sábado, 24 de outubro de 2015

Com craques da Seleção, semifinal do Brasileiro de Fut 5 acontece neste sábado (24)


Foto: Tiago vibra com os companheiros da APADV-SP. Os paulistas venceram partida a mais disputada das quartas (Wander Roberto/Inovafoto/CBDV)

Rio de Janeiro/RJ – As quatro melhores equipes da primeira fase confirmaram a boa campanha na Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 e estão nas semifinais da competição, que acontece na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no Rio de Janeiro. As vagas foram conquistadas nesta sexta-feira (23), após triunfos nas quartas de final.
 
Postulante ao título, a AGAFUC-RS começou a partida contra a ASDEFIPEL-RS em ritmo acelerado e fez três gols ainda no primeiro tempo. Na etapa final, a equipe marcou mais um e venceu o jogo por 4 a 0. Ricardinho e Maurício Dumbo marcaram os gols.
 
O adversário dos gaúchos será a APADV-SP, que venceu, apertado, a URECE-RJ por 1 a 0. Um dos destaques da competição é o camisa 7 Tiago, que mais uma vez esteve iluminado e fez o gol da classificação da equipe de São Bernardo do Campo. A partida será realizada às 08h30.
 
Campeão das últimas seis edições da competição, o ICB-BA vai em busca de mais uma final após derrotar o CEIBC-RJ por 2 a 0. O time baiano contou com os gols de Selmi e Cássio para eliminar os cariocas.
 
Na semifinal, os hexacampeões vão enfrentar, às 10h, a APACE-PB, responsável pela eliminação da ADVP-PE. O herói do jogo foi Marquinhos, autor de dois gols, na vitória de 2 a 0. O time paraibano se destaca pela forte defesa, o que leva a ser a única equipe a não ser vazada até o momento.
 
Na luta contra o rebaixamento, APADEVI-PB x ADVIMS-MS fizeram um jogo quente e muito disputado. Os paraibanos foram mais felizes nas oportunidades que tiveram e garantiram a permanência ao vencerem por 2 a 1, com gols de Nicolas Veliz e José Jhonson. Villalba descontou para o time de Mato Grosso do Sul.
 
A segunda partida na luta contra o rebaixamento precisou dos pênaltis para decidir que iria permanecer na elite nacional no que vem. Depois de protagonizarem a partida com o maior número de gols da competição no empate em 4 a 4 na primeira fase, AMC-MT x ISMAC-MS ficaram no zero durante o tempo normal. Nas penalidades, o time de Cuiabá venceu por 3 a 1.
 
O evento é uma realização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais, com patrocínio da CAIXA Loterias, apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, Ministério do Esporte, Exército Brasileiro e da Escola de Educação Física do Exército.
 
Serviço
Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 – Série A 2015
Data: 20 a 25 de outubro de 2015
Horário: 08h30 às 16h (20 a 23/10); 09h às 12h (24/10); e 08h às 11h (25/10).
Local: Escola de Educação Física do Exército – Forte São João
Endereço: Av. João Luís Alves - Urca, Rio de Janeiro – RJ
 
 

Fonte: cbdv.org.br

Novato Daniel Tavares conquista o primeira medalha de ouro do Brasil no Mundial de Atletismo, em Doha


Daniel Tavares exige com orgulho a medalha de ouro conquistada nos 400m. Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

Saiu a primeira medalha de ouro do Brasil no Mundial Paralímpico de Atletismo, em Doha, Catar. Coube a Daniel Tavares, 19 anos, estreante em competições internacionais, fazer o Hino Nacional tocar pela primeira vez no Estádio Suhaim Bin Hamad. Outros três atletas foram ao pódio nesta sexta-feira, 23. Com os resultados, o país soma até aqui cinco medalhas no evento e ocupa a nona colocaçao no quadro geral de medalhas.
Natural de Marília, no interior de São Paulo, Daniel foi campeão dos 400m rasos classe T20, para atletas com deficiências intelectuais. Ele venceu a prova em 48s27. Em segundo, ficou o espanhol Deliber Ramirez (49s62). Completou o pódio o russo Artem Muratov, que cumpriu a distância em 49s96.
Daniel é o segundo atleta mais jovem entre os homens da delegação brasileira. Foi o aconselhamento dos companheiros de Seleção que fez com que ele deslanchasse em sua participação no Mundial de Doha.
“Eu estava muito ansioso antes da prova, mas conversando com o pessoal da equipe consegui ficar bem mais calmo. Apenas coloquei em prática tudo que fiz nos meus treinos. Sou campeão do mundo! Tenho de me controlar para não chorar. É a realização de um sonho, mas falta mais um: as Paralimpíadas”, disse Daniel, que começou no esporte apenas em 2013.
A medalha de Daniel foi seguida por outras conquistas brasileira nesta sexta. Terezinha Guilhermina e Thalita Simplício ficaram com a prata e o bronze dos 400m classe T11 (cego total). Elas registraram os tempos de 58s52 e 59s73, respectivamente. O ouro ficou com a chinesa Cuiqing Liu, que fez 56s68.
Um pouco mais tarde, foi a vez de Felipe Gomes ir ao pódio dos 100m classe T11. O carioca fez a marca de 11s28 e foi superado apenas pelo americano David Brown, que correu em 11s04. Atual campeão mundial dos 100m T11, o mato-grossense Lucas Prado sofreu uma lesão na perna direita e não terminou a prova.
A participação verde e amarela em Doha continua neste sábado, 24. O principal destaque será a estreia de Alan Fonteles, que iniciará a defesa do seu título mundial dos 200m, T44. Jhulia Karol, Terezinha Guilhermina e Thalita Simplício brigam por vagas nas semis dos 200m, T11 (mais detalhes abaixo).
O Mundial Paralímpico de Atletismo está sendo disputado por 1.315 atletas (incluindo atletas-guia) de 88 países. A competição ocorre até o dia 31 de outubro, em Doha, no Catar.
Programação dos brasileiros – sábado (24/10)
16h – Jhulia Karol, Terezinha Guilhermina e Thalita Simplício – eliminatórias dos 200m (T11)
16h03 – Claudiney Batista – final do lançamento de dardo (F57)
17h – Alice Corrêa – eliminatórias dos 200m (T12)
18h – Izabela Campos – final do lançamento de disco (F11)
18h25 – Gustavo Araújo – final dos 100m (T13)
19h20 – Indayana Couto – final dos 400m (T13)
20h30 – Jonathan Santos – final do arremesso de peso (F41)
21h25 – Alan Fonteles – semifinal dos 200m (T44)
21h49 – Yohansson Nascimento – eliminatórias dos 200m (T47)

