sábado, 14 de maio de 2016

Como adaptar a casa para cadeirante


As rampas devem seguir as medidas mínimas sugeridas pela NBR 9050


Quando há necessidade de receber um cadeirante em casa, seja devido a um acidente que causou uma limitação motora ou devido a um relacionamento com uma pessoa que use cadeira de rodas, muita gente sente um frio na espinha ao imaginar uma obra enorme, com a casa toda quebrada e a conta bancária vazia. Mas não é bem assim, hoje em dia com a proliferação de cadeiras de rodas mais curtas e ágeis, fica mais fácil adaptar a casa. Por isso é importante considerar que tipo de cadeira de rodas a pessoa utilizará (ou utiliza). Se a pessoa sofreu uma lesão baixa e está com membros superiores intactos, poderá se adaptar facilmente a uma cadeira monobloco, que é mais curta e ágil, o que facilita manobras em espaços reduzidos. Se for uma lesão alta, que comprometeu os braços, e será necessário usar uma cadeira dobrável ou motorizada, a necessidade de espaço será maior, portanto precisará fazer mais obras.

A primeira coisa a se adaptar são as entradas e passagens da casa. Uma cadeira de rodas normal tem largura entre 60 e 68 centímetros, a exceção são cadeiras feitas sob medida para obesos. Esta medida é suficiente para passar por portas tamanho padrão, de setenta centímetros. Será necessário trocar a porta somente se ela ficar em uma quina, ou de frente para um corredor estreito, e a cadeira que o cadeirante for utilizar for muito grande. Até cadeiras monobloco maiores, como a minha, conseguem virar em lugares assim. O que sugiro é fazer um test drive com uma cadeira similar ao que o cadeirante for usar para ver se passa em todas as quinas e portas.

A porta do banheiro, porém, deverá obrigatoriamente ser trocada. A obra pode ser simples, basta retirar a porta existente, quebrar em um dos lados e colocar uma porta maior, de pelo menos setenta centímetros. Mas recomendo aproveitar a obra e colocar logo uma porta de correr, de oitenta centímetros, pelo menos. Passando para dentro do banheiro, a primeira coisa a se adaptar é a mangueira do chuveirinho. É fundamental comprar uma mangueira maior para permitir ao cadeirante lavar "as partes" sozinho. Se não quiser comprar ou não encontrar a mangueira grande, dá para juntar dois pedaços de mangueira com um pedaço oco de antena de televisão. Meu tio Altair fez para mim e uso assim até hoje! Além da mangueira, é importante adaptar a pia, deixando livre o vão por baixo dela, de forma que seja possível entrar com a cadeira embaixo e utilizar com conforto.



Passando para o quarto, as adaptações mais importantes são a cama, que deve ser da altura da cadeira de rodas, e o armário, que deve ter portas fáceis de acessar e gavetas e cabides em uma altura suficiente para que a pessoa possa alcançá-los.

Na cozinha a atenção deve ser quanto aos armários e prateleiras. Os armários abaixo da pia devem ter um vão livre na parte de baixo que dê para passar os pés com folga, sem raspar. Esta configuração é boa se a cozinha não tiver muito espaço para circular (como na maioria dos apartamentos). Os armários acima da pia não podem ser muito altos, de forma que o cadeirante consiga alcançar objetos guardados ali. As prateleiras não podem ser muito altas, e as que forem mais baixas devem ficar acima das pernas do cadeirantes.

Na sala, o importante é que a mesa tenha um vão grande o suficiente para entrar com a cadeira de rodas. O ideal são mesas com pés paralelos, que não tem nenhum obstáculo para as pernas. O sofá segue a mesma lógica da cama, ele deve ser da altura do assento da cadeira de rodas, para facilitar a transferência. Um conforto que pode ajudar no dia a dia é o chase, aquela extensão do sofá, que pode trazer alívio para as pernas.

Veja no vídeo abaixo algumas destas considerações.


Estes são os ambientes que considero importantes e que me garantem um certo nível de conforto, claro que há muito mais opções a serem adaptadas em uma casa, a gente está sempre evoluindo, mas partindo destas dicas é possível adaptar boa parte dos ambientes.

Agora, uma dica importante: se você vai receber um cadeirante por um fim de semana, ou só eventualmente, e quer que ele tenha o mínimo de conforto e possa pelo menos tomar banho, mas não pode (ou não quer) fazer uma obra em sua casa, tem uma solução: basta comprar a mangueira do chuveirinho e uma cadeira de banho de rodas pequenas. Isso se ele for com uma companheira (o) ou você não se importar em levar e buscar ele no banheiro.

Construtora é condenada por descumprir cota de pessoas com deficiência e fazer exigências para contratação

A empresa exigia formação, experiência e requisitos além dos necessários para a função e limitava o acesso a determinado grupo de deficientes.


