sábado, 20 de agosto de 2016

Paraolimpíada: "Praticamente nenhum ingresso vendido"

por Wilson Faustino

  

Na mesma entrevista coletiva, concedida nesta manhã (19), em que Eduardo Paes falou em "desprezo" ao se referir aos nadadores americanos envolvidos em confusão em um posto de gasolina, o prefeito do Rio chamou atenção também para a situação pouco confortável das Paraolimpíada até agora.

Questionado sobre o aporte de cerca de 150 milhões de reais que a prefeitura provavelmente precisará fazer para o evento, Paes admitiu que parte do déficit se deve à pouca procura por ingressos para as Paralimpíadas até o momento.
Ele disse que "praticamente nenhum" ingresso foi vendido até então, mas que espera uma mudança na empolgação dos brasileiros com o evento quando as disputas se aproximarem. Isso aliviaria a necessidade da prefeitura arcar com os custos do evento.

O prefeito do Rio, entretanto, disse que tal possibilidade (uso de recursos públicos nas Olimpíadas e Paralimpíadas) já era uma possibilidade prevista em contrato. Ele disse também que os 150 milhões de reais não são tão significativos dentro do gasto total de cerca de 8 bilhões de reais dos jogos, em sua maioria custeados pela iniciativa privada.

Paes voltou a afirmar que não se deve comparar o legado olímpico do Rio com o de cidades de países desenvolvidos. Com a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, que está no rio para a passagem da bandeira olímpica e participou da coletiva, o prefeito brincou lembrando que o Rio ganhou a disputa para sediar os jogos neste ano justamente porque Tóquio era "a cidade perfeita" e o Rio ainda tinha "muitos problemas a resolver".

Paes disse que a governadora veio conhecer o "jeito tropical" de fazer as coisas, que às vezes "podem ficar um pouco doidas".

O prefeito do Rio ainda fez uma piada após Yuriko Koike explicar, de maneira quase solene, o porquê de estar vestindo quimono. A governadora falava sobre a simbologia do traje para a cultura japonesa e sua hospitalidade quando Paes pediu a palavra e desculpas por não estar vestido de "sambista carioca".

Prefeitura do Rio vai injetar R$ 150 mi para reforçar caixa da Paralimpíada

Valor se junta aos R$ 100 milhões que sairão dos cofres do Governo Federal; assim, verba pública para garantir a realização do evento em setembro atinge R$ 250 milhões

Por Heitor Esmeriz e Vicente Seda Rio de Janeiro

Entrevista coletiva Comitê Paralímpico Internacional (Foto: Heitor Esmeriz)
Primeira coletiva do Comitê Paralímpico Internacional no Rio abordou as dificuldades na organização (Foto: Heitor Esmeriz)

O presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Philip Craven, anunciou em entrevista coletiva nesta sexta-feira que a Prefeitura do Rio de Janeiro vai injetar R$ 150 milhões para ajudar a cobrir os gastos da Paralimpíada, que será disputada na cidade entre 7 e 18 de setembro. O valor, somado a R$ 100 milhões oriundos do Governo Federal, chega aos R$ 250 milhões de verba pública que terão de ser utilizados para garantir a realização do evento, conforme publicou na quinta-feira o Blog Bastidores FC. Não chega a ser o valor ideal, mas é o acordado de momento entre as partes para a realização dos Jogos.

Está no nosso DNA ver desafios como oportunidades, conseguimos resolver problemas por natureza. Estamos buscando soluções com parceiros interessados. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, se comprometeu a disponibilizar R$ 150 milhões. Ele está comprometido com a causa. Também tivemos uma reunião na quinta com o presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, que confirmou sua presença na cerimônia de abertura e nos passou uma confiança muito grande para trazer outros recursos financeiros. Foi o momento mais difícil que passamos na história, mas vamos superá-lo juntos - disse Craven.

Existe também um impasse com a Justiça. O Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE) proibiu a prefeitura de fazer doações para o Comitê Rio 2016, sob a alegação que o repasse a entidade privada em ano eleitoral é proibido. A prefeitura vai recorrer da decisão, e o presidente do Comitê Paralímpico do Brasil, Andrew Parsons, acredita em uma rápida solução para a liberação.

Não temos dúvida do bom senso do TRE do Rio de Janeiro. Havia uma suspeita de despesa não orçada. Mas no projeto de candidatura, em 2009, já contava com esse recurso, com esse dinheiro público, investido especificamente nos Jogos Paralímpicos. Não é uma despesa não orçada. Não tenho dúvida de que isso será esclarecido e teremos esses R$ 150 milhões. Temos a garantida verbal do prefeito, reiterada diversas vezes, que soluções serão encontradas, caso a proibição do TRE continue.

Na sequência, Craven também confirmou que o governo federal vai liberar aproximadamente R$ 100 milhões para a realização da Paralimpíada, além de contribuir com outros serviços. O Comitê Paralímpico Internacional tem tido reuniões frequentes com o governo para acertar as últimas pendências.

O compromisso assumido na candidatura, lá em 2009, vem de duas fontes: R$ 150 milhões da cidade e algo em torno de R$ 100 milhões do governo federal. Eles (governo federal) também vão compensar com prestação de outros serviços, em vez de dinheiro real.

Mais cedo, durante o briefing diário do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Internacional, Mário Andrada, diretor de comunicação do Rio 2016, falou sobre a utilização de recursos públicos sem cravar, no entanto, um valor fechado:
Tudo isso depende da capacidade do comitê de provar a necessidade absoluta dessas despesas. As transparência na utilização dos recursos públicos é ainda mais necessária do que a transparência na utilização de recursos privados. O número final a gente não tem. O que a gente tem é que o governo vai financiar uma parte dos Jogos Paralímpicos, ou vai ajudar em uma parte. A gente tem recursos para fazer, os recursos públicos não são condição "sine qua non", mas são condição para que a gente entregue a Paralimpíada da mesma forma que entregamos a Olimpíada, deixando todo mundo orgulhoso - afirmou Andrada.

