sábado, 17 de outubro de 2015

Vamos assinar esse abaixo assinado

                       

Meus amigos e amigas, eu suplico à todos vocês que acompanham minha luta de quase 14 anos com o Lucas para nos ajudar em uma campanha.
Famílias do mundo inteiro estão unidas para acelerar a liberação de um tratamento para a AME/SMA.
Peço-os humildemente que cliquem no link abaixo e assinem o abaixo assinado que está rodando o mundo.
Para nós que temos filhos com uma doença tão cruel como a AME, essa esperança nos move a continuar lutando!


Baixe de graça o programa de acessibilidade usado por Stephen Hawking

por: Ricardo Shimosakai

Stephen Hawking está promovendo cadeira de rodas da Intel com sistema ACAT integrado
Stephen Hawking está promovendo cadeira de rodas da Intel com sistema ACAT integrado


Intel passou a oferecer, desde a terça-feira (18), o software que produziu para que o famoso cientista Stephen Hawking pudesse se comunicar por voz com computadores. Disponível para Windows, o recurso pode ser baixado gratuitamente por usuários comuns, assim como desenvolvedores, que ganharam acesso ao kit, que agora é open source. Para usar, é preciso apenas ter uma webcam.
Chamada ACAT (Assistive Context-Aware Toolkit), a plataforma pretende fazer com que os computadores sejam mais acessíveis a pessoas com deficiência. Com o código liberado, os desenvolvedores poderão criar diversas alternativas e extensões para o sistema da Intel.
“A meta de tornar esse projeto open source é permitir que sejam criadas soluções com facilidade. Trabalhamos anos para isso. Nossa visão é fazer com que qualquer desenvolvedor ou pesquisador construa em cima disso, sem precisar reinventar a roda para tal”, afirmou Lama Nachman, líder do programa.
Para os casos de pessoas com deficiências similares as de Hawking, que tem esclerose lateral amiotrófica, o software identifica comandos visuais para emitir ordens à máquina. No caso do físico, ele rastreia os movimentos da bochecha. Mas há ainda muitas possibilidades para serem trabalhadas.

Intel disponibilizou software para download

Intel disponibilizou software para download
A Intel enviou manuais detalhados de como usar o código e o software. Equipes estão testando-o em diversos pacientes e vão fazer parcerias com universidades para popularizar os sistemas.
Fontes: Tech Tudo - turismoadaptado.wordpress.com

Cerca de 600 pessoas com deficiência sofrem com atraso na compra de carro sem impostos no DF

Em alguns casos, demora no processo na Secretaria de Fazenda passa de um ano

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Atualmente, pelo menos 600 famílias de pessoas com algum tipo de deficiência aguardam a liberação da compra de carros novos com isenção de impostos no Distrito Federal. Os processos parados precisam da liberação da Secretaria de Fazenda do DF.
No caso do autônomo José Ivan da Silva, a demora no andamento do processo já passa de um ano. Pela lei, ele tem direito a comprar um carro sem pagar imposto para facilitar o transporte do filho, que tem deficiência.
A gente está tentando com a Receita Federal e a Receita do GDF para liberar essa documentação, e o que está acontecendo é que o governo está parado. Eles não explicam pra gente o que está acontecendo, já tem mais de um ano que a gente deu entrada na documentação e não sai.
Assim como Ivan, o técnico em informática Frederico Saymonn também está com dificuldade em conseguir o benefício para a mãe dele, que está com câncer. A economia por não pagar alguns tributos na compra do carro zero para quem tem doenças graves ou deficiência chega a 25% do valor do carro.
Demora, né? Você tem que marcar consulta, o médico tem que liberar, o médico do SUS para conseguir o laudo e ver se tá tudo certinho. Já é uma dificuldade. Fora as outras papeladas que a gente precisa reunir, e isso dificulta muito.
Em casos como esse, os processos tentam a isenção de dois impostos: o ICMS (Imposto sobre Circulacao de Mercadorias e Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Pela lei, quem concede a isenção do ICMS é a Secretaria de Fazenda, através de um convenio com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
De acordo com a Secretaria de Fazenda, os deputados chegaram a validar esse convenio na semana passada. Mas é preciso esperar que a decisão seja publicada no Diário Oficial do DF para dar sequência nos processos que estão parados.
O benefício só é dado a pessoas que tenham deficiência comprovada por meio de laudos junto à Secretaria de Saúde, e só vale para a compra de veículos com valor de até R$ 70 mil.

Pai transforma filho de 2 anos com Síndrome de Down em herói em série de fotos

“Wil Can Fly” (Wil pode voar) traz imagens do pequeno Wil “voando” em diferentes paisagens e faz sucesso na web, onde já conquistou mais de 25 mil seguidores

