sábado, 16 de janeiro de 2016

O que é isso de vida independente? Veja o vídeo!!

por 











Fonte: tetraplegicos.blogspot.com.br

Aplicativos ajudam pacientes com deficiência visual

As funções vão desde ferramentas que auxiliam no dia a dia dos pacientes, até um simulador da visão de pacientes que possuem doenças da retina

por Ricardo Shimosakai

 As funções vão desde ferramentas que auxiliam no dia a dia dos pacientes, até um simulador da visão de pacientes que possuem doenças da retina

Mais de 35 milhões de pessoas vivem com deficiência visual no Brasil, de acordo com dados do IBGE. Para melhorar a qualidade de vida desses pacientes, a Novartis desenvolveu três aplicativos com diferentes funções que auxiliam o dia a dia de quem enfrenta dificuldades para enxergar.

Os apps ViaOptaNav e ViaOpta Daily acabam de ganhar versões em português e estão habilitados com tutoriais de áudio. Isso permite ao usuário mais independência e confiança para a realização das tarefas diárias como leitura, identificação de objetos e instalações de acessibilidade. Já o ViaOptaSim simula oito doenças oculares, entre elas Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)3, principal causa de perda de visão em idosos, e Edema Macular Diabético (EMD), doença que mais causa cegueira em idade produtiva2, ambas condições tratáveis e potencialmente reversíveis. O app auxilia os profissionais de saúde a educar os pacientes sobre deficiência visual.
Outra novidade é que os apps foram adaptados para a utilização em relógios inteligentes, como o AppleWatch, permitindo ao usuário navegar com orientação de voz e vibração de seu relógio.
ViaOpta Daily
Reúne seis diferentes funções para ajudar no dia a dia, incluindo recursos de previsão do tempo, lupa, detector de cores e o reconhecimento de pessoas e itens de uso diário, tais como dinheiro e objetos. Com ajuda do dispositivo, o usuário ainda é capaz de apontar a câmera para uma direção e, após alguns segundos, a narração irá informar o que está em sua frente, auxiliando-o a se localizar em ambientes desconhecidos.
ViaOpta Nav
O ViaOptaNav é capaz de identificar informações sobre instalações específicas de acessibilidade em torno dos usuários com deficiência visual, como pavimentação tátil, cruzamentos e semáforos com som. Ele ainda determina a sua posição exata e encontra destinos ou pontos de referência próximos, localizando, por exemplo, farmácias, hospitais, restaurantes e bancos.
Além disso, o app é o primeiro aplicativo de navegação ponto a ponto disponível para smartwatches, como Apple Watches ou dispositivos Android Wear. Ao utilizá-lo, os usuários podem determinar sua posição exata e encontrar destinos ou pontos de referência próximos. Baseado nesses pontos de referência, o ViaOpta Nav passa a guiar os usuários a seus destinos com segurança.
ViaOpta Sim
Simula a visão de oito doenças oculares como glaucoma, retinopatia diabética, edema macular diabético, tração vítreo macular e oclusão da veia central da retina. O simulador auxilia os profissionais de saúde a educar os pacientes sobre a deficiência visual e a importância de procurar um especialista aos primeiros sinais da doença.
Os apps estão disponíveis para Android (http://migre.me/rg590 )  e IOS (http://migre.me/rg59o)

Pesquisadores encontram mais uma ligação entre zika vírus e microcefalia

Pesquisadores usaram o vírus vivo para testar o sangue de uma mulher que teve um bebê com microcefalia.

                      Imagem Internet
                            


Mais de 400 pesquisadores de todo o país estão estudando o zika vírus. No interior de São Paulo, o resultado de um teste reforçou a tese de que a doença está relacionada à microcefalia.

Os pesquisadores usaram o vírus vivo pra testar o sangue de uma mulher que teve um bebê com microcefalia. Também analisaram uma amostra do sangue do recém-nascido. O resultado foi que os dois tinham anticorpos que combateram o vírus.

Click AQUI para ver o vídeo:

"Os outros testes que a gente tem que detectam a resposta imune do nosso organismo ao vírus zika eles podem reagir inespecificamente também com dengue. Mas esse teste não, ele é extremamente específico e realmente mostrou que a mãe teve uma infecção pelo vírus zika quando ela estava no segundo mês da gravidez", aponta Benedito Fonseca, professor USP- Ribeirão Preto.

