sábado, 7 de janeiro de 2017

Vagas para PCD em 2017

Vagas para Deficietnes
Vagas de Emprego para Deficientes PCD

Em 2017 o portal Deficiente Online está com mais de 386 oporturnidades de trabalho para Pessoas com Deficiência são mais de 1230 empresas atendidas.

O Deficiente Online e seu Parceiro VagasPCD.com.br não cobram dos candidatos com Deficiência, empresas buscam curriculos e anuncio de vagas para esse segmento

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Memorial da Inclusão abre as portas nos últimos sábados de cada mês

O Memorial da Inclusão, museu da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, abre suas portas nos dias úteis da semana, de segunda a sexta, das 10h às 17h, e em todos os últimos sábados de cada mês, das 13h às 17h.

Visitantes no Memorial a Inclusão

Os visitantes têm a oportunidade de descobrir mais sobre o Movimento Social da Pessoa com Deficiência, a Sala dos Sentidos, que faz com que os visitantes tenham uma experiência sensorial, sem a visão. Além disso, a cada mês o espaço recebe uma exposição temporária de instituições relacionados ao segmento.

Os 12 sábados abertos ao público, em 2017, serão: 28 de janeiro, 18 de fevereiro; 25 de março; 29 de abril; 27 de maio; 24 de junho; 29 de julho; 26 de agosto; 30 de setembro; 21 de outubro; 25 de novembro e 16 de dezembro.

A entrada é gratuita e as visitas de grupos devem ser agendadas, para acompanhamento monitorado.

MEMORIAL DA INCLUSÃO
A exposição permanente Memorial da Inclusão: Os Caminhos da Pessoa com Deficiência” foi inaugurada em 2009, na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O espaço contempla, por meio de fotografias, documentos, manuscritos, áudios e vídeos, a história sócio-cultural e política do movimento de luta das pessoas com deficiência, iniciado nos anos de 1980. Conta com 12 ambientes compostos por painéis com logotipia recortada e aplicada em alto relevo, assim como piso tátil e tubos sonoros que descrevem o conteúdo dos painéis às pessoas com deficiência visual.

Um dos destaques é a Sala dos Sentidos, um local escuro, com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e de odor, com a proposta de que o visitante reflita sobre a importância dos sentidos como tato, visão, audição e olfato.

Também é possível conhecer o Memorial da Inclusão por via digital, sem sair de casa. Disponível em três idiomas, português, inglês e espanhol, o site www.memorialdainclusao.sp.gov.br permite que pessoas com e sem deficiência conheçam o acervo do Memorial da Inclusão por uma plataforma 3D, em que os visitantes se sintam dentro do Memorial, com acesso a textos e áudios.

SERVIÇO
Memorial da Inclusão aberto ao público aos sábados

Datas: 28 de janeiro, 18 de fevereiro; 25 de março; 29 de abril; 27 de maio; 24 de junho; 29 de julho; 26 de agosto; 30 de setembro; 21 de outubro; 25 de novembro e 16 de dezembro de 2017

Horário: 13h às 17h
Local: Memorial da Inclusão, Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo – SP - Próximo da Estação Palmeiras - Barra Funda do Metrô - CPTM
Informações: telefone (11) 5212-3727
Indicação: Livre
Entrada: Gratuita

Coordenador do Programa de Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência é nomeado Secretário de Estado Adjunto

Luiz Carlos Lopes é o novo Secretário de Estado Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

                                     
                          Luiz Carlos Lopes é o novo Secretário Adjunto da SEDPcD-SP

São vários os feitos de Luiz Carlos Lopes que deram destaque ao protagonismo e inclusão das pessoas com deficiência. O principal deles foi a coordenação do Programa de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O Programa foi um dos vencedores da 11ª edição do Prêmio Mário Covas, em 2015, entre 244 projetos inscritos.

