sábado, 13 de fevereiro de 2016

Com varas ou à mão, cegos experimentam a apanha da azeitona

Pessoas com deficiência visual se adaptaram para realizar a colheita da azeitona

por: Ricardo Shimosakai 

                    Pessoas com deficiência visual se adaptaram para realizar a colheita da azeitona


Cegos e amblíopes transformaram-se em agricultores por um dia, numa quinta do Douro, onde pegaram nas varas e nos baldes, varejaram as oliveiras e apanharam a azeitona dos ramos ou das lonas, numa experiência nova para muitos

Uns trocaram as bengalas pelas varas, mais pequenas ou maiores, e bateram na oliveira para deitar a azeitona para a lona estendida no chão. Outros optaram por tirar o fruto diretamente dos ramos e ainda houve quem se tenha ajoelhado para apanhar a azeitona da lona, separando-a das folhas, para meter dentro dos baldes.

“É uma experiência espetacular, nova. Nunca tinha vindo à apanha da azeitona, nem sabia como era feita. Mesmo não vendo está a ser excelente”, afirmou à agência Lusa Jaime Oliveira, que foi de Vila Nova de Gaia para o planalto de Favaios, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real.

A Quinta da Avessada abriu as portas no sábado para um grupo de meia centena de cegos e amblíopes para a apanha da azeitona, mas já em setembro alguns deles aqui tinham estado para vindimar.

“Já fizemos cá a apanha da uva e era muito mais simples porque nós, com o tato, conseguimos sentir onde estavam as uvas e os cachos. Aqui é um pouco mais difícil. Com a vara não conseguimos saber onde estamos a bater, a perceção é um pouco diferente. Conseguimos saber que estamos a bater na árvore, mas especificamente na azeitona não sabemos”, explicou Jaime Oliveira, que há sete anos perdeu grande parte da sua visão.

Mais fácil foi, continuou, “ripar a azeitona porque se sente a diferença entre a folha e a azeitona”: “Mesmo sendo ela pequenina, nós temos a sensibilidade na mão, onde está a azeitona”.

Este foi também um presente de aniversário para este “novo agricultor do Douro”, que fez 55 anos durante a atividade promovida pela delegação do Porto da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

O ambiente foi de festa no olival, com música de acordeão e de bombo à mistura e, entre gargalhadas, alguns gritavam “cuidado com as cabeças”.

“Estive a varejar com o pau. Estive a apanhar a azeitona, a ripar, tenho as mãos cheias da gordura do azeite, mas estou muito contente”, salientou Maria do Céu Francisco, 57 anos e residente em Santo Tirso.

E à pergunta sobre o que sentiu, esta “trabalhadora” respondeu: “liberdade”.

“Liberdade porque quando a gente pega em qualquer coisa está sempre com medo de dar em alguém e aqui a gente dava, dava e sentimo-nos à vontade. Só tinha de ter cuidado para não acertar na cabeça de ninguém, mas não acertei, por acaso, muitas vezes o pau dos outros é que dava no meu”, contou.

Para Maria do Céu, este é um “trabalho muito duro” e, por isso, “realmente o azeite merece o valor que tem”.

Os namorados José Rodrigues, 41 anos, e Carla Vieira, 29, lideraram o grupo no caminho para o olival, com a vara às costas e sempre a dançar. Trabalharam com entusiasmo e José fez questão de ensinar a Carla o que fazer, já que esta não foi a primeira vez que apanhou azeitona.

“Foi rever uma experiência. Estive a varejar, a escolher a azeitona porque não pode ir com folhas, tem que ir tudo separado, e a pôr dentro do cesto”, referiu.

Paula Costa, 49 anos e presidente da delegação do Porto da ACAPO, salientou que o grupo gostou da experiência e explicou que “muitos nem sequer tinham a noção da oliveira, da rama, da azeitona na oliveira, do varejar a azeitona”.

Estas pessoas, frisou, recusam-se a ficar em casa. “Nós somos cegos, amblíopes, mas podemos fazer tudo ou quase tudo que o normal visual faz. Mas em casa, fechados, nunca”, frisou a responsável, que perdeu 95% da visão há 10 anos.

Também Jaime Oliveira fez questão de deixar a mensagem: “Só não vemos, o resto funciona tudo e com os outros sentidos conseguimos superar a incapacidade da visão”.

Depois da vindima e da azeitona, o grupo vai regressar à Avessada em março para a matança do porco. Esta quinta recebe milhares de turistas durante todo o ano.

Fontes: País ao Minuto - turismoadaptado.wordpress.com

Sorveteria reúne equipe formada por deficientes auditivos

Empresário também é surdo e diz que sorveteria é para todos os públicos. Estabelecimento vende sorvetes e picolés italianos em Aracaju.

Do G1 SE


Aracaju ganhou uma sorveteria em que proprietário e funcionários são todos surdos, mas o diferencial do negócio é a técnica italiana, famosa por fabricar o melhor sorvete do mundo.

Pessoas com deficiência auditiva estão presentes no quadro de funcionários de várias empresas, mas nesta sorveteria eles são 100%. Do atendente ao proprietário, que fica no caixa. A namorada dele, que também não escuta, ajuda.

