sábado, 21 de maio de 2016

E ai, o Michel Temer vai Ignorar as Pessoas com Deficiência?

texto de Damião Marcos e Carolina Câmara.
E ai, o Michel Temer vai Ignorar as Pessoa com Deficiência?

Não quero falar de política, muito menos colocar a minha opinião sobre todo este dilema que está acontecendo no nosso país.

No entanto o blog tem como obrigação, informar aos seus leitores, o que o Presidente da República em exercício Michel Temer, começou a fazer.

Temer esta eliminando vários ministérios, dentre eles, ele eliminou a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), como instâncias legítimas da expressão e garantia de direitos das pessoas com deficiência.

Isso ainda é provisório, porém não há nenhuma sinalização que haverá um novo Ministério Da Justiça e Cidadania e a continuidade da existência da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. E ai, eu me pergunto, e te pergunto, como fica???

Tudo bem, estávamos longe, mais muito longe mesmo do caminho certo, mas já tinha todo um movimento, visando o direito das pessoas com deficiência.


Teremos novidades?

Aproveitando este post, eu digo algo que sempre me incomodou; quando tinha a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD) e do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade), a pessoa com deficiência nunca pode assumir, dai eu pergunto, por quê???

Ninguém melhor do que o próprio deficiente, para saber o que realmente é importante, essencial, trabalhar de fato, para a inclusão, para os direitos. Isso me irrita, é muita incoerência!!!!
Será que vem algo novo por ai?

Vamos voltar para hoje, que nem tem secretaria e nada, acho muito cedo, para criticar, não sei o que o Temer pensa a respeito das pessoas com deficiência, se ele vai mesmo ignorar mais do que a sociedade já ignora o sujeito com deficiência ou ele pretende fazer algo mais produtivo.

Eu sou uma pessoa com esperança, sempre acho que pode vim coisa melhor, depois da tempestade e outra, sei pouco de política, então ainda estou com esperança!!!!!

Precisamos ter esperança, contudo não podemos ficar alienados, caso, o presidente ache que realmente a pessoa com deficiência não mereça respeito, dignidade e que tenha que, continuar a viver a margem da sociedade, ai significa que o negocio ficou feio. Temos que nos mexer, ir em busca dos nossos direitos!!!

Vamos ficar de olhos bem abertos...

Novo regulamento facilita acesso de pessoas com deficiência a serviços de telecomunicações


O Conselho Diretor da Anatel aprovou hoje um regulamento com o objetivo de assegurar o acesso a serviços e equipamentos de telecomunicações às pessoas com deficiências auditivas, visuais, motoras e cognitivas em igualdade de condições com as demais pessoas, tanto na zona urbana quanto rural. 

O Regulamento Geral de Acessibilidade em Serviços de Telecomunicações de Interesse Coletivo (RGA) beneficiará cerca de 45,6 milhões de brasileiros que declararam algum tipo de deficiência, segundo o Censo de 2010. Também trará benefícios para um segmento crescente da população: os idosos, que tendem a apresentar deficiências em algum momento ao longo da vida. De acordo com projeções do IBGE, os idosos representarão 18,7% da população em 2030 ­- hoje constituem 10,8%.

Entre as novas regras, constam a ampliação de funcionalidades e facilidades nos equipamentos usados para telecomunicações e a implementação de melhorias no atendimento das prestadoras, tanto de forma remota quanto presencial. As empresas deverão, por exemplo, disponibilizar páginas na internet acessíveis e garantir aos seus clientes com deficiências mecanismos de interação como mensagem eletrônica, webchat e videochamada.

As prestadoras terão a obrigação de disponibilizar ao assinante com deficiência visual a opção de receber cópia de documento (contrato de prestação do serviço e contas, por exemplo) em braile, com fontes ampliadas ou outro formato eletrônico acessível, mediante solicitação.

Deverão, ainda, ofertar planos de serviços para pessoas com deficiência auditiva, garantindo que somente sejam cobrados os serviços condizentes com esse tipo de deficiência, e possuir atendimento especializado que possibilite a melhor comunicação às pessoas com deficiência auditiva no seu setor de atendimento presencial.

No caso das Centrais de Intermediação de Comunicação (CIC) colocadas à disposição de deficientes auditivos pelas prestadoras para comunicação entre si e com as demais pessoas, há previsão de intermediação por vídeo e por mensagens, de forma gratuita, em tempo integral.

O regulamento unifica dispositivos antes dispersos em outras normas da Anatel e está em conformidade com as proposições da Convenção sobre Direito das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, incorporadas ao arcabouço jurídico brasileiro por meio do Decreto Legislativo nº 186/2008, tendo equivalência às emendas constitucionais.

Para acompanhamento da implantação do regulamento, será constituído um grupo composto pela Anatel e pelas prestadoras, com possibilidade de participação de representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Será ainda criado um ranking comparativo entre as prestadoras, de acordo com as ações de acessibilidades promovidas por elas, com a finalidade de incentivar melhorias no atendimento aos usuários com deficiência.

Documento relacionado

Fontes:  Anatel - consumidorrs.com.br

Irmãs siamesas recebem alta médica um ano após o nascimento, nos EUA

Nascimento foi um caso raro: trigêmeas idênticas e duas delas siamesas. Alta acontece cinco semanas após a separação das irmãs.

Do G1, em São Paulo

Irmãs se despedem da equipe médica (Foto: Driscoll Children's Hospital via AP)


As irmãs siamesas Ximena e Scarlett, que nasceram no estado americano do Texas, há mais de um ano, receberam alta médica nesta quarta-feira (18). A liberação aconteceu cinco semanas após ser realizada a operação para separá-las.

