sábado, 7 de novembro de 2015

Alexandre Galgani assegura vaga na Rio-2016 e bronze na Copa do Mundo de Tiro Esportivo, em Fort Benning (EUA)

                     Alexandre Galgani (à direita) representa o Brasil no pódio da prova R9
Alexandre Galgani (à direita) forma o pódio com o austríaco Johann Windhofer (à esqueda) e o campeão James Bevis (ao centro), da Grã-Bretanha

O brasileiro Alexandre Galgani carimbou na última quarta-feira, 4, sua participação nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Ele obteve o feito na etapa de Fort Benning, Estados Unidos, da Copa do Mundo de Tiro Esportivo. Ainda na fase qualificatória da prova R4 (Carabina em pé, 10m-SH2-Misto), ele registrou 626,9 pontos e ficou na sétima posição. A marca é superior à pontuação mínima de qualificação (MQS, em inglês) para os Jogos. O resultado representa também um novo recorde brasileiro da modalidade.
Na final, Alexandre ficou na quarta colocação, com 166,6 pontos. Ao obter o quota place para a Paralimpíada, ele se junta a Geraldo Von Rosenthal e Debora Campos, que já garantiram vaga nos Jogos.
Um dia antes, foi a vez da P3 (Pistola 25m-SH1-Misto). Destaque para Geraldo Von Rosenthal, que voltou a fazer o MQS.
Ele anotou 554 pontos e ficou na nona posição, a apenas dois pontos de chegar à final. Outra a conseguir o índice na prova foi Debora Campos, 29ª colocada, com 527. Por fim, Sergio Vida ficou em 25º, com 537.

O terceiro dia da competição
A quinta-feira, 5, marcou o terceiro dia da Copa do Mundo. Mais duas medalhas de bronze foram conquistadas pela Seleção Brasileira. No individual, Alexandre Galgani brilhou novamente. Com 608,7 pontos, ele enfim subiu ao pódio, agora na prova R9 (Carabina deitado 50m-SH2-Misto).

O outro bronze veio por equipes. Foi na P5 (Pistola standard 10m-SH1-Misto), com os atiradores Geraldo Von Rosenthal, Débora Campos e Ricardo Costa. Juntos, eles fizeram 992 pontos e marcaram presença na premiação. Individualmente, a classificação teve Geraldo em nono (340 pontos), Debora em 12º (334 pontos) e Ricardo em 16º (318 pontos).
A competição segue até sábado, 7, e é a última oportunidade de garantir um lugar nos Jogos Paralímpicos do ano que vem. Serão distribuídas 27 vagas – 18 masculinas e nove femininas -, ao todo. Saiba as vagas que o Brasil disputa:
R1 – Campeão e o vice (Carlos Garletti);
R2 – Campeã (sem atletas brasileiros);
R3 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Carlos Garletti);
R4 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Alexandre Galgani);
R5 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Alexandre Galgani);
R6 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Carlos Garletti);
R7 – Campeão e o vice (Carlos Garletti);
R8 – Campeã (sem atletas brasileiros);
P1 – Campeão e o vice (Ricardo Costa e Geraldo Rosenthal);
P2 – Campeã (Debora Campos);
P3 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Geraldo Rosenthal e Débora Campos);
P4 – Dois melhores colocados no masculino e a melhor colocada no feminino (Geraldo Rosenthal e Debora Campos);

Confira a delegação brasileira com seus respectivos clubes e classes:
Alexandre Augusto Galgani (Atleta) – ADDG/SP – SH2
Carlos Henrique Procopiak Garletti (Atleta) – CERCVG/SC – SH1
Debora da Silva Rodrigues Campos (Atleta) – SAC/SP – SH1
Geraldo Von Rosenthal (Atleta) – ASASEPODE/RS SH1
Ricardo Augusto Gomes da Costa (Atleta) – ARPM/RJ – SH1
Fernando Cardoso Junior (Coordenador Técnico) – CPB
James Walter Lowry Neto (Técnico) – CPB
Hésojy Gley Pereira Vital da Silva (Médico) – CPB

Fonte:  www.cpb.org.br

Pesquisadores brasileiros descobrem 18 genes ligados ao câncer de pênis

O trabalho inédito poderá ser usado no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção, como a criação de um exame que identifique os homens mais suscetíveis ao tumor



Um grupo de pesquisadores brasileiros investiga a genética por trás do câncer de pênis, um tumor sobre o qual há poucos estudos científicos e que afeta principalmente comunidades pobres, com baixo nível de educação sobre higiene e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Responsável por 2% dos casos oncológicos que atingem o homem, a doença, quando localizada, pode ser curada. Contudo, alguns pacientes evoluirão e, mesmo depois de tratados, sofrerão recidiva e metástases. Quem são essas pessoas é o que os cientistas querem descobrir.

