sábado, 22 de outubro de 2016

Copa Loterias CAIXA de Goalball chega à fase eliminatória

Copa Loterias CAIXA de Goalball chega à fase eliminatória
Foto: Ana Gabriely do SESI-SP mostrou segurança no duelo contra o Santos (Foto: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto)
Dez jogos nesta sexta-feira (21) definiram os times classificados para as fases eliminatórias da Copa Loterias CAIXA de Goalball, que acontecem neste sábado, a partir das 08h30, com as partidas das quartas de finais da categoria masculina, no ginásio Romão de Souza, em Jundiaí.
O primeiro confronto será entre SESI-SP x UNIACE-DF, que se enfrentaram nesta sexta pela última rodada da fase grupos. Os paulistas levaram a melhor no confronto e venceram por 13 a 6. O vencedor deste confronto enfrenta, ainda no sábado, o vencedor de ICP-PB x ADEVIBEL-MG.
Os outros dois duelos das quartas de final são Santos FC x AWA-PE e URECE-RJ x ACESA-SC. Os dois jogos vão definir o segundo confronto da semifinal, marcado para às 16h30.
Categoria feminina
Com três equipes garantidas nas semifinais com uma rodada de antecedência, a disputa entre as mulheres teve como duelo decisivo o jogo entre AMC-MT x APUV-MG. As mineiras começaram bem e chegaram a virar o primeiro tempo em vantagem. Depois do intervalo as matogrossenses voltaram com outra postura e venceram por 9 a 6 O adversário da semifinal será o SESI-SP.
O segundo confronto semifinalista será IBC-RJ x Santos FC, primeiro e segundo colocados em seus grupos, respectivamente. Classificado com uma rodada de antecedência, o time carioca poupou algumas titulares para a partida contra a ACERGS-RS, e mesmo assim conseguiu uma boa vitória, por 8 a 6.
Serviço
Copa Loterias CAIXA de Goalball
Data: 19 a 23 de outubro de 2016
Horários: 08h30 às 11h40 e 14h às 18h50 (19, 20 e 21/10); 08h30 às 11h40 e 14h às 17h20 (22/10); 08h às 11h10 (23/10). 
Local: Centro Educacional e Esportivo Romão de Souza
Endereço: Rua Luís Benachio – Jardim Colônia – Jundiaí/SP
Entrada franca

Fonte: cbdv.org.br

CT Paralímpico Brasileiro recebe a quarta edição da Copa Brasil de bocha

Por CPB

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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Jose Carlos Oliveira jogando bocha nos Jogos Rio 2016.

A IV Copa Brasil de Pares e Equipes de bocha será disputada de 3 a 6 de dezembro, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP). É a primeira vez que o local sediará uma competição oficial da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Esta edição contará com a participação de 70 atletas das classes BC1 e BC2, e os pares BC3 e BC4, que irão disputar o título do segundo campeonato mais importante do calendário nacional da bocha.

A ANDE criou o Guia Oficial da IV Copa Brasil de Pares e Equipes de Bocha para auxiliar os clubes, atletas participantes e público em geral, com informações sobre a competição, hospedagem, alimentação, entre outros detalhes.

A IV Copa Brasil de Pares e Equipes de Bocha conta com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Fonte: cpb.org.br

Futebol de 5 e Bocha concorrem a melhor equipe do IPC do mês de setembro

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O Brasil tem dois representantes na eleição de melhor equipe do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) do mês de setembro. A Seleção Brasileira de futebol de 5 e a equipe de bocha BC3, campeãs nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, concorrem ao prêmio.
O público tem até às 8h do dia 28 de outubro para votar na página www.paralympic.org. 
A Seleção Brasileira de Futebol de 5  ganhou a sua quarta medalha de ouro consecutiva em  Jogos Paralímpicos. No Rio de Janeiro,  eles derrotaram o Irã por 1 a 0 na final com o gol do capitão da equipe Ricardinho.
Já a Bocha BC3 faturou o primeiro lugar com os atletas Evelyn de Oliveira, Antonio Leme e Evani Soares da Silva que bateram a Coréia do Sul.
Fonte: cpb.org.br

Doria comete gafe e chama AACD de associação para 'crianças defeituosas'

Prefeito eleito diz que vai doar seu primeiro salário para associação.Na campanha, ameaçou fechar a Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Do G1 São Paulo

   João Doria (PSDB) frase Doria (Foto: Jales Velquer/FotoArena/Estadão Conteúdo)

O prefeito eleito João Doria (PSDB) cometeu uma gafe durante visita ao bairro de Perus, na Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira. Durante entrevista, Doria chamou a AACD, de "Associação para Criança Defeituosa" (o nome correto da entidade é Associação de Assistência à Criança Deficiente). Doria dizia que iria doar seu primeiro salário como prefeito à entidade. Doria citou o nome antigo da fundação, que por 50 anos (de 1950 a 2000) era chamada de Associação de Assistência à Criança Defeituosa.

Procurada pelo G1, a assessoria do prefeito eleito informou mais tarde que ele "reconhece o erro e pede desculpas pelo uso equivocado da expressão". Segundo a assessoria, "o equívoco foi cometido porque no passado o nome da associação era Associação de Assistência à Criança Defeituosa".

Ouça a declaração no site da CBN.

"Quero voltar a dizer a vocês aquilo que repeti durante a campanha, que eu não quero receber nenhum salário. Durante os 48 meses como prefeito de São Paulo, vou doar os 48 salários. E a primeira entidade que vai receber meu salário no mês de janeiro é a AACD, a Associação para as Crianças Defeituosas (sic), que é uma entidade respeitável, que realizou um excepcional trabalho na cidade de São Paulo", disse Doria. "Será a primeira entidade a receber integralmente o cheque do salário do prefeito, vai ser entregue para essa entidade."

