sábado, 16 de abril de 2016

Santa Bárbara oferece aula gratuita de MMA para pessoas com deficiência

Encontros ocorrem às segundas, quartas e sextas à noite, a partir das 19h. Para participar, basta comparecer ao CEU do bairro Planalto do Sol 2.

Do G1 Piracicaba e Região

CEU de Santa Bárbara d'Oeste oferece aulas gratuitas de MMA  (Foto: Imprensa/ Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste)
CEU tem aulas gratuitas de MMA (Foto: Imprensa/ Prefeitura de Santa Bárbara d' Oeste)

O Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) do Planalto do Sol 2 em Santa Bárbara d’Oeste (SP), tem vagas abertas para aulas gratuitas de MMA (Artes Marciais Mistas, na tradução em português). São três turmas, às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 19h. Podem participar alunos a partir de 12 anos. A atividade é aberta a pessoas com deficiência.

Para se inscrever, basta se dirigir ao CEU no início da aula, a partir do dia 18 de abril e manifestar interesse ao professor de MMA que orienta a atividade, Edmar Wilson da Silva.

MMA é um misto de técnicas de artes marciais como Jiu-Jitsu e Muay Thai. Dentre os benefícios estão a melhora no condicionamento físico, emagrecimento, fortalecimento muscular, alongamento, diminuição de estresse e promoção de bem estar.

O CEU fica na Rua Argeu Egídio dos Santos, nº 100. O horário de atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3458-5868.

Fonte: g1.globo.com

Estudo finalmente confirma que Zika vírus causa microcefalia

Pesquisa do CDC também conclui que Zika vírus causa anomalias cerebrais graves

                                    Logo do CDC em azul e branco.

Um estudo conduzido pelo Centro de Controle de Doenças americano (CDC), principal instituição de saúde dos Estados Unidos, confirmou que a infecção por Zika vírus é mesmo a causa da microcefalia e outras más formações cerebrais graves em bebês. Embora não traga novos dados para o caso, o estudo publicado no periódico especializado New England Journal of Medicine é o primeiro a concluir e afirmar categoricamente a relação de causa entre Zika vírus e a Microcefaia.

“O estudo marca um ponto de virada na epidemia do Zika. Está claro agora que o vírus causa microcefalia”, disse o diretor do CDC, Tom Frieden, em comunicado emitido pelo órgão. Ele ainda afirma que estão lançando novos estudos para determinar outros efeitos no cérebro e problemas de desenvolvimento que a infecção possa causar.

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Para chegar à conclusão, o CDC analisou uma série de pesquisas sobre o tema. O CDC afirma que “os achados de uma série de estudos recentemente publicados e uma avaliação cuidadosa, usando critérios científicos estabelecidos, embasam as conclusões dos autores”.

Segundo o documento, “enquanto uma importante questão sobre causalidade foi respondida, muitas outras questões permanecem e respondê-las será o foco das novas pesquisas em andamento, para aprimorar os esforços de prevenção do problema, o que pode ajudar a reduzir os efeitos da infecção por Zika vírus durante a gravidez”.

Além do Brasil, ao menos 40 países já registraram casos de contágio pelo Zika vírus. No Brasil, considerado o centro da recente epidemia, mais de sete mil casos suspeitos de microcefalia foram notificados desde o início do surto em outubro de 2015.

Definidos os confrontos das semifinais feminina da etapa Centro-Norte de Goalball

                            Definidos os confrontos das semifinais feminina da etapa Centro-Norte de Goalball
Foto: ABDV-DF venceu os três primeiros jogos e precisa apenas de uma vitória para garantir a classificação


Belém/PA - O Regional Centro-Norte de Goalball conheceu os primeiros confrontos das semifinais da competição. Após os jogos da última rodada da categoria feminina, a AMC-MT confirmou a liderança do Grupo A e jogará contra o ISMAC-MS. A outra vaga na final será entre UNIACE-DF x UEEJAA-PA. Os jogos acontecem neste sábado (16), após o encerramento da fase inicial da categoria masculina.

Em busca do hexacampeonato, a AMC-MT passou com folga pelas adversárias. Nos jogos desta sexta-feira (15), a equipe de Cuiabá fez 7 a 2 na UEEJAA-PA, e depois venceu o ICEMAT-MT por 10 a 0. Com a mesma facilidade, a UNIACE-DF conquistou mais duas vitórias por game (dez gols de diferença). No primeiro confronto a vitória foi em cima da ASCEPA-PA: 11 a 1. E no jogo que valeu a liderança do Grupo B, a equipe do Distrito Federal venceu o ISMAC-MS pelo mesmo placar.

As disputas pelas vagas na categoria masculina serão definidas na última rodada. No Grupo A, a UEEJAA-PA lidera com 9 pontos, seguida de perto pela UNIACE-DF com 6 e um jogo a menos. O ISMAC-MS, terceiro colocado, tem 3 pontos na tabela, mas como tem mais duas partidas a fazer, ainda alimenta esperanças de classificação.

O Grupo B segue a mesma situação, mas com mais equipes na disputa: cinco ao todo. ABDV-DF e ICEMAT-MT dividem a liderança com 9 pontos, e são os favoritos para ficarem com as duas vagas para a próxima fase. Com 3 pontos e ainda sonhando com a vaga, ARDV-MT, ASFAM-PA e ADVP-PA, precisam vencer nas duas últimas rodadas e torcer por uma combinação de resultados.

Nas semifinais que acontecem neste sábado (16), a AMC-MT enfrenta o ISMAC-MS, às 15h30, e, logo em seguida, a UNIACE-DF encara a UEEJAA-PA, às 16h20. As disputas que valem vaga na final masculina acontecem às 17h10 e 18h. Os finalistas da competição garantem vaga para a Copa Loterias CAIXA de Goalball 2016. Na disputa masculina, a vaga também está aberta para o terceiro lugar do regional.