Todas as provas estão no horário local (5h a mais em relação ao horário de Brasília).
Fotos em alta resolução: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/albums

Pessoas com deficiência não pagarão ICMS na compra de veículos no MS

Decreto foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado e já está valendo

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Em decreto publicado nesta sexta-feira (23), o Governo do Estado decretou a concessão de isenção de imposto para compra de veículos destinados a pessoas com deficiência física, visual, mental e até autistas. O decreto foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado (DOE).
Conforme a nova regra, ficarão isentos da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os veículos adquiridos por pessoas com deficiência. A regra foi definida depois de reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
A regra é a seguinte: “deficiência física, aquela que apresenta alteração, completa ou parcial, de umou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, nanismo, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções”.
A isenção entra em vigor hoje e já produz efeito desde o dia 1º de setembro deste ano. Um laudo deverá ser apresentado pelos compradores para as concessionárias. O modelo está neste link, na página 3.

Fontes: www.correiodoestado.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Ruas sem acessibilidade prejudicam deficientes visuais de Guarapuava

Associação dos Deficientes Visuais dá aulas de como caminhar no Centro. Segundo a prefeitura, há projetos de melhorias que dependem de recursos.

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Os deficientes visuais que moram em Guarapuava, na região central do Paraná, encontram dificuldades para se locomoverem sozinhos nas ruas e calçadas da cidade.
A RPC acompanhou um dia da rotina do auxiliar administrativo Junior César Ferreira, que tem deficiência visual.
Ele conta que falta acessibilidade na região central e, por isso, não abandona a bengala. “A bengala é feita para isso, você localizar os obstáculos, como buraco e mato”, afirma.
Todos os dias, Ferreira pega dois ônibus para chegar ao hospital onde trabalha. Ele não costuma pedir ajuda no embarque e no desembarque. O auxiliar administrativo sabe que sempre que passa uma lombada, é hora de apertar a campainha para desembarcar. Apenas na chegada ao trabalho, ele tem à disposição um piso tátil que facilita a locomoção.
Para orientar os deficientes visuais menos experientes nas caminhadas pelas ruas de maior movimento, a Associação dos Deficientes Visuais de Guarapuava dá aulas para os cegos sobre como andar no Centro com segurança.
O estudante Everton Luiz Rodrigues, que possui deficiência visual, lamenta que os direitos à acessibilidade não sejam respeitados. Ele dá uma dica às pessoas cegas. “Correr atrás e fazer que as autoridades, além de falar, pratiquem a acessibilidade”, afirma.
A Prefeitura de Guarapuava afirmou que há projetos de acessibilidade, como a construção de rampas e pisos táteis no acesso aos prédios públicos, no entanto, a previsão é a de que as obras iniciem em 2016 com a liberação de recursos do Ministério das Cidades.

Com crise, SBT teme não atingir meta de R$ 26 milhões no Teleton

Colunas - Ricardo Feltrin

Liberada pela Record, Xuxa participa do Teleton no SBT
Liberada pela Record, Xuxa participa do Teleton no SBT


Será a primeira vez em anos que o SBT dá largada em sua maratona pró-AACD já temendo de antemão não atingir a meta de arrecadação a que se propõe: R$ 26 milhões.

Vários envolvidos na produção do Teleton, que começa nesta sexta-feira (23), afirmaram a esta coluna que a crise econômica (e política) no país é o principal obstáculo para atingir a arrecadação proposta.
Uma das pessoas centrais da campanha, que é promovida pelo SBT há 18 anos (pediu para não ser identificado) disse que "há esperança, mas não muita" de que o Teleton arrecade os R$ 26 milhões.
Para essa fonte, "há muito desemprego no país, muito temor de desemprego e, principalmente, uma falta de esperança do brasileiro diante de tantos escândalos e da crise econômica".
Segundo a fonte ouvida, esses são fatores que influenciam (positiva ou negativamente) o ato de doar. 

Nova lei em SC considera síndrome de Recklinghausen como deficiência física

Proposta foi aprovada pela Alesc, que aguarda sanção do governador Raimundo Colombo.

