sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Decisão do STF sobre educação inclusiva em escolas particulares é citada na ONU

Sala do conselho de direitos humanos. Plenaria com telao ao fundo e teto em tons de azul
A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a proibição do pagamento de taxa extra por parte dos alunos com deficiência em escolas particulares foi citada hoje no painel sobre educação inclusiva durante o Fórum Social da ONU 2016, em Genebra. Em intervenção durante o painel sobre o direito à educação, a cofundadora do Movimento Down e membro do Conselho da Down Syndrome International, Patricia Almeida, falou também da importância da vontade política para a inclusão.

Quando o entretenimento poderia ter ido mais longe - Veja o vídeo.

caso-cerrado
A briga por Sabrina é um episódio do programa Caso Encerrado (no original em castelhano Caso Cerrado), apresentado pela advogada Ana Maria Polo, pela emissora Telemundo. O programa de entretenimento simula um julgamento de um caso, geralmente um problema familiar. A advogada-juíza, no espaço de tempo da transmissão (60 minutos), levanta as provas, interroga testemunhas e julga o caso. O episódio A briga por Sabrina traz uma mulher adulta com síndrome de Down que é disputada pelo irmão e por uma cuidadora. O pai, tendo ficado doente e sozinho, nomeou a cuidadora como tutora de Sabrina, deixando-lhe 150 mil dólares. O irmão reivindica a tutela de Sabrina. O programa explora casos reais, mas, por motivos óbvios valoriza o drama da família e procura gerar uma tensão para reter a audiência. A tensão fica na mão da advogada e da sua oratória.
Se analisarmos a função de entreter, o programa segue os passos elementares da narrativa: apresenta o cenário da história, introduz os personagens, gera tensão e, intervalo após intervalo, o confronto vai sendo exposto ao telespectador até chegar à sua conclusão. Nada de novo, porém eficaz. Que Sabrina tenha síndrome de Down é falado logo no início pelo irmão e esse fato tem um sentido, uma vez que a disputa é pela tutela de uma pessoa com deficiência. A tensão também fica por conta dos dois adultos que disputam a tutela de Sabrina, seu irmão e a cuidadora, que discutem e desferem ataques. Ao final o irmão apresenta uma prova contundente dos maus tratos da cuidadora, motivo pelo qual requer a tutela da irmã. Tudo regular.
Em termos de informação, porém, fica aquele gostinho de que faltou alguma coisa. Primeiramente, Sabrina (que, segundo declaração do irmão, tem 30 anos) é um adulto. Um adulto com síndrome de Down. Mesmo sendo uma mulher adulta, durante todo o episódio, ao se referir a Sabrina, o irmão, a cuidadora, a cunhada e mesmo a advogada, usam a palavra ‘niña’, ou seja, meninaNão se trata de uma forma carinhosa de chamar Sabrina, mas sim um modo de associar a síndrome de Down a pessoas que são ‘eternas crianças’, o que, em nenhum caso, é verdade. Além disso, o episódio poderia ter dedicado um espaço para comentar a respeito de tutela e deficiência, por exemplo, mas em nenhum momento o faz.
Mesmo sendo um programa de entretenimento, causam estranheza os comentários da advogada que usa vários termos para se referir à situação jurídica, trazendo uma verdadeira ‘dessinformação’. Além disso, quando Sabrina, por poucos minutos, aparece no programa, é somente para dizer um olá e ser questionada pela advogada se gosta de morar onde está agora (com a tutora).
Poderia ter sido um momento de diálogo, de valorização da pessoa, de troca de informações, mas o episódio se limita a trazê-la (ancorada por um leão de chácara e pela assistente, a psicóloga clínica Vivian Gonzalez, cuja participação também é reduzidíssima) e a retirá-la do programa rapidamente. E, enfim, a musiquinha triste de fundo poderia ter sido evitada. Claro que, de certa forma, combina com o ‘drama de família’, mas que tal, ao invés dela, uma boa música alegre, desafiadora ou dramática, mas sem tristeza?
Infelizmente uma ocasião única de valorização da pessoa com deficiência, especificamente da síndrome de Down, que poderia ter sido aproveitada para trazer ao público algumas informações relevantes e colaborar para a redução do preconceito. Pessoas com síndrome de Down não são eternas crianças. Crescem e se desenvolvem regularmente: se apaixonam, querem se casar, querer manter relacionamentos e querem trabalhar e ser reconhecidas como pessoas adultas.


Recorde: Galeão recebeu 483 cadeiras de rodas em um dia

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Atletas paralimpicos chegando ao Rio de Janeiro e movimentando o aeroporto Galeão

A Paralimpíada, que teve sua abertura em 7 de setembro, movimentou o Aeroporto Internacional Tom Jobim com mais intensidade desde o dia 31 de agosto. Só nesse dia, o espaço recebeu um recorde de 483 cadeiras de rodas, além de registrar 270 voos entre pousos e decolagens, trazendo, ao todo, 2.441 passageiros para o Rio de Janeiro.

O consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares dos Transporte Aéreo (Abesata), Ivan Faleiros, destacou a cautela necessária para recepcionar os competidores do megaevento. “O manuseio feito com os equipamentos dos atletas paralímpicos precisa ser ainda mais sofisticado do que com os dos atletas olímpicos, isso porque, no caso de uma cadeira de roda, por exemplo, ela não é uma qualquer, é moldada ao corpo do atleta e um centímetro fora deste alinhamento pode deixar o atleta sem mobilidade e, muitas vezes, fora dos jogos. É preciso redobrar o cuidado e a atenção”, disse.

Outro cuidados envolve a agilidade no desembarque dos atletas. Como alguns deles ficam o tempo todo sentados durante o voo e não conseguem ir ao banheiro, por exemplo, o tempo começa a correr assim que o avião pousa. A operação montada no espaço permite que o atleta esteja na sua cadeira ou com suas muletas em menos de três minutos e, assim, percorra o Galeão sem ajuda extra.

Fontes: Panrotas - turismoadaptado.wordpress.com

Novas regras poderão facilitar viagem aérea de pessoa com mobilidade reduzida

Iara Guimarães Altafin

Pedro França/Agência Senado

O autor do projeto, senador Romário (PSB-RJ), e o relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC)

Concessionárias de aeroportos podem ser obrigadas a manter rampas e equipamentos para facilitar embarque e desembarque de pessoas com mobilidade reduzida nas aeronaves, conforme prevê substitutivo a Projeto de Lei do Senado (PLS 219/2015) aprovado nesta quarta-feira (5) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

A proposta determina ainda que as empresas aéreas ficarão proibidas de limitar o número de passagens, por voo, destinadas a pessoas com mobilidade reduzida, incluídas as pessoas com deficiência nessa condição. A exceção é para casos onde a limitação seja necessária para atender requisitos da segurança do voo.

Para o conjunto de pessoas com mobilidade reduzida seria assegurado o direito a prioridade no embarque e desembarque, como já é garantido às pessoas com deficiência na Lei 13.146/2015.

As medidas para melhorar o acesso de pessoas com deficiência ou com mobilidade ao transporte aéreo foram propostas pelo senador Romário (PSB-RJ). Com o projeto, ele quer acabar com constrangimentos enfrentados por pessoas com deficiência que tentam acessar serviços de transporte aéreo. Como afirma, companhias aéreas limitam o número de passagens vendidas aos cadeirantes, os quais, quando conseguem adquirir os bilhetes, com frequência precisam ser carregados para acessar as aeronaves.

Mudanças

O texto original, no entanto, foi modificado pelo relator na CDH, Valdir Raupp (PMDB-RO), e pelo relator ad hoc, Sérgio Petecão (PSD-AC), com base em sugestões do senador Hélio José (PMDB-DF). Romário atribuía a cada empresa aérea a responsabilidade por manter equipamentos para o embarque de pessoas com mobilidade reduzida em suas aeronaves. Para os relatores, a norma seria de difícil logística e implicaria aumento de custos e consequente elevação do preço dos bilhetes. Assim, eles delegaram às operadoras dos aeroportos a adoção das medidas, para que sirvam ao conjunto das aeronaves.

Os relatores também modificaram penalidade sugerida por Romário pelo descumprimento das medidas previstas no projeto. No substitutivo, o desrespeito ao direito de pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, por parte do operador aeroportuário, será incluído nos casos previstos no Código Brasileiro da Aeronáutica que resultam na aplicação de multa ou na suspensão de concessão.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será votado em caráter terminativo. Se aprovado nessa comissão, poderá seguir para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação do texto pelo Plenário do Senado.

Fórum Social termina com debate sobre implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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A secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rosinha da Adefal, destacou nesta quarta-feira (5) os esforços do Brasil para a promoção e a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, durante debate no Fórum Social do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. A secretária foi uma das palestrantes do painel “Realizando os direitos humanos das pessoas com deficiência”, que abordou a implementação até 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados a esse segmento da população.

“O Governo federal tem adotado políticas públicas para promover à devida implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, inclusive com o compromisso de inserir o víeis da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência nesse processo”, disse Rosinha.

Apesar de não haver um objetivo voltado unicamente a esse grupo da sociedade, diversas metas propostas estão relacionadas com as pessoas com deficiência, destaca-se, por exemplo, a igualdade de acesso à educação; emprego pleno e produtivo e trabalho decente; inclusão social, econômica e política; transporte seguro, acessível e sustentável; e espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e sustentáveis.