Confira a tabela completa da competição: http://cbdv.org.br/evento/regional-centro-norte-de-goalball-1

Serviço
Data: 14 a 17 de abril
Horários: 15h30 às 22h10 (14/04); 08h às 18h50 (15/04); 08h às 18h (16/04); e 08h às 10h30 (17/04).
Local: Universidade do Estado do Pará – UEPA – Campus III
Endereço: Av. João Paulo II, nº 817 – Marco – Belém/PA
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Um novo Rio, acessível e sustentável para cariocas e turistas

por: Ricardo Shimosakai 

A inauguração da estação Ricardo de Albuquerque - dentro de padrões de acessibilidade
A inauguração da estação Ricardo de Albuquerque: dentro de padrões de acessibilidade


Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 estão contribuindo para o surgimento de uma cidade mais humana, acessível e verde. O legado olímpico já pode ser conferido nas obras que se multiplicam pela metrópole, como na modernização da SuperVia e na construção de centros esportivos e áreas de atendimento. A Vila dos Atletas, erguida na vizinhança do Riocentro e entregue em março para o Comitê Organizador dos Jogos, é um exemplo. O local tem potencial para abrigar cerca de 18 mil atletas, paratletas e equipes técnicas de mais de 200 países durante a competição, que ficarão hospedados em 31 edifícios.

A partir de 2017, este será o epicentro de um novo bairro planejado, com respeito pela preservação do meio ambiente, ecologicamente correto e adequado ao acesso de pessoas com deficiência – 4.350 atletas paralímpicos irão usufruir da Vila, cujos prédios têm corredores e portas mais largos e elevadores desenhados para abrigar até duas cadeiras de rodas ao mesmo tempo. Depois da competição, o legado de acessibilidade poderá ser mantido pelos futuros moradores que desejarem, para usufruir dos diferenciais oferecidos pelo empreendimento.

Os apartamentos de dois a quatro quartos que receberão os atletas formarão um novo bairro, a Ilha Pura, construída pela Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias, ancorada nas premissas de sustentabilidade. As instalações, que contam com investimento 100% privado, a exemplo do que aconteceu nos Jogos de Sydney, na Austrália, não tiveram nenhum aporte de recursos da Prefeitura – que se responsabilizou apenas pela infraestrutura do entorno e dos acessos viários da Vila dos Atletas.

O empreendimento se preocupou com dois fatores críticos: energia e água – diz Maurício Cruz, diretor-geral da Ilha Pura. O revestimento externo dos edifícios, cerâmico e em tons claros, ajuda a refletir o calor. Os vidros especiais barram os raios ultravioleta. Os 10 mil m2 de telhados têm cobertura vegetal, que ajuda a diminuir a sensação térmica. Com as ações, a intenção é reduzir o consumo de energia, especialmente com o uso de aparelhos de ar condicionado.

A água, um recurso escasso depois da séria crise hídrica vivida pelo Sudeste no ano passado, também terá tratamento especial. Toda a sobra das pias e chuveiros, a chamada “água cinza”, será levada para a estação de tratamento localizada no parque da Ilha Pura. Depois, servirá para irrigação e para alimentar os 8 mil m2 de espelhos d’água do condomínio – além de voltar aos vasos sanitários como água de reuso.

Torneiras e chuveiros serão mais eficientes com o uso de arejadores – diz Cruz, que calcula uma economia entre 30% e 40% em relação à média da cidade, como resultado de todas as soluções adotadas na Ilha Pura para o uso eficiente dos recursos hídricos.

O respeito e a atenção por práticas sustentáveis ficam evidentes nos detalhes, como tomadas especiais para recarregar carros e bicicletas elétricas. Essa preocupação esteve presente em todas as etapas e detalhes da obra. A metodologia construtiva, a compra e reciclagem de materiais e a coleta seletiva seguiram padrões rigorosos de certificação.

Ao empregar todo o conjunto de soluções para a criação de um novo e moderno bairro sustentável, Ilha Pura garantiu o título de primeiro bairro da América Latina com a pré-certificação LEED ND (Desenvolvimento de Bairros), concedida pelo Green Building Council, importante organização internacional de construção sustentável. Os atletas e futuros moradores poderão usufruir de passeios ao ar livre e de locomoção por bicicletas ao longo de uma pista de 4,5 km, estando 1,3 km localizado dentro do Parque do bairro, que ocupa uma área de 72 mil m2, e 3,2 km permeando a Vila e ligando-a a outras ciclovias, que podem levar as pessoas até praias próximas e BRTs em construção.

O bairro planejado, com 800 mil m2 de área (a Vila dos Atletas ocupa 206 mil m2) foi construído em um dos melhores terrenos remanescentes da Barra da Tijuca, ao lado do Parque da Pedra Branca e com vista para a Lagoa de Jacarepaguá e para o mar – afirma Cruz.

Mobilidade urbana

Outro grande legado dos Jogos Rio 2016 diz respeito à mobilidade urbana da cidade. A primeira estação olímpica da SuperVia, a Ricardo de Albuquerque, está em funcionamento desde fevereiro e, além do aumento na capacidade de transporte de passageiros, ganhou mais acessibilidade. As intervenções envolveram novas rampas de acesso, elevadores e banheiros adaptados e adequação do piso tátil. Os padrões adotados seguem as exigências do Comitê Olímpico Internacional e tornarão o serviço mais confortável para os moradores do Rio de Janeiro.

Até o início dos Jogos Rio 2016, as outras cinco “estações olímpicas” serão entregues para atender regiões das competições, como o Engenho de Dentro, nas cercanias do Engenhão, e Deodoro, que fará a interligação com importantes áreas de atividades olímpicas.

A SuperVia tem investido na melhoria de todo o sistema ferroviário, com substituição de 80% da frota de trens e em mais segurança nas composições e nas estações. A estação Ricardo de Albuquerque teve sua capacidade dobrada, de 5 mil para 10 mil passageiros por dia. O mesmo vai ocorrer em São Cristóvão, que passará de 40 mil para 80 mil usuários. O investimento nas obras olímpicas da SuperVia chegará a R$ 250 milhões. As estações Madureira e Intermodal Maracanã – ambas inteiramente reformadas e com acessibilidade plena – também serão fundamentais para o atendimento ao público durante o evento.

As melhorias já realizadas pela Super- Via incluem um novo e moderno centro de controle operacional, um centro de treinamento para maquinistas e a compra de 110 novos trens, dos quais 100 já estão em circulação – os outros 10 entrarão em operação até maio. A renovação da frota proporciona mais de 95% de lugares aos passageiros em trens refrigerados (antes da gestão pela Odebrecht TransPort, iniciada em 2010, eram apenas 24%).

