sábado, 19 de março de 2016

Deficiente é pedida em casamento no momento em que ouve pela primeira vez após implante

Andrea disse 'sim' ao pedido de casamento

Andrea Diaz é deficiente auditiva, mas, graças a um implante na cóclea (parte interior do labirinto do ouvido), ela ouviu pela primeira vez.

O namorado, Kevin Peakman, que estava ao seu lado, juntamente com uma médica, aproveitou o momento para deixar o romantismo aflorar e pediu a mão de Andrea em casamento.
"Eu queria que uma das primeiras coisas que você ouvisse fosse o meu pedido para se casar comigo", afirmou Kevin, conforme registrou a ABC News.
Em lágrimas, Andrea disse "sim" e completou:
"Eu posso ouvir a sua voz".
O implante foi feito no Centro Médico da Universidade de Maryland (EUA).

Fonte: portalpcdonline.com.br


A pessoa com deficiência mental ou intelectual pode se casar?


Casal com deficiência intelectual superam barreiras

Por Flavia Ortega*  

Hosana Gabriela e Dudu, casal com deficiência intelectual.
Em primeiro lugar, saliento que tal tema, extremamente atual, tende a ser questionado não só nos concursos públicos e exames da OAB, mas também no dia a dia forense Trata-se  de uma das maiores evoluções do direito nos últimos tempos, consagrando o princípio constitucional da isonomia. Todos devem ser tratados de modo IGUAL, não podendo haver discriminação (direito fundamental, previsto na CF/88).

O art. 1.548 do CC consagra as hipóteses de nulidade absoluta do casamento.
Advirta-se, contudo, que a primeira delas foi REVOGADA pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).
Vejamos como era ANTES da Lei 13.146/2015:
Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I – pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil;
II – por infringência de impedimento.Agora, visualizamos como está atualmente, APÓS a Lei 13.146/2015:
 Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:


II – por infringência de impedimento.

Logo, com vistas à plena inclusão das pessoas com deficiência, esse dispositivo foi revogado expressamente pelo art. 114 da Lei 13.146/2015.

Desse modo, de acordo com o novo art. 1.550§ 2o do CC/2002 (com Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015), a pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbia poderá contrair matrimônio, expressando sua vontade diretamente ou por meio de seu responsável ou curador.
Portanto, as pessoas com deficiência mental ou intelectual PODEM se casar livremente, não sendo mais consideradas como absolutamente incapazes no sistema civil brasileiro.
Salienta-se que a inovação veio em boa hora, pois a lei presumida, de forma absoluta, que o casamento seria prejudicial aos então incapazes, o que não se sustentava social e juridicamente. Aliás, conforme se retira do art. 1o da norma emergente, o Estatuto da Pessoa com Deficiência é destinado a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania. A possibilidade atual de casamento dessas pessoas parece tender a alcançar tais objetivos, nos termos do que consta do art. 6o da mesma Lei13.146/2015.
* Advogada
Advogada no Estado do Paraná – BR. Pós graduada em Direito Penal. Atualização jurisprudencial do STJ e STF, bem como apontamentos esquematizados sobre temas importantes do direito, tais como teorias, temas atuais, Novo CPC, dentre outros. Instagram: flaviaortega

Pessoas com deficiência enfrentam problemas para tirar CNH em Uberaba

Cidade tem 22 autoescolas, mas apenas uma tem veículo adaptado. Detran-MG afirma que clínicas credenciadas são aptas ao serviço

Homem com deficiência sentado no banco do motorista em carro adaptado

Mesmo com 22 autoescolas existentes em Uberaba, o processo de aprendizagem e obtenção de Carteira Nacional de Trânsito (CNH) oferece dificuldades para candidatos com deficiência. O motivo é que apenas um centro de formação tem veículo adaptado, que ainda não atende todo tipo de deficiência.

A situação é mais agravada pelo fato de apenas Belo Horizonte ter uma clínica credenciada autorizada a fazer os exames médicos e psicotécnicos especiais para pessoas com deficiência, o que leva os candidatos a terem que arcar, também, com custos de viagem.

O Departamento Nacional de Trânsito (Detran-MG) afirmou que todas as clínicas credenciadas são aptas para atendimento a deficientes, portanto só em alguns casos específicos há necessidade de encaminhar os candidatos a Belo Horizonte. A previsão é de que, brevemente, não será mais necessário ir até à capital mineira.

Foi informado ainda que uma lei estadual estabelece que os centros de formação de condutores com frota superior a dez veículos são obrigados a destinar e adaptar pelo menos um veículo para pessoas com deficiência.

