sábado, 10 de dezembro de 2016

A APNEN promove a campanha “Viver com Dignidade”

A APNEN promove a campanha “Viver com Dignidade” para auxiliar a população com deficiências na aquisição de equipamentos, e outros produtos que irão auxilia-los a uma melhor condição de vida.



O objetivo é angariar recursos para a aquisição de cadeiras de rodas, cadeiras de banho, cadeiras adaptadas, fraldas descartáveis, órteses e outros produtos para que uma pessoa com deficiência precisa para se locomover e viver com dignidade.

Seja qual for o valor da sua “DOAÇÃO você estará contribuindo e muito nessa campanha.

As doações já podem ser realizadas através do deposito na conta corrente da APNEN: Caixa Econômica Federal Agência – 1937 - código para deposito 003 – Conta 212-9 Podem também serem feitas nas Casas Lotéricas.

A APNEN desde a sua fundação até a presente data, realizou as seguintes doações:

Cadeira de Rodas: - 50
Cadeira de Banho: - 23
Cadeiras motorizadas: - 02
Peças e manutenções. - 24
Baterias para Cadeiras motorizadas: - 16
Fraldas/Colchões/etc: - 13
Equipamentos Esportivos: - 04
Equipamentos eletrônicos: - 07
Pares de Mulatas: - 03
Suplemento Alimentar: - 40 Lts.

Valor total em doações: - R$ 90.323,19

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 2 milhões de brasileiros precisam de uma cadeira de rodas para locomoção, e a fila de espera é um dos maiores problemas enfrentados para essas pessoas: apenas 10% delas têm acesso ao equipamento fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A média de espera dessa população é de cerca de 2 anos, mas em alguns estados pode chegar a cinco. A pobreza e seus fatores são um dos causadores de grande parte das deficiências no mundo. Prova disso está nos países em desenvolvimento, onde 80% das pessoas com deficiência vivem em situação de vulnerabilidade social. É o caso do Brasil.

Hoje realizamos somente atendimento em Nova Odessa, mais vários pedidos de outros municípios chegam até nos, mais infelizmente por falta de recursos não é possível atender a todos.

“É aflitivo assistir a um cenário onde a população que mais carece de atendimentos básicos é também a que mais se depara com a miséria de boas ações e muitas vezes o descaso das autoridades. Queremos com essa campanha despertar a sociedade para essa realidade, tirando o brasileiro com deficiência da invisibilidade”.

Muita gente não sabe, mas a necessidade de uma pessoa com deficiência vai muito além da cadeira de rodas em si. O equipamento que uma pessoa com paralisia cerebral precisa não servirá para alguém que tenha tetraplegia, por exemplo. A estatura, peso e idade também fazem diferença para o tipo de cadeira. Uma criança precisa de banco e encosto (Cadeira adaptada) para o tamanho de seu corpo até uma certa idade. Com o passar do tempo, ela crescerá e a cadeira já não servirá mais.

Ou seja, quanto mais adaptada for este equipamento, maior mobilidade e conforto a pessoa terá, e também eleva o seu custo. A cadeira adaptada permite uma postura adequada, menos gasto de energia para se locomover, maior autonomia e o mais importante: evita que a pessoa tenha escaras, que são feridas que se desenvolvem na pele de quem passa muito tempo em uma mesma posição. Neste caso, em um assento que não é adequado.

Devido ao tipo de deficiência e suas necessidades específicas, muitas pessoas não conseguem utilizar a cadeira oferecida pelo Sistema Único de Saúde. Por isso, quando se fala em alto custo de uma cadeira de rodas, deve-se ter em mente não só o valor do equipamento, mas todas as adaptações e materiais que serão utilizados, como a espuma do assento, que precisa ter a densidade correta para possibilitar maior durabilidade e conforto, além das adaptações em si – todas feitas por um profissional de forma manual, após medição do equipamento e consulta postural.

No mercado atual brasileiro, o custo médio de uma cadeira de rodas normal de boa qualidade e conforto tem um custo em média de R$1.500,00, já as cadeiras adaptadas, e com todas as adaptações necessárias o custo em média e de R$ 4500,00. Uma cadeira de Rodas motorizada que fornece uma maior liberdade e autonomia a pessoas com deficiência, tem um custo em média de R$9.500, reais. Devido a esses custos altos, as instituições responsáveis pela distribuição dos equipamentos não conseguem atender a real demanda, que a cada ano aumenta, devido às condições de desigualdade, violência e acidentes de trânsito.

Contatos com a APNEN
Fones: (19) 3476-5665 - (19) 99884-1887 - apnen.novaodessa@gmail.com 

Obrigado

Carlos Alberto Raugust

Fonte: Apnen Nova Odessa

Conselho de Atletas eleito após os Jogos Rio 2016 faz primeira reunião, no CT Paralímpico

Por CPB

Leandro Martins/CPB/MPIX
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A sexta-feira, 9, marcou a primeira reunião do novo Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O grupo, eleito após os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, teve a primeira conversa com o presidente Andrew Parsons e definiu as diretrizes iniciais do trabalho que seguirá até o fim deste ciclo, em Tóquio 2020. O encontro ocorreu no palco dos Jogos Paralímpicos Universitários, no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

A equipe é formada por Marcos Ferreira (futebol de 7), Natália Mayara (tênis em cadeira de rodas), Fernando Aranha (triatlo), Ádria dos Santos (atletismo) e Lúcia Teixeira (judô). Renato Leite (vôlei sentado) é o vice-presidente, enquanto Simone Rocha (goalball) foi reeleita à presidência.