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Pai de outras quatro crianças, o americano Alan Lawrence queria mostrar ao quinto filho, o pequeno Wil, portador de Síndrome de Down, que ele podia realizar qualquer coisa que desejasse. Ao ver o menino imitar poses de heróis, como se voasse, teve a ideia de criar, com a ajuda de programas de edição de fotos, uma série em que Wil parece flutuar em diferentes paisagens.
“Quando Wil era menor, ele gostava de deitar de barriga e levantar braços e pernas como se estivesse voando, uma coisa que muitas crianças adoram fazer”, contou Alan ao canal ABC News. Assim surgiu “Wil Can Fly” (Wil pode voar), série de fotos que faz sucesso na web e retrata o pequeno “voando” em cenários como montanhas, praia, floresta e até na Disney.
Webdesigner e diretor de arte, Alan ergue Wil nas fotos e usa outros artefatos para pendurar o menino nas locações. Depois, no computador, apaga sua própria imagem, criando a ilusão que o pequeno flutua. Postadas inicialmente no blog que ele mantém “That Dad Blog”, a série ganhou contas no Facebook e Instagram, onde já reúne mais de 25 mil seguidores.
Alan também costuma dividir suas incertezas e preocupações com outros pais que também têm filhos com necessidades especiais. “Quando o médico nos informou que ele teria Síndrome de Down nós ficamos com muito medo e preocupados com o futuro, sabíamos muito pouco a respeito”, conta.
Webdesigner e diretor de arte, Alan ergue Wil nas fotos e usa outros artefatos para pendurar o menino nas locações. Depois, no computador, apaga sua própria imagem, criando a ilusão que o pequeno flutua. Postadas inicialmente no blog que ele mantém “That Dad Blog”, a série ganhou contas no Facebook e Instagram, onde já reúne mais de 25 mil seguidores.
Alan também costuma dividir suas incertezas e preocupações com outros pais que também têm filhos com necessidades especiais. “Quando o médico nos informou que ele teria Síndrome de Down nós ficamos com muito medo e preocupados com o futuro, sabíamos muito pouco a respeito”, conta.
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Tudo mudou, segundo o pai, após a chegada de Wil. “Nesse período de 17 meses que ele está com a gente tem ajudado nossa família a crescer em maneiras que nós nem sabíamos que precisávamos. Nossa família com Wil está mais feliz e queremos mostrar ao mundo que você pode ter uma vida feliz com Down”, diz.
As lindas imagens de Alan com Wil viraram ainda um calendário em 2016, que terá 50% da renda obtida revertida para instituições que acolhem crianças com Down. O calendário 2016 está á venda no blog.
Fontes: Marie Claire - pessoascomdeficiencia.com.br

Isenção de impostos pelo Governo do Estado garante benefícios para pessoas com deficiência

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Ana Cláudia Ferreira conseguiu o primeiro carro em 2012. Vítima de paralisia infantil quando tinha dois anos, a prestadora de serviço só teve condições de comprar o veículo porque contou com a ajuda dos benefícios oferecidos pelo Governo do Estado. “Eu consegui um desconto de aproximadamente 20% na hora da compra. Com isso, eu pude melhorar minha vida social, profissional e pessoal. Agora eu posso ir e vir. Ganhei liberdade”, comemora Ana Cláudia.
A prestadora convive com uma deficiência nos membros inferiores. Por conta disso, Ana Cláudia correu atrás dos seus direitos e conseguiu a isenção de impostos na compra do automóvel. O desconto saiu porque foi abatido o valor do ICMS, IPVA e IPI. Qualquer pessoa com deficiência, seja visual, mental ou física, tem direito a este benefício no Pará. Desde 2013, a solicitação da isenção é feita, exclusivamente, pela internet, através do site da Secretaria da Fazenda (www.sefa.pa.gov.br).
A isenção de ICMS se dá na aquisição de veículo zero quilômetro, podendo ser solicitada diretamente pela pessoa ou por intermédio de seu representante legal. Para conseguir este desconto, o veículo precisa custar até R$ 70 mil. Já a isenção do IPVA no licenciamento anual do veículo é destinada somente a pessoa com deficiência física e que seja condutor e proprietário do veículo. A coordenadora de análise acompanhada e benefícios fiscais da Sefa, Eneida Siqueira, explica que o desconto do IPVA precisa ser renovado todos os anos, antes da data do vencimento, enquanto que o ICMS precisa ser a cada dois anos.
Mais de 1.100 pessoas já tiveram acesso ao benefício só este ano. Eneida acredita que o processo eletrônico facilitou a vida de quem precisa solicitar estas isenções. “A pessoa não precisa mais vir à Sefa, faz tudo pela internet. No site está tudo explicado, inclusive quais os documentos necessários, é só a pessoa anexar e enviar. Em uma semana a resposta sai, a pessoa recebe uma portaria e através dela consegue todos os benefícios”, conclui. Até o momento, mais de R$ 485 mil foram descontados dos impostos em prol do bem estar desse público.
Cadastro – Para fazer o cadastro, acesse o Portal de Serviços da Sefa no site. Selecione a opção de perfil de pessoa física e informe o CPF. A partir daí, preencha os dados solicitados, crie sua senha e acesse o protocolo de Cadastro do Usuário. Por fim, dirija-se a uma unidade da Sefa para ativar a senha de acesso, portando RG, CPF, comprovante de residência e o protocolo gerado pelo sistema. Feito isso, com a senha em mãos, inicia o pedido.
Pelo site, escolha o benefício desejado, preencha as informações solicitadas, digitalize os documentos e aguarde a resposta. A lista com os documentos necessários está disponível no site www.sefa.pa.gov.br.
Fontes: www.agenciapara.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Grupo de Volta Redonda, RJ, cria cadeira de rodas de baixo custo

Projeto foi criado por ex-alunos do Colégio Estadual Pref. Francisco Torres. Enquanto uma nova custa R$ 10 mil, protótipo sai em média por R$ 1,5 mil.

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Cadeira de rodas foi criada como projeto de conclusão de curso de ex-estudantes (Foto: Eduardo Fazollo/Arquivo Pessoal)


Com objetivo de concluir o curso de técnico em eletrônica e também ajudar o próximo, um grupo de jovens de Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro, teve uma ideia bem criativa para passar de ano escolar. Inspirados em deficientes físicos, eles desenvolveram um protótipo de cadeira de rodas motorizada de baixo custo.
“Eu e mais cinco amigos estudávamos até julho de 2015, no Colégio Estadual Prefeito Francisco Torres, no bairro Casa da Pedra, e no curso técnico em eletrônica temos que fazer um projeto final de conclusão de curso. A gente queria um projeto diferente, algo que ainda não tivesse sido feito por nenhum aluno e foi a partir daí que começamos a pensar na ideia da cadeira”, contou Eduardo Fazollo, um dos ex-estudantes.
Segundo ele, tudo surgiu após uma viagem à São Paulo quando ele conheceu um deficiente físico que usava um skate para se locomover.
“Achei muito interessante a forma como ele e se locomovia. E como o bairro da nossa escola é muito carente e aqui tem um idoso que também é deficiente físico, nós pensamos em uma maneira de criar essa cadeira motorizada de um custo mais barato e que pudesse de alguma forma beneficiar a ele e também pessoas de baixa renda”, explicou.
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                    Ideia é ajudar pessoas de baixa renda (Foto: Eduardo Fazollo/Arquivo Pessoal)

