sábado, 11 de junho de 2016

ANAC discute acessibilidade no transporte aéreo na Câmara

Sessão abordou os principais desafios e práticas sobre a acessibilidade no transporte aéreo
Sessão abordou os principais desafios e práticas sobre a acessibilidade no transporte aéreo

Brasília, 08 de junho de 2016 – Nesta tarde, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) participou da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, na Câmara dos Deputados. O gerente de Operações da Gerência Geral de Ação Fiscal da ANAC, Marcelo Lima, representou a Agência e apresentou de que forma a ANAC desenvolveu seu plano de trabalho de atendimento e fiscalização voltados para Passageiros com Necessidade de Atendimento Especial (PNAE).

Durante a apresentação, Lima destacou parcerias da ANAC com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONAD) e, inclusive, com a ex-deputada Rosinha da Adefal, buscando as melhores práticas de aplicação e fiscalização dos parâmetros de acessibilidade. O representante adiantou ainda que a ANAC tem algumas dificuldades, como por exemplo, encontrar um curso parceiro que posso oferecer capacitação em libras para todos os fiscais da Agência. “Está é uma das metas da Agência e queremos em curto prazo superar essa barreira”, declarou Lima.

Marcelo Lima destacou também que a ANAC tem trabalhado para agir de forma rápida e precisa nas ações de fiscalização e na responsabilização dos seus entes regulados quanto à garantia dos serviços acessíveis nos aeroportos.

Felipe Trigueiro, representante do CONAD elogiou a resolução n°280/2013 da ANAC, porém ressaltou que existem diversos pontos que deveriam ser revisados, como por exemplo, os avisos sonoros nos terminais e a obrigatoriedade do curso de libras para comissário de bordo. “Faltam tecnologias de acessibilidade no Brasil, é preciso lembrar principalmente dos surdos”, destacou.

Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), trouxe alguns dados que dimensionam o transporte de PNAE no Brasil. No 1° trimestre foram aproximadamente 659 mil pessoas embarcadas com necessidade de atendimento especial. Do total de passageiros embarcados por ano, cerca de 3% necessitam de alguma assistência especial de viagem.

Participaram, ainda, da sessão, o coordenador geral da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Machado, e a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conped), Katia Ferraz.

A Agência relembra que os principais direitos dos passageiros com deficiências estão descritos e podem ser consultados no Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro, disponível neste link. O guia possui versão em português, inglês, espanhol e em versão audiodescrita. Além disso, ele foi produzido em versão ampliada para atender as pessoas com baixa visão.

Em dia diferente, equipe de atletismo paralímpico participa de workshop na sede do Facebook, em São Paulo

 

A equipe nacional de atletismo paralímpico participou nesta quinta-feira, 9, de uma ação diferente. Em uma iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro com o Facebook, a Seleção foi à sede da empresa, em São Paulo (SP), para um workshop com o objetivo de aproximar ainda mais os atletas e o esporte paralímpico dos torcedores no Facebook e no Instagram.

O evento contou com a participação de nomes como Yohansson do Nascimento, Odair Santos, Shirlene Coelho, Verônica Hipólito e outros medalhistas mundiais e paralímpicos. A equipe de natação adaptada já havia participado de ação semelhante durante sua fase de treinamentos.

“Foi uma ideia muito bacana a de trazer os atletas até o Facebook. A Seleção pôde quebrar a rotina só de treinos e aprender algo diferente. Aprendemos a interagir mais com o público e a melhor maneira de fazer isso, o que é excelente para o Movimento Paralímpico”, disse Verônica Hipólito.

A palestra integrou a programação da Semana de Treinamentos e Avaliações – a última da modalidade antes do término do prazo para obtenção de índices para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016, de 7 a 18 de setembro.

“Com 650 milhões de fãs de esporte, o Facebook é hoje a maior arena esportiva do mundo, onde atletas podem se conectar e envolver os fãs de uma maneira única, dos treinos aos bastidores do evento e momentos exclusivos. Estamos trabalhando com os atletas, as seleções e o Comitê Paralímpico Brasileiro para compartilhar as melhores práticas de como usar as plataformas e suas ferramentas durante os jogos, e levar para os torcedores novas formas de vivenciar as maiores competições do mundo”, destacou Luis Olivalves, diretor de parcerias de mídia do Facebook para América Latina.

Fonte: cpb.org.br

“As qualidades que ela tem superam sua deficiência física”, diz marido

Vera Garcia e Hélio Faria

Quando fiz minha inscrição num site de relacionamento procurava uma mulher para compartilhar interesses e paixões. Queria encontrar alguém que gostasse das mesmas coisas que eu gosto, ou pelo menos algumas coisas (risos), alguém para um relacionamento estável e duradouro. A Vera Garcia, minha esposa, descreveu também isso em seu perfil, ela queria alguém que estivesse a fim de um relacionamento sério e que estivesse de bem com a vida. Quando vi o perfil da Vera, eu a achei muito interessante, bonita e intrigante.

Notei que ela havia colocado a informação no site de relacionamento de que tinha uma deficiência. A princípio fiquei curioso com aquela observação em seu perfil, mas ela chamou tanto a minha atenção que eu realmente queria conhecê-la pessoalmente. Gostei muito da forma como ela se descreveu em seu perfil, ela foi muito objetiva.

