sábado, 1 de outubro de 2016

Deficientes auditivos podem fazer carteira de habilitação

Aline Almeida:

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As pessoas com deficiência auditiva podem obter a autorização para dirigir. A informação é do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso. A ideia, segundo a autarquia, é aprimorar o atendimento para as pessoas com deficiências. Isso devido ao aumento da procura por pessoas com deficiência para retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O objetivo é melhorar o atendimento e o relacionamento da autarquia com essas pessoas. Uma das novidades é para as pessoas com deficiência auditiva, que terão ter autorização para dirigir. O procedimento da abertura do processo de habilitação é o padrão, utilizado por todos os cidadãos. A mudança está na prova teórica, onde haverá o recurso de libras. O Detran afirma que não há restrição quanto ao nível de surdez do candidato.

O Departamento Estadual de Trânsito afirma que o processo funcionará da seguinte forma: no início da prova, um vídeo reproduzido para os candidatos terá um tradutor de sinais no canto da tela orientando como o exame deve ser realizado.

O candidato terá uma hora e meia para fazer a avaliação. Depois de aprovado nesta fase, ele estará apto a fazer o teste prático de direção.

Este ano, o Detran realizou teste com o sistema para validar o novo serviço em Cáceres, onde o primeiro candidato surdo apresentou interesse em obter a carteira de habilitação.

Também foi promovida a capacitação de 20 servidores com curso básico de tradutor de libras para assistência no atendimento de todos os serviços da autarquia.

Até então, oito localidades estão aptas para realizar a prova. São elas: Cuiabá (sede), Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Sorriso.

O serviço de abertura do processo de habilitação para pessoas com deficiência auditiva já está sendo utilizado na sede e nas unidades citadas.

DADOS – O Censo 2010 mostrou que quase 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. No Estado de Mato Grosso este percentual chega a 22,50% da população.

Uma das deficiências é a auditiva. A pesquisa aponta que no Estado 4.381 pessoas não ouvem de modo algum, 22.705 tem grande dificuldade de ouvir e 100.334 pessoas tem algum tipo de dificuldade auditiva.

Fontes: www.diariodecuiaba.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Este vídeo quer mudar a sua percepção sobre os autistas

Vicente Carvalho, do 99jobs

Reprodução vídeo
autista
Lars: protagonista do vídeo nasceu com autismo

A Specialisterne é uma iniciativa social que proporciona formação e emprego a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) nascida na Dinamarca, porém que também tem sede no Brasil.

Click AQUI para ver o vídeo.

Muitas pessoas com algum nível de TEA possuem habilidades notáveis que muitas vezes são ignoradas pelo mercado de trabalho meramente por preconceito pelo profissional possuir autismo. Pensando nisso, os alunos da Specialisterne resolveram criar um vídeo para mostrar que “as pessoas com autismo são mais inteligentes do que você acha”.

Logo de cara fazemos um pré-julgamento pela atitude do homem que aparece. Mas o final traz a verdade e com ele aquele momento que paramos e percebemos como nunca paramos para pensar que não sabemos de tudo e que as pessoas são mais complexas do que nosso vão julgamento imagina.

* Este artigo foi originalmente publicado pelo 99jobs

Saiba como os câes são preparados para atuarem como guias

Foto: Shutterstock

Legenda:Cães treinados podem guiar seus guardiões por até 12 anos

Segundo dados divulgados em 2015 pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, o Brasil possui aproximadamente 7 milhões de habitantes com algum tipo de deficiência visual. Desses, mais de 1 milhão têm limitação intensa ou muito intensa e são impossibilitados de realizar atividades rotineiras, como ir à escola, trabalhar e fazer compras, sem a ajuda de outra pessoa ou de um amigo muito mais fiel: o cão-guia, que, mesmo tão importante, ainda existe em uma quantidade extremamente pequena em nosso país.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça, estima que existam apenas cerca de cem cães-guias espalhados por todo o território nacional. “Esse número reduzido se deve à ausência dessa cultura no Brasil, motivada por fatores como o alto custo do treinamento dos animais e, principalmente, pela falta de famílias voluntárias para recebê-los durante o período de adaptação”, explica George Harrison, especialista do Instituto Magnus.

Embora a maioria das pessoas não saiba, a preparação desses pets vai muito além de um simples treinamento temporário: são necessários meses de convivência com as chamadas “famílias acolhedoras”. Desde os três meses de vida até por volta de um ano e meio, o animal passa por uma socialização com essas pessoas, que ficam responsáveis por apresentá-lo às mais diversas situações do dia a dia, como lazer, viagens, transporte público e a convivência com crianças.