Click AQUI para ver o vídeo:

A idéia de Breno Oliveira é inédita no estado. “Pensei em criar um empreendimento mas não sabia como seria. Tive que pesquisar para saber investir. Decidi apostar no ramo de sorveteria e fui até São Paulo para fazer cursos. Comecei a me interessar e passei a conhecer diversos tipos de sorvete. Montei a sorveteria com a proposta de oferecer aos clientes sorvetes mais leves, saborosos e suave”, explica.

Ele optou por vender sorvetes e picolés italianos, mas garante que a ideia não foi criar uma sorveteria voltada apenas para pessoas com deficiência auditiva. “A sorveteria é para todos os públicos e os clientes acabam se acostumando e aprendendo a fazer essa comunicação visual com a gente. Eles até aprendem sinais de libras. Nossa proposta foi mostrar que o cidadão surdo pode se comunicar e ser compreendido. Quero que este estabelecimento sirva de referência para outras”, orgulha-se.

A conversa no balcão é por meio de gestos comuns como apontar e dar o sinal de positivo. Tem sido uma experiência interessante para o atendente, que antes tinha trabalhado apenas como auxiliar num supermercado. “Experiência interessante que os clientes estão aprovando. Estou adorando ser liderado por um surdo também. Os clientes são pacientes, apontam para o tipo de sorvete que querem e até se divertem”, disse o atendente Adriano Araújo.

Fonte: g1.globo.com

Seleção Brasileira de esgrima em cadeira de rodas tem primeiro dia de disputas da Copa do Mundo, em Eger, na Hungria

Fábio Damasceno e Sandro Colaço no aquecimento
Fábio Damasceno e Sandro Colaço se preparam para o jogo

A Seleção Brasileira de esgrima em cadeira de rodas iniciou nesta quinta-feira, 11, o primeiro desafio do ano da modalidade, com a disputa da Copa do Mundo, em Eger, na Hungria.

No primeiro dia de competição, a equipe brasileira teve pela frente as provas de florete masculino (categorias A e B) e de espada feminina (categoria A). O gaúcho e campeão paralímpico Jovane Guissone, entrou em ação no florete (categoria B). Porém, ficou apenas com o 16º lugar.

Ainda pelo florete, mas agora pela categoria A, outros dois brasileiros representaram o Brasil no dia. Sandro Colaço, que ficou em 22º, e Fábio Damasceno, que terminou em 29º.

No feminino, Karina Maya foi para o duelo na espada, pela categoria A. No entanto, conseguiu apenas a 24ª colocação.

A Seleção continua a disputa da competição nesta sexta-feira, 12, com as provas de espada masculina (categorias A e B) e florete feminino (categoria A).

CPB divulga lista de projetos pré-aprovados para o Clube Formador Paralímpico 2016

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou nesta sexta-feira, 12, a lista com os clubes pré-aprovados no projeto Clube Formador Paralímpico. O programa é uma parceria com a Confederação Brasileira de Clubes e tem como objetivo fortalecer o esporte paralímpico partindo das categorias de base. O Clube Formador vai direcionar até R$ 2 milhões aos clubes beneficiários para o desenvolvimento do paradesporto.

Ao todo, 28 entidades tiveram as propostas pré-aprovadas neste primeiro momento. Agora, os representantes de cada clube serão convidados para reuniões individuais com a coordenação e membros da comissão avaliadora para a decisão final sobre o projeto apresentado.

Confira aqui  aqui a lista de instituições pré-aprovadas no Clube Formador Paralímpico 2016.

Jovane Guissone leva a prata na Copa do Mundo de Esgrima em Eger, na Hungria

                              
                              Jovane exibe a medalha de prata

O Brasil conquistou uma medalha de prata nesta sexta-feira, 12, na Copa do Mundo de Esgrima, em Eger, na Hungria. O responsável pelo feito foi Jovane Guissone, da categoria B, na espada, mesma arma que rendeu a ele o título nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012.

O gaúcho levou a prata ao perder somente a final para o iraquiano Amar Ali por 15 a 11. Com o resultado, Jovane Guissone continua na segunda posição do ranking mundial desta arma e categoria, posição que garante o brasileiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em setembro.
Na espada categoria A, o Brasil teve dois representantes. Fábio Damasceno terminou a disputa na 30ª posição e Sandro Colaço ficou em 32º. No feminino, a representante brasileira, Karina Maya, terminou a disputa do florete categoria A no 22º posto.

MP investiga clínica após 13 pessoas perderem a visão de um olho

Vítimas foram infectadas pela mesma bactéria durante cirurgias de catarata realizadas no mesmo dia em unidade de Encantado

   Por: Vanessa Kannenberg

      Foto: Lidiane Mallmann / Agencia RBSÍris direita de Regina, antes castanha, agora exibe coloração azul-acinzentada, reflexo das lesões provocadas por cirurgia            


Regina Paulina Barros Andreoli, 62 anos, passou por uma cirurgia para remover a catarata que prejudicava a visão do olho direito. Ao retirar o curativo, foi surpreendida ao não enxergar nada. A atendente de serviço social, no entanto, não foi a única. No mesmo 20 de maio de 2015, pelo menos outras 12 pessoas, entre as cerca de 60 que passaram pelo mesmo procedimento no Instituto de Oftalmologia de Encantado, no Vale do Taquari, perderam a visão de um dos olhos. O caso motivou uma investigação pelo Ministério Público, além de um inquérito policial em fase inicial.