O zika vírus só circula no nosso organismo por cerca de quatro dias, por isso é tão difícil ter certeza de que o paciente teve a doença. E aí que entra a importância do trabalho feito na USP de Ribeirão Preto. O teste feito pelos pesquisadores pode confirmar que tanto a mãe quanto o bebê foram infectados no período de gestação.

A partir do mês que vem, a USP começa a nova fase da pesquisa. Vai monitorar cerca de três mil gestantes até o nascimento dos bebês. “E se esse dado for comprovado todas as vezes aí realmente fica mais fácil determinarmos que zika vírus, a infecção pelo zika vírus está relacionada com a microcefalia", diz.

Já são 3.530 casos de microcefalia em bebês no Brasil, que podem estar relacionados à infecção pelo zika vírus. A pressa dos pesquisadores é para diminuir a insegurança das mães.

“A gente tem medo por causa da criança. Não é nem pela mãe, a gente fala mais por causa do nenê mesmo", comenta a cuidadora de idosos Ana Paula Anastácio.

Fonte: g1.globo.com/jornal-nacional - Imagem Internet

Cadeirante pede ajuda a ministro e ganha R$ 40 para cadeira de rodas

O ministro Marcelo Castro dá R$ 40 reais ao cadeirante Marcilio Pereira Silva Neto na porta do Ministério da Saúde. 

                                  Ailton de Freitas / Agência O Globo
O ministro Marcelo Castro dá R$ 40 reais ao cadeirante Marcilio Pereira Silva Neto na porta do Ministério da Saúde - Ailton de Freitas / Agência O Globo
Vergonhosa a atitude do ministro Marcelo Castro dando esmola ao cadeirante que necessita de uma cadeira de rodas motorizada! Encaminhasse o cadeirante para alguma secretaria, mas jamais ele deveria dar esmola.Vergonhosa também é a situação que se encontra o SUS (Sistema Único de Saúde), pessoas com deficiência esperam mais de 2 anos por uma cadeira de rodas básica, como já foi relatado aqui no blog!  Vergonha Nacional!

Lamentavelmente na nossa sociedade, o ser humano “vale” pela sua produção e riqueza, no momento em que fica impossibilitado de exercer seu papel profissional, recai sobre ele a imagem de uma pessoa inútil e de menos-valia. Infelizmente isso nos remete ao século XIX, onde as pessoas com deficiência que sobreviviam iam trabalhar em circos ou pediam esmola. Ou seja, quando pensamos que demos um passo à frente em relação a inclusão, surge o senhor ministro Marcelo Castro, demonstrando através do seu preconceituoso gesto, representando por milhares de políticos  que pensam da mesma forma, que a nossa sociedade continua aprisionada na questão da barbárie do preconceito. (Comentário de Vera Garcia- Blog Deficiente Ciente)

Vejam o que diz o jornal O Globo:
Piauiense, que circula pela Esplanada dos Ministérios, abordou o titular da Saúde
O ministro Marcelo Castro passou incólume a uma multidão de jornalistas que participavam de uma coletiva na entrada privativa do Ministério da Saúde, mas não escapou a Marcílio Pereira da Silva. Cadeirante depois de sofrer um AVC, o piauiense de 53 anos, que perambula pela Esplanada dos Ministérios pedindo dinheiro, ganhou R$ 40 de Castro. O objetivo, segundo ele, é comprar uma nova cadeira de rodas.
Natural de Bom Jesus (PI), Marcílio garante que conhece o ministro de Teresina, desde criança. E disse que Castro também o reconheceu e pediu para ele “passar lá” depois, antes de entrar no carro oficial e partir, na cena captada pelo GLOBO. Com a fala afetada pelo AVC, Marcílio mostra convicção de que terá a cadeira de rodas doada pelo ministro, mas, no momento seguinte, duvida da possibilidade.
— Já juntei R$ 100. Ele me deu R$ 40, mas a cadeira custa R$ 6 mil. É elétrica —diz Marcílio, com dificuldade de articular as palavras.
O piauiense afirma que Castro é um “homem bom” desde os tempos da suposta convivência no Piauí. Hoje, Marcílio mora em Planaltina, em Goiás, com a mulher e os três filhos dela. Diz que recebe uma pensão do pai, falecido, mas que tem de dividi-la com os oito irmãos. Nas ruas, pede dinheiro para ajudar a pagar o aluguel e para comer, afirma.
Marcílio conta que precisa da nova cadeira elétrica porque está com um problema na coluna e a atual faz as dores ficarem ainda piores. Para comprovar nome, endereço e telefone, lança mão de uma bolsa de plástico que carrega a tiracolo. Para ultrapassar algumas barreiras que dificultam a acessibilidade, pede ajuda às pessoas, que demonstram já conhecer o cadeirante.
Fontes: http://oglobo.globo.com/ - www.deficienteciente.com.br