“As famílias acolhedoras precisam seguir uma série de procedimentos e, principalmente, passar grande parte do dia com os cães. Isso é fundamental para que a sociabilização seja feita da maneira correta e a pessoa com deficiência visual receba um animal capacitado a guiá-lo em todas as situações”, acrescenta Moisés dos Santos Junior, também especialista do Instituto Magnus.

Ao final do período de adaptação, o cão é devolvido para o centro de treinamento, onde aprende os comandos básicos para assumir o seu papel junto a seu guardião. A partir daí, ele passa a usar a guia e colete com alça rígida, que serve para comunicação com o humano. “Dessa forma, o pet vai assimilar que está trabalhando quando usar o acessório e que, quando não estiver, pode brincar à vontade”, conta Harrison.

Depois de habituado com os novos equipamentos, o pet já começa a adaptação junto ao seu futuro dono, com quem vai conviver muitos anos – há casos de animais que atuaram como guias até os 12 anos.

Todo o processo ocorre por meio de metodologias validadas para que haja perfeita harmonia entre o cão e seu novo guardião, que vão viver as histórias de suas vidas, com muito companheirismo e amor.

Como ensinar criaçãs a lidar com DEFICIÊNCIA

Foto: Shutterstock


Luiza Curcio, supervisora de treinamento da Tutores - franquia de educação complementar voltada para o reforço escolar multidisciplinar, ressalta a importância de ensinar desde cedo as crianças a lidarem com a diversidade entre as pessoas, respeitarem e aceitarem cada um do jeito que é, para que se tornem adultos mais conscientes.

Com diversos alunos com algum tipo de deficiência, a Tutores desenvolve seu trabalho de tutoria respeitando as limitações de cada criança. “Cada aluno nosso apresenta uma dificuldade de aprendizagem que é diagnosticada pelos nossos tutores para que o trabalho seja realizado de maneira única. É desta forma que trabalhamos também com as pessoas com deficiência”, conta Curcio.

Mas independente do trabalho realizado dentro da Tutores, a supervisora explica que é importante começar a ensinar as crianças dentro de casa, a começar explicando sobre a maneira como enxergam essas pessoas. A curiosidade será sempre um desafio, ou seja, elas sempre irão questionar e perguntar sobre o assunto, que jamais deve ser evitado. Os pais não devem brigar nem ficar constrangidos ou achar ruim quando uma criança perguntar algo ou querer entender melhor. Muito pelo contrário, deve explicar, mas sem se prolongar muito e tratar o tema com simplicidade e naturalidade. A criança deve ser orientada a nunca ter dó ou pena, mas agir da mesma maneira como gostaria que fizessem com ela.

Ela explica também que jamais se deve evitar a aproximação entre as crianças, mas estimular o contato, mostrando que há varias maneiras de se expressar e se divertir. “Procure mostrar o que as crianças têm ou fazem em comum, como, por exemplo, gostos musicais iguais, programas, desenhos e filmes que gostam, ensinando que além das diferenças, elas também têm muitas coisas parecidas”. Deixar os pequenos ajudarem o os colegas com deficiência e deixá-los serem ajudados também é importante. A ajuda mútua é sempre o melhor caminho.

Mas o mais importante de tudo, segundo Luiza, é o exemplo que começa sempre pelos pais. “Atitudes valem mais do que palavras, portanto lembre-se sempre de ser o exemplo”.

No mercado desde 2007, a Tutores oferece serviços de reforço escolar, tutoria, cursos livres, para o Ensino Médio, Superior, TCC e para a melhor idade. Também conta com preparatórios para o Enem, vestibular e concursos, além de aulas de português para estrangeiros.

Através de um programa que desenvolve bons hábitos de estudo, os alunos são orientados a gerenciar seu tempo, reconhecer seu estilo de aprendizagem, organizar o material escolar, preparar-se para provas, entre outras técnicas.

O material oferecido pela Tutores facilita o processo cognitivo das crianças e as auxilia em suas dificuldades de aprendizado. A rede atende todas as disciplinas e níveis escolares e trabalha com uma visão multidisciplinar das necessidades de seus alunos.

Para saber mais, acesse: http://www.tutores.com.br/

Cientistas consertam fraturas com ossos elásticos impressos em 3D

Estratégia teve sucesso em animais, abrindo possibilidade para uso humano.Osso hiperelástico regenera osso sem necessidade de fatores de crescimento.

