sábado, 16 de julho de 2016

Emoções de um jogo de futebol audiodescrito

Torcedores cegos no gramado. Eles vestem a camisa do Palmeiras, estão abraçados e comemoram cantando o hino do time
Torcedores cegos no gramado. Eles vestem a camisa do Palmeiras, estão abraçados e comemoram cantando o hino do time

Palmeiras versus Atlético Paranaense marcou duas estreias: foi o primeiro jogo do Campeonato Brasileiro 2016 e o primeiro jogo de futebol após a Copa do Mundo a oferecer o serviço de audiodescrição para os espectadores com deficiência visual. Lógico que eu, “porco fanático” e “fanático por audiodescrição”, não poderia deixar de estar lá para voltar a sentir as emoções de um jogo de futebol. Perdi a visão faz 35 anos e ainda tenho vivo na memória como era o antigo Parque Antártica, pois, desde pequeno, meu pai me levava para assistir quase todos os jogos do Palmeiras. Era grande a curiosidade de conhecer a novíssima e, segundo comentários generalizados, belíssima Arena Allianz Parque. Mas como satisfazer essa curiosidade sem alguém para descrever fielmente a arquitetura do estádio?

A bola do jogo

Início do jogo marcado para as 16:00h, encontro agendado para as 13:30h em um dos portões da Arena. A medida que os 24 torcedores com deficiência visual e seus acompanhantes convidados para o evento iam chegando, eram imediatamente conduzidos para seus assentos na arquibancada inferior do estádio. Todos presentes, faltando ainda bastante tempo para o início da partida, começou o serviço de audiodescrição com a Rosa Matsushita mostrando e descrevendo para cada um detalhes da bola que seria usada no jogo.

“Chamada de Ordem CBF Brasil 3 e com “gráfico amarelo inconfundível do Brasil”, ela é, segundo a Nike, sua fabricante, a “melhor já projetada em termos aerodinâmicos”. O modelo – produzido com 40% de couro sintético, 30% de borracha, 20% de poliéster e 10% de algodão – é o mesmo utilizado nos Campeonatos Espanhol, Inglês e Italiano”, dizia Rosa.

Reconhecimento do campo

Em seguida, fomos convidados a descer para um reconhecimento tátil do campo: a grama natural no campo e artificial nas laterais, as marcações que antigamente eram feitas com cal e agora são pintadas na grama, as traves, as bandeirinhas que em minha lembrança eram bem mais baixas e não tinham astes flexíveis, os bancos dos reservas que eram de madeira pintados de branco e agora são verdes, acolchoados, protegidos por uma semi cúpula de acrílico e foram transferidos das laterais de um dos gols para as laterais na altura do meio do campo. Durante todo esse percurso, Rosa e Bruno se alternavam: ela fazendo a audiodescrição; ele contando a história do Palmeiras com suas tradições, seus títulos, como surgiu o Parque Antártica, como nasceu o Allianz Parque…

                         Grupo de cegos fazendo o reconhecimento tátil do campo. Bruno e Rosa a frente com papéis nas mãos.
Grupo de cegos fazendo o reconhecimento tátil do campo. Bruno e Rosa a frente com papéis nas mãos.

A surpresa

O reconhecimento do gramado terminou com uma surpresa. Pediram que todos os cegos sentassem no banco de reservas porque o periquito, mascote do Palmeiras (tenho dúvidas se já não deveria ser o “porquinho” risos) nos entregaria um presente. Um por um fomos chamados pelo nome para recebermos a nova camisa oficial do Palmeiras que, por sinal, seria a terceira estreia do dia.

Preleção do jogo

Já de volta a nossos assentos e “armados” com os radinhos e fones de ouvido de audiodescrição, ouvimos Bruno e Dimitri fazerem a preleção do jogo: descrições dos uniformes oficiais dos dois times, a aparência dos jogadores (algumas exóticas), a história dos confrontos entre os dois times, os uniformes de treino e a movimentação dos jogadores em campo enquanto faziam o aquecimento.

O jogo e a audiodescrição

Apesar do Palmeiras estar vencendo por 1 a 0, o primeiro tempo do jogo foi “morno”, e a audiodescrição também. Durante o intervalo, jogadores no vestiário recebendo instruções para corrigirem suas falhas, e os audiodescritores conversando com seus convidados para saberem o que precisariam melhorar. Iniciado o segundo tempo, bastaram 20 segundos para o Palmeiras mostrar que seria uma goleada, e os audiodescritores demonstrarem que também haviam assimilado direitinho qual deveria ser a estratégia para o segundo tempo.

Ainda no intervalo, Rosa trouxe uma maquete da Arena Allianz Parque para que pudéssemos tatear e assim entendermos melhor a grandiosidade do empreendimento.

Fim do jogo: Palmeiras 4, Atlético 0, e outra goleada da audiodescrição!

                 Audiodescritores sentados em uma mesa usando fones de ouvido e com microfones, ao fundo os torcedores com deficiência visual
Audiodescritores sentados em uma mesa usando fones de ouvido e com microfones, ao fundo os torcedores com deficiência visual

Futuro

Pessoalmente adorei a experiência, me fez lembrar dos tempos, ainda com visão, que comparecer aos jogos do Palmeiras era parte da agenda de quase todos os finais de semana. Ouvi comentários muito semelhantes dos outros cegos que também puderam vivenciar essa experiência. Em relação à forma como foi feita a audiodescrição dos jogos da Copa com pessoas treinadas pelos audiodescritores da FIFA, gostei bem mais da “audiodescrição tupiniquim”!