Resultados preliminares do estudo, iniciado há seis meses com 53 pacientes, foram apresentados ontem durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia, no Rio de Janeiro. O urologista José de Ribamar Calixto, pesquisador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e um dos autores do trabalho, explica que a expectativa é aumentar o número de participantes para cerca de 150 e acompanhá-los por pelo menos uma década.

Apesar de recente, a pesquisa rendeu alguns achados importantes. Foram retiradas amostras de tecido doente e saudável dos pacientes e enviadas aos Estados Unidos, onde se identificou 18 genes suspeitos de estarem implicados com a doença. De acordo com Calixto, uma compreensão melhor sobre a genética do câncer de pênis vai levar a tratamentos mais precisos, evitando cirurgias desnecessárias e identificando, precocemente, os homens que deverão sofrer metástases.

“Hoje, o que se sabe sobre o câncer de pênis é que ele está associado à fimose e, provavelmente, ao vírus do HPV, que começa com uma ferida e, depois, surge o tumor, podendo progredir para pulmão e fígado. O diagnóstico é pela biópsia e o tratamento é com a amputação de uma parte ou do pênis todo. Acaba por aí o conhecimento da doença”, afirma. “Para tratar, não existe esquema efetivo de químio e rádio. Não se desenvolvem drogas específicas para esse câncer porque não temos financiamento, e os grandes laboratórios que fazem pesquisa de ponta, molecular e genética, não se interessam por ser uma doença de pobre, de países pobres”, critica.

Higiene

O câncer de pênis está associado à falta de higiene correta do órgão. Para preveni-lo, a indicação é lavar o pênis diariamente com água e sabão, principalmente após relações sexuais ou masturbação, puxando corretamente a pele para fazer a limpeza. Também é importante realizar o autoexame mensalmente, para verificar se há lesão na região, e realizar o exame médico uma vez por ano.

O problema, observa Calixto, é que nos locais em que há maior incidência e prevalência — no Brasil, as regiões Norte e Nordeste, principalmente no interior —, o acesso aos serviços de saúde é baixo. “O paciente leva até um ano para conseguir uma consulta e saber se o ferimento que encontrou é uma doença venérea ou um câncer”, exemplifica. “Não tem como. Acaba colocando o remédio que o vizinho orientou”, lamenta.


Fontes: Correio Braziliense - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br

Nova lei da meia-entrada vai beneficiar pessoas com deficiência

                 
              Legenda: Pessoas com deficiência terão direito à meia-entrada

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei da meia-entrada, garantindo também o benefício para pessoas com deficiência e jovens de baixa renda, além dos estudantes.


A lei entra em vigor no dia 1º de dezembro, foi aprovada em dezembro de 2013, e desde então esperava a sanção da presidência da república. Nela, estão previstos o direito à meia-entrada para eventos culturais, artísticos e esportivos, com reserva de 40% dos ingressos.

Para ter direito à meia-entrada, pessoas com deficiência deverão apresentar o cartão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou algum outro documento emitido pelo INSS. O direito se estende ainda a um acompanhante.

Já no caso dos jovens de baixa renda, com idade entre 15 e 29 anos, é preciso apresentar a Identidade Jovem, que será lançada em dezembro, e emitida a partir de março, pela Secretaria Nacional da Juventude. O mesmo decreto prevê ainda a reserva de quatro vagas no transporte interestadual, sendo duas vagas gratuitas e duas vagas com a garantia do desconto de 50% do valor da passagem.

Fontes: Revista Incluir - www.fernandazago.com.br

Brasileiro conquista a primeira medalha da história do Mundial de Surfe Adaptado, nos Estados Unidos

No campeonato de Surf Adaptado, em San Diego nos Estados Unidos, o brasileiro Felipe Lima ficou em 1º lugar

  

Um brasileiro brilhou nesta segunda-feira, 28. Felipe Lima tornou-se o primeiro medalhista de ouro da história dos Mundiais de Surfe Adaptado, evento que ocorreu em San Diego, nos Estados Unidos. O país conquistou mais duas medalhas, sendo uma de prata, com Davi Teixeira, e um bronze, com Alcino Neto.

Felipe sagrou-se campeão da classe para atletas sentados ou deitados, ao registrar 12,93 pontos. Em segundo lugar ficou o americano Jeff Munson, enquanto o bronze foi para Chris Oberle, do mesmo país.

“Não poderia estar mais feliz neste momento. É fantástico poder ver um Campeonato Mundial de Surfe Adaptado acontecendo. Sempre foi o meu sonho não só ser campeão mundial, mas também poder ver o esporte crescendo. Este é só o começo”, disse Felipe.

