sábado, 12 de dezembro de 2015

Você está preparado para a batida da nova campanha do CPB?

Um ritmo de alegria que contagia! O coração paralímpico vibra pela vitória!

Faça parte desta torcida!



#NaMesmaBatida do #CoraçãoParalímpico




Fonte: www.cpb.org.br

Rio 2016 apresenta a tocha paralímpica e revela a rota do revezamento pelo país

11/12/2015 - Rio de Janeiro, Brasil - Lançamento da Tocha Paralímpica no cinema Kinoplex, no Largo do Machado. Marcos Lima, especialista em integração Paralímpica do Rio 2016. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Marcos Lima, especialista em integração Paralímpica do Rio 2016. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

A Tocha Paralímpica me permite ‘ver’ as formas da cidade”. O cartão postal do Rio está aqui na ponta dos meus dedos”. Assim Marcos Lima, deficiente visual e especialista em Integração Paralímpica do Comitê Rio 2016, definiu a Tocha Paralímpica lançada hoje no cinema Kinoplex São Luís na Zona Sul da cidade.
O Revezamento da Tocha Paralímpica Rio 2016 vai celebrar a criatividade, a superação e a alegria. Pessoas do Brasil e do mundo serão convidadas a enviar suas “chamas pessoais” para, juntos, criarem a chama que acenderá a pira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, no Maracanã, em 07 de setembro. Os patrocinadores do Revezamento da Tocha Paralímpica Rio 2016 são Bradesco, Nissan e Claro.
Em sua forma, com relevos sinuosos e contínuos, a Tocha simula os pontos altos e baixos da vida de um atleta Paralímpico, baseada em determinação e conquistas. Sua textura quadrangular remete aos quatro valores Paralímpicos – coragem, determinação, inspiração e igualdade – que também estão gravados em braile no objeto.
O revezamento
As “chamas pessoais”, doadas virtualmente, alimentarão as chamas do percurso do Revezamento, que contará com cinco cidades, das cinco regiões do país: Belém, Brasília (a confirmar), Joinville, Natal e São Paulo – cidades escolhidas pela identificação e proximidade com o movimento Paralímpico.

A partir de 1º de setembro e durante cinco dias, serão acesas “chamas regionais” (chamas físicas), levadas por condutores a locais emblemáticos. Um convite ao povo para sair às ruas para celebrar a passagem da chama Paralímpica por cada uma das cidades. O acendimento de uma mini pira Paralímpica encerra o dia. Ao final de cada celebração, a chama regional será enviada virtualmente para o Rio de Janeiro.
No Rio, as chamas regionais serão reunidas e, junto com a chama recebida virtualmente da cidade inglesa de Stoke Mandeville – berço do Movimento Paralímpico – formarão a chama Paralímpica.
Em seguida, durante dois dias, será realizado a etapa carioca do Revezamento da Tocha Paralímpica Rio 2016. Ao final do segundo dia de revezamento, o último condutor da tocha entrará no Maracanã para acender a pira dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Revezamento da Tocha Paralímpica em números:
• Aproximadamente 700 condutores da Tocha
• 7 dias (1 dia em cada região + 2 dias na cidade do Rio de Janeiro)
• 1 cidade por região + cidade do Rio de Janeiro
• 200 metros por corredor
• 6 a 8 horas por dia
• 6 celebrações: uma por cidade representante de cada região + Rio de Janeiro
• Comboio com aproximadamente cinco veículos
• Presença da chama em pontos de interesse em cada uma das cidades
Design da tocha
As Tochas Rio 2016, Olímpica e Paralímpica, nasceram juntas, frutos de uma única plataforma conceitual de Paixão e Transformação, que é a essência das marcas Rio 2016. A decisão de partir de um só conceito de criação reflete o senso de igualdade a equivalência de importância dos dois objetos. Quando fechadas, portanto, as duas tochas se equivalem. Abertas, as almas Olímpica e Paralímpica se revelam, com suas particularidades.
O momento do “beijo”, quando a chama Paralímpica é transmitida de um condutor para outro, é também o momento em que os segmentos que compõe a Tocha Paralímpica se abrem e se projetam para cima. Neste momento, as cores representativas da linguagem visual dos Jogos Paralímpicos se revelam, em uma representação de energia contagiante, do desejo de se superar, do gosto pelo desafio e da emoção da conquista.
O desenho que deu origem às duas Tochas foi resultado de um processo de seleção nacional com 76 inscritos que culminou na reunião de uma Comissão Julgadora multidisciplinar, formada por 11 membros reconhecidos por sua experiência na criação de produtos ou por seu destaque no Movimento Olímpico e Paralímpico. A comissão elegeu por unanimidade a agência de design Chelles & Hayashi, de São Paulo, fundado há 21 anos por Gustavo Chelles e Romy Hayashi. Depois de selecionado, o projeto vencedor foi refinado em parceria com o Comitê Organizador Rio 2016.
Com informações do Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016

Natália Mayara ‘estreia’ quadra central da Rio 2016 com vitória no evento-teste do tênis em cadeira de rodas

001DSC_4526_DZ
Natália Mayara durante a partida no Centro Olímpico de Tênis (Crédito: Daniel Zappe/CPB/MPIX)