                             mercado-de-trabalho-para-pessoas-deficiente-e1361578222124

A Habitare Construtora e Incorporadora Ltda. foi condenada pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho a pagar R$ 50 mil a título de indenização imaterial coletiva, revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), por não preencher a cota mínima de portadores de necessidades especiais. Embora oferecesse as vagas previstas na lei, a empresa fazia diversas exigências para a contratação, não atingindo o número necessário.
O processo, que teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, chegou ao TST com agravo de instrumento da empresa e recurso de revista do MPT.
TRT
Segundo laudo pericial, a Habitare divulgou a oferta de 112 vagas em várias áreas, correspondente ao percentual ficado no artigo 93 da Lei da Previdência Social (Lei 8.213/91) para empresas com mais de 100 empregados. Contudo, apenas oito portadores de necessidades especiais e reabilitados do INSS foram contratados.
Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, a cota não foi preenchida porque a empresa exigia formação, experiência e requisitos além dos necessários para a função e limitava o acesso a determinado grupo de deficientes. Diante desse quadro, condenou-a a cumprir a cota no prazo de um ano, sob pena de multa de R$ 1 mil por mês por empregado não contratado. Indeferiu, porém, o dano moral coletivo, por entender que a obrigação de contratação atingiria o objetivo da lei, reparando-se o dano moral coletivo.
TST
O MPT, em recurso ao TST, sustentou que a indenização coletiva tem natureza reparatória e sancionatória, e que houve violação dos direitos dos deficientes e de toda a coletividade.
O relator do processo, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, acatou o pedido. “Impor que os trabalhadores em geral e os empregados portadores de deficiência, nas condições de trabalho e no emprego da força física e locomotora, se igualem é ignorar os limites físicos de ambos e suas diferenças”, ressaltou.
O ministro explicou que considera tecnicamente inadequado o uso da expressão dano moral coletivo, preferindo dano imaterial coletivo, e assinalou que a integração do portador de necessidades especiais ao mercado de trabalho exige “uma atenuação do critério econômico-administrativo da eficiência em favor do critério ético-social da inclusão”. Para ele, trata-se da função social da empresa, previsto na Constituição da República e respaldado no Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos da OEA), promulgado pelo Decreto 678/1992.
“A construtora resistiu descumpriu, injustificadamente, norma garantidora do princípio da igualdade material e da não discriminação das pessoas portadoras de necessidades especiais”, afirmou. Segundo Vieira de Mello, a empresa, por se “furtar à concretização de sua função social”, deve fazer a reparação da coletividade “pela ofensa aos valores constitucionais fundamentais”.
Exigências
Conforme laudo pericial, as exigências dificultaram o preenchimento da cota. Para as vagas de auxiliar de escritório de obras, auxiliar de almoxarifado e porteiro, era exigido ensino médio completo e experiência anterior. O TRT observou ainda que a Habitare não oferecia vagas para pessoas cegas, e considerava que limitações como como paraplegia, tetraplegia e paralisia cerebral eram impeditivas para funções como almoxarife, técnico em edificações, auxiliar administrativo de obras e auxiliar de escritório de obra. Com relação à paralisia cerebral, o Regional destacou que a maioria das pessoas tem a função intelectual preservada, apresentando apenas dificuldades motoras.
Processo: 125-67.2011.5.03.0003
Fontes: www.jornaljurid.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Games marcam o primeiro dia do Regional Nordeste de Goalball em Maceió

Games marcam o primeiro dia do Regional Nordeste de Goalball em Maceió
Foto: Zé Roberto e Tiago ditaram o ritmo da APACE-PB no primeiro dia do Regional Nordeste de Goalball (Crédito: Ricardo Valarini/CBDV/Inovafoto)

Com 16 jogos disputados nesta sexta-feira (13), no ginásio do Centro Universitário Cesmac, em Maceió/AL, o Regional Nordeste de Goalball começou com os atuais campeões da competição largando na frente. Na categoria masculina, a APACE-PB venceu duas partidas e foi a primeira equipe a garantir vaga na semifinal da competição. No feminino, o IERC-RN também estreou bem e ficou bem próximo da classificação.

Neste sábado acontecem os jogos que vão definir as semifinalistas do Regional e no final da tarde, a partir das 16h, acontecem as semifinais. Na disputa entre os homens, os finalistas já garantem duas das três vagas para a Copa Loterias CAIXA de Goalball 2016, que será disputada em Jundiaí, São Paulo, em outubro. A terceira vaga ficará com o time que conquistar o bronze. Na categoria feminina somente a campeã tem direito de disputar o evento nacional.

No Goalball, uma equipe vence uma partida de maneira antecipada quando atinge a margem de dez gols de diferença no placar. Em mais da metade das partidas as equipes conquistaram a vitória ao alcançar esta marca ao longo do jogo. No entanto, alguns duelos foram disputados e o resultado foi conquistado nos detalhes.

A peleja entre APACE-PB x AWA-PE pela categoria masculina mostrou isso na primeira partida das equipes na competição. Os paraibanos foram mais felizes e venceram por 11 x 9. As duas equipes também mostraram equilíbrio na categoria feminina. O único empate do dia saiu deste duelo entre o time de João Pessoa e de Recife, com empate de 7 a 7.

Confira a tabela completa clicando aqui.