Imagem: pt.slideshare.net


O projeto de lei do deputado Mauro de Nadal (PMDB), acerca da inclusão de portadores da Síndrome de Recklinghausen como deficientes físicos, foi aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
A ideia de fazer o projeto surgiu de conversas com representantes da Associação Catarinense de Apoio a Neurofibromatose que buscaram o gabinete do deputado.  “Para mim foi importante debater questões que tratam da inclusão no sentido de reduzir os preconceitos”, afirma.
No estado, a entidade agrega 6.500 pessoas. “Sendo aprovado, a nova lei irá garantir direitos previstos na legislação. Acesso à habitação, ingresso em concursos públicos e acesso ao atendimento de saúde, são alguns exemplos ”.  
Entendendo a doença
A síndrome de Recklinghausen é uma doença genética e autossômica dominante, que significa que se um dos pais tem a doença, os filhos possuem 50% de chance de serem portadores também.
De acordo com a dermatologista Tatiane Watanabe, a síndrome não tem cura e é caracterizada por manchas na pele em formato de “bolinhas”. “São manchas café com leite e que se localizam nas bordas da pele”.
O tratamento da doença é mais voltado para o acompanhamento. “Nós orientamos as pessoas a fazerem exames regulares também com o ortopedista, neurologista e oftalmologista, pois as regiões do corpo ficam mais vulneráveis com a doença”.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Saiba se você tem hérnia de disco cervical e quando é preciso operar

Em mais de 90% dos casos, o tratamento conservador contra a hérnia de disco cervical tem sucesso

  

As hérnias discais cervicais são muito frequentes em nossa população. Em mais de 90% dos casos, o tratamento conservador tem sucesso.
 
A hérnia de disco se desenvolve por uma ruptura no ânulo fibroso, espécie de “cinturão” rígido que envolve o disco intervertebral. Desta forma, com este cinturão rompido, em algum momento o conteúdo do disco, mais gelatinoso, extravasa em direção às estruturas do sistema nervoso (ou em direção à raiz ou à medula), causando compressão e irritação, além da diminuição na altura do disco.
 
Uma vez que a altura tenha se reduzido, este disco não conseguirá ter uma função de amortecimento normal, o que acabará sobrecarregando os níveis adjacentes a longo prazo, podendo induzir a formação de hérnias discais logo acima ou abaixo do local inicial.
 
Efeito dominó
Atualmente, os protocolos médicos indicam que se não houver melhora da sintomatologia em até seis semanas de adequado tratamento, o melhor é partir para a cirurgia. Somente desta forma evita-se o “efeito dominó”, que acabará levando o paciente, no futuro, a uma cirurgia mais extensa para tratar vários discos, quando poderia ter feito uma cirurgia menor, para tratar um único quando do início dos sintomas.
 
Sintomas
A sintomatologia das hérnias discais cervicais é extremamente variada pois depende muito de qual estrutura está comprimida. Sintomas como dor cervical posterior, irradiando-se para um ou ambos os braços, formigamentos que podem acometer os dedos e as mãos, alteração de sensibilidade e fraqueza muscular não são incomuns. Até mesmo dor na parte posterior da cabeça pode indicar hérnias nesta localização.
 
Quando falamos de fraqueza muscular, não falamos de fraqueza generalizada e, sim, de uma fraqueza focal. Dificuldades para pentear os cabelos ou pegar objetos acima do nível dos ombros, por exemplo, levantam a suspeita de fraqueza do músculo deltóide, que por sua vez pode indicar uma hérnia de disco entre C5 e C6.
 
Tratamento
Atualmente, a forma de tratamento mais adequada é a microdiscectomia. O cirurgião, com auxílio de um microscópio, disseca as nobres estruturas cervicais e retira o disco intervertebral, removendo inclusive sua porção extravasada e livrando os elementos do sistema nervoso de qualquer compressão.


GARANHUENSE VAI À JUSTIÇA PARA CONSEGUIR DO GOVERNO MEDICAÇÃO PARA FILHA COM DOENÇA RARA

por 



Ivoneide Melo, filha do saudoso Júlio Jacinto, tem uma garotinha com um sério problema de saúde. A menina precisa de medicação especial e caríssima para continuar vivendo.

Quando Eduardo Campos governava Pernambuco, Ivoneide precisou entrar na Justiça para conseguir a medicação para sua filha, Ju, que a mãe chama de “Minha Rainha”.

Venceu a questão, mas a burocracia, a incompetência e a má vontade se aliaram para que o problema esteja de volta. A medicação da menina está quase acabando e a mãe precisou acionar a Justiça outra vez para Paulo Câmara garantir o remédio da garota.

“O Advogado que acompanha esta causa está com equipe de plantão tentando resolver o problema. Estão todos apavorados como eu, vendo o descaso das autoridades. E olha que se trata de uma liminar. Vocês que conhecem dessa área sabem da obrigação em se cumprir uma liminar...”, desabafou Ivoneide Melo, pelas redes sociais.

Ela pede que os internautas compartilhem sua mensagem no Facebook, como maneira de sensibilizar os “grandões” que governam Pernambuco. Ela lembra que eles (as autoridades) também têm filhos e que talvez vendo o sofrimento de sua pequena rainha se sensibilizem.


“Governador Paulo Câmara, Secretário de Saúde do Estado... Respeitem o direito à vida do seu povo, cumpram a Lei”, pede a garanhuense, confessando que não sabe se irá suportar passar por tudo novamente. “A medicação está no final”, frisou a mãe da Ju.

