo e cinco na natação – representaram as cores verde e amarela no evento. A delegação brasileira que disputou os Jogos embarca de volta ao país no sábado, 3.

Quartas e semifinais agitam a Copa CAIXA Loterias de Goalball neste sábado (3)

 

Curitiba/PR – A primeira fase da Copa CAIXA Loterias de Goalball chegou ao fim nesta sexta-feira (2), e definiu os confrontos das quartas de final, no masculino, e semifinal, no feminino. Na disputa entre os homens a UNIACE-DF teve a melhor campanha, enquanto entre as mulheres, o SESI-SP se destacou. As duas equipes venceram todas as partidas da competição até o momento por game – dez gols de diferença.

O jogo que abre a fase eliminatória é a disputa entre APACE-PB x ADEVIBEL-MG, neste sábado (3), às 08h, no ginásio da Secretaria de Estado de Esporte e Turismo do Paraná, em Curitiba. O vencedor pega, no mesmo dia, quem sair do duelo entre URECE-RJ x ICP-PB, às 10h30.

Embalada pela campanha perfeita até o momento, a UNIACE-DF vai encarar o IAPQ-PE, às 09h40. Quem avançar deste confronto pega SESI-SP ou ACDEV-PR, que se enfrentam às 08h50. A semifinal desta chave da tabela está marcada para às 16h30.

As semifinais da categoria feminina também acontecem neste sábado. O SESI-SP, que fechou a primeira fase com cem por cento de aproveitamento, vai medir forças com a AMC-MT, às 14h. A outra vaga na final será decidida entre URECE-RJ x APADV-SP, às 14h50.

A Copa CAIXA Loterias de Goalball é uma realização da CBDV, com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, e o patrocínio da CAIXA Loterias.


Fotos do

Fonte: cbdv.org.br

Jovem cria carrinho de bebê adaptado para mães com deficiência física

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          Alden Kane demonstra funcionamento do item (Foto: Reprodução/YouTube)

Paraplégica desde a infância, a americana Sharina Jones, de 35 anos, sempre usou uma cadeira de rodas para fazer suas atividades diárias. No entanto, após descobrir que estava grávida, a mulher começou a questionar como faria para se movimentar, de forma independente, com o bebê.
A solução para Sharina, que também irá ajudar muitas outras pessoas, foi uma adaptação feita pelo estudante Alden Kane, de 16 anos. O morador de Michigan (EUA) desenvolveu um jeito de acoplar uma cadeirinha de bebê em uma base feita de tubos de metal, que tem a estrutura semelhante a um carrinho de bebê. O ‘carrinho’ pode ser acoplado à cadeira de rodas, e permite que pessoas com algum problema de mobilidade levem crianças para passear.
“Ele foi projetado especificamente para anexar a uma cadeira de rodas. Em certo sentido, é um carrinho de criança, mas em vez de ter ma pessoa o empurrando, terá uma cadeira de rodas”, explica Alden.
A ideia de Alden surgiu após o estudante conhecer Sharina e o marido dela, Grover Jones II. “Eu estava pensando no futuro, porque você sempre tem de pensar lá na frente. Após a consulta com o médico, nós começamos a nos perguntar: como nós vamos fazer isso? e aquilo?”, contou Sharina entrevista ao Today, programa da TV norte-americana.

Sharina soube da parceria entre duas universidades de Detroit, que pretendiam criar projetos para ajudar no cotidiano de pessoas com deficiências físicas, e resolveu expor seu caso. Alden era um dos estudantes inscritos no programa. Ele ficou responsável pelo projeto e trabalhou em um protótipo durante seis meses.
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Foto: Reprodução/Today/University of Detroit Jesuit High School)
Atualmente na 10ª semana de gestação, Sharina sente que ficará mais livre e poderá sair com o filho, sem precisar de ajuda, após o nascimento dele. “Eu amei. Facilita tanto as coisas”, disse ela ao Today.
Recompensado pela felicidade de Sharina, a meta de Alden, agora, é trabalhar para tornar o produto acessível para outras pessoas.
Um vídeo publicado no YouTube, em julho deste ano, mostra uma demonstração do item. Assista abaixo:
                    

