sexta-feira, 29 de abril de 2016

Funcionária de hospital erra e aplica insulina em vez de vacina contra gripe

Caso ocorreu nesta quinta (28), no hospital municipal de Maringá, no PR. Cerca de 50 servidores receberam injeção por engano, diz prefeitura


  Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)
   Vacinação h1n1 vacina  (Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)
                             Insulina foi aplicada por engano em servidores de hospital

Cerca de 50 servidores do Hospital Municipal de Maringá, no norte do Paraná, foram vacinados com insulina após a enfermeira confudir as ampolas, nesta quinta-feira (28), segundo a prefeitura. A vacina correta era contra o vírus H1N1.

Várias pessoas vacinadas foram internadas com reações, ainda segundo a administração municipal. A insulina é um hormônio usado para o tratamento de diabetes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que aplicado irregularmente, o hormônio pode provocar sonolência, fraqueza, taquicardia e tremores.

Ainda de acordo com a prefeitura, a falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação.A enfermeira está grávida e também aplicou insulina nela própria por engano.

Os 50 funcionários estão sendo atendidos por médicos do próprio hospital e devem permanecer em observação até as 21h. Esse é o prazo para a manifestação das reações adversas. A prefeitura classificou o fato como um acidente de trabalho e, por isso, a Diretoria de Saúde Ocupacional está acompanhando o caso.

A administração municipal diz que a servidora afirmou que se confundiu com as embalagens, que são parecidas. Um processo administrativo será aberto para investigar as responsabilidades.

Após cirurgia nos EUA, menina brasileira de 2 anos enxerga a mãe pela 1ª vez

"Você está vendo". Daiana Pereira, mãe da pequena Nicolly, esperou dois anos para poder dizer estas palavras. E em março, após a filha passar por uma cirurgia em Miami, nos Estados Unidos, ela finalmente pôde dizê-las.

Rafael Barifouse - Da BBC Brasil em São Paulo

Arquivo Pessoal
Nicolly não enxergava por causa de um glaucoma e de uma opacidade da córnea


Quando Nicolly nasceu, seu pai notou algo estranho. Durante os dois primeiros dias de vida, ela manteve os olhos fechados, algo incomum entre recém-nascidos. Em uma madrugada, quando ela finalmente os abriu, Daiana, de 26 anos, teve a certeza de que havia um problema.

"Seus olhos estavam inteiramente brancos. O oftalmologista diagnosticou um glaucoma e uma opacidade da córnea", conta a mãe à BBC Brasil.

"Não conhecia a doença nem tinha noção da gravidade da situação. Só queria que ela enxergasse."

Ao longo de apenas dois anos, Nicolly passou por ao menos três hospitais em Santa Catarina, onde a família morava, e São Paulo, e fez sete cirurgias para tentar corrigir o problema, sem sucesso.

Os médicos haviam indicado que não seria mais possível operá-la por causa das cicatrizes resultantes dos procedimentos aos quais ela já tinha sido submetida. Havia o risco de a criança perder os olhos caso fosse de novo para a mesa de cirurgia.

Após postar uma mensagem em um grupo no Facebook pedindo orações para a filha, Daiana passou a receber mensagens de pessoas que queriam ajudá-la. Uma delas morava nos EUA e passou a procurar hospitais no país que aceitassem o caso. Foram quatro recusas até uma médica de Miami topar tratá-la.

"Depois, ela contou que, ao ver a Nicolly, achou que tinha cometido um erro e não fosse possível operá-la", diz Daiana.

   Arquivo Pessoal
   Família fez campanha na internet para arrecadar fundos para ir aos EUA

Campanha
Para ir aos Estados Unidos, a família lançou uma campanha online para arrecadar os US$ 17,5 mil (R$ 61,3 mil) necessários para a internação - a médica aceitou fazer a operação de graça.

Após dez dias e com uma ajuda substancial de um casal de filantropos americanos, a meta havia sido atingida.

Mas, uma vez em Miami, um outro médico diagnosticou que a menina também era surda: seus ouvidos estavam obstruídos por líquido.

"Percebíamos que era preciso colocar tudo no volume máximo para que ela pudesse ouvir, mas a correria era tanta por causa do seu problema de visão que ainda não havíamos conseguimos parar para fazer os exames de audição", conta a mãe.

Em 17 de março, Nicolly passou por duas cirurgias para corrigir a surdez e a cegueira. Havia a possibilidade de ela precisar de uma nova operação, mas sua recuperação foi tão boa que isso não foi necessário.

O momento em que as bandanas foram retiradas e Nicolly ouve e vê sua mãe pela primeira vez foram registrados em vídeo pela amiga que ajudou a família nos Estados Unidos.

"Sou uma pessoa contida, não choro na frente das pessoas, mas, naquele momento, não consegui me segurar. Fui tomada por uma sensação de leveza, por uma vontade de gritar: 'A gente conseguiu!'", diz Daiana.

"Todas as portas se fechavam quando o caso dela era analisado, mas a Nicolly mostra que o impossível não existe. É uma questão de acreditar e lutar por isso. Agora, um médico brasileiro será treinado para trazer a tecnologia usada no caso da minha filha para cá e, assim, ajudar outras crianças."

