sábado, 30 de julho de 2016

Fotógrafo baiano registra noivado de casal com Down

O casal mostra que o amor não tem limites

     

Um jardim repleto de flores, um cenário perfeito para sessão de fotos de um casal de noivos portador da Síndrome de Down, um grande desafio para o fotógrafo baiano Cláudio Lima, da cidade de Laje, no Vale do Jiquiriçá.

Além da percepção de luz e do enquadramento correto, era preciso colocar amor e profissionalismo em cada detalhe, uma grande oportunidade para deixar alguém mais feliz com seu trabalho.

Assim foi o ensaio de David & Lucy, marcado pela emoção, cumplicidade e amor do casal, que curiosamente nasceu no mesmo dia. Familiares que acompanharam de perto a sessão de fotos relevaram ao site Criativa On Line que os noivos estarão oficializando a união no próximo dia 31, na cidade de Mutuípe-Ba.

Com o lema - Fotografia em Família - Claudinho resumiu o trabalho da seguinte forma: “Além de poder eternizar este momento, as fotografias demonstram que não há barreiras para o amor; que o amor é especial para pessoas especiais”.

   

  

  

  

   

  



Governo do Estado não entregou 1.500 cadeiras de rodas

Por Sidney Silva


Cadeiras de rodas e de banho se acumulam na quadra do CER, sem previsão de entrega - (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)

Pelo menos 1.500 cadeiras de rodas especiais “esperam” por donos no Centro de Referência em Reabilitação – CER (antigo Centro de Reabilitação Infantil – CRI), em Natal. Os equipamentos foram recebidos após longos anos de espera e agora se acumulam na quadra poliesportiva do complexo. O problema que impede a entrega dos itens a crianças, adolescentes e até mesmo adultos portadores de necessidades especiais vai da falta de dados telefônicos atualizados para a localização dos beneficiados à ausência de servidores para agilizar o processo. Caso as cadeiras de rodas não sejam rapidamente distribuídas, poderão se tornar inúteis para as pessoas que as aguardam há pelo menos dois anos.
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Interação entre equipe olímpica e paralímpica marca treinos da natação no CT Paralímpico Brasileiro

  Joanna Maranhão e atlétas paralímpicos - Treino das seleções olimpíca e paralímpica de natação no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX
Joanna Maranhão e atletas paralímpicos Edênia Garcia e Rildene Firmino – Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX

A Seleção Brasileira paralímpica de natação teve um dia diferente nesta sexta-feira, 29. A equipe teve a companhia da sua versão olímpica da modalidade, em prática realizada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Os dois grupos estão em fase final de preparação para a Rio 2016.

A equipe comandada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) está treinando no CT desde a última segunda-feira, após parceria fechada com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A fase serve como aclimatação do grupo para os Jogos Olímpicos, cuja Cerimônia de Abertura ocorrerá no dia 5 de agosto. Já o time paralímpico se prepara diariamente no local, recém-inagurado, com foco na Paralimpíada, que terá início em 7 de setembro.

“Esta é uma iniciativa muito boa, pois temos a chance de ter contato com os profissionais da CBDA. Esta integração nos faz ter a chance de adquirir ainda mais conhecimento. Em pouco tempo acontecerá a nossa aclimatação, e ter os melhores nadadores do olímpico com os melhores do paralímpico é uma oportunidade ótima”, disse Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação paralímpica brasileira.

O grupo dos nadadores olímpicos permanece em São Paulo até terça-feira, 2, quando partem para o Rio de Janeiro e darão entrada na Vila dos Atletas. Uma das principais referências da equipe, Joanna Maranhão elogiou a estrutura do CT Paralímpico e as condições que encontraram na capital paulista para os últimos preparativos.

“Achei esta estrutura sensacional. Agradeço ao Comitê Paralímpico Brasileiro por ter cedido este espaço para nós. O desporto paralímpico brasileiro é referência no mundo todo. Somos campeões e estamos no topo há muito tempo no esporte adaptado e devíamos um CT como este aos seus atletas”, disse a nadadora.

O elenco brasileiro da natação para os Jogos Paralímpicos contará com 32 atletas (19 homens e 13 mulheres). Já em sua versão olímpica, o time verde e amarelo contará com 33 nomes. Em ambos os casos, as delegações contam com medalhistas em Jogos e em Mundiais.

Fonte: cpb.org.br

Animação retrata primeiro dia de aula de menina com paralisia cerebral - Vejam o vídeo

Curta-metragem "Por que Heloísa?" é continuação de livro com mesmo nome; ambos são baseados em histórias reais


Como é a rotina de uma criança que tem paralisia cerebral e frequenta a escola comum? Um curta-metragem foi produzido com o intuito de responder esta questão de forma lúdica e leve. A animação "Por que Heloísa?" também trata dos problemas de acessibilidade que estas pessoas enfrentam no dia a dia e é baseada em histórias reais.

Com apenas 11 minutos de duração, o curta-metragem consegue desvendar diversos mitos que existem a respeito das pessoas com deficiência e da inclusão escolar. Heloísa é recebida em seu primeiro dia de aula com muita curiosidade por parte dos colegas. Com o passar do tempo, eles aprendem a entender suas necessidades e a integram à turma. O filme está disponível na internet com recursos acessíveis para pessoas com deficiências auditiva e visual.

