sábado, 31 de dezembro de 2016

Praia Acessível – Esporte para Todos é lançado pelo Governo do Estado de São Paulo: verão inclusivo no litoral paulista

Iniciativa das Secretarias de Esporte, Lazer e Juventude e dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo, com suporte financeiro da Sabesp, o Programa Praia Acessível – Esporte para Todos foi lançado nesta quinta-feira, 29, na Praia do Gonzaga, em Santos, litoral paulista. Voltado a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, visa proporcionar atividades de esporte, lazer e recreação em uma época de grande visitação às cidades litorâneas do Estado, propiciando inclusão e entretenimento.


Programa Praia Acessível oferece esportes adaptados, no verão 2016/2017

Serão oferecidas as seguintes atividades aos moradores e turistas com deficiência: vôlei sentado/adaptado; surf adaptado; handbike; frescobol adaptado e piscina infantil. Cadeiras, demais equipamentos e toda infraestrutura necessária para tais atividades estão à disposição dos usuários.

As atividades acontecerão em Santos, de quinta-feira a domingo, das 9h às 15h. Excepcionalmente, o programa não será realizado no domingo, 1º de janeiro. Em Santos, a estrutura foi montada na Praia do Gonzaga, ao lado do Canal 3. Também estará à disposição do público nos dias 5 a 8 de janeiro e de 12 a 15 de janeiro.


Lançamento do Programa Praia Acessível, em Santos.

Depois de Santos, Praia Grande vai receber o programa na Praia Guilhermina, na Avenida Presidente Castelo Branco, 1990, de 19 a 22 e de 26 a 29 de janeiro, também das 9h às 15h.

De 2 a 5 e de 9 a 12 de fevereiro, no mesmo horário, será a vez de Guarujá sediar o Praia Acessível, na Praia da Enseada, na Praça Horácio Lafer s/nº, no Jardim Tejereba.

Depois, o programa segue para o Litoral Norte, em Caraguatatuba, de 16 a 19 e de 23 a 26 de fevereiro, na Praia do Centro - Avenida Doutor Costa Filho (altura do número 80), no centro.

Participaram do lançamento, em Santos, o secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, Paulo Gustavo Maiurino, e o coordenador de Acessibilidade da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Marco Antonio Pellegrini, entre outras autoridades.


Marco Pellegrini, ao microfone, no lançamento do Programa Praia Acessível - Esporte para Todos

Marco Antônio Pellegrini ressaltou as parcerias como mola propulsora do programa Praia Acessível, desde sua criação em 2010. “Desde 2010 só tenho a comemorar. Se temos tido bons resultados é graças às parcerias. Quero cumprimentar todos os gestores que participam do Programa no litoral e nas praias de rio. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência não é a secretaria que faz tudo, ela não faz nada sozinha, nós fazemos conjuntamente. Nesses dez anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência só tenho a comemorar: estar na praia, fazendo o que a gente gosta, participando, é fruto de nosso esforço conjunto. Agradeço ao secretário de Esporte, Paulo Gustavo, que trouxe a proposta de ampliar o programa, com a adição de esportes que agregam valor ao programa. Agradeço também ao Laércio Benko, secretário de Turismo do Estado de São Paulo, pela parceria, não só nessa, mas em várias outras ações”, destacou Pellegrini.

O secretário de Esporte falou sobre a importância do programa para a inserção social de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. “Esse programa é uma continuidade do Praia Acessível desenvolvido pelo nosso amigo, Pellegrini. É certo que esse programa é uma extensão para essas pessoas, que vivem em uma zona de exclusão, fazerem uso de lugares públicos, irem a praia, a área do mar e melhor ainda exercitando com cadeira adaptada, handball adaptado, enfim uma série de atividades disponíveis. Esse programa revela para a sociedade a necessidade de amparar mudanças para as pessoas com deficiência. O objetivo principal é estender a mão para essas pessoas, trazê-las ao convívio da sociedade e, muito mais do que isso, revelar para a sociedade que elas existem e que essa responsabilidade de integrá-las e inseri-las socialmente é de todos”, ressaltou Paulo Maiurino.

O secretário de Defesa da Cidadania e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santos, Carlos Mota, destacou: “Meus agradecimentos ao Governo do Estado em poder incorporar e somar as ações do nosso programa de Santos que funciona interruptamente, desde o ano 2014. Eu quero fazer um convite para toda a população santista, todas as entidades que atuam com pessoa com deficiência e todas as entidades que atuam com os idosos de Santos, que, além desse trabalho de quinta, sexta, sábado e domingo, a gente também trabalha com agendamento. O programa Praia Acessível, em Santos, pode ser acessado em qualquer dia da semana, mediante contato por telefone ou por e-mail com a prefeitura”.


Lançamento do Programa Praia Acessível, em Santos.

O Secretário de Turismo, Laércio Benko destacou a importância da acessibilidade para todos. Quero aqui cumprimentar e parabenizar o Secretário de Esportes, Paulo Gustavo, realizando junto ao Geraldo Alckmin um grande trabalho na frente da área de esportes, mostrando que é possível com criatividade e força de vontade fazer muito com poucos recursos desde que se faça com o coração e serenidade. Vim aqui dar os parabéns para todos aqui presentes e dizer que a acessibilidade e a inclusão são uma questão impositiva dentro de qualquer pauta pública, nós não temos que enxergar as questões da acessibilidade como um favor do Estado, pelo contrário é uma absoluta obrigação, é algo que sem dúvida nenhuma hoje os poderes públicos estão dando uma guinada positiva, no sentido de olhar cada vez mais para a importância da acessibilidade e a questão da inclusão de todas as pessoas com deficiência. A sociedade hoje já olha isso e sem dúvida nenhuma o governador Geraldo Alckmin fez um trabalho maravilhoso nesse sentido. O Estado de São Paulo tem o maior Centro Paralímpico do hemisfério sul, na Rodovia Imigrantes, então tenho certeza que o Governo do Estado de São Paulo tem feito isso, nós da Secretaria de Turismo também.”

O lançamento do Programa Praia Acessível – Esporte para Todos contou, ainda, com a participação do campeão mundial de surf adaptado, o carioca Davi Teixeira, de 11 anos, que conquistou o título, neste mês, na Califórnia, Estados Unidos. O campeão de bocha nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro, Antônio Leme, e vários paratletas de Santos, como Marcia Fanhani, Israel Stroh, Fabrício da Silva, Jennyfer Parinos, Elisabeth Gomes e Carlos Alonso Farrenberg, que também prestigiaram o evento.