Arquivo Pessoal
'O impossível não existe. É uma questão de acreditar', diz a mãe de Nicolly

Fonte: www.bbc.com

Blaine Harrison: como podemos tornar a música acessível

por: Ricardo Shimosakai

 Blaine Harrison, Que Tem espinha bífida, E provavelmente hum dos Músicos e compositores Deficientes Mais reconhecidos
Blaine Harrison, que tem espinha bífida, é provavelmente um dos músicos e compositores deficientes mais reconhecidos

A primeira memória Blaine tem da música realmente impactar sua vida era como uma criança. "Lembro-me escondendo atrás do sofá, enquanto meus pais assistiram The Wall de Alan Parker", disse. Vislumbrando-lo por entre os dedos de crianças que estão sendo alimentados em máquinas de salsicha para os sons do final dos anos 70 do Pink Floyd foi "bastante aterrorizante", e deu-lhe o seu primeiro gosto de como a música pode disparar para cima ou para provocar emoções.

De muito tenra idade Blaine percebeu que ele "provavelmente não foi cortado para ser um atleta." "Na escola eu estava sempre sendo convencido a tentar tomar parte neste ou naquele. Mas, eventualmente, os professores devem ter decidido levar o meu nome fora do registo, porque eu estava autorizado a desaparecer até a escola de música durante toda a tarde ".

Embora nessa fase Blaine não foi capaz de dar sentido a notação musical, ele ainda se viu desaparecer na sua "imaginação em frente ao piano." Ele descreve esse sentimento como o mesmo que quando ele usou para jogar fora "cenas de batalha horríveis sobre horta da minha mãe. "era um mundo que ele descobriu que podia completamente perder-se." ele realmente não sequer me parece que era um mundo que eu poderia compartilhar com ninguém até mais tarde. "

Blaine, que usa muletas para se locomover, brincando, explica que ele fez música porque as meninas em sua escola única imaginou os 6 pés de rugby carne-cabeças, mas sabia que um dia tudo isso iria mudar. Para ele, a deficiência só existe realmente nos olhos de outras pessoas: "Você não perca alguma coisa quando você nunca experimentou isso."

Quando Blaine terminou o ensino médio ele, juntamente com seus amigos, auto-agendados sua primeira turnê no verão, onde jogou para cima e para baixo do país. Blaine descreve: "Havia um monte de quartos vazios, mas estávamos tão encantado com a nossa libertação do sistema de ensino que não poderia ter cuidados menos." Eles dormiram em assoalhos e em campos, comendo seu almoço de fora da carrinhos de supermercado ". gloriosa" em estacionamentos, os quais Harrison Blaine recorda como sendo Ele acrescenta: "Nós assinamos nosso primeiro contrato com Transgressive registra o ano seguinte e lançou a nossa estréia Zootime / Lion de Lizzy em fevereiro de 2005."

Quando perguntado se a sociedade da imagem e atitude tem para com as pessoas vivendo com deficiência faz com que seja mais difícil de progredir e ter sucesso na indústria da música, Blaine respondeu: "cortes do governo de lado, eu me sinto como cidadãos britânicos deficientes são realmente melhor suportado do que nunca nesta sociedade. As atitudes das pessoas mudaram muito ao longo dos últimos vinte anos e há oportunidades fantásticas lá fora. Isso está se tornando cada vez mais visível na indústria da música como o movimento "acesso" ganha impulso. "

Blaine Harrison e Mais conhecido POR Ser o vocalista DOS Mystery Jets banda de indie de rock
Blaine Harrison é mais conhecido por ser o vocalista dos Mystery Jets banda de indie rock

Ele reconhece que embora o verdadeiro problema existe no fato de que ainda não há muitos modelos exemplares aqui por jovens começando. "É tempo para os atletas paraolímpicos do mundo criativo para vir adiante e inspirar a todos nós."

Isto levou ao assunto de como acessível a música é para as pessoas com deficiência; para estudar, realizar ou mesmo como um espectador. Blaine trabalha com uma atitude de caridade é tudo (AIE), que passou os últimos doze anos da melhoria do acesso à música ao vivo para o público com deficiência. "O seu trabalho está pegando ritmo incrível e Suzanne Touro (fundador da instituição de caridade) pegou um MBE no ano passado por seus serviços na indústria. Trabalhamos em conjunto para criar sair, shows acessíveis e realmente parece que o mundo está começando a ficar a bordo ".

Ele passa a acrescentar que; "Suzanne tem uma atitude incrível e eu amo trabalhar com ela. Eu sou afortunado que eu começo a ver os dois lados da cortina e isso me dá uma oportunidade para ajudar ".