A animação é a continuação de um livro de mesmo nome, escrito por Cristiana Soares. Nele, a autora conta a história da infância de Heloísa e seus primeiros desafios. O roteiro do filme foi feito por Cristiana e Carolina Ziskind, com ilustrações de Ari Nicolosi. A realização foi feita por uma parceria entre Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e a TV Cultura. Saiba mais sobre o projeto na página do Facebook.

Assista ao filme:



Fonte:  revistaeducacao.uol.com.br

Movies Anywhere: aplicativo de audiodescrição da Disney


                Com o auxílio do aplicativo no celular, agora é possível assistir o filme no cinema com recursos de audiodescrição
Com o auxílio do aplicativo no celular, agora é possível assistir o filme no cinema com recursos de audiodescrição

Cada vez mais empresas percebem que pessoas com deficiências também são consumidores. A Netflix levou anos e foi criticada veementemente, mas enfim fez o dever de casa e introduziu audiodescrição em seu catálogo. O que as companhias têm entendido é que essas pessoas não querem piedade, não querem o peixe e sim a vara de pescar. Forneçam as ferramentas e eles se viram. Foi o que fez a Disney, que lançou nova versão do aplicativo Disney Movies Anywhere.

Falando em peixe, a Disney também está se adequando nesse sentido e Procurando Dory, o 17º filme da Pixar será sua primeira produção compatível com audiodescrição em salas de cinema via o aplicativo para celulares e smart phones chamado Disney Movies Anywhere. Mas como assim?

A jogada da Disney é bem inteligente: consideremos que nem todos os cinemas possuem salas com audiodescrição disponíveis; isso é um fato, embora os estúdios e salas se esforcem em se adequar cada vez mais. Por outro lado um cego já está mais do que acostumado a utilizar softwares do tipo com seus smartphones, e sejamos sinceros o iOS é um dos mais inclusivos nesse sentido, o VoiceOver é muito elogiado pelos usuários.

Pois bem: nos EUA a Casa do Mickey tem o serviço Disney Movies Anywhere, disponível em iOS e Android que faz streaming de toda a sua biblioteca de filmes em qualquer dispositivo, e inclusive reconhece e executa o que você comprou no iTunes. Há alguns meses ele foi atualizado com audiodescrição doméstica, permitindo que deficientes visuais em geral possam curtir o seu catálogo sem problema algum, porém a Disney concluiu que dava para fazer melhor.

Agora o Disney Movies Anywhere para iOS recebeu novo update, de modo que ele atualmente é capaz de captar o áudio da sessão de Procurando Dory no cinema e sincronizar a descrição como já fazia em Home Video. Ao usuário basta colocar o fone de ouvido e curtir.

Uma pena que o app ainda não está disponível por aqui para usuários cegos ou com visão reduzida do iOS, mas esta é uma ideia que poderia muito bem ser adotada por mais estúdios e salas de cinema: como todo mundo já possui um smartphone e quem precise do recurso nem sempre tem o amigo que descreve o que está acontecendo na tela à mão, essa iniciativa é muito bem-vinda. Isso claro, desde que os lanterninhas entendam que o aparelho celular está ligado por necessidade e não mandem ninguém desligá-los.

Fontes: Meio Bite - turismoadaptado.wordpress.com

CPB e CBCa anunciam que canoísta Fernando Rufino não disputará os Jogos Paralímpicos Rio 2016

                           Foto: Marcio Rodrigues/CPB/MPIX
                                  

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) lamentam informar que o canoísta da classe KL2 Fernando Rufino não participará dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

O atleta, de 31 anos, foi diagnosticado com um problema cardíaco que torna contra indicada a prática do esporte de alta intensidade em níveis competitivos. Por este motivo, ele não fará mais parte da lista de convocados para os Jogos Paralímpicos. Para o seu lugar será chamado o atleta da classe KL2 Igor Alex Tofalini.

Fernando Rufino começou a competir na paracanoagem em 2012 e dois anos mais tarde conquistou a medalha de prata no caiaque no Campeonato Mundial na Rússia. Em 2015, ele foi medalha de bronze na mesma prova no Campeonato Mundial na Itália.

O CPB e CBCa continuarão apoiando o atleta no seu tratamento. Fernando Rufino será convidado a participar da fase de aclimitação da equipe brasileira de paracanoagem, em São Paulo, e também será convidado a acompanhar a paracanoagem brasileira durante o período de competição dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Fonte: cpb.org.br

Comissão regulamenta profissão de atendente de pessoa com deficiência

Entre as atribuições do atendente está auxiliar as pessoas com deficiência em suas necessidades básicas e essenciais

Reportagem – Lara Haje Edição – Pierre Triboli

                          Alex Ferreira/Câmara
                                 
                           Eduardo Barbosa apresentou parecer favorável ao projeto

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de atendente pessoal de pessoa com deficiência.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), ao Projeto de Lei 1152/15, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). O substitutivo faz apenas ajustes no texto original. “Concordamos totalmente com a proposição, apesar de entendermos que ela merece alguns reparos para atender melhor ao seu objetivo, a exemplo da descrição mais clara e objetiva da atividade”, explicou Barbosa.

Conforme o texto, atendente pessoal de pessoa com deficiência é aquele que assiste ou presta cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades diárias, de forma habitual ou eventual, subordinada e onerosa, excluídas as técnicas ou os procedimentos privativos de ocupações cujo exercício profissional é regulamentado por lei.