O nascimento das meninas foi um caso raro: trigêmeas idênticas e duas delas siamesas unidas pela região pélvica. Catalina, Ximena e Scarlett nasceram de cesariana na 34ª semana de gestação (o mais comum é o parto ocorrer na 41ª), com cerca de 2,1 kg cada. A mãe Silvia Hernandez passou quase dois meses internada à espera do nascimento.

Em uma imagem, divulgada pelo Hospital Pediátrico Driscoll, a equipe médica se despedia das meninas. Um ano e dois dias depois de nascerem, elas receberam alta médica e vão se juntar à irmã Catalina.

                   Catalina, Ximena e Scarlett há um ano. (Foto: Reprodução/Facebook/tripletstorres)
Catalina, Ximena e Scarlett há um ano. (Foto: Reprodução/Facebook/tripletstorres)
Fonte: g1.globo.com

“Como eu era antes de você”: filme romântico conta a história de um tetraplégico

Filme "Como eu era antes de você"
Lembra do Filme Intocáveis?! Maravilhoso e inesquecível, não é?! Agora prepare-se para o Filme ” Como eu era antes de você“. Longa baseado no best seller de mesmo nome, escrito pela britânica Jojo Moyes. Estrelando Emilia Clarke (“Game of Thrones”) e Sam Claflin (dos filmes “Jogos Vorazes”), sob a direção de Thea Sharrock, que estreia como diretora. Quem é fã de John Green e Nicholas Sparks certamente vai curtir essa história! O interessante é que a própria Jojo também é roteirista do longa, o que contribui muito para que a adaptação seja fiel ao livro.

Assista o trailer!

O filme que tem estreia marcada para o mês de junho,  conta a história de Louisa Clark, 26 anos, e sem muita ambição. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame.

Início das atividades do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro

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Nesta segunda-feira, dia 23, em São Paulo, acontece a cerimônia de início das atividades do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. O centro é uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Ministério do Esporte e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo de São Paulo. A cerimônia contará com a presença do presidente do CPB, Andrew Parsons, e de atletas paralímpicos, que se juntarão ao ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e à secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella.

O centro é o principal legado esportivo dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 para a infraestrutura dos esportes adaptados. A instalação é pioneira no país, com espaços para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções. O local também permitirá o desenvolvimento das ciências do esporte, com atuação interdisciplinar, envolvendo medicina, fisioterapia, psicologia, fisiologia, biomecânica, nutrição e metodologia do treinamento, entre outras áreas.

Serviço
Início das atividades do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro
Hora: 9h30
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro – Parque Fontes do Ipiranga
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo (SP)

Fonte: cpb.org.br

O que vai acontecer com a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência?

O que vai acontecer com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência?

Por: Luiz Alexandre Souza Ventura

Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Mudança na estrutura do governo federal transferiu a SNPD (Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência) para o Ministério da Justiça. Não há informações sobre a manutenção dos projetos. E não há nenhuma confirmação sobre a extinção da secretaria.

Ninguém sabe. Nem mesmo funcionários da SNPD, que era vinculada ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, e passou para o Ministério da Justiça.

Fontes da secretaria afirmaram ao blog Vencer Limites nesta segunda-feira, 16, que muitas dúvidas estão sem resposta, inclusive sobre a carreira dos funcionários.

blog Vencer Limites pediu esclarecimentos à assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e aguarda resposta, mas a própria pasta afirma não ter ainda informações precisas sobre a manutenção, ou não, dos projetos atuais, ou sobre uma possível extinção da secretaria da pessoa com deficiência.
A SNPD tem vários projetos, entre os quais o ‘Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite’, que ressalta o compromisso do Brasil com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Plano Viver Sem Limite
Segundo o Censo IBGE /2010, 45,6 milhões de pessoas declaram tem algum tipo de deficiência no Brasil. A proposta do ‘Plano Viver sem Limite’ é de que a convenção seja incluída na vida das pessoas por meio da articulação de políticas governamentais de acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade.

Seleção Brasileira de canoagem fatura quatro medalhas e assegura mais três vagas para o Rio 2016 no Mundial de Duisburgo, na Alemanha

Terminou nesta quinta-feira, 19, em Duisburgo, na Alemanha, o Campeonato Mundial de Paracanoagem. Depois de três dias de competição, o Brasil despediu-se do evento conquistando quatro medalhas e garantindo mais três vagas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.

 Delegação brasileira no Mundial. Foto: Divulgação/CBCa
Delegação brasileira no Mundial. Foto: Divulgação/CBCa

O destaque brasileiro foi o canoísta Luis Carlos Cardoso, que faturou um ouro no VL1 e um bronze no KL1, ambas provas do masculino. As demais medalhas foram conquistadas por Aline Lopes, ouro no VL3 feminino; e Debora Benevides, prata no VL2 feminino.

Provas no caiaque (K)
Luis Carlos conquistou a primeira medalha do Brasil no Mundial. Com o tempo de 52s233, ele levou a medalha de bronze na final do KL1 masculino, atrás apenas do polonês Jakub Tokarz (50s855) e do chinês Xiaowei Yu (50s596). O outro brasileiro na final, Fernando Fernandes, ficou na 5a posição, com o tempo de 53s160.