Serviço
Regional Nordeste de Goalball
Data: 12 a 15 de maio de 2016
Horários: 08h30 à 21h (13/05), 08h30 à 18h30 (14/05) e 08h à 10h30 (15/05)
Local: Centro Universitário Cesmac
Endereço: 
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Empresa terá de doar R$ 1,2 milhão por não preencher cota de deficientes

lei-de-cotas

Nos próximos três anos, uma empresa do ramo de celulose terá de doar R$ 1,2 milhão para 16 entidades que trabalham na assistência e capacitação de pessoas com deficiência, como multa por não ter cumprido Termo de Ajustamento de Conduta proposto pelo Ministério Público do Trabalho para preenchimento de reserva de vagas a pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados.
O aditamento do TAC prevê o preenchimento total das vagas, que hoje é de cerca de 620 trabalhadores, em um total de 12.400 empregados da empresa, nos próximos seis anos, sendo 50% até 2018. Considerando as 223 contratações já feitas, restam 397 trabalhadores para a reserva total e 199 contratações para a meta do primeiro triênio.
Caso o número de funcionários (atualmente 12.400) seja ampliado ou diminuído, o número final de contratações será recalculado. Se ao final dos primeiros três anos a empresa não atingir o número de 199 contratações, pagará multa de R$ 10 mil por empregado que deixou de ser contratado.
O novo acordo é válido em todo o território nacional onde a empresa possui estabelecimentos e tem vigência imediata e prazo indeterminado. O descumprimento acarretará também multa de R$ 10 mil por empregado que não for admitido para a composição da reserva de vagas para pessoa com deficiência, R$ 10 mil pela falta de comprovação da contratação dos empregados no período determinado, acompanhada de laudos médicos ou das certidões do INSS que comprovem a condição de reabilitado, e outros R$ 10 mil por empregado não admitido para composição da reserva no prazo final de seis anos, todas revertidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou transformadas em doações. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPT.
Fontes: www.conjur.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Brasil fecha participação no Campeonato Internacional de Tiro Esportivo de Hannover com uma prata

Foto: Delegação brasileira em Hannover                          Atletas brasileiros da seleção paralímpica de tiro esportivo posam em frente a ginásio na Alemanha

A Seleção Brasileira de tiro esportivo encerrou nesta quinta-feira, 13, sua participação no Campeonato Internacional de Hannover, na Alemanha. Destaque para o gaúcho Geraldo Rosenthal, que conquistou, na terça-feira, 10, a medalha de prata na prova P5 (Pistola de ar 10m Standard-Misto-SH1).
Geraldo obteve o segundo lugar ao marcar 346 pontos. Com o resultado, ele manteve o primeiro lugar da P5 no ranking mundial. No mesmo dia do pódio, o atleta ainda fez 530 pontos e estabeleceu um novo recorde das Américas na P4 (Pistola livre 50m-Misto-SH1), ficando em oitavo lugar.
Já na quarta-feira, 11, foi a vez de Debora Campos entrar em ação. Na disputa da P2 (Pistola de ar 10m-Feminino-SH1), ela alcançou 364 pontos, ultrapassando o MQS Paralímpico e terminando em sétimo.
Geraldo e Debora já têm vaga garantida nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Os atiradores Carlos Garletti e Alexandre Galgani também representaram o Brasil na competição.
Convênio – Ministério do Esporte 
A participação da Seleção Brasileira de tiro esportivo no Campeonato Internacional de Hannover é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Fonte: cpb.org.br

Surdos podem usar SMS para pedir socorro à PM e aos Bombeiros

A partir de segunda, 16 de maio, das 9h às 18h, de segunda a sexta, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo torna-se um posto de cadastramento de pessoas com deficiência auditiva para acesso aos sistemas de emergência da Polícia Militar na capital. 

   
À esquerda, mão feminina manuseando celular. À direita, central de atendimento da Polícia Militar. Policiais diante de computadores

O objetivo é que a população com deficiência auditiva possa acionar os serviços 190 e o 193 por meio do SMS (envio de texto por celular) em casos de acidentes, roubos ou assaltos. Apenas as mensagens de números de celulares previamente cadastrados no sistema serão recebidas pela PM.
 
Este serviço é válido somente no Estado de São Paulo.
 
Para realizar o cadastro, a pessoa com deficiência auditiva deve comparecer à Secretaria e apresentar RG, CPF, endereço e até três números de celular para cadastro. Haverá intérprete de Libras para quem necessitar.
 
Além da Secretaria, diversos Batalhões da Polícia Militar estão aptos a fazer o cadastramento, bastando ao surdo se apresentar e cadastrar seu celular. 

 
Segundo a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, em 2015 foram registradas em todo o estado cerca de 15 mil ocorrências envolvendo pessoas com deficiência, sendo que 12,7% envolveram de pessoas com deficiência auditiva. Dados do IBGE revelam que no Estado de São Paulo há cerca de 9 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, das quais 1,8 milhão têm deficiência auditiva.
 
Em caso de grupos de pessoas com deficiência auditiva, como escolas ou instituições de atendimento, o cadastramento deve ser agendado pelo e-mail violenciaedeficiencia@sedpcd.sp.gov.br ou telefone (11) 5212-3755.
 
Este serviço é EXCLUSIVO para pessoas com deficiência auditiva.