Requisitos e competências
De acordo com o projeto, são requisitos para o exercício da profissão:
- ser portador de certificado de conclusão do ensino fundamental;
- ser portador de certificado de conclusão de cursos de treinamento de cuidados básicos à pessoa com deficiência, oferecidos por instituições de educação profissional, reconhecidas pelos órgãos públicos competentes.

O professional poderá exercer a atividade como autônomo ou prestador de serviços, nos termos da lei civil; como empregado, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); ou empregado doméstico.

Competirá ao atendente:
- auxiliar as pessoas com deficiência em suas necessidades básicas e essenciais, visando ao seu bem-estar e sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas;
- exercer as tarefas de organização do seu próprio ambiente de trabalho, observando as boas práticas de atendimento às pessoas com deficiência;
- atuar como mediador entre a pessoa com deficiência e a família.

Tramitação
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

STF mantém distribuição gratuita de fraldas descartáveis

O Ministério da Saúde havia pedido o fim da gratuidade na distribuição de fraldas descartáveis às pessoas com deficiência; STF negou a solicitação e programa deve seguir com atendimento

Fachada de uma das unidades do Programa Farmácia Popular do Brasil, em Porto Alegre/ RS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, manteve a decisão da Justiça Federal que prevê o fornecimento gratuito de fraldas descartáveis a pessoas com deficiência pelo Programa Farmácia Popular do Brasil, do Ministério da Saúde.

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a decisão deve gerar impacto de R$ 2 bilhões por ano nas finanças públicas, valor equivalente a praticamente todo o orçamento anual do programa.

Na decisão, Lewandowski rejeitou recurso da AGU para barrar a decisão de Justiça Federal, por entender que o Estado deve garantir a proteção às pessoas com deficiência. Sobre a questão financeira, o ministro entendeu que não ficou comprovado no processo “o perigo de grave lesão aos valores da ordem e economia públicas”.

“Por isso, se existente risco de dano à saúde pública, este seria inverso, caracterizado pela afronta ao postulado da dignidade da pessoa humana e às disposições constitucionais que garantem às pessoas com deficiência o amparo do Estado para o gozo do direito fundamental à saúde”, decidiu o presidente do STF.

No recurso, a AGU também informou ao Supremo que o Programa Farmácia Popular do Brasil não fornece fraldas gratuitamente e que idosos recebem o benefício em função do Estatuto do Idoso. Segundo os advogados públicos, farmácias privadas devem observar diversos critérios para serem ressarcidas posteriormente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa foi criado pelo Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população a medicamentos por meio de rede própria de farmácias ou parcerias com drogarias privadas.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde, que informou que irá recorrer da decisão.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Peça relata preconceitos vividos por um jovem com paralisia cerebral

                   

Na última quarta-feira 20/07, estreou no Teatro 2 do Fashion Mall no Rio de Janeiro (RJ) A peça Paradinha Cerebral, que aborda o tema de inclusão.

A dramaturgia do espetáculo foi construída por Iuri Saraiva, jovem e ator premiado que também experimenta a escrita dramatúrgica e a direção teatral com inegável talento.

A construção das cenas tomou como base elementos do cotidiano, experiências inusitadas e reflexões de Cassiano Fernandez, além dos diálogos mantidos com a cantora lírica Mirna Rubim, que o acompanha também no canto e piano.

Cassiano Fernandez é um jornalista e aluno de canto lírico de Mirna Rubim. Ele tem paralisia cerebral. Cantora lírica é a principal preparadora vocal dos espetáculos musicais do Rio de Janeiro

Durante a apresentação, os atores falam de maneira aberta de temas como preconceito, trabalho, sexo, inclusão e relacionamento entre as pessoas. A proposta da peça é mostrar toda espontaneidade e inteligência de um jovem e, quebrando preconceitos, transformar a paralisia cerebral em um mero detalhe. “A peça não terá um ator que interpreta uma pessoa com paralisia cerebral. Terá um ator que tem paralisia e que vai abordar questões que enfrenta no seu cotidiano. Isso é importante para que as pessoas da plateia percam o preconceito” diz a produtora Lara Pozzobon, acrescentando que Paradinha Cerebral é um espetáculo no qual a arte transcenderá a condição de cada indivíduo.

A peça está em cartaz de quartas e quintas-feiras, às 21h30 até o dia 29/09. Tem acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva em três espetáculos.

Para mais informações, entre em contato: (21) 2422-9800

Fut 5 assiste Paratodos no Reação, do Embaixador Paralímpico, Flávio Canto

  
  Foto: Atletas e crianças posaram para o famoso "fotão" (Graziella Batista/CPB/MPIX)

Sete atletas da Seleção Brasileira de Futebol de 5 estiveram nesta quarta-feira (27), no Instituto Reação, do Embaixador Paralímpico, Flávio Canto, no Rio de Janeiro, para a exibição do filme Paratodos. O evento contou com a participação de crianças, que puderam conhecer um pouco da história de diversas modalidades paralímpicas retratadas no documentário.
 
Além de assistirem ao filme, as crianças participaram de uma mini entrevista com os atletas, no qual fizeram perguntas sobre dificuldades, carreira, inclusão social, entre outras. O Embaixador Paralímpico Flávio Canto falou sobre o que o motivou no início da carreira e espera que as crianças presentes possam se inspirar na seleção para se tornarem futuros campeões.
 
