sábado, 23 de janeiro de 2016

Eu sou deficiente e não tenho insegurança no namoro.



Escrevo este texto na carona do texto do Pedro (Eu sou deficiente e tenho insegurança no namoro).

   

Aos que não me conhecem, farei uma breve apresentação, sou o Leonardo de Camargo Martins, natural de Belo Horizonte, tenho 27 anos e tive paralisia cerebral pós-parto, desde então, meus pais sempre me incentivaram a viver como uma pessoa normal, claro que com minhas limitações.

Luto para ser incluído na sociedade e contra o preconceito que, infelizmente, a sociedade carrega para com os deficientes.

A questão amorosa sempre foi marcante na minha vida, primeiras paixões como qualquer pessoa, desejos, decepções, esperanças, enfim, tudo que uma pessoa tem de experiências a esse respeito eu tenho também. Enquanto pessoa com deficiência, esta luta para ter um encontro amoroso é mais complicado, por causa de estigmas e preconceitos que a sociedade impõe para os deficientes, principalmente a pessoa que teve paralisia cerebral.

Tive paixões arrebatadoras, amores não correspondidos, mas nunca perdi a esperança de viver tudo que um homem tem que viver ao lado de uma mulher. Até que em 2015, através de um aplicativo de paqueras, conheci uma mulher que enfim pude realizar o primeiro encontro amoroso e hoje tenho uma namorada que eu amo muito.

Já são quatro meses de namoro, no início tive uma insegurança como a do Pedro, medos, mas a minha namorada e eu conseguimos passar segurança um para o outro. Como conseguimos isso?

Através de muita conversa e uma relação sincera e franca, ao longo do tempo, a confiança foi crescendo, temos isso um com o outro e fomos aos poucos nos adaptando, nossas particularidades, entendendo o jeito de cada um. Isto é uma coisa fundamental em qualquer relacionamento, principalmente, os que envolvem pessoas com deficiência, devido as suas limitações etc.

Para um casal que tem um membro na familia com deficiência, a compreensão e o entendimento da dificuldade do outro é fundamental, para isto, o casal tem que ser aberto e franco, o que no meu caso acontece, pois eu e a minha namorada criamos uma relação muito bacana de confiança e amizade, sempre respeitando o jeito e a vontade de cada um.

Com paciência e calma, acredito que o casal pode criar um relacionamento duradouro e sólido sem espaços para a insegurança.

E você é inseguro (a)?

Leonardo Martins é jornalista formado em 2009 e mantém o blog (D)Eficiência (www.defficienciaoblog.blogspot.com.

CONHEÇA O PORTAL CEGOS BRASIL

É com grande alegria que divido uma novidade para as pessoas com deficiência visual é o Portal Cegos Brasil.

   

Uma nova plataforma de conteúdo e suporte de qualidade para pessoas com deficiência visual, visando trazer conteúdos dos mais diferentes tipos: Filmes em áudio, séries e seriados, animes, novelas rádio novelas, downloads e muito mais! Com materiais de qualidade e de graça para todos.

O diferencial do Portal Cegos Brasil é que  além de oferecer uma enorme variedade de conteúdos, também oferecer suporte on line para diversos assuntos relacionados a informática como: instalação de programas, formatação de documentos, manutenção de computadores, etc.

Para acessar basta clicar aqui

Fontes: Espaço Eficiente  - www.fernandazago.com.br

Jovem mulher de 21 anos morre três semanas depois de começar a tomar anticoncepcional

Uma jovem mulher morreu apenas três semanas após ser prescrito a ela uma nova pílula anticoncepcional

                                      Jovem mulher morre depois de começar a tomar anticoncepcional

Fallan Kurek, de 21 anos, foi levada às pressas para o hospital depois de desmaiar em sua casa, em Tamworth, Staffordshire (Inglaterra).

Os médicos encontraram um coágulo de sangue em seus pulmões e ela morreu pouco depois.

Kurek estava tomando a pílula anticoncepcional Rigevidon há exatos 25 dias para regularizar seus períodos menstruais.

Kurek já tomava anticoncepcionais, mas havia mudado de marca apenas três semanas antes de morrer.

Ela estava com dores no peito
quando procurou ajuda médica, mas nenhum exame mais profundo para investigar as causas foi feito.



Foto: BPM MediaFontes: Gadoo - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br - Foto: BPM Media

Motorista estaciona em vaga para cadeirantes e ainda bloqueia rampa

Flagrante foi feito nesta quinta-feira (21) na avenida LO-1.  Infração é grave com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na CNH.

    carro_estacionado_irregular
     Carro ocupa vagas de idoso e de deficiente em Palmas (Foto: Divulgação/Wedilayne Fernandes)

Uma camionete foi flagrada na manhã desta quinta-feira (21), estacionada de forma irregular e ocupando duas vagas, sendo uma delas reservada para deficientes. O veículo também estava obstruindo uma rampa de acesso para cadeirantes. O registro foi feito por Wedilayne Fernandes em um estacionamento da avenida LO-1, em Palmas.
O motorista da camionete não foi identificado.
De acordo com Wedilayne, o veículo não tinha a identificação que permite estacionar na vaga para deficiente.