Teve início nesta sexta-feira, 11, o torneio de cadeirantes do evento-teste de tênis para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. No Centro Olímpico de Tênis, no Rio de Janeiro, Natália Mayara destacou-se, obteve a vitória no primeiro jogo de cadeira de rodas do local e fará neste sábado, 12, a decisão da competição.
Natália venceu Aline Cabral por 2 sets a 0, com parciais de 6-0 e 6-1. Número 18 do mundo, ela disputará a final da chave feminina contra Rejane Cândida, que superou Meirycoll Duval por 2 sets a 0, com parciais de 7-6 e 7-6.
Natália ficou impressionada com a estrutura do Parque Olímpico da Barra. “A quadra está maravilhosa, perfeita. É uma quadra nova, muito boa de jogar, nem muito rápida nem muito lenta. Sem falar na emoção de poder testar algo assim antes de todo mundo. Foi legal, um momento sem muita explicação para mim. A estrutura e a acessibilidade estão maravilhosas”, disse a atleta de 21 anos.
Entre os homens, a final será feita entre Daniel Rodrigues e Rafael Medeiros. O mineiro Daniel não teve dificuldades e superou Fábio Bernardes por 2 sets a 0, com parciais de 6-0 e 6-2. Rafael também teve uma atuação sólida e superou Bruno Botelho em sets diretos, 6-0 e 6-0.
As finais dos dois gêneros estão marcadas para este sábado, a partir das 12h (de Brasília). O horário pode ser modificado de acordo com a programação das outras chaves.

Lei vai mapear deficientes para evitar constrangimentos e atestar benefícios

Matéria também deve guiar políticas públicas para deficientes em Boa Vista. Projeto é de autoria de Mayara Ferreira (PMDB) e foi aprovado na Câmara.

Emily Costa Do G1 RR

Projeto de Lei 218/2015 é de autoria da vereadora Mayara Fereira (Foto: Ascom/CMBV)
Projeto de Lei 218/2015 é de autoria da vereadora Mayara Fereira (Foto: Ascom/CMBV)
A Câmara Municipal de Boa Vista aprovou nessa quarta-feira (9) o Projeto de Lei 218/2015 que prevê a emissão de carteiras de identificação a pessoas com deficiência. Com a aprovação do texto, a matéria segue para sanção da prefeita Teresa Surita (PMDB).
O projeto que é de autoria da vereadora Mayara Ferreira (PMDB) prevê a criação do Cadastro Municipal das Pessoas com Deficiência. Com isso, os deficientes físicos de Boa Vista poderão solicitar a emissão da carteira de identificação e, segundo a parlamentar, evitar diversos constrangimentos.
"Há muitas deficiências que não são visíveis. Por exemplo, no caso de uma pessoa que usa uma bolsa de colostomia, que fica debaixo da camisa, e vai usar uma fila de prioridade em um banco há o constrangimento de ter que levantar a blusa para mostrar a bolsa. Com a carteira que o projeto implenta, bastará apresentar o documento e receber o atendimento prioritário. Então, essa é a primeira ideia do projeto: diminuir o constrangimento no momento da identificação do deficiente", explicou Mayara.
Conforme a vereadora, a Lei ajudará também a mapear os cerca de 80 mil deficientes que moram em Boa Vista, além de servir como guia para o desenvolvimento de políticas públicas de inclusão.
"Vamos encontrar essas pessoas para justamente trabalhar políticas públicas para elas. Até porque, quando falamos em transporte acessível, por exemplo, as pessoas acham desnecessário que existam muitos ônibus adaptados. No entanto, acredito que essa forma de pensar nasce justamente da falta de conhecimento de quantos deficientes existem na capital", pontuou.
Ainda de acordo com a parlamentar, a carteira poderá começar a ser emitida a partir de janeiro de 2016, caso seja sancionada pela prefeita. O documento terá validade em todo o território nacional.
Fonte: g1.globo.com

BATERISTA DO NXZERO ENSINA BATERIA PARA DEFICIENTES




O NX Zero acaba de lançar um novo vídeo em seu canal do Youtube, dessa vez o baterista da banda Daniel Weksler mostra um pouco dos bastidores do Alma de Batera, projeto do qual participa e que oferece aulas de bateria para pessoas com deficiência. 
O Alma de Batera nasceu em 2008 com a ideia de incentivar, por meio da música, o potencial e a autoestima de pessoas com deficiência. Com resultados muito positivos desde o inicio, os alunos que participam do projeto se desenvolvem através de atividades pedagógicas e exercícios básicos de bateria. 
No vídeo, Dani mostra uma aula exclusiva com um dos alunos, que ele ensina a tocar o DUB #2  de “Pedra Murano”, novo single do NX.




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Senado aprova licença-maternidade maior para mãe de bebê prematuro

Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados

Por Bruna Menegueço e Malu Echeverria


pezinho; recem-nascido; prematuro; hospital (Foto: Thinkstock)