A gente teve a presença do diretor do filme, o Marcelo, falando um pouco sobre o filme, e da seleção de futebol de 5, multicampeã. Eu comecei o esporte inspirado no Joaquim Cruz, depois no Ricardo Prado, depois no Aurélio Miguel, e nas poucas vezes que estive perto desses grandes atletas eu acho que foram as vezes que me fizeram ter certeza de que eu tinha escolhido o caminho certo. Então, acho que hoje talvez aconteça a mesma coisa com alguns deles (as crianças). Quem sabe lá na frente se tornem medalhistas olímpicos e se lembrem que lá trás, num determinado dia, eles assistindo o filme Paratodos, eles estiveram perto de uma seleção de campeões, e ali eles se inspiraram para se tornarem campeões também. Então saio daqui muito feliz e com a certeza que hoje foi um dia que todo mundo sai melhor – disse o Flávio Canto.
 
Os craques da seleção brasileira presentes no evento foram: Cássio, Damião, Jefinho, Bill, Gledson, Nonato e o goleiro Vinícius, além do preparador físico Luís Felipe de Campos e da nutricionista Vivian Paranhos. A Urece Esporte e Cultura, associação para deficientes visuais, também prestigiou o evento.

Fonte: cbdv.org.br

Taxis acessíveis com rampa proporcionam maior praticidade

A rampa instalada no veículo facilita o acesso, ao invés da demora de uma plataforma elétrica ou o incômodo de ser carregado
A rampa instalada no veículo facilita o acesso, ao invés da demora de uma plataforma elétrica ou o incômodo de ser carregado

Os veículos WAV (Wheelchair Accessible Vehicle) da Italmobility são projetados respeitando os requisitos internacionais de segurança utilizados no setor automotivo. As adaptações dos veículos são projetadas com rígidos critérios pelo nosso time de engenheiros, testadas através de severos controle e compartilhadas com as casas montadoras.

Tudo isso para garantir a segurança e a qualidade dos veículos de serie. A SPIN WAV mantém as característica de um veículo comum e resguarda a privacidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ideal para família ou para serviço de táxi acessível. Graças ao kit de rebaixamento do piso projetado e produzido pela Italmobility, a SPIN WAV garante um amplo e confortável espaço interno para o cadeirante e para os outros passageiros, assegurando uma viagem em um ambiente confortável e ergonômico.

SEGURANÇA E CONFORTO

As operações de ancoragem da cadeira de rodas e do cadeirante são rápidas e simples. São utilizados dois retratores elétricos anteriores com dispositivo de retenção que evita o retorno da cadeira no momento do embarque, dois retratores manuais posteriores e o cinto de segurança de três pontos.

Os bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodas    Cintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiro
Os bancos rebatíveis são dobrados somente se houver um passageiro com cadeira de rodas. Cintos de segurança para a cadeira de rodas e o passageiro.

VERSATILIDADE

Os bancos reclináveis traseiros podem ser reposicionados com extrema facilidade no momento que não tem cadeirante a bordo do veiculo mantendo, dessa forma, a configuração original de fábrica para cinco ocupantes .

ELEGÂNCIA E DESIGN

Luzes de led, compartimentos extra para objetos, revestimentos em plástico ABS, enriquecem a transformação da Chevrolet SPIN com Piso Rebaixado, oferecendo um ambiente de viagem confortável e refinado. Italmobility realiza produtos e componentes de vanguarda para superar os limites dos automóveis, incorporando a cura do design e a tecnologia italiana com a paixão e a criatividade brasileira .

Configurações possíveis


Configurações possíveis


Fontes: Italmobility - turismoadaptado.wordpress.com





Comissão altera regra sobre aquisição de veículo com isenção de IPI por pessoa com deficiência

Reportagem – Lara Haje Edição – Luciana Cesar

                         Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Relatora do projeto, Zanotto retirou limite de preço para veículos adquiridos por pessoas com deficiência com isenção de IPI

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou proposta que permite à pessoa com deficiência adquirir novo veículo com isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em prazo menor de dois anos nos casos de acidente com destruição completa, furto ou roubo do veículo.

A proposta altera a Lei 8.989/95, que hoje diz apenas que a pessoa com deficiência poderá adquirir um veículo com isenção de IPI a cada dois anos.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) ao Projeto de Lei (PL) 3399/15, do deputado Alex Manente (PPS-SP). O projeto original fixa o valor máximo de R$ 90 mil para o veículo adquirido por pessoa com deficiência com isenção do IPI, mas a relatora retirou esta medida do texto.

A lei atual não define o teto do valor do automóvel que pode receber a isenção, e a deputada acredita que a lei deve ser mantida desta forma.

Atualmente, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prevê valor máximo de R$ 70 mil para o veículo adquirido por pessoa com deficiência com isenção de ICMS.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Em reunião na ONU, Mara Gabrilli debate políticas públicas para pessoas com deficiência