Na final A do KL3 masculino, Caio Ribeiro esteve muito perto de colocar o Brasil no pódio. Depois de uma ótima largada, os adversários se aproximaram nos metros finais e Caio terminou a prova na quarta posição, com 41s117. O ouro ficou com o alemão Tom Kierey (40s430), a prata com o ucraniano Serhii Yemelianov (40s474) e o bronze com Leonid Krylov (40s636).

Na última final das provas de caiaque com participação brasileira, Mari Santilli chegou na sétima posição (54s868) da final A do KL3 feminino, em prova que a britânica Anne Dickins foi campeã (51s246), seguida pela australiana Amanda Reynolds (51s686) e pela romena Mihaela Lulea (52s525).

Finais na canoa
No período da tarde do dia final da competição, foram disputadas as finais na canoa, provas onde os brasileiros conquistaram três medalhas na categoria.
Luis Carlos mostrou mais uma vez porque é um dos melhores do mundo e garantiu o tricampeonato mundial no VL1 masculino, ao vencer a decisão com 56s539. A prata ficou com o húngaro Robert Suba (58s718) e o bronze com o polonês Jakub Tokarz (1min01s814).

Aline Lopes foi outra atleta da Seleção Brasileira a sagrar-se campeã mundial na Alemanha. Ela remou muito forte durante toda a final do VL3 feminino e conquistou a medalha de ouro, completando a prova com 1min01s279, deixando para trás a russa Larisa Volik (1min01s544) e a americana Anja Pierce (1min03s258).

Debora Benevides também fez bonito e levou a prata na final do VL2 feminino, ao terminar a prova com 1min03s519. O ouro ficou com a australiana Susan Seipel (1min02s960) e o bronze com a russa Nadezda Andreeva (1min05s909).
Para finalizar o dia de finais do Brasil no Mundial, a canoísta Silvana Ferreira ficou com o 4o lugar no VL1 feminino, mesma posição de Caio Ribeiro na finalíssima do VL3 masculino.

Vagas para o Rio 2016
No Mundial de 2015, realizado em Milão, na Itália, o Brasil já havia garantido as vagas nas categorias KL1 e KL2 masculino para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Com os resultados atingidos na Alemanha, o Brasil também assegurou vagas nas categorias KL3 masculino, KL3 e KL2 feminino, com os resultados obtidos por Caio Ribeiro, Mari Santilli e Debora Benevides, respectivamente. Segundo o supervisor do Comitê de Paracanoagem da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Leonardo Maiola, a obtenção das vagas se dá pelo posicionamento dos brasileiros no ranking final das respectivas categorias.

A Seleção Brasileira de canoagem participou do evento na Alemanha com apoio do BNDES – patrocinador oficial da Canoagem Brasileira, da GE do Brasil, do Ministério do Esporte e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Com informações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Fonte: cpb.org.br

Virada Cultural 2016 terá atrações em Libras e audiodescrição

Com 24 horas ininterruptas de programação, o evento promove cultura e acessibilidade em shows e atrações para todos os públicos

O rapper Criolo de perfil olhando para o lado esquerdo

A Virada Cultura já é conhecida por suas 24 horas ininterruptas de atrações e, em 2016, conta com atrações acessíveis voltadas às pessoas com deficiências auditiva e visual, independentemente do gosto musical. Onze shows desta edição contarão com tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais – Libras, com destaque para as apresentações de Ney Matogrosso, Criolo, Elba Ramalho, Nação Zumbi, Arlindo Cruz, Mc Bin Laden, e do grupo Palavra Cantada, na programação infantil.

As músicas serão traduzidas por profissionais da Central de Interpretação de Libras – CIL, serviço coordenado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e que, desde 2015, realiza a mediação da comunicação entre surdos e o atendimento em serviços públicos na cidade de São Paulo. É a primeira vez que a CIL participa da Virada Cultural, tendo já atuado no Carnaval deste ano para levar acessibilidade a pessoas com deficiência auditiva no Sambódromo.

Já o “Meu Amigo Charlie Brown – Um Musical da Broadway”, estrelado pelo ator Tiago Abravanel, se apresenta no domingo, dia 22, no Vale do Anhangabaú, com audiodescrição, recurso que possibilita a cegos “enxergarem” todos os elementos que compõem o espetáculo. Com apoio de um profissional audiodescritor, as pessoas com deficiência visual recebem um fone de ouvido e acompanham a descrição em detalhes das características do palco, dos figurinos, posição dos atores, expressão facial, entre outros detalhes.

“Desde 2013, na primeira Virada Cultural organizada pela atual gestão, fizemos questão de levar, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, recursos de acessibilidade para suprimir barreiras que impedem a plena participação de pessoas com deficiências sensoriais na maior festa de rua da nossa cidade. E neste ano, a grande novidade é a presença dos profissionais da CIL, que já fizeram um trabalho de excelência no Carnaval 2016 e vêm garantindo, principalmente, que surdos tenham acesso a serviços fundamentais em nossa cidade, como os de saúde, de assistência social e jurídica”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

As atrações com tradução para Libras se dividem entre o sábado e domingo, em cinco grandes palcos, incluindo diferentes gêneros musicais.

Para informações gerais sobre a Virada Cultural 2016, acesse o  site do evento

Mais estados adotam isenção do IPVA para pessoas com deficiência

Espírito Santo, Mato Grosso, Amapá e Maranhão também adotaram a isenção da cobrança do imposto como é no Rio de Janeiro

   Ícone que representa a balança da justiça, em um fundo azul

Depois do Rio de Janeiro, outros estados como como Espírito Santo, Mato Grosso, Amapá e Maranhão adotaram a isenção da cobrança do IPVA (Impostos sobre Veículos Automotores) de automóveis adquiridos para o transporte de pessoas com deficiência. A medida vale para condutores com deficiência, ou seus representantes legais como motoristas.