No Brasil, Johnny Depp faz doação de mais de 200 aparelhos auditivos

Ator realizou ação em parceria com a ONG Starkley Hearing Foundation

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Em passagem pelo Brasil para se apresentar com a sua banda, Hollywood Vampires, Johnny Depp se jogou em uma boa causa. No dia 24/09, o ator, em parceria com a associação Starkley Hearing Foundation, doou mais de 200 aparelhos auditivos para pessoas que estavam na fila do SMS (Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro) para receber a aparelhagem.
Ao lado de sua mulher, Amber Heard, Depp não só realizou a doação, como também ajudou a colocar os aparelhos nos ouvidos das pessoas que estavam presentes.
Com o slogan “para que o mundo possa ouvir”, a Starkley Foundation é uma organização que conta com o investimento de músicos para ajudar pessoas com problemas auditivos ao redor do mundo.

Jovem com Down se casa e pai escreve carta tocante

Paul Daugherty escreveu mensagem emocionante no dia do casamento de Jillian, exaltando as conquistas da filha

                        Jillian vestida de noiva e sorrindo, segurando um bouquet de flores

Um pai escreveu uma carta emocionante a sua filha duas horas antes dela se casar. Enquanto Jillian se arrumava para dizer “eu aceito”, seu pai, Paul Daugherty, colunista esportivo do jornal Cincinnati Enquirer, escrevia para a filha de 25 anos detalhando como ele costumava chorar ao pensar que ela não seria aceita por ter síndrome de Down. Um medo, ele acrescenta, que se mostrou sem sentido. As informações são do Daily Mail.

“Em duas horas, você fará a caminhada da sua vida, uma caminhada que se torna ainda mais memorável por tudo que já alcançou até hoje”, ele escreveu na carta publicada pelo site The Mighty. “Eu não sei quais foram as dificuldades para uma mulher com síndrome de Down se casar com o amor de sua vida. Só sei que você superou todos elas”.

Jillian trabalha no departamento de esportes da Universidade do Norte de Kentucky e após 10 anos de namoro, casou-se com o namorado Ryan Mavriplis no dia 27 de julho. Os dois se conheceram em um campo de futebol há 11 anos. O pai do jovem treinava um time de pessoas com deficiência e após o jogo, Ryan convidou Jillian para um baile no colégio.

Na mensagem, Paul, autor do livro An Uncomplicated Life ("Uma Vida Descomplicada", em tradução livre), que fala sobre como foi criar Jillian, conta como ele e a esposa se preocupavam da filha não ter amigos.

“O que não poderíamos fazer era outras crianças gostarem de você. Aceitarem você, serem suas amigas, ficarem ao seu lado na área vital que é a social. Pensamos ‘o que é a vida de uma criança se não for recheada de festas do pijama e aniversários ou de encontros para ir ao baile?”, o pai indaga na carta.
Ele lembra como “chorou por dentro” quando ela tinha 12 anos e disse a ele que não tinha nenhum amigo.

Porém, “há uma década, quando um jovem rapaz entrou em nossa casa vestindo um terno e trazendo um corsage feito de orquídeas cymbidium disse ‘vim levar sua filha ao baile, senhor’, qualquer medo que eu tinha sobre sua vida ser incompleta desapareceu”.

Paul também comenta que Jillian fez tudo aquilo que sempre disseram que ela não poderia fazer, incluindo se casar.

O pai explicou em seu blog que o casal “já viveu junto por quase dois anos, então independência não é um problema”. Segundo ele, “tudo o que tivemos que fazer era preparar os dois: alugar um guarda-chuva e duas cadeiras, avisá-los sobre o transporte gratuito que o hotel oferecia para atrações locais, lembra-los que protetor solar não era opcional”.

“Em muitos sentidos, eles já são como um velho casal casado. Em outros, eles ainda não são. Desde o dia do casamento, Jillian e Ryan parecem ter renovado o que um representa para o outro”.