Mãe critica postura da equipe responsável por avião na abordagem ao filho autista de 10 anos

por: Ricardo Shimosakai

Silvia lamenta que o episódio com Otávio transmita uma imagem negativa da pessoa com deficiência
Silvia lamenta que o episódio com Otávio transmita uma imagem negativa da pessoa com deficiência

Otávio adora andar de avião. Fica sempre eufórico ao entrar na aeronave. Mas ele não suporta, por enquanto, usar o cinto de segurança desde o início, antes da decolagem. O garoto, de 10 anos, é autista. A última viagem, no sábado, não foi como as outras. Em voo da Azul, de Navegantes (SC) a Porto Alegre, a tripulação se recusou a dar início ao taxiamento enquanto ele não estivesse sentado e com o cinto afivelado.
Os pais tentaram negociar, já haviam voado com a companhia outras três vezes, e sabiam que o menino colocaria o cinto no momento da decolagem e do pouso porque estava condicionado a isso. O tempo de viagem, previsto para 50 minutos, aumentou para quase duas horas, depois de muito estresse e bate-boca entre a família do garoto e a tripulação, que acabou aceitando o compromisso do pai de que o cinto seria usado quando o avião estivesse subindo.
Ele colocou o cinto na hora, passou o voo brincando, rindo. Foi desnecessário e fica como um exemplo negativo de que uma pessoa portadora de necessidades é um estorvo na sociedade. Ele é alegre, mas num momento, quando estava sentadinho, as lágrimas escorriam – diz a mãe, a nutricionista Silvia Sperling Canabarro.
O uso do cinto está sendo trabalhado com Otávio há dois anos. Para Douglas Norte, responsável pelo acompanhamento terapêutico do garoto, o incidente pode ter prejudicado o desenvolvimento dele nessa atividade:
A comissária chegou e começou a obrigar. Isso pode ter se tornado punitivo em vez de um reforço. Provavelmente, a gente pode ter dado um passo atrás na terapia. Pode estar instaurado nele um comportamento à força.
Para o comandante Paulo Roberto Alonso, consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a colocação do cinto é obrigatória no taxiamento. Ele afirma que a maioria dos incidentes ocorre nessa fase – o avião pode dar uma parada brusca com a entrada inadvertida de uma viatura ou um animal na pista.
– Esse assunto não é dúbio. É sim ou sim. Essa exigência é para não colocar em risco a pessoa e os demais passageiros. Não tem como abrir mão – explica Alonso.
Em nota, a Azul informou que “tem profundo respeito pelas normas de segurança e, por isso, cumpre com as exigências estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Azul lamenta os transtornos causados à família e ressalta que o caso está sendo apurado para que situações como essa sejam evitadas”.
Empresas aéreas deverão preparar os funcionários
Uma norma da Anac publicada em julho deste ano estabelece os procedimentos de acessibilidade de passageiros. A resolução 280 foi criada a partir de um debate entre o Conselho Nacional de Pessoas com Deficiência e a Anac, em virtude de queixas recorrentes de acesso no transporte aéreo. Entre os dispositivos, está a obrigatoriedade de que companhias aéreas ofereçam cursos de capacitação para os funcionários lidarem com pessoas com deficiência, incluindo aquelas que têm dificuldade de compreender regras. A resolução vale a partir de janeiro.
Para a pedagoga Clarissa Alliati Beleza, diretora técnica da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders), a preparação dos profissionais é importante para que eles possam perceber o que é possível ou não fazer, baseado na condição da pessoa com deficiência. Clarissa afirma que, atualmente, está sendo adotada uma nova abordagem na discussão acerca do tratamento, com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008.
Antigamente, havia a concepção de que os problemas da pessoa com deficiência seriam só relativos à pessoa, então ela teria de se adaptar aos procedimentos padrões, e não esses procedimentos se adequarem à pessoa. Mas isso mudou. As dificuldades não estão só na pessoa, mas nas barreiras do meio e da estrutura da sociedade. Hoje, se trabalha o conceito social da deficiência.
COMO AGIR

PAIS
O autista não deve ser tratado como um doente. É uma criança especial, com déficit no desenvolvimento, mas entende tudo e é capaz de progredir fazendo terapia.

Leve a criança para a rua. Sair, caminhar e interagir com as pessoas são atividades terapêuticas.

COMUNIDADE
Seja mais tolerante. Autistas podem não obedecer às regras sociais da maneira esperada, por isso podem não entender conceitos como esperar sua vez na fila e usar o cinto de segurança.

A terapia comportamental reforça as boas atitudes, por meio da repetição e da recompensa, e pune as más. Não interfira obrigando porque o autista pode associar isso com punição.

Você tem a capacidade de flexibilizar, o autista não.

Fontes: Duque Estrada - turismoadaptado.wordpress.com

Encontro geracional de líderes latinoamericanos na área da deficiência

  Jovens com e sem deficiencia posam para foto.

Integrar e instigar calouros e veteranos. Este é o propósito do encontro Novas Vozes, Novos Desafios, primeira reunião de jovens com e sem deficiência latinoamericanos, que acontece em paralelo ao encontro regional da International Disability Alliance, IDA, de 21 a 23 de outubro, em São Paulo.

O objetivo, mais do que uma passagem de bastão, foi uma proposta de colaboração entre antigos e emergentes líderes auto-defensores na área. Organizado pelo Unicef e o Instituto Interamericano sobre Deficiência e Desenvolvimento, o encontro reúne 30 jovens, entre 15 e 27 anos, de 11 países da região, com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência.


A ideia foi motivar aqueles que já militam no movimento social, seja da deficência ou outros temas, em seus países a assumirem o papel de autodefensores.

 sala cheia de ativistas do movimento das pessoas com deficiencia e no telao jovens do novo movimento.

O primeiro dia foi destinado a que se conhecessem e no segundo os particpantes assistiram à abertura do evento da IDA para discutir a Agenda 2030 do desenvolvimento da ONU no que se refere à deficiência.


