sábado, 4 de junho de 2016

Estudo liga câncer de próstata ao tamanho da cintura

Homens com cintura de 94 cm tinha 13% maior risco de câncer de próstata agressivo do que homens com cintura de 84 cm

BBC Brasil

Creatas Images
Homens com cintura de 94 cm tinha 13% maior risco de câncer de próstata agressivo do que homens com cintura de 84 cm

Homens de cintura larga têm maior risco de desenvolver tipos mais agressivos de câncer de próstata, indicou um novo estudo.

Um levantamento realizado com 140 mil homens de oito países europeus mostrou que 10 cm a mais na circunferência abdominal aumentariam as chances de desenvolver o câncer em 13%.

O maior grupo de risco, contudo, era o de homens com cintura maior do que 94 cm, indicou o estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O câncer de próstata é o mais comum em homens.

Click AQUI para ver o vídeo:

O estudo, que foi apresentado na Cúpula de Obesidade Europeia em Gotemburgo, na Suécia, analisou a associação entre as medidas do corpo de homens na faixa dos 50 anos e o risco de câncer de próstata em 14 anos.

Durante o período, houve cerca de 7 mil casos de câncer de próstata, dos quais 934 foram fatais.

Os pesquisadores descobriram que homens com um Índice de Massa Corporal (IMC) alto e uma cintura larga tinham maiores chances de desenvolver câncer de próstata de alto risco, uma forma mais agressiva da doença.

Por exemplo, homens com cintura de 94 cm tinha 13% maior risco de câncer de próstata agressivo do que homens com cintura de 84 cm.

Cientistas também observaram um maior risco de morte por câncer de próstata com maior IMC e circunferência abdominal.

Aurora Pérez-Cornago, da Universidade de Oxford, disse que o estudo mostrou que a associação entre o tamanho do corpo e o câncer de próstata é complexa e varia conforme a agressividade da doença.

Segundo ela, os grandes vilões seriam os hormônios causadores de câncer presentes nas células de gordura, mas isso ainda não foi provado.

Recomendação
A recomendação da especialista é de que os "homens devem manter um peso saudável e se possível perder medidas na cintura".

Mas ela acrescentou que o estudo não analisou especificamente o impacto da perda de peso no risco do câncer de próstata.

Um porta-voz da Prostate Cancer UK, maior ONG de saúde masculina, disse: "Manter-se ativo e com um peso saudável pode proteger contra várias doenças, incluindo o câncer".

"Essa pesquisa complementa uma série de outras evidências segundo as quais o peso e o tamanho da cintura podem influenciar no surgimento do câncer de próstata", acrescentou.Thea

Cunningham, da ONG Cancer Research UK, que se dedica a pesquisas sobre a doença, diz que mais estudos são necessários para comprovar a associação entre a circunferência abdominal e o risco de desenvolver câncer de próstata.

"Não está claro se o excesso de peso leva ao desenvolvimento de tipos mais agressivos de câncer de próstata, ou se existe uma menor probabilidade de o tumor ser diagnosticado em um estágio inicial em homens com sobrepeso,. Nesse caso, o câncer poderia ser mais agressivo ou estar mais avançado quando for diagnosticado".

"Manter um peso saudável pode ajudar homens a reduzir o risco de outros tipos de câncer incluindo câncer do intestino".

Estratégia Victoria Safaris no Emerging Deficiência (cadeira de rodas) Mercado de turismo na África

                      alojamento de cadeira de rodas e safaris para os deficientes no parque nacional de Kruger, África do Sul.
O alojamento de cadeira de rodas e safaris para os deficientes no parque nacional de Kruger, África do Sul.

As viagens de cadeira de rodas deficiência em África está a aumentar no futuro, com os esforços que estão sendo postas em prática e um dos operadores turísticos na África - Victoria safaris, especializada neste mercado emergente. Temos vários tailor - made itinerários deficiência significou para clientes em cadeira de rodas.

Deficiência (cadeira de rodas) do turismo na África viu foi ignorado pelos operadores turísticos devido em acessibilidade e facilidades de alojamento dentro dos hotéis africanos, parques de jogo e lodges dentro dos santuários da vida selvagem. Victoria Safaris, um dos operadores de turismo de aventura baseados em Nairobi Quénia iniciou recentemente uma cadeira de rodas safaris acessível agressiva para os famosos santuários da vida selvagem do Quênia, que incluem Masai Mara Game Reserve, Parque Nacional do Lago Nakuru, Parque Nacional Tsavo East e Amboseli National Park. Para férias de praia, temos acordos com Turtle Bay Beach Club, que é cadeira de rodas compatível e tem quatro quartos de deficiência que enfrentam frente para o mar. Victoria safaris está fazendo seu melhor para aconselhar os vários hotéis na cidade de Nairobi e outras cidades dentro Kenya e seus arredores para, pelo menos, ter uma deficiência (cadeira de rodas) quartos. Isso está em conformidade com o mundo ao longo exigência de cada hotel para ser compatível cadeira de rodas acessível.

Existem mais de 500.000 pessoas com deficiência que são capazes de viajar para a África, mas teme que, eles podem não ser capaz de acessar as facilidades necessárias para a sua viagem e alojamento. Victoria Safaris com a iniciativa do seu Geral Manager- James Asudi instou a gestão lodge em vários parques do Quênia para estabelecer pelo menos um quarto em cada acampamento de tendas e um quarto em todas as instalações pousada em Maasai Mara National Reserve, Lago Nakuru National Park, Amboseli National Park e Parque nacional Tsavo East. Em todas as instalações nomeados os acampamentos e lodges que desde então deficiência estabelecida (cadeira de rodas) quartos são - Sarova Mara Camp em Maasai Mara, Sarova Lion Hill Lodge em Lake Nakuru National Park, Sopa Lodge em Amboseli e Ashnil Aruba Lodge em Tsavo National Parks Leste respectivamente.

