sábado, 17 de setembro de 2016

'Esporte paralímpico ainda não mudou preconceito no Brasil', diz ex-chefe da delegação brasileira

Jefferson Puff - @_jeffersonpuff - Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

BBC SPORT
Atletas paralímpicos
A Academia e o Comitê Paralímpico Brasileiro têm recebido demandas de deficientes físicos buscando informações sobre como ingressar no esporte.

Apesar do sucesso das Paralimpíadas, a sociedade brasileira ainda não mudou o preconceito em relação aos deficientes e o esporte olímpico. Essa é a opinião de Alberto Martins da Costa, que esteve à frente da delegação brasileira em três Paralimpíadas - Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008).

Porém, ele acredita que o país esteja "próximo" de mudar seus paradigmas - com a a ajuda do esporte. "O que você está vendo nessas competições não é a deficiência física, é a superação de si mesmo na busca da melhor performance. É a obtenção de marcas, dos melhores tempos, de quebra de recordes, da vitória sobre os adversários."

Doutor em Educação Física, ele já não chefia os atletas: atualmente, preside a Academia Paralímpica Brasileira, criada em 2010 para agregar os estudos em torno do esporte paralímpico no país.

Em entrevista à BBC Brasil, Costa afirma que já é possível perceber reflexos do sucesso do evento junto a muitos deficientes físicos, que têm entrado em contato com a Academia para buscar informações sobre como ingressar no esporte.

Veja os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil - Que tipo de impacto real o senhor acredita que ter sediado os Jogos pode trazer para os deficientes físicos no país?

Alberto Martins da Costa - Muitas pessoas no Brasil nem sabiam que o esporte paralímpico existia. Sediar os Jogos aumentou a visibilidade e já estamos percebendo um reflexo disso.

Desde o início da Paralimpíada temos recebido na Academia Paralímpica Brasileira e no Comitê Paralímpico Brasileiro uma série de demandas e emails de deficientes que estão assistindo aos Jogos e nos questionam sobre como fazer para ingressar no esporte.

Muitos ídolos que temos hoje, como o nadador Daniel Dias, e outros que conquistam diversas medalhas, também se espelharam em atletas paralímpicos para começarem suas carreiras.

Nossa orientação é de que procurem associações para pessoas com deficiências em suas cidades e Estados e que tomem o primeiro passo para iniciarem a prática do esporte.

ACERVO PESSOAL
Alberto Martins
"O que você está vendo nessas competições não é a deficiência física, é a superação consigo mesmo.

BBC Brasil - Muitos deficientes se queixam de preconceito e falta de políticas públicas, como calçadas e ônibus adaptados e mais chances profissionais. Como o senhor vê a questão?

Costa - É fato que a sociedade brasileira ainda tem preconceito contra o deficiente físico e o atleta paralímpico. Não só no Brasil mas também em outros países estamos próximos de uma mudança de concepção, mas ainda precisamos avançar mais, e o esporte ainda não mudou este preconceito.

No entanto, é preciso dizer que o esporte é o principal instrumento para essa nova forma de a sociedade encarar essas pessoas. O próprio conceito de esporte paralímpico como a atividade desenvolvida por atletas de alto rendimento, de alta performance, que se submetem a intensos treinamentos para alcançar suas metas, é uma mudança importante.

Não se trata de um olhar de pena. O que você está vendo nessas competições não é a deficiência física, é a superação de si mesmo na busca da melhor performance. É a obtenção de marcas, dos melhores tempos, de quebra de recordes, da vitória sobre os adversários.

Precisamos parar de bater nessa tecla da deficiência e mudar a concepção de esporte paralímpico para esporte de alta performance, de alto rendimento, seja ele praticado por pessoas com ou sem deficiência.

ACERVO PESSOAL
Alberto Martins
"Precisamos parar de bater nessa tecla da deficiência e mudar a concepção de esporte paralímpico para esporte de alta performance"

BBC Brasil - Um jornalista português usou termos fortes ao afirmar que os Jogos Paralímpicos são um "espetáculo grotesco" e que servem "apenas para preencher a agenda do politicamente correto". Como o senhor responderia a isto?

Costa - É uma opinião extremamente infeliz, de quem não conhece o esporte paralímpico, não sabe o que está por trás dele, não sabe o que ele traz para as pessoas que praticam essas modalidades, e desconhece o fato de que o esporte paralímpico é a principal ferramenta para mostrar a capacidade e a potencialidade das pessoas com deficiência. Demonstra falta de conhecimento dele não só sobre o esporte paralímpico mas sobre a vida das pessoas com deficiência.

BBC Brasil - Como o senhor explica o bom desempenho do país nos Jogos Paralímpicos?

Costa - Há uma série de fatores. O primeiro são os atletas, a qualidade dos nossos competidores e o treinamento que realizam. O segundo é a organização administrativa do desporto paralímpico no país. Temos um bom planejamento de metas, que se mostrou eficiente nos últimos dois ciclos (Londres e Rio), e o cumprimento do investimento planejado para o esporte. O fato de o Brasil ter fechado a Paralímpiada de Londres na 7? posição geral e ter colocado como meta fechar entre os cinco primeiros no Rio de Janeiro também motivou esse sucesso.

BBC Brasil - Entre as modalidades paralímpicas há destaque para o atletismo e a natação, que costumam dar os maiores números de medalhas para o Brasil. Como o senhor explica a diferença em relação aos outros esportes?

Costa - Pelo grande número de provas e categorias, é natural que tenhamos número maior de medalhas para o Brasil nestes dois esportes. Por outro lado, são modalidades que não exigem uma gama de equipamentos e aparato técnico quanto as outras, e portanto os nossos paratletas podem treinar e se aprimorar sem grandes problemas. É muito mais fácil formar paratletas nestes dois esportes em comparação a outros.

