sábado, 21 de novembro de 2015

Secretaria de Direitos Humanos lança edital para criação de 12 Centrais de Interpretação de Libras

 Imagem Internet


A Secretaria de Direitos Humanos lançou nesta quarta-feira (18) chamada pública para seleção de estados ou municípios onde serão instaladas 12 Centrais de Interpretação de Libras (CIL).  As inscrições seguem até o dia 1º de dezembro. Essa é uma política do governo federal implementada em convênio com estados ou municípios. A CIL garante o acesso das pessoas surdas ao atendimento de diversos serviços públicos ao disponibilizar gratuitamente a intermediação de um intérprete de Libras, possibilitando a comunicação entre os usuários não-ouvintes com os atendentes.

Para o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, essa iniciativa é fundamental para garantir dignidade, autonomia e independência às pessoas surdas. “Estamos consolidando uma política de acessibilidade que garanta equiparação de oportunidade das pessoas surdas com as demais pessoas. Isto é dignidade, autonomia e independência. Cabe agora aos entes federados a adesão a esta política”, enfatizou.
Segundo o edital, serão contemplados projetos em nove estados: Amazonas (1), Pará (2), Rondônia (1), Roraima (1), Bahia (2), Ceará (1), Maranhão (2), Paraíba (1) e Pernambuco (1). Esses estados foram selecionados de acordo com os critérios do menor Índice de Desenvolvimento Humano Estadual (IDHE) e o maior número absoluto de pessoas surdas, tendo por base o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cada unidade pactuada receberá um kit do governo federal com mobiliário, equipamentos e um veículo, tendo entre as contrapartidas do estado/município proponente a designação do espaço físico acessível da CIL, a contratação de intérpretes, motorista e a manutenção do veículo.
A política de criação de Centrais de interpretação de Libras conta com 38 unidades em funcionamento em todas as regiões do país, sendo seis no Norte, 13 no Nordeste, seis no Centro-Oeste, nove no Sudeste e quatro no Sul.
Pontuação e resultado
O edital prevê pontuação extra para os 10  municípios com os maiores números absolutos de pessoas surdas em cada estado, segundo os dados da MuniC  2014/IBGE. Também  receberão  pontuação extra  os 10  municípios de cada estado com o menor Índice de Desenvolvimento Humano  Municipal  (IDHM).
O resultado preliminar da seleção será divulgado no dia 8 de dezembro de 2015. Os contemplados terão o prazo máximo de um ano para implantação das CILs, sem prorrogação.
Os proponentes devem enviar o projeto conforme consta no edital EDITAL SNPD/SEDH No - 1/2015, além dos documentos obrigatórios, para o correio eletrônico chamadacentraislibras2015@sdh.gov.br. As prefeituras dos estados informados acima, além dos próprios órgãos estaduais podem participar desta chamada pública que visa à doação de 12 kits de Centrais de Interpretação de Libras.

Veja o edital

Assessoria de Comunicação Social


Fonte:  www.sdh.gov.br - Imagem Internet

Educação inclusiva – uma nova perspectiva.

Por que Heloísa narra a infância de uma menina que tem paralisia cerebral. Na obra, a autora Cristiana Soares aborda as dificuldades que uma criança com deficiência enfrenta – em casa e na escola. (tirado do site: http://www.asdef.com.br/)  


Por Amauri Nolasco Sanches Junior


    Por que Heloísa narra a infância de uma menina que tem paralisia cerebral. Na obra, a autora Cristiana Soares aborda as dificuldades que uma criança com deficiência enfrenta – em casa e na escola. (tirado do site: http://www.asdef.com.br/)

Nesses dias eu vi uma reportagem sobre um menino com autismo ser expulso, ou tem um processo de expulsão, porque o professor foi atacado pelo menino num surto de raiva. Uma colega disse que era uma “judiação” essa politica de inclusão e acaba sempre as crianças sendo as maiores sofredoras desse processo, porque nem sempre as escolas estão preparadas para isso. Disse que elas (as escolas) sim são preparadas – porque estudei recentemente em uma Etec e no Pronatec – para receber os alunos sim, os professores quando querem eles abrem o espaço para lerem e aprendem junto com as crianças e adultos com deficiência e que nesse caso do menino autista, os punidos deveriam ser os professores que não querem aprender nada. No documentário “Todos com Todos” nós vimos escolas inclusivas com a boa vontade de professores que ensinam sim pessoas com síndrome de down, paralisia cerebral e muitas outras deficiências com muita boa vontade e o intuito de aprender junto. Até a irmã da minha noiva, que é pedagoga, fez cursos e sempre está perguntando para a minha noiva, algo. É uma questão de querer aprender algo de verdade e não fica reclamando como a maioria faz sempre.