PRAIA ACESSÍVEL
O Programa Praia Acessível, do Governo do Estado de São Paulo, existe desde 2010, e é mantido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, atualmente presente em 30 municípios do litoral e interior do estado.

Funciona em parceria com as prefeituras dos municípios. O objetivo é oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD-SP) é responsável pelo fornecimento das cadeiras e as prefeituras pelas equipes de suporte do programa.

PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES DO PRAIA ACESSÍVEL - ESPORTE PARA TODOS

Santos – 29 e 30/12; 5 a 8/01; e 12 a 15/01
Local: Praia do Gonzaga (Concha Acústica) – Av. Vicente de Carvalho, 0, Gonzaga
De quinta a domingo, das 9 às 15 horas (exceto nos dias 31/12 e 01/01/2017).

Praia Grande – 19/ a 22/01; 26 a 29/01
Local: Praia da Guilhermina – Av. Presidente Castelo Branco, 1990, Guilhermina
As atividades serão realizadas de quinta a domingo das 9 às 15 horas;

Guarujá –2/02 a 5/02 e 9/02 a 12/02
Local: Praia da Enseada – Praça Horácio Lafer, s/nº, Jardim Tejereba
As atividades serão realizadas de quinta a domingo das 9 às 15 horas.

Caraguatatuba – 16/02 a 19/02; 23/02 a 26/02
Local: Praia do Centro – Av. Dr. Costa Filho (altura do número 80), Centro
As atividades serão realizadas de quinta a domingo das 9 às 15 horas.


Pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras no transporte em Aracaju

Por Will Rodriguez - Colaborou Fernanda Araujo

Resultado de imagem para Pessoas com deficiência ainda sofrem com transporte público em Aracaju

Embora mais de 90% da frota do transporte público já possua itens de acessibilidade na Grande Aracaju, as pessoas com deficiência usuárias do serviço ainda enfrentam uma batalha diária para se locomover da forma adequada. A conclusão é dos próprios órgãos de controle e representação que, nesta segunda-feira (5), participam de uma ação educativa na região do Terminal de Integração dos Mercados, no centro da capital sergipana, a fim de promover a conscientização e chamar atenção para efetivação de políticas públicas de acessibilidade.

Uma lei aprovada em 2004 determinou que a frota de transporte coletivo urbano e rodoviário de todo país esteja acessível a deficientes físicos. As empresas tiveram dez anos para se adaptar, mas nem todas conseguiram.

De acordo com a lei, são considerados acessíveis todos os ônibus com piso baixo e rampa de acesso, elevador ou ainda com acesso em nível em pontos de parada elevados. Basta um desses itens para que lei seja cumprida.



A promotora de justiça Cecília Barreto, do Ministério Público Estadual (MPE), reconhece os avanços no cumprimento na legislação na capital sergipana, mas aponta que há um caminho extenso ainda a ser trilhado. “Estamos dando apenas os primeiros passos. Ainda existe uma porcentagem pequeníssima (de ônibus sem acessibilidade), mas existe a falta de acessibilidade no transporte público”, afirma.

Durante o evento, os promotores e agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) fizeram uma fiscalização nas paradas de ônibus dos terminais. A partir dos levantamentos, o Ministério Público pretende intermediar as soluções para as demandas de forma extrajudicial. No MP, cerca de 20 procedimentos sobre o assunto estão em andamento. “O carro chefe é sempre o diálogo com nossos parceiros para solucionar a demanda da pessoa com deficiência”, reforça a promotora.

Preconceito

Na Grande Aracaju, mais de 40 mil pessoas com deficiência já contam com o cartão gratuidade que dá acesso ao transporte, mas para o advogado Ricardo Mesquita, representante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (CEDPCD) e presidente da Comissão de Acessibilidade da Ordem dos Advogados (OAB/SE), mais importante do que ofertar o acesso é garantir que as pessoas com deficiência serão tratadas sem preconceitos.


A acessibilidade é um direito fundamental da cidadania, mas o que nos chega diariamente é reclamação de pessoas com deficiência relatando não conseguir sequer embarcar em ônibus por situações diversas, sobretudo porque muitos destratam a pessoa com deficiência, porque dizem que não tem elevador ou quando tem, está quebrado, ou ainda por falta de treinamento para usar o elevador. A maior barreira de todas é justamente o preconceito das pessoas que acham que o deficiente é um sub-humano, o que não é verdade, a pessoa com deficiência é um ser humano como outro qualquer, só que tem alguma limitação que talvez o outro não tenha”, observa Mesquita.

Na ótica do vereador Lucas Aribé (PSB), o Poder Público deveria ser mais rigoroso na cobrança do cumprimento da lei. “Não há como um cidadão com deficiência utilizar o transporte público com autonomia, e esse é um dos grandes desafios das próximas gestões do município de Aracaju que precisam olhar com mais atenção e dedicação para as causas da pessoa com deficiência”, disse.

Passe Livre

Para ter acesso à gratuidade, a pessoa com deficiência precisa procurar a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de Aracaju, pessoalmente ou por meio de um representante legal.

O usuário deve realizar o cadastro no setor de atendimento da SMTT portando os seguintes documentos: Carteira de Identidade (original e cópia); CPF (original e cópia); Laudo Médico com número do CID (válido nos últimos 6 meses); cópia do comprovante de residência que contenha endereço completo.

A autarquia fará a solicitação do passe e encaminhará o beneficiário para avaliação da Perícia Médica. Se o procedimento for autorizado, o Setransp fará a emissão do passe que dá direito a utilização do sistema integrado de ônibus na região metropolitana.

A sede da SMTT fica na Rua Renildes Fonseca Menezes, 200 - Inácio Barbosa, zona Sul da capital sergipana. O atendimento ocorre em horário comercial.

Já o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência fica no 26º andar do Edifício Estado de Sergipe, travessa Baltazar Góis, 86 – Centro da capital.