Fonte: bbc.com

Campeã em ano de atentado, ícone paralímpico "adota" vítimas de Boston

Dona de 15 medalhas em Jogos, seis de ouro, Tatyana McFadden realiza ações para inicializar no esporte mutilados na maratona de 2013: "Atleta é exemplo e inspiração"

Por Cahê Mota e Tiago Leme Rio de Janeiro

A americana Tatyana McFadden, do atletismo paralímpico (Foto: Getty Images)
Descrição da imagem: a americana Tatyana McFadden, do atletismo paralímpico (Foto: Getty Images)

Ao vencer a prova dos 5.000m classe T54 e ficar em segundo lugar no revezamento 4x400m nesta quinta-feira, a americana Tatyana McFadden chegou a 15 medalhas paralímpicas conquistadas na carreira, sendo cinco nos Jogos do Rio de Janeiro. Mas o grande feito da vida dela foi consequência de uma outra alegria, sentimento que imediatamente se transformou em tristeza por causa de um ataque terrorista na Maratona de Boston em 2013, disputa que ela ganhou pela primeira vez naquele ano e repetiu em 2014, 2015 e 2016. Sensibilizada com a situação das vítimas das bombas, Tatyana passou a realizar trabalhos de motivação e de inicialização das pessoas mutiladas no esporte, usando o seu exemplo de atleta como fonte de inspiração.

O atentado em Boston em 2013 deixou três mortos e 264 feridos, vários em estado grave, que acabaram ficando sem as pernas ou braços. Muitas dessas vítimas foram "adotadas" por Tatyana McFadden, que, mesmo sem movimentos nas pernas, encontrou um caminho de vitórias e lutou pelos direitos das pessoas com deficiência.

Como uma atleta, foi uma grande oportunidade para mim de ficar mais próxima dessa comunidade. Tive a oportunidade de trabalhar com diversas famílias que foram afetadas e isso foi muito importante. Foi uma grande maneira de voltar para o passado e dizer que, mesmo que você tenha uma deficiência, você pode continuar vivendo a vida. Foi muito bom esse trabalho, sendo uma atleta e um exemplo, uma inspiração para essas pessoas - contou a atleta de 27 anos.

                                       A americana Tatyana McFadden, do atletismo paralímpico, levou ouro no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)
Descrição da imagem: Tatyana McFadden, com o ouro no pódio no Rio (Foto: Getty Images)

Nascida em Leningrado (atual São Petersburgo), na antiga da União Soviética, com uma lesão na espinha, Tatyana ficou paralisada da cintura para baixo. Abandonada em um orfanato na Rússia pela mãe e sem dinheiro para ter uma cadeira de rodas, ela se locomovia apoiando as mãos no chão até os seis anos. Nesta idade, foi adotada pela americana Deborah McFadden, se mudou para a cidade de Baltimore, e nos Estados Unidos começou a praticar esportes.

Eu tive problemas de falta de nutrição na infância, mas mesmo assim me tornei forte depois. Acredito que tudo na vida acontece por alguma razão, Deus estava me olhando, minha mãe biológica também, e uma família americana veio atrás de mim, me adotou e depois toda essa história no esporte começou.

Antes de se tonar um ícone paralímpico com recordes, medalhas e prêmios no atletismo, Tatyana McFadden praticou diversas modalidades, como natação, ginástica, basquete de cadeira de rodas e hóquei. Mas foi usando a velocidade com a cadeira de rodas que ela se tornou uma verdadeira campeã, com 14 títulos mundiais e agora 15 medalhas em quatro Paralimpíadas disputadas.

Quando eu cresci, eu fazia parte de um programa local de esportes, era um ótimo programa para jovens deficientes físicos e você tinha a oportunidade de praticar vários esportes diferentes. Eu cresci fazendo natação, basquete, hóquei no gelo e atletismo. Foi muito bom para a minha saúde, e mais tarde eu escolhi o meu favorito, que era a corrida.

Além do primeiro lugar desta sexta nos 5.000m e da segunda colocação no revezamento 4x400m, Tatyana também conquistou na Rio 2016 o ouro nos 1.500m e nos 400m, e a prata nos 200m. E ela ainda terá duas provas pela frente no Brasil para aumentar a sua coleção de medalhas: os 800m e a maratona.

A americana Tatyana McFadden venceu a Maratona de Boston em 2013 (Foto: Getty Images)
Descrição da imagem: Tatyana McFadden cruza a linha de chegada da Maratona de Boston em 2013 (Foto: Getty Images)

Fonte: globoesporte.globo.com

Sem braços, jornalista alemão escreve com pés na cobertura da Paralimpíada - Veja o vídeo

David Hock é um entre diversos profissionais que trabalham nos Jogos do Rio de Janeiro e, a exemplo dos atletas, tem algum tipo de deficiência

Por SporTV.com Rio de Janeiro

Jornalista David Hock (Foto: Reprodução SporTV)
Jornalista David Hock digita em teclado com os pés (Foto: Reprodução SporTV)

Quem vê o alemão David Hock circulando pelo Parque Olímpico pode até confundi-lo com um atleta. Nada disso. Ele também pode servir de inspiração, mas não entra em ação para competir, para para contar todos os detalhes da Paralimpíada do Rio de Janeiro para um jornal de seu país. Jornalista, David nasceu sem os braços e usa os pés para digitar e escrever seus textos, habilidade que passou a desenvolver ao longo dos anos.

Click AQUI para ver o vídeo.

Eu sempre digo que meus pés são as minhas mãos. Assim como você aprendeu a escrever com as suas mãos, eu aprendi com meus pés. Claro que quando comecei a digitar no computador eu não era tão rápido como sou agora, mas é fazendo que se aprende, e agora eu tenho um sistema de digitação inteligente - explicou, que mostra agilidade com os pés no teclado do computador e também ao usar aplicativos de conversa no aparelho celular.

David é um entre diversos exemplos no centro de mídia. O fotógrafo João Batista, por exemplo, é deficiente visual, o que não o impede de fazer sua atividade. Ele vê no evento a chance de mostrar que todos são capazes.

Aqui é a possibilidade de existir inclusão de verdade. Se somos todos iguais, temos a mesma batida do coração, por que não ter profissionais nessa área? - disse.

Correspondente da BBC e biamputada (perdeu as duas pernas aos 19 anos), a jornalista Kathleen Hawkins também trabalha na cobertura da Paralimpíada e vê o fato de ter uma deficiência como um aliado no trabalho durante o evento.