                                              

O Programa deu origem à Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência. Desde que foi criada, em 2014, a unidade especializada já atendeu a cerca de 800 casos. Desde então, os Boletins de Ocorrência registrados pela polícia paulista passaram a detectar se a vítima tem algum tipo de deficiência. Responsável por apurar essas estatísticas, a delegacia especializada contabilizou mais de 14.100 registros no Estado de São Paulo, até março de 2015.

Em 2016, Luiz Lopes passou a atuar na Prefeitura de São Paulo como Analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental. Lopes foi convidado pela Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, para substituir o Adjunto Cid Torquato, que assumiu a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, na atual gestão de Dória.

Bem-vindo novamente, Luiz!!

Ela chama o empacotador de “retardado“. O que acontece em seguida é super constrangedor (para ela).

 

Uma estudante se dirige a um supermercado perto de sua casa, planejando comprar frutas e legumes. No local, um dos funcionários é portador de Síndrome de Down, sendo responsável por empacotar os itens adquiridos pelos clientes. Porém, em um determinado dia, a menina testemunha a seguinte situação:

"Eu estou no caixa do mercadinho que sempre frequento perto do meu prédio. 

O empacotador que está cuidando das minhas compras é um homem muito amável e atencioso, e ele tem uma deficiência mental.

Empacotador: "Você quer essa aqui?"

(Ele tem nas mãos uma sacola, e eu posso ver que ela tem um furo no fundo.)

Eu: "Não, obrigada. Use uma outra."

Mulher atrás de mim: "Meu Deus. Que lerdeza! Anda logo!"

Eu: "Eu acabei de pagar. Ele está no tempo certo."

Mulher atrás de mim: "Ah, então você é lerda igual a ele? As pessoas especiais deveriam parar de atrasar a vida das pessoas normais."

Empacotador: (com cara de ofendido) "Senhora, ela não é burra. Ela vai para a faculdade." (Ele aponta para o logo da minha universidade no meu moletom.) 

"Ela é inteligente de verdade!"

Eu: "E ele é o melhor empacotador daqui! Ele é muito cuidadoso, o que é ótimo em se tratando de frutas e legumes!"

(No meio tempo, todas as minhas compras estão empacotadas. Como ele sabe que eu volto à pé para casa, o empacotador me ajuda a colocar as sacolas no ombro.)

Mulher atrás de mim: "Meu Deus, ele não vai nem te ajudar a levar as compras para o carro? Que delinquente! Eu quero falar com o gerente!"

Eu: "Eu caminho até minha casa, senhora. Você vai falar o que com o gerente? Sou eu mesma que sempre peço para o empacotador fazer isso assim."

Empacotador: (se dirigindo a mim) "Tenha um bom dia!"

(A moça do caixa, que não tinha dito uma palavra até agora, olha calmamente para a mulher.)

Caixa: "Nós não iremos mais atendê-la devido ao seu ato discriminatório contra um funcionário e contra uma cliente regular. Você pode deixar seus itens aqui, nós os levaremos de volta às prateleiras. Por favor, saia da loja."

(Ao invés de deixar o local, a mulher decide fazer um grande escândalo, chegando a quebrar uma prateleira, e tendo que ser contida fisicamente. Preocupado com a nossa segurança, o empacotador me leva - junto com outra cliente - para trás do balcão que vende cigarros. Nós tivemos que esperar a chegada da polícia.)

Empacotador: "Você... vai voltar semana que vem?" (cara de preocupado)

(O sorriso que ele deu depois disso tudo me deixou feliz pelo resto do dia.)

Às vezes é realmente difícil entender o que se passa na cabeça de gente assim. Por que ofender uma pessoa cuidadosa que estava apenas tentando fazer com dedicação o seu trabalho? Ainda bem que os outros clientes e os funcionários sabiam exatamente o quão maravilhoso este homem era, e se recusaram a deixar a mulher sair impune.

fontes: http://www.naoacredito.com.br/empacotador-down/?ref=fb - nandoacesso.blogspot.com.br

Menino morre 'após seus pais rezarem em vez de chamar um médico'

Criança teve pancreatite aguda e infecção generalizada; Pais são acusados

Menino morre após pais ''rezarem'' em vez de chamar um médico
Seth Johnson, de 7 anos, morreu de pancreatite aguda e sepse, que é infecção generalizada - Reprodução

Um menino 7 anos de idade morreu após seus pais rezarem por ele em vez de levá-lo ao hospital, alega a promotoria pública do estado americano de Minnesota. Os pais, Timothy e Sarah Johnson, foram indiciados por negligência e devem comparecer ao tribunal este mês.