"Que bom! Eu também fui mãe de um prematuro, hoje com quase 3 anos, e, na época, tive de pedir a conta para cuidar do meu bebê", comenta a leitora Thati Teixeira, na página da CRESCER no Facebook. Foi com esse entusiasmo que as mães de prematuros receberam, nesta quarta-feira (17)*, a notícia da aprovação do aumento da licença-maternidade para além dos 120 dias já garantidos pela Constituição.
O objetivo é ampliar pelo tempo que for necessário o pagamento do salário-maternidade para as mães que tiverem filhos prematuros extremos, além dos quatro meses já assegurados pela Constituição Federal. De acordo com o documento, de autoria da ex-senadora Marisa Serrano, o benefício deve ser concedido por "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante". No relatório, são considerados prematuros extremos as crianças que nasceram com exigências redobradas de cuidados e sem condições de deixar o hospital.
Em entrevista à CRESCER, o relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirma que essa conquista foi importante tanto para as mães quanto para a juventude brasileira, afinal, "a criança de hoje é o jovem de amanhã". Ele explica que, com a nova lei, as mães de prematuros vão ter garantido o tempo que for necessário para que o bebê se desenvolva antes da mãe voltar ao trabalho. "Se a criança nasceu no sétimo mês da gestação, por exemplo, ela ainda vai precisar de mais dois meses só para completar o tempo que deveria ter ficado na barriga da mãe", diz. "Por isso, a licença vai contemplar esse período, além dos 120 já previstos.”
O senador completa dizendo que esse intervalo pode ser estendido ainda mais, se a perícia médica realizada pelo pediatra da criança verificar que ela precisa de mais tempo com a mãe. Como o projeto foi aprovado por unanimidade e tem um forte apelo social, segundo o senador, é possível que ocorra o mesmo, em breve, na Câmara dos Deputados.
Os benefícios dos cuidados e do contato entre a mãe e o bebê prematuro são inúmeros. O primeiro deles é poder amamentar essa criança pelo maior tempo possível. “É o leite materno que vai aumentar as defesas do sistema imunológico e prevenir doenças, além de fortalecer o desenvolvimento neurológico”, diz a pediatra Clery Bernadi Gallacci, do Hospital Santa Joana, em São Paulo.
Além disso, quando são cuidados por suas mães, os bebês apresentam uma melhora significativa no desenvolvimento cognitivo. Começam a sorrir e interagir e, não raro, têm alta mais rápido. “Apesar de todo o carinho dos profissionais, ser cuidado pela mãe é totalmente diferente. Nós temos outros bebês para olhar, enquanto a mãe está toda voltada para seu filho”, diz a neonatologista Célia Di Giovanni, da Maternidade Pro Matre, em São Paulo.
A leitora Ana Maria Melo, do Distrito Federal, que já foi "mãe de UTI" duas vezes, lembra que retornar para casa com um prematuro também é complicado."Quanto mais tempo para os dois se recuperarem física e psicologicamente, melhor", diz. Sem contar que, não raro, dos quatro meses da licença-maternidade, o bebê passa dois ou três no hospital. "Fico na torcida para que 'saia do papel'", conclui. Nós também!
* Esta reportagem foi originalmente publicada no dia 17 de agosto de 2011.

Técnica previne amputação de membros causadas por lesões

A eficiência da técnica foi comprovada em 20 pacientes, com riscos de amputação de membros, por apresentar profundas feridas agudas

Foto:  Bete Subires AGENUSP    
Técnica previne amputação de membros causadas por lesões

Estudo pioneiro para a cicatrização de feridas graves, desenvolvido pelo Serviço de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), deverá revolucionar o tratamento das lesões no Brasil por prevenir a amputação de membros.

Trata-se do uso de matriz dérmica ou pele artificial, associada à terapia de pressão negativa e enxerto de pele. A eficiência da técnica foi comprovada em 20 pacientes, com riscos de amputação de membros, por apresentar profundas feridas agudas, ou seja, com exposição do osso, tendão ou articulação, em tratamento no Hospital das Clínicas. Os pacientes apresentavam feridas devido a traumas, queimaduras ou processos infecciosos graves.

Resultados positivos
Segundo o cirurgião plástico, Dimas André Milcheski, autor do estudo, os resultados foram surpreendentes.

A área média de integração do modelo de regeneração dérmica foi de 86,5%. Houve integração completa do enxerto de pele sobre a matriz dérmica em 14 pacientes (70%), integração parcial em 5 pacientes (25%) e perda total apenas em 1 paciente (5%), resolvida com nova enxertia de pele. A ferida foi fechada completamente em 95% dos pacientes. 

Estas feridas graves necessitam usualmente de cirurgias mais complexas como técnicas microcirúrgicas para a sua resolução. Em alguns casos havia até a necessidade de amputação das extremidades afetadas. Assim, além desse tratamento ser pioneiro no Brasil, simplificou a conduta cirúrgica e preveniu a amputação de extremidades”, explicou o cirurgião. O reconhecimento deste estudo ocorreu a nível internacional.

O autor foi agraciado com o prêmio de melhor estudo da América Latina em cirurgia plástica reconstrutiva, pela revista médica PRS Global Open – International Open Access Journal of the American Society of Plastic Surgeons.

Menina de 8 anos tem 75% do corpo queimado e supera dificuldades pelo sonho de aproveitar o Natal

Casa da família sofreu incêndio e ela foi a única sobrevivente

Do R7
                                     Foto: Reprodução/DailyMail

             


A pequena Safyre Terry, de oito anos, foi a única sobrevivente de um incêndio em casa, em Nova York, mas teve 75% do corpo queimado. Depois de muita luta e mais de 50 cirurgias de reparação, ela sonha em aproveitar o Natal.

A menina foi encontrada pelo corpo de bombeiros no braço dos pais, que a envolveu para que o fogo não a atingisse.

A tia e agora tutora de Safyre, Liz Dodler, conta que a pequena sofreu muito com as cirurgias e a perda da família.

Precisei conversar muito com ela. Os médicos precisaram amputar a mão direita e a perna esquerda por causa das consequências das queimaduras gravíssimas.

Liz ainda diz que a principal dificuldade da menina atualmente é mexer a boca, porque o tecido ainda está se reconstruindo depois dos efeitos do incêndio.

Ela vai fazer mais uma cirurgia em janeiro, para melhorar a boca.

O sonho da menina é ver a árvore de Natal cheia de cartões, como conta a tia.

Assim que montamos a árvore ela ficou muito feliz. Parecia que os problemas tinham acabado. Mas eu expliquei a ela que não é possível receber tantos cartões assim.