Acho que, para mim, significa que se estou entrevistando um amputado eu posso fazer perguntas completamente diferentes de um jornalista que não é amputado porque eu estou interessada nas próteses deles, em como eles estão lidando com o calor porque sei pessoalmente que isso é um problema real. Então, acho que você tem essa diversidade, você acaba conseguindo obter coisas mais interessantes dos atletas - contou.

Jornalista Kathleen Hawkins (Foto: Reprodução SporTV)
Jornalista Kathleen Hawkins teve de amputar as duas pernas aos 19 anos (Foto: Reprodução SporTV)

Fonte: sportv.globo.com

Cadeirantes reclamam da redução do nº de micro-ônibus em São Carlos, SP- Veja o vídeo.

4 micro-ônibus e 1 van rodam, mas a partir de sábado serão só 2 veículos.Prefeitura diz que vai garantir o serviço e MP afirma que vai acompanhar.

Do G1 São Carlos e Araraquara
Cadeirantes de São Carlos terão serviço de micro-ônibus reduzido com a Suzantur (Foto: Marlon Tavoni/ EPTV)
Cadeirantes de São Carlos terão serviço de micro-ônibus reduzido(Foto: Marlon Tavoni/ EPTV)

Cadeirantes que dependem do transporte adaptado se reuniram nesta sexta-feira (16) com o Ministério Público, em São Carlos (SP). Eles reclamam que a partir deste sábado (17) o número de vans e micro-ônibus que buscam os deficientes em casa deve cair pra menos da metade.

Segundo a União dos Paratletas de São Carlos, 117 cadeirantes dependem desse transporte exclusivo todos os dias. São quase 2,7 mil atendimentos por mês.

Clock AQUI para ver o vídeo

Quatro micro-ônibus e uma van rodam a cidade para atender todos esses cadeirantes, mas a partir de sábado a Suzantur assume todo o transporte público a cidade e, pelo novo contrato, só dois micro-ônibus vão fazer esse serviço.

Para pedir que o atendimento seja mantido, cerca de 20 cadeirantes foram ao Ministério Público para conversar com o promotor Denilson de Souza Freitas.

Prefeitura e MP
O secretário de Transportes, Márcio Marino, também participou da reunião e se comprometeu a manter o serviço. “Agora nós vamos tentar fazer uma colocação de mais vans para que esse tipo de serviço não seja interrompido. Se tivermos alguma dificuldade vamos chamar os táxis adaptados para que esse pessoal possa ser atendido de acordo com o combinado”, disse.

Segundo o promotor, o MP vai tomar providências caso o atendimento aos deficientes deixe de ser feito. “O MP está acompanhando essa transição entre as empresas de transporte público. No caso de pessoas com mobilidade reduzida, se houver necessidade, nós entraremos com ação para que não seja interrompido esse serviço”, afirmou Freitas.

Fonte: g1.globo.com

A luta de um grupo de crianças e de hospital contra as doenças mais raras do mundo

Hospital na Inglaterra leva para a rua exposição com fotos e histórias de seus pacientes na tentativa de angariar fundos; médica brasileira responsável pelo projeto quer compartilhar experiência no Brasil.

Issaac Mumena BBC Africa, Kampala

Retratos e histórias de crianças com doenças raras atendidadas por hospital em Birmingham, na Inglaterra, são exibidas em exposição (Foto: Birmingham Children's Hospital)
Retratos e histórias de crianças com doenças raras atendidadas por hospital em Birmingham, na Inglaterra, são exibidas em exposição (Foto: Birmingham Children's Hospital)

Fotos e histórias de 11 crianças que enfrentam algumas das mais raras doenças do mundo foram parar na rua, no centro de Birmingham, a segunda maior cidade da Inglaterra.

A iniciativa faz parte de uma exposição organizada pelo Hospital Infantil da cidade inglesa para angariar fundos e criar o primeiro centro de pesquisas e tratamento de doenças raras no Reino Unido. O hospital já conseguiu levantar 1,5 milhão de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,7 milhões). O objetivo é atingir a cifra de 3,65 milhões de libras.

Segundo a médica Larissa Kerecuk, responsável pelo departamento de doenças raras do Hospital Infantil de Birmingham, a ideia "é dar mais qualidade de vida e oferecer uma estrutura para ajudar pacientes e seus familiares a lidar com essas doenças, ao invés de deixar a doença dominá-los".

Kerecuk é uma pediatra brasileira que há 30 anos vive no Reino Unido. Ela conta que a ideia de fazer fotos dos pacientes veio de uma das mães e o hospital abraçou o projeto, inspirado numa iniciativa similar de Nova York.

Retratos de 11 pacientes portadores de doenças raras ou ainda não diagnosticadas que fazem parte da exposição em Birmingham, na Inglaterra  (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)Retratos de 11 pacientes portadores de doenças raras ou ainda não diagnosticadas que fazem parte da exposição em Birmingham, na Inglaterra (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)

"As crianças adoraram as fotos e foi muito bom para as pessoas saberem que Birmingham já é uma referência. Tem muito estigma e, ao mesmo tempo, é muito difícil de lidar. Às vezes não têm cura e muitos dos pacientes morrem antes de chegar à idade adulta. Queremos dar mais qualidade de vida às crianças e aos seus familiares", diz, emendando que gostaria de estender a iniciativa ao Brasil.

"Se eu pudesse fazer algo para também ajudar pacientes no Brasil seria ótimo", completa a médica que nasceu em São Paulo e morou em Curitiba, antes de se mudar para a Inglaterra.

A médica brasileira Larissa Kerecuk é a responsável pelo departamento de doenças raras do hospital em Birmingham e tem planos de firmar uma parceria com o Brasil para tratar crianças (Foto: Arquivo Pessoal)
A médica brasileira Larissa Kerecuk é a responsável pelo departamento de doenças raras do hospital em Birmingham e tem planos de firmar uma parceria com o Brasil para tratar crianças (Foto: Arquivo Pessoal)

Kerecuk conta que, por ano, o hospital onde trabalha atende 9 mil crianças com doenças raras e outras 5 mil que ainda buscam por um diagnóstico. Doenças raras agrupam as que colocam em risco ou debilitam cronicamente até cinco pessoas num grupo de 10 mil e que requerem esforços especiais de tratamento.
Veja alguns dos retratos, feitos pelo fotógrafo britânico Kris Askey, e conheça as histórias de cinco dessas estrelas que lutam todo dia para viver.

