sábado, 27 de fevereiro de 2016

Após 21 anos de acidente, Mara Gabrilli recupera movimento parcial dos braços e utiliza cadeira motorizada

cadeira

Vinte e um anos após o acidente que a deixou tetraplégica, a deputada Mara Gabrilli comemora a recuperação parcial de pequenos movimentos nos braços.
Foram muitos anos de fisioterapia e exercícios físicos diários, que, duas décadas mais tarde, apresentam resultados surpreendentes.

“É uma grande vitória, estou radiante de alegria”, comemora. “Esse resultado só confirma a diferença que uma boa reabilitação faz na vida de uma pessoa com deficiência. Por isso, minha luta diária para que aparelhos como os que utilizo sejam disponibilizados gratuitamente para todos os brasileiros, pelo SUS”, afirma. A volta dos movimentos permitirá que ela passe a utilizar uma cadeira motorizada, na qual possui autonomia para ir e vir por onde desejar, sem a necessidade de alguém que empurre sua cadeira.
Depois de perder os movimentos do pescoço para baixo em um acidente automobilístico em 1994, Mara se dedicou a entender o funcionamento do próprio corpo e explorar novos caminhos para mantê-lo saudável e ativo. Desde então, iniciou uma rotina diária de exercícios que inclui alongamentos, exercícios de eletroestimulação e até caminhadas em aparelhos específicos para pessoas com deficiência.
“Adaptei minha casa colocando ganchos no teto. Com auxílio de panos e lençóis, fico me pendurando para diminuir a gravidade e o atrito, o que possibilita aumentar o movimento do corpo”. Os treinos acontecem de segunda a segunda, sempre pela manhã, e duram aproximadamente duas horas. Entre as atividades que ela faz em casa estão exercícios cardiorrespiratórios e alongamentos em várias posições diferentes.
Essas experiências serviram de inspiração para a produção de o “Vídeo de exercícios para pessoas com lesão medular”, lançado pelo Instituto Mara Gabrilli e disponibilizado gratuitamente na internet.
Agora motorizada, Mara também poderá testar de uma maneira diferente a acessibilidade da Câmara, como a nova rampa de acesso que interliga o edifício principal aos anexos, inaugurada no início do mês.

Acredito no amor: "Me apaixonei pelo meu paciente tetraplégico!"



Eu estava dirigindo meu carro num trânsito que não andava e, de tanto pensar na vida, comecei a conversar com Deus. Pedi que ele me presenteasse com um amor que me fizesse feliz e segura, e ajudasse a esquecer todos os meus problemas. Naquela época, 2009, eu passava por uma fase difícil: meu namoro de cinco anos estava por um fio porque brigávamos muito e eu enfrentava vários problemas familiares. Aí, seis meses depois, uma amiga fisioterapeuta, como eu, me pediu para substituí-la em suas férias para atender um paciente tetraplégico, o Fred. Eu ainda não sabia, mas naquele instante Deus estava atendendo ao meu pedido, só que de um jeito inesperado: meu príncipe encantado não chegaria em um cavalo branco, mas em uma cadeira de rodas.

Senti que ele me olhava de um jeito diferente

Na primeira sessão com o Fred, quis saber sobre sua história. Ele havia sofrido um acidente de moto em 2008 que mudou sua vida. A quinta vértebra da cervical foi fraturada, o que o tornou paralisado do pescoço pra baixo. Na época, ele tinha 27 anos, era veterinário e trabalhava em uma das maiores companhias de agronegócios do país.

Era um rapaz jovem e bonito, mas percebi que passava por uma fase difícil de aceitação do acidente. Mesmo assim, sentia que Fred me olhava de uma forma diferente, como se já me conhecesse. Me fazia sentir especial. Nos demos superbem e conversávamos muito. Um mês depois, meu namoro terminou...

Conforme o tempo foi passando, criamos uma relação de amizade porque tínhamos muitas afinidades, como nossos gostos musicais e o jeito simples e “caipira”. Contávamos nossos problemas um ao outro, era uma troca muito positiva! O Fred foi uma pessoa fundamental naquele momento difícil pra mim, pois foi quem mais me ouviu e ajudou a acalmar meu coração quando eu mais precisava. Nessa fase, não rolava interesse de minha parte – sentia que da parte dele também não. Mas a amizade e a vontade de estar junto só aumentavam...

Nossa relação foi evoluindo de uma maneira bem natural. Não sei precisar o momento em que minha consideração atencioso por ele virou algo mais forte, mas, após dois meses de atendimento, o Fred se tornou uma pessoa na qual eu depositava muito carinho e confiança. E tudo foi caminhando para uma grande paixão...

Quando nos envolvemos, parei de atendê-lo

Quem tomou a iniciativa de abrir o coração foi o Fred. Ele me roubou um beijo dentro do seu carro. Até hoje não esqueço do jeito como me olhou, fazendo carinho no meu rosto antes de tocar os meus lábios. Foi um dia muito especial para nós, pois percebi que ali era o início de uma linda história de amor.

No começo, nosso romance era meio às escondidas, pois o Fred tinha vergonha. Não de mim, mas dele mesmo. Ele achava que suas limitações seriam um problema para nossa relação. Isso nunca passou pela minha cabeça! Então, quando percebemos que o relacionamento estava ficando sério, decidimos que eu não seria mais fisioterapeuta dele, por uma questão de ética profissional.