A deficiência física da Vera de forma alguma foi um empecilho para que eu entrasse em contato com ela. A princípio pensei que ela fosse cadeirante, e mesmo se fosse queria conhecê-la de qualquer jeito, pois ela me cativou.

Entrei em contato com a Vera e felizmente tudo deu certo. Ela era o tipo de mulher que eu queria encontrar: inteligente, carinhosa e muito ativa. As qualidades que ela tem superam sua deficiência física.

Fomos nos conhecendo através de emails, depois telefonemas e por fim nos encontramos pessoalmente. Após um mês de encontros começamos a namorar. Os laços afetivos foram se estreitando e o amor, aos poucos, foi acontecendo… Foi tudo mágico. E quem diria que tudo começou num site de relacionamento (risos).

As pessoas geralmente sempre nos olham porque tem curiosidade. Além da Vera ter uma deficiência física, sou 14 anos mais velho que ela, ou seja, são dois tipos de preconceitos. Mas não damos importância ao que as pessoas pensam ou deixam de pensar, pois o que importa para nós é o nosso amor e nossa felicidade. Talvez isso incomode tantas as pessoas.

Para mim e a Vera, o preconceito nunca foi uma barreira para iniciarmos um relacionamento. Acredito que o preconceito está dentro da cabeça da pessoa, infelizmente.

Vera Garcia e Hélio Faria

Há um ano e seis meses resolvemos nos casar porque percebemos que um completava o outro e que não podíamos mais viver separados.

Nossa relação se baseia em muito diálogo. Falamos sobre nossos desejos e um respeita o outro na sua forma de pensar. Acredito que para uma relação dar certo é preciso dedicação, paciência, boa vontade, cuidado de ambas as partes um com o outro e com a própria relação, e acima de tudo muito amor. Ficar sempre atento a isso é fundamental. Penso que é dessa forma que construímos um amor duradouro.
Vera Garcia e Hélio Faria


Seleção Brasileira de natação obtém bom desempenho na abertura do Open Internacional de Berlim, na Alemanha

Ítalo Pereira bateu o recorde mundial na classe S7

Nesta quinta-feira, 9, a Seleção Brasileira de natação paralímpica teve boa atuação no primeiro dia de competição do Open Internacional de Berlim, na Alemanha. Duas medalhas, recordes e índice para os Jogos Rio-2016 marcaram o início do Brasil na competição.

Nos 200m costas, prova que não faz parte do programa paralímpico, Talisson Glock ficou com a medalha de bronze na contagem multiclasse (onde o vencedor é apontado pelo índice técnico, não pelo tempo), com a marca de 2min46s40. Na mesma prova, Ítalo Pereira terminou em quarto e estabeleceu o novo recorde mundial da classe S7 – 2min39s32.

A segunda medalha brasileira no dia veio com Andre Brasil. Também pelo sistema multiclasse, Andre nadou os 100m borboleta para 57s67 e garantiu seu lugar no pódio, na terceira colocação. Outros dois brasileiros também estiveram na disputa. Phelipe Rodrigues ficou em 11º, com 59s59, e Vanilton Nascimento em 13º ao marcar 1min04s37.

Nas eliminatórias dos 100m peito SB13, o Brasil também alcançou um belo resultado. Guilherme Silva obteve o índice B para os Jogos do Rio e quebrou o recorde das Américas, concluindo a prova com 1min11s61. O atleta agora é o quinto nadador a alcançar o índice B para os Jogos.

Também foram destaque as novas recordistas brasileiras: Cecília Araújo nos 100m borboleta S8 (1min27s08); Camille Rodrigues nos 100m peito SB8 (1min32s03) e Susana Scharndorf nos 100m peito SB5 (1min56s99).

Confira mais resultados expressivos da equipe verde e amarela nas finais do dia.

200m livre – masculino
6º Felipe Caltran (S14) – 2min01s47 – novo recorde das Américas
13º Caio Amorim (S8) – 2min12s71 – novo recorde das Américas
19º Matheus Sousa (S11) – 2min16s76

100m peito – masculino
7º – Roberto Alcalde (SB5) – 1min35s56

100m peito – feminino
12º Verônica Almeida (SB7) – 1min43s17
13º Raquel Viel (SB12) – 1min26s54 – novo recorde brasileiro

A Seleção Brasileira continua nas disputas na piscina nesta sexta-feira, 10. O Open Internacional é o último desafio do Brasil antes da aclimatação para as Paralimpíadas, que está marcada para o período de 21 a 31 de agosto.

Fonte: cpb.org.br

Preconceito: As vezes levo na brincadeira, mas as vezes não dá!

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Hoje vamos conhecer um pouco da história de superação, da nossa amiga Laise Santos. Com apenas 25 anos de idade já coleciona grandes conquistas no Parabadminton, já se tornou campeã da modalidade nos jogos Pan Americano e atualmente é a numero um no ranking nacional.
Qual motivo levou você a utilizar uma cadeira de rodas?

Nasci com a deficiência, os médicos não sabem explicar com grandes detalhes o que levou a isso.

Durante a sua adolescência quais foram as suas maiores barreiras?

