sábado, 9 de julho de 2016

'Nunca havia brincado assim antes': a comovente história do menino que viu pela primeira vez aos 6 anos

Ugandense Criscent Bwambale foi uma das 18 milhões de pessoas de países em desenvolvimento que vivem com cegueira curável; excluído de ter uma vida normal, não podia ir à escola ou brincar com outros meninos de sua idade. Mas uma cirurgia mudou a sua vida.

Da BBC

(Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
   (Foto: Fotos Tommy Trenchard / Sightsavers) 

Criscent Bwambale vive com sua avó em uma casa de barro rodeada por plantações de cacau em Uganda. Em janeiro, a família respondeu a um chamado de uma equipe médica que, apoiada pela ONG Sightsavers, convidou crianças da comunidade a fazer exame de vista.


                                         (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                     A criança nasceu com catarata nos dois olhos e somente era capaz de distinguir vagas zonas de luz e escuridão. O convite deu-lhe a oportunidade de ser submetido a uma cirurgia em ambos os olhos em um hospital de Mbarara, no oeste do país. Dois meses depois, o oftalmologista Nelson Chwa examina os olhos do menino. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers  )

A criança nasceu com catarata nos dois olhos e somente era capaz de distinguir vagas zonas de luz e escuridão. O convite deu-lhe a oportunidade de ser submetido a uma cirurgia em ambos os olhos em um hospital de Mbarara, no oeste do país. Dois meses depois, o oftalmologista Nelson Chwa examina os olhos do menino.

                                      (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                     Um médico põe os óculos em Criscent, permitindo-lhe ver o mundo com nitidez pela primeira vez. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)


Um médico põe os óculos em Criscent, permitindo-lhe ver o mundo com nitidez pela primeira vez.

                                         (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                      Armações velhas de lentes no Hospital Oftalmológico Rutharo, uma das poucas clínicas que oferecem serviços especializados para as cerca de 368 mil pessoas com problemas de visão que vivem em Uganda. Estima-se que, nos países em desenvolvimento, 18 milhões de pessoas vivam com cegueira evitável. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

Armações velhas de lentes no Hospital Oftalmológico Rutharo, uma das poucas clínicas que oferecem serviços especializados para as cerca de 368 mil pessoas com problemas de visão que vivem em Uganda. Estima-se que, nos países em desenvolvimento, 18 milhões de pessoas vivam com cegueira evitável.

                                   (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                   

Criscent sai do hospital com seus óculos novos. "Antes da cirurgia, ele dependia de sua avó ou de outro parente para fazer qualquer coisa. Mas agora é uma criança independente e segura", diz Joseph Magyezi, funcionário do hospital. 

                                       (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                     Na viagem de retorno ao povoado natal de Bundibugyo, Criscent olha pela janela do carro com surpresa. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
Na viagem de retorno ao povoado natal de Bundibugyo, Criscent olha pela janela do carro com surpresa. 

                                      (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                     O trajeto inclui uma paisagem particular: as montanhas Rwenzori, no extremo oriente do país. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

O trajeto inclui uma paisagem particular: as montanhas Rwenzori, no extremo oriente do país.

                                      (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                     Em casa, Criscent é carregado pela prima, que lhe mostra a vista da janela. Sua família agora tem a tarefa de ensinar-lhe o que são os objetos cotidianos básicos. "Seus irmãos estão todos felizes e emocionados. Todos estão felizes de que ele pode ver agora", diz sua avó. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                 
Em casa, Criscent é carregado pela prima, que lhe mostra a vista da janela. Sua família agora tem a tarefa de ensinar-lhe o que são os objetos cotidianos básicos. "Seus irmãos estão todos felizes e emocionados. Todos estão felizes de que ele pode ver agora", diz sua avó.

                                (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
                 "Ele precisa aprender a reconhecer as coisas e seus nomes. Por exemplo, ele nunca havia visto um barco ou uma galinha, por isso não sabe como as coisas são chamadas", disse Magyezi. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

"Ele precisa aprender a reconhecer as coisas e seus nomes. Por exemplo, ele nunca havia visto um barco ou uma galinha, por isso não sabe como as coisas são chamadas", disse Magyezi.

                           (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
               É o primeiro dia de aula de Criscent. Ele nunca havia visto as letras e precisa aprender o alfabeto do zero. "riscent perdeu muitos anos de aprendizagem e seu cérebro agora precisa colocar-se em dia com o que vê", disse Magyezi. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

É o primeiro dia de aula de Criscent. Ele nunca havia visto as letras e precisa aprender o alfabeto do zero. "riscent perdeu muitos anos de aprendizagem e seu cérebro agora precisa colocar-se em dia com o que vê", disse Magyezi.

                           (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
              Criscent participa de um jogo com outros colegas de classe em uma escola primária local. "Nunca tinha brincado assim antes", disse Criscent, cuja cegueira o impedia de participar em brincadeiras com outras crianças. (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

Criscent participa de um jogo com outros colegas de classe em uma escola primária local. "Nunca tinha brincado assim antes", disse Criscent, cuja cegueira o impedia de participar em brincadeiras com outras crianças.