Nosso namoro sempre foi repleto de momentos felizes e carinhosos: jantávamos fora, íamos ao cinema, visitávamos nossas famílias e amigos frequentemente. Saíamos como qualquer outro casal, mas também gostávamos muito de programas caseiros.

Após três anos de namoro, decidimos dar um passo à frente em nossa vida e confirmar nosso sentimento perante Deus. Mas, nesse meio-tempo, meu avô faleceu e tivemos que adiar o casamento por um tempo.

A deficiência dele nos deixou mais unidos

Passados os dias de luto, fui pega de surpresa com um jantar familiar. O Fred organizou tudo. As duas famílias estavam reunidas e ele preparou meu prato favorito: lasanha de massa verde e bife à parmegiana. No final, fui surpreendida de novo: meu amor fez um pedido de casamento com as alianças na mão! Chorei de emoção.

As restrições do Fred nunca foram um problema pra mim. Muito pelo contrário: eram elas que nos tornavam mais unidos e o relacionamento mais intenso. Sempre digo que a cadeira dele, para mim, é como uma característica física, tipo a cor dos olhos. Não o vejo como alguém limitado ou incapaz.

De toda forma, o Fred tem uma cuidadora que mora com a gente. Ela faz a sua higiene diária e a alimentação. Na folga dela, sou eu quem assumo essas tarefas. E, diariamente, à noite sou eu que faço seus cuidados antes de nos deitarmos.

Hoje vivo os dias mais felizes da minha vida. O Fred é meu companheiro, amigo e parceiro de todos os dias. Caminhamos lado a lado e sonhamos em aumentar nossa família em breve. Valeu a pena conversar com Deus para pedir um amor! - MARIA ALICE FURRER, 30 anos, fisioterapeuta, Campo Grande, MS

“Mesmo inseguro, decidi investir”

Após o acidente de moto que sofri, me vi numa cadeira de rodas e a depressão me abraçou de vez. Na época, estava tão desanimado que relutei a fazer fisioterapia. Depois de muita insistência da minha mãe, comecei a ser atendido pela Naila. Até que um dia deparo com a Maria Alice, que substituiu minha fisioterapeuta. Assim que a vi, fiquei bem animado. Ela era muito bonita e atraente. Além disso, sua simpatia e sua paixão pela profissão me encantaram. Nossa relação de paciente e fisioterapeuta logo se transformou em amizade. Em pouco tempo, sentia uma grande vontade de estar com ela e percebi que estava apaixonado. Mas achava que seria impossível voltar a me relacionar com alguém por causa das minhas limitações. Mesmo com minha insegurança, resolvi investir. Apesar de sentir muita tristeza por saber que eu deixaria a desejar em vários aspectos devido à minha deficiência, com o tempo fui descobrindo novas formas de substituir algumas gentilezas por outras: ajudava a resolver seus problemas, incentivava a alçar voos mais ousados na profissão, dava presentinhos, fazia elogios... E assim a conquistei! Quando pedi a mão dela em casamento, tinha certeza de que a Maria Alice era a mulher de minha vida. Ela me fez enxergar além do que minha visão de “depressivo” conseguia ver, me mostrando novas possibilidades, novas maneiras de realizar atividades que eu fazia antes do acidente. Minha mulher foi um anjo que apareceu em minha vida. - FREDERICO RIOS, 34 anos, veterinário, Paranaíba, MS

Surfista brasileiro cego surfa “escutando o mar”

             

A cegueira poderia ser um obstáculo que separaria o capixaba Derek Rabelo, 23 anos, e o surfe. Poderia, mas não foi. Desde o nascimento, esteve ligado ao esporte. O nome foi escolhido pelo pai – que também é surfista – para homenagear o havaiano e campeão mundial Derek Ho.

Derek nasceu cego por conta do glaucoma e, apesar disso, sempre teve o incentivo do pai para se dedicar ao surf. Aos 17 anos, transformou a esperança do pai em realidade. “Meu pai me disse: ‘se você tem um sonho, você tem que acreditar em si mesmo, ou você não pode fazê-lo'”, conta Derek. O pai costumava ir com Derek ao mar todas as manhãs e teve a iniciativa de colocá-lo em um curso de surfe.


O segredo para superar a falta de visão, aponta Derek, é aproveitar a força dos outros sentidos. “Eu escuto e sinto o mar. Cada parte de uma onda faz barulhos diferentes, então eu decido de que lado da onda eu devo navegar”, relatou o tabloide britânico Mirror.


“Eu acredito que todos nós temos sentidos dados por Deus que devem ser utilizados com paixão e perseverança”, ensina Derek. O capixaba, inclusive, estrela o documentário Além da Visão, que mostra a sua rotina e sua dedicação ao surf. O reconhecimento mundial do brasileiro ocorreu em 2012, ao surfar em Pipeline, no Havaí, considerada área de uma das ondas mais perigosas do mundo.

Pai consegue que Estado pague tratamento do filho com paralisia

Alexandre Faleiros, pai de Felipe, que inventou uma botinha para filho jogar futebol conseguiu, na Justiça, que Estado costeie equoterapia e o therasuit.