A mudança na lei fluminense foi indicação do deputado estadual licenciado Bernardo Rossi, iniciativa surgida de um caso em Petrópolis: um avô precisou recorrer à Defensoria Pública para garantir isenção do imposto e dirigir para o neto deficiente. A mudança na lei foi acolhida pelo governo do Estado e está em vigor desde outubro. Bernardo Rossi quer agora que o estado dê ampla divulgação à legislação para que deficientes e seus núcleos familiares tenham acesso ao benefício.

“É uma repercussão muito boa nas casas legislativas de outros estados e também iniciativa do poder executivo de outros estados. É ótimo que o estado do Rio tenha sido pioneiro, mas precisamos agora de divulgação da ampliação do público que pode se beneficiar”, aponta Bernardo Rossi. A população de pessoa com deficiência no país chega hoje a 24 milhões de brasileiros. São 2,4 milhões no Estado do Rio e cerca de 59 mil em Petrópolis que sofrem de alguma limitação.

“A melhoria no desenvolvimento da pessoa com deficiência se dá com educação e tratamentos como fonoaudiologia, fisioterapia e outras indicações de acordo com a limitação do indivíduo. A mobilidade da pessoa com deficiência para escola, universidades e pontos de saúde é necessária para sua real inclusão que defendemos e muitas vezes facilitada com o transporte operado pelo responsável, por isso a mudança na legislação”, defende Bernardo Rossi.

A indicação para que a lei passasse a incluir esses casos foi feita a partir da situação de um jovem, portador de paralisia cerebral. Menor de idade e com condição limitada em função da doença, ele não pode adquirir, nem guiar o veículo. O carro foi comprado por seu avô justamente para o transporte do paciente para tratamento. Eles moram em uma rua de difícil acesso, em Corrêas, e tiveram de recorrer à Defensoria Pública que ingressou com ação garantindo o benefício de isenção do IPVA com a comprovação de que o veículo estaria beneficiando o rapaz.

“O caso foi levado à vereadora Gilda Beatriz, presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência na Câmara e encaminhado a meu gabinete em 2014 para que pudéssemos pedir a alteração da lei, sancionada em outubro pelo governador Pezão”, explica Bernardo Rossi. “Até essa alteração somente eram isentas as pessoas com deficiência que fossem proprietárias do veículo. Todos sabemos do quanto é importante um veículo para o deslocamento de famílias com pessoa com deficiência e sabemos também das despesas que envolvem o dia a dia dessas famílias”, completa a vereadora. Em janeiro de 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. “Nosso desafio agora é colocar em prática este instrumento e fazer a verdadeira inclusão”, defende Bernardo Rossi.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Kiko" Revela que ele e suas duas netas nasceram com Mielomeningocele


Carlos Villagrán junto de sua filha Vanessa e sua neta Scarlet


O ator mexicano Carlos Villagrán, que interpretava o Kiko no seriado Chaves, revelou o triste drama familiar que vive por conta de uma doença.

Em entrevista ao jornal local, Basta!, o comediante revelou que ele é portador de um gene que provoca uma anomalia na coluna vertebral, e duas de suas netas também desenvolveram a doença, chamada mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, que é uma malformação congênita da coluna vertebral.

O ator disse que sua neta de um ano e meio, Zara, filha de sua filha Vanessa, faleceu devido à doença, e que outra neta, de 16 anos, também tem o problema, mas em menor grau.

"Muito triste, fizemos os exames genéticos, e eu sou portador. Há duas mutações que se manifestaram na terceira geração da minha família. Minha neta Zata morreu com um ano e meio e minha outra neta, já tem 16 anos, caminha devagar, faz tratamentos, terapias e tem uma vida normal", explica.

                                 

BRASILEIRO CRIA ÓCULOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL QUE MAPEIA E DESCREVE O AMBIENTE

Wallace Ugulino testa o dispositivo que desenvolveu em sua tese de doutorado na PUC-Rio.




Equipamento mapeia o ambiente e indica pontos de referência por meio do som e de vibrações emitidas por um cinto e uma luva. Ferramenta é testada por alunos do Instituto Benjamin Constant.

A falta de recursos de acessibilidade ainda impede a cidadania de pessoas com deficiência no Brasil. Em diversos setores e locais, públicos e privados, mesmo projetos recentes, modernos, atualizados, desconsideram o cenário universal, no qual tudo existe para todos, e desobedecem a Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde janeiro deste ano.

No caso de pessoas cegas ou com deficiência visual, esse bloqueio aparece na ausência de pisos táteis, audiodescrições, textos em braile e outros recursos que garantem o pleno domínio do ambiente. Além de impedir a inclusão real, essa exclusão representa um perigo, mesmo para quem já conquistou autonomia e independência.

Felizmente, pesquisadores atuam cada vez mais pela inclusão e têm apresentado ferramentas que ampliam de fato a acessibilidade. É o caso de Wallace Ugulino, aluno do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio. Ele criou, em sua tese de doutorado, óculos para pessoas cegas ou com deficiência visual que fazem o mapeamento e a descrição do local e dos objetos presentes. A orientação é do professor Hugo Fuks.