CORTE DE GASTOS, LOGÍSTICA E INGRESSOS

Ao lado do chefe-executivo do IPC, Xavier Gonzalez, do diretor de comunicação do Rio 2016, Mário Andrada, e do presidente do Comitê Paralímpico do Brasil, Andrew Parsons, Craven também comentou as dificuldades na organização, adequações na logística para cortar gastos e otimizar as instalações - a modalidade de esgrima na cadeira de rodas será transferida de Deodoro para o Parque Olímpico - e também sobre a expectativa na venda de ingressos. Não existe o risco do cronograma de modalidades sofrer cortes.

O Comitê Rio 2016 precisa de boa parte do montante nos próximos dias para resolver a maior urgência: passagem dos atletas paralímpicos.Com o atraso na liberação da verba, dez delegações estão com dificuldades logísticas para confirmar a presença na Paralimpíada.

Dez países terão dificuldades mesmo depois do pagamento de auxílio. Essa é a prioridade número um no momento. Essa verba existe, será paga, seja na conta bancária da prefeitura, hoje (sexta) ou segunda-feira. No entanto, isso tem de ser pago imediatamente. Era para ter sido pago em 19 de julho, há um mês já. Nós, como família paralímpica, não falamos muito sobre isso, respeitamos as dificuldades, mas tem de ser pago. São 31 dias de atraso. O comitê tem que resolver isso o quanto antes. Já recebemos a garantia que (o dinheiro) virá da prefeitura ou do governo federal - comentou Crave, sem citar quais países estão com a participação ameaçada.

Em relação às adequações de orçamento, para cortar alguns gastos e maximizar os recursos, a principal será a transferência da modalidade de esgrima de cadeira de rodas de Deodoro para a Barra da Tijuca. Também haverá mudanças no número de pessoas envolvidas na operação.

Vamos tirar a esgrima de cadeiras de rodas de Deodoro e passar para o Parque Olímpico. Ainda ficarão o hipismo, o tiro e o futebol de 7 em Deodoro. A medida é visando economia. Teremos um pouco menos de gente, de espaço, tudo para economizar recursos e fazer com que nada falte ao atleta - explicou Andrew Parsons.

Sobre ingressos, a expectativa de vendas também diminuiu. Se antes seriam 3,1 milhões entradas disponibilizadas no geral, o número já caiu para 2,4 milhões. O objetivo é chegar a pelo menos 2 milhões de tickets comercializados. A maioria custará R$ 10.

Passamos dos 300 mil ingressos vendidos, todo dia estamos crescendo o número. Estou confiante que chegaremos aos Jogos com uma boa base para a cerimônia de abertura e teremos um salto grande no número de espectadores. Não será o mesmo de Londres ou Pequim, mas achamos que teremos um montante suficiente para criar uma atmosfera legal para os atletas. Já temos 12% da carga vendida - disse Xavier Gonzalez.

Por fim, o presidente do IPC não escondeu a frustração com a falta de informações precisas durante o processo de organização. Apesar das críticas, acredita que a Paralimpíada será um sucesso, principalmente no que diz respeito ao desempenho dos atletas.

Já disse recentemente que não tínhamos informações claras, eram várias fontes conflitantes. Talvez poderíamos ter tido informações mais concretas antes para que o trabalho andasse. Se isso está ligado à transparência ou não, vocês podem decidir. Estamos fazendo várias reuniões. O prefeito me disse que na terça teremos outra reunião. Espero que lá tenhamos uma troca importante e atualizada de informações. Precisamos que as informações estejam em terreno firme. Vou dizer que serão grandes Jogos Paralímpicos, fantásticos, talvez afetados um pouco pelas dificuldades enfrentadas antes, mas de um alto nível técnico. Vamos maximizar o que temos. Tenho certeza de que a Paralimpíada do Rio vai inspirar e empolgar o mundo.

Rio 2016 Parque Olímpico vista aérea (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)
Paralimpíada terá reforço de dinheiro público para ser realizada (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)


Pessoa com autismo poderá ter atendimento prioritário em órgão público

Reportagem – Tiago Miranda - Edição – Regina Céli Assumpção

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

                        Workshop sobre o Plano Nacional de Energias Renováveis. Dep. Felipe Bornier (PROS-RJ)
Bornier: a demora em horários de maior fluxo pode ser uma demora excessiva a pacientes com autismo

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5748/16, do deputado Felipe Bornier (Pros-RJ), que prevê atendimento prioritário a pessoas com autismo em repartições públicas e em empresas concessionárias de serviços públicos.

Hoje, a Lei 10.048/00 garante essa prioridade às pessoas com deficiência, aos idosos com idade igual ou superior a 60 anos, às gestantes, às lactantes, às pessoas com crianças de colo e aos obesos.

Segundo Bornier, a demora em horários de maior fluxo pode ser uma demora excessiva a pacientes com autismo. “A tranquilidade pela prioridade dos autistas possibilita não prolongar a tensão própria e de seus parentes na realização de tarefas do cotidiano”, disse.

O Brasil possui cerca de 3 milhões de pessoas com autismo, cerca de 150 mil casos por ano (1% dos nascidos).

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Obras produzidas por deficientes compõem exposição em Cabo Frio

Mostra aconteceu em shopping do município do RJ. Abertura aconteceu nesta quinta-feira (18), às 19h.

Do G1 Região dos Lagos



Obras produzidas por pessoas com necessidades especiais vão ser expostas em um shopping de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, a partir desta quinta-feira (18). A IV Edição da "SuperArte: Superando os Desafios com a Arte" traz trabalhos de pessoas atendidas pelo Centro Dia de Referência da Pessoa com Deficiência da cidade.

A exposição vai contar com objetos feitos a partir da arte do mosaico, um trabalho minucioso que exige total atenção. A exposição funcionará até o dia 21 de agosto no Shopping Park Lagos, que fica na Avenida Henrique Terra, bairro Portinho.