Acho que por eu nascer meio que foi mais fácil, na adolescência eu tive as mesma barreiras que todo adolescente tem, de aceitar meu corpo, de me impor, algumas coisas foram fácil e outras nem tanto. Mais sempre tive apoio da minha família.

Quem te ajudou a superar os seus limites?

Minha família e o esporte!

Qual esporte você prática. Pode ser comparado com qual modalidade?

Parabadminton, é um pouco semelhante ao tênis.

Como conheceu a modalidade e como ela passou a fazer parte da sua rotina?

Através de um amigo que me convidou para fazer parte de um projeto de inclusão, na escola (Ifpi Instituto Federal do Piauí) que eu estudo. 

          
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Qual o seu maior objetivo nesta jornada de paratleta?

Por temporada, determinamos os objetivos, esse ano e lutar pelo bicampeonato no pan americano, e manter o ranking, meu maior sonho e participar de uma olimpíada.

Sabemos que ainda existe muito preconceito. Isso te afeta de alguma forma? Como lida com isso?

Verdade ainda temos que viver com isso, me afeta as vezes. Depende de como vem e de quem vem. As vezes levo na brincadeira, mas as vezes não dá, por conta das viagens aprendi a lhe dar com o preconceito, hoje em dia tenho a vida bem resolvida e quando passo por situações como essas tiro de letra.

Defina em algumas palavras a relação Esporte x Superação na sua vida:
Acho que melhor do que frase seja uma tattoo que eu fiz em homenagem ao meu esporte, o esporte me salvou, me incluiu, me ensinou que minha vida não é limitada pela minha deficiência.

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Deixe uma mensagem para os leitores que desejam praticar um esporte, mas vivem valorizando as barreiras.

As barreiras sempre existiram independente do esporte ou não, mais o esporte te dar barreiras pra te fazer mais forte, pra te mostrar que você consegue superar. O esporte te inclui. Todas as berreiras podem ser superadas quando se tem força, fé, é acreditar que conseguimos mais e que somos mais.

Se adaptar a mudanças e mudanças na vida, só se for para melhor!

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Nome: Benedito Santana
Idade: 58 anos
Mora em: Campo Grande/MS
Para-atleta da seleção brasileira de tiro esportivo e para-atleta da ARPP/MS).
Projeto de vida: Viver mais quatro (4) décadas.

Relato do senhor Benedito: Após uma diligencia no pantanal eu fui surpreendido em uma emboscada, levei um tiro de um bandido, fui socorrido por amigos da PM e para chegar a Corumbá levaria 18 horas de estrada, tive hemorragia interna e quase morri, os médicos fizeram o possível. Fiquei nove meses ainda em Corumbá em tratamento onde o quadro se agravou, então fui para o RJ me tratar com o apoio da policia militar do MS, ficando um ano na Beneficência Portuguesa no estado do Rio de Janeiro. Em tratamento fiz inúmeras cirurgias, fisioterapias, etc. Tive depressão!

Foi difícil de superar, mas superei por meus filhos, pela minha família, pela policia militar do MS e pelos meus amigos policiais. Voltando a viver e tendo gosto pela vida, tive forças e uma transformação, superei, me aceitei e me tornei feliz. Em 2002 surgiu a oportunidade do tiro esportivo, em um projeto social criado pela PM/MS e coordenado pela DRA: Joelma. No começo era para policiais militares deficientes que sofreram baixa em trabalho, depois surgiu à oportunidade para bombeiros e civis (filhos, amigos de policiais militares e bombeiros etc.) com alguma deficiência. Graças a Deus o projeto deu certo, sendo reconhecido em todo Brasil, até no exterior.

Atualmente eu faço parte da seleção brasileira de tiro esportivo e ganhei várias medalhas, conheço os cinco continentes. A última viagem foi para a Tailândia. Através desse projeto já conseguimos resgatar outros companheiros e até companheiras em situação depressiva, que hoje através do tiro esportivo alcançaram uma qualidade de vida e a vontade de viver.

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Conforme seu relato o SR: Benedito diz que o tiro esportivo lhe trouxe autoestima,a saúde melhorou,fez novas amizades e através do tiro esportivo está conhecendo novas culturas e lugares que já mais pensou em visitar.
E o que é mais gratificante para ele, que através do tiro esportivo ele nota a evolução da equipe da ARRPP/MS, vendo com êxito o progresso dos para-atletas, pois muitos ali voltaram a estudar, trabalhar, deixaram de fumar e voltaram a viver com alegria.

Isso é gratificante! Relatou o SR. Benedito: “Pois estou vendo as pessoas daqui da ARPP/MS vencendo, apesar das limitações elas buscam ter uma qualidade de vida melhor!”.

Isso é o que o tiro esportivo adaptado faz para aqueles que buscam a viver e ver a vida de outra forma, pois não existem barreiras quando se quer vencer mesmo tendo que se adaptar a mudanças e mudanças na vida, só se for para melhor!