Classificado como ‘wearable technology’ (tecnologia vestível), o equipamento transmite dados sobre locais mapeados, indica pontos de referência e facilita o reconhecimento de ambientes ao fornecer informações por um alto-falante e também por vibrações emitidas por um cinto e uma luva.

“A área de tecnologia assistiva ainda engatinha no Brasil. Precisamos investir mais no mobiliário urbano. Falta uma visão de que esse investimento não afeta somente cegos ou cadeirantes. Esses investimentos trazem mais segurança e conforto para todos e beneficiam também o turismo na cidade. Se a cidade pudesse ‘conversar’ com o wearable (equipamento) do indivíduo, nós poderíamos não só apoiar a mobilidade dos indivíduos com deficiência, mas também teríamos um conjunto de novas oportunidades de negócios: turismo, mobilidade urbana, produtividade, publicidade, etc”, diz o pesquisador.

A ferramenta está em fase de testes, feitos por alunos do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. “Na fase inicial da pesquisa, a programação foi restrita a ambientes internos, o que possibilitou testar a funcionalidade dos dispositivos com mais segurança para os voluntários. A experiência no instituto consistiu em propor duas tarefas aos estudantes, que deveriam indicar em qual área do prédio estavam localizados o museu e a estátua de Dom Pedro II. Ao caminharem pelos corredores, as vibrações emitidas pelos cintos e luvas indicavam que os usuários estavam passando por pontos de referência e os óculos forneciam informações verbalizadas sobre o ponto de referência encontrado, seja ela uma porta ou um objeto no caminho”, explica Ugulino.

Para o pesquisador, desenvolver tecnologias assistivas exige preocupação com os chamados fatores humanos. “Caminhar por ruas movimentadas e locais barulhentos é uma situação comum para milhões de brasileiros, mas também é responsável pelo medo e confusão de muitas pessoas com deficiência visual. Com a perda da visão, outros sentidos se tornam muito mais sensíveis porque os cegos precisam prestar muita atenção aos sons, à textura do solo e aos cheiros. Tecnologias projetadas sem levar em conta os fatores humanos interferem nessa sensibilidade, gerando uma sobrecarga cognitiva, um fenômeno conhecido como ‘masking’, um dos temas investigados nessa pesquisa”, diz.

Próxima fase – Ugulino se dedica agora ao projeto ‘Third Eye’, uma continuação de sua tese. De acordo com o pesquisador, a meta é permitir que a pessoa seja capaz de construir mapas mentais e possa aprender sobre o local onde vive, estuda ou trabalha. “A ideia no momento não é oferecer rotas determinadas aos usuários, mas permitir que, com as informações gerais sobre o local, a pessoa possa escolher o melhor caminho sozinha”, diz.

Com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da White Martins, a próxima etapa da pesquisa inclui aplicativos de localização para celular e câmeras acopladas aos óculos do projeto inicial. “Os aplicativos nos quais estamos trabalhando conhecem a preferência e as limitações de cada usuário, mas não serão restritos a pesoas com deficiência visual. Serão adicionadas informações sobre a cidade, ruas e locais turísticos, de forma que não se torne um sistema segmentado para uma categoria de indivíduos, mas que apoie a todos: ciclistas, turistas, cegos, cadeirantes, etc. É o que chamamos de Design Universal”, afirma Ugulino.

No aplicativo, os obstáculos serão mapeados e os pontos de referência estarão disponíveis para que o usuário fique seguro para realizar tarefas em ambientes externos. Segundo Ugulino, a câmera também pode auxiliar no processo, permitindo a identificação de placas e informações do trajeto. De acordo com o pesquisador, a tecnologia deve aumentar o intelecto e o sentido, mas em alguns casos, o efeito apresenta-se de forma contrária, levando a um excesso de informações.

“Cada ambiente tem suas particularidades e vai exigir diferentes comportamentos. Por exemplo, para guiar pessoas com deficiência visual em ruas não é aconselhável usar avisos sonoros complexos (como textos longos ou tons indicativos difíceis de serem compreendidos), pois este será mais um fator de preocupação para o usuário, que já precisa lidar com tantos barulhos ouvidos diariamente. Os aparelhos desenvolvidos e testados no Instituto Benjamin Constant apresentaram resultados positivos entre os voluntários e não registraram problemas quanto ao excesso de informações”, diz Ugulino.
Abaixo, uma entrevista com Wallace Ugulino e com o professor Hugo Fuks orientador do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio).

Vencer Limites – Você teve algum tipo de envolvimento com a deficiência visual antes do projeto? Tem amigos ou parentes cegos? O que motivou a criação de um dispositivo especifico para pessoas com deficiência visual? O que você aprendeu sobre esse universo ao trabalhar nesse projeto?

Wallace Ugulino – Eu tenho parentes cegos, mas são distantes e não convivo diariamente. O meu envolvimento com o tema foi inicialmente pelo desafio de produzir tecnologia na área. Contudo, eu me encantei mesmo depois de conviver com os professores de mobilidade e alunos reabilitandos do Instituto Benjamin Constant na fase observacional da pesquisa. Eu cheguei a fazer aulas de mobilidade com a bengala (vendado) com a professora Vanessa Zardini (IBC). Naquele momento, ficou claro para mim quão difíceis são para os cegos algumas atividades triviais para nós (videntes), como é o caso de ‘andar em linha reta’. Isso é trivial para os videntes, mas os cegos normalmente têm dificuldade com isso. Essas lições sobre propriocepção e mobilidade sem a visão mudaram minha vida e foram muito inspiradoras para o meu trabalho de prototipação. Eu aprendi o quão importante é, por exemplo, produzir tecnologia que demande menos atenção do usuário, aprendi que isso pode diminuir o risco de acidentes. Eu me senti motivado a desenvolver essa tese quando entendi a relevância que esse estudo tem para essa população em particular e as lições que isso nos traz sobre como produzir melhores artefatos computacionais. Atualmente, as lições que aprendi sobre a atenção demandada pela tecnologia estão me ajudando a projetar tecnologia não só para cegos, mas também para ciclistas urbanos, condutores de veículos automotores, e outras áreas temáticas na qual a atenção do usuário é fator crítico.