Fontes: O Globo - turismoadaptado.wordpress.com

Filme JOGO CEGO conta histórias de atletas com deficiência visual

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O pano de fundo é a questão da inclusão social por meio do Esporte. Lançamento do filme acontece dia 19 de abril no Teatro Santos Dumont em São Caetano
                    
No mês de abril acontecerá o lançamento do filme documentário Jogo Cego, obra que mistura a temática da inclusão social de pessoas com deficiência visual e esportes paralímpicos. As exibições acontecerão no dia 19 em São Caetano do Sul, no Teatro Santos Dumont, com apoio da prefeitura local, e no dia 20, em Piracicaba, no SESC Piracicaba, com apoio do próprio SESC.
Ambas exibições serão gratuitas, com início às 20h, com ingressos distribuídos ao público por ordem de chegada com uma hora de antecedência.
A obra a ser exibida mostra personagens com histórias inusitadas e marcantes, como o nadador olímpico cego que, por iniciativa própria, mantém um canal do YouTube com os vídeos que ele próprio produz e edita. Ou o rapaz que ficou cego aos 16 anos de idade por um coice de cavalo e que depois se tornou um dos maiores atletas de equitação paralímpica do país. Ou da jovem de 17 anos que é uma promessa da Seleção Paralímpica de Atletismo. E, ainda, da menina de 08 anos que nasceu cega, mas que esbanja alegria e otimismo.
Uma das preocupações da equipe foi disponibilizar a obra com total acessibilidade para pessoas com deficiência, contando, além de legendas, com audiodescrição, feita por Lívia Motta, como elemento narrativo desde o início do projeto – fato incomum de se encontrar.
”Eu não tenho medo do escuro porque eu não enxergo, mas mesmo se eu enxergasse eu não teria medo” – Alice Yasmin, 8 anos, no filme JOGO CEGO.
O documentário foi realizado com recursos do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, ProAC-ICMS, e patrocínio de três empresas do Estado de São Paulo.
Este lançamento marca o fim de um projeto que teve início em 2007, nos Jogos Mundiais para Cegos, momento em que surgiu a ideia para o filme. Ao final, foram feitas mais de 30 diárias de gravações, com a participação de 15 personagens.
Jogo Cego tem 52 minutos de duração, tempo da grade de uma hora em TV, o que facilita a exibição e aumenta o acesso ao filme pelo público. A obra também conta com uma versão estendida de 66 minutos, que será exibida nos dias 19 e 20 de abril, nos eventos de lançamento da obra.
Fontes: www.abcdoabc.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Prefeitura apoia 2º Seminário Alagoano de Síndrome de Down

 Eberth Lins/ Secom Maceió 

 sindrome de down

A Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down em Alagoas Amor 21, promove nos dias 12, 13 e 14 de maio, o 2º Seminário Alagoano de Síndrome de Down. O evento, que conta com o apoio da Prefeitura de Maceió, será realizado no Hotel Premier BW (antigo Radisson), na Pajuçara, reunindo especialistas para discutir, entre outros temas, educação inclusiva, saúde e direitos de pessoas com deficiência.
De acordo com a presidente da Associação Amor 21, Neila Sabino, o trabalho tem como foco desmistificar o mito de que as pessoas com síndrome de down não podem vive de forma produtiva.
“ O seminário vai focar a autonomia do cidadão com síndrome de down desde a infância até a fase adulta, passando pela escola até o mercado de trabalho. Vamos contar também com a participação de duas pessoas que têm a síndrome, mas se superaram concluindo a formação superior e inserindo-se no mercado de trabalho”, disse.
Sobre a programação, Neila Sabino destacou que o seminário vai contar com a participação de geneticistas referências no assunto e que o encontro vai promover uma ampla discussão acerca da síndrome.
“Serão três dias com discussões centrais e segmentadas. Vamos tratar dos direitos desses cidadãos, bem como da dificuldade de aprendizagem, adaptações curricular e saúde, entre outros temas”, detalhou Sabino.
Para participar, os interessados devem se inscrever, a partir da próxima semana, no site da Unit, no al.unit.br. O investimento para profissionais é de R$220 e de R$ 110 para estudantes. Mais informações no telefone 99640-8978.
A associação
A Amor 21 atua promovendo o acolhimento de famílias, com a troca de experiências e oferecendo orientação psicológica, afetiva e emocional, além das atividades de saúde e cultural. O grupo trabalha para o desenvolvimento das potencialidades, lutando pelos direitos e inclusão das pessoas com síndrome de down em todos os espaços sociais.
Fontes: Secom Maceió - pessoascomdeficiencia.com.br

Time de basquete com cadeirantes treina em Manaus mirando competições nacionais

‘Tigres do Norte’ treina todas as terças e quintas no Parque dos Bilhares


Jogadores desenvolvem suas habilidades em dois treinos semanais Foto: Arlesson Sicsú / Divulgação

Manaus – Único time de basquete em cadeira de rodas do Amazonas, O ‘Tigres do Norte’ treina para disputar campeonatos regionais e até nacionais em 2016. A equipe surgiu há cerca de dois anos, no projeto de habitação Viver Melhor, segundo o presidente da Associação de Basquete Sobre Rodas do Amazonas, Elvis Rios Ferreira.
Elvis Rios informou que a equipe é a única de basquete do Amazonas e a Associação pretende formar uma seleção do Estado para disputar campeonatos no país. “Só nós que nos mobilizamos lá no Viver Melhor para montar esse time completo que temos hoje. Temos três equipes formadas e esperamos conseguir mais pessoas para fazer parte do nosso grupo”, disse.
Segundo Elvis, o time treina duas vezes na semana, às terças e quintas, na quadra de basquete do Parque Dos Bilhares, na preparação para a Copa Norte, em junho, no Acre, e para o Campeonato Norte-Nordeste que vai ser disputado em Manaus, em julho.
                            