Clubes têm até 22 de fevereiro para se inscrever no projeto Equipar Paralímpico, do CPB em parceria com a Confederação Brasileira de Clubes

Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX


Começa nesta sexta-feira, 15, o período de inscrição de clubes de todo o Brasil para o programa Clube Equipar Paralímpico. Os interessados têm até 22 de fevereiro para enviar a documentação pelo correio para concorrer ao processo de seleção (veja edital no link abaixo). O projeto é sequência do acordo entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Confederação Brasileira de Clubes (CBC) para fortalecer o esporte paralímpico.
O termo de cooperação foi assinado em novembro e tem como objetivo garantir que recursos cheguem aos clubes, a base da estrutura esportiva paralímpica. No total, a parceria vai garantir o repasse de até R$ 5 milhões (R$ 3 milhões para o Clube Equipar e R$ 2 milhões para o Clube Formador) por ano aos clubes contemplados, tendo início em 2016.
“Esta parceria com a CBC é um grande passo para o desenvolvimento do esporte paralímpico no Brasil. É nos clubes que as crianças e os jovens que se tornarão os futuros atletas de alto rendimento têm a primeira experiência nas modalidades. Queremos apoiar essas instituições e acreditamos que esses projetos serão também um grande incentivo para que mais clubes invistam no esporte paralímpico”, observa Andrew Parsons, presidente do CPB.
Os projetos enviados para análise podem abranger uma ou mais das 22 modalidades do programa paralímpico (atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, triatlo, tiro com arco, tiro esportivo, vela adaptada e vôlei sentado). Caso sejam aprovados, os clubes receberão o apoio de estrutura, material esportivo, alimentação e o repasse em dinheiro, de acordo com as necessidades de cada projeto aprovado.
Após o período de inscrição, os clubes que enviaram documentação para participar do processo serão avaliados, de 25 a 29 de fevereiro. A divulgação dos contemplados será no dia 1º de março, de acordo com o edital.
Fonte: www.cpb.org.br 

Investigação apura supostas negações de prioridade a idosos, gestantes e deficientes na Saúde de Cuiabá

Da Redação - Paulo Victor Fanaia

Foto: Reprodução
Investigação apura supostas negações de prioridade a idosos, gestantes e deficientes na Saúde de Cuiabá

O promotor do Núcleo de Defesa da Cidadania da Capital do Ministério Público Estadual (MPE), Sérgio Silva da Costa, abriu inquérito civil para apurar prioridades não concedidas a idosos, gestantes e pessoas com deficiência na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Cuiabá. De acordo com a ouvidoria do MPE, a Secretária não oferece a garantia legal em marcações e realizações de exames, consultas, cirurgias e demais serviços. Além disso, o inquérito analisará a ausência de adequação física e estrutural para garantir acessibilidade aos necessitados especiais.

No texto em que determina a abertura do inquérito, datado em 07 de janeiro de 2015, o promotor cita a Lei 10.048/2000, que prevê atendimento prioritário às classes já citadas, incluindo lactantes. Em seguida aponta que a Lei 13.146/2015 determina que não apenas na área da saúde, mas em todos os serviços públicos do Estado; para tanto é dever do Estado assegurá-lo. 

Para secretariar a ação, foi nomeada a servidora Natália Capistrano Pinho, oficial de Gabinete da 8ª Promotoria de Justiça Cível da Capital.

A Secretaria Municipal de Saúde foi oficiada sobre o inquérito instaurado, a fim de averiguar os fatos narrados nas denúncias. O mesmo foi procurado pelo Olhar Jurídico , e formula o seguinte posicionamento:

"Em relação ao SISREG, em ofício encaminhado no ano passado (Ofício nº 211/2015), à promotora de Justiça questionando sobre o atendimento preferencial a pessoas idosas e com deficiência, lembramos que se trata de uma ferramenta de regulação, um sistema on-line disponibilizado pelo Ministério da Saúde e criado para o gerenciamento de todo o complexo regulatório da rede básica à internação hospitalar, visando à humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização dos recursos.