Segundo a secretária, os esforços brasileiros para alcançar os ODS sob a perspectiva da pessoa com deficiência já refletem em diversos progressos. Citou como exemplo a inclusão da pessoa com deficiência no sistema educacional, em resposta ao Objetivo que trata da educação básica de qualidade para todos. “Nós já alcançamos a inversão do percentual de estudantes com deficiência matriculados em escolas especiais para escolas inclusivas; a proibição de cobranças adicionais em escolas particulares para crianças com deficiência, a disponibilização de tecnologias assistivas e recursos tecnológicos para promoção de acessibilidade nas escolas públicas brasileiras”, exemplificou.

Outro avanço do Brasil destacado pela secretária foi a Lei Brasileira de Inclusão, que entrou em vigor neste ano e abordou a capacidade jurídica da pessoa com deficiência, fixou prazo para implementação da CIF para uso amplo como modelo de avaliação da pessoa com deficiência, entre outras determinações.

Fórum Social: Neste ano, o Fórum Social do Conselho de Direitos Humanos da ONU abordou o tema “A promoção e o desfrute, integral e igualitário, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas com deficiência”, em decorrência da celebração dos dez anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento foi realizado entre os dias 2 e 5 de outubro, em Genebra.

10 FATOS QUE PRECISAMOS SABER SOBRE QUEM TEM SÍNDROME DE DOWN

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Crédito: Andreas-photography via Visualhunt / CC BY-NC
Crédito: Andreas-photography via Visualhunt / CC BY-NC


Tão preconceituosos que somos que, em grande maioria, não conseguimos expandir nossa visão para as pessoas que tem Síndrome de Down a ponto de enxergarmos indivíduos ao invés de generalizarmos e fazermos julgamentos errôneos. Aliás, a palavra julgamento no contexto já é, por si só, um erro.

E é de conhecimento geral, ao menos também em grande parte, que o preconceito está diretamente ligado ao desconhecimento. Quanto mais informação, menor a probabilidade do indivíduo ser preconceituoso.

Então, com ajuda do texto publicado pelo Cidown, vamos enumerar 10 coisas que as pessoas devem saber sobre quem tem Síndrome de Down:

1 – Ninguém é portador da Síndrome de Down

Já vamos começar por mudar esse linguajar que se estabeleceu de forma a amenizar o termo, mas na verdade só o piora. Uma pessoa quando porta algo, leva consigo por algum motivo e às vezes pode se ver livre daquilo – estar ou não estar com –.

A Síndrome de Down é uma característica inata. Quem tem simplesmente não pode deixar em casa ou fazer um tratamento à base de drogas para curar e, assim, deixar de ser portador. Não é simplesmente pelo politicamente correto e sim pelo tato em entender que tanto para esta, quanto para outros tipos de deficiência, é mais empático dizer “a pessoa tem” do que “ela porta”.

2 – A Síndrome de Down não é uma doença

Como foi mencionado que não é possível fazer um tratamento para curar, cabe uma explicação: a síndrome ocorre quando a pessoa nasce com 3 cópias do cromossomo 21, ao invés de ter duas cópias. Isso significa que todas as células do corpo desta pessoa tem uma cópia a mais do cromossomo 21. Isso é um fator genético e não uma doença.

Então, dizer que alguém que tenha Síndrome de Down seja doente, além de não refletir a realidade não seria correto.

3 – Pessoas com Síndrome de Down não são deficientes mentais

Só pra começar: deficiência mental é um comprometimento de ordem psicológica. Levando em consideração que o fator aqui é genético, poderíamos parar por aqui.
É mais correto, para se referir a pessoa com a síndrome, dizer que ela tem deficiência intelectual.

Se você é daquele tipo de pessoa que ainda usa a alcunha “retardado” para tratar alguém com Síndrome de Down, por favor, melhore! As pessoas com a deficiência não são incapazes. Saiba que temos milhares de exemplos de atrizes e atores, escritoras e autores, professoras e professores e pessoas em todos os campos vocacionais que têm a característica e são muito mais capazes de quem não possui.

4 – As pessoas com a Síndrome de Down são iguais

Como é uma alteração genética e, por isso, existir uma semelhança em algumas características físicas, as pessoas com Síndrome de Down não são todas iguais. É uma generalização preconceituosa colocar todos eles em um único grupo desconsiderando família, cultura, traços genéticos herdados de seus pais, educação e a personalidade de cada um.

5 – O indivíduo não é a Síndrome

De mesmo modo que quem tem Síndrome de Down não deve ser considerado como pertencente a um único grupo, é necessário entender que ter uma deficiência não caracteriza o indivíduo.

Se nós procuramos viver numa sociedade mais inclusiva, é importante dar enfoque em quem é a pessoa antes de sequer falar da deficiência.