Evento em Nova York comemorou 10 anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

por Equipe Mara Gabrilli



A deputada Mara Gabrilli participou, nesta semana, em Nova Iorque, da 9ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento, que ocorreu de terça a quinta-feira (16/6), comemorou 10 anos da Convenção da ONU e teve como principais temas em debate “pobreza e deficiência”, “tecnologia da informação e da comunicação” e “deficiência intelectual e mental”.
Mara compôs a comitiva brasileira, representando o Congresso Nacional, no qual ocupa o cargo de terceira secretária. Foi a primeira sessão oficial desde a conclusão do documento que traçou diretrizes para todos os países signatários da Convenção. “Mais do que celebrar os 10 anos, buscamos incluir as demandas das pessoas com deficiência na agenda 2030 do desenvolvimento sustentável. E não podemos falar em desenvolvimento sustentável sem falarmos na diversidade humana”, disse Mara.
A ONU estabeleceu 17 metas que devem ser cumpridas até 2030 pelos países signatários (https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/). “O foco dos debates é não deixar ninguém para trás na Agenda 2030″, conta Mara Gabrilli. Entre as metas, a parlamentar destaca a de número quatro, que visa assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. “Não enxergo política pública mais eficiente para redução da desigualdade social e para promover o desenvolvimento de uma nação, do que a educação”, diz.
No primeiro dia do evento, a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) ganhou papel de destaque e foi enaltecida por palestrantes. Em vigor desde janeiro, Mara ressalta que a LBI teve uma construção democrática, com a participação de entidades e sociedade civil. Autora do substitutivo e relatora do projeto, a deputada conta que são 160 artigos escritos totalmente norteados pela Convenção da ONU.
Já no último dia, Mara Gabrilli discursou sobre a importância do esporte como ferramenta de inclusão da pessoa com deficiência, e falou também sobre as Paralimpíadas, que o Brasil receberá no segundo semestre. “Nós, pessoas com deficiência, sabemos bem quantas barreiras precisamos superar a cada dia para exercer nossos direitos. Um dos grandes desafios do Brasil, que receberá nesse ano atletas de todo o mundo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, foi preparar a cidade do Rio de Janeiro. E outro desafio é o legado que os jogos deixarão à população brasileira. Sobretudo em relação à acessibilidade, à melhoria das calçadas e do transporte público acessível. Londres foi um grande modelo que queremos muito seguir”, concluiu.
Ao final do evento, Mara fez um balanço positivo do encontro. “Ao longo da semana pudemos debater e analisar como os países signatários vêm implementando a Convenção em seus territórios. Essa troca de experiências é muito importante pra gente poder levar políticas públicas de qualidade para o Brasil”.
Segundo a parlamentar, o Brasil avançou nesses dez anos após a Convenção da ONU, principalmente no que diz respeito a uma agenda de atitude e conduta. “Comparando com dez anos atrás tivemos avanço. Hoje o tema está presente em todas as esferas da administração pública”, garante. Comandante da primeira secretaria municipal da pessoa com deficiência, criada na cidade de São Paulo, Mara lembra que hoje são centenas de secretarias municipais e estaduais, além da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência, que ajudam a colocar o tema na agenda das cidades e do país. Por outro lado, ela afirma que o país ainda tem muito a avançar, sobretudo no que diz respeito à infraestrutura urbana, transporte, educação e saúde, áreas que precisam de maior atenção do poder público.

Proposta obriga autoescola a oferecer veículos adaptados para pessoas com deficiência

  

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai iniciar no segundo semestre a análise do PLS 294/2016, que obriga as autoescolas a oferecer carros adaptados para deficientes físicos.
A proposição, do senador Romário (PSB-RJ), determina que os Centros de Formação de Condutores providenciem, para cada 20 veículos de sua frota, um modelo adaptado que tenha ao menos câmbio automático, direção hidráulica ou elétrica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.
Segundo o parlamentar, é justo que pessoas com limitações físicas tenham a possibilidade de adquirir a prática e fazer as aulas necessárias para obter uma carteira de habilitação (CNH). "Como poderá a pessoa com deficiência adquirir a tal proficiência, se não existem veículos adaptados oferecidos pelos centros de formação de condutores?", indaga.
Para alcançar seu objetivo, o projeto  altera o artigo 154 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), que trata dos veículos destinados à formação de condutores. A proposta ainda aguarda a designação de relator pelo presidente da CDH, Paulo Paim (PT-RS).

Justiça bloqueia contas do Estado para atender crianças com deficiência

Bloqueio é para garantir o fornecimento da fórmula para Fenilcetonúria. Estado já havia descumprido determinação judicial; multa é de R$ 20.386,40.

Do G1 MA



Em decisão judicial, Estado sofrerá bloqueio nas contas de R$ 39.600,40 para garantir o fornecimento da fórmula de aminoácidos isenta de fenilalaninaa crianças e adolescentes fenilcetonúricos que possuem cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) junto à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). O Estado já havia sido acionado pela Justiça para disponibilizar a medicação, que estava irregular desde julho de 2015.

A determinação, assinada pela juíza Lícia Cristina Ferraz Ribeiro, foi decretada em resposta ao não cumprimento de uma liminar assinada pela mesma juíza, que deliberava o fornecimento do complemento alimentar aos portadores da fenilcetonúria, doença rara caracterizada pelo defeito ou ausência de uma enzima que pode causar sérios problemas de saúde.

Nessa decisão, a magistrada fixou multa diária de R$ 5.000, em caso de descumprimento. Embora o Estado tenha entrado com Agravo de Instrumento e conseguido reduzir a multa para R$ 300,00, a determinação não estava sendo cumprida.

A juíza também aplicou multa ao Estado no valor de R$ 20.386,40, a ser revertida em favor de fundo controlado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Luís (CMDCA). A verba bloqueada será depositada em conta judicial, e a APAE deverá levantar o valor e efetuar a compra do complemento alimentar, para distribuição aos portadores da fenilcetonúria.