A mudança começa em casa, acredita Blaine, e é por isso que ele quer ver locais mais independentes no Reino Unido tendo um interesse na melhoria das suas instalações para acomodar um público mais diversificado. "AIE teve seu local 200 inscrever este ano - vamos obtê-lo até 300 nos próximos dois anos. eventos ao ar livre são uma grande parte deste também. Temos uma das cenas do festival mais vibrantes do mundo, então por que não podemos usar esta plataforma para celebrar aqueles à margem? "

Ele insta aqueles com influência para; "Não guarde as pessoas com os emblemas azuis afastado em um parque de campismo tranquilo agradável longe da ação, mas vamos tornar a ação mais acessível. A mídia social tornou mais fácil do que nunca para fazer ouvir a sua voz, por isso, se você compartilha este sentimento, venha se juntar a nós na frente. "

Há muitas pessoas com deficiência que têm uma paixão pela música, mas não têm o apoio para prosseguir esta paixão. Uma boa maneira de começar, de acordo com Blaine, é por se envolver em sua cena local. "Se você é um músico, reservar um show em um local que você gosta ou, se você está mais interessado em trabalhar nos bastidores, por que não reservar a faixa de um amigo. Falar com o gerente sobre o que facilidades que eles têm. É o passo entrada gratuita? alguém em uma cadeira de rodas pode acessar o bar? É a fase mais visível a partir de uma determinada parte fora da sala? Se eles não estão escovado acima em acesso para deficientes entrar em contato com a atitude é tudo 'e perguntar-lhes directamente sobre como obter o local inscreveu a carta ".

Mesmo se você não quer trabalhar no negócio da música, mas é um fã de música, Blaine aconselha as pessoas a tornar-se um cliente do mistério. "AIE é sempre dispostos a fornecer bilhetes para shows em troca de um relatório para trás sobre como os locais de medir-se."

Sobre o tema dos locais, que queria saber o que o show mais estranho ou mais selvagem Blaine tem feito. Ele carinhosamente recorda: "Jogamos em florestas na TX em turnê nos estados um par de anos atrás, e o show foi piquetes pela Igreja Batista Westbro (se você é um fã Louis Theroux você sabe de quem estou falando) . Metade através de nosso conjunto perguntei todo o público a se juntar a mim em gritar um enorme '**** off', o que eu estou supondo que eles ouviram como haviam desocupado o estacionamento quando saiu ".

Mystery Jets construiu um estúdio em Londres para fazer música livremente, como eles querem usar o espaço para; "Produzir outros artistas em que acreditamos sempre que temos janelas de tempo entre passeios. Para mim, tudo isso alimenta a si mesma e eu me sinto mais criativo do que nunca agora. "A música mostrou Blaine o mundo como ele o vê, e por isso ele vai" eternamente grato por isso. "

Fontes: Disability Horizons - turismoadaptado.wordpress.com

Espaço Xisto Bahia oferece oficina de dança para pessoas com deficiência

Evento acontece nesta quinta-feira (28), às 14h, nos Barris, em Salvador. A inscrição é gratuita e feita por ordem de chegada.

Do G1 BA

                               Oficina de dança para deficientes acontece nesta quinta-feira (28), às 14h, no Espaço Xisto Bahia (Foto: DIvulgação / Equipe Xisto Bahia)
Oficina de dança para deficientes acontece nesta quinta-feira (28), às 14h, no Espaço Xisto Bahia (Foto: DIvulgação / Equipe Xisto Bahia)

O Espaço Xisto Bahia, em parceria com a Attomos Cia de Dança, promove uma oficina de dança para pessoas com deficiência, nesta quinta-feira (28), às 14. O evento acontece na sede do teatro, no bairro dos Barris, em Salvador. A inscrição é gratuita e feita por ordem de chegada.

A oficina será ministrada pelos coreógrafos Bruno de Jesus e Danilo Queiroz. O objetivo do evento é trabalhar as possibilidades do corpo, como noções de ocupação de espaço e dinâmicas para que o participante explore seu corpo e seus movimentos.

A ação também tem o intuito de despertar o interesse pela dança e de reforçar a política de acessibilidade do Espaço Xisto Bahia.

SERVIÇO:
Onde: Espaço Xisto Bahia - Rua General Labatut nº 27, Barris
Quando: 28 de abril
Hora: 14h
Entrada: Gratuita

Fonte: g1.globo.com

APACE-PB garante a primeira vaga nas semifinais do Nordeste de Futebol de 5

APACE-PB garante a primeira vaga nas semifinais do Nordeste de Futebol de 5
Foto: Jogadores do ICB-BA comemoram a vitória sobre o CEDEMAC-MA

As semifinais do Regional Nordeste de Futebol de 5 começaram a se desenhar após mais uma rodada da competição. Com cinco jogos realizados nesta quinta-feira (28), a APACE-PB foi a primeira equipe a se garantir na próxima fase e com mais uma partida para fazer, precisa apenas de uma vitória simples contra a ADVP-PE, que também ficou bem perto da classificação, para confirmar a liderança do Grupo B. Assim como o ICB-BA, que venceu a segunda e precisa apenas de um empate para confirmar a vaga em primeiro.