6 – As pessoas com Síndrome de Down sabem o que falam

Assim como todos nós, eles podem estudar, trabalhar e conviver em sociedade. Eles tem opinião, a expressão e podem falar sobre quaisquer assunto que lhes dizem respeito.

É totalmente insensível (para não usar outra palavra) direcionar perguntas sobre a pessoa com Síndrome de Down apenas para seus familiares, acompanhantes ou especialistas, seja num diálogo comum ou numa entrevista.

7 – Não fique com “peninha” nem trate como coitadas

Uma pessoa deficiente é uma pessoa com limitações. Mas, isso não significa que ela seja uma “coitadinha”. As paraolimpíadas estão aí para prova que pessoas conseguem vencer os obstáculos da vida e obterem mais sucesso até do que muita gente sem nenhum tipo de deficiência.

Pessoas com Síndrome de Down podem muito bem se divertir, estudar, namorar, formar família, trabalhar e todas outras atividades que qualquer pessoa realiza.

8 – Quem é normal?

O que nos tornam comuns uns aos outros é justamente a nossa diversidade. Todas as pessoas no mundo inteiro tem suas características diversas e peculiares. Todos, antes de qualquer coisa, são seres humanos.

Dizer que fulano é “normal” e sicrano “não é normal” é uma falha na construção da frase, haja vista que de perto ninguém é normal.

Existem pessoas sem deficiência e pessoas com deficiência.

9 – Garantia de igualdade pelo Estado

Em 2008, foi aprovada como norma constitucional a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Segundo o texto da medida, cabe ao Estado (e à sociedade) buscar formas de garantir igualdade de direitos de todas as pessoas com deficiência para que seja possível haver um acesso justo à cidadania.

10 – Garantia de igualdade pela sociedade

Como podemos querer uma sociedade mais justa e menos excludente se tomamos atitudes que segregam pessoas com características diferentes das nossas? Referir-se às pessoas que têm Síndrome de Down de forma adequada é importante para acabar com os paradigmas sociais, enfrentar preconceitos, estereótipos, garantir a inclusão e promover a igualdade.

Fonte: ondda.com

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Alto índice de diagnóstico de autismo entre crianças brasileiras no Japão provoca críticas

Segundo dados compilados por ativistas, 6,15% dos alunos brasileiros no país seriam autistas - entre japoneses, índice é de 1,49%; representantes do Ministério da Educação do Brasil questionaram autoridades do país asiático.

Da BBC Ewerthon Tobace

Arianne e a filha Hayenne, que ainda não pode frequentar a escola por causa do diagnóstico (Foto: BBC)
Arianne e a filha Hayenne, que ainda não pode frequentar a escola por causa do diagnóstico (Foto: BBC)

Faz dois anos que Hayenne não frequenta uma escola regular.

A garota brasileira de nove anos, que mora em Hamamatsu, na província japonesa de Shizuoka, é educada por voluntários enquanto a mãe, Arianne Hayasaka, de 33 anos, trava uma batalha provar que a filha não é autista, diferentemente do atestado pelos profissionais contratados pelo município para triar crianças com necessidades especiais.

O caso de Hayenne não é o único. Segundo dados do governo do país asiático, compilados por um grupo de ativistas e divulgados pela ONG Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (Sabja), 6,15% dos alunos brasileiros seriam autistas - entre os japoneses, o índice é de 1,49%.

Essa proporção muito maior de diagnósticos de autismo entre os filhos de brasileiros criou polêmica e motivou críticas até do governo brasileiro.

Os profissionais de saúde e educação ainda não conseguem explicar as razões para tantos casos. Mas Edilson Kinjo, presidente da organização sem fins lucrativos (new) SAB - Associação Amigos do Brasil, tem uma teoria: a forma como o teste é feito.

Wilson e Kenzo: para ele, pais têm de enfrentar problema e deixar preconceito de lado (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)
Wilson e Kenzo: para ele, pais têm de enfrentar problema e deixar preconceito de lado (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)

"É claro que não temos tantas crianças autistas assim", afirma o ativista, que acompanha a questão há mais de seis anos.

Para Kinjo, muitas crianças não entendem perfeitamente o idioma japonês e acabam não respondendo aos comandos do profissional durante a avaliação, mesmo sendo ele um médico ou psicólogo.

"O resultado é que a criança não consegue responder aos estímulos e, consequentemente, a escola conclui que ela tem necessidade especial e já a classifica como autista", diz.

Procurado pela BC Brasil, o Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão não quis se pronunciar sobre os dados. "Devido à falta de uma metodologia e de outros detalhes da pesquisa, não podemos comentar", justificou em nota.

Mas explicou que a decisão de encaminhar uma criança para uma classe especial cabe ao diretor da escola.