Confira a tradução completa da carta:

Querida Jillian,
É a tarde do seu casamento. 27 de junho de 2015. Em duas horas você fará a caminhada da sua vida, uma caminhada que se torna ainda mais memorável por tudo que já alcançou até hoje. Eu não sei quais foram as dificuldades para uma mulher com síndrome de Down se casar com o amor de sua vida. Só sei que você superou todos eles.

Você está no andar de cima agora, terminando de se preparar com sua mãe e damas de honra. Seu cabelo está perfeitamente enrolado acima do seu pescoço esguio. Seu vestido todo enfeitado com pedras – “meu brilho”, como você chama – atrai todo raio de sol de um final de tarde. Sua maquiagem – com batom vermelho! – de algum jeito parece te deixar ainda mais bonita, uma beleza que só cresce desde o dia que você nasceu. Seu sorriso está florescendo e é para sempre.

Estou aqui fora, embaixo da janela, olhando para cima. Vivemos para presenciar momentos como esse, quando a esperança e os sonhos se encontram em um doce momento do tempo. Quando tudo que sempre imaginamos chega e se torna claro. Felicidade é possível. Agora eu sei, enquanto espero aqui embaixo da janela.

Eu tenho muita coisa e nada para te contar. Quando você nasceu e com o decorrer dos anos, não me preocupei com o que você alcançaria academicamente. Sua mãe e eu te ajudaríamos. Iríamos mudar a lei se precisássemos. Poderíamos fazer professores te ensinarem e sabíamos que ganharia o respeito de seus colegas.

O que não poderíamos fazer era outras crianças gostarem de você. Aceitarem você, serem suas amigas, ficarem ao seu lado nessa área vital que é a social. Pensamos “o que é a vida de uma criança se não for recheada de festas do pijama e aniversários ou de encontros para ir ao baile?”

Nós nos preocupamos tanto com você. Eu chorei por dentro na noite que você, com 12 anos, desceu as escadas e declarou “eu não tenho nenhum amigo”.

Todos nós desejamos as mesmas coisas para nossas crianças. Saúde, felicidade e uma habilidade para aproveitar o mundo, não só para crianças típicas. Essa busca é um direito inato de cada criança. Eu me preocupava com você, Jillian.
Eu não deveria. Porque você é natural quando o assunto é se socializar. Eles te chamavam de prefeita no Ensino Fundamental por sua habilidade de se comunicar com todo mundo. Você participou do grupo de dança no Ensino Médio. Você passou quatro anos indo às aulas na faculdade e deixou impressões profundas em todos que conheceu.

Você lembra de todas as coisas que disseram que não poderia fazer, Jills? Não poderia andar em veículos com duas rodas ou fazer esportes. Não poderia ir para a faculdade. Com certeza não poderia se casar... E agora, olhe para você.
Você é a pessoa mais legal que conheço. Alguém que consegue viver uma vida de empatia e compaixão, sem maldade, é alguém que todos nós queremos conhecer. As coisas funcionaram para você por ser quem é.

Eu poderia dizer para entregar seu coração ao Ryan, todo seu coração, mas isso seria óbvio demais. Eu poderia te dizer para ser gentil e boa com ele, e ele bom com você. Mas os dois já fazem isso muito bem, com todos que conhecem. Poderia desejar uma vida de amizade e respeito mútuo, mas vocês já estão juntos há uma década, então o respeito e amizade já são aparentes.

Há uma década, quando um jovem rapaz entrou em nossa casa vestindo um terno e trazendo um corsage feito de orquídeas cymbidium disse “vim levar sua filha ao baile, senhor”, qualquer medo que eu tinha sobre sua vida ser incompleta desapareceu.

Agora, você e o Ryan estão embarcando em uma jornada juntos. É um novo desafio, mas não é mais assustadora para você do que para qualquer outra pessoa. Por ser quem é, pode ser até menos assustadora. A felicidade vem fácil para você. Assim com a habilidade que tem de deixar os outros felizes.