A ironia mais cruel é que venci dois cânceres e, quando entrei numa sala de cirurgia para resolver um problema quase banal, saí de lá sem (a visão) um órgão vital — compara Regina. — Vou até o fim para conseguir justiça.

Passados quase oito meses da cirurgia, a moradora de Estrela não tem perspectiva nenhuma de recuperar a visão do olho direito. Mesmo após três novos procedimentos cirúrgicos, a pálpebra continua caída, a íris, antes castanha, ficou de cor azul-acinzentada e a dor e o ressecamento a obrigam a pingar colírio constantemente.

Os sintomas, que pouco variam de um paciente para o outro, foram causados pela infecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A informação foi fornecida pela clínica à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Após inspeção, em dezembro, a Vigilância Sanitária concluiu que "houve falhas nos processos de trabalho e esterilização de materiais, havendo descumprimento da legislação sanitária" e interditou parcialmente a clínica. Com 100% dos atendimentos oferecidos via Sistema Único de Saúde (SUS), garantidos por um consórcio público de 37 municípios do Vale do Taquari, a clínica não pode realizar nenhuma cirurgia até março.

O responsável técnico pelo instituto e sócio-proprietário da empresa, Lair José Hüning, não foi localizado por ZH. Em contato com a clínica, a recepção informou que a posição oficial é de que ninguém vai se pronunciar. Já o consórcio diz que formou uma comissão para acompanhar o caso e tomar possíveis medidas. Em nota, ressaltou que a situação foi "pontual", pois ocorreu em apenas um dia e com parte dos pacientes atendidos.

Responsável pelo inquérito civil, aberto em outubro, a promotora Daniela Pires Schwab reuniu, após uma denúncia no MP de Lajeado, um total de 13 relatos de pessoas que perderam a visão em um dos olhos. Segundo informações do próprio instituto à Promotoria, 17 pessoas que fizeram cirurgia naquele mesmo dia teriam apresentado sequelas, mas nem todas teriam a mesma gravidade.

Pelo número de pessoas e pela consequência que tiveram, é um caso muito grave. Meu objetivo é buscar indenização para elas e buscar a regularidade para o centro voltar a funcionar — afirma Daniela, ressaltando a raridade de uma clínica oferecer serviço especializado de forma gratuita.

A promotora aguarda o relatório da Vigilância para dar seguimento ao inquérito. Ela adianta que uma das possibilidades é tentar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre lesionados e responsáveis pela clínica, que traria resultados mais imediatos do que um processo civil. Daniela não divulga o nome dos dois médicos que realizaram as cirurgias, justificando que a investigação ainda está em andamento.

No âmbito criminal, o delegado Silvio Huppes já deu início à investigação. No entanto, também depende de documentos a serem encaminhados pela 16ª Coordenadora Regional de Saúde, responsável pelos 37 municípios do Vale do Taquari, para dar seguimento ao inquérito.
   Foto: Lidiane Mallmann / Agencia RBS 
Aos 81 anos, Theolinda colocou uma prótese no olho direito para corrigir, ao menos esteticamente, a sequela

"Minha esperança era de que poderia voltar a ver"

A aposentada Theolinda Maria Bonato, 81 anos, havia feito a remoção da catarata no olho esquerdo em março do ano passado no Instituto de Oftalmologia de Encantado. Dois meses depois, saiu do mesmo lugar sem enxergar com o olho direito. Viúva, ela mora sozinha em Taquari. Durante as duas semanas após a cirurgia, percorreu diariamente 180 quilômetros para ir e voltar da clínica — uma tentativa frustrada de curar a infecção e recuperar a visão.

Esses dias fiquei gripada, e correu lágrima do meu olho. Minha esperança era de que poderia voltar a ver. Mas fui no doutor e ele disse que não, o olho está perdido — lamenta Theolinda, que colocou uma prótese no olho direito, corrigindo apenas esteticamente a sequela.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), Rogério Aguiar, diz que a entidade abriu uma sindicância para apurar se houve erro médico após tomar conhecimento do surto de infecção no ano passado através da imprensa.

Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Sanitária estadual, Rosangela Sobieszczanski, os serviços de saúde são fiscalizados anualmente. Na última inspeção no Instituto de Oftalmologia de Encantado, a clínica estava dentro das normas. No entanto, avisados pelo MP, quando os fiscais foram ao local em dezembro, foram encontradas irregularidades. Entre elas, falhas no processo de esterilização, que podem ter provocado o surto de infecção.

Verificamos que o tempo necessário para esterilizar o equipamento cirúrgico não condiz com o número de cirurgias feitas no mesmo dia. Não havia tempo hábil para realizar tantos procedimentos — esclarece Rosangela.

Outros erros graves, aponta ela, são que a clínica não tem os prontuários dos pacientes com o histórico do que foi feito, algo que é determinado em lei, e também não comunicou a Secretaria da Saúde sobre a infecção, o que também é obrigatório. A Vigilância comunicou os erros à clínica e exigiu mudanças. Somente mediante cumprimento o centro cirúrgico poderá ser aberto. As penalidades serão determinadas ao final da investigação do órgão.