"A reunião foi boa para que o conselho reeleito em setembro começasse a definir os planos para o próximo quadriênio. Este encontro foi bom para entrosamento dos membros e em breve devemos alinhar um novo para definir as diretrizes para o grupo que foi eleito agora para os próximos anos. Foi mais para que o conselho passasse a ser conselho de fato", disse Simone, que liderou também o grupo no ciclo desde Londres 2012 até o Rio 2016.

"A ação do Conselho de Atletas é fundamental para o desenvolvimento do esporte paralímpico no Brasil, assim como é muito positiva a proximidade que o grupo tem com a diretoria executiva do Comitê Paralímpico Brasileiro, já que nós temos o entendimento de que são eles os atores principais e peças fundamentais no processo", disse Andrew Parsons, presidente do CPB e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).

O Conselho de Atletas
Criado em 2009, o Conselho de Atletas (CA) tem como objetivo a representação dos atletas dentro do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Os membros do Conselho devem ter diálogo aberto com a diretoria executiva do CPB, levantando questões, desenvolvendo projetos e fomentando discussões, sempre em prol dos atletas e do Movimento Paralímpico.

Fonte: cpb.org.br

Professor que perdeu mobilidade após zika conta como está vivendo

Ana Lucia Azevedo - O Globo

Jonas Ávila com sua mulher, Camilla: ele passou quase o ano todo no hospital
Jonas Ávila com sua mulher, Camilla: ele passou quase o ano todo no hospital Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Quase um ano se passou desde que o professor e mestrando em Química Jonas Ávila deixou sua casa em São Gonçalo. Ele foi vítima de um dos casos mais graves de zika com complicações neurológicas de que se tem notícia. Entrou no hospital em 7 de janeiro. De lá, só pôde sair em 18 de novembro. Jonas mudou. 

Perdeu movimentos de braços e pernas, sofreu uma traqueostomia. Ensinava. Agora aprende a viver de novo. Só o que não mudou foi São Gonçalo. A ameaça do mosquito Aedes é a mesma, um microcosmo da tragédia das epidemias do Brasil.

O município continua em alerta por focos de larvas do inseto, segundo o mais recente boletim do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). A Baía de Guanabara e seus alagadiços repletos de lixo ficam a menos de um quilômetro da casa onde Jonas, de 34 anos, mora com a mulher Camila e os sogros.

Cresci com o medo da dengue e sofri com o meu marido o terror da zika. Agora, ainda tem a chicungunha. Graças a Deus e aos médicos ele está de volta com a família. Mas a ameaça do mosquito continua aqui. Não há focos em casa. Mas olhe as ruas, olhe o esgoto, olhe a cidade — diz Camila, única de sua família que nunca teve uma das infecções transmitidas pelo Aedes.

Ela e a mãe, Margarete de Jesus Walter Veríssimo, foram companheiras diárias e incansáveis do professor durante os 11 meses de internação no Hospital Universitário Antonio Pedro, da UFF, em Niterói. Nem por um dia deixaram de atender a pedidos de Jonas, cujas últimas palavras antes de perder a consciência, em janeiro, foram um apelo para não ficar sozinho.

Margarete, como a filha, se preocupa com a reabilitação do genro. Ele desenvolveu a forma mais grave da síndrome de Guillain-Barré, diz o neurologista Osvaldo Nascimento, professor titular da UFF e uma das maiores autoridades do país na doença. Jonas foi um dos casos mais severos que Nascimento atendeu no centro de referência de Guillain-Barré que lidera na UFF. O paciente desenvolveu encefalite. Ficou no CTI até 12 de julho. Em consequência da doença, teve complicações na medula e no pulmão.

Ele superou as expectativas dos médicos. Por um tempo, ficou tão mal que nos preparavam para o pior. Mas somos pessoas de muita fé, nunca perdemos a esperança de que ele voltaria para casa. E Jonas tem muita vontade de viver conta Margarete.

Esperança Margarete só não tem que São Gonçalo se livre do mosquito. Ela e o marido contraíram dengue em dezembro de 2015, na mesma época em que Jonas adoeceu com zika. Mas, ao passo que se recuperaram, o genro começou a apresentar sinais de comprometimento neurológico, como dormência nos membros, alguns dias após os sintomas da zika desaparecerem. Em menos de uma semana, seu estado se agravou ao ponto de perder a consciência.

Tivemos a sorte de o Jonas ser atendido por uma equipe médica maravilhosa na UFF. Mas não sabemos como será sua reabilitação agora. Ele conseguiu atendimento na Andef (Associação Niteroiense de Deficientes Físicos), onde são muito bons, mas não há ambulância para levá-lo. Contamos com a ajuda dos amigos. Do município, não temos nada, só mosquitos — frisa Margarete.

