sábado, 9 de janeiro de 2016

Ligação entre microcefalia e vírus zika ainda desafia cientistas

Há correlação forte, mas biologia do processo ainda é mistério. Ligação pode surgir até de interação com vírus da dengue, por exemplo.

Rafael Garcia Do G1, em São Paulo

(Foto: Rafael Garcia/G1)O virologista Paolo Zanotto exibe mapa de distribuição global do vírus zika durante entrevista coletiva concedida na USP (Foto: Rafael Garcia/G1)O virologista Paolo Zanotto exibe mapa de distribuição global do vírus zika durante entrevista coletiva concedida na USP

A correlação entre os casos de infecção por vírus zika e o aumento de casos de microcefalia é grande no Brasil, e cientistas trabalham já assumindo que um fenômeno é causa do outro. O mecanismo biológico por trás dessa relação, porém, ainda desafia os pesquisadores do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas), da USP, que desde o mês passado trabalham em esquema de força-tarefa para estudar o vírus.

O problema é que a hipótese mais simples para explicar essa causalidade -- a possibilidade de o vírus ser capaz de atravessar a placenta e atacar o sistema nervoso de todos os fetos com que entra em contato -- deixa lacunas. Por que, por exemplo, o vírus não parece estar aumentando a incidência de microcefalia no Oeste da África, seu continente de origem? E por que os casos de microcefalia parecem ter um epicentro em Pernambuco, no Brasil?

Cientistas já sabem que a variante do zika em circulação no país passou pela Ásia antes de chegar até a América do Sul, e que durante o caminho uma mutação no DNA do patógeno pode tê-lo deixado diferente da versão original africana. Mas uma explicação sobre por que o zika provoca microcefalia em alguns casos, mas não em outros, pode ser mais complexa.

Cientistas do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas), da USP, já estão realizando experimentos com camundongos para saber se o problema neurológico que tem sido visto em bebês é causado diretamente pelo vírus ou por algum tipo de reação do sistema imune – os mecanismos de defesa do organismo contra micróbios invasores.

Se for isso, aquilo que estaria atacando o cérebro e o sistema nervoso de fetos e causando microcefalia não seria o vírus em si, mas células do sistema imune que buscam destruir tecidos infectados pelo patógeno. Os mecanismos de defesa celular da mãe, então, estariam atacando o próprio bebê.

Essa possibilidade abre mais alternativas para explicar por que algumas regiões manifestam muitos casos de microcefalia ligados ao zika, enquanto outras têm o vírus e parecem não ter um aumento no nascimento de crianças com o problema.

Cientistas do Senegal treinam brasileiros
A resposta para o problema, porém, não está apenas em estudos sobre a biologia dos vírus e das vítimas, mas no contexto da epidemia que vem se espalhando pelo mundo. Para avaliar isso, o ICB abriga deste quinta-feira (7) uma equipe de pesquisadores do Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, onde a epidemia do zika é mais antiga, na tentativa de avaliar o problema. Os cientistas têm experiência na elaboração de diagnóstico para o vírus e vão ajudar a treinar colegas da USP nas próximas duas semanas.

Segundo o virologista Amadou Alpha Sall, líder da equipe senegalesa, é possível que uma reação imune nociva, caso exista, esteja ligada não só ao zika. Ela se deveria também à sua interação com os vários tipos de vírus da dengue, que são seus parentes próximos evolutivamente.

Possível interação com dengue
Quando um paciente é infectado por dengue pela segunda vez, por exemplo, existe o risco de ocorrência da chamada dengue hemorrágica, que causa sangramentos internos. Essa manifestação clínica da doença é caracterizada por uma reação tão violenta de células imunes contra células invadidas pelo vírus que prejudica o próprio organismo da pessoa.

Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também pode transmitir o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)Mosquito 'Aedes aegypti' transmite dengue e zika: cientistas estudam se pacientes que tiveram contato anterior com dengue poderiam ter resposa imune mais violenta, associada à microcefalia em fetos (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)


É possível, dizem os cientistas, que o zika esteja provocando uma reação imune desse tipo, mas com efeito mais notável em fetos do que nas gestantes que contraem o vírus. E essa resposta mais violenta ao vírus poderia estar sendo “preparada” pelo organismo depois de contato dos pacientes o com o vírus da dengue. Como o zika aparentemente tem uma capacidade maior de penetrar a placenta e uma preferência por atacar o sistema imune, a maior vítima na hora da complicação seriam os embriões e fetos.

“Se isso for verdade, as áreas onde existe essa circulação de vários tipos de vírus ao mesmo tempo são aquelas onde a relação entre o zika e a microcefalia transpareceria mais”, afirmou Amadou, em entrevista coletiva na USP. “Na Polinésia Francesa e em Pernambuco vemos vários vírus circulando ao mesmo tempo.”

Estudos ainda são necessários
Tudo isso, contudo, ainda está no terreno das hipóteses, e só experimentos e estudos epidemiológicos com os que o ICB começou a fazer trarão a resposta. Camundongos inoculados com o vírus estão sendo monitorados pela equipe do cientista Jean Pierre Peron, do ICB, e dentro de poucas semanas pode ser que alguma pista surja sobre o problema.

Se a reação imune está por trás da microcefalia, pode ser que o mistério na distribuição de casos de microcefalia ligados ao zika esteja relacionado também ao histórico de dengue dos lugares onde ele se verifica. Evidentemente, o fato de o Oeste da África não ter se deparado ainda com o problema pode estar relacionado simplesmente à menor infraestrutura médica para monitorar problemas congênitos. Mas pode ser, por outro lado, que a ausência de dengue de certas variantes na região tenha livrado o local de potenciais interações maléficas com o zika.

Polinésia Francesa também tem zika e microcefalia
Já se sabe, de qualquer forma, que relação entre o zika e a microcefalia não é exclusividade do Brasil. O virologista Paolo Zanotto, do ICB, que lidera uma rede de 32 laboratórios que estão pesquisando o zika agora, já começou a ser notificado de outros casos. Médicos atuantes na Polinésia Francesa, no Pacífico, descobriram que os casos de microcefalia também tiveram alta ali, mas só depois de a ligação ser apontada no Brasil.

BDBR - Microcefalia (Foto: Rede Globo)Casos de microcefalia estão muito provavelmente associados ao zika vírus (Foto: Rede Globo)

“No Taiti, foram registrados 12 casos de mães de crianças com microcefalia, e quatro delas testaram positivo para o zika”, afirmou. A ligação só foi feita no fim do ano passado, porém, depois que o problema em Pernambuco começou a atingir grandes proporções. Em uma população pequena como a da Polinésia, desvios estatísticos na incidência de doenças são mais comuns, e doze casos de microcefalia não chamaram a atenção das autoridades. O Brasil, em contrapartida, já registra mais de 3 mil – uma ordem de grandeza acima do normal –, e em números absolutos o número também chama mais à atenção.

Ainda aberto a muitas hipóteses para entender a ligação entre zika e microcefalia, o cientista afirma que até mesmo a biologia intestinal dos mosquitos pode estar por trás da distribuição regional dos casos de microcefalia. A constituição genética do Aedes aegypti varia conforme o local onde o mosquito é encontrado, e a fauna de micróbios no intestino do mosquito também. Zanotto menciona o trabalho de colegas em Sergipe, onde uma população de mosquito tem uma microbiota particularmente boa para a proliferação do vírus da dengue. Não existem, porém, ainda estudos sobre isso em outros estados.

Surto de zika no verão
Não está descartada nem a hipótese de que o vírus não tenha relação com a microcefalia, afirmam os cientistas, ainda que isso seja improvável a esta altura.
Enquanto uma explicação biológica não surge, porém, o melhor é que autoridades de saúde pública atuem como se o vírus zika seja a causa direta da microcefalia, por um princípio de precaução.