Eduardo conta que no mercado uma cadeira elétrica nova custa em média R$ 10 mil. Já o protótipo do grupo saiu pelo preço de R$ 1,5 mil. Para dar forma ao projeto, foram usados materiais reaproveitados como o encosto e o estofado de uma cadeira convencional, além do motor de um carro.
“É claro que usamos materiais mais em conta para montar o nosso projeto. Mas temos condições de melhorar e mesmo assim sair em um preço muito mais barato que uma nova no mercado. Acredito que com todas melhorias que pensamos em fazer sairia em média R$ 3 mil, ainda muito abaixo do que a tradicional”, falou.
O técnico de eletrônica ainda comentou a satisfação de realizar o projeto e a alegria de ajudar o próximo.
“Foram dias dentro do laboratório com os meus colegas quebrando a cabeça. Montamos e desmontamos a cadeira até que ela ficasse do jeito certo. Foram 25 dias de trabalho dia e noite praticamente. No dia da apresentação ver aquele senhor andando com ela e ver a alegria dele de não precisar fazer esforço para empurrá-la foi uma felicidade sem fim para nós. Agora, o nosso maior sonho é poder patentear e conseguir trabalhar ainda mais nesse projeto que começou dentro de uma sala de aula, para isso estamos à procura de patrocinadores”, concluiu.

Deficientes físicos relatam demora na doação de cadeiras de rodas no DF

Saúde diz que equipamentos motorizados estão em falta desde julho. Programa integra política do SUS; atleta diz esperar há três anos.

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                            Atleta em cadeira de rodas no DF (Foto: Fabíola da Silva/Arquivo Pessoal)

Deficientes físicos do Distrito Federal denunciam atrasos na entrega de cadeiras de rodas pela rede pública de saúde. De acordo com eles, as doações não ocorrem há mais de um ano. A Secretaria de Saúde diz que a distribuição não foi suspensa, mas que os modelos e tamanhos mais requisitados estão em falta desde junho. Em média, cem pacientes recebem equipamentos por mês. O programa integra uma política do SUS.
A atleta Fabíula da Silva, de 30 anos, conta que já deu entrada no pedido para uma cadeira de rodas motorizada há pelo menos três anos na Secretaria de Saúde. Segundo ela, a pasta não informa o motivo da demora, apenas diz, que quando o utensílio chegar, ela será avisada.
“Estou na cadeira de roda há 11 anos. Estava em um rio quando um menino desceu no escorregador e caiu em cima de mim. Por eu ser tetraplégica uma cadeira motorizada seria essencial”, disse.
O custo de uma cadeira motorizada, de acordo com a secretaria, é de até R$ 4,9 mil.

“Hoje consigo me locomover com uma cadeira de rodas normal, mas preciso urgentemente da motorizada. Ela me ajudaria a ir em locais de difícil acesso sozinha e me faria ter mais comodidade no dia a dia e também nos treinos.”
Por nota, a Secretaria de Saúde esclarece que a distribuição de cadeiras de rodas por meio da Gerência de Órteses e Próteses, localizada na estação do Metrô 114 Sul, não foi interrompida. A pasta diz estar elaborando o processo de compra, que inclui todos os tipos de cadeira que são oferecidos na rede pública. A entrega dos materiais ocorre de acordo com a disponibilidade do equipamento no local de distribuição.
“Não há como mensurar todos os tipos de cadeiras, uma vez que elas são feitas sob medida para cada paciente. O modelo mais simples custa R$ 570 e o modelo motorizado custa R$ 4.950″, informou a secretaria.
Um comerciante que pediu para não ser identificado, de 42 anos, disse que está há pelo menos dois anos na fila de espera para uma cadeira de rodas de modelo simples. Ele conta que já foi três vezes até a gerência de Órteses e Próteses e que foi informado que há um processo de compras de aparelhos do tipo.
“A minha cadeira já está velha e conto todos os dias para ganhar uma nova. Dependo disso para o meu trabalho, sou comerciante e é imprescindível que consiga me locomover com mais rapidez”, declarou.
Para receber o equipamento, o paciente deve comparecer ao local [114 Sul], onde será atendido por um médico especialista na área, que irá tirar dúvidas e avaliar o caso. No mesmo local são tiradas as medidas do paciente, que pode receber a cadeira, se houver naquele momento uma que se adeque à sua necessidade. Não havendo, é feita a compra, explicou a secretaria.
A pasta disse que não há como informar a data específica para novas compras “por [o processo] estar em andamento e na fase de elaboração”.
Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Descoberta de pele artificial pode levar a próteses "sensíveis"

Novidade pode aumentar a utilidade das próteses, ao melhorar o controle motor, e também ajudar a aliviar a "dor do membro fantasma"

Mãos femininas seguram o receptor sensível da pele artificial.

Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram reproduzir receptores e circuitos da pele humana para criar uma espécie de "pele artificial". A descoberta pode, no futuro, ajudar as pessoas a recuperar a sensação de toque, melhorar o desenvolvimento de próteses e até de aparelhos eletrônicos.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista Science nesta quinta-feira (15). A pele humana possui receptores que produzem sinais de sensação tátil enviados ao cérebro e que variam em sinais intensos ou menos intensos de acordo com o estímulo.