A segunda medalha brasileira foi a prata de Davi Teixeira, que ficou com o vice-campeonato da classe para atletas que precisam de auxílio para permanecer na prancha. Por fim, a terceira medalha do país foi de Alcino Neto, conhecido como Pirata. Ele ficou com terceiro lugar na classe para atletas em pé.

A competição contou com participação de surfistas de 18 países, na praia de La Jolla, na Califórnia. Vale ressaltar que o surfe foi uma das cinco modalidades recomendadas por Tóquio 2020 para inclusão no programa dos Jogos.


Fontes: CPB - www.fernandazago.com.br

Última etapa nacional do Circuito Caixa Loterias começa com quebras de recordes brasileiros no halterofilismo

06/11/2015 - São Paulo, Circuito Caixa Loterias - Ibirapuera - Halterofilismo - Maria Rizonaide (prata), Maria Luzineide (ouro) e Rene Belcassia (bronze). ©Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Maria Rizonaide (prata), Maria Luzineide (ouro) e Rene Belcassia (bronze). Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Duas disputas femininas de halterofilismo abriram na manhã desta sexta-feira, 6, a última etapa nacional do Circuito Caixa Loterias. A competição vai até domingo, 8, e acontece no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, em São Paulo. Destaque para a quebra de dois recordes brasileiros, com Maria Rizonaide e Terezinha dos Santos. O evento ainda contará com competições de atletismo e natação, cujas provas ocorrem a partir de sábado, 7.
Maria Rizonaide foi a primeira a registrar a melhor marca do país. Ela ficou com a segunda colocação na categoria leve, que contou com a unificação das classes até 45, 50, 55 e 61kg. Ao erguer 79kg, ela melhorou em 1kg o próprio recorde brasileiro da categoria até 50kg. “Eu já esperava bater a marca e trabalhei para isso. Queria ter feito com 80kg, mas preferi segurar um pouco. Nas próximas competições penso em até mais, talvez perto de 90kg. Temos de treinar e ter foco para conquistar o que você quer”, disse a potiguar de 33 anos.
A marca valeu a Rizonaide a segunda colocação na prova, por causa do fator utilizado para equiparar classes distintas unificadas. O título ficou com Maria Luzineide, que registrou 86kg. Rene Belcassia completou o pódio, na terceira posição, com 83kg.
Logo em seguida, ocorreu a categoria pesado, que contou com atletas das classes até 67, 73, 79 e 86kg. Terezinha dos Santos destacou-se e também quebrou o recorde brasileiro da sua classe. Ela ergueu 90kg e melhorou em dois a própria marca nacional da divisão até 67kg. A medalha de ouro ficou com Márcia Menezes. Medalhista de bronze no Mundial do ano passado, em Dubai (EAU), ela conseguiu levantar 114kg. Amanda de Souza conseguiu 85kg e ficou com o terceiro lugar.
Na parte da tarde foi a vez do atleta Bruno Carra fazer o novo recorde brasileiro da categoria até 54kg. Na segunda tentativa, ele levantou 157 kg, e além da marca faturou a medalha de ouro. Em segundo ficou Alexandre Gouvea (126 kg) e João Maria (125 kg) completou o pódio.
Bruno baixou recentemente de categoria. Essa foi a sua segunda competição na até 54 kg. A mudança é uma estratégia para o halterofilista alcançar uma vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. “Devido o ranking mundial, eu vi que tenho uma boa oportunidade de disputar as paralimpíadas. Eu estou satisfeito com a minha marca aqui em São Paulo, no Circuito Caixa Loterias passado, eu já tinha quebrado o recorde brasileiro com 156 kg, agora levantei um quilo a mais, e estou mostrando uma boa evolução”, completou o paulista que na última tentativa chegou a levantar 160 kg, mas queimou.
Vale ressaltar que a última etapa nacional do Circuito Caixa Loterias de Halterofilismo conta como Campeonato Brasileiro da modalidade. Após o circuito, a atenção dos atletas se voltará para a Copa do Mundo do Rio de Janeiro, que acontecerá entre os dias 20 e 23 de janeiro. A competição será evento-teste para os Jogos Paralímpicos de 2016.
O Circuito
O Circuito Caixa Loterias, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pela Caixa Loterias, é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivos desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades a atletas de elite e a novos valores.