“Essa nova geração precisa saber que, para serem hoje sujeitos de direitos, outros líderes lutaram muito, e que a bola agora vai estar com eles”, disse Rosangela Berman-Bieler, do Unicef.


Os participantes criaram um símbolo em língua de sinais especial,ente para a ocasião.

                             jovem faz sinal e outro fotografa.

Confrontos pelas quartas de final do Torneio de Tênis em Cadeira de Rodas marcam o segundo dia da Semana Guga Kuerten


A bicampeã da competição Natália Mayara duela nas quartas contra a argentina Antonella Pralong

Esta sexta-feira, 9, será cheia de jogos decisivos na Semana Guga Kuerten. Durante o dia haverá disputas das quartas de final do Torneio Profissional de Tênis em Cadeiras de Rodas, na categoria principal. Os confrontos a serem realizados nesta sexta foram definidos durante a segunda rodada, disputada ontem.
Rafael Medeiros (28º do ranking) garantiu a vaga ao derrotar o chileno Alexander Cataldo, por 2 a 0, com um duplo 6/3, e vai enfrentar Marc Mccarroll, da Grã-Bretanha. Já Carlos Santos (21º) superou o também chileno Francisco Cayulef, por 2 sets a 1, parciais de 6/4, 2/6 e 6/1, e agora joga contra o argentino Ezequiel Casco. Daniel Rodrigues (17º), campeão da edição passada, venceu Robinson Mendez, do Chile, por 2 a 0, com um duplo 6/3, e tenta uma vaga nas semifinais contra o espanhol Martin de la Puente (27º do ranking). No outro jogo das quartas, o cabeça de chave número um, o australiano Adam Kellerman, 11º no ranking mundial, enfrenta David Phillipson (25º), da Grã-Bretanha.
Na categoria feminina, a pernambucana Natália Mayara (19º), atual bicampeã da competição e cabeça de chave número dois, derrotou a também brasileira Marisa Ferreira (84º), por 2 a 0, com um duplo 6/0. Natália, 19ª no ranking, já está garantida nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, mas busca terminar o ano entre as 15 melhores do mundo.
Outra brasileira que se saiu bem no primeiro dia de competição foi Rejane Cândida (42º). A medalhista de ouro nas duplas, ao lado de Natália Mayara, no Parapan de Toronto-2015, derrotou a chilena María Diaz (61º) por 2 a 0, parciais de 6/4, 6/3. Também se classificaram as brasileiras Aline Cabral e Meirycoll Duval.
Os jogos das quartas de final nessa categoria serão realizados também nesta sexta, com os seguintes confrontos: Louise Hunt x Aline Cabral; Rejane Cândida x Meirycoll Duval (único duelo entre brasileiras), Maria Florencia Moreno x Macarena Cabrillana e Antonella Pralong x Natália Mayara. Esses jogos vão definir as semifinalistas da quarta edição do evento.
O Torneio Profissional de Tênis em Cadeira de Rodas distribui grande premiação e soma pontos para o ranking mundial da Federação Internacional de Tênis (ITF, em inglês).
Com informações da Semana Guga Kuerten.

Tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, o Guga, é o novo Embaixador Paralímpico do CPB

Divulgação/SGK

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) apresentou neste domingo, 11, em Florianópolis, o ex-tenista Gustavo Kuerten como novo Embaixador Paralímpico. O tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo foi oficializado durante cerimônia de premiação do Torneio Profissional em Cadeira de Rodas, campeonato que faz parte da Semana Guga Kuerten, que chega à sétima edição.
Logo após premiar os campeões individuais da disputa entre cadeirantes, Guga ouviu do presidente do CPB, Andrew Parsons, o convite para participar do programa. “Ele, como patrono do maior campeonato de tênis em cadeira de rodas da América Latina, revela o apoio que dá ao movimento. Com isso, será importante como Embaixador, por ser uma pessoa que tem ligação com o tema e um histórico familiar de apoio ao deficiente físico. Além disso, Guga também é o Brasil que vence. Foi um desbravador e superou as adversidades de um esporte que era pouco popular para ser o melhor do mundo”, disse Andrew Parsons.
O ídolo brasileiro do saibro aceitou o convite e agradeceu por poder fazer parte do programa do CPB. “Muito obrigado pela confiança que depositam em mim. O apoio de vocês é essencial para o sonho do esporte adaptado crescer cada vez mais. Os tenistas cadeirantes são exemplos preciosos de coragem, disciplina e alegria que queremos aqui. E agora, como embaixador, a competição vai crescer ainda mais. A Semana Guga Kuerten não existe sem o torneio de cadeira de rodas”, disse o tricampeão de Roland Garros, que sentou na cadeira de rodas para trocar bolas com o tenista catarinense Ymanitu Silva, da categoria quad.
O presidente do CPB, Andrew Parsons, agradeceu a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) pela ajuda para convidar Guga para ser Embaixador Paralímpico. “Preciso exaltar a importância da CBT para consolidar o mais novo integrante do time de embaixadores. Especialmente o vice-presidente Jesus Tajra, que foi fundamental para essa aproximação com o Guga”, lembrou.
Guga é a nona personalidade a integrar o programa do CPB. Além do tenista, também são embaixadores Romário, Ronaldinho Gaúcho, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Flávio Canto, Luiz Severiano Ribeiro, Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna (in memoriam).
Semana Guga Kuerten
Na manhã deste domingo, 11, a Semana Guga Kuerten conheceu os campeões adultos do torneio dos cadeirantes. No feminino, a campeã Parapan-Americana dos Jogos de Toronto, Natália Mayara, ficou com a medalha de ouro ao vencer a britânica Louise Hunt por 2 sets a 1 (3/6, 6/2 e 6/4). No quad, mais um brasileiro foi campeão: Ymanitu Silva superou o chileno Pablo Araya por 2 sets a 0 (6/1, 6/3). No masculino, Daniel Rodrigues foi derrotado pelo australiano Adam Kellerman por 2 sets a 0 (6/7, 3/6) e ficou com a prata. Nas duplas femininas, as campeãs parapan-americanas Natália Mayara e Rejane Cândida foram derrotadas na final pela britânica Louise Hunt e a chilena Macarena Cabrillana por 2 sets a 0.