"A decisão deve ser feita com base no tipo e nível de deficiência e de acordo com uma avaliação de professores experientes e o diagnóstico de médicos especialistas, que levam em consideração a questão educacional, médica e psicológica da criança", detalhou.

Questionamento brasileiro
Em abril, representantes do Ministério da Educação brasileiro questionaram autoridades japonesas sobre o assunto durante uma reunião do Foro Consular entre os dois países.

Para eles, os diagnósticos aparentemente estão equivocados e, assim como defende Kinjo, muitos dos casos são apenas de dificuldade de adaptação à cultura, à língua e ao sistema de ensino local.

Os representantes do Ministério da Educação do Japão se prontificaram a analisar a questão e solicitaram que casos concretos de diagnóstico equivocado sejam informados a seu departamento internacional.

Arianne tenta provar que a filha não precisa frequentar sala especial (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)
Arianne tenta provar que a filha não precisa frequentar sala especial (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)

Diante disso, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio deu início a uma campanha para coletar reclamações.

Para Ivan Carlo Padre Seixas, diplomata responsável pelo setor de Comunidade da Embaixada do Brasil em Tóquio, esse alto índice de crianças classificadas como autistas é apenas um aspecto da falta de uma política que integre os estrangeiros ao país.

"Esse dado mostra a incapacidade da escola japonesa de lidar com a diversidade", afirma. "Isso é uma violência psicológica brutal e que pode acabar com a vida escolar e social da criança."

Edilson Kinjo sugere que o assunto seja tratado na esfera da saúde, e não da educação, como é hoje.

"No Japão, os dados escolares e pessoais de cada aluno não podem ser divulgados. Então, fica difícil responsabilizar alguém se houver um erro. Quando tratamos o caso como problema de saúde, podemos ter acesso aos laudos e questionar os resultados", sugere.

'Pegos de surpresa'
Kinjo pondera que há crianças que realmente precisam de atendimento diferenciado na escola - e que muitos pais não querem admitir que seus filhos possam ser autistas ou ter algum outro tipo de transtorno.

"Mas há casos visíveis de crianças que foram diagnosticadas de forma errada, e até os pais são pegos de surpresa", conta.

Daniel Galvão com o filho Daniel, numa foto tirada há três anos no Brasil (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)
Daniel Galvão com o filho Daniel, numa foto tirada há três anos no Brasil (Foto: Arquivo Pessoal/BBC)

Foi o caso de Arianne, que não concordou com o laudo da escola sobre Hayenne. Ela procurou uma segunda opinião médica e tenta provar que a filha não precisa frequentar a sala especial.

"O resultado (do exame) foi dislexia e deficit de atenção. Mesmo assim, eles querem mandá-la para essa classe que mistura alunos com todo tipo de transtorno e problemas, e não vai ser saudável para ela."

A batalha começou quando a família mudou de cidade. "Quando ela ingressou na escola primária na outra cidade, fez o teste e foi aprovada. Mas em Hamamatsu a psicóloga deu o diagnóstico de autismo", conta Arianne.

Ela tenta convencer as autoridades a aceitarem o segundo parecer médico e a refazerem os testes da filha.

Daniel Galvão da Silva, de 37 anos, passou pelo mesmo problema com o filho, que também se chama Daniel e hoje tem oito anos. "Quando ele tinha três anos, bem no momento do processo de separação da minha ex-esposa, começou a apresentar sinais de atraso no desenvolvimento cognitivo", conta.

O jardim de infância aconselhou os pais a fazerem um exame mais detalhado. "Uma terapeuta brasileira o diagnosticou com autismo leve, e então procuramos uma clínica japonesa. Só que o médico leu a carta da professora e fez os procedimentos todos como se ele realmente fosse autista", diz Daniel.

Durante alguns meses, os pais levavam o menino para fazer terapia semanalmente. "Mas percebíamos que algo estava errado, porque ele não agia como as outras crianças que estavam lá."

Foi então que a mãe do garoto resolveu voltar ao Brasil. "Ela levou nosso filho para um psicólogo e psiquiatra, fez todos os exames e não deu nada", diz o pai. "Hoje, ele leva uma vida normal no Brasil."

Para Silva, a separação pode ter afetado emocionalmente o filho e desencadeado uma série de reações na época.

"Como pais, a gente sempre coloca o sentimento na frente da razão, mas se o caso tivesse sido tratado mais a fundo, mais pessoalmente, teríamos tido um diagnóstico mais correto."

Aceitação
O psicólogo Irineu Carlos da Silva Jo, que presta atendimentos no Consultado-Geral de Hamamatsu e pela Sabja, conta que a procura de pais tem aumentado.
"O que acontece em muitos casos é um choque cultural. Às vezes, em casa os pais só se comunicam em português, e na escola só se fala o japonês. Isso pode causar um bloqueio na criança", explica.

