sábado, 17 de dezembro de 2016

Pisos com figuras tridimensionais

A NBR 9050/2015 estabelece critérios de revestimento, inclinação e desnível para pisos.

Por: Acessibilidade na Prática - Fotos: Arquivos do Acessibilidade na Prática

Os materiais de revestimento e acabamento devem possuir superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas (carrinhos de bebê, andadores e cadeiras de rodas) e antiderrapante (sob qualquer condição: seco ou molhado).

Deve-se evitar a utilização de padronagem na superfície do piso que possa causar sensação de insegurança (como estampas, por exemplo, que pelo contraste de desenho ou cor, possam causar a impressão de tridimensionalidade).

piso
Revestimentos com cores intercaladas, como na foto acima, podem até possuir uma boa apresentação estética, mas muitas vezes provocam a sensação visual de alteração de profundidade, especialmente a pessoas com alguns tipos de baixa visão, causando assim uma certa confusão visual.

PISO
Outro exemplo que pode causar confusão visual, onde um piso escuro forma uma figura em alto contraste com um piso claro.

piso
Faixas pretas lado a lado sobre o piso branco, causando o efeito tridimensional e contrariando os critérios da norma técnica.

piso
Nesta calçada, além da ideia tridimensional, os revestimentos da esquerda e da direita são diferentes, causando poluição visual.

Se todos os estabelecimentos atendessem os critérios básicos da norma técnica com relação aos revestimentos, teríamos espaços com condições de circulação muito mais acessíveis e esteticamente mais agradáveis.



Fonoaudióloga oferece colônia de férias para autistas em janeiro

       Foto: Divulgação
       A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém a fonoaudiológa Danielle Damasceno numa sala de brinquedos sorrindo para a foto. Fim da descrição.

As fonoaudiólogas Danielle Damasceno e Adriana Fernande planejaram uma colônia de férias terapêutica com o objetivo de promover engajamento entre crianças com dificuldades nas habilidades sociais. O evento começa dia 30/01/2017 e vai até o dia 10/02/2017 no Sítio Gavião, na Barra da Tijuca (RJ).

"A proposta é que a criança brinque livremente escolhendo as atividades que estarão pré-estruturadas em ambientes diferentes e que através da brincadeira, seja incentivada a estar em dupla, trio ou grupo. Durante toda a colônia, um profissional ficará responsável por cada criança, a fim de mediar as relações e descobertas que farão, auxiliando nos momentos em que forem necessárias intervenções para potencializar as interações sociais. Esses profissionais serão supervisionados o tempo todo", conta Danielle.

A técnica que será utilizada por elas será a FLOORTIME, que é o método, desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan, um método de tratamento que leva em conta a filosofia de interagir com uma criança autista e será utilizado durante a colônia. É baseado na premissa de que a criança pode melhorar e construir um grande círculo de interesses e de interação com um adulto que vá de encontro com a criança independente do seu estágio atual de desenvolvimento e que o ajuda a descobrir e levantar a sua força. Greenspan descreveu os 6 degraus da escada do desenvolvimento emocional como: noção do próprio eu e interesse no mundo; intimidade ou um amor especial para a relação humana; a comunicação em duas vias (interação); a comunicação complexa; as idéias emocionais e o pensamento emocional. A criança autista tem dificuldades em se mover naturalmente através desses marcos, ou subir esses degraus, devido à reações sensoriais exacerbadas ou diminuídas e/ou a um controle pobre dos comandos físicos.

IBGE: Pessoa com deficiência ganha 11,4% menos

Pesquisa mostra que o salário médio é de R$ 1.499 contra 1.693 dos outros trabalhadores

Do R7

Salário de pessoa com deficiência é menor, indica pesquisa do IBGE Zanone Fraissat/Folhapress

As pessoas com deficiência que fazem parte da força de trabalho brasileira ganham, em média, 11,4% menos que aquelas sem deficiência. Estão incluídas pessoas com deficiências como intelectual, física, auditiva e visual.

A informação consta de uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (30). Em média, pessoas com deficiência ganham R$ 1.499, contra R$ 1.693 dos outros trabalhadores.

As pessoas com alguma das deficiências que faziam parte da força de trabalho brasileira totalizavam 1,6 milhão em 2013.

Deste total, 702 mil trabalhavam na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (17,2%); 722 mil no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (17,7%); e 562 mil na indústria (13,8%).

Entre os trabalhadores ocupados, um em cada cinco (21,7%) declarou ter grau intenso ou muito intenso de limitações em suas atividades habituais, inclusive o trabalho.

A deficiência visual foi a mais frequente entre as pessoas de 14 anos ou mais (4,3%) e atingia 3,1% dos ocupados, 1,7% dos desocupados e 6,4% dos fora da força.

'Nenhuma empresa me contratava, então abri a minha própria' - Veja o vídeo.

por BBC Brasil

                               Resultado de imagem para 'Nenhuma empresa me contratava, então abri a minha própria'1

Collette Divitto tem síndrome de Down e cansou de ouvir em entrevistas de emprego que "não era a pessoa certa para aquele trabalho" ou que "não se encaixava na vaga".

Click AQUI para ver o vídeo.

Mas confiante na sua capacidade, ela resolveu dar uma resposta abrindo seu próprio negócio: a fábrica de cookies Colletey's.

Seus biscoitos viraram um sucesso em Boston, cidade americana onde mora. E com a chegada de sua história à TV, ela recebeu outros milhares de pedidos.

Collette agora quer expandir seu negócio para poder contratar pessoas com deficiência.

Ela se orgulha de ser um modelo para outros que passam pelo mesmo problema que teve de enfrentar.

"Eles poderão ver que, se eu consegui, eles também podem conseguir."

Gêmeas siamesas se reencontram após cirurgia de separação - veja o vídeo.