Todas as fotos da Semana Guga Kuerten podem ser encontradas para download na página oficial do evento (www.semanagugakuerten.com.br).

Confirmadas as datas da IV Fase de Treinamentos e Avaliações da Seleção Brasileira de tiro esportivo e do Campeonato Brasileiro da modalidade

Atirador Carlos Garletti em ação pela II Copa Brasil 2015

A Seleção Brasileira de tiro esportivo já tem data definida para início da IV Fase de Treinamentos e Avaliações. As atividades estão programadas para o período de 11 a 17 de outubro. Ainda no mesmo mês, de 22 a 25, será disputado o Campeonato Brasileiro da modalidade.
Ambos os eventos acontecerão nas dependências do Centro de Treinamento de Tiro Esportivo da Escola Naval (CTTE-EN), no Rio de Janeiro, uma nova instalação que será utilizada pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com a finalidade de preparar as equipes brasileiras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio-2016.
Essa nova praça esportiva substitui o Centro Nacional de Tiro Esportivo (CNTE), localizado na região de Deodoro, futuro palco das disputas do ano que vem, e servirá também para que delegações estrangeiras possam treinar e aclimatar-se com o que há de mais moderno em termos de equipamentos, acessibilidade e instalações.

Apenas 23% dos semáforos do DF têm sinais sonoros para auxiliar deficientes visuais

deficientes-visuais

Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal mostra que apenas 23% dos semáforos têm sinais sonoros para auxiliar deficientes visuais. Dos 495 semáforos instalados em todo o DF, 116 possuem o dispositivo. De acordo com o Detran, o sistema de som foi colocado em locais próximos a escolas especiais e em lugares de grande movimentação.
O estudante José Aurélio Araponga é cego e critica o critério do Detran para a instalação dos equipamentos.
Na verdade, na cidade toda é interessante colocar porque a gente não pode ficar restrito a meia dúzia de locais para sair. A gente tem que se divertir, a gente tem que ir a um banco, tem que resolver outras questões, então, no entender deles, a gente só para ir ou à escola ou para hospital. A gente vai para outros locais também.
O professor Fernando Rodrigues afirma que tem grande dificuldade de se orientar com a ausência dos sinais sonoros.
[...] Tem que se orientar pelo barulho dos carros porque se eu for muito para o lado dos carros, vou bater nos carros e estou saindo da minha linha.
Os deficientes visuais reclamam que, dos 116 sinais sonoros instalados, nem todos funcionam porque falta manutenção.
O diretor do órgão, Jayme Amorim, garante, no entanto, que os dispositivos passam por revisão frequentemente.
O Detran tem um contrato de manutenção semafórica, onde a empresa contratada vai aos locais fazendo a troca de lâmpadas e, também, a possivelmente a troca do equipamento sonoro caso ele tenha defeito.
Amorim considera que a quantidade de equipamentos sonoros em funcionamento é suficiente, mas diz que novos aparelhos serão instalados no próximo ano.

Repórter Mirim mostra falta de locais adaptados para crianças deficientes

Menina mostra a ausência brinquedos para crianças com deficiência. Pais acreditam que espaços deveriam ser adaptados.


Do G1 PA



A repórter mirim Maria Eduarda Barbosa, de 9 anos, adora brincar em praças e parques de Belém. Por isso mesmo, pensou em quem não pode aproveitar este tipo de brincadeira: em sua redação, a menina mostrou preocupação com as crianças portadoras de deficiências, que precisariam de espaços adaptados para se divertir nestes locais coletivos.

A redação de Maria Eduarda foi uma das cinco escolhidas pela comissão julgadora do concurso cultural Repórter Mirim. Com a ajuda da repórter Tainá Aires, ela mostrou a dificuldade enfrentada por seu amigo Lucas, que usa cadeira de rodas, em uma praça da cidade (assista vídeo acima).

Click AQUI para ver o vídeo:

Veja, na íntegra, a redação de Maria Eduarda:

Olá, sou Maria Eduarda, tenho 9 anos, adoro correr, pular e brincar nas praças e nos parques de minha cidade. Se não pudesse fazer tudo isso ficaria muito triste, porque a infância passa rápido.

Então estava pensando... onde as crianças portadoras de necessidades especiais se divertem? Será que têm espaços e brinquedos adaptados para elas nas praças, escolas e parques de Belém?

Pois elas não deixam de ser crianças porque tem suas limitações. Por isso resolvi falar sobre esse assunto, para saber um pouco mais da realidade delas, seus desejos, seus sonhos e as dificuldades que encontram no seu dia-a-dia e poder assim ajuda-las de alguma forma.

Outro dia vi na internet que existem vários brinquedos adaptados, que podem ser feitos com baixo custo e utilizados por crianças portadoras de necessidades especiais com segurança. Se tivesse pelo menos um brinquedo adaptado em cada praça, escola e parque de nossa cidade já seria muito bom. Era uma forma dessas crianças aproveitarem melhor a sua infância.