Quem não se lembra do pai que criou uma bota especial para o filho com paralisia jogar futebol?

Nesta semana, Alexandro, o pai do Felipe, conseguiu mais uma vitoria na luta pela felicidade do filho.

Felipe nasceu prematuro. A falta de oxigênio no cérebro durante o parto não afetou a percepção, a memória, o raciocínio. Mas os movimentos foram prejudicados. Por isso, a fisioterapia é tão importante para desenvolver a coordenação motora.

Click AQUI para ver o vídeo: 

Os exercícios são feitos com uma roupa especial, o método é conhecido como therasuit. “Tem vários ganchos que são especiais para utilizar essas gomas, favorecendo certos movimentos. No caso do Felipe, ele tem dificuldade de estender a perna sozinho. Então, isso aqui funcionaria como se fosse o músculo da coxa”, explica a médica.

O esforço é grande. Ele até lembra o homem aranha com todas essas cordas elásticas presas à estrutura metálica. E esse super-herói é dedicado. Ele se estica todo, faz um treme-treme na plataforma vibratória. Luta boxe.

Mas o esporte preferido do Felipe continua sendo o futebol. Ele pula, cabeceia e depois ensaia uns chutes na bola.

A indicação médica é fazer quatro módulos da terapia por ano. Cada módulo é um mês de treinamento intenso: três horas por dia.

Quando o Felipe começou, o máximo que ele conseguia era dar três passos na esteira, sem a ajuda dos fisioterapeutas e com apoio do equipamento. Depois de dois módulos de treinamento, Felipe chegou aos 440 passos. Só que a evolução dele poderia ter sido muito maior. É que o tratamento teve que ser interrompido porque a família não tinha mais como pagar. O pai de Felipe entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que determina que a Secretaria Estadual de Saúde pague por todas essas despesas.

O tratamento também inclui sessões com cavalos, três vezes por semana. “O cavalo possibilita a quem está sentado sobre ele movimentos tridimensionais. Que significa isso? Uma dinâmica que favorece que aconteçam movimentos semelhantes aos que a gente anda”, explica Lílian de Albuquerque Moura, fisioterapeuta, especialista em neurologia.

O tratamento custa quase R$50 mil por ano.
“Pedi sim ajuda ao estado, aos órgãos competentes. Todos disseram que não. Pelo simples fato do tratamento, ou melhor, dos tratamentos, tanto a equoterapia quanto o therasuit, não fazerem parte do hall da Anvisa”, afirma o advogado Alexandre Faleiros, pai de Felipe.

O argumento era que os exercícios de Felipe eram experimentais, sem eficácia comprovada. Alexandro passou oito meses tentando provar à Justiça que o método era eficaz.
Essa semana saiu a decisão: Felipe vai poder continuar o tratamento e de graça.

“Está sendo comprovado dentro dos processos que existe um grande benefício para o paciente que se submete. E, se existe um grande benefício, eu acredito que o Ministério da Saúde vai acabar incorporando”, declara a desembargadora Vanessa Andrade.

“Com a introdução do therasuit isso teve um progresso inacreditável. É uma das coisas que ajuda a ele usar a botinha e jogar futsal toda segunda e quarta comigo”, conta o pai.

E por falar na botinha, Alexandro agora quer mandar o seu "invento" para dois irmãos americanos que vivem uma historia de amor e superação bem parecida.

Há um mês, o Fantástico mostrou uma reportagem com os irmãos Conner e Cayden, que competem em provas de triatlo juntos.

Alexandro e Felipe entraram em contato com a família americana pela internet. Mostraram como usar as botas para bater uma bolinha e fizeram a proposta.
“Eu e o Felipão vamos aí pessoalmente entregar a bota pra vocês”, diz Alexandro.

Do outro lado da tela, foi uma empolgação só. Com a botinha, Alexandre espera que os dois irmãos possam jogar futebol juntos.

E aqui é assim: um passo de cada vez, sem perder a determinação. Felipe sabe que esta batalha vale a pena.

“Vai dar tudo de você cara? Tenho certeza que você vai conseguir, você é um vencedor”, diz o pai.

Fontes: G1 Fantástico - nandoacesso.blogspot.com.br

Dicas básicas de como lidar com PcDs (pessoas com Deficiência)

Pessoas com deficiência são, antes de mais nada, PESSOAS. Pessoas como quaisquer outras, com protagonismos, peculiaridades, contradições e singularidades. Pessoas que lutam por seus direitos, que valorizam o respeito pela dignidade, pela autonomia individual, pela plena e efetiva participação e inclusão na sociedade e pela igualdade de oportunidades, evidenciando, portanto, que a deficiência é apenas mais uma característica da condição humana.

                                 Imagem Internet/Ilustrativa
                               

Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”.                                         ( Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, artigo 1º).