Em sua decisão, a juíza esclareceu que a determinação do bloqueio de verbas pública se faz necessária para o cumprimento da tutela específica, “de modo a garantir a sobrevivência digna das crianças”. O valor bloqueado assegura a aquisição do produto pelo período de um mês.

 Mães desesperadas

Há dois dias, o JMTV 2ª edição mostrou a situação de mães que relatam estar sem acesso ao leite especial pelo período de um ano. Na porta da Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME), as mães usavam cartazes reclamando a disponibilização do leite PKU.

"É muito difícil. É uma situação desesperadora. Desde julho do ano passado nossas crianças estão sem essa fórmula. Quando a minha filha fica sem a fórula, é tão desesperador, que ela não consegue nem andar", disparou Juliana de Cássia.

Os portadores da fenilcetonúria, doença que impede o organismo de matabolizar os alimentos ricos em proteínas, sofrem consequências desastrosas quando não consomem o leite especial. Sintomas como baixa imunidade, queda de cabelo, perda da força intelectual e conculsões epilépticas são alguns dos problemas enfrentados por esses pacientes.

Click AQUI para ver o vídeo.

Caso em Igarapé Grande


Em virtude de suas limitações, a criança precisa utilizar diariamente o leite especial Pkumed B Plus que é um alimento para dietas de pessoas com restrição de fenilalanina. Conforme a promotora de justiça, o fornecimento deveria se dar de forma ininterrupta ou enquanto durar o diagnóstico médico atestando a necessidade do consumo do produto.

Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 28 de julho de 2016

10 coisas que você precisa saber sobre síndrome de Down

Créditos: crédito: Movimento Downcrédito: Movimento Down
O termo “portador” tanto para síndrome de Down quanto para outras deficiências caiu em desuso.

A equipe do Movimento Down preparou uma lista sobre algumas informações que todos precisam saber sobre a síndrome de Down. Na lista, citam termos que podem ou não ser usados ao se referir a uma pessoa com a trissomia, assim como a garantia à inclusão e à cidadania, a relação do que não se deve dizer a respeito do assunto e a importância de se respeitar todas as pessoas, tenham elas deficiência ou não.

Por exemplo, algumas pessoas acham que não há mal em usar o termo “retardado” quando estão se referindo a elas mesmas ou a pessoas sem deficiência intelectual, mas essa expressão nunca deve ser usada, independentemente do contexto. Pais, amigos e pessoas com deficiência intelectual sentem-se desrespeitados com o uso da expressão “retardado” porque é sempre pejorativa e há forte ligação histórica com o tratamento desigual/segregador dado a pessoas com deficiência intelectual.

O uso de termos adequados é importante para enfrentar preconceitos, estereótipos e promover a igualdade e a inclusão de indivíduos com deficiência. Todos podemos fazer a diferença no processo de inclusão!

Confira a lista das 10 coisas que todo mundo precisa saber sobre síndrome de Down:

1) Síndrome de Down não é doença

A síndrome de Down ocorre quando, ao invés da pessoa nascer com duas cópias do cromossomo 21, ela nasce com 3 cópias, ou seja, um cromossomo número 21 a mais em todas as células. Isso é uma ocorrência genética e não uma doença. Por isso, não é correto dizer que a síndrome de Down é uma doença ou que uma pessoa que tem síndrome de Down é doente.

2) Pessoas com síndrome de Down não são todas iguais

Apesar de indivíduos com síndrome de Down terem algumas semelhanças entre si, como olhos amendoados, baixo tônus muscular e deficiência intelectual, não são todos iguais. Por isso, devemos evitar mencioná-los como um grupo único e uniforme. Todas as pessoas, inclusive as pessoas com síndrome de Down, têm características únicas, tanto genéticas, herdadas de seus familiares, quanto culturais, sociais e educacionais.

3) Pessoas com síndrome de Down têm deficiência intelectual

Deficiência intelectual não é o mesmo que deficiência mental. Por isso, não é apropriado usar o termo “deficiência mental” para se referir às pessoas com síndrome de Down. Deficiência mental é um comprometimento de ordem psicológica.

4) As pessoas têm síndrome de Down, não são portadoras de Síndrome de Down

Uma pessoa pode portar (carregar ou trazer) uma carteira, um guarda-chuva ou até um vírus, mas não pode portar uma deficiência. A deficiência é uma característica inerente a pessoa, não é algo que se pode deixar em casa. Diante disso o termo “portador” tanto para síndrome de Down quanto para outras deficiências caiu em desuso. O mais adequado é dizer que a pessoa tem deficiência.

5) A pessoa é um indivíduo, ela não é a deficiência

A pessoa vem sempre em primeiro lugar. Ter uma deficiência não é o que caracteriza o indivíduo. Por isso, é importante dizer quem é a pessoa para depois citar a deficiência. Por exemplo: o funcionário com síndrome de Down, o aluno com autismo, a professora cega, e assim por diante.

6) Pessoas com síndrome de Down têm opinião

As pessoas com síndrome de Down estudam, trabalham e convivem com todos. Esses indivíduos têm opinião e podem se expressar sobre assuntos que lhes dizem respeito. Em caso de entrevistas, procure falar com as próprias pessoas com deficiência, não apenas com familiares, acompanhantes ou especialistas.