O Sisreg (um sistema nacional) adota para atendimento a classificação de risco por meio de um campo onde constam os dados da solicitação que permite a marcação de prioridades de atendimento - vermelho, amarelo, verde e azul, sendo a vermelha prioridade (urgência) e azul (atendimento eletivo). Todas as unidades de saúde do município de Cuiabá (Atenção Primária, Secundária e Terciária) possuem o sistema SISREG.

Além disso a Coordenadoria de Regulação da Secretaria ressalta que existe a prioridade de atendimento no Sistema Sisreg e que a inserção da informação é feita pela Unidade de Saúde onde o paciente foi consultado, e que o médico solicita todo o procedimento a ser adotado. a Central de Regulação viabiliza o acesso para o atendimento através das informações constantes na solicitações".



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

3 tipos de atividades lúdicas para entreter crianças com autismo

Aprenda essas valiosas dicas de atividades lúdicas que podem ser oferecidas para a criança com autismo, que devem estimular as áreas da interação social, comportamento e comunicação.

Taís Bonilha da Silva


  •                 
  • O autismo é uma desordem que faz parte de um grupo de síndromes chamada Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Essa disfunção afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente).
    O autismo acarreta o comprometimento de 3 principais eixos:
    1. Interações sociais.
    2. Comportamentos estereotipados, repetitivos e restrição de interesses.
    3. Comprometimentos qualitativos na comunicação e na linguagem.
    brincar, assim como para qualquer criança, representa um papel importantíssimo para o desenvolvimento da criança autista, pois contribui para a socialização, têm efeitos positivos sobre a aprendizagem, estimula o desenvolvimento de habilidades básicas e a aquisição de novos conhecimentos.
    As atividades lúdicas que forem oferecidas para a criança com autismo podem estimular as áreas da interação social, comportamento e comunicação.
    Segue algumas ideias de atividades para entreter uma criança com autismo e ainda contribuir para seu desenvolvimento:
  • 1. Passeio no super carro

    esta atividade consiste em puxar a criança sobre um colchão ou cobertor pelo quarto. Você deve fantasiar a brincadeira para ser interessante, por exemplo, dizer que agora a criança vai andar no super carro relâmpago McQueen (Disney) e estimular a criança a repetir a palavra passear quando quiser mais. Nesta brincadeira estimula-se a comunicação verbal e período de atenção por 10 minutos ou mais.
  • 2. O sapo comedor de bolhas

    para esta atividade você precisará de um fantoche de sapo e bolhas de sabão. A atividade consiste em fazer bolhas de sabão e com entusiasmo e animação fazer o sapo "comer" as bolhas. Dessa forma estimula-se a comunicação verbal quando a criança tem que dizer "bolha" para o sapo comer e o contato visual. O período de atenção é de 5 minutos ou mais.
  • 3. Dado das brincadeiras

    esta atividade desenvolve a atenção por 15 minutos ou mais, flexibilidade e participação física. Você precisará de um dado gigante que poderá ser confeccionado com papelão ou tecido. Cada face do dado deve conter uma ação a ser realizada pela criança, por exemplo:
    PULAR - deve-se incentivar a criança a repetir a palavra "pular" e junto com ela pular o mais alto que conseguir.
    RODAR - girar em torno do próprio eixo com a criança em seu colo.
    ESCORREGAR - puxar a criança gentilmente sobre um cobertor.
    BALANÇAR - balançá-la em seus braços, em uma rede ou em uma balança.
    APERTAR - oferecer massagens com diferentes tipos de movimentos e intensidade de pressões em diversas partes do corpo da criança.
    PASSEAR - levar a criança de "cavalinho" em suas costas.
    É importante incentivar a pronúncia das palavras a cada atividade.
    Muitas outras atividades podem ser encontradas em pesquisas pela internet. Há muito material que pode contribuir para o desenvolvimento das crianças com autismo.
    O importante é compreender que ela é uma criança que precisa ser amada acima de tudo e estimulada um pouco mais para que se desenvolva. Livrar-se de todo preconceito e buscar informação são atitudes essências para ajudar uma criança com autismo.