Para começar, é importante destacar que as palavras agem sobre as pessoas e podem ou não discriminar. O que dizemos mostra o que pensamos e em que acreditamos. Assim, em primeiro lugar, é preciso dizer que a nomenclatura correta a ser utilizada é “pessoa com deficiência”.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa com deficiência como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

Todas as pessoas - com ou sem deficiência - têm o direito, podem, devem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior. Provavelmente, por causa da deficiência, uma pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades, mas, por outro lado, pode ter extrema habilidade para fazer outras.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa em responder perguntas a respeito da sua deficiência. Assim, sempre que quiser ajudar ou estiver em dúvida sobre como agir, pergunte. E lembre-se: quando quiser alguma informação, dirija-se diretamente à pessoa e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, pergunte a forma mais adequada para fazê-lo e não se ofenda se seu oferecimento for recusado, pois, às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa com deficiência, sinta-se à vontade para recusar. Neste caso, procure ou indique uma pessoa que possa ajudar.


Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja sempre com naturalidade. Se ocorrer alguma situação inusitada, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.
Algumas dicas básicas para a forma de interagir com qualquer tipo de deficiência:

Pessoas Cegas ou com Deficiência Visual

Quando relacionar-se com pessoas cegas ou com deficiência visual, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Caso seja necessária sua ajuda como guia, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado ou em seu ombro, conforme a preferência da pessoa a ser guiada. Além disso, é sempre bom avisar antecipadamente a existência de degraus, escadas rolantes, pisos escorregadios, buracos e obstáculos durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço ou ombro para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível.

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz usual.

Ao responder perguntas a uma pessoa cega, evite fazê-lo com gestos, movimentos de cabeça ou apontando os lugares.

Quanto ao cão-guia, ele nunca deve ser distraído do seu dever de guia com afagos, alimentos etc. Lembre-se de que esse cão está trabalhando e tem a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga.

No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual de qualquer atividade. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.

Fique à vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas às utilizam com naturalidade.

Sempre que se afastar, avise a pessoa cega, pois ela pode não perceber a sua saída.

Pessoas com Deficiência Física e Motora
Uma das coisas importantes, a saber, é que, para uma pessoa sentada, é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa em cadeira de rodas, sentem-se, para que você e ela fiquem no mesmo nível.

A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se nela é como fazê-lo em uma pessoa sentada numa cadeira comum.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.

Quando estiver conduzindo uma cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

Ao conduzir uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos.

Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa com deficiência.

Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, falar e podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços. Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita.

Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física as empregam naturalmente.

Uma pessoa com paralisia cerebral tem uma lesão ocasionada antes, durante ou após o nascimento e, por isso, tem necessidades específicas: é muito importante respeitar o seu ritmo e ter atenção ao ouvi-lo, pois a maioria tem dificuldade na fala.

Paralisia cerebral e deficiência cognitiva ou intelectual não são a mesma coisa.

Pessoas Surdas ou com Deficiência Auditiva

Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras usam a Língua Brasileira de Sinais - Libras.

Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço. Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. Use um tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Não grite. Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Fique num lugar iluminado e evite ficar contra a luz, pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O método não é importante. O importante é a comunicação.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
Pessoas com Deficiência Intelectual

Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual. Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal. Não trate como criança aquelas pessoas que não o sejam.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa. Dê atenção, converse e seja gentil.

Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário. Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual podem levar mais tempo, mas adquirem habilidades intelectuais e sociais.

Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e manifestação de vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se de que ali está uma pessoa.

Deficiência intelectual não deve ser confundida com doença mental. As pessoas com deficiência intelectual possuem déficit no desenvolvimento, enquanto que a doença mental se refere aos transtornos de ordem psicológica ou psiquiátrica.


Fonte: deficientesimincapaznunca.blogspot.com.br -  Imagem Internet/Ilustrativa

Em prévia dos Jogos Paralímpicos, RJ recebe 17 países no GP de Judô Para Cegos


Foto: Wilians Araújo é uma das esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos Paralímpicos (Jefferson Bernardes/CBDV/Inovafoto)

Rio de Janeiro/RJ – A aproximadamente seis meses dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a cidade sede do maior evento paradesportivo do mundo se prepara para receber a competição mais importante do Judô Paralímpico brasileiro. Com número recorde de participantes, o Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô Para Cegos, acontece no dia 05 de março, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no Rio de Janeiro.
 
São 17 países e 240 atletas inscritos, inclusive da Seleção Brasileira, o que torna a competição fundamental na preparação dos judocas para a disputa das Paralimpíadas. Como muitos deles estão confirmados nos Jogos do Rio, o evento será uma boa possibilidade dos brasileiros testarem suas forças contra os rivais paralímpicos, além de mostraram ao público o que eles vão encontrar no evento, em setembro.
 
Entre as feras brasileiras confirmadas na competição estão, o tetracampeão paralímpico Antônio Tenório, a medalhista de prata dos Jogos de Atenas e Pequim, Karla Cardoso, o atual líder do Ranking Mundial na categoria pesado, Wilians Araújo, e a vice-campeã paralímpica em Londres, Lúcia Araújo.
 
Um treinamento para a própria Paralimpíada. Vamos encontrar nossas adversárias das Paralímpiadas e poder colocar em prática algumas técnicas com algumas lutadoras. Poder aplicar sem ser nos Jogos é uma oportunidade de você testar e fazer os últimos ajustes – disse Lucia Araújo, dona do melhor resultado do Brasil no Judô Paralímpico, em Londres.
 
