sábado, 9 de abril de 2016

DEFENSORIA NOTIFICA 14 SALAS DE CINEMA POR DESRESPEITAR NORMAS DE ACESSIBILIDADE

Administradoras das salas têm 30 dias para dar esclarecimentos; Casos podem ser levados à justiça comum


Tainan Soares da Assessoria de Imprensa

   Foto: Shutterstock
    

O Núcleo da Defensoria Pública no Gama (DF) notificou 12 salas de cinema do DF por desrespeitarem normas de acessibilidade para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. As empresas têm até 30 dias, a partir da data de notificação, para apresentar esclarecimentos. Caso contrário, as irregularidades poderão ser levadas à justiça comum. As notificações tem valor de recomendação.

Ao visitar os locais, a Defensoria identificou falta de cadeiras especiais para pessoas obesas, cujo tamanho equivale ao dobro de um assento normal. Também notou a falta de distribuição dos assentos reservados para cadeirantes. “Na maioria das salas, os espaços para cadeirantes ficam na parte inferior, com ângulo de visão péssimo. Em outras poucas, ficam na parte superior onde, embora o ângulo seja melhor, algumas pessoas com problema de visão ficam prejudicadas”, declara o defensor público do Núcleo do Gama e responsável pelas notificações, Wemer Hesmom.

“Pela lei e regulamentos, essas vagas devem ser distribuídas pela sala, ou seja, o cadeirante deve poder optar entre assistir ao filme na parte de baixo ou de cima”, acrescentou Wemer, se referindo ao artigo 23 do Decreto n° 5296, de 2004, que prevê a reserva de “pelo menos dois por cento da lotação do estabelecimento [cinema] para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores e devidamente sinalizados”.

As 14 salas visitadas foram notificadas e todas estão situadas em shopping-centers e em instalações no Plano Piloto, Sobradinho, Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Santa Maria.

As administradoras tem o prazo de 30 dias, a partir da data de notificação, para informar a Defensoria quais providências serão adotadas. Quem não o fizer, poderá ter o caso levado a justiça comum. As empresas que desejarem prazo maior para a realização das adequações poderão solicitar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O que diz a legislação? – Além do artigo 23 do Decreto n° 5296, o artigo 30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), prevê o acesso de pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção a espaços culturais, como cinema e teatro. O Brasil é signatário da convenção desde 2008. Em suma, ela determina que os países signatários promovam, em suas políticas e programas, a acessibilidade, inclusão, igualdade de oportunidades e o fim da discriminação contra pessoas com deficiência, seja por pessoa, organização ou empresa privada.

O artigo 5° da Constituição, em seu inciso XV, obriga que logradouros, edifícios e transportes públicos promova a acessibilidade de pessoas com deficiência. Novas construções feitas e veículos adquiridos a partir da data de inclusão do inciso devem vir já com adaptações. Os demais devem se readequar.

Segundo o Censo de 2010, pelo menos 45 milhões de brasileiros (ou 23,9% da população nacional) possui algum tipo de incapacidade ou deficiência permanente. No DF, o número é de 400 mil (ou 20 a 25% da população distrital).

A saúde nossa de cada dia

 Ibraim Masciarelli Pinto*

     

Este ano, o tema do Dia Mundial da Saúde (7 de abril) é o diabetes, que atinge 250 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo cerca de 12 milhões no Brasil. Grande parte não sabe que têm a doença, que, no início, não apresenta sintomas, afetando paulatinamente o organismo e provocando outros problemas de saúde, muitos deles de ordem cardiovascular. Por isso, é muito importante a realização periódica de exames de sangue, pelo menos uma vez ao ano,
para diagnóstico e tratamento correto, especialmente quem tem história familiar de diabetes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, sete milhões de indivíduos tornem-se diabéticos. A doença, que se caracteriza pelo excesso de açúcar no sangue, pela diminuição da produção ou por resistência ao efeito da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose no organismo), manifesta-se no Tipo 1 ou Tipo 2. O primeiro é congênito, um problema autoimune, que aparece, na maior parte das vezes, até os 35 anos de idade. A boa notícia é que o segundo, mais prevalente, pois é a variedade da doença que atinge 90% dos pacientes, pode ser evitado.

A prevenção depende do esforço de cada indivíduo, alinhando-se, aliás, com os objetivos do Dia Mundial da Saúde, que visa disseminar a consciência de todos quanto à importância da qualidade da vida, bem-estar e cuidados com o organismo com vistas a uma existência saudável. Para evitar o diabetes do Tipo 2, é muito importante seguir as seguintes recomendações: alimentação correta e equilibrada, sem excesso de açúcar, álcool e gorduras; controle do peso, pois a obesidade é uma das causas do diabetes; não fumar ou consumir drogas ilícitas; e combate ao sedentarismo, com uma rotina de caminhadas ou exercícios estabelecida com orientação médica.

Pessoas com histórico familiar de diabetes devem ter cuidado redobrado, pois a predisposição genética é um fator de risco a mais para aqueles que não tomam os cuidados preventivos essenciais para evitar a doença. Independentemente dos hábitos cotidianos e dos antecedentes da família, é sempre recomendável o exame de sangue periódico para o diagnóstico, que, quanto mais cedo for feito, melhores condições de tratamento propiciará. O diabetes pode provocar doenças cardíacas, renais e nervosas, cegueira, impotência sexual e, em fases mais avançadas, até mesmo levar à amputação de pernas e braços.