Com medalhistas em Mundiais e Jogos Parapan-Americanos, Circuito Caixa Loterias começa neste sábado, em São Paulo

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Esthefany Rodrigues disputará provas neste fim de semana. Foto: Leandra Benjamin/CPB/MPIX

Começa neste sábado, 19, em São Paulo (SP), o Circuito Caixa Loterias – etapa São Paulo de atletismo e natação. Ao todo, serão mais de 700 atletas das duas modalidades em busca de medalhas e de índices para competir nas fases nacionais do Circuito, o evento paradesportivo mais importante do país nessas disciplinas. As competições de atletismo serão realizadas no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, o Ibirapuera, e de natação, na piscina do Sport Club Corinthians Paulista, no Tatuapé.
Apesar do caráter regional da etapa, as provas terão a presença de importantes nomes do esporte paralímpico nacional. A nadadora Esthefany Rodrigues, 17 anos, campeã mundial no revezamento 4x50m livre misto em Glasgow, na Escócia, em julho, está entre os inscritos da etapa. Para ela, em um ano de Jogos Paralímpicos, todos os campeonatos ganham ainda mais importância.
“Competição é competição. Todas são importantes para mim e eu sempre as encaro de uma forma muito séria, entro para dar meu melhor e vencer. Aqui terei mais uma chance de fazer bons tempos para poder ser convocada para os Jogos Paralímpicos. Fico ansiosa com essa proximidade e competir é uma forma de ajudar a liberar a tensão. É um momento inexplicável”, resumiu a jovem nadadora.
Os nomes mais conhecidos também figuram entre os participantes do atletismo. Alessandro da Silva, classe F11, ouro no arremesso de peso nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto; Elizabeth Gomes, classe F54, ouro no lançamento de disco e prata no arremesso de peso em Toronto; Ariosvaldo da Silva, o Parré, prata nos 100m e nos 400m T53 também no Parapan, são apenas alguns dos competidores que entrarão em ação neste fim de semana na capital paulista.
Esta é a terceira regional do mais importante evento paradesportivo do Brasil. Até o momento, já foram disputadas as fases regionais Rio-Sul, em Curitiba, em fevereiro, e Norte-Nordeste, em Recife, em março. Duas semanas após esta competição de São Paulo, o Circuito chegará à última regional do ano, a Centro-Leste, que será realizada em Brasília, de 1 a 3 de abril. Todos os classificados nas competições por região poderão se inscrever para as três fases nacionais, que serão disputadas em junho, julho e novembro, em São Paulo.
O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pela Caixa Loterias. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo e natação. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio da Caixa Loterias e da Braskem.

A equipe de natação tem patrocínio da Caixa Loterias.
Serviço
Circuito Caixa Loterias – regional São Paulo
Data: 19 e 20 de março

Local: São Paulo (SP)
Provas:
Atletismo
Centro Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, o Ibirapuera
Natação
Sport Club Corinthians Paulista
Horário: Sábado, das 8h às 18h, e domingo, das 8h às 12h

Fonte: cpb.org.br

Encontro reúne profissionais das Centrais de Libras na Secretaria de Direitos Humanos

Eventos acontece na sede da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, em Brasília. Foot

         Encontro reúne profissionais das Centrais de Libras na Secretaria de Direitos Humanos

Gestores e profissionais intérpretes de todas as regiões do país se reuniram nesta quarta-feira (16) no 3º Encontro das Centrais de Interpretação de Língua Brasileira de Sinais (CILs) para trocar experiências e estabelecer parâmetros comuns para garantir a excelência no atendimento. O evento aconteceu na sede da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, em Brasília.
O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, falou sobre o papel estratégico das Centrais de Interpretação de Libras na política brasileira para a pessoa com deficiência. “Ainda que sempre haja desafios, as centrais têm sido um sucesso. Nos últimos anos, tivemos um claro aumento na demanda por intérpretes de libras, o que demonstra a consolidação de uma política de Estado”, destacou.
O evento que segue até esta quinta-feira (17) abordará temas como a padronização do atendimento, as novas tecnologias de informação e comunicação, a interpretação em serviços de saúde e os aspectos éticos e as competências do trabalho de intérprete, além de temas vinculados à gestão.
Centrais  Desde 2013, a Secretaria Especial de Direitos Humanos oferece kits de equipagem para estados e municípios que se comprometem a constituir e manter Centrais de Interpretação de Libras. Cada kit é composto por três mesas de trabalho, cadeiras, computadores, webcams e telefones; dois armários; uma impressora e um veículo de quatro portas.
Promovendo a cidadania às pessoas surdas, as centrais mantém um serviço que disponibiliza gratuitamente traslado e um intérprete de Língua Brasileira de Sinais para intermediar a comunicação entre os usuários não-ouvintes com os atendentes de serviços públicos. Os usuários agendam o atendimento por e-mail, Facebook, SMS, Skype, Whatsapp ou telefone fixo, e presencialmente.
Atualmente, 37 municípios de 19 estados brasileiros têm centrais de libras equipadas pela Secretaria, sendo que outras 18 estão em fase de implementação.
Assessoria de Comunicação Social
Fone: (61) 2027-3941

Interior de SP tem 14 mortes confirmadas pela gripe A

Estadão Conteúdo

Imagem Internet/Ilustrativa


Sorocaba - Mais duas mortes causadas pela gripe Influenza A (H1N1) foram confirmadas nesta quinta-feira, 17, no interior de São Paulo. Os óbitos ocorreram em regiões diferentes do Estado, o que indica que a doença, antes concentrada na região Noroeste, está se espalhando. Já são pelo menos 14 mortes confirmadas este ano.

Uma mulher de 47 anos morreu em Pirassununga após permanecer internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa da cidade. A outra morte aconteceu em Tupã, no oeste paulista, onde a doença vitimou uma mulher de 60 anos.
Nos dois casos, os óbitos foram notificados à Secretaria de Saúde dos municípios. Em Pirassununga, a morte de um bombeiro aposentado na última segunda-feira, 14, também pode ter sido causada pelo H1N1. O paciente teve os sintomas da doença e foi transferido para a Santa Casa de Araras, onde morreu. A Vigilância Epidemiológica de Pirassununga informou que aguarda os exames de amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz. A cidade tem ainda seis casos suspeitos da doença.
Em Tupã, a paciente tinha sido internada na Santa Casa com suspeita de infecção pela gripe. Os exames que confirmam a causa da morte foram divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Saúde do município. É a primeira morte causada pela gripe confirmada este ano na região.
Outro óbito ocorrido em Dracena ainda está sendo investigado. Na região de São José do Rio Preto, noroeste paulista, são dez mortes confirmadas.
O Ministério da Saúde informou que acompanha os casos de H1N1 em São Paulo e em outros Estados do País. De acordo com a pasta, a campanha de vacinação contra a gripe este ano começa no dia 30 de abril e segue até o dia 20 de maio em todo território nacional. Em regiões de São Paulo, a vacinação pode ser antecipada por iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde.
Fonte: noticias.uol.com.br -  Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 18 de março de 2016

Paratleta do AM disputa Pan Jiu-Jitsu Championship, nos Estados Unidos

Com deficiência congênita na perna direita, Alex Taveira compete em torneio internacional entre os dias 16 e 20 de março

Por GloboEsporte.com Manaus

                                                                                                                                                                                               ALEX TAVEIRA (Foto: Mauro Neto)
                           Alex Taveira vai participar de campeonato nos Estados Unidos (Foto: Mauro Neto)   

"A deficiência não é capaz de me limitar". É com essa frase de incentivo que o lutador Alex Taveira, que nasceu com deficiência congênita na perna direita, vem se destacando na história do esporte amazonense. Dessa vez o bicampeão mundial se prepara para mais uma missão que pode marcar seu nome internacionalmente: o Pan Jiu-Jitsu IBJJF Championship, que acontece de 16 a 20 de março, em Irvine, nos Estados Unidos. O lutador embarca no Aeroporto Internacional de Manaus no dia 14 deste mês.
- Nasci com deficiência congênita na perna direita, mas aos 11 anos de idade fui convidado pela primeira vez a rolar num tatame. Eu aceitei o desafio sem pestanejar e não quis mais parar. Na época, tratei de ir fazer um teste com o mestre Márcio Pontes da Nova União. O mestre apostou em mim, disse que eu tinha potencial e desde lá eu nunca mais parei - contou o amazonense.
O faixa-preta na ''arte suave'', atualmente com 30 anos, não se limita em apenas treinar e competir com Pessoas com Deficiência. Prova disso é que Alex disputará o Pan Jiu-Jitsu, que não é um evento voltado para PCDs, pela categoria principal: Galo Adulto. Ele terá pela frente as pedreiras Caio Terra e Bruno Mafacini, que apesar de brasileiros, representam os Estado Unidos.
- Eu treinei muito para chegar à perfeição e hoje em dia consigo com facilidade fazer essa meia guarda, responsável por atormentar os adversários. Não escolho com quem vou rolar. Topo qualquer parada - enfatizou Alex, que fundou a primeira academia da região Norte voltada para pessoas com deficiência auditiva, física, motora, visual e intelectual.
Inclusive, apenas na Team Taveira (academia de Alex), ele tem seis alunos.  Em Manaus são mais de 50 paratletas que praticam a modalidade.
- A minha maior satisfação é poder ensinar um esporte que mostrou que posso tudo, basta dedicação, pois no esporte não há limitações - finalizou.

Garoto com OI aguarda há quatro meses por cirurgia em hospital.

Em meio à crise financeira na Santa Casa de São Paulo e na saúde pública em geral, uma criança de três anos está internada há quase quatro meses à espera de uma cirurgia para proteger seus "ossos de cristal" contra fraturas.
Joel Silva/Folhapress
O garoto Pedro Henrique Alves Leite, 3, com sua mãe, Tereza Cristina, 22. Ele está internado desde dezembro na Santa Casa à espera de próteses de titânio
Pedro Henrique Alves Leite precisa receber um implante de hastes de metal. Mas, mesmo com decisões judiciais que obrigam o poder público a arcar com os custos das próteses –cerca de R$ 30 mil–, ele ainda não passou por cirurgia para receber o material. A operação nem sequer tem uma data.
Enquanto isso, Pedro passa os dias na maca ao lado da mãe, Tereza Cristina Alves Rodrigues, 22, entediado e se queixando que quer voltar para a escola. Ela dorme em uma poltrona em meio a outros internados da ortopedia.
Com uma síndrome rara, a osteogênese imperfeita, que provoca fragilidade extrema nos ossos, ele precisa retirar com urgência a antiga haste que tem na perna esquerda, colocada quando ele tinha dois anos para auxiliar seu crescimento, e colocar um novo material, que será capaz de se estender conforme ele for ficando maior.
"É ele que me dá força para continuar aqui", afirma a mãe do garoto. "Fica dizendo 'não chora. Vão me operar logo, mamãe'. Estou quase enlouquecendo. Só quem passa para vê-lo, bem rápido, de madrugada, são médicos residentes. De vez em quando, dão uma dipirona pra ele."
NA CARNE
Pelos exames de raio x realizados na criança, aos quais a reportagem teve acesso, é possível evidenciar que a antiga haste não mais acompanha o fêmur de Pedro e saiu do prumo, atingindo a carne na altura da cintura.
"Ele não sente dor, graças a Deus, mas tem febres repentinas a cada semana. A medicação que ele deveria tomar para o fortalecimento dos ossos também dizem que está em falta. Ele não toma há meses", conta a mãe.
Tereza se mudou com o marido Daniel Rodrigues Leite, 26, ajudante de pedreiro, de Bom Conselho, no interior de Pernambuco, para Santo André, na Grande São Paulo, apenas para que o filho tivesse acesso a tratamento médico especializado.
"Ele nasceu com umas 30 fraturas. Foi muito dramático no começo. Só depois que começou a receber assistência, aqui em São Paulo, é que as coisas melhoraram. A perna esquerda ele já quebrou sete vezes. Para evitar que tenha problemas também na direita, disseram que vão colocar prótese nela também."
Pedro não recebe alta porque corre risco de infecção e porque há uma decisão judicial para que ele receba atendimento adequado. "Já pedi para mudarem de hospital, para aceitarem que se faça uma vaquinha para comprar as próteses, mas não me dão nenhuma resposta. Também não tenho condições de pagar particular."
Na maior parte do tempo, o garoto fica dentro de uma ala do setor de ortopedia do hospital, junto com outras crianças e suas mães. "De vez em quando, permitem que eu leve ele até o pátio para tomar um solzinho."
CRISE
A Santa Casa de São Paulo passa pela pior crise financeira de sua história e tenta administrar uma dívida de cerca de R$ 800 milhões. Uma série de medidas de saneamento estão em curso, como renegociação de valores, mudanças de gestão e remanejamento de pessoal.
O Ministério Público investiga suspeitas de irregularidades do ex-provedor do hospital Kalil Rocha Abdalla na administração de imóveis da instituição e em contratos de prestação de serviços. Ele nega ter praticado qualquer irregularidade em sua gestão e afirma que apoia as investigações.
                                         Avener Prado - 23.jul.2014/Folhapress
                                                     Primeiros pacientes a serem atendidos na Santa Casa, após reabertura; instituição reabre portões após período fechado por falta de condições de atendimento
OUTRO LADO
A Santa Casa de São Paulo se limitou a responder, por meio de nota, que Pedro Henrique Alves Leite tem uma enfermidade que é enquadrada no protocolo de "doenças raras" e que aguarda o envio, pelo SUS, do material necessário para a cirurgia.
De acordo com a nota, o problema de saúde do garoto "faz com que ossos da pessoa sejam diferentes dos da maioria da população. Isto demanda uma cirurgia e o material adequado já foi solicitado junto ao SUS."
O hospital não divulgou previsão de prazo para a chegada das próteses, cirurgia ou alta do garoto. "O paciente segue internado e acompanhado por equipe médica e multiprofissional capacitada a atender suas necessidades."
A instituição não se manifestou sobre as queixas da mãe do garoto em relação a ele não receber nenhum tipo de atenção específica ou medicamento e ser cuidado por médicos residentes. A reportagem questionou o hospital também em relação ao não cumprimento da decisão judicial dentro do prazo estabelecido (20 dias) e sobre os potenciais riscos de infecção hospitalar que corre a criança, mas não teve nenhuma resposta.

Gol local Torna Acessível AOS Clientes com Deficiência

por: Ricardo Shimosakai 

                     O endereco ágora possui Variação de contraste em núcleos Tres
                     O endereco ágora possui Variação de contraste em Tres núcleos

A Gol reformulou SUA page Pará on-line atender PESSOAS COM Deficiência visual. Um segue Transformação o Padrão internacional e pretende proporcionar Mais Acessibilidade e autonomia AOS Clientes.

Entre página Outros itens, o endereco passa a Contar com Variação de contraste NAS núcleos branca, preta e azul, aumento de fonte e Navegação POR teclado parágrafo PESSOAS COM Deficiência visual, incluíndo daltonismo. Os Clientes also encontrarão menus, Calendarios, Filtros de busca e Formulários em Um Novo formato de exibição, O Que Facilita o momento da ESCOLHA fazer VOO.

Todas como adaptações do canal atendem Às Regras da W3C, consórcio internacional that DESENVOLVE Padrões Para a web, englobando como Diretrizes de Acessibilidade that contribuem PARA O FUNCIONAMENTO de softwares Que realizam uma Leitura das Telas.

"Estamos sempre atentos Às Necessidades dos Clientes e procuramos adotar Tecnologias Que proporcionem Mais facilidade e ofereçam A Melhor Experiência", comentou a diretora de Marketing da aérea, Florence Scappini.

"Realizamos continuamente Investimentos em Acessibilidade nsa NOSSOS Canais de atendimento e Relacionamento com o Cliente, Além de sempre buscar um Revisão de Procedimentos Para aprimorar a Prestação de Serviço, incluíndo OS Clientes com Necessidades de Assistência especial (PNAEs)", finalizou.

Fontes: Panrotas - turismoadaptado.wordpress.com

Ela completou a São Silvestre de muletas. Virou velejadora e quer ganhar medalhas para o país

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  Marinalva de Almeida: pronta para novas conquistas – agora no mar

O caminho de Marinalva de Almeida foi difícil desde os seus primeiros passos, ainda em Santa Isabel do Ivaí, no Noroeste do Paraná, onde nasceu e viveu até os quatro anos. “A gente acordava muito cedo. Às quatro da manhã, minha mãe já estava preparando a marmita. O nome boia-fria é porque a pessoa que trabalha no campo não tem onde esquentar o prato e come a comida fria mesmo.” Separada, a mãe não tinha com quem deixar os filhos e levava a prole junto (Marinalva é a caçula de seis filhos). Iam para a roça de caminhão, com outros trabalhadores rurais, e a criançada suava no cultivo do algodão, na colheita do café e da cana-de-açúcar. “Até para não ficar ocioso, a gente trabalhava.”
Quando Marinalva tinha quatro anos, a família se mudou para Campo Grande. Por um tempo, sobreviveram da venda de quibes e de coxinhas que ela e a irmã ofereciam de porta em porta. Chegaram a retornar para o Paraná por conta das dificuldades, mas, depois de dois anos, decidiram voltar para a capital do Mato Grosso do Sul. A mãe conseguiu um emprego de zeladora em uma empresa de construção civil e a menina foi para a escola.
O acidente aconteceu em 1992. Marinalva tinha 14 anos. “O namorado da minha irmã estava de moto e eu fiquei insistindo: deixa eu dar uma voltinha na quadra, deixa…” O rapaz cedeu. “Quando peguei a moto, eu fui looonge… Fui quase até o Centro, bem distante da minha casa.” Sem capacete e sem noção de trânsito, Marinalva entrou em uma avenida movimentada, perdeu o controle do veículo e foi atingida por um carro. “Minha perna ficou esmagada. A rótula do joelho se quebrou em cinco partes, fora as fraturas expostas na coxa e na canela.”
Foram seis horas de cirurgia, e cinco dias com os médicos tentando evitar a amputação. “No quinto dia, me levaram para a sala de curativos. Já tinha ido várias vezes, mas aquele foi o dia fatal… Tinha dado trombose.” Como ela era menor de idade, o hospital solicitou à mãe a autorização para fazer a amputação. A mãe se recusou. “A gente não conhecia nenhuma pessoa com deficiência. Como é que a filha dela iria viver sem perna?” Foi preciso que a irmã autorizasse a cirurgia.
Para mim, é tranquilo falar sobre o acidente porque sei que fui eu a responsável. Foi a minha imprudência que fez com que isso acontecesse. Graças a Deus, ninguém mais se machucou.” Marinalva teve alta do hospital após 22 dias. O carinho dos familiares foi fundamental. “Nós não tínhamos estrutura financeira, mas tínhamos muita união. A presença das pessoas mostrando que me amavam, dando suporte, foi muito importante.”
Corrida de muletas
Passado o baque, a adolescente se obrigou a tocar a vida com atitude. No Centro de Educação Multidisciplinar ao Portador de Deficiência Física (Cemdef), entrou em contato com pessoas que enfrentavam dificuldades maiores que as dela. “Eu via gente sem as duas pernas que fazia mais coisas do que eu! E pensava: ‘pô, eu estou muito mole!’” Foi no Cemdef que Marinalva aprendeu a nadar e se iniciou no atletismo: arremesso de peso, lançamento de dardo, de disco. Participava de competições, mais preocupada em divertir-se do que em vencer, e também em manter a condição física que precisava para as atividades do dia a dia, incluindo o uso de muletas.
Ela não chegou a concluir o ensino médio: casou cedo, engravidou aos 17 anos e passou a dividir o tempo entre a casa e o trabalho como telefonista. O ritmo era puxado e o esporte perdeu espaço. Com cerca de 20 anos, Marinalva começou a usar uma prótese. “Mas era de qualidade inferior, machucava muito, imagine um sapato apertando o seu pé o dia inteiro…” Os dias eram longos, ela acordava às cinco da manhã e ia dormir às onze da noite. Mesmo assim, insistiu por quatro anos. “Aí, a prótese quebrou, eu não tinha como arrumar e pensei: ‘Quer saber? Na hora em que eu tiver condições de conquistar uma perna, vai ser uma prótese muito boa.”
Marinalva deu à luz o segundo filho, e depois de uma década, pôs um fim ao casamento e foi morar na casa de um irmão em Salto (SP). Ela chegou a ter dois empregos ao mesmo tempo, um em Itu e outro em Sorocaba. Suas noites de sono duravam menos de quatro horas. Para melhorar a vida profissional, fez três vestibulares em quatro anos (jornalismo, administração e psicologia) e foi aprovada nos três. Sem tempo para frequentar as aulas, desistiu dos estudos.
Durante um curso de assistente administrativa no SENAI, conheceu Edmar Wilson, técnico de atletismo que tem uma paralisia no braço esquerdo. Edmar insistiu: por que você não corre? “Eu pensava: esse cara é doido, mas ele dizia: ‘Mari, nos Estados Unidos, muitas mulheres disputam provas de muletas!’”. Até que, num domingo, ela se levantou cedo e, sem avisar (já tinha um novo marido e um terceiro filho), foi participar de uma corrida de 10 km em Itu. “Comecei a correr, fiz 3 km, ah, estou bem.” Duas adolescentes reduziram o ritmo para dar apoio e ajudá-la com a garrafa d’água. “Aquilo me estimulou tanto, achei tão bonita a atitude.”
Marinalva completou a prova em Itu e muitas outras depois. Aprendeu a confiar em seu potencial e começou a colecionar participações e medalhas em torneios de atletismo e provas de corrida. Em 2011, num evento no Parque do Ibirapuera, virou a recordista brasileira do salto em distância paradesportivo, com a marca de 2,47 m. No último dia de 2012, foi a primeira mulher a concluir a São Silvestre de muletas, percorrendo os 15 km da tradicional prova paulistana em 2h19. “Diziam que a Brigadeiro seria terrível, que tinha muita subida”, lembra ela, sobre o aclive da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. “Eu poderia ter feito um tempo muito melhor se não tivesse me poupado tanto!”
Velejadora e modelo
O feito rendeu visibilidade e boas novas ao longo de 2013. Uma delas foi o convite para integrar o Time São Paulo Paralímpico, projeto reunindo paratletas de alta performance visando a preparação para os jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Um único porém: a equipe de atletismo já estava preenchida e só havia vaga na vela adaptada, modalidade completamente nova para ela. Marinalva se mudou de Sorocaba para São Paulo e iniciou os treinos na Represa de Guarapiranga.
Naquele ano, ela começou também a “conquistar uma perna”, como dissera. Em meados de 2013, viajou à Califórnia com a expectativa de conseguir uma lâmina para prótese esportiva do Loma Linda University Medical Center, hospital universitário da cidade. “Cheguei de vestido, muletas e salto alto – salto 15! O médico comentou: ‘se ela consegue usar esse salto de muletas, não tem prótese que ela não consiga usar!’” Marinalva cativou a equipe médica de tal maneira que o hospital se mobilizou para presenteá-la com duas próteses. De uma empresa de Sorocaba, especializada no ramo, conseguiu uma com salto alto.
“Atleta não precisa estar sempre vestido de atleta. Sou vaidosa, adoro salto!” Após o acidente, ela temia nunca poder usá-los, mas tirou a dificuldade de letra. “Mesmo de muletas, ando que é uma beleza. Pode ter paralelepípedos, escada, e lá está a Mari de salto!” A vaidade se uniu à militância, e ela entrou no mundo da moda: fez fotos para um calendário com outras amputadas, participou de desfiles inclusivos para a Lado B, grife da fisioterapeuta Dariene Rodrigues, e embelezou a passarela com uma coleção do estilista Fernando Cozendey de peças para gente que foge dos padrões. Chegou até proposta de uma agência de modelos da Europa – mas aí ela priorizou o esporte, e disse “não”.
Desde 2015, Marinalva vive em Niterói, treinando na Baía de Guanabara, que receberá as provas de vela adaptada. Apenas o filho do meio foi com ela. Estar longe dos filhos é difícil, assim como a rotina de treinos, de terça a sábado. Sua dupla na vela é Bruno Landgraf, ex-goleiro do São Paulo que ficou tetraplégico em um acidente de carro. Em maio de 2015, eles enfrentaram seu primeiro grande teste juntos: ficaram em 15º lugar na classe Skud 18 em uma regata em Medemblik, na Holanda.
Aos 38 anos, prestes a realizar o sonho de representar o Brasil em 2016, Marinalva ainda é capaz de recordar o que sentiu há quase 25 anos, no momento em que deixou o hospital. Acomodada na cadeira de rodas, percebeu que olhava os outros de baixo para cima. “Quando você está de pé, você está na altura das pessoas. Na cadeira de rodas, sendo empurrada por alguém, lembro nitidamente de uma sensação de inferioridade. O choque de ver todo mundo me olhando, os olhares de pena, de tristeza.” Essa sensação nunca mais se repetiu. “Hoje, as pessoas me olham com admiração. Com alegria.”
Fonte: rojetodraft.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Comissão do CNJ discute norma para inclusão de pessoas com deficiência