Acontece que em pleno seculo XXI, se trata a deficiência como uma doença e não é privilegio só no Brasil, há também e ainda esse conceito na Europa e seu sintoma é a declaração a pouco tempo do cientista e biólogo Richard Dawkins que chamou de imoral uma mulher que tem um filho com síndrome de down. Ora, se combateu uma guerra que matou milhões, para destruir um governo que queria a raça perfeita, o ser humano perfeito matando os imperfeitos, para acabarem pensando iguais a eles? Se um europeu vim com a “conversa” contra os nazistas, pode ter certeza, o chamarei de hipócrita porque a partir do momento que você apoia um aborto nos casos de síndrome de down, é pensar igual os nazistas pensavam, as pessoas com deficiência são “sofredoras”. Por que somos sofredores? Somos sofredores porque ao invés de fazerem politicas verdadeiras inclusivas, ficam fazendo igual faziam os gregos, romanos, cristãos e outros, simplesmente vamos eliminar. Só que é mais grave e assustador, se tem tecnologia e tratamento, se que ir pelo modo “preguiçoso” e deixar as pessoas com deficiência, fora do meio social. É uma forma de colocar para “debaixo do tapete”, um problema que pode ser solucionado – porque somos todos cidadão e seres humanos – com acessibilidade das vias de temos uma vida, mais ou menos, normal.


Para começar temos que entender que a escola instrui e não educa – num modo mais profundo – porque a educação são valores morais, ou seja, a educação é uma coisa familiar, de berço. A escola nos dá a instrução para sermos cidadãos, ou seja, nos dá a ética que é algo mais amplo. Então podemos dizer que temos a educação moral (familiar) é a educação ética (escolar), assim, podemos também dizer que uma inclusão dos chamados “marginalizados” – aqueles que estão a margem social – são é um sistema ético porque abrange a sociedade. Não interessa muito se a família aceita ou não que o filho esteja convivendo com uma pessoa com deficiência, porque a sociedade onde ela vive sempre haverá pessoas com alguma deficiência e isso é fato, se não aceitar isso, eu sugiro morar na lua. O papel da escola é instruir o aluno a vida social, a vida entre os seres humanos dentro de uma cidade e o porque não se deve fazer e o que se deve fazer. Por exemplo, não se deve chamar uma pessoa que tem nariz grande de “nariguda”, porque se deve ensinar a criança a respeitar a aparência das pessoas. Mas não adianta a escola ensinar para a criança isso e na sua casa o seu pai ensina com o exemplo de chamar o amigo de “Zé Narigudo” no serviço – aliás isso caracteriza uma imaturidade – então, podemos dizer que a criança tem a educação ética, mas não tem a educação moral. Ora, hoje se joga totalmente a responsabilidade da educação – seja moral ou ética – em cima da escola e não é bem assim, porque com a demanda de muitos casais trabalharem, a criança fica sem um e sem o outro por se deixar educar por meios da mídia. E a mídia – com seu espetáculo hedonista (o prazer é o bem maior) – cria seres humanos que querem a perfeição, querem ser notados, querem ser inteligentes, mas sem o esforço de ler ou estudar qualquer coisa. A não aceitação das pessoas com deficiência é um pouco essa visão dentro da mídia, onde o sucesso e os valores não são mais para a perfeição corporal e a aceitação do bem material como um bem supremo, não existindo nem mesmo, sentimentos nobres como o amor.


Defendo a punição dos professores por não aceitarem isso, porque não são pessoas ignorantes e sabem que esses valores estão errados, que no caso do menino autista fica claro a “estupides” que o professor disse para o menino parar. O tom, muitas vezes, modifica a maneira de ver como algo pode ser dito ou escrito e faz a diferença e pode ser uma maneira de modificar algumas coisas. Como sempre falo, a inclusão é muito mais do que um termo, mas uma ação de fato que deve ser respeitada e deve ser posta em pratica. Se falamos de inclusão como ação efetiva, falamos em potencia e ato, e a inclusão escolar está sendo demasiadamente discutida e essa discussão só trara dentro da sociedade a potencialização e já passou na hora de virar ato. Mas as Secretarias ainda não entenderam isso – são só teóricos – que para colocar em ação tem que leis rígidas e apurações verdadeiras. A discriminação não é só a torcedora chamar o tal goleiro de “macaco”, discriminação também é o professor não aceitar dar aula para uma criança com deficiência e deveria ser punido com o rigor da lei. Se fosse a criança ser rejeitada por ser negra, será que esses professores não seriam punidos?


Essa é apenas uma reflexão.