Brasil e Alemanha se enfrentam em série de amistosos no basquete em cadeira de rodas

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX24074914159_8f20750e96_z

Em sua terceira fase preparatória de 2016 para os Jogos Paralímpicos do Rio, a seleção masculina de basquete em cadeira de rodas retorna ao Rio de Janeiro para uma série de quatro amistosos contra a seleção da Alemanha. Os jogos, abertos ao público, serão realizados nos dias 18, 20, 21 e 22, na Associação dos Deficientes Físicos de Niterói (Andef), em Niterói, onde a seleção treina no período de 13 a 26 de junho. A preparação é uma realização da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC), com o apoio da Andef.
Sob o comando do treinador Tiago Frank, a seleção vai encarar seis horas diárias de treino. Treze atletas participam desta fase de treinamento, que antecede uma competição importante para a equipe: o Campeonato Sul-Americano, classificatório para a Copa América 2017 de Basquete em Cadeira de Rodas. A seleção embarca no dia 26 de junho, para Cáli, na Colômbia, onde será disputada a competição. Além da equipe anfitriã, o Brasil enfrentará as seleções da Argentina, Venezuela, Uruguai e Peru.
A seleção alemã é vista como uma das potências do basquete em cadeira de rodas europeu. A equipe conquistou a medalha de bronze no Campeonato Europeu 2015. A Alemanha integra o grupo do Brasil nos Jogos Paralímpicos, junto com Estados Unidos, Grã-Bretanha, Irã e Argélia. O outro grupo é composto por Espanha, Austrália, Canadá, Turquia, Holanda e Japão.
Em abril, a seleção masculina enfrentou uma série de amistosos contra o Canadá, atual campeão paralímpico. O Brasil venceu três dos quatros jogos contra a equipe canadense.
Serviço:
Amistosos de basquete em cadeira de rodas Brasil x Alemanha
Dias 18 (às 15h), 20 (às 18h), 21 (às 15h) e 22 (às 10h).
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos – Andef. (Estrada Velha de Maricá, 4830, Rio do Ouro. Niterói-RJ)
Entrada franca

Confira lista de convocados
Dwan Gomes dos Santos (1.0) – Adfego/GO
Rodrigo Arão de Carvalho (1.0) – Magic Hands/SP
Amauri Alves Viana (1.5) – Magic Hands/SP
Paulo Roberto Dauinheimer (2.0) – Afadefi/SC
Paulo César dos Santos (2.0) – CAD/SJRP
Leandro Soares de Oliveira (2.5) – CAD/SP
Marcos Candido Sanches (3.0) – Gadecamp/SP
Erick Epaminondas da Silva (3.5) – CAD/SJRP
Gelson José da Silva Júnior (3.5) – Magic Hands/SP
Pedro Henrique Vieira (4.0) – Magic Wheels/SP
Leandro de Miranda (4.5) – Gadecamp/SP
Celestino Luciano Suurso (4.5) – CAD/SP
Edjunior José do Bonfim (4.5) – América Tigres/RN

Comissão técnica 
Coordenadora técnica: Maria de Fátima Fernandes Barbosa
Técnico: Tiago José Frank
Auxiliar técnico: Matteo Feriani
Fisioterapeuta: Renata Lúcia de Azevedo Fonseca
Mecânico: Fernando Cláudio Sampaio
Apoio: José Eudes Victor Borges

Informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).
Fonte: cpb.org.br

STF mantém lei que obriga escolas privadas a receber deficientes

Lei determina que escolas do ensino privado se adaptem para receber alunos com qualquer tipo de deficiência sem cobrar a mais por isso na mensalidade

          STF mantém lei que obriga escolas privadas a receber deficientes
          Lei faz parte do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Foto: MEC/Fabiana Carvalho)


O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na última quinta-feira, 9, o pedido da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) para derrubar a lei que obriga escolas do ensino privado a se adaptarem para receber alunos com qualquer tipo de deficiência sem cobrar a mais por isso na mensalidade.

Dos 10 ministros do STF a participar da sessão, nove votaram a favor de manter a lei e apenas um votou contra. A lei faz parte do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que foi aprovado no ano passado pelo Congresso e sancionado em julho pela presidente afastada Dilma Rousseff.

O ministro Edson Fachin, relator da ação, disse em seu voto que o Brasil incorporou normas internacionais que prezam pela inclusão. “À escola não é dado escolher, segregar, separar, mas seu dever é ensinar, incluir e conviver. Ademais, o enclausuramento em face do deficiente furta o colorido da vivência cotidiana, privando-nos da estupefação diante do que se coloca como novo e como diferente”.

O único ministro a votar contra foi Marco Aurélio. Ele se posicionou a favor do planejamento que permita as escolas se adaptarem, mas contra a obrigatoriedade. “Não pode o Estado cumprimentar com o chapéu alheio. Não pode o Estado, se é que vivemos em uma Constituição democrática, compelir a iniciativa privada a fazer o que ele não faz, porque a obrigação principal é dele quanto à educação. Em se tratando de mercado, a intervenção estatal deve ser minimalista. A educação é dever de todos, mas é dever precípuo do Estado. A abertura à iniciativa privada deveria ser subsidiária”.

Segundo a Confenen, a lei torna inviável a atividade das instituições privadas de ensino por conta do alto custo para a adaptação. Além disso, a confederação afirma que a lei repassa às escolas privadas uma obrigação que deveria ser do Estado.

“O que pretende essa lei é jogar o deficiente de qualquer natureza em toda e qualquer escola […] Qualquer um de bom senso e consciência vai procurar a escola especializada que dê conta daquele aluno que tem dificuldade. Como uma escola vai se preparar para receber todo e qualquer portador de necessidade especial, sem saber quantos vai receber, quais vai receber e se vai receber. Será um bipolar? Será alguém com síndrome de Down? Com síndrome de pânico? Será alguém com microcefalia?”, diz o texto da ação da entidade.