Querendo manter a hegemonia no Nordeste, o ICB-BA deu provas de que segue forte na briga pelo pentacampeonato ao vencer jogo difícil contra o CEDEMAC-MA por 2 x 1. Jefinho e Cássio marcaram para os baianos, e Jardiel descontou para os donos da casa. Mesmo com a derrota os maranhenses seguem firme na briga pela vaga. Na última rodada vão enfrentar o UBC-BA, lanterna do Grupo A, que perdeu para a APADEVI-PB por 2 x 1. O time de Campina Grande conseguiu a primeira vitória e vai decidir a vida no Regional contra o ICB-BA na última rodada.

A situação do Grupo B está praticamente decidida. Com a APACE-PB já classificada, a ADVP-PE segue como forte candidata para ficar com a segunda vaga. O time de Petrolina venceu a ACEC-CE por 4 x 2 e depende apenas de suas próprias forças para avançar para as semifinais. O ESCEMA-MA ainda sonha com um lugar na semifinal, no entanto, o time do Maranhão tem apenas mais um jogo para fazer - contra dois dos pernambucanos. Eles precisam vencer os cearences na última rodada e torcer para a ADVP-PE perder os dois jogos.

A definição das equipes classificadas para as semifinais acontece nesta sexta-feira (29). Às 08h, o ESCEMA-MA coloca sua sorte em jogo contra a ACEC-CE. Depois, às 09h30, será a vez da ADVP-PE enfrentar a ACEP-PI. Às 11h, o CEDEMAC-MA joga contra o UBC-BA. Nos jogos da tarde, o ICB-BA pega a APADEVI-PB, às 14h. ACEC-CE x ACEP-PI se enfrentam às 15h30. E no fechamento da primeira fase, a APACE-PB joga com a ADVP-PE, às 17h.




Serviço
Regional Nordeste de Futebol de 5
Data: 27 de abril a 01 de maio
Horário: 08h às 15h30 (27 e 28/04), 08h às 17h (29/04), 09h às 10h30 (30/04) e 08h30 às 10h (01/05)
Local: Centro Educacional São José Operário - Cesjo
Endereço: Avenida Divina Providencia - Unidade 203, 100, Polo Iii Cidade Operaria São Luís - MA

Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br



Abandonada quando criança, jovem sem pernas vira modelo: “Não preciso de pernas para me sentir sexy”

“Adoro mostrar às pessoas outro tipo de beleza”, diz Kanya Sesser, de 23 anos, que adora esportes e começou a fotografar para marcas esportivas aos 15.

Kanya Sesser (Foto: Reprodução / Instagram)
     Kanya Sesser (Foto: Reprodução / Instagram)

A história da tailandesa naturalizada americana Kanya Sesser é uma fonte de encorajamento para qualquer pessoa – seja alguém com alguma limitação física ou não. Nascida sem pernas e abandonada na escada de um templo budista na Tailândia, ela foi adotada por um casal norte-americano aos 5 anos e levada para Portland.

Hoje aos 23 anos, Kanya é uma modelo requisitada, que vive em Los Angeles e sabe como ninguém como é superar adversidades. Ela começou na carreira aos 15 anos, fazendo trabalhos de sportwear, mas logo viriam os convite para fotografar também em lingerie.
 
“É algo divertido e que mostra minha história. Eu sou diferente e isso é sexy”, disse a jovem ao diário britânico Daily Mail. Amante de esportes –ela costuma usar um skate para se locomover em vez de cadeira de rodas-, Kanya afirma que o trabalho de modelo a fortalece e também mostra outro lado seu, que as pessoas não costumam ver.

Kanya Sesser (Foto: Reprodução / Instagram)
 Kanya Sesser (Foto: Reprodução / Instagram)

“Eu adoro mostrar às pessoas outro tipo de beleza. Não preciso de pernas para me sentir sexy”, disse ao Huffington Post. Além dos ensaios de lingerie, Kanya fatura cerca de US$ 1 mil por dia de trabalho também como garota propaganda de marcas esportivas como Nike, Billabong e Rip Curl Girl.
Fontes: Marie Claire - deficienteciente.com.br

13 imagens inspiradoras de casamentos de noivos e noivas com e sem deficiência

“Se apaixone por alguém que te faça rir dos seus próprios erros, que te aceite do jeito que você é.” Quem não quer um amor de verdade, não é?  Pensando nisso o blog Deficiente Ciente selecionou 12 lindas e inspiradoras imagens de casais em que um deles tem uma deficiência física

noiva com deficiência
Noivo com deficiência
Noiva com deficiência
Nicky Vujicic e sua esposa.
Nicky Vujicic e sua esposa.
Noiva com deficiência
Noivo com deficiência
Vera Garcia (amputada do braço direito) e Hélio Faria
Vera Garcia (amputada do braço direito) e Hélio Faria (Imagem: arquivo pessoal)
Noivo cadeirante
Noiva cadeirante
noivo cadeirante (casamento)
noiva cadeirante (casamento)
noivo cadeirante (casamento)
noiva com deficiência

Pessoas com deficiência ganham espaço na pauta dos direitos humanos, diz Conade

Avanços de direitos, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência e o Tratado de Marraqueche, permitiram novas conquistas