O Dia Mundial da Saúde, instituído em 1948, é promovido pela OMS e alusivo à data de criação dessa entidade internacional. Seu conceito é o de que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. É verdade que está difícil atender a todos esses requisitos no Brasil conturbado e permeado por uma das mais graves crises político-econômicas de sua história.

Contudo, independentemente do cenário nacional, precisamos fazer o que nos compete em favor de nossa própria saúde, adotando hábitos saudáveis e uma atitude de valorização da vida, decisivos para cada um de nós e as pessoas que amamos! A saúde nossa de cada dia, e não apenas em 7 de abril, é um milagre possível, que podemos alcançar com determinação e consciência!

*Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

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Cão saca dinheiro e faz compras para dona no Reino Unido

Labrador treinado faz tudo que dona, que sofre de doença rara, não pode. Ele me devolveu a vida, diz Kate Cross, que passou 18 meses em casa.

Do G1, em São Paulo


A inglesa Kate e seu labrador Byron em reportagem do Daily Mail (Foto: Reprodução)

Muitos donos se acham sortudos quando seus animais de estimação são convencidos a pegar seus chinelos ou o jornal na porta. Mas o labrador Byron faz estes e outros vários favores para sua “melhor amiga”, Kate Cross, que usa cadeira-de-rodas, todos os dias.

O cão treinado é fundamental para Kate, que sofre da síndrome de Ehlers Danlos. A doença rara faz com que as articulações da professora aposentada sejam tão frágeis que ela pode deslocar o ombro apenas ao abrir uma porta.

Mas Byron nunca está longe de Kate e aprendeu a fazer todas as coisas que ela não consegue no dia-a-dia. É o cão quem pega a roupa lavada, faz a cama, vai às compras e até saca dinheiro do caixa eletrônico para sua dona.

“Ele me deu minha vida de volta. Eu posso viver independentemente e não dependo do meu marido ou outra pessoa fazendo as coisas para mim porque está sempre do meu lado. Não consigo mais imaginar minha vida sem ele”, disse Kate ao “Daily Mail”.

Antes dele, Kate contou ter passado 18 meses sem sair de casa sozinha.

                        

A professora aposentada de 49 anos vive em Hinckley, no Reino Unido e ganhou o cachorro em 2007. Segundo ela, Byron foi treinado na instituição de caridade Canine Partners, baseada em Sussex, que já treinou centenas de cães para ajudar pessoas que realmente precisam de ajuda.

Após meses de intensivo treino na instituição de voluntariado, os pequenos cachorros são apresentados a seus novos companheiros, antes de um treinamento também na nova casa.
Byron, que tem 7 anos, ajuda Kate desde o momento em que ela acorda, servindo de suporte para que ela consiga sair da cama e ir para a cadeira-de-rodas.

Enquanto ela prepara o café da manhã, o labrador abre a geladeira e pega o leite. É também ele que pega sua própria tigela para a primeira refeição, e depois a coloca para lavar.

Byron acompanha Kate ao supermercado, onde pega os produtos localizados nas prateleiras mais baixas da lista de compra. E, para inveja dos outros donos de cães, é ele mesmo quem abre a porta do banheiro para usar, quando precisa.

                             

Fontes: g1.globo.com  -   nandoacesso.blogspot.com.br              

Cão Adestrado Ajuda Dono Cadeirante Nas Tarefas De Casa No Interior De SP

POR: CAROL CONSTANTINO




Para ajudar o dono cadeirante, o cachorro Jake, de dois anos, aprendeu a empurrar a cadeira de rodas, pegar objetos que estão no chão e até levar chave do portão para as visitas. O cão da raça Border Collie começou a ser adestrado pelo próprio dono aos cinco meses de idade em Caçapava, no interior de São Paulo. 

O dono José Rubens Pereira, de 46 anos, é adestrador profissional desde os 16. Ele teve paralisia infantil aos oito meses de idade e ficou paraplégico. Ele sempre gostou de animais e encontrou neles um apoio importante - desde criança ele começou a andar a cavalo e começou a trabalhar aos 11 anos, tomando conta de criação de gado.

José Rubens aposta em uma técnica diferente para adestrar. "Eu estava assistindo um programa de TV sobre adestramento de cavalo. Mas eles estavam batendo. Não muito forte, mas judiava do animal. Eu achei que poderia adestrar um cavalo sem judiar e aí comecei. Depois, aos 24 anos, comecei a adestrar cães", contou.

                              


Ele ganhou Jake de presente de um amigo. Segundo Pereira, o adestramento para facilitar o dia a dia dele foi feito sem recompensas. "É só no diálogo. E o principal, com amor. O Jake sempre foi muito companheiro. No começo, eu mostrava o que ele tinha que fazer, sem forçar e ele foi aprendendo. Ele faz o que pedir, ele entende tudo que eu falo. Em troca dou muito carinho", contou o adestrador.