Jogo dos 7 erros – rampa e degrau isolado

Por: Acessibilidade na Prática

                                      


1. O único corrimão da rampa não possui duas alturas;

2. Ausência de piso tátil de alerta no início e final da rampa;

3. As extremidades do corrimão não possuem acabamento recurvado, prolongamento paralelo ao patamar (piso adjacente à rampa) nem sinalização tátil;

4. Há uma vitrine logo após a subida da rampa, impedindo a passagem de uma cadeira de rodas;

5. Não há corrimãos em ambos os lados da rampa;

6. O degrau isolado não possui barra de apoio;

7. Há um capacho não embutido logo após a subida da rampa e do degrau. Mesmo sendo pouco espesso, este capacho prejudica a circulação de cadeiras de rodas e pode causar tropeços e quedas;

8. Ausência de sinalização visual no degrau isolado.

Conseguiu encontrar mais algum erro pela imagem? Se sim, escreva nos comentários!

Fonte: www.acessibilidadenapratica.com.br

Convulsões, preconceito e falta de estrutura: o drama de um caso grave de microcefalia

O drama de um caso grave de microcefalia


Camilla Costa Enviada especial da BBC Brasil ao Recife (PE)


Agricultora com filho de cinco anos diz esperar que aumento de casos signifique melhorias em infraestrutura para atender crianças

"Quem sabe se com tantos casos de microcefalia agora, as autoridades se sensibilizam para abrir mais centros de reabilitação e nos dar mais recursos para cuidar melhor deles. Espero que melhore para nós, que passamos por isso há mais tempo", diz a agricultora pernambucana Cleciana Santos à BBC Brasil.
Cleciana, de 35 anos, e sua família convivem com um caso grave de microcefalia há cinco anos, quando nasceu seu segundo filho, Emanuel Eduardo. "Quando ele nasceu, a obstetra perguntou se alguém na família tinha a cabeça pequena. Quando dissemos que não, ela falou que deveríamos fazer acompanhamento", relembra.
"Mas só fomos quando ele teve a primeira convulsão, 15 dias depois de nascer. Lá descobriram a microcefalia e a Síndrome de West, que é responsável pelas convulsões."
A neuropediatra Durce Gomes de Carvalho, que acompanha Emanuel no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Recife, explica que o tamanho da cabeça do garoto ao nascer, por si só, não chamaria a atenção dos médicos.
Para identificar os casos atuais de microcefalia em todo o país, relacionados ao vírus da zika, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais usam a medida de 32 cm, que é o padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Emanuel, no entanto, nasceu com 34 cm.
No entanto, outros fatores podem guiar a observação, como a proporcionalidade da cabeça em relação o corpo da criança. Eduardo era um bebê grande, com quatro quilos e 51 cm, ao nascer. Por isso, sua cabeça parecia menor do que deveria ser.
"Existe sempre a possibilidade de erro na medida, que tenha mostrado um tamanho maior. Mas ele nasceu com peso e o comprimento acima da média e perímetro cefálico levemente abaixo da média. Dá para perceber bem a diferença", disse a neuropediatra à BBC Brasil.
A microcefalia, que pode ser causada por problemas genéticos ou infecções que atingem os bebês ainda na gravidez, é uma má-formação que dificulta o desenvolvimento do cérebro.
Por causa disso, a criança pode ter desde problemas cognitivos, passando por deficiências visuais, motoras e auditivas, até sofrer de síndromes mais sérias.
A investigação médica apontou um problema genético como causa da má-formação em Emanuel, que veio acompanhada de paralisia cerebral e da Síndrome de West, um tipo de epilepsia que faz com que ele sofra cerca de 20 convulsões todos os dias.

Caso grave

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que é difícil fazer prognósticos completamente precisos para crianças com microcefalia. Os casos - e suas consequências - variam muito. Exames de imagem como as tomografias revelam a extensão dos danos que o cérebro do bebê sofreu.
Casos em que a microcefalia tem origem genética, explica Durce Gomes, podem ser mais leves do que aqueles causados por infecções que atingem os bebês ainda na barriga da mãe - como a rubéola, a sífilis, a toxoplasmose e a zika.
Mas a má-formação em Emanuel significou um prejuízo muito grande em todas as áreas do cérebro. Ele não anda, não fala, quase não enxerga e tem dificuldade para engolir. Por isso, precisa que os líquidos que vai consumir sejam misturados com um pó que os torna mais espessos.
"Há alguns tipos de microcefalia genética em que o cérebro não se desenvolve tão bem, mas possui todas as suas camadas. Elas só não estão no tamanho normal. Por isso, as crianças podem se desenvolver mais. No caso dele, o problema já começou na formação das estruturas cerebrais", diz a neuropediatra, que também atende os novos casos de microcefalia em Recife.
"Há muitas novas crianças que têm alterações bem maiores no cérebro e são como ele."
Para a família de Cleciana, que na época vivia em Passira (a 120 km de Recife), a notícia significou uma mudança completa na rotina e o aumento das dificuldades financeiras.
"Quando descobriram a microcefalia e eu saí do hospital, chorei muito. Eu queria meu filho bom. Mas com o passar do tempo, Deus foi dando forças pra a gente se conformar com a situação. Estamos aqui há 5 anos na luta. Não é fácil, são muitas dificuldades", diz a agricultora.