As fases regionais (Norte/Nordeste, Rio/Sul, São Paulo e Centro/Leste) foram disputadas no primeiro semestre do ano, entre março e maio. Esta é a terceira e última etapa nacional. A primeira foi realizada em julho, e, a segunda, em setembro. Todas em São Paulo.
Serviço
Circuito Caixa Loterias – 3ª etapa nacional

Data: 6 a 8 de novembro, em São Paulo

Local: Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, Ibirapuera

Horário:
Halterofilismo
Sexta e sábado das 10h às 13h e das 16h às 19h; domingo das 9h30 às 13h

Atletismo e Natação
Sábado das 8h às 12h e das 14h às 18h; domingo das 8h às 12h

Fonte:  www.cpb.org.br


Mulheres viraram empresárias para mudar a vida de minorias

Luiza Belloni, Brasil Post

Reprodução/linkedin
A própria condição motivou Carolina Ignarra (à esquerda) a criar a consultoria em 2008
A própria condição motivou Carolina Ignarra (à esquerda) a criar a consultoria em 2008



São Paulo - O Brasil é um país de empreendedores. Um estudo do Data Popular aponta que três em cada 10 brasileiros pensam em ser patrões.

As motivações para tocar o próprio negócio geralmente giram em torno do dinheiro. Os brasileiros buscam empreender não porque sentem que têm o dom para os negócios ou porque querem ajudar, de alguma forma, a sociedade.

Com a crise econômica, aumento do desemprego e achatamento dos salários, eles procuram ocupações mais rentáveis.

Mais de 42% querem abrir o próprio negócio com a intenção de ganhar mais e crescer profissionalmente. A pesquisa foi feita entre abril e maio deste ano, em 140 municípios do País.

Há aqueles empresários, porém, que não colocam a grana no topo de suas prioridades. É o caso das quatro empreendedoras que o HuffPost Brasil entrevistou para esta reportagem.

Para elas, o que está à frente do lucro é mudar ou ajudar, de alguma forma, pessoas que sempre estiveram à margem. Da moda, dos padrões de beleza convencionais, do que é tachado por aí de "normal".

Myriam e as mulheres com câncer de mama

Foi com esse pensamento que a empreendedora Myriam Sanchez decidiu criar a Mama Amiga, loja de roupas íntimas para mulheres que passaram pela mastectomia (retirada da mama).

Myriam abriu o negócio depois de sua prima ser diagnosticada com câncer de mama e precisar se submeter a uma operação como essa aos 30 anos.

“Buscamos produtos em diversos estados brasileiros, sem sucesso. Portanto, decidimos confeccioná-los e surgiu a Mama Amiga”, contou.

Apesar de o câncer de mama ser um dos mais comuns entre as mulheres, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), não havia no Brasil à época peças para quem passava pelo tratamento.

Ela abriu em 1985 a loja que venderia peças exclusivamente para essas mulheres em São Paulo.

Hoje, o estabelecimento oferece sutiãs, camisetes, maiôs, biquínis, calcinhas e camisolas para todos os bolsos. Ela também vende próteses mamárias nacionais e importadas.

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Myriam explica que os produtos são confeccionados com adaptações específicas para colocação das próteses mamárias.

“A diferença é que os produtos comercializados por outras empresas não têm esse suporte para a prótese mamária, e, quando têm, alguns muitas vezes acabam danificando as próteses de silicone.”

Ela diz que o diferencial da Mama Amiga é criar moldes atuais, com cores modernas e com rendas, entre outras opções de customização do produto.

Para isso, ela trabalha tanto com peças confeccionadas em grande escala quanto com peças mais exclusivas, feitas artesanalmente.

Apesar de não ter uma renda fixa mensal com a loja, a Mama Amiga é a menina dos olhos da dona Myriam.

Aos 66 anos, ela acredita que sua missão sempre foi ajudar o próximo. “Sou assistente social de formação e aqui renovo minha missão diariamente. Temos clientes de longa data que são consideradas amigas.”

Uma das maiores satisfações, segundo a empreendedora, é ver a mudança na autoestima de suas clientes:

“Muitas mulheres chegam à loja com baixa autoestima, às vezes até choram ao se olhar no espelho pelo fato de se sentirem abaladas com a perda da mama. Aqui na Mama Amiga, parece que ocorre uma transformação, elas vão experimentando diversos produtos e vendo que existe um lugar onde elas podem fazer as pazes com a feminilidade, encontrando produtos diferenciados e até sexy. Portanto, saem de cabeça erguida e com um sorriso no olhar.”

Carolina e as pessoas com deficiência

O negócio criado e comandado por Carolina Ignarra trata da inclusão de pessoas com deficiência física e/ou intelectual no mercado de trabalho. Por isso, sua consultoria especializada leva no nome o verbo da mudança: Talento Incluir.

Sua própria condição a motivou a criar a consultoria em 2008 em São Paulo. Sete anos antes, Carolina sofreu um acidente de moto e virou cadeirante.

Ela tinha acabado de se formar em educação física. “Três meses depois do acidente, quando eu achava que eu estava inválida, minha gestora me convidou para voltar ao trabalho.”

Aos poucos, Carolina voltou a dar aulas de ginástica laboral, e a procura das empresas pelo seu trabalho começou a aumentar — mas não da forma que ela gostaria.