No entanto, a advogada Rosângela Moro, que representa a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), afirma que a inclusão escolar faz parte da educação e protege a liberdade de escolha das pessoas com deficiência.

“Negar isso é negar a ela a necessidade básica de poder escolher como conduzir a própria vida. […] Educação é aprender a viver com as diferenças. Aprendem as pessoas com deficiência e aprendem as pessoas sem deficiência”, disse a advogada.

CPB inicia trabalho com equipe multidisciplinar por meio do Plano Brasil Medalhas

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O Comitê Paralímpico Brasileiro intensificou nesta semana o trabalho com profissionais da área multidisciplinar. Este é mais um passo para afinar a reta final de preparação com vistas aos Jogos Paralímpicos Rio-2016, que ocorrerão entre os dias 7 e 18 de setembro, na Cidade Maravilhosa.
As contratações envolvem profissionais da área médica, psicológica, preparação física e técnica, e foram viabilizadas por meio de um convênio firmado entre o CPB e o Ministério do Esporte. O acordo, que faz parte do Plano Brasil Medalha, prevê o aporte de R$ 4,5 milhões e será fundamental na obtenção das metas do Brasil nos Jogos.
Vale ressaltar que o Comitê Paralímpico Brasileiro tem como objetivo ficar entre os cinco melhores no quadro de medalhas dos Jogos do Rio-2016. A campanha representaria um salto em relação ao que foi feito quatro anos atrás, em Londres-2012, quando o país ficou com o sétimo lugar na classificação geral, com 43 medalhas.
O Plano Brasil Medalhas 2016, lançado em setembro de 2012, tem como objetivo colocar o Brasil entre 10 primeiros nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos. Além disso, se destina a formar novas gerações de atletas das modalidades e estruturar centros de treinamentos que atendam desde as equipes principais do alto rendimento até as categorias de base.
Convênio – Ministério do Esporte
A contratação de profissionais multidisciplinares é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Fonte:  cpb.org.br

Ex-Miss Bumbum fica paraplégica após tentativa de suicídio

Modelo ingeriu álcool e antidepressivos, e caiu do quarto andar de um prédio. Ela está internada em um hospital em Brasília

Por iG São Paulo

Divulgação
Débora Dantas tentou suicídio e ficou paraplégica
Débora Dantas tentou suicídio e ficou paraplégica

A modelo Débora Dantas, que participou do concurso Miss Bumbum 2015 representando o estado da Paraíba, tentou suicídio e ficou para paraplégica. Segundo o empresário Fabiano de Abreu, a modelo ingeriu antidepressivos e álcool, e acabou caindo do quarto andar de um prédio.

Débora, que cursa Direito e já namorou o funkeiro Mister Catra, perdeu o movimento das pernas por conta da queda. Ela está internada em um hospital em Brasília.

Débora publicou um vídeo no qual está na cama do hospital e pede que seus amigos e fãs orem por ela: “Eu queria agradecer a todos os meus amigos que se preocuparam, que vieram aqui. Queria pedir para vocês continuarem orando, porque para Deus nada é impossível. Para mim e para Deus, impossível é só questão de opinião”.

Confira o depoimento de Débora:



Alunas de design desenvolvem coleção para cadeirantes

                Foto: Estácio
                   Foto em destaque

No “Sem Censura Pará” desta quinta-feira (09), a designer de jóias, Helena Bezerra, e a modelo Wanda Freitas vão bater um papo sobre uma coleção de vestuário voltada para o usuário condicionado a cadeira de rodas. Três alunas do curso de pós-graduação em Gestão do Produto de Moda do Vestuário, da instituição de ensino Estácio-FAP desenvolveram a coleção chamada “Dialogando com a Roda da Vida”. As designers criaram joias, calçados e roupas voltadas para o público cadeirante.

Você confere também uma conversa com a Cantora e Produtora Cultural, Renata Del Pinho, e o Fotógrafo, Bob Menezes, sobre a Escola de Linguagem, que reúne oficinas de Música, Cinema, Teatro, Fotografia, Artesanato e Produção Textual. Empreendimento novo e cheio de ideias, que preza pela perpetuação de saberes artísticos e pela preservação do nosso patrimônio cultural, a Escola de Linguagem é dirigida por Renata.

Os sucessos da banda britânica The Beatles são apresentadas em mais de duas décadas através do grupo cover Beatles Forever, de Belém do Pará. Para falar sobre o próximo show, os músicos e vocalistas da banda, Tom Menezes e Alexandre Macambira, vem ao “Sem Censura”. Para marcar os 28 anos de apresentações e homenagens ao quarteto mais famoso do rock mundial, a Beatles Forever vai realizar mais um show no dia 12 de Junho de 2016, às 18 horas, no Teatro Estação Gasômetro.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Prefeitura do Rio anuncia projetos a menos de cem dias da Paralimpíada

                       Prefeitura ainda não decidiu onde vai instalar hashtag da Paralimpíada
                       Prefeitura ainda não decidiu onde vai instalar hashtag da Paralimpíada

A menos de cem dias dos Jogos Paralímpicos do Rio, a prefeitura anunciou uma série de projetos e medidas que serão tomadas para a realização do evento, que acontece entre 7 e 18 de setembro, logo após a Olimpíada. Entre as novidades está o programa de distribuição de mais de 500 mil ingressos para servidores municipais, estudantes e para frequentadores de instituições que em parceria com a prefeitura desenvolvem trabalhos com pessoas com deficiência.