Mas ele lembra que, além de procurar ajuda de um profissional para fazer o diagnóstico preciso, os pais precisam estar atentos aos sinais. "Muitos não querem aceitar que o filho possa ter um transtorno", ressalta.

Wilson e Kenzo: para ele, pais têm de enfrentar problema e deixar preconceito de lado

Esta é justamente a grande batalha de Wilson Tadashi Karakawa, 41, que tem um projeto de integração de crianças com necessidades especiais.

Ele usa o jiu-jitsu para tentar quebrar as barreiras do preconceito em relação ao autismo e a outros transtornos.

"O primeiro grande obstáculo é justamente os pais aceitarem a condição do filho", diz o brasileiro.

Seu filho Kenzo, de 11 anos, foi diagnosticado com autismo. O garoto pratica o esporte do pai e é destaque em campeonatos no Japão e em outros países.

"Vejo muitos profissionais reclamando do grande número de diagnósticos errados. Acho isso muito irresponsável e perigoso", afirma ele.

Para Karakawa, alguns pais não querem aceitar o problema de seus filhos e acabam se convencendo de que as análises japonesas estão realmente erradas.
"Isso pode prejudicar profundamente a vida da criança, pois ela não vai ter o tratamento adequado."

Quase 20% das crianças em idade escolar têm problemas oftalmológicos - Veja os vídeos.

Alguns sinais denunciam problemas nas crianças e devem ser observados. Se aproximar muito de objetos e baixo rendimento escolar são alguns deles.

Do G1, em São Paulo

Resultado de imagem para Quase 20% das crianças em idade escolar têm problemas oftalmológicos

Quase 70% dos casos de cegueira em crianças poderiam ser evitados.

Click AQUI para ver os vídeos.

O Bem Estar desta quarta-feira (05) fala sobre problemas de visão, principalmente em crianças, que poderiam ser evitados. Doutora Andrea Zin, oftalmologista, explica o que fazer.

Você enxerga uma mancha, como se fosse uma gota d'água embaçando um vidro? Cuidado! A sua retina pode estar por um triz! Doutor Emerson Castro explica porque e derruba os mitos sobre o glaucoma.

O Brasil possui 204 milhões de habitantes e destes, cerca de 16, 5 mil crianças são cegas, com menos de 15 anos, e pelo menos 50 mil têm alguma deficiência visual.

Pelo menos 70% das causas de cegueira infantil poderiam ser evitadas ou possuem tratamento efetivo. Alguns sinais que denunciam problemas oculares nas crianças (e que devem ser observados) são: inquietação, proximidade dos objetos para enxergar, baixo rendimento escolar e ficar muito próximo da TV ao assistir.

Aproximadamente 20% das crianças em idade escolar apresentam distúrbios oftalmológicos em decorrência de erros refracionais não corrigidos, por exemplo, a falta de óculos, estrabismo e ambliopia, a diminuição da intensidade visual.

Times iniciam disputa pelo o acesso à Série A do Futebol de 5 em Porto Alegre

 Times iniciam disputa pelo o acesso à Série A do Futebol de 5 em Porto Alegre
Foto: Marcos Costela, do CEDEMAC-MA, marcou duas vezes (Wander Roberto/CBDV/Inovafoto)

Começou nesta quarta-feira (5) a Copa Loterias CAIXA de Futebol de 5 - Série B. Na abertura da competição, quatro jogos movimentaram o ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, que teve ACERGS-RS, ADVIMS-MS, ISMAC-MS e CEDEMAC-MA como as equipes vitoriosas na primeira rodada.

O jogo que abriu o evento foi entre a equipe da casa, ACERGS-RS, contra o ESCEMA-MA, com vitória fácil dos gaúchos por 4 a 0, gols de Leonardo (3) e Jhon Garcia. A goleada deixou o time na liderança do Grupo A, seguido pela ADVIMS-MS, que contou com a bola parada para vencer a UNIACE-DF por 2 a 0. Primeiro Edson encheu o pé para marcar de pênalti, e depois num tiro livre  para fechar o placar.

No Grupo B, o CEDEMAC-MA não deu chances para o CESEC-SP, e venceu facilmente por 3 a 0. Marcos Costela marcou duas vezes e Jardiel fechou a lista de marcadores do jogo. Na outra partida da chave, o ISMAC-MS saiu atrás no confronto contra a UNICEP-ES, que marcou com Moisés de pênalti. Mas contando com o talento do argentino Max Espinillo, venceu de virada por 2 a 1.

A segunda rodada da Série B acontece nesta quinta-feira (6) com mais quatro jogos. Às 08h30, UNICEP x CESEC tentam se recuperar na competição. Logo após, às 10h, será a vez do duelo entre CEDEMAC-MA x ISMAC-MS na briga pela liderança isolada do Grupo B. Já nos duelos da tarde, às 14h30, ACERGS-RS x ADVIMS-MS também se enfrentam na disputa do topo da chave A. E às 16h, UNIACE-DF x ESCEMA-MA duelam para continuarem sonhando com o acesso.