                          (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)
              A prima de Criscent lhe explica o que é uma flor em frente à casa da família em Bundibugyo. "Adquirir visão é um processo", disse Magyezi. "Com os óculos, Criscent vai aprender a usar seus olhos e o que vê através deles. Assim poderá interpretar o mundo". (Foto: Tommy Trenchard / Sightsavers)

A prima de Criscent lhe explica o que é uma flor em frente à casa da família em Bundibugyo. "Adquirir visão é um processo", disse Magyezi. "Com os óculos, Criscent vai aprender a usar seus olhos e o que vê através deles. Assim poderá interpretar o mundo".

Fonte: g1.globo.com

Cadeirantes fazem protesto e fecham trecho de rua no Centro de Rio Branco

Grupo de deficientes físicos pedia por fraldas geriátricas e sondas uretrais. Rua Marechal Deodoro foi liberada após meia hora nesta sexta-feira (8).

Do G1 AC

     Manifesto cadeirantes (Foto: José Aurismar/ Arquvio Pessoal)
    Cadeirantes fecharam rua no Centro de Rio Branco (Foto: José Aurismar/ Arquvio Pessoal)

Um grupo de aproximadamente 10 cadeirantes fechou um trecho da Rua Marechal Deodoro, no Centro de Rio Branco, por meia hora nesta sexta-feira (8). Os manifestantes cobravam a entrega de materiais como fraldas geriátricas e sondas uretrais, que segundo eles, deixaram de ser entregues pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

Com cartazes, o grupo ficou na frente da sede do órgão até conseguir se reunir com uma equipe da Sesacre. Segundo o diretor da Oficina Ortopédica do Estado, Leunam Ramos, cerca de 30 usuários devem receber o material na próxima segunda-feira (11).

O cadeirante José Aurismar explica que na gestão do secretário Armando Melo, que ocupou a pasta até fevereiro deste ano, teria sido firmado um acordo com a categoria. "A cada três meses a gente dava uma entrada, fazia um cadastro na secretaria para pegar o material. Mas está com dois meses que não tem mais, o almoxarifado está vazio, desde maio não nos dão mais", reclama Aurismar.

Ele afirma ainda que outras conversas e reivindicações já foram feitas em pelo menos cinco reuniões com o novo secretário Gemil Júnior, mas o problema não teria sido resolvido.

Aurismar conta que a falta do material tem causado transtornos aos cadeirantes. "Nós não conseguimos fazer as necessidades, podemos perder os rins, ter problemas renais e infecções são constantes", lamenta.

Segundo o diretor da Oficina Ortopédica, a demanda dos cadeirantes ainda não havia sido repassada para os novos responsáveis, após a mudança na gestão da pasta. Ele enfatiza, porém, que um novo acordo foi firmado e o problema deve ser sanado.

Por fim, Ramos diz que a partir de agora os deficientes físicos serão assistidos por dois setores: o Serviço Social da Sesacre e o setor responsável por pessoas com deficiência física da pasta.

"A Secretaria já entrou em contato com os fornecedores e eles conseguiram os itens já para segunda-feira. Agora eles farão um cadastro para que a Secretaria de Saúde tenha o número certo para saber a quantidade de fraldas e sondas para deixar esses pacientes totalmente assistidos", finaliza Ramos.

Fonte: g1.globo.com

CADEIRAS DE RODAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO CHEGAM AO BRASIL PARA FUTEBOL ADAPTADO

Equipe que vai disputar Campeonato Brasileiro e Taça Libertadores receberá equipamentos adaptados.


Os paratletas do Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS), time carioca de futebol em cadeiras de rodas motorizadas, vão ganhar um reforço na preparação para o Campeonato Brasileiro e Taça Libertadores, que acontece em Buenos Aires. Nesta sexta-feira, dia 08/07, o time receberá quatro novas cadeiras de rodas motorizadas de última geração, todas importadas, que ajudarão muito a mudar o cenário competitivo da modalidade no país. O evento de entrega do equipamento, que acontece às 11h, no Centro Cultural Light(RJ), contará com a presença do tetracampeão mundial Bebeto, padrinho do time.

"É um prazer ser padrinho desse projeto desde o início. O esporte mudou a minha vida e esses atletas são guerreiros, são exemplos de superação. Tenho certeza de que, com estas novas cadeiras, o time poderá se preparar melhor e potencializar as chances de seus atletas participarem da Copa do Mundo, que acontecerá nos EUA, em 2017", acredita Bebeto.

Criado em 2014, o RJPS é o maior time do Brasil, tendo quatro atletas pré-convocados para a Seleção Brasileira de Power Soccer. Já no primeiro ano de sua formação, a equipe foi Campeã Brasileira e, em 2015, conquistou o título de vice-campeã. Para 2016, o RJPS já está classificado para disputar, pela segunda vez, a Taça Libertadores, em Buenos Aires.