Meninas continuaram se olhando como quando estavam ligadas

Por Crescer online

Eva e Erika se reencontram após cirurgia (Foto: Reprodução)
Eva e Erika se reencontram após cirurgia (Foto: Reprodução)

Duas irmãs gêmeas, que nasceram ligadas pelo abdômen, emocionaram os familiares e a equipe do hospital ao se encontrarem pela primeira vez depois de uma exaustiva, mas bem-sucedida cirurgia com 17 horas de duração que as separou.

Eva e Erika Sandoval estão se recuperando em camas separadas na mesma sala do Hospital Infantil Lucile Packard, na Califórnia, desde a cirurgia em 6 de dezembro. As meninas de 2 anos não podiam se ver bem até esta segunda-feira, quando sua mãe levou Erika até a cama de Eva.

Um vídeo postado pelo hospital mostra as meninas olhando uma para a outra, como costumavam fazer quando ainda estavam ligadas. “Foi tão emocionante para nós ver as meninas lado a lado novamente", comentou a mãe Aida Sandoval na postagem.

Antes da cirurgia, as meninas estavam posicionadas uma de frente para a outra e unidas pela parte inferior do abdômen. Elas tinham corações, pulmões e estômagos separados, mas compartilhavam um fígado, bexiga, dois rins, três pernas e partes do trato digestivo. Desde a cirurgia, as meninas agora têm uma perna cada uma. A terceira perna foi usada para criar enxertos de pele para cobrir as grandes feridas que resultaram da cirurgia.

Click AQUI para ver o vídeo.

Mãe de aluno com deficiência visual luta por matrícula em escola na Inglaterra

Ela compara a dificuldade na inclusão escolar com a situação vivida no Brasil. Criança foi operada mais de 40 vezes nos olhos.

Por Luiza Tenente, G1

Nadia luta pela inclusão escolar de seu filho, Kaeden. (Foto: Arquivo pessoal)
Nadia luta pela inclusão escolar de seu filho, Kaeden. (Foto: Arquivo pessoal)

A inglesa Nadia Turki luta para poder escolher a escola onde seu filho de 10 anos vai estudar. Kaeden Booth nasceu com uma anomalia genética que reduz sua capacidade de visão – o menino já foi operado mais de 40 vezes e, em uma delas, teve o olho esquerdo removido.

O colégio onde a família gostaria de matriculá-lo não possui estrutura para receber uma pessoa cega. Por isso, o menino está estudando longe de sua casa e de seus amigos.

Nadia afirma que o governo não direciona recursos para que as escolas estejam aptas a receber crianças com deficiência, apesar de a lei sobre inclusão no Reino Unido ser avançada. “Ela dá o direito aos pais de escolher a escola para os filhos. Mas autoridades locais só oferecem opções limitadas para as crianças com deficiência estudarem”, conta.

Em 2010, os direitos das pessoas com deficiência foram ampliados no país. Atos de discriminação, como recusar a matrícula de um aluno, são considerados ilegais. Mesmo assim, a mãe de Kaeden não consegue fazer com que o garoto estude na Honley High School, próxima de sua casa. As autoridades de Huddersfield, no condado de West Yorkshire, estabelecem que ele deve se manter matriculado em um colégio distante, por ter uma estrutura mais completa.

Kaeden tem anomalia congênita que compromete sua visão. (Foto: Arquivo pessoal)
Kaeden tem anomalia congênita que compromete sua visão. (Foto: Arquivo pessoal)

“Já temos um laptop e uma máquina de escrever em braile. Meu filho só precisaria de um professor assistente para disciplinas como matemática e artes, e de outro que possa traduzir os conteúdos para o braile”, conta Nadia.

Ela lamenta as consequências de não poder escolher onde seu filho deve estudar. “Eu tenho dois filhos com um ano de diferença. Um vai à escola do bairro e brinca com seus amigos toda tarde e o outro precisa ir a um colégio distante, passa o resto do dia sozinho a não ser que eu o leve até o clube. Não é justo”, diz.

“Quanto mais oferecermos recurso na infância, menos as pessoas com deficiência vão precisar de nós quando crescerem. Elas serão independentes se o sistema permitir que alcancem seus objetivos.”

Luta pela mudança
Nadia formou um grupo no Facebook com outros pais que também sofrem por não poderem escolher onde seus filhos com deficiência estudarão. Todos compartilham seus relatos e encorajam uns aos outros.

Ela também relata que está organizando uma petição para investigar atos de discriminação contra crianças e jovens na educação provida pelo governo.

Comparação com o Brasil
Nadia afirma que, assim como no Brasil, existe um distanciamento entre a legislação e o cotidiano das famílias com deficiência. Por mais que a inclusão escolar seja debatida e prevista na lei, os pais ainda têm dificuldade de encontrar um colégio que de fato inclua as crianças – e não só aceite a matrícula. O argumento de que a escola “não está preparada” para receber uma pessoa com deficiência é frequente tanto no Brasil quanto no Reino Unido. “Tudo me soa muito semelhante”, afirma.

Sonho
Kaeden, de acordo com sua mãe, é “muito inteligente e está dois anos à frente de seus colegas nos conhecimentos de matemática, inglês e história”.

A mãe do menino deseja que ele possa estudar próximo à casa da família e ser independente. “Meus filhos têm quase a mesma idade. Quero que os dois tenham as próprias vidas e amigos”, diz.

Kaeden tem outro sonho: quer ser um “político bem engraçado”.

Fonte: g1.globo.com

‘Pequeno segredo’ conta a história de Kat Schurmann, uma menina portadora do vírus HIV - Veja o vídeo.

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Elenco e diretores de ‘O Pequeno Segredo’, filme brasileiro selecionado para disputar um Oscar

Toda narrativa cinematográfica ancorada em fatos reais enfrenta um duplo desafio: o de se afirmar como criação artística autônoma e, ao mesmo tempo, manter a aderência à verdade do enredo que a originou. Raras vezes no cinema brasileiro esse desafio foi superado de maneira mais feliz e delicada que em “Pequeno segredo”, de David Schurmann. Afirmando o poder e a vocação de fabulação do cinema, o filme em primeiro lugar conta uma história – história que fala diretamente ao sentimento de qualquer espectador com o coração desarmado.