“As empresas queriam me contratar, fazendo propostas que não combinavam com meu perfil”, conta. “Entendi que elas, pressionadas pela Lei de Cotas, queriam contratar deficiências e não profissionais.”

Foi nesse período que ela percebeu que poderia investir em um negócio que conseguisse integrar as competências dos profissionais com deficiência com as necessidades reais das empresas que querem cumprir a Lei de Cotas.

Hoje, a consultoria desenvolve as empresas e os talentos interessados no sucesso dessa relação.

Segundo Carolina, a maior dificuldade do dia a dia é incentivar a mudança da imagem da pessoa com deficiência, tanto na visão do mercado de trabalho como do próprio profissional:

“Muitas pessoas com deficiência foram paternalizadas e sentem-se pressionadas demais pelo competitivo mercado de trabalho. Tentamos desenvolver o comportamento das pessoas para atuação com mais igualdade na sociedade.”

Carolina estima que mais de 1.000 profissionais com deficiência já passaram pela consultoria. Um deles marcou a trajetória da empreendedora:

“Incluímos um rapaz com deficiência intelectual que era homossexual. Talvez esse tenha sido o mais marcante, pois ele não tem intelecto preservado para falar da homossexualidade dele de forma discreta. Por isso, precisamos preparar a equipe dele para evitarmos exclusão e preconceitos pelos dois motivos. E foi um sucesso o relacionamento interpessoal no trabalho dele. É muito gratificante.”

Com sete anos de mercado, a Talento Incluir já atendeu mais de 300 empresas, como Itaú, Santander, Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Duratex e Gol Linhas Aéreas.

Com um mercado crescente — o IBGE estima que o Brasil tenha 45,6 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência — e poucas empresas que prestam tal serviço, Carolina diz que a crise não chegou à sua firma.

“Estamos fazendo um ótimo ano, com faturamento até acima do esperado. Para o próximo ano, vamos inovar para atender demandas dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro”, finaliza a empreendedora.

Andrea e as gordinhas

Mirar no público que não está nos holofotes da maioria das confecções rendeu sucesso profissional a Andrea Vasques, dona da Andrea Vasques Moda Plus Size. Sua motivação para criar o negócio foi não encontrar lingeries bonitas e sexy para ela mesma.

“Estava acima do peso e não achava lingeries bonitas, só comprava nas cores básicas, principalmente na cor bege. Comecei a investigar e vi que não tinha distribuidores, apenas um que vendia lingeries básicas. Foi então que nasceu a ideia.”

Depois de muita procura, Andrea encontrou um distribuidor com opções diferenciadas. “Comprei lingeries de renda, de cores variadas e estampas lindíssimas, e percebemos que as mulheres com sobrepeso não estão acostumadas com essas opções. Muitas diziam: ‘isso é pra mim? Tem o meu tamanho?’”, lembra.

A empresária começou a vender em 2010 as lingeries sexy em feiras de bairros de Brasília, onde vive. “Depois de investirmos em lingeries e espartilhos, ampliamos para lingeries do dia a dia e, depois, para outras peças.”

Dois anos e meio depois, Andrea abriu a própria loja com preços acessíveis. “Tem sutiãs de R$ 70 a R$ 210.”

Os produtos seguem a moda e têm características específicas para as mulheres com sobrepeso. Os sutiãs, por exemplo, têm alças mais largas e reforçadas.

Mas o principal trabalho na loja não é a busca pelos melhores modelos ou vendas mas sim da autoestima das clientes.

“Existe o público que procura e não acha. Mas existe outro que acha que só pode usar lingeries quando emagrecer. Um trabalho que a gente faz é mostrar que qualquer uma pode usar o que quiser e se sentir bonita assim.”

Segundo Andrea, é um trabalho de formiguinha: novas clientes entram, não acham que a peça vai ficar bem nelas, e é preciso convencê-las a experimentarem.

“Elas vão se permitindo." Os planos para o futuro incluem entrar no e-commerce para atender mulheres de todo o País.

                                         

Dariene e os cadeirantes

Estar na moda chega a ser um detalhe quando você não consegue encontrar roupas que nem sequer se adaptam à sua condição física.

Essa é a realidade de milhares de brasileiros com deficiência — e a principal razão para a fisioterapeuta Dariene Rodrigues ter criado a Lado B Moda Inclusiva, loja virtual que produz peças exclusivas para esse público.

Ainda quando exercia sua profissão, Dariene já sentia a necessidade de peças mais acessíveis para seus pacientes:

“Trabalho há 15 anos com pessoas com algum tipo de deficiência física, como cadeirante, que usa próteses, têm partes do corpo amputadas. Eles sempre reclamavam das roupas. Sem muita opção, usavam moletons e eles próprios tinham de fazer adaptações.”