Durante os treinamentos, o auxiliar-técnico dos Tigres do Norte, Helder Araújo Gomes, 33, comentou que a equipe faz exercícios de preparação desde musculação dos braços, arremessos, posicionamento e até um coletivo ao final de cada treino. De acordo com Helder, uma das partes principais nos treinos de preparação é o coletivo, já que é o momento em que as regras de jogo são postas em prática.
No basquete em cadeira de rodas os jogadores usam cadeiras diferentes das que são usadas no dia a dia, segundo Helder. Ele informou que os “Tigres do Norte” já treinam em cadeiras profissionais usadas para disputar o esporte. “O feitio delas é diferente. Cada jogador usa um tipo diferente, dependendo de sua posição. O armador tem uma cadeira mais funda, por ele ter menos mobilidade durante o jogo. A do pivô é mais alta, para o ajudar a arremessar, por exemplo”, explicou.
O auxiliar da equipe ressaltoum, ainda, que o esporte ajudou os cadeirantes a ocuparem a mente. Ele contou que antes do basquete, muitos dos integrantes do time só ficavam em casa e não faziam muitas coisas. “Esse esporte veio em uma hora muito boa pra essas pessoas. É um entretenimento e faz bem para a nossa saúde. Mostramos que não é só porque estamos em uma cadeira de rodas que as coisas não possam ser feitas de um jeito diferente”, finalizou.
Mulheres contam ponto
A equipe tem duas jogadoras no elenco. O auxiliar-técnico explicou que mulheres podem jogar normalmente no time, durante os campeonatos de basquete em cadeira de rodas. Ele informou que a pontuação mínima em um jogo de campeonato é de 13 pontos. Se um jogo estiver empatado ou com 12 pontos, a equipe que tiver uma mulher em quadra ganha um ponto.
A doméstica Maria de Fátima Costa, 21, é uma das jogadoras dos “Tigres do Norte”. Ela conheceu o esporte através de amigos e está na equipe há três meses. De acordo com ela, os companheiros de time não a tratam diferente por ser mulher. “Aqui nós jogamos de igual para igual. Somos uma equipe só. Não tem essa de ser mulher ou homem”, disse.
Quem se surpreendeu com a capacidade dos participantes foi o gerente do Parque dos Bilhares, Paulo Victor Duarte, 24, que nunca teve contato com o basquete em cadeiras de rodas. Ele contou que inicialmente tentou ajudar os cadeirantes mas ficou surpreso com a capacidade deles.
“Pensei: ‘vamos ajudar, eles precisam’, mas na verdade eles fazem tudo. São pessoas normais. Eles mesmo fazem a manutenção das cadeiras. Se trombam, caem no chão e logo se levantam e estão jogando de novo. Tinha uma visão de fragilidade, mas é totalmente o contrário”, comentou ele.
Fontes: new.d24am.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Google.org investe em projetos para pessoas com deficiência

Por meio do Desafio de Impacto Deficiências, a organização ligada ao Google doou US$ 20 milhões para ONGs no mundo todo.

Homem jovem com deficiência em cadeira de rodas automatizada em corredor iluminado

Com enfoque nas tecnologias assistivas de código aberto para ajudar pessoas com deficiência, os aportes recebidos foram entre US$ 750 mil a US$ 1 milhão, de acordo com o Wired. Impressoras 3D de próteses, bibliotecas virtuais acessíveis a cegos e recursos automotivos para cadeiras de rodas foram algumas das ideias apresentadas.
A organização justificou seu investimento com estatísticas: há mais de um bilhão de pessoas no mundo que vivem com algum tipo de deficiência. Segundo Brigitte Hoyer Gosselink, líder do projeto, uma em cada três pessoas com deficiência vive em condições de pobreza nos Estados Unidos.
Já nos países em desenvolvimento, os números são ainda maiores. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 80 a 90% das pessoas com alguma deficiência e idade produtiva estão desempregadas. Em relação às crianças, apenas 5% conseguem completar o ensino fundamental. No Brasil, a estimativa é de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, segundo CENSO IBGE 2010.
A relação completa de projetos e ONGs que receberam aporte está no site do Google.Org 
Site externo
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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Pessoa com Deficiência e o Bullyng.

Hoje em dia, a gente escuta muito falar sobre Bullyng, e pessoas com deficiência qualquer briga na escola, é Bullyng.

Por Damião Marcos e Carolina Câmara.

A Pessoa com Deficiência e o Bullyng da Sociedade.

Na minha época, a coisa era mais simples, uma confusãozinha entre as crianças na escola, era visto como algo comum, coisa de criança e tudo era resolvido na hora. Atualmente, o negócio ficou mais serio, a escola leva tudo para o Bullyng, quer rotular o "agressor" e a vítima também.

E claro que não é diferente com a criança com deficiência, ai sofre Bullyng, porque é diferente, tadinho!!! Eu canso ouvir de pais de criança com deficiência, que tem medo de colocar o filho na escola comum, pois vai sofrer Bullyng. Na hora, penso e falo, por que??? Só porque tem uma deficiência, é diferente????

Eu nunca sofri Bullyng, sempre, estudei em escola comum. Briguei bastante, tomei algumas, mas também dei, sabia me colocar, tinha meus amigos, minha turminha. As escolas nunca me viram como vitima, graças a deus!!! Meus pais também sempre, falavam que eu tinha que me defender. Então nunca fui coitadinha, vitima, tinha que saber me colocar como qualquer outra criança, sabia que a deficiência, não me fazia pior e nem melhor que os outros!!!

Por isso vejo que o Bullyng em relação a pessoa com deficiência, é uma, total, falta de habilidade da escola e da família de lidar com as deficiências. Eles, realmente, precisam acreditar nas pessoas com deficiência, para assim, poder mostrar, fazer com que as pessoas com deficiência se enxergue como sujeito.... Além disso, a escola tem que fazer um trabalho com todos os alunos, sobre as diferenças, as deficiências, a inclusão e sobre o Bullyng, de uma maneira geral..

Agora, fazendo uma reflexão rapidamente: Bullyng com a pessoa com deficiência, é o que sociedade faz, de não permitir que o sujeito com deficiência participe dela, o achando incapaz, limitado, inútil. Resultado, é, pessoa com deficiência sem emprego, sem escola, sem relacionamento interpessoal, sem vida!!!!!


Isso é Bullyng sério!!!!!!


FUTEBOL EM CADEIRAS DE RODAS CRESCE NO BRASIL E PROMOVE A INCLUSÃO



Criado na França e no Canadá, no final dos anos 70, o Power Soccer ganhou força e o mundo. A modalidade paradesportiva, praticada com cadeiras de rodas motorizadas, é a única que permite a inclusão de crianças a partir dos seis anos e sem limite de idade, de qualquer gênero - todos no mesmo time -, com deficiência motora severa, como tetraplegia, paralisia cerebral, distrofia muscular, entre outros.