“Já fiz várias fotos deste tipo, mas essa me chamou atenção pela forma como ele parou. Ocupou dois lugares!”, conta.
Ela não soube informar por quanto tempo o automóvel permaneceu no local.

Novas regras
A multa para este tipo de infração subiu neste ano. Agora, quem desrespeitar a lei e estacionar indevidamente em vagas destinadas aos idosos será multado em R$ 127,69 e levará cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A multa anterior era de R$ 53,20. A infração passou de leve para grave.

Estudante com doença crônica para em vaga preferencial e acha bilhete: “Ser gorda e feia não é deficiência”

Sarah Metcalfe, que sofre de fibromialgia, resolveu publicar o bilhete e uma resposta no seu perfil no Facebook; mensagem já foi compartilhada mais de 3 mil vezes

A estudante de doutorado Sarah Metcalfe, que sofre de fibromialgia, e o bilhete deixado no carro: "Ser gorda e feia não é deficiência. Estacione em outro lugar" (Foto: Reprodução / Facebook)
A ESTUDANTE DE DOUTORADO SARAH METCALFE, QUE SOFRE DE FIBROMIALGIA, E O BILHETE DEIXADO NO CARRO: "SER GORDA E FEIA NÃO É DEFICIÊNCIA. ESTACIONE EM OUTRO LUGAR" (FOTO: REPRODUÇÃO / FACEBOOK)

Uma estudante do doutorado na Universidade de York, na Inglaterra, tomou um susto ao retornar ao carro que havia estacionado numa vaga preferencial. Preso ao para-brisa, Sarah Metcalfe encontrou um bilhete que dizia: “Ser gorda e feia não é deficiência. Estacione em outro lugar.”

Sarah, que tem 35 anos e sofre de fibromialgia, doença crônica que provoca dores difusas pelo corpo, fadiga e rigidez muscular, resolveu, então, publicar o bilhete no seu perfil no Facebook, junto a uma carta aberta à pessoa que deixou o bilhete.

“Querido cliente da loja Tesco de York que estava no estacionamento aproximadamente às 18h do dia 30 de abril de 2015 e decidiu deixar esse bilhete super ofensivo em meu carro”, escreveu a estudante, que estava com o filho de 13 anos quando encontrou a nota no estacionamento da loja, segundo o diário inglês Metro.

No texto, Sarah explica que, apesar de não parecer doente –“na verdade eu prefiro sorrir a chorar”- ela sofre de uma doença crônica que provoca dor e fadiga por todo corpo e cita uma lista de sintomas, que incluem maior sensibilidade à dor, dificuldade de dormir até ansiedade e depressão.

Em seguida, a doutoranda diz que apesar de trabalhar muito, nunca tirar licenças por conta da doença e enm ter usado os benefícios de aposentadoria para pessoas com deficiência, ela tinha tido “um dia especialmente ruim e com muitas dores”.

“Por favor não seja tão rápido em julgar as aparências. Temo que um dia você possa dizer o mesmo para outra pessoa que pode estar realmente mal e isso ser a gota d’água. Por sorte, sou bem resolvida e sei que as aparências podem ser enganosas para pessoas que não sabem essas coisas. Mas só queria dizer que, se você estiver lendo isso, é melhor ser gentil do que odiar –sinceramente, você nunca sabe que tipo de dia a outra pessoa teve e quais serão as consequências dos seus atos. Obrigado”, escreveu a inglesa.

Publicada no mesmo dia em que encontrou o bilhete, a “carta aberta” de Sarah recebeu centenas de comentários e foi compartilhada mais de 3 mil vezes na rede social. A estudante espera que o post tenha chegado ao destinatário e que a repercussão ajude outras pessoas a entenderem que nem todas as deficiências são visíveis.

“Eu já sofri com distúrbios alimentares e baixa autoestima no passado e esse bilhete poderia realmente ter me levado ao limite, por isso me senti tão mal e decidi espalhar um pouco de consciência sobre isso”, disse ela ao Metro.

“Fui estuprada por 110 homens em 22 horas”, conta britânica vendida aos 14 como escrava sexual

A jovem conheceu um albanês durante uma viagem de férias feita na companhia da mãe pela Grécia. A paixão repentina se transformou em uma trágica história de trabalho sexual forçado, que durou seis anos

    Aos 14 anos, ela foi traficada e se tornou escrava sexual. Agora, grávida, tenta se recuperar de todos os traumas vividos (Foto: Thinkstock - imagem ilustrativa)
AOS 14 ANOS, ELA FOI TRAFICADA E SE TORNOU ESCRAVA SEXUAL. AGORA, GRÁVIDA, TENTA SE RECUPERAR DE TODOS OS TRAUMAS VIVIDOS (FOTO: THINKSTOCK - IMAGEM ILUSTRATIVA)

Uma simples viagem de férias com a mãe pela Grécia ficou marcada na vida da britânica Megan Stephens*, 25 anos, como o início de uma longa e dramática história de tráfico sexual. Aos 14 anos, ela foi vendida como escrava e forçada a trabalhar como prostituta por seis anos. O responsável? Um homem por quem havia se apaixonado. Em seu livro de memórias “Bought and Sold” (comprada e vendida), ela dá detalhes do ocorrido e alerta meninas e mulheres sobre um problema que atinge milhões de pessoas no mundo todo.