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A participação social organizada trouxe visibilidade e auxiliou a conquista de direitos da população portadora de deficiência nos últimos anos. Agora, o momento é de reconhecimento dos avanços e de avaliação dos novos desafios.
A opinião é de Flávio Henrique Souza, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que participa nesta semana em Brasília da 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Dentre os avanços recentes, Souza destaca a sanção do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que assegura direitos ao grupo, e a ratificação do Tratado de Marraqueche, que tem como objetivo criar instrumentos legais para assegurar distribuição de obras, livros e textos acessíveis às pessoas com deficiência visual, ambos assinados pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado.
Outro avanço nos direitos da pessoa com deficiência é a implementação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite (Decreto nº 7.612/2011), lançado pelo governo federal em 2011, que coloca em prática iniciativas e intensifica ações desenvolvidas pelo Executivo.
Graças ao Plano, pessoas com deficiência passaram a ter prioridade nas matrículas do Pronatec, receberam uma linha de microcrédito com juros facilitados para compra de equipamentos assistivos, e as habitações do Minha Casa Minha Vida passarem a ter unidades adaptadas para cadeirantes.
Diálogo e inclusão
Souza também lembra que a construção dos conselhos nacionais, de forma paritária entre sociedade civil e governo federal, instituída pela Política Nacional de Participação Social (PNPS – Decreto Nº8.243/2014), auxilia o diálogo e a construção de políticas públicas mais efetivas.
“Precisamos da sociedade civil porque é ela quem leva demandas de políticas que a pessoa com deficiência precisa para sua autonomia. São as próprias pessoas com deficiência que vão falar o que elas pensam que é necessário. E o governo é importante para ouvir e executar estas demandas”, explica. “Ao longo da história, as pessoas com deficiência sempre foram tratadas com segregação e assistencialismo. Nos últimos anos, avançamos através da autonomia e da definição de sujeito de direitos. Hoje, podemos contribuir com o avanço nos direitos humanos e na qualidade da sociedade brasileira”, avalia.
A fotógrafa Jéssica Mendes garante que a importância da inclusão social das pessoas com deficiência, que tem crescido nos últimos anos, mudou sua vida. A jovem de 24 anos, que também participa do Conade, tem Síndrome de Down e conta que o debate, além do apoio dos familiares, foi o que possibilitou sua formação em uma universidade na área de fotografia. “Os outros colegas me veem como exemplo porque eu consegui fazer o ensino médio e superior. Antes, pessoas como eu não tinham acesso ao ensino”, comenta.
A profissão, além de paixão, possibilita Jéssica a lutar pela inclusão de outras crianças e adultos com síndrome de Down. Ela é autora de um ensaio de fotografias que leva a deficiência para uma narrativa, mostrando a vida de outras pessoas com Síndrome de Down em seu dia-a-dia. “Meu trabalho é muito importante pra minha vida. Como fotógrafa, consigo exercer minha autonomia, minha responsabilidade e lutar pela inclusão de outras pessoas também. Quero levar para todas as pessoas”.
Transversalidade como desafio
Os avanços nos últimos anos garantem os direitos da pessoa com deficiência, mas, de acordo com o Coordenador-geral do Conade, Anderson Correia, esta edição da Conferência se propõe a discutir a transversalidade das políticas públicas para pessoas com deficiência.
“A organização das conferências de direitos humanos conjuntas ajudou a trazer este debate. Antes, a discussão sempre foi setorial: saúde, educação, transporte e lazer. É preciso lembrar que a deficiência não é a única característica da pessoa. É um homem ou uma mulher; tem uma identidade de gênero e uma orientação sexual; faz parte de uma faixa etária; tem sua raça ou etnia. Todas essas características precisam ser pensadas juntas e de forma transversal”, explica.
Fontes: Portal Brasil -  pessoascomdeficiencia.com.br 
Comentário APNEN:  "É necessário esclarecer que o termo correto ao se referir a alguém com deficiência é pessoa com deficiência e não “pessoa portadora de deficiência”. Essa revisão do termo “portador” para pessoa com deficiência já havia ganhado muita força em 2006, com a promulgação da Declaração dos Direitos Humanos Fundamentais das Pessoas com deficiência da Organização das Nações Unidas ratificada no Brasil em 2008. Por fim, no dia 03 de novembro de 2010 foi publicada a Portaria n. 2.344 da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República que regularizou oficialmente as terminologias legais aplicadas as leis sobre a matéria, instituindo legalmente o termo Pessoas com Deficiência abolindo de vez o termo portador de deficiência." de Eduardo Martins de Miranda, Advogado - OAB/BA 36.757

Braille Bricks: a acessibilidade na educação infantil

Projeto utiliza blocos de montar em braile como ferramenta para alfabetização infantil e busca apoio dos fabricantes de brinquedos

  Mãos de criança tateiam um dos blocos em braile sob uma mesa de madeira


A alfabetização é um dos momentos mais importantes na vida das crianças. Há muitos desafios no processo, e eles aumentam quando há uma deficiência visual – de nascença ou desenvolvida – no caminho.