Nos primeiros dias de campanha eleitoral, Doria disse que fecharia sete secretarias municipais, entre elas a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Após a repercussão negativa, Doria voltou atrás e afirmou que manteria esta secretaria em seu governo.

Doria citou nome antigo

A gafe de Doria remete ao nome de fundação da AACD. De acordo com o site da associação, "a entidade foi fundada em 1950 pelo médico Renato da Costa Bomfim, com o objetivo de tratar e reabilitar vítimas de paralisia infantil, doença que vitimava grande parcela da população naquela época. Com o passar do tempo a AACD se especializou no tratamento de deficiências físicas que comprometem o aparelho locomotor".

"No ano 2000, ao completar meio século de vida, a AACD mudou de nome graças a um plebiscito feito entre seus pacientes, que consideraram o nome original – Associação de Assistência à Criança Defeituosa - inadequado. Dessa forma, a entidade passou a chamar Associação de Assistência à Criança Deficiente", diz o site.

Fonte: g1.globo.com

Esculturas táteis chegam ao Memorial da Inclusão

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O escultor Rogério Ratão que possui deficiência visual, terá expostas 12 obras de cerâmica que podem ser tateadas por pessoas cegas

Chega ao Memorial da Inclusão, espaço cultural que fica na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a exposição temporária “Impressões Táteis” do escultor Rogério Ratão.

De 07 a 27 de outubro, os visitantes poderão tocar doze esculturas de quatro séries de diferentes momentos da trajetória do artista, produzidas entre 1994 e 2015.

O escultor e ceramista Rogério Ratão adquiriu deficiência visual quando tinha 18 anos e desde então iniciou seus estudos em escultura tomando seu corpo como principal referência para a compreensão da anatomia e sua relação com o espaço. Suas esculturas, que podem ser apreciadas pelo tato, apresentam claras influências de artistas como Victor Brecheret, Lasar Segall, Constantin Brancusi e Amedeo Modigliani.

Seu processo criativo é pautado na busca por referenciais artísticos adquiridos especialmente em visitas a museus e exposições, visando o aprimoramento de sua técnica, por meio da intensa produção, pesquisa e em sua atuação como professor de escultura de cursos para diferentes públicos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sobre esse processo, o artista ressalta: “guardo na memória tátil todas as formas e volumes que um dia toquei e me impressionaram. A paixão pelas linhas simples, retas ou curvas, estimula meus sentidos a criar”.

Alés das visitas durante a semana, o Memorial da Inclusão abre suas portas nos últimos sábados de cada mês. Em razão do feriado de 28/10 (Dia do Servidor Público), o Memorial da Inclusão abrirá, excepcionalmente, no sábado dia 22/10, das 13h às 17h. A exposição “Impressões Táteis” ficará em cartaz até 27 de outubro. Não perca!

SERVIÇO
Exposição Temporária: “Impressões Táteis”
Período de visita: 07 a 27 de outubro

Horário: 10h às 17h – segunda a sexta
Exposição extra no sábado, dia 22/10, a partir das 13h

Local: Memorial da Inclusão – Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo/SP

Entrada Gratuita

Fontes: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo - turismoadaptado.wordpress.com

Anestesista com Asperger supera suas dificuldades para salvar vidas


Som de diferentes aparelhos médicos, luzes brilhantes, cheiro de cimento ósseo, muitas pessoas falando ao mesmo tempo e mais importante: uma vida para ser salva. Com certeza, não é o ambiente que você esperaria encontrar uma pessoa com Asperger trabalhando.

No entanto, essa é a rotina de mais de 28 anos da anestesista americana especializada em neurocirurgia Anita Lesko.O mais surpreendente é que Anita só foi diagnosticada com Asperger aos 50 anos, após anos de profissão, quando um colega de trabalho comentou sobre as características do filho.

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Embarcar nessa carreira não foi fácil, Anita teve que enfrentar as questões sensoriais para entrar na sala de cirurgia e aprender a ser flexível para interagir com muitas pessoas. Ela acredita que atendeu mais de 50.000 casos e interagiu com mais de 1 milhão de pessoas.

“Sei que muitas pessoas com transtorno do espectro autista têm um emprego, o que é ótimo. Mas é raro encontrar alguém que trabalha com alto stress e muita interação social. Quero ser uma inspiração para os outros e mostrar que é possível conseguir grandes coisas, se você se for além de sua zona de conforto e seguir seus sonhos” disse Anita.

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Fontes: mighty.com - olhanosaqui.com.br

Homem tetraplégico sente toque em mão robótica após implante cerebral

Trata-se da 1ª vez que implante neural permite que uma pessoa tenha a sensação do toque através de prótese via estímulo direto no cérebro

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Um homem tetraplégico nos Estados Unidos conseguiu sentir o toque em uma mão robótica através de eletrodos implantados no seu cérebro.

Nathan Copeland, de 27 anos, sofreu um acidente de carro há cerca de dez anos. O impacto afetou sua espinha dorsal, deixando-o paralisado do peito para baixo. Apesar de conseguir levantar seus pulsos, Copeland perdeu a maior parte da sensação do tato.

Mas agora, cientistas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh anunciaram que obtiveram sucesso ao implantar quatro chips no cérebro de Copeland, dando a habilidade de controlar um braço robótico com sua mente e sentir quando alguém tocasse os dedos da prótese.

Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira vez que um implante neural permitiu que uma pessoa pudesse ter a sensação do toque através de uma prótese ao estimular diretamente seu cérebro.

Em vídeo publicado pela universidade, Copeland descreve a sensação. “Eu senti como se tivesse meus dedos tocados ou empurrados”.

A pesquisa foi publicada no jornal Science Translational Medicine. Os cientistas implantaram dois chips na região cerebral responsável por controlar os movimentos, o chamado córtex motor. Isso permitiu a Copeland controlar o braço robótico simplesmente ao pensar sobre isso. Vale ressaltar que o braço robótico não é incorporado ao seu corpo e sim a uma área externa localizada no laboratório.

Outros dois chips adicionais foram implantados na parte do cérebro responsável pela sensação, o chamado córtex sensorial.

Os eletrodos, então, são ligados a um computador externo por meio de cabos conectados a uma espécie de “tomada” instalada no crânio de Copeland. O computador foi conectado, por sua vez, a sensores no braço robótico. Quando alguém toca alguns dos dedos robóticos, os sensores retransmitem a informação ao computador, que depois dizem aos eletrodos para ativarem o córtex sensorial.

A pesquisa anuncia um grande passo para a recuperação de movimentos em pessoas com deficiência motora no futuro. No entanto, ainda levará tempo para que pacientes possam usufruir dela no dia a dia. Da mesma forma que exoesqueletos que não recorrem a sistemas tão invasivos, os cientistas de Pittsburgh precisam desenvolver uma forma de tornar a tecnologia acessível para uso além do laboratório. Por enquanto, a prótese robótica exige uma quantidade enorme de cabos e o sistema exige computadores robustos.

Os resultados da recente pesquisa somam-se a outros bem-sucedidos na área, como a pesquisa do projeto Andar de Novo, comandada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.

No início de agosto, Nicolelis anunciou resultados inéditos do projeto, publicados na Scientific Reports.

O artigo científico reflete os resultados dos primeiros doze meses da pesquisa clínica do Andar de Novo. A conclusão é que após uma espécie de treinamento “cerebral”, com uso de um exoesqueleto artificial, conectado a um sistema não invasivo que liga o cérebro humano a um computador e ainda sessões de realidade virtual, os pacientes conseguiram recuperação neurológica parcial, ou seja, retomaram parcialmente a habilidade motora, a sensação tátil, além de funções viscerais.

Fontes: idgnow.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Deficiente visual tem encontro emocionante com Mickey Mouse na Disney - Veja o vídeo.

por Extra

Foto: Reprodução / Facebook


O que você faria se estivesse frente a frente com um ídolo mundial que encanta gerações há quase 90 anos? Basílio Santana, um deficiente visual de férias na Disney esteve com Mickey Mouse e emocionou a todos com o encontro entre os dois.

Click AQUI para ver o vídeo.

Delicadamente, Mickey vai ao encontro de Basílio e o leva até o centro do espaço onde fica, enquanto uma pessoa avisa: “Ei, Mickey, esse é seu amigo do Brasil”. O carinhoso personagem fala com entusiasmo: “Uau, você é mesmo do Brasil? Meus amigos me ensinaram algumas palavras em português, deixe-me ver se eu lembro... ‘Podemos tirar uma foto juntos? Fantástico’”, disse, arranhando o português. Depois, Mickey coloca as mãos de Basílio para sentir seu rosto.

Ao fundo, podemos ouvir uma voz que pergunta: “E aí, está lembrando Basílio? Está lembrando como ele é?”, “Sim”, responde emocionado. Os dois, então, partem para um longo abraço, emocionando a todos no local.

Menino autista que não pode ser tocado faz amizade com cão terapeuta

BBC Brasil

Facebook/4 Paws for Ability
Kainoa, 5, viajou do Japão, onde mora, até os Estados Unidos para conhecer o cachorro Tornado
Kainoa, 5, viajou do Japão, onde mora, até os Estados Unidos para conhecer o cachorro Tornado

Um menino com autismo que não pode ser tocado ou abraçado se conectou pela primeira vez com alguém: seu cão terapeuta.

Kainoa Niehaus, 5, viajou do Japão ao centro 4 Paws For Ability (4 patas pela capacidade, em tradução livre), em Ohio (EUA), após dois anos esperando que um cachorro ficasse disponível.

Shanna, mãe do menino, compartilhou uma foto do filho descansando a cabeça em Tornado. "Está vendo este momento? Nunca tinha experimentado um momento como esse", escreveu na publicação.

"Esta foto captura o rosto de uma mãe que vê seu filho -- a quem ela não pode abraçar, dar banho, trocar de roupa, mimar e tocar -- deitar livremente sobre seu cão terapeuta por desejo próprio, num vínculo intencional e direto", continuou a mãe.

"Esta é a cara de uma mãe que viu seu filho passar por incontáveis experiências mal sucedidas de interação social, na tentativa de fazer um amigo. Qualquer amigo. Qualquer tipo de conexão."

A mãe escreveu que se sentava com o filho à noite "enquanto ele chorava porque não conseguia criar ligações consistentes fora da família". "E isso por mais que ele tentasse e se dedicasse nas terapias."

"Isso não se transfere para o mundo natural dele. E agora ela está sentada atrás de seu filho assistindo a esse momento silenciosamente, sem ar nos pulmões, sem palavras para falar."

4 Paws For Ability é uma ONG que fornece cães de serviço para crianças com deficiência e idosos que perderam o uso dos membros ou a audição.

O post de Shanna Niehaus na página de Facebook "Love What Matters" (Ame o que importa, em tradução livre), que mostra seu filho deitado em cima do cão terapeuta, teve mais de 200 mil compartilhamentos.

Para pegar Tornado, a família teve que viajar do Japão, onde mora, aos Estados Unidos.

"Cada luta pelo meu filho vale a pena, cada diagnóstico, cada novo fornecedor, cada dólar gasto, cada papel preenchido, cada reunião escolar, cada lágrima derramada, cada passo à frente, cada passo atrás, cada incerteza", escreveu Shanna. "De alguma forma por causa disso, por causa de Tornado, eu sei que tudo vai ficar bem."

O que é autismo?
Autismo é um distúrbio de desenvolvimento que pode causar problemas de interação social, habilidades de linguagem e comportamento físico.

Pessoas com autismo podem ser mais sensíveis às informações sensoriais cotidianas. Para elas, o mundo pode parecer caótico, sem fronteiras, ordem ou significado.

O transtorno varia de moderado a severo, e a pessoa pode ficar quase incapaz de se comunicar, precisando de cuidado 24 horas.

Bebê com Síndrome de Down é rejeitado por agência de modelos e motiva campanha nos EUA

Por: Extra

Asher Nash: da rejeição em agência ao sucesso em campanha de associação
Asher Nash: da rejeição em agência ao sucesso em campanha de associação Foto: Reprodução/Facebook

"Não pedimos um bebê com necessidades especiais": esta foi a resposta que a americana Meagan Nash ouviu de uma agência ao levar seu filho Asher Nash para um teste. A criança é portadora de Síndrome de Down.

                              

Abalada e, principalmente, indignada com a resposta recebida, Meagan procurou a "Kids With Down Syndrome", associação dos EUA cujo foco é lutar pela inclusão de crianças portadoras da síndrome na sociedade civil.

                                          

A "KWDS", então, decidiu iniciar uma campanha para que grifes infantis contratem Asher para estrelar a divulgação de suas coleções. Publicada no Facebook da associação, a foto já foi compartilhada quase 114 mil vezes e tem quase 95 mil curtidas.

Ao site "The Mighty", Meagan afirmou que não quer que seu filho seja chamado para trabalhos publicitários por conta apenas da repercussão do infeliz incidente na agência.

                                 

"Quero usá-lo para que valorizem e vejam o quanto ele poderia contribuir para a propaganda. Crianças com Síndrome de Down e outras deficiências são seres humanos incríveis, e eu quero que as empresas desejem ajudar a modificar a percepção do mundo sobre isso", disse a mãe de Asher em entrevista.

                                   

Instituto procura famílias para abrigarem futuros cães-guia

Interessados devem entrar em contato com o Instituto Magnus para receberem filhotes para adequação antes do treinamento para serem cães-guia

Foto de um filhote de cachorro da raça labrador, sentado na grama, entre folhagens, com olhar atento.

O Instituto Magnus, está iniciando um trabalho de adestramento de cães-guia, está cadastrando famílias de Sorocaba e região interessadas em abrigar os filhotes antes do início do treinamento. Numa primeira fase do projeto são 32 filhotes, das raças Golden Retriever e Labrador, que buscam um lar temporário, até completarem um ano de vida, quando depois seguirão para receber todos os ensinamentos necessários. Após serem capacitados, os cães serão doados a deficientes visuais.

De acordo com George Harrison, especialista do Instituto Magnus, a infraestrutura que abrigará a administração e o canil está sendo construída em Salto de Pirapora para receber os cães em 2017. Até lá, conforme forem nascendo e sendo selecionados — de acordo com as características necessárias para a atividade –, os cães ficarão na casa das famílias voluntárias a partir dos dois meses de vida. Estas receberão auxílio para compra de ração, medicações e também para promover a educação do animal para o convívio caseiro.

Isso porque o primeiro ano de vida de um futuro cão-guia não é somente de esperar o momento do adestramento, mas de aprender as regras de convivência. “Eles devem aprender que chinelos não são brinquedos e que não pode subir na cama, por exemplo”, explica.

Além disso, a família também deve ter disponibilidade para circular com o cão por diversas situações, como atividades de lazer, viagens, no transporte público, por exemplo. Isso, conta George, é a parte mais difícil do trabalho. “Se está acompanhando o cego, o cão-guia até é bem-vindo. Mas muita gente não entende que o filhote em socialização também precisa entrar nos lugares para aprender”, afirma. Nessa missão, a família voluntária contará com o apoio de documentos, que comprovam a situação, e até coletes que identificam os cachorros como cão-guia em treinamento.

Linhagem e comportamento

George Harrison explica que a escolha dos cachorros que têm perfil para atuar como cães-guia segue uma série de requisitos, que vão desde as características dos pais, genética, até traços de personalidade do filhote, como amabilidade. As raças Golden Retriever e Labrador são as mais comumente utilizadas pelo seu temperamento. “São muito inteligentes e dóceis”, diz. Além disso, essas raças são muito bem recebidas pelas outras pessoas quando entram nos ambientes. “Os primeiros cães-guia que se têm notícia são os pastores alemães. Eles também são aptos, mas passam uma imagem de cão de guarda, que muitas vezes as pessoas não gostam.”

Um dos pontos mais questionados durante a apresentação do projeto, que aconteceu na última terça-feira, num evento da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), foi a dificuldade que as famílias podem ter de se desapegar do animal. “É como um filho, que cuidamos e ele segue sua vida. Só que com o cão isso acontece num espaço mais curto de tempo. A satisfação dessas pessoas é saber que esses animais irão mudar completamente a vida de um deficiente visual.”

As famílias interessadas em se cadastrar devem enviar uma mensagem para o e-mail: contato@institutomagnus.org.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Cachorro de estimação surdo aprende língua de sinais - Veja o vídeo.



Maltratado pelos seus antigos donos, viciados em heroína, o cão Horus ganhou uma nova vida ao lado ao lado de Rosie Gibbs. Com ela, o animal de estimação se destacou aprendendo a linguagem de sinais, agora ele já sabe mais de 50 comandos.



O cão, que já tinha sido adotado, foi devolvido por outros donos por inúmeros problemas causados por seu problema auditivo.

Depois disso, Horus, passou 18 meses trancado em canis à espera de um novo lar que o acolhesse. Até que Rosie chegou e adotou Horus, em busca, especificamente, de um cão surdo.

Rosie é um entusiasta da linguagem de sinais e queria mostrar que cães surdos podem aprender essa linguagem, e hoje leva uma vida feliz, saudável e inteligente.


Gêmeos siameses separados após a mais longa cirurgia do tipo da história abrem os olhos pela primeira vez

Cirurgia foi conduzida pelo Dr. James Goodrich, considerado o principal especialista da área

Do R7

Foto: Reprodução/ Daily Mail


Jadon e Anias, os gêmeos siameses separados na semana passada em uma história que virou manchete no mundo inteiro, abriram os olhos pela primeira vez após a mais longa cirurgia do tipo da história.

Os meninos de 13 meses de idade ainda estão se recuperando em suas camas no hospital Montefiore, cinco dias após sua cirurgia de separação.

E, na manhã desta terça-feira (18), os dois abriram os olhos pela primeira vez durante uma transmissão ao vivo da rede CNN pelo Facebook.

Em comparação com seu irmão, Jadon ficou relativamente estável durante toda a cirurgia, e teve uma recuperação extremamente rápida. Ele moveu o braço esquerdo no dia seguinte à operação. Agora, os médicos estão trabalhando nos movimentos de sua perna esquerda.

Jadon já tinha aberto os olhos, e agora está começando a sorrir. Mas para o pequeno Anias, a experiência foi inédita. Mesmo seus olhos se abrindo pouco, era muito mais do que os médicos esperavam neste momento.

Anias lutou pela vida durante toda a cirurgia. A cada corte feito pelos médicos, sua frequência cardíaca despencava. Ainda assim, os pais de Anias afirmam estar otimistas sobre sua recuperação.

Os dois gêmeos siameses unidos pela cabeça foram separados com sucesso na manhã de sexta-feira (14) no Hospital Infantil do Centro Médico Montefiore, no Bronx (Estados Unidos).

Jadon e Anias McDonald entraram na mesa de operação na quinta-feira (13). O processo de separação durou mais de 16 horas e foi seguido por outra cirurgia para reconstruir os crânios das duas crianças.

Os gêmeos McDonald foram responsáveis pela mais longa cirurgia de separação de crânios. Os procedimentos duraram mais de 27 horas.

Nicole e Christian teve que tomar uma decisão agonizante, optando para o procedimento, mesmo que realizado grandes riscos, incluindo a possibilidade de morte ou danos cerebrais de longo prazo para um ou ambos os rapazes.






Seleção Brasileira de rugby em cadeira de rodas é convocada para torneio na Áustria

Por CPB

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
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Atletas de Rugby em CR em treinamento na aclimatação da delegação paralímpica brasileira para os Jogos Rio 2016.

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) divulgou nesta quinta-feira, 20, a convocação da Seleção Brasileira que atuará no Torneio Open da Áustria. O evento acontecerá de 29 de novembro a 6 de dezembro, na cidade de St. Pölten.

Confira os convocados:

ATLETAS
Alexandre Vitor Giuriato – Associação de Esportes e Cultura Superação - GIGANTES
Marcílio dos Santos – Associação de Esportes e Cultura Superação – GIGANTES
Miguel Soares Paulino – Associação de Esportes e Cultura Superação – GIGANTES
José Raul Schoeller Guenther – Associação de Esportes e Cultura Superação - GIGANTES
Gilson Dias Wirzma Junior – Gladiadores Curitiba Quad Rugby
Rafael Hoffmann – Gladiadores Curitiba Quad Rugby
José Higino de Oliveira Souza – Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby
Davidson Daniel Oliveira Alves – Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby
Davi Rodrigues Coimbra Abreu – Minas Quad Rugby
Júlio Cezar da Rocha – Minas Quad Rugby
Guilherme Camargo – Minas Quad Rugby
Daniel Gonçalves – Associação Santer de Ação Comunitária

PROFISSIONAIS TÉCNICOS
Técnica – Ana Paula Boito Ramkrapes – Associação de Esportes e Cultura Superação - GIGANTES
Auxiliar Técnico – Antônio Manoel Pereira – Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby
Árbitro – Luiz Claudio dos Santos
Fisioterapeuta – Ana Carla Fonseca da Silva
Mecânico – Marco Aurélio dos Santos Pereira – ASSIDEF
Técnica de Enfermagem – Patrícia Carla Furtado da Silva
Médica – Karyna Lucena Valença de Souza – Gladiadores Curitiba Quad Rugby
Apoio – David Lobato Borges – CETEFE
Psicóloga – Rita de Oliveira Souza
Coordenadora Técnica – Michelle de Medeiros Domiciano
Chefe de Missão – Luiz Claudio Alves Pereira

Com informações da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC).

Fonte: cpb.org.br

Clodoaldo Silva ganha cadeira em sua homenagem em exposição em SP

Por CPB

Washington Alves/MPIX/CPB
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Clodoaldo Silva durante entrevista coletiva

Após levar o Brasil ao pódio inúmeras vezes, o multimedalhista paralímpico Clodoaldo Silva, “o tubarão das piscinas”, foi homenageado em exposição que retrata personalidades icônicas em forma de cadeiras. O nadador se despediu das piscinas durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e acumulou, ao longo de sua carreira, 14 medalhas em Paralímpiadas e nove medalhas de ouro em Campeonatos Mundiais.

A exposição Chairs, Who is Who acontece até 30 de outubro no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A mostra é aberta ao público e apresenta uma releitura de cadeiras que representam artisticamente a personalidade de convidados ilustres. Além do atleta paralímpico Clodoaldo Silva, outras personalidades conhecidas foram representadas, como a apresentadora Sabrina Sato, a modelo Paola Antonini e o ator e embaixador paralímpico Paulo Vilhena.

“Escolhemos as cadeiras, pois através de sua trajetória, nos mostram inúmeras faces que vão além da sua funcionalidade e do ato de sentar. Hoje, elas fazem parte do nosso dia a dia, garantindo conforto e expressando toda sua personalidade na decoração. São verdadeiros objetos de desejo e ganharam status de obra de arte, marcando a história do design de interiores”, diz a curadora da exposição, Sandra Teschner.

A cadeira de Clodoaldo Silva, por exemplo, reúne elementos que lembram o nadador, como um tubarão, óculos e sunga, além da bandeira do Brasil.

A ação tem continuidade com minicadeiras customizadas por artistas, artesãos, celebridades e estarão disponíveis para a venda no hotsite www.profashional.com/chairs. Toda a renda arrecadada será revertida para as novas próteses de Maria Eduarda Salles, biamputada por conta de uma doença que causa defeito de formação dos membros inferiores.

Aos quatro anos de idade, Duda é uma menina cheia de energia, que nasceu com uma doença congênita chamada hemimelia tibial bilateral, que levou à amputação de suas duas pernas em 2015. Por estar em fase de crescimento, precisa de uma nova prótese.

Fonte: cpb.org.br

A inclusão da pessoa com deficiência na mediação de conflitos

por: Fernanda Mayumi Kobayashi - Advogada*

A inclusão da pessoa com deficiência na mediação de conflitos

A questão da deficiência no ser humano é tema presente há muito tempo na história da humanidade. O Estado, como responsável pelo tratamento adequado das pessoas com deficiência, tem o dever de implementar medidas de proteção que viabilizem o exercício de direitos e liberdades fundamentais por parte desses sujeitos. A sociedade, igualmente, tem o seu papel: dedicar mais atenção e respeito às problemáticas que envolvem a vida de uma pessoa com deficiência em nosso País.
Cientes dessa responsabilidade, é hora de levantar algumas considerações a respeito da inclusão das pessoas com deficiência na denominada mediação de conflitos. É possível considerar os espaços voltados à essa prática realmente acessíveis? Os mediadores estão preparados para lidar com esse público no dia a dia da profissão? E quais seriam as medidas necessárias para a inclusão efetiva desses sujeitos no novo cenário da mediação?
Desde já, é possível destacar ao menos duas perspectivas pelas quais o tema pode ser abordado: por um lado, os desafios no acesso de pessoas com deficiência à formação profissional para que atuem como mediadores e, por outro, as dificuldades dessas pessoas quando inseridas na posição de mediados, isto é, na condição de sujeitos que recorrem à mediação para o tratamento de seus conflitos.
Para fins da presente análise, e não deixando de reconhecer imprescindível o debate sobre todas as faces do problema, serão priorizados os desafios da segunda abordagem, isto é, daqueles decorrentes de situações em que um ou mais mediados são pessoas com deficiência.
Existem diversos critérios para definir o conceito de pessoa com deficiência. Em termos etimológicos, o dicionário [1] traz algumas definições. Já o Estatuto da Pessoa com Deficiência [2], em seu art. 2º, considera pessoa com deficiência “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”. Vale notar que tal definição equipara-se à prevista na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto n. 6949/09 [3].
Sem a pretensão de esgotar o estudo sobre o tema, é valiosa a lição de Luiz Alberto David Araujo [4], segundo o qual:
"O que define a pessoa com deficiência não é falta de um membro nem a visão ou audição reduzidas. O que caracteriza a pessoa com deficiência é a dificuldade de se relacionar, de se integrar na sociedade, de estar incluído socialmente. O grau de dificuldade para a inclusão social é que definirá quem é ou não pessoa com deficiência"
De acordo com o autor, a deficiência há de ser entendida não apenas pela constatação de uma falha sensorial ou motora, por exemplo, mas também pelo grau de dificuldade para a inclusão e adaptação social desse indivíduo.
Independentemente do conceito que se pretenda adotar, é certo que as pessoas com deficiência no Brasil – e no resto do mundo – enfrentam diversas formas de segregação da sociedade. E, no campo da mediação de conflitos, não é diferente.
O grande destaque dado atualmente à mediação tem diversas origens, dentre elas, o esforço legislativo na positivação de normas a respeito do tema. Nesse sentido, e apenas para exemplificar, temos o Código de Processo Civil de 2015 [5] e a própria Lei da Mediação [6].
Ocorre que, seguindo o padrão de políticas públicas do Estado, o implemento da mediação foi traçado com base em características da maioria da população que, nesse contexto, traduz-se em sujeitos sem qualquer deficiência. Tal premissa ocasiona a falta de representatividade das pessoas com deficiência em praticamente todos os projetos e expectativas que envolvem a mediação de conflitos. E a consequência disso é previsível: mais uma forma de segregação desses indivíduos da sociedade.
Quando verificamos que um dos principais norteadores da mediação é a isonomia entre as partes (art. 2º da Lei da Mediação), o problema torna-se ainda mais evidente. Se os espaços voltados à prática da mediação apresentam barreiras arquitetônicas, ou ainda, se tais ambientes não dispõem de mediadores preparados para o atendimento dessas pessoas, é muito difícil contemplar eventual isonomia.
Não é demais lembrar que além dos obstáculos arquitetônicos, urbanísticos ou de transportes, a acessibilidade inclui o combate às barreiras na comunicação e na informação, de modo que não haja “qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação" [7].
Nesse ponto, outro princípio merece a nossa atenção: o princípio da oralidade, previsto tanto no Código de Processo Civil de 2015 quanto na Lei de Mediação [8].
Segundo tal princípio, os atos praticados nos encontros de mediação devem ser, preferencialmente, na forma oral, de modo que apenas disposições essenciais sejam reduzidas à forma escrita.
No entanto, tal prioridade na oralidade não pode ignorar o contexto fático em que a mediação é realizada, tampouco as necessidades das pessoas envolvidas nela, como é o caso das pessoas com deficiência na fala ou na audição, que precisam de intérpretes de Libras ou mesmo se expressar por meio da escrita.
Como bem observam Fernando Gama de Miranda Netto e Irineu Carvalho de Oliveira Soares [9]:
“Nesse caso, o Centro de Mediação responsável deve estar adaptado a essas pessoas, fornecendo a acessibilidade necessária a sua interação no processo mediacional, ou seja, não pode vetar o uso de outros meios ou o seu uso integrado com a forma de comunicação oral. É imperativo, portanto, que existam mediadores que conheçam a Língua Brasileira dos Sinais. Afinal, é a mediação que deve se adaptar às pessoas, e não o contrário."
Em outras palavras, toda e qualquer entrave à participação desses sujeitos em encontros de mediação deve ser objeto de atenção por parte do governo e da sociedade. Esse cuidado deve se refletir em participação ativa da União, Estados, Distrito Federal e Municípios [10], uma vez que a proteção das pessoas com deficiência consiste em norma programática da Constituição Federal, além de dever ético atrelado a conscientização acerca de realidades coexistentes às nossas.
A pessoa com deficiência tem direito à acessibilidade para poder realizar todas as suas atividades livremente, sem ser objeto de tratamentos diferenciados ou destoantes da maioria. Como todo ser humano, querem apenas integrar-se socialmente para, assim, viverem sem o paternalismo ou o assistencialismo característicos de determinadas políticas da atualidade. À todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a mediação de conflitos, fica a reflexão: ainda há muito o que ser feito nessa área. E, nesse momento, humildade e empatia para reconhecer as dificuldades do outro é fundamental.
*Fernanda Mayumi Kobayashi é advogada, graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), pós graduada em Mediação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP) e membro da Comissão de Mediação da OAB/SP (116ª Subseção Jabaquara/Saúde).
REFERÊNCIAS
1[1] No Dicionário Houaiss, «deficiente, adj. 1. Que tem alguma deficiência; falho, falto. 2. Que não é suficiente sob o ponto de vista quantitativo; deficitáro, incompleto 3. … 4. Aquele que sofre ou é portador de algum tipo de deficiência…». HOUAISS, Antonio e VILLAR, Mauro Salles. Dicionário da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro: Objetiva, 1ª edição, 2001.
2[1] Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015. Disponível em: . Acesso em:14 de fevereiro de 2016.
3[1] Decreto nº 6.949 de 25 de agosto de 2009. Disponível em: . Acesso em: 14 de fevereiro de 2016.
4[1] ARAUJO, Luiz Alberto David. A proteção constitucional das pessoas portadoras de deficiência. 3ª. Edição. Brasília: CORDE, 2001. Originalmente apresentada como Tese (Doutorado) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 14 de fevereiro de 2016. 
5[1] Lei nº 13.105 de 16 de março de 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 de fevereiro de 2016.
6[1] Lei nº 13.140 de 26 de junho de 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 de fevereiro de 2016.
7[1]Art. 3º, inciso IV, alínea d da Lei nº 13.146 de 06 de julho de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm. Acesso em: 14 de fevereiro de 2016.
8[1] Art. 2, inciso III da Lei nº 13.140/15 e art. 166 do Código de Processo Civil de 2015.
9[1] ALMEIDA, Diogo Assumpção Rezende de. A mediação no novo Código de Processo Civil. Coordenação: Diogo Assumpção Rezende de Almeida, Fernanda Medina Pantoja, Samantha Pelajo. In: Princípios procedimentais da mediação no novo Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2015.  p. 112-113.
10[1] Art. 23, inciso II da Constituição Federal: “É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (…) II – cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência (…)”
Fonte: justificando.com

Alunos desenvolvem projetos para pessoas com deficiência

por Agência Brasil

Foto: Agência Brasil
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Alunos das Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia participam da 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza, no Centro de Eventos Pro Magno

Um robô acionado por um aplicativo para smartphone e que funciona como guia na locomoção de deficientes visuais, conduzindo o usuário de maneira segura, é um dos projetos apresentados na 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), que começou hoje (19) e termina no dia 21. Os 210 projetos são baseados em conhecimentos adquiridos na sala de aula e têm como objetivo atender as necessidades de pessoas com deficiência e equacionar problemas ambientais, além de mostrar soluções criativas para o cotidiano.

De acordo com o professor-orientador da equipe criadora do robô, Dalton Bochelli, a ideia é vender a prestação do serviço e não o robô. “Eles podem prestar o serviço para empresas como Metrô, casa de espetáculo, shopping center, aeroporto, para fornecer acessibilidade aos usuários”, explicou. O projeto consiste em uma bengala com rodinhas e sensores que indicam os obstáculos no caminho. “O portador de deficiência baixaria o aplicativo para o seu celular e assim que ele entra no local o celular vibra avisando que há aquele serviço no local”.

Um dos idealizadores da bengala robô, Otávio Pelegrini Buscarato, aluno de Automação Industrial na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Itaquera, explica que a bengala inteligente começa a funcionar quando a pessoa coloca o indicador em um sensor em sua ponta superior. “No caso do Metrô ele consegue seguir as linhas táteis, consegue identificar os locais por meio de um GPS do próprio metrô e por meio da vibração do celular ele identifica onde ele chegou”.

Meio ambiente

Voltado para a economia de água, o vaso sanitário inteligente reduz a água da descarga para 1,5 litro, utilizando pressurização com um jato de ar dentro do vaso sanitário. Segundo o orientador, Raphael Garcia Moreira, a equipe do curso de manutenção industrial da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Osasco, já está com a invenção patenteada e há duas empresas de grande porte interessadas em comercializar o produto, que tem um custo muito baixo para instalação.

“É preciso só trocar a tampa do vaso sanitário. Hoje se a pessoa for usar descarga com vácuo vai ter que trocar tubulação, vaso, fazer uma adaptação trabalhosa e cara na casa. Lembrando que cada pessoa em média dá cinco descargas por dia e em uma residência média de São Paulo há quatro pessoas. As caixas acopladas convencionais mais eficientes usam seis litros de água e com a nossa podemos economizar muito”, defendeu.

Para esta edição da Feteps foram inscritos 1.047 projetos de estudantes, dos quais foram selecionados 156 das Etecs e 39 de Fatecs, além de projetos de estudantes do Amazonas, Chile, Colômbia, México e Peru. No último dia da feira serão premiados os melhores trabalhos em cada categoria, seguindo critérios de inovação, criatividade e apresentação.

Fontes: tecnologia.terra.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Nada de Barbie: Empreza faz bonecas de pano negras, cegas e cadeirantes

A Preta Pretinha, de São Paulo, é uma loja de bonecas e bonecos de pano diferentes: negros, muçulmanos, indígenas, cadeirantes, carecas etc.; acima, Joyce Venâncio, uma das sócias.

Andréa Carneiro Colaboração para o UOL, em São Paulo

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Barbie não me representa. Foi essa ideia e a lembrança da avó que inspiraram a psicóloga e administradora de empresas Joyce Venâncio a abrir a Preta Pretinha, uma loja de bonecas (e bonecos) de pano diferentes: negras, muçulmanas, indígenas, cadeirantes, carecas etc. Cada uma custa entre R$ 15 e R$ 240.

"O meu negócio esteve sempre diante de mim. Quando éramos pequenas, minha avó Maria Francisca fazia bonecas e, por só haver modelos brancos no mercado, comprava meias de seda, tingia de marrom e cobria as bonecas. Depois, ela fazia oficinas para nos ensinar a produzir", conta.

O negócio atual foi criado ao lado das irmãs. Joyce é responsável por estratégia e pesquisa de público. Uma das irmãs, Lúcia, formada em ciência atuariais, cuida das finanças. Com curso de secretariado executivo bilíngue, Cristina, a outra irmã, é responsável pelo design dos produtos. Há, ainda, mais três funcionários.

'As pessoas se veem nos produtos'

"Nós, como mulheres negras empreendedoras, trabalhamos também com autoestima e empoderamento. As pessoas se veem nos produtos. Crianças e adultos ficam encantados, porque nosso produto atinge todas as idades", diz Joyce. "Criamos e desenvolvemos um trabalho que ajuda as pessoas a driblarem dificuldades. É muito prazeroso."

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Além da loja, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, Joyce dá palestras em escolas e universidades sobre diversidade e inclusão e escreveu o livro "As Aventuras de Preta Pretinha - Cuidando do Planeta Terra" (Scortecci Editora). O livro conta a história de crianças que educam os pais sobre temas relacionados ao meio ambiente.

Começaram há 16 anos com R$ 10 mil

O investimento inicial no negócio foi de R$ 10 mil, usados para comprar duas máquinas de costura e o material para a produção, em 2000. "A montagem da loja era simples, com recursos próprios e com as bonecas muito em evidência", conta Lúcia.

No sexto mês, após a loja aparecer em uma reportagem de TV, a produção diária passou de 15 para 40 bonecas e, assim, o negócio começou a dar retorno. Com o crescimento, deixaram o primeiro endereço, de 15 metros quadrados, e se mudaram para um maior, de 125 metros quadrados.

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Em 2008, mais um salto. "Estabelecemos parcerias e formamos uma carteira de clientes para entrar no atacado", conta Lúcia. A produção saltou para 200 bonecas por dia. Atualmente, varia de 250 a 300 por dia. "A marca da produção 100% artesanal nunca se perdeu", diz.

Elas não revelam lucro nem faturamento. As vendas para o consumidor final respondem por 30% do faturamento. O restante vem da venda no atacado, para outros lojistas --nesse caso, o preço varia conforme o contrato. O prazo de entrega é de, no máximo, 40 dias.

Planos: loja virtual e licenciamento

Agora em outubro, a empresa pretende começar a vender também pela internet. Atualmente, as bonecas já são enviadas sob encomenda para todo o Brasil, por Correio ou transportadora, mas a transação passará a ser feita totalmente pela nova plataforma digital. 

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As empreendedoras buscam também um parceiro para licenciar a marca, produzir em larga escala e levar as bonecas para todo o mundo. "Estamos prontas. Acreditamos muito no potencial de transformação social. O momento é de expansão. Não dá para pensar pequeno", diz Joyce. Além das tradicionais bonecas de pano, as irmãs buscam também parceiros para fabricar bonecas de vinil.

Negócio anterior falhou

Antes de investirem na loja de bonecas, as irmãs haviam apostado em um café no Jardim Bonfiglioli, também na zona oeste da capital paulista. Alugaram um imóvel, fizeram uma reforma completa e investiram em produtos de primeira linha, como uma cafeteira italiana e louça refinada.

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"Esse foi um dos grandes erros: começar descapitalizadas, destinando recursos a um imóvel que não era nosso", afirma Joyce, para quem o café era muito requintado para o endereço, um bairro considerado dormitório.

"O valor da coxinha era o mesmo das padarias vizinhas, mas percebi que as pessoas ficavam inibidas de entrar. Elas me diziam que preferiam ir só aos finais de semana, e não no dia-a-dia. Sem público, tivemos que fechar antes de completarmos dois anos", conta.

Profissionalização é desafio no artesanato

A forma mais fácil de viver do artesanato é participar de uma associação ou cooperativa, que garante mais espaço para vender os produtos e matéria-prima mais barata, por meio da compra em conjunto, diz a presidente da Confederação Nacional dos Artesãos (Cnarts), Isabel Gonçalves Bezerra.

O empreendedorismo é um caminho menos comum devido à falta de profissionalização e ausência de espaço para expor o trabalho. Por isso muitos artesãos ainda vendem para intermediários.

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A concorrência com os produtos chineses também é uma desvantagem, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Um dos desafios, segundo a entidade, é combater a imagem de que artesanato é sinônimo de trabalho barato e sem qualidade, e aumentar seu valor de mercado.

A profissão de artesão só foi regulamentada no ano passado, por isso o setor ainda carece de políticas públicas, diz Isabel. É importante fortalecer as entidades de classe, conscientizar sobre a importância do trabalhador e criar linhas de microcrédito específicas e espaços públicos para fomentar as vendas.