Praticado em quase 30 países, o esporte, também conhecido como Powerchair Football, está ganhando força e cada vez mais adeptos no Brasil, mostrando assim a sua relevância dentro do campeonato mundial. Criado em 2014, o Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS) é um dos times que mais se destaca no país, tendo quatro, dos seus 11 atletas, pré-convocados para a Seleção Brasileira. Já no primeiro ano de sua formação, a equipe foi Campeã Brasileira e, em 2015, conquistou o título de vice-campeã. Para 2016, o RJPS já está classificado para disputar, pela segunda vez, a Libertadores, em Buenos Aires.

A luta pela divulgação do esporte e a sua qualidade técnica, levou o Rio de Janeiro Power Soccer a ser convidado a participar, em 2015, do Défi Sportif AlterGo - evento que acontece em Montreal há mais de 40 anos e foi o precursor da paralimpíadas. Ao todo, foram 5 mil paratletas, de diversos modalidades e de vários países, sendo o RJPS o único representante do Brasil na categoria Power Soccer. O evento, que homenageou o Futebol em Cadeiras de Rodas Motorizadas, também premiou o brasileiro, Lucas Dutra, de 12 anos, como o jogador mais valioso da competição (MVP). E em abril deste, o Rio de Janeiro Power Soccer participará pela segunda vez do Défi.

O time carioca desponta não apenas pela sua qualidade técnica, mas também por levantar a bandeira do esporte e de sua inclusão nas paralimpíadas. Não à toa, o jogador tetracampeão, Bebeto, também abraçou a causa e se torno padrinho do Rio de Janeiro Power Soccer. "É um prazer ser padrinho desse projeto desde o início. O esporte mudou a minha vida e atletas são guerreiros, são exemplos de superação. Isso me emociona. Sempre fui envolvido com causas de inclusão social e considero esse projeto um gol de placa", diz Bebeto.

Ao longo dos anos, a modalidade sofreu algumas adaptações, até que em 2006, nasceu a Federação Internacional de Futebol em Cadeiras de Rodas (FIPFA), o que possibilitou, em 2007, a primeira Copa do Mundo do esporte. Atualmente, o esporte é praticado em quase 30 países espalhados pelo continente Americano, Europeu, Asiático e Oceania, e já é reconhecida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC). A expectativa é que, em breve, o esporte se torne uma modalidade paralímpica.

Regras do Jogo:

O Power Soccer é praticado por cadeiras de rodas motorizadas, sendo três jogadores na linha e um no gol. Mesmo a bola sendo quase duas vezes maior que a bola de futebol tradicional, as regras são bem semelhantes, mas com algumas especificidades. O jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos, com 10 minutos de intervalo.

UFPB realiza encontro para promover popularização do esporte paralímpico

Atletas paralímpicos paraibanos vão estar presentes. Os 100 alunos de escolas públicas vão fazer oficinas de vôlei sentado, bocha paralímpica e goalball

Por Larissa Keren - João Pessoa

                           Petrúcio Ferreira no Parapan de Toronto (Foto: Washington Alves/MPIX/CPB)
Petrúcio Ferreira é uma dos atletas paralímpicos  a participar do evento da UFPB nesta quarta-feira (Foto: Washington Alves/MPIX/CPB)

Com o objetivo de promover o respeito aos atletas paralímpicos, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) vai fazer um encontro entre alunos de escolas públicas e atletas paralímpicos paraibanos nesta quarta-feira. Entre eles está Petrúcio Ferreira, que conquistou duas medalhas de ouro no Parapanamericano de Toronto, no Canadá, no ano passado. O evento vai começar às 13h, no Ginásio de Esportes da universidade.

A ideia do evento é proporcionar uma experiência de pessoas sem deficiência com esportes adaptados. O encontro vai contar com 100 alunos de escolas públicas de João Pessoa e eles vão participar das oficinas de vôlei sentado, bocha paralímpica e goalball.

De acordo com a organização do evento, os adolescentes vão aprender como jogar estas modalidades. A ideia é fazer com que os alunos sintam as dificuldades dos deficientes e possam respeitá-los mais.

Nós estamos pagando uma disciplina sobre esporte inclusivo no Curso de Educação Física da UFPB. Então resolvemos pegar um projeto do Ministério dos Esporte e aplicar aqui. Queremos que os alunos aprendam o que os deficientes passam e possam respeitar mais e ajudá-los a superar as dificuldades – afirmou Taiza Santana, uma das organizadoras do evento.

Antes das oficinas, vai haver também uma cerimônia de abertura, com a participação de Petrúcio Ferreira, Cícero Valderam e Natália Virgina, todos paratletas paraibanos. Além disto, vai haver a execução do hino nacional em Libras.

Dilma sanciona lei que libera uso da pílula do câncer

Medida foi criticada por médicos e cientistas.Paciente terá que assinar um termo de responsabilidade.

                           

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei - aprovada pelo Congresso - que libera o uso da chamada pílula do câncer. Mas as entidades médicas criticaram a medida porque a substância não passou por testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A notícia foi um alívio para Adna, moradora de Cuiabá, que teve que entrar na Justiça para conseguir as cápsulas. Aos 38 anos de idade, ela tem câncer de mama e no pulmão. Toma duas pílulas por dia desde o fim de 2015. E diz que melhorou.

“Eu me sinto bem, todas as dores sumiram. Meus exames comprovaram que eu não tenho mais o câncer. Mas, depois que eu tomei a fosteo, eu não tive mais dores, problema nenhum e nenhum efeito colateral”, disse.

Click AQUI para ver o vídeo:

A autorização publicada nesta quinta-feira (14) no Diário Oficial diz que só os pacientes diagnosticados com câncer poderão usar a fosfoetanolamina sintética, desde que apresentem um laudo médico. O paciente, ou responsável legal, também terá que assinar um termo de consentimento e responsabilidade.

A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada há 25 anos por cientistas do Instituto de Química da USP em São Carlos.

Depois de ingerida, ela cai na corrente sanguínea. No fígado, faz uma reação com o ácido graxo que entra junto na célula cancerosa, com isso, ela ficaria mais visível para o sistema imunológico combater. É como se a célula doente tivesse um marcador.

Gilberto Chierice foi o pesquisador que liderou os estudos na USP. Hoje, ele está aposentado.