Fonte: f5news.com - Fotos: Will Rodriguez/F5News

Pessoas com deficiência 'dividirão' cotas com negros, pardos e indígenas

Pela nova lei, sistema de cotas dará acesso aos ensinos médio e superior em instituições federais

Agência Estado



No Brasil, há 821 mil índios, 14 milhões de negros, 82 milhões de pardos e 45 milhões de pessoas com deficiência - GDF

Pessoas com deficiência (PcD) vão passar a "dividir" com negros, pardos e indígenas o sistema de cotas que dá acesso aos ensinos médio e superior em instituições federais. A nova lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, está publicada na edição desta quinta-feira (29), do Diário Oficial da União.

A norma não prevê aumento do número de vagas reservadas nem "divisão" entre cotas raciais e para PcD. Todos, porém, deverão ter cursado o ensino médio inteiro em escola pública. O texto modifica três artigos da chamada Lei de Cotas, em vigor desde 2012, segundo a qual as instituições federais de ensino devem oferecer, no mínimo, 50% de suas vagas para estudantes de escolas públicas — metade delas obedecendo o critério racial e a outra metade, o de renda (família com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo per capita).

A legislação já permitia que as instituições federais de ensino optassem por reservar vagas para pessoas com deficiência, mas eram vagas à parte das obrigatórias para pessoas negras, pardas, indígenas e de baixa renda. A partir de agora, todos estão dentro do mesmo sistema.

Segue sendo necessário que as vagas sejam preenchidas com respeito à proporção da população de negros, pardos, indígenas e agora, pessoas com deficiência da unidade de federação em que está situada a universidade, instituto ou colégio federal. Essa proporção será calculada com base no censo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, há 821 mil índios, 14 milhões de negros, 82 milhões de pardos e 45 milhões de PcD.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as universidades e institutos federais localizados em Estados com grande concentração de indígenas, por exemplo, têm autonomia para adotar outros critérios de seleção para este público.

Antes de virar lei, o projeto que inclui as PcD no "bolo" das cotas raciais tramitou por mais de um ano no Congresso Nacional. De autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), atualmente fora de exercício, a proposta foi aprovada no Senado Federal em setembro de 2015 e votada na Câmara em dezembro deste ano. Em sua justificativa, o tucano afirmou que o projeto "estende a proteção da lógica das cotas" às pessoas com deficiência, que "podem contribuir muito para o desenvolvimento social, se receberem as oportunidades que lhes são devidas".

Injustiça, diz ONG

O presidente da ONG Educafro, frei David Santos, criticou a medida, que classificou de "injusta" e "equivocada". Para ele, cotas para pessoas com deficiência deveriam ser criadas à parte, dentro dos 50% das vagas do acesso universal ao ensino superior ou médio técnico. "Da forma como está a lei, tira lugar do negro nesses espaços. Consideramos um absurdo tirar de quem menos tem" opina.

Central ajuda deficientes auditivos a terem mais autonomia no cotidiano - Veja o vídeo.

Um serviço de acompanhantes que dominam libras, a língua brasileira de sinais, está facilitando a vida de surdos e mudos de Teresina, no Piauí.


Mônica tem 33 anos, é deficiente auditiva e está desempregada. A busca por uma vaga no mercado de trabalho não está fácil. Além da crise econômica, ela ainda enfrenta outra dificuldade: a barreira da comunicação.

Para sair em busca de um emprego, ela precisa da ajuda da mãe ou do filho, que nem sempre estão disponíveis, já que a dona Francisca trabalha o dia inteiro e o pequeno Matheus passa boa parte tempo na escola. Mas o menino quer ver essa realidade mudar. “É um sonho de nós dois, porque ela também quer um emprego e meu sonho é ver ela trabalhando”, conta Matheus Alves.

Click AQUI para ver o vídeo.

Para que esse sonho se transforme em realidade, Mônica está contando com uma importante ajuda. E é com o auxílio do celular que esse apoio começa. Do outro lado, está uma interprete de libras - a língua brasileira de sinais.

Em Teresina, há quase três anos foi criada uma Central de Libras, que oferece gratuitamente o serviço de intérprete para pessoas com deficiência auditiva. “Nós fizemos o credenciamento para atender 100 pessoas por mês. E hoje nós atendemos mais de 300 pessoas por mês”, conta Regina Lima, coordenadora da Associação de Deficientes Auditivos.

A maioria dos atendimentos, na Central, é para uma consulta médica. Sem a presença do intérprete, a comunicação entre paciente e profissional seria bem difícil.

“A Claudemira precisa muito do interprete, porque na família da Claudemira não sabem, fazem muitas mímicas, mas não entendem muito a Claudemira. Então ela precisa de ajuda, e sempre está à procura de um intérprete para ajudar em qualquer situação”, diz a intérprete Maria de Lourdes Ribeiro.

No Brasil, quase 10 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência auditiva. Isso representa 5% da população. No Piauí, são cerca de 186 mil pessoas com o problema.

“A grande dificuldade do surdo, de um a dez, é compreensão. E a pessoa que não convive com o surdo não sabe o como é difícil ele se relacionar com as pessoas”, destaca Regina Lima.

“É muito difícil. Só quem tem é que sabe o quanto é difícil. E, com intérprete, você pega, você tira o peso de suas costas, é um alívio”, diz a dona de casa Francisca Clara de Macedo.

Ifal oferece curso de turismo guiamento de cegos

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Projeto nasceu em disciplina que estuda

Desde maio deste ano, cerca de 70 profissionais e estudantes da área de Turismo estão passando por aulas de Guiamento Inclusivo no Campus Maceió, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). São aulas na área de legislação, além de apontamentos sobre o perfil e elaboração de roteiros turísticos para cegos. Uma ideia foi elaborada por duas alunas sem curso de Gestão em Turismo, como projeto de extensão e emergências após participação na disciplina de Turismo Inclusivo.

Fabiana Viana e Monique Morais já passou por disciplina e agora, como instrutoras de curso de extensão, repassam para os guias de turismo e comunidade interessada o conhecimento adquirido não relacionamento e planejamento de ações com os turistas cegos. No projeto de extensão, os conceitos de acessibilidade e as barreiras do turismo de lazer para o público.

Entre as aulas práticas está o vedamento dos olhos de parte dos alunos eo posicionamento do seu trabalho na prática de guias, para que percorram os corredores do Instituto e enfrentam os obstáculos comuns vivenciados diariamente pelos cegos e assim se sentem sensibilizam com uma situação daquele público. Veja vídeo.