Devotismo e assédio

   por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues   

  

Há uma grande confusão entre o devotismo e o assédio com pessoas deficientes que devemos desmistificar para não deixar duvidas e para muitas mulheres com deficiência, não caírem no conto do devotee que quer amor e carinho, porque nem sempre eles querem amor e carinho. Mas por outro lado – adoro meu papel de advogado do capeta – existem muitas pessoas deficientes que adoram tomar uns tapas na hora H (conheci um monte que até defendia o devotismo como o único meio que as pessoas deficientes poderiam transar), e até acham que merecem por causa da culpa de ter ficado deficiente ou de ter nascido deficiente ao longo da vida. O devotismo em si mesmo – como todo devotismo – vão usar o medo e a insegurança das pessoas para tentar assegurar o que mais eles querem, que as pessoas tenham eles como os únicos que podem sanar o que mais precisam. E as pessoas deficientes, tem uma grande dificuldade de trabalhar essa sua carência dentro do cenário da realidade e acabam aceitando esse tipo de humilhação, ou uma transa e nada mais. Ou seja, a grosso modo, o devotee ele usa a carência dessas pessoas para conseguir essas transas e nada mais, a pessoa fica apaixonada, fica dando o que não tem e o cara ou a mulher, fazem dele de “gato e sapato”. Agora, não me envolvo (mesmo o porque sou noivo) e nem me envolvi com nenhuma devotee por motivos óbvios, pelo que me contaram, e também, pouco me importa o que as pessoas acham de eu ser ou não homem.
Devotee na verdade é um termo francês que quer dizer “devoto”, ou seja, existem “devotos” de pessoas deficientes e ainda mais, pelas pessoas amputadas. O cotoco dessas pessoas é, como todo fetiche que é uma fascinação por certas partes do corpo como partes mágicas ou eróticas, um objeto de desejo sexual ou desejo de só devotar aquilo. Os “devotos” são em sua maioria, pessoas muito bem e existem aqueles que são até casados, tem filhos, e na sua maioria também, tem que ficar no anonimato para não arruinar sua vida normal de “cidadão modelo” que a nossa sociedade exigi. Então, existe os devotos bons que só querem ficar presentes com as pessoas deficientes e de repente, ter até relacionamentos com as pessoas deficientes (cada qual com sua linha de desejo) e os malvados (não concordo com o bonzinho e malzinho, mas é só para simplificar), são os que pensar ser devotos e sim, são sádicos ao ponto de humilhar as mulheres com deficiência ao ponto de se rastejarem. Para mim pelo menos, não estamos lhe dando com devotos e sim, pessoas que usam o termo devoto ou devotee para suas maldades sádicas em humilhar pessoas que pensam ser menos do que você como um objeto. Mas isso é alimentado por quem mesmo? Será que essa carência desmedida faz com que atraia esse tipo de pessoa? Sim, porque nem todo mundo é totalmente vitima e digo isso não só as mulheres com deficiência – como estamos num país putamente, machista – mas aos homens com deficiência que tem toda hora de provar que é homem e que tem virilidade, virilidade tem que mostrar dentro da capacidade de assumir responsabilidades que a maioria, não tem.
A pauta da discussão sempre cai no requisito “vitima” como se fossemos pessoas que não podemos nos defender desses “monstros” que querem abusar dos “coitados” que só querem carinho, ou que usam isso só para se aproveitarem das pessoas deficientes. Ao longo das minhas aventuras dentro do segmento das pessoas deficientes, não existem vitimas nem nessa historia toda e nem em outras, que afinal, somos humanos como qualquer outro humano. Essa imagem de vitima, à meu ver, é um subproduto da cultura onde estamos inseridos e podemos até dizer, que é uma tática quase pior do que do devoto de convencimento das pessoas. Não é que sou deficiente que vou deixar de dizer a verdade, existem sim pessoas que usam suas deficiências para conseguirem o que querem e até enganar aqueles que querem algo mesmo. Claro que existem muitas pessoas sádicas, como existem pedófilos sádicos, existem estupradores sádicos ou outras modalidades, que saem daquilo que o termo designa e começam a bagunçar o coreto. Mas não podemos esquecer que as próprias pessoas deficientes alimentam isso com seu machismo, com sua carência, com seu vitimismo arreigado de coitadismo ao ponto da filosofia teletoniana que sozinhos não vivem. Existem pessoas deficientes sozinhas que vivem muito bem obrigado.
Não somos crianças para não sabemos que as pessoas podem sim, fazerem conosco e até aproveitarem da ingenuidade de alguns (por ignorância). Então, vamos ler mais, vamos se inteirar mais para não cairmos nos malvados (pessoas maliciosas) e separar quem realmente tem milicia e quem realmente, gosta de nós.
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, escritor/filosofo e escreveu Liberdade e Deficiência e recentemente, O Caminho pela Amazon
Liberdade e Deficiência (aqui)
O Caminho e-book (aqui)
O Caminho livro físico (aqui) 

Ônibus são adaptados para atender pessoas com deficiência

           

Após acordo firmado entre a Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires e da Empresa Rigras Transporte Coletivo e Turismo Ltda, que detém a concessão de todas as linhas de transporte municipal na cidade, todas as linhas municipais e intermunicipais passaram a ser atendidas por veículos adaptados. Desde o dia 13 de julho, mais 10 novos veículos foram incorporados à frota.