Era aqui neste laboratório que cerca de 50 mil cápsulas eram produzidas por mês. Os pacientes recebiam o produto de graça. Mas em junho de 2014, a USP baixou uma portaria proibindo a produção e a distribuição de substâncias que não foram aprovadas pela Anvisa. E a partir daí os pacientes começaram a entrar na Justiça.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está coordenando os estudos que vão avaliar a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina. Ela não foi testada em seres humanos, os primeiros testes foram feitos em laboratório e ela se mostrou pouco eficaz no combate aos tumores.
“Sabemos que na dosagem em que foi testada ela não é tóxica, na dosagem em que estaria sendo usada, mas não conseguimos comprovar até o momento a ação da fosfoetanolamina no combate ao câncer nos casos estudados até o momento”, disse Jailson de Andrade, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério.

Até hoje a substância não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em nota, a Anvisa afirmou que a liberação afronta o sistema regulatório em vigor, que foi estabelecido pelo próprio Congresso Nacional e pode trazer riscos sanitários importantes para a população.
O Conselho Federal de Medicina também criticou a liberação e disse que não recomenda o uso antes das conclusões de pesquisas clínicas.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes, afirma que é contra a liberação antes do fim dos testes clínicos. Diz que se preocupa porque a responsabilidade está sendo passada para o paciente.
“Ele vai assinar um termo se responsabilizando por aqueles efeitos da substância. É um termo acerca de uma substância que não tem dose, não tem posologia, que não tem efeitos adversos relatados nem efeitos positivos comprovados. É muita responsabilidade para alguém que está doente em condição de fragilidade assumir”, disse.
O pesquisador que liderou os estudos na USP, Gilberto Chierice, não quis dar entrevista. A universidade também não comentou a liberação da substância

Fonte: g1.globo.com

O PODER DA VONTADE. A NOVA BIÔNICA QUE PERMITE CORRER, ESCALAR E DANÇAR

Hugh Herr está construindo a próxima geração de membros biônicos, próteses robóticas inspiradas nos designs da própria natureza.

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Hugh Herr, durante a conferência no TED