Estou te vendo. Os preparativos terminaram, a porta está se abrindo. Minha garotinha, toda de branco, cruzando um caminho para outro sonho conquistado. Estou de pé, sem ar e totalmente paralisado pelo momento. “Você está linda” é o melhor que consigo dizer.

Jillian me agradece. “Sempre serei sua garotinha”, diz em seguida.
“Sim, sempre será”, respondo. Digo que é hora de ir. Temos uma caminhada a fazer.

Fonte: Terra


Mulher com deficiência consegue emprego após 20 anos de espera

'Dia D de Inclusão' foi realizado nesta sexta-feira (25) em Macapá.
Cerca de 100 pessoas com deficiência foram cadastradas, segundo o MPT.

Jéssica Alves Do G1 AP

Maridalva Castro foi cadastrada para vaga durante o Dia D de Inclusão (Foto: Jéssica Alves/ G1)Maridalva Castro foi cadastrada para vaga durante o Dia D de Inclusão (Foto: Jéssica Alves/ G1)

A autônoma Maridalva Castro, de 42 anos, que é deficiente física, conquistou uma oportunidade de emprego nesta sexta-feira (25), após uma espera de quase 20 anos, segundo ela. A cadeirante é uma das cerca de 100 pessoas com deficiência que foram cadastradas para vagas de empregos no “Dia D de Inclusão”, evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). “Esperei anos para ter uma chance”, falou.

Maridalva disse que a falta de ofertas de emprego destinada à pessoa com deficiência dificultou sua inserção no mercado de trabalho. Segundo ela, a maioria das empresas no estado não têm acessibilidade o que se torna um obstáculo para a contratação de funcionários com necessidades especiais.


“Por muito tempo não consigo um emprego formal porque no Amapá praticamente não existe essa oferta para pessoas com deficiência. Nossas dificuldades são grandes, especialmente pela falta de acessibilidade, tanto na estrutura das empresas, quanto nas oportunidades oferecidas. Mas estou confiante porque consegui me cadastrar na vaga e sei que tudo dará certo”, falou.


                    Marcos Maciel procurou atendimento para cursos de capacitação (Foto: Jéssica Alves/ G1)
                    Marcos Maciel procurou atendimento para cursos de capacitação (Foto: Jéssica Alves/ G1)

A audiência coletiva nesta sexta-feira reuniu cerca de 50 empresas, para fazer a seleção dos candidatos. No total, 50 vagas de contratação imediata foram oferecidas. Além da oferta de empregos, o “Dia D” ofereceu cursos de capacitação para os candidatos com deficiência.

O autônomo Marcos Maciel, de 43 anos, utiliza cadeiras de rodas para se locomover há aproximadamente 14 anos. Ele disse que procurou o atendimento para se inscrever em um curso de capacitação, para conseguir inserção no mercado.
“Esta ação nos dá oportunidade não de somente encontrar emprego, mas também se qualificar para concorrer no mercado, que, infelizmente, não nos acolhe pela falta de acesso. Fiz o cadastro e vou fazer cursos até que uma boa oportunidade apareça”, disse.

O gerente de recursos humanos José Azevedo representou uma das empresas convocadas pelo MPT para o preenchimento de cota mínima de contratação de pessoa com deficiência. Ele disse que as adaptações serão providenciadas.

                           Gerente de recursos humanos José Azevedo  (Foto: Jéssica Alves/ G1)
                                Gerente de recursos humanos José Azevedo (Foto: Jéssica Alves/ G1)
“Apesar de nossa empresa já cumprir a cota mínima, pois nosso quadro tem 25 funcionários com deficiência, vamos elaborar para que as adaptações na acessibilidade dos locais de trabalho sejam feitas nos prédios construídos anteriormente”, prometeu Azevedo.

O procurador do Trabalho Rafael Mondego disse que além da determinação para o cumprimento do percentual de contratação, as empresas foram orientadas a oferecer ambientes em condições físicas e sociais para que as pessoas com deficiência exerçam as funções. Segundo o MPT, as empresas têm um prazo de 30 dias para realizar a contratação.

