sábado, 18 de junho de 2016

A Magia de ser Mulher, e com Deficiência!!!

texto de Damião Marcos e Carolina Câmara.

A Magia de ser Mulher, e com Deficiência!!!

Já começo este texto falando, como é difícil ser mulher!!!!! A gente se preocupa com tantas coisas, cabelo, unhas, maquiagem, sapatos, roupas, depilação, peso, saúde, pele, enfim a mulher tem um mundo particular, vasto, enorme. A gente, mulher, quer se sentir bem, linda, atraída, desejada, não pelo homem, mas pela a gente mesmo, isso é fundamental para nossa vida. Quando estamos bem, brilhamos mais, é algo inexplicável, é uma magia, coisas de mulher, que não tem como colocar em palavras.

E no caso da mulher com deficiência, como é???

É igual gente, não tem muita diferença, buscamos todos esses desejos também, apesar de sociedade achar que não, que para a gente é diferente, que vale qualquer coisa. Como sempre, vou me usar como exemplo, eu adoro usar salto, claro que não é qualquer salto, tenho todo um jeito de comprar meus sapatos, tem aquele que abre a boca, para me criticar; como assim, que absurdo, você não tem que usar salto!!! oi!!!!! Por que não??? Sou mulher, igual às outras, eu gosto e vou usar, cuida da sua vida e eu cuido da minha, fechou???

A gente tem que ter a vaidade, o cuidado, ter prazer conosco mesmo, se olhar no espelho e se gostar!!!! Faz bem, a gente se sentindo bonita, encontrando o próprio charme, a sua sexualidade, te garanto que o outro também vai te olhar diferente!!!! A deficiência não é você, você tem a deficiência e pode descobrir formas de usar a seu favor.

A Magia de ser Mulher, e com Deficiência!!!

Então vamos recapitular, falando agora para a mulher que tem uma deficiência e não se cuida, acredita que é uma perda de tempo; vai, contudo, entra nesse universo fantástico da mulher, se enxergue, se encontre, encontre a sua beleza!!! Vá ao salão, faça um corte de cabelo que combine com seu estilo, faça tudo que você achar necessário e faça isso sempre, se valorize.

Ai, eu te garanto que as coisas vão melhorar. Não é magica, você não vai simplesmente mudar de vida e ir para o país das maravilhas.. Você vai simplesmente se cuidar, buscar aquele lado seu, que você acha que não tem, por causa da deficiência.

Olha, não digo que aqueles homens inconvenientes, que ficam mexendo com as mulheres na rua, vão começar a mexer com você, pois ai entrar a questão, que já falamos aqui no blog, o padrão de beleza, que a gente não se encaixa. No entanto, você encontrando a sua beleza, seu charme, a sua sexualidade, com certeza você vai chamar a atenção de gente certa, pessoas que vão te valorizar!!!!

Eu falei de salão de beleza, porém foi um exemplo, têm pessoas que vão se encontrar de diferentes formas...

Comecei o texto, falando que é difícil ser mulher e é mesmo, mas eu acho magnífico, genial, somos capazes de coisas inimagináveis!!! Você que é mulher e ainda não embarcou nesse mundo, vem já!!!!!

Jovem se esquece de tirar absorvente interno por nove dias e fica entre a vida e a morte

Emily, de 20 anos, teve síndrome do choque tóxico e ficou com intoxicação no sangue



Uma estudante inglesa de 20 anos vinha se queixando há algum tempo de que sua barriga estava inchada, mas não entendia qual poderia ser a razão do problema. Mal sabia ela que estava sofrendo de síndrome do choque tóxico (SCT), e que estava arriscando a própria vida sem querer depois de esquecer de retirar seu absorvente interno por nove dias.

Quando percebeu o que estava acontece, Emily Pankhurst já estava com os sintomas agravados: sofria desmaios, ficou com a fala enrolada, e sua pele apresentava manchas avermelhadas. Sua mãe chamou a ambulância, e a jovem foi levada às pressas ao pronto-socorro.

Na UTI, os médicos explicaram que Emily estava sofrendo uma intoxicação no sangue, como resultado da SCT, uma infecção muito grave causada pelo absorvente interno.

Emily foi medicada com antibióticos e conseguiu sobreviver — no entanto, ela perdeu seus movimentos temporariamente, e ainda não consegue caminhar por longas distâncias.

Quando finalmente percebi o que estava acontecendo, retirei o absorvente e ele estava completamente preto. Não daria para identificar o que era aquele objeto se não fosse pela cordinha. Foi horrível. Imediatamente joguei na privada, tive vontade de vomitar.

A jovem, que estuda criminologia na universidade de Canterbury, acredita que deve ter se esquecido de retirar o absorvente porque estava emu ma fase de muito estresse com as provas da faculdade. E, além de não remover o tampão que já havia colocado, ela ainda acabou inserindo outro por cima.

Não demorou até que começasse a ter quedas de pressão e ver sua barriga inchando progressivamente, ter febre e se sentir mal.

A mãe de Emily, Diana, chegou até a levá-la ao um médico, que fez exames, mas não conseguiu identificar nenhum problema.

Eu já estava me sentindo muito doente naquele ponto. Sentia calor, tonturas, era uma sensação muito estranha. Eu estava sangrando mais. Durante um banho, finalmente encontrei o absorvente. Achei nojento, para ser honesta. Mas acreditava sinceramente que, assim que o removesse, fosse me sentir melhor.

Como sua mãe já tinha ouvido falar da STC, ela recomendou que Emily entrasse em contato com o serviço de emergência. Uma atendente sugeriu que elas monitorassem o quadro da jovem, mas, em poucas horas, a condição dela piorou drasticamente.

Atualmente, ela se recupera do problema, mas relata se sentir cansada com muita frequência.

Preciso de tempo para que meu corpo se recupere. Quero conseguir, mas acabo dormindo por 13 horas seguidas, durante o dia e durante a noite.

Espero que minha história ajude outras mulheres a tomarem conta melhor de sua saúde, e não deixem sua vida acabar por causa de algo assim.

O homem certo

 por:      

                       

Nós mulheres nascemos com um dispositivo que quando encontrarmos o homem certo tudo na nossa vida vai mudar. Vamos nos sentir mais felizes e realizadas no trabalho e na vida. Só que alguém se esqueceu de avisar que esse cara certo, bom minha amiga isso vai ser revelado no final do texto. E eu me arrisco a escrever que o cara errado é muito mais legal. Legal não é exatamente a palavra certa para defini-lo. Só sei que você irá se divertir muito mais com esse homem.

O homem certo pode gostar da casa limpa com um brilho absoluto sem nenhum pó e se você comer biscoito de chocolate deixar farelo pela casa inteira vai te encher mais que sua mãe. Enquanto isso o errado não vai dar a mínima pra isso e quem sabe até limpará a sujeira para você.  O homem certo vai se vestir impecavelmente, enquanto o errado pode dar umas escorregadas no jeito de vestir e mesmo assim você vai achar ele o mais lindo do mundo quando chegar com aquele sorriso no rosto que te desmonta. Não vai se importar de se sujar um pouco e se for com você melhor ainda.

O homem certo depois do trabalho se matará na academia pra ficar com o corpo perfeito, enquanto isso o homem errado vai ter uma barriguinha de cerveja e você vai até gostar disso. Ele chegará do trabalho com uma massa nas mãos e duas cervejas para cozinharem juntos e você vai pensar consigo mesma se quem está ali é mesmo é o cara errado. O homem certo te mandará flores em todos os dias de comemorações de aniversários, dia de namorados e afins.  Com o tempo você não achará mais graça de tão previsível que ele se tornará. No entanto, com o homem errado você vai ser surpreendida quase sempre por aquela blusa que você nunca compraria, só que ele demorou horrores para escolher pra você e essa escorregada não terá a menor importância, porque ele estará ali do seu lado e topará qualquer programa de índio só para te ver sorrir.


O homem errado vai te encher sim, de conversas e ideias malucas, de poesia, música, alegria e projetos. Vai encher e preencher a sua vida de beijos carinhos e abraços, faltará espaço para tantos momentos genuínos.  O homem errado vai rir na sua cara das suas loucuras e seu jeito desajeitado. Não terá frescura e topará qualquer momento que seja com você. No entanto, você vai ter certeza de uma coisa que o homem errado na verdade é o certo para sua vida. Assim como você é cheio de erros e defeitos, e nada melhor que duas pessoas erradas juntas para dar tão certo.

Capacitação sobre Turismo Acessível é realizada na rede hoteleira

  Rede de hotel e restaurante Inacio’s foi a primeira a receber a capacitação
  Rede de hotel e restaurante Inacio’s foi a primeira a receber a capacitação

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer (Setul), realizou na terça-feira, 14, a capacitação de atendimento ao portador de necessidades especiais, direcionada ao trade acreano, composto por hóteis, restaurantes e demais equipamentos turísticos. O primeiro local a receber o curso foi a rede de hotel e restaurante Inacio’s.

O projeto conta com a parceria da Associação dos Deficientes Visuais do Acre (Adevi), do Centro de Apoio ao Deficiente Visual (Cadevi) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade).

Ao todo, 25 hotéis de Rio Branco que estão cadastrados no Sistema Cadastur receberão a capacitação, que ocorre até o dia 29 deste mês.

A ideia é que o trade de Cruzeiro do Sul também participe. O público alvo serão funcionários dos hotéis e restaurantes, tais como recepcionistas, camareiras, garçons e porteiros, entre outros.

“Este é um projeto que contamos com a parceria do Ministério do Turismo, a fim de deixar os equipamentos turísticos mais preparados para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência. Ao final do treinamento, cada local receberá um selo de comprovação do Turismo Acessível”, explica a chefe do Departamento de Planejamento e Pesquisas da Setul, Rita Ramos.

O gerente da rede hoteleira Inacio’s, Israel Costa, fala da importância de levar a capacitação para os funcionários do local. “Essa parceria é muito positiva, pois é sempre bom aprendermos mais sobre como melhor atendermos todos os clientes, independente de suas adversidades”, destaca.

Fontes: Governo do Acre  - turismoadaptado.wordpress.com

Bebê sem membros é rejeitado mas supera condição após ser adotado - Vídeo emocionante

Bebê sem membros é rejeitado mas supera condição após ser adotado

Um bebê foi rejeitado por sua família biológica porque nasceu sem braços e logo que foi adotado por uma família amorosa, pôde conhecer o verdadeiro sentido da vida.
Gabe Adams nasceu no Brasil e foi parar em um orfanato devido à rejeição de seus pais, mas sua história teve outro rumo quando Janelle Adams ficou sabendo de sua existência.
Janelle e seu esposo adotaram o garoto e o levaram para Utah, onde vive hoje, aos 17 anos, com total independência e repleto de amor.
A deficiência que tem não o privilegiou em nada e seus pais adotivos nunca o menosprezavam por sua limitação. Ao contrário, sempre o incentivaram a seguir seu próprio caminho.
Vídeo mostra história de bebê sem membros que foi rejeitado e supera condição após ser adotado. 

História é uma verdadeira lição de vida.
Uma lição de vida, não é mesmo?
Abaixo, você pode conferir mais um pouco da história do garoto.


Fonte: Little Things

Sobre a liberação do aborto em caso de microcefalia: por que sou contra.

Por Patricia Almeida*

   Mulher segura com uma mão a própria barriga grávida
  Mulher segura com uma mão a própria barriga grávida

Com a onda de incerteza e medo instaurada pelo nascimento de bebês com microcefalia em decorrência do vírus zika, a flexibilização das possibilidades de aborto rapidamente voltou à pauta. O Ministro da Saúde à época do início do surto chegou a sugerir que as mulheres adiassem seus planos de gravidez, uma intrusão sem precedentes sobre as escolhas individuais. Depois voltou atrás. Agora, em entrevista à BBC, a Secretária de Direitos Humanos Flavia Piovesan disse que o Judiciário poderia aprovar o aborto nesses casos. A legislação brasileira permite atualmente o aborto somente em casos de anencefalia, risco para a saúde da mãe ou estupro.
Quando o assunto foi levantado pela primeira vez, ativistas dos direitos das pessoas com deficiência reagiram afirmando veementemente que quaisquer medidas reducionistas poderiam levar a práticas eugenistas:
“O assunto do aborto só é discutido quando é para evitar uma criança com deficiência”, escreveu Meire Cavalcante.
Ana Nunes, um ativista feminista com uma filha com autismo enfatizou:
“É necessário distinguir entre o debate ético do aborto porque você não quer uma gravidez, e um aborto porque você não quer uma gravidez de um feto com certas características”.
Outra preocupação levantada por Nunes é o efeito que essa legislação teria sobre as mulheres que decidem não abortar:
“A eventual liberação do aborto nestes casos convidaria a uma maior culpabilização das mães de bebês com microcefalia: podia ter abortado e decidiu ter, agora aguente as consequências.  É a desculpa perfeita para um Estado e uma sociedade omissos continuarem a se omitir, no tocante ao apoio às famílias afetadas pela deficiência. O aborto em casos de contaminação por zika, em vez de uma escolha, será praticamente compulsório. ”
Em outro artigo publicado em um dos principais jornais brasileiros, Maria Antonia Goulart, co-fundadora e coordenadora do Movimento de Down, salientou como nesta situação grave, acaba-se reconfirmando a visão de uma pessoa com deficiência como alguém incapaz de ser autônoma e independente e de levar uma vida produtiva e feliz.
A descriminilização do aborto em caso de fetos com microcefalia é discriminação com base na deficiência e contraria a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão.
O vírus Zika é, sem dúvida, uma crise de saúde extremamente grave. Mas é também é certo que toda a mobilização que está sendo feita para impedir a propagação do vírus poderia abrir espaço para uma análise profunda sobre a situação das pessoas com deficiência e suas famílias no país, a maioria delas profundamente carentes, inependente de Zika. O Brasil pode aproveitar esta crise e torna-la uma oportunidade para transpor barreiras históricas e melhorar a qualidade de vida, o acesso e a inclusão de todas as pessoas com deficiência, fazendo disso numa prioridade fundamental e duradoura.
Extraído, adaptado e traduzido do artigo: Challenging Connections: Zika and disability in Brazil, publicado em 19/04/2016 no Global Disability Watch.

* Patricia Almeida é jornalista e mãe de uma criança com deficiência. Ela é membro do Conselho de Down Syndrome International, co-fundadora do Movimento Down e fundadora da Inclusive – Inclusão e Cidadania. Mestranda em Estudos sobre Deficiência na City University of New York (CUNY), ela também é autora da cartilha de acolhimento para famílias de crianças com microcefalia, Três Vivas para o Bebê.

A 50 dias da Olimpíada, governo do Rio decreta estado de calamidade pública e culpa a crise

O governo do Estado do Rio de Janeiro decretou, a 49 dias dos Jogos Olímpicos, estado de calamidade pública nesta sexta-feira, 17, no Diário Oficial Estadual.

HuffPost Brasil

OLYMPIC TORCH RIO


No texto, o governador diz que o decreto visa a garantir o cumprimento das obrigações estaduais com a realização dos Jogos Olímpicos, que terão início em agosto.

Nos primeiros oito parágrafos do texto assinado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), são detalhados os motivos que levaram à decretação do estado de calamidade, incluindo a crise econômica que atinge o estado, a queda na arrecadação com o ICMS e os royalties do petróleo, a dificuldade do estado em honrar os compromissos para a realização dos Jogos, dificuldades na prestação de serviços essenciais, como nas áreas de segurança pública, saúde, educação e mobilidade.

De acordo com o governo, "a referida crise vem impedindo o Estado do Rio de Janeiro de honrar com os seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016."

O governo também argumenta que a crise econômica "vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental". O texto diz também que:

"Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016."

Pelo artigo 2º do decreto, as autoridades competentes ficam autorizadas a editar "os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.

Proximidade do evento

Em um trecho é citada a proximidade do evento esportivo e a chegada das primeiras delegações à cidade como justificativa para a adoção da medida.

“Considerando que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar na cidade do Rio de Janeiro, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto do corrente ano; considerando, por fim, que os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação.”

(Com informações da Estadão Conteúdo e Agência Brasil)


Comissão assegura atendimento por intérprete de Libras a deficientes em órgãos públicos

     Reportagem – Emanuelle Brasil Edição – Newton Araújo


     Reprodução/TV Câmara
    DEP. Geovania de Sá
      Relatora na comissão, Geovânia de Sá incluiu a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência


A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 535/15, do deputado Carlos Gomes (PRB-RS), que assegura às pessoas com deficiência auditiva o direito de serem atendidas por interprete de Libras em órgãos públicos.
A medida também é válida para as concessionárias de serviços públicos (empresas de energia elétrica e abastecimento de água, por exemplo) no âmbito federal, estadual, e municipal.
A legislação atual já prevê atendimento prioritário para pessoas com deficiência auditiva, no entanto não trata da disponibilidade de tradutores da língua de sinais.
Relatora no colegiado, a deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) foi favorável à aprovação do projeto, na forma de substitutivo que inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei13.146/15).
A comissão também aprovou os projetos de lei 2230/152637/153153/15 e 3320/15, e do4440/16, que abordam o mesmo assunto.
Tramitação

A proposta vai ser analisada de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: 2.camara.leg.br

Skate adaptado para crianças com deficiência entra na programação do Ciclolazer

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Uma ideia aparentemente simples está tornando a vida de crianças com deficiência mais alegre. É o projeto de skate adaptado para pessoas com deficiência, desenvolvido em uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a iniciativa privada, lançado nesta quinta-feira (16), com a presença do prefeito Gustavo Fruet. O equipamento será incorporado às atividades do Ciclolazer, que acontece aos domingos, na Praça Nossa Senhora de Salete.
Doze crianças que estudam na Escola Estadual Nabil Tacla testaram o equipamento. A ideia é permitir que a criança com deficiência motora possa usar o skate, presa por um colete atado a um cabo de aço, esticado entre dois postes, que permite a movimentação com segurança.
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A iniciativa, inédita, tem a participação da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude em parceria com a empresa Anjuss. Já existiam ideias semelhantes, com a utilização de gaiolas, mas o projeto da Prefeitura tem a vantagem de proporcionar maior liberdade ao praticante.
“É mais um projeto que torna a cidade mais inclusiva, mais humana, uma cidade que respeita as diferenças e tem um olhar diferenciado para crianças com deficiência. É uma ideia simples, relativamente barata, permitindo que estas crianças tenham uma atividade que, normalmente, a condição delas não permitiria. O sorriso delas já valeu qualquer custo deste projeto”, diz Fruet.
O equipamento foi concebido com o intuito de recreação, mas também pode funcionar como um aparelho de fisioterapia, melhorando as condições de pessoas com restrições de locomoção.
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“O projeto vinha sendo estudado há mais ou menos dois anos e conseguimos finalizá-lo, a partir da parceria com a Prefeitura. É uma ideia aparentemente simples, que eu chamo de ‘skateterapia’, pelos resultados positivos que ele traz para quem usa”, diz Heverton de Freitas, skatista que ajudou a desenvolver o projeto.
A ideia também tem o apoio das secretarias municipais do Meio Ambiente, da Pessoa com Deficiência e da Educação
“É uma alegria ver meu filho se divertindo, podendo fazer uma coisa que, normalmente, não iria conseguir. É algo que ele gosta. Ele costuma andar de skate em casa, mas sentado. Achei esta ideia maravilhosa”, disse Thais Cristina Kraag Galvão, mãe Tiago, de 5 anos.
“Nossa intenção é de expandir o uso, pois nada é mais emocionante do que ver a alegria destas crianças. Muitas coisas bacanas desenvolvidas por esta gestão são muito simples. Coisas que olham para as pessoas, para o lado humano da cidade”, diz o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Aluísio Dutra Júnior.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Tatuador que perdeu o antebraço ganha a primeira prótese com máquina para tatuar

Com informações do IDEAFIXA

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Toda tatuagem é especial e única, tanto para o tatuador quanto pra pessoa tatuada. Mas, as tatuagens do tatuador JC Sheitan Tenet parecem coisa de outro mundo! Isso porque ele usa um braço que executa perfeitamente as funções de uma máquina para tatuar convencional.

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O artista, que mora em Lyon, na França, perdeu o antebraço direito há 22 anos. Em parceria com o engenheiro Jean-Louis Gonzalez, mais conhecido como Gonzal, Tenet criou esse protótipo que é único no mundo todo.

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A engenhoca ficou conhecida mundialmente no Motor Tattoo Show 8, em Devézieux, na França. “Na convenção, as pessoas diziam “Que p&%#* é essa?” Isso é muito legal”.

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Gonzal apresenta sua taxidermia mecanizada em várias convenções de tatuagem. Foi em um desses encontros que Tenet perguntou ao engenheiro se ele conseguiria transformar um velho braço protético que ele tinha em uma máquina de tattoos.
Assista ao vídeo:
                          

O esporte é cego

Por Nizan Guanaes- Sócio-fundador do Grupo ABC e Embaixador da Boa Vontade da UNESCO (Via Linkedin)

Terezinha Guilhermina

Na semana que vem eu recebo o título de Embaixador Paralímpico, uma honraria que enche os meus olhos de lágrimas e o meu coração de orgulho.

O meu papel é o de disseminar os valores e os pleitos de nossa equipe paralímpica na sociedade.

Conheça dez curiosidades sobre as Paralimpíadas

Veja os motivos que levaram o Brasil a se tornar uma potência paralímpica

Apesar de menos prestigiada e conhecida do que a nossa equipe olímpica, é a equipe paralímpica que ganha mais medalhas.

O que é a cara do Brasil. O Brasil é superação, é caminhar contra o vento. O Brasil é um Saci Pererê.

Precisamos dos jornalistas do esporte e, para além deles, dos formadores de opinião e de todos aqueles que possam colocar a nossa equipe paralímpica no panteão que ela merece. São heróis nacionais que têm muito a dizer, a mostrar e a fazer.

O maior medalhista do esporte paralímpico brasileiro vem das piscinas. O nadador Daniel Dias já ganhou 15 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo que 10 delas são de ouro. Dias conquistou pela terceira vez neste ano o Prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte mundial.

O Brasil tem ainda a cega mais veloz do planeta, Terezinha Guilhermina. Terezinha tem seis medalhas em Jogos Paralímpicos, três delas de ouro. Ela é simplesmente a recordista mundial dos 100, dos 200 e dos 400 metros para cegos.

O futebol masculino, grande paixão nacional, tem frustrado a nação por nunca ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos (esperemos que neste ano seja diferente). Mas, no futebol de 5 paralímpico para cegos, a seleção brasileira é tetracampeã mundial e nunca perdeu uma partida sequer em três edições dos Jogos Paralímpicos. Na Rio 2016, vamos em busca da quarta medalha de ouro tendo como destaques os craques Ricardinho e Jefinho, os dois melhores jogadores de futebol de cegos do planeta.

O Brasil é uma potência do esporte paralímpico. Desde os Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, o nosso país fica entre os dez melhores do quadro de medalhas, resultado do aumento dos investimentos e do trabalho do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), fundado em 1995, na descoberta e na preparação dos nossos atletas.

Em Pequim, o Brasil terminou em nono lugar, com 16 medalhas de ouro e 47 medalhas no total. Quatro anos depois, nos Jogos Paralímpicos de Londres, o Brasil ficou em sétimo lugar no quadro geral, com 21 medalhas de ouro e 43 medalhas no total. Agora, competindo aqui em nossa casa, diante de nossa torcida, o nosso objetivo é ficar em quinto lugar.

Para chegar lá, o desafio será conquistar pelo menos dez medalhas de ouro a mais do que em Londres e superar países como a Austrália e os Estados Unidos, potências olímpicas e paralímpicas.

Numa história crescente de esforços e vitórias, o calor e o amor de nossa torcida serão fundamentais.

Os artigos no LinkedIn são lidos pelas pessoas mais importantes do Brasil. O que você, todo poderoso, pode fazer para me ajudar a ajudar essa causa tão nobre?

Feche os olhos e imagine o que você pode fazer.

O amor é paralímpico. O amor é cego.

Conto com o seu apoio, com a sua presença de espírito. Conto com um texto no seu LinkedIn, no seu blog, no seu Twitter, na sua coluna, no seu programa de televisão ou de rádio ou de Youtube.

O Brasil vive um momento de adversidades. Mas, como sempre digo, cadeirantes, cegos, sem pernas e braços, atravessaremos entre os primeiros a reta da chegada.

Porque somos o país da superação. Somos o Brasil.

Estudante é selecionada para conduzir tocha e fala em "aceitar as diferenças"

Rosalina é a campeã de concurso de redação com o tema: A Importância das Paraolimpíadas, e representará o Instituto Federal de Rondônia na condução da tocha

Por GloboEsporte.com Porto Velho

Rosalina Souza ganhou um espaço entre os condutores da tocha com uma redação  (Foto: Jheniffer Núbia/GloboEsporte.com)
Rosalina ganhou um espaço entre os condutores da tocha com uma redação campeã (Foto: Jheniffer Núbia/GloboEsporte.com)

Participar de um momento histórico como a passagem dos Jogos Olímpicos pelo Brasil é o sonho de muitos. Mesmo não tendo uma ligação forte com o esporte, a expectativa de chegar o mais perto possível do evento e conduzir um dos maiores símbolos das Olimpíadas, a tocha, é grande, e para Rosalina Souza, de 17 anos, não é diferente. Aluna dedicada, atleta de temporada, a estudante do Instituto Federal de Rondônia conquistou a vaga entre os condutores da tocha no revezamento com o que sabe fazer de melhor, escrever. Rosalina foi a campeã de um concurso de redações sobre a Olimpíada.

A tocha deve passar por todos os estados brasileiros, sendo um dos pontos de parada a capital rondoniense, no dia 22 de junho. Ao todo, 165 pessoas foram selecionadas para o revezamento, que passará por 40 km de percurso nas ruas de Porto Velho, incluindo passagem pela comunidade ribeirinha São Sebastião.

Minha motivação a princípio foi o fato de gostar muito de escrever, queria mostrar as minhas ideias referente ao assunto - conta Rosalina empolgada.

Em tom descontraído e em meio a risos, a estudante fala que a única forma de se exercitar é por meio dos jogos internos que acontecem no instituto. Mas, garante que conduzirá o percurso da tocha correndo.

O esporte? É complicado, mas sempre participo dos jogos daqui [Ifro] e já fomos até campeões no futsal. Sei que conseguirei carregar a tocha até o final sem problemas - fala.

        Rosalina Souza (Foto: Jheniffer Núbia/GloboEsporte.com)
A estudante comenta que já chegou a ganhar os jogos interno da escola, mas que nunca teve muito envolvimento com o esporte (Foto: Jheniffer Núbia/GloboEsporte.com)

No concurso de redação, os alunos tinham a opção de escolher entre dois temas, sendo eles: "Os Valores Olímpicos" e "As Paralimpíadas e a Inclusão Social". Rosalina quis defender o segundo tema. Além de sua visão social, a estudante também mencionou o cumprimento da lei brasileira de inclusão de pessoas com deficiência para o fim da exclusão social, de forma que não abrangesse apenas o âmbito esportivo.

A paralimpíada é uma forma dessas pessoas ganharem visibilidade social por conta das competições, mas para que haja inclusão social é necessário que todos entendam que os portadores de necessidades especiais são sim, importantes. É preciso quebrar todos os paradigmas e os preconceitos concebidos desde pequenos, é preciso aceitar as diferenças - conclui.

Confira a redação campeã na íntegra

Paraolímpiadas e inclusão social no Brasil

É notório que desde os primórdios, os portadores de deficiência são alvos de preconceitos e discriminação e exclusão social. Atualmente, o governo brasileiro vem tentando reverter este cenário através da alteração de políticas públicas e de movimentos nacionais e internacionais, tais como, leis e projetos que visam integrar e combater a exclusão social. Como por exemplo a lei nº 13.146, criada no dia 6 de julho de 2015, que assegura a qualidade de vida, a acessibilidade, o direito à saúde, moradia entre outros.

As paraolimpíadas também têm fundamental importância para promover a inclusão social, além de contribuir para a melhoria da saúde e a integração através do exercício da cidadania.

As paraolimpíadas tiveram início após a segunda Guerra Mundial, as primeira competições foram realizadas por ex-soldados de guerra que sofreram lesões na medula e logo depois se tornaram conhecidos mundialmente. Elas ocorrem de 4 em 4 anos e acontecem após as Olímpiadas, participam somente pessoas com deficiências físicas, sensoriais e motoras, tais como, a cegueira, surdez, amputações etc. As modalidades são adaptadas conforme a necessidade de cada indivíduo, elas tem caráter motivacionais fazendo com que as deficiências superem os próprios limites e mostrem sua capacidade atlética.

Portanto, os portadores de deficiência só adquiriram visibilidade social nestas competições, mas para acabar com a exclusão é necessário primeiramente, que haja uma quebra dos paradigmas sociais e promoção da conscientização por meio da mídia, a disponibilização de verbas e o acatamento das leis vigentes.

A ONU e as pessoas com deficiência


Cerca de 10% da população mundial, aproximadamente 650 milhões de pessoas, vivem com uma deficiência. São a maior minoria do mundo, e cerca de 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento. Entre as pessoas mais pobres do mundo, 20% têm algum tipo de deficiência. Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Pessoas com deficiência são mais propensas a serem vítimas de violência ou estupro, e têm menor probabilidade de obter ajuda da polícia, a proteção jurídica ou cuidados preventivos. Cerca de 30% dos meninos ou meninas de rua têm algum tipo de deficiência, e nos países em desenvolvimento, 90% das crianças com deficiência não frequentam a escola.

No mundo desenvolvido, um levantamento realizado nos Estados Unidos em 2004 descobriu que apenas 35% das pessoas economicamente ativas portadoras de deficiência estão em atividade de fato – em comparação com 78% das pessoas sem deficiência. Em um estudo realizado em 2003 pela Universidade de Rutgers (EUA), um terço dos empregadores entrevistados disseram que acreditam que pessoas com deficiência não podem efetivamente realizar as tarefas do trabalho exigido. O segundo motivo mais comum para a não contratação de pessoas com deficiência foi o medo do custo de instalações especiais.

As necessidades e os direitos das pessoas com deficiência têm sido uma prioridade na agenda das Nações Unidas durante pelo menos três décadas. Mais recentemente, após anos de esforços, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo foi adotada em 2006 e entrou em vigor em 3 de maio de 2008.

A “UN Enable” – que reúne o Secretariado da Convenção e dá voz ao compromisso das Nações Unidas de defender os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência – descreve o documento como um marco para uma mudança de paradigma, deixando de lado o fato de as pessoas com deficiência serem vistas como objetos de caridade, para visualizá-las como portadoras de direitos. E como tal, são capazes de reivindicar os direitos e a tomada de decisões para as suas vidas com base em seu consentimento livre e esclarecido, bem como de serem membros ativos da sociedade.

“Pessoas com deficiência têm o direito …

ao respeito pela sua dignidade humana …

aos mesmos direitos fundamentais que os concidadãos …
a direitos civis e políticos iguais aos de outros seres humanos …
a medidas destinadas a permitir-lhes a ser o mais autossuficientes possível …

a tratamento médico, psicológico e funcional [e]
a desenvolver suas capacidades e habilidades ao máximo [e]
apressar o processo de sua integração ou reintegração social …

à segurança econômica e social e a um nível de vida decente …

de acordo com suas capacidades, a obter e manter o emprego ou se engajar em uma ocupação útil, produtiva e remunerada e se filiar a sindicatos [e] a ter suas necessidades especiais levadas em consideração em todas as etapas do planejamento econômico e social …

a viver com suas famílias ou com pais adotivos e a participar de todas as atividades criativas, recreativas e sociais [e não] serem submetidas, em relação à sua residência, a tratamento diferencial, além daquele exigido pela sua condição …

[a] serem protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e todo tratamento abusivo, degradante ou de natureza discriminatória …
[e] a beneficiarem-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a própria proteção ou de seus bens … “

da Declaração sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 9 de dezembro de 1975

A Convenção, de acordo com a ONU, é um instrumento de direitos humanos, com explícita dimensão de desenvolvimento social. Ela reafirma que todas as pessoas com todos os tipos de deficiência devem gozar de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais – e esclarece exatamente como as categorias de direitos devem ser aplicadas. Além disso, identifica especificamente áreas onde adaptações precisam ser feitas para permitir às pessoas com deficiência que exerçam efetivamente seus direitos, bem como áreas onde seus direitos foram violados e onde a proteção de seus direitos deve ser reforçada.

Em comunicado elogiando a entrada em vigor da Convenção, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou a um esforço conjunto para traduzir sua visão em realidade e resolver “as desigualdades gritantes experimentadas por pessoas com deficiência”. A ONU continua seus esforços para esse fim.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é celebrado todos os anos em 3 de dezembro.

Fonte: nacoesunidas.org - Imagem Internet