O professor sonha retomar o mestrado em Química. E conquistar pequenas vitórias cotidianas. Uma delas foi redescobrir a própria voz. Ele hoje consegue falar com clareza, ainda que pausadamente. Também não perdeu a memória e mantém, inclusive, o domínio do inglês.

Nunca fiquei doente. Sempre tive ótima saúde. Realmente é difícil entender como a picada de um mosquito, uma coisa que deveria ser evitável, pode ser tão devastadora. Os médicos também não sabem ainda explicar como pessoas como eu, que não estão em grupo de risco, podem adoecer dessa forma devido ao zika — afirma Jonas.

Ele agradece à Andef pelo atendimento de fisioterapia. E lamenta o desamparo em que se encontram as vítimas desse vírus:

Encontrei amparo em Deus e na minha família. Mas e quem não tem família, não tem amigos com carro? Conta com o sistema de saúde falido? Só o que não falta é mosquito.

Jogos Paralímpicos Universitários servem como preparação para campeão mundial

Por CPB

Alexandre Urch/CPB/MPIX
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Entre os estudantes que disputam desde a manhã desta sexta-feira, 9, os Jogos Paralímpicos Universitários, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, destaca-se um que acumula título importantes em sua carreira. Aos 40 anos, Aniceto dos Santos disputou no primeiro dia do evento os 400m (T13), já de olho em 2017.

Aniceto é o atual campeão mundial de maratona da sua classe, título conquistado em 2015. No próximo ano, ele terá a tarefa de buscar o bicampeonato da disputa, cuja data ainda não está definida. Para tanto, inscreveu-se nos Universitários com a intenção de preparar-se a temporada que vem por aí. Aniceto cursa atualmente o décimo semestre de Direito.

"É uma competição muito legal, estou gostando. Acredito que esta será uma festa, como são as etapas do Circuito Loterias Caixa. Meu objetivo é começar a preparação para o Mundial de Maratona, do qual busco o bicampeonato. Minha preparação agora está totalmente voltada para isso", disse o atleta de 40 anos.

Experiente, ele vê o evento como uma boa porta de entrada para estudantes com deficiência que não tiveram ainda o mesmo contato com o esporte que ele. "Os Jogos Paralímpicos Universitários são importantes pois há bastante estudantes que praticam esportes. No meu caso, eu já era atleta antes de vir para cá. Mas há muitos outros que praticam alguma modalidade e é legal dar oportunidades a eles", completou.

O evento conta com atletas a partir de 17 anos, desde que estejam matriculados em uma instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação e com alguma deficiência física, intelectual ou visual. Ao todo, estão inscritos na competição 154 atletas de 17 estados mais o Distrito Federal. Serão 107 homens e 47 mulheres em disputas de cinco modalidades: atletismo, bocha, judô, natação e tênis de mesa.

Click AQUI para ver as fotos: 

Credenciamento
A imprensa interessada na cobertura dos Jogos Paralímpicos Universitários ainda pode se credenciar. Os profissionais que quiserem ter acesso à instalação precisarão preencher o formulário no link a seguir: https://goo.gl/forms/LXA4j4y3jDm0GehZ2.

Serviço
Jogos Paralímpicos Universitários 2016
Data: 9 e 10 de novembro

Horários
Atletismo: 8h às 10h
Natação: 16h às 20h
Bocha: 14h às 16h
Judô: 10h às 12h
Tênis de Mesa: 10h às 12h

Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro - Rodovia dos Imigrantes, Km 11,5, São Paulo (SP) - ao lado do São Paulo Expo

Senha sonora para deficientes visuais é aprovada em comissão

pessoas-com-deficiencia-visual-ficam-dependentes-de-terceiros-no-auxilio-para-saber-quando-sua-senha-e-chamada
Pessoas com deficiência visual ficam dependentes de terceiros no auxílio para saber quando sua senha é chamada

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o Projeto de Lei 4369/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que obriga os estabelecimentos que utilizam senhas no atendimento ao público a disponibilizar aviso sonoro para pessoas com deficiência visual. De acordo com Gouveia, a medida é inclusiva e está ligada ao princípio da dignidade humana, previsto na Constituição Federal.

A proposta altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15). Segundo o deputado, a utilização de avisos sonoros permitirá a identificação da senha pela pessoa com deficiência visual, dinamizando o atendimento. A medida pretende corrigir distorções no atendimento aos deficientes visuais e, assim, minimizar as distorções no atendimento em bancos, cartórios e nas repartições públicas.

Para o relator, deputado Assis do Couto (PDT-PR), a proposta é um melhoramento ao estatuto que precisa ser adotado. “A medida aqui proposta é meritória, coerente, factível e pouco onerosa. Temos casos de fila por senha em que a pessoa com deficiência tem de perguntar aos outros a hora de sua vez.”

Couto lembrou que a legislação atual já estabelece a medidas para facilitar a vida de pessoas com deficiência visual como audiodescrição em programas de televisão e semáforos com equipamento para emitir som.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Brasil leva três medalhas na Copa Costa Rica de tênis de mesa

Por CPB

Divulgação/ITTF
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Thais Severo fez campanha com 100% de aproveitamento

O Brasil começou a Copa Costa Rica - competição voltada a atletas paralímpicos - com três medalhas, sendo uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Enquanto Thais Severo levou a melhor na disputa das classes 3 a 5 e ficou no ponto mais alto do pódio, Fábio Santos e Renato Santos terminaram a competição entre os três melhores. Fábio ficou com a prata e Renato foi o terceiro lugar da classe 5.