“Os ingressos serão dados, mas em contrapartida os servidores terão de enviar foto, vídeos e mensagens para publicação no Instagram do programa. Os alunos de 1º. ao 9º ano da rede municipal terão de ter boas notas no primeiro bimestre e os atendidos nas 36 instituições que têm convênio com a prefeitura terão de comprovar frequência nos programas de atendimento”, disse o secretário de governo Pedro Paulo Carvalho, acrescentando que a prefeitura vai gastar R$ 5 milhões com esses ingressos.

O presidente do Comitê Paralimpico Andrew Parsons lembrou que 65% dos ingresso dos jogos custam até R$ 30 e que pela primeira vez a equipe brasileira vai participar de todas as modalidades e com chances reais de medalhas em todas elas. “Posso garantir que vamos ter pódio todos os dias”, disse Parsons.

Entre os legados de acessibilidade, o secretário de Transportes Rafael Picciani destacou o aplicativo Moovit, que vai permitir que as pessoas planejem as viagens, já que concentra informações sobre todos os modais, em 40 línguas diferentes.

Ele também lembrou que a prefeitura investiu muito em transportes de alta capacidade, como o VLT e BRT, assim como apoiou melhorias no metrô e nos trens promovidas pelo governo do estado.

“Investimos em transporte de alta capacidade que é um legado importante que vai ficar para a cidade. Os ônibus comuns estão em adaptação, quase 50% da frota foi climatizada e tem uma parte sendo adaptada para dar mais acessibilidade. A acessibilidade ainda é um grande desafio, mas já avançamos muito e estamos aproveitando o momento para melhorar os serviços e adquirir novos equipamentos”, disse o secretário.

No setor de transportes também serão disponibilizados transporte de translado de pessoas com deficiência gratuitamente até as arenas de jogos, mas as rotas ainda serão decididas. Mas o serviço estará disponível em todas as arenas de competição. Picciani anunciou ainda que o Rio já tem duas cooperativos de transporte de acesso exclusivo, com 92 veículos na frota. A meta é chegar até a época dos jogos com cem veículos.

O secretário também lembrou que vão ser ampliados os pontos de venda dos cartões de transporte na cidade. Além da internet e das lojas do Riocard, eles também serão vendidos em estações de metrô, BRT, rodoviárias, aeroportos e novos pontos que ainda serão instalados em locais ainda não definidos. O cartão poderá ser utilizado em todos os modais, inclusive intermunicipais, como barcas e trens.

Pedro Paulo lembrou que no quesito acessibilidade, todos os equipamentos esportivos e seus entornos foram adequados para permitir o acesso não só de pessoas com deficiência, mas também idosos e crianças. E citou como letado, as obras do projeto Bairro Maravilha, realizadas em 59 bairros, sendo 20% na Zona Norte e 10% na Zona Oeste. São obras de remodelação de calçadas, com pisto tátil, rampas e sinalização.

“Criamos ainda dez rotas acessíveis que permitem que as pessoas com deficiência possam chegar com tranquilidade à área do Porto Maravilha e aos principais pontos turísticos do Rio. A Paralimpíada é muito importante para a cidade, porque abre a possibilidade para uma cidade inclusiva”, disse Pedro Paulo, logo depois, de junto com outros secretários e atletas revelar a hashtag da Paralimpíada. A prefeitura ainda não decidiu onde ela será instalada.

Ação que impunha cobrança de taxas extra na educação inclusiva é julgada improcedente no STF

Imagem interna do plenário do STF, com a presença dos ministros em seção.

Foi julgada improcedente na tarde desta quinta-feira (09/06), no STF, a ADIN 5357. Com exceção do Min. Marco Aurélio Melo, todo os demais ministros foram unânimes em julgar a improcedência total da ação relatada pelo Min. Edson Facchin. O Min. Marco Aurélio votou pela improcedência parcial da ação.
O efeito imediato da decisão implica em validar os dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão que impedem a cobrança de taxas extra para o atendimento dos alunos com deficiência nos estabelecimentos particulares de ensino, bem como a recusa de matrícula e a restrição de oferta de vagas. Diante da decisão, cria-se jurisprudência superior que deverá ser observada nas decisões judiciais em todo o país e confirma-se definitivamente a constitucionalidade da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, principalmente em seu Art. 24, que assegura o sistema educacional inclusivo em todos os níveis.
Tomaram parte da ação, como amicus curiae, e foram ouvidas em favor da improcedência da ação, entre outras entidades, a Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa da Pessoa Idosa e com Deficiência – AMPID, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – FBASD, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e a Federação Nacional da APAES – Fenapaes.
Fonte: Inclusive, com informações do STF

Academia Paralímpica Brasileira abre inscrições para curso de Habilitação Técnica nível II para três modalidades

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A Academia Paralímpica Brasileira abre inscrições para o Curso de Habilitação Técnica Nível II nas modalidade Atletismo, Halterofilismo e Natação. Os interessados têm de 13 de junho até 4 de julho para confirmar a participação nas atividades.