Kadie-Leigh ainda espera por um diagnóstico

 Kadie-Leigh sofre de condição que afeta rim e bexiga e só foi vista em outras três crianças no mundo (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)
Kadie-Leigh sofre de condição que afeta rim e bexiga e só foi vista em outras três crianças no mundo (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)

Kadie-Leigh Hamilton, de 2 anos, tem uma doença tão rara que permanece sem diagnóstico.

Sua família tem conhecimento de apenas outras três crianças no mundo com o mesmo problema, que afeta os rins e bexiga.

Antes mesmo da garota nascer, a mãe dela ouviu de especialistas que Kadie-Leigh não iria sobreviver. Depois de passar as primeiras 11 semanas de vida no hospital, Kadie-Leigh se tranformou no que a própria mãe chama de "pequeno milagre".

Kadie-Leigh é suscetível a infecções urinárias e é submetida a consultas regulares no hospital infantil Birmingham para monitorar sua condição renal.
Apesar da saúde frágil, Kadie-Leigh tenta ter uma infância o mais próximo possível do normal. Gosta de se vestir de princesa e de brincar de faz de conta com seus amigos na creche.

Thomas aguarda transplante de rim

Thomas, que espera por um transplante, celebrou seus 4 anos num quarto de hospital (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)
Thomas, que espera por um transplante, celebrou seus 4 anos num quarto de hospital (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)

Thomas Davies, de 4 anos, é falante e adora assistir filmes repetidamente - os musicais Mamma Mia e Les Misérables são os seus favoritos.

Seus rins não se desenvolveram como deveriam - um não funciona o outro tem apenas 4% da capacidade de um rim normal.

Por causa da rara condição renal, ele corre sério risco de morte e aguarda um transplante. Ele também segue uma rígida dieta.

Durante os últimos três anos, Thomas tem sido submetido à sessões de quatro horas de diálise quatro vezes por semana. Estava no hospital no dia de seu aniversário de 4 anos.

Os pais e os três irmãos do garoto vivem a ansiedade diária de quem espera por um doador compatível, capaz de dar uma vida nova ao garoto.

Skye fez sete cirurgias e tem futuro incerto

Skye, de 8 anos, tem dificuldade de aprendizagem, problemas cardíacos e renais (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital )
Skye, de 8 anos, tem dificuldade de aprendizagem, problemas cardíacos e renais (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital )

Quando Skye Gardner, de 8 anos, nasceu, os médicos acreditavam que ela não viveria nem 24 horas.

Ela é portadora de uma doença genética conhecida como Síndrome de Williams, caracterizada por atrasos de desenvolvimento, como dificuldade moderada de aprendizagem, problemas cardíacos e renais.

Skye foi diagnosticada quando tinha três anos de idade e nunca conheceu outra pessoa com a mesma síndrome.

A família diz que há muito pouca informação sobre essa doença e um grande número de incógnitas sobre como será o futuro da garota.

Skye já foi submetida a sete cirurgias, entre elas uma no coração. Apesar de tudo, é sociável, sorridente e adora o cantor britânico Olly Murs.

Jordan deu os primeiros passos aos 3 anos de idade

Jordan foi diagnosticado como portador da Síndrome de Klinefelte quando tinha seis semanas de idade  (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)
Jordan foi diagnosticado como portador da Síndrome de Klinefelte quando tinha seis semanas de idade (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital)

Jordan Haywood tem 15 anos de idade, mas sua própria mãe diz que ele tem idade mental de uma criança de 5 anos. Ele adora brincar com carrinhos e aviões, mas precisa de ajuda constante para comer, tomar banho e se vestir.

Quando tinha seis semanas de idade, foi diagnosticado com a Síndrome de Klinefelter - em que meninos nascem com cromossomo "X" extra. No caso de Jordan, ele tem três ou quatro cromossomos 'X' extras.

Ele também nasceu com três furos no coração e tem distúrbios de fala, muscular e sensorial, além de epilepsia, asma, ansiedade e problemas gastrointestinais - e apenas um rim funciona nomalemente.

Médicos disseram aos pais de Jordan que ele jamais andaria. Mas, aos três anos, desafiou todas as expectativas e deu seus primeiros passos.
A maior preocupação da família de Jordan é saber quem vai cuidar do garoto na ausência dos pais.

Sophia, o bebê que fez uma cirurgia de cinco horas no cérebro

Sophia, de 13 meses, ficou cinco horas e meia na mesa de cirurgia (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital )
Sophia, de 13 meses, ficou cinco horas e meia na mesa de cirurgia (Foto: Kris Askey/Birmingham Children's Hospital )

Sophia tem 13 meses e nasceu no País de Gales com uma deformação rara no crânio, conhecida como "cranioestenose Mercedes Benz".

A garota teve uma fusão prematura das suturas craniais na parte de trás da cabeça, na forma do conhecido logotipo da montadora Mercedes Benz, que causa uma imensa pressão em seu cérebro.

Para prevenir danos cerebrais, ela teve que ser submetida a uma cirurgia. Ficou na mesa de operação por aproximadamente cinco horas e meia.

Desde então, Sophia e os pais dividem o tempo entre sua casa no País de Gales e Birmingham. Ela precisa estar sob acompanhmento médico periódico.

Para a família de Sophia, um Centro de Doenças Raras é mais do que bem vindo para oferecer estrutura e cuidados aos que sofrem com problemas de diagnóstico e tratamento adequado.