A etapa internacional do GP
 
Com o patrocínio da INFRAERO, a CBDV realiza a etapa internacional da competição desde 2012. Em seu primeiro ano, somente a Guatemala esteve presente. No entanto, o aumento ano a ano no número de competidores de fora do país demonstra que o Brasil é referência na modalidade. E em 2016, muito por conta dos Jogos Paralímpicos, o evento receberá o maior número de nações já inscritas no GP, 17, com um total de 62 atletas estrangeiros.
 
Todo ano está aumento o número de países inscritos, então eles (os países) estão colocando no calendário deles a nossa competição. E isso pra gente é muito proveitoso. O grupo só tem a crescer como um todo – destacou Lúcia Araújo.
 
Transmissão ao vivo
 
O público de fora da cidade do Rio de Janeiro poderá assistir o evento ao vivo pela internet. Clique aqui.
 
Assista o Teaser Oficial do evento. Clique aqui.
 
Serviço
Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô Para Cegos
Data: 05 de março de 2016
Horário: 08h30 às 18h
Local: Escola de Educação Física do Exército – Forte São João 
Endereço: Av. João Luís Alves - Urca, Rio de Janeiro – RJ

Fonte: cbdv.org.br

Garotinha surda se comunica com cão através da linguagem de sinais

Redação RedeTV!

         

A pequena Neeva, uma garotinha de 4 anos que sofre de surdez, tem chamado a atenção por conseguir se comunicar com seu cachorro Baxter usando a linguagem de sinais. As informações são da emissora ABC News.

A mãe de Neeva, Chelsea Goff, contou para a emissora que a dupla possui "sua própria linguagem secreta". "Ele está sempre com ela. Se ela está dormindo na cama, nós temos certeza que ele está no quarto com ela", contou a orgulhosa mamãe.

Neeva é capaz de mandar Baxter sentar, ficar parado e vir até ela usando a linguagem de sinais. Ela estuda em uma escola especial para crianças com deficiências no Novo México (EUA), e a família conta que decidiu escolher um cão que fosse paciente e bondoso. 

 "Olhar eles interagirem e realmente ter uma comunicação é algo espetacular", contou Chelsea.

Mulher faz tatuagem para avisar as pessoas que é surda de um ouvido

Um jovem que é surda de um ouvido fez uma tatuagem para alertar as pessoas a não falarem com ela do lado esquerdo.

Redação RedeTV!

                                   

A usuária do Instagram @raingoose desenhou o ícone de som desativado que aparece nos computadores para alertar as pessoas sobre sua deficiência. 

"Já que eu sou surda de um ouvido eu pensei que esta seria uma maneira amigável de dizer para todo mundo não falar comigo do meu lado esquerdo", escreveu.

Proposta aumenta multa para empresa que descumprir cotas para deficientes

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Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei (PL 752/15), de autoria do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), que altera os valores das multas para as empresas que descumprirem o percentual mínimo de cargos destinados a pessoas com deficiência.
O projeto altera a Lei sobre Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/91), também conhecida como lei de cotas para pessoas com deficiência.
De acordo com o projeto, a infração à lei poderá gerar multa entre R$ 1.812,87 a R$ 181.284,63, dependendo da quantidade de empregados da empresa. Atualmente, a lei prevê multa entre R$ 636,17 e R$ 63.617,35.
O montante total arrecadado será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para ações de treinamento, qualificação e inserção do trabalhador com deficiência no mercado de trabalho.
“Percebe-se que a lei não tem sido suficiente para alterar o quadro da precária inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Nosso objetivo é modificar a realidade da contratação de trabalhadores com deficiência por meio da imposição de multas às empresas que não cumprirem as cotas legais de contratação”, afirmou o deputado.
Atualmente a legislação exige um percentual mínimo de vagas destinadas a pessoas com algum tipo de deficiência:
• até 200 empregados – 2% do total de empregados;
• de 201 a 500 – 3% do total de empregados;
• 501 a 1.000 – 4% do total de empregados;
• 1.000 em diante – 5% do total de empregados.

Dificuldade de inserção
De acordo com o Censo de 2010, aproximadamente 24% da população brasileira declararam possuir alguma deficiência. Entretanto, dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), para o ano de 2012, citados pelo parlamentar, indicam que somente 0,7% dos vínculos empregatícios formais são ocupados por pessoas com deficiência.

“Percebe-se que a lei não tem sido suficiente para alterar o quadro da precária inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho”, finalizou.
Tramitação
O projeto é de caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fontes: Agência Câmara - pessoascomdeficiencia.com.br

Márcia Menezes fatura medalha de prata na etapa da Malásia da Copa do Mundo de Halterofilismo

                              Márcia Menezes exibe a medalha conquistada na etada da Malásia da Copa do Mundo
                        Márcia foi vice-campeã na competição

A paranaense Márcia Menezes garantiu na madrugada desta sexta-feira, 26, (pelo horário de Brasília) a medalha de prata no terceiro dia de disputas da Copa do Mundo de Halterofilismo, em Kuala Lumpur, na Malásia. Pela categoria até 86kg, Márcia levantou 116kg em sua segunda tentativa e, além do segundo lugar, conseguiu igualar sua melhor marca pessoal.
O Brasil ainda foi representado por mais dois atletas no dia. Evânio da Silva entrou em ação na categoria até 80kg, mas acabou desqualificado da prova após três tentativas falhas. A má sorte continuou com Rodrigo Marques (até 88kg), que também não conseguiu o levantamento desejado e se despediu da prova.
Ainda por esta etapa, a Seleção Brasileira contará com a participação do atleta José Ricardo (acima de 107kg).
A Copa do Mundo da Malásia é uma competição qualificatória para os Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro. Para garantir vaga nos Jogos, os atletas do masculino precisam estar entre os oito melhores de sua divisão até 29 de fevereiro. No feminino, as atletas devem estar entre as seis mais fortes. Porém, apenas um atleta por país se classifica em cada categoria. Caso haja compatriotas dentro da zona de classificação, apenas o melhor garante a participação.