Filha de pais separados e alcoólatras, Megan estava “desesperada para ser amada”. Na primeira noite de passeio pelo litoral grego, em um bar local, ela chamou a atenção de Jak, um bonito rapaz albanês de 22 anos, que foi imediatamente correspondido pela garota. Em poucas semanas, Megan já havia convencido a própria mãe a não voltar para a Inglaterra para que pudesse viver ao lado do novo namorado.

No início, Jak era atencioso e gentil, apesar da barreira do idioma, que possibilitava a troca de poucas palavras entre eles. Mas, segundo Megan, o caso começou por pura ingenuidade.  “Ele me tratou muito bem”, contou. “Acreditei. Eu o amava e ele me amou de volta imediatamente. Jak era realmente encantador.”

Porém, à medida que o tempo passou, o “charme” se transformou em controle. O humor do rapaz mudava sem aviso prévio. Jak começou a falar sobre como sua mãe estava doente por conta de um câncer e da necessidade de mais dinheiro para o tratamento. Ele revelou o desejo de ter filhos com Megan e de ambos viverem em uma bela e grande casa no futuro. Mas para isso teriam que se mudar para Atenas, onde seus primos poderiam oferecer a ela um trabalho em um café. Megan concordou, mesmo que isso significasse deixar a mãe para trás.

Livro "Bought and Sold", de Megan Stephens (Foto: Divulgação)

Assim que chegou à nova cidade, Megan encontrou-se à mercê de uma rede de cafetões e traficantes. No início, ela não fazia muita ideia do que estava acontecendo. Foi convencida a trabalhar como dançarina fazendo topless em um bar, com a promessa de que aquilo só duraria até que a cirurgia de sua sogra fosse paga. Apesar de odiar aquela situação, ela admite ter se sentido como “uma heroína” que poderia salvar a vida da mãe do namorado.

Duas semanas depois, Jak a levou até uma lanchonete, onde a apresentou a um homem chamado Leon. “Este é seu novo chefe”, disse. Os rapazes conversaram em grego por um tempo e trocaram algumas cédulas de dinheiro. Megan havia sidovendida ao traficante. “Então, você sabe o que está indo fazer, não é? E está feliz com isso?”, questionou Leon. Ela imediatamente olhou para Jak que a confortou: “Eu te amo. Está tudo bem.”

Jak, em seguida, levou a garota até um edifício comercial e a pediu para se dirigir ao último andar. “Lembro-me de subir as escadas tremendo e tropeçando, senti algo muito estranho.” Um homem abriu a porta, a levou até um pequeno quarto sem janela, onde tinha uma cama de solteiro. Ao pé, havia uma câmera de vídeo montada sobre um tripé. “Foi isso. Ele me estuprou e filmou tudo”, contou. “Eu estava tão assustada e convencida de que ele ia me matar, que só fiquei fazendo pequenos gemidos, choramingando como um animal derrotado e submisso”, disse em relato ao Daily Mail. Com o sangue ainda no lençol, o homem lhe deu um maço de notas que somavam 50 euros. Foi a primeira vez que ela havia tido relações sexuais.

Daí em diante, Megan passou a fazer sexo com estranhos por dinheiro – “atendia até oito clientes por dia”. Ela estava apaixonada por Jak, “faria tudo por ele”. Enquanto isso, ele se dizia arrependido de obrigá-la a se prostituir, mas prometia que não seria por muito tempo. Em breve, eles teriam dinheiro para construir a família que desejavam.

Inesperadamente, o rapaz passou a adotar atitudes violentas. Um dia, durante um jantar, virou uma jarra de água sobre a cabeça de Megan e cuspiu na cara dela. A jovem começou a se sentir doente e descobriu estar grávida de dez semanas. Assim que deu a notícia ao rapaz, ele chutou sua barriga, fazendo com que abortasse aos 14 anos de idade. A violência física seguiu constante. Megan raramente passava um dia sem levar um tapa ou ser arrastada pelos cabelos. E se ela dissesse que iria fugir, ele ameaçava matar sua mãe.
Depois de seis meses em Atenas e um breve período na Itália, onde trabalhou nas ruas como prostituta, Jak a deixou com um outro homem albanês, Elek*. Ele a colocou para trabalhar em bordeis, onde homens pagavam 20 euros para ter cinco minutos de sexo. No final da primeira noite, Megan tinha mantidorelações sexuais com 50 clientes. “Em uma ocasião, fui estuprada por 110 homens em 22 horas”, escreveu em seu livro. “O dono do bordel fechou o estabelecimento cedo diante do meu estado. Eu estava violentamente doente. Cheguei a achar a atitude dele bem digna. Isso só mostra o quão distorcido estava o meu senso de normalidade.”

