sábado, 6 de agosto de 2016

Tetraplégicos e paraplégicos recuperam movimentos com terapia de estimulação magnética

José Mariano
 
Estimulação magnética
A possibilidade de reabilitação de pacientes com danos na medula espinhal ganhou novas esperanças.

Dois pacientes com lesões que paralisaram seus membros receberam uma forma experimental de tratamento que combina a estimulação magnética transcraniana com a estimulação simultânea do nervo periférico - a terapia foi aplicada durante seis meses.

Paraplégicos recuperam movimentos com terapia de estimulação magnéticaOs resultados foram entusiasmantes para uma condição que até agora não tem tratamento, condenando as pessoas à deficiência física pelo restante de suas vidas. Após cerca de seis meses do tratamento de estimulação, o primeiro paciente, que era paraplégico, já conseguia dobrar os dois tornozelos, enquanto o outro paciente, tetraplégico, conseguia pegar e segurar um objeto com as mãos.

"Nós observamos um reforço das conexões neurais e uma restauração parcial do movimento de músculos que os pacientes previamente eram inteiramente incapazes de usar," explica o Dr. Anastasia Shulga, da Universidade de Helsinque (Finlândia).

Recuperação de lesões na medula

Esta foi a primeira vez que foram feitas tentativas para reabilitar pacientes paralisados em razão de uma lesão da medula espinhal por meio de tratamentos não invasivos de estimulação a longo prazo.

Ambos os pacientes tinham sofrido o acidente há mais de dois anos e tinham recebido tratamentos de reabilitação convencionais em toda a sua recuperação - esses tratamentos continuaram durante o tratamento de estimulação.

O movimento restaurado durante a terapia de estimulação magnética e elétrica permaneceu por um mês depois que o tratamento foi encerrado. Um dos pacientes está agora participando de um estudo mais aprofundado, no qual a estimulação será aplicada mais extensivamente e por um período ainda mais longo.

"Este é um estudo de caso com apenas dois pacientes, mas achamos que os resultados são promissores. Mais estudos são necessários para confirmar se a estimulação pode ser usada juntamente com a reabilitação a longo prazo após a lesão medular, sozinha ou, possivelmente, em combinação com outras estratégias terapêuticas," disse Jyrki Mäkelä, coautor do experimento.

Fontes: Diário da Saúde - tetraplegicos.blogspot.com.br

Esgrima em Cadeira de Rodas. Paralimpíadas Rio 2016 - Veja o vídeo.

Nas disputas de espada, os atletas usam uma manta metálica para proteger suas pernas e as rodas da cadeira
Nas disputas de espada, os atletas usam uma manta metálica para proteger suas pernas e as rodas da cadeira

COMO TUDO COMEÇOU

A esgrima em cadeira de rodas foi apresentada nos Jogos de Stoke Mandeville, em 1954, por Sir Ludwig Guttmann, e fez parte de todos os Jogos Paralímpicos desde primeira edição, disputada no ano de 1960 em Roma.

SOBRE A COMPETIÇÃO

As regras da esgrima em cadeira de rodas são baseadas nas da Federação Internacional de Esgrima (FIE, na sigla em francês), que rege a esgrima Olímpica, com alterações de acordo com as necessidades dos cadeirantes. Por exemplo, as cadeiras de rodas são fixadas ao solo, e o competidor deve se preocupar apenas com os movimentos dos membros superiores. Assim como na esgrima Olímpica, há três armas: florete, espada e sabre.

Para definir a categoria em que vão competir, os atletas passam por testes funcionais. Os movimentos dorsais, laterais e lombares são avaliados, assim como a flexão e o equilíbrio do corpo com a arma. Existem duas classes nos Jogos Paralímpicos: A e B. Nos Jogos Rio 2016, 88 esgrimistas competirão em 10 eventos individuais e quatro por equipe.

VOCÊ SABIA?

O Brasil teve seu primeiro ouro Paralímpico na esgrima em cadeira de rodas com Jovane Guissone, em Londres 2012, na competição de espada masculina categoria B.

Para ter informações mais completas a respeito desta modalidade e qual a melhor maneira de assisti-la nos Jogos Paralímpicos, baixe o guia a seguir clicando no link Rio 2016. Guia do espectador – Esgrima em Cadeira de Rodas


Fontes: Rio 2016 - turismoadaptado.wordpress.com

Mãe se torna professora de educação especial após ter filha com Down

Francisca de Freitas fala ainda sobre preconceito sofrido pela criança.‘Eles tem o direito de estar entre pessoas normais’, enfatiza.

Anny Barbosa Do G1 AC

Professora redirecionou carreira após ter filha com Síndrome de Down (Foto: Arquivo pessoal)
Professora redirecionou carreira após ter filha com Síndrome de Down (Foto: Arquivo pessoal)

Sete anos atrás, a professora de Atendimento Educacional Especial (AEE) de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, Francisca de Freitas, de 39 anos, dava aulas para o quinto ano do ensino fundamental. O nascimento da filha caçula, Alecia, entretanto, mudou a trajetória das duas. A menina nasceu com Síndrome de Down e mãe, para aprender a lidar com a situação buscou apoio na educação inclusiva.