"Eu adestro cães de fora também, mas para fazer tudo que o Jake faz é mais difícil porque é só com a convivência e muita confiança para fazer tudo que ele faz", completou.

Click AQUI para ver o vídeo:

Jake também busca o jornal no portão, abraça o dono, pega a vassoura, abre e fecha portas, coloca qualquer objeto em algum lugar indicado, anda sobre duas patas de frente e de costas.

O animal dorme dentro de casa e quando quer sair avisa o dono. "Quando ele quer fazer as necessidades ele me dá um chacoalhão, se eu não acordar, dá um latido. Aí eu abro a porta e logo ele volta. Toda vez que ele se suja, ele fica perto 'pedindo' para tomar banho. Ele fica de pé, encostado na parede enquanto dou banho nele. Ele adora", afirmou.

Pereira diz que não consegue mais ficar longe do companheiro. "Ele é muito importante, um amigo. Ele facilita muito a minha vida. As coisas que eu tenho dificuldade de fazer sozinho, ele me ajuda e faz por mim. Não consigo viver sem ele", concluiu.

                            


Fontes:  G1 - cantinhodoscadeirantes.com.br

Google lança aplicativo que tem como objetivo melhor a acessibilidade do app

Acessibilidade Scanner é uma ferramenta que sugere melhorias de acessibilidade para aplicativos Android sem a necessidade de habilidades técnicas

por: Ricardo Shimosakai 

                      Acessibilidade Scanner é uma ferramenta que sugere melhorias de acessibilidade para aplicativos Android sem a necessidade de habilidades técnicas

A Google apresentou um novo aplicativo focado em ajudar os desenvolvedores a criar aplicativos mais acessíveis. O aplicativo chamado de Accessibility Scanner pode lhe oferecer melhores para aplicativos, como ampliação alvos sensíveis aos toques menores, alterando o contraste e muito mais. Não somente os desenvolvedores podem usar o aplicativo para encontrar área onde as suas prórpias aplicações precisam ser melhores, mas também pode ser manuseada por outras pessoas, o foco é elas fornecer feedback para os desenvolvedores.

Para usar a Acessibilidade Scanner você precisa ativar a opção na configuração do aparelho. Procure por configurações no menu, rolando para baixo procure por Acessibilidade e clique, em seguida ligue a acessibilidade Scanner em “ON”. Quando você liga, um botão de acessibilidade Scanner irá flutuar para o topo da tela e você pode mover.

Você pode instalar o acessibilidade Scanner no Google Play Store agora

Fontes: Channel Tech - turismoadaptado.wordpress.com

Regional Sul de Futebol de 5 tem as primeiras classificadas para as semifinais

   Regional Sul de Futebol de 5 tem as primeiras classificadas para as semifinais
   Foto: Ricardinho comemora um dos seus três gols contra a ACERGS-RS (crédito: Tadeu Casqueira)

São Bernardo do Campo/SP – Começou nesta sexta-feira (8), no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, o Regional Sul de Futebol de 5. Seis equipes estão na disputa do título, e duas delas começaram com o pé direito. AGAFUC-RS e APADV-SP venceram os seus jogos neste primeiro dia de competição e garantiram vaga nas semifinais.

Pela manhã, a atual tetracampeã do Regional Sul, AGAFUC-RS, fez o jogo de abertura do evento contra o CESEC-SP. Ricardinho marcou duas vezes, e a equipe de Canoas venceu por 2 a 0. No clássico contra a ACERGS-RS, disputado em uma das partidas à tarde, os canoenses não tiveram dificuldade para vencer o arquirrival por 5 a 0, com gols de Ricardinho (3), Maurício Dumbo e André Trevisol de pênalti.

Outra classificada para as semifinais é a APADV-SP. Jogando em casa, os paulistas aplicaram duas goleadas. A primeira logo na estreia da equipe na competição, com um impiedoso 7 a 0 sobre o INV-SP com gols de Gledson (4), Ivan (2) e Itamar. No encerramento do dia, o time de São Bernardo do Campo venceu com tranquilidade a ASDEFIPEL-RS por 3 a 0. Gledson mais uma vez foi o nome do jogo e marcou duas vezes. Itamar também deixou a sua marca.

Neste sábado (9), a partir das 9h, ACERGS-RS x CESEC-SP e ASDEFIPEL-RS x INV-SP decidem seus destinos na competição na briga pelas duas vagas restantes nas semifinais, que será disputada às 15h e 16h30.



Serviço
Regional Sul de Futebol de 5
Data: 08 a 10 de abril
Horários: 09h, 10h30, 15h e 16h30 (08 e 09/04); 08h30 e 10h (10/04).
Local: Ginásio Adib Moyses Dib
Endereço: Av. Kennedy, nº1155 – Jardim Anchieta – São Bernardo do Campo/SP

Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Palco do Open Internacional de Natação Paralímpica, Estádio Aquático é apresentado no Rio de Janeiro