Mas essa narrativa vai muito além da reconstituição linear da experiência, já em si poderosa, vivida pela família Schurmann a partir da adoção de Kat, uma menina portadora do vírus HIV: com roteiro, fotografia e interpretações impecáveis, “Pequeno segredo” cria uma trama na qual personagens e acontecimentos muito distantes (em mais de um sentido) convergem de forma comovente. Uma trama cujo significado é dado – como na vida – pelo embate permanente entre acaso e escolha, entre a vontade e o destino, entre o amor e a indiferença que se manifesta muitas vezes na forma brutal do preconceito.

Foi justamente o medo do preconceito um dos motivos que levaram os Schurmann – famosos por terem dado a volta ao mundo em um veleiro, nos anos 90 – a manter em segredo a condição da filha adotiva (para ela própria, inclusive). Após a morte da menina, uma experiência emocionalmente devastadora para a família, Heloisa Schurmann (interpretada por Julia Lemmertz) decidiu contar essa história como uma forma de lidar com a dor, em um livro que passou relativamente despercebido, “Pequeno segredo – A lição de vida de Kat para a família Schurmann”. Já ao ler os manuscritos da mãe, David decidiu que esse drama familiar tinha que ser levada ao mundo também através do cinema, por seu poder de inspirar as pessoas.

“Pequeno segredo” não conta apenas a vida de Kat já pré-adolescente, com seus questionamentos e conflitos típicos da idade intensificados pelo drama que ela própria desconhece: paralelamente, o filme conta outra história de amor e laços familiares, a de seus pais biológicos. O viajante neozelandês Robert (Erroll Shand) conheceu e se apaixonou por Jeanne (Maria Flor, no melhor papel de sua carreira) em Manaus, e a este encontro improvável se somou o acaso de um acidente que afetou tragicamente o futuro do casal. Indo morar com Robert em seu país natal, Jeanne engravida, mas tem que lidar com a hostilidade da sogra e a difícil adaptação a uma nova realidade. Quando ela conhece o casal Schurmann, de passagem pela Nova Zelândia em seu périplo marítimo, Kat é um bebê. Pouco mais tarde, a doença contraída por Jeanne numa transfusão de sangue se manifesta.

Nessa interseção entre os dois eixos narrativos, emergem, convergem e ganham sentido diversas questões subjacentes à trama: a natureza do amor e da família; a capacidade de superação; a necessidade de enfrentar a adversidade e reinventar a própria história. Por tudo isso, e pelo refinamento técnico e de linguagem que se camufla na sua simplicidade aparente, “Pequeno segredo” é, sim, o melhor filme brasileiro dos últimos anos. No estilo, na forma e no conteúdo, está plenamente credenciado para disputar e vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Com o apoio e a torcida, espera-se, de todos os brasileiros – mesmo daqueles que, sem terem assistido ao filme, se sentiram derrotados com sua indicação.




Mergulhador paraplégico cria cadeira de rodas submarina - Veja o vídeo.

Igor Skikevich é um mergulhador deficiente físico
Igor Skikevich é um mergulhador deficiente físico Foto: Reprodução / Facebook

O mergulhador paraplégico Igor Skikevich, de 51 anos, desenvolveu uma cadeira de rodas movida à propulsão que pode ser usada de baixo d'água. Com a invenção, que será produzida em larga escala e tem preço de mercado, deficientes físicos vão poder mergulhar com segurança.



Segundo o jornal "Mirror", Skikevich disse que pensou em como poderia ter mais mobilidade durante seus mergulhos. Então, ele acoplou motores à propulsão e tanques de oxigênio em uma cadeira de rodas e mergulhou. Com o sucesso do experimento, cadeiras de rodas adaptadas vão ser produzidas por uma fábrica russa.
                                O mergulhador acoplou motores e tanques de oxigênio a uma cadeira de rodas
O mergulhador acoplou motores e tanques de oxigênio a uma cadeira de rodas Foto: Reprodução / Facebook

A primeira cadeira de rodas parada mergulhadores do mundo foi inventada pela artista britânica Sue Austin. No entanto, o modelo criado por ela não é vendido por menos de £ 7,4 mil (cerca de R$ 31,4 mil), enquanto a invenção de Skikevich deve chegar ao mercado ao valor de 70 mil rublos (aproximadamente R$ 3,8 mil).

A primeira cadeira de rodas parada mergulhadores do mundo foi inventada pela artista britânica Sue Austin. No entanto, o modelo criado por ela não é vendido por menos de £ 7,4 mil (cerca de R$ 31,4 mil), enquanto a invenção de Skikevich deve chegar ao mercado ao valor de 70 mil rublos (aproximadamente R$ 3,8 mil).

História Real! Conheça Gabriel Aguiar...

Ola! Me chamo Gabriel, moro em Cuiabá-MT, é um prazer enorme estar contando um pouco da minha história para vocês. Então vamos lá!

por Carol Constantino


No dia 22/03/2014 minha vida começou a mudar de uma forma que eu nunca imaginei. Eu acordei cedo com uma dor muito forte na coluna, mas mesmo assim comecei a me arrumar para sair e me encontrar com uns amigos, nós íamos conhecer alguns cantores que estariam na nossa cidade para o Festival Villa Mix.