A Lei Federal nº 8.213/91, nomeada como Lei de Cotas, obriga as empresas com mais de 100 funcionários a incluírem pessoas com deficiência (PCD) ou beneficiário reabilitado no seu quadro de efetivos.

Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dicas de exercícios para cadeirantes

Por Dra. Dariene Rodrigues
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Seguem alguns exercícios, que se forem bem executados, poderão levar a diminuição da sobrecarga e das dores musculares das pessoas com deficiência física, que fazem o uso de cadeira de rodas. Os exercícios deverão ser realizados diariamente.
Eles poderão ser realizados de forma ativa, pelo próprio indivíduo ou de forma assistida, ou seja, contando com a ajuda de um cuidador.

                                    ladob-1
Objetivo: Diminuir a sobrecarga sobre os glúteos.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios da cadeira de rodas (trave), apoie as mãos nas laterais do assento da cadeira de rodas.Realize a elevação do corpo para cima, procurando tirar o apoio dos glúteos do assento da cadeira de rodas. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 5 segundos.

Orientação: Faça 3 séries com 1 repetição cada.

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Objetivo: Alongamento da coluna.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, de frente para uma mesa alta,  use os freios (trave a cadeira), dobre o tronco (flexione a coluna) para frente, apoiando as mãos na mesa. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 segundos. Sinta alongar os músculos da coluna.
Orientação: Repita o movimento por pelo menos 3 vezes.

                                   ladob-3
Objetivo: Alongamento da coluna.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira de rodas), dobre o tronco (flexione a coluna) para frente, tentando encostar as mãos nos pés. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 segundos. Sinta alongar os músculos da coluna.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 3 vezes.

                                ladob-4
Objetivo: Alongamento lateral da coluna.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira), dobre o tronco lateralmente (flexione lateralmente a coluna) para direita, tentando encostar no nos pés esquerdo. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 segundos. Sinta alongar os músculos laterias da coluna. Posteriomente, realize o mesmo movimento para esquerda, tentando encostar no pé direito. Também mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 segundos.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 3 vezes de cada lado.


                                   ladob-5
Objetivo: Alongamento da cabeça e pescoço.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira), mantenha os ombros alinhados, dobre (flexione) a cabeça e pescoço para frente e para trás, o máximo que conseguir e lentamente.Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 5 segundos.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 2 séries de 10 repetições


                                     ladob-6
Objetivo: Alongamento da cabeça e pescoço.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira), mantenha os ombros alinhados, dobre (flexione) a cabeça e pescoço para lateral direita, tentando encostar a cabeça no ombro direito, o máximo que conseguir e de forma lenta. Cuidado para não elevar o ombro do lado esquerdo na hora de realizar o movimento. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 5 segundos. Posteriormente, realize o movimento do lado oposto.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 2 séries de 10 repetições.

                                  ladob-7
Objetivo: Alongamento da cabeça e pescoço.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira), mantenha os ombros alinhados, gire a cabeça e pescoço para lateral direita, o máximo que conseguir e de forma lenta. Cuidado para não girar o tronco do lado esquerdo na hora de realizar o movimento. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 5 segundos. Posteriormente, realize o movimento do lado oposto.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 2 séries de 10 repetições.

                                 ladob-8
Objetivo: Alongamento dos membros superiores.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, use os freios (trave a cadeira), mantenha os ombros alinhados, mantenha o braço esquerdo reto e puxe contra o braço esquerdo, de forma lenta. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 segundos. Posteriormente, realize o movimento do lado oposto.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 3 vezes de cada lado.


                                ladob-9
Objetivo: Alongamento das pernas.

Posição: Sentado na cadeira de rodas, preferencialmente de costas para uma parede, use os freios da cadeira de rodas (trave), apoie as pernas sobre uma superfície reta, com apoio de travesseiro ou almofada sob os pés. Mantenha a posição por cerca de pelo menos, 20 minutos. Sinta alongar os músculos das pernas.