Terapias

Ao confirmar a microcefalia, os médicos recomendam que os bebês comecem a ser estimulados o mais cedo possível, com sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e outras terapias.
Elas ajudam a descobrir quais são as limitações da criança, já que muitas só se revelam com o passar do tempo, na medida em que o cérebro encontra obstáculos ao seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, tentam auxiliar o amadurecimento do cérebro do bebê.
"A cada terapia que era feita, elas descobriam outro problema que ele tinha. A terapeuta ocupacional mostrava brinquedos coloridos e ele não seguia com os olhos, então fizemos o exame e percebemos que ele não enxergava", diz Cleciana.
Para ficar mais próxima dos centros de reabilitação que Emanuel tinha que frequentar, a família vendeu a maior parte dos bens e mudou-se para Recife, mas a rotina exaustiva de tratamentos e os custos com remédios se multiplicaram.
"Chegou um momento em que a gente não tinha dinheiro para nada. Não ficamos piores porque meu sogro nos ajudou financeiramente", diz Cleciana.
"Emanuel ficou doente e a nutricionista falou sobre usar o espessante para que ele pudesse engolir alimentos sem precisar de sonda. Cada lata custava R$ 57 e ele usava 6 latas por mês. Só depois descobri que teria direito a receber espessante pelo Estado, mas ainda tenho que comprar os medicamentos caros."

'Potencial pequeno'

Três anos depois, Cleciana e o marido decidiram voltar para Passira, onde teriam apoio dos pais para cuidar de Emanuel e da filha mais velha do casal. Mas os poucos sinais de melhora do filho, mesmo com a ajuda das terapias, também foi determinante.
"Cerca de um ano depois de começar uma terapia, as médicas davam alta, porque ele não evoluía ou a evolução era muito lenta. E elas precisavam abrir vagas para outras crianças", diz a mãe.
"Ele chegou a fazer ecoterapia, em que andava a cavalo. Ele adorava, mas a médica achou melhor suspender, porque ele poderia cair ao ter uma convulsão."
Segundo Durce Gomes, as crianças microcéfalas podem receber alta dos centros de reabilitação quando atingem objetivos específicos, de acordo com o potencial que elas têm, ou seja, com o quanto a má-formação permite que eles se desenvolvam.
"O potencial dele é pequeno e os centros de reabilitação trabalham com objetivos, que podem ser muito diferentes: andar com o andador, andar sem ajuda ou sustentar a própria cabeça, por exemplo."
A partir daí, as terapias podem não fazer com que a criança evolua, mas são essenciais para melhorar sua qualidade de vida, especialmente em casos graves como o de Emanuel.

Preconceito

De sessão em sessão, Cleciana teve que superar problemas de acessibilidade, falta de recursos dos serviços de saúde e preconceito, que devem atingir também as novas mães de bebês com microcefalia - Pernambuco é o Estado com mais casos suspeitos da má-formação no Brasil, com 1.185.
"A acessibilidade daqui deixa muito a desejar, principalmente em ônibus. Os elevadores estão sempre quebrados, eu passava muito tempo nas paradas esperando um ônibus adaptado que funcionasse e chegava atrasada nas consultas", diz.
"Uma vez fui pegar o ônibus, o motorista desceu para ajudar o cobrador na plataforma (que permite que deficientes físicos subam a bordo), que estava enganchada. Eles perderam um bom tempo. Quando entramos, o cobrador disse: 'Esses deficientes atrapalham a vida da gente'. Aquilo me doeu muito", relata.
Depois de se mudar de volta a Passira, Cleciana passou a depender de carros da prefeitura - que costumam ser disponibilizados para levar pacientes que necessitam de acompanhamento especializado - para ir às sessões de fisioterapia em Recife. Em sua cidade, Emanuel não tem acesso a todos os tratamentos de que precisa.
"A gente vem (para Recife) em vans muitas vezes superlotadas e temos que ficar o dia lá esperando os outros pacientes. Para ele é difícil, ele adoece", diz.
"Agora, a prefeitura diz que os carros estão quebrados e ele está há quase dois meses sem ir para fisioterapia. Percebo que os braços e pernas estão mais atrofiados."
A Secretaria de Saúde de Passira foi procurada pela reportagem para responder sobre o problema, sem sucesso.
Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, reconheceu que o aumento de casos de microcefalia exigirá a adaptação do Estado para atender melhor, em diversas áreas, as crianças e suas famílias.
"O número de obstáculos é infinito. Infelizmente, isso é um retrato de Pernambuco e do Brasil", disse.
Segundo ele, o Estado já conta com cinco centros especializados no acompanhamento das crianças e trabalha para que 19 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no interior e na capital possam oferecer fisioterapia e fonoaudiologia.
A secretaria de Transportes, diz Costa, também faz parte de um comitê do governo para lidar com a crise e discute medidas para melhorar o acesso das famílias aos centros. "Essas crianças vão ter que ter uma certa prioridade pela gravidade da sua situação", afirmou.

