sábado, 12 de março de 2016

Detalhes técnicos das barras de apoio

Por: Acessibilidade na Prática - Maria Alice Furrer e Frederico Rios


Imagem Internet/Ilustrativa

As lojas de materiais para construção oferecem diversos tipos de barras de apoio, mas será que todas as barras disponíveis no mercado atendem às especificações técnicas?

Muitos modelos de barras de apoio dificultam as transferências e colocam em risco a segurança dos usuários. Por isso, é muito importante seguir as recomendações da norma técnica.


Dimensões mínimas

Para evitar falhas e erros, a NBR 9050/2015, no ANEXO C, detalhou as posições e medidas que as barras de apoio devem contemplar em cada forma de instalação. Confira nas figuras abaixo:


a) Barra de apoio reta


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b) Barra de apoio lateral 

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c) Barra de apoio lateral articulada para bacia sanitária

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d) Barra de apoio lateral para lavatório

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e) a barra de apoio a 90°

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Resistência
Todas as barras de apoio utilizadas em sanitários e vestiários devem resistir a um esforço mínimo de 150 kg no sentido de utilização da barra, sem apresentar deformações permanentes ou fissuras, ter empunhadura adequada e estar firmemente fixadas a uma distância mínima de 40 mm entre sua base de suporte (parede, painel, entre outros) e a face interna da barra. 

Suas extremidades devem estar fixadas nas paredes ou ter desenvolvimento contínuo até o ponto de fixação com formato recurvado. Quando necessários, os suportes intermediários de fixação devem estar sob a área de empunhadura, garantindo a continuidade de deslocamento das mãos. O comprimento e a altura de fixação são determinados em função de sua utilização.


Material e instalação


Quando executadas em material metálico, as barras de apoio e seus elementos de fixação e instalação devem ser confeccionadas em material resistente à corrosão, conforme ABNT NBR 10283, e determinação da aderência do acabamento conforme ABNT NBR 11003.


Leia também: Barras de apoio


Fonte: www.acessibilidadenapratica.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Comitê recorre a musa das redes sociais para bombar Jogos Paraolímpicos

Musa das redes sociais, a modelo mineira Paola Antonini, 21 anos, será um dos chamarizes da campanha para popularização dos Jogos Paraolímpicos do Rio, que ocorrem em setembro deste ano. Os ingressos têm valores muito mais baixos do que a Olimpíada. É possível encontrar entradas de R$ 10. 

   Juliana Alencar Do UOL, em São Paulo            

                        


Paola foi convocada a ser uma espécie de influenciadora das ações para mídias sociais do Comitê Paralímpico Brasileiro e ajudará a divulgar informações sobre o evento nas redes. A primeira "missão" dela foi gravar um vídeo no qual formalizou a parceria. Paola tem mais de 500 mil seguidores no Instagram, além de manter um canal de vídeos no YouTube.

"Fiquei muito feliz por ter sido lembrada para fazer essa contribuição. Acho muito importante, porque a intenção é apresentar os jogos como uma competição esportiva entre atletas de alto rendimento. Normalmente a questão da deficiência física ainda é muito associada à superação. A ideia é mostrar que não é só isso", explica a jovem. Além dela, outras personalidades assumirão a função até setembro.

Paola perdeu a perna num acidente automobilístico. Pouco mais de um ano depois, ela acabou se tornando uma espécie de porta-voz da causa dos deficientes exatamente porque decidiu não explorar o drama da condição especial. Nas redes sociais, ela sublinha a questão da igualdade postando fotos semelhantes a de outras it-girls, só de biquíni e fazendo academia. Ela também capricha nas fotos de looks que usa no dia a dia.

"Nunca quis que as pessoas tivessem pena de mim. Minha busca sempre foi continuar levando a vida que eu levava antes", afirma. A mineira, que voltou a andar com uma prótese comum, agora está animada com a possibilidade de conseguir poder praticar corrida: ela está esperando a peça específica para função.

"Nunca pensei em ser atleta, até porque é um caminho muito longo. Mas eu acho muito legal casos como o do Fernando Fernandes (ex-BBB e hoje atleta da canoagem) pelo fato de ele ter encontrado algo que faz sentido na vida dele depois de ter se tornado deficiente. Quero poder correr, mas uma das paixões que eu descobri depois do meu acidente foi a dança", encerra.

Click AQUI para ver mais fotos:

Você, não é Deficiente e sim, tem uma Deficiência!!!