"O curso busca nos colocar como nos sentimos como um deficiente, por exemplo, como queremos ser segurados por guia, na hora de entrar no carro. Simulações de um possível localizar ou deficiente na praia. Como você pode obter para ela? Será que ela é acessível. Como é que nós devemos nos comportar guias? ", Detalhou Nazarethe Campos, aluna do curso e guia nacional.

Iniciativa surgiu de graduadas

Monique lembra que o projeto surgiu após um levantamento que é e outro aluno do curso de Gestão em Turismo, Thamyson Medeiros, realizaram, em parceria com o Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em que se verificou que, apesar de Mais de 90% dos pontos turísticos de Maceió estarem acessíveis para pessoas com deficiência física ou motora, apenas 27% dos clientes são deficientes visuais e apenas 18% estão acessíveis para pessoas com deficiência auditiva.

"Essa estatística não saiu da minha cabeça e percebi uma necessidade de fazer alguma coisa para mudar sua realidade. Entrei em contato com a Fabiana e iniciamos como pesquisas acerca do tema. Apresentamos uma proposta de professora Valéria Goia, que aceitou participar do projeto e usamos toda uma experiência teórica adquirida nas aulas de Turismo Inclusivo ", lembrou Monique.

Para elaborar o curso, eles também contaram com a ajuda do presidente da Associação de Cegos de Alagoas (ACAL), Roberto Freire, que como apresentou uma audiodescrição, recurso que permite um inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro, passeios, casamentos , Programas de televisão e outros.

Fabiana relata que os guias têm dificuldades em como adaptar o seu trabalho, são voltados para os usuários videntes aos cegos. Parte dos museus, por exemplo não tem audiodescrição, o que é impossível para os usuários ter acesso aos utensílios a partir da fala. Por conseguinte, os requisitos de reajuste dos trabalhadores e os requisitos de adaptação.

É completamente diferente. O guia tem que se preocupar desde uma hora que ele pega o deficiente nenhum hotel, até o seu retorno. Como não pode ver, então o guia tem que se preocupa, enfatiza Fabiana, ao lembrar também que os restaurantes e outros espaços turísticos de Alagoas não possuem como adaptáveis ​​aos deficientes Físicos.

Projeto nasceu em disciplina que estuda

Valéria Goia, responsável pela disciplina de Turismo Inclusivo, relata que desde 2003 já vem promovendo aulas voltadas para o atendimento de pessoas com necessidades especiais. Nesse tempo, ela procura os alunos para trabalhar com os especiais, os que são limpos visuais, auditivas, ou de locomoção, como também os cujas especificidades são outras, como obesos, gestantes e os LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros].

"Como era uma disciplina muito abrangente, uma pessoa reformulou o curso e mudamos uma nomenclatura para Turismo Inclusivo, em 2009. Desde o início de uma pessoa fez contato com uma escola de cegos Ciro Accioly, entrevistamos deficientes visuais. Eu aprendi em uma escola como um estudante e aprendi a locomoção em eventos, por exemplo, e passamos para os alunos ", lembra Valéria.

O curso de Guiamento Inclusive também tem uma participação de outros cegos. "Os relatos que ouvimos de pessoas com deficiência visual que tem e dificuldades no dia a dia para locomover e ainda sofrem preconceito são impactantes. É maravilhoso saber que o curso não beneficia apenas os guias de turismo, que é o público-alvo, mas também como pessoas com deficiência visual ", se entusiasma a graduanda.

No dia 30 de agosto como duas primeiras turmas terminarão o curso. Os encontros acontecem todas as terças-feiras.Nestas últimas semanas de aulas, os alunos que estão sendo instigados a pensar em roteiros turísticos adequados e realizar um próximo dia 23 uma experiência real de guiar os negócios com a cidade de Maceió.

Início das novas turmas

Como Fabiana e Monique perceberam o interesse de outros profissionais pelo curso, já em setembro foram iniciadas outras duas novas turmas e desta vez, abertas para 100 participantes, com inscrições gratuitas. O curso também acontecerá no Campus Maceió. "Já existe uma lista de espera com mais de 70 nomes de interessados ​​dos estados de Pernambuco, Sergipe e Bahia e também recebem o convite para o curso na cidade de Aracajú, para fazer um curso", pontuou Monique.

A data das inscrições ainda não está disponível, mas é possível acompanhar e buscar novas informações no perfil do Facebook, do curso Guiamento Inclusivo.

Turismo acessível em Sevilha sem barreiras arquitetônicas para pessoas com deficiência -Veja o vídeo.

Antonio-hierro-viu-o-mundo-de-seu-wheelchair-como-um-profissional-soldado-a-carro-acidente-durante-uma-paz-missão-em-bósnia- Mobilidade limitada
Antonio Hierro viu o mundo de sua cadeira de rodas. Como soldado profissional, um acidente de carro durante uma missão de paz na Bósnia o deixou com mobilidade limitada.

Sevilha, capital da Andaluzia, é uma cidade de paixão e romance de ópera. Fica a 550 km a sudoeste de Madrid ea 217 km a noroeste de Málaga. Ao contrário da maioria das cidades espanholas, tem-se saído bem sob a maioria de seus conquistadores - os romanos, os árabes, e os cristãos - em parte porque seu povo optou por abraçar em vez de combatê-los. Grande parte do prazer de passear em Sevilha - como em toda a Andaluzia - não é necessariamente visitar museus ou locais específicos, mas sim retroceder durante um longo almoço e abraçar a beleza da cidade em seu próprio tempo e ritmo.

Vale a pena passear ao longo da Calle Betis em Triana, a margem ocidental do Guadalquivir entre as pontes de San Telmo e Isabella II, onde os bares e cafés ganham vida nas noites de verão. Foi este rio que trouxe enormes riquezas para a cidade há 500 anos, quando Colombo atracou aqui em seu retorno das Américas, e Sevilha tornou-se o porto de entrada para todas as futuras riquezas do Novo Mundo e uma das cidades mais prósperas da Europa.

A vasta catedral gótica e o complexo palácio mourisco de Los Reales Alcazares são as duas atracções de Sevilha. O Palácio de Lebrija (que também abriga um pequeno museu interessante), a Casa de Pilatos ou o Museu de Bellas Artes, que abriga uma coleção de fabulosas pinturas religiosas de Velazquez, Murillo E Goya em um antigo convento deslumbrante, são todos a deve ver na bela Sevilha

                 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Governo deve mudar auxílio de idosos e pessoas com deficiência

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém as mãos de uma idosa segurando uma bengala. Fim da descrição.