Fontes: Blog da Audiodescrição - turismoadaptado.wordpress.com

Ministério da Saúde vai excluir do SUS medicamento para esclerose múltipla

Ministério da Saúde publica decisão sobre reposicionamento do Avonex no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Esclerose Múltipla do SUS

por Wilson Faustino


Ministério da Saúde acata recomendação da CONITEC de manter a dispensação da terapia para pacientes que já fazem uso do Avonex e suspender a inclusão de novos pacientes


A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (CONITEC) publicou na última sexta-feira, 8 de julho, a decisão de reposicionar a betainterferona 1a de 30 mcg (AVONEX®) no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Esclerose Múltipla do Sistema Único de Saúde. A decisão determina a manutenção do fornecimento gratuito da terapia por tempo indeterminado para os pacientes que já fazem uso de Avonex e prevê o fim da dispensação para novos pacientes diagnosticados. Contudo, ainda não está claro qual será o critério de elegibilidade para pacientes recém-diagnosticados. Para o esclarecimento de todo o processo, ainda será necessária a publicação de um novo Protocolo Clínico para tratamento da Esclerose Múltipla no SUS, o que deve acontecer em até 180 dias. Até a publicação do novo Protocolo pelo Ministério da Saúde, a situação atual de pacientes e médicos prescritores permanece a mesma, sem alterações.

A decisão apresenta um progresso para a comunidade em relação à recomendação inicial da CONITEC, que era de exclusão total do fornecimento do medicamento no SUS, contudo, limita as opções terapêuticas para pacientes e médicos e priva novos pacientes de se beneficiarem desta importante terapia, uma das mais prescritas atualmente para pacientes recém diagnosticados. A betainterferona 1a de 30 mcg é a única terapia na primeira linha de tratamentos para esclerose múltipla do SUS com aplicação única semanal, o que representa benefícios para o paciente, especialmente relacionados à sua aderência e comodidade. Disponível em mais de 90 países e utilizado por cerca de 127 mil pessoas em todo o mundo, é ainda hoje um dos medicamentos mais prescritos para o tratamento da doença. Há 12 (doze) anos, o medicamento está disponível no sistema público de saúde do Brasil e tem enorme aceitação de pacientes e comunidade médica.

A decisão do Ministério contraria as opiniões dos especialistas, pacientes e cuidadores aferidas durante o processo de Consulta Pública realizada pela CONITEC em julho de 2015. Tal consulta gerou enorme mobilização a favor da manutenção do tratamento no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla do Ministério da Saúde. O engajamento foi tão significativo que, durante os 20 dias da consulta, foram recebidas 4.824 contribuições, sendo que 95% foram favoráveis à manutenção do medicamento como opção de primeira linha para o tratamento da esclerose múltipla recorrente remitente no SUS.

Cerca de 300 contribuições foram realizadas por médicos especialistas e todos os argumentos pela manutenção do produto foram fundamentados por meio de artigos científicos e estudos que comprovam a eficácia e segurança da medicação. Quatro contribuições vieram de órgãos do Ministério da Saúde, todas igualmente favoráveis à manutenção. As cerca de 4.500 contribuições restantes foram de autoria de pacientes, cuidadores e sociedade civil que, em sua grande maioria, defenderam a manutenção da terapia no SUS, muitas por meio de relatos pessoais baseados na experiência de vida real com o produto.

Outro agravante dessa decisão é o fato de que a CONITEC desconsiderou diversas análises importantes e utilizou evidências científicas para formular sua decisão que não foram disponibilizadas durante o período de consulta pública, o que impede a ampla e plena participação da sociedade no processo de tomada de decisões da CONITEC e lança dúvidas sobre a qualidade do parecer técnico-científico da entidade.

Algumas das análises desconsideradas pela CONITEC dizem respeito a evidências de estudos conduzidos na prática clínica. Diversos autores relatam na literatura que existem diferenças nos resultados dos estudos das betainterferonas quando avaliadas nos ambientes de estudos clínicos randomizados versus prática clínica, os intitulados ‘estudos de vida real’. Os estudos de corte retrospectivos de vida real com grande poder estatístico e amostral indicam que não existem diferenças na eficácia das betainterferonas existentes.

Estudos de vida real têm um papel importante na pesquisa comparativa da eficácia entre tecnologias. De acordo com o Instituto de Pesquisa de Resultados Focados no Paciente (The Patient-Centered Outcomes Research Institute - PCORI) dos Estados Unidos, os estudos retrospectivos podem ter uma validade externa superior aos estudos randomizados, tornando-os importantes no fornecimento de informações complementares uteis para tomadas de decisões de reembolso e incorporações.

Outra falha importante presente na análise conduzida pela CONITEC foi a observação da adesão ao tratamento nos pacientes em uso das betainterferonas, via DATASUS. A partir de 2012, houve mudança na apresentação da betainterferona 1a de 30 mcg, passando a ser administrada via caneta auto-injetora. Anteriormente, o mesmo medicamento era fornecido apenas em seringas preenchidas. Existe um conjunto de evidências que demonstram que o medicamento disponibilizado no novo dispositivo de caneta auto-injetora é associado a maiores níveis de adesão, permanência em tratamento e satisfação por parte do paciente. Soma-se a essa falha, outra relacionada à análise de adesão. A betainterferona 1a de 30 mcg é predominantemente prescrita para pacientes não tratados anteriormente, ou seja, recém-diagnosticados com esclerose múltipla recorrente remitente ou no estágio inicial da doença em CIS (síndrome clínica isolada), o que pode significar que existe probabilidade maior de troca da betainterferona 1a de 30 mcg por outras terapias. Para evitar vieses, a comparação da adesão ao tratamento deveria ter sido feita em pacientes não tratados previamente.