“No início vem o choque, você se pergunta o que vai fazer, mas, quando eu comecei a pesquisar e estudar sobre a Síndrome de Down, acabei entrando para a educação inclusiva. Foi uma consequência”, conta a professora, que tem outros dois filhos, de 20 e 10 anos respectivamente.

Francisca diz não se arrepender da escolha que fez e ressalta que o maior problema ao lidar com pessoas com Down é na verdade o preconceito. Um problema que ela encontra principalmente nas escolas da segunda maior cidade do Acre.

Ela conta que a própria filha foi vítima de discriminação aos três anos, quando foi impedida de chegar perto de uma colega de classe.

“Na época eu fiquei tão magoada não só como mãe, mas como professora por saber que existem pais que queiram excluir uma criança por puro preconceito. Foi a única experiência que vivi, mas já ouvi muitas outras coisas absurdas”, lamenta.

Seminário

O depoimento de Francisca foi um dos apresentados nesta quinta-feira (28) durante o VII Seminário de Educação Inclusiva, promovido pela Coordenação de Educação Especial da Secretaria de Educação do Acre no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul.

Durante o evento, foram apresentados depoimentos de experiências inclusivas com alunos de Cruzeiro do Sul. Úrsula Maia, coordenadora de Educação Especial, salienta que o evento tem como objetivo quebrar preconceitos.

“Nós escolhemos Cruzeiro do Sul porque se tornou referência na inclusão de alunos com deficiência, hoje é sobre trazer as experiências, expor os avanços e mostrar que somos todos iguais nas nossas diferenças”, finaliza.

Fonte: g1.globo.com

Subestimado pela deficiência mental, casal mostra o quanto é capaz pelo filho

Paula Maciulevicius

Casal se conheceu na Apae e já estão há 10 anos juntos. (Foto: Alcides Neto)      Casal se conheceu na Apae e já estão há 10 anos juntos. (Foto: Alcides Neto)

Uma história de alegria, tristeza, luta e vitória. Vencer foi, na sensação dos pais, ter Emanuel nos braços. O bebê que no domingo próximo completará 5 meses é a prova do quanto Jhenny e Welton são capazes. O casal se conheceu na Apae - rede de atendimento à pessoa com deficiência - porque têm uma leve deficiência mental. Juntos, os dois já somam 10 anos entre namorar e "amigar". Casar mesmo, eles foram impedidos.

Jhenny tem 28 anos, Welson, 26. Ela trabalha há sete como vendedora de loja de departamento no Shopping Campo Grande, ele é estoquista. Nascida em Campo Grande, Jhenny só foi falar aos 4 anos, depois de começar a ser acompanhada na Apae. Welson é carioca, veio morar com o tio no Estado e foi encaminhado para a Apae após uma breve passagem pela Pestalozzi.

Apresentados por uma amiga, eles dizem que a história é longa. Foi a primeira entrevista do casal na residência onde moram, junto da mãe de Jhenny. "Eu gostei dele, não esqueci dele e desse dia. Contei um pouco da minha vida para ele e nós só ficamos por brincadeira. Depois foi: 'vamos namorar sério para valer?' Então vamos, nós casamos e ficamos juntos para o resto da vida", resume Jhenny da Silva Lopes.

Emanuel, o pequeno que veio a eles como maior vitória de suas vidas. (Foto: Alcides Neto)
Emanuel, o pequeno que veio a eles como maior vitória de suas vidas. (Foto: Alcides Neto)


"Quando a gente começou a se conhecer foi muita reviravolta. Teve choro, lágrimas, um pouco de atrapalhar", descreve Welton Cardoso. "Mas mesmo assim eu peguei e fui em frente", completa. Os meninos não tinham nem 18 anos quando engataram o namoro com direito a pedido para os pais dela. "No dia, eu vim à noite aqui para pedir para a mãe dela. Eu tinha matado aula com ela, trouxe, deixei ela aqui e pedi a mão dela. Deu aquele frio, mas eu pedi", conta ele. Jhenny interrompe para dizer "e valeu à pena".

Os dois sabem da deficiência que tem e também percebem o quanto ela fica pequena perto do preconceito. "Eu gosto de ir na Apae porque eu tenho um problema, tem coisa que eu esqueço, entendeu? Eu não conseguia acompanhar os alunos na escola", explica Jhenny sobre a deficiência.

Na vez de Welton, o estoquista descreve que tem mentalidade lenta. "É um raciocínio lento para algumas coisas, assim, eu não consigo rápido, é meio que um pouco difícil".

De início, o namoro dos dois não tinha a aprovação do tio de Welson. Não por preconceito, mas porque a família dele dizia que Jhenny não tinha futuro. "Ela não tinha estudo, ele falava: vocês não vão ficar junto'", repete Welton. Situação já superada hoje, mas que à época separou o casal.

Quando resolveram se casar, alguns anos atrás, foram barrados na Justiça Itinerante. Vestidos de noivos, com testemunhas e a festa pronta em casa - um churrasco - eles ouviram que não poderiam.

"A mulher falou que não podia casar porque nós era especial. E foi a hora que veio uma decepção pra mim. Eu estava feliz, pensa? Você pronto para casar, vestido de terno, ir na Itinerante e falar que tu não pode porque é especial?" conta o marido.