Para realizar o sonho de Safyre, a tia decidiu pedir a amigos nas redes sociais que tirassem um tempo para enviar um cartão de Natal à família.

Espero que meus amigos ajudam a tornar o sonho dela uma realidade. Não custa nada escrever um bilhete e mandar para nós.

A tia acredita que deixar a menina feliz pode fazê-la esquecer, pelo menos por um tempo, a perda da família em uma situação tão traumatizante.

Fazemos de tudo para que ela se sinta bem à vontade na nossa casa e o mais feliz possível. Tenho outras quatro crianças, mas eles já sabem que precisamos dar mais atenção à Safyre.


Jovem com síndrome de Down conclui curso e tira 10 em TCC no RS

Gabriel é o primeiro portador da síndrome de Down a graduar-se na UFPel. Acadêmico encenou trecho de Shakespeare que questiona 'ser ou não ser?'.

Do G1 RS

gabriel_tres1
Gabriel apresentou seu trabalho de conclusão de curso em Pelotas (Foto: Divulgação/UFPel)

O estudante de teatro Gabriel Almeida Nogueira, de 27 anos, fez história na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ao defender o seu trabalho de conclusão de curso (TCC). Ele se tornou o primeiro aluno com síndrome de Down a graduar-se na instituição do Sul do Rio Grande do Sul. Na apresentação, realizada na quarta-feira (9), o acadêmico encenou um trecho de “Hamlet”, de William Shakespeare.
“Ser ou não ser?”, questiona a famosa passagem da peça escrita há quatro séculos. Gabriel decidiu ser. E sua escolha foi agraciada pela banca avaliadora com a nota máxima: dez.
O jovem defendeu o trabalho nomeado “Oficina de Teatro Down: Todos Somos Capazes de Fazer Tudo”. Após a apresentação de Hamlet, Gabriel chamou os integrantes do projeto Novos Caminhos, onde fez estágio e pesquisa, para participar de uma atividade teatral.
                                        gabriel sindrome de down ufpel pelotas (Foto: Divulgação/UFPel)
                                        Jovem apresentou um trecho da peça "Hamlet" (Foto: Divulgação/UFPel)
Para ele, as brincadeiras e jogos que promoveu com seus alunos proporcionaram crescimento mútuo. “Ao mesmo tempo em que eles aprenderam comigo, eu aprendi muito com eles”, conta ao G1.
A professora Denise Bussoletti, que orientou o aluno durante o trabalho, diz que a conquista de Gabriel é um marco para a UFPel. Segundo Denise, professores como ele evidenciam as necessidades de refletir sobre os métodos da educação, códigos e maneiras de ensinar.
“Esse trabalho é um começo. É absolutamente inovador, não só na universidade, mas além”, observa a docente.
A mãe Josiane Almeida diz que a graduação foi fundamental na integração e independência do filho. Ela conta que ele sempre buscou se envolver com as atividades acadêmicas, realizando estágios e participando de bolsas de pesquisa. E relata ainda que a escolha de Gabriel pelo curso ocorreu da maneira natural.
“Ele sempre gostou muito de palco, teatro, cinema, apresentações. Desde pequeno, a gente via isso nele. No último ano do ensino médio, quando ele teve que escolher um caminho, ele disse: ‘quero teatro’. Não teve dúvidas”, conta a mãe.
Questionada sobre a sensação de ver o filho apresentar o trabalho final e receber nota dez, a mãe de Gabriel diz que não conseguiu conter as lágrimas. “Foi demais. Superou todas as expectativas. Emoção sem descrição”.
Desempenho e trabalho elogiados
A apresentação do TCC reuniu familiares, amigos, professores e colegas. A banca destacou a frequência e a assiduidade do estudante nas aulas e atividades. O engajamento e comprometimento também foram elogiados, além do próprio conteúdo do trabalho.
Presente na banca, a professora Fabiane Tejada abordou a trajetória de Gabriel, que conhece desde criança. “Ele tem características fundamentais ao professor de teatro: sensibilidade, respeito, disciplina e capacidade de conviver em grupo. Será um ótimo professor”, diz.
Para Vagner Vargas, ator e doutorando em Educação na UFPel, a apresentação teatral de Gabriel na defesa do TCC demonstrou coragem, igualdade e inovação. “Há o olhar de uma pessoa que vive um processo, dando aula para outras pessoas na mesma condição. É um exemplo único e inovador”, pontua.
Gabriel diz se sentir feliz e emocionado. Seu desempenho é espelho para outros portadores de necessidades especiais se inspirarem. O fim de uma etapa significa o início de uma nova trajetória. Agora, Gabriel já faz planos para o futuro.
“Recebi propostas e estou pensando. Fui convidado para dar aula de dança e fiquei sabendo que o pessoal do cinema está de olho em mim. Mas o que eu quero mesmo é teatro”, conta orgulhoso por alcançar o objetivo de ser quem é.
gabriel_dois
Defesa do TCC de Gabriel encheu auditório da UFPel (Foto: Divulgação/UFPel)
Fontes: g1.globo.com