Invalidez Safari Vehicles
Victoria Safaris tem modificado seus veículos da frota Safari para acomodar seus clientes em cadeira de rodas ", que incluem os 4 × 4 cruzadores Terra e os 7 lugares Posto Safari Mini vans. Desde então, temos desenvolvido as rampas para cadeiras de rodas que usamos para transferir para os nossos clientes em cadeira de rodas "e para fora dos veículos de safári apropriadas. Nós também fornecemos as correias para prender a cadeira de rodas na posição dentro dos referidos veículos para o conforto, enquanto os nossos clientes estão no Safari.

Recentemente, terminou uma 16 dias de cadeira de rodas safari acessível sucesso nos santuários de vida selvagem queniana para um contador Hospital australiano - Sra Kelly Green, que está na cadeira de rodas, juntamente com o marido, Michael, que está fisicamente apto. Este foi um caso de teste para Victoria Safaris e para aqueles que gostaria de confirmar as facilidades de viagem e comfortability, você pode entrar em contato com nossos clientes recentes no e-mail: michael.green66@gmail.com

Colaboração
Victoria Safaris colabora com Flamingo Tours da África do Sul neste esforço para tornar possível Wildlife and Safaris cultural para deficientes (clientes de cadeiras de rodas), que gostaria de visitar santuários da vida selvagem Africano do Sul e as reservas de caça do Leste Africano vida selvagem e parques de jogo.

Nós convidamos indivíduos, famílias com membros da família de cadeira de rodas, organizações empresariais, organizações não-governamentais (ONGs), centros de deficiência e organizações de reservar os seus membros deficiência da sociedade ou se juntar a nós neste mercado emergente em reserva os seus amigos deficientes e cadeiras de rodas e familiares para estes safaris e visitas memorável no Quênia, Uganda, Ruanda e Tanzânia.

Fontes: O Sequitur - turismoadaptado.wordpress.com

Cinema adaptado leva inclusão social para crianças especiais

                   Crianças com distúrbios sensoriais tiveram sessão adaptada de cinema
                  Crianças com distúrbios sensoriais tiveram sessão adaptada de cinema

A primeira sessão de cinema adaptada e exclusiva para as crianças e os adolescentes com distúrbios sensoriais de Maceió foi um sucesso. Cerca de 160 meninos e meninas que são atendidos pelas instituições que realizam um trabalho voltado para o público autista do município e são conveniadas à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) se reuniram nesta terça-feira (31).

O Centro Cultural Arte Pajuçara foi o espaço escolhido pela Coordenação Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Semas para ser o palco de mais uma ação da Prefeitura de Maceió que favorece a inclusão social. A sala de cinema do Centro Cultural se transformou em um espaço de convivência que foi bem além da tela. Todos os jovens ficaram à vontade para andar, dançar e explorar o espaço, na medida em que o filme “Minions” era projetado.

Um dos primeiros a chegar no evento foi o adolescente André Ferreira, de 13 anos de idade, que pela primeira vez participou de um cinema totalmente adaptado para as suas sensibilidades. Bastante emocionada, a mãe do menino autista comemorou a iniciativa da Semas e se colocou disponível para as próximas sessões, que já devem acontecer nos próximos meses.

“O André é um menino bastante ativo e sempre estamos presentes nos eventos que promovem a inclusão social, mas essa primeira vez no cinema vai ficar marcada para sempre. Já existiu um receio de levá-lo às sessões de cinema convencionais, porque ele precisa de um lugar onde se sinta mais à vontade. Hoje, tudo de bom aconteceu para ele e para mim, viemos juntos, pela primeira vez, ao cinema!”, disse Mauriceia Ferreira.

André não segurou as emoções e explorou, junto com os colegas, as poltronas, o espaço que fica à frente da tela de cinema, o som e as luzes que estavam espalhadas pelo Centro Cultural. Além da mãe do menino, outras mães e algumas profissionais das instituições conveniadas à Semas também compartilharam o momento de felicidade.

“Eles ficaram muito mais felizes do que a gente imaginava. E a proposta foi exatamente esta: deixá-los à vontade, num espaço pensado só para eles. Nós que fomos os intrusos”, brincou a secretária de Assistência Social de Maceió, Celiany Rocha. Segundo a gestora, a sessão de cinema adaptado, que deve ganhar outras edições, faz parte da primeira temporada dos grandes eventos, que serão direcionados às pessoas com deficiência, e vão ser realizados no decorrer deste ano.

“Nós não podemos esquecer que os nossos equipamentos sociais já executam um trabalho referencial de inclusão social todos os dias. A gente trabalha, diariamente, a quebra de preconceitos e a acessibilidade, seja dentro dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) ou das nossas demais unidades. Mesmo assim, temos uma coordenação específica que monitora as necessidades de diálogo com a população para a disseminação de iniciativas que venham a beneficiar ainda mais a questão da acessibilidade, como a sessão que realizamos hoje”, destacou Celiany.

Entre o público que participou da primeira sessão de cinema adaptado, estão as crianças e os familiares da Associação Pestalozzi, da Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Alagoas (Assista) e da Família Alagoana Down (FanDown), da Associação dos Deficientes de Alagoas (Adefal). O evento, gratuito, também contou com a participação de crianças autistas atendidas pelas escolas da Rede Municipal de Educação.