Pensando nisso, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos anunciou um projeto para auxiliar na alfabetização dessas crianças serem: blocos de montar, no maior estilo Lego, mas em Braile.

Em conjunto com a agência Lew’Lara\TBWA, a Fundação lançou a campanha Braille Bricks que transforma os blocos de montar em um alfabeto completo em braille. A ferramenta busca estimular a criatividade e auxiliar na alfabetização de crianças com deficiência visual.

O brinquedo já está em uso por cerca de 300 crianças na Fundação Dorina Nowill, e em outras instituições. Mas há também o desafio comercial: convencer os fabricantes de brinquedos a produzirem os blocos para crianças do mundo inteiro com a campanha  #BrailleBricksForAll

Para apoiar, basta acessar o site do projeto e enviar sua mensagem pelas redes sociais. Você também pode acompanhar todas as novidades sobre o assunto através do Twitter e do Facebook da campanha.

Pai vira herói ao ajudar filho com deficiência a jogar futebol

Ele ‘amarrou’ o garoto ao seu corpo e a atitude conquistou corações na internet. Vídeo foi postado no Imgur e já soma 2,8 milhões de visualizações.

Três imagens diferentes mostram o pai em pé, com o filho preso ao seu corpo e sorrindo.

Um pai mostrou a maneira prática que encontrou para que seu filho, que sofre de uma deficiência que o impede andar, conseguisse jogar futebol. Ele ‘amarrou’ o garoto ao seu corpo e a atitude conquistou corações na internet.

A filmagem foi postada pelo usuário do site Imgur ‘vitoparry’, com a legenda “‘DADing’ Level Raised, yet again” – algo parecido com “O nível de PAIzice subiu mais uma vez”. O clipe, filmado pela família em Portugal, já foi visto mais de 2,8 milhões de vezes, e o pai foi muito elogiado nos comentários. “A alegria no rosto da criança não tem preço”, disse um usuário. “Essa criança é tão sortuda por ter um pai assim”, comentou outro.

O aparelho utilizado se chama ‘Upsee’, e é comercializado por 295 libras (R$ 1.525). Ele inclui um cinto e os equipamentos para ‘acoplar’ a criança.

Confira o vídeo original:  http://imgur.com/gallery/apd8YzD

Bom desempenho marca a atuação da Seleção Brasileira de hipismo em competições pela Europa

Foto: Divulgação/Sérgio Oliva
Delegação Brasileira. Foto: Divulgação/Sérgio Oliva

A Seleção Brasileira de hipismo paraquestre fez bonito em 20 dias de disputas pela Europa. Participando de uma competição que dá vaga para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016, o CPEDI3* de Deauville, na França, o Brasil conquistou o quarto lugar. Na Bélgica, em Waregem, a equipe verde e amarela conseguiu repetir o mesmo resultado de terras francesas, realizando boas apresentações e mostrando potencial para a sequência da agenda de desafios antes das Paralimpíadas, que será em setembro.

Na Bélgica, o atleta Sérgio Fróes faturou o terceiro lugar na prova estilo livre e atingiu o percentual de 70,800%, que é um excelente resultado em busca da vaga dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ele mostrou entusiasmo pelos resultados obtidos e destacou o encontro com seus possíveis rivais. “A competição foi boa, estavam todos os atletas da minha categoria que possivelmente serão meus adversários no Rio 2016. Estou muito feliz com o resultado. Foi uma forma de preparação e ensaio pros Jogos”, declarou o cavaleiro.

Serjão, como é conhecido, também lembrou que as disputas na Europa serviram para analisar quem será o animal nas próximas etapas. “Foi muito proveitoso estar em mais duas competições desse porte. Testamos a Bella Farfalla e o Coco Channel e fiquei com uma sensação muito boa. Na Bélgica, acredito que já estava bem mais adaptado e o resultado veio”, destaca Sérgio.

Nos próximos dias, Sérgio e a equipe brasileira irão retomar os treinos e analisar as competições que ainda serão disputadas para alcançar o índice pros Jogos Paralímpicos.

Adestramento Paraequestre
É a única disciplina do hipismo dentro do Programa Paralímpico, o Adestramento Paraequestre é a 8ª disciplina esportiva da Federação Equestre Internacional (FEI), sendo praticada por pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNE).

Os benefícios da equitação terapêutica são conhecidos desde 460 a.C. e sua prática adotada nos países europeus ao longo da história. A partir da década de 1970, no entanto, esta forma de reabilitação física e social de pessoas com alguma deficiência ganhou também o status de competição por iniciativa de países como Escandinávia e Grã Bretanha.

Vários países do Continente e a América do Norte adotaram a modalidade, que em 1984 foi apresentada nas Paralimpíadas de Nova York. No entanto, o número insuficiente de participantes acabou tirando o esporte dos Jogos de 1988, 1992 e 1996. A modalidade só voltou a fazer parte da programação em Sidney-2000. Atualmente, o Adestramento Paraequestre marca presença em 40 países e é praticado por atletas com diferentes tipos de deficiência.