Elek vendeu Megan a outro cafetão, desta vez chamado Cristoph*. E ela continuou trabalhando como prostituta e acompanhante. Em contatos esporádicos que fazia por telefone com a mãe, era obrigada a dizer que estava tudo bem. Mas, na verdade, convivia com violência física diária, além de uma série de doenças sexualmente transmissíveis. Megan contraiu sífilis e salmonela seis vezes, após ter sido forçada a transar sem camisinha para ganhar um dinheiro extra.

A jovem só conseguiu escapar dos traficantes aos 20 anos, após uma tentativa de suicídio. Passou três meses no hospital, onde conseguiu confiar toda sua história aos funcionários. A equipe logo entrou em contato com sua mãe, que já não fazia ideia do paradeiro da filha.

“Os traficantes são muito espertos. Quero que as pessoas entendam que fugir não é tão fácil quanto parece. Eu deveria ter levantado e partido, mas não fiz isso por conta docontrole mental que eles exerciam sobre mim. Isso era muito poderoso. Era como se eles tivessem tirado a minha identidade e me transformado em uma espécie de propriedade, um robô que seria controlado”, relata.

Megan confessa ter sido pega pela polícia algumas vezes, mas estava muito assustada para dizer a verdade. “Naquele momento, eu sentia medo de morrer”, revela. De volta ao Reino Unido, passou a lutar diariamente pela sua vida, em meio a quadros de síndrome do pânico e alcoolismo.

"Dentro de mim, ainda me sinto como uma criança de dez anos", diz ela. "Luto contra o sexo. Não sei o que é 'fazer amor'. Em alguns relacionamentos que tive depois, precisava estar bêbada para deixá-los me ver nua. Esforçava-me para dizer não ao sexo, porque achava que era só o que os homens queriam. Na verdade, eu odeio sexo. Não dou nenhum valor ao ato. Acho horrível de fazer.”

Hoje, Megan tenta reconstruir sua vida pouco a pouco e tem a ambição de criar uma instituição de apoio a outras vítimas de tráfico sexual. Segundo as Nações Unidas, cerca de 2,4 milhões de pessoas ao redor do mundo são vítimas de tráfico humano. Desse total, 80% se torna escravo sexual. Uma mulher pode ganhar de um traficante entre 500 e 1.000 libras por semana, assim como pode ser forçada a ter sexo com múltiplos parceiros em um único dia.

Depois que voltou ao seu país de origem, Megan confessa ter entrado em contato com o ex-cafetão. “Porque eu realmente me apaixonei por ele. Mas olho para trás e me sinto horrível. Fui treinada para isso.” Agora, grávida do primeiro filho, ela se diz feliz e realizada ao lado de seu parceiro. “É a primeira vez que realmente me entrego a alguém. Tem sido incrível e me ajudado muito. Estar grávida tem sido muito importante. Tem me feito sentir normal e capaz, porque terei uma responsabilidade.”

Mas ainda assim, precisa lidar com vários fantasmas do passado. “Jak tem tentado entrar em contato comigo e com minha família através das redes sociais, procurando descobrir onde estou. Ele ainda me assusta”, conta.

Se Megan culpa alguém pelo que passou? "Não quero dizer: 'culpo a minha mãe'. Acredito que minha educação poderia ter sido melhor e que eu deveria ter sido mais protegida enquanto criança, mas entendo o motivo de não ter sido", finaliza.

*Os nomes usados na reportagem são fictícios



Por meio do ranking mundial, mais três mesatenistas se classificam para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016

   Welder Knaf (à direita) foi medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015 e utilizou o restante da temporada para garantir-se no Rio-2016
Prata no Parapan de Toronto-2015, Welder Knaf (à direita) se junta ao campeão, na ocasião, David Freitas (à esquerda), para a disputa dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016

A Seleção Brasileira de tênis de mesa marcará presença em peso nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro. Com o fim da boa temporada 2015 do Circuito Mundial e outros torneios internacionais, mais três atletas se garantiram na maior competição do paradespoto – Bruna Alexandre, Welder Knaf e Israel Stroh.
Agora, os três mesatenistas se juntam aos dez campeões parapan-americanos que estiveram na histórica campanha brasileira em Toronto-2015. Com isso, somam-se 13 brasileiros garantidos nos Jogos do Rio-2016.
Welder Knaf, atual 9º colocado no ranking mundial da Classe 3, ficou com o vice-campeonato no Canadá, quando David Freitas assegurou a vaga. Na sequência, o paranaense foi soberano nos torneios que participou. No Aberto da República Tcheca, prata no individual e ouro por equipes; no Aberto de Marrocos, campeão individual e por equipes; na Copa Chile, novamente campeão individual e por equipes.
Pela Classe 7, Israel Stroh também buscou a vaga através de bons resultados após o Parapan, subindo da 14ª para a 12ª colocação no ranking. Sendo prata no individual e bronze por equipes na Copa Chile, o paulista também foi campeão individual e bronze por equipes na Copa Tango.
Bruna Alexandre, terceira colocada no ranking mundial da Classe 10, não ficou de fora. Dona de duas medalhas de bronze no Mundial de 2014, no ano seguinte conseguiu levar o terceiro lugar na disputa individual do Aberto da China, disputado em novembro. Dessa forma, foi indicada pela Federação Internacional (ITTF) como uma das três melhores atletas de 2015.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Dispositivos vetados da LBI podem ser resgatados por novos projetos de lei