Não posso fazer isto, porque tenho uma deficiência!!!!
Não posso estudar, porque tenho uma bendita deficiência!!!!!
Por Damião Marcos e Carolina Câmara.
                       Você, não é Deficiente e sim, tem uma Deficiência!!!

Não posso sair com amigos, devido à deficiência!!!!
Quem vai querer ter um relacionamento comigo??? Eu tenho uma deficiência!!!!
Como vou trabalhar com essa maldita deficiência!!!!

O que mais tem neste mundo, são pessoas com deficiência que pensam assim, faz da sua deficiência, um enorme peso!!!! Tudo é culpa da deficiência.

Vou usar aqui o termo baixa alto-estima, para ficar mais fácil entender.

Então vamos lá, certas pessoas com deficiência, por diversos fatores, tem uma baixa alto-estima devido a sua deficiência, ela e normalmente a família, olham para a deficiência, como se ela fosse um bicho papão, limitando o sujeito a fazer qualquer coisa..

E aí, o sujeito, sofre, vive triste, fala pouco, enfim é aquela pessoa que não tem nenhum sabor na vida. Os outros, a família, olham para essa pessoa, com pena, acreditando que é por causa da maldita deficiência, porém não é bem assim.

A pessoa com deficiência não é digna de pena e não é um objeto que só da trabalho. Ela é um sujeito comum, capaz de muitas coisas. O que a pessoa com deficiência precisa, é ser criada sabendo das suas limitações, conhecendo-as, muito bem.

Contudo, tem que deixar a deficiência no lugar dela, a vida não deve e não pode girar em torno da deficiência, se não, fica impossível de viver.

E outra, a deficiência, não te define, você não é deficiente. Você, sujeito, ser humano, tem uma deficiência, entendeu a diferença????

Você, pessoa com deficiência, pode sim fazer diversas coisas, trabalhar, estudar, sair com amigos, amar e ser amado, mesmo que certas coisas tenha que se adaptar. Não use a deficiência, como desculpa!!!!!

Fonte: www.inclusaodiferente.net

Goiás possui 4 cidades onde todas as escolas são 100% acessíveis




Das 23 cidades brasileiras que têm todas as suas escolas 100% acessíveis, quatro municípios estão em Goiás. Em Avelinópolis, a 73 km de Goiânia, as duas unidades de ensino da cidade são públicas e têm o prédio com rampas, corrimãos, salas com recursos audiovisuais adaptados e professores de apoio em todas as salas. Com isso, alguns alunos contam que sentem mais facilidade no aprendizado.

Os dados foram tabulados a pedido do G1 pela Fundação Lemann e pela Meritt, responsáveis pelo portal QEdu. Eles indicam que apenas 23 municípios do Brasil contam com todas as suas escolas acessíveis – incluindo banheiros totalmente adequados a deficientes. Em Goiás, além de Avelinópolis, também entram na lista Aurilândia, Guaraíta e Morro Agudo de Goiás.

A primeira escola a começar a se tornar acessível em Avelinópolis foi o Colégio Estadual Professor Alfredo Nasser. Fundada em 1980, ela começou a passar por reformas em 1994 para atender pessoas com deficiência. A última reforma feita foi em 2014, para adaptar os banheiros.

Graças a essas mudanças, Maria Alves de Jesus, de 63 anos, que é cadeirante, está realizando o seu grande sonho, que é o de aprender a ler e escrever. Aluna dedicada, que se senta sempre na primeira fileira, ela superou a dificuldade da locomoção para conseguir frequentar as aulas. “Antes, eu não conseguia vir para a escola, era difícil, tinha que ficar contando com a ajuda dos companheiros. Também havia muitos degraus”, afirma.



Cursando o 9º ano do ensino fundamental, a estudante diz que já nasceu com a deficiência física, mas nunca soube ao certo seu problema por não ter passado por consultas médicas na infância. “Achei que nunca fosse aprender nada porque era difícil frequentar a escola, mas as pessoas são compreensivas com a gente. E tem a professora de apoio, que me ajuda”, conta, sorridente.

Com a acessibilidade, Maria consegue entrar na escola e, em vez de ter que pedir ajuda para que desçam a cadeira de rodas pela pequena escada, pode passar pela rampa que dá acesso ao pátio, com largo corredor. Na sala de aula, ela tem uma mesa especialmente para ela, mais larga e alta, para caber a cadeira de rodas. Além disso, quando precisa ir ao banheiro, as barras de apoio fixadas na parede facilitam a movimentação.