Para a atual gestão, a qualidade no serviço é essencial, o que inclui ônibus novos, seguros e com horários que sejam cumpridos. A questão da acessibilidade para pessoas com deficiência também é cobrada. Todos os veículos da empresa possuem adaptação para deficientes, com elevadores instalados, seguindo as normas que determinam a acessibilidade ao transporte público, tanto municipal quando intermunicipal. Com a recente compra de novos veículos, a idade média da frota passou a ser de três anos e meio.

“Nosso objetivo é ampliar qualidade para os moradores de Ribeirão Pires que utilizam o sistema de transporte municipal. Sabemos que, por se tratar de um equipamento diário na vida de muitas pessoas, é importante que estejam sempre em ótimas condições de uso”, declarou o prefeito Saulo Benevides.

A Empresa Rigras trabalha com 42 linhas, entre municipais e intermunicipais. Durante os dias úteis, são atendidas cerca de 23.970 pessoas e aos fins de semana a média é de 7.180 usuários.


Fontes: ABC do ABC. - www.fernandazago.com.br

Cadeirante ajuda a tornar praia da Paraíba acessível a pessoas com deficiência

BELA INICIATIVA!

Genilson voltou a nadar na praia depois de 23 anos sem movimentos. Hoje ele incentiva uma média de 35 outros deficientes a fazerem o mesmo.

Genilson se dedica a ajudar outras pessoas com defiência a terem uma vida mais acessível e com qualidade de vida, lazer, cultura e esportes (Foto: Babienn Veloso/Arquivo pessoal)
Há três anos Genilson Machado redescobriu um prazer que estava perdido há 24 anos: o banho de mar. Ele tinha se afastado de uma de suas paixões depois que um acidente durante um mergulho em piscina o deixou tetraplégico. Apaixonado pelo mar, ele decidiu que precisava compartilhar sua conquista com outros deficientes e hoje coordena uma organização que promove a entrada de outros deficientes no mar com a ajuda de cadeiras anfíbias. “Para min é um sonho realizado”, diz, diante dos frutos do projeto.
Genilson diz ver o seu sonho realizado (Foto: Babienn Veloso/Arquivo pessoal)
Este sonho de Genilson, que atualmente é tetraparaplégico, tem semanalmante data e hora marcada para se tornar real. Aos sábados, pela manhã, ele vê chegar no ponto de encontro, na frente da Fundação Casa José Américo, na Avenida Cabo Branco, uma média de 35 frequentadores do projeto, todso com algum tipo de deficiência. Além desses, o cadeirante e coordenador também vê outros se juntarem na construção dessa realidade, uma média de 50 voluntários.
“Eu e minha equipe nos dedicamos inteiramente todos os dias para manter o projeto funcionando e assim continuar proporcionando a acessibilidade ao lazer, esporte, arte e cultura. A cada pessoa que nos relata ter entrado no mar, jogar vôlei, ou andar de bicicleta pela primeira vez na vida ou depois do acidente, é uma emoção enorme pra eles e pra nós também, nos motivando cada vez mais a fazer com que isso perdure para sempre”, disse o coordenador.
Projeto 'Acesso Cidadão é coordenador por um cadeirante que superou seus limites e ajuda outros a superarem (Foto: Babienn Veloso/Arquivo pessoa)
Além de proporcionar o banho de mar para os cadeirantes, o projeto ‘Acesso Cidadão’ conta com vários coletes salva-vidas de diversos tamanhos, caiaque, pranchas de surf. Além das atividades no mar, também há equipamentos para a prática de vôlei sentado, frescobol e handbikes.
“Aqui as pessoas percebem que seus problemas e suas limitações são pequenas ou iguais aos dos outros que estão ali se divertindo e curtindo a vida independente das dificuldades, com isso trocam experiências e consequentemente melhoram o autoestima”, contou.
Inspiração
A inspiração do projeto, segundo o próprio coodenador, surgiu após um grupo de amigos inquietos com a falta de acessibilidade de Pessoas com Deficiência ao mar assistirem uma nova da Rede Globo, ‘Viver a Vida’. O autor, Manoel Carlos, abordou no enredo a crença em uma vida feliz, a despeito das dificuldades e das tragédias pessoais. Relembre a novela.
Genilson recorda que, segundo os médicos, não seria possível para ele nem sair da cama. “Mas insistir pra adquirir alguns movimentos. E a partir de quando vi a novela renasceu novamente o desejo de voltar ao mar”, recordou.
Acidente e superação
Após o acidente, Genilson volta a mergulhar (Foto: Babienn Veloso/Arquivo pessoal)
Antes do acidente, Genilson mergulhava e se exercitava na academia, além de gostar muito de handebol e surfe. Ao 19 anos, numa quarta-feira de Cinzas, durante um mergulho em uma piscina de um clube da Capital, ele disse ter tido lesão na medula Cervical, C5, C6 e C7.
“Os três primeiros anos eu quase não mexia o pescoço”, conta. Segundo ele, após o acidente tudo parecia ser o fim. “No início não tinha início, era só fim. Fim de vida. Fim de amor próprio”, lembra Genilson.
A primeira vez que entrou no mar após o acidente foi no projeto que o qual coordena. Atualmente, Genilson voltou a mergulhar, como fez na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, numa profunidade de cinco metros, mas também encomendou uma prancha de kitesurf. “Estou de volta ao mergulho”, comemora.