Imagine alguém apertando seu dedo. Sua pele pode sentir diversos níveis de pressão. Foi essa a sensação que os cientistas conseguiram replicar artificialmente. Os experimentos foram feitos em camundongos e os cientistas conseguiram transferir os sinais sensoriais às células do cérebro dos animais.

Um dos principais desafios da equipe liderada por Benjamin Tee foi o de criar sensores que conseguissem "sentir" a mesma variedade de pressão que os humanos conseguem. Isso foi possível graças à utilização de nanotubos de carbono moldados em microestruturas piramidais. Desta forma, a sensibilidade foi maximizada e os receptores "traduziram" a pressão em sinais enviados ao cérebro, que se modificavam conforme a pressão aplicada.

Outro grande desafio foi o de transferir o sinal do sistema de pele artificial para os neurônios dos camundongos. Os pesquisadores desenvolveram novas proteínas sensíveis à luz (optogenéticas), capazes de acomodar longos intervalos de estímulo. Dessa forma, os neurônios conseguiram agir de acordo com o pulso de estímulo. 

Segundo os pesquisadores, trazer a sensação do tato para as próteses pode aumentar a utilidade delas, ao melhorar o controle motor, e também pode ajudar a aliviar a "dor do membro fantasma", que afeta grande parte das pessoas que perderam um membro do corpo.

Represa de Guarapiranga recebe o Campeonato Paulista de Vela Adaptada

Velejadores paralímpicos disputam campeonato que é uma seletiva para o Brasileiro de Vela Adaptada

Três barcos à vela sobre a água. Um deles está mais à frente.


A Represa de Guarapiranga abrigará o Campeonato Paulista de Vela Adaptada, nos dias 17 e 18 de outubro de 2015. A competição, organizada pelo Clube Paradesportivo Superação, com a chancela da Federação de Vela do Estado de São Paulo, é uma seletiva para o Campeonato Brasileiro de Vela da Classe Paralímpica Sonar 2015, que acontecerá no Rio de Janeiro.

Todos os anos, o evento reúne atletas e amantes do esporte com diferentes níveis de mobilidade, dentre amputados e lesados medulares.

Serão 12 atletas, divididos em quatro barcos, em uma disputa acirrada durante os dois dias de evento. Os barcos utilizados são os da classe Poli 19, adaptados para os diferentes atletas.

“Os barcos possuem algumas adaptações que possibilitam os atletas manusearem os equipamentos com facilidade, proporcionando a prática do esporte para diversas pessoas com deficiência”, declara Vitor Hugo Pinheiro, técnico do clube paradesportivo.

Luiz Gouveia, presidente do Clube Paradesportivo Superação, afirma que realizar uma regata como esta consolida o clube e o Estado de São Paulo como pólo descobridor de atletas paralímpicos. “Um campeonato paralímpico influi diretamente na vida desses atletas. Principalmente quando ele concorre à uma vaga em uma regata de âmbito nacional, como o Brasileiro de Vela Adaptada, que será disputado no Rio de Janeiro”.

Serviço:
Campeonato Paulista de Vela Adaptada
Sede do evento: Clube ASBAC - Associação dos Servidores do Banco Central - Represa de Guarapiranga, Raia 2.
Data: 17 e 18 de outubro de 2015
Horário: a partir das 10h30
Endereço: Rua Maria Stela, Chácara Vista Alegre, São Paulo/SP


Fontes: Release - www.vidamaislivre.com.br


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pai faz tatuagem de aparelho auditivo na cabeça para ficar igual à filha surda

Alistair Campbell, da Nova Zelândia, diz que tatuagem é tributo à filha. Garota era surda até receber seu primeiro implante coclear.

Alistar Campbell tatuou aparelho de audição em homenagem à filha de 6 anos (Foto: Reprodução/Facebok/Anita-Alistair Campbell)
 Alistar Campbell tatuou aparelho de audição em homenagem à filha de 6 anos (Foto: Reprodução/Facebok/Anita-Alistair Campbell)
O pai neozelandês Alistair Campbell fez uma tatuagem na cabeça igual ao aparelho de audição utilizado pela filha Charlotte, de 6 anos. A idea era fazer uma homenagem à garota antes de ela se submeter à cirurgia para receber seu segundo implante coclear, segundo o site “NZ Herald”. Ele publicou a foto em sua página do Facebook.

Segundo o veículo neozelandês, a garota Charlotte era surda até receber seu primeiro implante, no ouvido esquerdo, quando tinha 4 anos. Mais recemente, ela recebeu o segundo implante, no ouvido direito. A ideia do pai foi demonstrar seu apoio à filha. Segundo o “NZ Herald”, ao ver a tatuagem, Charlotte riu, tocou a cabeça do pai e disse que tinha achado “legal”.

O implante coclear, também conhecido como ouvido biônico, é um aparelho capaz de substituir o ouvido de pessoas com surdez total ou quase total. Ele é composto por duas partes: uma interna e outra externa. A unidade interna é implantada por uma cirurgia dentro do ouvido e a externa é posicionada na parte de trás do ouvido e da cabeça.