O governo pretende adotar mudanças para tentar limitar o Benefício de Prestação Continuada ( BPC) , que é um auxílio dado a idosos e pessoas com deficiência que não contribuíram com a Previdência.
A proposta prevê três medidas:

A idade mínima atual para ter o benefício concedido é de 65 anos com renda familiar per capita de até quatro salários mínimo. Com receio das pessoa se sentirem desestimuladas a contribuir com a Previdência, o governo avalia ampliar a idade mínima de 65 para 70 anos.
Para o grupo que discute a mudança, não há nada mais indexador mais forte do que o salário mínimo, então avalia- se desvincular o benefício do salário mínimo com objetivo de reduzir, a médio prazo o valor oferecido.
Outra medida a ser tomada é o corte de renda. Estima-se um critério avaliação da renda per capitã. Já que foi alegado que quatro salários mínimos não é suficiente para caracterizar falta de condição financeira. Por exemplo, será avaliado o grau de dependência da pessoa com deficiência para o BPC.

Criança com colesterol alto?

Biscoitos e salgadinhos na lancheira da escola, comer rapidamente e em frente à TV, passar horas no videogame, falta de atividade física. Esses são alguns dos (maus) hábitos que podem levar ao desequilíbrio do colesterol das crianças

Por Texto Gislene Pereira Edição Ana Paula Pontes - Fotos Bruno Marçal/Editora Globo

     (Foto: Bruno Marçal/Editora Globo)
     cOLESTEROL (Foto: Bruno Marçal/Editora Globo)


O QUE É COLESTEROL?
É um tipo de lipídeo (gordura) produzido em nosso organismo que desempenha, por exemplo, papel essencial na formação de membranas celulares, vitaminas e hormônios. Em excesso no sangue, pode se acumular nas células e artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Suas frações mais importantes são o LDL (colesterol ruim) e o HDL (colesterol bom). Enquanto o primeiro pode se depositar nos vasos e levar a uma obstrução do fluxo sanguíneo, o segundo faz uma “faxina”, ou seja, limpa essas placas de gordura. Para as crianças, o ideal é que o LDL fique abaixo de 100 mg/dl e o HDL, acima de 35/45 mg/dl, sendo que, de acordo com a diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os valores máximos de colesterol total devem ser até 150 mg/dl.

COMO AVALIAR SE A CRIANÇA ESTÁ COM O COLESTEROL ALTO?
Por meio de exames de sangue. Porém, para um diagnóstico preciso, o médico deve avaliar separadamente as frações. Isso porque a criança pode estar com o LDL alto e o HDL baixo, e mesmo com o valor total máximo ela tem colesterol alto. Isso vale se o ruim estiver normal e o bom muito baixo, o que não é ideal, já que será preciso tratamento para aumentar essa taxa – uma vez que ela perde fatores de proteção das doenças cardiovasculares. Segundo a SBC, dos 83 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, 20% têm colesterol elevado. Desses, 8% apresentam LDL alto e 45% baixos níveis de HDL. Outro ponto importante é que as magras também podem apresentar problemas de colesterol, pois uma alimentação inadequada nem sempre aumenta o peso, mas tem potencial para elevar a gordura no sangue.

QUAIS AS PRINCIPAIS CAUSAS DA DOENÇA?
Pode ter origem genética, surgir por falta de exercícios físicos e por má alimentação, como o consumo de produtos ricos em carboidratos, gorduras saturadas e trans e falta de fibras. Há casos de aumento de gorduras no sangue ligado a doenças específicas – como obesidade, diabetes tipo 2, síndrome dos ovários policísticos – e a causa idiopática (desconhecida).

HÁ SINTOMAS?
Em geral, não. Por isso, a única maneira de saber se o seu filho tem colesterol alto é adotar um acompanhamento rotineiro com o pediatra, que avalia o desenvolvimento dele e indica o exame de sangue. Normalmente esse procedimento é recomendado a partir de 2 anos caso haja histórico familiar, se apresenta fatores de risco, como hipertensão arterial, obesidade, dieta rica em gordura saturada e trans, e outras doenças que estão relacionadas ao aumento do colesterol, como hipotireoidismo. No entanto, se o seu filho não se enquadra nos perfis citados, o exame pode ser feito a qualquer momento, desde que pais e pediatra o considerem importante.

COMO TRATAR?
Para reduzir o colesterol é necessária uma reeducação alimentar, fazer atividade física e controlar o ganho de peso. As melhoras aparecem após seis meses das mudanças e os exames precisam ser feitos semestralmente. Caso se mantenha em níveis muito elevados ou em casos especiais (como antecedentes familiares muito precoces de derrame ou infarto do miocárdio), o médico poderá receitar medicações específicas. No entanto, a prescrição, em geral, é indicada para maiores de 10 anos, após período de seis a 12 meses de orientação nutricional e mudanças no estilo de vida. Vale lembrar que a família inteira precisa apoiar e estar junto com a criança nesse momento.

DÁ PRA PREVENIR?
A melhor forma é a amamentação desde o nascimento, o que protege contra a obesidade, fator de risco para o colesterol alto. Um estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics analisou a alimentação de mais de 43 mil crianças japonesas desde os 6 meses e concluiu que o aleitamento exclusivo por seis a sete meses reduz em 45% o risco de obesidade aos 8 anos. A partir da introdução alimentar, é fundamental seguir uma dieta balanceada, com frutas e verduras, ingerir quantias adequadas de gorduras, proteínas, vitaminas e minerais, evitar industrializados, refrigerantes e optar por produtos integrais. Além de estimular desde cedo a prática de atividade física.