Fonte: g1.globo.com

Silvânia Costa e Lorena Spoladore conquistam ouro e bronze, respectivamente, no salto em distância T11

Por Ivo Felipe

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Imagem
Silvânia Costa e Lorena Spoladore comemoram as medalhas no salto em distância

Silvânia Costa conquistou nesta sexta-feira, 16, a 11ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A atleta venceu o salto em distância T11 (para cegos totais) e foi acompanhada por Lorena Spoladore, que ficou com o bronze. As saltadoras levantaram a torcida que compareceu ao Estádio Olímpico. Este foi o 28º pódio da modalidade, que obteve oito medalhas de ouro, 11 de prata e mais nove de bronze até aqui.

A conquita da natural de Três Lagoas (MS) foi confirmada apenas no último salto. Foi quando ela conseguiu os 4,98m que lhe deram a medalha de ouro, nove centímetros à frente da marfinense Brigitte Diasso, que era líder até o momento. A parceira de Seleção fechou o pódio da disputa com um salto de 4,71m.

"Esse resultado é para mim como se fosse um bolo, no qual cada pessoa contribuiu com um ingrediente. Cobro muito de mim mesma nos treinos e sempre dou o meu melhor para chegar à competição e fazer a festa. Até hoje, graças a Deus, nunca deixei uma competição internacional sem a medalha de ouro. Agora sou campeã parapan-americana, mundial e paralímpica", disse Silvânia, atual recordista mundial da prova, com 5,46m.

"Meus primeiros saltos não estavam saindo, mas pelo menos consegui acertar um durante a prova. Estou muito feliz, porque torci o tornozelo esquerdo no início da semana, então para mim este bronze tem um sabor muito especial, um sabor de ouro", disse Lorena, que já havia sido medalhista de prata no 4x100m T11-13.

Além delas, Paulo Pereira disputou a decisão dos 400m T37. Ele ficou com a quinta colocação, após encerrar a prova com o tempo de 54s67. Wallace Santos foi outro que entrou em ação nesta manhã no Estádio Olímpico, e ficou com a décima posição no arremesso de peso F55, com 9,19m.

Completou a participação brasileira Petrúcio Ferreira, que cravou o quarto melhor tempo da classificatória dos 400m T47, com 49s96. A decisão ocorrerá na noite deste sábado.

Fonte: cpb.org.br

Sérgio Oliva fatura mais um bronze no hipismo, agora no estilo livre Grau IA

Por Rafael Moura

Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB
Imagem
Sérgio Oliva conquista o segundo bronze nos Jogos Rio 2016

Ao som de Garota de Ipanema e Aquarela, o cavaleiro brasileiro Sérgio Oliva garantiu na tarde desta sexta-feira,16, mais uma medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O brasiliense, com Coco Chanel, alcançou a pontuação de 75,100% na final individual estilo livre Grau IA e conquistou o terceiro lugar.

"A gente usou músicas brasileiras que chamam a atenção. Aquarela e Garota de Ipanema são músicas marcantes do repertório nacional e como os Jogos Paralímpicos são no Rio de Janeiro a ideia foi usar música brasileira. Eu estou muito contente neste momento histórico para mim, igualando a marca do Joca (Marcos Fernandes Alves) com dois bronzes em Jogos Paralímpicos. E para mim é muito especial poder ter essas conquistas ao lado dos meus parentes e das pessoas envolvidas com o meu trabalho", comemorou Sérgio Oliva.

O pódio da competição individual, que aconteceu na última quinta-feira, se repetiu no estilo livre. De oito conjuntos, o brasileiro foi o sexto a entrar na pista. A líder era a britânica Anne Dunham / LJT Lucas Normark com 76,050% e Sérgio garantiu a segunda melhor marca, com 75,100%. E mais uma vez o cavaleiro teve que esperar pelo resultado de dois conjuntos para comemorar a medalha.

"Cometi uns errinhos, mas nada que me prejudicasse muito. Tenho que fazer alguns ajustes ainda, mas essa foi a melhor apresentação da minha vida e eu fui evoluindo nesses três dias de competição aqui no Rio de Janeiro", finalizou o cavaleiro.

Quando a atleta de Singapura fez uma nota menor (72,300%), a torcida no Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro, veio abaixo. Assim como a equipe do Brasil, que correu para abraçar Sérgio ainda na zona mista. Não importava o resultado da britânica Sophie Christiansen, o brasileiro já tinha uma medalha garantida. Com Athene Lindebjerg a campeã paralímpica fez 79,700% e garantiu mais um ouro no Rio 2016.

"O mais importante nos Jogos Paralímpicos é que nós conseguimos mostrar para tanta gente o que o cavalo é capaz de fazer com uma pessoa com deficiência. Com este resultado, com esta perspectiva para atletas com deficiências severas, como é o caso do Sérgio Oliva, tenho certeza de que vamos trazer muita gente para a modalidade", contou Marcela Parsons, diretora de Adestramento Paraequestre da Confederação Brasileira de Hipismo.

A égua Coco Chanel foi encontrada pela equipe brasileira em uma casa no interior da Holanda há oito meses. E quem apostou que com ela Sérgio ia ganhar medalha foi Marcela. "O mais incrível é que conseguimos preparar a égua em pouco tempo. Hoje com alguns erros conseguimos manter a medalha de bronze e isso tudo é o resultado de muito amor, de muito trabalho. Nós sabemos que este ciclo foi duro. Estávamos com dificuldades de arrumar um cavalo que trouxesse uma medalha para o Brasil e achamos. E o que é mais impressionante é o contato que a Coco Chanel tem com o Sérgio. Quando ele está em cima dela, a égua muda de atitude. Os cavalos paralímpicos precisam ser felizes e ajudar. E é isso que eles fazem nas arenas", completou Marcela.

Na final estilo livre Grau IB, Marcos Fernandes alves, o Joca foi o segundo a entrar na pista com Vladimir. Juntos alcançaram a nota de 67,700% e terminaram a prova em sétimo lugar. O conjunto brasileiro animou a torcida com uma apresentação que teve como trilha sonora um medley com Garota de Ipanema, Aquarela Brasileira, Águas de Março e Rap da Felicidade.

"Essas músicas representam bem o Brasil e o Rio de Janeiro. A gente procurou juntar elas para fazer uma boa reprise. Eu gostei da minha prova, mas faltou um pouco de concentração da minha parte. O cavalo está muito bem, mas preciso de mais tempo de treino com ele para acertar o conjunto", analisou Marcos Alves.