“Vamos assumir que existe uma relação causal e vamos atuar como se ela existisse”, diz Zanotto. Segundo ele, São Paulo e outros estados com grande incidência de dengue também precisam estar preparados para ver o número de casos de zika e de microcefalia subir de março a maio, quando o Aedes se prolifera mais no Sudeste. “A gente está se preparando como se fosse acontecer um surto maciço no verão.”

Verão chegando e o Programa Praia Acessível bombando

     


O verão chegou e, com ele, uma boa pedida é praia e mar. Refresque-se nas ondas do Programa Praia Acessível. Veja abaixo a lista dos municípios que já aderiram e contam com a estrutura oferecida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Governo do Estado de São Paulo.

Escolha a sua praia e divirta-se:
 
Bertioga
Gestoras: Sra. Itamara e a Sra. Vicentina
Tel: (13)  3317-4257
E-mail: acessibilidade@bertioga.sp.gov.br

Cananéia
Gestor: Roney Cesar Pontes
Tel: (13) 3851-3205
E-mail: convenios@cananeia.sp.gov.br
 
Guarujá
Gestor: Moíses Fabrício
Tel: (13) 3386-8307 -  (13) 9-7404-5213
E-mail: moisesfafisio@msn.com
 
Ilhabela

Gestor: Beatriz Bello
Tel: (12) 9-9714-3830    (12) 3896-5330
E-mail: diretoria.esportes@ilhabela.sp.gov.br
 
Itanhaém

Gestor: Edson dos Santos
Tel: (13) 3426-2344
E-mail: edsonsantospcd@gmail.com
 
Mongaguá

Gestor: Arnaldo
Tel: (13) 3507-4724
E-mail: social@mongagua.sp.gov.br
 
Peruíbe

Gestor: Polliana de Paula Ribeiro
Tel: (13) 3451-1025
E-mail: polliana.gpam@gmail.com
 
Gestor: Edna Edite de Santana
Tel: (13) 3451-1025
E-mail: Edna.plan@gmail.com
 
Gestor: Andréia Alves
Tel: (13) 3455-2071
E-mail: andreiaalvesperuibe@hotmail.com
 
Praia Grande
Gestor: Sérgio Pontes
Tel: (13) 3471-8496
E-mail: sergio.seelpg@gmail.com.

Santos

Gestor: Eduardo Ravasini
Tel: (13) 3202-1911 
E-mail: eduardoravasini@santos.sp.gov.br
 
São Sebastião

Gestor: Áureo Antônio
Tel: (12) 3862-1785 (12) 9-9779-2702
E-mail: professoraureofutebol@yahoo.com.br
 
São Vicente

Gestor: Alexandre Morais Rodrigues
Tel: (13) 3569-1409
E-mail: turismo@saovicente.sp.gov.br
 
Ricardo Fernandes
Tel: (13) 9-8844-9198
E-mail: educacaoricardo@gmail.com
 
Ubatuba
Gestor: Ney
Tel: (12) 3834.1557

Saiba mais sobre o Programa Praia Acessível: 
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/programa-praia-acessivelverao-para-todos-no-estado-de-sao-paulo


Fonte: www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br

Multa para quem usa vaga exclusiva em Campo Grande sobe 140%

Valor passa a valer a partir de quinta-feira (7), além de 5 pontos na CNH. Lei garante 2% das vagas para pessoas com deficiência e 5% para idosos.

Do G1 MS com informações da TV Morena

(Foto: Diogo Almeida/G1)Motoristas com deficiência encontram dificuldades para estacionar por ter a vaga exclusiva ocupada por pessoas que não são deficientes (Foto: Diogo Almeida/G1)Motoristas com deficiência encontram dificuldades para estacionar por ter a vaga exclusiva ocupada

A multa para quem usar vaga exclusiva de idosos ou de pessoas com deficiência sem ter o direito vai aumentar 140% a partir desta quinta-feira (7). O valor vai passar de R$ 53,20 para R$ 127,96 e o número de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sobe para 5.