Fontes: Luis Eduardo Calliari, endocrinologista infantil do Hospital São Luiz Morumbi (SP); Luísa Coutinho, pediatra do Hospital Rios D’Or (RJ); Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra e neonatologista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SP); Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês (SP), e Patrícia Haddad, pediatra do Hospital Municipal Evandro Freire (RJ) - revistacrescer.globo.com

Programa 100% bilíngue ajuda universitários com deficiência auditiva

Ramon de Angeli

Clarissa Guerretta e Áulio Nóbrega, apresentadores da TV INES
Clarissa Guerretta e Áulio Nóbrega, apresentadores da TV INES Foto: Divulgação

Lidar com o preconceito, com a falta de serviços públicos e enfrentar dificuldades de acesso, ainda hoje, é recorrente para os mais de 9,7 milhões de brasileiros com deficiência auditiva. Diante da dificuldade, a TV INES, projeto da Roquette Pinto que visa a produzir material 100% bilíngue - Língua de Sinais e Língua Portuguesa - acaba de criar o telejornal ‘Primeira Mão’, programa semanal apresentado por âncoras surdos que traz um panorama dos assuntos mais importantes no Brasil e no Mundo.

Toda a produção é pensada para o público com algum grau de deficiência auditiva, desde o roteiro até sua exibição. O principal objetivo da TV é levar educação, informação, cultura e o próprio ensino da linguagem de Libras para diversas idades, atingindo também os universitários, que podem se informar e ter um panorama do que está acontecendo no mundo, facilitando o entendimento das questões que estão no foco do debate, e permitindo uma maior fluência na língua.

No ar desde 2013, a TV INES é uma parceria da Roquette Pinto com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), Sua programação está disponível 24 horas na web, além de ser acessado através de satélite e parabólica em todo território nacional.

Com apresentação de Clarissa Guerretta e Áulio Nóbrega, ambos surdos, o programa tem produção especial, desde a roteirização até sua exibição, contando também com uma experiente equipe de profissionais de televisão surdos, ouvintes e tradutores intérpretes.

Após a seleção dos principais assuntos divulgados durante a semana, a equipe do Primeira Mão elabora o roteiro adaptado, com narrativa audiovisual que conjuga Libras e Língua Portuguesa, tornando o telejornal acessível para os públicos surdo e ouvinte. Com duração de 25 minutos, o programa semanal não apenas aborda notícias mais relevantes, como contextualiza informações, oferecendo um conteúdo mais didático e acessível ao público com deficiência.

Para Isabelle Maia, estudante de Letras Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), todos os programas da TV Ines são importantes, já que a ajudam a estudar. Além disso, o sentimento de inclusão conta muito para a jovem.

Pesquiso bastante através da TV e verifico que não sou a única pessoa que está passando por isso. Além disso, consigo acompanhar o que está acontecendo e isso me ajuda muito no diálogo com os meus colegas e familiares.

  

Antes de entrar para a UFRJ, a aluna já havia se formado em Administração pela Unigranrio e segue em curso em uma pós-graduação em Tradução e Interpretação em Libras, na Uníntese.

Segundo a gerente da TV INES, Joana Peregrino, o telejornal vem suprir uma lacuna nos veículos de comunicação tradicionais e que iniciativas como essas são inéditas no Brasil e raras, inclusive entre TV´s internacionais.

O telejornal promove de forma pioneira a inclusão de surdos no meio de comunicação, pois grande parte desse público, apesar de aprender a Língua Portuguesa, tem como língua principal a Libras e, portanto, não consegue assimilar integralmente informações disponíveis na maioria dos veículos de comunicação, até mesmo em jornais impressos e online.

O Primeira Mão é exibido toda quinta-feira, às 19h. As edições podem ser conferidas no site tvines.org.br



Follmann recebe visita de atleta paralímpico e agradece o incentivo

  Foto: Reprodução
  A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o sobrevivente do acidente de Chapecó, Jackson Follmann deitado em uma maca num quarto de hospital ao lado dele está o capitão de vôlei, o presidente da OAB e o presidente do CPB, possando para a foto ao lado dele. Fim da descrição.
  Legenda: Mizael, Renato e Marcos Costa visitaram Follmann em Chapecó

Jackson Follmann é o único sobrevivente da tragédia com o avião do time da Chapecoense que está hospitalizado em Chapecó. Na última quarta-feira, dia 21/12 o atleta recebeu do capitão da seleção paralímpica de volêi, Renato Leite.

Além dele, estava o presidente da OAB de São Paulo, Marcos Costa que também teve a perna amputada e do segundo vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado.

"Hoje tive a honra de receber a visita do presidente da OAB de São Paulo, Dr. Marcos Costa, e do capitão da seleção paraolímpica de vôlei Renato, que usam próteses, e do Misael, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. Uma experiência única que, com certeza, vai me ajudar em muito", contou Follmann na sua rede social.

Lei inclui pessoas com deficiência em cotas de curso técnico e superior federal - Veja o vídeo.

Antes, cota para alunos de escola pública tinha de seguir a proporção de pretos, pardos e indígenas da população. Agora, cota também deverá ter representação proporcional de pessoas com deficiência.


Anteriormente, a regulamentação já permitia que as universidades federais instituíssem reservas de vagas para pessoas com deficiência, mas isso era opcional. (Crédito: Reprodução)

O Presidente Michel Temer sancionou, nesta quarta-feira (28), a Lei nº 13.409/16 uma lei que inclui pessoas com deficiência na lei que determina as cotas nas universidades federais e nos cursos técnicos de nível médio federais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (29).

A lei sobre cotas, publicada em 2012, institui que 50% das vagas das universidades federais sejam destinadas a alunos que tenham concluído o ensino médio integralmente em escola pública. No caso dos cursos técnicos de nível médio, a reserva de 50% das vagas é garantida para alunos que tenham cursado o ensino fundamental em escola pública.

Dentro dessas vagas reservadas, metade deveria ser destinada a estudantes com renda familiar igual ou menor que 1,5 salário-mínimo per capita. Além disso, a porcentagem de vagas para pretos, pardos e indígenas deveria seguir a porcentagem dessas populações em cada estado.

A lei publicada nesta quinta-feira inclui as pessoas com deficiência nessa regra. Ou seja: a partir de agora, as vagas de universidades e cursos técnicos federais reservadas para alunos de escola pública - que correspondem a 50% do total - devem seguir a proporção de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência observada em cada estado.

Anteriormente, a regulamentação já permitia que as universidades federais instituíssem reservas de vagas para pessoas com deficiência, mas isso era opcional e essas vagas seriam adicionais em relação à cota garantida pela lei.

Segundo a nova lei, o programa especial de acesso às instituições de educação superior para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência deverá ser revisado em um prazo de 10 anos.

Cássio Cunha Lima fala sobre inclusão de deficientes na lei das cotas

Click g1.globo.com para ver o vídeo.