Foto: Renato Sette Câmara/Prefeitura Rio de Janeiro
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Foi apresentado nesta sexta-feira, 8, o Estádio Aquático dos Jogos Rio-2016. O evento contou com a presença do prefeito carioca, Eduardo Paes; da presidente da República, Dilma Rousseff; do governador do Rio de Janeiro em exercício, Francisco Dornelles; e do presidente da Empresa Olímpica Municipal, Joaquim Monteiro. O Estádio Aquático, localizado no Parque Olímpico, receberá as disputas da natação (Jogos Olímpicos e Paralímpicos) e polo aquático (Jogos Olímpicos). Exemplo de soluções sustentáveis e da arquitetura nômade, que dá às estruturas provisórias um novo uso depois do evento, a arena foi construída pela Prefeitura do Rio com investimento do Governo Federal.
O Estádio Aquático terá duas piscinas – uma para competições e outra para treinamento e aquecimento. Cada uma terá cerca de 3,7 milhões de litros de água, que durante o evento ficarão entre 25 e 28 graus, como pede a Federação Internacional de Natação. Um filtro especial reduz em 25% o uso de produtos químicos e elimina as impurezas da água.
O local já será testado neste mês. De 15 a 20 de abril, a piscina receberá os nadadores do Troféu Maria Lenk, seletiva para os nadadores olímpicos do Brasil. De 22 a 24, é a vez da natação paralímpica ocupar o Estádio Aquático, com mais de 200 nadadores de 19 países. O polo aquático ganha espaço no dia 25 e se estende até 29 de abril.
O Estádio Aquático também vai encantar público e atletas ao unir esporte e arte. Na fachada, foram colocados 66 painéis, com cerca de 27 metros de altura cada, que reproduzem a famosa obra “Celacanto Provoca Maremoto”, da artista plástica Adriana Varejão. A obra original está exposta no Instituto Inhotim, em Minas Gerais. Feitas de poliéster e revestidas com PVC, as telas têm tratamento anti-UV para ajudar a regular a temperatura da instalação.
A preocupação com sustentabilidade e economia de energia é um dos destaques da construção. Para climatizar artificialmente o Estádio Aquático seria necessário um sistema de refrigeração equivalente a 10 mil aparelhos de ar-condicionado domésticos. Porém, a Prefeitura optou por uma solução que aproveitasse a ventilação natural. Assim, foram feitos cerca de 15 mil furos nas estruturas pré-moldadas para orientar a circulação do ar. O posicionamento desses furos foi definido com base em cálculos matemáticos e na média das temperaturas na região no período das competições. Essa solução também trouxe benefícios para os espectadores. Por causa da ventilação cruzada, a arquibancada envolve totalmente a piscina principal e a primeira fileira de espectadores ficará a apenas dez metros da piscina.
Após os Jogos, a estrutura temporária do Estádio Aquático será aproveitada dentro do conceito de arquitetura nômade desenvolvido pela Prefeitura, o mesmo da Arena do Futuro. A instalação será transformada em dois ginásios aquáticos, sendo um deles com uma piscina olímpica (50m) com cobertura e uma arquibancada com capacidade para 6 mil espectadores; e o outro, com uma piscina olímpica e uma arquibancada com capacidade para 3 mil pessoas.
Com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro
Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sean Stephenson, um treinador de vida.

Sean Stephenson sofre de Osteogênese Imperfeita grave, mas isso não o impediu de tornar o mundo um lugar melhor.

                 

Tendo toneladas de mensagens motivacionais entregues ao redor do mundo, sobre como se deve livrar-se de suas inseguranças, aos 36 anos, Stephenson está de volta com mais uma joia, que é capaz de colocar um sorriso em seu rosto.
Intitulado "Dois minutos com Sean", Stephenson passa uma mensagem bonita que é muito mais do que apenas  mais uma daquelas lições de vida cansativas.
Então, o que ele disse?

Absolutamente nada, na verdade.
O vídeo apresenta Sean Stephenson levantando uma série de cartões amarelos com mensagens como: "Infelizmente, eu perdi a minha voz", ".. mas eu não perdi a minha paixão."

Ele então passa a exibir um cartão que diz: "Pergunta rápida, você sabe o quanto eu te amo?"

"muito", continua ele.

A mudança passa para a parte mais grave, Stephenson, em seguida, levanta alguns cartões que fariam qualquer pessoa  ficar emocionada, levando a pessoa a decidir enfrentar seus próprios problemas com mais coragem.
Posso te garantir que ele vai conseguir colocar um pouco de sorriso em seu rosto.Não acredita? Vá em frente, Click AQUI e veja o vídeo!

ESPECIALISTAS APONTAM DISTORÇÕES NO USO DAS COTAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

As cotas para pessoas com deficiência ingressarem no serviço público estão sendo utilizadas, numa espécie de “jeitinho”, por quem tem problemas considerados leves demais. 

                                    

Com isso, saem prejudicados aqueles que realmente enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho em razão de sua deficiência. Essa foi a tônica do debate realizado nesta quarta-feira (14) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre a questão das cotas para deficientes.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), prevista para entrar em vigor em janeiro de 2016, deve alterar um pouco essa realidade, disseram os palestrantes. Mas, na opinião deles, é fundamental que a regulamentação da nova legislação leve em conta os critérios de funcionalidade da pessoa com deficiência e até que ponto essa deficiência prejudica sua integração social. Para os especialistas ouvidos pela CAS, não basta constatar a existência do problema, baseado em diagnóstico médico-biológico, como tem ocorrido.