Fonte: g1.globo.com - Imagem APNEN

Associação de Deficientes visuais realiza Torneio de Futsal para Cegos

Foto: Arquivo Internet
  

A Associação dos Deficientes visuais de Manaus – UDEVIMA irá promover no próximo domingo, dia 21 de agosto de 2016, o I Torneio UDEVIMA de Futebol de Cinco. O evento será alusivo a Semana Nacional da Pessoa Excepcional, comemorada entre os dias 21 a 28 de agosto em todo país e irá contar com a participação de ex-atletas da seleção amazonense na modalidade. A competição tem apoio institucional da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped).

O campeonato irá acontecer nas quadras poliesportivas da Vila Olímpica de Manaus. O inicio do primeiro jogo será às 9 horas da manhã e irá contar com 5 equipes masculinas, sendo essas mistas de profissionais e amadores, com idades de 18 a 35 anos.

Embora não haja uma história oficial, acredita-se que a prática do futebol entre pessoas com deficiência visual e cegos tenha começado na década de 20, na Espanha, nos pátios das instituições especializadas.

No início, era comum que as Pessoas com Deficiência visual utilizassem garrafas plásticas com pedrinhas dentro, até que se percebeu que uma bola comum envolta em um saco plástico fazia barulho em seu deslocamento e permitia uma maior mobilidade dos jogadores. No entanto, esta técnica esbarrava na falta de durabilidade dos sacos. Foram feitas tentativas mais ousadas, como prender os guizos fora da bola, o que, naturalmente, não funcionou.

A bola que hoje em dia é utilizada (e que é produzida no Brasil) foi concebida na década de 80 e ainda está em processo de evolução.

Em 1986, na Espanha realizou-se o primeiro campeonato entre clubes. Levou quase uma década para que se estabelecessem competições entre seleções.

A partir de 1997, a IBSA (International Blind Sportive Federation) passou a organizar campeonatos mundiais no qual é praticado em mais de 30 países. Com três títulos mundiais, o Brasil é o maior campeão da história da Taça do Mundo da modalidade. Mas o momento de maior destaque deste desporto adaptado aconteceu em 2004, quando o mesmo estreou nas Paralimpíadas.

Prática esportiva transforma a vida de atletas com deficiência


Fernandópolis encerrou sua participação nos Jogos Regionais do Interior 2016, realizados em Araçatuba, como campeã da Segunda Divisão. Ao todo, foram conquistadas 115 medalhas, sendo 67 destas, de ouro.

Para atingir esse patamar, diversos atletas tiveram que se dedicar muito. Foram horas e horas de treino e preparação para as disputas que reuniram os melhores esportistas da região. Além de competir pelo melhor resultado, um time em particular conquistou algo além das medalhas.

A equipe de atletismo na modalidade de Atletas com Deficiência encontrou no esporte o incentivo para superar suas dificuldades e, até, retomar sonhos quase esquecidos. Composta por 13 integrantes, em sua maioria atendidos pelo Serviço de Reabilitação Lucy Montoro de Fernandópolis, eles trouxeram para casa 29 medalhas e diversas conquistas.

Com duas medalhas de ouro e uma de prata, o comerciante Írio Barbosa Júnior, 39 anos, foi um dos primeiros a integrar a equipe, formada no ano passado. Vítima de um acidente de trânsito, que acabou o deixando sem o movimento das pernas, há dois anos ele iniciou seu acompanhamento pela Rede Lucy Montoro e, no ano passado, recebeu a proposta que mudaria sua perspectiva de vida.

“Eu não conhecia muito sobre essa modalidade e nem imaginei que um dia faria parte de uma equipe de competição. O preparador físico da unidade me apresentou o atletismo e me convidou a participar do grupo. Eu vi isso como um desafio, mas também como uma oportunidade”, conta Barbosa.

Além de Írio, os educadores físicos Celso Franco e Jeferson Falchi convidaram outros cinco pacientes e receberam o reforço do fisioterapeuta Pablo Almeida, que passou a compor a equipe técnica.

“Nossa grande preocupação é de que as pessoas com deficiência continuem sua reabilitação mesmo após o fim do acompanhamento feito pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Por isso, os incentivamos na prática esportiva. Pela proximidade com os Jogos Regionais surgiu a ideia da formação de uma equipe que reunisse os pacientes e o atletismo foi a modalidade que se destacou, por englobar todos os atletas”, explica Falchi.

Dos treinos para a primeira competição foi uma piscada de olhos. Em menos de dois meses os atletas já estavam disputando os Jogos Regionais do Interior 2015, em Penápolis e conquistando nove medalhas, o que lhes rendeu a classificação para os Jogos Abertos do Interior, realizados em dezembro de 2015 nas cidades de Barretos e Sertãozinho. Novamente eles subiram ao pódio, conquistando para Fernandópolis quatro medalhas de ouro e uma de bronze.

O sucesso da equipe despertou o interesse de outros pacientes que procuraram participar dos treinos. Aos poucos o grupo cresceu e atingiu a quantia de 13 esportistas. Mas as conquistas foram além do pódio.

“Eu mudei muito. Além do condicionamento para as atividades do dia a dia, como me locomover com a cadeira de rodas, senti uma boa integração com todos. Sem contar que essa convivência nos mostra pessoas com mais dificuldades, mas que tiveram um grande comprometimento e que, por meio dos seus esforços encontrou a felicidade. Eu passei a enxergar a vida de uma forma diferente”, ressalta Júnior.

“A vivência deles como equipe, buscando o mesmo objetivo, foi responsável por essa conquista. Eles quebraram barreiras, conquistaram medalhas e muita autoestima”, comentou o treinador Jeferson Falchi, que também fez questão de ressaltar sua experiência junto à equipe: “nós, enquanto técnicos, não vemos o atleta superando sua deficiência, mas, de certa forma, acabamos por superá-la junto com eles e isso é muito gratificante.”

Para Carla Michela Rodrigues, esposa do atleta Írio Barbosa Júnior, o esporte deu uma nova esperança à família. “A nossa vida mudou muito. O incentivo em participar da equipe e competir nos jogos nos fez com que ele se preocupasse mais com a saúde, então ele está mais interessado, mais estimulado e estou empolgada, sempre procurando o incentivar. Acabamos crescendo junto, porque cada dia é um obstáculo vencido, cada dia é uma vitória”, conta emocionada.