                                 cnj

A definição de regras mais efetivas para que o Judiciário garanta plena acessibilidade às pessoas com deficiência foi um dos temas da reunião da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizada na segunda-feira (14/3). A comissão discutiu a proposta que trata da conversão da Recomendação CNJ n. 27/2009 em resolução, considerando o início da vigência do Estatuto da Pessoa com Deficiência em janeiro deste ano (Lei n. 13.146/2015).
Os integrantes da comissão aprofundaram o debate sobre o assunto com o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9), Ricardo Tadeu. Ele foi o primeiro magistrado cego do país e integrou a comitiva brasileira que participou da elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O texto foi aprovado pela Organização das Nações Unidas em 2006 e internalizado no Brasil com força constitucional em 2008.
De acordo com o desembargador, embora a Recomendação n. 27 do CNJ tenha sido um marco importante, é preciso dar mais publicidade ao tema e efetividade ao cumprimento das regras, o que seria possível com a conversão da recomendação em resolução. “Com os textos que agora vigoram no país, a própria recusa da adaptação dos meios para atender às pessoas com deficiência é uma forma de discriminação”, pontuou o desembargador.
Ainda segundo o magistrado, o CNJ precisa de uma resolução que traga as diretrizes para a aplicação do Estatuto da Pessoa com Deficiência, ainda que cada tribunal tenha autonomia para analisar como dar efetividade a esses indicativos caso a caso e com o auxílio de uma comissão local formada por pessoas com e sem deficiência. “Essas mudanças não ocorrem de uma hora para outra, mas o Judiciário não pode oferecer barreiras, e aliás temos de ter pressa para remover essas barreiras”, avaliou o desembargador.
Após o depoimento, o presidente da Comissão de Eficiência e Gestão do CNJ e relator do procedimento sobre o tema, conselheiro Norberto Campelo, disse que é importante para o CNJ ouvir quem vivencia a deficiência no Judiciário e tem experiência técnica sobre o assunto para sugerir as melhorias necessárias. Os demais conselheiros concordaram que o tema pode ser tratado em resolução, mas pediram mais prazo para analisarem a minuta proposta, especialmente nos itens que abordam prazo e orçamento. A minuta final deverá ser discutida na próxima reunião, marcada para 30 de março.
Resoluções 34 e 106 – Outros assuntos tratados foram pareceres em procedimentos sobre uso de cartões de crédito para pagamento de valores devidos em processos judiciais e sobre o pagamento por serviço extraordinário a ocupantes de cargo ou função comissionada. O conselheiro Carlos Eduardo Dias informou que deve apresentar na próxima reunião proposta para alteração das resoluções 34 e 106, que tratam sobre exercício do magistério por magistrados e critérios objetivos para aferição do merecimento para promoção de magistrados e acesso a tribunais, respectivamente.
A Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ é formada pelos conselheiros Norberto Campelo, Carlos Eduardo Dias, Fernando Mattos, Fabiano Silveira, Bruno Ronchetti, Emmanoel Campelo e Daldice Santana – os dois últimos, justificadamente, ausentes. Também tem participado das reuniões da CPEOGP a desembargadora auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Marcia Milanez.
Deborah Zampier
Agência CNJ de Notícias

Fontes: www.cnj.jus.br - g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Ceará sedia exposição alusiva ao Dia Internacional da Síndrome de Down

Exposição fotográfica será aberta nesta quinta-feira no Rio Mar. ‘Uma careta para o preconceito’, mostra pessoas com síndrome de down.


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   Crianças, adolescentes e adultos com síndrome de down são mostrados na exposição (Foto: Divulgação)

Uma exposição em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down – celebrado em 21 de março – será aberta nesta quinta-feira (17) no Shopping RioMar, em Fortaleza. Realizada pela Associação Fortaleza Down, a exposição fotográfica “Uma careta para o preconceito” mostra fotografias de mais de 50 pessoas com síndrome de down, entre crianças, adolescentes e adultos.

A exposição ficará no Piso L2, em frente à loja H. Stern, e tem como objetivo chamar a atenção de uma maneira divertida para a necessidade de inclusão na sociedade das pessoas com síndrome de down, bem como de proporcionar um momento de interação entre essas pessoas e suas famílias com o público, esclarecendo dúvidas e quebrando paradigmas.
Além da exposição de fotos no RioMar, a campanha “Uma careta para o preconceito” também ocorrerá de forma simultânea nas redes sociais. Nesse caso, as pessoas serão convidadas a postar uma foto sua fazendo uma careta e a compartilhar em suas redes sociais com as hashtags #umacaretaparaopreconceito #inclusãojá e #fortalezadown.
                                 down_2                                                                                      Fotografias ficarão expostas até o dia 22 de março
Atendendo a convite da Associação Fortaleza Down, uma série de personalidades como artistas, esportistas, apresentadores, atrizes, entre outros formadores de opinião, já confirmaram a participação online na campanha. As postagens poderão ser vistas no perfil de instagram @fortalezadown e na fanpage Associação Fortaleza Down.
Associação Fortaleza Down
A Associação Fortaleza Down é uma associação formalizada, sem fins lucrativos, composta atualmente por mais de 180 famílias de pessoas com síndrome de down, e que realiza durante todo o ano uma série de ações e eventos focados na temática da síndrome de down

Serviço
Data: 17 a 21 de março de 2016
Horário: das 10h30 às 22 horas
Local: RioMar Fortaleza, piso L2 (próximo a H.Stern)
Entrada Gratuita

Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Brasil é campeão do Torneio Internacional de Futebol de 5, na China

Brasil é campeão do Torneio Internacional de Futebol de 5, na China
Foto: Equipe brasileira comemora no centro do gramado

Rio de Janeiro/RJ – O Brasil conquistou na manhã desta quinta-feira (17), o título do Torneio Internacional de Futebol de 5 ao vencer a Rússia por 1 x 0, em Fuhzou, China. O gol da vitória brasileira saiu dos pés do pernambucano Raimundo Nonato. A Seleção venceu todas as quatro partidas e sagrou-se campeã com 100% de aproveitamento.
 