Além do processo de consulta pública, o assunto também foi debatido em outubro de 2015 em audiência pública, que reuniu especialistas médicos, associações de pacientes e a CONITEC na comissão de Seguridade Social e Família e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados. Sumaya Caldas Afif, representante da ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) na audiência, declara: “A discussão a respeito da exclusão foi um retrocesso imenso. Deveríamos gastar nossa energia com a incorporação de novas tecnologias e medicamentos, não o contrário. A decisão pela restrição vai além: fere direitos constitucionais, como o do acesso à saúde”.

Inúmeros estudos comprovam que o medicamento é eficaz em reduzir os surtos da doença, comparado ao placebo, além de reduzir a velocidade de progressão da incapacidade dos pacientes. Revisões da literatura também comprovam que a betainterferona 1a de 30 mcg tem eficácia comparável a todas as outras betainterferonas disponíveis hoje no mercado, com o benefício de ser a única terapia de plataforma de administração semanal e intramuscular, o que representa benefícios na comodidade para o paciente e no manejo do tratamento para o médico. “Na minha opinião, o acesso a este medicamento deveria permanecer inalterado e garantido a todos os pacientes”, lamenta o Dr. André Matta, médico neurologista representante do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas.

A Biogen, laboratório responsável pela produção e comercialização do AVONEX®, tem fortes questionamentos em torno dessa decisão e, portanto, envidará todos os esforços possíveis, para que não ocorra esse retrocesso em nosso Sistema de Saúde e para assegurar que médicos e pacientes com Esclerose Múltipla possam contar com o arsenal terapêutico completo e necessário para o gerenciamento desta grave doença.

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença neurológica de caráter inflamatório e neurodegenerativo. Está relacionada à destruição da mielina – membrana que envolve as fibras nervosas responsáveis pela condução dos impulsos elétricos no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos. A perda da mielina pode dificultar e até mesmo interromper a transmissão de impulsos. A inflamação pode atingir diferentes partes do sistema nervoso, provocando sintomas distintos, que podem ser leves ou severos, sem hora certa para aparecer.

A esclerose múltipla geralmente surge sob a forma de surtos (sintomas neurológicos que duram ao menos um dia) recorrentes. A maioria dos pacientes diagnosticados são jovens, entre 20 e 40 anos, o que resulta em um impacto pessoal, social e econômico considerável por ser uma fase extremamente ativa do ser humano. A progressão, a severidade e a especificidade dos sintomas são imprevisíveis e variam de uma pessoa para outra. Algumas são minimamente afetadas pela doença, enquanto outras sofrem rápida progressão até a incapacidade total.

A doença de origem autoimune ainda não tem cura, mas as terapias atualmente disponíveis permitem controlar sua progressão, reduzindo a recorrência de surtos e aliviando os sintomas. O objetivo principal do tratamento é manter a doença estável. Os medicamentos, aliados ao suporte de uma equipe médica multidisciplinar e a um estilo de vida adaptado, permitem ao paciente conviver com a doença de forma controlada e manter a qualidade de vida.

Sobre a Biogen

A Biogen é uma empresa global de biotecnologia, com sede nos Estados Unidos, que desenvolve terapias inovadoras para o tratamento de doenças neurodegenerativas, hemofilia e disfunções imunológicas. Fundada em 1978, a Biogen é a mais antiga empresa independente de biotecnologia do mundo, emprega aproximadamente 7 mil profissionais e gera receita anual acima dos US$ 10 bilhões. Detentora de uma longa tradição no tratamento de esclerose múltipla, no Brasil a empresa ocupa a liderança desse mercado, com três medicamentos de última geração para o tratamento da doença e seus sintomas. Sua subsidiária brasileira possui sede na cidade de São Paulo (capital) e filial em Anápolis, Goiás. Para mais informações sobre produtos, publicações e informações adicionais sobre a empresa, visitewww.br.biogen.com.

Projeto Transforma reúne 500 pessoas com deficiência na 8ª edição, no AM

Edição teve a participação e escolas e aconteceu na Mini Vila Olímpica do Coroado, na Zona Leste de Manaus. Cerca de 10 mil pessoas já participaram do Transforma

Por GloboEsporte.com Manaus, AM

Crianças tiveram a oportunidade de conhecer esportes paralímpicos, como o basquete sobre rodas (Foto: Marcos Dantas)
Basquete sentado foi uma das modalidades paralímpicas do evento (Foto: Marcos Dantas)

O projeto "Transforma" chegou a sua 8ª edição nesta quarta-feira, na Mini Vila Olímpica do Coroado, Zona Leste de Manaus, levando à comunidade, como sempre, diversas modalidades olímpicas e paralímpicas de graça. O evento teve, nesta edição, cerca de mil participantes, sendo 500 pessoas com deficiência.


De acordo com o coordenador do programa, Wendell Marques, a iniciativa idealizada pelo Comitê Rio 2016, visa a iniciação esportiva em escolas e comunidades e tem como objetivo integrar a sociedade às modalidades pouco conhecidas, principalmente as paralímpicas.

O pensamento é fazer com que a inclusão social aconteça através do esporte. Essa é a intenção. Até agora já foram mais de 10 mil participantes (nas edições dos Festivais Transforma). Então, se a missão era propagar o esporte, acredito que estamos conseguindo atingir nosso objetivo - informou.