Recursos pedagógicos
Porém, não são apenas mudanças físicas que são necessárias para atender todos os alunos. No colégio também existe a sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), com diversos jogos, livros e recursos audiovisuais que são utilizados como recursos pedagógicos para que pessoas com deficiência auditiva ou visual, por exemplo, possam complementar os estudos.
 
 
Foi nessa sala que Franciele Dias Oliveira, de 20 anos, aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Gosto muito de ter o intérprete dentro de sala de aula, ajuda na hora de aprender. Só assim para entender a aula, porque às vezes não são todos os professores que sabem libras”, conta.

A jovem, que ficou surda depois de uma meningite aos 5 anos de idade, está no 2º ano do ensino médio e já sabe o que quer fazer depois de se formar. “Quero ser professora, instrutora de Libras. Vou ajudar várias outras pessoas."

Quem também aprendeu Libras na escola foi a estudante Maria Vitória Malaspina, de 9 anos. Ela estuda na Escola Municipal Modelo, que também é 100% acessível. E a garota aproveita que o local é totalmente adaptado para aprender novas coisas todos os dias. “É muito legal ter uma professora só para mim. E é importante para entender o que as professoras falam”, afirma.

Maria Vitória nasceu prematura e tem surdez profunda. Ela chegou a fazer o implante coclear para que passasse a escutar. Porém, não se adaptou ao aparelho auditivo e prefere se comunicar pela linguagem de sinais.

“Ela não gosta de usar o aparelho porque acha que fica muito barulhento ao redor dela. Se a escola não tivesse todos esses recursos, como a sala especial e a intérprete, ela não conseguiria estudar”, conta a mãe da estudante, a dona de casa Érica Aurélia Malaspina dos Santos.

As duas escolas de Avelinópolis têm estruturas semelhantes. Corredores largos, rampas onde há desnível e degraus, corrimãos para dar mais segurança na hora de caminhar ou até mesmo descer de cadeira de rodas, sanitários adaptados, salas com recursos pedagógicos para deficientes auditivos, visuais e mentais e professores de apoio em todas as salas.

Não foi necessária nenhuma lei que obrigasse a adaptação das escolas para atender alunos com deficiência, e sim força de vontade. No caso do Colégio Estadual Professora Alfredo Nasser, as iniciativas partiram principalmente da direção da unidade. “Tivemos uma diretora que era deficiente, dependia de muleta para andar. Então ela acelerou ainda mais esse processo de adaptação”, diz a coordenadora da escola, Renata Alves Maciel Pereira.

Já na Escola Municipal Modelo, as adaptações começaram a ser feitas em 2009, pois a unidade era usada como zona eleitoral na cidade e também sediava diversos eventos da comunidade. A maior dificuldade, entretanto, não foi a reforma física, mas, sim, o preconceito.

Tinha pai que era contra, porque dizia que fazer a inclusão [...] ia atrasar ou prejudicar o aprendizado do filho dele"
Dayane Bueno Bahia Araújo, diretora

“Tinha pai que era contra, porque dizia que fazer a inclusão dos alunos com algum tipo de deficiência ia atrasar ou prejudicar o aprendizado do filho dele. Alguns profissionais também impuseram resistência, porque estavam próximos de se aposentar e não queriam fazer os cursos de formação para atender os alunos”, diz a diretora, Dayane Bueno Bahia Araújo.

Inclusão
Segundo a professora de apoio Luzemaria Ferreira de Araújo, de 54 anos, que acompanha diariamente a cadeirante Maria Alves na sala de aula, somente com a acessibilidade na escola é que todos os estudantes passaram a ter os mesmos direitos.

“Antigamente, quem tinha alguma deficiência física era deixado de lado ou então colocado em uma sala separada. Com essas mudanças para a escola ficar acessível, houve uma inclusão e todos passaram a respeitar mais uns aos outros e até a aprendizagem melhorou."

E a aprendizagem citada por Luzemaria também é compartilhada pela intérprete Sueli Pereira Neiva Cabral, que acompanha a deficiente auditiva Maria Vitória. “Elas são crianças muito espertas e inteligentes. Então, no dia a dia, nós também aprendemos com eles. No início é difícil. Tive que fazer curso, mas depois você pega amor e as coisas ficam mais fáceis”, conclui.

Estudante cego obtém 720 pontos na redação do ENEM

  

Aos 39 anos, o estudante Antonio Félix da Silva Filho obteve 720 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM. Ele é morador do povoado Zundão, localizado na zona rural de Altos (PI), onde mora com sua mãe.