 
SERVIÇO
Cadastramento - SMS de Emergência para Surdos
Data: a partir de 16 de maio de 2016
Local: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo – SP - Próximo à Estação Palmeiras - Barra Funda do Metrô e CPTM


Informações: (11) 5212.3755 - e-mail  violenciaedeficiencia@sedpcd.sp.gov.br  

4º Seminário Nacional de Dança promove a inclusão

Por Márcio Bastos,especial para o JC.

Foto: Divulgação



Após o DDDança levantar importantes pontos sobre a situação do setor, outro evento vai continuar as discussões e incentivar a pesquisa e profissionalização na área. Entre 30 de maio e 2 de junho, o 4º Seminário Nacional de Dança e Educação de PE promove debates que tocam pontos como educação, inclusão de pessoas com necessidades especiais e o papel da arte e do artista.

Paulo Henrique, curador da mostra e diretor do Grupo Acupe, que tem pesquisa continuada na questão da acessibilidade, incluiu na grade do evento workshops, palestras e espetáculos.

Com o tema Por Uma Dança Acessível, a programação procura “ampliar e aprofundar territórios e fronteiras entre dança, educação e acessibilidade”. Para isso, pretende mobilizar agendas da área, como estudantes, professores, bailarinos e pesquisadores, sejam eles portadores de deficiências ou não. Todas as palestras acontecerão à tarde e à noite, no Teatro Hermilo Borba Filho, e terá nomes importantes na área, como o bailarino e curador do seminário Edu O. (BA), a pesquisadora Lúcia Matos (BA) e a artista Estela Lapponi (SP), entre outros. As mesas terão também tradução em Libras.

Paulo Henrique, curador do evento e diretor do Acupe, grupo que assina a realização do seminário e há nove anos propõe um trabalho artístico, mas também de formação no Estado, selecionou também uma grade de espetáculos, para além dos workshops. Entre eles estão o espetáculo ‘Sem Conservante’ da Cia. Gira Dança (RN), a performance ‘AH, SE EU FOSSE MARILYN!’ de Edu O, além de ‘Tijolos de Esquecimento’’, do Acupe.

Os quatro dias do Seminário Nacional de Dança serão divididos entre o Teatro Hermilo Borba Filho, a Caixa Cultural e o Paço do Frevo, que recebem os workshops Diversos Corpos Dançantes (ministrada por Carla Vendramin, RS), Audiodescrição (com Andreza Nóbrega, PE) e Danceability (com Estela Lapponi, SP), respectivamente. Os participantes do evento também poderão acompanhar exclusivamente na segunda-feira, a divulgação do resultado do projeto Mapeamento da Dança com as pesquisadoras Lúcia matos (UFBA), Roberta Ramos (UFPE) e Adriana Gehres (UFPE). As inscrições para o seminário (100 vagas/mesa temática) e para os workshops (25 vagas/workshop) são gratuitas e devem ser feitas através do site www.acupegrupodedanca.com.br

Regional Nordeste de Goalball tem início nesta sexta-feira, 13, em Maceió (AL)

   José Roberto fazendo defesa pela Seleção Brasileira
  José Roberto conquistou há uma semana o título do evento-teste do Rio-2016

Começa nesta sexta-feira, 13, o Regional Nordeste de Goalball. A competição será realizada pela primeira vez na cidade de Maceió (AL), que receberá 16 equipes dos estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. As partidas serão disputadas no Centro Universitário CESMAC.
Os atuais campeões, APACE-PB, no masculino, e IERC-RN, no feminino, estão confirmados. Ambas as equipes contam com atletas da Seleção Brasileira. José Roberto defenderá os paraibanos, enquanto Denise Souza representará o time potiguar. Eles e os demais atletas serão observados pela comissão técnica do Brasil. O técnico da equipe feminina, Dailton Freitas, e o coordenador da modalidade, Paulo Miranda, estarão presentes durante todo o torneio.
A competição será disputada em duas fases: de grupo e eliminatória. As nove equipes da categoria masculina serão distribuídas em dois grupos, assim como as sete participantes do feminino. Todas elas se enfrentarão dentro das suas respectivas chaves, e as primeiras e segundas colocadas de cada grupo avançam para a fase semifinal. A decisão do título e a disputa do terceiro lugar se darão no domingo, 15.
As etapas regionais são classificatórias para a Copa Loterias Caixa de Goalball. A competição nordestina irá garantir as três primeiras equipes colocadas da categoria masculina mais a campeã feminina no campeonato nacional, de 18 a 23 de outubro, em Jundiaí, São Paulo.
Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tocha olímpica percorre Naque, Coronel Fabriciano e chega a Itabira

Moradores de Naque decoraram caminho por onde a tocha passou; já em Fabriciano a visita da chama contou com chuva de balões jogadas de helicóptero

Por Zana Ferreira Coronel Fabriciano, MG

Atleta timotense Lucimar Moura foi a primeira a conduzir a Tocha Olímpica em Naque (Foto: George Gonçalves/ Arquivo Pessoal)Atleta timotense Lucimar Moura foi a primeira a conduzir a tocha olímpica em Naque (Foto: George Gonçalves/ Arquivo Pessoal)

No nono dia de tour da tocha olímpica, a chama dos Jogos Rio 2016 percorreu as cidades mineiras de Naque e Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, até chegar em Itabira. No início da manhã o comboio do Comitê Olímpico deixou a cidade de Governador Valadares rumo a Naque.