Fase final do Campeonato Paulista de Goalball tem partidas neste sábado, 21, em Mogi das Cruzes (SP)

Josemarcio é um dos destaques do SESI e da competição
Josemarcio, do SESI, é um dos destaques da competição

A fase final do Campeonato Paulista de Goalball 2015, da Federação Paulista de Desportos para Cegos, ocorre neste sábado, 21, no SESI Mogi das Cruzes, em São Paulo. A última etapa terá transmissão ao vivo das 12 partidas decisivas através da internet, com início às 8h.
As quartas de finais da categoria masculina vão abrir as disputas. O primeiro jogo será entre o anfitrião SESI contra a ADV VALE, de Taubaté. Em seguida, o Santos encara o CESEC (SP). O terceiro jogo marca o duelo entre ATHLON, de São José dos Campos e CIADEVA, de Taboão da Serra. No fechamento da primeira fase eliminatória do dia, a APADV, de São Bernardo do Campo medirá forças com o LMC, de Santos.
Os vencedores avançam para a semifinal, que tem os jogos programados para às 13h30 e 14h20. No feminino, as equipes começam a corrida pelo título exatamente nesta fase da competição. Vice-campeão brasileiro, o SESI vai jogar contra o ATHLON, às 11h50. A segunda vaga na final será decidida entre APADV x LMC, às 12h40.
A decisão da categoria feminina será às 16h, enquanto a briga pelo título masculino começa às 17h40. Os jogos do Campeonato Paulista de Goalball 2015 terão transmissão ao vivo pela internet.

Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Copa Centro/Sul/Sudeste de Basquete em Cadeira de Rodas teve início nesta quinta-feira, 19, e movimenta a cidade de Brusque (SC) até sábado

Nesta quinta-feira, 19, começou a Copa Centro/Sul/Sudeste de Basquete em Cadeira de Rodas, disputada em Brusque (SC). O evento reúne cinco equipes, que disputarão dez partidas. Os jogos ocorrem no ginásio do Sesc até sábado, 21.



Na partida de abertura da competição, a ADFP/Duque de Caxias (PR) venceu com folga a CEE/Cetefe/BRB (DF) por 73 a 23 (10-6, 22-4, 18-6, 23-7). Já o segundo confronto do dia foi entre Apedeb (SC) e RS Paradesporto (RS), que fizeram um jogo bastante disputado, teminando com a vitória dos gaúchos por 53 a 49, com parciais de (17-16, 8-8, 13-9 e 17-16).
A competição é disputada em chave única e vale três vagas para a 3ª Divisão do Campeonato Brasileiro 2016. Participam da Copa as equipes DFP/Duque de Caxias (PR), CEE/Cefete/BRB (DF), Apedeb (SC), RS Paradesporto (RS) e Pantanal Sobre Rodas/Caira (MS).
O evento é realizado pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) em parceria com a Federação Catarinense de Basquete Sobre Rodas.
Serviço
Copa Centro/Sul/Sudeste de Basquete em Cadeira de Rodas
Data: De 19 a 21 de novembro
Local: Ginásio do Sesc. Av. Arlo Carlos Gracher, 211, Centro. Brusque-SC.
Entrada franca

Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Com 6 ouros, Brasil domina a bocha, o esporte mais inclusivo do Parapan

Sem movimentos de braços e pernas, paratletas da bocha contam com suporte familiar para montar calhas durante jogos: "Calheiro e atleta acabam virando um só" 

Por Direto de Toronto, Canadá

                   
Click AQUI para ver o vídeo:


Ao menor movimento de Antônio Leme, seu irmão Fernando já sabe o que tem de fazer na partida de bocha paralímpica. Os dois se completam. Um é o cérebro, analisa estratégias para colocar mais bolas perto do alvo; o outro, as mãos, que precisam ser habilidosas e ágeis para montar as calhas exatamente do jeito que o paratleta comandou, sem poder falar ou sequer olhar o jogo. Só uma cumplicidade fraternal como a dos dois consegue superar os desafios dos paratletas com maior comprometimento motor entre todas as modalidades dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Pessoas que dependem de uma relação forte com seus calheiros - laço familiar no caso do Brasil -, pessoas que precisam de uma vareta entre os dentes ou presa à cabeça para lançar a bola da bocha, pessoas que não se acomodam com suas limitações, que conquistam medalhas - Richardson Santos foi o campeão e Antônio levou o bronze -, pessoas ativas. O Brasil dominou as disputas da bocha no Parapan do Canadá, esteve presente em todos os pódios e conquistou nove medalhas, sendo seis de ouro e três de bronze. O Canadá, segundo colocado, conseguiu apenas um ouro, quatro pratas e um bronze. 
Antônio Leme; bocha; parapan (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)Antônio Leme durante a competição em 
Toronto (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)
Na bocha, todos os atletas têm limitações físicas muito grande. Eu pensei: “Como alguém assim consegue estar em uma Vila Parapan-Americana?” Isso me emocionou demais. A bocha é a modalidade que mais reforça a expressão de inclusão, porque ela inclui até mesmo deficientes que não poderiam praticar nenhum outro esporte. Eu não tenho nenhuma mobilidade nos braços e nas pernas, mas eu falo, converso. Tem atletas que nem isso. A bocha é capaz de proporcionar esse nível de superação tão grande. Pessoas que poderiam estar em uma cama pelo tamanho de suas dificuldades estão tentando levar a vida, estão se incluindo, socializando. Não tem palavras para descrever. É sentir dentro da alma - contou Daniele Martins, também paratleta da modalidade e auxiliada pela mãe Sandra em Toronto.
Na bocha paralímpica, os atletas competem em cadeiras de rodas lançando bolas para conseguir o maior número de esferas perto da bola-alvo - o Brasil levou os quatro ouros individuais em Toronto, com vitórias de José Chagas (BC1), Maciel de Souza Santos (BC2) e Elisei dos Santos (BC4), além de Richardson. Na classe BC3, os jogadores não têm mobilidade nas mãos e precisam de uma rampa para empurrar a bola, usando uma vara entre os dentes ou presa à cabeça. Os calheiros atuam como as mãos dos paratletas, e a cumplicidade é fundamental para isso, já que há um limite de tempo para montar as calhas e arremessar. É preciso sintonia fina.
Ao lado da esposa Adriana, Richardson foi campeão parapan-americano (Foto: Leandra Benjamin/MPIX/CPB)Ao lado da esposa Adriana, Richardson foi campeão parapan-americano (Foto: Leandra Benjamin/MPIX/CPB)
- Tive a sorte de ter minha esposa trabalhando comigo, porque temos uma sintonia muito grande. É uma questão de olhar dentro de quadra. Ela tem a leitura do jogo nos meus olhos. Temos uma afinidade tão grande que antes de falar já sabemos o que fazer. É muito intenso isso, e dá uma ajuda tamanha que o calheiro e o atleta acabam virando um só - explicou Richardson Ferreira da Rocha Almeida dos Santos, que tem como calheira a esposa Adriana. 
Cada um dos três brasileiros da classe BC3 em Toronto tem uma história particular de superação e a mesma determinação de se manterem ativos apesar dos desafios que lhes foram proporcionados por acidentes da vida. O de Antônio Leme, conhecido pelo diminutivo carinhoso de Tó, aconteceu ainda na barriga da mãe. Por um erro no parto, o cordão umbilical estourou antes da hora, faltou oxigênio no cérebro, que resultou em uma paralisia cerebral. Ele tem um comprometimento motor muito grande, sem mobilidade de braços, pernas, mãos e pés. A língua presa também dificulta a comunicação, mas não com o irmão Fernando, seu calheiro.
- Fico ali obedecendo os comandos dele. Não pode falar nada. Ter o entendimento é muito importante nessa classe, principalmente no caso dele que o comprometimento físico é maior. Ele só se mexe e já sei o que ele quer que eu faça. É necessária essa cumplicidade - contou Fernando, que aos 42 anos se dedica ao irmão, cinco anos mais velho.
Antônio Leme; bocha; parapan (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)Antônio Leme; bocha; parapan (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)
Apesar de suas limitações motoras, Antônio sempre foi muito atirado - segundo Fernando. Em sua cadeira de rodas mecânica, ele saia pelas ruas de Jacareí, interior de São Paulo, vendendo salgadinhos. Os parentes só ajudavam montando uma barraca presa à cadeira antes de ele sair de casa. Em um desses passeios, foi convidado a conhecer a bocha.