7) Pessoas com síndrome de Down não devem ser tratadas como coitadinhas

Ter uma deficiência é viver com algumas limitações. Isso não significa que pessoas com deficiência são “coitadinhas”. Pessoas com síndrome de Down se divertem, estudam, passeiam, trabalham, namoram e se tornam adultos como todo mundo. Nascer com uma deficiência não é uma tragédia, nem uma desgraça, é apenas uma das características da pessoa.

8) De perto, ninguém é normal

No mundo não existem “os normais” e “os anormais”. Todos são seres humanos de igual valor, com características diversas. Se precisar, use os termos pessoa sem deficiência e pessoa com deficiência.

9) Direito constitucional à inclusão e à cidadania

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada no Brasil em 2008 como norma constitucional. Ela diz que cabe ao Estado e a sociedade buscar formas de garantir os direitos de todas as pessoas com deficiência em igualdade de condições com os demais. A Convenção é uma importante ferramenta de acesso à cidadania e precisa ser mais difundida entre as próprias pessoas com deficiência, juristas e a população em geral.

10) A terminologia é importante

Referir-se de forma adequada a pessoas ou grupo de pessoas é importante para enfrentar preconceitos, estereótipos e promover igualdade.

Daniel Georgio uma ‘Águia’ sobre rodas.

por amigoscadeirantes.com

  

Oi gente, bom voltando a ativa com força total hoje vou contar um pouco da história de um atleta muito querido, Daniel Georgio.

O menino é uma fera no basquete e junto com a turma do time de basquete sobre rodas ‘ÁGUIAS’ coleciona muitas, muitas vitórias e vááááárias medalhas, pois é… aposto que estão curiosos né? Além disso tudo, acreditem: TEM MAIS!! O nosso garoto de Diadema é SUPER gente boa e muito bonito, garotas você não podem perder essa entrevista!

                       


– Qual é seu nome e sua idade?

” Meu nome é Daniel Georgio, tenho 22 anos.”

– Porque está na cadeira de rodas?

” Tenho mielomeningocele (deficiência congênita).

– Como o esporte entrou na sua vida?

“Desde criança quando comecei nadar por reabilitação mesmo. Depois conheci o tenis de mesa e aos 15 anos conheci o basquete sobre rodas, onde me profissionalizei e jogo até hoje.”

– E quais suas conquistas no basquete até hoje?

“Não vou lembrar todas… Tenho 13 medalhas no total. As principais conquistas foram o Bi Campeonato Brasileiro, o Bi Campeonato Paulista e Campeão Regional Sudeste.”

– Hoje você pode afirmar que o esporte mudou sua vida?

“Completamente. Tenho muita coisa a buscar e a conquistar mas o esporte realmente modificou minha vida em muitos aspectos.”

– Se pudesse motivar os leitores com uma frase, qual seria?

“”Você precisa fazer aquilo que pensa que não é capaz de fazer.” (Eleanor Roosevelt)

É uma frase que me motiva em tudo na vida.”

Paralimpíada: de olho no top 5, Brasil convoca delegação recorde

Com destaque para o nadador Daniel Dias e o velocista Alan Fonteles, CPB anuncia lista com 278 atletas para os Jogos do Rio de Janeiro

Por Marcos Guerra São Paulo

asas (Foto: Marcos Guerra/Globoesporte.com)
Atletas paralímpicos posam na sede da CPB, em São Paulo (Foto: Marcos
Guerra/Globoesporte.com)

Casa do esporte paralímpico brasileiro, o centro de treinamento de São Paulo ficou cheio nesta terça-feira. Camisas amarelas por todo lado, afinal foi o dia de dar cara à maior delegação do país na história dos Jogos. Com destaque para Daniel Dias, maior campeão paralímpico do Brasil, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) convocou 278 atletas para tentar subir ao menos duas posições no quadro de medalhas e alcançar o top 5 nos Jogos do Rio de Janeiro, a partir do dia 7 de setembro.

Demos cara e cor para a delegação. Sabemos quem vai. Isso ajuda no planejamento. Aqui sabemos quem vai para a Vila, quem vai buscar esse quinto lugar. É um passo muito importante. Outro passo importante vai ser quando voltarem para esse centro no dia 21 de agosto para dez dias finais de preparação. Confio que esses 278 atletas vão nos levar a esse quinto lugar - disse Andrew Parsons, presidente do CPB.

A delegação verde-amarela pela primeira vez vai ter atletas em todas as 22 modalidades do programa paralímpico. Além dos 278 atletas - 181 homens e das 97 mulheres (maior participação feminina do Brasil) -, o Brasil vai contar com 16 atletas-guia no atletismo, três calheiros na bocha e dois goleiros no futebol de 5, totalizando 21 atletas sem limitações físicas ou intelectuais. Entre os convocados, 44 já têm medalha paralímpica.

O evento de convocação contou com a participação da maior parte dos atletas que vão competir no Rio de Janeiro em setembro. Três embaixadores paralímpicos também marcaram presença para incentivar o grupo: o empresário José Victor Oliva e os atores Paulo Vilhena e Cleo Pires.

A força psicológica deles é muito grande. Eles me inspiram muito. A gente precisa dessa motivação. Agradeço por me receberem. Eles estão de parabéns - disse Cleo.

Dono de 15 medalhas olímpicas, sendo 10 de ouro, Daniel Dias foi convocado para sua terceira Paralimpíada, disputando seis provas individuais - revezamentos ainda serão definidos. O nadador, que já treina diariamente no centro de treinamento de São Paulo, ressaltou o crescimento do esporte paralímpico no Brasil.