Fontes: Ascom Semas - turismoadaptado.wordpress.com

Judô Paralímpico brasileiro disputa neste sábado (4) Grand Prix, na Inglaterra

                          Judô Paralímpico brasileiro disputa neste sábado (4) Grand Prix, na Inglaterra
Foto: Antônio Tenório segue preparação para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Crédito: Fernando Maia/CPB/MPIX)

A Seleção Brasileira de Judô Paralímpico está em Birmingham, Inglaterra, para a disputa do VI Grand Prix da Grã Bretanha para Deficientes Visuais. Neste sábado (4), seis judocas vão entrar no tatame em busca das primeiras medalhas para o Brasil na competição. E no domingo, outros sete lutam no encerramento do evento, que servirá para a comissão técnica avaliar os últimos atletas que ainda concorrem por uma vaga nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

- Um evento preparatório para as Paralimpíadas, o último antes dos Jogos, então se torna um evento de extrema importância para os atletas do Brasil. E para a comissão técnica avaliar as duas últimas categorias que ainda tem atletas na disputa da vaga para as Paralimpíadas - disse o vice-presidente Helder Araújo, ex-atleta de Judô Paralímpico.

Desses nomes que ainda concorrem pela vaga, Roberto Julian que disputa um lugar na categoria até 90kg com Arthur Silva, reconhece a importância do evento e trata o torneio como o mais importante para o seu futuro nas Paralimpíadas.

- Praticamente vai decidir a minha vida dentro dos Jogos Paralímpicos. Eu que ainda estou disputando vaga, então é fundamental eu ir bem e dar prosseguimento no trabalho. Já fui bem no Grand Prix, quando ganhei do meu principal adversário aqui no Brasil, mas a comissão técnica vai poder avaliar melhor durante essa competição - analisou o carioca.

Além da categoria médio, há ainda disputa na divisão dos meio-leves, até 66kg. Mayco Rodrigues e Halyson Boto também vão lutar no GP da Grã Bretanha pensando num lugar entre os convocados para os Jogos do Rio. Os dois por sinal já entram em ação neste sábado, assim como Rayfran Pontes (60kg), Abner Oliveira (73kg), Harlley Arruda (81kg) e Alana Maldonado (70kg). No domingo será a vez de Arthur Silva e Roberto Julian (90kg), Antônio Tenório (100kg), Wilians Araújo (acima de 100kg), Karla Cardoso (48kg), Michele Ferreira (52kg) e Lucia Araújo (57kg).

Fonte: cbdv.org.br

Livro infantil aborda olimpíadas e paralímpiadas

  Capa do livro Heróis e o espírito esportivo

A obra faz parte da coleção “Heróis”, da autora Bia Monteiro pela Editora Evoluir, e traz informações sobre os jogos olímpicos e paralímpicos ao longo das edições

A editora Evoluir aproveitou a proximidade das Olimpíadas e Paralimpíadas no Brasil para anunciar o lançamento “Os Heróis e o espírito esportivo”, da autora Bia Monteiro, com ilustrações da Casa Locomotiva.

Com 36 páginas, a publicação integra a coleção “Os Heróis” e conta para as crianças fatos da história dos jogos, olímpicos e paralímpicos e busca mostrar a importância da prática esportiva para a nova geração.

Sinopse:

“É ano de Olimpíadas e os alunos parecem nem dar bola para esse grande evento que vai acontecer em nosso país. A professora Vivi, sempre muito atenta, percebeu que poderia ser muito divertido trazer o mundo dos esportes para a sala de aula – ou melhor para a quadra! Assim, ela convidou o professor Éder para organizar os jogos escolares, disputados entre muitas escolas. Além do conhecimento dos esportes olímpicos e paralímpicos, esses jogos vão trazer um dos maiores valores dos esporte”.

Clodoaldo Silva, o Tubarão Paralímpico, conduzirá a Tocha Olímpica em Natal, Rio Grande do Norte

                              12/08/2015 - Canadá, Toronto, CIBC Aquatics Centre - Clodoaldo Silva com a medalha de prata © Washington Alves/MPIX/CPB

No próximo sábado, 4 de junho, o nadador Clodoaldo Silva, dono de 13 medalhas na natação em Jogos Paralímpicos, conduzirá a Tocha Olímpica Rio 2016 em Natal. O Tubarão Paralímpico, como é conhecido o atleta, vai carregar a Chama na Avenida Senador Salgado Filho, nos arredores do estádio Arena das Dunas, e acender a pira.

“Poder conduzir a Tocha Olímpica em Natal, que é a minha cidade, é uma emoção diferente. Sinto-me muito honrado em poder fazer parte desse seleto grupo. Quando eu passar pelas ruas da cidade, espero que as pessoas pensem: ‘O Clodoaldo Silva é daqui da nossa cidade, é do bairro de Mãe Luiza, conhecido pela violência e criminalidade, e hoje é um grande campeão. Então, se ele conseguiu ser esse atleta vencedor, eu também posso ser um grande campeão na vida'”, comentou o nadador.

No dia 4, o Revezamento da Tocha Rio 2016 começa às 9h, na cidade paraibana de Mamanguape e segue para o Rio Grande do Norte pelos municípios de São José de Mipibu e de Parnamirim. Chega a Natal em grande estilo com o atleta paralímpico Clodoaldo Silva.

No dia 5 de Junho, a Tocha faz um recorrido especial por Fernando de Noronha, depois, no dia seguinte, retoma a rota no continente passando por Lajes, Angicos, Assu e Mossoró, ainda no Rio Grande do Norte.