A legislação garante 2% das vagas para pessoas com deficiência e 5% para idosos. Mas quem se enquadra nessas situações, deve fazer o cartão específico na Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). O cartão deve ser colocado no painel do carro sob o risco de ser multado mesmo estando em dia.

O uso de vagas irregularmente é uma das reclamações mais frequentes na Agetran. Para mais informações sobre a emissão do cartão clique Aqui. O formulário para requerimento do cartão pode ser preenchido pela internet.

Fonte: g1.globo.com

Audiência discutirá “passe livre” em transporte público metropolitano para pessoas com deficiência


                                             Deficiente


A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará – Arce, participará na próxima terça-feira (12) de audiência pública que discutirá “de forma democrática, aberta e transparente” a gratuidade de transporte público metropolitano para pessoas com deficiência. Na ocasião, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que é um Instrumento extrajudicial por meio do qual as partes se comprometem a cumprirem determinadas condições, de forma que os problema existentes sejam solucionados, deve ser assinado.

A Arce, na posição de ente regulador, é responsável pela fiscalização indireta relacionada à prestação dos serviços de transportes, além de atender, dar provimento às reclamações dos usuários e expedir normas regulamentares, conforme previsto na Lei estadual nº 13.094, de 12 de janeiro de 2001.

Também estarão presentes, no encontro, representantes do Departamento Estadual de Trânsito – Detran; da Coordenadoria Especial dos Direitos Humanos do Estado do Ceará; do Sindicato das Empresas de Ônibus de Fortaleza – Sindiônibus; da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa e da Defensoria Pública do Estado do Ceará, entre outras entidades públicas estaduais. Todos os participantes poderão contribuir para solução dos conflitos que, por ventura, forem levantados.

Saiba mais:
O artigo 6º, inciso XIV, da Lei Complementar 75/93 (Lei Orgânica do Ministério Público da União), estabelece como atribuição do Ministério Público a promoção de outras ações necessárias ao exercício de suas funções institucionais, em defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis e que para atingir a esses fins o Ministério Público pode receber notícias de irregularidades, petições ou reclamações de qualquer natureza, promover investigações ou apurações cabíveis e dar-lhes as soluções adequadas (Lei nº 8.625/93). 

Já a Lei nº 8.889/1994, estabelece o passe livre às pessoas com deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual. Quanto a Lei Estadual nº 12.568, esta institui o benefício da gratuidade em ônibus de empresas permissionárias de serviço comum intermunicipal para as pessoas com deficiência.



Serviço:
Audiência pública sobre a gratuidade de transporte público metropolitano para pessoas com deficiência
Local: Escola Superior do Ministério Público
Endereço: Rua Assunção, 1200, José Bonifácio
Dia: terça-feira (12)
Hora: 10h

Menino de 8 anos atacado por chimpanzés vai ganhar novos lábios

BBC



Um garoto de oito anos de idade que foi atacado por um grupo de chimpanzés enquanto brincava com o irmão ganhou a chance de ter seus lábios reconstruídos em um hospital dos EUA.

Click AQUI para ver o vídeo:

Dunia Sibomana sobreviveu ao ataque, ocorrido perto de um rio na República Democrática do Congo, mas teve seus lábios superior e inferior arrancados pelos chimpanzés e também perdeu um dedo. O irmão dele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Médicos do Hospital Stony Brook, em Long Island, vão tentar restaurar seus lábios para melhorar sua fala e mastigação. Ele terá de passar por pelo menos três cirurgias para isso.

A ideia é tirar parte do tecido de seu antebraço e usá-lo para refazer os lábios. Depois, em uma nova cirurgia, os médicos irão usar o músculo da bochecha do garoto para fazer com que ele consiga mover a boca normalmente.