A cidade, de cerca de seis mil habitantes, se preparou com alegria para receber a visita ilustre. Ruas, árvores e prédios foram decorados no percurso de mil e duzentos metros por onde a chama passou. A primeira condutora a transportar a tocha em Naque foi a atleta timotense Lucimar Moura, que já representou o Brasil nas provas de atletismo em duas olimpíadas.

                              Bispo emérito Dom Lélis Lara encerrou percurso de Fabriciano (Foto: Pedro Samora/ GE)
            Bispo emérito Dom Lélis Lara encerrou percurso de Fabriciano (Foto: Pedro Samora/ GE)

Logo em seguida foi a vez do povo de Coronel Fabriciano receber a tocha olímpica, onde ela voou de helicóptero sobre a Serra dos Cocais, uma reserva de Mata Atlântica e um dos cartões postais da cidade. O revezamento começou no monumento "Terra Mãe", seguindo percurso de aproximadamente três quilômetros, nos quais 17 condutores tiveram a oportunidade de transportar o símbolo dos jogos olímpicos.

O último condutor foi o bispo emérito da diocese de Itabira - Coronel Fabriciano, Dom Lélis Lara, de 90 anos. Ovacionado pelo carinho do povo fabricianense, ele foi o responsável por levar a chama até a Praça da Estação, onde havia intérpretes de libras traduzindo a festa para as pessoas com deficiência auditiva. Ao fim, o helicóptero, que havia transportado a chama momentos antes, fez chover balões sobre o público, emocionando os presentes.

Após o encerramento na cidade, a tocha olímpica seguiu para Itabira, onde pernoitará.

Sem patrocínios, trio de paratletas do AP pode ficar fora de Open no RJ

Alessandro Brito, Marcia Cristina e Thalia Pereira estão treinando mesmo sem terem passagens para a competição no Rio, marcada para os dias 16 a 21 de maio

Por GloboEsporte.com Macapá, AP

Thalia Pereira; paratletismo; Amapá (Foto: Reprodução/Facebook)Thalia Pereira é a principal aposta do Amapá para as Paralimpíadas (Foto: Reprodução/Facebook)

Os paratletas amapaenses Alessandro Brito, Marcia Cristina e Thalia Pereira estão treinando pesado para o Open Internacional de Paratletismo. Considerado o principal teste para os Jogos Paralímpicos, em setembro, a competição será de 16 a 21 de maio, no Rio de Janeiro. Sem patrocínios para custear as despesas da viagem, o trio corre o risco de não participar.

Após ótimos índices no lançamento de dardo, arremesso de peso e lançamento de disco, o trio garantiu vaga para o Open. Apesar de não terem nenhuma confirmação, os paratletas não desanimam e seguem treinando forte.

Estamos treinando todos os dias para fazermos o melhor possível e trazer a medalha de ouro para o Amapá. Estamos muito focados neste objetivo - disse Thalia Pereira.

Presidente da AAPED, Marlon Gomes (Foto: Cassio Albuquerque/GE-AP)Presidente da AAPED, Marlon Gomes (Foto: Arquivo/GE-AP)


Para o presidente da Associação Amapaense de Esporte para Pessoa com Deficiência (AAEPED), Marlon Gomes, o principal objetivo do trio é participar da classificação internacional que acontece na segunda-feira (16), que dará aos paratletas a chance de disputarem a Paralimpíada.

Os paratletas já estão com uma boa colocação no ranking de cada modalidade, pois são os melhores do Brasil, mas é preciso a classificação internacional que será disputada neste open para terem chances de ir para as Paralimpíadas. Temos que chegar no Rio de Janeiro no dia 16, quando será iniciará a disputa da Marcia e do Alessandro. Dia 17 será a vez da Thalia - disse Gomes.

Paratletismo; Amapá; Esporte (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Alessandro Brito, Marcia Cristina e Thalia Pereira (com o disco) treinam para disputarem Open de Paratletismo no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)

Turismo acessível será fomentado nos estabelecimentos acreanos

por: Ricardo Shimosakai

Uma das entradas dos Hotéis Guapindaia em Rio Branco, possui rampa de acesso junto à entrada principal
Uma das entradas dos Hotéis Guapindaia em Rio Branco, possui rampa de acesso junto à entrada principal

Proporcionar estrutura acessível e inclusiva é um dos projetos do governo do Acre em diversos âmbitos. Na área de turismo, não é diferente. Por isso, a Secretaria de Estado de Turismo e Lazer (Setul) iniciará durante os próximos meses a campanha Turismo Acessível.

A ideia é de que o trade acreano, composto por hotéis, restaurantes e demais equipamentos turísticos, seja preparado para receber pessoas com deficiência auditiva, física e visual, entre outras. Para isso, o órgão gestor realizará capacitações nos empreendimentos.

“Verificaremos se os funcionários dos hotéis estarão aptos para atender essas pessoas, se os locais possuem rampas e banheiros adaptados e se os equipamentos de comunicação são acessíveis. Para isso, contaremos com o apoio da Associação de Deficientes Visuais [Adevi] durante a capacitação”, explica a chefe do Departamento de Planejamento e Pesquisas da Setul, Rita Ramos.