- Ele sempre foi independente, sempre lutou contra a doença dele nesse sentido de sair para a rua. Um professor de Educação Física de Jacareí o viu na rua e o convidou para fazer um teste. Ele conta até hoje que achou que o rapaz estava tirando sarro: “Como eu vou ser atleta? O que eu vou fazer?” Eles marcaram o teste e foi amor à primeira vista. 
Assim como o amigo Tó, Daniele Martins tem essa determinação de se manter ativa, algo que parece intrínseco aos sobreviventes. Há 20 anos, ela era uma garota de 12 anos e teve de superar uma tragédia familiar. Em um passeio de domingo, a barra de direção do carro quebrou, e o veículo capotou. Das dez pessoas dentro do veículo - naquela época isso não era raro - dois dos quatro adultos faleceram: uma amiga da mãe Sandra e o padrasto Sebastião Ronaldo, única figura paterna que Dani conheceu. A garota teve uma lesão raquimedular na cervical, perdeu os movimentos dos braços e das pernas, mas não a vontade de viver, mais do que a de sobreviver.
Daniele Martins; bocha; parapan  (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)Daniele Martins recebe o auxílio da sua mãe e calheira, Sandra (Foto: Leandra Benjamin /MPIX/CPB)
- O mais importante é que nunca me mantive isolada do mundo. Desde criança, minha vontade sempre foi estudar e trabalhar, arrumar alguma coisa para fazer que me desse um retorno social e financeiro. Nunca tive um benefício pela minha condição e nem quero me encostar em um benefício, ficar acomodada. Quero ter uma profissão. Quero me desenvolver, ajudar minha família, mas não imaginava um trabalho específico quando eu era mais nova - contou a paratleta.
Dani se formou em comunicação com habilitação em relações públicas, um tema que a fascina e que ela leva para bocha, seu foco total tão perto das Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Ela começou na bocha por incentivo da irmã mais nova, Franciele, sua primeira calheira. Sandra sempre acompanhou as filhas, deu o primeiro passo na bocha sendo auxiliar de paratletas em outras classes, que não usam calheiras, mas precisam de ajuda para posicionar a cadeira de rodas e para segurar as bolas. Só em 2010 mãe e filha começaram a jogar juntas.
- A Daniele falava: “A minha mãe cuida melhor de mim no pessoal, para ser calha a Franciele é melhor”. Eu tive de me adaptar. Foi bom, porque é uma oportunidade de representar o país também. Trabalhamos muito para isso. Precisa ter muita atenção. Às vezes ela está muito concentrada e fala baixo o que quer que eu faça. Preciso estar o tempo todo ligada nela, vendo os movimentos. O que ela pede para fazer, tento fazer da melhor forma. Fico bem tensa na hora do jogo - contou Sandra.
Do trio brasileiro da classe BC3 em Toronto, Richardson Ferreira da Rocha Almeida dos Santos foi o único a perder os movimentos de braços e pernas já adulto. Em agosto de 2005, sofreu um grave acidente de trabalho. Subiu em uma empilhadeira a mais de seis metros de altura para organizar as mercadorias que a empresa transportava, acabou caindo de ponta-cabeça. Sem saber o que o futuro lhe reservava depois da lesão, Richardson abusou de suas brincadeiras e do seu lado positivo, o que o ajudou em uma rápida reabilitação. Em um ano, já estava jogando bocha.
- A gente não tinha noção do que iria acontecer nos dias seguintes da lesão. Eu tinha um senso de humor diferenciado, gostava de brincar, isso fez eu superar melhor os dias no hospital. Acabei me recuperando aos poucos, quando eu vi já estava começando a praticar o esporte. Imaginava que poderia ser pior, que eu poderia estar vegetando em uma cama. Pela lesão, eu nem imaginava que poderia praticar um esporte. Na fisioterapia, recebi o convite para conhecer a bocha. Primeiro não imaginava que poderia ter o desempenho que tenho hoje. Fui competindo e pegando gosto. Hoje para mim é difícil ficar sem treinar - contou Richardson, que antes do acidente já tinha se aventurado no taekwondo, na capoeira, no judô e no basquete, mas não no alto rendimento.
Richardson conta com ajuda da esposa Adriana para montar calhas (Foto: Marcos Guerra)Richardson conta com ajuda da esposa Adriana para montar calhas (Foto: Marcos Guerra)
Adriana já era casada com Richardson à época do acidente. A relação entre os dois só se estreitou desde então. Ela virou calheira e abraçou o sonho do marido de continuar no esporte e de disputar as Paralimpíadas do Rio. A afinidade entre os dois é grande, mas, como em todo casal, há atritos de vez em quando.
- Quando estamos bem ajuda muito ser casado, porque precisa de um equilíbrio muito grande. Temos o auxílio da nossa psicóloga do esporte. Sem isso é complicado, tanto para ele quanto para mim. A bocha precisa muito do apoio familiar. É um esporte que precisa de dedicação. Como esposa, sempre quis proporcionar a ele uma vida mais próxima possível do comum, de como era antigamente. Veio essa oportunidade de praticar um esporte, ele gostou, fomos indo e estamos aqui hoje - disse Adriana.
Ativos, unidos e incluídos, os paratletas da classe BC3 bocha já haviam conquistado o bronze na prova de duplas - os três se revezavam nos jogos -, e nesta terça dominaram o pódio da disputa individual, com o ouro de Richardson e o bronze de Antônio.