                            Lágrimas voltam ao rosto quando Welton lembra que foi impedido de se casar. (Foto: Alcides Neto)
Lágrimas voltam ao rosto quando Welton lembra que foi impedido de se casar. (Foto: Alcides Neto)


Foi ali que ele desistiu. Em casa, Jhenny deu para a mãe todos os presentes que havia ganhado, por achar que como não teve casamento no papel, ela não se sentia noiva e não merecia os presentes. "Peguei tudo as coisas, as louças e falei fica tudo para a senhora, porque eu vou ficar com isso? Minha mãe disse: papel não importa, importa é que você é feliz'", recorda Jhenny.

Depois do "não", falar sobre o assunto traz à tona lágrimas. "Meu medo é de chegar lá e não dar certo de novo, porque aquilo me humilhou. Muitas vezes as pessoas julgam a gente por fora, pela deficiência, mas não vê por dentro tudo o que a gente é capaz para fazer", desabafa Welton. A esposa, só concorda.

Capaz de muitas coisas, inclusive de criar um filho é pelo simples do dia a dia que eles escolhem enumerar. "Eu não sabia cozinhar, mas agora até invento e fica gostoso", se gaba Jhenny. O marido completa que às vezes até se surpreende no fogão, especialmente com o bolinho de arroz que ele tanto ama, e ela prepara com carinho.

                         Afetuosa, Jhenny é só carinhos para com o filho. (Foto: Alcides Neto)
                        Afetuosa, Jhenny é só carinhos para com o filho. (Foto: Alcides Neto)


Os dois têm os olhos da mãe de Jhenny o tempo todo, em casa. E a filha sabe o quanto isso é importante. "Ela me ajuda em tudo, é meu porto seguro, sem ela eu não vivo", reconhece. O papel de avó se tornou fundamental. Emanuel nasceu em março, de parto normal, teve de ir para o oxigênio assim que saiu, por ter engolido líquido amniótico. Ficou internado dias no CTI e as notícias, para se ter uma noção, eram dadas a terceiros.

"A madrinha dele acompanhou também o nascimento dele e quando chegou o dia, quem mais recebia notícias era ela. Eles viam o pai perto e não falavam, diziam: 'fala pra ele'. As pessoas às vezes compara a gente pela nossa deficiência", narra.

Em casa, os dois têm tanto cuidado para com o pequeno que qualquer babinha que comece a formar na boquinha, antes de cair é limpa com o pano de boca. O cheirinho de bebê também revela o afeto com que é tratado.

Quando nasceu, o receio dos dois era de que Emanuel também tivesse uma leve deficiência. Mas até então, nada fora diagnosticado.

"É isso, nós somos capaz de muita, muita coisa. Ele é a benção de Deus, eu falo que é a minha alegria, meu xodózinho e às vezes, quando dá uma coisa de pensar em coisas negativas, do passado e que vão me fazer chorar, eu já vejo ele e penso na alegria", ressalta Welton.

O que o casal mais tem de capacidade é amor para dar. "Sabe que esses dias eu vi numa reportagem, eu assisto porque é bom pra mim, ensina algumas coisas, que quando a gente cai no fundo do poço, tem uma mola lá que tira a gente para cima de novo. Eu aprendi que se falam que você não consegue fazer, deixa falar, não dá confiança e segue a sua vida", ensina Welton.

"Eu dou conselho pra ele, ele dá pra mim. Eu digo que cada degrau que você sobe para cima, vai conseguir muito mais", encerra a esposa.

Essa pauta é uma sugestão de Felipe Zampieri, da Apae.

O que o casal mais tem de capacidade é amor para dar ao filho e a quem se achegar. (Foto: Alcides Neto)
O que o casal mais tem de capacidade é amor para dar ao filho e a quem se achegar. (Foto: Alcides Neto)

Fonte: campograndenews.com.br

Desconto em impostos na aquisição de veículos novos ainda é pouco utilizado

Em Sorocaba, os números de solicitações para isenções de impostos para pessoas com deficiência apresentou queda de 5% em 2015

  Em um estacionamento, um cadeirante de idade sorri ao lado de um veículo vermelho

Em Sorocaba, nem todas as pessoas com deficiência aproveitam o desconto em impostos para adquirir um veículo zero quilômetro. Segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, houve um acréscimo de apenas 22 concessões no município este ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2016 foram deferidos 633 pedidos de isenção de ICMS, enquanto que no ano passado foram 611. Todo o ano de 2015 somou 1.199 pedidos. Para se ter ideia do que representa esse número, vale destacar que de acordo com o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, Sorocaba conta com cerca de 200 mil pessoas com algum tipo de deficiência.

Já o pedido de isenção no recolhimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) teve redução de 5%, entre o mesmo período do ano passado e deste ano. De acordo com a Secretaria da Fazenda, no primeiro semestre de 2016 foram deferidos 770 pedidos, enquanto que no ano passado foram 812. Se for considerado todo o ano de 2015, houve aprovação de 1.624 pedidos.