Inclusão social

Autor do projeto sancionado nesta quinta por Temer, o senador licenciado Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) ponderou que, atualmente, quase 25% da população brasileira (equivalente a 45 milhões de pessoas) tem algum tipo de deficiência.

Segundo o parlamentar tucano, as pessoas portadoras de deficiência que comprovam impossibilidade de se sustentar financeiramente têm direito a receber mensalmente do governo, por meio da Previdência Social, um salário, o Benefício de Prestação Continuada.

A nova lei, na visão do senador paraibano, irá inserir os deficientes no mercado de trabalho e diminuirá as despesas do estado, reduzindo o número de deficientes que dependerão do benefício.

"O projeto assegura inserção social, inclusão. O Brasil tem hoje quase 25% das pessoas com deficiência e, abrindo as portas das universidades, das escolas técnicas, você vai diminuir a dependência dessas pessoas do benefício continuado que a Previdência paga. É uma menor despesa para a Previdência e cria a oportunidade para que os deficientes possam se inserir no mercado de trabalho", declarou Cunha Lima.

O senador explicou ainda que a lei garantirá o auxílio a pessoas com deficiência física e sensorial. No entanto, ele admite que as universidades e escolas não estão "plenamente" preparadas em relação à estrutura para receber os alunos deficientes.

"Talvez, as instituições não estejam plenamente preparadas para receber os deficientes, mas terão que se preparar. Todo processo de inclusão é de acolhimento, não é de segregação. O importante é que os deficientes possam ter esse acolhimento e não vivam de forma segregada em escolas especiais.

Eles têm capacidade de produção, de aprendizado e de trabalho, o que precisam é de uma oportunidade e a oportunidade surgiu", concluiu

Garota escocesa cria um sinal de banheiro para deficiências não visíveis

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém a garota Grace na frente da porta de um banheiro apontando pro sinal de deficiência, ao lado dela tem o um senhor com roupa social apontando também. Os dois estão sorrindo. Fim da descrição.

Grace Warnock é uma menina escocesa de 10 anos de idade, ela tem a doença de Crohn, que é um mal que afeta seu sistema digestivo, obrigando-a a ir ao banheiro diversas vezes em um dia. Pensando nisso, ela teve a iniciativa de criar sinais de pessoas com deficiência não visíveis nos banheiros.

As suas experiências a fez perceber que era necessário algo que a lembrasse as pessoas que nem toda deficiência é visível, fazendo assim com que elas parem de criticar pelo uso dos banheiros prioritários.

O sinal mostra mostra um cadeirante duas pessoas com corações vermelhos. Esta ideia foi recebida também pelo parlamento escocês, que declarou que irá aderir a iniciativa em todos os banheiros do edíficio oficial.

Após perder todos os membros por infecção, britânico vence dificuldades e volta a trabalhar

Aos 34 anos, Alex Lewis teve de amputar um membro após o outro após descoberta de infecção; de volta ao trabalho, diz que sobreviver lhe deu força e ensinou que a vida é preciosa.

por BBC

Alex surpreendeu todos ao conseguir caminhar com próteses especiais logo nas primeiras semanas de recuperação  (Foto: Reprodução)
Alex surpreendeu todos ao conseguir caminhar com próteses especiais logo nas primeiras semanas de recuperação (Foto: Reprodução)

Alex Lewis perdeu todos os membros por causa de uma infecção

Após três anos de recuperação, frustração e contratempos, Alex Lewis está finalmente voltando ao trabalho.

Em 2013, o britânico descobriu uma infecção estreptocócica tipo A, que penetrou profundamente em seus tecidos e órgãos e provocou um envenenamento sanguíneo, ou sepsia, que pode causar falência múltipla de órgãos.

Em pouco tempo, viu-se em uma situação de luta pela vida. Alex perdeu seus membros para uma bactéria carnívora e viu sua rotina mudar completamente.
No entanto, não desanimou. "Eu não estava aproveitando a vida antes de ficar doente e acho que essa doença me fez valorizar o que eu tinha", disse ele à BBC.

Com o retorno ao trabalho de designer de interiores, Alex admite ter aprendido uma grande lição.

"A mensagem que fica é que eu posso continuar e quem sabe viver uma vida extraordinária, agora em um corpo diferente."
Mudança

Aos 34 anos de idade, o ex-proprietário de pub viu sua saúde se deteriorar para um estado crítico em poucas semanas. Perdeu as pernas e os braços. Perdeu também os lábios e o nariz.

"(A doença) me fez pensar de forma diferente o que é ser pai, parceiro, ser humano", disse

Cirurgiões precisaram retirar pele de seus ombros para substituir seus lábios - deixando-o, ele brinca, parecido com um personagem de Os Simpsons e com um nariz que escorre constantemente.

Apesar disso, Alex descreve o ano que descobriu a doença como o "melhor de sua vida".

A atitude positiva do britânico é considerada extraordinária pelas pessoas ao seu redor. Ele diz que se sente mais feliz agora do que antes de ficar doente. Muitos acham difícil de acreditar, mas ele insiste.

"(A doença) me fez pensar de forma diferente o que é ser pai, parceiro, ser humano", explica.

Mas Alex não consegue mais fazer muitas coisas das quais gostava, como cozinhar e jogar golfe. Ele e sua companheira Lucy tiveram de abrir mão do pub que tinham.

Alex Lewis perdeu todos os membros por causa de uma infecção  (Foto: Reprodução)
Alex Lewis perdeu todos os membros por causa de uma infecção (Foto: Reprodução)

Infecção
Era novembro de 2013 quando Alex percebeu sangue em sua urina e manchas e machucados estranhos em sua pele.

Levado às pressas ao hospital, descobriu que tinha uma infecção estreptocócica tipo A.

Ao voltar ao trabalho, Lewis disse que 'é um novo homem' após a doença
A pele de seus braços e pernas e parte de sua face rapidamente escureceram e gangrenaram - seus membros tiveram de ser amputados.

Para parentes e amigos que ficaram ao seu lado dia após dia, enquanto ele respirava com a ajuda de aparelhos, foi algo chocante.

Alex diz que, quando soube que seu braço esquerdo teria de ser amputado acima do cotovelo - resultado de uma gangrena que estava infeccionando seu sangue -, não sentiu tristeza. Os médicos foram bastante realistas. "Era uma questão de 'este braço está me matando'", conta.