Transforma
Desta vez, além de contar com a presença da Escola Estadual Josué Cláudio de Souza (GM3) e da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae Manaus), também participaram crianças e jovens do Abrigo Moacyr Alves, da Fundação Pestalozzi da Amazônia e da Escola Especial André Vidal de Araújo.

Mulher tem perna amputada após ignorar nódulo no pé por 10 anos

Nódulo tinha o tamanho de uma bola de golfe e, quando a jovem foi ao médico, descobriu que era um câncer

Do R7

                                                        Foto: Reprodução/DailyMail/PARealLife
                                          Miss Murray, pictured during physiotherapy

Uma mulher que ignorou um nódulo em seu pé por dez anos recebeu uma notícia devastadora quando foi, finalmente, procurar um médico: ela tinha um câncer em estágio tão avançado que precisaria amputar sua perna. Cheryl Murray, de Glasgow, convivia com um inchaço crescente em seu pé direito, mas escondeu isso tanto da família como do namorado.

Foi em 2014, quando o nódulo atingiu um tamanho equivalente a uma bola de golfe, que ela decidiu contar ao namorado, David McKenzie. As informações são do portal de notícias britânico DailyMail.

McKenzie convenceu Cheryl a procurar um médico e passar por uma série de exames. Ela foi diagnosticada com sarcoma, câncer nos tecidos conjuntivos. No mesmo dia, a jovem de 27 anos recebeu mais uma notícia devastadora: o câncer já estava em estágio tão avançado, que sua perna direita precisaria ser amputada do joelho para baixo para a não-propagação da doença.

Apenas uma semana antes da operação, McKenzie havia pedido a mão da jovem em casamento. Agora, dois anos após a cirurgia, após ter sido equipada com uma prótese, o casal está ansioso para a cerimônia.

Ao se lembrar do momento em que recebeu a notícia de que perderia a perna, Cheryl se emociona:

Eu nunca pensei que fosse algo sério, fiquei histérica. Fiquei tão atordoada que mal conseguia falar. Era como se eu tivesse levado um soco no rosto duas vezes no mesmo dia.

A única coisa que manteve Cheryl animada após a operação foi o namorado, que sempre esteve lá para apoiá-la.

Eu digo ao David diariamente que não imagino o que teria sido de mim sem ele em minha vida. Ele sabia que eu queria construir uma vida ao seu lado, e continuou comigo.

Cheryl notou pela primeira vez o caroço na parte inferior de seu pé quando tinha 15 anos, mas achou que fosse um ligamento rompido, uma vez que ela havia recentemente passado por esse procedimento. Seu médico a encaminhou para a fisioterapia, mas o nódulo continuou lá.

A jovem o ignorou, uma vez que achava que não era algo grave e que precisaria apenas se conformar com o crescimento. Mas ao longo dos anos, o nódulo cresceu e começou a causar uma dor absurda e constante em seu pé. Se ela batesse o pé em qualquer móvel, ficava super agoniada.

Quando conheceu McKenzie, na festa de um amigo em comum, em 2012, manteve o segredo, por vergonha e insegurança. No início de 2014, o nódulo começou a crescer muito e não dava mais para esconder, uma vez que doía bastante.

David me perguntou o que havia em meu pé. Eu respondi que tinha rompido os ligamentos há tempos, mas que não era grave. O nódulo já estava do tamanho de uma bola de golfe.

Imediatamente, ele a convenceu a voltar para o médico e, após uma série de exames em Glasgow Ocidental Infirmary, Cheryl foi oficialmente diagnosticada com sarcoma. Em seguida, um cirurgião deu a notícia de que ela teria que passar por uma amputação para salvar sua vida. Segundo especialistas, a amputação é a última opção para o tratamento de sarcomas muito desenvolvidos.

Numa fase inicial, o tumor é removido numa cirurgia simples. Ao descobrir o que havia ocorrido, Cheryl ficou temerosa, achando que o namorado não ia querer ficar com uma mulher que tinha apenas uma perna. Mas McKenzie prometeu-lhe que ficaria ao seu lado. Para a total surpresa da jovem, em 31 de maio de 2014, quando ela já estava com cirurgia marcada, durante um fim de semana em Edimburgo, ele pediu sua mão em casamento.

David ajoelhou-se e disse: “Quero estar com você para o resto de minha vida. Passar por isso só nos fez ficar mais forte. Quer se casar comigo?” . Comecei a chorar e claramente aceitei.

Apenas algumas semanas depois, minha perna foi amputada, e fiquei cinco dias me recuperando no hospital. Antes da operação, senti calma, por causa do apoio de minha família e de meu namorado.

No entanto, a jovem contou que quando acordou, mais tarde, sentiu-se horrível e completamente em pânico sobre a realidade de sua nova vida. Ela deixou o hospital em uma cadeira de rodas, começou a fazer fisioterapia regularmente e, em agosto, recebeu uma prótese de perna. Com o tempo, ela passou a aceitar sua nova realidade, e desenvolveu uma atitude positiva.

Eu tenho refletido muito sobre as chances de eu não precisar amputar a perna, se tivesse procurado os médicos antes. O nódulo era muito menor, então tenho quase certeza que o desfecho dessa história poderia ter sido diferente. Agora, o que anima Cheryl é o casamento.

Isso me tem dado muita perspectiva.