   Da Reuters
   Osso hiperelástico feito com impressora 3D pode ser opção de tratamento no futuro (Foto: Science Translational Medicine/Divulgação)
  Osso hiperelástico feito com impressora 3D pode ser opção de tratamento no futuro (Foto: Science Translational Medicine/Divulgação)

Cientistas nos Estados Unidos trataram com sucesso fraturas na coluna vertebral e crânios de animais com ossos sintéticos impressos em 3D, o que abre a possibilidade de futuros implantes de ossos personalizados em humanos para tratar problemas dentários, na coluna e em outros ossos.

Diferentemente dos enxertos de ossos reais, o material sintético - chamado de osso hiperelástico - é capaz de regenerar osso sem a necessidade de acrescentar fatores de crescimento, é flexível e forte e pode ser fácil e rapidamente desenvolvido na sala de cirurgia.

Ao dar detalhes em uma teleconferência, os cientistas disseram que os resultados de seus testes em animais - publicados na quarta-feira (28) pelo periódico médico "Science Translational Medicine" - foram "bastante espantosos".

Os testes em humanos podem começar dentro de cinco anos, disseram.

A equipe descobriu que, quando usados em ferimentos na coluna de roedores e para remendar o crânio de um macaco, o osso hiperelástico, feito majoritariamente de cerâmica e polímeros, rapidamente se integrou ao tecido circundante e começou a regenerar os ossos.

"Outra propriedade única... é que ele é altamente poroso e absorvente - e isto é importante para a integração de células e tecidos", disse um dos líderes do trabalho Ramille Shah, do departamento de ciência de materiais, engenharia e cirurgia da Universidade Northwestern.

Fonte: g1.globo.com

Alexandra Szafir lança livro sobre os excluídos pela Justiça - Veja o vídeo

'DesCasos' tem 82 páginas, foi escrito com o nariz e ajuda de um software. Advogada de 42 anos convive há 5 com Esclerose Lateral Amiotrófica.

Emilio Sant'Anna Do G1 SP

Resultado de imagem para Alexandra SzafirNo quarto de Alexandra, livros e documentos dividem espaço com aparelhos como respirador (Foto: Daigo Oliva/G1)

Foi por sempre “meter o nariz onde não era chamada” que Alexandra Lebelson Szafir deu a dezenas de pessoas o direito a uma defesa justa. Foi com o mesmo nariz - que alguns diriam intrometido - que a advogada criminalista de 42 anos escreveu o livro que lança nesta segunda-feira (31), em São Paulo.



“DesCasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos” (Editora Saraiva) é um apanhado de histórias presenciadas pela autora em mais de dez anos de prática nos fóruns criminais. Nesse período, Alexandra conciliou seu trabalho como sócia de um importante escritório em São Paulo com a atividade gratuita prestada em penitenciárias, delegacias e associações.


"Eu, que sempre prezei minha independência, tive que aprender a depender dos outros"
Alexandra Szafir


Irmã do ator Luciano Szafir, mãe de um casal de filhos (10 e 12 anos), Alexandra ganhou reconhecimento, recebeu do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) o Prêmio Advocacia Solidária e livrou da cadeia pessoas que passariam anos a fio sem ter direito a um defensor. Foi nesse período também que os primeiros sinais da ELA começaram a se manifestar.

ELA é a abreviação que mudou a vida de Alexandra e colocou seu nariz novamente em evidência. Esclerose Lateral Amiotrófica, a mesma doença do físico Stephen Hawking. Os primeiros sintomas começaram em 2005 e como ela descreve no livro “é um vilão bem pior que os seres humanos conseguem ser.”

Primeiro foram as pernas, depois as mãos e os braços também foram afetados. Em pouco tempo atingiu as costas, a capacidade de deglutir e falar. “Estava praticamente incomunicável, minhas ideias e meus pensamentos presos em minha cabeça”, relata Alexandra no livro.

Em seu quarto, ao lado da cama, livros empilhados e processos criminais disputam espaço com o respirador e todo o aparato necessário para mantê-la longe das complicações da doença. “Eu, que sempre prezei minha independência, tive que aprender a depender dos outros. Mas estou cercada de pessoas maravilhosas e não tenho vocação para ser infeliz, então minha vida familiar é o mais normal possível”, disse Alexandra ao G1, em entrevista por e-mail.