Que bactéria é essa

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que tem como ambiente de origem o solo, mas, como é resistente, é capaz de sobreviver em outros ambientes e é considerada comum em hospitais.

É oportunista, ou seja, raramente causa doenças em um sistema imunológico saudável. Ela explora fraquezas do organismo e pode causar infecção em diversas partes do corpo humano, como os olhos.

Possui resistência a um grande número de antibióticos e antissépticos, o que a torna uma das causas de infecções em serviços de saúde e também dificulta o tratamento.

Pode colonizar em equipamentos médicos não esterilizados adequadamente, por isso a importância do cumprimento da legislação sanitária.

No ano passado, o Estado registrou 324 infecções por Pseudomonas aeruginosa, correspondendo a 5,6% do total de notificações realizadas por 41 serviços de saúde.

Fonte: Marilia Maria Santos Severo, infectologista ligada à Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), e Secretaria da Saúde

A clínica


Reinaugurado em setembro de 2014, o Instituto de Oftalmologia de Encantado é uma clínica especializada que atende pacientes de 37 municípios da região do Vale do Taquari.

O serviço e a contratação da equipe médica são de responsabilidade da empresa Instituto de Oftalmologia Faxinal, contratada por licitação pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Taquari (Consisa-VRT) para atuar em Encantado.

O consórcio reúne recursos das prefeituras, do Estado e da União e garante que 100% dos pacientes sejam atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A clínica é credenciada para atender, por mês, 1,3 mil consultas, 3,9

Fonte: zh.clicrbs.com.br

Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência entra em vigor e traz avanços para o acesso à educação

   

Entrou em vigor no início de 2016 a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Após tramitar por 15 anos, a nova Lei foi sancionada em julho do ano passado, porém só passou a valer no último mês e garante mais direitos às pessoas com deficiência em áreas como trabalho, saúde, educação e infraestrutura das cidades.
Entre os direitos citados está a oferta de profissionais de apoio escolar em instituições privadas de ensino sendo proibida a cobrança por esse serviço. A legislação também proíbe as escolas particulares de cobrarem, de alunos com deficiência, taxas mais altas de matrículas e mensalidades e exige, de cursos superiores, disciplinas com conteúdos sobre deficiência.
Outra inovação da Lei de Inclusão é a oferta obrigatória de material acessível em escolas de idiomas, informática e outros cursos.
Vale lembrar que em 2013 e no ano passado, quando a Lei 13.146/2015 foi sancionada, a Confenen e o Sinepe/SC – entidades que representam estabelecimentos de ensino – se manifestaram contrárias à Lei de Inclusão, chegando a utilizar termos e expressões que ferem os direitos humanos.
Em carta aberta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) repudiou tal atitude e reafirmou seu apoio à luta pela inclusão de pessoas com deficiência no convívio social e escolar. Além disso, a Confederação reiterou que a função social da escola deve se sobrepor a quaisquer interesses comerciais e econômicos.
A Contee comemora o avanço na garantia do direito à educação, seja ela pública ou privada, e demais garantias de acesso à saúde, trabalho e acessibilidade urbana que a Lei de Inclusão traz a todos(as) brasileiros(as) com deficiência.
Fonte: Contee

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Roda SP 2016: Baixada com mais acessibilidade

Uma van será utilizada exclusivamente para usuários de cadeira de roda, necessitando apenas prévio agendamento

por: Ricardo Shimosakai 

Uma van será utilizada exclusivamente para usuários de cadeira de roda, necessitando apenas prévio agendamento

O Roda SP Litoral 2016, programa da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, já está em pleno funcionamento integrando os nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Guarujá, Cubatão e Bertioga neste verão. Até o dia 28 deste mês, turistas e os moradores do litoral paulista podem praticar a atividade turística com muito conforto e informação a bordo.

Com a expectativa de 15 mil embarques nessa temporada, o Roda SP apresenta novidades importantes, como o formato city tour com guias, e duas vans acessíveis. São 25 veículos ao todo, entre double deckers e convencionais, micro-ônibus e vans, sendo que uma van será utilizada exclusivamente para usuários de cadeira de roda, necessitando apenas prévio agendamento.

Este novo modelo permite possibilidade de compra antecipada, o guia acompanha os passageiros durante o percurso do ônibus e a visitação dos atrativos, e o ônibus fica aguardando a visitação. O ingresso é de R$ 10,00 por pessoa pelo dia inteiro de passeio. Serão 20 opções de roteiros, com saídas das nove cidades da Baixada Santista.

Durante a cerimônia de lançamento do Roda SP 2016 que aconteceu próximo ao Aquário de Santos, no primeiro dia de funcionamento, 28 de janeiro, o secretário estadual, Roberto de Lucena, destacou que o Roda SP permite aos próprios moradores da região conhecer pontos turísticos que, muitas vezes, nunca visitaram. “Esta quinta edição é um orgulho para São Paulo e até agora, desde 2011, contabilizamos mais de 255 mil embarques, envolvendo 122 municípios e mais de 500 atrativos turísticos por todo Estado. Além disso, este programa incrementa o turismo e seus produtos associados, aquecendo a economia e gerando empregos”, observou Lucena.