Paraplégica posa de lingerie para provar que deficientes também são sensuais

Americana posou para ensaio sexy como forma de exaltar sua sexualidade. Ela luta para derrubar estereótipos que prejudicam pessoas com deficiência

                          RACHELLE FRIEDMAN DECIDIU FAZER ENSAIO SEXY PARA AUMENTAR A CONFIANÇA DE PESSOAS DEFICIENTES (Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM)
RACHELLE FRIEDMAN DECIDIU FAZER ENSAIO SEXY PARA AUMENTAR A CONFIANÇA DE PESSOAS DEFICIENTES (FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM)

Em 2010, um acidente na despedida solteira da americana Rachelle Friedman Chapman, então com 24 anos de idade, mudou sua vida, deixando a jovem paralítica do peito para baixo. Cinco anos depois, ela se tornou escritora e palestrante, esposa e mãe.

"Fiquei paraplégica em um acidente horrível que mudou não somente a minha vida, mas a vida dos que me cercam. Meu corpo mudou e a habilidade de fazer o que eu queria foi embora", escreveu Rachelle em seu Instagram.

Rachalle usa um cateterismo vesical para ajudar no controle do esfíncter e da bexiga, mas o artifício influencia negativamente na autoestima de quem o usa. "O cateterismo é parte de mim, mas é tudo o que sou".

                           AMERICANA POSA DE LIGERIE PARA MOSTRAR QUE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SÃO SENSUAIS (Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/REVOLUTION STUDIOS)
AMERICANA POSA DE LIGERIE PARA MOSTRAR QUE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SÃO SENSUAIS (FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/REVOLUTION STUDIOS)

A americana luta, no entanto, para acabar com o estigma de que pessoas com deficiências, muitas vezes vistas como assexuais, não são capazes de atrair parceiros. Pensando nisso, ela posou de lingerie para um ensaio sensual para provar que é tão sexy quanto qualquer outra pessoa. "Queria fazer algo não só por minha autoestima, mas para qualquer um que está na minha situação e pensa não ser bonito por causa deste problema", afirmou.

Ela disse ainda que seu objetivo é ajudar a acabar com o preconceito que as pessoas com deficiência sofrem. "Estou fazendo isso para mostrar que somos capazes, seres sexuais. Não estou glamourizando a deficiência. Minha paralisia é uma farte horrível da minha vida e espero pela cura. Mas, nesse meio tempo, preciso amar a mim mesma", concluiu.

Débora Campos conquista duas medalhas de prata no primeiro dia da II Copa Brasil de Tiro Esportivo

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Foto: Marcelo Regua/CPB/MPIX

A II Copa Brasil de Tiro Esportivo, realizada na Escola Naval, no Rio de Janeiro, é o último torneio da modalidade antes dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, em setembro. Como a seleção brasileira de tiro já está definida, esta é uma das últimas oportunidade para aclimação e ajustes para a principal competição do ano. O evento tem a participação de mais de 70 atletas de 11 estados para a disputa de 14 provas nas diferentes categorias de carabina e pistola.

A primeira mulher a representar o país no Tiro Esportivo nos Jogos será a atleta Débora Campos. Nesta sexta-feira (15), ela conquistou duas medalhas de prata, uma na pistola de ar 10m e a outra na pistola livre 10m.

“Emoção e orgulho por poder competir em casa, mas ao mesmo tempo isso também traz mais responsabilidade. Eu não esperava chegar tão longe com o tiro, comecei sem grandes pretensões mesmo sendo uma paixão de adolescência”, diz a atleta, que garantiu a primeira vaga para o Brasil nos Jogos Rio 2016 em julho no ano passado, na Copa do Mundo, na Croácia.

Neste sábado, Débora irá competir na mesma prova em que conquistou o índice para os Jogos Rio 2016. Os tiros com a pistola livre nos 50m estão sendo aguardados com certa ansiedade. “Além de ser a minha principal prova, será a primeira vez em que vou usar esta arma desde que a consertei e será com ela que vou competir em setembro”, diz.

Na manhã do primeiro dia da competição, Alexandre Galgani conquistou a medalha de ouro na carabina .22 50m e Geraldo Rosenthal conquistou a vaga para a final em primeiro lugar na pistola de ar 10m. Na parte da tarde, embora não tenha garantido o pódio na pistola de ar, Rosenthal conquistou o ouro no confronto misto da pistola livre também nos 10m.

SERVIÇO
Centro de Treinamento de Tiro Esportivo – Escola Naval (CTTE-EN)
Avenida Almirante Sylvio de Noronha, s/n° – Centro
16/07 – Sábado – 9h -12h e 14h-17h
17/17 – Domingo – 9h -12h30

Fonte: cpb.org.br

Atingidos por microcefalia terão prioridade no programa

Em cerimônia no Palácio do Planalto, ministro das Cidades, Bruno Araújo, diz que 200 mil unidades habitacionais estão disponíveis para atender afetados pela condição médica

por Portal Planalto

Foto: Carolina Antunes/PR

Cerimônia de anúncio de nova norma do Programa Minha Casa Minha Vida

Candidatos ao Minha Casa Minha Vida que tenham um integrante da família com microcefalia não precisarão mais participar de sorteio para ingressar no programa. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, assinou hoje portaria que altera a forma de seleção para esses beneficiários.

A cerimônia que marcou a mudança nas regras do programa ocorreu no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (14). O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou, durante o evento, que grande parte das mães com filhos nessa situação é, também, beneficiária do Bolsa Família.

Para Temer, essa característica reforça ainda mais a necessidade de um atendimento diferenciado a essas famílias. “Isso revela a importância de mantermos ou incentivarmos os programas sociais”, ponderou o presidente em exercício.

Temer determinou a prioridade no atendimento às famílias com crianças com microcefalia após ter sido informado do problema em reunião com o Núcleo Social do governo, formado pelos ministérios das Cidades, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Agrário. “Como são cinco ou seis ministros em cada grupo, é mais fácil discutir e trocar ideias”, observou.