Foto: Twitter
Foto: Twitter    


Fontes: G1 - www.deficienteciente.com.br

‘Dificilmente teriam oportunidade’, diz jovem que ensina a deficientes visuais

Isabelle, 18 anos, dá aulas gratuitas de inglês para 10 alunos, em Garanhuns. ‘Não há limites quando se quer aprender’, afirma a tia, que é aluna

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Isabelle Vita ministra aulas para um grupo de dez alunos com deficiência visual (Foto: Isabelle Vita/Arquivo Pessoal)

Aos 18 anos de idade, Isabelle Vita tem a rotina dividida entre aprender e ensinar. Durante a semana – no período noturno – ela cursa o segundo período de Direito em uma faculdade particular de Garanhuns, no Agreste pernambucano. Aos sábados ela se dedica a lecionar em um curso de inglês para deficientes visuais no mesmo município. Isabelle ministra aulas de forma voluntária para uma turma de dez alunos no Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência Visual (CAP).
A jovem professora conta como se sente ao dar as aulas e o que a motiva a seguir com este projeto. “Para mim está sendo muito bom e prazeroso dar aulas no CAP. Sei que se eles [deficientes visuais] procurassem cursos [de inglês], dificilmente teriam oportunidade. E constatar que eles realmente estão aprendendo é muito gratificante. Percebi que muitos dos meus alunos já estão entendendo o idioma, inclusive alguns falam algumas frases em inglês”, disse Isabelle.
As aulas de inglês do CAP tiveram início em agosto deste ano e – de acordo com Isabelle – a expectativa de duração do curso é de seis meses, mas há a possibilidade de ser prolongada. Ela explica que o foco das aulas é a conversação, devido à deficiência dos alunos. “Primeiro falo para eles a palavra em inglês, depois eles escrevem como entendem. Então, mostro o modo correto e depois eles escrevem em português, a fim de captar exatamente o que está sendo dado. Uns escrevem em braile e outros usam o computador”, detalhou Isabelle.
A ideia do curso surgiu em um projeto idealizado por Isabelle na faculdade. O convite para lecionar no CAP veio por parte da gestora do órgão, Lenice Couto, que é deficiente visual e tia da jovem professora. “Realizar essas aulas aqui é uma forma de promover a autonomia das pessoas cegas e com baixa visão. Cada desafio que enfrentamos é sempre vencido quando somos oportunizados. Não há limites quando se quer aprender. É preciso que a sociedade compreenda que a visibilidade tem que ser na pessoa e não na deficiência”, afirmou a tia.
Lenice também destacou que a realização deste curso é um passo a mais na luta contra o preconceito. “Antes de sermos cegos, somos pessoas. Cursos como esses fazem com que nós andemos na contramão do grupo de pessoas que pensam que não podemos nada. E assim, nós vamos enfrentando desafios e vencendo os preconceitos”, ressaltou. Ela também disse que aproveitou a oportunidade para aprender o novo idioma. “Além de tia, agora sou aluna de Isabelle. Não podia deixar de aproveitas essas aulas”, brincou.
Intercâmbio
Isabelle Vita morou em Tourbay, localizada na província de Newfoundland – no Canadá -, entre agosto de 2013 e janeiro de 2014. Ela participou do Programa “Ganhe o Mundo”, criado pelo Governo de Pernambuco, para estudar em outro país. “Esse tempo que passei fora do Brasil foi um período de grande aprendizado”, disse.

PF deve adaptar Posto de Emissão de Passaportes a pessoas com deficiência

A pedido do MPF, Semadur realizou vistoria no setor e encontrou diversas irregularidades

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Cidadãos com mobilidade reduzida encontram dificuldades para tirar passaporte no posto de atendimento da Polícia Federal (PF) no Shopping Campo Grande. Os que precisam de transporte público se deparam com uma longa escadaria assim que descem do ônibus. Já para os que têm carro, a falta de vagas reservadas e sinalizadas próximas ao setor torna o caminho mais longo e penoso.
Distância agravada pelas condições de acesso: corredores estreitos e descobertos, muitos buracos, falta de sinalização, ausência de piso tátil e, até mesmo, carência de orientação sobre a localização do posto de atendimento.
Para mudar essa realidade e garantir às pessoas com deficiência um atendimento não excludente, o Ministério Público Federal (MPF) oficiou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) para vistoriar o local. A inspeção, realizada no mês passado, identificou diversas irregularidades, convertidas em notificações à Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal e ao Shopping Center Campo Grande.
Em 30 dias, as instituições devem realizar obras para tornar o posto de atendimento acessível. Sinalização informativa e direcional deverá ser instalada no shopping, indicando rota segura, com sinalização tátil, faixa de pedestre e piso antiderrapante. Um acesso interno, pelo centro comercial, também deverá ser construído para facilitar o translado aos sanitários do shopping, de uso coletivo, e, caso a abertura não seja possível, banheiro adaptado precisará ser instalado na área de atendimento ao cidadão.
O shopping deverá, também, destinar duas novas vagas, próximas ao posto da PF, a deficientes físicos e a pessoas com mobilidade reduzida e realizar a cobertura dos espaços de circulação interligando o posto de atendimento à entrada do shopping mais próxima, garantindo segurança e conforto aos pedestres.
Caso as obras não sejam realizadas no prazo fixado pela Semadur, multa será aplicada.
(Com informações do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul)

Não sabemos ensinar a ler para aprender

Por Priscila Cruz do Movimento Todos Pela Educação

                       Alfabetização - letras

Uma das memórias mais marcantes da minha infância, tanto pelos detalhes claros ainda tão vividamente guardados quanto pelo significado que tantas vezes resgatei ao longo da vida, é a do dia do meu aniversário de 7 anos. Minha mãe e meu pai estavam sentados à mesa da cozinha montando a decoração do bolo e da festa, colando palitos de sorvete para fazer uma oca de índio, que era o tema da festinha. Eu estava ansiosa porque iria ganhar a minha primeira bicicleta (e também, poucas horas mais tarde, uma cicatriz na perna).

Lembro que nesse dia falei para meus pais que não precisava mais ir à escola porque já sabia tudo. Eu tinha mesmo uma enorme convicção que sabia absolutamente tudo e que ir à escola não era mais necessário. Mais recentemente, percebi que o que eu realmente queria dizer era que eu sentia uma enorme autonomia para aprender, que a mim, recém-alfabetizada, era possível ter acesso a todo o conhecimento do mundo. Ao estar plenamente alfabetizada, de fato eu tinha como aprender tudo o que eu quisesse. Meses antes do meu sétimo aniversário meus pais tinham comprado a Barsa, uma enciclopédia em muitos volumes, que tinha até páginas em papel transparente mostrando o corpo humano! Eu tinha a competência leitora e as condições para aprender. Lembro bem que o sentimento era de autonomia, que ia além daquele que as tias diziam “está ficando mocinha”. Eu podia aprender.