A caminho do hotel, ainda no ônibus a dor na coluna voltou ainda mais forte, desci do ônibus e comecei a andar como se estivesse com cãibra, não conseguia controlar os passos, mas ainda assim consegui chegar no hotel e me sentar. Cerca de 30min depois a dor passou, mas quando eu fui tentar me levantar não consegui e cai. Já não tinha mais forças nem controle nenhum das pernas. Meus amigos acharam que eu estava fingindo, até chutaram minha perna, não contentes esperaram eu me distrair e puxaram uma quantia grande de pelos da minha perna e eu não esbocei nenhuma reação, aí então eles viram que era sério, me colocaram em um táxi e eu fui para casa.

Chegando em casa o desespero já foi imediato, meu pai me levou para uma policlínica, la eles fizeram uns exames e logo já mandaram me transferir para o Pronto Socorro. meu pai ligou para avisar minha mãe que morava em outra cidade, 260km de Cuiabá. Ela ficou desesperada e veio imediatamente para ficar comigo, eu namorava na época e ela logo foi ficar comigo também, meu irmão também foi, todos ficaram ali por perto de mim. E nisso eu achando que era algo que logo ia passar, que ia tomar um remédio e ia ficar tudo bem, mas as horas foram passando e nada de melhorar, comecei a ficar preocupado e acho que de tanto remédio que me deram para fazer exames eu acabei dormindo.

                                

Acordei já era 01:00 da madrugada com minha mãe segurando minha mão chorando e minha namorada sentada ao lado da maca (Foi assim que elas se conheceram) quando eu acordei os enfermeiros já vieram colocar uma sonda de alívio em mim, pois eu não conseguia urinar. Logo depois disso eu olhei para minha mãe e vi ela chorando, eu só conseguia pensar em acalmar ela, eu vi que não tinha melhorado ainda, então decidi me sentar e ficar conversando, brincando, eu era o único paciente com 3 acompanhantes kkk.

No dia seguinte vários amigos já foram me ver, queriam saber como eu estava, eles estavam ali brincando, fazendo bagunça, não me deixaram ficar sozinho nem se quer um minuto. Agradeço a Deus por isso, meus amigos e minha família foram fundamentais nesse começo.

Fiquei 3 dias no Pronto Socorro até que um amigo conseguiu que eu fosse transferido para o HGU, Hospital Geral Universitário, la eu fiquei 3 meses passando por vários exames até descobrirem o que eu tinha, inicialmente me diagnosticaram com esclerose múltipla, tomava todas as injeções todos os dias até que um tempo depois descobrirem que era uma Mielite (inflamação na medula).

Depois de se passar tudo isso eu ainda tive que continuar internado por conta de uma infecção urinária e por causa de uma escara que surgiu. Eu tive que ficar sem trabalhar, parei de estudar enquanto estava internado. Nesses 3 meses praticamente todos os meus amigos foram me ver, e com o tempo muitos foram sumindo também. conheci várias pessoas que sempre me perguntavam "Mas você aceita assim numa boa? Não fica em depressão?". Minha responsa sempre é: "O que adianta eu me revoltar com Deus e o mundo se não vai mudar em nada? Se eu deixar isso acontecer eu vou acabar fazendo mal a todos que estão a minha volta, não posso piorar as coisas. Só tenho que agradecer por estar vivo." Pois eu penso o seguinte: "Se eu estiver forte e de cabeça erguida eu vou fazer com que as pessoas que estão comigo fiquem fortes e de cabeça erguida também." Desde que isso tudo começou, eu mudei muito, eu era uma pessoa que só pensava em mim, muita gente me via como metido, eu só falava com quem eu queria, reclamava muito da vida, entre tantas outras coisas.

Hoje já não reclamo mais de nada, eu só agradeço sempre com toda felicidade possível, hoje tenho o prazer de ouvir de todo mundo que conheço que eu sou uma das pessoas mais humildes que elas conhecem, tenho a honra de ouvir de algumas pessoas que eu sou uma inspiração para elas, hoje isso me agrada tanto, sou muito mais feliz do que eu era antes, as pessoas que estão comigo estão simplesmente porquê gostam de mim por eu ser quem eu sou, depois disso poucas pessoas que entraram na minha vida saíram.

                                       

Quando eu ainda estava no HGU minha mãe abandonou tudo é voltou para Cuiabá, ela cuidou de mim como ninguém (Mãe é Mãe né❤) e nesse mesmo período de internação ela correu atrás pra eu começar a fazer tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, pouco tempo depois de eu receber alta eu fui chamado para começar a fazer o tratamento lá.

Os médicos disseram que eu poderia não voltar a andar, mas que eu tinha chances. Hoje estou quase andando novamente. E sabem o que me motivava a lutar e nunca desistir? Primeiramente Deus! Sem ele eu nada seria. Em segundo, os meus sonhos.

Independente de estar em uma cadeira de rodas ou não eu iria realizar tudo o que eu sempre sonhei. Não abandonei a escola, passei em um concurso público, terminei os estudos e ainda estou lutando para ter uma vida boa para que eu possa realizar o maior sonho da minha vida que é de ser pai ❤ ter minha própria família.

Foi isso que me manteve forte até aqui, foi pelo sorriso da minha mãe também, o sorriso mais lindo do mundo quando ela me viu dar alguns passos novamente.

Uma cadeira de rodas pode ser uma prisão ou pode ser as asas para você voar para um novo mundo e ver tudo com novos olhos. a escolha quem faz é você.

Para finalizar quero deixar um trecho de uma música que eu gosto muito. "Deus vai fazer acontecer, o seu inimigo não vai entender, creia nas promessas, creia em Cristo. Ele é contigo!"

                                  





Dilemas de uma cadeirante.

"Amiga preciso muito falar com você! Ei !!!!!!!!!!! Depois preciso falar com você!!!!!!!!!

por blog todos & todas

                                 

Assim com todas as exclamações para chamar a atenção, eu não curto muito o whatsapp mais confesso, eita bichinho que adianta a vida, salva nas horas de aperto, encurta a distância. Mas vamos ao assunto que não podia esperar...