Ficaria bem feliz se minha sugestão fosse escolhida, não por minha causa, mas porque assim as crianças portadoras de necessidades especiais teriam a oportunidade de serem vistas e ouvidas, com mais respeito e atenção por toda a população de Belém. Isso faria com que elas se sentissem incluídas, realmente, em nossa sociedade
 
Fonte: g1.globo.com


Hoje começa o Teleton - 2015 - Vamos colaborar !!!!

           SAIBA ONDE ASSISTIR O TELETON 2015 

A maratona da solidariedade será transmitida para todo o Brasil por emissoras de TV e Rádio, bem como portais da internet.

                          Veja tudo sobre o Teleton pelo Blasting News

Prepare-se para a maior maratona da solidariedade da TV brasileira. O evento, que é transmitido direto dos estúdios do SBT em São Paulo, será retransmitido por algumas emissoras de TV ao vivo, e por portais da internet.
O SBT começa a transmissão a partir das 22:15 dessa sexta-feira, 23 de outubro e só volta a programação normal da emissora na madrugada de sábado para domingo, Entre meia noite e uma hora da manhã. A TV Cultura começa a dedicar sua programação ao evento no sábado a partir das 14 horas até o encerramento.
Até o momento não houve informação oficial sobre uma emissora da TV a Cabo transmitindo o evento, conforme aconteceu ano passado, quando três grandes emissoras pagas participaram da maratona. Pelo Youtube, os canais oficiais da maratona também pretendem manter os vídeos do programa atualizado. Ainda não foi informado se além dos vídeos da programação vai rolar transmissão ao vivo. Ano passado o evento ficou disponível ao vivo pelo Youtube durante toda a exibição.
Portais de notícias estarão divulgando a todo instante a maratona, com links da transmissão ao vivo do Teleton. Aqui no Blasting News Brasil você também ficará por dentro de tudo o que estiver acontecendo na maratona em tempo real.

Teleton 2015

Assim como nas edições anteriores, o Teleton busca arrecadar fundos para manter as unidades da AACD por mais um ano. A AACD confere atendimento gratuito a milhares de pessoas de todo o Brasil, sendo o maior centro de reabilitação da América Latina. A associação vive de doações e vendas de produtos simbólicos como camisetas e quadros.

Como doar

Você pode doar por telefone, internet, boleto bancário, comprando produtos de empresas parceiras (de onde parte ou toda a renda arrecadada no dia do evento será revertida para o Teleton), por SMS e através do aplicativo do programa.
Por telefone, você pode doar qualquer quantia pelo site do Teleton (Teleton.org.br) optando por pagar com cartão de crédito, débito ou boleto bancário. Por telefone você disca 0500 12345 05 para doar cinco reais ou 0800 775 2015 para qualquer quantia a partir de R$30.

O que é inclusão?



Incluir do Lat. includere, verbo transitivo direto, compreender, abranger; conter em si, envolver, implicar; inserir, intercalar, introduzir, fazer parte, figurar entre outros; pertencer juntamente com outros. No bom e velho Aurélio, o verbo incluir apresenta vários significados, todos eles com o sentido de algo ou alguém inserido entre outras coisas ou pessoas. 

Em nenhum momento, essa definição pressupõe que o ser incluído precisa ser igual ou semelhante aos demais aos quais se agregou.

Quando falamos de uma sociedade inclusiva, pensamos naquela que valoriza a diversidade humana e fortalece a aceitação das diferenças individuais. É dentro dela que aprendemos a conviver, contribuir e construir juntos um mundo de oportunidades reais (não obrigatoriamente iguais) para todos. Isso implica numa sociedade onde cada um é responsável pela qualidade de vida do outro, mesmo quando esse outro seja muito diferente de nós.



Tive a oportunidade de debater no curso de pedagogia da universidade da minha cidade um pouco sobre questões inclusivas, principalmente dentro das salas de aula. Chegamos à conclusão que até pouco tempo atrás a “inclusão” era feita através de salas especiais onde todas as “crianças problema”, assim eram consideradas, era colocadas juntas; hoje a obrigatoriedade da inclusão destas crianças nas salas regulares trazem muitos benefícios a todos, crescimento do profissionais que estão aberto à inclusão, aos incluídos e àquelas crianças ditas “normais” que serão adultos com menos preconceitos e com a habilidade de se adaptar aos outros aprendendo a valorizar os potenciais do outro e não suas deficiências.

O conteúdo das definições de inclusão da lista abaixo é de autoria de Claudia Werneck, extraído do primeiro volume do Manual do Mídia Legal:
  • a inserção é total e incondicional (crianças com deficiência não precisam "se preparar" para ir à escola regular);
  • exige rupturas nos sistemas;
  • mudanças que beneficiam toda e qualquer pessoa (não se sabe quem "ganha" mais; TODAS ganham);
  • exige transformações profundas;
  • sociedade se adapta para atender às necessidades das pessoas com deficiência e, com isso, se torna mais atenta às necessidades de TODOS;
  • defende o direito de TODAS as pessoas, com e sem deficiência;
  • traz para dentro dos sistemas os grupos de "excluídos" e, paralelamente, transforma esses sistemas para que se tornem de qualidade para TODOS;
  • o adjetivo inclusivo é usado quando se busca qualidade para TODAS as pessoas com e sem deficiência(escola inclusiva, trabalho inclusivo, lazer inclusivo, etc.);
  • valoriza a individualidade de pessoas com deficiência (pessoas com deficiência podem ou não ser bons funcionários; podem ou não ser carinhosos, etc.);
  • não quer disfarçar as limitações, porque elas são reais;
  • não se caracteriza apenas pela presença de pessoas com e sem deficiência em um mesmo ambiente.
O Papel da escola:

Cabe à escola compreender que todos os alunos têm ritmos de aprendizado diferentes. E o professor precisa criar estratégias pedagógicas para que cada um consiga aprender o que ele quer ensinar. A escola tem que ser de qualidade para todos os alunos, sem distinção. No fundo, o primeiro passo para a inclusão é uma questão de atitude; é preciso estar disposto a incluir, quebrar paradigmas, adaptar-se a uma nova realidade e sair da zona de conforto.