Hugh Herr, durante a conferência no TED

Hugh Herr perdeu ambas as pernas em um acidente há 30 anos, quando escalava; agora, como chefe do grupo de Biomecatrônica do MIT Media Lab, nos Estados Unidos, mostra sua incrível tecnologia em uma palestra tanto técnica como profundamente pessoal — com a ajuda da dançarina de salão Adrianne Haslet-Davis, que perdeu sua perna esquerda no bombardeio da Maratona de Boston de 2013, e se apresenta novamente pela primeira vez no palco do TED.
No MIT, Hugh Herr desenha e constrói próteses de joelhos, pernas e quadris usando uma tecnologia que funde a biomecânica com microprocessadores eletrônicos. O objetivo é restaurar os movimentos, o equilíbrio e a velocidade normais – e talvez até mesmo melhorar a performance para além do normal.
Hugh Herr, no laboratório que dirige no MIT, Massashussets Institute Technology, ao lado de mostruário de peças biônicas de sua criaçãoHugh Herr, no laboratório que dirige no MIT, Massashussets Institute Technology, ao lado de mostruário de peças biônicas de sua criação
Hugh Herr dirige o grupo de pesquisa Biomechatronics no MIT Media Laboratory, pioneiro na produção de uma nova classe de próteses bio-híbridas inteligentes e exoesqueletos, destinados a incrementar a qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiências físicas. Uma prótese controlado por computador, denominada Rheo Knee, por exemplo, pode continuamente enviar estímulos que mantêm correta a posição do joelho e as pressões aplicadas sobre aquela região. Uma poderosa prótese que reproduz uma perna inteira, do quadril ao pé, possui um dispositivo denominado BiOM que imita a ação de uma perna natural  possibilitando a pessoas amputadas caminhar com níveis normais de andamento e velocidade, como se possuísse uma perna biológica normal.
 Vídeo: Palestra de Hugh Herr no TED
 Tradução integral da palestra de Hugh Herr:
Olhando profundamente a natureza através da lente de aumento da ciência, projetistas extraem princípios, processos e materiais que estão formando a base da metodologia do design, desde construções sintéticas que se assemelham a materiais biológicos até métodos computacionais que simulam processos neurais, a natureza está conduzindo o design. O design também está conduzindo a natureza. No reino da genética, medicina regenerativa e da biologia sintética, projetistas estão desenvolvendo novas tecnologias nunca antes vistas ou previstas pela natureza.
A biônica explora a interação entre a biologia e o design. Como podem ver, minhas pernas são biônicas. Hoje contarei histórias humanas de integração biônica, Como dispositivos eletromecânicos anexados ao corpo e implantados dentro do corpo estão começando a fechar a lacuna entre incapacidade e capacidade, entre limitação humana e potencial humano.
A biônica definiu minha corporalidade. Em 1982, minhas pernas foram amputadas pelo dano gerado ao tecido devido ao congelamento que ocorreu durante um acidente de alpinismo. Naquele momento, eu não vi meu corpo como quebrado. Eu argumentava que o ser humano jamais pode estar quebrado. A tecnologia é que está quebrada. A tecnologia é que é inadequada. 
Essa ideia simples mas poderosa foi um chamado para evoluir a tecnologia para eliminar minha própria deficiência e finalmente a deficiência de outros. comecei desenvolvendo membros especializados que me permitissem retornar ao mundo vertical da escalada de rocha e gelo. Rapidamente me dei conta de que a parte artificial de meu corpo é maleável, capaz de assumir qualquer forma, qualquer função um tela branca para se criar talvez estruturas que pudessem ir além da capacidade biológica. Deixei minha altura ajustável. Eu podia ter só um metro e meio ou ser tão alto quanto quisesse. Então, quando eu me sentia mal, inseguro, era só aumentar minha altura, mas quando estivesse me sentindo confiante, diminuiria minha altura um grau só para dar alguma chance à competição. Os pés estreitos e cunhados me permitiram escalar fissuras íngremes da rocha onde os pés humanos não podem penetrar, e os pés pontudos me permitiram escalar paredes verticais de gelo sem sentir fadiga no músculo da perna. 
Através da inovação tecnológica, retornei para meu esporte mais forte e melhor. A tecnologia havia eliminado minha deficiência e me permitido uma nova proeza na escalada. Como jovem, imaginei o mundo futuro onde tanto avanço tecnológico pudesse livrar o mundo da deficiência, um mundo onde implantes neurais permitiriam ao cego enxergar, um mundo no qual o paralítico pudesse andar através dos exoesqueletos do corpo.
                Hugh Herr na capa da revista Wired, com a atleta Amy Mullins                               Hugh Herr na capa da revista Wired, com a atleta Amy Mullins
Infelizmente, devido às deficiências na tecnologia, há excesso de deficientes no mundo. Este senhor não possui três membros. Como um testemunho à tecnologia atual, ele está fora da cadeira de rodas, mas precisamos fazer um trabalho melhor na biônica, para permitir um dia a reabilitação total para a pessoa com este nível de lesão. 
No MIT Media Lab, nós estabelecemos o Centro de Biônica Extrema. A missão do centro é avançar a ciência fundamental e a capacidade tecnológica que permitirá o reparo biomecatrônico e regenerativo de seres humanos através de uma larga escala de deficiências cerebrais e corporais. 
Hoje, contarei a vocês como minhas pernas funcionam, como elas trabalham, como um caso no centro desta questão. Eu fiz questão de depilar minhas pernas ontem à noite, pois sabia que iria mostrá-las. A biônica implica na engenharia de interfaces extremas.
Há três interfaces extremas em meus membros biônicos: mecânica, como os meus membros são ligados a meu corpo biológico; dinâmica, como se movem como carne e osso; e elétrica, como se comunicam com meu sistema nervoso. Vou começar com a interface mecânica.
Na área do design, nós ainda não entendemos como anexar dispositivos ao corpo mecanicamente. É extraordinário para mim que, hoje em dia, uma das tecnologias mais antigas na cronologia humana, o sapato, ainda nos cause bolhas. Como pode? Não sabemos como anexar coisas aos nossos corpos. Este é o lindo trabalho de design lírico do Professor Neri Oxman, do MIT Media Lab, mostrando variações espaciais de impedâncias exoesqueléticas mostrado aqui como variação de cor neste modelo impresso em 3D. Imagine um futuro onde as roupas sejam duras e macias onde você precisa, e quando precisa, para um melhor suporte e flexibilidade, sem causar desconforto. 
Meus membros biônicos são unidos ao corpo biológico através de peles sintéticas, com variações de rigidez que imitam a biomecânica por baixo do meu tecido. Para conseguir essa imitação, primeiro desenvolvemos um modelo matemático do meu membro biológico. Para isso, usamos instrumentos de visualização como a ressonância magnética para ver dentro do meu corpo, para entender geometrias e posições de vários tecidos. Também utilizamos ferramentas robóticas. Aqui, um círculo de 14 acionadores que circunda o membro biológico. Os acionadores entram, encontram a superfície do membro, medem sua forma descarregada, e então eles pressionam os tecidos, medindo a conformidade do tecido em cada ponto anatômico.
                      Perder as pernas permitiu a Hugh Herr melhorar suas performances de alpinista                              Perder as pernas permitiu a Hugh Herr melhorar suas performances de alpinista
Combinamos dados de visualização e robóticos para criar uma descrição matemática do meu membro biológico, à esquerda. vocês veem um grupo de pontos ou nós. Em cada nó, uma cor mostra a conformidade do tecido. Assim nós fazemos uma transformação matemática ao desenho da pele sintética à direita, e descobrimos que, onde o corpo é rígido, a pele sintética deve ser suave; onde o corpo é suave, a pele sintética é rígida; e esse espelhamento ocorre por todas as conformidades do tecido. Com essa estrutura, nós produzimos membros biônicos que são os membros mais confortáveis que já usei.
Claramente, no futuro, nossas roupas, sapatos, aparelhos, nossas próteses não serão mais projetados e fabricados através de estratégias artesanais, e sim estruturas quantitativas baseadas em dados. No futuro, nossos sapatos Não causarão mais bolhas. Também estamos inserindo materiais inteligentes e de detecção nas peles sintéticas. Este é um material desenvolvido pela SRI International, Califórnia. Sob o efeito eletrostático, muda a rigidez. Assim, com a voltagem zero, o material é complacente. É flexível como papel. Uma vez acionado o botão, uma voltagem é aplicada, e torna-se rígido como uma tábua. 