Depois de 21 medalhas de ouro e 6 pratas conquistadas individualmente (nas provas de lançamento de dardo, peso e disco, além das corridas rasas de 100m, 200m e 400 m) e mais duas de ouro na competição por equipes (masculino e feminino), o foco é continuar vencendo os desafios, dentro e fora dos estádios.

EQUIPE

Atletas: Aline Palma, Elivélton Ortega, Gabriel Azevedo, Írio Barbosa, Israel Girabel, Ivan Arais, Jayme Ferreira, José Adriano, Otamar Souza, Rafael Gonçalves, Rafaela Gonzales e Rogério de Souza. Equipe técnica: Celso Franco, Jeferson Falchi e Pablo Almeida.

Rio 2016 estuda liberar acesso do Parque Olímpico na Paralimpíada

População poderá visitar complexo esportivo sem ingresso para competição. Decisão ainda não foi acertada por causa de segurança e outros serviços.

Matheus Rodrigues Do G1 Rio

Parque Olímpico (Foto: G1)
Parque Olímpico tem áreas de convivência fora das arenas, que teriam ingressos cobrados (Foto: G1)

A Rio 2016 estuda abrir o Parque Olímpico para o público durante a Paralimpíada. A medida tem o objetivo de aproximar o público do evento e estimular a venda de ingressos. A informação foi divulgada no fim da manhã desta sexta-feira (19) pelo diretor de comunicação do Comitê Rio 2016, Mário Andrada.

"Muitas lições que a gente atendeu com os jogos olímpicos a gente tem a oportunidade de aplicar nos paralímpicos. O relacionamento da população com os jogos mudou sensivelmente, então a gente é obrigado a reagir a isso", afirmou Andrada.

"O público brasileiro ficou encantado de vir ao Parque Olímpico da Barra. A gente discutiu ontem a perspectiva de abrir o Parque Olímpico para que as pessoas venham visitar e, se quiserem assistir a uma competição, comprem ingresso para a competição."

Nenhuma decisão foi tomada ainda porque a mudança implicaria na reformulação de alguns serviços como venda de ingresso, exposição de bilheterias e segurança do local.

"Isso tem uma enorme implicação na montagem da segurança e das bilheterias. Tem coisas que tem que rever. Conforme essa revisão, vai dar um pouco a mais ou a menos [a necessidade de uma ajuda de custos para realizar os Jogos]", afirmou Andrada.

"Isso não está decidido, eu dei esse exemplo como uma ideia de que pode alterar o planejamento do orçamento. O que falta é a resolução de questões operacionais como segurança, bilheteria e ingressos."

Repasse federal
Ao ser questionado sobre a falta de verba para a realização da Paralimpíada, o diretor de comunicação afirmou que o comitê organizador irá receber uma "enorme ajuda" financeira do Governo Federal. A quantia não foi revelada porque, segundo Andrada, um levantamento está sendo feito para dizer quanto será preciso.

"Todo o esquema de financiamento de alta qualidade dos Jogos Paralímpicos foi resolvido. A gente recebeu uma enorme ajuda do Governo Federal que sempre foi parceiro, junto com o governo estadual e municipal. O presidente esteve aqui, vai voltar para os jogos paralímpicos. Eu acho que o Brasil tem muito mais motivo de ficar orgulhoso e contente do que para ficar chateado e bola para frente."

De acordo com ele "o número final da ajuda vai depender de detalhes que a gente precisa resolver em termos da apresentação por parte do comitê da necessidade específicas de alguns gastos".

"Vou citar números que são públicos, já citaram 250, 240 e 280. Tudo isso vai depender da capacidade do comitê de provar a necessidade absoluta dessas despesas e como elas vão ser feitas. A transparência na utilização dos recursos públicos é ainda mais necessária do que a transparência que a gente já tem na utilização de números privados. Então a quantia final no limite a gente não tem. 

O que a gente tem é que o governo vai financiar uma parte dos Jogos. Os recursos públicos não são condição sine qua non, mas são condição para que a ente entregue os jogos paralímpicos."

Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Verba pública para garantir Paralimpíada deve chegar a R$ 250 milhões

                              Prefeito Eduardo Paes participou de reunião com o presidente Michel Temer

O valor do financiamento público para a Paralimpíada deve chegar a R$ 250 milhões. A informação foi confirmada por um membro do alto escalão do Rio 2016, embora o comitê tenha anunciado no briefing da manhã nesta quinta-feira que o valor giraria em torno de R$ 200 milhões - ressaltando que o montante final poderia variar de acordo com venda de ingressos e patrocínio.

Esses R$ 250 milhões correspondem a aproximadamente um quarto do valor a ser gasto com a Paralimpíada, e a reunião com diversos ministros e o presidente em exercício Michel Temer nesta tarde não tocou especificamente no financiamento - que já está desenhado e com fontes definidas -, mas serviu para que fosse reforçada a necessidade de agilizar o trâmite. Isso porque o Rio 2016 precisa de boa parte do montante nos próximos dias para resolver a maior urgência: passagem dos atletas paralímpicos.

Temer encerrou o encontro - que também contou com o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão - em tom positivo e de confiança no sucesso da organização do evento. Já no fim da tarde desta quinta, após deixar jornalistas de todas as partes do mundo aguardando por cerca de três horas, Temer fez um breve pronunciamento de um minuto e meio, reforçando a necessidade de serem garantidos os Jogos Paralímpicos e pedindo a presença do público brasileiro.

Esteiras rolantes e elevador para cadeirantes estão interditados na estação Cantagalo do metrô

Empresa informou que eles estão passando por um processo de modernização, ainda sem prazo para a conclusão das obras


Rio - Em tempos de Olimpíada, cariocas e turistas ficam de olho no funcionamento da cidade e, em especial, dos transportes. Através do WhatsApp do GLOBO (21 99999-9110), o leitor Rodrigo Bandeira reclamou da situação da estação Cantagalo do metrô, na Zona Sul do Rio.