Anos mais tarde, aprendi que a alfabetização pela qual todos nós precisamos lutar para que seja universalizada no nosso país é justamente essa: ler pra aprender. Esse é o significado de estar plenamente alfabetizado.

A alfabetização demorou muito tempo para ter uma avaliação que aferisse a sua qualidade. Em 2011 e 2012, o Todos Pela Educação (TPE) realizou a Prova ABC com esse objetivo. Empreitada contou com a parceria da Fundação Cesgranrio, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope e do próprio Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação. Logo em seguida a Prova ABC, o MEC anunciou no mesmo ano a criação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), em busca da garantia da alfabetização plena das crianças, até no máximo 8 anos de idade. Para avaliar o resultado do pacto e aperfeiçoar o programa, foi instituída a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA),  cujos resultados foram divulgados pelo Inep na última semana.

Infelizmente os resultados são mais que preocupantes. Estamos longe de garantir às nossas crianças a plena alfabetização até o 3º ano do Ensino Fundamental, como determina o Plano Nacional de Educação. Em leitura, há quatro níveis de alfabetização descritos pelo Inep, os três últimos (2,3 e 4) são considerados adequados.  No Brasil, 78% das crianças estão nesse nível.

Uma leitura mais atenta das descrições das escalas, no entanto, deixa muito claro que um aluno no nível 2 de leitura não está plenamente alfabetizado. Ele não tem as condições necessárias para aprender tudo aquilo que tem direito de aprender nos anos seguintes. Ou seja, não sabe ler o suficiente para aprender. Considerando as crianças que atingiram os níveis 3 e 4, o percentual de aprendizado adequado em leitura é de apenas 44% ao final do 3º ano do Ensino Fundamental, o chamado ciclo da alfabetização.

Os dados escancaram, mais uma vez, a enorme disparidade de desempenho entre regiões, estados e municípios no início da Educação Básica. Novamente, vemos na lanterna dos indicadores estados da região Norte e Nordeste, como Alagoas, Amapá e Maranhão. Não podemos mais aceitar o discurso de que os percentuais pífios são resultado da pobreza. A vulnerabilidade econômica e social desses lugares explica em boa medida os baixos resultados, mas não pode mais ser usada para justificá-los. A prova disso são o Ceará, no Nordeste, e o Acre, no Norte, que conseguiram se destacar em suas regiões e até mesmo em relação a estados do Sul e do Sudeste.

Se queremos ter um país mais justo e com oportunidades para todos, precisamos ter uma obsessão em garantir a alfabetização a cada uma das nossas crianças, dando atenção especial àquelas que continuam vivendo invisíveis a todos nós. Devemos formular políticas mais vigorosas e cobrar seus resultados. Há poucos dias, minha filha mais velha completou 7 anos. A Barsa foi substituída pelo Google. Nesse dia, deitada comigo na minha cama, ela pegou meu computador e digitou a pergunta: qual a aranha mais venenosa do mundo? E descobriu.

Especialistas apontam distorções no uso das cotas para deficientes

                            
A partir da esquerda, Thays Zocratto, Felipe Braga, Liliane Bernardes, o senador Edison Lobão (presidente da CAS), Rosylane Rocha, Adérito Guedes e Everton Pereira

As cotas para pessoas com deficiência ingressarem no serviço público estão sendo utilizadas, numa espécie de "jeitinho", por quem tem problemas considerados leves demais. Com isso, saem prejudicados aqueles que realmente enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho em razão de sua deficiência. Essa foi a tônica do debate realizado nesta quarta-feira (14) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre a questão das cotas para deficientes.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), prevista para entrar em vigor em janeiro de 2016, deve alterar um pouco essa realidade, disseram os palestrantes. Mas, na opinião deles, é fundamental que a regulamentação da nova legislação leve em conta os critérios de funcionalidade da pessoa com deficiência e até que ponto essa deficiência prejudica sua integração social. Para os especialistas ouvidos pela CAS, não basta constatar a existência do problema, baseado em diagnóstico médico-biológico, como tem ocorrido.
Eles defendem ainda que a legislação nacional seja atualizada à luz da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada pelo Brasil em 2009.
O autor do pedido de audiência, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), propôs a criação de um grupo de trabalho com participantes da audiência e a Consultoria do Senado para propor essa atualização legislativa, que ele considerou essencial. Mas o senador e os debatedores chegaram ao entendimento comum de que é melhor esperar a Lei Brasileira de Inclusão entrar em vigor para analisar com maior eficiência quais são os ajustes legais necessários.

Funcionalidade

De acordo com Adérito Guedes, chefe do Setor de Perícia Médica do Ministério Público Federal, pessoas que tem dois dedos dos pés amputados estão concorrendo em igualdade, nas vagas reservadas para os cotistas, com quem não tem as duas pernas e anda com cadeira de rodas. Graças à judicialização e aos mandados de segurança, amparados pela falta de normas que permitissem graduar as deficiências, explicou ainda, pessoas com cegueira unilateral são consideradas iguais em direitos às que não enxergam nada, por exemplo.
A funcionalidade é mais importante para definir uma deficiência do que simplesmente um diagnóstico médico — alertou.
O procurador da República no Distrito Federal Felipe Fritz Braga afirmou que o Judiciário tem grande dificuldade para aferir a capacidade de trabalho de uma pessoa com alguma limitação funcional, mas que consegue levar uma vida relativamente normal. É o caso, por exemplo, de quem perde a audição em um ouvido ou tem apenas um olho cego. Nessas situações, observou o procurador, é questionável o direito de concorrer a um cargo público em condições especiais.
O Judiciário tem dificuldade para ver isso, em grande parte porque nossas normas não foram bem redigidas nesse aspecto — afirmou.
Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, conselheira do Conselho Federal de Medicina, lembrou que os candidatos que concorrem pelas cotas de deficiência e são barrados graças aos laudos e avaliações, sempre recorrem ao Judiciário e ganham, por menor que seja o problema. Ela alertou para a necessidade de um levantamento detalhado de quantas e quais pessoas com deficiência estão sendo beneficiadas com a lei e ingressando nos quadros do serviço público. Pela sua experiência, afirmou, não estão sendo priorizadas pessoas com grandes deficiências, mas sim quem perdeu dois dedos, tem limitações de extensão de algum membro ou encurtamento da perna.
E isso não prejudica alcançar o objetivo que o legislador buscou para a pessoa com deficiência — afirmou.