Para conquistar o título, a brasileira venceu todas as adversárias do grupo, que tinha a compatriota Maria Luiza Passos, a japonesa Yukimi Chada, a americana Cynthia Ranii e a chilena Tamara Isabel Leonelli.

Na disputa com Yukimi Chada, Thais Severo venceu por 3 sets a 0 (11/9; 11/9 e 11/6), mesmo placar do confronto com Cynthia Ranii (11/3; 11/1 e 11/2) e do jogo com Tamara Isabel (11/3; 11/3 e 11/9). O duelo mais equilibrado de todo o grupo foi justamente quando as duas brasileiras ficaram frente à frente e Thais conseguiu bater Maria Luiza por 3 sets a 2, após estar perdendo por 2 sets a 1 (11/5; 9/11; 9/11; 11/4 e 11/8).

Com participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Thais é um dos destaques do grupo que defende o nosso país no torneio.

Fabio Santos e Renato Santos competiram no mesmo grupo que o japonês Kentaro Doi e Dennis La Rose, de Trinidad e Tobago. Fabio venceu o conterrâneo por 3 sets a 2 (11/6; 9/11; 4/11; 11/9 e 11/7) e derrotou também Dennis La Rose, por 3 sets a 0 (11/5; 11/9 e 13/11). Porém, acabou perdendo para o japonês por 3 sets a 1 (11/6; 4/11; 11/6 e 11/3).

Já Renato venceu Dennis por 3 sets a 0 (11/9; 11/6 e 11/3) e perdeu para Kentaro por 3 sets a 1 (12/10; 12/10; 6/11 e 11/9).

A delegação verde e amarela ainda tem mais chances de ouro. Três brasileiros estão na semifinal da disputa individual masculina Classes 3 e 4. Eziquiel Babes pega Ivanildo Freitas, enquanto Alexandre Ank terá pela frente Geovanni Rodriguez, da Costa Rica.

Luiz Henrique Medina, mais conhecido como Caíque, também vai lutar por vaga na final. No individual Classe 6 e 7, o brasileiro vai enfrentar Steven Chinchila, da Costa Rica. Do outro lado da chave, o chileno Matias Nicolas Lorca encara Hernan Rojas, também da Costa Rica.

Na Classe 10, mais um duelo de semifinal entre brasileiros: Claudio Massad vai pegar Basilio Fernando Oliveira, enquanto Jose Angel Rojas, da Costa Rica, encara o chileno Alvaro Hernan Gutierrez.

A Copa Costa Rica a começou na última quinta-feira e vai até domingo. O Brasil tem a maior delegação da competição, com 23 atletas ao todo.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: cpb.org.br

Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em Tóquio ! - Veja o vídeo.

TÓQUIO (IPC Digital) – Um usuário de cadeira de rodas publicou uma série de informações referentes à acessibilidade urbana no Japão, e um de seus vídeos mostra claramente a experiência de um cadeirante ao usar o metrô ou embarcar em um trem.


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O vídeo de 1 minuto e meio do AcessibleJapan sobre trens e metrôs no arquipélago mostra a hospitalidade japonesa em seu melhor. Cadeirantes que planejam visitar o país ficarão felizes em saber que não há nenhum problema em embarcar em um trem.

Resultado de imagem para Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em TóquioMáquina de bilhetes são posicionadas em uma altura baixa
Ao entrar na estação, as máquinas de bilhetes são posicionadas em uma altura baixa o suficiente para que todos possam usá-los, inclusive usuários de cadeira de rodas.
Resultado de imagem para Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em TóquioCadeirantes podem pedir auxílio para funcionários das estações
Resultado de imagem para Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em TóquioUm funcionário da estação ajuda um cadeirante a entrar no trem
Você pode dizer para um funcionário da estação, que geralmente fica ao lado das catracas, qual o seu destino que, prontamente, irá auxiliá-lo em embarcar no trem. Ao desembarcar, outro funcionário estará esperando para ajudá-lo.
Resultado de imagem para Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em TóquioLugar reservado para usuários de cadeira de rodas
Nos trens antigos, o funcionário posicionará uma rampa para cobrir o vão entre a plataforma e o trem. Nos vagões modernos de trens e metrôs, a distância é muito curta, segura o suficiente para a entrada ou saída do cadeirante.
Resultado de imagem para Acessibilidade urbana no Japão: Veja um cadeirante usando trens e o metrô em TóquioTrens novos facilitam a entrada dos cadeirantes
Fonte: ipc.digital

Sexualidade e suas curiosidades...

É um assunto polêmico e curioso! Principalmente para aqueles que são recentes de lesão, aqueles que nasceram e ainda não tiveram experiência.



"O que fazer?... Onde tocar?... Será que vai sentir algo?... Será que pode fazer posição?... Será que ela/ele faz sexo?... Será que vou machucar ela/ele?..."