Essa foi a quarta participação de Joca em Jogos Paralímpicos. Ele é um dos cavaleiros mais experientes da equipe e possui duas medalhas de bronze, no individual e no estilo livre, conquistadas em Pequim 2008.

O campeão foi o conjunto britânico Lee Pearson / Zion, com a pontuação de 77,400%. Pepo Punch / Fontainenoir, com 76,750%, garantiu a medalha de prata. E o bronze ficou com a dinamarquesa Stinna Kaastrup/ Smarties, que fez 74,750%.

Participaram da decisão do individual estilo livre os conjuntos classificados entre a terça parte superior de cada grau e que alcançaram a pontuação mínima de 58% na média das competições individual e por equipe. Cada conjunto realizou uma coreografia própria com música.

As competições de hipismo adestramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 contaram com a participação de 29 países e 65 conjuntos. Ao longo dos seis dias de provas foram distribuídas 33 medalhas.

Com informações da Confederação Brasileira de Hipismo

Fonte: cpb.org.br

Brasil vence a Suécia no gol de ouro e conquista o bronze no Goalball

Por Maria Clara Serra

Washington Alves/MPIX/CPB
Imagem
Brasileiros comemoram a vitória na superação e a participação da torcida

Depois de estar perdendo por quatro gols de diferença, o Brasil conseguiu um empate heroico restando 33 segundos para o fim do jogo e levou a decisão para a prorrogação. No gol de ouro, Leomon fez a diferença e deu a vitória por 6 a 5 para a Seleção masculina, que novamente ficou entre as três melhores equipes do mundo, dessa vez com a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Com a Arena do Futuro lotada, o Brasil não teve um bom início de jogo na tarde desta sexta-feira, 16, e viu a Suécia abrir 4 a 0 no placar. A larga diferença não desanimou a torcida na Arena do Futuro, que aos gritos de “eu acredito” empurrou os jogadores. A retribuição veio com uma reação fantástica com gols de Leomon e Josemarcio, duas vezes cada.

A torcida já esperava pela prorrogação quando os suecos passaram novamente à frente, restando apenas 42 segundos para o fim da partida. O gol sofrido obrigou o Brasil a não errar mais. Leomon não decepcionou e empatou o jogo no arremesso seguinte. Na disputa do gol de ouro, o craque mais uma vez foi decisivo. Ao marcar pela quarta vez, garantiu a vitória do Brasil, a medalha de bronze e a festa da torcida.

“Demais, (a torcida) foi fundamental, jogou junto com a gente e quero parabenizar toda a torcida por estar aqui, com um grande público como esse. Eu nunca tinha jogado num público tão grande como esse, e em toda a competição acho que esse público foi o maior”, disse Josemarcio, emocionado.

Após chegar às semifinais e alcançar o melhor resultado da História em Jogos Paralímpicos, a seleção feminina enfrentou os Estados Unidos na disputa do bronze. O jogo foi equilibrado, mas as brasileiras acabaram derrotadas por 3 a 2.

“A experiência é que a gente vai amadurecendo conforme os jogos, na forma como a gente vai se comportar dentro de quadra. Como a gente tem que respeitar o nosso adversário fora dela. Então é uma experiência muito grande pra mim. Eu acredito que quando a gente chegar em Tóquio 2020, se eu ainda estiver (na seleção), eu vou tentar me superar mais ainda, como tentei hoje”, afirmou Victoria, a artilheira da Seleção.

Fotos: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/albums

Fonte: cpb.org.br

Confira aqui a participação dos atletas brasileiros nos Jogos do Rio neste sábado, 17

Por Maria Clara Serra

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem
Seleção Brasileira de futebol de 5 disputa o ouro neste sábado

Atletismo
Local: Estádio Olímpico (Engenhão)

Manhã

10h03 – Final – Arremesso de peso masculino F57 – Thiago Paulino Santos

12h02 – 100m feminino T42 - Ana Claudia Silva

*Caso se classifique:

11h21/11h28 – Semifinal - 200m masculino T12 – Diogo Ualisson

Tarde/Noite

17h36 – Final – Lançamento de disco feminino F38 – Shirlene Coelho

17h38 – Final - 1500 feminino T11 – Renata Bazone

18h05 – 400m masculino T47 – Petrúcio Ferreira

*Caso se classifiquem:

18h49 – Final - 400m masculino T11 - Daniel Mendes e Felipe Gomes

19h03 – Final - 200m masculino T12 - Diogo Ualisson

19h52 – Final - 100m feminino T42 - Ana Claudia Silva

Basquete em CR masculino

15h15 – Disputa do quinto/sexto lugar – Brasil x Austrália

Local: Arena Olímpica do Rio (Parque Olímpico da Barra)

Ciclismo estrada

Local: Ponta (Recreio dos Bandeirantes)

9h45 – Estrada masculino classes C4-5 – Lauro Chaman e Soelito Gohr

13h05 – Estrada feminino classe B (Tandem) – Márcia Fanhani

Futebol de 5
17h – Final - Brasil x Irã
Local: Centro Olímpico de Tênis (Parque Olímpico da Barra)

Natação
Local: Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos (Parque Olímpico da Barra)

Manhã – Classificatórias

9h30 – 100m livre masculino S6 – Adriano de Lima

9h36 - 100m livre masculino S6 – Talisson Glock

10h19 – 50m livre masculino S12 – Thomaz Matera

10h25 – 50m livre feminino S12 – Raquel Viel

10h28 – 50m livre feminino S4 – Patrícia Pereira

10h52 – 100m livre masculino S5 – Clodoaldo Silva

10h56 – 100m livre masculino S5 – Daniel Dias

11h01 – 100m livre feminino S5 – Joana Neves

11h10 – 200m medley masculino SM14 – Felipe Caltran

Tarde/noite – Finais (caso se classifiquem)