Mesmo diante dos cariocas e da cidade "fazendo bonito", o metrô continua "fazendo feio". Em plena Olimpíada, em uma estação movimentada como esta, uma das esteiras rolantes e elevador para cadeirantes estão interditados desde o dia 3 de agosto. Total descaso na estação do Cantagalo - reclamou.

Em nota, O MetrôRio informou que o elevador e uma das esteiras rolantes de Cantagalo estão passando por um processo de modernização, em conjunto com o fornecedor. Não foi informado um prazo para a conclusão das obras.

'Praia Acessível' recebe 50 pessoas com deficiência e idosos de Maracanaú

Projeto recebe pessoas com locomoção reduzida nas praias de Fortaleza. Participantes também participam de jogos e esportes adaptados.

Do G1 CE

  Praia acessível (Foto: Marcos Studart/Governo do Ceará)
  Praia acessível (Foto: Marcos Studart/Governo do Ceará)

O programa "Praia Acessível" recebe nesta sexta-feira (19), a partir das 9h, a visita de cerca de 50 pessoas de Maracanaú, entre idosos, pessoas com deficiência e familiares. Articulados pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Maracanaú, os visitantes participarão das atividades do projeto, que oferece espaço de lazer com esteiras e cadeiras anfíbias possibilitando o acesso do público ao mar.

O local conta com estrutura com tendas, cadeiras de praia, guarda-sóis, estrutura para vôlei e frescobol adaptados, piscinas e banheiro acessível.

Também voltado para crianças com deficiência, o Praia Acessível faz parte do "Programa Mais Infância Ceará", que foca nos benefícios da brincadeira para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, além do convívio familiar, da socialização e de sua integração à cultura de sua comunidade.

A iniciativa funciona de quarta a domingo, de 9h às 14h, no Aterrinho da Praia de Iracema, em frente ao Hotel Sonata de Iracema. Já na alta estação (janeiro, julho e dezembro) as atividades ocorrem diariamente no mesmo horário.

O projeto, realizado pelo Governo do Ceará, Prefeitura de Fortaleza e Hotel Sonata, tem como objetivo promover acessibilidade de idosos, pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida à praia.

  Praia Acessível (Foto: Marcos Studart/Governo do Ceará)
  Praia Acessível (Foto: Marcos Studart/Governo do Ceará)

Fonte: g1.globo.com

Blogueira de moda supera deficiência física e faz sucesso no Instagram

Mama Cãx tem uma história inspiradora pra contar

                          Mama Câx (Foto: Instagram/Reprodução)
                         Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)

Mama Cãx viveu uma grande história de superação. Aos 14 anos foi diagnosticada com câncer na perna direita. Após muitas avaliações, os médicos deram a ela, no máximo, três semanas de vida. Mesmo lutando e vencendo a doença aos poucos, aos 18 teve que amputar a perna. Após a cirurgia, a doença foi contida e Mama recebeu a notícia que sobreviveria.

A garota entendeu que essa era uma chance única e que faria valer a pena a nova forma de viver. Mama nasceu no Haiti e não teve contato anterior com a moda mas, encontrou no meio uma forma de levantar sua voz sobre bandeiras da sua vida: ser mulher, negra e possuír uma deficiência.

                                 Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)
                                 Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)

A primeira ideia que teve foi se dedicar a vida digital, escrevendo um blog com dicas de lifestyle, moda e beleza. Mama se espantou com a resposta positiva que teve na internet, onde ganhou visibilidade e conseguiu muitos seguidores no Instagram. Não demorou muito para que ela fosse convidada pela rede social para fazer parte da campanha #RunwayForAll, que busca trazer visibilidade às minorias.

A blogueira disse que a maior motivação foi ver que as pessoas realmente estavam sendo incentivados com o seu contéudo. Ela diz que sabe que é uma mulher de sorte e que em muitos lugares no mundo, outras pessoas não conseguem ter as mesmas chances que ela. Para ela, sua posição pode ajudar a fazer a diferença e suas fotos postadas serem reconhecidas em uma campanha mundial traz mais ajuda às causas que acredita.

Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)   Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)

Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)   Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)
Mama Cāx (Foto: Instagram/Reprodução)

Fonterevistaglamour.globo.com

Aviso de pauta: Comitê Paralímpico Internacional (IPC) concede, nesta sexta, 19, coletiva sobre os preparativos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

 Demostração de Goalball na Arena do Futuro, em setembro de 2015. Foto: Andrew Parson (à esquerda) e sir Phillip Craven
Andrew Parson (à esquerda) e sir Phillip Craven durante evento na Arena do Futuro, no Parque Olímpico (RJ)

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) concederá, nesta sexta-feira, 19, às 13h, na sala FREVO do Centro Principal de Mídia do Rio 2016, uma coletiva de imprensa para falar sobre os preparativos para os Jogos Paralímpicos.

Sir Philip Craven, presidente do IPC, dará informações sobre a preparação para os Jogos, como as expectativas para o evento e os maiores desafios que o Comitê Paralímpico Internacional e o Comitê Organizador estão enfrentando.

Andrew Parsons, vice-presidente do IPC e presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Xavier Gonzalez , diretor executivo (CEO) do IPC, Todd Nicholson, membro do Conselho dos Atletas do IPC, e um representante do Comitê Rio-2016 também estarão presentes na coletiva.

Para o evento, a imprensa precisará da credencial dos Jogos Olímpicos. Caso não a tenha, deverá solicitar no Centro de Credenciamento um guest pass pelo e-mail mpc.guestpass@rio2016.com.

Para mais informações, favor enviar e-mail ou ligar para Craig Spence, diretor de comunicação do IPC: craig.spence@paralympic.org (+49-228-2097-230).
 
Fonte: cpb.org.br

Jovens se unem para jogar Pokémon Go com garoto autista que sofreu bullying

           

Mais do que uma febre mundial, Pokémon Go se mostrou uma ferramenta bastante eficiente para reestabelecer o contato social decrianças autistas.

Um caso recente que aconteceu semana passada em Tempe, uma cidade do Arizona, nos Estados unidos, comoveu a família de Ty, um adolescente autista de 15 anos.