Serviço
Copa Loterias CAIXA de Futebol de 5 – Série B
Data: 05 a 09 de outubro de 2016
Horários: 08h30, 10h, 14h30 e 16h (05, 06 e 07/10); 08h30 e 10h (08 e 09/10) 
Local: Ginásio Tesourinha
Endereço: Avenida Erico Veríssimo, S/N – Menino Deus – Porto Alegre/RS
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

Inscrições para o Campeonato Brasileiro de Remo Paralímpico estão abertas

Por CPB

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

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Os atletas de remo Josiane Lima e Michel Pessanha competindo nos Jogos Rio 2016.

Estão abertas, até dia 3 de novembro, as inscrições para o Campeonato Brasileiro de Remo Paralímpico. A competição acontecerá nos dias 3 e 4 de dezembro, em Florianópolis, e terá seis provas nas categorias AS, TA e LTA nas raias da Baía Sul e Norte da ilha.

Junto ao Campeonato Paralímpico será realizada a Regata Skiff Novos Talentos, com duas provas Junior B de Single Skiff (masculino e feminino). O valor da inscrição é de R$100 por participante, que será reembolsado no caso de comparecimento. Todos os atletas inscritos devem estar com seu cadastro no Sistema Integrado de Remo atualizado.

A Confederação Brasileira de Remo fará o empréstimo dos barcos mediante solicitação prévia. A Federação de Remo do Estado de Santa Catarina, juntamente com a Fundação Municipal de Esportes e a Fesporte de Santa Catarina, disponibilizará alojamento e translado interno.

Com informações da Confederação Brasileira de Remo (CBR).

Fonte: cpb.org.br

Vaso sanitário para cadeirante, qual o ideal??

                                

Vaso sanitário para cadeirante, qual o ideal? – Já perdi a conta das vezes que me fizeram esta pergunta. A indústria de louça sanitária criou uma coisa esdrúxula, um vaso sanitário com uma grande corte na parte da frente de sua borda. Creio que ninguém perguntou ao cadeirante em que aquilo o poderia ajudar. Nenhum cadeirante (repetindo: nenhum) gosta daquela coisa horrorosa. E por quê? Muito simples: nós cadeirantes precisamos nos apoiar em praticamente tudo. E na hora de fazermos nossas necessidades, antes nos sentamos na borda do vaso para tirar a calça, depois

Vaso sanitário para cadeirante, qual o ideal? – além de tudo dito acima, temos que lembrar que nós cadeirantes não possuímos equilíbrio na coluna, e aquele maldito corte na borda do vaso sanitário nos faz cair. Algumas vezes caímos fora outras dentro. Cair fora ainda vai, mas cair dentro do vaso… Deus me livre!

Vaso sanitário para atender ao cadeirante: Qual, então é o melhor?Nada mais do que o vaso comum.

O vaso com o corte na borda custa muito mais caro e não atende a ninguém. Além de desestimular o empreendedor que precisa construir  um banheiro que atenda às pessoas usam cadeira de rodas, ele lhe dá um baita prejuízo, pois a indústria de louça sanitária aproveita-se da obrigatoriedade da lei e explora o comerciante.

Portanto, se você está prestes a construir um banheiro adaptado para pessoas com deficiência, não caia nessa armadilha. Instale um vaso comum, pois é este que atende de modo seguro e confortável as pessoas com mobilidade reduzida e sem equilíbrio físico.

Na hora de construir qualquer adaptação para pessoas que fazem uso de cadeira de rodas, busque sempre orientação de alguém que, de fato, use cadeira de rodas. Nem sempre o arquiteto (infelizmente) é o mais indicado. Mesmo porque muitos deles indicam produtos que são de interesse da indústria de acabamentos.

Fique de olho, abra espaço para a opinião de seu público, para a opinião daquele que vai usar o que você quer oferecer. Somente esta pessoa saberá lhe dar a melhor e mais correta orientação.

Adaptação veicular de freio e acelerador Veja o vídeo.


Adaptação veicular de freio e acelerador no sistema puxe e empurre. Eu já usei diversos tipos de adaptação veicular, mas o sistema que mais me agrada, por ser mais prático e seguro, é o chamado “puxe-empurre”.

Adaptação veicular, qual a melhor?

Neste vídeo em mostro todas as adaptações que já instalei em meu carro. Experimentei e não gostei das inovações que me apresentaram. Acabei voltando para o antigo sistema. Um equipamento novo, zerado na caixa, mas de sistema antigo, com o qual eu já estava acostumado há mais de vinte anos.