A compra do ingresso pode ser pelo site www.rodasp.com; com o guia do ônibus, durante embarque, mediante disponibilidade de lugares ou nos postos de venda.

Fontes: Jornal Brasilturis - turismoadaptado.wordpress.com

Autismo:alguns sinais de alerta

por 

         

Fonte: autismonascola.blogspot.com.br

Grávidas brasileiras, entre a expectativa de ser mãe e o medo do zika vírus

A rotina de gestantes é alterada pelo medo de que os bebês nasçam com microcefalia

ANDRÉ DE OLIVEIRA

 AP
Grávidas brasileiras, entre a expectativa de ser mãe e o medo do zika vírus

Não abrir as janelas depois das 18 horas. Se tiver o privilégio de um ar condicionado, aproveitar. Se não, aguentar o calor do verão. Não importando a altura do sol, ao sair de casa, não se esquecer de botar calça, camisa de manga comprida e todo acessório à mão que possa cobrir partes expostas do corpo. No que não der para cobrir, passar repelente uma, duas, três vezes – mas sem exagerar, tanto veneno não pode fazer bem. Não se esquecer de colocar tomadinhas espanta-mosquito em todos os ambientes. Caso more em cidade, não viajar para perto do mato. Caso more perto do mato, redobrar os cuidados. Mas, principalmente, se manter informada sem ficar obsessiva – tanto nervosismo, dizem, não fará bem ao bebê.

Essa é a rotina das futuras mães brasileiras desde que, no final do ano passado, surgiu a suspeita de que uma doença transmitida pelo velho conhecido Aedes aegypti, o zika vírus, estaria relacionada ao aumento do número de casos de crianças nascidas com microcefalia. Em pouco tempo, o vírus se tornou fonte de preocupação mundial e hoje é o principal alvo de atenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), que declarou a microcefalia, causada pelo zika, um caso de emergência mundial.
Ao colocar as coisas em perspectiva, vê-se que é necessário muita calma para não sucumbir ao medo do zika vírus. Por exemplo, de outubro a dezembro de 2015, nasceram mais de 600.000 crianças e, desde que a relação entre o vírus e a síndrome foi identificada, foram levantados 3.448 casos suspeitos. Ou seja, uma porcentagem de cerca de 0,5% dos bebês nascidos está sob suspeita, ainda não confirmada, de microcefalia. Mas, não dá para baixar a guarda para um assunto que fez soar o alarme global por seu ineditismo, e que pode gerar sequelas irreversíveis aos bebês.
“Se minha gravidez tivesse sido planejada, eu teria esperado mais tempo. O mais aflitivo é ficar sem informação, ninguém sabe nada direito, então eu não viajo mais, fico o máximo de tempo possível em casa e virei a louca do repelente. Tenho na bolsa o tempo inteiro, passo sem parar e levo para todo lugar”, conta Rafaela Pascowitch, 31 anos, grávida de três meses. Em dezembro, ela teve dificuldades para encontrar o repelente Exposis – um dos mais fortes do mercado – nas farmácias. “Tinha fila de espera de semanas e só podia comprar três por vez”, diz.

          Grávida de 4 meses, Beatriz Junqueira, espera seu primeiro filho. Arquivo Pessoal

A rotina das grávidas tem sido em tudo semelhante: conviver com dias de apreensão, insegurança e pouca informação. O último ponto, contudo, é o mais sensível. Existem poucas respostas definitivas sobre como o vírus afeta a formação do bebê. Não se sabe, por exemplo, se uma futura mãe que já contraiu a doença ficará imune a ela. Também não é possível dizer ao certo em qual mês da gestação o zika impacta o feto. E até mesmo o número de notificações de casos de microcefalia ainda é controverso.
Tudo isso faz com que os próprios médicos não saibam direito o que recomendar às pacientes. “Minha médica me proibiu de viajar pelos próximos cinco meses”, conta Beatriz Junqueira, 25 anos, também grávida de quatro meses. O relato não é uma exceção. Sem muitas informações, os médicos têm orientado o máximo de cuidado possível. Alarmada, Beatriz tenta se informar, mas evita assistir ao noticiário ou procurar muito sobre o assunto: “A pressão já é grande demais, sem saber de nada ao certo, o melhor é ter cuidados básicos, mas sem ficar obsessiva”.