Na semana anterior, Angie, a mãe de Ty, levou o filho para jogar Pokémon Go no Tempe Beach Park, mas o que ela não esperava, era que o garoto fosse sofrer bullying por causa disso.

Angie contou que dois rapazes se aproximaram e esvaziaram um tubo de molho barbecue nela e no filho autista. Em seguida, os rapazes começaram a rir e ainda chamaram o menino de retardado.

Ao retornarem para casa, Angie contou o que havia acontecido à filha, que ficou revoltada – e com razão – com o que aconteceu.
A irmã de Ty relatou o que acabara de ouvir da mãe em um post no grupo Arizon Pokémon Go Community no Facebook e, o que aconteceu em seguida, a deixou de queixo caído!

Centenas de pessoas comentaram no post mostrando apoio à família de Ty e convidaram o garoto a jogarem juntos no mesmo parque onde o caso de bullying aconteceu.

O garoto, mesmo não conseguindo expressar sua gratidão em palavras, mostrou com seu sorriso sincero o que aquela comoção representou para ele.

            

O sentimento foi validado também por Angie, sua mãe, que foi arrebatada pela emoção do momento: “Sou tão grata. Sou grata porque se isso não tivesse acontecido, nós ainda estaríamos nos escondendo em nossa casa, como muitas famílias como as nossas fazem. Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão”, disse.

Além de jogar e se divertir muito, Ty ainda ganhou presentes do pessoal da comunidade.

OS SUPOSTOS BENEFÍCIOS DE POKÉMON GO EM OUTRAS FAMÍLIAS COM FILHOS AUTISTAS

O mais incrível dessa história toda é que outras famílias com filhos autistas começaram a relatar uma melhora expressiva nas relações sociais das crianças.

Como Pokémon Go é um jogo baseado em localização, as partidas exigem que os jogadores se desloquem e visitem vários lugares da vizinhança. Por isso, os pais de filhos autistas acreditam que isso fez com que seus filhos começassem a curtir as saídas e a jogarem com outras pessoas.

Alguns adultos autistas ainda disseram que agora acham mais fácil conversar com outras pessoas, pois querem falar sobre o jogo.

A EXPERIÊNCIA DE LENORE E SEU FILHO RALPHIE

Lenore Koppelman, uma mãe de Nova York cujo filho Ralphie foi diagnosticado com hiperlexia e autismo aos dois anos de idade, compartilhou sua experiência no Facebook (você precisa estar logado para poder ler o depoimento).

                                        

Em seu depoimento, Lenore conta:
“Eu finalmente apresentei Ralphie ao Pokémon Go essa noite. Essa coisa é MARAVILHOSA. Depois que ele pegou seu primeiro [Pokémon] na padaria, ele gritava de alegria! Ele correu para fora para pegar mais. Um menino o viu e reconheceu o que ele estava fazendo. Eles imediatamente tinham algo em comum”.

Lenore continou:
“Ele [Ralphie] olha algumas pessoas nos olhos. Pessoas que ele se sente à vontade. Mas estranhos? Raramente. Crianças que ele não conhece? Quase nunca! Mas quando ele está jogando Pokémon Go, por alguma razão, as regras dele mudam”.

Ralphie não só mudou sua rotina de ir ao playground, como começa a interagir com as outras crianças no momento que pisa lá.

“Ele estava interagindo com outras crianças! Caraca!!! Eu não sabia se ria ou chorava!”, escreveu Lenore. “Os adultos também estavam caçando Pokémon e esses estranhos estavam orientando Ralphie, tipo ‘tem um ali naquele canto, amigão! Vá lá pegá-lo!’. Lá ia Ralphie pegar o Pokémon rindo. Ele ainda olhava e dizia ‘OBRIGADO’! UAU!!”.

NEM SÓ DE NOTÍCIAS BIZARRAS VIVE O POKÉMON GO

O que mais se viu rodando pelas redes sociais desde o lançamento do jogo foram notícias de pessoas que bateram o carro, se machucaram pulando muros e até gente caindo de barrancos!

Mas, como tudo na vida, há sempre um lado positivo! A alegria dessas crianças traz um alento aos corações das famílias, que só querem ver a felicidade estampada no rosto de suas crianças.

Fonte: awebic.com 

Promotoria recomenda adequação do transporte público ao Estatuto da Pessoa com Deficiência

Da redação - Colaboração: Assessoria MP

         Imagem Internet/Ilustrativa
         

Por recomendação da Promotoria de Justiça de Catanduvas, no Oeste paranaense, a prefeitura da cidade deverá promover, em 30 dias, a adaptação de toda a frota do transporte coletivo municipal, para que atenda aos requisitos de acessibilidade, conforme determina o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A prioridade é para o transporte escolar, em linhas que possuam beneficiários com deficiência ou mobilidade reduzida.

De acordo com a Promotoria, a recomendação também vale para veículos particulares utilizados para a prestação de serviço público de transporte coletivo.

A recomendação estabelece ainda que, até a completa adaptação ou substituição da frota, o Município deverá oferecer transporte individual às pessoas com deficiência que estejam impossibilitadas de frequentar a escola por falta de acessibilidade nos veículos.

A prefeitura ainda não se manifestou sobre a recomendação do MP.

Fonte: massanews.com - Imagem Internet

Procon defende gratuidade para deficientes com regulamentação de lei

Em contraponto, coordenador da instituição na ALMT lembra que a inércia do Poder Executivo não pode lesar direito

     Procon defende gratuidade para deficientes com regulamentação de lei
     (Foto: Marcos Lopes/ALMT)

A lei federal 13.146 – ‘Estatuto da Pessoa com Deficiência’ – dispõe, no parágrafo único do artigo 121, que, em caso de discordância legal com relação a direitos assegurados às pessoas com deficiência, prevalece a norma que seja mais benéfica”. O direito, também previsto constitucionalemente, foi destacado pela superintendente do Procon no Estado, Gisela Simona Viana de Souza, em relação à controvérsia gerada pelo Decreto Federal 8537/2015 – mais conhecido por “lei da meia-entrada”, que cortou o direito dos deficientes mato-grossenses em ter gratuidade de acesso a eventos culturais e desportivos. O benefício suspenso era garantido pela Lei Estadual n° 9310/2010. Na capital do estado, a Lei Municipal n° 4553/2004 estabelece o mesmo direito.