Os cursos serão ministrados durante a 2ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, no período de 12 a 15 de julho.

Confira abaixo as informações essenciais para a participação no curso:
Pré-requisitos básicos: Ser profissional graduado no curso de Educação Física, possuir registro no CREF e ter certificação no Curso de Habilitação Técnica Nível Nível I.

Presencial: Curso de 40 horas presenciais com atividades teóricas e práticas. Ao final do curso presencial será aplicado uma prova teórica com menção mínima de 7 (sete) pontos para aprovação. Será exigido 100% de frequência durante o curso.

Horário: 8h às 12h e das 14h às 18h

Atuação prática: Para receber o certificado de conclusão do curso de habilitação nível II, o profissional aprovado no curso presencial deverá comprovar, após o encerramento das atividades, através de uma declaração da instituição/clube/escola, 300 horas de atuação prática, não retroativas. Ou seja, deverá contar a partir da data da conclusão do curso presencial.

Número de vagas: 50 para cada modalidade.
*Os cursos que não atingirem o número mínimo de 10 inscritos serão cancelados. O aviso de cancelamento será feito através de e-mail e do site do CPB em até uma semana antes do evento.

O curso é gratuito. As despesas com passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte interno ficarão a cargo do aluno.

As solicitações de matriculas para os cursos deverão ser encaminhadas ao e-mail da Academia Paralímpica Brasileira apb@cpb.org.br contendo:

Assunto: Nome do Curso.
Corpo do e-mail: Nome Completo, e-mail, contato, CPF e número do registro profissional

Anexo: Certificado de conclusão do curso de Habilitação Técnica Nível I

Fonte: cpb.org.br

"Somos o Casal Do Rock" (Conheçam O Amor De Rodrigo E Vanessa)

Meu nome é Rodrigo Capricio, tenho 32 anos e há 9 anos me tornei um lesado medular.

                 

Eu e Vanessa nos conhecemos quando ela tinha apenas 14 aninhos... eu era skatista e ela sempre me achou um cara lindo (palavras dela! hahahaha). Nessa época, rolava um carinho e até um beijinho tímido e respeitoso. Mas me mudei, a vida passou para nós dois e ficamos muito tempo sem nos vermos, até que reencontrei ela pelo antigo “Orkut” – ela estava linda!!! (nessa época, eu já era cadeirante).

                                               

Ela já sabia mais ou menos o que tinha acontecido comigo e me foi visitar e visitar e visitar... (risos). Conversávamos muito e a cada dia estávamos mais apegados um ao outro. E assim, do nada, começamos a namorar, muito natural!

Como todo casal, tivemos alguns contratempos no inicio do nosso relacionamento, ainda mais depois que começamos a morar juntos (com apenas 4 meses de namoro), pois eu bebia muito... nós brigávamos, terminávamos, reatávamos... tudo isso pela minha “cabeça ainda perdida” de recém lesado medular, ainda em fase de recuperação e aceitação. Estava me reerguendo e tinha a certeza de uma coisa: a minha vida era melhor com ela por perto!
Com muita fé e amor nos casamos em 14 de setembro/2009 e há 7 anos estamos juntos, dividindo risadas, experiências boas, dificuldades e tudo mais o que um casal que se ama precisa enfrentar para amadurecer. Somos eternos namorados!

   

Além disso, hoje digo com certeza que a minha deficiência não atrapalha em nada a nossa vida, pois foi com ela, minha esposa, é que aprendi a viver e a dar valor nos detalhes e nas pessoas que nos amam de verdade. E pra ela, digo sempre:

“Minha Ana Branca,
Somos o “casal do rock”
E eu te amo muito!”


Grupo usa aplicativos para inclusão de cegos nas redes sociais

Aplicativos auxiliam pessoas com deficiência a postarem conteúdos na internet. Orientação é feita pelo grupo Inclusão no Meio do Mundo, em Macapá.

A socióloga Kérsia, que é cega, segura celular na mão para demonstrar a navegação de pessoas com deficiência visual

A tecnologia é um facilitador em muitos aspectos da vida moderna. Para o grupo Meio do Mundo, celulares, tablets e computadores viraram ferramenta inclusivas, que permitem pessoas com deficiência visual acessarem as redes sociais. O grupo amapaense é formado por três cegos e utiliza a tecnologia em favor de quem precisa de atenção especial.

Uma das criadoras do grupo, a socióloga Kérsia Celimory, disse que o grupo foi formado em abril de 2016 e já ajudou cinco pessoas em Macapá a utilizarem aparelhos celulares e computadores por meio de aplicativos que contribuem para o manuseio.

“Essa tecnologia existe nos telefones que têm o sistema Android, e, com isso, usamos a ferramenta para orientar as pessoas com deficiência visual a mexerem no próprio celular ou computador, com ensinamento na prática”, explicou Kérsia.

Segundo ela, três aplicativos são usados nas orientações, sendo dois para computadores e um para smartphone. Todos podem ser acessados de forma gratuita. (Veja o vídeo acima)

“Para o computador, temos o NVDA e o DOS VOX, que são leitores de tela e ambos vão pronunciando o que está sendo exibido quando se digita no teclado. No celular usamos uma ferramenta chamada Talkback, quem vem em qualquer aparelho Android, e que realiza as mesmas funções dos aplicativos utilizados no computador”, explicou.

De acordo com Kérsia, a média de aprendizagem de cada aluno dura em torno de uma semana. Ele aprendem a postar conteúdos nas redes sociais, ter acesso às informações e conhecer objetos por meio de narrações.

“Comparo como se fosse uma pessoa idosa que está entrando agora na tecnologia dos smartphones. A inclusão digital de pessoas deficientes visuais é algo fundamental para minimizar as desigualdades sociais que ainda existem em nossa sociedade”, ressaltou.

Segundo ela, a maior dificuldade encontrada pelos deficientes visuais na utilização do smartphone é a tela digital, em que o usuário realiza uma espécie de mapeamento no telefone, organizando cada ícone de forma que saiba onde encontrar cada um.

O estudante Isac Ribeiro, de 22 anos, diz que hoje em dia consegue se manter informado pelo celular, mesmo sendo cego desde os 3 meses de vida, quando foi diagnosticado com glaucoma.

Com a orientação que recebeu do grupo, ele disse que acessa diariamente as contas na rede social Facebook, no aplicativo de mensagens Whatsapp e outras redes sociais.

“Agora tenho bastante habilidade e posto conteúdos quase todos os dias. Aprendi em pouco mais de uma semana a manusear. No início, quando adquiri o meu celular, não conseguia mexer em nada. Por mais tecnologia que tivesse, não conseguia chegar a um aplicativo de maneira acessível e fácil”, disse.

De acordo com Carlos Manulo, outro fundador do grupo, o ensinamento para o uso dos aplicativos ocorre pela própria internet ou telefone. Basta o interessado entrar em contato com o grupo por meio da página no Facebook ou pelo Whatsapp. Caso seja necessário, o usuário recebe uma visita do grupo, que ensina pessoalmente o acesso aos aplicativos.

“Isso depende da necessidade de cada usuário, sempre buscamos que ele pratique no próprio celular ou computador. Mas caso haja muita dificuldade, então agendamos uma visita para ensinar pessoalmente o manuseio”, disse.

O movimento de Inclusão no Meio do Mundo não tem sede física em Macapá, e todas as campanhas são divulgadas nas redes sociais e nos meios de comunicação. O grupo funciona sem nenhum tipo de apoio de órgãos públicos.

“Nós estamos por conta própria, mas quem quiser aderir à causa, sendo pessoas deficientes ou não, será sempre bem vinda, seja na nossa página do movimento no Facebook, ou no Whatsapp através do número 99152-4701 “, disse a socióloga.

Fontes:  G1  - vidamaislivre.com.br

Paralimpíadas Escolares 2016 serão disputadas no CT Paralímpico, em São Paulo

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX
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A capital paulista receberá, de 21 a 26 de novembro, as Paralimpíadas Escolares 2016. Neste ano, a expectativa do Comitê Paralímpico Brasileiro, organizador do evento, é que cerca de 1000 atletas de 12 a 17 anos disputem o maior evento paradesportivo escolar do mundo. Dez modalidades estão no programa de 2016: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.
A grande novidade da edição será o local de disputa: o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. A estrutura foi inaugurada recentemente e está equipada com equipamentos de primeira linha para a prática de 15 modalidades paralímpicas. O CT, antes de receber as Escolares, ainda vai abrigar três edições do Circuito Loterias Caixa (o mais importante campeonato paralímpico de atletismo, natação e halterofilismo) e ainda será o local de aclimatação e reta final da preparação da delegação brasileira para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Para o vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão, o local de provas deixa ainda mais atrativa a competição. “As Paralimpíadas Escolares é nosso principal produto. Os atletas novos gostam de competir nela. Tenho certeza que ter a possibilidade de estar em um espaço de primeira linha vai deixar os jovens mais animados ainda. A questão de ser a primeira vez em um local que recebe todas as modalidades também é um atrativo. E quanto mais alunos se interessarem no esporte, maior é a chance de encontrarmos novos talentos dentro das modalidades”, resumiu Brandão.
As Paralimpíadas Escolares já revelaram grandes nomes do esporte paralímpico para o Brasil. Alan Fonteles, velocista campeão paralímpico em Londres 2012 e medalhista nos mundiais de atletismo de Lyon, em 2013, e Doha, em 2015, além de detentor dos recordes mundiais dos 100m e 200m da classe T43 (biamputados das pernas); Lorena Spoladore, saltadora campeã mundial em Lyon e medalha de prata em Doha; Esthefanny Rodrigues, nadadora medalhista no mundial de Glasgow, em 2015; e Leomon Moreno, artilheiro e campeão do mundial de goalball na Finlândia, em 2014, são exemplos de esportistas que mostraram as aptidões em uma edição das Paralimpíadas Escolares.
Na edição 2016, o CPB ainda vai convidar atletas juvenis do Japão, país que receberá os Jogos Paralímpicos de 2020. A expectativa é a troca de experiência com os atletas do país asiático, com o objetivo de fortalecer o esporte paralímpico de ambas as partes.
Fonte: cpb.org.br