Antonio teve perda total da visão ainda jovem, quando tinha apenas 12 anos de idade e cursava a quarta série do ensino fundamental. Com as dificuldades que surgiram, especialmente a aceitação da deficiência visual, deixou de estudar e se afastou da escola por algum tempo.

Em 2011, decidiu estudar e se matriculou em uma escola da rede municipal, onde participou da modalidade de ensino EJA – Educação para Jovens e Adultos. O recomeço não foi fácil. Mas, mesmo tendo acesso apenas às aulas e provas teóricas, ele surpreendeu os professores com boas notas.

O estudante concluiu o ensino fundamental em 2013. A partir daí, passou a cursar o ensino médio em uma escola da capital, pois, paralelo ao ensino regular, tinha a possibilidade de estudar no Centro de Apoio ao Deficiente Visual- CAP, e assim ter acesso ao Braile.

Na entidade, ele teve aulas de orientação e mobilidade, onde aperfeiçoou as habilidades de locomoção. Entre outras disciplinas, ainda frequentava aulas de Informática e Sorobã (ábaco japonês utilizado no Brasil por deficientes visuais em exercícios matemáticos).

Após concluir o ensino médio, o estudante participou do ENEM e foi o único candidato do município a receber atendimento específico, sendo que no local da prova, ficaram apenas o candidato, os dois auxiliares e um fiscal.

Com o bom desempenho no exame, especialmente na prova de redação, Antonio espera uma vaga no curso de direito. Ele diz que enquanto não conseguir se formar na área, irá persistir. “Tenho um objetivo e jamais vou desistir. Se você tem um sonho, corra atrás dele e faça por onde. O que realmente é importante não se ganha facilmente. A grande verdade é que a vida só tem graça assim. Ela é feita de batalhas para que quando alcançarmos um objetivo saibamos valorizá-lo verdadeiramente”, finalizou ele.

Fontes: REVISTA INCLUIR - nandoacesso.blogspot.com.br

Por causa da doença deixei de fazer muita coisa e muitos amigos se foram

Por 

                             

Tudo começou com uma dor no ombro direito, e no dedo polegar, não conseguia nem se quer virar a chave pra abrir a porta, escovar os dentes, pentear os cabelos, pendurar roupas no varal, tudo passou a ser uma tortura. Como trabalhava com alimentos congelados o primeiro diagnóstico foi por movimentos repetitivos. Tratei com corticoides, anti inflamatórios e fisioterapias.
Desde então o quadro só veio se agravando para os cotovelos, trapézio cervical, quadril e por último tornozelo esquerdo. Os corticoides, anti-inflamatórios e anti depressivos entraram como tratamento, não me adaptei com os anti depressivos, há mais de 2 anos não tomo nenhum. Já passei por ortopedistas, reumatologistas, psiquiatras e outros. As infiltrações, bloqueios e fisioterapias são constantes, no momento faço tratamento com um reumato e médico da clínica da dor, estou fazendo fisioterapias e faço pilates por orientação do médico da dor e tem me ajudado bastante.
Hoje faço uso de apenas dois medicamentos(diacereina e disfor) mas tenho sempre a mão uma cartela de tramadol se caso as dores se intensificarem. Por causa da doença deixei de fazer muita coisa e muitos amigos se foram. Fico triste quando converso com os médicos sobre me aposentar e ouço deles que artrite e Artrose crônica não concede aposentadoria no Brasil. Costumo dizer que esta doença roubou meus sonhos de fazer trilhas junto a natureza, dirigir, carregar minha neta entre outras coisas.
Me chamo Doris Lelis, tenho 49 anos, convivo com o diagnostico de artrite reumatoide, artrose e tendinite crônica há 12 anos, sou de Belo Horizonte – MG.
Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

I Seminário de Capacitação Paradesportiva da CBDV começou nesta sexta (11), no RJ

I Seminário de Capacitação Paradesportiva da CBDV começou nesta sexta (11), no RJ
Foto: O presidente Sandro Laina esteve presente durante toda a manhã no primeiro dia do Seminário

Rio de Janeiro/RJ – Começou na manhã desta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro, o I Seminário de Capacitação Paradesportiva da CBDV. O evento acontece até o próximo domingo, e contará com a participação de dirigentes das entidades filiadas e reconhecidas pela Confederação.
 
O principal objetivo do seminário é contribuir na capacitação das associações e fortalecar o movimento paradesportivo de cegos no Brasil. O cronograma apresenta seis palestras com profissionais gabaritados no mercado, dois Workshops, uma mesa redonda com a participação especial do repórter da Rede Globo Renato Peters, e uma conferência final com o presidente da CBDV, Sandro Laina Saores.
 