Fonte: cpb.org.br

"Para mim é um grito de liberdade", diz homem com deficiência visual ao defender cães-guias

Quem esteve na avenida Paulista na última quarta-feira (27), em São Paulo, pode ter se deparado - e ficado encantado - com a "Cãominhada", um ato simbólico que chama a atenção para a inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade e pede mais direitos e respeito à legislação que garante o livre acesso de cães-guias a estabelecimentos, meios de transporte e locais públicos.

Ronaldo Marques do BOL, em São Paulo

Divulgação/Instituto Iris


Com nove cães-guias e seus respectivos condutores, o evento fez sucesso. Algumas pessoas chegavam a recusar, de cara fechada, os panfletos da manifestação, mas mudavam de humor ao ver os cães.

Só que para quem pensa que o grupo não tem motivo para protestar, o atual cenário brasileiro mostra que há razões sim. O país possui 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, 582 mil cegos e seis milhões com baixa visão, de acordo com o Censo 2010 conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E dentro deste número, apenas 100 cães-guias servem à população que sofre com a deficiência visual, de acordo com o instituto IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), que organizou o evento.

O grande déficit se dá em parte por conta do custo e da dificuldade em se treinar o cão-guia. Segundo Thays Martinez, presidente da IRIS, a capacitação dos cães da instituição é feita em parceria com profissionais norte-americanos e, por conta disso, é um processo demorado. "A formação requer investimento, cuidados especiais e é um trabalho que só pode ser executado por profissionais especializados", afirma.

A própria Thays tem deficiência visual e conta que a transformação que o cão-guia traz é impressionante. "O que um cão-guia promove na vida de um cego é incrível. Tanto que costumo dizer que divido minha vida em antes e depois do Boris, meu primeiro cão-guia. Eles nos permitem caminhar com muito mais segurança, liberdade e autonomia. Hoje, estou com meu segundo cão-guia, o Diesel, e não consigo me imaginar ficando sem o auxílio e a companhia desses seres iluminados", explica.

União inexplicável
Aos 34 anos, Rafael Braz, instrutor no Senai-SP, é uma dessas pessoas com deficiência visual que contam com o auxílio de um cão-guia, no caso, o Ozzy, que tem 5 anos e 3 meses, mas está com ele há quase três anos. "Ele é mais do que meus olhos. É minha vida, meu companheiro, meu amigo, pai, filho. Ele é tudo.", conta sem economizar nos elogios.

A relação deles mostra a importância do animal na vida de Rafael. "São dois que se formam um", diz ele, explicando que o perfil do condutor, dono do cão, é muito compatível com a personalidade do animal. "Um depende do outro. Um precisa do outro para comer, para andar, etc. É o encaixe perfeito de uma necessidade em comum. Eu só tive a sensação do vento batendo em meu rosto, quando saí, livre, com o Ozzy. Um amigo para conversar na caminhada, não ficar solitário".

E foi pensando no Ozzy que Rafael participou da "Cãominhada". Para ele, é a população reivindicando os direitos de seus cães. "Para mim é um grito de liberdade. Um pedido de direito para os cães-guia. Ainda existem descriminação com o cão guia, eles precisam trabalhar em paz. Ainda há lugares em que o cão não pode entrar em paz, sem ser barrado, mas não deveria existir. Principalmente, táxis, ubers e ônibus".

Campanha
Além da "Cãominhada", a instituto IRIS também montou uma campanha de arrecadação online para ampliar o número de pessoas que precisam de cães-guias no país.

O projeto permitirá a doação de cães-guias a brasileiros cegos, além de custear o treinamento dos animais, que chega a R$ 35 mil por cachorro. Ambos precisam viajar para os Estados Unidos para um período de treinamento conjunto.

"São 26 dias de capacitação de condutores com os novos cães-guia, um treinamento que tem o objetivo de adaptar ambos a uma nova rotina. Nesse período, um instrutor brasileiro ministra aulas, em português, que incluem conhecimentos sobre cuidados diários com os cães, trajetos (em cidades e zona rural) e condução", conta Thays.

Serviço
Campanha: Quanto vale o seu olhar?
Organizador: Instituto IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social)
Causa: Treinar e doar cães-guias para pessoas com deficiências visuais
Como contribuir: Doando a partir de R$ 20 pelo site da campanha no Kickante.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

As 4 coisas que toda criança deveria aprender para "se proteger" de abusos

Educação sexual pode ajudar criança a identificar abuso, afirmam especialistas

Renata Mendonça Da BBC Brasil, em São Paulo

Thinkstock
Educação sexual pode ajudar criança a identificar abuso, afirmam especialistas