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Antes de imaginar ter a própria empresa, uma das poucas que existem no Brasil, Dariene rabiscou em 2012 um modelo de calça que seria interessante para seus pacientes.

Ela procurou uma modelista para recriar o desenho, que era uma calça com adaptações, com uma abertura frontal com velcro para facilitar o cateterismo. Tratava-se do primeiro modelo da futura Lado B Moda Inclusiva.

A calça caiu no gosto dos pacientes, e ela começou a apostar em outros produtos. “Fizemos bermudas e outras peças, além de ampliar o leque de deficiências”, conta. A loja foi aberta em 2013.

As peças foram ficando cada vez mais adaptadas, conta a fisioterapeuta e empresária.

“Fizemos calças e bermudas com cós com elástico, para quem usa fralda, além da abertura na frente e abertura com velcro nas laterais, para a pessoa conseguir retirar a calça ainda deitada, com facilidade de vestir e despir.”

Dariene conta que a maior dificuldade é aliar o conforto com a tecnologia têxtil. Muitos produtos, por exemplo, imitam o jeans, mas são tecidos mais agradáveis. “Tentamos unir a funcionalidade com o conforto para facilitar a vida deles.”

Hoje, a empresa tem sede em Sorocaba, São Paulo, e conta com produção artesanal, com preços que variam de R$ 140 a R$ 170.

Os negócios cresceram tanto que a ordem é expandir para todo o Brasil. Ainda para este ano, a loja virtual vai abrir a opção de microfranquia online para quem quiser empreender em outros estados.

“Daremos preferência aos empresários deficientes que queiram levar a marca para outras regiões. Isso vai diminuir o custo de operação e incentivar o empreendedorismo em um público que entende as preferências do cliente”, explica.



CBBC divulga as equipes participantes do Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas da 1ª Divisão



A Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) divulgou informações acerca do Campeonato Brasileiro da modalidade – 1ª Divisão, que será realizado na Colônia de Férias dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio no Estado de São Paulo, em Praia Grande (SP), de 10 a 15 de novembro.
Na terça-feira, 10, a competição se inicia com a classificação funcional, e somente no dia seguinte ocorrem as partidas. O campeonato contará com a participação de 12 equipes dos estados de São Paulo, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Confira abaixo todas as equipes participantes.

ADD Magic Hands – SP
ADD Magic Wheels – SP
CAD São Paulo – SP
CAD SJRP – SP
ADR – SP
GADECAMP – SP
ADDF – PE
ADF – PA
CBPRN América Tigres – RN
AFADEFI – SC
All Star Rodas Pará – PA
CIDEF – RS

Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Viver não é só respirar

Há quem não consiga levantar-se da cama, não consiga tomar banho, vestir-se, preparar uma refeição ou mesmo comê-la sem ajuda.

por: Jorge Falcato*

                   

São inúmeras as pessoas com deficiência em que a sua dependência de ajuda por terceiros, decorrente das suas limitações funcionais, resulta em exclusão social e sofrimento.

As razões são diversas, mas todas estas pessoas poderiam ter uma vida activa e digna se o Estado português tivesse uma política orientada para a promoção da vida independente.

Pelo contrário, as políticas que têm vindo a ser promovidas por sucessivos governos apontam, no essencial, para soluções que agravam ainda mais as situações de dependência.

O Estado ou se desresponsabiliza, delegando nas famílias o acompanhamento e apoio às pessoas que delas dependem, não as compensando minimamente dos custos acrescidos que esta situação comporta, ou, por outro lado, promove a institucionalização das pessoas dependentes.

Nem uma nem outra solução elege a pessoa com deficiência como o sujeito central a quem é necessário que o Estado forneça os meios para ter uma vida em igualdade de oportunidades com os seus pares sem deficiência.

Esta orientação é contrária aos compromissos assumidos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pelo Estado Português, que reconheceu a igualdade de direitos “de todas as pessoas com deficiência a viverem na comunidade, com escolhas iguais às demais” e comprometeu-se a tomar “medidas eficazes e apropriadas para facilitar o pleno gozo, por parte das pessoas com deficiência, do seu direito e a sua total inclusão e participação na comunidade”, assegurando nomeadamente que:

a) As pessoas com deficiência têm a oportunidade de escolher o seu local de residência, onde e com quem vivem em condições de igualdade com as demais e não são obrigadas a viver num determinado ambiente de vida;

b) As pessoas com deficiência têm acesso a uma variedade de serviços domiciliários, residenciais e outros serviços de apoio da comunidade, incluindo a assistência pessoal necessária para apoiar a vida e inclusão na comunidade a prevenir o isolamento ou segregação da comunidade;

Recorda-se ainda que na Lei 38/2004, de 18 de Agosto, sobre o regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, no Artigo 7.º - Princípio da autonomia, se define que a “pessoa com deficiência tem o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.”