O ministro Bruno Araújo explicou que o programa tem 200 mil unidades habitacionais que estão disponíveis para destinação e que podem ser direcionadas a essas pessoas. “É um número muito substancial de famílias que precisam dar atenção integral aos filhos com microcefalia”, afirmou. Até o momento, relatou o ministro, 1.686 casos foram confirmados.

Araújo disse ainda que o programa atenderá a todas as famílias que tenham pelo menos um integrante com microcefalia, tendo a doença sido ou não causada pelo zica vírus. “A microcefalia pode ter outras causas que não a zica. Todas as famílias com integrante com microcefalia estarão dispensados do sorteio”, explicou. O programa também não fará diferenciação se a pessoa com microcefalia é criança ou adulto.

CBCa define atletas que representam a Paracanoagem nos Jogos Rio 2016

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O atleta Fernando Rufino competindo durante a I Copa Brasil de Paracanoagem 2016. Crédito: Graziella Batista/CPB/MPIX

A Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) definiu oficialmente os atletas que defenderão a Paracanoagem Brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A modalidade fará sua estreia em solo brasileiro no maior evento esportivo do planeta. A equipe selecionada é composta por Debora Benivides (KL2 Feminino), Mari Santilli (KL3 Feminino), Luis Carlos Cardoso (KL1 Masculino), Fernando Rufino (KL2 Masculino) e Caio Ribeiro (KL3 Masculino). O Brasil conquistou cinco das seis vagas disponíveis para a competição.

De acordo com Leonardo Maiola, supervisor do Comitê de Paracanoagem da CBCa, esta é a hora de planejar os últimos detalhes para as disputas no Rio de Janeiro, que começam no dia 7 de setembro. “Temos uma equipe que pode nos trazer bons resultados e a expectativa por medalhas é grande. O trabalho durante este ciclo paralímpico nos deixa otimista”, disse Maiola.

A abertura oficial dos Jogos Paralímpicos será realizada no dia 7 de setembro e as competições de Paracanoagem acontecem nos dias 14 e 15. As provas da modalidade serão todas de 200 metros.

Com confiança no time que preparou, o técnico da Seleção Brasileira de Paracanoagem, Thiago Pupo, mostra que a equipe vai com força para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Todos os atletas estão se dedicando muito e vejo, neste momento, uma evolução muito grande no desempenho de cada um. Estamos prontos para o Jogos”, explica o treinador que complementa: “estamos em ponto de bala”.

Um caminho de sonhos e expectativas
Cada um dos atletas da Seleção Brasileira de Paracanoagem coleciona histórias que construíram o caminho até o sonho de disputar, pela primeira vez, os Jogos Paralímpicos. Conheça um pouco sobre os representantes do Brasil:

DEBORA BENIVIDES (KL2 FEM)
Mais jovem da equipe, a sul-mato-grossense é natural de Água Clara e uma das revelações da Canoagem Brasileira. A jovem de 20 anos coleciona em sua curta carreira mais de 60 medalhas conquistadas em eventos nacionais e internacionais.

Representante do Brasil na categoria KL2, Debora será uma das primeiras paracanoístas brasileiras a disputar os Jogos Paralímpicos. Desde os 15 anos remando em águas brasileiras e internacionais, a jovem realiza não apenas o sonho de participar do maior evento esportivo do mundo, mas, também ajudar o seu esporte a crescer.

MARI SANTILLI (KL3 FEM)
Mari garantiu a vaga para os Jogos Rio 2016 no último Mundial de Paracanoagem, realizado na Alemanha. “Cumpri parte das minhas metas, uma delas era conquistar a vaga para o Rio. Agora, quero conseguir ficar pelo menos entre as cinco primeiras colocadas”, explica.

Com o esporte nas veias desde sempre, Mari já disputou provas de natação, triathlo e corrida de rua. Professora licenciada da rede pública de ensino de Curitiba por conta da dedicação à Paracanoagem, ela ainda se faz presente na vida dos alunos incentivando projetos de inclusão de crianças com deficiência. A curitibana que carrega o sotaque sulista nas competições Brasil afora coleciona títulos em Copas Brasil e Campeonatos Brasileiros, além de garantir boas colocações nos rankings internacionais.

LUIS CARLOS CARDOSO (KL1 MASC)
Nas categorias masculinas, o tricampeão mundial na canoa e campeão mundial no caiaque, Luis Carlos Cardoso é quem disputará pela KL1. Os treinos focados em aprimorar as técnicas dentro da água são cada vez mais intensos e a vontade de alcançar um bom resultado para o Brasil é grande. “Meu técnico, Akos Angyal e eu estamos completamente determinados. No Mundial de Paracanoagem conseguimos identificar pontos que ainda podem ser melhorados e estamos trabalhando nisso. Acredito no meu desempenho e estou bastante confiante”, comentou Cardoso.

Ex-dançarino e coreógrafo do cantor Frank Aguiar, o paratleta piauiense descobriu que tinha uma bactéria alojada na medula óssea, perdendo o movimento das pernas gradativamente. Nesta época ele se viu impedido de fazer o que tanto amava: dançar. Com o objetivo de dar a volta por cima, o piauiense se dedicou ao esporte e encontrou na Paracanoagem a chance de se tornar revelação da modalidade.

FERNANDO RUFINO (KL2 MASC)
O “cowboy da Paracanoagem” representa o país na categoria KL2. “Minhas expectativas são as melhores, pois tenho uma ótima equipe técnica, acredito muito no trabalho deles e tenho evoluído a cada dia como pessoa e atleta. E, acima de tudo, tenho muita fé em mim”.