"Nós esperamos conseguir colocar lábios funcionais nele. Não será o lábio dele de verdade, mas esperamos que sejam lábios que pareçam normais e que permitam que ele coma normalmente e fale normalmente. Serão provavelmente três cirurgias e depois algumas complementares", disse Alex Degum, um dos cirurgiões plásticos que irá operá-lo.

O médico Leon Kempner, fundador da Smile Rescue Fund for Kids, explica que a reconstrução será provavelmente inédita no mundo e importante para que o garoto consiga se ressocializar - os médicos dizem que ele se isolou muito desde o incidente.

Há também planos de arrecadar dinheiro para colocá-lo em um colégio integral quando ele voltar à República Democrática do Congo.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Acessibilidade ?

      por  


                          
                                  Simbolo de Acessibilidade - Pessoa em cadeira de rodas


O direito a audiodescrição
A Constituição de 1988 estabeleceu a obrigação do Estado na criação de programas específicos para as pessoas com deficiência para facilitar seu acesso aos bens e serviços de uso coletivos. Depois da promulgação da Carta Magna, foi editada a Lei 10.098/00, que estabelece normas para a promoção da acessibilidade mediante a supressão de obstáculos nas vias públicas, edifícios e meios de transporte e nos meios de comunicação. Por exemplo, o artigo 19 desta lei define que os serviços de radiodifusão devem adotar medidas para possibilitar o uso da língua de sinais ou de outra subtitulação e, assim, garantir o direito de acesso à informação às pessoas com deficiência auditiva.

A quem cabe fiscalizar sobre a acessibilidade?
Precisamos compreender a acessibilidade para além das questões arquitetônicas. São, pelo menos, mais cinco tipos: instrumental, metodológica, programática, atitudinal e comunicacional. E todos eles têm um único fim: eliminar as barreiras que impedem as pessoas com deficiência de ter as mesmas oportunidades que as demais.

Avançando na participação!
Qual o papel de um conselho de direitos? Em primeiro lugar, ser um espaço de representação social, onde sujeitos afirmam sua identidade e seu lugar na sociedade. Mas eles também têm uma tarefa subjetiva que muitas vezes é difícil de ser medida, que é formar pessoas para a cidadania. Assim, podemos dizer que os conselhos são também educativos na concepção informal do ato.

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) é um dos 39 Conselhos Nacionais em funcionamento. E encerra o ano de 2014 com um conjunto de importantes conquistas que asseguram seu protagonismo na defesa do segmento.

Britânica que teve rosto deformado por infecção conta como 'namoro na TV' lhe devolveu autoconfiança

BBC

Channel 4


Quando a britânica Tammy Saunders perdeu parte de seu rosto, ela perdeu também sua confiança. Mas voltar ao universo dos encontros românticos - e mais, diante das câmeras de TV - a ajudou a recuperar sua autoconfiança. Leia seu relato:


"Acho que ninguém pode dizer que é 100% seguro de si.

Todos temos aspectos de nossa aparência, personalidade ou habilidades que causam insegurança uma vez ou outra. Os anos de adolescência são normalmente os piores e, para mim, essa fase foi um luta crescente contra pele ruim, cabelo crespo e problemas com o corpo.

A beleza e o carisma da infância foram gradualmente sendo afastados. Na metade da minha adolescência eu era tão insegura que tentava evitar qualquer atividade em que as pessoas pudessem olhar para mim.

Minha mãe via que eu tinha problemas de autoestima e decidiu tomar uma atitude: me fez tentar uma vaga em um restaurante. Eu fiquei apavorada só de pensar e mais ainda quando fui chamada para a vaga de garçonete.

Mas em questão de meses eu virei uma das melhores funcionárias da equipe. Eu ainda odiava minha aparência, mas isso não era o mais o foco principal. Eu era elogiada e admirada pelas minhas qualidades.

Por volta dos 20 anos eu havia desenvolvido isso e, com mais base, rímel e batom, eu me achava mesmo bonita. Eu tinha namorado, uma casa, uma carreira e pela primeira vez em anos eu estava razoavelmente feliz com minha aparência e a vida em geral.