Fonte: cpb.org.br

Comissão aprova exigência de cumprimento das leis sobre deficientes pelas filantrópicas

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou, na quarta-feira (1), proposta que altera a Lei das Filantropias (12.101/09) para exigir de entidades da sociedade civil o pleno cumprimento da legislação relativa às pessoas com deficiência e à acessibilidade a fim de que seja autorizada a concessão ou a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).

Reportagem – Murilo Souza Edição – Newton Araújo

                               Antonio Augusto / Câmara
                               XXIII Fórum Parlamentar Brasil-Europa. Dep. Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
            Eduardo Barbosa: entidades não podem deixar de atender direitos do educando com deficiência


A medida está prevista no Projeto de Lei 3081/15, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). O Cebas qualifica entidades da sociedade civil para a prestação de serviços nas áreas da assistência social, da saúde, e também da educação e, em contrapartida, lhes concede isenção de pagamento das contribuições devidas à seguridade social do País.
Ao defender a aprovação do projeto, o relator na comissão, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), argumentou que, apesar do grande avanço da legislação ligada aos direitos das pessoas com deficiência, ainda não existe, na Lei da Filantropia, dispositivo que explicitamente condicione a concessão ou a renovação do CEBAS à verificação do cumprimento, pelas entidades, da legislação.
“Entidades agraciadas com o CEBAS e a isenção da quota patronal não podem, simplesmente, deixar de atender às condições mínimas para assegurar que sejam observados os requisitos obrigatórios para garantia do direito do educando com deficiência, assim como a acessibilidade”, disse Barbosa.
O relator acrescentou que há casos de violação dos direitos das pessoas com deficiência, mediante a recusa de concessão de matrícula, a cobrança de taxas extra de alunos e outros fatos similares.
Tramitação 

O projeto tramita em caráter conclusivo e será ainda analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Fonte: 2.camara.leg.br

TST livra empresa de multa por não cumprimento de cota de deficientes

   TST livra empresa de multa por não cumprimento de cota de deficientes


As empresas ganharam um importante precedente no Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra as pesadas multas e indenizações aplicadas por não cumprimento da cota de deficientes. A Seção de Dissídios Individuais (SDI-1) decidiu que não é possível penalizar empresa que comprovou não ter conseguido número suficiente de trabalhadores para preencher a cota. É a primeira decisão do órgão responsável por uniformizar o entendimento.

Os ministros analisaram o caso da American Glass Products do Brasil que responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná. A empresa tinha sido condenada pela 7ª Turma do TST a preencher a cota em três meses sob pena de multa de R$ 10 mil por empregado que faltasse para o integral cumprimento da exigência, além do pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 200 mil.

A companhia, porém, recorreu à SDI-1 do TST com a alegação de que buscou, de todas as formas e por todos os meios possíveis, preencher a cota mínima legal. Segundo o artigo 93, da Lei nº 8.213, de 1991, as empresas que possuem mais de cem empregados têm obrigatoriedade de reservar de 2% a 5% dos seus cargos para os beneficiários reabilitados pelo INSS ou pessoas portadoras de deficiência.

A American Glass ainda alegou que a 8ª Turma do TST, ao julgar caso idêntico, excluiu a multa e indenização de empresa que comprovadamente tentou cumprir a cota e não conseguiu, o que demonstraria a divergência entre as turmas.

De acordo com o advogado que representa a companhia, José Alberto Couto Maciel, sócio da Advocacia Maciel, a decisão abre um precedente importante. "Temos visto muitas empresas que querem cumprir a lei e não conseguem por ser difícil de se achar deficientes para preencher as vagas", diz.

Ele afirma que em estudo realizado recentemente foram localizados 300 mil deficientes para 600 mil vagas. "Além de não haver deficientes suficientes, existem trabalhos especiais que não podem comportar deficientes", diz. Para Maciel, "é uma lei que não faz diferenciações e muitas vezes é impossível de se cumprir".

Segundo a decisão do relator na SDI-1, ministro João Batista Brito Pereira, é incontroverso que a companhia tentou preencher as cotas ao se examinar os documentos juntados. A empresa protocolou na Agência do Trabalhador (Sine) anúncios de ofertas de emprego aos portadores de necessidades especiais e deu publicidade às vagas destinadas aos deficientes pela internet.

"Nesse contexto, conquanto seja ônus da empresa cumprir a exigência prevista na lei, ela não pode ser responsabilizada pelo insucesso, quando ficou comprovado que envidou esforços para preencher a cota mínima, sendo indevida a multa bem como não havendo falar em dano moral coletivo", diz o ministro na decisão. No texto, cita diversos precedentes das turmas do TST nesse sentido.

Pereira ressaltou, porém, que apesar de não caber multa e indenização por dano moral coletivo, "não a exonera [a empresa] da obrigação de promover a admissão de pessoas portadoras de deficiência ou reabilitados, nos termos da lei". A decisão foi publicada no dia 20 de maio.

Para o advogado trabalhista que atua no TST, Mauricio Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados, a decisão da SDI-1 deu esperança às diversas companhias que estão sendo punidas por não conseguirem deficientes suficientes para o trabalho. "Ainda havia divergência nas turmas do TST e com essa decisão a questão fica pacificada", afirma.

Diante da quantidade de empresas que ainda têm dificuldade em preencher a exigência da lei, Veiga e seu sócio Luciano Pinheiro criaram um núcleo no escritório especializado para assessorar essas companhias. "Nossa defesa sempre se baseou nessa argumentação de que se a empresa tentou de todas as formas e não conseguiu preencher as vagas não poderia ser punida."