Pequenas vitórias

Diante dos problemas, Cleciana e sua família encontram estímulo ao observar os pequenos progressos de Emanuel no dia a dia e seu carinho com a irmã, Emanuelle, de 10 anos. "Eles são muito unidos. Ela diz que quer ser médica para cuidar dele e sabe explicar para as pessoas o que ele tem."
Através da audição, o menino reconhece a presença dos familiares e demonstra através de gestos a alegria em estar perto deles.
"Cada coisa que ele faz é uma alegria pra a gente. Para uma criança normal pode não ser assim, mas para nós cada movimento que ele consegue fazer, por mais simples que seja, é uma vitória."
"Quando a gente tem uma criança dessas, tem que ter muito amor porque os obstáculos virão dia após dia. O segredo é não desistir", afirma.

Treinador da Seleção Brasileira de bocha planeja objetivos da I Semana de Treinamento da modalidade

O treinador Darlan Ciesielski durante as primeiras atividades da bocha em 2016
Darlan Ciesielski durante a primeira fase de treinos do ano

O treinador principal da Seleção Brasileira de bocha, Darlan Ciesielski, tem planejado os objetivos da I Semana de Treinamento do ano, que se iniciou no sábado, 9, e vai até sexta-feira, 15, deste mês. Ele destaca as ações imediatas do início das atividades em 2016.
“Trata-se do último momento em que podemos avaliar novos atletas e consolidar o que vem sendo feito com os mais antigos. Buscamos traçar o perfil de cada um deles para poder realizar treinamentos cada vez mais específicos”, disse Darlan.
O técnico também propõe que a fase de preparação brasileira para a principal competição do esporte, os Jogos Paralímpicos, envolve a participação em vários eventos. “Antes dos Jogos, ainda temos o Mundial da China e o Aberto de Póvoa de Varzim, em Portugal. Mas temos um planejamento especial para o Rio-2016 e ele consiste em flexibilizar algumas preparações para evitar lesões e outras casualidades que fogem do nosso controle. Nem todos os atletas poderão chegar na melhor forma para o Mundial. Mas o plano é que todos eles cheguem em excelentes condições para os Jogos Paralímpicos”, explicou o treinador da Seleção.

Após excelente rendimento no Parapan de Toronto, no ano passado, a equipe brasileira de bocha desponta como um dos favoritos aos primeiros lugares do pódio nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro. Lidar com a pressão e suposto favoritismo é tão importante quanto vencer os adversários que aparecerão no caminho para o ouro.
Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Com grandes chances de ouro no Rio, Seleção Brasileira de goalball inicia preparação com a I Fase de Treinamento

Presente na campanha do título nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015, Leomon Moreno integra o grupo brasileiro no início das atividades do ano

Leomon Moreno foi campeão no Parapan e marca presença na lista de convocados para a primeira fase de treinos de 2016