Novo modelo

Todos os palestrantes — incluindo a representante do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Liliane Bernardes — se manifestaram no sentido de que a análise da deficiência deve considerar os pressupostos da Classificação Internacional de Doenças (CID) e da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).
Liliane Bernardes adiantou que a regulamentação da LBI levará esses fatores em consideração, já que a definição de deficiência da nova lei é mais ampla e exige a compreensão de um novo paradigma sobre a deficiência, baseado no modelo social/biopsicossocial e não mais exclusivamente no enfoque médico.
Um “índice de funcionalidade” deve ser criado, para avaliar tanto a entrada nas cotas do serviço público quanto o acesso das pessoas com deficiência a benefícios como o da prestação continuada ou do passe livre, por exemplo, revelou Liliane. Esses novos parâmetros ainda estão sendo estruturados, informou ela, que conclamou os palestrantes e os senadores presentes à audiência pública a ajudarem nessa elaboração.
Também participaram da audiência Thays Rettore, membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas, e Everton Pereira, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Desenvolvimento de tecnologias assistivas gera 1,5 mil produtos no Brasil

Deverá ser publicado nos próximos meses um edital com foco no desenvolvimento de produtos de tecnologia assistiva de R$ 25 milhões

 

Financiamentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi) promoveram a criação de aproximadamente 1,5 mil produtos voltados para dar mais independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência.

Esses produtos são resultados de pesquisas em tecnologia assistiva, termo designado para definir recursos, serviços, equipamentos e estratégias que contribuem para dar ou ampliar habilidades às pessoas com deficiência.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Eron Bezerra, hoje há 70 grupos de pesquisa desenvolvidos em tecnologia assistiva no Brasil.

Os produtos desenvolvidos por essas equipes são usados para tratamentos clínicos, cuidados de pessoas, atividades domésticas, manuseio de objetos e atividades recreativas. São muitas vezes dispositivos simples, mas que facilitam o dia a dia de quem tem a deficiência e dos familiares e cuidadores.

Os produtos estão disponíveis na página http://assistiva.mct.gov.br. Os interessados podem pesquisar por tipo de produto e por público: deficiente visual, deficiente auditivo, deficiência intelectual, física, múltipla ou idoso.

Segundo Eron, para estimular ainda mais os investimentos no setor, deverá ser publicado nos próximos meses um edital com foco no desenvolvimento de produtos de tecnologia assistiva com valor previsto de R$ 25 milhões.

Aproximadamente R$ 2,7 milhões do total de recursos previstos no edital serão destinados à regulamentação das cadeiras de rodas no Brasil, reprovadas por testes de segurança e qualidade do Inmetro em 2013.

“Todas foram reprovadas pelos testes do INMETRO, então o governo encomendou ao MCTI, junto a outros parceiros, regulamentar essa política de adequação da eficiência das cadeiras de rodas”, disse.

O governo federal também já aprovou e selecionou 45 instituições de ensino e pesquisa no Brasil, que vão receber 210 bolsas de mestrado e doutorado para desenvolver pesquisa em tecnologia assistiva, num valor de aproximadamente R$ 20,5 milhões.

Fontes: iMasters - www.fernandazago.com.br


Ele não tem qualquer deficiência mas tenta estacionar aqui

Ele não tem qualquer deficiência mas tenta estacionar aqui



Fonte: tetraplegicos.blogspot.com.br

Tetraplégico realiza sonho de dançar com a esposa em vídeo emocionante




Os americanos Lauren e Joel Jackson, ambos de 26 anos, se casaram em 2013, mas não tiveram uma primeira dança. Agora, dois anos depois da cerimônia, os dois conseguiram dançar como marido e mulher pela primeira vez.

Em 2009, Joel sofreu um acidente de carroque separou sua espinha dorsal do crânio, o que o deixou tetraplégico. No dia do casamento com Lauren, eles não puderam dançar, mas o homem prometeu que dançaria assim que pudesse.


No dia 1º de outubro, Lauren postou em sua conta no YouTube um vídeo em que aparece dançando com o marido ao som da música de casamento dos dois, a canção "I'll Be", de Edwin McCain.

Joel conseguiu cumprir a antiga promessa de dançar com a esposa graças a um dispostivo do Hospital de Reabilitação de Brooks em Jacksonville, na Flórida (Estados Unidos).

"Estávamos preparados para um típico dia de terapia. No entanto, Deus tinha algo mais em mente", escreveu Lauren. "Pequenos triunfos que são passos gigantescos para nós. E eu sou grata pelas pequenas coisas".

Segundo a NBC News, o casal se conhece há quase doze anos. Eles chegaram a ficar juntos, mas se separaram e voltaram a se encontrar depois da faculdade, quando iniciaram um relacionamento. Joel ficou tetraplégico após sofrer um acidente causado por um motorista embriagado.