Sabe, quando você quer namorar, o que você faz em relação ao cat (cateterismo vesical)? E será necessário uma pausa para esse assunto que é de extrema importância na vida de alguém que tem uma Lesão Medular, em meu caso sinto a vontade de urinar só que por motivos óbvios não tenho a capacidade plena de eliminar a urina como antes da Lesão.

Aí preciso introduzir uma sonda no canal da uretra para drenar a urina que fica na bexiga, se essa urina não for drenada as consequências são as piores, como infecções urinárias , e as frequentes infecções podem nos levar a morte, sim muitos cadeirantes morrem não de sua lesão e sim de uma falta de observância em relação a esses fatores.

Ok, cuidados diferenciados, mais todos tem seus cuidados? A questão é estamos falamos de tetra pra tetra e vocês sabem em meu caso específico faço muitas coisas,faço minha make, penteio os cabelos, escrevo, escovo os dentes, digito, sem adaptações claro conquistei isso com foco, muita repetição e fé, mais eu até sinto minhas mãos de um ano pra cá, só que não mexo os dedos, então como conseguir segurar uma sonda de alívio e introduzir na uretra sozinha? Mais um treino para minha vida, estou quase conseguindo ,porém até lá é preciso de ajuda, e ainda bem eu tenho quem cuide de mim.

Então fica fácil entender a neurose da menina, ela ia pra cama com um cara andante(sem nenhum tipo de deficiência), e estava com dúvidas vergonhas sei lá o nome , o fato é que qualquer cadeirante que tem a bexiga neurogênica como a minha ,sempre é bom fazer o cat antes da relação, pois com a força que o pênis faz ao ser introduzido, se a bexiga tiver esse resquício de urina pode acontecer dessa urina sair na hora H e para algumas meninas isso causa desconforto constrangimento.

Como devemos agir em relação as nossas limitações? Se você não tiver uma mente boa e amor próprio pode acabar pirando, é necessário trabalhar a autoestima e o essencial vou dizer nas próximas linhas .

Aceite sua situação, mesmo que você tenha a esperança de voltar andar nesse momento no caso da amiga, que está tetraplégica ela precisa de ajuda isso é notório. Pare de achar que é um peso que o cara vai se mandar quando souber de suas necessidades, acorda, ele já imagina que alguma ajuda você precisa.

E primordial fale para ele o maior interessado, o cat não é nada demais o necessário são os cuidados com a higiene, lavar as mãos etc...antes de transas longas é importante para que você não preocupe com nada negativo, só com o prazer e se concentre em sentir a sua forma e dar prazer.

Já ouvi histórias (rsrs) de que quando a menina pediu ao ser parceiro para ajudar no cat, ele ficou bem excitado, e o motivo disso é toda intimidade a dois antes do sexo pode agregar muito para a relação.

Tem homens que acharão a Fernanda um peso? Sim

Alguns que irão ler esse texto acharão mulheres com deficiência são complicadas? Sim

Agora todos os homens\mulheres irão pensar assim? Logico que não.. só de você receber esse convite desse cara significa que ele tem muito interesse em você.

Ou então peça pra ele ler esse post..rsrsrs brincadeira ..vá ser feliz."

Fontes: Blog Todos & Todas - cantinhodoscadeirantes.com.br

Mercado de trabalho para pessoas com deficiência ganha campanha que incentiva a inclusão

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Por iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi lançada uma campanha no dia 14 de dezembro para incentivar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Trata-se de oito vídeos que compõem a série O Futuro que Queremos. 

Cada episódio traz uma história inspiradora, na qual é possível observar que a inclusão não só é uma possibilidade, mas certamente favorece a todos, criando ambientes de trabalho mais humanos e motivados, trazendo mudanças no clima e na cultura da empresa.

No mundo há 1 bilhão de pessoas com deficiência, o equivalente a 15% da população global. Cerca de 80% delas estão em idade de trabalho. No Brasil, de acordo com o IBGE (2015), 6,2% da população tem algum tipo de deficiência. 

Para garantir os direitos das pessoas com deficiência, pode-se destacar mais recentemente a Lei Brasileira da Inclusão, além do artigo 27 da Convenção da ONU e a Convenção 159 da OIT que visa incentivar a cultura da inclusão. O Brasil conta também com uma legislação trabalhista que favorece a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, no entanto há ainda barreiras a serem vencidas, dentre as quais podem ser citados o preconceito, o desconhecimento acerca da deficiência e a necessidade de adaptações.

O lançamento da websérie comemorou também os 10 anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CDPD. Estiveram presentes na cerimônia o Procurador Geral do Trabalho, Dr. Ronaldo Curado Fleury, o Procurador Chefe do MPT em SP, Dr. Erich Vinicius Schramm, o Diretor da OIT, Peter Toschen e a Dra. Sofia Vilela, Procuradora do Ministério Público do Trabalho e Vice Coordenadora Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho.

Cada episódio da série tem cerca de quatro minutos de duração e possui recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, legendas e audiodescrição. A série é fruto de uma parceria entre OIT e MPT e teve consultoria técnica de Marta Gil, do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas. Por razões técnicas, cada vídeo estará disponível em 2 arquivos: um com audiodescrição e outro com Libras e legendas.
O episódio 1 já está disponível nos links:

Libras e legendas

Audiodescrição:


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

GOOGLE.ORG INVESTE EM PROJETOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Por meio do Desafio de Impacto Deficiências, a organização ligada ao Google doou US$ 20 milhões para ONGs e projetos inclusivos no mundo todo



Com enfoque nas tecnologias assistivas de código aberto para ajudar pessoas com deficiência, os aportes recebidos foram entre US$ 750 mil a US$ 1 milhão, de acordo com o Wired. Impressoras 3D de próteses, bibliotecas virtuais acessíveis a cegos e recursos automotivos para cadeiras de rodas foram algumas das ideias apresentadas.