A proposta do seminário tem dois principais eixo: o primeiro é o de capacitar, trazer algo novo para as entidades, de modo que possam conquistar mais recursos e gerir melhor esses recursos. E um outro eixo é a questão do intercâmbio de conhecimento de estratégia que as entidades já utilizam. E dentro de um ambiente de conhecimento de gestão facilita muito mais no entendimento, ao contrário se estivessem em um campeonato, onde você está focado na competição. Temos a convicção que com um evento desse tipo a gente vai crescer junto com as filiadas, e juntos o movimento cresce muito mais rápido - disse o presidente Sandro Laina Soares.
 
Confira o cronograma do I Seminário de Capacitação Paradesportiva da CBDV.
 
SEXTA-FEIRA - 11 DE MARÇO
HORÁRIOTEMAPALESTRANTE
08h às 08h30AberturaPresidente da CBDV / CPB
08h30 às 09hPalestra I: Fontes de Recursos, onde estão?Marcelo Estraviz - Ex-presidente da ABCR
09h30 às 11h30Palestra II: Mecanismos, ferramentas e técnicas de captaçãoAna Flavia - Diretora de Comunicação da ABCR
11h30 às 13hPalestra III: Captação de Recursos e Marco RegulatórioMichel Freller - Empreendedor Social
14h30 às 18h30Workshop sobre projetos esportivos: elaboração e negociaçãoPaula Lobo - Assessora da ANDEF
SÁBADO - 12 DE MARÇO
08h30 às 12h30Workshop sobre projetos esportivos: elaboração e negociaçãoPaula Lobo - Assessora da ANDEF
14h às 15hPalestra IV: Marketing esportivo: conceitos, estratégias e patrocíniosMarcus Duarte - Gerente de Marketing do Vasco
15h às 16hPalestra V: Marketing esportivo na internet: uma estratégia do Século XXILuiz Leo - Professor da PUC-RJ
16h às 18hMesa redonda: Esporte como produtoRenato Peters - Repórter da Rede Globo; Bernardo Costa Duarte - Diretor de Torneios e Eventos da CBRU
DOMINGO - 13 DE MARÇO
09h às 10hPalestra VI: Esporte para Cegos no Brasil: história, desenvolvimento e importância socialAntônio João Menescal Conde - Professor do Instituto Benjamin Constant
10h às 11h30Conferência final: Esporte para Cegos: olhando para o futuroSandro Laina Soares - Presidente da CBDV
11h30 às 12hEncerramentoPresidência da CBDV / CPB
 Fonte: cbdv.org.br
 

Incisão pioneira com células-tronco regenera olhos de crianças com catarata

Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBCBrasil.com
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Procedimento conseguiu recuperar parte do olho de crianças afetadas pela doença na China.
Um procedimento pioneiro feito por médicos conseguiu restaurar, a partir de células-tronco, o olho de crianças vítimas de catarata na China.
Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o cristalino – a lente natural existente no globo ocular – fica opaco.
Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial.
Já o novo procedimento, descrito na revista especializada “Nature”, ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente.

Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa.
Tratamentos e complicações
Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças desde o nascimento.
Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento pode resultar em complicações, principalmente em crianças.
A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, na China, e da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos, remove a catarata da lente interna do olho através de uma incisão minúscula e deixa a superfície exterior, chamada de cápsula da lente, intacta.
A estrutura é então forrada com as células-tronco epiteliais, que geralmente reparam os danos.

A lente de células-tronco fica atrás da pupila e focaliza a luz na retina.

Segundo os cientistas, o novo procedimento foi feito em 12 crianças depois de testes feitos em coelhos e macacos terem sido bem-sucedidos.
Em oito meses, as lentes de células-tronco já chegavam ao tamanho normal.
“Esta é a primeira vez que uma lente completa foi regenerada. As crianças passaram pela cirurgia na China e continuam muito bem, com visão normal”, disse Kang Zhang, um dos pesquisadores.

O procedimento também teve uma taxa de complicações muito menor.
Mas, de acordo com o Kang Zhang, são necessários mais testes antes que esse tratamento se transforme no padrão para tratar crianças com catarata.

Crianças e idosos
O procedimento foi testado em crianças pois suas células-tronco epiteliais da lente do olho são mais jovens e têm uma capacidade maior de regeneração do que as de idosos.
Mas a grande maioria dos casos de catarata acontece em idosos.
Zhang afirma que já começaram os testes em pacientes mais velhos e os primeiros resultados “parecem promissores”.