Prova escrita do concurso público para Procurador da Prefeitura de Goiânia será aplicada neste domingo, 13

b_350_0_16777215_00_images_stories_imagens_2015_Setembro_CONCURSO_NOVO_2

A prova escrita do concurso público para procurador da Prefeitura de Goiânia será aplicada neste domingo (13). Ao todo, 3.726 candidatos inscritos irão disputar as 40 vagas disponíveis. Destas, 38 vagas são para ampla concorrência e duas para pessoas com deficiência. Além disso, os candidatos poderão concorrer a 80 vagas de cadastro de reserva.
A prova será aplicada para todos os candidatos na Universidade Federal de Goiás (UFG), no Campus Samambaia, a partir das 13h. Os portões serão abertos às 12h e fechados, pontualmente, às 13h. O local, horário e outras informações já podem ser acessadas pelos candidatos no site do Centro de Seleção da UFG.
A prova objetiva é de caráter eliminatório e possui 70 questões. Os candidatos terão quatro horas para responder questões sobre Direito Administrativo e Previdenciário, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Eleitoral, Processo Eletrônico, Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, Direito Financeiro e Tributário, Direito Imobiliário, Direito Processual Civil, Direito Urbanístico e Ambiental, Geografia, História e Conhecimentos Gerais de Goiânia e Goiás, além de Legislação Municipal.
A remuneração inicial dos aprovados será de R$ 3.492,56, composta por vencimento de R$ 1.746,28 mais Adicional de Representação de Procurador à razão de 100% da Classe e Padrão em que o servidor se encontrar posicionado na Tabela de Vencimentos do Cargo. Os candidatos devem ser graduados em Direito, com inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A jornada de trabalho será de 30 horas semanais.
Os procuradores municipais empossados terão como atribuições a representação do Município judicialmente, perante qualquer juízo ou tribunal; a prestação de assistência jurídica aos órgãos e entidades das administrações Direta, Indireta e Fundacional para defender os interesses da municipalidade; atuação em procedimentos administrativos no que tange ao controle interno da legalidade dos atos da administração; análise, interpretação e esclarecimentos sobre a aplicação de normas jurídicas; subsídio a estudos e propostas que visam o aperfeiçoamento e a adequação da legislação municipal; além de exames e elaboração de pareceres jurídicos em processos e documentos de áreas específicas.
A prova discursiva será realizada no dia 24 de janeiro de 2016. Vão disputar a segunda etapa 228 candidatos de ampla concorrência e os 12 primeiros colocados para as vagas destinadas a pessoas com deficiência. O resultado final de todos os aprovados será divulgado no dia 17 de março no site da UFG.
Fontes: diariodegoias.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Prorrogado o teto de R$ 70.000 para carro com isenção de ICMS

isenção-icms

Ainda não foi dessa vez que o limite do valor teto para compra do carro zero km por pessoas com deficiência e familiares que gozam de desconto do ICMS aumentou. A elevação do teto de R$ 70.000 é uma antiga reivindicação. Mas nem tudo está perdido… Pelo menos o valor foi mantido na última reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e prorrogado até 30 de abril de 2017.
Essa decisão do Confaz foi tomada no início de outubro. Apesar de parecer ruim num primeiro momento, a prorrogação foi positiva.
Vivemos um momento de incertezas políticas e muitos setores estão perdendo seus benefícios fiscais. O convênio 38 foi um dos poucos que se mantiveram valendo. A alegação do conselho para o não aumento é que o teto subiria para R$ 101.885, aumentando a renúncia de receita de R$ 1.628.273 para R$ 2.449.570 ao ano. O órgão acredita que a ampliação de benefícios pode comprometer o alcance e a manutenção do equilíbrio fiscal.
Mas praticamente não há opção de carros automáticos que custem menos de R$ 70.000. As pessoas com deficiência e seus familiares não compram automóveis por status ou luxo, mas sim por necessidade de locomoção no seu dia a dia. Uma grande parcela dessas pessoas necessitam, sim, de veículos com porta-malas grandes, com capacidade de transporte até da pessoa em sua própria cadeira de rodas, por exemplo, em muitos casos… e esses modelos custam mais de R$ 70.000.
Fica aqui o alerta para as autoridades responsáveis por esse processo ou que podem influenciar na mudança e reajuste do valor teto: temos que atualizar esse valor teto pelos índices de inflação de 2009 – quando ele passou a valer – até os dias de hoje! O reajuste pelos índices de inflação é uma solicitação justa e coerente. Afinal, os veículos sofreram vários aumentos de preço de 2009 até 2015. Esse reajuste é uma questão de coerência e respeito para com o cidadão com deficiência.
Fontes: motorshow.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

‘Coração Paralímpico’ é o tema da nova campanha do Comitê Paralímpico Brasileiro rumo aos Jogos Rio 2016

09/12/2015 - Prêmio Paralímpicos 2015 - Rio de Janeiro, RJ - Andrew Parsons. ©Daniel Zappe/MPIX/CPB
Andrew Parsons discursa durante a apresentação da campanha “Coração Paralímpico” (Daniel Zappe/MPIX/CPB)