A organização justificou seu investimento com estatísticas: há mais de um bilhão de pessoas no mundo que vivem com algum tipo de deficiência. Segundo Brigitte Hoyer Gosselink, líder do projeto, uma em cada três pessoas com deficiência vive em condições de pobreza nos Estados Unidos.

Já nos países em desenvolvimento, os números são ainda maiores. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 80 a 90% das pessoas com alguma deficiência e idade produtiva estão desempregadas. Em relação às crianças, apenas 5% conseguem completar o ensino fundamental. No Brasil, a estimativa é de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, segundo CENSO IBGE 2010.

A relação completa de projetos e ONGs que receberam aporte está no site do Google.Org.

MINISTÉRIO DO TRABALHO DIVULGOU ESTUDO INÉDITO SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Diagnóstico foi apresentado em seminário realizado em Belo Horizonte (MG), na última segunda-feira (12)


Um estudo inédito do Ministério do Trabalho reuniu 1,3 mil pessoas no primeiro seminário Lei de Cotas- Boas Práticas de Inclusão, na última segunda-feira, 12, em Minas Gerais. O objetivo do seminário é fornecer ao público depoimentos e práticas de empresas e de trabalhadores com deficiência e reabilitados pelo INSS, que estão hoje no mercado de trabalho, vivenciando a inclusão.

“Geralmente, as palestras relacionadas à Lei de Cotas discorrem somente sobre a legislação, que trata da inclusão das pessoas com deficiência e reabilitados no mercado. Dessa vez, a ideia, é falar não apenas sobre legislação, mas sobre o dia a dia desses trabalhadores dentro das empresas e sobre as ações que provam que isso é possível e real”, esclareceu a idealizadora do seminário e auditora fiscal do Trabalho, Patrícia Siqueira.

O “Diagnóstico quantitativo de pessoas com deficiência/reabilitados no Brasil” foi apresentado pela Superintendência Regional do Trabalho de Minas, em parceria com o Governo do Estado. A apresentação foi da secretária de Inspeção do Trabalho Maria Teresa Pacheco Jensen, no Sesc Palladium.

Durante o encontro, também foram tratados assuntos como aprendizagem profissional como meio de inclusão gradual, além de terem sido abordadas metodologias utilizadas dentro das empresas para a inclusão de trabalhadores, especialmente com deficiência intelectual, mental e autismo.

Programação

O seminário Lei de Cotas – Boas Práticas de Inclusão contou com uma apresentação cultural feita por Dudu do Cavaco, que abriu o evento. Em seguida, iniciou-se a realização do lançamento oficial do “Diagnóstico quantitativo pessoas com Deficiência/reabilitados no Brasil”. O encontro seguiu com a palestra “Acessibilidade como direito fundamental”, ministrada pelo auditor fiscal do Trabalho Rafael Faria Giguer (especialista em acessibilidade); e com a apresentação do projeto Inclusão de Pessoas com Sofrimento Mental, além de outras mesas que debateram as boas práticas, com depoimentos de representantes de empresas e trabalhadores.

Fontes: Assessoria Ministério do Trabalho - fernandazago.com.br

Ele já sofreu mais de 200 fraturas e precisa de uma cadeira de rodas.

Menino de 15 anos tem doença rara chamada osteogênese imperfeita.Família pede doações para comprar nova cadeira de rodas.

    Mauricélia Rodrigues Pereira com o filho Luckas Silva (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

Quinze anos de idade, um histórico de mais de 200 fraturas pelo corpo, quatro cirurgias e idas ao hospital praticamente toda semana.

A vida do adolescente Luckas Silva, de 15 anos, sempre foi marcada por muita luta para superar a fragilidade dos ossos.

O menino, que mora na Serra, Grande Vitória, nasceu com 'ossos de vidro', como é conhecida a doença osteogênese imperfeita.

Considerada rara, de caráter genético, a doença faz com que os ossos quebrem com muita facilidade por causa da deficiência na produção do colágeno, principal elemento fibroso do corpo.

A mãe de Luckas, a manicure Mauricéia Rodrigues, contou que, com oito meses de gravidez, descobriu que o filho teve uma fratura dentro do útero.

O médico, na época, não soube apontar as causas do problema.
Quando Luckas nasceu, o médico encontrou 10 fraturas, cinco em cada perna. O bebê chorava de dor. “Era desesperador. Fomos para casa e ele continuava gritando. Levamos para o Hospital Infantil de Vitória e a ortopedista diagnosticou a osteogênese. Nunca tinha ouvido falar da doença”, lembrou.

Desde então, a rotina de Mauricéia gira em torno do filho. A mãe teve que largar a profissão para se dedicar totalmente ao garoto, que precisa de cuidados especiais.

Luckas não ficava sozinho porque qualquer movimento no berço podia fraturar os ossos. “Até para amamentar, eu tinha que colocá-lo em uma almofada macia e contar com a ajuda da minha mãe”, disse.

Cadeira de rodas
O adolescente não consegue ficar em pé e necessita de uma cadeira de rodas adaptada para se locomover. A cadeira que ele usava, entretanto, quebrou.

Sem trabalhar, a mãe vende rifas para conseguir dinheiro.

“Sem a cadeira, eu tenho que ficar na cama. Não posso nem ir na varanda. Eu gosto de sair do quarto, ser independente, ver as pessoas na rua. E ano que vem, quando as aulas voltarem, terei que faltar”, lamentou o adolescente.

A família também disponibiliza uma conta bancária para receber doações e, com o dinheiro, comprar a cadeira, que custa R$ 1.890.

Quem quiser ajudar, o contato da família é o 997682736.

Flavia, aniversário e silêncio

por Odele Souza

                                                 
                                                Para Flavia

Flavia, hoje completa 29 anos, 19 dos quais vivendo em coma, desde que teve seus cabelos sugados por um ralo de piscina que funcionava fora dos padrões de segurança. Flavia vive em silêncio, mas de alguma forma o seu silêncio GRITA para alertar outras pessoas para o perigo dos ralos de piscinas.