Para Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia do Universidade College London, mesmo ainda estando na fase de testes, o trabalho dos cientistas chineses e americanos é “formidável”.
“Esta nova abordagem oferece uma perspectiva muito melhor de tratamento para a catarata pediátrica, porque resulta na regeneração de uma lente normal que cresce naturalmente”, afirmou.
Para Ali pode ser mais difícil conseguir resultados parecidos em adultos, mas o impacto pode ser grande.
“Pode ser superior às lentes artificiais implantadas atualmente pois as lentes naturais podem permitir que a pessoa enxergue em distâncias diferentes de forma mais eficaz”, afirmou.

“O estudo é uma das maiores conquistas no campo de medicina regenerativa até o momento. É o melhor da ciência”, disse Dusko Ilic, palestrante em ciência de células-tronco no King’s College de Londres.
Potencial
Kang Zhang acredita que usar células-troncos dos olhos tem um “grande potencial” para tratar uma grande variedade de doenças além da catarata, como degeneração macular e glaucoma.
Um outro estudo realizado pela Universidade de Osaka, no Japão, e pela Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, usou células-tronco para produzir outros tecidos do olho.
Neste estudo os cientistas conseguiram produzir uma série de tecidos oculares incluindo os que fazem parte da córnea, conjuntiva, lente e retina.
“Nosso trabalho não apenas tem potencial para o desenvolvimento de células para tratamento de outras partes do olho, mas também pode estabelecer a base para testes humanos no futuro e transplantes (…) para restaurar a função visual”, disse Andrew Quantock, um dos pesquisadores.
Fontes: BBC Brasil - pessoascomdeficiencia.com.br

Campeão paralímpico fatura o primeiro lugar na espada B durante a Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas

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Jovane Guissone (Asasepode) faturou o primeiro lugar na espada B. Crédito: Márcio Rodrigues/Mpix/CPB

Aniversariante do dia, o campeão paralímpico em Londres 2012, Jovane Guissone (Asasepode), estreou nesta sexta-feira, 11, na I Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas e faturou a medalha de ouro na sua principal arma: a espada B. A competição é disputada no Country Clube, em Valinhos (SP), e segue até domingo, 13.

“Hoje eu me dei o presente de aniversário e a organização da Copa Brasil também. As copas costumam iniciar com florete e hoje foi com espada, adorei”, brincou o atleta que na poule, fase eliminatória, disputou na chave A e teve um bom desempenho. Foram quatro vitórias em cinco combates. Com 80% de aproveitamento, Jovane que completou 33 anos foi direto para as oitavas de final e não decepcionou: venceu o colega de clube, Mauricio Stempniak por 15 a 2 e passou pelo Rodrigo Massarutt (ADFP) por 15 a 5 para garantir a vaga na final.

Na decisão, o confronto foi contra Edgar Rassan (ADFP). Jovane chegou a estar atrás do placar quando o rival abriu 3 x 1. O gaúcho manteve a tranquilidade e conseguiu a vitória por 15 x 7. “Sem desmerecer os meus colegas, mas aqui serve como um treino de luxo. E eu aproveito ao máximo cada momento para chegar nos torneios internacionais e fazer bonito. Apesar de estar praticamente classificado para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, é importante que eu pontue nas provas internacionais para ter uma poule mais tranquila”, disse o esgrimista.

Com um calendário cheio de compromissos, Jovane disputará a etapa de Copa do Mundo em Laval, Canadá, de 27 de abril a primeiro de maio e também competirá no Regional das Américas, de 26 a 29 de maio, em São Paulo. Ele também viajará para a França e passará duas semanas em intercâmbio. “Esse é o preço para conquistar novamente uma medalha de ouro paralímpica. Estou treinando muito forte para alcançar o objetivo de sentir de novo o gostinho da vitória e dessa vez em casa”, ressaltou.

A I Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas é patrocinada pela Caixa Loterias.