Embora defenda a gratuidade, Gisela de Souza entende a necessária regulamentação da lei estadual para que o direito seja assegurado em todo Mato Grosso. “Somente em Cuiabá, onde a lei municipal está devidamente regulamentada, não há dúvida sobre a inaplicabilidade do decreto federal com relação às pessoas com deficiência, mas no âmbito estadual é necessária a devida regulamentação”, pontua. “Seria talvez o caso de o Legislativo provocar o governador a fazê-lo”, sugeriu.


MANDADO DE INJUNÇÃO

A polêmica foi trazida à tona desde recente reunião, na Assembleia Legislativa, conduzida pelo coordenador do Procon na Casa, advogado Carlinhos Teles, junto a lideranças representativas das pessoas com deficiência – entre as quais Marilei Auxiliadora, presidente da Associação Mato-grossense de Deficientes (Amde), Maria Elizabete, presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Pessoas Deficientes e Família (APRACDF) e Luís Santana, presidente da Fraternidade Cristã de Deficientes (FCD).

Cadeirante, Carlinhos Teles é também vice-presidente da Associação Mato-grossense de Deficientes (Amde), além de membro da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, e do Conselho Estadual de Defesa das Pessoas com Deficiência (Conede).

Em contraponto ao entendimento da superintendente estadual do Procon, o coordenador da instituição na Assembleia Legislativa lembra que a falta de regulamentação não impede a aplicação da lei estadual.

“Com todo o respeito a tal posicionamento, entendemos que a inércia do Executivo em não ter ainda regulamentado a legislação não pode lesar o direito assegurado”, analisa Teles. “É o que prevê a Constituição Federal, ao dispor sobre o mandado de injunção, medida jurídica cabível sempre que ‘a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania’; tanto individual, quanto coletivamente, cabe a provocação do Judiciário a fim de garantir o direito”, emenda.

      

EXCLUSÃO SOCIAL

Teles explica que o artigo 6º do decreto federal exige ainda, para que a pessoa com deficiência tenha direito à meia-entrada, a apresentação do cartão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – assistência social aos deficientes que não possuem renda, não podem trabalhar e não têm parentes para lhes prestar auxílio -, ou documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atestando a aposentadoria em razão da deficiência.

“Ou seja, o decreto federal é nocivo, nefasto, preconceituoso, porque não promove a inclusão da pessoa com deficiência; ao contrário, exclui, estabelece duas classes e, contraditoriamente, ainda exige que aqueles em condição de miserabilidade paguem a meia-entrada”, explica. “Antes de tudo, fere o princípio constitucional da igualdade”, acrescenta.

Carlinhos Teles esclarece que o questionamento, bem como o conflito legal, não faz referência a todo o texto do decreto federal – o qual também estabelece a meia-entrada para estudantes, jovens carentes e idosos.

“Mas o famigerado artigo sexto, que trata das pessoas com deficiência, tem que ser revogado, e é o que vamos buscar por meio das medidas judiciais cabíveis”, assinala.

Fontes: ALMT -  24horasnews.com.br

Campanha busca recursos para publicar livro de menino com autismo - Veja o vídeo.

Da redação Colaboração Priscila Koteski / Rede Massa.

Imagem massanews.com


O Miguel tem sete anos e mostra orgulhoso a coleção de dinossauros. Ele tem tanto amor pela espécie que é justamente esta a capa de um livro que reúne os pensamentos que ele, portador de autismo, fala para a mãe desde os quatro anos de idade. A dona de casa Mary Ane Aparecida Gonçalves teve a ideia quando percebeu o carinho com que ele falava das pessoas e dos animais e criou o ‘Reflexões de um Anjo’, que compila as frases do menino.




“O Miguel começou a falar umas frases muito fortes, de reflexão, e eu comecei a anotar, postei algumas no Facebook e teve bastante sucesso”, conta a mãe, sobre a ideia de lançar o livro quando reuniu várias citações. No livro, Miguel traz lições de compreensão e de amor ao próximo.

Agora, a intenção desta mãe carinhosa é fazer com que as pessoas tenham acesso ao livro e possam tirar uma lição com as frases do Miguel. Mas para conseguir publicar a obra, a família precisa de patrocínio. Para uma tiragem inicial de 1.500 exemplares, eles precisam de pelo menos R$ 5 mil. “Como é uma mensagem de amor e carinho e a gente pensa muito nas crianças especiais, não só no Miguel, parte da arrecadação a gente vai destinar para a Aproaut [Associação de Proteção aos Autistas] e parte para o Rancho Marruá de Equoterapia”, conta a mãe.

Eles já conseguiram, pela Prefeitura de Ponta Grossa, a chance de colocar o livro a venda na Feira do Livro, que acontece em setembro na cidade. Mas, para isso, precisam conseguir o dinheiro logo para fazer a impressão da obra. O telefone para contato com Mary Ane é (42) 9918-5492.

Fonte: massanews.com

Revista Turismo: Maceió é destaque no turismo adaptado

   Projeto 'Praia Acessível, implantado em 2015. facilita o acesso de pessoas com deficiência aos equipamentos turísticos da orla de Maceió
Projeto ‘Praia Acessível, implantado em 2015. facilita o acesso de pessoas com deficiência aos equipamentos turísticos da orla de Maceió

O turismo é um segmento que compreende públicos diversos e investir em acessibilidade é essencial para possibilitar a mesma experiência para todos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que mais de 45 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de limitação, o que equivale a 23,9% da população.

Destes, 3,6% têm deficiência visual e 1,1% deficiência auditiva. Diante disso, faz-se ainda mais necessária a adequação de aeroportos, hotéis, restaurantes e, sobretudo, atrações turísticas.

Nesse contexto, Maceió foi mencionada na última edição da revista mineira Turismo, por apresentar um elevado número de quartos adaptados para hóspedes com dificuldade de locomoção. De acordo com o IBGE, Maceió é a capital nordestina com o maior número de quartos destinados a pessoas com algum tipo de dificuldade de mobilidade.