Passados 11 anos sobre a publicação desta lei, o que verificamos na prática é o desrespeito pelos direitos enunciados, negando às pessoas com deficiência a oportunidade de decidir sobre os mais variados aspectos da sua vida, nomeadamente onde e como viver.

O Estado em vez de criar condições para se manterem nas suas residências, no seu enquadramento familiar e social, centra a sua intervenção na comparticipação de soluções orientadas para o desenraizamento social e afectivo destas pessoas.

A materialização desta política de institucionalização verifica-se quando constatamos que o Estado comparticipa os lares residenciais com 971,62 euros mensais por utente internado, mas, se a mesma pessoa optar por viver na sua casa ou na da sua família, a comparticipação que poderá ter para contratar alguém para o assistir é de 88,37 euros. Paradoxalmente, o Estado disponibiliza 672,27 euros a uma família de acolhimento, se a pessoa com deficiência for viver na casa do vizinho.

É de notar que, quer na situação de internamento em lares quer nas famílias de acolhimento, as pessoas com deficiência ainda têm de comparticipar com uma percentagem dos seu magros rendimentos que pode chegar aos 90%.

Perante esta situação anacrónica, do ponto de vista do bem-estar emocional e da qualidade de vida da pessoa, o conceito de vida independente é a saída para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado quer na Convenção da Nações Unidas já referida, quer na legislação nacional existente.

Cabe à pessoa com deficiência “o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.” Este foi o compromisso assumido pelo Estado português ao ratificar a Convenção. E foi também o próprio Estado que na Estratégia Nacional para a Deficiência 2010-2013 (ENDEF) prometeu desenvolver um projecto-piloto que criava o serviço de assistência pessoal. Passados dois anos este projecto-piloto não chegou sequer a sair do papel.

Para concretizar uma política de vida independente será necessária uma articulação com uma política de acessibilidade do meio edificado, e de uma efectiva disponibilização de produtos de apoio.

Não pretendendo neste texto enunciar de forma exaustiva o que poderá ser a materialização de uma política de vida independente, há, no entanto, princípios que são indispensáveis:

– O utilizador poderá contratar directamente, contratar, treinar, supervisionar e, se necessário, dispensar os seus assistentes pessoais.

– Os recursos necessários são canalizados para o utilizador de assistência através de pagamentos directos que são geridos pelo próprio.

– Na avaliação das necessidades, a quantidade de horas de assistência pessoal é determinada de acordo com o que permita aos utilizadores de assistência, em combinação com o uso de produtos de apoio (ajudas técnicas), a adaptação do ambiente onde vivem e trabalham, terem as mesmas opções e oportunidades que teriam se não fossem dependentes de terceiros.

São estas algumas das questões consideradas indispensáveis numa futura lei de vida independente. Uma lei que irá libertar tanta gente de situações degradantes de dependência, não só é necessária como é urgente.

Inúmeros estudos demonstram que uma solução baseada no conceito de vida independente não só aumenta substancialmente a qualidade de vida das pessoas com deficiência, como exige menos recursos do que as políticas de institucionalização, sendo mesmo uma medida de apoio ao desenvolvimento económico, dada a geração imediata de emprego.

Não sendo um argumento decisivo, dado que direitos humanos não se compram nem se vendem, é, no entanto, a demonstração de que o Estado não tem desculpas, a não ser o preconceito e a menorização das pessoas com deficiência no controlo e definição das suas próprias vidas, para não implementar aquilo com que se comprometeu ao subscrever a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Com os mesmos recursos é possível fazer mais e melhor.

Não há desculpas.

* Jorge Falcato, Deputado do Bloco de Esquerda e activista do Movimento (d)Eficientes Indignados

Fontes: Público - tetraplegicos.blogspot.com.br

Cresce presença de pessoas com deficiência no Mercado formal

  

A participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresceu 6,57%, em 2014, de acordo com informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, nesta quarta-feira (9), em Brasília. 

Os dados mostram que foram criados 23,5 mil empregos para indivíduos desse grupo. 

Com o resultado, o número de vagas ocupadas por alguém com algum tipo de deficiência chegou a 381,3 mil – o que corresponde a 0,77% do total de postos do país.  

Os dados confirmam a tendência de crescimento contínuo dessa participação, que foi verificada nos últimos anos: Em 2012, os empregos para pessoas com deficiência representavam 0,70% do total. Em 2013, equivaliam a 0,73%.


Os homens ocuparam 64,45% das vagas, ou 245,7 mil empregos; enquanto, às mulheres, coube um total de 35,55%, ou 135,6 mil oportunidades profissionais. As informações indicam que caiu a participação masculina em relação a 2012 (65%) e 2013 (64,84%).    