O veto presidencial sobre a cota para contratação de pessoas com deficiência em empresas motivou a apresentação de um novo projeto no Senado

imagem_materia (1)

Sete vetos foram impostos à Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida com Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) pela presidente Dilma Rousseff. Na avaliação do consultor legislativo da área de Cidadania e Direitos Humanos do Senado, Felipe Basile, o ambiente político atual não estaria muito propício a sua derrubada pelo Congresso Nacional. No entanto, o que ficou fora da LBI poderá estimular não só novas discussões no Parlamento, mas também a apresentação de novos projetos de lei.
O Poder Executivo concordou em manter, na LBI, a reserva de 3% das unidades de programas habitacionais públicos ou financiados com recursos públicos para pessoas com deficiência. Mas derrubou o dispositivo que determinava a adoção do desenho universal de acessibilidade nesses projetos habitacionais. O argumento de veto se baseia na possibilidade de aumento de custos do Programa Minha Casa, Minha Vida.
Para Basile, no entanto, seria importante adotar o desenho universal para que as pessoas com deficiência tivessem acesso a qualquer local, e não somente à própria casa.
O custo de observar os parâmetros de desenho universal seria irrisório para novas unidades, ao contrário do custo de reformar as já existentes — observou o consultor.
Ao longo de 2015, diversas propostas ligadas à causa da deficiência foram apresentadas no Senado e algumas se aproximam de lacunas abertas pelos vetos à LBI. Esse é o caso do PLS 11/2015, do senador José Medeiros (PPS-MT), que permite a liberação do uso do FGTS pelo trabalhador que necessite executar projeto de acessibilidade em imóvel próprio. É uma saída que se abre, por exemplo, para a falta do desenho universal nos programas de habitação popular.
Cotas e IPI
Outro veto presidencial foi sobre a cota para contratação de pessoas com deficiência em empresas com 50 a 99 empregados. A negativa se fundou na hipótese de aumento dos custos de contratação de mão de obra. Basile entende que o veto, entretanto, perpetua a discriminação.
Como muitos municípios não têm empresas de grande porte, a inaplicabilidade das cotas de contratação às empresas com 50 a 99 empregados faz com que, para as pessoas com deficiência, não haja, efetivamente, acesso ao mercado de trabalho em grande parte do território nacional — considerou o consultor.
Mas, se depender do Senado, essa batalha ainda não foi perdida. Tramita, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o PLS 285/2015, do senador Blairo Maggi (PR-MT), que estende a aplicação das cotas de contratação de pessoas com deficiência para empresas com 15 ou mais empregados.
Processos seletivos
Uma outra política de cota prevista na LBI foi vetada por Dilma. Tratava-se da reserva de 10% das vagas dos processos seletivos de instituições federais e privadas de educação profissional e tecnológica, de educação, ciência e tecnologia e de educação superior para pessoas com deficiência. O argumento para o veto foi a falta de parâmetros para a aplicação dessa cota, que, na opinião de Basile, poderiam ser definidos pelas próprias instituições de ensino.
Atento a essa lacuna, coube ao presidente da Comissão de Educação (CE), senador Romário (PSB-RJ), apresentar o PLS 704/2015 para regular a reserva de vagas para pessoas com deficiência em cursos federais técnicos ou de nível superior. A proposta aguarda votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Mais um veto de destaque foi o que se dirigiu ao dispositivo que estendia a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos por pessoas surdas e com deficiência intelectual e previa o uso do benefício tributário em valores menores que dois anos em caso de roubo ou acidente com perda total do veículo. A justificativa usada pelo Executivo foi a criação de uma renúncia de receita sem estimativas de impacto e compensações financeiras, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Basile considerou esse veto “questionável” por algumas razões. Entre elas, eliminar a possibilidade de se corrigir a injustiça de privar as pessoas surdas desse benefício tributário. A rejeição ao recurso à isenção fiscal em prazos menores que dois anos a quem teve o veículo roubado, furtado ou com perda total também inviabiliza, na sua percepção, um direito já previsto e garantido em lei.
Embora não resgate as medidas derrubadas pelo veto, o PLS 20/2015, do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), pretende alterar a regra de isenção do IPI para compra de carros por pessoas com deficiência para eliminar a exigência de fabricação nacional do produto. A proposta será votada em decisão final pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Fontes: Agência Senado - pessoascomdeficiencia.com.br

Brasil leva mais duas medalhas no segundo dia de disputa na Copa do Mundo de Halterofilismo Paralímpico

O Brasil conquistou mais duas medalhas nesta sexta-feira, 22, na Copa do Mundo de Halterofilismo Paralímpico, no Rio de Janeiro. Evânio Rodrigues (até 80kg) e Rodrigo Marques (até 88kg) levaram uma prata e um bronze, respectivamente, em um dia apenas com provas masculinas. O evento é qualificatório paras os Jogos Paralímpicos do Rio e também serve como teste para instalações, arena e operações para a competição mais importante do paradesporto.