A decisão, segundo o advogado Daniel Chiode, do Mattos Engelberg, demonstra que a Justiça do Trabalho tem sido mais sensível na discussão sobre a punição de companhias que não preenchem cotas de deficientes e de aprendizes. "A instituição dessas cotas não considerava a realidade de determinadas atividades e a existência de identificação de pessoas para assumir essas posições", diz.

Ele cita empresas no setor do agronegócio, por exemplo, que têm 40 mil pessoas no campo e apenas 500 no administrativo. "Essas empresas não conseguem cumprir a exigência", afirma. O advogado porém, ressalta, que as companhias têm que comprovadamente demonstrar que tentaram preencher essas vagas.

Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná não retornou até o fechamento da edição.

Brasil vence Irã na estreia do time principal no Desafio de Futebol de 5

Foto: Bruno Miani/CBDV/InovafotoFoto: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto
Após folgar no primeiro dia do Desafio Internacional de Futebol de 5, a Seleção Brasileira estreou na competição com vitória de 1 a 0 sobre o Irã, com gol de Raimundo Nonato. As duas equipes jamais haviam se enfrentado na história, e o próximo duelo está marcado para setembro, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, quando o Brasil vai em busca do tetracampeonato.
Se nas declarações do técnico Fábio Vasconcelos antes da competição a importância de disputar o torneio era preparar a equipe e conhecer os adversários das Paralimpíadas, o comandante brasileiro teve uma grande oportunidade de avaliar um dos rivais. A vitória na estreia do 
Desafio não trouxe só os três pontos, mas também uma análise de um dos obstáculos que o Brasil terá pela frente nos Jogos Paralímpicos.
“Enfrentar o Irã antes da Paralimpíada era algo que tínhamos que fazer e graças a Deus a gente teve essa oportunidade. Porque até então nunca havíamos enfrentado e ir para o Jogos conhecendo um pouco o futebol deles, para a gente já é algo que conta bastante, porque a partir daí nós já não vamos ter mais surpresa de como é o time do Irã. Alguns detalhes podem ser corrigidos, tanto pra gente quanto pra eles, mas uma base a gente já tem”, analisou o fixo Cássio Reis.
Nesta sexta-feira, 3, o Brasil entrará em campo mais duas vezes. A primeira partida será às 09h, contra o Japão, na abertura da última rodada da fase de grupos. Às 17h40, a Seleção faz contra o México o jogo adiado da primeira rodada da competição. Uma vitória em uma das partidas coloca a Seleção Canarinho nas semifinais, que acontecem no sábado.
Equipe B segue viva
O time B do Brasil entrou em campo nesta quinta precisando da vitória para continuar com chances de chegar às semifinais da competição e não decepcionou. Em duelo contra a China, que também perdeu na primeira rodada, a seleção verde e amarela fez a sua parte e venceu o jogo por 1 a 0, gol de Tiago Paraná.

Para chegar avançar à próxima fase, o Brasil B depende apenas de uma vitória contra o Marrocos. Os chineses amargaram a segunda rodada e estão eliminados, e encaram a Argentina. As partidas acontecem também nesta sexta-feira, às 14h e 15h50, respectivamente.
Confira a programação desta sexta-feira abaixo:
09h Brasil A x Japão
10h50 Irã x México
14h Marrocos x Brasil B
15h50 Argentina x China
17h40 Brasil A x México

E a grade completa de jogos aqui.
Vídeo-release dos jogos desta quinta com sonoras de jogadores e do técnico do Brasil.
Fonte: cpb.org.br

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Prefeitura do Rio distribuirá quase 600 mil entradas à Rio-2016 e divulga ações paralímpicas

A 100 dias da disputa dos Jogos Paralímpicos, órgão carioca afirma que distribuirá quase 600 mil ingressos para a Olimpíada e Paralimpíada e ressalta ações de inclusão
A 100 dias da disputa dos Jogos Paralímpicos, órgão carioca afirma que distribuirá quase 600 mil ingressos para a Olimpíada e Paralimpíada e ressalta ações de inclusão

Esta segunda-feira marca uma data especial para os amantes do esporte: 100 dias para o início da Paralimpíada do Rio de Janeiro, que terá início no dia 7 de setembro. Aproveitando a efeméride, a prefeitura carioca anunciou um plano para distribuir quase 547 mil ingressos aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, por meio de três programas distintos.

Pelo “ingresso carioca”, servidores municipais do Rio de Janeiro poderão participar enviando até o dia 13 de junho, por meio do Carioca Digital, fotos e mensagens relacionados aos Jogos Rio-2016, que serão selecionadas para posterior publicação no Instagram do programa. Serão 64.524 pares de ingressos para os Jogos Paralímpicos e quase 4 mil aos Olímpicos.

Já no programa “Aluno Rio-2016”, 196 mil pares de ingressos (177 mil para a Paralimpíada e 19 mil para a Olimpíada) serão distribuídos para estudantes do 1º ao 9º ano do ensino público, que alcançaram conceitos MB, B e R na avaliação do 1º bimestre.

Por fim, o “Ingresso Para Todos” atenderá pessoas com comprovada frequência pelos seis Centros de Referência da Pessoa com Deficiência e por instituições parceiras da secretaria municipal da Pessoa com Deficiência. Para o programa, foram disponibilizados 8.500 pares de ingressos aos Jogos Paralímpicos e 500 aos Olímpicos.

Prefeitura do Rio de Janeiro ressalta maior acessibilidade na cidade

Na marca dos 100 dias para a Paralimpíada, a prefeitura do Rio aproveitou para ressaltar os feitos para inclusão das pessoas deficientes na cidade. Segundo o órgão, para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o local passou por uma “revitalização”.