E-mail, computador, peças jurídicas, tudo isso graças ao seu nariz e a um software instalado no notebook por sua fonoaudióloga. O programa utiliza a webcam para reconhecer em seu rosto o ponto central: o nariz, que passa a comandar o mouse. Assim, cada letra vai sendo digitada em um teclado virtual

Alexandra levou cerca de dois anos para escrever o livro utilizando esse software. O que pode parecer resultado de um esforço sobre-humano se revela, na verdade, a consequência de um trabalho que nunca parou. “Meu trabalho hoje consiste, quase que todo, em redigir peças: defesas, habeas corpus. Mas, quando necessário, vou ao júri (escrevo meu texto de antemão), oriento outros advogados por e-mail ou Messenger. E, claro, continuo advogando gratuitamente”, afirma.

O que Alexandra relata nos 21 pequenos capítulos de seu livro mais do que surpreender, assusta. São histórias colhidas ao longo de mutirões carcerários, visitas às delegacias (numa época em que serviam de depósito de presos) e até mesmo em audiências.

"Não tenho vocação para ser infeliz, então minha vida familiar é o mais normal possível"
Alexandra Szafir

São casos como o de José Roberto, um jovem paraplégico –após ser baleado pela polícia e que necessitava de cuidados médicos constantes– e que a promotoria insistia em colocar atrás das grades mesmo sem poder garantir sua integridade. As idas e vindas da cadeia de “Lady Laura”, uma senhora de 75 anos com claros problemas mentais; ou ainda o período de 1 ano e 8 meses de prisão de um acusado que morava na favela e não teve seu endereço encontrado por um oficial de Justiça, o que o levou à prisão. A narrativa de Alexandra corre solta e revela histórias de pessoas tratadas como não humanos.

Para ela, a razão de Carnegundes –outro personagem real de seu livro– ter sido preso sem direito a defesa, advogado e nem mesmo um juiz que pudesse julgar seu caso não é a desigualdade do Judiciário. “A razão 

São casos como o de José Roberto, um jovem paraplégico –após ser baleado pela polícia e que necessitava de cuidados médicos constantes– e que a promotoria insistia em colocar atrás das grades mesmo sem poder garantir sua integridade. As idas e vindas da cadeia de “Lady Laura”, uma senhora de 75 anos com claros problemas mentais; ou ainda o período de 1 ano e 8 meses de prisão de um acusado que morava na favela e não teve seu endereço encontrado por um oficial de Justiça, o que o levou à prisão. A narrativa de Alexandra corre solta e revela histórias de pessoas tratadas como não humanos.

Para ela, a razão de Carnegundes –outro personagem real de seu livro– ter sido preso sem direito a defesa, advogado e nem mesmo um juiz que pudesse julgar seu caso não é a desigualdade do Judiciário. “A razão porque os pobres passam mais tempo presos é que não há defensores públicos em número suficiente para levar os casos de réus pobres com rapidez ao conhecimento do Judiciário”, afirma.

AbrELA

                      Alexandra Szafir
                             Com o nariz, Alexandra escreve em um teclado virtual (Foto: Daigo Oliva/G1)



ELA, ou Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença rara e com causa ainda não completamente conhecida. Afeta os neurônios motores da medula espinhal e é progressiva.

Na maioria dos casos, leva de seis meses a um ano entre os primeiros sintomas e a completa paralisia, explica Jorge El-Kadum, titular e vice-presidente da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) entre 2004 e 2008. “Quando começa a atingir a musculatura do bulbo cerebral começa a ter a falência respiratória”, diz.

Apesar da paralisia, a sensibilidade em todo o corpo é preservada. No entanto, não existe cura e as complicações podem se tornar constantes. “Existe sempre o risco da aspiração pulmonar, por isso é importante que o paciente fique sempre sob cuidados”, afirma El-Kadum.

Casos em que a doença evolui mais lentamente são mais raros, mas podem acontecer. “Cerca de 10% dos pacientes tem uma evolução da ELA mais lenta”, diz o neurologista.

A renda do livro de Alexandra será revertida para a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica  (AbrELA)



        


Fonte: g1.globo.com

Hábito de usar fone de ouvido pode levar adolescente à perda auditiva

Do UOL

Getty Images
Os fones feitos para serem usados dentro dos ouvidos são os que causam mais dano à audição
Os fones feitos para serem usados dentro dos ouvidos são os que causam mais dano à audição

Qualquer som que esteja em volume alto pode ocasionar o que os especialistas chamam de perda auditiva induzida por ruído, que é a diminuição da audição por contato com barulhos intensos e frequentes. Antes, o problema era mais diagnosticado em profissionais que trabalhavam em áreas que contavam com equipamentos emissores de ruídos. Porém, na atualidade, especialistas identificam um novo público vulnerável à perda auditiva: os adolescentes e jovens.