Convocar a torcida a vibrar na batida do “Coração Paralímpico” é o que busca a nova campanha do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), lançada durante a entrega do Prêmio Paralímpicos 2015, na noite desta quarta-feira, 9, no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro. A apresentação contou com a presença dos atletas paralímpicos Leomon Moreno (goalball), Yohansson Nascimento (atletismo), Jady Malavazzi (ciclismo) e Natália Mayara (tênis em cadeira de rodas), que protagonizam a peça.
Produzida pela Biruta Filmes, a peça tem 1 minuto e conta com versões de 15 e 30 segundos. Voltada para as redes sociais, a campanha será dividida em três fases até os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, cuja abertura está marcada para o dia 7 de setembro de 2016. Confira o vídeo clicando aqui.
Para a diretora de Marketing do CPB, Ana Bacellar, “o foco da campanha é buscar o engajamento de toda a torcida brasileira. A primeira das três fases da campanha conta com um filme com o título “#NaMesmaBatida” e segue até à realização dos Jogos Paralímpicos. Queremos focar muito na paixão, pois ela não nos deixa acomodar; muda nosso estado interno e externo e deixa as pessoas com um brilho diferente. Queremos despertar a paixão dos brasileiros pelo Movimento Paralímpico”.
A divulgação será integrada a outro projeto do CPB. Entrarão em cena neste sentido os Embaixadores Paralímpicos, time que conta com a presença de personalidades como Romário, Ronaldinho Gaúcho, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Flávio Canto, Luiz Severiano Ribeiro, Gustavo Kuerten, Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna (in memoriam).
Presidente do CPB, Andrew Parsons ressaltou a importância do novo posicionamento da entidade, em especial em um momento único na história do esporte paralímpico brasileiro. “Se o logo dos Jogos Rio 2016 representa o coração do atleta paralímpico, o ‘Coração Paralímpico’ quer mostrar a vocês as 200 milhões de pessoas que estarão no mesmo ritmo, na mesma batida, vibrando, torcendo, acreditando e colocando o Brasil no alto do pódio”, disse.
A campanha anterior do CPB, lançada no Prêmio Paralímpicos 2014, chamava-se “Mude o Impossível”. Nela, a meta era mostrar ao público que a deficiência não limitava os atletas, que atingiam feitos dos quais antes se duvidava. O foco, neste momento, estará no público, que terá papel essencial na participação brasileira nos Jogos Paralímpicos e no alcance da meta do Comitê de obter o quinto lugar no quadro geral de medalhas do evento.

Estado reduz carga horária de servidores que têm familiares com deficiência

servidores que têm familiares com deficiência

O governador Beto Richa autorizou a redução da jornada de trabalho, sem alteração na remuneração, de funcionários públicos e militares estaduais que têm familiares com deficiência. A medida vai permitir que estes servidores acompanhem seus parentes nos tratamentos especializados, durante seu processo de habilitação ou reabilitação e, também, no atendimento de suas necessidades básicas diárias.
A medida está prevista no Decreto 3.003, publicado no Diário Oficial 9.593, desta quarta-feira (9), dia em que inicia a IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Curitiba.
“O poder público tem o dever de ampliar a inclusão social e garantir cidadania plena às pessoas com deficiência. Por isso, trabalhamos com ações em várias áreas, como assistência social, educação, saúde, cultura e esporte, o que comprova a preocupação e o comprometimento do Governo do Estado em propiciar e garantir uma vida digna para todos”, disse o governador Beto Richa.
Para a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, a redução da carga horária dos servidores públicos trará mais qualidade de vida para as pessoas com deficiência e mais tranquilidade para os familiares que precisavam desse período disponível.
“Acreditamos que é na família que as pessoas com deficiência mais encontram forças e o apoio que precisam para se superarem”, afirmou Fernanda. “Com esse decreto, vamos possibilitar que elas recebam de seus familiares a atenção e os cuidados necessários para sua reabilitação e para desenvolverem todo o seu potencial, disse a secretária”.
CRITÉRIOS – De acordo com o decreto, têm direito à redução da carga horária semanal de trabalho, sem desconto na remuneração, os militares estaduais e funcionários públicos da administração direta que cumprem jornada de trabalho de quarenta horas semanais e oito horas diárias. A redução será concedida até o limite de 50% da carga horária de trabalho.
Para requerer o benefício, o funcionário público deverá ser pai ou mãe, filho ou filha, cônjuge, companheiro ou companheira, tutor ou tutora, curador ou curadora ou que detenha a guarda judicial da pessoa com deficiência de qualquer idade. Se houver mais de um servidor responsável pela mesma pessoa com deficiência, a redução será concedida apenas para um deles. A solicitação deverá ser apresentada na unidade de recursos humanos do órgão que trabalha.
A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Flávia Bandeira Cordeiro, disse que a medida reconhece a luta diária, não apenas da pessoa com deficiência, mas também daquelas pessoas que têm a responsabilidade de zelar por seu bem-estar. “É um avanço histórico no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, que assegura o acompanhamento do seu tratamento ou dos seus cuidados diários”, disse.
Flávia ressalta que um dos fatores mais importantes da redução é que a concessão considera as prescrições médicas e indicações terapêuticas, não ficando sob o crivo de uma pessoa leiga no assunto. “A equipe médica da pessoa com deficiência e os peritos médicos do Estado é que serão responsáveis pela análise desta concessão”, esclareceu.
ESTATUTO – A regulamentação da redução da carga horária para servidores públicos estava prevista no artigo 63 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado pelo governador Beto Richa em janeiro deste ano. Elaborado, discutido e aprovado em audiências públicas realizadas em todas as regiões do Paraná, o estatuto foi criado para ampliar a inclusão social e garantir cidadania plena às pessoas com deficiência.
O documento apresenta as diretrizes para áreas como saúde, educação, profissionalização, trabalho, assistência social e acessibilidade, que propiciam o bem-estar social e econômico das pessoas com deficiência. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as pessoas com deficiência representam 20% da população paranaense.
CONFERÊNCIA – Políticas públicas para as pessoas com deficiência serão tema da IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que será realizada durante três dias, na sala de eventos da Universidade Positivo, em Curitiba. Mais de 500 pessoas devem participar do encontro.
Além das pessoas com deficiência ou seus representantes legais, participam do evento conselheiros de direitos e delegados eleitos nas conferências municipais. Eles representam o poder público e entidades não governamentais que atuam na defesa, promoção ou garantia de direitos de pessoas com deficiência. Também estarão presentes trabalhadores, técnicos e gestores de organizações governamentais, autoridades, convidados e observadores.
Durante três dias os participantes vão debater as políticas setoriais para as pessoas com deficiência e o diálogo com outras temáticas relacionadas aos direitos humanos. A conferência é organizada pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Paraná.
Fontes: www.aen.pr.gov.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Milão ganha prêmio de cidade mais acessível para pessoas com deficiência física

O título foi disputado também por Wiesbaden, na Alemanha; Toulouse, na França; Vaasa, na Finlândia; e Kaposvár, na Hungria

                              Catedral de Milão em destaque, com pessoas caminhando ao seu redor


A cidade de Milão recebeu na manhã desta terça-feira, dia 8, o prêmio de município mais acessível para pessoas com deficiência física da União Europeia de 2016.