Rendimentos 


O rendimento médio das pessoas com deficiência, em 2014, chegou a R$ 2.304,26, um valor menor que a média dos rendimentos do total de vínculos formais: R$ 2.449,11.

Em relação a 2013, o resultado mostra que aumentou o rendimento médio do total de pessoas com deficiência, em 0,63% – devido, principalmente, ao crescimento verificado no rendimento das pessoas com deficiência múltipla (+6,18%), visual (+3,22%) e física (+ 1,69%). 


Fontes: Ministério do Trabalho e Empreg - www.fernandazago.com.br

Documentário retrata aumento da expectativa de vida dos Downs

Legenda: Curta-metragem conta a história de um homem de 60 anos que temsíndrome de Down

             

Instituto Alana lançou o documentário Outro Olhar – Convivendo com a Diferença. O curta-metragem conta a história de Charbel Gabriel, um homem de 60 anos com síndrome de Down que trabalha, pratica atividades físicas, estuda e interage diariamente com a sua família e comunidade. 

O intuito de contar essa história é mostrar para a sociedade que a síndrome de Down não precisa ser um fator de isolamento social. Os depoimentos do protagonista, seus parentes e amigos, mostram os caminhos percorridos que o levaram a ter uma vida plena e feliz.

A discussão sobre o envelhecimento da pessoa com síndrome de Down ainda é muito recente. Até 1980 a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down ficava em torno dos 30 anos de idade, tornando a população de idosos com síndrome de Down quase desconhecida ou extremamente rara. Hoje, esta média fica em torno de 55 anos, o que faz com que casos como o de Charbel sejam cada vez mais comuns.

O filme é uma produção da Maria Farinha Filmes e o Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne projetos na busca pela garantia de condições para a vivência da plena infância. Criado em 2002, o Instituto é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão honrar a criança.


Assista ao curta metragem:

 
               

IPC anuncia Grand Prix de Atletismo para 2016 com evento-teste dos Jogos do Rio

Terezinha Guilhermina // Daniel Zappe/CPB/MPIX

O Comitê Paralímpico Internacional anunciou nesta quinta-feira, 5, o calendário de etapas do Grand Prix de Atletismo de 2016. Serão dez estágios, em países de cinco continentes, de fevereiro a julho. Em maio, ocorrerá ainda o evento-teste para os Jogos Paralímpicos de 2016, o Open Caixa Loterias de Atletismo, no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro. O estágio brasileiro do evento acontecerá entre os dias 19 e 21.
A abertura do circuito ocorrerá em Canberra, Austrália, de 5 a 7 de fevereiro. Esta será a segunda passagem do Grand Prix pela Oceania, após Brisbane ter recebido uma etapa no início deste ano.
De 15 a 16 de março, o Grand Prix terá a sua primeira perna asiática. Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, será o local do evento. Em seguida, será a vez da África, com a etapa de Tunis, na Tunísia, entre os dias 24 e 26 de março.
Grosseto, na Itália, abre a temporada europeia do Grand Prix entre os dias 8 e 10 de abril. Duas semanas mais tarde, de 22 a 24, Pequim, na China, receberá a competição pelo quarto ano consecutivo.
Arizona, nos Estados Unidos, será sede da etapa americana do GP, entre os dias 13-14 de maio, uma semana antes do evento-teste dos Jogos, no Rio de Janeiro.
Adiante, as três últimas etapas do ano ocorrerão na Europa. Nottwil, na Suíça, realizará sua competição de 26 a 29 de maio. Neste ano, o campeonato ficou famoso pelas quebras de recordes mundiais – foram nove, ao todo.
Berlim, na Alemanha, terá sua parada do GP entre os dias 17 e 18 de julho. Por fim, entre 23-24 de julho, será a vez de Londres, na Inglaterra, fechar o evento.
Com a ‘política de classificação zero’ do IPC para os Jogos de 2016, as etapas do Grand Prix serão a melhor oportunidade para os comitês paralímpicos classificarem seus atletas antes da Paralimpíada.
“Com os Jogos Paralímpicos cada vez mais próximos, o Grand Prix do IPC do próximo ano será ainda mais importante, com os atletas não apenas visando manter-se em forma, mas também se classificar para o Rio-2016. Ainda no ano que vem, teremos os Campeonatos Regionais da Ásia/Oceania e da Europa, o que nos garantirá um ano ainda mais movimentado para o esporte paralímpico”, disse Ryan Montgomery, diretor de esportes de verão do IPC.
O Grand Prix do IPC foi lançado em 2013 e atraiu 1.004 atletas de 67 países na ocasião. No ano passado, por exemplo, foram 2.434 atletas de 103 países, que demonstraram o crescimento do evento.
*Com informações do Comitê Paralímpico Internacional