Com relação às outras tarifas como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), segundo informações da Receita Federal em São Paulo, elas não são computadas por município. Os números apresentados são de todo o Estado de São Paulo, que igualmente demonstram que o benefício ainda é pouco requisitado: foram concedidas cerca de 19 mil autorizações de isenção de IPI e IOF no primeiro semestre de 2016, enquanto no ano passado foram 18 mil no mesmo período, um aumento da ordem de 1 mil autorizações concedidas. Em todo o ano de 2015 foram 36 mil isenções.

Todos esses números demonstram que a Lei Federal 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, ainda é pouco conhecida. Muitos que têm direito e poderiam usufruir dos benefícios comprando com isenção de impostos, acabam não aproveitando. As isenções de taxas se estendem a pessoas com deficiência condutoras ou não, e aos familiares e responsáveis legais.

De acordo com o aposentado João Prado, 55 anos, o desconto vale a pena. Ele é paraplégico e solicitou o benefício. Adquiriu um Chevrolet Onix 1.4 no ano passado e o preço, de R$ 54 mil, caiu para R$ 38 mil, uma economia de R$ 16 mil. O carro é adaptado e proporciona melhor locomoção para ele. “Um escritório providenciou toda a documentação para mim”, diz Prado.

Ainda conforme o aposentado, depois de dois anos o veículo pode ser vendido, se quiser. Não há obrigatoriedade de ficar muitos anos com o carro. A única limitação para a compra é que o valor não pode passar de R$ 70 mil.

Mais direitos a isenções

Além de pessoas com deficiência e seus familiares, também tem direito pessoas com câncer, hepatite C, Parkinson, problemas graves de coluna e até idosos (estes não pela idade, mas por alguma sequela física ou motora que a idade ou as doenças trazem) podem pedir a isenção de impostos na compra de veículos zero quilômetro. Entre outros argumentos, o benefício compensa a despesa dessas pessoas para a adaptação do carro para atender suas necessidades. De acordo com o último Censo do IBGE, realizado em 2010, cerca de 46 milhões de brasileiros têm alguma deficiência ou mobilidade reduzida. Confira quais as deficiências e doenças podem ser consideradas para a isenção.

. Pessoas com deficiência física, condutoras ou não e seus familiares;
. Pessoas com deficiências mentais ou intelectuais graves e seus familiares;
. Pessoas cegas e familiares;
. Paralisia cerebral e familiares;
. Síndrome de Down e familiares;
. Autistas e familiares;
. Amputação ou ausência de membro;
. Artrodese e artrose;
. Artrite reumatoide;
. Acidente Vascular Cerebral (AVC);
. Câncer de mama e linfomas;
. Doenças degenerativas e neurológicas;
. Doenças renais e crônicas;
. Talidomida;
. Mal de Parkinson;
. Nanismo;
. Esclerose múltipla;
. Escoliose acentuada;
. Hérnia de disco;
. Hemiplegia e tetraparesia;
. Problemas na coluna graves e crônicos;
. Monoparesia e monoplegia;
. Prótese interna e externa;
. Mastectomia;
. Dort (LER) e bursites graves;
. Poliomelite;
. Má formação de membros;
. Túnel de carpo e tendinite crônica;
. Manguito rotator;
. Neuropatias diabéticas;
. Doenças renais;
. Hepatite C;
. Hemofílicos.

Entenda como é a isenção de cada imposto

ICMS – Através do Convênio ICMS 38/2012 é concedida isenção do ICMS desde 1º de janeiro de 2013, nas vendas internas e interestaduais de veículos novos quando adquiridos por pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal. Tal hipótese somente se aplica a veículo novo cujo preço de venda sugerido pelo fabricante, incluídos os tributos incidentes, não seja superior a R$ 70.000,00, cujo benefício deverá ser transferido ao adquirente mediante redução no preço de venda do veículo.

IPI – As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de 18 anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI). O direito à aquisição com o benefício da isenção poderá ser exercido apenas uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições, observando-se a vigência da Lei 8.989/95, atualmente prorrogada até 31 de dezembro de 2021 pela Lei 13.146/2015.

IOF – Segundo a Lei 8.383/91, estão isentas do IOF as operações de financiamento para a aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 Hp de potência bruta, quando adquiridos por pessoas com deficiência física, atestada pelo Departamento de Trânsito do Estado onde residirem em caráter permanente, cujo laudo de perícia médica especifique: a) o tipo de defeito físico e a total incapacidade do requerente para dirigir automóveis convencionais; b) a habilitação do requerente para dirigir veículo com adaptações especiais, descritas no referido laudo. A isenção do IOF não alcança os portadores de deficiência visual, mental severa ou profunda, ou autistas por falta de previsão legal. O benefício só poderá ser utilizado uma única vez.

IPVA – A isenção é garantida a pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, e autistas (Lei 3.757/2006). O benefício pode ser requerido por pessoa deficiente física ou não (condutora ou conduzida); por pessoa com deficiência visual; por deficiente mental severa ou profunda, ou autista ou por seu representante legal (curador). O curador responde solidariamente quanto ao imposto que deixar de ser pago. Admite-se como adaptação especial o câmbio automático ou hidramático e a direção hidráulica.