"A compra de cadeiras de rodas motorizadas é um dos maiores desafios, pois são equipamentos caros e importados. Por isso, este é um grande momento não só para o RJPS, mas para o esporte nacional que a partir de agora pode competir de igual para igual com as melhores equipes internacionais, e isso só foi possível com a parceria dos patrocinadores", comemora Mônica Dutra, diretora do RJPS.


Para saber mais ligue: (21) 2211-4515

Bike Cadeirante - Como fazer

Uma forma barata e prática de passear de bike com um cadeirante



Eu sou um apaixonado por bicicleta - bike para os íntimos. Fui ciclista minha vida inteira e sempre defendi que andar de bike é uma das atividades mais completas que existe, porque dá prazer, é um ótimo exercício, permite socializar, curtir a natureza ou a cidade, e ainda é barato e não agride o meio ambiente. Passear de bike é muito bom, e não tem limite de idade. E é muito fácil, basta pegar a magrela, encontrar um lugar seguro e pedalar. Só que passear com um cadeirante é um pouco mais complicado, pois pessoas com dificuldade de locomoção não conseguem andar de bike. Felizmente há as adaptações, como as handbikes - que eu utilizo - e triciclos, sem contar as bikes elétricas.
                     
                           
                     Prender a bike à cadeira pode ser bem simples, barato e seguro

Pensando em possibilitar uma amiga passear com sua filha, cadeirante, o mineiro Luiz Valente resolveu projetar uma adaptação para unir uma cadeira de rodas a uma bicicleta, usando como inspiração alguns vídeos que ele viu na internet. A ideia parece simples: substituir a roda dianteira da bicicleta pelas rodas traseiras da cadeira de rodas, transformando-a em um triciclo - ou melhor, quinciclo, pois ficará com cinco rodas, as quatro da cadeira mais a traseira da bike. Mas na prática foi preciso muita criatividade para ligar uma coisa na outra, mantendo o custo baixo.

  
Detalhe da barra de aço que segura o garfo e atravessa o quadro da cadeira

Ele utilizou uma cadeira dobrável da filha da amiga e uma bicicleta doada por um amigo, comprou uma barra de aço inox com rosca de 8 milímetros, porcas de pressão e ruelas de 8 milímetros, junções de 8 milímetros e algumas fitas hellerman - aquelas usadas para lacrar bagagens. Gastou quarenta e cinco reais com todo o material. Então ele fez dois furos no quadro da cadeira de rodas e atravessou a barra de aço de um lado ao outro da cadeira, próximo ao eixo da roda traseira. Ele usou as junções para dar mais força na barra e também para prender o garfo da bike.

As porcas de pressão vão nas duas pontas da barra, para fixar com segurança.

Detalhe da fita hellerman que prende o guidão da bike na cadeira, com fita isolante por cima

A fita hellerman prende o guidão da bike no punho de empurrar da cadeira. Foram utilizadas duas fitas grossas de cada lado, e ele ainda passou fita isolante para reforçar. É importante que esta fixação fique bem firme. A dirigibilidade do conjunto demanda atenção, pois as rodinhas dianteiras da cadeira de rodas não ultrapassam facilmente desníveis e buracos. É preciso ficar atento para não dar trancos no cadeirante nem causar acidentes. Outro ponto de atenção é nas curvas. Como as rodas dianteiras não viram com a bicicleta, ao fazer curvas fechadas a bicicleta tende a virar para fora da curva. Por isso é preciso deitar o corpo para dentro da curva, para balancear. Com estes cuidados, é uma delícia rodar com um companheiro ou companheira pelas ruas e ciclovias da cidade!
Vejam no vídeo abaixo entrevista com o Luiz Valente, criador da Bike Cadeirante, e o test drive que fiz com ele. Agradeço a ele pela oportunidade de mostrar este trabalho.



Tenista campeã de Wiblebon em 2013 está muito abaixo do peso e teme pela vida

collage Tenista campeã de Wiblebon em 2013 está muito abaixo do peso e teme pela vida

A ex-tenista Marion Bartoli, campeã de Wimblebon em 2013, está com excesso de magreza. Isso, claro está preocupando muito a francesa.

Marion se aposentou três anos atrás, mas continuou praticando exercícios físicos, principalmente o tênis. A atleta começou a emagrecer e ficar em forma, perdendo mais de 30 kg desde então, mas no começo deste ano, ela afirma ter contraído um vírus, que está "sugando" sua vida.

A francesa diz que seu corpo está rejeitando certos alimentos, e que sua vida virou um pesadelo. Mas para os críticos, Marion afirma que não tem anorexia, que seu caso é pior.

Temo pela minha vida. Fico preocupada de um dia meu coração parar de bater. Isto não é vida. Estou apenas sobrevivendo. Não desejo isso para ninguém, mas está ficando pior com o passar do tempo. Não sofro disso [anorexia], o que vivo é horrível.

Mas a atleta não se vê preocupada com a magreza, já que se diz "muscular e em forma". Sua preocupação é não conseguir ter força para bater na bolinha de tênis como fazia antigamente.