São milhares de perguntas que passam pela cabeça de uma pessoa SEM deficiência, pois nos enxerga em uma cadeira de rodas, apesar de estarmos bem vestidos, sensuais, nos divertindo etc, é bem difícil nos imaginarem na cama por ser algo um pouco desconhecido!

Sim, somos cadeirantes e fazemos SEXO! Só que com a gente, você vai ter que mostrar que está disposto a descobrir como funciona a nossa sexualidade e verá que não tem nada de tão diferente assim, mas também não podemos generalizar, até porque cada caso é um caso.

Existem diversas deficiências e cada uma ocorre dificuldades em diferentes formas. Como por exemplo as pessoas que sofre uma lesão medular e perde parte de sua sensibilidade e controle da bexiga, essas pessoas são obrigadas a fazerem cateterismo (passar sonda) antes da relação sexual, sendo homem ou mulher. Pois na hora do ato sexual, pode acabar estimulando e o lesionado por acabar fazendo algumas gotas de xixi! Mas não se assuste, isso não acontece facilmente, ao menos se tiver bebido muito e não passar a sonda, ai já era! (Risos)

São detalhes simples e tão natural, mas que muitas vezes é desconhecido para alguém que não tenha deficiência, por isso é sempre legal pesquisar sobre estes assuntos e conversar abertamente com quem é cadeirante para conhecer a sua realidade.

Hoje trago pra você, historias de diversos cadeirantes falando sobre sexualidade... São histórias divertidas e experiências de vida lindas que vale a pena leem.
Boa leitura:

"Foi horrível minha primeira vez! (Risos)
Estava insegura, com medo e vergonha. Mas até que rolou, porque minha preocupação era se eu ainda podia ter vida sexual.
E vi que mesmo assim na cadeira eu ainda sou uma mulher, com os mesmos desejos e vontades.

Bom eu sou bissexual, aliás, não gosto de rótulos. Digo que gosto de pessoas e antes da lesão estava há 2 (dois) anos, separada do pai da minha filha. Com quem fui casada por 11 (onze) anos.Depois da lesão tive experiência sexual com um homem.

Minha lesão é incompleta, mudou, mas ainda tenho sensibilidade. Ganhei e aprendi a conhecer outros pontos que também dão prazer.

Quem passou a sonda foi a minha parceira, o desconforto que tive foi pela falta do jeito, o medo de machucar,
Tem diferenças entre o homem e a mulher, acho o homem por mais que seja cuidadoso ainda é diferente a mulher é mais delicada.
Passo a sonda para fazer xixi, mas no começo aconteceu de perder xixi e não mais. Só se eu beber muito e não passar a sonda.
Tenho a fantasia de fazer amor na praia.
Tenho uma filha e sempre conversamos abertamente e é como falo pra ela: “não somos obrigados a gostar de nada, mas não podemos julgar ninguém por opção sexual ou religião. Nós temos no mínimo a obrigação de respeitar.”
Temos alguns cuidados até porque sabemos como é a cabeça da molecada nessa idade, então tento não expor ela.
Ainda nos olham diferente e você quer ver o espanto maior, é quando nos veem e perguntam: “Ah vocês são irmãs?” E respondemos: Não somos casadas.
A aceitação está melhorando, até porque trabalhamos na mesma empresa e somos respeitadas lá como um casal. E muitas vezes ela tem que me ajudar na hora de passar a sonda.
Bom só uma coisa, com lesão ou sem lesão amor é amor em qualquer condição e o sexo é um complemento que é como andar de bicicleta nunca se desaprende apenas se reinventa."

Katia simplesmente Katia (Risos) 33 anos,
Paraplégica / São Paulo

"Minha primeira vez depois da lesão não foi boa, pois quis fazer para experimentar! Foi uma curiosidade.

Acho que foi igual quando a mulher faz por fazer e não sente nada, pois nem preliminares eu tive. Tipo, colocou lá e pronto! (Risos)

Com um tempo aprendi que eu precisava ser tocada, ser seduzida, que o meu corpo agora agiria diferente! Quando fui chamada para ser paciente do Hospital Sarah, lá tive aulas que eu poderia ter vontade e sentir prazer.

Acho que tudo está no nosso cérebro, pensamentos ajudam muito! E também aprendi que o ato sexual iria estimular fazer xixi e na hora da relação eu poderia fazer (pingar o xixi) caso eu não passasse a sonda (cateterismo). Então conversei tudo isso com meu namorado e um foi conhecendo o corpo do outro!

Digamos que depois de 2 (dois) anos de lesão, tive minha primeira relação sexual “normalmente” e prazerosa. Ele fez com que eu desejasse e sentisse prazer e vontade de ter ele por inteiro. Só digo uma coisa, tudo está na pegada! Se não tiver toque, paciência em me seduzir, não vou sentir tesão hehehe...

Até hoje não tive nenhum incidente com xixi, sempre cuidei com que isso não acontecesse. Mas converso isso abertamente com meus parceiros, pois se acontecer eles não vão se assustar né?!

Tudo esta na conversa, abrir o jogo! Nunca se sabe o que pode acontecer na hora do amor.
Nunca tentei nenhuma posição diferente AINDA! Nem realizei a fantasia de ir ao motel e fazer na hidromassagem!