Resultados do primeiro dia de competição da I Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas

Florete Masculino A
Final – Sandro Colaço (ADFP) 8 x 15 Alex Souza (ECP)

Espada Feminina A
Final – Monica Santos (Asasepode) 15 x 7 Karina Maia (ADFP)

Florete Masculino C
Final – Marcos Melo 4 (ACE) x 15 Lucas Freitas (Asasepode)

Espada Masculina B
Final – Jovane Guissone (Asasepode) 15 x 7 Edgar Rassan (ADFP)

Sabre Masculino A
Final – Alex Souza (ECP) 15 x 14 Dérik Burbella (ADFP)

Fonte: cpb.org.br

Nunca estivemos tão próximos da cura do autismo, afirmam cientistas

      Alysson Muotri

Dificuldade de comunicação com as pessoas em volta e comportamentos repetitivos. Essas são as características do Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma doença encarada como uma condição permanente. Ou seja, quem nasce com esse problema o leva para toda a vida. Porém cientistas já admitem caminhos para uma possível cura, é o que afirma o neurocientista brasileiro Alysson Muotri, Ph.D. em Genética e professor do departamento de pediatria e medicina molecular da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA).]]
Dr. Alysson explica que, atualmente, pesquisadores estão conseguindo resolver aos poucos esse “jogo de quebra-cabeças” relacionado às bases neuro-genéticas do autismo, apesar de haver poucos laboratórios dedicados ao tema. Segundo o professor, tem-se combinado o estudo das alterações genéticas implicadas ao transtorno com suas consequências celulares durante o desenvolvimento dos neurônios. “Ao estratificar o espectro autista, ou classificar separadamente, podemos sugerir melhores tratamentos e até uma medicina personalizada em alguns casos”.
Muotri é um dos responsáveis por estudar a fundo as causas do autismo. Segundo o cientista, o trabalho de atuação de sua equipe tem se desenvolvido em duas vertentes: a primeira procura entender como as mutações em genes relacionados ao autismo causam defeitos sinápticos em células do sistema nervoso. E a segunda parte está relacionada à busca de novas drogas que sejam efetivas na reversão de sintomas do TEA.
Esse assunto será o tema principal de sua palestra no ConAutismo, Congresso Nacional e On-line Sobre Autismo, que acontece dos dias 14 a 20 de março. O evento é gratuito e contará com a participação de médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, terapeuta ocupacional, pais e familiares, organizações e associações.
Pretendo explicar como e porque é possível obter a cura do autismo. Infelizmente, há poucas instituições interessadas nisso. Por esse motivo, acho importante o público leigo entender o que é preciso para que surjam novos tratamentos. O processo cientifico é confuso para a maioria das pessoas. Então, espero também esclarecer como isso é feito – ressalta.
Mas para compreender melhor os mecanismos biológicos existentes nesse transtorno para achar a cura, é preciso ter bons materiais para análise e que não demandem muitos custos. A principal ferramenta para a equipe do Dr. Muotri está sendo o projeto internacional “Fada do Dente”, que acontece também no Brasil. Por meio dele, são recolhidas células de indivíduos autistas e não-afetados de uma forma não invasiva, ou seja, recebendo dentes de leite pelo correio. “Isolamos as células da polpa do dente e as transformamos em ‘mini-cérebros’ no laboratório”.
Segundo Muotri, esses “mini-cérebros” são representativos de cada indivíduo, pois contém o genoma da pessoa. Eles recapitulam as fases iniciais do desenvolvimento cerebral embrionário. “Só no Brasil temos mais de 3500 famílias cadastradas e mais de 300 linhagens celulares”.
Isso tem auxiliado na descoberta de novos genes implicados no autismo e no teste de drogas candidatas. É um material importantíssimo para acelerar novos tratamentos para indivíduos autistas – reforça.
Por meio desse trabalho, permitiu-se descobrir que o TEA faz com que um tipo celular do cérebro, chamado de astrócito, produza uma toxina que atrapalha a formação de sinapses, atividades responsáveis pela comunicação entre os neurônios, ou células nervosas. “Isso já não acontece nas pessoas que não possuem esse transtorno”.
É um dado fascinante, pois por muitos anos os estudos têm focado muito em neurônios e dado pouca atenção aos astrócitos. Nossos resultados são provocativos, pois mostram que essas duas células do cérebro conversam bastante. A pesquisa abre novas oportunidades terapêuticas para o autismo, caminhos que nunca tinham sido explorados anteriormente e que são passivos de reversão. É muito empolgante – revela.
Mas o grande desafio vem sendo o financiamento. Segundo ele, o projeto é muito caro e a equipe recebe poucos recursos vindo de verbas do governo americano e do estado da Califórnia. O restante vem da filantropia, principalmente de famílias americanas.
Acabo gastando muito do meu tempo “correndo atrás” de suporte financeiro. Por isso digo que o problema agora não é mais “como” e sim “quando”, pois temos toda tecnologia necessária para descobrir a cura dos sintomas do autismo relata.
Serviço:
Congresso Nacional e On-line Sobre Autismo
Datas: de 14 a 20 de março
Instituição responsável: Neuro Saber
Valor: Gratuito
Fontes: http://folhanobre.com.br/ - pessoascomdeficiencia.com.br