Hugo Fuks – Casos extremos iluminam as necessidades de todos. O que facilita a vida de um cego, algo como uma calçada decente, artigo escasso no Brasil, ajuda o ir e vir de todos os pedestres.

Vencer Limites – Qual a sua avaliação sobre a tecnologia assistiva no Brasil? Quais bons exemplos nacionais podem ser citados? O que outros países têm para nos ensinar?

Wallace Ugulino – A área ainda engatinha no Brasil. Precisamos investir mais no mobiliário urbano. Falta uma visão de que esse investimento não afeta somente cegos ou cadeirantes. Esses investimentos trazem mais segurança e conforto para todos e beneficiam também o turismo na cidade. Se a cidade pudesse ‘conversar’ com o wearable do indivíduo, nós poderíamos não só apoiar a mobilidade dos indivíduos com deficiência, mas também teríamos um conjunto de novas oportunidades de negócios: turismo, mobilidade urbana, produtividade, publicidade, etc.

Hugo Fuks – Engatinhando. Voltando a falar das calçadas, antes do projeto Rio-Cidade, na década de 1990, não me lembro de haver rampas decentes nas ruas para os cadeirantes. A importância de calçadas decentes. Aliás, a qualidade dos nossos governantes pode ser avaliada pelas calçadas e ruas da cidade. Não há melhor modo de compartilhar a riqueza de uma sociedade com o seu povo.
Vencer Limites – Qual a sua avaliação sobre acessibilidade e inclusão, de forma geral, no Brasil?

Wallace Ugulino – Eu acredito que avançamos um bocado na última década. Programas de inclusão são os primeiros a sofrer corte quando há uma restrição orçamentária, seja na administração pública ou privada. Parece que não há um entendimento de que a inclusão beneficia negócios, de que ela apoia a cidadania, e de que nos leva a avançar em qualidade como sociedade. Todos ganham com a inclusão: há um mercado inexplorado, com potencial de gerar lucros e arrecadação. O potencial produtivo desses cidadãos não é aproveitado por causa de espaços públicos e privados que não são acessíveis.

Hugo Fuks – Há de fato um interesse em melhorar a vida das pessoas excluídas por alguma excepcionalidade. Mas a prioridade ainda é muito baixa.


Fontes: Estadão - fernandazago.com.br

Conheça os Direitos das Pessoas com Deficiência

Fique por dentro dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Compartilhe com amigos e familiares as principais garantias legais para a pessoa com deficiência.

Direitos das Pessoas com Deficiência
Passe livre no transporte interestadual para os comprovadamente carentes.

O Passe Livre é um programa do Governo Federal que proporciona a pessoas com deficiência e carentes, gratuidade nas passagens para viajar entre os estados brasileiros. O Passe Livre é um compromisso assumido pelo governo e pelas empresas de transportes coletivos interestadual de passageiros para assegurar o respeito e a dignidade das pessoas com deficiência. Vale destacar que esse é um direito que todos podem e devem defender ainda que não fosse regulamentado por lei. É um direito justo e é legal! Mais informações

Obtenção ou renovação de carteira de habilitação

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ser adquirida por qualquer pessoa que consiga passar nos exames necessários. Inclusive o candidato com algum tipo de limitação física, que não interfira na capacidade de dirigir, pode conduzir normalmente, desde que o veículo seja adaptado.

O que mais acontece são pessoas que já possuem habilitação que são acometidas posteriormente por algum tipo de deficiência. Em casos como esse é necessário que o condutor faça o mais rápido possível a alteração de sua CNH. Veja mais informações

Reserva de assentos nos transportes públicos

As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo deverão reservar assentos preferenciais, devidamente sinalizados, para o uso das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, idosos a partir de 65 anos, gestantes e pessoas com criança de colo, conforme as Leis Federais 10.048, de 08 de novembro de 2000, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000 (regulamentadas pelo Decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004), a Lei Estadual 887, de 10 de setembro de 1985, e as Leis Municipais 317, de 12 de abril de 1982, e 3.107, de 18 de setembro de 2000.

Reservas de Vagas Especiais em estacionamentos públicos e privados
Conforme Decreto Federal 5.296, de 02 de dezembro de 2004, e a Lei Municipal de cada localidade, quando houver, fica assegurada nos estacionamentos de veículos, situados em logradouros públicos, objeto ou não de concessão, e nos pátios de repartições públicas municipais ou espaços a eles reservados, a obrigatoriedade da reserva permanente de no mínimo 2% da totalidade de suas vagas, exclusivamente para o uso de veículos de pessoas com deficiência que tenham dificuldade de locomoção, em locais próximos à entrada principal ou ao elevador, de fácil acesso à circulação de pedestres, devidamente sinalizadas.

Os veículos estacionados nas vagas reservadas deverão ter identificação em local visível.

O mesmo se aplica aos estacionamentos privados.