E mesmo em silêncio, Flavia me ensina e me dá a oportunidade do exercício diário do amor. Ao longo desses 19 anos, em coma, Flavia me ensina a ser uma pessoa melhor. E como na música TEMPO de Caetano Veloso, " ...de modo que meu espirito ganhe um brilho definido... e eu espalhe benefícios..."

Estudo aponta anormalidades em 46% das gestações de mulheres infectadas pelo vírus zika


A microcefalia é apenas um dos problemas causados pelo vírus zika durante a gestação
A microcefalia é apenas um dos problemas causados pelo vírus zika durante a gestação Foto: Roberto Moreyra / EXTRA

Pesquisadores da Fiocruz e da Universidade da Califórnia (UCLA) descobriram que as anormalidades provocadas pelo vírus zika em bebês antes do nascimento são mais variadas e frequentes do que se acreditava. A pesquisa registrou problemas em 46% das 125 gestações analisadas. Dessas, 97 foram acompanhadas no Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O estudo sugere que os danos fetais provocados pelo vírus zika podem ocorrer ao longo de toda a gravidez e são muito mais variados do que apenas a microcefalia. De acordo com a Agência Fiocruz, algumas anomalias só podem ser detectadas semanas ou meses após o bebê ter nascido, segundo a chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e uma das autoras do estudo, Patrícia Brasil.

Um bebê aparentemente normal pode apresentar algum tipo de anormalidade não detectada em exames usuais de rotina. É muito importante saber isso, porque, quanto mais precoce for o diagnóstico, mais oportunas e efetivas poderão ser as medidas de intervenção que assegurem o melhor desenvolvimento dessas crianças - afirmou a pesquisadora, em entrevista à Agência Fiocruz.

O novo estudo, publicado no “New England Journal of Medicine”, foi baseado em uma amostra maior de 345 mulheres do Rio de Janeiro, que foram inscritas entre setembro de 2015 e maio de 2016. Dessas mulheres, 182 (53%) tiveram resultado positivo no teste para zika no sangue, na urina ou em ambos. Além disso, foi descoberto que 42% das mulheres que não tiveram zika estavam infectadas com chikungunya e que 3% das mulheres com zika também foram infectadas por chikungunya.

Dessa amostra inicial, os pesquisadores avaliaram 125 mulheres infectadas por zika e 61 não infectadas com o vírus que haviam dado à luz até julho de 2016. Este é o maior estudo até aqui a acompanhar mulheres desde o momento da infecção até o fim da gravidez.

No período da pesquisa, ocorreram nove mortes fetais em mulheres com zika durante a gravidez. Dentre essas, cinco foram no primeiro trimestre de gestação. As mortes fetais ou anormalidades em bebês foram verificadas em 46% dos casos de gestações de mães que testaram positivo para zika, em contraste com 11,5% das mulheres que testaram negativo para zika. O estudo aponto também que 42% dos bebês que nasceram de mães infectadas por zika tinham microcefalia, lesões cerebrais, calcificações cerebrais, lesões na retina, surdez, dificuldades para se alimentar, entre outras complicações. Os problemas foram verificados em todas as etapas da gravidez: 55% das mulheres infectadas no primeiro trimestre foram afetadas, 51% no segundo e 29% no terceiro.

A síndrome da zika congênita
Para o coautor do estudo e gerente da Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Gestante do IFF, José Paulo Pereira Júnior, a nova pesquisa apontou que a microcefalia é apenas uma parte do espectro do que atualmente é chamado de síndrome da zika congênita:

Com o aumento da amostra, identificamos que outras alterações, tão importantes quanto a microcefalia, estão sendo observadas em uma parcela considerável das gestantes expostas ao vírus.

Ele destaca ainda a importância do estabelecimento de um protocolo específico para acompanhamento dessas pacientes durante o pré-natal e também no momento do parto.

O parto normal pode e deve ser indicado em casos de diagnóstico de microcefalia, em que o bebê esteja hemodinamicamente estável - explica o obstetra - disse, em entrevista à Angência Fiocruz.

A professora de pediatria clínica da Divisão de Doenças Pediátricas Infecciosas da Escola de Medicina da UCLA e também autora do estudo, Karim Nielsen, definiu os resultados do estudo como “graves”:

Descobrimos que a microcefalia não é a alteração congênita mais comum do vírus zika e que a ausência dessa condição não significa que você teve um bebê normal. Há muitos problemas que não são aparentes no nascimento. Os recém-nascidos podem parecer normais, mas não o serem aos seis meses, e há toda uma vasta gama de problemas.





CHAMADA DE “A MULHER MAIS FEIA DO MUNDO”, AMERICANA FAZ CONFISSÃO DE ARREPIAR SOBRE BULLYING

    Lizzie Velasquez (Foto: Reprodução/Instagram)
    Lizzie Velasquez (Foto: Reprodução/Instagram)

A americana Lizzie Velasquez, de 27 anos, sofre com gozações e zombarias desde a infância. Sempre carregou expressões e títulos cruéis a respeito de sua aparência física. Adulta, ficou conhecida como "a mulher mais feia do mundo". Diz que consegue superar o bullying interminável, e dá centenas de palestras motivacionais por ano contando como faz para viver com tanta gente debochando dela. Na internet, há centenas de memes implacáveis achincalhando Lizzy. No último domingo (11), a americana estava em casa, navegando nas redes sociais, quando viu um deles e decidiu desabafar. O post que ela escreveu é tocante, de arrepiar. O texto viralizou e comoveu muita gente.