Nós incorporamos este material sob a pele sintética que une meu membro biônico ao meu corpo biológico. Quando eu ando aqui, não há voltagem. Minha interface é macia e complacente. Acionando o botão, aplica-se a voltagem, e ele se firma, dando-me maior margem de manobra do membro biônico. Também estamos construindo exoesqueletos.
Este exoesqueleto torna-se rígido e suave nas áreas certas do ciclo de corrida para proteger as juntas biológicas de altos impactos e degradação. No futuro, todos usaremos exoesqueletos em atividades comuns como, por exemplo, correr. Uma interface dinâmica.
 Hugh HerrHugh Herr
Como meus membros biônicos se movem como carne e osso? Em meu laboratório do MIT, estudamos como humanos com fisiologias normais, ficam de pé, andam e correm. O que os músculos estão fazendo e como são controlados pela medula espinhal. Essa ciência básica é que gera o que construímos. Construímos tornozelos, joelhos e quadris biônicos. Construímos as partes do corpo de baixo para cima. Os membros biônicos que estou usando são chamados BiOMs. Eles foram adaptados a quase mil pacientes, 400 dos quais foram para soldados feridos dos Estados Unidos. Como funciona? No apoio do calcanhar, sob controle do computador, o sistema controla a rigidez para atenuar o impacto do membro ao tocar o chão. Assim, na postura, os membros biônicos emitem alto esforço de rotação para levantar a pessoa para dar o passo, comparável a como os músculos trabalham na região da panturrilha. Esta propulsão biônica é muito importante clinicamente para os pacientes. À esquerda, um dispositivo usado por uma senhora. À direita, um dispositivo passivo usado pela mesma senhora, e não consegue simular a função normal do músculo, permitindo-lhe fazer algo que todos deveriam ser capazes de fazer, subir e descer os degraus de casa. 
A biônica permite feitos atléticos extraordinários. Aqui está um senhor correndo por um caminho rochoso. Este é Steve Martin, não o comediante, que perdeu as pernas numa explosão no Afeganistão. Também estamos construindo estruturas de exoesqueletos, utilizando estes mesmos princípios, que envolvem os membros biológicos. Este senhor não possui nada nas pernas, nenhuma deficiência Ele possui uma fisiologia normal. Então, estes exoesqueletos estão agindo nos músculos como força de rotação. Assim, seus próprios músculos não necessitam daqueles movimentos de força de rotação. Este é o primeiro exoesqueleto na história que realmente reforça o andar humano. Reduz significativamente o custo metabólico. Seu esforço é tão profundo que quando uma pessoa normal, saudável, usa-o por 40 minutos e depois o retira, suas próprias pernas biológicas parecem pesadas e desajeitadas. 
Estamos iniciando a era na qual máquinas anexadas ao corpo nos tornarão mais fortes e rápidos e mais eficientes. Prosseguindo para a interface elétrica, como os membros biônicos se comunicam com meu sistema nervoso?
Pelo meu membro residual há eletrodos que medem o pulso elétrico dos meus músculos, que se comunicam com meu membro biônico. Assim, quando eu penso em mover meu membro fantasma, o robô segue a pista dos desejos de movimento. Este diagrama mostra fundamentalmente como o membro biônico é controlado. Assim, modelamos o membro biológico ausente, e descobrimos quais reflexos ocorreram, como os reflexos da medula espinhal estão controlando os músculos, e essa capacidade está inserida nos chips do membro biônico. O que fizemos foi que nós modulamos a sensibilidade do reflexo, o reflexo espinhal modelado, com o sinal neural. Assim, quando relaxo os músculos do membro residual, fico com pouco esforço de rotação e potência, mas quanto mais eu ativo meus músculos maior esforço de rotação eu consigo, e posso até correr. E esta foi a primeira demonstração de uma marcha de corrida sob comando neural. Sensação ótima.
Os bailarinos Adrianne Haslet-Davis, com sua perna biônica, e Christian Lightner, se apresentam no TEDOs bailarinos Adrianne Haslet-Davis, com sua perna biônica, e Christian Lightner, se apresentam no TED
Queremos dar um passo adiante. Queremos fechar o ciclo entre o membro humano e o membro biônico externo. Estamos realizando experimentos em que cultivamos nervos, nervos atravessados, por canais, ou raios de microcanais. Pelo outro lado do canal, o nervo então se anexa às células, células da pele e musculares. Nos canais motores, podemos sentir como a pessoa deseja se movimentar. E pode ser enviado via wireless ao membro biônico, então, sensores no membro biônico podem ser convertidos a estímulos em canais adjacentes, canais sensoriais. Quando isso estiver completamente desenvolvido para utilização humana, pessoas como eu terão não somente membros sintéticos que se movimentam como carne e osso, mas que, na verdade, dão a sensação de carne e osso. Este vídeo mostra Lisa Mallette, pouco após usar dois membros biônicos.
Realmente a biônica está fazendo uma profunda diferença na vida das pessoas. 
(Video) Lisa Mallette: Meu Deus. Meu Deus. Não acredito. É como se eu tivesse uma perna de verdade. Não comece a correr. 
Homem: Agora vire-se e faça a mesma coisa subindo. Suba, do calcanhar ao dedão, como você caminharia no plano. Tente subir a rampa. 
LM: Meu Deus!
Homem: Está empurrando-a para cima? 
LM: Sim! Não estou nem... Não consigo descrever. 
Homem: Está empurrando-a para cima. 
Hugh Herr: Semana que vem, vou visitar os centros... Obrigado, obrigado.
Obrigado. Semana que vem, vou visitar o Centro de Serviços de Assistência Médica, e tentarei convencê-los a ceder preço e código de linguagem apropriados para que esta tecnologia possa ser disponibilizada aos pacientes que necessitarem dela. Obrigado. Não é muito reconhecido, mas mais da metade
da população mundial sofre de alguma forma de condição cognitiva emocional, sensorial ou motora, e, devido à tecnologia precária, muitas vezes, estas condições tornam-se deficiências e uma qualidade de vida pior. Níveis básicos de funções fisiológicas deveriam ser parte de nossos direitos humanos. Toda pessoa deveria ter o direito de viver sem deficiência, se eles assim quiserem; o direito de viver sem depressões; o direito de ver a pessoa amada, no caso da visão debilitada, ou o direito de andar ou dançar, no caso de membros paralíticos ou membros amputados. Como sociedade, podemos conquistar estes direitos, se aceitarmos a proposição de que humanos não são deficientes. Uma pessoa nunca pode estar quebrada. Nossos ambientes artificiais, nossas tecnologias, são quebrados e incapazes. Nós não precisamos aceitar nossas limitações, e podemos transcender nossa deficiência através da inovação tecnológica. Através de avanços fundamentais na biônica neste século, iremos construir a base tecnológica para uma experiência humana melhor, e acabaremos com a deficiência. 
Eu gostaria de terminar com mais uma história, uma linda história, a história de Adrianne Haslet-Davis. Adrianne perdeu sua perna esquerda no ataque terrorista em Boston. Eu conheci Adrianne quando esta foto foi tirada, no Hospital Spaulding de Reabilitação. Adrianne é uma dançarina de salão. Adrianne respira e vive a dança. É como ela se expressa. É sua forma de arte.
Naturalmente, quando ela perdeu seu membro no ataque terrorista em Boston, ela queria voltar à pista de dança. Após conhecê-la e levá-la para casa, eu pensei: "Sou um professor do MIT. Tenho recursos, vamos construir um membro biônico para ela, para capacitá-la a voltar para sua vida na dança". Eu trouxe cientistas do MIT especialistas em próteses, robótica, aprendizagem de máquina e biomecânica, e durante 200 dias de pesquisa, nós estudamos a dança. Trouxemos dançarinos com membros biológicos e estudamos como eles se movimentam, quais forças eles aplicam na pista de dança. Pegamos esses dados e estudamos os princípios fundamentais da dança, capacidade reflexiva da dança, e incluímos essa inteligência ao membro biônico. A biônica não se trata só de tornar as pessoas mais fortes e rápidas. Nossa expressão e nossa humanidade podem ser incorporadas à eletromecânica. Foram 3,5 segundos entre as explosões no ataque terrorista de Boston. Em 3,5 segundos, os criminosos e covardes tiraram Adrianne da pista de dança. Em 200 dias, nós a colocamos de volta. Não seremos intimidados, abatidos, diminuídos, vencidos ou impedidos por atos de violência. Senhoras e senhores, permitam-me apresentar Adrianne Haslet-Davis, em sua primeira apresentação desde o ataque. Ela vai dançar com Christian Lightner, a música "Ring My Bell", por Henrique Iglesias.
Senhoras e senhores, membros do time de pesquisa: Elliott Rouse e Nathan Villagaray-Carski. Elliott e Nathan.