Só que, ao 32 anos, minha aparência e minha vida mudaram para sempre.

O Natal de 2013 seria como qualquer um: eu iria para a casa da minha mãe para passar as festas com a família. Havia planejado uma viagem para Londres no dia 27 para ver minha irmã e a família dela. Acordei naquele diz me sentindo mal, então adiei a viagem para o dia seguinte. Mas no dia seguinte acabei indo parar na UTI de um hospital da minha cidade.

O que eu pensei que era uma ressaca foi piorando até eu mal poder sair da cama e uma gota d'água me fazer vomitar. Primeiro, eu achei que era uma vírus bem pesado e tinha certeza que meu irmão estava fazendo drama com aquele papo sobre ir ao médico.

Quando minhas pernas e lábios ficaram dormentes, fiquei um pouco mais preocupada. Minhas extremidades estavam frias e nada que eu fazia era capaz de esquentá-las. Fui para o quarto da minha mãe e só de olhar para mim ela berrou para meu padrasto chamar uma ambulância.

Duas horas depois eu estava em coma em uma cama de hospital ligada a tubos, monitores e máquinas para sobreviver.

Tammy ficou doente no Natal de 2013

Levou dez dias para eu ser diagnosticada com septicemia meningocócica, um tipo de meningite que causa envenenamento do sangue. Eu também tinha coagulação intravascular disseminada (CID), uma versão grave de uma erupção cutânea associada à meningite. A CID levou meu vasos sanguíneos à hemorragia. O que primeiro parecia um hematoma depois foi ficando preto, à medida que minha circulação era interrompida.


Minhas extremidades foram as mais afetadas e isso resultou em necrose do meu rosto e membros. Perdi a parte debaixo do meu nariz e meus lábios quase inteiros. A carne da parte de baixo das minhas pernas e pequenas partes dos meus braços, mãos e pés tiveram que ser removidos e a pele que sobreviveu é marcada por queimaduras que parecem cicatrizes.

Tendões, músculos e nervos também foram danificados, por isso fiquei desfigurada e com problemas de mobilidade.

Então ali estava eu de novo, com um corpo e um rosto que me faziam profundamente infeliz. Passei 4 meses hospitalizadas. Mas quando deixei a segurança do hospital, onde era aceitável esta horrível e todo mundo sabia por que eu estava assim, fiquei insegura.

Antes da minha doença, eu havia batalhado para virar uma pessoa sociável e ativa, mas quando saí do hospital, quase nunca saía de casa.

Imagem do programa mostra encontro com pretendente

Me sentia capenga e patética. Foi como se a velha Tammy, independente e de espírito livre, tivesse morrido, e em seu lugar estava essa pessoa que eu mal reconhecia. Eu não gostava do que eu via, e não só por causa da minha aparência.


Quando eu mencioneu esses sentimentos para amigos e minha família eles ficaram surpresos. Para ele, eu era a mesma Tammy, mas com o bônus de ter lutado durante uma época difícil com um sorriso no rosto.

Por mais constrangedor que fosse - e ainda é -, ouvir palavras como "inspiração" e "poder" me fazia pensar que as pessoas não podiam estar erradas. Eu era a mesma pessoa por dentro e merecia ser feliz.

Por isso me inscrevi para participar do programa do Channel 4 (emissora de TV britânica) The Undateables - um programa de namoros na TV para pessoas com deficiência. Eu havia enganado a morte - pelo amor de Deus, eu tinha certeza que não havia nada que eu não pudesse fazer.

Então, como minha mãe havia feito comigo no passado, eu decidi me arriscar.

Funcionou. Participar do programa me deu o empurrão que eu precisava. Eu fui lembrada dos meus pontos positivos e foi surpreendida positivamente ao ver que todo mundo que eu conhecia também via essas características, e não apenas um rosto feio. Isso, vindo de desconhecidos que não tinham "a velha Tam" como referência, isso foi animador e eu achei que contar a história seria um processo catártico.