Entregue pela Comissão Europeia no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o título foi disputado também por Wiesbaden, na Alemanha; Toulouse, na França; Vaasa, na Finlândia; e Kaposvár, na Hungria.

"Com a atribuição do prêmio 'City Access Award 2016' pela UE, Milão se torna uma cidade que 'guia' o continente, como afirmou nos últimos dias o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz", disse o prefeito do município italiano, Giuliano Pisapia.

Segundo o político, ele está orgulhoso por sua "cidade ter sido escolhida como um exemplo de empenho em uma área tão importante como a da deficiência física". "Para uma administração pública, é fundamental dar uma resposta concreta para fazer de Milão um local cada vez mais acessível a todos. Este reconhecimento internacional demonstra que estamos no caminho certo", enfatizou Pisapia.

A acessibilidade no município pôde ser amplamente vista na Expo Milão 2015, que, em seus seis meses, colocou no ar o site expofacile.it, fornecendo informações aos visitantes deficientes, e no aumento de 35% nos investimentos no setor desde 2011, com 212 milhões de euros já empregados. (ANSA)

Fonte: UOL Notícias / ANSA - www.vidamaislivre.com.br

A epidemia de microcefalia e a eugenia branda

Por Lucio Carvalho

Pessoa aplicando repelente no próprio braço

Mesmo que no fim de 2015 não houvesse a proliferação de casos de microcefalia decorrentes da infecção pelo Zika vírus, dificilmente alguém lembraria de ano mais distópico do que o que logo deve encerrar-se. Bastaria lembrar da desolação hospedada ao longo do Rio Doce, em Minas Gerais, causada pelo mais grave e inaceitável crime ambiental da história brasileira, isso de acordo com manifestação oficial da ONU. Ainda assim, poderia invocar-se a desolação civil causada pela instabilidade política aliada a uma crise econômica complexa. Poderia-se lembrar dos protagonistas políticos da crise governamental e da sucessão de episódios que em nada devem à ficção. Porém um micro-organismo hospedado e transmitido por um inseto, um mosquito que o país já não tem meios de debelar, seguindo pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, um mero mosquito, um ser quase invisível, acabou por deflagrar no sistema de saúde brasileiro, entre autoridades sanitárias, entidades de pesquisa e círculos médicos um clima de perplexidade sem precedentes.

A microcefalia, condição clínica responsável por problemas neurológicos difusos e causadores de deficiências de diversas ordens, desde físicas a sensoriais e intelectuais, constitui-se num desafio à saúde e também pode ser considerada um desafio político, porque decorre de condições sanitárias e urbanas geridas, do ponto de vista histórico, inadequadamente. Presente já em praticamente todos os estados da federação através da presença maciça do Aedes Aegypti, vetor transmissor de outras duas doenças, a dengue e febre chikungunya, é muito possível que o número de casos cresça exponencialmente, dado que as medidas de combate anunciadas no último dia 05/12 pelo governo federal, através do Plano de Enfrentamento à Microcefalia, são pouco animadoras. Elas incluem, entre outras coisas, distribuição de repelentes às gestantes, recomendações do uso de calças compridas e medidas envolvendo as Forças Armadas, como se tratasse de uma operação de guerra e não de uma questão de saúde pública. Isso deixando de mencionar sugestões no mínimo questionáveis do próprio ministro, Marcelo Castro, que recomendou que apenas engravidassem, neste momento, pessoas aptas, sem revelar, contudo, o que deveriam fazer as demais mulheres já grávidas e as não aptas, segundo o seu critério. “Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais”, recomendou o titular da pasta logo a seguir do lançamento do Plano.

A frase é em tudo reveladora do pasmo que acomete o Brasil há algumas décadas a respeito das políticas públicas em torno aos direitos reprodutivos. O problema mais grave entre todos os que cerca a questão talvez seja o de que a frase revela apenas a ponta de um iceberg de ocultamento histórico, pacto mais ou menos velado entre os serviços de saúde, governo, sociedade e demais interessados nos assuntos sobre saúde da mulher, direitos reprodutivos, aborto legal, deficiência e eugenia, termo não muito corrente nas discussões políticas ou sociológicas no Brasil.

Porque remete diretamente às questões de controle do corpo e das possibilidades de predeterminação e escolha de quem deve ou não viver ou vir a nascer, obviamente o tema é espinhoso. Exceto quando eivado de moralismo, trata-se de assunto proibido e custoso para encontrar-se debatido nos meios de comunicação e, até mesmo na literatura acadêmica, estudos contemporâneos sobre a vertente liberal e branda do espírito eugênico, mais de acordo com estes tempos, são bastante raros.