“O nicho hoteleiro de Maceió vem se adequando cada vez mais às necessidades de seus clientes, possibilitando a inclusão e acessibilidade. Maceió, como um todo, está se tornando mais acessível e atrativa para todos.”, disse Tereza Bandeira, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AL).

Além de bela, a geografia da orla da capital alagoana possibilita um fácil e seguro divertimento para aqueles que tenham alguma limitação. Por serem planas e rodeadas por recifes de coral (o que deixa o mar calmo e propício para o mergulho), as praias de Maceió se destacam quando se pensa em turismo aliado à acessibilidade.

Uma das principais atrações da orla maceioense é o passeio para as fascinantes piscinas naturais da Pajuçara em jangadas especialmente projetadas para o transporte de pessoas em cadeiras de roda. São três embarcações com capacidade para até seis pessoas, sendo duas delas cadeirantes. Elas são mais largas do que as normais e oferecem ainda uma esteira que leva os passageiros em segurança até a areia da praia.

Em Maceió, também é desenvolvido o projeto ‘Praia Acessível’, que promove atividades adaptadas na orla de Pajuçara. Desde 2015, a iniciativa inclui banho de mar assistido com cadeiras anfíbias, bocha adaptada e stand up padle para cadeirantes. Todo o contorno da orla de Maceió apresenta, ainda, piso adaptado para deficientes visuais.

Não apenas as praias maceioenses são capazes de receber todos os tipos de turistas, a cidade apresenta também museus aptos a admiradores com necessidades especiais. O Museu da Tecnologia do Século XX possui acessibilidade total, com rampas e elevadores; além de ter implantado piso podotátil e exposições em braile, para visitantes com deficiência visual.

Outro importante museu de Maceió que garante acessibilidade aos visitantes é o Museu do Comércio, que possui instalações propícias para pessoas com dificuldades de locomoção. Ambos ficam localizados no prédio da Associação Comercial, no bairro do Jaraguá.

Fontes: Aqui Acontece - turismoadaptado.wordpress.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CARTA DE UM FILHO ESPECIAL PARA A MÃE

                             


Num raro momento de felicidade, retomei a consciência e por alguns instantes libertei-me do corpo. Livre dos embaraços físicos, pedi a Deus a oportunidade de comunicar-me contigo.

Sei o quanto sofres ao ver-me no corpo excepcional onde me abrigo como filho do teu coração por isso quis falar te:
Saiba mãezinha querida, antes de receber-me carinhosamente em teu ventre eu era apenas um náufrago nos mares espirituais do sofrimento. Tu fostes a praia que me acolheu e devolveu-me a segurança. Não penses que se eu tivesse morrido ao nascer teria sido melhor para nós dois; é um engano cruel, pois o que mais importa para mim é viver.

O teu amor á a força que pode prolongar-me a vida. O corpo disforme que hoje sustenta-me a vida, representa para mim um tesouro de bênçãos onde reeduco meu espírito aprendendo a valorizar a vida que tantas vezes desprezei.

Sei que tu sofres por eu não poder dar alegrias de uma criança sadia, porém reconforta-me saber que para as mães como tu, Deus reserva as alegrias celestiais.

Ser mãe é missão natural das mulheres. Ser mãe de alguém como eu, é missão que Deus só entrega a mulheres como tu.

Vou retornar ao corpo, assim como uma ave que retorna ao ninho onde se abriga das tempestades, mas antes rogo a Deus que te abençoe colocando nesta rogativa a força de gratidão de um filho que teve a felicidade de ter um anjo como mãe.



Como Deus escolhe a mãe de uma criança deficiente

DEUS ESCOLHE.

Imagem Internet/Ilustrativa


A maior parte das mães de hoje em dia tornam-se mães por acidentes, outras por escolhas próprias, outras por pressão social, outras por hábito.

Esse ano quase 100 mil mulheres se tornarão mães de crianças deficientes.
Você alguma vez já pensou como as mães dos deficientes são escolhidas?

Eu já. Uma vez visualizei Deus pairando sobre a Terra selecionando o seu instrumento de propagação com grande carinho e compassivamente.
Enquanto Ele observava, Ele instruía seus anjos a tomarem nota em um grande livro.
Para Beth, um menino, anjo da guarda Matheus.
Para Marjorie, uma menina, anjo da guarda Cecília.
Para Carrie, gêmeos, anjo da guarda, mande o Gerard ele está acostumado com a profanidade.
Finalmente ele passa um nome para um anjo sorri e diz:
Dê a ela uma criança deficiente.
O anjo cheio de curiosidade pergunta:
- Por que a ela senhor? Ela é tão alegre...
- Exatamente por isso. Como eu poderia dar uma criança deficiente para uma mãe que não soubesse o valor de um sorriso? Seria cruel.
- Mas será que ela terá paciência?
- Eu não quero que ela tenha muita paciência porque aí ela com certeza se afogará no mar da auto-piedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passar, ela saberá como se conduzir.
- Senhor, eu estava observando hoje. Ela tem aquele forte sentimento de independência. Ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não vai ser fácil. E além do mais Senhor, eu acho que ela nem acredita na sua existência.
Deus sorri.

- Não tem importância. Eu posso dar um jeito nisso. Ela é perfeita. Ela possui o egoísmo no ponto certo.

O anjo engasgou.
- Egoísmo? E isso ainda é por acaso uma virtude?
- Deus acenou um sim e acrescentou:
- Se ela não conseguir se separar da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, essa é uma das mulheres que eu abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz idéia, mas ela será também muito invejada. Sabe, ela nunca irá admitir uma palavra não dita; ela nunca irá considerar um passo adiante, uma coisa comum. Quando ela descrever uma árvore ou um pôr do sol para seu filho cego, ela verá como poucos já conseguiram ver a minha obra. Eu a permitirei ver claramente coisas como ignorância, crueldade, preconceito e a ajudarei a superar a tudo. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado cada minuto de sua vida, porque ela está trabalhando junto comigo.