De ex-peão de rodeio a paracanoísta de sucesso, Fernando Rufino disputa os Jogos Paralímpicos Rio 2016 após uma série de desventuras durante a vida. Natural de Itaquiraí, no interior do Mato Grosso do Sul, o Cowboy sempre teve o sonho de conquistar o mundo montado em cima de um touro. No entanto, após ser atropelado por um ônibus e perder o movimento das pernas parcialmente, o sul-matogrossense com jeitão sertanejo descobriu que o sonho teria que ser conquistado na água. Dentro de um caiaque apelidado de burro branco, Rufino fez do remo suas esporas e disputa agora a prova mais importante de sua carreira.

CAIO RIBEIRO (KL3 MASC)
Pela KL3, o carioca Caio Ribeiro precisou se adaptar ao caiaque após saber que a canoa não faria parte das provas paralímpicas. De uma embarcação para outra, o atleta venceu o desafio e garantiu a vaga. “Estou realizando um sonho que, um dia, achei que estivesse perdido. Mas, com garra e confiança, além do apoio que recebo, posso finalmente representar meu país”, explicou.

Após morar por 18 anos nos Estados Unidos, o paratleta voltou ao Brasil e se dedicou à canoa, onde garantiu o bicampeonato mundial na categoria VL3. Ao saber que a canoa não estaria entre as competições do Rio 2016, Caio mudou para o caiaque há cerca de um ano e já garantiu a 4ª colocação no Campeonato Mundial de Paracanoagem realizado em maio, na Alemanha. O paratleta, antes de sofrer um acidente de moto que resultou na amputação de uma perna, já participou de competições de atletismo e jogou futebol profissional na América do Norte.

Com informações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa)

Fonte: cpb.org.br

STF obriga governo a fornecer fraldas descartáveis a pessoas com deficiência

 André Richter - Repórter da Agência Brasil 

 Imagem Internet/Ilustrativa
 
  Foto: Ministro Ricardo Lewandowsk

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu hoje (14) manter decisão da Justiça Federal que obriga o Programa Farmácia Popular do Brasil, do Ministério da Saúde, a fornecer gratuitamente fraldas descartáveis a pessoas com deficiência.

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a decisão deve gerar impacto de R$ 2 bilhões por ano nas finanças públicas, valor equivalente a praticamente todo o orçamento anual do programa.

Na decisão, Lewandowski rejeitou recurso da AGU para barrar a decisão de Justiça Federal, por entender que o Estado deve garantir a proteção às pessoas com deficiência. Sobre a questão financeira, o ministro entendeu que não ficou comprovado no processo “o perigo de grave lesão aos valores da ordem e economia públicas”.

“Por isso, se existente risco de dano à saúde pública, este seria inverso, caracterizado pela afronta ao postulado da dignidade da pessoa humana e às disposições constitucionais que garantem às pessoas com deficiência o amparo do Estado para o gozo do direito fundamental à saúde”, decidiu o presidente do STF.

No recurso, a AGU também informou ao Supremo que o Programa Farmácia Popular do Brasil não fornece fraldas gratuitamente e que idosos recebem o benefício em função do Estatuto do Idoso. Segundo os advogados públicos, farmácias privadas devem observar diversos critérios para serem ressarcidas posteriormente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa foi criado pelo Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população a medicamentos por meio de rede própria de farmácias ou parcerias com drogarias privadas.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde, que informou que irá recorrer da decisão.  

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br -  Imagem Internet

Halterofilismo abre segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa e inaugura Ginásio Multiuso do CT Paralímpico

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Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

Começou nesta sexta-feira, 15, em São Paulo, a segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de atletismo, natação e halterofilismo. Os levantadores de peso foram os responsáveis pela abertura do evento, com as disputas da categoria feminina leve e masculina até 49kg e até 54kg. O Circuito se estende até domingo, 17, e será realizado no novo Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

As provas de halterofilismo, aliás, inauguraram o Ginásio Multiuso, que é climatizado, comporta 500 espectadores nas arquibancadas e é composto por áreas para treino e competições de vôlei sentado, rugby em cadeira de rodas, basquete em cadeira de rodas e futebol de 5. E já na primeira competição na nova instalação, dois recordes brasileiros foram quebrados. Entre os homens, Bruno Carra, classificado para os Jogos Paralímpicos, aumentou para 176kg a melhor marca do país na divisão até 59kg.

“Gostei muito do desempenho. Subi o recorde em oito quilos e cheguei perto de uma marca que ficaria muito próxima a uma medalha nos Jogos. Fomos além do peso que esperávamos e com certeza esse recorde quebrado duas vezes me deixa mais confiante para os próximos meses”, disse Bruno, campeão da divisão. A prata ficou com Luciano Dantas, com 141kg, e o bronze foi para Alexandre Gouvea, com 132kg.

A outra prova da tarde, entre atletas com até 65kg, foi vencida pelo egípcio Othman Sherief, um mito na modalidade, que levantou 211kg. Em segundo lugar ficou o chileno Juan Carlos Garrido, com 185kg. O bronze foi para André Luís Réquia, com 118kg.

Na parte da manhã, a atleta Rene Belcássia, em sua estreia na divisão até 55kg, levantou 78kg e superou em dois quilos o antigo recorde da categoria. “Fico feliz por ter ido bem neste novo peso. E deixar o primeiro recorde aqui também é importante”, contou Rene, que ficou com a medalha de bronze – a prova teve unificação de três divisões e foi decidida pelo coeficiente AH, que leva em consideração o peso corporal do atleta e a carga levantada na barra.