A Seleção Brasileira masculina de goalball inicia 2016 embalada pelos resultados conquistados ao longo do ciclo paralímpico 2013-2016. Os títulos do Campeonato Mundial, em 2014, e dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em 2015, colocam a equipe como uma das grandes favoritas ao ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro.
E para chegar ao inédito título, o Brasil iniciará a preparação final para os Jogos com a I Fase de Treinamento, que será realizada de 13 a 22 de fevereiro, em Jundiaí, São Paulo. A lista dos convocados conta com dez atletas e a comissão técnica buscou mesclar experiência com juventude, prática que tem dado resultado na atual gestão.
Confira a convocação.
Atletas
Alex Melo Sousa – SESI/SP
Alexsander Almeida Maciel Celente – ACDEV/PR
Fernando Brito Narciso – AADV-PC/MG
José Roberto Ferreira de Oliveira – APACE/PB
Josemarcio da Silva Sousa – SESI/SP
Leomon Moreno da Silva – UNIACE/DF
Luciano de Souza Batista – SESI/SP
Márcio Augusto Mariano de Carvalho – ADEVIBEL/MG
Paulo Rubens Ferreira Saturnino – SANTOS/SP
Romário Diego Marques – APACE/PB

Comissão Técnica
Alessandra Amorim – Psicóloga
Alessandro Tosim – Técnico
Altermir Trapp – Analista de Desempenho
Diego Gonçalves Colletes – Auxiliar Técnico
Mirtes Stancanelli – Nutricionista
Paulo Sérgio de Miranda – Coordenador
Rafael Loschi da Silva – Fisioterapeuta
Thatiana Carolina Schulze Goni – Médica

Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Palco das partidas de basquete em cadeira de rodas e rugby nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, Arena Carioca 1 é apresentada

Foi inaugurada na última terça-feira, 12, a Arena Carioca 1, que irá receber as partidas de basquete em cadeira de rodas e rugby em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, em setembro, além das disputas de basquete nas Olimpíadas. A Arena será aberta ao público nesta sexta-feira, 15, às 11h.

Prefeito Eduardo Paes, com a palavra, durante o evento

Foi inaugurada na última terça-feira, 12, a Arena Carioca 1, que irá receber as partidas de basquete em cadeira de rodas e rugby em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, em setembro, além das disputas de basquete nas Olimpíadas. A Arena será aberta ao público nesta sexta-feira, 15, às 11h.
A presidente da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC), Naíse Pedrosa, e os jogadores da Seleção Brasileira masculina e feminina, Leandro de Miranda e Lia Soares, representaram a modalidade na ocasião.
O atleta Leandro fez questão de elogiar o palco das partidas. “Foi tudo muito fácil para mim aqui. A arena é incrível. Disputei os Jogos de Toronto-2015 e lá não tinha uma arena dessa qualidade”, destacou o jogador da Seleção. Naíse Pedrosa também se encantou com o que viu. “A estrutura é maravilhosa, as equipes terão uma quadra excelente. Além disso, tivemos a oportunidade de conversar com o gerente de serviços do espaço, que também é cadeirante, e dar sugestões para aprimorar ainda mais o espaço”, contou a presidente da CBBC.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também aprovou a acessibilidade do local. Em cadeira de rodas por ter quebrado o pé direito, ele entrou em quadra com Leandro e Lia Martins. O time adversário era quase um Dream Team, formado por Hortência, Janeth e Marcel, que defendeu o Brasil em quatro edições de Jogos Olímpicos, entre Moscou 1980 e Barcelona 1992. Mesmo assim, equipe em cadeira de rodas se saiu melhor, pontuando mais em quadra. “Começamos ganhando. Não só por ganhar esse racha, mas também pela oportunidade de fazer esse treino”, brincou a presidente da CBBC, referindo-se ao evento-teste da modalidade, que ocorre no domingo, 17.
Estrutura
Com um projeto totalmente acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a arena está pronta para receber com conforto o público e atletas. Rampas de acesso, seis elevadores, oito escadas com piso antiderrapante e 49 banheiros adaptados garantem autonomia e experiência confortável para os espectadores. Também há botões de segurança para a solicitação de ajuda.

Com 33 metros de altura, a instalação tem capacidade para 16 mil espectadores, sendo menor que a arena do basquetebol de Londres-2012 (20 mil espectadores) e maior que a de Pequim-2008 (11 mil). A proximidade da quadra pode ajudar a torcida a botar pressão: as cadeiras da primeira fila nas laterais ficam a apenas três metros dos jogadores. E não são só os torcedores dos melhores lugares que poderão conferir os lances em seus detalhes. Todos os assentos oferecem ótima visão, mesmo as mais altas. “Tudo o que não queremos ver nos Jogos são elefantes brancos. Tudo foi planejado pensando no amanhã”, disse o prefeito Eduardo Paes.
O evento contou com a participação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman; dos ex-atletas de basquete olímpico Hortência, Janeth e Marcel, além da secretária municipal de acessibilidade do RJ, Georgette Vidor.
Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).