Nessa história, há mais de um vilão: as baladas com música alta, os shows e --o mais preocupante de todos-- o fone de ouvido, que costuma ser utilizado para ouvir música no transporte para a escola, na academia ou mesmo para caminhar por uma rua movimentada.

"Esses locais normalmente possuem um nível de ruído alto, que compete com a música. Por isso, a tendência é aumentar ainda mais o volume", afirma o médico otorrinolaringologista Fausto Nakandakari, do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"Para ter uma ideia, o ruído de um ônibus gira em torno de 85 decibéis. Então, para ouvir música de forma confortável dentro dele, é preciso colocar o som 20 decibéis acima, chegando perto dos 105 decibéis. Os nossos ouvidos suportam com segurança 30 minutos diários de exposição a esse volume. O problema é que esse tempo costuma ser bem maior no dia a dia do jovem", diz Nakandakari.

Quando esse limite é ultrapassado com frequência, começa a ocorrer uma degeneração das células localizadas na cóclea, parte auditiva do ouvido interno.
"Quando o ruído cessa, as células voltam ao estado normal, mas esse processo de degenerar e recuperar não resiste muito tempo. Em um período de cinco a dez anos, em média, essas células morrem e acontece a perda auditiva permanente", explica a fonoaudióloga Daniela Dalapicula Barcelos, especialista em audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Segundo Daniela, anos atrás, o problema era atenuado por conta da própria tecnologia dos dispositivos de música, que funcionavam por pouco tempo entre uma troca de pilha e outra. O mesmo não acontece com os gadgets modernos, que podem ficar ligados durante o dia inteiro antes de serem carregados. O design do fone também influencia: os que são colocados dentro do ouvido são os mais prejudiciais.

Para perceber se o adolescente está com algum nível de perda auditiva, alguns sinais devem ser observados: necessidade de aumentar o volume da televisão para ouvir, dificuldade de entender o que as pessoas falam em ambientes amplos, ansiedade e irritação causados por não ser compreendido e até alterações no sono e nos batimentos cardíacos.

A perda auditiva só pode ser confirmada por meio de exames médicos e, uma vez constatada, não pode ser revertida. "O tratamento é a colocação de aparelhos auditivos", fala otorrinolaringologista Nakandakari.

Cuidados necessários

A melhor saída, então, é prevenir. Os especialistas garantem que é possível levar uma vida social ativa sem prejudicar a audição. "Não precisa deixar de ir a festas, basta fazer uma compensação. Se o adolescente é assíduo em casas de show, deve evitar o fone de ouvido. Se ficou exposto a sons elevados por muito tempo em um dia, pode fazer repouso auditivo nos dias seguintes", afirma Daniela.

Sempre que possível, deve-se preferir o som ambiente –no computador, no celular ou ao jogar games. Ao usar fones, o volume médio do dispositivo não pode ser ultrapassado.

"Uma dica prática para saber se o som está trazendo riscos à audição é verificar se outra pessoa consegue ouvir o ruído do fone. Mesmo estando ao lado de quem escuta uma música, o ideal é não ouvir nada", declara a fonoaudióloga Isabela Papera de Carvalho, responsável pelo setor de audiologia de uma empresa de aparelhos auditivos com sede na cidade do Rio de Janeiro.

Um som com intensidade acima de 80 decibéis já é considerado alto. "É a intensidade do som de um secador de cabelos e de um liquidificador", diz Isabela.

Exames preventivos, como a audiometria, também são importantes para diagnosticar precocemente problemas auditivos e devem ser feitos a cada dois anos.

"Se a pessoa trabalha em um local que tem muito ruído, como uma casa noturna ou uma academia, ou se faz uso diário de fones de ouvido, deve reduzir esse intervalo para um ano ou até seis meses, conforme recomendação médica", afirma a fonoaudióloga Daniela.

Uma Cadeira de Rodas - Marcele Mendes


Uma cadeira de rodas é um acessório necessário pra pessoas que tem limitações físicas. Essa é uma definição simples e verdadeira, NADA MAIS QUE ISSO!

por Marcele Mendes e Silva




Não pense você que isso determina quem eu sou,ou mesmo aonde eu posso chegar.

O que me faz ser quem eu sou são minhas experiências,minha bagagem emocional e tudo que vivi até aqui.


Essas vivências pra quem tem alguma deficiência são muitas das vezes diferenciadas em alguns aspectos, devido a nossa condição, obviamente. Mas nada que impeça um cadeirante de ser feliz e usufruir TUDO de bom que a vida tem a oferecer. 