O desrespeito às vagas de pessoas com deficiência e idosos em estacionamentos privados de uso público sem a credencial é infração gravíssima. Lei nº 13.281 de 04 de maio de 2016.

No mínimo 5% de vagas reservadas em concursos públicos
As vagas de deficiente em concursos públicos estão previstas na lei 8.112/90 em seu artigo 5º no § 2º:

“Às pessoas com deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.”

O percentual mínimo de reserva para deficientes é de 5% segundo o decreto de lei 3.298/99. Isso tudo significa que se o edital prever 100 vagas, no mínimo 5 delas e no máximo 20 serão reservadas à candidatos com deficiência. Veja mais informações

2 a 5% de vagas reservadas em empresas privadas
A Lei de Cotas foi criada em 1991. (Lei 8.213 de 24 de julho 1991).

A Lei de Cotas, define que todas as empresas privadas com mais de 100 funcionários devem preencher entre 2 e 5% de suas vagas com trabalhadores que tenham algum tipo de deficiência. As empresas que possuem de 100 a 200 funcionários devem reservar, obrigatoriamente, 2% de suas vagas para pessoas com deficiência; entre 201 e 500 funcionários, 3%; entre 501 e 1000 funcionários, 4%; empresas com mais de 1001 funcionários, 5% das suas vagas.  Veja mais informações

Aquisição de automóvel com isenção de IPI, ICMS, IOF

As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de 18 (dezoito) anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI).

Os descontos de impostos variam de 20 a 35% dependendo da concessionária. O valor máximo do automóvel novo deve ser de 70 mil reais. O veículo pode ser trocado de 2 em 2 anos.

Infelizmente a burocracia é o principal desafio no caminho dos motoristas com deficiência na hora de comprar um carro zero com benefício.  Veja mais informações

Matrículas nos cursos regulares de instituições de ensino

A nova legislação, chamada de Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, garante condições de acesso a educação e saúde e estabelece punições para atitudes discriminatórias contra essa parcela da população.

Um dos avanços trazidos pela lei foi a proibição da cobrança de valores adicionais em matrículas e mensalidades de instituições de ensino privadas. O fim da chamada taxa extra, cobrada apenas de alunos com deficiência, era uma demanda de entidades que lutam pelos direitos das pessoas com deficiência. Veja mais informações

Complemento de 25% na aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente

O art. 45 da Lei 8.213/91 dispõe que: “O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento)”. Tal previsão também está contida no art. 45 do decreto 3.048/99.


Isenção de imposto de renda

As pessoas com doenças graves são isentas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) desde que se enquadrem cumulativamente nas seguintes situações (Lei nº 7.713/88):

1) Os rendimentos sejam relativos a aposentadoria, pensão ou reforma; e

2) Possuam alguma das seguintes doenças:  Veja mais informações

Benefício de Prestação Continuada

É um direito garantido pela Constituição Federal de 1988 e consiste no pagamento de 01 (um) salário mínimo mensal à pessoas com 65 anos ou mais de idade e à pessoas com deficiência incapacitante para a vida independente e para o trabalho, onde em ambos os casos a renda mensal bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo vigente. Veja mais informações

Excursão a Mathausen

Imagem: BBC


Escolas européias costumam organizar viagens de estudos de seus alunos aos campos de concentração e extermínio da Segunda Guerra Mundial, para estudar no local onde os fatos aconteceram. Uma delas vem dando o que falar e tendo repercussão na imprensa internacional.  O motivo: a exclusão de uma aluna autista, de 14 anos.

A escola, situada perto de Milão, se tornou notícia nacional quando os pais de uma aluna autista tornaram público que ela não iria participar da excursão ao campo de Mathausen porque, segundo denunciado à escola, a garota estava sendo excluída por seus colegas.

Tudo começou com os onipresentes grupos de Whatts App. No grupo da turma do oitavo ano (do qual a aluna não fazia parte), logo após o anúncio da viagem os alunos já diziam que ninguém queria dividir o quarto com aquela menina. Diante da proporção que o caso tomou, do sentimento de exclusão e das mensagens trocadas, os pais  da aluna pediram uma reunião com a escola e com os outros pais para tratar do assunto.

A mágoa maior dos pais não foi com o duro tom das mensagens dos colegas, mas que o mesmo tom foi usado pelos professores. Que os demais pais silenciaram diante disso. Que a escola negou que fosse um problema de bullying ou inclusão. Que, após tentarem uma reunião, não obtiveram resposta nenhuma dos outros pais. Que as (muitas) críticas foram públicas e os (poucos) apoios foram privados, quase envergonhados.

Como diz a mãe disse ao jornal Corriere de La Sera: “tantas palavras bonitas, mas, na hora de agir… na escola organizam palestras contra o bullying … mas, de verdade, o que mais me dá raiva não são os companheiros de classe. Essa mensagens…são coisa de jovens. São os adultos que me decepcionaram e entristeceram.”

Uma situação que acontece em qualquer escola que tenha um aluno com deficiência estudando. Uma situação que qualquer pai de autista viveu. 

QUALQUER UM.

Uma situação comum. Basta você querer observar e não virar para o lado ou fechar os olhos como fizeram os pais dos jovens italianos.

Um novo grupo de whatts app foi criado, sem os pais da jovem autista. Sentindo que a imagem da escola, dos pais e dos alunos estava sendo afetada, os outros pais e a escola se uniram em um grupo coeso, deixando a família da autista se sentindo ainda mais excluída. Como a reunião sobre o assunto nunca foi realizada e a angústia da família não encontrou receptividade junto a seus pares ou à escola, a situação foi objeto de denúncia ao Ministério da Educação. Por fim, a família decidiu  que a criança não iria à excursão.