Já tivemos convocação, mas jamais tivemos um evento para isso. Só olhávamos a lista na internet, esperando ver o nome. Isso aqui é algo que mostra que o esporte paralímpico está crescendo, está evoluindo. Mostra o bom momento que estamos vivendo. Fico extremamente feliz de estar desfrutando desse momento - disse o atleta.

Uma ausência de peso no evento foi do campeão paralímpico Alan Fonteles. O velocista biamputado que ganhou fama por superar o sul-africano Oscar Pistorios está na lista e muito motivado, segundo Ciro Winckler, coordenador do atletismo paralímpico brasileiro.

O Alan está melhorando seus resultados, está com uma marca boa nos 200m rasos neste ano. O cenário se tornou muito favorável para ele, porque o Richard Browne não vai estar nos Jogos (maior rival, o americano se aposentou aos 25 anos). Estamos com a maior delegação da história no atletismo (com 61 atletas). Todos estão no top 8. Há uma expectativa muito grande de melhorar o resultado de Londres - disse Ciro.

A Paralimpíada será realizada entre 7 e 18 de setembro. Os ingressos estão à venda no site do Comitê Organizador, com preços a partir de R$ 10.

Click AQUI e veja a lista dos Atletas convocado.



Acessibilidade Garantida no Judiciario

 

O Judiciário se aproxima ainda mais do cidadão. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a Resolução 230 de 2016, que trata das políticas e práticas de acessibilidade do Judiciário para pessoas com deficiência. A resolução ajusta os tribunais e demais órgãos da Justiça às determinações da Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência (Lei 13.146/2015) e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008.

Anteriormente, o CNJ havia publicado a Recomendação 27/2009 tratando do tema. Ela foi convertida na nova resolução, com texto reelaborado e com acréscimos da ministra do STJ Nancy Andrighi, também corregedora nacional de Justiça. A ministra teve a colaboração da Comissão de Inclusão do tribunal, a qual preside. “A Resolução significa um grande avanço para consolidação das medidas de inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Poder Judiciário. O que antes eram recomendações, agora têm a força de determinações”, declara a ministra Nancy Andrighi.

Ela acrescenta que todos órgãos do Judiciário e serventias extrajudiciais (cartórios) devem garantir o acesso desse público e condições de trabalho adequados para servidores com deficiência. “Nada é mais justo e necessário do que fazer com que as pessoas com deficiência não encontrem na sua deficiência uma barreira de acesso à Justiça. Tenho como indispensável a adaptação urgente do Poder Judiciário e dos seus serviços auxiliares”, assevera a ministra.

Novas diretrizes

A Resolução 230 define diversos conceitos, como “barreiras”, “discriminação”, “adaptação” e políticas para aprimorar a acessibilidade. Entre outras iniciativas, estão a determinação de que cada órgão do Judiciário deve ter pelo menos 5% de servidores ou terceirizados capacitados no uso de libras, a linguagem de sinais, e uma reserva mínima de 2% de vagas de estacionamento para deficientes.

Também fica proibido ao Judiciário e seus órgãos impor a usuários com deficiência custos extras para prestar seus serviços. Por outro lado, deve ser garantido a esses usuários acesso ao conteúdo de todos os atos processuais de seu interesse, incluindo o exercício da advocacia. A resolução define ainda diretrizes para o ingresso, adaptação e permanência de pessoas com deficiência no serviço público.

Sistematização e comissões

Wallace Gadelha Duarte, gestor do projeto Semear Inclusão no STJ e membro da comissão de inclusão, destaca que a resolução sistematiza para o Judiciário várias legislações dispersas sobre o tema. “Isso facilita uma efetiva melhoria nos serviços prestados às pessoas com deficiência”, observa. Wallace destaca que a nova norma estabelece que os órgãos do Judiciário devem ter comissões permanentes de inclusão. “Isso é importante porque com um grupo específico responsável, a implementação de políticas fica mais fácil”, observa.

O servidor afirma que desde 2004 o STJ tem trabalhado pela inclusão e que a ministra Nancy Andrighi é madrinha dos projetos de inclusão do tribunal. “A acessibilidade não é importante apenas para pessoas com deficiência. Toda a sociedade é beneficiada quando a cidadania alcança mais pessoas. Além disso, temos que lembrar que acidentes ou o próprio envelhecimento pode nos trazer limitações físicas ou mentais”, alerta.

O servidor Daniel Sartório Barbosa, membro da comissão de inclusão, que também colaborou com a redação da resolução, afirma que os direitos garantidos não são um favor, mas uma obrigação constitucional. “Grande parte do serviço público ainda não se mobilizou para atender pessoas com deficiência. Apesar de não trazer tantas novidades, a resolução sistematiza diversas legislações e pode ajudar a agilizar esse processo”, salienta.

Segundo a ministra Nancy Andrighi, há uma série de outras ações que podem ser adotadas de imediato, como garantir atendimento e tramitação processual prioritários, reservar vagas em estacionamento, dar ao funcionário com deficiência ou que tenha cônjuge ou dependentes nessa condição prioridade para o trabalho em regime de home office, entre outras. “O mais importante é que todos os juízes, presidentes de tribunais e titulares de serventias extrajudiciais adotem a acessibilidade como prioridade de gestão”, conclui a magistrada.

Você pode ver o texto integral da resolução aqui.