Lizzy tem uma doença rara — a síndrome de Martan, que faz com que ela não consiga acumular gordura no corpo e ganhar peso. Com 1,57 m e 27 quilos, ela nunca deixou se ser alvo de piadas, que aumentaram muito nas redes sociais

Nesta semana, ela falou a seguidores no Facebook sobre a gozação sem fim: "Não sou só eu que sofre com esses memes, montagens fazendo 'humor' e piadas sobre a aparência. Estou aqui à noite, na minha casa, olhando o Facebook e vendo exatamente um deles. Fiquei pensando: quanta gente inocente deve estar sentindo o mesmo que eu. É uma sensação que eu não desejo nem ao pior inimigo".

Ela nem sabe contar quantas vezes chorou ou ficou com "vontade de sumir" ao ver memes zoando seu rosto e corpo: "Já fui alvo de toneladas de memes sobre minha aparência. Vou falar agora não como vítima do bullying, mas como voz, como uma pessoa que tenta representar outras que sofrem com o mesmo problema de serem atacadas com piadas e gozações".

"Não tem a menor importância o que somos nem o que aparentamos. No final do dia, como todo o mundo sabe, somos bem iguais — humanos e quase sempre sós", escreveu.

"Só peço que você, ao vir um meme com uma foto de alguém, um estranho, reflita sobre isso. Você pode achar engraçadíssimo, hilariante, mas pense na pessoa que está ali, sendo alvo da brincadeira. Ela provavelmente estará sentindo algo bem diferente do que você naquele momento", completou.

"É certo que, enquanto você ri, a outra pessoa está sentindo algo oposto", reforçou.

"Esses memes são sobre pessoas, que têm sentimentos", lembrou.

Sendo assim, em vez de palavras pejorativas, espalhe amor pela internet', concluiu INSCREVA-SE NO CANAL DO HORA 7 NO YOUTUBE! 

"Sendo assim, em vez de palavras pejorativas, espalhe amor pela internet", concluiu.

O post, publicado no último domingio (11), tinha mais de 100 mil compartilhamentos até esta quarta (14) e 130 mil curtidas. A conta de Lizzie no Facebook é seguida por cerca de 150 mil pessoas. No Instagram, ela tem 611 mil fãs.

Seu canal no YouTube contabiliza quase 55 milhões de visualizações dos vídeos.

"Só peço que as pessoas respeitem mais as outras", ela também escreveu.

Como o post viralizou, Lizzy foi tema de reportagens de jornais mundo afora. Deu entrevistas para publicações asiáticas, europeias e americanas.

Lizyy falou sobre a repercussão mundial em seu Twitter, com 61 mil seguidores: "Incrível. Mantenham essa onda positiva!".

A maioria das pessoas nas redes sociais mandou mensagens de apoio, dizendo ter se emocionado com o desabafo da americana.

"Lizzie nos faz lembra do quanto são devastadores e impertinentes muitos dos memes com pessoas que têm algum problema ou que não têm problema algum. São apenas escolhidas para fazer piadas cruéis", escreveu uma americana.

"Qualquer um pode virar meme, não existe nenhum tipo de fiscalização. Só pessoas levantando a questão e defendendo quem foi vítima de zombaria", lembrou um australiano.

'Existe uma cultura de bullying online', avisa. 'Que as pessoas nem sempre se dão conta'INSCREVA-SE NO CANAL DO HORA 7 NO YOUTUBE! 
"Existe uma cultura de bullying online", avisa. "Que as pessoas nem sempre se dão conta".

"Não estou dizendo para acabar com o humor na internet nem extinguir as piadas, a diversão. Gostaria apenas que se preocupassem mais com quem está sendo motivo de gozação", explica.

Lizzie, palestrante profissional e ativista anti-bullying, tem fãs em várias partes do mundo. "Muitas pessoas me param para dizer que se sentem amparadas pelo o que digo", escreve.

"Não quero estabelecer as regras. Só pretendo levantar algumas questões para as pessoas pensarem. Bullying na internet é sério e pode acabar com a vdia de muita gente", diz ela.

Ela diz que memes lembram bullying na escola. "É muito bobo e, ao mesmo, tempo, poderoso e assustador quando as pessoas são sensíveis", acredita.

"Sempre sofri com piadinhas, na escola, na adolescência, na faculdade", conta.

"Meus pais,Rita e Lupe, também eram alvo de chacota", lembra. Quando ela nasceu tinha pouco mais de 1,2 kg. Os médicos disseram que ela teria pouco tempo de vida.

O bullying na internet começou mesmo quando foi postado um vídeo em 2007, chamado "A Mulher Mais Feia do Mundo". Ela tinha 17 anos.

Desde então ela vem lutando contra o bullying, fazendo palestras e participando de debates. Também posta vídeos sobre motivação.

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Em 2015 foi lançado um documentário sobre a vida dela, chamado A Brave Heart: The Lizzie Velásquez Story, premiado em festivais e que será lançado este ano na TV americana.

Ela tem três livros publicados. Um deles, chamado Lizzie Beautiful: The Lizzie Velásquez Story, escrito com a mãe dela. Um outro, chamado Be Beautiful, Be You (Seja maravilhosa, seja você), foi lançado em 2012, traduzido em vários países na Europa. O terceiro chama-se Choosing Happiness e também tem como tema a superação.

"Na minha vida também sofri com gente me perguntando, ao tentar ser gentil, sobre 'o que tinha de errado comigo'", relembra. "Também é algo terrível e doloroso".

Ela não enfrentou apenas preconceito, ignorância e gozação. Lizzie passou a infância sendo tratada em hospitais.

Tem problemas de visão — é cega no olho direito e enxerga bem mal com esquerdo. Tem o corpo frágil e já passou por dezenas de cirurgias.

Sofre ainda com problemas pulmonares e costuma dizer que sente falta de energia — ainda assim, "não desisto nunca e nem deixo de trabalhar".

"Nem de aproveitar a vida", avisa.

"Minha vida é bem complicada, mas não posso me entregar assim tão fácil", costuma dizer. "Repetindo: não quero ser vítima. Só passar uma mensagem positiva para as pessoas".