Minha sensibilidade é diferente, quando o cara me beija, me toca...e vai beijando mais e mais, eu vou sentindo vontade e o desejando, até a hora que quase subo pelas paredes. E um ex-namorado quando me tocava dizia: “Você está molhada”.

Para mim, foi uma recompensa, percebi que meu corpo funcionava normalmente. Até que procurei médicos e procurei saber se poderia ser mãe, e sim! Posso ser mamãe normalmente. Agora o cuidado é redobrado, para não ser mãe agora!

Surfistinha, 29 anos
Paraplégica / Rio de janeiro

Minha experiência quanto à hora de ter a relação é o fator equilíbrio, pois na hora da posição, ficar de quatro para penetrar na mulher, preciso de apoio para não cair pra trás ou em cima das costas da parceira, porque o equilíbrio de um poliomelitico é por vezes falho e precisa de um apoio nos braços para se manter de joelhos, nas demais posições.

Como a posição "papai e mamãe" é fácil e confortável. A mais gostosa sensação é a mulher vir por cima, pois dá uma penetração total. Adoro sexo oral, pois é a coisa mais gostosa e carinho em pessoas que se amam.

Aurélio, 52 anos
Poliomielite / São Paulo

"Sempre que estava namorando, eu percebia que sempre ficava umedecida, com muita excitação, sempre percebi que sentia a parte íntima. Até que um belo dia fomos ao motel e estava muito nervosa, claro que nem demonstrei. Ao chegar lá, antes de sairmos da garagem ele me deixou no carro, pegou minha cadeira e viu se passava na porta (coisa de quem sai com cadeirantes). Aí ele voltou sentou perto de mim no banco do carona, tirou minha blusa e olhou para os meus seios, meio tímido. Aí peguei a mão dele passei em meus seios o beijei e pedi para ele me tocar.

Namoramos muito e fui ficando um pouco calma, meus medos eram: Será que dou prazer a ele? Será que vou sentir? Ou será que vou fazer xixi aqui? Que mico!

Na hora que ele me deitou na cama, ele tirou a bermuda e a sunga ,quando o vi excitado, muito excitado, me senti muito mulher. Entreguei-me e naquela tarde transamos duas vezes, pois eu pedi mais e não urinei, mas percebi que gozei muito.

Existem motéis muito perto de minha casa, daí passo sonda em casa mesmo, mas já conversei com ele, quero que ele passe em mim e claro ele ficou muito interessado.

Eu sinto a parte íntima desde quando saí do hospital, mesmo sendo tetraplégica.

Em relação à fantasia sexual, gostaria de me passar por outras mulheres, mas a melhor fantasia é sentir prazer e dar prazer. Esse é meu clube."

Loira em Duas Rodas, 33 anos
Tetraplégica / Rio de Janeiro

“Minha primeira vez depois da lesão foi estranha. Diferente! Não reagi bem, foi desconfortante. Ele agiu normalmente, como se nada tivesse mudado.

Eu ainda não fazia o cateterismo, mas não foi impedimento. Aconteceu o incidente de não passar a sonda e durante a relação sexual pingar o xixi. (O que é normal, se não passar sonda!).

Minha sensibilidade mudou, não é como antes. Mas não é uma coisa de outro mundo. Sinto prazer, não como antes, mas sinto.

Nunca tive vontade em relação à fantasia sexual, nem antes da lesão. “Não realizei e nem pensei no caso ainda.”

Jacy, 25 anos.
Paraplégica / Pernambuco

“Minha primeira vez depois da lesão foi maravilhosa, peguei um parceiro muito carinhoso e atencioso. Na hora de passar a sonda eu fiz tudo sozinha fiquei um pouco retraída (vergonha), ai como já estava toda pronta foi só um abraço.

Só que pensei, como já passei a sonda (cateterismo) não vai vazar xixi. Mas com o coração a mil e as sensações a flor da pele, acabou vazando xixi!

Senti-me horrível na hora, mas ele disse: “Para com isso”.

Minha sensibilidade é grande, mas não consegui chegar ao orgasmo. Para mim mudou muito porque quando andamos vamos tirando a roupa se prende na parede e muitas outras coisas.

Minha fantasia seria rolar no “pole dance” e chicotear o cara! Uma coisa que gosto muito é que puxem meu cabelo e me maltrate, sou meio masoquista.”.

Taradinha, 31 anos
Mielite Transversa. Belém

Minha primeira vez foi bem interessante depois da lesão. Eu estava internada fazendo tratamento no Sarah e tive aulas de sexo. Quando sai para passar o final de semana fora do Hospital Sarah, fui praticar. Meu parceiro foi uma pessoa bem atenciosa eu expliquei e rolou. Ele se surpreendeu, pois disse que jamais pensava que eu era aquela mulher toda na cama.

Enfim no inicio fiquei um pouco tensa depois relaxou. Mas não senti o orgasmo de antes, mas só o fato de esta mantendo relação sexual, eu me senti mais mulher. Até porque eu pensava que nunca iria manter essa vida ativa com a lesão.