Ministro quer "modelo eficaz" de políticas para pessoas com deficiência

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admitiu hoje que os passos dados nas políticas sociais para pessoas com deficiência "são ainda insuficientes", defendendo um modelo "eficaz e rigoroso" que concilie rendimento, proteção social e direito ao trabalho.

Lusa


Durante a discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2016, que hoje decorre na Assembleia da República, Vieira da Silva foi interpelado pelos deputados do BE Jorge Falcato e do PCP Diana Ferreira sobre a possibilidade dos apoios sociais às pessoas com deficiência serem ainda melhorados.

"Considero que os passos que foram dados nas políticas sociais no que toca às pessoas com deficiência são ainda insuficientes, é a área mais frágil do nosso sistema de proteção social. Temos uma ambição simples: tornar possível que todas as pessoas com deficiência que os restitua acima da linha da pobreza", admitiu.

Para o ministro da tutela, este é um modelo que "tem que ser construído de forma exigente para que seja possível conciliar, na mesma prestação, dois direitos essenciais para as pessoas", o direito ao trabalho e direito à proteção social.

"Não é, tecnicamente, uma prestação fácil, mas contamos com o esforço das nossas bancadas para construir, com esse triplo objetivo: rendimento, proteção social e direito ao trabalho, um modelo que seja sustentável, eficaz, rigoroso, mas que dê pleno cumprimento ao objetivo que todos temos", declarou.

O deputado do CDS-PP Filipe Lobo d'Ávila interpelou também o ministro da tutela, considerando que este deveria saber que "o maior inimigo do Estado Social é o Estado falido".

"É bom senhor ministro que não voltemos a esse passado e permita-me que apele ao técnico e não ao político porque de politiquices o país está cheio", atirou o centrista.

O deputado do PS Eurico Brilhante Dias aproveitou a sua interpelação ao governante para responder ao deputado centrista, considerando que "uma democracia falida é uma democracia que transforma os direitos sociais em assistencialismo e caridade".

Uma democracia sem direitos sociais é uma democracia falida", disse o socialista.

Já a parlamentar do PCP Rita Rato considerou que "o que verdadeiramente custa a PSD e CDS" é "discutir direitos e não caridade".

Fotografia para o tato, cinema humanista e leitura cidadã

Alunos com deficiência visual expõem fotos na Pinacoteca de SP. Universidade Livre Feminista oferece acervo para leitura sobre questão de gênero. Selo infantil desvenda a política. E outras dicas

por Xandra Stefanel

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De agosto a outubro de 2015, dez alunos com diferentes graus de deficiência visual fizeram um curso de fotografia coordenado por João Kulcsár no Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado, em São Paulo. O resultado das aulas pode ser conferido até 3 de abril na exposição Transver – Fotografias Feitas por Pessoas com Deficiência Visual. A mostra apresenta dez imagens feitas pelos alunos e também oferece recursos de acessibilidade, como pranchas táteis, audiodescrição e textos em Braille. Por meio de um código, os visitantes podem assistir aos depoimentos gravados pelos fotógrafos.
Serviço: Transver – Fotografias Feitas por Pessoas com Deficiência Visual
De quarta a segunda, das 10h às 18h
Endereço:  Praça da Luz, 2, São Paulo - SP
Tel: (11) 3335-4990
Entrada: R$ 3, R$ 6 e grátis aos sábados

Centro Paraolímpico Brasileiro recebe visita de Sindicato dos Clubes

Sexta-feira, 19/02, foi um dia de visita ao Centro Paraolímpico Brasileiro. Ainda não foi inaugurado, mas atendendo a pedido do Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo (Sindi-Clube), pelo seu presidente, Cezar Roberto Leão Granieri, o Betinho,  a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, gestora do Centro,  abriu suas portas para receber os dirigentes dos principais clubes do Estado de São Paulo.


Acompanharam a visita, além do presidente do Sindi-Clube e os dirigentes de clubes, o Deputado Federal Silvio Torres, o Presidente da OAB de São Paulo, Dr. Marcos da Costa, e a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella.

De forma muito positiva e sedimentando a importância de um Complexo esportivo desse porte, o Centro Paraolímpico Brasileiro, parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal, tem gerado grande interesse em clubes, federações e entidades esportivas e paradesportivas, além da imprensa em geral.


                             

Dra. Linamara reiterou que “a parceria entre os entes estaduais e federais é um exemplo marcante de cooperação, sinergia e respeito ao cronograma de implantação e aos atletas”. 
 