Pros homens e mulheres ignorantes que não conseguem entender a possibilidade de uma pessoa com deficiência ter uma vida normal, constituir família, estudar, trabalhar e outras coisas mais, só tenho uma coisa a dizer: Ampliem seus horizontes, entendam que uma vida não se limita a um corpinho perfeito e a coisas fúteis.

Entenda que essa cadeira são minhas asas e minhas pernas. Eu estou sentada nela mas estou de cabeça erguida e pronta pros mesmos desafios que você!

Se uma cadeira de rodas te limita fisicamente, ela não te paralisa psicologicamente. Quem te faz parar e morrer pra vida são seus medos e estes existem na mente de qualquer um de nós.Morre a cada dia quem não tem metas e sonhos pra realizar,quem se depara com dificuldades e simplesmente desiste de tudo.Morre todos os dias aqueles que se limitam a fazer de suas vidas uma simples viagem sem rumo,aqueles que não entendem que o que há de mais belo nas pessoas está na sua essência e não na sua aparência.Já morreu pra vida o homem que não se permite aprender com seus erros,superar seus limites e a recomeçar!!!

                                                 

Superação é uma palavra que escutamos todos os dias mas que não sabemos o significado até conhecer alguém que dê sentido a ela, e eu posso dizer que conheço essa palavra como ninguém.Teria todas as desculpas pra estar triste, por não poder correr na praia com os pés na areia ou mesmo caminhar sozinha e sentir o vento no rosto sem depender de ninguém. Podia me deprimir com o olhar de pena de muitos nas ruas, sem ao menos me conhecer. Talvez estivesse trancada dentro de casa com a dificuldade que tenho ao tentar pegar um ônibus ou mesmo fazer um simples passeio nas ruas do meu bairro.Mas estas mesmas desculpas não são maiores que a minha vontade de viver e ser feliz.

Eu me inspiro com os exemplos que vejo todos os dias, de pessoas que escolheram SUPERAR todos os desafios que a vida oferece pra um deficiente físico e seguir em frente. E posso te falar que são muitos!!­­­Quem não vive isso no dia a dia,talvez não tenha dimensão de como é sentir-se fraco diante de tantas dificuldades cotidianas.

Antes de julgar uma pessoa com deficiência como coitadinho ou mesmo achar que ela usa disso pra se beneficiar, pense que não somos PRIVILEGIADOS, somos apenas pessoas que conhecem os seus direitos e lutam por eles frente a uma sociedade que nos exclui e nos oprime.

A minha filosofia de vida é : Ser forte e pensar que Deus sabe exatamente quem são os seus filhos mais capacitados a suportar determinadas provas. Ele está me ensinando que tenho que me aceitar e me amar como sou e tenho feito isso com muito orgulho todos os dias!!!


Dedico esse texto a todos aqueles que lutam,que são guerreiros e que não se vitimizam por uma deficiência!Em especial a mães e Pais de filhos especiais!


Passe livre - A volta das linhas convencionais.

PETIÇÃO PÚBLICA AUMENTAR CONTINGENTE MÍNIMO DIÁRIO DE LINHAS CONVENCIONAIS NO TRANSPORTE INTERESTADUAL

                      Imagem Internet/Ilustrativa
                          Resultado de imagem para Passe Livre

Pedimos a urgente colaboração de todos no sentido de contribuir para
evitarmos um grande absurdo. Trata-se de um verdadeiro golpe contra os
usuários do passe livre. Basta acessar o link abaixo, ler o texto do
abaixoassinado e clicar em "Assinar petição". Após preencher seus dados,
você receberá um e-mail para confirmar sua assinatura. Aí, é só acessar o
link que vem no e-mail e você já contribuiu. Se puder divulgar para os
seus familiares, amigos e nos grupos dos quais participa, a contribuição
será ainda maior.


Concordo com este abaixoassinado e cumpro com o dever de o fazer chegar ao
maior número de pessoas. Caso você também concorde, agradeço imensamente
que assine e que ajude na divulgação por todos os meios possíveis.


Fonte: mundo@mundocegal.com.br

Click AQUI para assinar este abaixoassinado.