Caso de britânica que sangra pelos olhos intriga médicos e desafia busca por diagnóstico

BBC

     Gareth Iwan Jone
    11.mar.2016 - Marnie-Rae Harvey sangra pelos olhos, pelo nariz, pela gengiva, pela língua e até pelo couro cabeludo
 Marnie-Rae Harvey sangra pelos olhos, pelo nariz, pela gengiva, pela língua e até pelo couro cabeludo


Aos 14 anos de idade, Marnie-Rae Harvey começou a ter tosses fortes e notou que saía sangue por sua garganta quando isso acontecia. Três anos depois, ela convive com um problema ainda maior: o sangue agora sai pelos seus olhos, pelo nariz, pela gengiva, língua e até pelo couro cabeludo.
Apesar de já ter visitado vários especialistas entre ginecologistas, neurologistas e especialistas em hematologia -, nenhum deles conseguiu fazer um diagnóstico preciso.
"Começo a sentir uma queimação e depois o sangue cobre as pupilas dos meus olhos e eu não consigo ver mais nada", disse ela ao Newsbeat, da BBC.
O drama começou em março de 2013, quando o sangue vinha com a tosse. Depois, continuou pelos anos seguintes até que ela acordou, em uma noite em julho de 2015, com o rosto coberto de sangue. Estava saindo pelos seus olhos.
Os pais de Marnie-Rae chamaram uma ambulância. "Os paramédicos ficaram chocados, porque nunca tinham visto nada parecido antes", ela explica.

"Quando cheguei ao hospital, eles examinaram meus olhos, mas disseram que estava tudo normal."

"Eles sangram e meu rosto fica coberto com sangue, mas depois, em segundos, simplesmente passa e volta tudo ao normal. Eu fiz exames de sangue e eles também não apontaram problemas."
Por mais duas semanas, os olhos dela continuaram sangrando todos os dias. "Aí eu fui a uma loja e os meus dois olhos começaram a sangrar e tivemos que chamar a ambulância de novo."
Marnie-Rae já fez inúmeros exames, viu diversos especialistas e descobriu que tem um "sistema imunológico fraco", mas nada além disso. Hemolacria é o termo médico para lágrimas de sangue – mas é algo muito raro.
As causas podem incluir lesões, problemas de coagulação e desgaste disfunções da glândula - mas Marnie-Rae fez testes para tudo isso e os resultados não mostraram nenhuma alteração.

Sangramento

O sangue continuou, e a jovem conta que precisou parar sua vida por causa disso. "Não pude terminar o colégio e agora não posso ir para a faculdade."
Ela disse que não se sente com energia para as atividades diárias e sofre de tonturas. Seus ombros e ossos também ficam frequentemente doloridos.
Gareth Iwan Jones
Marnie-Rae Harvey sente uma queimação e, na sequência, o sangue cobre seus olhos
"As pessoas ficam me encarando e eu nem consigo andar muito sem me sentir mal. Eu estava no hospital outro dia e as pessoas estavam tentando tirar fotos do meu rosto e diziam coisas com expressões de nojo."
Recentemente, o problema piorou.
"Nos últimos 12 dias, tem sangrado sem parar, e quando começa é de uma vez. Normalmente sangra por cinco minutos, depois para por uma hora, mas agora há sangramentos que duram meia hora, depois param por cinco minutos e voltam. Eu tenho que me levantar durante a noite a cada cinco minutos."

Solução

Depois de pensar que se tratava de uma doença sanguínea, agora os médicos investigam se Marnie-Rae tem endometriose. Por conta disso, diz ela, "tomei uma injeção chamada Prostap 3 para meu útero parar de funcionar".
Os médicos disseram a Marnie-Rae que há 60% ou 70% de chance de a injeção torná-la infértil no futuro. "Eu fico um pouco chateada com isso, mas eu só quero resolver este problema logo", diz.
A jovem tem até a metade de abril para descobrir se isso funcionou – mas será que ela já está otimista?
"Não, porque a injeção faz com que você passe pelos sintomas da menopausa, então agora eu tenho sentido mudanças de humor, suor e etc., mas ainda estou sangrando."
Futuramente ela será encaminhada a um dermatologista, mas não acha que seu problema tenha relação com a pele. "Quando eu fico menstruada, o sangramento piora muito. Os ginecologistas dizem que continuarão com os testes para tentar identificar o problema."