Essa mudança de atitude não acontece de uma hora para outra. É um processo e, como tal, cheio de dificuldades. Mas essas podem ser superadas em conjunto pelo corpo diretivo da escola, professores, pais e entidades que atendem pessoas com deficiência. Inclusive quanto à avaliação sobre se é necessário algum preparo específico dos educadores e qual seria, em cada caso, essa especialização. As entidades têm um papel muito importante nesse processo auxiliando as escolas com seu conhecimento e suas práticas diárias.



A inclusão de alunos com deficiência em salas regulares não minimiza os cuidados que a criança deve ter de acordo com a sua deficiência. Mas a função principal da escola não é terapêutica, é educacional. Outro aspecto importante é perceber que crianças com a mesma deficiência não são iguais entre si. E o professor, portanto, não pode querer seguir receitas prontas. Cada criança terá suas necessidades específicas e cada professor terá que descobrir como adaptar seu currículo a cada caso e cada necessidade.

O Papel dos Pais:

Por fim, a inclusão implica em quebrar, muitas vezes, a resistência apresentada pelas próprias famílias: a criança tem que estar incluída também em casa. Se os pais acham que seu filho é um coitadinho, especial ou um anjo, ele sempre será excluído na sociedade. É preciso enfrentar os problemas e as dificuldades, mas não fazer deles maiores do que são. É preciso valorizar as potencialidades e não as dificuldades.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A artrite idiopática juvenil

A artrite idiopática juvenil chegou na minha vida quando eu tinha 3 anos, meus país fizeram de tudo, simpatia, remédios caseiros

Por 

                                        

Até meus 3 anos fui uma criança normal sapeca! Dormi bem e acordei com o joelho inchado e comecei a cair não me lembro dessa época, mais meus pais me contaram, levaram em vários médicos e um deles diagnosticou como água no joelho fiz duas pulsão que pirou o meu caso, usei botinha ortopédica mais nada adiantou!
Depois de alguns diagnósticos errados, um pediatra me diagnosticou com artrite idiopática juvenil, nessa época outras articulações jé estavam inflamada!
Com 7 anos tive a pior crise, o médico não conseguia conter a dor, e se espalhou por todas as articulações menos coluna! As dores eram tão fortes que não aguenta andar, nem um lençol em cima de mim aguentava!
E meus pais enlouquecidos fizeram de tudo simpatia, remédios caseiros, médicos de outras cidades. Como os remédios não adiantavam fiz um tratamento de 3 dias que foi certeiro, fiquei 3 dias em um quarto lacrado fazendo um suador e ao decorrer dos dias foram tirando as cobertas ate minha agua de beber era aquecida, apos isso consegui voltar a andar e minhas articulações que estava muita inchada ficaram quase normais, depois disso não tive mais crises dessas.
Tomei vários medicamentos no decorrer corticoide me fez muito mal, não cresci normal, tenho hoje muitas deformidades aos nove anos minhas articulações estavam muito frágeis não consegui andar mais e aos 13, fui pra uma cadeira de roda pra ter mais acessibilidade à partir daí tive uma melhora, mais andar não consegui, hoje aos 30 anos minha dores voltaram, voltei com medicamentos novos, hoje tomo Humira de 20 em 20 dias, quando estou com dores mais fortes tomo um remédio pra dor, mais evito minhas dores são mais ósseas do que da inflamação, realizo exercício todos dias, isso que mudou minha vida. No começo o Humira me fez bem mais hoje já não faz o mesmo efeito, tento viver o mais normal possível dentro das minhas limitações, meu caso é mistério porque AR juvenil paralisa na infância e meu caso não foi assim, mas vamos à luta é sempre ir atrás de novos tratamentos! 


Sobre o preconceito:
O preconceito sempre tem de pessoas que, fecham os olhos para realidade do mundo, mais nunca me abalou e alias nem deixei, sempre tento fazer o meu melhor. Sou muito comunicativa e faço amizade fácil, vivo minha vida normal dentro das minhas limitações.

Coisa que eu fazia antes e hoje não é possível?
Correr andar de bicicleta.

Minha dica para qualidade de vida:
Fazer exercícios todos os dias e com ajuda de uma fisioterapia na área.

Se eu pudesse melhorar algo no Brasil para as pessoas com doenças reumáticas, eu mudaria:
Fisioterapia especializada e acesso a acessórios para o dia a dia como um abridor, pegador, etc.

Gostaria de saber mais sobre:
Se existe algum tratamento melhor para as dores?

Minha frase de incentivo:
Faça seu dia – eu escolhi ser feliz.
Obrigado por me ouvirem, eu sou a Jacqueline Martins, tenho 30 anos, convivo com Artrite Idiopática Juvenil desde os 3 anos de idade, moro em ituiutaba-MG.