Rotas acessíveis e benefícios a pessoas portadoras de necessidades especiais foram criados nos BRTs, nas ruas beneficiadas pelo programa Bairro Maravilha, nos espaços de lazer da Região Portuária, em pontos turísticos e nos arredores de instalações esportivas, como o Sambódromo e o Maracanã.

Entre os pontos turísticos com maior acessibilidade estão locais como o Jardim Botânico, Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. Até agosto, segundo a prefeitura, serão finalizadas as obras no Corcovado, Cinelândia e Pão de Açúcar. Entre as alterações estão a instalação de rampas e piso tátil, nivelamento de vias e calçadas e outros.

Além disso, o órgão ressaltou que a construção do Parque Olímpico foi realizada com o pensamento voltado para a acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais, seja do lado de fora das Arenas, ou dentro, assim como em outros pontos que serão usados nos Jogos, como o Complexo de Deodoro, o Maracanã, e outros.

Jogos Paralímpicos terão áreas culturais durante disputa

A fim de atrair um público maior para a Paralimpíada do Rio de Janeiro, a prefeitura do Rio anunciou a criação de espaços culturais que serão espalhados pela cidade durante os Jogos.

Por meio de ações das secretarias de Cultura, Turismo e da Pessoa com Deficiência, serão criados espaços a céu aberto, integrados a teatros municipais em programas, atividades e apresentações de diferentes manifestações culturais, com temas relacionados às pessoas com deficiência e/ou apresentadas por grupos compostos pelo segmento.

Além disso, live sites do Porto Maravilha e de Madureira estarão abertos todos os dias com programação até a meia-noite. Casas Temáticas de países como Alemanha, Suíça, México, Japão e Colômbia serão abertas ao público durante os Jogos Paralímpicos, com atrações típicas e intercâmbio cultural.

O projeto Praça Para Todos disponibilizará atividades circenses circenses, recreativas e experimentações de esportes adaptados em quatro praças e parques da cidade. Os locais escolhidos são o Parque Madureira, Aterro do Flamengo, Praça Niterói (Tijuca) e Praça do Trem (Estádio Olímpico).

07 Carros adaptados com braços robóticos veja o vídeo

07 Carros adaptados com braços robóticos. Este sistema facilita a vida dos cadeirantes na hora de guardar a cadeira de rodas no porta mala!



Fonte:  amigoscadeirantes.com

Parceria de EESC-Unicamp ajuda pacientes com lesão medular


Lesão medular
Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, dedica-se aos estudos para reabilitação de pacientes com lesão medular, paraplégicos e tetraplégicos, tornando possível, em alguns casos, o retorno dos movimentos voluntários nos membros inferiores e superiores.

O trabalho é desenvolvido no Laboratório de Biocibernética e Engenharia de Reabilitação (LABCIBER) da EESC e aplicado no Laboratório de Biomecânica e Reabilitação do Aparelho Locomotor do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa consiste na tecnologia de Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM), que gera impulsos elétricos de baixa intensidade aplicados por eletrodos colocados sobre a pele do paciente e que estimulam o sistema nervoso.

A lesão medular afeta milhares de pessoas em todo o mundo e interfere em vários aspectos da vida social e profissional do paciente. “Após sofrer o trauma, a pessoa é acometida por uma interferência na comunicação do cérebro, que fornece a informação sensorial de dor, temperatura e propriocepção ao corpo”, explicou pesquisador.

Além disso, a falta de sensibilidade para movimentar-se resulta em outros prejuízos à saúde, como: obesidade, osteoporose, doenças cardiovasculares, infecções do trato urinário e diabetes.

Os eletrodos do equipamento são anexos, sem que haja qualquer tipo de intervenção cirúrgica, em pontos estratégicos dos membros superiores para gerar o movimento de esticar o braço e prender objetos com os dedos. Nos membros inferiores, o objetivo é estimular a marcha artificial, que é um tipo de locomoção de padrão bípede reproduzido pelo sistema sensório-motor(percepção e reação) do corpo.

Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, dedica-se aos estudos para reabilitação de pacientes com lesão medular, paraplégicos e tetraplégicos, tornando possível, em alguns casos, o retorno dos movimentos voluntários nos membros inferiores e superiores.



O trabalho é desenvolvido no Laboratório de Biocibernética e Engenharia de Reabilitação (LABCIBER) da EESC e aplicado no Laboratório de Biomecânica e Reabilitação do Aparelho Locomotor do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa consiste na tecnologia de Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM), que gera impulsos elétricos de baixa intensidade aplicados por eletrodos colocados sobre a pele do paciente e que estimulam o sistema nervoso.

A lesão medular afeta milhares de pessoas em todo o mundo e interfere em vários aspectos da vida social e profissional do paciente. “Após sofrer o trauma, a pessoa é acometida por uma interferência na comunicação do cérebro, que fornece a informação sensorial de dor, temperatura e propriocepção ao corpo”, explicou pesquisador.

Além disso, a falta de sensibilidade para movimentar-se resulta em outros prejuízos à saúde, como: obesidade, osteoporose, doenças cardiovasculares, infecções do trato urinário e diabetes.

Os eletrodos do equipamento são anexos, sem que haja qualquer tipo de intervenção cirúrgica, em pontos estratégicos dos membros superiores para gerar o movimento de esticar o braço e prender objetos com os dedos. Nos membros inferiores, o objetivo é estimular a marcha artificial, que é um tipo de locomoção de padrão bípede reproduzido pelo sistema sensório-motor(percepção e reação) do corpo.