O evento contou com a participação de Brasil, China, França e Rússia. De todas elas, somente os franceses, atuais vice-campeões paralímpicos, não vão estar no Rio, então o torneio permitiu à equipe brasileira conhecer um pouco alguns possíveis rivais na principal competição do esporte paralímpico.
 
Na primeira fase, o Brasil venceu todos os jogos. A estreia foi contra a rival da final, Rússia. A tricampeã paralímpica não tomou conhecimento e venceu por 4 x 0, com gols de Bill (3) e João Batista. Na peleja seguinte, foi a vez de encarar os chineses, que pela história costuma fazer jogos duros contra os brasileiros. Não deu outra. Furar a muralha da China não foi tarefa fácil, mas, com gol de Raimundo Nonato, o Brasil venceu o jogo por 1 x 0. No encerramento da prmeira fase a Seleção Verde-Amerela fez 3 x 1 na França, com Tiago Silva, Jefinho e Cássio.
 
A competição faz parte da programação da comissão técnica, que prepara a equipe para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. O próximo compromisso da Seleção será o Rio Open de Futebol de 5, de 31 de maio a 05 de junho, no Rio de Janeiro. A delegação brasileira retorna da China no próximo sábado (19), e no dia 27 de março dá início à III Fase de Treinamento, na capital Fluminense.

Fonte: cbdv.org.br

Canoagem Brasileira já possui três vagas garantidas para os Jogos Paralímpicos Rio-2016

Foto: Divulgação/CBCa


A canoagem será o esporte estreante nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. E o Brasil, como país-sede, já tem garantido duas vagas: uma, em uma prova masculina, e outra, em uma feminina. A terceira vaga foi obtida no Mundial de Milão, na Itália.
No maior evento do paradesporto, em setembro, a modalidade terá três categorias: KL1, KL2 e KL3, ambas com disputas no masculino e no feminino, sendo todas as provas de 200 metros. Para cada disputa, existem dez vagas disponíveis. Em cada prova, é obrigatório que países de pelo menos três continentes estejam classificados. Caso isso não aconteça, o país classificado com o menor ranking cede sua vaga para o melhor ranqueado entre os continentes restantes.
Mesmo com algumas vagas já asseguradas, o Brasil ainda precisa participar dos eventos classificatórios para ter o direito de participar de outras provas. Ao conquistar uma vaga, ela substitui, automaticamente, a vaga garantida, não sendo possível um mesmo país ter duas embarcações na mesma prova.
Se um atleta conquista a vaga, ele não está obrigatoriamente dentro dos Jogos. A Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) fará uma análise comparativa dos atletas, levando em consideração o nível técnico de equipes internacionais.
“Não serão utilizados índices para a avaliação, eles são muito subjetivos”, diz Leonardo Maiola, Supervisor do Comitê de Paracanoagem da CBCa. Serão avaliados resultados em eventos específicos, como o Mundial, que acontecerá em maio, na Alemanha, além de uma bateria de exames médicos para garantir o bem-estar dos atletas selecionados. Após as avaliações, caso o atleta esteja realmente apto a participar, ele será selecionado.
O primeiro evento classificatório foi o Campeonato Mundial em Milão, no final do mês de agosto de 2015. Neste evento, 18 vagas estavam em jogo para cada gênero. As seis embarcações mais bem colocadas de cada prova garantiriam a viagem para o Rio-2016. Dois atletas brasileiros asseguraram a participação verde e amarela em duas provas diferentes neste evento. Fernando Rufino conquistou o bronze no KL2 masculino e Luis Carlos Cardoso foi o campeão no KL1 masculino.
O segundo evento classificatório será em Duisburg, na Alemanha, no final de maio. Lá, as quatro melhores embarcações de cada prova terão sua vaga garantida, totalizando dez vagas disponíveis por disputa.
Após o Mundial em Duisburg, a equipe brasileira focará todas as atenções nas Paralimpíadas. A partir de 21 de agosto, a Seleção iniciará a aclimatação para os Jogos com toda a delegação, em São Paulo. A partir do dia 1º de setembro, a equipe treina na Lagoa Rodrigo de Freitas até o início dos Jogos Paralímpicos, uma semana depois.
O técnico Thiago Pupo é bastante otimista no que diz respeito a participação do Brasil durante os Jogos. “No momento, temos chances de medalhas na maioria das provas que já temos vaga garantida, tanto nas provas masculinas quanto nas femininas”. Segundo ele, os atletas que disputam o KL1 entre os homens têm grandes chances de medalha, pois não há, hoje, algum atleta internacional que se destaque nesta categoria.
Nas outras provas, no entanto, garantir medalhas será um pouco mais complicado. “No KL2, o homem a ser batido é o atleta austríaco Markus Swoboda, pentacampeão mundial da categoria. Já no KL-3, as maiores ameaças são o romeno Julian Serban e o alemão Tom Kierey, que é o atual campeão mundial da categoria. Já no KL-3 feminino, a preocupação é com a italiana Veronica Yoko Plebani”, explicou o comandante da Seleção Brasileira.
Com informações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).