 
    Evânio conquistou a medalha com 193kg na barra. Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX


Para chegar aos Jogos do Rio, os homens precisam estar entre os oito melhores de sua categoria até 29 de fevereiro, data-limite para a definição dos classificados. Entre as mulheres, é necessário estar entre as seis mais fortes para ficar com a vaga. Até o fim do próximo mês, ainda há duas etapas da Copa do Mundo da modalidade: uma em Dubai e outra na Malásia.
Evânio Rodrigues ficou com a prata ao erguer 193kg na barra logo na primeira tentativa. O atleta ainda tentou subir a marca para 197kg, mas queimou os dois movimentos com a carga. “Minha estratégia foi fazer 193kg para entrar no jogo e depois era subir mais quatro quilos e subir no ranking. Hoje estou em nono e minha chance será em Dubai ou na Malásia. Estou confiante e ainda vou treinar mais, ficar bem focado para chegar aos Jogos”, resumiu Evânio. O campeão da divisão foi o colombiano Jainer Rafael Cantillo, com 195kg (novo recorde das Américas). Fechou o pódio o americano Ahmed Shakif, com 178kg.
A outra medalha do dia, o bronze de Rodrigo Marques, veio com a marca de 186kg. O mineiro chegou a queimar a primeira pedida, 182kg, mas se ajustou na segunda e na terceira chance para confirmar a carga que garantiu mais um pódio para o Brasil na Copa. “Fiquei satisfeito com a medalha, mas não foi o peso que estava imaginando. Queria algo entre 190 e 195, mas ainda assim foi gratificante. Agora na próxima etapa preciso chegar a 205kg e isso me deixaria classificado para o Rio-2016”, contou o atleta. À frente de Rodrigo ficaram Oniger Jesus Vega, de Cuba, com 197kg, e Francisco Palacios, da Colômbia, com 187kg.
As outras duas divisões que tiveram disputas nesta sexta-feira foram a até 65kg e até 72kg. Na mais leve delas, o campeão foi o argentino José David Coronel, com 130kg, seguido por Takashi Jo, do Japão, e José Manuel Coronado, da República Dominicana, com 126kg e 115kg, respectivamente. Na categoria até 72kg, o pódio foi formado por Herbert Lopez, de El Salvador, com 145kg; e pelos chilenos Sebastian Castro, com 130kg, e Amaro Fica, com 115kg.
Copa do Mundo de Halterofilismo
A etapa do Rio da Copa do Mundo servirá como teste para operações e instalações da Arena Carioca 1, no Parque Olímpico. O evento será aberto para a imprensa credenciada de 21 a 23 de janeiro e o atendimento aos jornalistas será sempre a partir das 10h.


A imprensa terá a entrada no Parque pelo portão 7. Os veículos não poderão ficar estacionados dentro do Parque Olímpico, e serão autorizados a entrar apenas para o desembarque no portão 8 da Arena.

TRT-São Paulo abre concurso com 133 vagas para juiz substituto

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, abriu concurso público para 133 vagas de juiz do trabalho substituto. O salário é de R$ 27.500,17.

                              concurso-publico

Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para pessoas com deficiência.
Para participar da seleção, é necessário ser bacharel em direito, com diploma registrado pelo Ministério da Educação, e ter, na inscrição definitiva, três anos de atividade jurídica após a obtenção do grau de bacharel. As inscrições devem ser feitas pelo site www.trtsp.jus.br até o dia 16 de fevereiro. A taxa é de R$ 200.
A guia de recolhimento da União (GRU) deve ser emitida no site do Tesouro Nacional.
O concurso terá as seguintes etapas: prova objetiva seletiva, duas provas escritas, sindicância da vida pregressa e investigação social, exame de sanidade física e mental e aptidão psicológica, prova oral e avalição de títulos.A prova objetiva está prevista para o dia 10 de abril.Os aprovados deverão participar de curso de formação inicial, que será realizado em Brasília.O concurso terá validade de 2 anos e poderá ser prorrogado, uma vez, por igual período.

Comissão aprova padronização de calçadas para circulação de deficientes

Texto do Senado, que explicita normas a serem respeitadas na construção e reparo das calçadas, ainda tem de ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Por Agência Câmara

Marcelo Camargo/ Agência Brasil 
Deficiente em reunião da Comissão do Senado que aprovou projeto anteriormente, em fevereiro
Deficiente em reunião da Comissão do Senado que aprovou projeto anteriormente, em fevereiro

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 8331/15, do Senado, que padroniza as calçadas para facilitar a circulação em vias públicas de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Para cumprir esse objetivo, a proposta acrescenta à Lei da Acessibilidade (10.098/00) o conceito de “passeio público”, definido como a parte da via pública destinada à circulação de qualquer pessoa e à instalação de placas e equipamentos de infraestrutura.

O texto explicita também normas que devem ser respeitadas na construção ou no reparo desses locais.