A inovação tecnológica por meio de estimulação eletrônica é considerada muito promissora na área de engenharia de reabilitação, mérito reconhecido em convites feitos ao professor para participar em diversos congressos internacionais. Dentre as apresentações como palestrante convidado, destacam-se o 13º World Congress da International Society for Prosthetics and Orthotics (ISPO), em 2010, a 4º International Joint Conference on Biomedical Engineering Systems and Technologies (BIOSTEC), em 2011, o 11º Vienna International Workshop on Functional Electrical Stimulation (FES), em 2013, e a participação como presidente na 7º International Conference on Biomedical Electronics and Devices (Biodevices), ocorrida em março deste ano.

Para que a pesquisa seja ampliada e aplicada em outros centros e hospitais especializados em tratamento de pacientes com lesão medular ainda faltam investimentos. Hoje ela se mantém por meio de recursos de várias fontes para o desenvolvimento e aplicação, mas, segundo o docente, ainda é necessário que haja um maior reconhecimento das agências de fomento.

Mais informações: (16) 3373-8141 ou email cliquet@sc.usp.br, com o professor Alberto Cliquet Junior.

Fontes:http://www5.usp.br/ - deficienteciente.com.br

Garoto surdo mobiliza moradores de BH em ação para voltar a ouvir e falar

Iniciativa, criada pela própria irmã, pretende arrecadar doações para a compra de um aparelho que ajuda o garoto Francisco a ouvir e falar.

Foto em preto e branco de Francisco, em close, de olhos fechados e com dois pássaros próximos ao rosto, em sinal de carinho.

Há quem diga que a gargalhada de uma criança é música para os ouvidos, além de ser capaz de preencher com alegria os mais variados ambientes. Na casa do pequeno Francisco, de 7 anos, os dias se tornaram silenciosos e menos divertidos nas últimas semanas e, infelizmente, essa realidade deixou de existir. Morador de Belo Horizonte, o garoto nasceu surdo e depende do auxílio de um aparelho para ouvir e falar.

O equipamento quebrou no fim do mês passado e, desde então, ele não consegue mais se expressar com a mesma desenvoltura de antes. No entanto, nem tudo está perdido: a irmã dele criou uma campanha por meio das redes sociais para arrecadar dinheiro e tentar comprar o dispositivo, que custa R$ 26 mil.

A iniciativa da estudante de geografia Júlia Milanez, de 21 anos, tem mobilizado internautas de diferentes partes da Capital mineira. A página “Ajude o Pequeno Francisco” foi criada no dia 19 de maio e conta com pouco mais de mil curtidas. À Bhaz, a jovem contou, nesta quarta-feira (1), que o irmão precisa do aparelho o mais rápido possível para não perder os progressos que fez nos últimos anos. “O processo de adaptação pelo qual o Francisco passou para poder falar e se desenvolver é muito lento, já que ele nasceu sem escutar nada”, disse. “Se ele ficar sem esse aparelho vai perder os avanços que conquistou e retroceder no tratamento”, completou.

Sobre a deficiência

Quando nasceu, em 2008, Francisco foi diagnosticado com surdez profunda neurossensorial bilateral e, com 1 ano e 2 meses, passou por uma cirurgia em Bauru, São Paulo. Ele recebeu um implante coclear, capaz de estimular diretamente os nervos auditivos e provocar sensações sonoras. O sistema possui várias partes. A peça externa, presa à cabeça, é a mais frágil e precisa ser adaptada ao passo em que o menino cresce. O valor de cada manutenção pode chegar a mais de R$ 5 mil.

“O Francisco é independente e feliz quando está com o aparelho. Sem ele, fica isolado por não conseguir se comunicar como foi acostumado quando passou a ir para a escola”, disse Júlia. “Não temos condições para comprar outro aparelho. Esse que estragou conseguimos no SUS, mas vive dando problema”, explicou.

“Mandamos o aparelho para dar manutenção em São Paulo, mas não temos certeza de valores e o tempo que pode levar para ficar pronto. Então, decidi criar a campanha. Contamos com qualquer tipo de ajuda, seja financeira ou não. O que mais queremos é poder devolver a alegria de viver ao Francisco”, revela.

Libras

Júlia e Francisco moram com a mãe e o padastro, que são os responsáveis por levar o menino a consultas médicas e para a escola inclusiva. Ele também estuda Libras, a língua brasileira de sinais, mas ainda não domina as técnicas de conversação. Para se comunicar, enquanto está sem o dispositivo de audição, o garoto faz leitura labial.

Até a tarde desta quarta-feira (1), a campanha que busca financiar um novo aparelho auditivo para o Francisco conta com pouco mais de R$ 2 mil. Apesar do baixo valor arrecadado, até o momento, a irmã do garoto se mostra confiante. “É uma situação muito complicada, mas acreditamos que vai dar tudo certo”, diz a universitária.

“Nos ajude a voltar a ouvir a voz do Francisco, nos ajude a ver a criança maravilhosa, cheia de luz, alegre e esperta que ele é. Tenho certeza que Deus estará abençoando tanto a minha família, quanto vocês que estão fazendo o que podem para nos ajudar”, escreveu em um trecho do site de arrecadação “Muito obrigada, do fundo do meu coração, vocês não tem noção da importância que isso é pra ele e pra nós”, relata em outra parte.