Eles defendem ainda que a legislação nacional seja atualizada à luz da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada pelo Brasil em 2009.

O autor do pedido de audiência, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), propôs a criação de um grupo de trabalho com participantes da audiência e a Consultoria do Senado para propor essa atualização legislativa, que ele considerou essencial. Mas o senador e os debatedores chegaram ao entendimento comum de que é melhor esperar a Lei Brasileira de Inclusão entrar em vigor para analisar com maior eficiência quais são os ajustes legais necessários.

Funcionalidade

De acordo com Adérito Guedes, chefe do Setor de Perícia Médica do Ministério Público Federal, pessoas que tem dois dedos dos pés amputados estão concorrendo em igualdade, nas vagas reservadas para os cotistas, com quem não tem as duas pernas e anda com cadeira de rodas. Graças à judicialização e aos mandados de segurança, amparados pela falta de normas que permitissem graduar as deficiências, explicou ainda, pessoas com cegueira unilateral são consideradas iguais em direitos às que não enxergam nada, por exemplo.

A funcionalidade é mais importante para definir uma deficiência do que simplesmente um diagnóstico médico — alertou.

O procurador da República no Distrito Federal Felipe Fritz Braga afirmou que o Judiciário tem grande dificuldade para aferir a capacidade de trabalho de uma pessoa com alguma limitação funcional, mas que consegue levar uma vida relativamente normal. É o caso, por exemplo, de quem perde a audição em um ouvido ou tem apenas um olho cego. Nessas situações, observou o procurador, é questionável o direito de concorrer a um cargo público em condições especiais.

O Judiciário tem dificuldade para ver isso, em grande parte porque nossas normas não foram bem redigidas nesse aspecto — afirmou.

Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, conselheira do Conselho Federal de Medicina, lembrou que os candidatos que concorrem pelas cotas de deficiência e são barrados graças aos laudos e avaliações, sempre recorrem ao Judiciário e ganham, por menor que seja o problema. Ela alertou para a necessidade de um levantamento detalhado de quantas e quais pessoas com deficiência estão sendo beneficiadas com a lei e ingressando nos quadros do serviço público. Pela sua experiência, afirmou, não estão sendo priorizadas pessoas com grandes deficiências, mas sim quem perdeu dois dedos, tem limitações de extensão de algum membro ou encurtamento da perna.

E isso não prejudica alcançar o objetivo que o legislador buscou para a pessoa com deficiência — afirmou.

Novo modelo

Todos os palestrantes — incluindo a representante do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Liliane Bernardes — se manifestaram no sentido de que a análise da deficiência deve considerar os pressupostos da Classificação Internacional de Doenças (CID) e da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

Liliane Bernardes adiantou que a regulamentação da LBI levará esses fatores em consideração, já que a definição de deficiência da nova lei é mais ampla e exige a compreensão de um novo paradigma sobre a deficiência, baseado no modelo social/biopsicossocial e não mais exclusivamente no enfoque médico.

Um “índice de funcionalidade” deve ser criado, para avaliar tanto a entrada nas cotas do serviço público quanto o acesso das pessoas com deficiência a benefícios como o da prestação continuada ou do passe livre, por exemplo, revelou Liliane. Esses novos parâmetros ainda estão sendo estruturados, informou ela, que conclamou os palestrantes e os senadores presentes à audiência pública a ajudarem nessa elaboração.

Também participaram da audiência Thays Rettore, membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas, e Everton Pereira, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).


Fontes: Agência Senado - fernandazago.com.br

Dia 8 de Abril - Dia Nacional do Braille: alunos com deficiência visual enfrentam dificuldades de alfabetização

Pedagoga destaca principais pontos que comprometem acesso ao sistema de leitura e escrita dos cegos

Imagem Internet/Ilustrativa



Ir à escola e não encontrar professores que conheçam o sistema de leitura e escrita em Braille, não ter acesso à máquina de escrever em Braille ou aos livros escolares adaptados, o que constitui uma dura realidade para crianças, jovens e adultos com deficiência visual.

Em meio a essas adversidades, estes alunos comemoram em 8 de abril o Dia Nacional do Braille, data criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância das políticas públicas para inclusão de pessoas com cegueira no sistema educacional do Brasil. Por falta de recursos, muitas crianças e jovens nessas condições frequentam a sala de aula apenas como ouvintes.

Segundo dados do Inep, instituto do Ministério da Educação, existem mais de 70.866 mil alunos com deficiência visual matriculados em escolas de ensino regular nas classes comuns; e 6.104 mil crianças e jovens em escolas inclusivas ou salas especiais espalhadas pelo país. Mesmo com números expressivos, a falta de recursos e profissionais especializados ainda é uma realidade enfrentada por essa importante parcela da população brasileira.

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei Brasileira da Inclusão que assegura igualdade de diretos e oportunidades entre as pessoas com deficiência, inclusive no âmbito escolar e em todas as etapas de ensino. De acordo com Maria da Graça Corsi Monteiro, pedagoga especializada em educação especial da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, “muito já foi feito sobre inclusão escolar, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. O ideal é criar uma cultura de inclusão e derrubar barreiras que ainda existem para que os alunos com deficiência visual possam fazer parte efetivamente do sistema de ensino, possibilitando, assim, sua participação social”.

O que acontece nas escolas:

Faltam professores com domínio do sistema de leitura e escrita em Braille;

Alunos vão à escola apenas como ouvintes por conta da escassez de máquina de escrever em Braille;

Carência de materiais pedagógicos adaptados em Braille.

A especialista Maria da Graça da Laramara indica que para fazer a inclusão escolar de maneira efetiva e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola regular é preciso fortalecer a formação dos educadores, criando uma rede sinérgica de apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e instituições assistenciais de apoio às pessoas com deficiência visual. Também é essencial ter todos os equipamentos e ferramentas que contemplem o processo de alfabetização, assim como receber apoio educacional especializado. “A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento dos alunos com cegueira ou baixa visão. O respeito aos direitos e à liberdade humana, é a questão-chave para a construção da cidadania, e deve ser incentivado”, explica.

Em seus 24 anos de existência, a Laramara ganhou reconhecimento internacional por seus projetos assistenciais voltados ao desenvolvimento das pessoas com deficiência visual no Brasil e na América Latina. Ao longo de sua existência, a instituição ofereceu apoio no processo de alfabetização em Braille e na capacitação dos profissionais da educação. Também foi responsável por nacionalizar a Máquina de escrever em Braille, principal recurso para alfabetização de alunos com cegueira, produzindo mais de 10 mil equipamentos, sendo que cerca de 7mil já foram doados por meio de parcerias e projetos assistências.

Fonte: .jb.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa



Governo sanciona lei de adequação em concursos para pessoas com deficiência

O texto da nova Lei prevê quatro modalidades de adequação das condições para as provas; a pessoa com deficiência optará por uma delas
                                          Governo sanciona lei de adequação em concursos para pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência visual terão oportunidades de realizar provas de concursos públicos e processos seletivos de forma adequada e inclusiva, ou seja, vão assegurar os mesmos direitos dos demais candidatos a cargos públicos. É o que determina a lei 1037/2016, sancionada pela governadora Suely Campos e publicada no Diário Oficial do Estado no dia 30 de março.

O projeto é de autoria do deputado estadual Oleno Matos (PP). O texto da nova Lei prevê quatro modalidades de adequação das condições para a realização das provas. A pessoa com deficiência optará por uma delas, que são: com sistema braille, com auxílio de ledor, com auxílio de computador ou por meio do sistema convencional de escrita e com caracteres ampliados.
O candidato com deficiência visual, no ato da inscrição no concurso público ou processo seletivo, apresentará laudo médico atestando a espécie e o grau ou nível da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença (CID), bem como a provável causa daquela.
Segundo Oleno Matos, além das condições especiais já previstas no projeto nada impede que o candidato com deficiência visual solicite outros meios que melhor atendam as suas necessidades; a aceitação está sujeita aos critérios de viabilidade e de razoabilidade.
“O direito à participação no certame assegura condições que permitam o seu acesso de forma igualitária a pleitear os cargos e empregos públicos dos órgãos e entidades da administração direta e indireta estadual”, frisou.
Com informações da Assessoria de Oleno Matos.

Pessoas com deficiência cobram recuperação de calçada destruída por construtora no Farol

Investimento da Prefeitura feito há mais de um ano está deteriorado por conta de obra

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Pessoas com deficiência física estão na bronca por enfrentar sérios problemas de risco de acidente, no tocante à acessibilidade na rota de acesso à Adefal. É que todo o trecho da calçada do Cepa, na parte que margeia a Avenida Fernandes Lima, emendando com a rua Clementino do Monte indo até a Associação, localidade que no Brasil é tida como referência de acessibilidade, depois de uma amplo investimento da Prefeitura feito há mais de um ano, hoje está todo deteriorado por conta de uma obra que vem sendo executada pela construtora Cone, a serviço da Algás, e que não vem sendo recuperado como de origem.
Ontem no plenário da Câmara de Maceió, o vereador Luiz Carlos Santana (DEM) se manifestou sobre o assunto, cobrando medidas urgentes para que a situação seja resolvida tão logo. Ameaçou até entrar com uma ação contra a Construtora. “Na última semana se reunimos com dirigentes da Adefal, a fim de buscar medidas urgentes, já que os deficientes que frequentam a entidade têm reclamado constantemente do perigo que se tornou na região”, disse o vereador.
Diz Luiz Carlos Santana, que a revitalização da calçada com cerca de 400 metros de extensão, foi fruto de um movimento que tem se engajado pelos direitos das pessoas com deficiência, onde sempre tem buscado melhoras nos serviços de acessibilidade junto ao poder público. “A calçada tem até piso tátil, que são relevos que permitem a uma pessoa com deficiência visual ou qualquer outra pessoa, que se guie pelas fissuras. Na verdade a obra contempla todas as exigências da ABNT, que é a Associação Brasileira de Normas Técnicas”, comentou.
O curioso de tudo isso, é que somente nesta quinta-feira, foi que a Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano –SMCCU- órgão que fiscaliza as obras na capital, veio tomar conhecimento da tal irregularidade por meio de cobrança do próprio vereador Luiz Carlos Santana. “A SMCCU não sabia. Mas hoje pela manhã designamos uma equipe de fiscalização para acompanhar o trajeto da obra, que continua pela Fernandes Lima, onde advertimos a Construtora CONE que somente liberaremos o Habite-se depois de toda calçada recuperada, da mesma forma como encontraram”, disse o superintendente do órgão, Reinaldo Braga.
Fontes: www.tribunahoje.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Jovem Se Torna A Primeira Modelo Plus Size Deficiente

POR: CAROL CONSTANTINO

  

Uma jovem britânica de 25 anos, Katie Knowles, portadora de uma doença degenerativa desafiou os padrões de beleza e se tornou a primeira modelo plus size com deficiência na Inglaterra.

Katie chamou a atenção de uma agência de modelos e desde então está fazendo o maior sucesso na profissão.

                                 

Quatro anos depois as dores voltaram e Kate teve que ser operada de novo. “Eu acordei e foi a coisa mais assustadora. Eu pensei ‘não posso sentir meus membros inferiores’”, afirmou em entrevista ao “Mirror”.

Após um ano de fisioterapia, seus movimentos foram voltando, mas a sua recuperação não foi completa. Ela perdeu parte dos movimentos da perna direita e o tratamento fisoterapêutico continua e seus remédios para dores ainda são tomados.

Logo quando Katie se formou em Direito, ela conheceu a organização Models od Diversity (Modelos de Diversidade) e foi convidada a trabalhar como modelo plus size.

  

Desde então, a jovem está fazendo o maior sucesso. “Sempre foi meu sonho, desde criança, ser advogada. Mas, ao mesmo tempo, quando fiquei doente e a oportunidade de ser modelo surgiu e me deu confiança, me devolveu uma vida”, contou.

                                                   

Professores indígenas fazem curso para ensinar crianças com deficiência

Do Portal Brasil, via ANDI

Inclusive - inclusão - várias figuras multicoloridas de mãos dadas: um cadeirante, um muito alto, um muito baixo e outros olhando para direções diversas

O avanço da política de educação especial no Brasil tem revelado experiências bem-sucedidas nas escolas indígenas. No interior do Acre, crianças e jovens com deficiência que não estudavam são levados às escolas das aldeias desde 2009, quando teve início um trabalho de formação de 300 professores indígenas. O primeiro passo é o convencimento e esclarecimento dos caciques de diferentes etnias sobre a legislação da educação especial e o direito dos indígenas com deficiência de frequentar as salas de aula comuns.

Na escola Ixubãy Rabui Puyanawa, da aldeia dos poianauas, no município de Mâncio Lima, a 650 quilômetros da capital, Rio Branco, a professora Marcilene Porracai faz há três anos o atendimento de educação especial a oito alunos com deficiência, no turno oposto ao das aulas regulares. “Com o curso de formação, amor, carinho e respeito aos limites de cada um, eles vão aos poucos avançando e conseguindo passar de ano”, diz a professora.

Como há entre eles dois alunos surdos, Marcilene teve de aprender a língua brasileira de sinais (libras). Uma aluna surda, que está terminando o ensino médio, nunca teve contato com a libras. “A professora indígena da escola Ixubãy Rabui se esforçou bastante e, durante três meses, precisou vir de uma distância de 35 quilômetros para chegar ao município de Cruzeiro do Sul e frequentar o curso de formação”, explica Darci Nicácio, coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico à Inclusão (Napi) da Secretaria de Educação do Acre. Com a nova língua inserida na comunidade, os poianauas serão poliglotas. Além da língua indígena, as crianças aprendem português, inglês e, agora, libras.

Aos poucos, outras aldeias aderem à inclusão. A próxima será a escola Tamakaiã, da etnia catuquina, em Cruzeiro do Sul. “A articulação com os indígenas não é fácil, pois muitos deles nem falam português e precisamos de um intérprete para explicar a importância da inclusão, de não deixar ninguém fora da escola”, explica Úrsula Maria Maia, coordenadora de educação especial no estado.

Assistência
Na aldeia República, da etnia nuquini, também no município de Mâncio Lima, o professor indígena Marcos Costa Oliveira tem atuado no atendimento especial a crianças e jovens com algum tipo de deficiência. Na Escola Pedro Antônio de Oliveira, onde ele trabalha, cinco alunos apresentam deficiências distintas: um tem baixa visão e restrições de locomoção durante o dia em razão da luminosidade; outro tem daltonismo e os demais, deficiência motora, de fala e intelectual.

“Eu dou assistência a todos e faço o que posso”, diz o professor. “Pego até o barco para ir à casa de um dos alunos, que tem deficiência motora, e é muito difícil para ele vir à escola.”

O povo nuquini espalha-se por uma área vasta, e alguns alunos precisam vencer distâncias de até 3 quilômetros de rio para chegar à escola. A aldeia República segue o curso do rio Moa, afluente do Juruá, que deságua no Amazonas. Marcos acrescenta que há necessidade de um maior número de professores indígenas com formação especial para atender outras crianças e jovens com deficiência em outras aldeias. “Eu fiz o curso porque senti que o meu povo precisava de ajuda”, afirma. “Esses alunos com deficiência precisavam ser incluídos.”

Além de dar assistência aos estudantes, Marcos orienta os demais professores indígenas a prestar atenção nos alunos com dificuldade de aprendizagem. “Como é tudo muito novo para nós, eles precisam estar atentos aos alunos, observá-los para descobrir se há deficiências não percebidas ainda”, esclarece. “Esse processo todo nos faz refletir e respeitar as diferenças.”

Escola especial e escola formal: pelo direito de escolha

Por Fausta Cristina*

                            

Outro dia, vivi a experiência de assistir crianças em uma escola especial. Havia sete garotos e uma garota, todos com necessidades diferentes, a maioria autistas. Eles estavam tão felizes que eu me senti contagiada.

Ao ver todos assim, tão empolgados, fiquei imaginando que deve mesmo ser um alívio estar em um ambiente onde há identidade, onde você pode simplesmente ser você mesmo. Foi muito legal ver que, sem a interferência de ninguém, eles cuidavam uns dos outros, demonstrando uma total empatia com a dificuldade de cada um ali presente.

Eu me senti um pouco desconfortável, pois tenho esta ideia formada, este conceito interno pronto (este “pré-conceito”) de que a criança com deficiência ou com qualquer transtorno precisa da convivência harmoniosa e acolhedora das pessoas com desenvolvimento típico em uma escola formal. Na verdade, concluí, naquele momento, o quanto eu tenho sido preconceituosa com a escola especial e seu lugar no contexto da inclusão social x exclusão.

Conversei, depois de um tempo, com uma garotinha do Brasil que tem autismo e está em uma escola regular. Ela é diferente de todos por lá e lida com muitas dificuldades, principalmente na socialização, e já viveu uma vez uma experiência de bullying. Eu então perguntei a ela se ela gostava da escola, e ela prontamente respondeu que sim, perguntei se ela gostaria de estar em uma escola especial onde outras garotas e garotos tivessem as mesmas dificuldades que ela tem, e ela me disse que não, que ela gosta de estar na escola dela, onde todo mundo é diferente (eu amei isso).

Por muito tempo, eu gritei pela inclusão nas escolas e continuo disposta a gritar e brigar por este direito. Escola significa lugar de aprender e só vai ter sentido se for para todos. Mas para todos mesmo! Não consigo conceber a sentença: “a escola não aceitou aquela criança”.

Por outro lado, é preciso que haja espaços onde as diferenças sejam entendidas e compartilhadas com naturalidade e sem barreiras. Onde as pessoas se sintam bem sem a pressão de se enquadrarem. Há pessoas que se sentem felizes em um espaço; outras, felizes em outro. Na verdade, é urgente poder escolher.

Toda escolha demanda informação. Toda escolha precisa ser pensada, e talvez seja esse o nosso medo. Diante de tamanha desinformação sobre síndromes, dificuldades, potenciais e habilidades por parte de toda a sociedade, cresce o medo de que a escolha se baseie no comodismo da opção pelo caminho mais fácil e se torne regra a segregação. Mas, para ganhar, não devemos perder – é preciso que a escola especial cresça e trabalhe junto na promoção gradual da inclusão de seus alunos, e seja espaço de permanência apenas para quem realmente a deseje e necessite.

Acredito que, se permanecermos atentos e continuarmos a lutar por menos preconceito e mais aceitação, isso não vai acontecer. Pelo menos, não vai acontecer se cada família e cada educador se comprometer, de fato, a fazer sua parte. É de indivíduo a indivíduo que se soma o social. Precisamos, por fim, entender o poder de sermos nós o que queremos que sejam os outros.

Do passado até hoje, nunca houve retrocesso. Embora haja muito a conquistar, e as mídias nos escancaram a cada segundo o quão ruim é a real aceitação das diferenças, nós devemos continuar o esforço da ampliação de direitos e sua transformação em prática. Nada de facilidades à frente – apenas a continuação da luta sem fechar caminhos abertos, mas ampliando-os sempre.

Pelo direito à escolha, pela escola que faça feliz e torne competente, que aceite e promova a convivência. Pelo não ao preconceito, inclusive, contra a escola especial.

Para que um edifício se erga, é necessária a base; para que uma sociedade seja mais pacífica, é necessária a aceitação, e esta palavra só tem sentido quando compreendida nos dois verbos que a formam: aceitar e ação. Na ação educativa, na ação inclusiva, no real acolhimento, vamos fazendo o cimento desta base que já se ergue mais firme, embora esteja, ainda, no terreno incerto dos valores que ainda não sedimentamos.

E, enquanto a escola não tiver um só significado e não comportar discussões simplesmente por ser o melhor lugar para qualquer criança estar, pelo menos por enquanto, a minha opção será a de gritar pelo direito de poder escolher.

Fausta Cristina*
Fausta Cristina é mãe de Milena, sua terceira filha, hoje com 12 anos. A gravidez de Milena foi normal. Com o passar dos dias, sua filha chamava a atenção por ser muito quieta. Fausta estranhava o fato de ela não olhar, não fixar a atenção e com o tempo, a sensação de que algo estava errado foi aumentando. Com nove meses, foi diagnosticado que Milena tem autismo. Fausta mantém o blog Mundo da Mi