Veja e confira a adaptação veicular puxe-empurre.


Há diversos outros modelos no mercado, desde equipamentos importados que custam o olho da cara, até algumas verdadeiras gambiarras feitas, literalmente, em fundo de quintal.

Este é o tipo de equipamento que precisamos experimentar para saber se vamos ou não conseguir um bom desempenho ao volante.

O grande problema consiste exatamente aí: para experimentar temos que comprar e mandar instalar. E dificilmente conseguimos uma loja que aceite essa troca. Eu tive essa sorte. A dica

que dou é a Hélio Mobilidades – https://www.heliomobilidade.com.br Esta empres fica em Belo Horizonte e está há mais de 40 anos no mercado.

Mas em todo o Brasil existem empresas que fazem adaptação veicular para pessoas com deficiência. geralmente as concessionárias de grandes marcas, que possuem um atendimento especial para pessoas com deficiência, costumam saber e indicar alguma oficina conhecida por elas. vale sempre perguntar, pedir uma dica e procurar saber se é mesmo de confiança. Isso é muito importante.

A liberdade e autonomia proporcionada por um carro adaptado não tem como ser descrita em palavras.

Hoje há várias linhas de crédito especiais. Vale lembrar ainda que pessoas com deficiência podem adquirir carros zero quilômetro com isenção de impostos.

Para saber como funciona todo o trâmite para a isenção de impostos é preciso consultar a concessionária. A maioria delas possui um profissional especializado (e atualizado) no assunto. Não se limite ao disse me disse: fulano falou que, meu cunhado conhece um cara que… Informe-se antes com quem de direito e evite aborrecimentos.

Novos critérios técnicos para piso tátil em rampas e escadas

Maria Alice Furrer

Imagem internet/Ilustrativa
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Em 2013, fizemos um post sobre piso tátil em rampas, usando como exemplo algumas fotos do nosso arquivo e as analisando segundo a NBR 9050/2004. Com a chegada da NBR 16537/2016, que trata especificamente de sinalização tátil no piso, temos uma maior referência e algumas mudanças nos critérios dessa sinalização para rampas e escadas.


Piso tátil de alerta

O piso tátil de alerta deve ser instalado no início e no término de escadas fixas (com ou sem grelhas), degraus isolados, escadas, esteiras rolantes e rampas fixas com inclinação superior ou igual a 5%.

Pegando uma rampa como exemplo, a figura abaixo, retirada da norma técnica, mostra como deve ser a sinalização tátil de alerta, que pode medir entre 0,25 m e 0,60 m na base e no topo da rampa com inclinação maior ou igual a 5%. Na base não pode haver afastamento entre a sinalização tátil e o início do declive. No topo, a sinalização tátil pode afastar-se de 0,25 m a 0,32 m do início do declive. Rampas com inclinação menor que 5% não precisam ser sinalizadas.

rampa alerta



Não pode haver sinalização tátil de alerta em patamares de escadas e rampas. Em geral, cabe aos corrimãos contínuos servir de linha-guia para orientar a circulação, conforme a NBR 9050 já havia estabelecido:

rampa patamar



Algumas exceções

Deve haver sinalização tátil de alerta no início e no final de cada trecho de escada ou rampa, nas seguintes situações:

a) Existência de elementos interrompendo pelo menos um dos corrimãos:


excecao


b) Patamar de comprimento superior a 2,10 m. Isso demonstra que ainda há outro lance de escada ou rampa:
patamar-com-interrupcao


c) Patamar com circulação adjacente, ou seja, mudança no sentido da circulação:

adjacente


Piso tátil direcional


Havendo sinalização tátil no piso direcionando o percurso para escadas e rampas, deve-se garantir a continuidade da sinalização tátil direcional nos patamares superior e inferior.

Quando o patamar das escadas ou rampas for maior que 2,10 m ou coincidir com áreas de circulação, deve haver sinalização tátil direcional entre os lances de escada ou rampa.

Em escadas ou rampas com largura menor ou igual a 2,40 m, portanto sem corrimão central ou intermediário, deve-se fazer um direcionamento único. Nas rampas ou escadas com largura maior que 2,40 m, deve-se direcionar a sinalização tátil para cada corrimão lateral, afastando-a de 0,60 m a 0,75 m do corrimão, medida a partir do eixo da sinalização.

Se o corrimão lateral não for contínuo ou se houver necessidade de padronização de projeto, pode ser considerado o direcionamento da sinalização tátil para um corrimão central ou intermediário. Neste caso, deve ser previsto montante adicional na extremidade de corrimão central ou intermediário das rampas, quando localizado junto à sinalização tátil direcional, como na figura abaixo:

rampa

Fonte: acessibilidadenapratica.com.br - Imagem internet/Ilustrativa