De acordo com a gestora da pasta, Rachel Moreira, desde 2014 a secretaria já trabalha com diversas ações voltadas para implementar o turismo acessível no estado.

“O governador Tião Viana mantém sempre o diálogo com a Setul, para que tenhamos um olhar carinhoso nessa área tão importante da sociedade. Os estabelecimentos que trabalham na linha de frente com o turismo precisam estar cada vez mais atentos no atendimento para essas pessoas”, detaca.

Fontes: Notícias do Acre - turismoadaptado.wordpress.com

Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas disputará série de amistosos contra a Argentina

O Brasil superou a Argentina durante o Parapan de Toronto-2015 e levou a medalha de bronze

  Brasil e Argentina durante o Parapan de Toronto-2015

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas vai enfrentar a Argentina em quatro amistosos – nos dias 17, 18, 19 e 20 de maio -, em Niterói, no Rio de Janeiro. Os jogos integram a terceira fase de treinamento da equipe verde e amarela em 2016. A preparação ocorre entre os dias 15 e 22, na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef). As partidas, abertas ao público, serão às 18h, nos dias 17, 18, e 19, e às 19h, no dia 20.

Treze atletas participam da fase de treinamento, realizada pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC). Destas, doze serão escaladas para defender o Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro. A lista de convocadas será divulgada no dia 20 de junho. A Seleção é comandada pelo técnico capixaba Martoni Sampaio, ao lado do auxiliar técnico Francilídio Soares.

O último embate entre Brasil e Argentina ocorreu na disputa da medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015. A equipe brasileira venceu com uma vantagem de 30 pontos (49 a 29). A Argentina integra o grupo do Brasil nas Paralimpíadas, junto com o Canadá, Alemanha e Grã-Bretanha.

Nas últimas atividades realizadas, no mês passado, a Seleção participou de três amistosos contra o Canadá, equipe tetracampeã mundial. O Brasil venceu uma e perdeu duas partidas. O próximo confronto contra as canadenses acontecerá antes dos Jogos do Rio-2016. De 1º a 8 de junho, as meninas participam de um quadrangular, que contará ainda com China e Estados Unidos, no Colorado (EUA).

Confira a delegação brasileira.
Atletas
Andreia Cristina Santa Rosa Farias (1.0) – Addece/CE
Cíntia Mariana Lopes de Carvalho (1.0) – Gaadin – Indaiatuba/SP
Rosália Ramos da Silva (1.5) – ADR/SP
Perla dos Santos Assunção (2.0) – All Star Rodas/PA
Jéssica da Silva Santana (2.5) – Irefes/Crefes/ES
Lucicleia da Costa e Costa (2.5) – All Star Rodas/PA
Geisiane de Souza Maia Brito (3.0) – Irefes/Crefes/ES
Silvelane da Silva Oliveira (3.0) – Irefes/Crefes/ES
Ana Aurélia Mendes Rosa (3.5) – ADR/SP
Ivanilde Cândida da Silva (3.5) – Irefes/Crefes/ES
Paola Klokler (4.0) – Addece/CE
Lia Maria Soares Martins (4.5) – Gaadin – Indaiatuba/SP
Vileide Brito de Almeida (4.5) – All Star Rodas/PA

Comissão Técnica
Coordenadora técnica: Maria de Fátima Fernandes Barbosa
Supervisor: Kilber Fernando Guimarães Alves
Técnico: Martoni Moreira Sampaio
Auxiliar técnico: Francilidio de Andrade Soares
Fisioterapeuta: Rafael Corrêa Piacenti
Mecânico: Marcelo Ferreira Romão

Serviço
Evento: Amistosos Brasil x Argentina
Dias e horários: 17, 18, 19, às 18h, e 20 de maio, às 19h
Local: Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos – Andef. (Estrada Velha de Maricá, 4830, Rio do Ouro. Niterói-RJ)

Entrada franca

Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas
(CBBC).

Fonte: cpb.org.br

TRATAMENTO REDUZ PROBLEMAS DE VISÃO EM BEBÊS COM MICROCEFALIA

Com o crescente número de bebês portadores de microcefalia associada ao zika vírus no País, aumenta a preocupação com as sequelas provocadas pela doença. Uma delas é relacionada a problemas oculares, que podem ser minimizados com tratamento adequado, de acordo com o neuropediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Rafael Guerra Cintra.



“A estimulação precoce da visão tem como objetivo minimizar os comprometimentos visuais”, esclarece o especialista.
Segundo o neuropediatra, até o momento não há exames que façam o prévio diagnóstico. Por isso, é fundamental que os pais acompanhem o desenvolvimento e reações dos filhos.
“A família deve observar se os bebês estão com o olhar fixo em objetos coloridos e luminosos ou mesmo no rosto da mãe enquanto amamentam, por exemplo,” orienta Rafael Guerra.
Nestes casos, o especialista recomenda que a criança seja levada a um oftalmologista para exames mais detalhados e detecção do grau da lesão. “Possivelmente sejam casos irreversíveis. De acordo com o local comprometido, pode ser constatada a cegueira permanente”, afirma.
Na análise do médico, esses episódios ocorrem quando a lesão no cérebro, provocada pela microcefalia, atinge a área responsável pela visão, atacando diretamente as vias ópticas, responsáveis por levar a mensagem visual. Também é possível que o comprometimento seja na estrutura dos olhos, causando, entre alguns prejuízos, a catarata.
Este mês, o Ministério da Saúde divulgou novo boletim informando que o País contabiliza 907 casos de microcefalia confirmados e mais de 4.200 em investigação. A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que o número de casos confirmados deve chegar em 2.500 ainda este ano.
COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS
Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo quinto ano consecutivo em 2015.
Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.Tel. (11) 5080-4000