Orientação: Repita o movimento por pelo menos 2 vez.es ao dia

25 de outubro pode se transformar em data especial sobre o nanismo



O Brasil poderá se juntar a outros 29 países que já incluíram em seu calendário uma data específica para campanhas informativas sobre o nanismo, doença genética que provoca um crescimento esquelético anormal, resultando num indivíduo cuja altura é muito menor que a média de toda a população.
A reivindicação foi acolhida pelo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Romário (PSB-RJ), que anunciou nesta quarta-feira (30) um projeto de lei com essa finalidade, durante audiência pública que discutiu o tema.
Como nos demais países, a data escolhida foi 25 de outubro, em homenagem ao já falecido ator norte-americano Billy Barty, que tinha nanismo e foi uma das primeiras pessoas a lutar contra o preconceito. Para isso, fundou a instituição Little People of America.
Para ressaltar que a iniciativa também se destina ao combate a atitudes discriminatórias aos chamados “anões”, a data será denominada de Dia Nacional do Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo.
É preciso lembrar que as pessoas com nanismo são pessoas com deficiência que têm o direito de viver uma vida normal e completa, sem a imagem de que são engraçadas ou nascidas para provocar o riso — salientou Romário.

Preconceito

Kenia Maria de Souza Rio, que preside a Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que a sociedade, desde seus primórdios, marginalizou as pessoas com nanismo, mantidas sem direitos, atendimento e respeito. Segundo ela, entre as pessoas com deficiência, os que têm nanismo são os mais “ridicularizados e subestimados” pelos órgãos de comunicação, os maiores responsáveis por estimular preconceitos e lendas.
É mais fácil chamar atenção para os impedimentos e aparências do que para os potenciais e capacidades de tais pessoas — criticou.

Conquistas tardias

No debate, foi lembrado o reconhecimento tardio do nanismo como uma deficiência entre aquelas que autorizam o acesso a políticas especiais de atendimento e medidas de inclusão. Isso ocorreu por meio do decreto 5.296, de 2004, que regulamentou a chamada Lei da Acessibilidade. Depois, veio a possibilidade de acesso às cotas para postos no mercado de trabalho público e privado.
Vanderlei Linck é um servidor público que chegou ao funcionalismo utilizando o caminho das cotas. Porém, como assinalou, essa alternativa continua sendo pouco conhecida. Em relação ao setor privado, disse que agora há mais contratações, até mesmo em relação a pessoas com outras deficiências, já que as empresas precisam preencher as cotas.

Redes sociais

O ativista Luiz Numeriano Santiago Barbosa de Farias, da Associação Gente Pequena do Brasil, destacou o trabalho da entidade na divulgação sobre a saúde física e psicológica das pessoas com nanismo, sobretudo por meio da internet. Ele relata que é oferecido suporte para as famílias, muitas vezes desemparadas após saber sobre a condição de nanismo do filho.
Às mães que vem nos dizer ‘o que meu filho vai ser agora’, a resposta é simples: seu filho vai ser o que ele quiser — salientou.
Lorena de Castro Oliveira, da Associação Pequenos Guerreiros, pediu soluções de mobilidade para facilitar a vida das pessoas com nanismo, tanto no ambiente doméstico quanto no espaço público. E apelou para que estudantes e especialistas em ergonomia se envolvam com o problema.

Ocorrência

O IBGE não possui estatísticas sobre a ocorrência de nanismo na população brasileira. Fala-se em nanismo quando um indivíduo tem altura cerca de 20% menor que a média geral da sua população. Em geral, esses indivíduos têm uma estatura inferior a 1,45 metro, no caso de homens, e 1,40 metro no caso de mulheres. Há o nanismo causado por alterações hormonais ou por mutações genéticas, em que alguns órgãos podem ter tamanho desproporcional em relação à altura da pessoa.
A audiência foi acompanhada por diversos senadores, entre eles Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Lazier Martins (PDT-RS). Todos se comprometeram em atuar para que o projeto que cria o Dia Nacional do Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo seja rapidamente transformado em lei.