17h30 – 100m livre masculino S6 – Adriano de Lima e Talisson Glock

18h – 50m livre masculino S12 – Thomaz Matera

18h06 – 50m livre feminino S12 – Raquel Viel

18h35 – 50m livre feminino S4 – Patrícia Pereira

19h28 – 100m livre masculino S5 – Clodoaldo Silva e Daniel Dias

19h36 – 100m livre feminino S5 – Joana Neves

20h – 200m medley masculino SM14 – Felipe Caltran

20h32 – Revezamento 4x100m medley masculino 34 pontos

Rugby
10h30 – Disputa sétimo/oitavo lugar – Brasil x França

Local: Arena Carioca 1 (Parque Olímpico da Barra)

Tênis de mesa
Local: Riocentro – Pavilhão 3
12h – Disputa do bronze - Brasil x Austrália - Masculino classe 3 - David Freitas (3) e Welder Knaf (3)

16h30 – Disputa do bronze – Brasil x Eslováquia - Masculino classe 1-2 - Aloisio Lima (1), Guilherme Costa (2) e Iranildo Espíndola (2)

Vela
Local: Marina da Glória
12h05 - Sonar – Regata 11 –– Raia Pão de Açúcar - Antonio Marcos do Carmo, Herivelton Anastácio e José Matias de abreu

13h05 - Skud 18 – Regata 11 – Raia Pão de Açúcar – Bruno Landgraft e Marinalva Almeida

14h05 – 2.4mR – Regata 11 - Raia Pão de Açúcar – Nuno Rosa

Vôlei sentado feminino
16h30 – Disputa do bronze - Brasil x Ucrânia

Local: Riocentro – Pavilhão 6


Fonte: cpb.org.br

Daniel Dias fatura medalha de ouro nos 50m costas nesta sexta-feira

Fernando Maia/CPB/MPIX
Imagem
Daniel Dias já acumula 22 medalhas em Jogos Paralímpicos

O hino brasileiro voltou a tocar na piscina do Estádio Aquático nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O responsável pelo feito foi o multimedalhista Daniel Dias, classe S5, que foi o mais rápido nos 50m costas e faturou sua 22ª medalha em Jogos, sendo 13 de ouro, sete de prata e duas de bronze.

Esta foi a sétima prova de Daniel nos Jogos Rio 2016. Até agora, o nadador acumula três medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze. O maior medalhista brasileiro ainda nada mais duas provas neste sábado, 17: os 100m livre S5 e o revezamento 4x100m medley 34 pontos.

Daniel Dias

"Teve o problema na saída que o torcedor gritou, acredito que tenha atrapalhado um pouco todo mundo, porque naquele momento estamos 100% concentrado para fazer a prova. A minha saída não foi muito boa, não foi das melhores, e aí no final eu estava vendo muita água espirrando do meu lado e notei que tinha que dar uma acelerada para finalizar bem a prova. Então acho que terminei muito bem para poder ter esse tricampeonato: Pequim, Londres e agora no Rio. Então esse título em três ciclos é algo incrível, espetacular, e que vai marcar para sempre minha carreira, ainda mais com essa torcida".

Fonte: cpb.org.br

Ataque de fúria e festa muçulmana: os bastidores do atletismo paraolímpico

Bruno Braz Do UOL, no Rio de Janeiro

Bruno Braz / UOL Esporte

Etíope Tamiru Demisse realiza protesto contra o seu governo após ganhar a prata nos 1.500m
Etíope Tamiru Demisse realiza protesto contra o seu governo após ganhar a prata nos 1.500m

Um misto de emoções. É desta maneira que se caracteriza o corredor de acesso até o vestiário do Engenhão, onde os atletas são obrigados a passar tão logo acabam as provas. De ataques de fúria, com direito a chutes em garrafas, a uma pequena celebração muçulmana, os bastidores do atletismo são uma curiosidade à parte na Paraolimpíada.

Ataque de fúria
O americano Tobi Fawehinmi, da classe T47 (amputados e outros), proporcionou uma das cenas de maior fúria nos bastidores dos jogos. Após ficar em quinto lugar no salto em distância, ele entrou no corredor com cara de poucos amigos e, com raiva, gritou um palavrão em alto e bom som. O velocista acabou pegando um caminho errado para o vestiário e foi orientado por uma voluntária a seguir a rota certa. O atleta obedeceu mas, no caminho, foi chutando todas as garrafas d´água e isotônicos que apareciam pela frente, deixando os profissionais que trabalhavam no Engenhão assustados.

Festa muçulmana 

Bruno Braz / UOL Esporte


A Tunísia, que tem quase toda a sua população composta por muçulmanos, possui uma marca registrada em suas comemorações. Tão logo surgem atletas que obtiveram um lugar no pódio, as mulheres tunisianas emitem o chamado "zaghareet" ou "salguta", os famosos gritinhos que ganharam popularidade na novela "O Clone", da TV Globo.

Protesto contra o governo

Uma das cenas mais marcantes nos corredores do Engenhão foi protesto do etíope Tamiru Demisse contra o governo do seu país. Após fazer o gesto do punho cruzado durante o pódio onde recebeu a prata pelos 1.500 metros na classe T13 (deficiente visual), o atleta disparou contra os políticos, avisou que não voltará para a Etiópia e temeu pela morte:
"A Etiópia não tem liberdade. Milhões de pessoas são contra o governo. Eu não irei voltar para lá porque se eu voltar, serei morto. Quero ir para os Estados Unidos".

Reencontro

Medalhista de prata e bronze na Paraolimpíada, a brasileira Verônica Hipólito foi recepcionada por amigos de escola que não via há mais de três anos. Antes de conceder entrevista aos jornalistas, a velocista fez questão de abraçá-los. Após os Jogos, ela terá um período de férias de duas semanas e estará ao lado dos antigos companheiros.

Yohansson repórter
Após fazer uma dobradinha com Petrucio Ferreira nos 100 metros rasos, o brasileiro Yohansson Nascimento atacou de repórter. Medalha de bronze, ele passou a fazer perguntas ao companheiro que levou ouro, o que arrancou risadas dos jornalistas presentes.