Departamento Técnico do CPB divulga novo regulamento do Circuito Loterias Caixa



O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do seu Departamento Técnico (Ditec), divulgou, nesta quinta-feira, 12, a nova versão do Regulamento do Circuito Caixa Loterias.
O novo regulamento se deve a mudanças no programa de provas da natação. É importante que o clube que já fez a inscrição, acesse o documento para revisar ou atualizar as provas dos participantes, caso esta alteração tenha impacto na logística e participação do clube.
Fonte: cpb.org.br

Cães-guia garantem mais autonomia e liberdade aos deficientes visuais

Da Agência Alagoas

Imagem: Agência Alagoas
Imagens de várias pessoas em um auditório

Fofinhos, espertos, extremamente competentes e muito focados no trabalho, os cães-guia acabam se tornando os melhores amigos dos deficientes visuais. Na semana passada, alguns desses animais roubaram a cena no II Encontro Nacional de Áudio-Descrição, realizado pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), no Maceió Mar Hotel.

O encontro reuniu grandes profissionais da área de inclusão nas comunicações, assim como pessoas com deficiência visual, que levaram seus amigos fieis de quatro patas para conduzi-los pelo evento com habilidade e segurança.

Mas, afinal, o que é um cão-guia? É um cão adestrado que carrega uma responsabilidade extremamente séria de auxiliar um deficiente visual a se locomover para qualquer lugar e, por estar a trabalho, costuma ser aceito em locais públicos.

Quando treinado, o cão deixa de ser apenas uma companhia e torna-se a extensão do corpo de um deficiente visual. Ele mantém-se sempre à esquerda e um pouco à frente de seu acompanhante para ajudá-lo a mover-se em qualquer direção, sempre que recebe o comando.

Além disto, o cão-guia ajuda seu acompanhante a lidar com transportes públicos, reconhece e evita caminhos com obstáculos e ainda ignora distrações, como pessoas, outros animais e cheiros, quando está em serviço.

De acordo com o último censo, realizado em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 6,2 milhões de pessoas com deficiência visual, destas, 582 mil são cegas e seis milhões possuem baixa visão. Mesmo diante desta estatística, ainda temos um número muito acanhado de cães-guia: eles não passam de duzentos em todo o país.

Uma das seis pessoas com deficiência visual que compareceram ao Enades na companhia de um cão-guia, Yara Luana Ionen, de 52 anos, tem glaucoma congênito e perdeu a visão aos 32 anos.

Ela conta todas as dificuldades para se adaptar às necessidades de um deficiente visual e o quanto sua vida mudou desde que se tornou tutora de Fayal, um Labrador Retriever de três anos, que se tornou os seus olhos e sua principal companhia, há um ano e meio, quando recebeu Fayal do Projeto Viver Sem Limites, do Instituto Federal de Camboriú, em Santa Catarina.

“Quando fiquei cega fiz aulas de Braile e precisei me ambientar para aprender a usar a bengala e ganhar autonomia. Mas, ao receber Fayal, os mais de vinte anos que passei sem ele são como se não existissem; eu faço questão de não lembrar”, diz Yara Luana.

“Fayal é muito mais do que meu guia, é um amigo. Todos os dias eu entrego minha vida e segurança nas quatro patinhas dele e posso sentir a sensação de liberdade para me locomover”, disse Yara, salientando que os cães-guia são também um fator socializador. “Às vezes, as pessoas só vêm falar comigo por conta do Fayal. Daí já começa a surgir um bom papo e, mais adiante, até uma amizade, quem sabe”.

Este sentimento semelhante de liberdade também foi sentido por Milton Carvalho, publicitário e consultor em áudio-descrição, que é cego de nascença e desfruta, há quatro anos, da companhia de Shiva, uma labradora preta, de sete anos, que já se tornou companhia essencial para o publicitário

“Desde pequeno sempre fui louco por cachorro e quando recebi Shiva, após me cadastrar em um projeto lá em Recife, ampliei consideravelmente minhas possibilidades de mobilidade. Ela é minha guia, minha parceira, a extensão dos meus olhos e minha cúmplice”, contou.

Orientando aos deficientes visuais que têm interesse em possuir um cão-guia, a secretária de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, Rosinha Cavalcante, explicou o direito e legalidade da questão, conforme a Lei Brasileira da Inclusão (LBI).

“A LBI, que entrou em vigor no início deste ano, entende o cão-guia como um recurso de acessibilidade. Então, é direito de todo deficiente visual transitar em locais públicos com seu cão-guia, como em restaurantes, bancos, aeroportos e aviões ou qualquer outro tipo de transporte público. A grande briga, agora, é levar esta acessibilidade a todo o país. Temos apenas quatro centros de treinamento de cães-guia no Brasil – em Pernambuco, Santa Catarina, Brasília e São Paulo – e este serviço precisa ser ampliado”, explicou Rosinha Cavalcante.