Menina de 10 anos vira “intérprete” para bombeiros conseguirem salvar seus familiares surdos em acidente

Com apenas 10 anos, uma menina foi essencial para ajudar a salvar a vida de sua família após um grave acidente de transito.


No último dia (14), no Kilometro 17 da Rodovia Senador Laurindo Dias Minhoto (SP-141), em Tatuí (SP), o carro que a menina, seus pais e seus tios se encontravam, colidiu com uma moto.

O carro capotou em uma ribanceira de aproximadamente seis metros. O motociclista ficou em estado grave e perdeu metade da perna esquerda.

Uma das maiores dificuldades no resgate da família é que todos são surdos, menos a menininha, que ouve e fala perfeitamente. Graças a ela, o Corpo de Bombeiros pode estabelecer contato com todos e assim prestar os primeiros socorros.

Todas as vítimas foram levadas para o hospital da cidade apenas com ferimentos leves. A menina acompanhou os familiares na unidade e ajudou os enfermeiros com informações pessoais sobre os feridos.

Debate sobre perda auditiva: informação é a melhor prevenção contra o preconceito



Foram muitas interações no debate virtual “Soluções auditivas: pelo bem-estar e contra o preconceito”, promovido pelo site Diversidade na Rua (www.diversidadenarua.cc/), projeto da empresa Mercur, em parceria com o portal Deficiência Auditiva (www.deficienciaauditiva.com.br) no dia 12 de novembro, às 19h.

A mediação do debate foi feita pela equipe do Portal Deficiência Auditiva: a fonoaudióloga Mônica de Sá Ferreira, do conselho editorial do portal Deficiência Auditiva; a jornalista e deficiente auditiva, Daniella Lisieux de Oliveira Navarro, e a editora do portal Deficiência Auditiva, Juliana Tavares.

“A população, em geral, não está preparada para receber e atender o cliente com perda auditiva, assim como não sabe lidar com os outros problemas”, afirmou uma das participantes, Luciana de Araújo Machado, fonoaudióloga. 

“O funcionário que trabalha em um guichê para atender pessoas com deficiências, deveria estar preparado para se comunicar com pessoas surdas, ter uma boa articulação labial e expressão fácil, e saber o básico de LIBRAS".

Até hoje não encontrei nenhum que soubesse "LIBRAS”, reforçou Patrícia Rodrigues Witt, terapeuta ocupacional, deficiente auditiva profunda e escritora do blog e livro “Surdez Silêncio em Voo de Borboleta”, que também participou do debate.

A questão da demora em procurar por tratamento adequado também foi apresentada no debate. Isso porque estudos mostram que uma pessoa que está perdendo audição pode demorar até 7 anos para procurar auxílio médico. 

A fase do luto é muito grande e isso acaba prejudicando o tratamento, pois a perda auditiva costuma ser progressiva. 

Além da falta de informação, perdas auditivas progressivas costumam ser menos percebidas que uma surdez súbita, por exemplo, onde a pessoa deixa de ouvir de uma hora pra outra. As pessoas não têm ideia da privação e mal que estão fazendo ao cérebro se não houver estimulação. Inclusive saiu, recentemente, mais um trabalho científico relacionando a perda auditiva com problemas cognitivos, como o Mal de Alzheimer”, relatou a fonoaudióloga Mônica Ferreira.

Para Daniella Navarro, informação é a chave para a autoaceitação. “Quem não sabe o que é a surdez e o quanto aparelhos auditivos podem ajudar, acha que ficar surdo é coisa do destino, vontade de Deus etc'. 

Quando eu não usava AASI, achava que se eu aceitasse usar um aparelho auditivo ficaria ainda mais surda porque meus ouvidos iriam se acostumar com um som mais alto. Sério!

Eu achava que se eu me esforçasse para ouvir, estaria "estimulando" meus ouvidos! Olha que absurdo! 

"Eu só passei a entender que meus ouvidos estavam se atrofiando quando encontrei médicos e fonoaudiólogos com paciência para me explicar como um aparelho auditivo funciona.”

Você pode ter acesso ao conteúdo completo do debate acessando: http://bit.ly/debate-perda-auditiva 

Caso queira enviar dúvidas, sugestões ou contribuir com depoimentos, envie um e-mail pararedacao.deficienciaauditiva@gmail.com

Ajude-nos a conscientizar a sociedade sobre a importância dos cuidados com a saúde auditiva.

Você tem alguma sugestão de tema para um próximo debate aberto? Encaminhe para o e-mail: diversidade@mercur.com.br