Normalmente lembrada como efeito secundário das políticas nazistas, a eugenia nasceu como ciência adaptada do naturalismo do séc. XIX vindo a aperfeiçoar-se como método de controle “sanitário” durante todo o período entre guerras, inclusive no Brasil, como forma de melhorar as condições de saúde do povo em geral, pela seleção dos mais aptos, na sua versão positiva, e pelo descarte ou eliminação dos portadores de características indesejadas, na negativa. Como ideologia, a eugenia prestou-se a muitos objetivos políticos, afetando nichos étnicos da população e, principalmente, condições de deficiência. É possível conhecer mais sobre o assunto, lendo-se o trabalho de Maria Eunice de Souza Maciel, A Eugenia no Brasil, neste link. Na sociedade contemporânea, entretanto, o desejo de aprimoramento e melhoramento é uma das tantas nuances comportamentais presentes, cujo acesso é facilitado pelo desenvolvimento de diversas tecnologias, como rastreamento genético e outras medidas adotadas inclusive na forma de políticas públicas institucionais.

O tabu em torno da seleção eugênica ocorre no Brasil tanto por questões religiosas quanto legais, mas sobretudo por envolver a temática do aborto. Tema que costuma servir até mesmo de moeda política em períodos eleitorais, o aborto costuma receber uma carga moralizadora impressionante no Brasil, enquanto em muitos países do mundo trata-se apenas de uma opção reprodutiva garantida no escopo dos direitos civis.

Quando as questões de deficiência e prevenção de deficiência, entretanto, afloram no debate público, por não haver abertura alguma para o debate franco sobre as questões, surgem recomendações esdrúxulas como a do Ministro da Saúde. Ora, imaginar que seja possível tornar exclusivo o direito à gestação de pessoas aptas (ou seja, ricas o suficiente para viverem longe e a salvo das condições sanitárias que favorecem a presença do Aedes Aegypti) e vedar, por outro lado, às demais o mesmo direito é um argumento que beira à insanidade, e isso duplamente; em primeiro lugar, considerando que a realidade do aborto clandestino deve agravar-se; em segundo, porque explicitamente as autoridades estão sugerindo que a condição de deficiência seja evitada, ainda que não previsto na forma da lei, como uma sugestão sub-reptícia.

Tal sugestão, se compreensível na esfera privada, é ofensiva em todos os aspectos possíveis na vida pública, a começar por dirigir-se à dignidade das pessoas com deficiência, tratada abertamente como se um óbice a uma vida plena de direitos, um discurso em tudo eugenista, assim como em perpetuar a afronta aos direitos reprodutivos das mulheres, no momento em que deposita no autocuidado a responsabilidade total pelas decorrências da gestação, encontradas pela fatalidade de situações externas e ambientais.

Sem o correspondente investimento em educação integral em sexualidade, acesso a métodos contraceptivos e o debate não penalizante sobre a interrupção, o que é feito da política de controle do vetor e da pesquisa sobre o vírus é a propagação do terror, cuja fonte seria a gestante e, o resultado, a pessoa com deficiência. Não se trata do mesmo que investir em prevenção. A prevenção foi negligenciada do ponto de vista das políticas públicas de saúde e urbanas, perdendo a eficácia no controle do Aedes Aegypti, vetor da doença. Trata-se, por outro lado, de uma solução paliativa e é evidente que as gestantes devem procurar resguardar-se do contágio, mas não em assumir a culpabilização oferecida pelas autoridades que, ao mesmo tempo, denegam debater a interrupção, por exemplo. Um aconselhamento ambivalente denota despraparo ao mesmo tempo em que desampara às gestantes à própria sorte. Mais confortante e produtivo do ponto de vista público seriam o esclarecimento quanto ao aconselhamento pré-natal e garantias de atendimento no sistema público, tanto para os bebês quanto para suas famílias, sem demérito do combate ao vetor e incentivo à pesquisa. Do contrário, há a disseminação do pânico, principalmente pela veiculação de informações incompletas e mensagens ambíguas.

Evidentemente, caso se prefira considerar a situação da proliferação do vírus Zika e dos casos de microcefalia em mais uma cena do espetáculo distópico de 2015, as autoridades governamentais e médicas estão indo muito bem. Em toda a imprensa, pululam declarações a respeito da gravidade da situação e recomendações médicas expressas de evitar-se gestações durante um período de tempo impreciso, pois o controle do vetor demanda um investimento do qual não sabe-se se o país é capaz de suportar. Para a bióloga Denise Valle, pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), é tarefa impossível.

Na ficção, como é sabido, as distopias são a antítese da utopia. São representações ou projeções de um tempo em que as esperanças positivas estão solapadas por maus indicadores e por uma realidade adversa. À guisa de retrospectiva, 2015 parece dos anos mais distópicos dos últimos tempos, mas, ao contrário dos filmes de ficção científica nos quais se pode depositar as causas ao roteirista, no caso do vírus Zika o único e exclusivo culpado de sua propagação é a imprevidência histórica dos sucessivos governos sobre a saúde pública e as mínimas condições de saneamento e higiene urbanas. Ao que tudo indica, a imprevidência deve persistir enquanto criarem-se miragens milagrosas inacessíveis à população. Nesse caso especificamente, seria preciso algo como fé, de tanta expectativa frustrada de evolução sociocultural, mas quando o assunto é saúde e condições reais de acesso à vida digna, nem mesmo a fé é suficiente. E exigir fé e atitudes impossíveis a essa altura dos acontecimentos é um disparate que beira o desrespeito às pessoas, assim como debitar o problema a quem sofre suas consequências. Eugenia é um termo severo, mas é a mensagem que está sendo transmitida. Não admitir isso ou deixar de oferecer soluções civilizadas para garantir a dignidade de gestantes e pessoas com deficiência é que o fim da picada. E repelente é este discurso sanitário do séc XIX.