O encontro romântico foi a cereja do bolo.

No Twitter, Tammy recebeu mensagens de apoio de espectadores do programa

Eu estava uma pilha de nervos antes, mas minutos após conhecer Gary consegui esquecer minha aparência. Ele olhou nos meus olhos, não para minhas cicatrizes, e gostava de mim pela minha personalidade. Eu finalmente provei que apesar de tudo que aconteceu eu ainda sou atraente, por causa da pessoa que sou por dentro.

Desde o programa eu voltei ao hospital três vezes e a cada vez fiz novos amigos. Quando fui internada pela primeira vez eu nem queria ver meus amigos por medo de como eles reagiriam à minha aparência. Mas agora tenho segurança para conversar, rir e chorar com pessoas que mal conheço.

E essa confiança cresce a cada pessoa que me diz algo carinhoso ou mantém contato porque se importam sobre minha recuperação.

Muitas vezes me dizem que não importa o que as pessoas pensam sobre mim, mas importa - especialmente quando as opiniões deles confirmam algo que eu já sentia sobre mim mesma.

Eu tive algumas reações negativas. Algumas pessoas ficam olhando para mim e cochicham e, embora eu entenda esse comportamento, acho errado.

Desde que o episódio do programa sobre mim foi ao ar, o nível de confiança que senti ao final do encontro com o Gary cresceu dez vezes.

Eu havia me preparado psicologicamente para a reação, porque sei que há muita gente que tem prazer em dar feedbacks negativos mas que eu não tinha que me incomodar. Eu esperava que amigos e família me apoiassem, mas também recebi elogios de pessoas que eu não conhecia e inúmeros tuítes carinhosos.

Isso só confirmou para mim, mais uma vez, que sou uma pessoa querida.

Minha história com a autoestima ainda está em andamento e eu sou muito grata às pessoas que me ajudaram pelo caminho. Estou decidida a manter o foco. Sei agora que a segurança vem de dentro."

Jovem alagoano com síndrome de down foi aprovado em faculdade de gastronomia

                              sindrome-de-down-superação


Um alagoano, de 25 anos foi aprovado no vestibular de gastronomia. A história não teria nada de extraordinário caso não fosse um exemplo de superação, já que o vestibulando em questão é um jovem que prova que síndrome de down não é empecilho para se viver uma vida normal.
Filipe Martins se interessou por gastronomia como a maior parte das pessoas, acompanhando a mãe no preparo dos alimentos em casa. De acordo com dona Kátia Martins, mãe de Filipe, o interesse cresceu a ponto de participar de um curso técnico.
“Após esse curso o interesse cresceu ainda mais, e foi quando ele pediu para fazer o vestibular. Eu procurei saber sobre a grade curricular, e observei que havia muitas aulas práticas, o que é bom para ele”, explicou a mãe.
Enquanto as aulas não começam, Felipe vai praticando o que já sabe em casa, para familiares e amigos e a namorada, Thaís Mendes, também portadora da síndrome de down, que já tem o seu prato preferido. “Eu adoro quando ele faz batatas”, concluiu.
Fontes: www.tnh1.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Confira o calendário dos desportos para deficientes visuais em 2016

Seleções de goalball, futebol de 5 e judô para cegos terão importantes desafios antes das Paralimpíadas