A Lei Maria da Penha que não saiu do papel: Falta discussão de gênero nas escolas e muito mais

Marcella Fernandes - 



Em 2006, a Lei Maria da Penha estabeleceu que haveria destaque nos currículos escolares para os "conteúdos relativos aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher", a fim de coibir tais agressões.
Oito anos depois, o Plano Nacional de Educação (PNE) excluiu conteúdos de gênero do conteúdo da sala de aula. A mesma lógica foi reproduzida nos planos estaduais e municipais. Para especialistas, enquanto o aspecto preventivo da legislação ficar à sombra do punitivo, as mulheres continuarão a serem mortas dentro de casa.
"É um procedimento extremamente contraditório querer abolir do sistema educacional a temática de gênero quando a violência está vinculada a uma hierarquia de gênero, a um desrespeito às mulheres. É muito contraditório o Estado dizer que se preocupa com a temática da violência contra as mulheres e excluir a discussão de gênero", afirma a advogada Carmen Hein, coordenadora do relatório da CPMI da Violência contra a Mulher.
Na avaliação da ex-consultora da Secretaria de Política para Mulheres (SPM), essaexclusão é inconstitucional e ilegal. "É ilegal porque a Lei Maria da Penha prevê essa discussão e inconstitucional porque fere diretamente a possibilidade de discutir autonomia, dignidade, princípios constitucionais", argumenta.
Quando o tema é abordado nas escolas, em geral não se discutem as relações de gênero, base para motivar a violência.
Com a resistência na educação formal, a sociedade civil tem se organizado para mudar essa mentalidade. Sob coordenação da professora de Filosofia de Direito Silvia Pimentel e ex-presidente do Comitê sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) das Nações Unidas, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo elaborou diretrizes para um tratamento de equidade nas questões de gênero.
O documento prevê, por exemplo, "combater e evitar atitudes e comportamentos discriminatórios" por gênero, raça, cor, etnia, religião situação social, orientação sexual e identidade de gênero, além de promoção de debates sobre o tema. A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) estuda a adoção dessas diretrizes em outras universidades dos sistema de ensino superior do Brasil.
"Nós temos uma tradição, uma mentalidade patriarcal e machista", destaca Silvia Pimentel. Ela lembra ainda que a falta de representatividade na estrutura do Estado com o governo interino de Michel Temer é um entrave simbólico para mudanças pelas vias institucionais. "O poder tem que existir e tem que ser visível. Uma das formas da pauta da mulher estar bem visível é estar no primeiro ranking ministerial", afirma.
A especialista lembra, contudo, que a questão não é tratada como prioridade tradicionalmente. No final do governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, por exemplo, a Secretaria de Políticas para Mulheres perdeu o status de ministério.
Sem informação
Outra lacuna da execução da lei trata da falta de sistematização de dados, que inviabiliza um diagnóstico preciso da violência contra a mulher. O artigo 8º do texto prevê a "promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher".
O mesmo artigo estabelece como diretriz o respeito nos meios de comunicaçãodos "valores éticos e sociais da pessoa e da família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica", de acordo com o estabelecido nos artigos 1º, 3º e 221 da Constituição.
Rede de atendimento
São apontadas falhas ainda no acolhimento e atendimento às mulheres, mesmo na rede especializada, além de dificuldade em chegar a alguns desses estabelecimentos.
Em todo o País, são 502 delegacias de atendimento à mulher, segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres. A rede de atendimento conta ainda com 95 promotorias especializadas, 238 centros de referência, 80 casas-abrigo e 596 serviços especializados de saúde.
Levantamento divulgado em 2015 no estudo "A institucionalização das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil", do Ipea, revela que apenas 10% dos municípios brasileiros contavam com organismos de políticas para as mulheres. São 1,3% com casas-abrigo e 0,7% com serviços de saúde especializados.
Uma opção para aumentar a capilaridade é a realização de consórcios. A modalidade, contudo, não é comum no enfrentamento à violência contra a mulher. Atualmente, apenas três casas-abrigo na região metropolitana de Belo Horizonte e no ABC paulista funcionam desta maneira, de acordo com a ONU Mulheres.
Para a consultora da ONU Mulheres no Brasil, Wânia Pasinato, um dos desafios atuais é chegar até cidades do interior. "A violência está sendo interiorizada e os serviços de atendimento estão muito mais nas capitais. Então há uma relação entre ter a pressença do serviço e contribuir para a redução da violência."
Ela lembra que a falta de infomações precisas dificulta a tomada de decisão sobre onde alocar novas unidades de atendimento. Outro ponto destacado pela consultora é a baixa institucionalidade das políticas públicas, ou seja, a falta de comprometimento dos governos locais e de continuidade das ações com as trocas de mandatos políticos.
Apesar de enxergar os desafios em aprimorar os mecanismos de enfrentamento à violência contra a mulher, Silvia Pimentel comemora o avanço em iniciar a desmitificação do assunto.