Estrangeiros bons de copo

Bruno Braz / UOL Esporte

Trio da delegação francesa ganha camisa do Botafogo em bar: estavam animados

Conforme as equipes vão encerrando suas participações, muitos dos estrangeiros acabam permanecendo no Rio de Janeiro para acompanhar o restante do atletismo no Engenhão. E como há o intervalo entre as provas da manhã e da noite, eles têm aproveitado a tarde para se esbaldar na boemia. Os típicos bares de subúrbio vizinhos ao estádio estão sendo invadidos pelos gringos que se dividem entre membros de delegações e jornalistas. Caipirinha, cerveja e churrasquinho são os itens mais vendidos, com a curiosidade de que os gringos bebem individualmente e no gargalo as garrafas de 600ml.

Multados

Bruno Braz / UOL Esporte


Um carro com credenciais britânicas parece não estar se importando com as infrações de trânsito do Rio de Janeiro. Sempre presente no estacionamento do Engenhão, ele chama a atenção por "colecionar" multas. Os adesivos estão distribuídos em várias partes do veículo





Zanardi conquista segundo ouro no Rio e iguala medalhas de Londres-2012

do UOL, em São Paulo

REUTERS/Ricardo Moraes
Itália termina com ouro no revezamento do ciclismo de estrada
Itália termina com ouro no revezamento do ciclismo de estrada

Alessandro Zanardi, ex-piloto da Fórmula Indy, conquistou nesta sexta-feira (16) sua segunda medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro. Ao lado de Luca Mazzone e Vittorio Podesto, a equipe italiana subiu no lugar mais alto do pódio no revezamento do ciclismo de estrada com o tempo de 32min34. Estados Unidos, com 33min21, ficou com a prata, enquanto a Bélgica, com 34min02, terminou com o bronze.

Leia também: apnendenovaodessa.blogspot.com.br

Zanardi encerra sua participação no Rio de Janeiro com três medalhas, sendo dois ouros e uma prata, igualando seu desempenho nos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2012, quando terminou exatamente com as mesmas conquistas.

Zanardi tem uma relação especial com o Rio de Janeiro. Em 1996, conquistou sua primeira pole position na Fórmula Indy justamente na cidade, em prova disputada no extinto autódromo de Jacarepaguá, que deixou de existir para a construção do Parque Olímpico da Barra - que fica cerca de 15 km de distância da praia do Pontal, onde o italiano conquistou uma de suas medalhas.

Brasil vive dia de ouro, bronze e muita emoção nesta sexta, 16

Por Maria Clara Serra

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Imagem
Silvania Costa saltou 4,98m e conquistou a primeira medalha do Brasil nesta sexta

A sexta-feira, 16, começou com muita emoção para o Brasil. Em pódio decidido solmente na última tentativa, Silvania Costa atingiu a marca de 4,98m no salto em distância categoria T11, e superou os 4,89m de Brigitte Diasso, da Costa do Marfim, conquistando mais um ouro para o Brasil. Para completar a alegria do público presente ao Estádio Olímpico, Lorena Spoladore fez o terceiro melhor salto do dia, 4,71m, e ficou com o bronze. O primeiro de mais quatro que estavam por vir. À noite, Daniel Dias conquistou mais um ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Em Deodoro, o cavaleiro Sérgio Oliva fez a terceira melhor apresentação no estilo livre Grau 1A, garantindo seu segundo bronze no Rio. Bem ao lado do Centro Nacional de Hipismo, no Estádio de Deodoro, a Seleção Brasileira de futebol de 7 venceu a Holanda por 3 a 1 na disputa pela terceira colocação. Todos os gols foram marcados por Leandrinho. Festa da torcida e dos jogadores, que asseguraram lugar no pódio em uma modalidade que pode estar se despedindo das Paralimpíadas, já que não consta do programa para Tóquio 2020.

Já no Parque Olímpico da Barra, a tarde começou com a tristeza da Seleção de goalball feminina. Na disputa pelo terceiro lugar, a equipe perdeu por 3 a 2 para os Estados Unidos e deu adeus ao sonho da medalha. Pouco depois, o time masculino entrou em quadra, e parecia que a história ia se repetir. Os brasileiros chegaram a estar perdendo por 4 a 0, mas conseguiram empatar em 5 a 5 e levar a partida para o gol de ouro. Com o cronômetro batendo 2min50s, Leomon marcou seu quarto gol e confirmou o quarto bronze do dia para o Brasil.

O quinto bronze veio no Engenhão. Terezinha Guilhermina conquistou sua segunda medalha ao ficar na terceira colocação nos 400m T11, cruzando a linha de chegada em 57s97.

Nas piscina, a noite mais uma vez foi de Daniel Dias, que nadou os 50m costas S5 em 35s40 e garantiu o terceiro ouro da sua coleção de medalhas no Rio 2016, junto com as três pratas e o bronze. O atleta ainda disputa mais duas provas nessas Paralimpíadas. Neste sábado, 17, ele cai na água em busca de mais um pódio, desta vez nos 100m livre S5.

Faltando menos de três dias para o final dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil acumula 60 medalhas, sendo 12 de ouro, 25 de prata e 23 de bronze.

E o sábado promete ainda mais emoção para os brasileiros. Pela manhã, o ciclista Lauro Chaman, que já medalhou nestas Paralimpíadas, busca mais um pódio no ciclismo de estrada, assim como Soeliro Gohr e Márcia Fanhani. À tarde, a Seleção feminina de vôlei sentado disputa o bronze com a Ucrânia, às 16h30, e a equipe de futebol de 5 briga pelo ouro com o Irã, às 17h.

O tênis de mesa também pode render mais dois bronzes para o Brasil no sábado. Nas provas de equipe, David Freitas e Welder Knaf, da classe 3, enfrentam o time da Austrália, às 12h, e às 16h30 Aloísio Lima, Guilherme Costa e Iranildo Espíndola, das classes 1 e 2, duelam com o grupo da Eslováquia.

Na parte da noite, Petrúcio Ferreira, nos 400m T47, e Shirlene Coelho, no lançamento de disco F38, são esperança de medalha no atletismo. Nas piscinas, os destaques são Joana Neves, no 100m livre S5, e Clodoaldo Silva, que disputa os 100m livre S5 ao lado de Daniel Dias.


Fonte: cpb.org.br