Marion Bartoli começará um intenso tratamento na Itália, onde permanecerá internada até se curar da doença que contraiu.

Brasil conquista medalhas na Inglaterra e define equipe de hipismo que vai aos Jogos do Rio 2016

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A equipe brasileira de hipismo paralímpico disputou nesta semana o Hartpury College, competição internacional CPDI 3 estrelas na Inglaterra. O país deixou o Reino Unido com diversas medalhas e a definição dos atletas que vão representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 – que ocorrem de 7 a 18 de setembro.

A equipe brasileira ficou com a prata por equipes no evento, que contou com a participação de 8 países. Além disso, Sérgio Oliva (grau Ia) conquistou duas medalhas de bronze, nas provas de freestyle e individual. Thiago Fonseca (grau IV), por sua vez, foi medalhista de prata no estilo livre e terceiro colocado no individual. Marcos Fernandes Alves, o Joca (grau Ib), ficou em terceiro no individual. Por fim, Vera Lucia Mazzili (grau Ia) foi quinta colocada no individual.

Desta maneira, Vera, Sérgio, Joca e Rodolpho Riskalla serão os titulares do Brasil nos Jogos. Thiago também comporá o time, mas como reserva. A expectativa é grande para bons resultados no Rio 2016.

“A delegação chega com grande chances de medalhas por equipes e também no individual. Nunca chegamos tão bem preparados como equipe. Tínhamos resultados apenas aleatórios, mas hoje temos uma equipe bem preparada, com resultados expressivos, e todos com 69% e 72%, uma média que briga por medalha”, disse Marcela Parsons, Diretora de Paraequestre da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Fonte: cpb.org.br

Tenha um banheiro acessível e adaptado para você. Veja o vídeo!

No vídeo de hoje você vai saber como fazer um banheiro acessível e adaptado para sua deficiência!


Fonte: amigoscadeirantes.com

Seleção Brasileira de Futebol de 5 convocada para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

                          Seleção Brasileira na última conquista nos Jogos de Londres 2012
Foto: Seleção Brasileira na última conquista nos Jogos de Londres 2012 (Foto: Márcio Rodrigues/CPB)

A Seleção Brasileira de Futebol de 5 que vai em busca da quarta de medalha de ouro e tentar manter a hegemonia nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi confirmada pelo técnico Fábio Vasconcelos. O selecionado canarinho contará com jogadores multicampeões, entre eles o craque Ricardinho, melhor jogador do mundo, e que está em processo de recuperação após passar por uma cirurgia no mês de abril.

O Brasil está no Grupo A da competição e estreia no dia 09 de setembro – ainda sem a definição da ordem dos jogos. Na primeira fase a Seleção enfrentará Turquia, Marrocos e Irã. A outra chave tem Argentina, China, Rússia e México, possíveis adversários na semifinal do dia 15 caso o Brasil avance. A final do Futebol de 5 será no dia 17, penúltimo dia dos Jogos Paralímpicos.

- Participar de uma Paralimpíada no Brasil me deixa muito feliz. É uma honra estar representando o país dentro da nossa casa, junto da nossa torcida. Graças a Deus tive essa oportunidade e vou fazer o meu melhor nos Jogos e dar alegria a essa torcida. Vai ser uma oportunidade única – vibrou o ala/pivô Raimundo Nonato, campeão paralímpico em Londres 2012.

Companheiro de Nonato em mais uma Paralimpíada, o fixo Cássio Reis afirmou que o objetivo da seleção não tem outro foco a não ser o lugar mais alto do pódio. Segundo o baiano, a equipe fez um excelente trabalho ao longo do ciclo, desde 2013, o que manteve a confiança em alta.

- Não haveria outro pensamento para qualquer um de nós que compõe a seleção senão o objetivo maior que é a medalha de ouro. A gente vem trabalhando durante todo o ciclo com esse objetivo e graças a Deus todos os pilares foram construídos da melhor forma possível e de maneira solida. Temos total confiança. Estamos no nosso melhor e o grupo tem a sensação de dever cumprindo, de um trabalho bem feito – disse o fixo Cássio, que ainda emendou.

- Já tive a felicidade de vestir a camisa da seleção brasileira numa Paralimpíada. Sei da importância que é a maior competição de todas. Graças a Deus tive a felicidade de trazer a medalha de ouro (em Londres 2012), então a gente sabe que com aquele titulo a gente traz a obrigação de fazer bonito dentro de casa. Temos um histórico que nos obriga a isso. Temos essa responsabilidade e a gente sabe que a pressão será grande. Todos os olhos estarão voltados para nós. Sem sombra de dúvidas farei o que for possível e sempre frisando a superação para que a gente consiga o nosso objetivo. Sei que todos estão com o mesmo pensamento; comissão e atletas do Futebol de 5 falam a mesma língua, vestem a camisa da mesma forma. Faremos o melhor possível para manter essa hegemonia e abraçar essa medalha de ouro mais uma vez – finalizou o defensor brasileiro.