AO SENHOR
MAURÍCIO QUINTELLA MALTA LESSA
Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Exmo. Sr. Ministro,
De acordo com o site oficial do Ministério dos Transportes do governo brasileiro,
"O Passe Livre é um programa do Governo Federal que proporciona a pessoas com deficiência e carentes, gratuidade nas passagens para viajar entre os estados brasileiros. O Passe Livre é um compromisso assumido pelo governo e pelas empresas de transportes coletivos interestadual de passageiros para assegurar o respeito e a dignidade das pessoas com deficiência. Vale destacar que esse é um direito que todos podem e devem defender ainda que não fosse regulamentado por lei. É um direito justo e é legal!" - www.transportes.gov.br

Nesse sentido, a LEI Nº 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994, regulamentada pelo DECRETO Nº 3.691, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000, concede o passe livre às pessoas com deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual e a Portaria Interministerial nº 03, de 10 de abril de 2001, disciplina a concessão do Passe Livre para pessoas com deficiência, comprovadamente carentes, no sistema de transporte coletivo interestadual rodoviário, ferroviário e aquaviário.
A despeito das citadas normas, além de diversos outros regramentos concernentes ao tema, tais como a Instrução Normativa STA nº001,de 10/04/2001, Instrução Normativa STT nº001,de 10/04/2001, Portaria nº 1005/MS, de 20/12/2002, Decreto Nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, Portaria nº 275 SAS-MS, de 31/05/2005, Portaria SAS-MS nº 502, de 28/12/2009, Portaria nº 261 GM-MT, de 03/12/2012, Portaria nº410, de 27 de novembro de 2014, Portaria nº 320 GM-MT, de 27 de outubro de 2015, lamenta-se com consternação o desrespeito ao direito constitucional de ir e vir das pessoas com deficiência usuárias do passe livre, uma vez que as empresas que atuam no transporte interestadual tem se valido de uma brecha legal para se recusarem a emitir as passagens com gratuidade.
Ocorre que o art. 33 da Resolução ANTT Nª 4770, de 25/06/2015, estabelece que "A frequência mínima dos mercados solicitados deverá ser de, ao menos, uma viagem semanal por sentido, por empresa".
Considerando que a frequência mínima legal é de uma única viagem semanal por sentido, a grande maioria das transportadoras se valem dessa brecha para oferecerem pouquíssimas linhas de ônibus convencionais, enquanto que a maior parte do transporte oferecido ocorre nas categorias executivo, leito e semi-leito.
Uma vez que a gratuidade do passe livre é garantida apenas na categoria convencional, as pessoas com deficiência que fazem uso desse direito estão sendo gravemente lesadas, por terem cerceado o seu direito de deslocamento com a carteirinha do passe livre.
Vale ressaltar que, de acordo com breve levantamento realizado, além de depoimentos dos próprios usuários, diversas transportadoras tem alterado deliberadamente suas ofertas de categorias, transformando em executivo, semi-leito ou leito, os horários e linhas que antes eram convencionais e, por tanto, passíveis de serem utilizadas pelo passe livre.
Não se pode deixar de atentar para o fato de que as pessoas idosas também estão sendo prejudicadas com tal manobra, já que também tem garantido o direito de gratuidade em linhyas convencionais, as quais estão deixando de existir devido ao limite mínimo legal estabelecido pela ANTT ser muito baixo, qual seja, uma viagem semanal por sentido.
O parágrafo 4º da já citada Resolução 4770/2015 diz que "As frequências mínimas estabelecidas pela ANTT poderão ser atualizadas conforme a evolução do mercado(...)" Todavia, para além da evolução de mercado, há de ser considerados ainda fatores relativos à lesão de direitos e adequações razoáveis à realidade brasileira.
O passe livre para idosos e pessoas com deficiências é uma ação afirmativa devidamente justificada no fato de que, embora nos últimos anos as políticas públicas voltadas para essas pessoas tenham ganhado especial atenção por parte do poder público, os problemas enfrentados continuam gravíssimos. Desde adequações arquitetônicas, perpassando por barreiras educacionais, até o ingresso no mercado de trabalho, muito ainda há de ser feito. Se para os trabalhadores sem deficiência o custo de vida tem se tornado pesado em demasia nestes últimos anos, para idosos, pessoas com deficiências e suas famílias, a situação é flagrantemente pior. Assim, toda iniciativa para amenizar as limitações que a deficiência gera e, consequentemente diminuir barreiras de acessibilidade, deve ser contemplada.
Por todo o exposto, solicita-se que o Ministério dos Transportes, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres ou qualquer outro órgão competente, promova estudos no afã de aumentar o mínimo legal de viagens convencionais exigidos das companhias transportadoras, para que os direitos das pessoas com deficiências, idosos e todos os beneficiários de gratuidades no transportes interestaduais, sejam respeitados com eficiência.


Edio Soares
Presidente da ACPDV.


Fonte: mundocegal.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Despesas com acessibilidade e tecnologia assistiva poderão ter isenção de IRPF

PLS 275/2016 inclui entre as possibilidades de dedução os custos relacionados aos cuidados pessoais ou à promoção de acessibilidade, de autonomia e de inclusão da pessoa com deficiência.