Eu sempre preciso de ajuda para passar a sonda, quando é a primeira vez da relação sexual eu faço de tudo para alguém mais intimo (mãe, irmã, amiga) passar a sonda. Depois eu explico que faço tratamento da bexiga (bexiga neurogênica) e ensino meu parceiro a fazer o cateterismo.

Desconforto só tem quando faço uma posição que meu corpo rejeita me dando disreflexia (arrepio no meu corpo ou meu rosto esquenta) procuro fazer outra posição e tudo fica tranquilo.

Incidente? Já tive sim! Já fiz xixi na hora do sexo, mas graças a Deus o meu parceiro foi bem legal e continuamos como se nada tivesse acontecido.
Eu não tenho sensibilidade nas minhas partes intimas. Mudou e muito, mas eu trabalho o meu psicológico.

Depois da lesão só mantenho sexo olhando os movimentos, eu sempre digo que eu trabalho o meu psicogênico para chegar até uma sensação gostosa, meu prazer maior é vê meu parceiro sentindo prazer.

Já fiz muitas loucuras, mas fantasia depois da lesão ainda não realizou completamente! Foi apenas pela metade. Uma das minhas fantasias é transar com um parceiro bem fofinho, aonde quase realizei, mas o lugar não estava apropriado para nós dois.

Tenho uma fantasia que é complicada, mas não impossível. Que é fazer amor com um heterossexual e um homossexual. Quem sabe um dia, não é?!

Mery 29 anos
Tetraplégica / Amapá

Foi melhor o que eu esperava! Com um cara que já conhecia e me senti bem à vontade, eu mesma passei a sonda.
Na verdade nunca ninguém passou, porque eu consigo de boa! Desconforto nenhum e incidente teve antes da relação sexual (perca de urina). Mas na hora nada! Não realizei nenhuma fantasia e no momento não tenho nenhuma.

Wheels Pink, 32 anos
Paraplégica / Santa Catarina.

Tipo, a minha primeira vez pós-lesão aconteceu dois anos depois. Eu não uso sonda, então só fiz xixi normal e foi. (Risos)

Tipo estava um pouco apreensiva, mesmo assim foi legal, mesmo não sentindo muita sensibilidade. Depois de algumas vezes ficou melhor, muito melhor (Risos).
Na primeira vez não tive incidente, mas uma vez fiz xixi em cima do meu ex-namorado (Risos).

A minha sensibilidade é boa! Sinto tudo, só preciso de algumas adaptações e também com o tempo fui descobrindo novos prazeres e posições que eu conseguia realizar.
Meu ex-namorado era bem companheiro e fizemos muitas loucuras juntos.
Uma vez ele me colocou em pé e segurava com o joelho a perna ruim. Putz! Ficamos naquela loucura (Risos)

Outra vez começamos na cadeira e terminamos na cama. Eu acho que a fantasia que quero realizar é fazer na cadeira e terminar na cadeira.

Eu e meu ex-namorado fomos a um motel e a minha outra cadeira estava dentro do carro, ele fingiu que era cadeirante e até tirou a cadeira, sentado para depois sentar. Foi nesse dia que tudo pareceu mágico.

A situação criada, em ele não mexer as pernas me fez sentir prazer. E foi daí em diante que tudo melhorou.

Começamos na cadeira, os beijos, amasso, mas o resto terminou na cama.

Cadeirante Subversiva, 33 anos.
Paraplégica / Santa Catarina

Minha primeira vez depois da lesão eu estava muito insegura. Não consegui relaxar direito, estava com medo, pois era tudo diferente.
Eu aprendi a passar sonda no Hospital Sarah. Sempre passei sozinha, mas com espelho. Sem o espelho não consigo.
Tive vários desconfortos. Dor nas costas, pés inchados, também perdia xixi durante o sexo, mesmo fazendo o cateterismo antes.
Minha sensibilidade é toda bagunçada. Tem lugares que sinto outros não.
Tem lugares que se apertar eu sinto...outros não!

Mudou totalmente minha vida, até a forma de viver e ver a vida. Amadureci muito, aprendi a ter fé e acreditar em meu potencial.
Não fiz nada de diferente no sexo, sempre na cama e no sofá. Não fui tão aventureira. Mas tenho várias fantasias ainda para realizar. (Risos)

F.F, 33 anos
Paraplégica / Paraná

Nasci com a deficiência, tenho sensibilização normal, não uso sonda.
Minha primeira vez foi com 18 anos com meu primeiro namorado, no começo foi estranho porque achei que teria alguma limitação. Mas pelo contrário só não transei em pé porque não ando porque o resto, até encostada na parede foi!
Já realizei várias fantasias minhas e dos meus parceiros, a mais louca foi com meu parceiro dirigindo em uma avenida movimentada da cidade e eu em cima dele transando que nem uma louca era em um horário movimentado, e o pior dentro de um uno! Joguei o cabelo no rosto e já era!