Desde 2007 a Seleção Brasileira conquistou todas as competições que participou. De lá pra cá foram duas Paralimpíadas (o Brasil tem três), duas vezes o mundial (o Brasil é tetra), três Parapan-Americanos, duas edições da Copa América, além de desafios internacionais.

Confira a lista completa.

Goleiros
Luan de Lacerda Gonçalves – AGAFUC/RS
Vinícius Tranchezzi Holzsauer – APADV/SP

Fixo
Cassio Lopes dos Reis – ICB/BA
Damião Robson de Souza Ramos – APACE/PB

Alas
Gledson da Paixão Barros – APADV/SP
Severino Gabriel da Silva – APACE/PB
Tiago da Silva – URECE/SP

Pivôs
Jeferson da Conceição Gonçalves – ICB/BA
Raimundo Nonato Alves Mendes – ADVP/PE
Ricardo Steinmetz Alves – AGAFUC/RS

Fonte: cbdv.org.br

Clubes têm até segunda-feira, 11, para confirmar provas para a 2ª etapa nacional do Circuito Loterias Caixa

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O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio do seu Departamento Técnico, publica nesta sexta-feira, 8, o balizamento prévio de provas de atletismo e natação para a segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa. A competição ocorrerá no próximo fim de semana, entre os dias 15 e 17 de julho, em São Paulo.

Os clubes têm até a segunda-feira, 11, para realizar a confirmação de provas. Os atletas já estão com suas provas confirmadas automaticamente no sistema. Caso queira efetuar desistências de provas, o clube precisa acessar a opção “confirmar provas” no menu de inscrição e fazer as retiradas, obedecendo o prazo mencionado acima. Para retirar atletas da competição, o clube deverá se atentar para as multas previstas no Regulamento.

O programa de provas oficial será publicado na terça-feira (12) juntamente com o Programa Horário e serão estes os utilizados na competição. (Não serão entregues novos documentos no Congresso Técnico).

Confira abaixo o balizamento prévio das modalidades.




Fonte:

História das Paraolimpíadas

 

Para as pessoas com deficiências físicas, o esporte adaptado só teve início oficialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos soldados voltavam para casa mutilados. As primeiras modalidades competitivas surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra. Nos Estados Unidos surgiram as primeiras competições de Basquete em Cadeiras de Rodas, Atletismo e Natação, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América). Na Inglaterra, o neurologista e neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que cuidava de pacientes vítimas de lesão medular ou de amputações de membros inferiores, teve a iniciativa de fazer com que eles praticassem esportes dentro do hospital.


                                       

Em 1948,o neurocirurgião aproveitou os XVI Jogos Olímpicos de Verão para criar os Jogos Desportivos de Stoke Mandeville. Apenas 14 homens e duas mulheres participaram. Já em 52, os Jogos de Mandeville ganharam projeção, contando com a participação de 130 atletas portadores de deficiência. Tornou-se uma competição anual.

Em 1958, quando a Itália se preparava para sediar as XVII Olimpíadas de Verão, Antonio Maglia, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, propôs que os Jogos de Mandeville do ano de 1960 se realizassem em Roma, após as Olimpíadas. Aconteceram então os primeiros Jogos Paraolímpicos, as Paraolimpíadas. A competição teve o apoio do Comitê Olímpico Italiano, e contou com a participação de 240 atletas de 23 países.

                               

Com o sucesso dos jogos o esporte se fortaleceu e fundou-se a Federação Mundial de Veteranos, a fim de discutir regras e normas técnicas. Ao longo dos anos, a competição foi crescendo muito. Por problemas de organização, as Paraolimpíadas de 1968 e 1972 ocorreram em cidades diferentes da sede das Olimpíadas, constituindo excessões na história dos Jogos Paraolímpicos. Em 1988, em Seul, os jogos voltaram a ser disputados na mesma cidade que abriga as Olimpíadas. O primeiro ano de participação brasileira foi 72.

As Paraolimpíadas são disputadas a cada quatro anos, nos mesmos locais onde são realizadas as Olimpíadas, usando a mesma estrutura montada para os atletas olímpicos. São 19 modalidades em disputa por atletas portadores de deficiências, divididos em categorias funcionais de acordo com a limitação de cada um, para que haja equilíbrio.

Os últimos Jogos Paralimpícos ocorreram em 2012, em Londres, na Grã Bretanha depois da escolha da cidade para sediar os Jogos Paralímpicos e Olímpicos de Verão de 2012. O time brasileiro conquistou 21 medalhas de ouro, 14 de prata e 8 de bronze, ficaram em 7º no quadro de medalhas de todos os países.

Esse ano os Jogos Paralímpicos serão realizados no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 18 de Setembro. Quero convidar você para que junte-se a nós e torça pelo nosso país, vibre em cada vitória e apoie em toda derrota. Somos brasileiros, só que mais do que isso, somos pessoas com deficiência e temos orgulho do time de paratletas que nos representa!