Uma mão masculina segura as rodas de uma cadeira de rodas

Uma proposta em exame no Senado busca permitir que as despesas com cuidados de pessoas com deficiência sejam deduzidos do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O PLS 275/2016 inclui entre as possibilidades de dedução os custos relacionados aos cuidados pessoais ou à promoção de acessibilidade, de autonomia e de inclusão da pessoa com deficiência. Acrescenta ainda as tecnologias assistivas (tecnologias para ampliar habilidades funcionais), ajudas técnicas, terapia e acompanhamento profissional.

O senador Romário (PSB-RJ), autor do projeto, também sugeriu mudanças nas regras para os dependentes. De acordo com a proposta, seriam considerados como tal a filha, o filho, a enteada ou o enteado até 21 anos, ou de qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho, ou tenha deficiência intelectual ou deficiência grave.

Seriam também dependentes o irmão, o neto ou o bisneto, sem sustento dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho, com deficiência intelectual ou grave. Os atuais requisitos para a dependência no Imposto de Renda estão listados na Lei 9.250/1995.

Ao defender o projeto, Romário afirma que promover a inclusão e a autonomia é um fator que onera o orçamento familiar, o que agrava a exclusão e a desvantagem social e econômica das pessoas com deficiência.

Instituir essa dedutibilidade é uma iniciativa que reflete simples e clara justiça. Se as pessoas com deficiência têm mais despesas decorrentes das barreiras que lhes são socialmente impostas e que cabe ao Estado, à sociedade e a todas as pessoas eliminar, nada mais justo que compensar esse ônus mediante a dedução dessas mesmas despesas da base de cálculo do IRPF — afirmou o senador do PSB.

Para ele, a medida por si só é insuficiente para superar a exclusão das pessoas com deficiência, mas “é um passo seguro no sentido de, visando a um equilíbrio justo, tratar desigualmente os desiguais”. O projeto vai ser inicialmente analisado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Fontes:   Agência Senado - vidamaislivre.com.br

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Pelo Plebiscito Sobre as Doenças Raras

Professor Orosco

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                                Resultado de imagem para dia mundial das doenças raras
Diante da postura que alguns membros do Supremo Tribunal Federal (felizmente não todos) adotaram quanto ao direito de decidir quem vive ou morre; quem pode ter uma vida digna e produtiva ou não, negando a obrigação do Estado em fornecer os "medicamentos de alto custo", solicito o apoio de meus amigos para difundir a ideia de EXIGIR um plebiscito sobre o assunto.

Recuso-me a delegar a qualquer a burocrata ou pessoa metida a Eichmann, que se autointitula "Deus", ainda que de segunda classe, o direito de decidir sobre a continuidade da vida de quem quer que seja.

Este Supremo Tribunal Federal que interpreta a nossa "carta magna" segundo seus interesses e não pelo rigor do texto constitucional, como já demonstrou inúmeras vezes (basta-nos ver o caso do impedimento recente da presidente) não tem, a meu ver, nem legitimidade, nem direito de ferir a cláusula pétrea que proíbe a aplicação da pena de morte em nosso país.

Quem paga os impostos que o governo administra, e muito mal, diga-se de passagem, é quem deve decidir se está ou não disposto a ver, parte deles, destinado a salvar vidas, arcando com o custo dos medicamentos, ou seja, nós, o povo.

Confesso que não sei bem como mensurar o que é "alto custo", principalmente quando comparo isso a vidas humanas.

Ao que me parece, ninguém neste Supremo Tribunal Federal está disposto a abrir mão de suas regalias, onde, inclusive, o último que deixou a presidência da casa brigava por um aumento de salário para si e para os seus, o fazendo sem levar em conta a crise financeira, os milhões de desempregados e sem consultar o povo que paga as contas.

Dois pesos e duas medidas?
Porque, então, devem decidir em meu nome quem pode e quem não pode receber os medicamentos que precisa para viver.

Não sou advogado ou jurista, sou um simples professor e, por isso, peço ajuda de todos para que se exija uma consulta popular sobre o assunto, divulgando este pedido em suas redes sociais, entidades representativas de classe, igrejas, sindicatos, escolas, agremiações esportivas ou outras.

Ainda e, também , só para esclarecer, declaro que "não faço uso", apesar da idade, ao menos por enquanto, de nenhum medicamento pelo qual não possa pagar, mas luto pelo direito de quem precisa e não pode.

Fonte: estudandoraras.blogspot.com.br -     Imagem Internet/Ilustrativa