Foi justamente a falta de informação que fez a bióloga Juliana Evelyn, 29 anos, criar o grupo de Facebook Mães contra o zika vírus, que, em menos de uma semana, já tem cerca de 300 pessoas de diferentes regiões do país. No próximo mês de maio, Juliana tinha uma reunião de trabalho marcada em São Paulo. Desmarcou. É que seu chefe, que tinha acabado de voltar do Nordeste, estava preocupado com o zika vírus. Como ela estava grávida de três meses, decidiram que seria mais seguro que ela ficasse por Palhoça, em Santa Catarina, onde vive. O Estado, no sul do país, ainda não registrou nenhum caso oficial de microcefalia. Mesmo assim, a vontade de entender o tema mais profundamente e ajudar outras mães fez com que ela começasse o grupo na rede social.
A bióloga Juliana Evelyn, criadora do grupo "Mães contra o zika vírus" e seu primeiro filho.
“Elas estão buscando apoio, informação, conforto. Todo dia recebemos dúvidas sobre repelentes, relatos de mulheres que contraíram o vírus e estão se sentindo perdidas, sem saber a quem recorrer”, conta Juliana. Segundo ela, o espaço é também ótimo para desfazer alarmismos e informações falsas que surgem em momentos de crise. 
“Se olharmos para os números, vamos perceber que os casos de microcefalia não são tão maiores do que os de outras síndromes, como a de Down e ninguém deixa de ter bebês por isso”, comenta Bruna Narcizo, 33 anos, que não está no grupo do Facebook, mas que, apesar de tomar todos os cuidados possíveis, concorda em que é importante não criar alarmismo. Isso quer dizer que é possível relaxar? “Claro que não, mas estar informada sobre a real situação é muito importante para dar conforto às mulheres”, argumenta Juliana, que está em sua segunda gravidez. “O que não dá é para responsabilizar a mulher, pedir para que ela não engravide ou que contraia a doença intencionalmente [como sugeriu o controverso ministro da saúde, Marcelo Castro]”, diz.
Para ela, mesmo questões mais sensíveis, como o aborto, são parte do que precisa ser discutido. Ao ser questionada sobre o procedimento, disse de pronto que era favorável. Depois, em uma postagem no grupo buscou ampliar a questão. “Se eu faria? Não sei, mas gostaria de ter essa opção e receber respaldo psicológico e legal. Porém, obviamente, informação nesse caso é mais do que essencial. A microcefalia pode afetar diferentemente os portadores. Estamos, na verdade, tateando no escuro. Precisamos de luz e esclarecimentos”, escreveu. O que Juliana parece sugerir é que o desespero é inútil, a situação é grave, mas só calma e apoio podem ajudar as gestantes a passar pelos 9 meses de gravidez felizes.
                                   

Exoesqueleto robótico de US$ 40 mil devolve movimentos a paciente

Produzido pela startup SuitX, da Califórnia, exoesqueleto conta com bateria que dá autonomia de 8 horas e um app que rastreia passos do usuário

Da Redação
                     Foto/Reprodução/MIT Technology Review


Um exoesqueleto robótico produzido pela startup SuitX, com sede na Califórnia, foi responsável por colocar o jovem Steven Sanchez, paralisado da cintura para baixo novamente em pé e devolver a ele a habilidade de andar. As informações são do MIT Technology Review.
Batizado de “Phoenix”, o exoesqueleto pesa cerca de 12 quilos e se encontra disponível por US$ 40 mil. Por meio de motores, a vestimenta consegue devolver o movimento aos quadris e joelhos. Usuários também conseguem controlar o movimento de cada perna e andar ao apertar botões integrados ao par de muletas acessórias. 
Uma espécie de mochila atrelada ao exoesqueleto abriga a bateria que dá autonomia de oito horas. Além disso, um aplicativo consegue rastrear os dados gerados pelos passos do paciente. 
A tecnologia por trás do esqueleto da SuitX surgiu na Universidade da Califórnia, Berkeley, no Laboratório de Robótica e Engenharia Humana, que Homayoon Kazerooni, CEO da SuitX, lidera. 
Até então, a SuitX tem trabalhado com pacientes com lesões na coluna espinhal e que podem usar o Phoenix para retomar os movimentos. 
“Nós não podemos consertar suas condições. Não podemos reparar as lesões. Mas o que podemos fazer é adiar lesões secundárias causadas por ficar sentado. Ele dá uma melhor qualidade de vida”, disse Kazerooni a MIT. 
A SuitX é apenas uma das companhias que tem pesquisado e desenvolvido tecnologias para um exoesqueleto. No Brasil, o cientista Miguel Nicolelis lidera uma pesquisa internacional no desenvolvimento de um exoesqueleto com interface cérebro-máquina. A ReWalk apresentou um modelo que custa US$ 70 mil e pesa cerca de 22 quilos e que, segundo a publicação do MIT, está tentando diminuir seus custos enquanto melhora sua funcionalidade. 
Fonte: idgnow.com.br

ANDE acerta acordo para fase de treinos da Seleção Brasileira de futebol de 7 ser realizada em Bagé (RS)

Cerimônia solene realizada no salão oval da Prefeitura de Bagé (RS)
Acordo foi selado na última sexta-feira, 5

Em cerimônia solene realizada no salão oval da Prefeitura de Bagé (RS), na última sexta-feira, 5, o presidente da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), Frederico Frazão, confirmou mais um local de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol de 7. A equipe vai se reunir de 8 a 29 de março para as atividades nos estádios Antônio Magalhães Rossel (Guarany/RS) e Pedra Moura (Bagé/RS), assim como em gramados de unidades militares da cidade.

Segundo Frazão, a escolha do município como uma das sedes da Seleção, tem como finalidade a expansão do esporte paralímpico para o Rio Grande do Sul, tendo em vista que o local mais próximo do Estado onde a modalidade é praticada é em Santa Catarina. O presidente teve o primeiro contato com o dirigente do Guarany, José Álvaro dos Santos (Chacrinha), no Rio de Janeiro. “No momento da conversa, ele ligou para o Dudu (prefeito) e começamos as negociações”.

