sábado, 2 de julho de 2016

A primeira escola profissional de dança para cadeirante! - Veja o vídeo.

Todo mundo pode dançar!

A escola de dança Infinite Flow – A Wheelchair Dance Company (Infinito Flow – Uma cadeira de rodas dançante) é a primeira escola de dança de salão profissional da América. Foi lançada em janeiro (2015) com o objetivo de apoiar a recuperação e a melhorar a qualidade de vida das pessoas que possui alguma limitação física.
A escola possui três áreas de desenvolvimento:
01- Aula de dança para cadeirantes
02- Oficinas para o desenvolvimento de novos professores
03- Ações comunitárias
Tudo isso comandado pela Marisa Hamamoto, que é dançarina, coreógrafa, instrutora, atriz e modelo. O desejo de criar a escola de dança surgiu após de ser diagnosticada com uma doença grave na medula que a deixou cadeirante, depois da sua recuperação espantosa (foi desenganada pelos médicos) ela decidiu voltar para o mundo da dança e seguir a vida com esse novo propósito.




Fonte: amigoscadeirantes.com

Filha leva mãe idosa na cadeira de rodas para conhecer o mundo e combater a depressão

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Não é segredo que viajar pelo mundo está no plano de 9 entre 10 pessoas. Uma viagem sempre pode servir como fonte de inspiração ou como uma forma de conhecer novas culturas. Mas, mais do que isso, viajar também pode ser uma ótima terapia.

Quem entende bem disso é An Rong, que decidiu levar sua mãe de 87 anos em uma aventura pelo mundo. A ideia surgiu quando a mãe de An, que se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas, foi diagnosticada com depressão e os médicos disseram que seu cérebro estava encolhendo aos poucos.

A partir daí, An decidiu que ajudaria a mãe a viver os melhores momentos de sua vida e, desde 2009, as duas viajam juntas pelo mundo, tendo visitado mais de 10 países durante esse período, incluindo o Japão, a Coreia do Sul, Tailândia e até mesmo os Estados Unidos.

As fotos abaixo não deixam dúvidas de que a terapia funcionou – e a saúde da idosa está cada vez melhor!

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Os anões e a exclusão social




Quem se encontra, hoje, fora dos padrões convencionais de beleza, estatura, peso e medidas faz parte de um grupo estigmatizado da sociedade. Os anões, que alcançam estatura entre 70cm e 1,40m, na idade adulta, estão nesse grupo, pois sua característica preponderante é a baixa estatura. Mas não só. Há um conjunto de fatores que caracterizam as pessoas com nanismo, que se subdividem em 200 tipos e 80 subtipos. O mais comum é o chamado Acondroplasia (leia boxe). Caracterizam-se pela testa proeminente, área achatada acima do nariz (entre os olhos), mandíbula ressaltada e arcada dentária pequena, com sobreposição e desalinhamento dos dentes.

A principal dificuldade para esse grupo de pessoas, cuja incidência ainda não foi oficialmente levantada, é a falta de acessibilidade em ambientes, produtos e serviços de uso público, como balcões de atendimento, prateleiras em supermercados, degraus de escadas e de transportes, caixas eletrônicos, mobiliário público e doméstico em geral (mesas, cadeiras, bancos, camas, estantes, armários, etc.). Tudo é produzido para pessoas com estatura mediana, excluindo as pessoas muito altas ou muito baixas. Outra questão vivenciada pelos anões é a falta de reconhecimento e respeito como pessoa, sendo tratados de forma infantilizada e, muitas vezes, ridicularizados. 

O nanismo pode ocorrer em qualquer pessoa, mesmo sem histórico na família. Também em animais, como cães e vacas, o nanismo está presente. As causas podem ser endócrinas (distúrbios relacionados a produção de hormônio de crescimento) e também por mutação genética como é o caso da Acondroplasia.

Embora quem não tenha casos de nanismo na família possa ter filhos anões, o contrário necessariamente não é verdadeiro, ou seja, nem todo anão irá gerar filhos anões. Se os pais são anões do tipo acondroplásico, as probabilidades são de 25% ter filhos com estatura normal e de 75% ter filhos anões. 

Apesar do preconceito, os anões podem ter vida social e constituir família como qualquer pessoa, sendo tanto melhor sucedido quanto maior forem a aceitação e o apoio recebidos de familiares.

Segundo o médico ortopedista João Tomazelli, especializado em Nanismo pela universidade americana John Hopkins e considerado referência brasileira na área, é possível detectar o nanismo por ultra-sonografia, a partir do 5º mês de gestação. Não é possível evitá-lo, mas é possível, em alguns casos, desenvolver estatura com tratamento à base de hormônio de crescimento ou cirurgia, porém o efeito é o de "alongamento de ossos", preservando-se outras características. 

O médico destaca que a baixa estatura é preponderante, porém, menos importante, pois o menor problema deles é o tamanho. "O tamanho não nos preocupa, mas sua invisibilidade: pouco se sabe sobre eles e isso compromete sua qualidade de vida, devido ao preconceito de que são vítimas", observa. Os anões são 10 vezes mais suscetíveis a problemas com anestesias do que as demais pessoas, em função de um quadro chamado "hipertermia maligna", uma espécie de superaquecimento do organismo, que os fazem suar muito, pois geram calor mais que outras pessoas e esse quadro pode se agravar com alguns anestésicos. Uma anestesia raquia (na região da coluna vertebral) pode ter sérios comprometimentos, podendo inclusive levar a paralisia, segundo o médico. "Esses detalhes são pouco conhecidos pelos profissionais da saúde, aliás, existem médicos que nunca trataram de um anão na vida", observa. 

                        

Ele revela, ainda, um dado preocupante: elevado número de suicídios entre os anões. "Não raro temos notícia de um anão que se suicida, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Eles ficam escondidos e se tornam 'invisíveis' , dificultando a inclusão social", afirma. 

Para melhorar a qualidade de vida e facilitar a inclusão social, Tomazelli sugere a prática de esportes de baixo impacto, como natação, musculação e hidroginástica, inclusive para o controle da obesidade. Esportes de alto impacto não são indicados porque contribuem para o desgaste das articulações, gerando dores e doenças. 

ACONDROPLASIA: O TIPO MAIS COMUM DE NANISMO

A acondroplasia, o tipo mais comum de nanismo, pode ou não ser hereditária e ocorre por modificação genética. Qualquer pessoa pode gerar outra com acondroplasia. Suas principais características são: baixa estatura, braços e pernas pequenos desproporcionais ao tamanho da cabeça e comprimento do tronco. Esse encurtamento é principalmente na parte de cima dos braços e nas coxas. Um adulto com acondroplasia tem uma curva acentuada na parte final da espinha, que apresenta uma aparência saliente. Suas pernas quase sempre se tornam curvas e a pessoa pode apresentar limitada movimentação dos cotovelos, que não se dobram completamente. As mãos são pequenas e os pés, pequenos e largos. Muitas crianças acondroplásicas podem flexionar a articulação de seus dedos, pulsos, cintura e joelhos a um ângulo extremo devido a ligamentos frouxos de algumas articulações. Esses sinais são normalmente aparentes no nascimento e a acondroplasia pode ser diagnosticada nessa época, na maioria dos casos. Em geral, não há alteração intelectual. 

Não parece haver ligação entre a altura dos pais e a altura a que a criança com acondroplasia vai alcançar quando adulta. Há psicólogos, pediatras, endocrinologistas, geneticistas, ortopedistas e neurologistas que podem oferecer apoio. Muitas pesquisas estão sendo feitas sobre a acondroplasia e outros problemas de crescimento.

ASSOCIAÇÃO GENTE PEQUENA DO BRASIL REÚNE MAIS DE 500 ANÕES

Em 1981, um grupo de pais de filhos com nanismo e simpatizantes, criou a Associação Brasileira Pró-nanismo - Gente Pequena. A iniciativa, pioneira no Brasil, foi criada à semelhança da "Little People of America", ONG localizada nos EUA. A associação, no entanto, ficou inativa por 20 anos. Em 2004, os filhos daqueles pais pioneiros e novos interessados reorganizaram a entidade, com a denominação "Associação Gente Pequena do Brasil" sob a coordenação dos próprios anões. Conta hoje com cerca de 500 associados em todo o Brasil e a principal atividade é informar e orientar pais e interessados sobre as questões que envolvem o nanismo. 

A AGPB vem recebendo inúmeras reclamações e protestos sobre a exposição pejorativa das pessoas anãs na mídia e vem se posicionando contra esse desrespeito. Para Hélio Pottes, presidente da Associação Gente Pequena do Brasil, "a sociedade deve entender que o nanismo só difere na estatura das pessoas consideradas normais, pois sua capacidade é igual a de todos. Informando-se mais a sociedade, melhora-se a situação social da pessoa que possui nanismo", afirma. Ele lembra que os direitos de todas as pessoas com deficiência, entre os quais os anões, são assegurados por lei.

O presidente da AGPB orienta às crianças com acondroplasia a perceberem que há uma vasta gama de escolhas de profissões e o importante é que não sejam impedidas, por fatores sociais, de levarem uma vida plena e satisfatória.

Serviço

Associação Gente Pequena do Brasil
E-mail: anao@ser.anao.nom.br e heliopottes@ajato.com.br
Telefones: (11) 5533.4405 ou 5044.9611

Governo de PE lança campanha de apoio a crianças com microcefalia

Campanha para evitar preconceito contra crianças com microcefalia foi lançada pelo governo de Pernambuco

(Foto: Agência Black Ninja)

O governo de Pernambuco começa a veicular nesta sexta-feira (1º) uma campanha para amenizar o preconceito e a discriminação contra as crianças com microcefalia associada ao vírus da zika. A iniciativa, denominada 'Em Pernambuco, quem nasce com microcefalia é recebida pela família com amor, pelo estado com atenção e por todos com respeito’, prevê a realização de uma exposição itinerante com fotos de famílias pernambucanas, ressaltando o amor, carinho e afeto entre pais e filhos.

A campanha também contará com divulgação do material por meio de anúncios de jornal, TV, internet, além de ônibus e outdoor. Foram produzidos comerciais com depoimentos de pais e responsáveis pelas crianças.

Pernambuco é o primeiro estado a notificar a mudança de padrão de microcefalia em todo o país. Tem, atualmente, 336 casos da malformação confirmados.O governador do estado, Paulo Câmara, destaca que a iniciativa é importante para levar a discussão para a sociedade. Segundo ele, é preciso garantir os direitos e o respeito e a dignidade para essas crianças.

O trabalho contará também com um hotsite. Clicando na página, os internautas poderão deixar mensagens, por meio de vídeos, fotos e textos, para os bebês com microcefalia que estão nascendo em Pernambuco.
O portal contará ainda com as peças da campanha, fotos das famílias e perguntas e respostas sobre microcefalia, para trabalhar os estigmas sociais relacionados ao tema, além de toda a rede de atendimento descentralizada do estado.

Rede de saúde
No final de 2015, o estado contava com apenas duas instituições que atendiam as crianças com microcefalia: O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e a Associação de Apoio à Criança Deficiente (AACD). Historicamente, Pernambuco registrava 12 casos da malformação, em média, por ano.

Atualmente, 24 unidades em todo o estado já prestam algum tipo de atendimento relacionado à microcefalia. A partir deste mês, a UPAE de Limoeiro, no Agreste, e o Hospital Regional Fernando Bezerra, em Ouricuri, no Sertão, vão iniciar o trabalho de reabilitação das crianças.

Até outubro do ano passado, uma criança precisava percorrer, em média, 420 quilômetros para ter um atendimento para microcefalia. Atualmente, de acordo com a Secretaria de Saude de Pernambuco, essa distância foi reduzida para menos de 60 quilômetros de distância.

Pesquisa
Pernambuco também tomou uma iniciativa pioneira no Brasil de fomento à pesquisa científica nessa área. Neste sentido, foram investidos R$ 3 milhões, de recursos das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e da Saúde, via Facepe, para fomento a estudos que buscam identificar e conhecer melhor o vírus zika.

Fontes: G1 PE - nandoacesso.blogspot.com.br

Prosopagnosia: como é viver sem conseguir reconhecer ninguém?

Quando você encontra uma pessoa conhecida, a maneira mais fácil de reconhecê-la é pelo rosto - mas nem todo mundo consegue fazer isso.

BBC BRASIL.com

Foto: Evie Prichard
Evie Prichard (à esq.) às vezes tem dificuldade para reconhecer a mãe, Mary Ann Sieghart (à dir.), e até a si própria
Evie Prichard (à esq.) às vezes tem dificuldade para reconhecer a mãe, Mary Ann Sieghart (à dir.), e até a si própria

Estima-se que uma em cada 50 pessoas tenha prosopagnosia, ou "cegueira para feições", uma condição que pode afetar até 5 milhões de pessoas no Brasil, por exemplo.

A britânica Evie Prichard, de 24 anos, tem essa desordem e conta como é a vida quando você luta para reconhecer amigos e família:

"Eu tinha 19 anos quando esbarrei com um desconhecido em uma festa e perguntei se ele conhecia um ex-namorado com quem havia rompido meses antes.

Aquela camisa floral e o aroma do perfume CK One deveriam ter sido suficientes para me alertar sobre quem estava ali, mas por alguma razão esses sinais me fizeram pensar que aquele estranho era um amigo do meu ex, que talvez tivesse pegado emprestado sua camisa e seu perfume.

Infelizmente, como em várias outras ocasiões, o instinto de detetive que me acompanha nas interações sociais tinha me deixado na mão - o sujeito era meu ex.

Tudo o que ele tinha feito era cortado o cabelo e raspado a barba rala, mas como eu estava de salto alto nossa diferença de altura também não aparecia. Minha cegueira para feições significa que aposto em sinais como estilo de cabelo e altura para diferenciar as pessoas, e sem essas coisas eu fico totalmente à deriva.

Nesse sentido foi até um triunfo: certamente o ego dele deu uma desinflada. Mas também foi uma das várias ocasiões em que minha cegueira para feições me fez passar por idiota.

Para mim, um rosto é como um sonho. É incrivelmente vívido no momento, mas se esvai segundos depois, até restarem apenas características desconectadas e uma vaga memória de como aquela face me fez sentir na hora.

Viver com um cérebro que não conta com essa função crucial pode ser muito desgastante, mas na maior parte do tempo é algo apenas inconveniente e - muito - constrangedor.

O que é prosopagnosia?

Foto: SPL

Prosopagnosia é uma condição neurológica onde a parte do cérebro que reconhece rostos não se desenvolve como deveria.

Pode impedir as pessoas de reconhecer parceiros, familiares, amigos e até a própria imagem.

Imaginava-se que fosse causada por lesão cerebral (prosopagnosia desenvolvida), mas agora um elo genético foi identificado (prosopagnosia congênita).

A prosopagnosia desenvolvida é rara, mas uma em cada 50 pessoas pode ter a versão congênita da desordem.

Não há tratamento específico, mas existem treinamentos específicos para aprimorar a detecção de rostos.

Fonte: NHS Choices: Prosopagnosia

Houve até uma vez em que me vi no espelho em um bar e realmente não me reconheci. Cheguei a ter alguns pensamentos bem críticos sobre minha própria cara suada antes de perceber que o alvo da minha crítica era eu mesma.

Outro dia, minha mãe, que tem cabelos enrolados, fez uma escova e eu passei direto por ela na rua.

Estudos mostraram que até 2% da população pode estar vivendo com prosopagnosia. Muitos nem percebem que possuem essa condição.

A gravidade da desordem vai da relativamente gerenciável até o 'desculpe, pensei que estava beijando meu marido'. A maior parte dos diagnósticos fica entre esses dois polos.

Minha prosopagnosia é severa, mas consigo reconhecer amigos próximos em circunstâncias normais, e tenho uma chance de 50% de manter o reconhecimento após um corte de cabelo ou troca de óculos.

Foto: Evie Prichard
Embora a mãe e a avó de Evie também tenham a condição, a irmã dela, Rosa (à esq.) não tem
Embora a mãe e a avó de Evie também tenham a condição, a irmã dela, Rosa (à esq.) não tem





situação é pior para muitas pessoas. Ouvi histórias de gente que foi roubada por estranhos que se passaram por parentes e de crianças andando com homens desconhecidos.

Por sorte, nada disso aconteceu comigo quando era criança - sei do meu problema por toda a vida, então sempre fui cautelosa.

Para mim era quase impossível reconhecer meus colegas na escola, o que fazia do ato de fazer e manter amigos uma luta. Ainda lembro de vagar chorando pelos corredores no primeiro dia do ginásio: tinha ido ao banheiro e não sabia para qual sala voltar porque não reconhecia a professora nem os alunos.

As pessoas costumam ficar perplexas quando conto sobre minha prosopagnosia. Na verdade já vi todo tipo de reação, de descrença à fascinação e riso histérico. Um homem até me acusou - pelas minhas costas - de inventar a história para paquerá-lo.

Até recentemente pensava-se que a prosopagnosia era uma condição muito rara que resultava de dano cerebral, mas ela é mais comum como desordem genética. E está na minha família - afetou minha mãe, minha avó e minha bisavó, embora minha irmã Rosa tenha aparentemente escapado da maldição.

Foto: Evie Prichard
Evie (segunda à dir.) em uma festa com amigos, dos quais apenas reconhece um
Evie (segunda à dir.) em uma festa com amigos, dos quais apenas reconhece um

Foi apenas neste século que pesquisadores começaram a perceber exatamente quantas pessoas estavam vivendo em silêncio com essa condição. Pessoas que, como eu, tiveram prosopagnosia por todas suas vidas, e acabaram aprendendo a esconder muito bem suas deficiências.

Como uma pessoa cega que reconhece parentes pelos passos, portadores de prosopagnosia são forçados a desenvolver maneiras incomuns de descobrir com quem estão conversando. De sinais óbvios como cabelo e voz até postura, jeito de andar e sobrancelhas, confiamos em dezenas de táticas para enfrentar o cotidiano.

E se tudo isso falhar, somos ótimos blefadores. Quando encontro alguém que possa conhecer, eu geralmente projeto o nível de amizade que seria aceitável para amigos de infância ou estranhos completos. É uma linha bem tênue.

Mas ainda tenho uma vocação especial para me fazer de idiota. Uma vez estava sendo filmada para um documentário e duas meninas que conhecia bem do colégio ficaram por quase 20 minutos ao lado de minha mesa em um bar quase vazio sem que eu tivesse a menor ideia de quem eram.

Uma delas me vendeu uma cerveja, e embora eu tenha a olhado nos olhos e sorrido enquanto pegava o troco, eu ainda não consegui reconhecê-la.

No mês passado, no festival de música de Glastonbury, eu estava acampando com amigos e um monte de amigos deles, a maioria desconhecida para mim. Durante o festival, pessoas se juntaram a nós e eu não tinha a menor ideia se eram as mesmas pessoas com quem havia passado os dias anteriores bebendo e conversando.

Pior foi quando eu e minha irmã entramos na área VIP numa tarde - aparentemente havia todo tipo de celebridade por ali, mas eu não fazia ideia quem eram.

Embora eu possa - e faço isso - brincar com minha condição, é sempre cansativo ficar batalhando para descobrir a identidade de alguém a cada encontro. Como universitária em uma cidade pequena, eu deveria reconhecer dezenas de pessoas por dia, mas acabo ofendendo muitas delas também.

Sou uma pessoa sociável por natureza. Mas depois de alguns dos meus melhores amigos reconhecerem que me achavam fria no começo porque eu os ignorava sempre, ficou mais e mais difícil para mim querer conhecer pessoas novas.

                                   Foto: Evie Prichard
                          Evie Prichard ea mãe, Mary Ann Sieghart, de quem herdou a "cegueira peara feições"
              Evie Prichard ea mãe, Mary Ann Sieghart, de quem herdou a "cegueira peara feições"

No final, o jornalismo estudantil me salvou. Falar sobre prosopagnosia em uma coluna me permitiu ser 'aquela menina com cegueira para feições'. Embora não seja o nicho dos sonhos de muitas pessoas, foi a maneira mais eficiente de explicar às pessoas que eventualmente magoava a razão de tratá-las como estranhos.

Ironicamente, à medida que passei a ser um rosto reconhecido no campus, ficou mais aceitável para mim falhar em reconhecer os outros.

Rostos são parte importante da identidade. Não ser reconhecido pode ser terrível - é como ser ignorado e alguém dizer que você não importa.

Mas nada se compara à dor de saber que está magoando as pessoas constantemente, fazendo com que se sintam subestimadas e ignoradas, mesmo não tendo ideia de que está fazendo isso naquele momento.

Alienar-se de um mundo de rostos é estranho, mas me conforto ao pensar que artigos como esse podem contribuir para que as pessoas perdoem a mim e a outros como eu.


Acordo garante acessibilidade em hotéis do Distrito Federal

  O Econotel reformou a acessibilidade existente na entrada principal, com rampas de acordo com normas de acessibilidade
O Econotel reformou a acessibilidade existente na entrada principal, com rampas de acordo com normas de acessibilidade



Sete hotéis do Distrito Federal assinaram termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência (Proped) para adequar suas instalações às regras de acessibilidade. Pelo acordo, os hotéis devem realizar, em seis meses, as reformas necessárias para garantir a acessibilidade nas áreas comuns dos empreendimentos. No mesmo prazo, os hotéis devem oferecer, pelo menos, 4% de apartamentos e banheiros acessíveis. No prazo de 18 meses, os estabelecimentos devem ser plenamente acessíveis.

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) será responsável por inspecionar o cumprimentos das medidas acordadas. Em caso de descumprimento, os estabelecimentos estão sujeitos a multa diária de R$ 1 mil, que será revertida ao Fundo dos Direitos do Idoso do Distrito Federal.

Aderiram ao acordo os hotéis Riviera, Aracoara, Bristol, Esplanada Brasília, Manhattan, Diplomat e Econotel. Os estabelecimentos que não assinaram o TAC também serão fiscalizados. Se forem constatadas irregularidades, a Proped tomará as medidas judiciais cabíveis para garantir que as normas de acessibilidade sejam cumpridas.

Fontes: Jusbrasil - turismoadaptado.wordpress.com

Biblioteca é contemplada em edital de incentivo à leitura para pessoas com deficiência

Biblioteca de Adamantina, em São Paulo, receberá kit de equipamentos para atender pessoas com deficiência.

Ícone que representa um livro aberto, em fundo roxo.

A Biblioteca Pública Municipal “Cônego João Baptista de Aquino”, vinculada à Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina, em São Paulo, foi contemplada no Edital n. 01/2016 da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com projeto “Perspectiva Inclusiva” e receberá equipamentos eletrônicos de leitura para pessoas com deficiência.

O objeto da contemplação no referido edital é o Kit Tipo 1, contendo um computador, um ampliador automático, um scanner leitor de mesa, um teclado ampliado, um mouse estacionário e um software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela.

“Com esta conquista, o município passa a contar com mais uma ação de garantia de direitos, pois possibilita o atendimento isonômico às demandas da Biblioteca Municipal”, destaca o diretor de cultura Rafael Teixeira.

“É um grande passo para garantir o direito de inclusão às pessoas com deficiência visual. As bibliotecas receberão computadores, impressoras especiais e os mais modernos equipamentos capazes de fazer a leitura de qualquer livro para que os cidadãos possam escutá-lo”, disse o governador Geraldo Alckmin, durante evento que ocorreu nesta quarta-feira (29), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Ao todo, 55 municípios serão beneficiados e os equipamentos serão entregues em até 90 dias. As cidades escolhidas participaram do Concurso Acessibilidade em Bibliotecas, cujos interessados elaboraram um projeto para ampliação da frequência de usuários com deficiência na unidade. Os projetos foram selecionados por uma comissão julgadora.

ANCINE coloca em consulta pública Minuta de Instrução Normativa que regulamenta acessibilidade visual e auditiva

Normativo é voltado para os segmentos de distribuição e exibição cinematográfica

                                      

Encontra-se em Consulta Pública, até o dia 1 de agosto, a minuta de uma nova Instrução Normativa que dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos de acessibilidade visual e auditiva a serem observados nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica.
 
A minuta em consulta, que regulamenta o provimento de recursos de acessibilidade, prevê a adequação das salas de exibição à tecnologia assistiva voltada à fruição de recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.  De acordo com o texto do normativo, o distribuidor deverá disponibilizar ao exibidor cópia de todas as obras audiovisuais por ele distribuídas, com os mesmos recursos de acessibilidade, no prazo de seis meses, a partir da publicação da norma.

Para o exibidor, os prazos de carência para cumprimento da obrigação variam em função do tamanho do grupo exibidor, e preveem a cobertura integral do parque exibidor comercial no prazo de 2 anos, a partir da publicação da norma.  O quantitativo mínimo de equipamentos e suportes individuais voltados à promoção da acessibilidade visual e auditiva varia em função do tamanho do complexo.

Entre outras questões apontadas na consulta está a modalidade que será utilizada para o acesso ao conteúdo audiovisual. A minuta da IN propõe que o acesso seja fechado e individual, ou seja, a solução deve permitir o acionamento e desligamento dos recursos de acessibilidade, e possibilitar que o acionamento impacte apenas uma parcela dos espectadores.

Como participar

Para participar da consulta é preciso acessar o Sistema de Consultas Públicas e se cadastrar. Dúvidas sobre o funcionamento do sistema devem ser encaminhadas paraouvidoria.responde@ancine.gov.br.

Fonte: ancine.gov.br

Criança com deficiência terá prioridade na hora da matrícula em creche conveniada

Bruno Alfano

 Acordo sobre creches foi homologado na Justiça
Acordo sobre creches foi homologado na Justiça Foto: Fabio Guimaraes / 22.06.2016 / Agência O Globo

Um acordo homologado na Justiça definiu as regras para o preenchimento das vagas nas creches particulares conveniadas com a prefeitura através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público estadual e a Secretaria municipal de Educação (SME). As maiores prioridades são as crianças com algum tipo de deficiência.

A rede de educação infantil do município é composta por 489 creches públicas e outras 160 conveniadas, que são entidades particulares, sem fins lucrativos, que funcionam com dinheiro público. Estes últimos, no entanto, ainda não tinham critérios de seleção definidos para a escolha dos alunos caso houvesse mais inscritos do que vagas - como já acontece na rede administrada diretamente pela SME.

Um sistema de pontuação definirá quem são as prioridades. Criança com deficiência tem 15 pontos. Aquelas cuja família é beneficiária do Bolsa Família, as que sofrem violência doméstica e as que têm em sua família alguém que faz uso abusivo de álcool e drogas somam 10 pontos para cada item. Já as que têm no núcleo familiar algum membro com doença crônica ou ex-presidiário ou a mãe adolescente somam mais cinco. Ao final, as crianças com mais pontos ficam com a vaga.

Como tem dinheiro público, era preciso mais transparência na forma com que essas escolhas eram feitas — defendeu o procurador Sávio Bittencourt, da 4ª Procuradoria de Justiça da Infância e da Juventude, que representou o MP ao lado de Rogério Pacheco, titular 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação.

De acordo com o TAC, cada unidade conveniada promoverá o levantamento das vagas a serem oferecidas para Berçário I, Berçário II, Maternal I e/ou Maternal II. Estes dados serão encaminhados à Coordenadoria Regional de Educação, observando o cronograma a ser estabelecido pela SME.

Só poderão concorrer às vagas crianças residentes nas comunidades ou bairros em que a creche licenciada se localize ou em que seus responsáveis exerçam atividades profissionais. As inscrições serão realizadas diretamente nas unidades.

A Prefeitura do Rio tem 90 dias para publicar as regras no Diário Oficial. A ordem da inscrição não será considerada na alocação das crianças - e os critérios devem ser devidamente comprovados. Ao final, uma lista de espera será organizada - assim como acontece na rede administrada pela SME.





sexta-feira, 1 de julho de 2016

Empresa cria carrinhos de supermercado adaptados

Carrinhos foram adaptados para atender as necessidades de pessoas com deficiência

                             

Pensando em atender as necessidades de pessoas com deficiência física, os supermercados e varejistas de auto-serviço já estão oferecendo carrinhos adaptados para cadeirantes. Isso porque a Oppacart desenvolveu dois modelos de carrinhos adaptados.

Segundo Mario Schioppa Neto, sócio-diretor da Oppacart, esse modelo serve para incentivar que as redes varejistas tenham o carrinho em suas lojas. “É importante reforçar que este carrinho já deveria estar nos supermercados, pois o número de cadeirantes no país é significativo e todos merecem serviços e produtos que os atendam”, revela.

Paulo Fabião conta qual é o desafio que enfrenta quando vai fazer compras. “Com certeza a maior dificuldade é conduzir a cadeira e o carrinho ao mesmo tempo. Com esse carrinho especialmente projetado para nós, as coisas serão mais fáceis e acessíveis”, conta.

Um dos carrinhos recebeu um assento para crianças, permitindo que o acompanhante, com deficiência, possa ter acesso à criança. Já o segundo modelo se encaixa na cadeira de rodas, facilitando a locomoção do cadeirante.

                                               

Fontes: Revista Incluir - fernandazago.com.br

Homens também podem ter câncer de mama

Câncer de mama também é coisa de homem


Só 1% do total de casos de tumores de mama acomete homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Enquanto 14 mil mulheres brasileiras morrem por ano dessa doença, menos de 200 homens sofrem o mesmo destino. No entanto, é preciso reforçar a necessidade de a população não negligenciar o problema, alerta a médica patologista Cristiane Nimir*, especialista em mama e integrada ao núcleo de mastologia do hospital Sírio-Libanês

Atualmente, os tumores mamários em homens são associados a uma maior mortalidade do que os femininos. Porém, isso não significa uma maior agressividade da doença em si, e sim um diagnóstico tardio. Isso acontece porque a doença tende a ser flagrada no sexo masculino somente quando já está em estágio avançado. “Os homens nunca esperam padecer desse mal. Dessa forma, só vão notá-lo quando, por exemplo, os nódulos tumorais já estiverem relativamente grandes no peito”, diz Cristiane. Além disso, eles demoram a procurar ajuda por preconceito ou vergonha.

Em geral, o tratamento é semelhante ao câncer de mama feminino e envolve mastectomia - uma cirurgia que remove todo o peito -, quimio/hormonioterapia e radioterapia. Do ponto de vista de prevenção, manter um bom peso e fazer exercícios regularmente é sempre a melhor opção. A especialista também destaca ter atenção ao uso de anabolizantes nas academias. “O uso indiscriminado de hormônios é fator de risco para o aparecimento da mama masculina e o desenvolvimento de doenças a ela associadas”, afirma. Ficar de olho no histórico familiar também é essencial: ter muitos parentes com câncer pode representar um fator de risco para o desenvolvimento da doença.

*Sobre Cristiane da Costa Bandeira Abrahão Nimir
Especialista em patologia mamária. Integrada ao Grupo de Mastologia do hospital Sírio Libanês e do Centro de Oncologia do Hospital São José. Patologista da Sociedade Brasileira de Mastologia. Exposta a uma amostra com cerca de 3000 casos de patologia mamária por ano. Tornou-se referência nacional em patologia mamária. Autora e co-autora de diversos capítulos de livros, inclusive na enciclopédia adotada como referência na área na América Latina.

Pessoas com deficiência recebem 11% a menos do que a força de trabalho tradicional no Brasil

Enquanto o salário médio dos brasileiros em 2013 era de R$ 1.693, pessoas com falta de visão, audição, problemas físicos ou intelectuais recebiam R$ 1.499, informou o IBGE.

                                 Imagem Internet/Ilustrativa
                                          
Além da dificuldade da inclusão no mercado de trabalho, as pessoas que têm algum tipo de deficiência no Brasil são obrigadas a lidar com uma forte diferença salarial, em relação à força de trabalho tradicional. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, o salário de quem tem problemas de visão, audição, físico ou intelectual é 11,4% inferior. 
Segundo o IBGE, o rendimento mensal das pessoas com pelo menos uma deficiência em 2013, quando o levantamento foi feito, era de R$ 1.499; enquanto as pessoas sem deficiência ganhavam R$ 1.693.
Fonte: cbn.globoradio.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Santa Sé: Promover a acessibilidade universal ao Turismo

“Turismo para todos: promover a acessibilidade universal” é o tema que a Organização Mundial do Turismo (UNWTO) escolheu para o Dia Mundial do Turismo que será celebrado, como de costume, no dia 27 de setembro.

              O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos
             O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos



O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes divulgou esta quinta-feira uma mensagem pela recorrência, em que recorda as quase 1,2 bilhão de chegadas turísticas internacionais em 2015, número que poderá chegar a 2 bilhões em 2030.

Consciência

Com o aumento numérico – observa a mensagem – “cresceu também a consciência da influência positiva exercida pelo turismo em muitos âmbitos da vida, com as suas numerosas virtudes e potencialidades. Sem ignorar alguns dos seus elementos ambíguos ou negativos, estamos convictos de que o turismo humanize porque é ocasião para o repouso, oportunidade para o conhecimento recíproco de povos e culturas, instrumento de desenvolvimento econômico, promotor de paz e de diálogo, possibilidade para a educação e para o crescimento pessoal, momento para o encontro com a natureza e âmbito para o crescimento espiritual, para citar algumas das suas características positivas”.

“O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos e não pode ser limitado a determinadas faixas sociais ou a algumas zonas geográficas precisas”, afirma a nota assinada pelo Presidente do dicastério Cardeal Antonio Maria Vegliò e pelo Secretário Joseph Kalathiparambil, amparados pelo Magistério eclesial. Neste sentido, pode-se falar de um “direito ao turismo”.

Direito de viajar

Os fatos demonstram no entanto que esta realidade não está ao alcance de todos, e “são ainda muitas as pessoas que continuam a ser excluídas desse direito”. Em muitos países em via de desenvolvimento, “esse direito parece uma frivolidade”, não obstante esta atividade represente “um recurso contra a pobreza”. Mas também nos países desenvolvidos existem faixas da sociedade “que não têm acesso fácil ao turismo social”.

Neste sentido, em nível internacional, “se está a promover o chamado “turismo para todos”, que pode ser usufruído por qualquer um e que integra os conceitos de “turismo acessível”, “turismo sustentável” e “turismo social”.

Por “turismo acessível”, compreende-se o esforço por garantir que as destinações e os serviços turísticos sejam acessíveis a todos, independentemente do perfil cultural, dos limites permanentes ou temporários (físicos, mentais ou sensoriais) ou das necessidades particulares , como as que requerem, por exemplo, as crianças e os anciãos.

Sustentabilidade

O conceito de “turismo sustentável”, por sua vez, inclui o compromisso por obter que esta atividade humana seja a mais respeitosa possível da diversidade cultural e ambiental do lugar que acolhe, levando em consideração as repercussões presentes e futuras.

Já o “turismo social”, pretende “que não sejam excluídos aqueles que têm uma cultura diferente, menos recursos econômicos ou que vivem em regiões mais desfavorecidas”, como “os jovens, as famílias numerosas, as pessoas com desabilidade e os anciãos, como nos lembra o Código Mundial de Ética do Turismo”.

Assim, é preciso “promover um “turismo para todos” que seja ético e sustentável”, que “garanta uma acessibilidade real física, econômica e social, evitando toda espécie de discriminação”, o que só será possível, “se se puder contar com o esforço de todos, políticos, empresários, consumidores, assim como com o das associações engajadas neste âmbito”.

Neste contexto, a Igreja avalia positivamente os esforços realizados em favor de um “turismo para todos”, iniciativas “que colocam realmente o turismo a serviço da realização da pessoa e do desenvolvimento social”.

“Que o compromisso eclesial a favor de um “turismo para todos” – conclui a mensagem – seja vivido e compreendido como “testemunho da predileção especial de Deus pelos mais humildes”.

Fontes: Radio Vaticano - turismoadaptado.wordpress.com

Treinamento Neuroreabilitar (Infantil)

O treinamento que a Neuroreabilitar oferece se baseia no conceito de Terapias Baseadas em Atividade (Activity based therapy). Este conceito visa potencializar atividades que gerem neuroplasticidade utilizando pilares baseados em evidências científicas. 
Condições neurofuncionais para o treinamento: Paralisia Cerebral, síndrome de Down, Mielomeningocele, Lesão Medular incompleta, Charcot Marie Tooth, Acondroplasia, crianças com atraso no desenvolvimento e dificuldades de locomoção.
Duração do treinamento intensivo: Segunda a sábado 1h a 2h por dia.
Exercícios propostos: Treino Locomotor com Suspensão de Peso na Esteira. Treino de marcha no solo. Treino de marcha na comunidade. Exercícios de equilíbrio. Exercícios na plataforma vibratória. Treino com triciclo. Exercícios de fortalecimento muscular. (Vale salientar que o treinamento neuroreabilitar é realizado de maneira lúdica por profissionais experientes em fisioterapia pediátrica).
ATENÇÃO! Segue abaixo alguns critérios de exclusão para a realização do treinamento locomotor, caso seu filho apresente alguma destas características descritas abaixo o treinamento locomotor não pode ser realizado neste momento.
1 - Déficit cognitivo severo. 2 - Comportamento agressivo. 3 - Espasticidade acentuada. 4 - Contraindicação médica para posição ortostática ou marcha. 5 - História de crises epiléticas não controladas. 6 - História de problemas cardíacos não controlados. 7 - Contratura maior que 30º para quadril, maior do que 20º para joelhos ou maior do que 15º para tornozelo com o joelho em extensão. 8- Não controlar a cabeça. 
Fatores que influenciam o Treinamento Locomotor.

- Nível da lesão - Força motora - Deformidades - Idade - Peso - Nível cognitivo - Motivação - Espasticidade - Modelo e eficácia da órtese - Controle da extremidade superior.