Para ter um cão-guia é necessário que os interessados procurem a ONG mais próxima de sua cidade e realize o cadastro. Preenchendo os requisitos necessários e comprovada a necessidade de ter o animal, a ONG fará uma seleção. Posteriormente, os selecionados são submetidos a uma espécie de curso para aprender a lidar com o animal e a abandonar a bengala.

Brasil já garante pelo menos três bronzes no primeiro dia de competição do Aberto da Eslováquia de Tênis de Mesa, em Bratislava

                      Carlos Carbinatti já tem o bronze garantido na disputa individual do Aberto da Eslováquia
        Carlos Carbinatti é um dos brasileiros já garantidos no pódio da competição

A Seleção Brasileira de tênis de mesa garantiu ao menos três medalhas no primeiro dia de disputas individuais do Aberto da Eslováquia, etapa fator 40 do Circuito Mundial, que está sendo disputada em Bratislava. Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, na Classe 8/9 feminina, e Carlos Carbinatti, na 10 masculina, avançaram, nesta quarta-feira, 11, às semifinais e já garantiram o bronze.

Danielle (9ª colocada do ranking mundial) e Jennyfer (12ª) já asseguraram ao menos o bronze na Classe 8/9. As duas tiveram campanhas parecidas – estrearam com derrota, mas se recuperaram em seguida para avançarem à próxima fase.

No grupo A, Jennyfer caiu diante da turca Neslihan Kavas (3ª), por 3 a 0 (11/5, 11/5 e 11/8). Na sequência, derrotou a tailandesa Wachirapom Thermoya em sets diretos (11/8, 11/6 e 11/6), garantindo a classificação.

Já Danielle, no B, perdeu para a polonesa Karolina Pek (4ª) – 3 a 1 (7/11, 11/4, 11/6 e 11/8) –, mas chegou à semi ao bater a tailandesa Sumalee Suangtho (15ª da Classe 8), por 3 a 0, com parciais de 11/4, 11/2 e 11/4.

Nas semifinais, Jennyfer enfrentará a turca Kavas, enquanto Danielle terá pela frente a polonesa Pek.

Carlos Carbinatti (18º) também levará ao menos o bronze na Classe 10. Pela fase de grupos, o brasileiro surpreendeu na primeira rodada o cabeça de chave Ivan Karabec (8º), vencendo o tcheco por 3 a 2 (11/8, 8/11, 11/6, 7/11 e 11/6). Na sequência, bateu o tailandês Bunpot Sillapakong (25º) também por 3 a 2 (11/8, 10/12, 20/22, 11/8 e 11/6).

A liderança do grupo, no entanto, ficou com o britânico Kim Daybell (110º), que derrotou o paulista por 3 a 1 (12/10, 5/11, 11/8 e 11/6). Carbinatti enfrentará nas semifinais o austríaco Krisztian Gardos (12º).

Mais pódios à vista
No grupo único da Classe 10, Bruna Alexandre (3ª) estreou com vitória por 3 sets a 0 (11/2, 11/9 e 11/4) sobre a turca Ümran Ertis (7ª). A brasileira, que na semana passada levou a prata individual e por equipes no Aberto da Eslovênia, disputará as duas últimas rodadas nesta quinta, contra as australianas Melissa Tapper (4ª) e Andrea McDonnell (13ª).

Welder Knaf (9º) chegou às quartas de final da Classe 3 de forma invicto. Na fase de grupos, foram três vitórias: 3 a 2 (11/6, 11/13, 10/12, 11/6 e 12/10) sobre o austríaco Egon Kramminger (17º), 3 a 0 (12/10, 11/3 e 11/5) no tcheco Petr Svatos (43º) e 3 a 0 (11/2, 11/4 e 11/9) diante do tailandês Paitoon Sae-Jew (55º).

Nas oitavas, o brasileiro passou pelo sul-coreano Young-Ill Jeyoung (16º), por 3 a 1, parciais de 8/11, 11/4, 11/7 e 11/9. Seu adversário nas quartas de final será o francês Florian Merrien (4º).

Na Classe 7, Israel Stroh (13º) também está nas quartas de final da competição. O brasileiro venceu na estreia o tailandês Yuttana Namsaga (31º), por 3 a 1 (11/5, 11/9, 7/11 e 11/8). Na sequência, caiu diante do tcheco Daniel Horut (12º), 3 a 0 (11/7, 11/9 e 11/5), mas garantiu a classificação ao derrotar o japonês Kazuya Kaneko (28º), por 3 a 2 (8/11, 6/11, 11/9, 11/7 e 12/10). 

Stroh disputará uma vaga nas semifinais contra o espanhol Jordi Morales (5º).

Bruna Alexandre (10), Welder Knaf (3) e Israel Stroh (7) também poderão ir ao pódio nesta quinta, 12, quando serão conhecidos os campeões. Os outros 12 brasileiros que disputam o Aberto da Eslováquia já se despediram dos torneios individuais.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: cpb.org.br