"Foi muito feliz que a lei tenha sido apelidada de Maria da Penha porque deu uma concretude muito grande. Não é a lei 11 mil e tal que ninguém guarda na cabeça. Isso eu acho que contribuiu demais para o imaginário popular em termos de reconhecimento contra violência doméstica."
Fonte: brasilpost.com.br

Em uma ilha no sul do Oceano Pacífico, uma em cada dez pessoas enxerga apenas em preto e branco

Muitos moradores de Pingelap, além de não enxergarem cores, também têm pouca tolerância à luz do sol. (Crédito: Reprodução)
Muitos moradores de Pingelap, além de não enxergarem cores, também têm pouca tolerância à luz do sol. (Crédito: Reprodução)

Muitas pessoas tem alguma deficiência de enxergar cores, mas existe uma ilha, Pingelap, na Micronésia, no sul do Oceano Pacífico, na qual uma em cada dez pessoas enxerga apenas em preto e branco. A ilha é um lugar muito bonito, mas com uma espécie de maldição genética. É conhecida como a “Ilha dos Daltônicos” por causa do número alto de pessoas que moram nesta ilha remota e só conseguem enxergar em preto e branco.

Não conseguir enxergar as cores já é ruim. Mas um dos moradores da ilha, Herrol, um pescador, também tem dificuldade para enxergar quando o sol está forte. Tudo o que ele vê é uma imagem sem detalhes, dolorosamente clara, como uma foto em preto e branco que foi ampliada de forma errada, com excesso de exposição.

Fonte: hosul.com.br

Pessoas com deficiência terão atendimento diferenciado

                                

A Arena da Amazônia está preparada para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Prefeitura de Manaus e Governo do Estado irão oferecer transporte especial até o estádio para este público.

Os veículos especiais sairão da garagem da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na Avenida Mário Ypiranga, até a entrada principal do portão D da Arena da Amazônia. O transporte será realizado por microônibus do serviço Transporta, dotados de plataforma elevatória e ar condicionado, proporcionando maior conforto aos usuários.

Em uma outra parceria da Seped com o Comitê Manaus 2016, a Ordem dos Advogados dos Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) e o Instituto de Tecnologia Manaós (ITMBr), pessoas com deficiência têrão à disposição o aplicativo móvel "Cidadão Olímpico" que oferece localização de áreas de acesso especiais na cidade e na Arena da Amazônia, além de denunciar violações de direitos legais. Dentre os serviços oferecidos pelo APP disponível no Google Play, estão guias de direitos e diretrizes, mapas específicos para PCDs, informações de acesso aos locais de partidas esportivas, além de um espaço para conhecer melhor seus direitos e realizar denúncias de casos que vão contra a legislação.

A Seped também vai disponibilizar equipe que atuará em conjunto com órgãos de proteção e defesa dos direitos do cidadão nos âmbitos municipal e estadual. A ação visa garantir a promoção, defesa, garantia de direitos e auxílio às pessoas com deficiência e também de seus acompanhantes que tenham seus direitos violados. Para garantir o amplo atendimento, serão disponibilizados ainda intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para pessoas surdas em todas as tendas de atendimento do Governo dentro e no entorno do estádio.

Voluntários – A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (Aades) preparou cerca de 350 voluntários para atuar no entorno da Arena da Amazônia, Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e Lives Site durante o Torneio Olímpico em Manaus. Eles vão complementar os serviços prestados pelos voluntários selecionados pelo Comitê Rio 2016, com atendimento ao turista e ao público que participa dos eventos.

Direitos do Consumidor – O Procon Amazonas fará ação intensiva com equipe de fiscalização nos anéis inferior e superior da Arena da Amazônia quanto à violação dos direitos dos consumidores. Haverá sala de apoio para receber, analisar, avaliar, apurar consultas e denúncias apresentadas por consumidores, entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado, além de prestar orientação permanente sobre seus direitos e garantias.

O órgão atuará na fiscalização e aplicação de sanções administrativas previstas na Lei 8078/90, combinadas com as disposições do decreto federal Nº 2.181/97, bem como coordenar os fornecedores de produtos e prestadores de serviços, ou com suas entidades representativas, a adoção de normas coletivas de consumo.

Mulher que oferece ensaios fotográficos de graça para crianças com deficiência emociona as pessoas na internet

Além de doar álbuns de crianças com necessidades especiais às famílias, Stephanie Smith pede para posar ao lado delas, mostrando seu carinho por cada "modelo". (Crédito: Reprodução)
Além de doar álbuns de crianças com necessidades especiais às famílias, Stephanie Smith pede para posar ao lado delas, mostrando seu carinho por cada "modelo". (Crédito: Reprodução)

A fotógrafa Stephanie Smith iniciou um projeto para fazer álbuns de crianças com necessidades especiais. Segundo ela, a intenção é mostrar que estes jovens são tão bonitos quanto qualquer pessoa . Stephanie está “doando” ensaios fotográficos para famílias há seis meses e tudo começou com uma história que ela viu na internet, sobre um fotógrafo que se recusou um trabalho ao descobrir que a criança sofria de uma deficiência. “Eu coloquei no Facebook que ia começar a doar ensaios para crianças com necessidades especiais e a resposta das pessoas foi insana”, contou a fotógrafa.

Acolhimento.