De acordo com o prefeito da cidade, Dudu Colombo, a prefeitura arcará com as despesas de hospedagem, alimentação e transporte. Para bancar o investimento, o poder Executivo buscará parcerias com o empresariado local. “Essa iniciativa colocará Bagé num seleto circuito nacional. Além de ser uma forma de desenvolvimento para o turismo, traremos uma Seleção de futebol, que é um esporte que está no nosso sangue”, declarou.

O evento contou com a presença de secretários, empresários e representantes de entidades de reabilitação e de dois times de futebol da cidade — Guarany e Bagé.

Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Seleção Brasileira de judô volta da Alemanha com sete medalhas na bagagem

Alana Maldonado, de branco, aplica técnica - Ralf Kuckuck - em sua adversária
Alana Maldonado, de branco, aplica técnica denominada como Ralf Kuckuck em sua adversária

A Seleção Brasileira de judô retornou nesta quarta-feira, 10, de Heidelberg, na Alemanha, com sete medalhas na mala. Na disputa do German Open, disputado de 5 a 9 deste mês, o Brasil faturou dois ouros, três pratas e dois bronzes. Os judocas brasileiros também participaram de um training camp (espécie de intercâmbio) com atletas de outros países.

Os maiores resultados vieram de duas das grandes revelações dos últimos anos da modalidade. Pela categoria acima de 100 kg, Wilians Araújo conquistou o seu terceiro ouro no torneio alemão. As conquistas anteriores ocorreram em 2013 e 2014. A outra medalha dourada veio com Alana Maldonado. A judoca, da categoria até 70 kg, é uma das grandes esperanças de medalha nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, em setembro.

Pela categoria até 48 kg, Karla Cardoso levou a prata, assim como Lúcia Araújo, na divisão até 57 kg, e Deanne Almeida, na disputa do peso acima de 70 kg. As três judocas são medalhistas paralímpicas e têm tudo para subirem mais uma vez ao pódio nos próximos Jogos.

A campanha verde e amarela foi encerrada com duas medalhas de bronze. Rayfran Pontes ficou em terceiro, na divisão até 60 kg, e Michele Ferreira levou o bronze, na disputa até 52 kg. O Brasil contou ainda com a participação de Abner Oliveira, Antônio Tenório, Arthur Silva, Harlley Arruda e Mayco Rodrigues.
A Seleção Brasileira de judô se prepara para as principais competições com apoio da INFRAERO, patrocinadora oficial da modalidade, e do Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte.

Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Braço protético feito de Lego é premiado em fórum internacional

Prótese permite que crianças personalizem braço com módulos de Lego. Criação é do engenheiro colombiano Carlos Torres.

    Foto: Reprodução/Vime/Carlos Arturo Torres
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Proteselego - Prótese foi desenvolvida para que crianças pudessem personalizar o acessório, escolhendo diferentes módulos feitos de Lego

Uma prótese de antebraço formada por elementos modulares de Lego, feita pelo engenheiro colombiano Carlos Torres, ganhou nesta quarta-feira (10) o grande prêmio do fórum Netexplo – atribuído por um júri de especialistas e pelo público do evento, realizado na Universidade de Paris Dauphine.

A prótese IKO Creative Prosthetic System permite que as crianças acometidas por má-formações personalizem o braço, colocando seus próprios módulos construídos com o brinquedo da empresa dinamarquesa, a fim de “desmistificar a deficiência”, explicaram os organizadores do evento em comunicado.
A criação do engenheiro colombiano foi escolhida entre dez projetos de todo o mundo, incluindo um aplicativo sul-africano de tradução móvel listando os 11 idiomas oficiais do país, ou um robô japonês que fez pontos suficientes no vestibular para entrar na Universidade de Tóquio.
“Este ano, a rede de professores oriundos de universidades parceiros do Observatório Netexplo identificou 2.175 inovações digitais vindas do mundo inteiro. Os 10 premiados ilustram uma tendência geral que consiste, graças à era digital, a empurrar os limites para expandir o campo de possibilidades”, explicou Thierry Happe, co-fundador do fórum Netexplo.
O fórum Netexplo, organizado pelo nono ano pelo Observatório do mesmo nome, está interessado nas inovações da sociedade digital contando com uma rede de vinte universidades localizadas em quinze países do mundo.
Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Deputados retornam amanhã com quatro projetos para votar