Brasileiro de goalball tem primeiras equipes classificadas para a próxima fase



Curitiba/PR – Cinco equipes não vão nem precisar da última rodada para buscarem a classificação para próxima fase da Copa CAIXA Loterias de Goalball, que acontece no ginásio da Secretaria de Estado de Esporte e Turismo do Paraná, em Curitiba. Isso porque, URECE-RJ, UNIACE-DF, SESI-SP e ICP-PB, no masculino, e SESI-SP, no feminino, venceram a segunda partida na competição e garantiram um lugar nas quartas de final e semifinal, respectivamente.

Depois de bater na trave no ano passado, quando conquistou a medalha de prata, o SESI-SP deu provas de que pode chegar mais uma vez longe na competição. A vaga para as quartas de final foi confirmada na vitória de 13 a 5 sobre o IRM-PR. Ao lado dos paulistas, o ICP-PB também garantiu um lugar entre os oito melhores ao vencer a ACDEV-PR por 11 a 10.

Com mais um game (diferença de dez gols) cada, URECE-RJ e UNIACE-DF confirmaram um lugar na próxima fase. Os cariocas venceram o ICEMAT-MT por 17 a 7, já o time de Brasília fez 14 a 4 na APADV-SP.

No feminino, o SESI-SP se destacou mais uma vez pela consistência defensiva e poder ofensivo, o que garantiu a segunda vitória da equipe na competição, outra por game. A vitória que levou o time de Mogi das Cruzes à semifinal foi em cima da APADV-SP por 11 a 1.

A briga pela artilharia na categoria feminina acirrou de vez e três atletas estão briga. Neusimar e Victoria Nascimento, da URECE-RJ, e Claudia Oliveira, da AMC-MT, marcaram 11 vezes cada e despontam como candidatas ao prêmio. No masculino, Romário Marques, da APACE-PB, marcou mais dez vezes nesta quinta (01), chegou ao 23º tento na competição e lidera com folga.

A última rodada da primeira fase acontece nesta sexta-feira (02), no ginásio da Secretaria de Estado de Esporte e Turismo do Paraná. Às 08h30, um clássico paranaense abre o dia decisivo da competição. Ainda com chances de classificação, ACDEV-PR x IRM-PR se enfrentam em busca da vaga como um dos melhores terceiros colocados.

A Copa CAIXA Loterias de Goalball é uma realização da CBDV, com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, e o patrocínio da CAIXA Loterias.



Fonte: cbdv.org.br

Brasil conquista cinco medalhas no penúltimo dia de disputa dos Jogos Mundiais da IWAS, em Sochi, na Rússia

               Divulgação CPB     
             Kelly Barreto com a medalha de ouro
O Brasil faturou nesta quinta-feira, 1, cinco medalhas – três ouros e duas pratas – nos Jogos Mundiais da IWAS 2015, em Sochi, na Rússia. As conquistas vieram no atletismo e na natação, que são as duas modalidades que representam a equipe verde e amarela na competição.
No atletismo, destaque para o arremesso de peso. Kelly Barreto, classe F41, e Wesley Cruz, F42, subiram ao lugar mais alto do pódio nesta disputa. Nas pistas, duas pratas. Rodrigo Parreira nos 200m T36 e Washington Junior nos 200m T47 asseguraram a segunda colocação. Com o resultado, Rodrigo acumulou a sua terceira medalha de prata nos Jogos. Washington, por sua vez, garantiu seu terceiro pódio (um ouro e duas pratas).
O ouro também pintou na natação. Pamella Cruz foi a mais rápida na prova de 100m peito SB7. Ronaldo Bezerra (100m peito SB7) e Taís Bobato (100m borboleta S10) chegaram perto do pódio, na quarta posição. Nos 100m livre S9, Eric Tavares ficou em sexto e Andrey Garbe, em sétimo. Os nadadores trocaram de posição nos 100m borboleta S9, quando Andrey terminou em sétimo e Eric, em oitavo.
O Brasil encerra sua participação no evento nesta sexta-feira, 2, com chances de subir novamente ao pódio, pra fechar com chave de ouro as disputas nos Jogos.