Algumas famílias lhe contaram que não quiseram contratar fotógrafos pois pensavam que eles iriam se sentir “com medo ou intimidados”. Três vezes por mês, Stephanie separa um tempo para fazer as fotos. A única coisa que ela pede em troca é protagonizar uma das imagens ao lado das crianças. Até o momento, ela já teve 16 “modelos”. O caso ocorreu na cidade de Annapolis, nos Estados Unidos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mortes em acidentes de moto assustam o Brasil

Por Adelson do Vale

  

Os dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Retrato da Segurança Viária no Brasil, sobre as mortes causadas por acidentes de motos no país são assustadores.

A pesquisa foi publicada pelo portal UOL, recentemente e revela uma triste realidade brasileira, pois os números chegam a impressionar.  O estudo mostra que entre 2002 e 2003 praticamente os acidentes com motos triplicaram quando comparado aos anos anteriores.

Das 43.075 mortes no trânsito ocorridas no Brasil em 2013, mais de 12 mil ou 20% envolveram motociclistas e passageiros. Isso quer dizer que são mais de três vezes o número de pessoas que se envolveram em acidentes com motos no trânsito em todo país desde 2002.

A pesquisa revela ainda, que esses números não param de crescer todos os anos, e o que mais preocupa as autoridades de trânsito e médicos que estão nos plantões em hospitais, é como esses acidentes acontecem, pois quando não matam deixa as vítimas mutiladas trazendo enormes prejuízos para a nação, principalmente porque a maioria das vítimas são muito jovens.

Os estudos concluídos deixam um saldo negativo e alarmante, nunca ocorreram tantos acidentes envolvendo motos como nos últimos 12 anos, mesmo com as campanhas educativas no trânsito e as novas leis que punem com pesadas multas e redução de pontos na carteira de habilitação. Há estimativas que cerca de R$16,9 bilhões foram gastos com internações, cirurgias e medicamentos nos hospitais com 191 mil vítimas, 37% delas tendo morrido e 56% ficando feridos nos   acidentes com motos,  até o final de 2013.

De acordo com pesquisa – e segundo especialistas no assunto - o Brasil ainda anda na contramão do trânsito e será necessário maior investimento em campanhas educativas, intensificar a fiscalização com blitze nas estradas, apreender motos em situação irregular ou em casos de embriaguez.

Em Garanhuns é comum a ocorrência de acidentes envolvendo motos, e nos finais de semana os casos podem ser ainda ser mais numerosos.  A causa na maioria das tragédias é a bebida, pois veículos e motos conduzidos por condutores embriagados normalmente estão presentes em quase todos os acidentes.

Câmara aprova política nacional para pacientes com doenças raras no SUS

O projeto obriga o Ministério da Saúde a fornecer medicamentos para o tratamento de doenças graves e raras, ainda que eles não constem na relação de remédios disponibilizados gratuitamente pelo SUS

Reportagem – Marcello Larcher - Edição – Natalia Doederlein 




A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou hoje o projeto que cria a Política Nacional para Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta define como doença rara aquela que afeta até 65 em cada 100 mil pessoas (PL 1606/11).

Como tramita em caráter conclusivo, a proposta poderá ser remetida diretamente para o Senado, exceto se houver recurso para que o Plenário da Câmara também analise o texto.

O texto aprovado na CCJ é o substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação ao Projeto de Lei 1606/11, do ex-deputado Marçal Filho, e ao PL 2669/11, do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que tramita apensado.

Pelo projeto, essa política deverá ser implantada em até três anos, tanto na esfera nacional, como na estadual e na municipal, com o objetivo de estabelecer uma Rede Nacional de Cuidados ao Paciente com Doença Rara. A proposta estabelece as competências de cada um dos entes federativos (municípios, estados e União) na execução da política.

O projeto obriga o Ministério da Saúde a fornecer medicamentos para o tratamento de doenças graves e raras, ainda que eles não constem na relação de remédios disponibilizados gratuitamente pelo SUS.



Prazo para valer
O relator na CCJ, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), fez apenas uma mudança: suprimiu o prazo de 90 dias dado pela proposta original para que o Executivo regulamentasse a nova lei.
Ele argumentou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que é nula toda norma que venha a impor prazo para que outro poder execute atribuição de sua exclusiva competência, como a de regulamentar leis. “Com isso a proposta segue sem prejuízos, e esperamos que o governo regulamente a medida no menor prazo possível”, disse.



Atenção básica e especializada
A política será implementada tanto na chamada atenção básica à saúde, quanto na atenção especializada.
Na atenção básica (Unidades Básicas de Saúde e Núcleo de Apoio à Saúde da Família) serão identificados os indivíduos com problemas relacionados a anomalias congênitas, erros inatos do metabolismo, doenças geneticamente determinadas e doenças raras não genéticas. A ideia é que os portadores de doenças raras sejam identificados precocemente, no pré-natal ou ainda recém-nascidos, e que recebam o tratamento adequado desde a primeira infância. A política prevê ainda o suporte às famílias dos pacientes com doenças raras.

Já na atenção especializada (Unidades de Atenção Especializada e Reabilitação e centros de referência) será realizado o acompanhamento especializado multidisciplinar e os demais procedimentos dos casos encaminhados pela atenção básica.

Centros de referência
Conforme o texto, cada estado deverá estruturar pelo menos um centro de referência, que deve, na medida do possível, aproveitar a estrutura já existente em universidades e hospitais universitários. 