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Os deputados irão retornar do carnaval, amanhã (11), com quatro projetos para apreciar, em segunda votação. O presidente da Assembleia, o deputado Júnior Mochi (PMDB), se reuniu com os líderes dos partidos na semana passada, para decidir as matérias que iriam entrar na pauta, com a intenção de organizar o começo dos trabalhos no legislativo.
A intenção do legislativo é analisar nestas duas primeiras semanas, após o recesso parlamentar, 12 projetos, que já estavam bem encaminhados nas comissões permanentes. Na primeira (semana) foram oito matérias aprovadas, restando para esta quinta-feira mais quatro.
Para a próxima sessão está prevista a apreciação do projeto de Zé Teixeira (DEM), que prevê a isenção de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em contribuições de propriedades rurais ao Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS), quando estas estiverem invadidas, em função dos conflitos agrários.
Assim como a de Lídio Lopes (PEN) que busca ampliar a gratuidade em viagens intermunicipais, ao incluir os acompanhantes de pessoas com deficiência, que possuem dificuldades em se locomover e precisam de auxílio de terceiros. Eles precisam apresentar comprovação desta condição, com laudo atestado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Também está na pauta a matéria de Maurício Picarelli (PMDB), que isenta de pagamento do IPVA, pessoas com deficiência física,visual, mental severa ou profunda, ou autistas, que são impossibilitados de usar veículos de modelos comuns. Ele defende que outros estados como Mato Grosso, já adotam esta política de isenção de imposto, para este público.
Completando a lista, aparece o projeto de José Carlos Barbosa (PSB), que exige aos bancos informarem aos consumidores, as fraudes mais comuns neste segmento, fazendo esta divulgação por correspondência, e-mail ou página virtual. Além disto, deve colocar cartazes nas dependências das agências, em um local visível, descrevendo quais são as principais fraudes.
A intenção é orientar o cliente, para que ele não seja a próxima vítima, principalmente em atividades bancárias feitas pela internet. Por falta de conhecimento, muitas vezes não é feita a devida prevenção.
Fonte: campograndenews.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Seid realiza campanha sobre o uso das vagas destinadas às pessoas com deficiência

O objetivo é educar, sensibilizar e denunciar as pessoas que estacionam irregularmente nas vagas destinadas às pessoas com deficiência.

Ascom Seid
            Campanha Isso Não Tem Vaga (Foto:Divulgação)
A campanha “Isso não tem vaga” realizada pela Secretaria de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid) tem como objetivo educar, sensibilizar e denunciar as pessoas que estacionam irregularmente nas vagas destinadas às pessoas com deficiência.
Desde janeiro, o desrespeito ao uso de vagas destinadas às pessoas com deficiência e idosos passou a ser infração grave com cinco pontos na carteira de habilitação. Além disso, a multa que era de R$ 53,20 passa para R$ 127,69.
Segundo o secretário da Seid, Mauro Eduardo, a ação educativa é um passo importante para conscientizar a sociedade sobre os direitos das pessoas com deficiência. “Essa campanha é um meio de combater o desrespeito e promover a informação. Sabemos que ocupar vagas destinadas às pessoas com deficiência é errado, mas, infelizmente, algumas pessoas insistem em desrespeitar a lei. Isso não pode acontecer!”, frisa o secretário.
Credenciamento
Atualmente, o cartão de credenciamento para estacionamento preferencial é emitido para o motorista e não para o veículo. Dessa forma, a pessoa pode solicitá-lo e utilizá-lo em qualquer veículo.
A pessoa com deficiência interessada em obter o credenciamento deve se dirigir ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAs) mais próxima a sua residência munida de documentos pessoais, carteira de habilitação, comprovante de residência e atestado médico comprovando a deficiência. A emissão do documento é realizada pela Strans.
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PI), em breve, emitirá o cartão de estacionamento para as pessoas com deficiências dos municípios onde o trânsito não é municipalizado.   
Participe da campanha
“A sociedade espera que a lei seja cumprida, de fato! Ajude-nos a fiscalizar a lei! Caso veja alguém estacionar de forma irregular em vaga destinada à pessoa com deficiência denuncie!”, fala o secretario Mauro Eduardo.
A denúncia deve ser destinada aos órgãos competentes de trânsito, como a Strans. A campanha também oferece canais de comunicação para que a população envie fotos ou denuncie sobre irregularidades nas vagas destinadas às pessoas com deficiência.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mobilização Passiva

   
  É importante movimentar os membros afetados para manter a integridade e elasticidade

Fiz um post sobre isto em 2009, sem muito destaque, e pouca gente deu bola. Depois disso sempre quis voltar ao assunto e explicar melhor o quanto é importante fazer a mobilização passiva. Mas afinal, do que se trata? Porque é importante? Porque e por quem deve ser feita? Para tentar responder estas questões, resolvi fazer um vídeo sobre o tema, e ainda demonstrar alguns exercícios de mobilização passiva que faço todos os dias.

A mobilização passiva consiste no movimento de uma articulação em todas as direções possíveis sem contração muscular voluntária. No caso de quem tem lesão medular, como eu, é pegar as pernas, pés e dedos e movimentá-los para todos os lados. Todo mundo que tem lesão medular deve fazer a mobilização passiva, de preferência todos os dias. Se a pessoa tem limitações para fazer estes movimentos, o ideal é buscar um fisioterapeuta para fazê-los. Aliás, antes mesmo de começar a fazer os exercícios é importante consultar com um fisioterapeuta para que ele determine os exercícios certos para cada caso.


A mobilização passiva é importante para manutenção da integridade e elasticidade das articulações e músculos. É importante também para ativar e manter a circulação sanguínea, além de auxiliar na redução dos espasmos. E ainda previne o surgimento de trombose.

Sei que não é fácil fazer exercícios repetitivos todo dia, mas já que é importante não dá para deixar de fazer. Eu faço todos os dias logo que acordo, e ainda faço mais à noite. Não dá para descuidar da saúde, senão os prejudicados somos nós mesmos!