Em seu pronunciamento, o presidente do Sindi-Clube agradeceu à Secretária Dra. Linamara a oportunidade da visita. “Essa obra, pelo seu porte, é referência internacional. Os clubes estão prontos para apoiar e incentivar tudo que será desenvolvido no Centro Paraolímpico em prol do esporte brasileiro”, afirmou. 



                             



Projeto referência em acessibilidade no teatro é apresentado no Imperator

Intérprete de Libras em primeiro plano interpreta cena em palco teatral ao fundo.

O Imperator – Centro Cultural João Nogueira – passa a contar, mensalmente, com uma sessão com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva nas peças em cartaz. O projeto Acessibilidade no Teatro, idealizado pela Lavoro Produções, vai levar para o público durante todo o ano de 2016 – inicialmente no último sábado do mês-, uma sessão com audiodescrição, legendas e interpretação em LIBRAS, ao vivo, sem custo adicional no preço do ingresso. O programa começa no próximo sábado, 27, com o musical “Ou Tudo Ou Nada”, de Tadeu Aguiar, sucesso de público e crítica. O espetáculo do mês de março ainda será anunciando.

Patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, o programa já funciona no Teatro Carlos Gomes há quatro anos com sucesso, tendo levado mais de mil e duzentas pessoas com deficiência ao teatro. A iniciativa se tornou uma referência para outros projetos de inclusão pela arte no Brasil. Durante a sessão, um ator é responsável por passar cada detalhe da cena, das roupas e expressões dos atores, do cenário, diálogos, músicas, entre outros, para os espectadores com deficiência visual, fazendo com que eles fiquem imersos no universo da peça.

Estamos muito felizes em levar o projeto para o Imperator. Já temos um público cativo que frequenta o Teatro Carlos Gomes e que cobra mais opções. Com esse novo espaço estaremos durante um ano no Centro e no Meiér e sempre buscando ampliar o projeto, ressalta Lara Pozzobon, diretora da Lavoro Produções.

Acessibilidade no Teatro
O recurso da audiodescrição consiste na descrição objetiva de todas as informações visuais contidas nas cenas do espetáculo teatral, como expressões faciais e corporais, ações dos personagens, detalhes do ambiente, figurino, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de informações escritas em cenários ou adereços. Para completar a acessibilidade para as pessoas com deficiência visual, o programa da peça é produzido em versão em Braille. A interpretação em LIBRAS é a tradução para a Língua Brasileira de Sinais de todos os diálogos, músicas e informações sonoras importantes da peça teatral. A legendagem também contém todos os diálogos, músicas e informações sonoras do espetáculo, e é utilizada pelas pessoas com deficiência auditiva que não usam LIBRAS.

As sessões com acessibilidade não geram custo extra para os usuários dos recursos. O preço do ingresso varia de acordo com o espetáculo, e geralmente segue a política de preços populares da Prefeitura do Rio. O público deverá avisar na bilheteria se fará uso de algum dos recursos, para definir sua posição no teatro. Os usuários das legendas, assim como os usuários da Interpretação em LIBRAS, devem buscar os lugares no lado direito da plateia. E os usuários de audiodescrição não têm lugar definido. A equipe do teatro e a nossa equipe estão à disposição para facilitar a entrada de todos. Para as pessoas com deficiência visual, fazemos, quando possível, uma visita guiada ao palco, impreterivelmente 30 minutos antes do início do espetáculo. Por isso, é importante que cheguem com mais antecedência.

Sinopse do espetáculo:
A montagem brasileira do musical criado a partir de um dos grandes sucessos de bilheteria do cinema nos anos 1990 – The Full Monty – conquistou os cariocas em sua temporada no Theatro NET Rio, com direção de Tadeu Aguiar e versão de Artur Xexéo. Devido ao grande sucesso, o espetáculo faz temporada no Imperator.

Com um elenco de 17 atores que inclui Mouhamed Harfouch, Patrícia França e Sylvia Massari e sete músicos, a deliciosa comédia é protagonizada por seis desempregados que se aventuram num striptease para pagar suas contas. OU TUDO OU NADA tem direção musical de Miguel Briamonte (das versões brasileiras de O Fantasma da Ópera, Chicago, A Bela e a Fera, Les Misérables) e texto em português de Artur Xexéo.

Ficha Técnica
Patrocínio: Prefeitura do Rio de Janeiro

Realização: Lavoro Produções
Produção: Lara Pozzobon
Coordenação de Acessibilidade: Graciela Pozzobon
Produção no Teatro: Nara Monteiro
Coordenação Administrativa: Rita Mendes
Audiodescritores: Rodrigo de Bonis e Nara Monteiro
Roteiros de Audiodescrição: Cinema Falado Produções
Equipamento Audiodescriçao: Rio Vox
Interpretação em LIBRAS: Jhonatas Narciso e Lorraine Meyer
Legendas e Projeção Open Caption: 4 Estações


SERVIÇO: Acessibilidade no Teatro Imperator
Estreia na peça: “OU TUDO OU NADA”

Data: 27 de fevereiro de 2016
Horários: sábado às 20h
Ingressos: Balcão: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Plateia inferior: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Classificação Indicativa: 10 anos
Duração: 140 minutos
Local: Teatro Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Capacidade: 642 lugares
Vendas na bilheteria do teatro Telefone: (21) 2597-8512 | 2596-6523 | 2595-4010 | 2596-6618