O colégio e os pais dos demais colegas tentaram colocar panos quentes na situação, dizendo que tudo tinha sido um grande mal entendido. Para quem costuma acompanhar casos semelhantes, na grande maioria dos casos que vem a público, esta é uma explicação quase universal. Como eles disseram, sua posição sempre foi “conciliatória” e no sentido de  “restaurar a calma”. Não deixa de ser interessante que sempre se cobre calma de quem é excluído, em vez de empatia de quem exclui.

Como destacou a emissora inglesa BBC,  a família foi condenada por defender seu filho e perturbar a aparente harmonia –  outra situação que se repete muito. Uma harmonia que se sustenta na exclusão e no silêncio. A família falhou em se comportar com a docilidade esperada de um bom excluído. Os pais de autistas muito comumente são acusados de ser autores de terríveis mal entendidos e de exagerar nas reações. Assim como os judeus em caso de antissemitismo, os negros em casos de racismo, os gays quando sofrem homofobia, as mulheres que denunciam machismo. Como se diz hoje: mimimi.

Com a repercussão na imprensa italiana e internacional, o Ministério da Educação italiano suspendeu a excursão para averiguar o que estava acontecendo e estudar as medidas que deveriam ser tomadas. A mensagem foi clara: ou vão todos os alunos ou não vai ninguém.

A escola, claro, ficou indignada por tal situação ter vindo a público. Afinal, diziam, ela poderia resolver a situação (mas não o fez).

A Fundação Museu Shoah, instituição judaica dedicada à memória do Holocausto, propôs uma excursão guiada à jovem excluída por seus colegas, caso fosse seu desejo. Os pais agradeceram à Fundação, mas expressaram seu desejo de que a filha fizesse a viagem junto com os colegas, como é seu direito.
Mario Venezia, representante na Itália da Shoah Fundation, lembrou que pessoas com deficiência também foram perseguidas e mortas pelos nazistas e arrematou:

“Educar crianças sobre o Holocausto não é somente mostrar documentos e levá-los em viagens aos campos de extermínio. Também é ensiná-los a aceitar e respeitar as diferenças no dia-a-dia.”

Ler livros e recordar datas é muito mais fácil que vencer o preconceito e a indiferença. Para fazer isso, não podemos ficar parados, temos que acolher as diferenças e estarmos preparados para as dificuldades do caminho. Isso dá muito trabalho.

Trabalho de que o sistema educacional italiano não está dando conta (e de que o nosso tenta se eximir,  como demonstra a ação impetrada pelas escolas particulares junto ao STF, em que se pleiteia o “direito” de excluir). A LEDHA, organização italiana de auxílio legal a pessoas com deficiência,  promove 137 ações judiciais contra escolas por discriminação contra alunos com deficiência.

Esta é uma exceção, um caso que rompeu o silêncio e ganhou as manchetes. Quantas outras crianças e adolescentes estão sofrendo em silêncio por toda Itália? E no Brasil? Em sua cidade, em sua escola, na escola de seu filho?

Bailarina com paralisia cerebral é selecionada para festival na Itália

Com paralisia cerebral, adolescente supera limites e emociona plateias

Por: Tatiana Py Dutra

  BailarinaComParalisiaCerebral


A jovem Bruna Prates, 17 anos, parece predestinada a quebrar barreiras. Não bastasse o feito de se tornar bailarina, a despeito dos limites impostos por uma paralisia cerebral, ela tem recebido convites para se apresentar em festivais em diversos países. O convite mais recente chegou na sexta-feira: um festival que será promovido pela Confederação Internacional de Dança (Ciad), em Roma e Milão, em junho.

Quem nos conta a novidade é o coreógrafo, professor e partner de Bruna, Paulo Evandro Costa. Há cerca de dois anos, ele apostou na capacidade da adolescente que acabava de entrar no projeto cultural que ele desenvolve na Escola Estadual de Ensino Médio Plácido de Castro, em Rosário do Sul. Em questão de meses, a dupla já brilhava nos palcos do Estado. Em novembro, eles conquistaram o troféu de melhor duo na 14ª edição do Festival Internacional Dançando na Fronteira da Paz, de Santana do Livramento.

No evento, que contou com a participação de bailarinos do Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, eles ainda descolaram um convite para se apresentar no Festival de Dança de Montevidéu, em dezembro. Para viajar, a dupla fez uma campanha junto à comunidade rosariense. Mas agora, para chegar ao Velho Mundo, Bruna e Paulo vão precisar mais de ajuda. Para custear passagens, alimentação e hospedagem dos dançarinos – e de um acompanhante de Bruna, que precisa de ajuda para se locomover – serão necessários cerca de R$ 20 mil.

Vários sonhos já realizamos. Já tínhamos colocado “a viola no saco” e esperávamos viver de lembranças. Mas, de repente, agora fomos instigados a atravessar o Oceano Atlântico para apresentar nossa arte na Europa. É fantástico, uma oportunidade única. Gostaria de sensibilizar alguma fundação, algum empresário que pudesse nos ajudar, porque por nós mesmos seria impossível – diz Paulo.

Quem quiser ajudar na campanha pode entrar em contato pelo telefone (55) 9686-0706.

Fontes: Diário de Santa Maria - papodeamor.com.br