Lis Loureiro, 24 anos
Artroglipose / Mato Grosso do Sul

A minha primeira vez depois da lesão foi constrangedora, porque estava muito tímida.
Eu mesmo faço o meu cateterismo. Tive desconforto ardeu um pouquinho para passara sonda. Minha sensibilidade é pouca,
Realizei uma fantasia, fazendo sexo oral em um garoto na beira da rua. Adorei!
Só não gosto que toque na minha perna, gosto que me toquem onde eu sinto, onde tenho sensibilidade.
Gosto que me chame de Amanda sou travesti desde os 16 anos, minha lesão foi com arma de fogo (ciúme do ex-namorado) aos 18 anos.
Sempre fui sincera, na cadeira, ou antes, em relação com minha sexualidade.
Já vazou xixi, só não percebeu porque estava de costas pra ele e não deu para perceber. (Risos). E se caso ele visse, eu não me envergonharia não. Eu tiraria tipo como se fosse à brincadeira, eu não sou mais tímida como era no começo.
Quando vou ter relação eu faço uma lavagem, tem o material apropriado. Não é como antes.

Amanda, 27 anos
Paraplégica / Acre

Minha primeira vez foi um tanto interessante, fiquei super curioso para saber até onde eu poderia chegar. Não tive tantos problemas na questão de medo e ansiedade, pois eu namorava antes da lesão e continuei com o mesmo namoro depois da lesão, minha parceira de cara já me deixou tranquilo, porque nos conhecíamos muito bem um ao outro. Com esses fatores me favorecendo eu estava certo que nada pudesse da errada, mais não foi tão perfeito, porque logo de cara você se vê em uma situação um pouco delicada.
Claro, antes poderia fazer de todas as formas e posições e com o andamento da primeira relação vi que tinha mudado bastante as coisas, então ao fim dessa primeira experiência eu não fiquei satisfeito.
Do meio para o fim tive problemas de ereção por conta da situação que me passou pela cabeça naquele momento e como qualquer coisa nova em teste, fui testado e vi que tudo era questão de tempo e de aprendizado. Com o passar do tempo fui aprendendo onde e como poderia melhorar nossas relações sexuais, fui ganhando mais sensibilidade, confiança e assim descobrindo o ponto do prazer.
Hoje temos uma relação sexual normal, hoje consigo ter ejaculação que é um ponto muito bom, pois desde a primeira ejaculação após lesão me senti mais homem, mais seguro, e confiante.
O segredo é se conhecer, souber onde te faz sentir mais tesão, onde e como você se sente mais satisfeito.
Para eu ter uma vida sexual ativa, isso foi essencial.
Nessa questão da sonda, eu sempre faço o cateterismo antes, por sentir mais segurança e sempre que vou ter relação evito beber muita água, pois com a bexiga vazia sinto mais prazer na hora do sexo.Ainda não tive nenhum incidente na hora da relação, sempre porque estou me prevenindo antes “da pega pra capar” (Risos).Minha sensibilidade é muito boa, tive uma grande melhora nessa parte, principalmente nas partes íntimas. Como eu disse, mais por conta de ter relações com uma pessoa que eu já tinha relações, isso me faz dizer que não mudou muito. Essa parte de fantasias eu não realizei nada depois da lesão, quer dizer tem algumas fantasias bobas mesmo que eu já tinha antes da lesão que às vezes continuo com elas, mais algumas que tive vontade por ser inédita, não realizaram nenhuma.E outra à minha maior fantasia depois da lesão é voltar a transar em pé, (Risos).E pra quem acha que por ser deficiente não pode ter uma vida sexual saudável, estou aqui para desmentir, é possível sim ter relação e ter prazer. Estou muito bem nessa parte, sinto que minha namorada, hoje esposa é satisfeita e isso é a minha maior vitória, satisfazer quem você ama é maravilhoso e dentro dessas relações amorosas, foi gerada uma criança, ela está grávida de dois meses e com fé em Deus realizarei mais esse sonho, Obrigado pela oportunidade Vanessa.

Diego Chaves 25 anos
Tetraplégico / Maranhão

Aposentadoria especial para pessoa com deficiência será mantida mesmo com a Reforma na previdência

Texto proposto pelo governo também prevê regra diferente para trabalhadores sob condições que prejudiquem a saúde

Ícone que representa um martelo de juiz, em fundo verde.

Proposta pelo governo federal na última terça-feira (6), a reforma da Previdência mantém critérios diferenciados para a aposentadoria de trabalhadores com deficiência ou expostos a condições nocivas à saúde.

O texto apresentado prevê uma idade mínima de 65 anos a todos trabalhadores. Ainda que a proposta garanta condições especiais a pessoas com deficiência ou sob condições nocivas à saúde, a diferença aos demais trabalhadores não poderá ser maior que 10 anos no requisito de idade e 5 anos no tempo de contribuição.

BPC/Loas

Sobre o BPC/Loas , que garante um salario mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial, o texto encaminhado pelo governo ao Congresso não altera o direito ao benefício aos que atendam os requisitos do programa.

A mudança prevista com a reforma está, apenas, na idade mínima para solicitar o benefício. Atualmente, é necessário ter 65 anos para ter direito ao BPC/Loas. Com a mudança, a idade mínima passa a ser 70 anos.

Para ter validade, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e promulgada. Os idosos que tiverem 65 anos na data da promulgação não serão afetados pela medida.

A transição da idade mínima de 65 anos para 70 será gradual, com o incremento de um ano de idade a cada dois anos.