Em entrevista à BBC Brasil, a nadadora Joanna Maranhão, vítima de abuso na infância, defendeu que a educação sexual é mais importante do que a caça a pedófilos no combate à violência sexual contra crianças.
No Brasil, esse é um tema considerado tabu e "restrito para adultos", por isso poucas escolas adotam um programa específico para tratar questões como abuso sexual, gravidez precoce, DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), diversidade sexual, entre outras.
No entanto, já existem correntes de pensamento que defendem o ensino de educação sexual para crianças nas escolas justamente com o objetivo de ajudar a evitar esses problemas no futuro.
"Quando a criança já sabe alguma coisa de educação sexual, ela aprende a lidar com o que está acontecendo, fica preparada para isso", diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan, que promove a capacitação de professores na área.
"Já a criança não preparada se torna um alvo muito mais fácil para abusos. A descoberta sexual começa na infância, se você não trabalha isso, você exclui a sexualidade dela."
Para preencher o que veem como "lacuna" nas escolas, algumas ONGs e institutos oferecem atividades para crianças e treinamento para professores sobre educação sexual.
A própria Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou uma cartilha mundial em 2010 com uma "Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade" para ser usada como base nas escolas.
A BBC Brasil consultou especialistas e preparou uma lista com estratégias que podem ser adotadas para ensinar educação sexual para crianças:

1) Reconhecimento do corpo: diferenças entre meninos e meninas

A primeira coisa que pode ser ensinada às crianças é o reconhecimento do corpo delas e as diferenças entre os meninos e as meninas.
"Passamos para as crianças a ideia de que os corpos de menino e menina são diferentes e aí trabalhamos a questão do respeito", declara Vilela. "Na hora que ela perceber que não está sendo respeitada, significa que é para parar ali."
Para Vilela, o tema é um forte tabu para muitos pais. "Quando eles sabem que os professores estão falando algo para os filhos sobre sexo, já acham que os filhos vão começar a transar e ficam preocupados. Há uma grande resistência."
"O reconhecimento do corpo não vai fazer nenhum mal para as crianças, só vai fortalecê-las."
Em sua cartilha, a Unesco diz que "pesquisas de todo o mundo indicam claramente que a educação sexual raramente leva a um início sexual precoce, se é que o faz".
"A educação sexual pode levar a um comportamento sexual mais tardio e mais responsável ou pode não ter nenhum impacto discernível sobre o comportamento sexual", diz o documento.
Vilela afirma ainda que é importante também ensinar a criança a cuidar de seu corpo. "O objetivo é fazer essa criança se tornar uma pessoa autônoma nesses cuidados. Quanto menos ela precisar de alguém que a limpe, que a lave, menos exposta ela vai estar e mais autonomia ela tem."

2) O que pode e o que não pode, partes do corpo que são "públicas" e outras que são "privadas"

Outra questão importante é explicar para a criança quais partes do corpo podem ser tocadas e quais não podem. "Elas precisam entender o conceito de público e privado. Entender que essas partes privadas do corpo, as pessoas não podem tocar", diz a educadora do Instituto Kaplan.
Vítima de abuso na infância, a nadadora Joanna Maranhão trabalha essa questão em atividades que promove com a ONG que fundou, a Infância Livre.
"Elas precisam entender o funcionamento desse corpo, que ele tem sensibilidade, tem sensações, que essas sensações podem ser gostosas, mas podem também não ser. Vale para qualquer parte do corpo. Carinho é uma coisa que a gente só recebe quando quiser", afirma Vilela.

3) O dono do seu corpo é você

Além de ensinar o reconhecimento do corpo à criança, é preciso também passar para ela a ideia de que aquele corpo tem um dono.
"Seu corpo é seu: ninguém pode tocá-lo sem sua permissão. Estabelecer uma comunicação direta com as crianças logo cedo sobre as partes privadas do corpo, usando os nomes corretos para as genitais, vai ajudar as crianças a entender o que é permitido para adultos que estejam em contato com eles. E vai ajudar a identificar comportamentos abusivos", diz a cartilha elaborada pelo Conselho da Europa para defesa dos Direitos Humanos sobre o tema.
"Elas precisam entender o funcionamento desse corpo, que ele tem sensibilidade, tem sensações, que essas sensações podem ser gostosas, mas podem também não ser. Vale para qualquer parte do corpo. Carinho é uma coisa que a gente só recebe quando quiser", afirmou Vilela.

4) Estratégia: não gostou? Conte para alguém de confiança

Outra medida de proteção contra abusos é conscientizar as crianças de que, caso alguém faça alguma coisa que elas não gostem, é preciso contar isso para uma pessoa de confiança.
"Vá embora! Conte. Essa é uma das estratégias que devem ser ensinadas às crianças para que elas estejam preparadas a dizer 'não' a contatos físicos que julgarem inapropriados e para fugir de situações pouco seguras. Além disso, elas precisam contar o que aconteceu a um adulto de sua confiança o quanto antes", é a orientação da cartilha europeia.
Muitas vezes, o abusador da criança é alguém muito próximo, da família até. Sendo assim, é importante também que os adultos próximos estejam preparados para ouvir o que a criança tem a dizer e não desacreditá-la logo de cara.
"Esse é um trabalho ainda mais complicado, com o adulto. Ele precisa dar ouvidos à criança", diz Vilela.
"Porque geralmente (o abuso) é com uma pessoa próxima. A reação dos pais normalmente é 'não seja mal educado'. O adulto precisa estar atento à mudança de comportamento da criança e, quando ela fizer a queixa, investigar em vez de logo desacreditá-la", conclui Vilela.