A proposta estabelece ainda que os estabelecimentos de saúde habilitados em apenas um serviço de reabilitação passarão a compor a rede de cuidados à pessoa com doença rara. O objetivo é dar assistências aos pacientes sem tratamento disponível no âmbito do SUS. A ideia é que esses centros possam se articular com a rede do SUS, para acompanhamento compartilhado de casos, quando necessário.

Medicamentos órfãos
A política reconhece o direito de acesso dos pacientes diagnosticados com doenças raras aos cuidados adequados, o que inclui a provisão de medicamentos órfãos (aquele destinado ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doença rara). Pelo texto, a necessidade de utilização desses medicamentos órfãos deverá ser determinada pelos centros de referência do SUS e reavaliada a cada seis meses.



Segundo o texto, a incorporação do medicamento órfão pelo SUS deverá ser considerada sob o aspecto da relevância clínica, e não sob o aspecto da relação custo-efetividade. A proposta diz ainda que os medicamentos órfãos destinados ao tratamento de doenças raras terão preferência na análise para concessão de registro sanitário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estabelece algumas regras para facilitar esse registro.


Condutor da tocha olímpica emociona com homenagem à filha cadeirante

"Minha filha é medalha de ouro", declara, emocionado, o designer Carlos Raynsford, de 42 anos. 

Pai campeão da pequena Bruna, de sete anos, ele foi um dos vencedores da campanha que elegeu os condutores da tocha olímpica. Escolhido entre os funcionários de sua empresa, Carlos soube da notícia em uma cena digna de um filme: caminhões da Coca-cola foram decorados com painéis contando sua história de vida da infância até o crescimento da menina.

                         Bruna tem uma rotina ativa: tem um blog de maquiagem, faz apresentações e ama esportes
Bruna tem uma rotina ativa: tem um blog de maquiagem, faz apresentações e ama esportes

Alegre e apaixonada por esportes, Bruna ensina todos os dias aos adultos como superar qualquer barreira com alegria. Após complicações de uma pneumonia, quando tinha dois anos, a pequena ficou paraplégica. Foram seis meses de internação, até que a família voltasse para casa e aprendesse a retomar a vida.

                     Cadeirante desde os dois anos, a menina sempre superou as dificuldades com alegria:
Cadeirante desde os dois anos, a menina sempre superou as dificuldades com alegria: "A energia dela contagia as pessoas", diz o pai

No vídeo que mandou para a campanha, Raynsford aparece praticando várias atividades físicas com sua filha. A inspiração foi a peça publicitária em que o urso polar da marca de refrigerantes vem ao Rio para se tornar um condutor da tocha. A alegria da dupla contagia qualquer espectador.

                       Carlos sempre incentivou a filha a encontrar a alegria no cotidiano
                  Carlos sempre incentivou a filha a encontrar a alegria no cotidiano

Se não fosse o bom humor dela, a gente não tinha superado. Depois de tudo que aconteceu, fomos nos transformando - conta o pai campeão:
Quando a barra fica pesadona, a inocência da criança evita que ela veja o problema como algo gigante. Ela dizia na época: "Ah, pai, não fica triste, a gente vai conseguir". E eu fui ganhando força para retomar a vida e dar a ela o que ela precisa, suprir as necessidades dela. Entramos em um mundo novo e fomos nos adaptando. Quando a gente entra no barco, vê quantas pessoas estão nele sem que a gente perceba. Quantos cadeirantes você vê na rua e nem percebe que estão ali?

                   Bruna tem muitos fãs nas redes sociais
               Bruna tem muitos fãs nas redes sociais

Para o designer, Bruna ensina a muitas pessoas a superar preconceitos. A família sempre se preocupou em estimular a pequena a encontrar a felicidade no dia a dia.

Click AQUI para ver o vídeo.

Sempre explicamos que se aparecesse uma pílula e ela voltasse a andar não seria garantia de felicidade. E é verdade. Quantas pessoas agradecem quando deitam no travesseiro em vez de reclamar? As pessoas reclamam tanto e, enquanto isso, muita gente passa por coisas muito piores e levanta. Sempre disse: "Se esperar voltar a andar para ser feliz não vai rolar. Melhor ser feliz agora, com o que a gente tem". Conduzimos assim. No vídeo, não é uma superação. É um pai brincando com sua filha. Mas sei que a energia dela contagia as pessoas.

Apaixonado pela pequena Bruna, Raynsford se orgulha dos múltiplos interesses da pequena, que já postou vídeos de maquiagem no canal do Youtube, ama sapatos e esmaltes. 

                            Carlos também esteve no voo que trouxe a chama olímpica da Suíça
                     Carlos também esteve no voo que trouxe a chama olímpica da Suíça

Sei que muita gente que a vê sorrindo deve pensar: "Nossa, como uma criança nessa condição é feliz?" É um preconceito pensar que o cadeirante é triste, assim como ver um casal com um homem bonito e uma mulher feia e achar que estão juntos por interesse. São preconceitos, padrões que a sociedade tem. A criança não tem um background de frustrações como um adulto que sofre uma dificuldade extrema, como ser demitido após muitos anos de empresa. Ela retoma a vida numa rota normal. Ela levanta a galera - defende o pai da menina medalha de ouro.