Professora Paraplégica acredita na Inclusão de Pessoas com Deficiência a Partir do Olhar Solidário

Foto: G1

Rosileia da Costa Borges. Esse é nome da professora “Léia”, que, com cerca de 20 anos de experiência, tem inspirado inúmeros alunos e profissionais da Escola Estadual Henriqueta Miranda, da cidade de Rifaina, SP, com sua história de superação. A vida da educadora é inspiração para nos atentarmos àacessibilidade e à inclusão daqueles que enfrentam as limitações do corpo dia a dia, principalmente nesta quarta-feira, 3, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Em 2007, ela perdeu o movimento dos membros inferiores num acidente de carro. Alguns órgãos também foram prejudicados. Ela relembrou que voltava de uma fazenda quando saiu de uma estrada de terra para uma rodovia cheia de curvas. Um descuido foi fatal. “Sempre usei cinto de segurança e pedia para os passageiros do carro também usarem, mas nesse dia eu não estava usando. Enquanto dirigia, abaixei para pegar um CD. A rodovia não tinha acostamento e sim uma beirada alta. Como o carro estava ‘puxando’ um pouco para a direita, perdi o controle e ele capotou. Nenhum dos meus irmãos se machucou, mas fui arremessada para fora do veículo”, conta.

                                             Foto: G1
                                             

Léia ficou internada por 25 dias e passou por uma cirurgia na coluna. No entanto, os movimentos das pernas não eram mais os mesmos. "Fui percebendo que eles não estavam voltando. Fui para o centro de reabilitação de um hospital de Belo Horizonte, MG, e lá fui aprendendo a viver em cadeira de rodas."

A volta de Léia à sala de aula ocorreu cinco anos depois do acidente. O retorno foi na Escola José dos Reis Miranda Filho, em Franca, no interior paulista. Há seis meses pediu transferência para Rifaina, onde encontrou toda uma infraestrutra para continuar sua vocação. "A escola foi reformada com acessibilidade. Quando cheguei, o colégio já estava adaptado. Colocaram rampas, deixaram os banheiros acessíveis. Eu me senti acolhida, foi uma satisfação enorme e uma alegria de me sentir útil novamente. Quando somos incentivados, sentimos mais ânimo para fazer a diferença. Os pequenos me receberam muito bem”, reitera.

Emocionada, ela relatou que o filho Lucas serviu como incentivo para que continuasse a lutar pela vida. “Por ele, eu sentei na cadeira; por ele, eu aprendi a jogar basquete sobre cadeira de rodas, aprendi a dançar, a voltar a trabalhar, a viajar no meu carro adaptado, a passear, a estar com ele na escola. Independentemente de estar de cadeira de rodas ou não, estar com ele é a minha maior razão de viver, minha maior motivação", ressalta.

Para lecionar, a educadora usa uma cadeira de rodas motorizada, que a deixa em pé e facilita o trabalho. Entretanto, ela pondera que seus “familiares e amigos fizeram uma rifa para adquirir o equipamento. Deveria haver um acesso econômico, mais em conta, para uma melhor qualidade de vida para outras pessoas com deficiência".

NADA DE SE ISOLAR EM CASA

Pegar o carro adaptado e dirigir 30 quilômetros de Sacramento, MG, onde mora, até Rifaina é motivo de satisfação para Léia. Até porque locomover-se duas vezes por semana para dar suas aulas de apoio pedagógico a educandos dos quintos e sextos anos é problema superado.

Com o dinheiro reembolsado pela seguradora do carro capotado, a professora comprou outro veículo e adaptou-o às suas necessidades. “Uma lei permite que as pessoas com deficiência adquiram carro isentos do ICMS e IPVA. Então, consegui um desconto bom. É uma forma de garantir maior mobilidade e exercer os direitos de cidadão, como o de ir e vir", alertou.

                         Foto: G1
                         

Tendo consciência de que é um exemplo de superação e independência diante das limitações físicas que tem, Léia acredita que a sociedade tem progredido, ainda que a passos “muito lentos”, na inclusão das pessoas com deficiência. Ela lembra que, ao conhecer o basquete adaptado na Universidade de Franca, teve contato com “pessoas que já se encontravam 20 anos na cadeira de rodas e que relatavam não saírem de casa por sentirem vergonha da condição limitada.”

OLHAR SOLIDÁRIO

Léia serviu de inspiração para as pessoas que não notavam a importância da promoção da acessibilidade. Ela contou que tinha dificuldades para frequentar alguns estabelecimentos. Por conta das visitas constantes da educadora, os donos adaptaram seus espaços e, hoje, tais mudanças servem a outras tantas pessoas com limitações físicas. “Locais onde só havia escadas, agora há elevadores e rampas. Ainda lutamos [para conscientizar] os motoristas que colocam o carro na vaga para deficientes. Mas a sociedade está se humanizando e cumprindo melhor as leis de direito à pessoa com deficiência”.

A professora destaca que um sentimento pode trazer mudanças significativas a partir do momento em que for compartilhado por todos: “Se você não tiver sensibilidade para perceber a limitação do outro, não terá para perceber a sua própria. Cada um de nós tem limitações e temos que enfrentá-las todos os dias. A minha é de não andar, a do outro, talvez, seja de não conseguir pegar algum objeto com as mãos ou ainda não saber se concentrar. Cada um, integrando a humanidade, está aqui para evoluir. E devemos auxiliar um ao outro. Precisamos muito desse ‘despertar’ de saber olhar para o outro com sensibilidade, com amor".

CPB divulga os resultados da 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa

                              Silvânia Costa foi ouro no salto em distância. Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX
         Silvânia Costa foi ouro no salto em distância. Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou, nesta sexta-feira, 8, os resultados oficiais da 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa, disputado em 25 e 26 de junho, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Confira abaixo os resultados:




Fonte: cpb.org.br

Oficinas e debates gratuitos em acessibilidade cultural para os Jogos 2016

Como objetivo de estimular a produção artística por pessoas com deficiência, o festival ‘Unlimited” foi uma das principais atrações dos Jogos Londres 2012

                 Num palco, guitarrista pula com guitarra na mao, com dois cadeirantes ao lado.           

Para estimular um melhor atendimento a pessoas com deficiência em centros culturais durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o British Council promoverá oficinas de formação em acessibilidade entre os dias 11 a 13 de julho, na Rio 2016 e na Biblioteca Parque.

O Fórum Unlimited de Acessibilidade na Cultura oficializa a passagem do legado cultural entre Londres e o Rio de Janeiro, a um mês do grande evento. O encontro é gratuito e aberto ao público, mediante inscrição prévia.

O trabalho será conduzido por especialistas brasileiros e profissionais britânicos da Shape Arts, instituição inglesa de incentivo a artistas com deficiência que apresentou o seu trabalho em 2012, em Londres, quando a cidade recebeu 4237 atletas paralímpicos. São elas Barbara Lisicki, que atuou como gerente de Acessibilidade nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres, e Zoe Partington-Solinger, gerente de arquitetura do projeto Inside Out, que reúne artistas e arquitetos com deficiência para explorar novas formas de concepção de espaços acessíveis. Todos os consultores da Shape Arts são artistas profissionais com deficiência e experiências significativas na área de acessibilidade.

Os encontros são abertos ao público e fazem parte do projeto faz parte do Unlimited, o maior programa de incentivo a trabalhos produzidos por artistas com deficiência do mundo, e que foi apresentado pela primeira vez como parte das Olimpíadas Culturais de 2012, evento paralelo à competição oficial.

Programação

Mesa 1 | A Excelência Artística e a Acessibilidade nas Artes

Data: 11 de julho, segunda-feira, das 10h20 às 13h

Local: Rio2016 – Rua Ulysses Guimarães, 2016 – Cidade Nova

Participantes

Barbara Lisicki – Shape Arts

Maria Teresa Taquechel – PULSAR e Rede Unlimited

Luiz Coradazzi – British Council

Mediação: Liliane Rebelo – British Council

11h30 às 13h: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited



Mesa 2 | A Criatividade no Uso dos Recursos de Acessibilidade

Data: 11 de julho, segunda-feira, das 15h às 17h45

Local: Rio2016 – Rua Ulysses Guimarães, 2016 – Cidade Nova

Participantes

Camila Alves – CCBB e Rede Unlimited

Marcos Lima – Rio2016

Zoe Partington – Shape Arts

Mediação: Paula Lopez – consultora independente e Rede Unlimited

16h15 às 17h45: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited



Mesa 3 | Modelo Social e Outras Abordagens da Deficiência nas Artes e na Cultura

Data: 12 de julho, terça-feira, das 10h20 às 13h

Local: Biblioteca Parque Estadual – Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro

Participantes

Virginia Kastrup – UFRJ

Melina Almada – Museu do Amanhã e Rede Unlimited

Barbara Lisicki – Shape Arts

Mediação: Regina Cohen – Núcleo Pró-Acesso da UFRJ

11h30 às 13h: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited



Mesa 4 | Produção Cultural: a importância da formação em acessibilidade

Data: 12 de julho, terça-feira, das 15h às 17h45

Local: Biblioteca Parque Estadual – Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro

Participantes

Zoe Partington – Shape Arts

Paula Lopez – consultora independente e Rede Unlimited

Vinicius Daumas – Crescer e Viver

Mediação: Luciana Adão – Oi Futuro

16h15 às 17h45: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited



Mesa 5 | Como Avançar e Fortalecer Políticas Públicas

Data: 13 de julho, quarta-feira, das 10h20 às 13h

Local: Biblioteca Parque Estadual – Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro

Participantes

Osvaldo Emery – Ministério da Cultura

Vera Schroeder – Secretaria de Cultura do Estado

Mediação: Lucimara Letelier – British Council

11h30 às 13h: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited



Mesa 6 | Curadoria e Comunicação

Data: 13 de julho, quarta-feira, das 15h às 17h45

Local: Biblioteca Parque Estadual – Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro

Participantes

Luis Mauch – Mais Diferenças

Paula De Renor – curadora do Janeiro de Grandes Espetáculos, festival internacional de artes cênicas

Isabel Portella – curadora do Museu da Republica e RAM

Mediação: Liliane Rebelo – British Council

16h15 às 17h45: Espaço Aberto liderado pela Rede Unlimited

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Pai aprende Libras e ensina surfe para filho deficiente auditivo no litoral de SP

Filho de Nielser Mingardi passou por problemas de saúde assim que nasceu e, como sequela, perdeu praticamente toda a audição. Esporte estreitou laços entre pai e filho

Por João Paulo de Castro Itanhaém, SP

                       Dudu e Nielser surfam há 13 anos juntos (Foto: Nielser Mingardi / Arquivo Pessoal)
                              Dudu e Nielser surfam há 13 anos juntos (Foto: Nielser Mingardi / Arquivo Pessoal)

Duas paradas cardíacas, quatro infecções diferentes, gripe, bronquite e 59 dias na UTI, já nos primeiros dias após sair do ventre materno. A trajetória de Eduardo Mingardi, hoje com 14 anos, não começou fácil. O jovem nasceu com diversos problemas respiratórios e, assim que saiu da sala de parto, iniciou sua luta pela vida.

Por conta dos antibióticos utilizados durante o tratamento, no período de internação, o adolescente adquiriu, como sequela, uma deficiência severa e profunda na audição. A anomalia, porém, só foi detectada quando o garoto tinha um ano e oito meses de vida.

O pai de Eduardo, Nielser Mingardi, não esmoreceu diante dos problemas de saúde do filho, o segundo fruto de um casamento rompido antes de seu do nascimento.

– Não tem como falar que não foi um baque quando descobrimos. Emociona. Mas sempre fui um cara que busca soluções para os problemas. Na hora, queria trocar de lugar com ele, dar a minha audição e ficar com a dele, mas isso não era possível. Então, passei a buscar formas de melhorar a sua qualidade de vida – disse.

Após descobrir a doença de Dudu, como é chamado por colegas e familiares, Mingardi passou a assumir, além do papel de pai, a função de professor e melhor amigo do garoto. Na época, já divorciado da mãe de Eduardo, o bombeiro e ex-policial militar começou a estudar a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para poder se comunicar com o filho.

                                 MOSAICO pai aprende libras surfe  filho deficiente auditivo (Foto: Editoria de Arte)

– Comecei a aprender o idioma do zero. Quando o Dudu deu o primeiro retorno, foi emocionante. Ele não sabia falar nada, ia até o vaso sanitário para mostrar que queria água. Então, ensinei que ele tinha de apontar para o filtro, e assim ele fez. Quanto mais aprendia, mais eu queria ensinar – falou.

Ainda trabalhando como bombeiro, Nielser economizou parte do salário para comprar um aparelho auditivo para o filho. No entanto, quando o jovem ainda cursava a Educação Infantil, indicou ao pai que não estava gostando do barulho gerado pelo equipamento.

– O problema dele é muito grave. Com o aparelho, não havia um ganho tão grande de audição, e ele acabava escutando apenas alguns ruídos. Na pré-escola, ele cavou um buraco no parque e enterrou o aparelho. Acho que não gostava muito (risos) – relatou.

Com as aulas de Libras, o laço entre os dois estreitou. Aos três anos, Dudu pediu para morar com o pai e, então, o esporte os uniu ainda mais. Surfista amador desde 1987, Nielser passou a levar o garoto à praia e começou a lhe ensinar a modalidade.

– Penso que, se o filho é meu, tenho que cuidar dele e o levar para onde for. Quando ia surfar, fazia questão de levá-lo. Às vezes, não tinha com quem deixá-lo na faixa de areia, então, comecei a ensinar como ficar em cima da prancha, e ele se divertia muito com isso. É algo impagável – comentou.

Após a introdução do jovem no esporte, a relação entre os dois se intensificou. Além de pai e professor de Libras, Nielser tornou-se treinador de Dudu.

- De dois anos para cá, ele cresceu muito rápido e perdeu a noção do próprio corpo. Então, estamos fazendo um trabalho de fortalecimento, com pilates e muay thai. A cada onda que ele pega, ou a cada bateria pela qual passa, é uma emoção muito grande – finalizou o pai de Eduardo.

Atualmente, Dudu participa do Circuito Municipal de Surfe de Itanhaém, no litoral de São Paulo, e ocupa a quarta colocação no ranking da categoria Iniciante. O adolescente, porém, ainda precisa se adaptar às competições.

- Acredito que minha maior dificuldade é saber quando começam ou terminam as baterias durante os campeonatos. Na segunda etapa do Circuito Municipal de Surfe, tive um amigo para me ajudar e, mesmo assim, foi difícil. Até entrei atrasado na bateria – lembrou.

Dudu acumula medalhas no surfe (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)Dudu acumula medalhas no surfe (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)