Conforme o projeto, os materiais utilizados deverão ter superfície regular, firme e antiderrapante. As obras ainda devem prever a existência de faixas de piso tátil e observar requisitos de permeabilidade para drenagem urbana.

Manu Dias/GOVBA
Deficientes na primeira rampa acessível no centro histórico de Salvador, em 2013: atraso geral
Deficientes na primeira rampa acessível no centro histórico de Salvador, em 2013: atraso geral

Além disso, a parte das calçadas destinada à circulação de pessoas possuirá largura mínima de 1,20 metros. Já a porção usada para instalação de placas e equipamentos terá largura mínima de 70 centímetros e trará rebaixamentos para acesso de veículos.

Nos trechos do passeio público formados pela junção de duas vias, serão asseguradas condições para passagem de pessoas com deficiência, bem como boa visibilidade e livre passagem para as faixas de travessia de pedestres.

A relatora na comissão, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), recomendou a aprovação do texto. “O acesso ao espaço urbano deve ser irrestrito e igualitário. No entanto, a ocorrência de barreiras físicas de acessibilidade impede a movimentação de pessoas com deficiência e outras que possuem dificuldades de locomoção", disse ela.

“Toda a população possui o direito de usufruir a cidade e, portanto, é preciso que se garanta a inclusão dessa parcela considerável dos cidadãos na vida urbana, com prerrogativa da adequada locomoção em áreas públicas. As cidades deveriam ser planejadas para as pessoas, as quais primordialmente caminham."

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda tem de ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Diretoria de Trânsito de Nova Odessa Orienta sobre mudanças em lei de Vagas Especiais.




A diretoria da APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), parabeniza o Sr.Franco Julio Felippe Diretor de Trânsito de Nova Odessa, e toda a sua equipe pela matéria publicada hoje( 23/01) no JNO, onde ele orienta os motoristas sobre as novas alterações na lei que regulamenta o uso de Vagas Especiais. Franco como é conhecido na cidade, vem desenvolvendo um grande trabalho na cidade e também dando uma atenção especial no caso das “Vagas Especiais”, tanto para Pessoas com Deficiência e os Idosos, que tem os seus direitos adquiridos por leis e devem ser respeitados. Apoiamos a sua posição, em primeiro lugar devemos orientar as pessoas sobre os nossos direitos, e depois fazer cumprir as nova regulamentação do CTB (Código de Trânsito Brasileiro)

Parabéns.

Carlos Raugust – Presidente da APNEN.

Fonte: APNEN Nova Odessa - JNO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Instituto de Psiquiatria da USP busca voluntários para 16 tratamentos

O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) está com vagas abertas para pacientes voluntários em diversos grupos e projetos. Os tratamentos são gratuitos, inclusive as medicações e os exames laboratoriais e de imagem



Confira, abaixo, as doenças tratadas, o público-alvo, os serviços oferecidos e como fazer inscrição para participar da triagem. Para realizar inscrição por e-mail é preciso informar nome completo do paciente que deseja ser voluntário no projeto, data de nascimento, nome dos pais ou responsáveis (quando o paciente for menor de idade), motivo da procura pelo atendimento e telefones de contato.

Para esclarecer dúvidas ou obter mais informações, o contato deve ser feito somente com a equipe do projeto responsável pelo tratamento da doença específica, por meio do telefone e/ou e-mail que estão na tabela informações e triagem.

Os tratamentos serão feitos no Instituto de Psiquiatria, que está localizado na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 – Cerqueira César, São Paulo (próximo ao metrô Clínicas).

JOVENS AUTISTAS DO DF SE DIVERTEM EM SESSÃO DE CINEMA ESPECIAL

Cerca de 60 famílias assistiram o filme Hotel Transilvânia 2, transmitido na tela do Parkshopping


Com relação à estrutura adaptada aos meninos, dez terapeutas voluntários se colocaram à disposição de prestar apoio

Cerca de 60 famílias de crianças autistas tiveram uma manhã especial nesta quarta-feira (20/01). Isso porque uma parceria entre o Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab) e a rede Kinoplex organizou uma sessão de cinema apropriada para os jovens, que requerem ambiente à meia luz, som mais baixo e liberdade para andar. O filme escolhido foi Hotel Transilvânia 2, transmitido na tela do Parkshopping.

A exibição começou um pouco depois do previsto inicialmente, às 10h, por conta da chuva. Com relação à estrutura adaptada aos meninos, dez terapeutas voluntários se colocaram à disposição de prestar apoio. Os profissionais ficaram responsáveis também por levar objetos que acalmariam as crianças, como brinquedos, massinha de modelar e até mesmo massagem.

Algumas crianças ficaram assustadas e precisaram dar uma volta, se distrair, para depois retornar à sala, mas a maioria se divertiu. Houve quem até se levantasse para aplaudir as cenas, apontando constantemente para a tela onde algum monstro aparecia.

Essa foi a primeira vez que o Guilherme Lima, de seis anos, assistiu a uma sessão de longa-metragem no cinema. Antes, ele havia visto curtas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), neste mês. A mãe, Tatiana Lima, é diretora do Moab e uma das idealizadoras do projeto que ocorreu nesta quarta. Ela afirma que o filhou reagiu bem ao primeiro contato com as telinhas e, por isso, espera que a experiência seja bem sucedida.