Contato Lavoro Produções (de segunda a sexta): (21) 2235 5255

Sobre a Lavoro Produções
Criada em 2001, a Lavoro Produções é uma empresa pioneira na criação de projetos culturais com acessibilidade, tendo se tornado referência entre as instituições, grupos e pessoas com deficiência no Brasil e no mundo desde 2003 quando começou a realizar o Festival Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência em cidades no Brasil. O projeto introduziu a audiodescrição em projetos culturais no Brasil.
Desde 2012, produz o projeto Acessibilidade no Teatro Carlos Gomes, que oferece os recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva (LIBRAS, Legendas e Audiodescrição) em todos os espetáculos em cartaz no teatro.
A Lavoro foi responsável pela audiodescrição em português e inglês na Conferência das Nações Unidas, Rio+20, nas cinco salas principais do Riocentro, pela audiodescrição no Desfile das Escolas de Samba do Carnaval do Rio de Janeiro 2011 e 2016 e no Amazonas Film Festival 2012.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Michael Begum é um dos melhores jogadores de Street Fighter



Michael Phillip Begum, mais conhecido por seu apelido, "BrolyLegs", é um dos jogadores mais famosos dentro do cenário mundial dos jogos de luta, especialmente em Street Fighter.



Mesmo não conseguindo mexer a maior parte do seu corpo devido a sua condição física excepcional, que incapacitou seus ossos e músculos de crescerem conforme o seu desenvolvimento, BrolyLegs consegue jogar como poucos com a personagem Chun-Li, de Ultra Street Fighter IV.

O canal do YouTube oficial de Street Fighter fez uma entrevista especial com BrolyLegs, e ele conta um pouco da sua experiência. 

No vídeo, o jogador diz que seus pais e amigos o incentivaram muito a vencer suas limitações, e uma das provas disso foi um Nintendo dado de presente a ele logo na sua infância. "Meu pai me incentivava a jogar, querendo ver se eu conseguia, se o seu filho deficiente tinha uma noção real do que era capaz", explica.


"O que eu sempre digo às pessoas que precisam lidar com esse tipo de situação é: faça tudo para ser o melhor, porque ninguém vai tratar você de forma especial se você for apenas mais um jogador que perde, pois é isso que as pessoas veem. E foi isso que eu fiz. Eu não queria a simpatia ou piedade de ninguém, eu queria que elas vissem o quão bom eu era. Eu queria me tornar um símbolo para as pessoas, alguém em quem eles pudessem se inspirar", conta BrolyLegs.

Michael já enfrentou grandes jogadores dentro do cenário de Street Fighter. Entre as passagens do vídeo podemos ver trechos desses embates, inclusive contra Masato Takashi, mais conhecido como "Bonchan", campeão do primeiro Redbull Kumite.


Atualmente, a Chun-Li de BrolyLegs está em primeiro lugar no ranqueamento online mundial de Ultra Street Fighter IV.


Veja entrevista:


 

Menina com "ossos de vidro" é abandonada pelo pai e desabafa: "Por que você finge que não existo?"

Letícia foi abandonada pelo pai, ainda no ventre, quando a doença foi diagnosticada.

                 


Letícia Barbosa Vasconcelos tem apenas sete anos e sofre com osteogênese, conhecida como "ossos de vidro". A menina mora em Feira de Santana, município localizado a 107 km de Salvador, com a avó, a mãe e duas irmãs. A doença da criança foi descoberta ainda no ventre e ela foi abandonada pelo pai .

                            A menina disse que não tem contato com a família do pai e afirmou que eles têm vergonha dela.  A criança disse que o pai não liga nos aniversários e não aparece nas apresentações da escola.  Letícia gosta de expressar seus sentimentos na escrita e, em uma carta destinada ao pai, a menina desabafa.— Por que você finge que eu não existo? Eu te amava tanto, mas já não amo mais. Estou muito triste

A menina disse que não tem contato com a família do pai e afirmou que eles têm vergonha dela.  A criança disse que o pai não liga nos aniversários e não aparece nas apresentações da escola.  Letícia gosta de expressar seus sentimentos na escrita e, em uma carta destinada ao pai, a menina desabafa.

Por que você finge que eu não existo? Eu te amava tanto, mas já não amo mais.
 
Estou muito triste

Ela contou que a mãe é sua paixão e também escreveu uma carta de agradecimento para a avó.

Eu sei que a senhora está lutando para alimentar os seus filhos e os netos
A menina, que quer se tornar médica para ajudar os doentes, tem dois sonhos: andar e conhecer o apresentador do Balanço Geral Tarde, da Record Bahia, José Eduardo.

                     Ela contou que a mãe é sua paixão e também escreveu uma carta de agradecimento para a avó.— Eu sei que a senhora está lutando para alimentar os seus filhos e os netos
Letícia disse que o médico que a acompanha a encaminhou para Salvador para fazer uma cirurgia nos braços e nas pernas, mas, afirmou que o problema é a coluna que não a deixa ficar em pé. A menina precisa de tratamento com um especialista para saber se vai poder andar.