por Portal Brasil


Foto: Portal Brasil 2016


calendário de eventos de 2016 foi divulgado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV). Assim como nos últimos anos, a primeira competição será o Grand Prix Internacional Infraero de Judô para Cegos, no Rio de Janeiro, de 4 a 6 de março.
O calendário inclui outros eventos internacionais. O goalball terá duas competições que prometem ser grandes aperitivos para os Jogos Paralímpicos. De 3 a 5 de maio, será realizado o Aquece Rio International Goalball Men’s Tournament, e, logo em seguinda, de 05 a 09, o Rio Open Goalball Men’s Tournament, ambos da categoria masculina.
Os craques do futebol de 5 também terão uma boa oportunidade para se prepararem antes das Paralimpíadas. O Rio Open Football Five-A-Side Tournament será realizado de 31 de maio a 05 de junho.
“Foi um trabalho coletivo, com total apoio de nossas filiadas. Um trabalho que tem seu ponto mais alto os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Esse calendário está todo voltado para ele: planejamento para as fases de treino, avaliação dos últimos jogadores e lutadores, eventos internacionais. E, mais uma vez, nossas filiadas são importantíssimas nesse planejamento, entregando os atletas para a seleção em sua melhor forma”, disse Sandro Laina Soares, presidente da CBDV.
Nacionais
Após os Jogos Rio 2016, acontecerá a Copa Caixa Loterias de Futebol de 5Série B e terá como sede a cidade de Porto Alegre, entre os dias 4 e 9 de outubro. Já a Copa Caixa Loterias de Futebol de 5 – Série A, a principal competição da modalidade, será realizada em São Paulo, de 31 de outubro a 06 de novembro.
Grande força mundial, o goalball brasileiro terá o seu maior campeonato do País na cidade onde a seleção brasileira masculina treina: Jundiaí. A Copa Caixa Loterias ocorre de 19 a 23 de outubro.
E para fechar o ano, Belém receberá os principais judocas do País no Grand Prix Infraero de Judô para Cegos – Etapa Final, de 11 a 13 de novembro.
O calendário anual da CBDV conta ainda com nove etapas regionais, sendo cinco de goalball e quatro de futebol de 5. Além dos eventos citados, o Brasil será representado no German Open de Judô, na Alemanha, e no International Blind Football Training Camp, na China.
Confira o calendário completo:
Início
Término
Evento
Local
Modalidade
05/fev
09/fev
German Open
Heidelberg/ALE
Judô
04/mar
06/mar
Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô para Cegos
Rio de Janeiro/RJ
Judô
10/mar
18/mar
International Blind Football Training Camp
Fujian/CHN
Futebol de 5
24/mar
27/mar
Regional Sul de Goalball
Porto Alegre/RS
Goalball
07/abr
10/abr
Regional Sul de Futebol de 5
São Bernardo do Campo/SP
Futebol de 5
14/abr
17/abr
Regional Centro-Norte de Goalball
Belém/PA
Goalball
26/abr
01/mai
Regional Nordeste de Futebol de 5
São Luís/MA
Futebol de 5
03/mai
05/mai
Aquece Rio International Goalball Men's Tournament
Rio de Janeiro/RJ
Goalball
05/mai
09/mai
Rio Open Goalball Men's Tournament
Rio de Janeiro/RJ
Goalball
12/mai
15/mai
Regional Nordeste de Goalball
Maceió/AL
Goalball
18/mai
22/mai
Regional Sudeste de Futebol de 5
Vila Velha/ES
Futebol de 5
26/mai
29/mai
Regional Sudeste 2 de Goalball
Itu/SP
Goalball
31/mai
05/jun
Rio Open Football Five-A-Side tournament
Rio de Janeiro/RJ
Futebol de 5
01/jun
05/jun
Regional Sudeste 1 de Goalball
Uberaba/MG
Goalball
15/jun
19/jun
Regional Centro-Norte de Futebol de 5
Brasília/DF
Futebol de 5
07/set
18/set
Jogos Paralímpicos do Rio 2016
Rio de Janeiro/RJ
Futebol de 5, Goalball e Judô
04/out
09/out
Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 Série B
Porto Alegre/RS
Futebol de 5
19/out
23/out
Copa CAIXA Loterias de Goalball
Jundiaí/SP
Goalball
31/out
06/nov
Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 Série A
São Paulo/SP
Futebol de 5
11/nov
13/nov
Grand Prix INFRAERO de Judô para Cegos  Etapa Final
Belém/PA
Judô
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Esporte