“Alguns pais evitam levar aos crianças ao cinema por causa desse desconforto que acaba atrapalhando as pessoas que estão assistindo. A nossa ideia, então, é ajudar as famílias, porque tanto o pai deixa de ir, quanto deixa de levar o filho, ambos são prejudicados”, explica Tatiana.

A administradora Rosane Mércia de Souza, 40 anos, também integra o Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), e hoje levou o Pedro Henrique, 10 anos, para o cinema. Ela conta que o filho já está acostumado com o ambiente, pois desde que ele era pequeno cultiva o hábito de assistir a algum filme fora de casa, mas considera que a iniciativa seja importante para conhecer outras famílias que tenham crianças autistas.

“A importância é a socialização, mostrar pras redes que, para os pais de uma criança com autismo, faz muita diferença que a sociedade seja inclusiva, sem diferenciação. Compartilhar experiências com outras famílias também é fundamental”, avalia.

Tatiana diz que os ingressos foram distribuídos gratuitamente, mas que, por conta da limitação de cadeiras, a fila de espera chega a 200 pessoas. Por isso, a Moab planeja organizar uma próxima sessão de cinema para as crianças autistas ainda este ano.

Maria Luzineide e Bruno Carra faturam primeiras medalhas de ouro do Brasil na Copa do Mundo de Halterofilismo paralímpico

O Brasil conquistou suas duas primeiras medalhas de ouro na Copa do Mundo de Halterofilismo paralímpico. Maria Luzineide sagrou-se campeã da disputa que unificou atletas das classes entre 41 e 61kg enquanto Bruno Carra foi o melhor da classe até 54kg masculina. A competição teve início nesta quinta-feira, 21, e ocorrerá até sábado, 23, na Arena Carioca 1, localizada no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro

24494980766_47bdddcd75_z

Luzineide, que compete na divisão até 45kg, ergueu 83kg em sua segunda tentativa. Como a disputa envolvia atletas de mais de uma classe, um coeficiente foi utilizado para mensurar as performances. A brasileira ficou com o ouro com 92,58 pontos. Em segundo lugar, veio a chilena Camila Campos (até 55kg), que levantou 86kg, o que equivale a 88,23 pontos. Fechou o pódio a sul-africana Chantell Stierman (até 59kg), que ergueu 87kg, o que rende 85,46 pontos.
“Este resultado me deixa confortável com o meu desempenho. Mas a intenção é melhorar ainda mais a minha marca na próxima etapa da Copa do Mundo. Sei que posso chegar ainda mais longe. Eu tentei erguer 87kg aqui, treinei para isso, mas infelizmente não deu. De qualquer forma, quero melhorar esta tentativa”, disse Maria Luzineide.
Já Bruno Carra teve o melhor desempenho entre os atletas com até 54kg. A conquista foi assegurada logo em sua primeira tentativa, na qual ergueu 160kg. Em seguida, tentou levantar 163kg em duas ocasiões, mas não obteve sucesso. A segunda posição foi para o cubano Cesar Rubio, que registrou 140kg, enquanto o terceiro lugar foi para o também brasileiro João Maria França, com 135kg.
“Ter um resultado assim mostra que nosso trabalho está no caminho certo, que é só continuar na preparação que a gente vem fazendo, nos próximos meses, que conseguiremos um bom resultado mais adiante também. A estrutura da competição está excelente, tanto a parte de treinamento quanto a área de aquecimento. Tudo ótimo”, disse Bruno Carra.
Outras duas classes fecharam o programa desta quinta-feira. Na divisão até 49kg, vitória do húngaro Nador Tunkel, com 151kg. Ele competiu apenas ao lado do japonês Hiroshi Miura, que foi medalhista de prata com 90kg. Por fim, entre atletas até 59kg, o melhor foi o chileno Juan Carlos Garrido, que levantou 186kg. A prata foi para o compatriota Jorge Carinao, com 142kg. O bronze ficou com o argentino Pablo Daniel Melgar, da Argentina, com 122kg.
Nesta sexta-feira, 22, serão disputadas categorias masculinas até 65kg, 72kg, 80kg e 88kg. As provas começam às 11h.
Vale ressaltar que a etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo é uma das últimas competições válidas para se obter marcas para o ranking mundial, critério classificatório para os Jogos do Rio-2016. Homens precisam estar entre oito melhores do mundo, e mulheres têm de estar entre as seis mais bem colocadas no dia 29 de fevereiro, quando encerra-se o período de qualificação.
Copa do Mundo de Halterofilismo
A etapa do Rio da Copa do Mundo servirá como teste para operações e instalações da Arena Carioca 1, no Parque Olímpico. O evento será aberto para a imprensa credenciada de 21 a 23 de janeiro e o atendimento aos jornalistas será sempre a partir das 10h.

A imprensa terá a entrada no Parque pelo portão 7. Os veículos não poderão ficar estacionados dentro do Parque Olímpico, e serão autorizados a entrar apenas para o desembarque no portão 8 da Arena.