Segundo a NBC News, o casal se conhece há quase doze anos. Eles chegaram a ficar juntos, mas se separaram e voltaram a se encontrar depois da faculdade, quando iniciaram um relacionamento. Joel ficou tetraplégico após sofrer um acidente causado por um motorista embriagado.

                         


Fontes: Rede TV - tetraplegicos.blogspot.com.br

Justiça suspende multa de empresa que descumpriu cota para pessoas com deficiência

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Se provada a falta de possibilidade para empregar pessoas com deficiência, as empresas não podem ser multadas por não ter esses funcionários em seus quadros. Assim entendeu a juíza Patrícia Vianna de Medeiros Ribeiro, da 29ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ao suspender, por meio de antecipação de tutela, uma multa de R$ 152 mil cobrada de uma transportadora pelo Ministério do Trabalho.
A penalidade havia sido aplicada porque o Ministério do Trabalho tinha considerado que a empresa não cumpriu o percentual mínimo de cotas para deficientes. Para embasar sua decisão, a juíza afirmou que foi constatada a divulgação de anúncios de oportunidades de emprego na companhia. Também disse que parte da ausência de profissionais nessa situação em algumas companhias é resultado da omissão do Estado nas atribuições previstas na Constituição brasileira.
Segundo o advogado que representou a empresa, Flávio Guberman, da Assessoria Jurídica José Oswaldo Corrêa, apesar da discussão sobre a necessidade de disponibilizar vagas de trabalho para pessoas com deficiência ser antiga, o tema ainda é controvertido. Ele afirma que o empregador se vê obrigado a contratar profissionais que muitas vezes não suprem a demanda do mercado.
Guberman explica ainda que a norma que prevê a obrigação das empresas no tema não estabelece qualquer tipo de Previdência da Seguridade Social ou órgão responsável pela educação e formação desses profissionais. “O poder público apenas regulamentou a necessidade de as empresas cumprirem a obrigação de inserir portadores de deficiência em seus quadros, mas não regulamentou, como lhe competia”, ressalta.
O advogado conta que não há demanda para o preenchimento dessas vagas, e o consequente cumprimento do percentual mínimo das cotas. Segundo ele, isso ocorre por falta de habilidade para a função, incompatibilidade salarial, ou mesmo a deficiência da pessoa a impossibilita de exercer a atividade.
Como resultado desses conflitos na aplicação da lei, afirma Guberman, o Ministério do Trabalho e Emprego tem aplicado multas sob o argumento de que o número mínimo de vagas estabelecidas não foi preenchido. “Os órgãos administrativos não têm apreciado com bons olhos as alegações de direito, deixando de atender ao princípio da razoabilidade e considerar o justo motivo de impossibilidade de cumprimento da legislação por questão de força maior.”
Fontes: www.conjur.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Baixada Santista registra 1.311 casos de violência contra pessoas com deficiência

Dados são de balanço da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de SP, realizado entre maio de 2014 a agosto deste ano


GABRIELA LOUSADA

  
  Balanço aponta que maioria dos atos de violência ocorrem contra deficientes físicos

A Baixada Santista registrou 1.311 casos de violência contra pessoas com deficiência, entre maio de 2014 a agosto deste ano, segundo dados da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.
Santos foi a cidade com mais ocorrências do tipo na região, totalizando 310. Na sequência, no ranking regional, aparecem Praia Grande (233 casos), Itanhaém (200), São Vicente (156), Cubatão (74), Mongaguá (73), Peruíbe (55) e Bertioga (37).
Segundo o presidente interino do Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Condefi) de Santos‚ Luciano Marques, os casos de violência ocorrem com frequência, mas muitos não são oficializados.
"No Condefi eventualmente aparecem denúncias, mas que acabam não sendo formalizadas. Muitos casos envolvem familiares ou pessoas próximas e por isso quem presencia uma agressão ou abuso acaba não passando muitas informações para não se envolver", relata.
Apesar do Condefi não ter um balanço oficial, Marques, que trabalha como conselheiro no órgão há 24 anos, afirma que a maioria dos casos envolve abandono, abuso e agressão física. "Os mais vulneráveis (a estes tipos de agressões), pelo o que vemos e que ficamos sabendo, são os deficientes auditivos, intelectuais e mentais. O surdo já tem dificuldade para relatar acontecimentos do cotidiano, imagina para relatar um abuso ou agressão. Já quem tem o cognitivo prejudicado muitas vezes não entende o que está acontecendo, o que também dificulta na hora de denunciar", afirma.
Além da falta ou dificuldade de comunicação, o representante do órgão aponta ainda o medo que muitos deficientes têm de ficar desamparados. "Nós, seres humanos, somos vulneráveis (a atos de violência e agressão). A pessoa com deficiência (é) mais ainda e às vezes eles não denunciam o que ocorre de errado com medo de perder um suposto amparo que tem dos parentes", relata.
Baixada e ABC
Segundo informações da pasta, ainda no mesmo período, as ocorrências nos nove municípios da Baixada Santista e sete cidades do Grande ABC totalizam 2.445 casos, ou seja, 11,28% dos registros do Estado. Nessas duas regiões, a cidade que lidera no número de ocorrências é São Bernardo do Campo (348). O número de casos é maior se forem detalhados os tipos de crime relacionados a cada um dos registros.
Entre os tipos de violência, encabeçam o estudo os crimes contra patrimônio (1.015) e pessoa (951). Ações que infringem o Estatuto do Idoso (136) e Lei Maria da Penha (143) também são citadas no balanço, que totaliza 3.083 ocorrências em 22 categorias. 
Perfil
No balanço da secretaria, que engloba Baixada Santista e Grande ABC, a maioria dos registros de violência ocorre contra os deficientes físicos (46,93%), seguido das pessoas com alguma deficiência intelectual (19,51%), visual (14,45%), auditiva (13,2%) e múltipla (5,86%). A incidência, quando dividida por sexo, é maior entre os homens (54%).