Além da prova feminina, que teve como campeã a chilena Camila Domínguez, com 94kg, seguida pela medalhista de prata, Maria Luzineide, com 83kg, e Rene Belcássia. Entre os homens com até 49kg, o pódio foi formado por Josenildo da Silva, com 115kg, Ailton da Silva, com 102kg, e Lucas Barbosa, com 50kg. Na divisão até 54kg, o campeão foi Francielio Ferreira, com 107kg. Com a prata ficou Dorival de Jesus, com 105kg. Completou o pódio Erinaldo Lima, com os mesmos 105kg. O peso corporal foi o fator de desempate (Dorival era mais leve).

Para o coordenador do halterofilismo junto ao Comitê Paralímpico Brasileiro, Felipe Dias, é empolgante ter competições na estrutura do CT. “Vamos usar o espaço para treinos, intercâmbios, aclimatações e também de competições. Aqui tem tudo que o atleta precisa e receber uma etapa do Circuito a menos de dois meses antes dos Jogos Paralímpicos neste local é uma grande oportunidade para conhecerem e competirem em uma área tão boa quanto o local de competições dos Jogos. Tenho certeza que isso, somado à presença de atletas estrangeiros, deixou todos animados”, resumiu Felipe Dias.

A partir deste sábado, o CT recebe também as competições de atletismo e natação. Estas duas modalidades, por sua vez, terão caráter decisivo. Ambas têm no evento deste fim de semana a última chance de os atletas obterem marcas que os classifiquem para a disputa dos Jogos Rio 2016.

Na natação, o Brasil será representado por 32 atletas – 19 homens e 13 mulheres. A alocação das vagas foi feita pelo Comitê Paralímpico Internacional. O Rio 2016 marcará a primeira vez que o CPB levará uma equipe deste tamanho na modalidade. Antes, o número máximo de nadadores que o Brasil havia levado aos Jogos era de 24, em Pequim 2008.

A equipe de atletismo será ainda maior. Foram alocadas 61 vagas para brasileiros, sendo 37 homens e 24 mulheres. Responsável por 18 medalhas (sete ouros, oito pratas e três bronzes) nos Jogos de Londres 2012, a delegação será também fechada após o evento que ocorrerá na pista do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

A imprensa interessada na cobertura da segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação não precisará de credenciamento. Bastará comparecer ao local das competições e buscar por um dos representantes da Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Serviço
Circuito Loterias Caixa – 2ª etapa nacional – São Paulo (SP)
Data: 15 a 17 de julho
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo (SP) – ao lado do São Paulo Expo

Horários
Sexta-feira (apenas halterofilismo): sessões às 10h e às 16h
Sábado (todas as modalidades) das 8h às 12h e das 14h às 18h, e domingo, das 8h às 12h

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
As equipes de natação e halterofilismo têm patrocínio da Loterias Caixa.

Fonte: cpb.org.br

Channel 4 anuncia transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Rede britânica Channel 4 divulgou o trailer com performances e rotinas de atletas com deficiência para anunciar transmissão dos jogos

Nadadora com nanismo, em maiô esportivo, touca e óculos, olhando na direção da câmera

A rede britânica de televisão Channel 4 divulgou o trailer para anunciar a transmissão dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

No vídeo, o intuito é promover a capacidade das pessoas com deficiência, destacando a performance dos atletas e rotinas cotidianas.

Escovar os dentes, tocar bateria, dirigir, correr, nadar, escrever, tocar piano, sapatear, jogar basquete: sim, eles podem! Esse é justamente o mote da campanha We’re the Superhumans (Nós somos super humanos), feito pelo canal.

Abaixo, o trailer do vídeo:





Fonte: vidamaislivre.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Sema constrói trilha com acessibilidade no Parque Natural

A inciativa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Velho para promover a acessibilidade

A inciativa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Velho para promover a acessibilidade

Agora a população com deficiência física estará em maior contato com a fauna e flora através de uma trilha com acessibilidade que está em processo de construção no Parque Natural do Município, localizado na região Norte da cidade. Em todo o percurso haverá uma passarela de palafita (madeira) que permitirá uma experiência agradável com a natureza daqueles que tem dificuldades de locomoção.

A inciativa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que trabalha, juntamente, com demais secretarias da Prefeitura de Porto Velho para promover a acessibilidade. De acordo com Paulo Régis Aguiar, Diretor do Departamento de Proteção e Conservação do Parque Natural, a passarela tem dois metros de largura e uma extensão total de 700 metros abrangendo uma área de 1 mil 450 metros quadrados.

“O trabalho iniciou no final de maio e já temos quarenta metros prontos. Estamos confeccionando com madeiras apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e doadas à Prefeitura. Utilizamos uma trilha que já existia. Ela também dá acesso a outros dois percursos do Parque. Este espaço foi cuidadosamente projetado e está sendo executado dentro dos princípios de acessibilidade e sustentabilidade da Prefeitura. Desejamos que todos os visitantes tenham o contato com a biodiversidade do local”, afirma Paulo Régis Aguiar.

Ainda segundo Aguiar, não se tem uma data certa para a inauguração da trilha, mas espera-se que em cerca de dois meses o trabalho acabe. O Parque Natural está aberto à visitação, além de uma opção de lazer aos munícipes, tem a proposta de proporcionar a educação ambiental, a pesquisa científica e o turismo ecológico.

Fontes: Rondonia Dinamica - turismoadaptado.wordpress.com