Na segunda semana de dezembro, mesmo após a amputação, sua vida ainda corria risco. Por isso, pouco tempo depois, Alex teve de perder também as pernas.

"Processei cada amputação individualmente", conta. "Parte de mim pensou, 'vamos só resolver esse processo para que eu possa sair do hospital e voltar para casa'."

Para os médicos e para Alex, era crucial fazer o possível para preservar pelo menos um dos membros.

"Todos os amputados de quatro membros que conheci ao longo dessa jornada me disseram que fariam tudo por uma mão", diz Alex. "(Com ela) você ainda consegue fazer tarefas cotidianas, beber água, escrever."

Mas o dano era grave demais e, certa noite, enquanto dormia, Alex se virou e acabou quebrando o braço ao meio, porque o osso estava infeccionado.

Alex surpreendeu todos ao conseguir caminhar com próteses especiais logo nas primeiras semanas de recuperação

Sua companheira Lucy ficou devastada, imaginando que a vida ficaria muito mais difícil também sem esse membro. Mas Alex diz que achou o desfecho melhor do que se ele tivesse tentado por anos salvar o braço em vão.

"Acho que psicologicamente teria sido muito pior esperar muito tempo e depois perdê-lo", raciocina.

Recomeçar
Mas a partir daí, o britânico teve de aprender a viver uma nova vida. Não conseguia mais se levantar sozinho, tampouco se lavar e se vestir. Precisou acostumar-se à ajuda de um cuidador diariamente. Sua prioridade passou a ser aprender a andar.

Esse aprendizado começou em um hospital de Roehampton, no sudoeste de Londres. Em apenas duas semanas, Alex surpreendeu todos ao conseguir caminhar com próteses especiais.

Ele já caminha há mais de três meses e diz que progrediu muito, mas ainda pena para se adaptar. "Subir escadas é difícil, porque (as próteses) são curtas."
Alex agora também usa próteses de braços, na forma de ganchos, que o ajudam nas tarefas cotidianas. Voltar ao trabalho, no último mês, foi resultado de uma árdua jornada.

"É inquietante, mas acho incrível as coisas que o corpo humano é capaz de superar", afirma.

"Sempre fui tranquilo, relaxado. Essa atitude mudou, hoje tenho pressa para conquistar coisas - o que no meu caso é conseguir pegar uma xícara de café. (Mas) tenho sorte de estar vivo", diz.

"Foi, de longe, o ano mais incrível da minha vida. É difícil explicar, mas me sinto forte, bem, saudável e feliz em casa, talvez mais do que antes. Coisas ótimas saíram dessa experiência. Ela me fez perceber o quão preciosa é a vida."

Fonte: g1.globo.com

A dupla que transforma a vida de crianças doando próteses 3D

Stephen Davies e Drew Murray produzem e entregam de graça membros feitos em impressoras 3D; vídeo que mostra reação da primeira menina a receber prótese viralizou na internet.

por BBC

Próteses não são duradouras mas crianças crescem rápido e logo precisam de novos membros  (Foto: Reprodução)
Próteses não são duradouras mas crianças crescem rápido e logo precisam de novos membros (Foto: Reprodução)

A primeira vista, o barracão num jardim em Swansea, no País de Gales, não parece ter nada que chame a atenção.

Mas chegando perto você pode escutar o barulho de uma máquina a todo vapor.
Esse é o QG de uma dupla que se chama Team Unlimbited (um trocadilho em inglês com as palavras ‘ilimitado’ e ‘membro’), que está numa missão voluntária para fornecer, de graça, próteses feitas em impressora 3D para crianças que nascem sem braços ou pernas.

As crianças escolhem seus próprios modelos e cores, e Stephen Davies e Drew Murray se encarregam do resto.

A demanda é alta, e o barracão está cheio de fotos de crianças de todo o mundo mostrando o logotipo da dupla.

O próprio Stephen Davies, dono do barracão, engenheiro e pai de três crianças, nasceu sem uma mão.

Foi em busca de uma prótese para si mesmo que Stephen (dir.) conheceu Drew  (Foto: Reprodução)
Foi em busca de uma prótese para si mesmo que Stephen (dir.) conheceu Drew (Foto: Reprodução)

Foi durante sua busca por uma prótese que ele conheceu o consultor em tecnologia da informação Drew Murray. Ele faz parte de uma rede de voluntários que produz próteses 3D gratuitas para crianças.

Após ganhar uma mão de Murray – a primeira prótese que ele fez para adultos –, Davies investiu em duas impressoras 3D e materiais.

“Tudo o que fazemos é bancado por mim, Stephen e generosas doações”, afirma Murray.

“Não somos uma instituição de caridade, apenas dois caras em um barracão. É recompensador usar nossas habilidades profissionais de um modo diferente."
A primeira pessoa a ser beneficiada pela dupla foi Isabella, que hoje tem nove anos.

Ela consegue se virar bem com seu “bracinho”, como chama: a prótese facilitou atividades como aprender piano, passear com o cachorro, jogar bola com o irmão William e folhear livros.

“A confiança que a prótese deu a ela foi incrível”, diz Sarah, mãe de Isabella.
Um vídeo da menina recebendo sua prótese foi visto mais de 2 milhões de vezes no YouTube e escolhido pelo Google como um de seus destaques do ano.

Cada mão custa cerca de R$ 120 em materiais e leva 12 horas para ficar pronta. A dupla reconhece que está abarrotada de pedidos.

“Trabalho em meu emprego normal o dia todo, tenho filhos, um bebê de dez meses... então passamos nossas noites e finais de semana fazendo isso”, diz Davies.

“Fazemos tudo de graça, não cobramos nem os custos de envio.”
As próteses não são robustas como os modelos tradicionais, que podem custar milhares de reais. Mas, como as crianças crescem rapidamente e constantemente precisam de modelos novos, não há necessidade de um material de longa duração.

Glyn Heath, professor de protética da Universidade de Salford, em Mancheter, ressalta também que as próteses feitas em impressoras 3D não funcionam para todos os casos, sobretudo para membros inferiores.

“Os materiais que você pode usar (nas impressoras 3D) são limitados e as propriedades desses materiais não são necessariamente apropriadas para suportar cargas pesadas”, disse Heath à BBC.

Fonte: g1.globo.com