Aviso de pauta: Seleção de atletismo paralímpico faz primeiro treino oficial no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo

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Nesta segunda-feira, 6, a Seleção Brasileira de atletismo paralímpico fará o seu primeiro treino oficial no novo Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. A atividade será aberta à imprensa das 8h30 às 11h. Os 36 atletas e 11 atletas-guia que fazem parte do grupo estarão disponíveis para entrevistas após o treinamento.
Com obras iniciadas em dezembro de 2013, o CT fica no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, na Rodovia dos Imigrantes km 11,5. Construído seguindo parâmetros de acessibilidade, com rampas de acesso e elevadores, a estrutura conta com alojamentos, capazes de receber entre 280 e 300 atletas, e áreas para o treinamento de 15 modalidades paralímpicas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, triatlo e vôlei sentado.
O empreendimento, com áreas esportivas de treinamento, hotel, centro de convenções, laboratórios, condicionamento físico e fisioterapia, recebeu investimento de R$ 305 milhões, divididos entre recursos federais e estaduais.
Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

Serviço:
Treino aberto da Seleção de atletismo paralímpico 
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo
Horário: 8h30 às 11h
Não é necessário o credenciamento prévio

Fonte: cpb.org.br

Comissão aprova desconto em mensagens de celular de pessoas com deficiência

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Relator na CDH, Romário apresentou parecer pela aprovação das emendas

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (1º) emendas da Câmara dos Deputados a projeto do Senado (PLS 238/2008) que garante a pessoas com deficiência auditiva ou da fala o direito a planos de telefonia móvel com tarifas reduzidas para serviços de mensagem de texto. Agora a matéria segue para análise na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação (CCT).
Atualmente, as operadoras já são obrigadas a oferecer esses planos especiais, o que é determinado por meio de resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na prática, o projeto torna essa medida expressa em lei, o que fortalece a obrigação, pois será mais difícil retrocessos na concessão do benefício.
O projeto é uma iniciativa do então senador Flávio Arns, que integrou a bancada do Paraná entre 2003 e 2011. Foi enviado à Câmara em 2012, com retorno no ano passado, para análise das alterações sugeridas pelos deputados. Na CDH, o relator recente foi o senador Romário (PSB-RJ), que apresentou parecer pela aprovação das emendas.
Romário afirmou que as alterações feitas pela Câmara contribuem para aprimorar o texto original do projeto, pois definem uma fonte para financiar o desconto a ser concedido às pessoas com deficiência. O custo deverá ser coberto por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Na CCT, as emendas vão receber o último parecer antes de decisão final no Plenário do Senado. Depois disso, sendo confirmada a aprovação, o projeto será enviado à sanção presidencial.

Tribunal determina nomeação de candidato deficiente físico no cargo de delegado da Polícia Federal

                Imagem Internet/Ilustrativa
                               

De forma unânime, a 5ª Turma do TRF da 1ª Região não acatou recurso da União, garantindo ao autor da ação a sua imediata nomeação e posse no cargo de delegado de Polícia Federal. O autor ajuizou a ação objetivando garantir o reconhecimento de sua condição de deficiente para efeitos de classificação no concurso público para o cargo de delegado de Polícia Federal (Edital 3/2013-DGP/DPF, de 9 de maio de 2013).

Em suas alegações, o requerente afirmou que é deficiente físico e que a Junta Médica do concurso errou ao não reconhecer sua condição, uma vez que tem “espondilite anquilosante”, doença reumática que afeta os tecidos conjuntivos e que acarreta alteração de mais de um segmento do corpo, inclusive com episódios de paraparesia capaz de levar a deformações articulares graves. Contudo, com o uso de medicamentos específicos pode desenvolver as atividades rotineiras da vida normal e das atribuições do cargo.

Os recursos foram interpostos pelo candidato e pela União. O autor, solicitando aumento no valor estipulado pelos honorários advocatícios, e a União questionando a decisão de 1º grau que assegurou ao candidato a reserva de vaga de deficiente físico e a posse provisória no cargo de delegado de Polícia Federal.

A União alega que o edital é a peça básica do concurso e que nele está previsto que as vagas destinadas aos candidatos deficientes seriam providas conforme disposição do Decreto nº 3.298/1999; que a patologia apresentada pelo candidato não está enquadrada como deficiência física nos termos do aludido decreto e pode ser incapacitante a curto prazo. Argumentou, também, que o autor pretende obter tratamento diferenciado.

Em seu voto o relator, desembargador Federal Néviton Guedes, destacou que, no questão em análise, o candidato não foi considerado deficiente físico e foi realocado para a listagem geral. Contudo, quando foi avaliado pela equipe médica como pessoa sem deficiência, a patologia que apresenta foi considerada incapacitante para o cargo.

De acordo com o magistrado, o candidato, embora aprovado nas provas objetivas, discursivas e de aptidão física, em igualdades de condições com os outros candidatos, foi reprovado por ter limitação que não foi considerada como deficiência pela banca examinadora.

O desembargador cita o laudo produzido por perito judicial que afirmou que o autor tem enfermidade que se enquadra como deficiência para os termos do Decreto 3.298/1999, todavia, está “apto para a atividade habitual e outras demais do ponto de vista clínico psíquico e físico (assintomático), atos da vida diária e independente”. Destacando, também, que o autor prosseguiu nas demais fases do certame, cursou e foi aprovado no Curso de Formação Profissional com excelentes notas.

O magistrado acompanha precedentes do TRF1 e afirma “que embora o entendimento jurisprudencial não reconheça ao candidato sub judice o direito à nomeação e posse antes do trânsito em julgado da decisão, já que inexiste, em Direito Administrativo, o instituto da posse precária em cargo público, no caso em questão a jurisprudência dos tribunais garante direito a prosseguir no certame e, se aprovado, a ser nomeado e empossado o candidato deficiente, cuja deficiência não compromete a aptidão para o cargo”.

Concluindo o voto, o relator negou provimento ao agravo retido e à apelação da União, mantendo a sentença de 1º grau e acolheu a reivindicação do autor para majorar a verba honorária.

Processo nº: 00075616820144013800/MG

Fonte: ambito-juridico.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa