sábado, 19 de novembro de 2016

As pessoas com deficiência na história do Brasil.

Trajetória das pessoas com deficiência na História do Brasil: “Caminhando em silêncio”.

por: Vinícius Gaspar Garcia*.



Os arquivos da História brasileira registram referências variadas a “aleijados”, “enjeitados”, “mancos”, “cegos” ou “surdos-mudos”. No entanto, assim como ocorria no continente europeu, a quase totalidade dessas informações ou comentários está diluída nas menções relativas à população pobre e miserável. 

Ou seja, também no Brasil, a pessoa deficiente foi incluída, por vários séculos, dentro da categoria mais ampla dos “miseráveis”, talvez o mais pobre entre os pobres (Silva, 1987).

Figueira (2008) realiza trajetória semelhante àquela de Silva (1987), mas concentra-se na história do Brasil. Figueira (2008) propõe que seu livro marque uma introdução à história das pessoas com deficiência no Brasil, definindo também sua tese principal, com a qual concordamos integralmente: “(...) as questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil – por exemplo, mecanismos de exclusão, políticas de assistencialismo, caridade, inferioridade, oportunismo, dentre outras – foram construídas culturalmente” (grifos nossos. Figueira, 2008, p.17). Assim sendo, é importante termos em mente que questões culturais demoram a ser revertidas, mas este é o movimento que tem sido priorizado pelas pessoas com deficiência nas últimas décadas.

Tendo em vista essa perspectiva geral, Figueira (2008) inicia seu percurso com os primeiros “ecos históricos” da formação do Brasil. Através deles, é possível identificar aspectos importantes, como a política de exclusão ou rejeição das pessoas com algum tipo de deficiência praticada pela maioria dos povos indígenas, os maus-tratos e a violência como fatores determinantes da deficiência nos escravos africanos, e como, desde os primeiros momentos da nossa história, consolidou-se a associação entre deficiência e doença.

População Indígena.
Sobre o primeiro aspecto, são reproduzidos relatos históricos que atestam condutas, práticas e costumes indígenas que significavam a eliminação sumária de crianças com deficiência ou a exclusão daquelas que viessem a adquirir algum tipo de limitação física ou sensorial. Cabe destacar que não podemos julgar tais práticas com os olhos de hoje, o que levaria a uma análise pejorativa e até mesmo preconceituosa em relação à população indígena.

Mas, dito isso, deve-se reconhecer que, entre as populações indígenas que habitavam o território que viria a ser o Brasil, predominou a prática de exclusão das crianças e abandono dos que adquiriam uma deficiência. Tais costumes não diferem muito daqueles também observados em outros povos da História Antiga e Medieval, onde a deficiência, principalmente quando ocorria no nascimento de uma criança, “não era vista com bons olhos”, mas sim entendida como um mau sinal, castigo dos deuses ou de forças superiores.

As crendices e superstições associadas às pessoas com deficiência continuaram a se reproduzir ao longo da história brasileira. Assim como os curandeiros indígenas, os “negro-feiticeiros” também relacionavam o nascimento de crianças com deficiência a castigo ou punição. Na verdade, mesmo para doutrinas religiosas contemporâneas, até as deficiências adquiridas são vistas como previamente determinadas por forças divinas ou espirituais. Não vamos explorar essa questão neste artigo, mas vale o registro desse aspecto que, de certa forma, é uma contradição com o paradigma social e dos direitos humanos com que se tem tratado esse assunto.

Os Negros Escravos.
Longe de ser um mal sobrenatural, a deficiência física ou sensorial nos negros escravos decorreu, inúmeras vezes, dos castigos físicos a que eram submetidos. De início, a forma como se dava o tráfico negreiro, em embarcações superlotadas e em condições desumanas, já representava um meio de disseminação de doenças incapacitantes, que deixavam seqüelas e não raro provocavam a morte de um número considerável de escravos.

Os documentos oficiais da época não deixam dúvidas quanto à violência e crueldade dos castigos físicos aplicados tanto nos engenhos de açúcar como nas primeiras fazendas de café. O rei D. João V, por exemplo, em alvará de 03 de março de 1741, define expressamente a amputação de membros como castigo aos negros fugitivos que fossem capturados. Uma variedade de punições, do açoite à mutilação, eram previstas em leis e contavam com a permissão (e muitas vezes anuência) da Igreja Católica. Talvez o número de escravos com deficiência só não tenha sido maior porque tal condição representava prejuízo para o seu proprietário, que não podia mais contar com aquela mão-de-obra.

Os Colonos Portugueses.
Os colonos portugueses, desde o momento em que chegaram ao território descoberto por Cabral, sofreram com as condições climáticas, como o forte calor, além da enorme quantidade de insetos. Estas características tropicais repercutiram na saúde e bem-estar dos europeus, sendo que “algumas dessas enfermidades de natureza muito grave chegaram a levá-los a aquisição de severas limitações físicas ou sensoriais” (Figueira, 2008, p. 55). Observando a formação da população no Brasil Colonial, o historiador da medicina Licurgo Santos Filho acentua que: “tal e qual como entre os demais povos, e no mesmo grau de incidência, o brasileiro exibiu casos de deformidades congênitas ou adquiridas. Foram comuns os coxos, cegos, zambros e corcundas” (Santos Filho apud Figueira, 2008, p. 56). As condições de tratamento da maioria das enfermidades não eram adequadas e continuariam assim por várias décadas.
Século XIX.

Já no século XIX, a questão da deficiência aparece de maneira mais recorrente em função do aumento dos conflitos militares (Canudos, outras revoltas regionais e a guerra contra o Paraguai). O general Duque de Caxias externou ao Governo Imperial suas preocupações com os soldados que adquiriam deficiência. Foi então inaugurado no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1868, o “Asilo dos Inválidos da Pátria”, onde “seriam recolhidos e tratados os soldados na velhice ou os mutilados de guerra, além de ministrar a educação aos órfãos e filhos de militares” (Figueira, 2008, p. 63). Apesar da intenção humanitária, as referências históricas expressam um quadro de extrema precariedade no funcionamento da instituição durante o período imperial . Mesmo assim, e certamente com alguma melhora nas condições de atendimento, o Asilo Inválidos da Pátria permaneceu funcionando por 107 anos, somente sendo desativado em 1976.

O Século XX e o Modelo Médico.
O avanço da medicina ao longo do século XX trouxe consigo uma maior atenção em relação aos deficientes. A criação dos hospitais-escolas, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, na década de 40, significou a produção de novos estudos e pesquisas no campo da reabilitação. Nesse contexto, como não poderia ser diferente, havia uma clara associação entre a deficiência e a área médica. Na verdade, ainda em meados do século XIX, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), ficava explícita uma relação entre doença e deficiência que, sem exagero algum, permanece até os dias atuais (em que pese a luta do movimento organizado das pessoas com deficiência a partir de 1981 pelo chamado “modelo social” para tratar dessa questão, em oposição ao modelo “médico-clínico”).

O fato é que, ao longo de nossa história, assim como ocorreu em outros países, a deficiência foi tratada em ambientes hospitalares e assistenciais. Ao estudar o assunto, os médicos tornavam-se os grandes especialistas nessa seara e passavam a influenciar, por exemplo, a questão educacional das pessoas com deficiência, tendo atuação direta como diretores ou mesmo professores das primeiras instituições brasileiras voltadas para a população em questão.

O grau de desconhecimento sobre as deficiências e suas potencialidades, porém, permaneceu elevado na primeira metade do século XX, o que se percebe pelo número considerável de pessoas com deficiência mental tratadas como doentes mentais. A falta de exames ou diagnósticos mais precisos resultou numa história de vida trágica para milhares de pessoas nesta condição, internadas em instituições e completamente apartadas do convívio social.

Antes da existência das instituições especializadas, as pessoas com deficiência tiveram, em grande medida, sua trajetória de vida definida quase que exclusivamente pelas respectivas famílias. O Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), que citamos acima, marca o momento a partir do qual a questão da deficiência deixou de ser responsabilidade única da família, passando a ser um “problema” do Estado. Mas não enquanto uma questão geral de política pública, pois o que ocorreu foi a transferência dessa responsabilidade para instituições privadas e beneficentes, eventualmente apoiados pelo Estado. Estas instituições ampliaram sua linha de atuação para além da reabilitação médica, assumindo a educação das pessoas com deficiência. Até 1950, segundo dados oficiais, havia 40 estabelecimentos de educação especial somente para deficientes intelectuais (14 para outras deficiências, principalmente a surdez e a cegueira).

Na década de 40, cunhou-se a expressão “crianças excepcionais”, cujo significado se referia a “aquelas que se desviavam acentuadamente para cima ou para baixo da norma do seu grupo em relação a uma ou várias características mentais, físicas ou sociais” (Figueira, 2008, p. 94). O senso comum indicava que estas crianças não poderiam estar nas escolas regulares, do que decorre a criação de entidades até hoje conhecidas, como a Sociedade Pestallozzi de São Paulo (1952) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE do Rio de Janeiro (1954). Essas entidades, até hoje influentes, passaram a pressionar o poder público para que este incluísse na legislação e na dotação de recursos a chamada “educação especial”, o que ocorre, pela primeira vez, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961.

Felizmente, percebeu-se com o tempo que, assim como acontecia em outros países, as pessoas com deficiência poderiam estar nos ambientes escolares e de trabalho comuns a toda população, freqüentando também o comércio, bares, restaurantes ou prédios públicos, enfim, não precisariam estar sempre circunscritas ao espaço familiar ou das instituições especializadas. Esta percepção está refletida na expansão de leis e decretos sobre os mais variados temas a partir, principalmente, da década de 80, como discutiremos mais à frente.

Novo Modelo.
A nossa trajetória histórica, quando as pessoas com deficiência eram “ignoradas” ou “caminhavam em silêncio”, se encerra no ano de 1981, declarado pela ONU como Ano Internacional da Pessoa Deficiente (AIPD).

De acordo com Figueira (2008): “Se até aqui a pessoa com deficiência caminhou em silêncio, excluída ou segregada em entidades, a partir de 1981 – Ano Internacional da Pessoa Deficiente -, tomando consciência de si, passou a se organizar politicamente. E, como conseqüência, a ser notada na sociedade, atingindo significativas conquistas em pouco mais de 25 anos de militância”. Figueira, 2008, p. 115).

A palavra-chave do AIPD foi “conscientização”, tendo sido organizadas várias manifestações para alertar sobre a própria existência e os direitos das pessoas com deficiência contra a invisibilidade. Em que pesem as críticas e relatos eventuais de descontentamento, o fato é que, para a maioria daqueles que estiveram envolvidos, o Ano Internacional cumpriu o seu papel de chamar a atenção da sociedade para a questão da deficiência. Como afirma Figueira: “boa ou má, a situação das pessoas com deficiência começou a ser divulgada a partir de 1981. Inclusive, elas mesmas começaram a tomar consciência de si como cidadãs, passando a se organizar em grupos ou associações” (Figueira, 2008, p. 119).

Em outras palavras, é claro que anteriormente tivemos inúmeros casos de êxito individual de pessoas com deficiência, mas 1981 marca um reconhecimento mútuo e coletivo da situação em que se encontravam muitos portadores de deficiência. Um mundo “obscuro” ou “ignorado”, nas palavras de publicações da época, não poderia mais ser escondido da sociedade e do poder público, continuando somente como “um peso ou fardo individual e/ou familiar”.

Portanto, o percurso histórico das pessoas com deficiência no Brasil, assim como ocorreu em outras culturas e países, foi marcado por uma fase inicial de eliminação e exclusão, passando-se por um período de integração parcial através do atendimento especializado. Estas fases deixaram marcas e rótulos associados às pessoas com deficiência, muitas vezes tidas como incapazes e/ou doentes crônicas. Romper com esta visão, que implica numa política meramente assistencialista para as pessoas com deficiência, não é uma tarefa fácil. Mas, com menor ou maior êxito, isso foi feito com o avanço da legislação nacional sobre este tema, contando agora com a contribuição direta das próprias pessoas com deficiência.

Este movimento culmina com a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) pelo Brasil, conferindo-lhe status de emenda constitucional. A participação direta e efetiva dos indivíduos com limitações físicas, sociais e cognitivas na elaboração da Convenção (e posteriormente na sua internalização) não foi fruto do acaso, mas decorre do paulatino fortalecimento deste grupo populacional, que sobreviveu e passou a exigir direitos civis, políticos, sociais e econômicos.

*Vinícius Gaspar Garcia: Economista e pesquisador, fanático por esportes e militante do movimento social das pessoas com deficiência.

Blog: Três Temas.
Referência bibliográfica:
Caminhando em Silêncio – Uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na História do Brasil”, Emílio Figueira, 2008.


Fontes: Bengala Legal - nandoacesso.blogspot.com.br

Menino de 2 anos morre afogado em piscina de residência

por Odele Souza

                                
                            Isaac - 2 anos
                    
No dia 15 deste mês de novembro, o menino Isaac de quase dois anos, se afogou na piscina de sua residência. Desconheço em que circunstâncias ocorreu o  acidente, mas o fato é que Isaac é mais uma vitima da falta de segurança nas piscinas do Brasil. Sem Lei e sem normas da ABNT atualizadas, as piscinas continuam a ser armadilhas submersas, onde um simples mergulho pode se transformar numa terrível tragédia.

"O menino de um ano e 10 meses que se afogou enquanto brincava em uma piscina em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, morreu às 7h10 desta sexta-feira (18). Ele estava internado havia três dias, desde o afogamento. 

O caso ocorreu na Rua Afonso Celso, na casa da família. Quando os pais retiraram o menino da água, perceberam que ele estava sem reação e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, antes mesmo de a ambulância chegar, a criança foi levada à Santa Casa.

No hospital, o menino foi entubado e diagnosticado com parada cardiorrespiratória. Em seguida, transferido para o Hospital Regional, onde sofreu uma nova parada cardiorrespiratória nesta sexta. A equipe médica fez todo o processo de reanimação, mas não obteve resposta.

O corpo foi encaminhado, por volta das 9h45, para o Instituto Médico-Legal (IML). Ainda não há informações sobre o velório e o enterro da vítima."


Texto retirado na íntegra do site do G1

Cão salva garoto com síndrome de Down que ficou preso dentro da secadora de roupas

O menino poderia ter se machucado muito mais, se não fosse por seu melhor amigo

Por Revista Crescer 
   O caso de Riley serve de alerta para outros pais (Foto: Thinkstock)
  O caso de Riley serve de alerta para outros pais (Foto: Thinkstock)

Riley Gedge-Duffy, 5 anos, é um garoto curioso que tem Síndrome de Down. Ele não resistiu à possibilidade de explorar o que havia dentro de um objeto fascinante: a secadora de roupas. E isso poderia ter lhe custado a vida.

Riley engatinhou para dentro do aparelho, mas foi surpreendido quando a porta se fechou e inciou o funcionamento automático. Nessa hora, a mãe do menino estava no andar de cima e, se não fosse o cão da família, Teddy, o desfecho poderia ter sido terrível. O menino ficou por alguns minutos dentro da máquina, tempo suficiente para acumular diversos ferimentos e queimaduras.

O pai do garoto, Aaron Duffy, 42, contou em entrevista à Press Association que o cão, que nasceu de uma mistura de raças entre Cocker spaniel e Poodle, começou a latir freneticamente até fazer a mãe de Riley segui-lo: "Ele estava latindo que nem louco e ficava correndo, indo e voltando da secadora porque estava tão escuro, que ela não conseguia enxergar aonde Riley estava".

O som do aparelho também alertou a mãe, que percebeu que havia algo se chocando contra o tanque que rodava. Pouco depois ela viu o tablet do filho girando lá dentro. Demorou alguns minutos até que ela se desse conta de onde Riley tinha se enfiado. Assim que o tirou de lá, a mãe o colocou embaixo da água fria, para aliviar as injúrias causadas pelo calor.

O caso de Riley serve de alerta para os perigos que esse aparelho oferece. "Me deixa muito bravo quando eu penso no que poderia ter acontecido. (...) Com o calor secando o ar, Riley teria morrido rapidamente", declarou o pai. Felizmente a ambulância chegou rápido e o menino foi socorrido a tempo. "Mas se não fosse pela reação do nosso cão, nós não saberíamos o que estava acontecendo", completa o pai. Isso é que significa ter um cão de guarda!

O caso aconteceu na Irlanda.

Após ter metade da cabeça esmagada, menino de 7 anos ganha vida nova com crânio feito por impressora 3D

Crânio sintético foi implantado no início do ano e tem todas as marcas do real

Do R7


Um menino de sete anos de idade que perdeu metade do crânio depois que uma queda esmagou seus ossos ganhou uma nova oportunidade de viver, graças a um crânio novo produzido por meio de uma impressora 3D.

O pequeno Teddy Ward tinha apenas cinco anos quando escorregou e caiu num precipício em Topanga Canyon, perto de Los Angeles.

O impacto da queda esmagou sua cabeça, quebrando todo o osso na lateral esquerda. Após uma cirurgia de substituição do crânio ter sido malsucedida, Teddy foi mandado para casa com um capacete, que deveria usar 24 horas por dia.

Na prática, isso significava que Teddy não podia ir a festas de amigos nem sair de casa desacompanhado, por medo de qualquer impacto que pudesse complicar seu quadro clínico.

Mas agora ele está correndo como qualquer outra criança da sua idade, graças a um crânio sintético projetado por médicos do Children's Hospital de Los Angeles, que imita quase perfeitamente o osso original.

O crânio sintético foi implantado cirurgicamente no início do ano e tem todas as marcas idênticas a um crânio real.

Médico de Teddy, Mark Urata disse à CBS Los Angeles que o material feito com a impressora 3D salvou a vida do menino,era quase 50% do crânio dele que tinha ido embora.

Agora que Teddy está de volta ao normal, conseguindo correr, gritar e se jogar no chão, sua mãe Lisa está aliviada.

Nenhum pai quer a responsabilidade de uma criança sem crânio.

Nós somos os sortudos, sabemos disso. E estamos gratos.

São Paulo recebe mais de 900 jovens atletas na próxima semana para as Paralimpíadas Escolares 2016

Por CPB

Daniel Zappe/MPIX/CPB
Imagem
Competição terá mais de 900 atletas do país

São Paulo recebe, de 22 a 25 de novembro, as Paralimpíadas Escolares 2016. Considerado o maior evento escolar paradesportivo do mundo, a edição deste ano vai contar com a participação de mais de 900 atletas em idade escolar (12 a 17 anos) de 24 estados e do Distrito Federal - apenas Roraima e Piauí não terão representantes. Oito modalidades compõem o programa de 2016: atletismo, bocha, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas.

Esta é a oitava edição das Paralimpíadas Escolares. Desde o início, o evento tem revelado grandes atletas brasileiros da atualidade. Os velocistas Alan Fonteles e Petrúcio Ferreira, a saltadora Lorena Spoladore, o nadador Matheus Rheine e o atleta de goalball Leomon Moreno, todos eles medalhistas em mundiais e Jogos Paralímpicos, são alguns dos nomes descobertos em uma Escolar.

Para Ivaldo Brandão, vice-presidente do CPB, o evento cumpre o papel de vitrine para atletas juvenis e, em 2016, ainda terá o diferencial de ser disputado em um local de excelência: o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. "O objetivo das Paralimpíadas Escolares é fortalecer o esporte desde a base. É importante que o atleta jovem saiba como é o clima de um evento grande, e que goste de competir desde cedo. Estar em uma competição com tanta gente e em um local com equipamentos de primeira linha serão grandes atrativos para eles", analisou Brandão.

Além da visibilidade e da possibilidade de entrada no esporte de alto rendimento, as Paralimpíadas Escolares asseguram aos três primeiros lugares de cada gênero e classe das modalidades o direito de receber o Bolsa Atleta nível escolar.

Credenciamento de imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em fazer a cobertura do evento precisam se credenciar pelo link a seguir: https://goo.gl/ayZihL. É obrigatório o preenchimento de todas as informações do formulário até o dia 22 de novembro. No dia da competição, a entrada será pela portaria 1 do CT Paralímpico Brasileiro. O jornalista terá de mostrar o documento com o qual se credenciou para o evento.

Serviço
Paralimpíadas Escolares 2016
Data: 22 (abertura), 23, 24 e 25 de novembro
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, São Paulo (SP) - ao lado do São Paulo Expo

Fonte: cpb.org.br

Claudio Massad fica com a prata no Aberto do Chile de Tênis de Mesa

Por CPB

            Arquivo pessoal
            Imagem
           Massad fez grande campanha no Chile, mas perdeu a final em partida disputadíssima

O tênis de mesa paralímpico brasileiro segue em bom momento após os Jogos Paralímpicos Rio 2016. No Aberto do Chile, Claudio Massad conquistou a medalha de prata depois de uma bela campanha no torneio individual das Classes 9 e 10. Ele chegou à decisão com o chileno Alvaro Vega, que tem 17 anos e é uma das grandes promessas da modalidade, e fez uma partida bastante equilibrada. Contudo, Vega acabou vencendo por 3 sets a 2 (11/8; 3/11; 7/11; 11/9 e 13/11).

Na primeira fase do torneio, Massad ficou com a primeira colocação no Grupo A, que contou também com os chilenos Gustavo Ignacio Serrano, Cesar Arturo Segovia e David Daniel Poblete. O brasileiro derrotou os três adversários por 3 sets a 1, 3 sets a 0 e 3 sets a 0, respectivamente.

Pela boa campanha, Massad conseguiu classificação direta para a semifinal, quando encarou o também chileno Valentine Rene Mendoza e triunfou por 3 sets a 0 (11/3; 11/2 e 11/8), classificando-se para a decisão.

O Aberto Paralímpico do Chile contou também com o brasileiro Ricardo Narusawa, que esteve no Grupo B, ao lado do argentino Dario Neira e dos chilenos Valentin Rene Mendoza e Manuel Echaveguren. Ele ficou com a quarta colocação, após perder por 3 sets a 1, 3 sets a 0 e 3 sets a 2, respectivamente.

Claudio Massad e Ricardo Narusawa ainda vão disputar o torneio por equipes, que começa nesta sexta-feira, 18. O Aberto Paralímpico do Chile se estende até este sábado (19).

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) - Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal - Ministério do Esporte.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: cpb.org.br

Atletas da Seleção faturam ouro na abertura do Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas

Por CPB

Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Imagem
Sandro Colaço teve trabalho para conquistar a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas

O Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas começou nesta sexta-feira, 18, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Na primeira etapa, disputada pela manhã, Sandro Colaço (ADFP) e Monica Santos (Assassepode), que defenderam o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, conquistaram o ouro.

Sandro Colaço ficou com o primeiro lugar no florete masculino A. Apesar de sua principal arma ser a espada, ele conseguiu um bom desempenho nesta sexta. "Os Jogos Paralímpicos passaram e entrei na prova mais relaxado, sem tanta obrigação. O bom resultado acabou saindo", disse o atleta, que compete na esgrima adaptada desde 2010.

Na decisão do ouro, Colaço enfrentou o paulista Lenilson Oliveira (Adecamp) e venceu por 15 a 11. "Foi uma final difícil, mas consegui manter a calma para conquistar esse título. A competição no Centro de Treinamento Paralímpico deixou todos os atletas entusiasmados e tivemos excelentes combates", ressaltou.

A espada feminina A teve uma disputa acirrada. A paranaense Carminha Oliveira (ADFP) fez sua estreia no cenário nacional e chegou à decisão contra Mônica Santos. A gaúcha tirou proveito de sua maior experiência e venceu por 15 a 7.

"Fico muito feliz com o crescimento da esgrima. Neste Campeonato Brasileiro, foram três meninas novas e uma delas já conquistou a medalha de prata. Isso é muito importante para a modalidade. A Carminha mostrou que tem talento", afirmou Monica Santos, no esporte desde 2008.

Ainda nesta sexta serão definidos os campeões do florete masculino C e da espada masculina B. Medalhista de ouro nos Jogos de Londres-2012, Jovane Guissone estará em ação.

Serviço
Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas - São Paulo (SP)
Data: 18, 19 e 20 de novembro
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, São Paulo (SP) - ao lado do São Paulo Expo

Horários
Sábado: 9h às 17h
9h: Espada Masculina e Florete Feminino – Categoria A
13h: Espada Masculina e Florete Feminino – Categoria C
14h: Florete Masculino e Espada Feminina – Categoria B
16h: Sabre Masculino e Feminino – Categoria B
17h: Finais das provas realizadas no dia e Cerimônia de Premiação

Domingo – 8h às 13h
8h: Provas por Equipe Masculina e Feminina
8h: Sabre Masculino e Feminino – Categoria C
13h: Finais das provas realizadas no dia e Cerimônia de Premiação

Fonte: cpb.org.br

Inscrições abertas para a Copa Brasil de Futebol B2/B3

                              Inscrições abertas para a Copa Brasil de Futebol B2/B3
                           Foto: Competição vai encerrar o calendário esportivo da CBDV em 2016

Estão abertas as inscrições para a Copa Brasil de Futebol B2/B3, que será realizada de 16 a 18 de dezembro, na cidade de Vitória, Espírito Santo. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 09 através do e-mail secretariageral@cbdv.org.br.

Segundo regulamento da competição, quatro equipes podem se inscrever na disputa. Caso o número de inscritas ultrapasse o limite, será dada preferência às equipes que disputaram as competições nos anos anteriores.

Para participar da competição, todos os atletas deverão estar cadastrados no banco de dados da CBDV. O cadastro e transferência de atletas devem ser enviados até o dia 08 de dezembro para a sede da CBDV, localizada na Av. Rio Branco, 120, sala 413, Centro – Rio de Janeiro – CEP: 20040-001.

Comunicação CBDV
Tadeu Casqueira - (21) 98127-0010 / (21) 98465-0765 - Whatsapp / (21) 2224-5775
tadeucasqueira@cbdv.org.br

Fonte: cbdv.org.br

Jovens promessas do goalball brasileiro vão ao Equador para torneio amistoso

Jovens promessas do goalball brasileiro vão ao Equador para torneio amistoso
Foto: Pedro Lucas foi campeão brasileiro com o Santos em outubro (Foto: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto)

Os novos talentos do Goalball brasileiro vão ter o primeiro teste neste início de ciclo. Entre os dias 27 e 30 de novembro, o Brasil vai participar do I Acampamento Internacional de Goalball, na cidade de Quito, Equador, nas duas categorias, masculina e feminina.

Durante o período na cidade equatoriana o Brasil vai medir forças com Colômbia, Peru, e o próprio Equador, na disputa do título do torneio amistoso. E para este desafio foram convocados cinco atletas para cada equipe canarinho. Confira a lista abaixo.

Seleção Feminina
Amanda Emilly Fernandes de Santana – IERC/RN
Analice Ernesto Lopes – IERC/RN
Geovana Clara Costa de Moura – IERC/RN
Leticia Maria da Silva – ADUC/MG
Sabrina Vitoria de Souza – ICEMAT/MT

Seleção Masculina
Adriano Rodrigues dos Santos – CEPREVI/SP
Emerson Ernesto da Silva – ICP/PB
Marcio Augusto Mariano Carvalho – AADV-PC/MG
Pedro Lucas dos Santos – Santos FC/SP
Renan Bezerra da Silva – ICP/PB

Comissão Técnica
Alessandro Tosim – Técnico Masculino
Dailton Freitas do Nascimento – Técnico Feminino
Daniel Brandão Martins – Fisioterapeuta
Mariana Erthal Nunes Ramos – Staff
Paulo Sérgio de Miranda – Coordenador

Comunicação CBDV
Tadeu Casqueira - (21) 98127-0010 / (21) 98465-0765 - Whatsapp / (21) 2224-5775 - tadeucasqueira@cbdv.org.br

Fonte: cbdv.org.br

Adolescente descobre gravidez após ficar tetraplégica em acidente - Veja o vídeo.

Jovem está internada desde maio e deu à luz um menino. G1 acompanhou preparação antes do parto em hospital de Sorocaba.

Jomar Bellini Do G1 Sorocaba e Jundiaí

     Adolescente só descobriu gravidez 15 dias após acidente (Foto: Jomar Bellini/G1)
    Adolescente só descobriu gravidez 15 dias após acidente (Foto: Jomar Bellini/G1)

O corpo frágil de uma adolescente de 16 anos que ficou tetraplégica após um acidente de carro teve na barriga toda a atenção. Apesar de falar com dificuldades e não conseguir sair da cama do hospital, Kimberlyn Cristina Pontes lembra cada detalhe do dia em que a sua vida mudou, há quase seis meses, em uma estrada de Araçoiaba da Serra (SP). Além de ter que lutar para aprender a viver novamente, a jovem descobriu 15 dias depois do acidente - durante uma cirurgia -, que daria à luz uma nova vida. O G1 acompanhou a preparação dela dias antes do parto no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP). 

Click AQUI para ver o vídeo.

O filho de Kimberlyn nasceu durante o feriado da Proclamação da República, no dia 15 de novembro, com pouco mais de 1,7 kg e 40 cm. A jovem ficou um tempo na UTI e continua internada na maternidade do hospital. O pai do bebê está preso, segundo a família da jovem, que diz não ter mais contato com ele.

Já Davi Henrique, nome dado à criança pela mãe, passa por acompanhamento médico na incubadora.

                           Jovem de 16 anos sofreu acidente de carro e fico tetraplégica (Foto: Luciana Pontes/Arquivo Pessoal)
  Jovem de 16 anos sofreu acidente de carro e ficou tetraplégica (Foto: Luciana Pontes/Arquivo Pessoal)

Durante a entrevista ao G1, a jovem contou que o acidente aconteceu em maio, quando voltava da casa do namorado de carona com um amigo das duas irmãs, que estavam em um churrasco. Ela lembra que o motorista resolveu ir para outro bairro comprar cigarro, começou a fazer manobras arriscadas em uma estrada vicinal do bairro Cercado e acabou batendo o veículo em um pilar de madeira.

“Eu só percebi que ele estava bêbado quando fez brincadeiras no volante em zigue-zague. Só deu tempo de colocar o cinto e olhar para frente quando o carro bateu e capotou várias vezes. Eu lembro de tudo, estava presa no cinto quando o veículo parou de ponta cabeça”, disse Kimberlyn um dia antes de dar à luz.

"Pensei que ia morrer"

Dos cinco passageiros do veículo, apenas Kimberlyn teve ferimentos graves. Todos sobreviveram sem sequelas. “Eu pensei que ia morrer, porque não sentia nada. Eu perguntava para minha irmã se eu ainda tinha meus braços e minhas pernas, pois eu achei que tinha tirado tudo”, lembra.

A garota foi socorrida logo após o acidente e passou por hospitais em Araçoiaba da Serra e Sorocaba, até conseguir uma vaga para passar por cirurgia em São Paulo, cerca de 15 dias depois. Foi só na unidade da Capital, antes de entrar no centro cirúrgico, que a família descobriu que a adolescente estava grávida de três meses.

"Mesmo com vários exames, só descobriram [a gravidez] na ressonância magnética uma hora antes da cirurgia. Não passava pela cabeça de ninguém, porque a menstruação dela estava normal até o dia do acidente", conta a mãe Luciana Pontes, de 41 anos. Já a jovem diz que começou a chorar e que não acreditava na notícia da gravidez.

"Eu falava que era mentira, impossível. Depois do primeiro ultrassom eu fui aceitando. Foram vários exames de raio X que poderiam ter prejudicado o bebê", conta.

Gestação no hospital

Toda a gestação de Kimberlyn se passou dentro do hospital, já que a menina teve problemas na respiração devido a lesão na coluna e a perda de musculatura. "O pulmão dela fechou quase que completamente. Foi uma luta muito grande. A lesão foi muito alta [na coluna], além de duas pneumonias e uma bactéria", diz. Mesmo grávida, ela passou por uma cirurgia de quase sete horas na coluna.

O acidente da jovem mudou a vida de toda a família radicalmente. Com a internação, Luciana precisou deixar o trabalho como diarista para cuidar de Kimberlyn no hospital. Além da adolescente, ela ainda tem outros dois filhos e precisa revezar as semanas para conseguir acompanhar a filha em Sorocaba e da casa onde mora em Araçoiaba da Serra.

Luciana passa quatro dias no Hospital Regional ao lado de Kimberlyn e os demais cuidando dos filhos. Para isso, ela conta com doações de amigos e familiares, além da ajuda de terceiros como, por exemplo, para custear o aluguel ou bancar as fraldas usadas pela jovem. Além disso, uma campanha nas redes sociais também tem arrecadado mantimentos para a família.

                         Davi Henrique nasceu no dia 15 de novembro (Foto: Arquivo Pessoal)
                         Davi Henrique nasceu no dia 15 de novembro (Foto: Arquivo Pessoal)

Vida de trás para frente

Após o parto, agora as duas sonham com o futuro de Davi Henrique. Além do significado bíblico do nome, que remete a palavras como "guerreiro" e "amado", a adolescente ainda explica outro motivo que levou a escolha do nome: "Davi é vida de trás para frente!"

A criança nasceu de cesariana e vai passar por acompanhamento médico por ser prematuro. A expectativa é de que os dois voltem para Araçoiaba da Serra em até 40 dias depois do parto.

"Eu não vejo a hora que ela saia daqui e volte para casa. Passei a pensar dia a dia, não consigo pensar lá na frente, no futuro e imaginar. Vamos lutar no dia a dia e correr atrás da reabilitação depois que meu neto nascer para ela se recuperar de qualquer forma. Dizer que eu tenho uma visão para o futuro, eu não tenho", diz a mãe.

Para Luciana, a força e o sorriso que não sai do rosto da filha são os principais segredos para conseguir superar uma tragédia que gerou a vida de uma criança. "Uma coisa que ela nunca perdeu foi o bom humor. Tira sarro de todo mundo e dela mesmo. Isso dá uma força para a gente porque nunca vemos ela triste."

                           Kimberlyn ficou tetraplégica após acidente em Araçoiaba da Serra (Foto: Jomar Bellini/G1)
     Kimberlyn ficou tetraplégica após acidente em Araçoiaba da Serra (Foto: Jomar Bellini/G1)

Fonte: g1.globo.com

RPPN em Curitiba vai abrir trilha com acessibilidade

 inauguracao-esta-prevista-para-o-dia-26-de-novembro-equipamento-permitira-total-acesso-a-pessoas-com-mobilidade-reduzida-e-deficiencias-sensoriais
Inauguração está prevista para o dia 26 de novembro. Equipamento permitirá total acesso a pessoas com mobilidade reduzida e deficiências sensoriais

Estão em fase de conclusão as obras de construção da trilha com acesso a deficientes na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Airumã, em Curitiba (PR). A RPPN tem a supervisão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A previsão é que o equipamento seja inaugurado em 26 de novembro, “dia da Floresta da Apave”, como definiram os integrantes da Associação dos Protetores de Áreas Verdes, a Apave, que fica em Curitiba, no mesmo local da RPPN.

A proprietária da reserva e também presidente da Apave, Terezinha Vareschi, disse que a área externa da trilha foi construída em parte com blocos de concreto intertravados, conhecidos como “pavers”. “Eles foram descartados por apresentar pequenos defeitos de fabricação mas isso não os invalidou para nosso objetivo”, explicou ela.

Ainda segundo Terezinha Vareschi, a parte interna do bosque, que é elevada para permitir a passagem de fauna e mínima intervenção na flora, foi executada em “madeira plástica”, produzida a partir de resíduos de madeira e de plásticos inservíveis ao reuso humano, transformados em material inerte e resistente ao ataque de fungos e insetos, praticamente eliminando custos de manutenção.

De acordo com a proprietária, a trilha foi planejada e construída rigorosamente dentro dos parâmetros preconizados pela NBR 9050, regra de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de forma a proporcionar total acesso a pessoas com mobilidade reduzida e com deficiências sensoriais.

Serviço:

A RPPNM Airumã (http://airumaestacaoambiental.blogspot.com.br/) fica na Rua Fredolin Wolf, 3539, Curitiba (PR), onde também está sediada a Apave (Associação dos Protetores de Áreas Verdes, cuja presidente é a dona da reserva, Terezinha Vareschi.

Assine a petição contra a censura do vídeo “Querida Futura Mamãe” na França

CONTRA A CENSURA DO VÍDEO DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE PESSOAS COM SINDROME DOWN “QUERIDA FUTURA MAMÃE” NA FRANÇA

  menina com síndrome de down sorri para a câmera.

Veja o vídeo com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=gzuigigDJEs
Assine a petição para suspender a proibição do vídeo na TV francesa:
O Conselho de Estado francês rejeitou um apelo de pessoas com síndrome de Down, suas famílias, aliados e associações para que suspendesse a proibição imposta pelo Conselho Superior de Audiovisual para a transmissão na TV francesa do vídeo “Querida Futura Mamãe”, produzido pela Coordown, para celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down 2014, um dia oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas para a promoção dos direitos das pessoas com síndrome de Down.
As decisões afetam as pessoas com síndrome de Down e suas famílias, não só na França, mas em todo o mundo, e foram recebidas adversamente pela comunidade de pessoas com síndrome de Down e deficiência em toda parte como uma rejeição do esforço para derrubar estereótipos negativos e preconceitos sociais e afirmar a igualdade e valor inerente das vidas de pessoas com síndrome de Down e com deficiência em geral como membros da diversade da família humana.
O Conselho de Estado francês considerou que o vídeo era “inapropriado”, porque a expressão de alegria dos jovens era “susceptível a perturbar a consciência das mulheres que tinham feito, legalmente, escolhas pessoais diferentes”.
Nenhum outro país assumiu a mesma posição que a França e, na verdade, o vídeo recebeu aceitação e aclamação internacional, atraindo interesse significativo da mídia mundial e um número excepcional de mais de 7,2 milhões de visualizações apenas no youtube. Os criadores do vídeo a agência de publicidade Saatchi e Saatchi, ganharam vários prêmios internacionais, incluindo 6 Leões no prestigiado Festival de Cannes, na França. Na Austrália, o vídeo tem sido usado em algumas universidades para fornecer aos estudantes de medicina informações sobre a vida de pessoas com síndrome de Down.
A proibição do vídeo é discriminatória e passa a mensagem de que as pessoas com síndrome de Down são indesejáveis na sociedade. A notícia causou  indignação na comunidade de pessoas com síndrome de Down e seus alidaos ao redor do mundo, que a consideraram uma rejeição aos esforços para derrubar estereótipos negativos e preconceitos sociais e reafirmar a igualdade e valor inerente das vidas das pessoas com síndrome de Down.
A Aliança Global para a Deficiência nos Meios de Comunicação e Entretenimento (GADIM) enquanto organização internacional de mídia e deficiência dentro da perspectiva de direitos humanos e com o apoio dos criadores do vídeo, CoorDown (Itália), solicita respeitosamente ao governo francês que intervenha para suspender a proibição.

Lei de Cotas nas universidades também valerá para PCD

O Projeto já havia sido aprovado pelo Senado, e agora seguirá para sanção presidencial; não há previsão para a efetivação da mudança

Ícone que representa um capelo, ou chapéu de formatura, em fundo roxo.


Nesta semana, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados a o Projeto de Projeto de Lei 2995/15. Ele altera a Lei de Cotas Sociais para incluir também pessoas com deficiência entre os beneficiários das cotas em universidades federais e em escolas federais de ensino médio técnico.

De acordo com a legislação vigente, estão reservadas 50% das vagas nessas instituições a quem se declara preto, pardo ou indígena. O deputado Max Filho afirmou que “a lei de cotas tem cumprido o seu papel de inclusão”. Com a aprovação do Projeto de Lei 2995/15, os mais de 40 milhões de brasileiros que declaram possuir algum tipo de deficiência também serão beneficiados.

O Projeto já havia sido aprovado pelo Senado, e agora seguirá para sanção presidencial. Ainda não há previsão para a efetivação da mudança, já que ela ainda depende da aprovação do presidente.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Os irmãos de crianças especiais também têm necessidades

Irmãos de crianças com alguma deficiência

por Borja Quicios Psicólogo educativo

os-irmãos-de-crianças-especiais A

Crescer junto a um irmão é uma fonte de aprendizagem. É o primeiro vínculo intenso que se tem com um semelhante que se converterá numa relação estreita que permanecerá ao longo da vida e que determina nossa própria personalidade e a maneira que nos relacionamos com os outros.

Estar ao lado de um irmão é um treinamento contínuo. Serve para discutir, compartilhar, brincar, jogar, negociar, ter paciência, combater a inveja, etc. Quando um dos irmãos é especial não tem por que ser necessariamente negativo, mas é um fato que pode produzir preocupação e sentimentos ambíguos nas crianças e nos pais.

O que acontece quando um dos irmãos tem deficiência

Tudo o que acontece no seu meio afeta muito as crianças. Se um dos irmãos tem necessidades especiais, isso vai influenciar na dinâmica da família. Os irmãos de uma criança com deficiência experimentam sentimentos que são difíceis de compreender pelo resto das pessoas e que à medida que passe o tempo irão evoluindo da mesma forma que vão desenvolvendo as necessidades do irmão.

Ser criado junto a uma criança com necessidades especiais pode despertar sensações e sentimentos como:

Sentir-se culpado.
É frequente que essas crianças pensem que tenham tido algo a ver com a doença do seu irmão.

Solidão e raiva.
A dificuldade de compartilhar sentimentos com outros semelhantes na mesma situação ou a necessidade de mais atenção por parte dos pais são os responsáveis das emoções que aparecem ao se sentirem sozinhos, ou isolados. A família e o meio devem envolver a criança para normalizar a situação para que isso não ocorra.

Sentimento de medo.
As crianças pequenas custam entender os motivos pelos quais seu irmão é diferente dos outros.

Vergonha.
Esse sentimento aparece na medida em que as crianças vão crescendo. Saber que a família a que pertence não é igual a do restante dos amigos ou ter que responder a perguntas incômodas de crianças da mesma idade, etc. São situações difíceis para a criança.

A vivência que pode experimentar uma criança com um irmão especial  depende do grau e do tipo de deficiência que esse tenha. Além disso, a idade também conta. As habilidades emocionais e de amadurecimento são condicionantes da vivência que se tem da deficiência do irmão. O meio e o grau de coesão da família, como se comunicam ou ajudam uns aos outros pode facilitar ou dificultar a convivência com um irmão com necessidades.

Como ajudar aos irmãos de crianças especiais

Raiva, vergonha  e a culpa são sentimentos que esse tipo de crianças pode experimentar, mas, se ela receber ajuda do seu meio e da família, essas crianças ganham em autonomia e crescimento pessoal. Mas, como o seu meio pode ajudar:

Comunicação.
É importante que desde que as crianças são pequenas, os pais aprendam e usem recursos para poder informar das características da  deficiência do irmão  e de sua evolução.

Tornar a criança participante das decisões. Assim se gera segurança na criança é fundamental para combater o sentimento de medo que se gera no pequeno. Além disso, integrá-lo nas decisões faz com que a criança tenha compromisso para ajudar a entender e cuidar do seu irmão no futuro.

Aprender sobre o que passa. Saber sobre a origem da doença e sobre o que consiste para poder melhorar sua qualidade de vida pode se converter num projeto de vida.

Ajuda mútua entre iguais. É uma atividade em que se reúnem crianças com irmãos com necessidades especiais e o grupo se junta para explicar suas preocupações e medos. Conduzido por um terapeuta, o grupo trata de diferentes objetivos.

Garotinha ficou paraplégica aos 8 meses – mas nos dá uma lição muito emocionante de alegria! - Veja o vídeo.

Foi uma notícia desesperadora para os pais. No meio do choque, era preciso superar as lamentações e focar no fundamental: ajudar Ana Paula.

Ana ficou paraplégica aos 8 meses – mas nos dá uma lição muito emocionante de alegria!

Os pais Mario e Fernanda contam que os desafios para a pequena Ana Paula começaram de modo inesperado. Aos 8 meses, o desenvolvimento da linda bebezinha era normal: ela já estava até começando a engatinhar!

Mas, um dia, quando Fernanda foi pegar a filhinha no berço, notou que seu choro estava fraco e seu corpo parecia “amolecido”, “como um pano”.

Mario e Fernanda levaram Ana Paula imediatamente ao hospital. A bebê precisaria passar por uma cirurgia: não conseguia mais mexer os braços, sofre uma parada respiratória e teve um sangramento acumulado em volta da medula, provocando compressão. Esse conjunto de fatores levou a pequena Ana a desenvolver uma paraplegia.

Foi um momento desesperador.

No meio do choque, era preciso superar as lamentações e focar no fundamental: ajudar Ana Paula.


E não foi fácil. Não foi nada fácil. Todos os esforços iniciais dos pais foram em vão. Do jeito que colocavam a bebê, ela ficava. Não se mexia.

Decididos a procurar a ajuda mais específica possível, os pais recorreram à AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

No vídeo seguinte, exibido no Teleton 2016, Mario e Fernanda contam um pouco mais sobre a situação de Ana após a paraplegia e como ela está hoje, depois de iniciado o tratamento. Prepare-se: é simplesmente emocionante!



Ana Paula é uma menina muito especial, que jamais deixou de sorrir apesar das grandes adversidades que precisou enfrentar tão cedo na vida. A sua superação refletida em cada luta e em cada pequena melhora é um avanço gigantesco para ela, para os seus pais e para cada ser humano que se sente chamado a um desafio e precisa de um sorriso de incentivo e encorajamento.