Por semanas, o menino Seth Johnson sofreu de pancreatite aguda e sepse — infecção geral grave —, mas nunca foi levado pelos pais para se consultar com um médico.

De acordo com a Justiça, o garoto chegou a ser deixado em casa sozinho sob os cuidados do irmão de 16 anos para os pais irem a um casamento num fim de semana.

Na volta, com o filho em um estado de saúde mais crítico, os pais simplesmente oraram para ele e o colocaram para dormir. Apenas quando Seth foi encontrado inconsciente e coberto de vômito, os pais ligaram para a polícia.

— Não podemos compreender como um pai deixaria um filho de 7 anos muito doente aos cuidados de um adolescente de 16 anos para que pudesse sair no fim de semana — disse ao "Independent" Mike Freeman, promotor do condado de Hennepin. — Nem podemos compreender como os pais se recusaram a voltar para casa no domingo de manhã para cuidar de seu filho doente quando eles foram avisados de sua condição grave. Também é difícil compreender por que os pais não chamaram uma ambulância no domingo à noite para obter imediatamente ajuda médica quando finalmente chegaram em casa.

PAIS DISSERAM TER 'PROBLEMAS COM MÉDICOS'

Segundo Freeman, apesar de Timothy e Sarah Johnson terem presunção de inocência, a equipe da promotoria usará todos os recursos para que eles sejam considerados culpados.

Um documento de cinco páginas elaborado pelos promotores explica como o casal conheceu Seth aos 3 anos de idade, adotou-o aos 4 anos e o educou em casa.

Segundo este mesmo documento, o casal afirmou que o comportamento do menino mudou nas semanas que antecederam sua morte, em 29 de março de 2016. Ele parou de dormir, desenvolveu bolhas nas pernas, lesões nos calcanhares, passou a levar cerca de duas horas para fazer as refeições e, às vezes, jogava-se pelas escadas.

Mas, aparentemente, eles nunca procuraram ajuda profissional porque tinham "problemas com médicos", de acordo com o documento. Em vez disso, eles mesmos diagnosticaram o garoto com transtorno de estresse pós-traumático e lesão cerebral traumática.

Segundo a polícia, o casal afirmou que o menino tinha sido previamente diagnosticado com problemas identificados como síndrome alcoólica fetal e transtorno de apego reativo — quando se sofre de negligência infantil. No entanto, a clínica que os pais deram como referência para a polícia checar essas informações afirmou que não tinha nenhum registro de já ter tratado o menino alguma vez.

Ainda de acordo com a polícia, as feridas apresentadas pela criança foram tratadas pelos pais com pomada antibiótica e um "mel medicinal".

Suas feridas foram alegadamente tratadas com pomada antibiótica Neosporin e "mel medicinal". Quando os pais voltaram para casa, na noite em que o menino morreria, eles "oraram por sua saúde", e, depois de darem banho nele, colocaram Seth para dormir. Somente depois de o pai encontrá-lo inconsciente e coberto de vômito, a mãe ligou para a polícia.

O caso não é o primeiro assim a acontecer. No Canadá, um casal cristão teria rezado por duas horas para seu filho diabético que estava morrendo, sem levá-lo ao hospital. E, em outra ocasião, um pai foi preso por se recusar a procurar tratamento médico para seus filhos por causa de crenças religiosas.

Pais adaptam bicicleta para incluir filho em passeios com família

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Acoplada à cadeira de rodas de Gustavo, pais conduzem o filho em uma bike pelas ruas de Jaraguá do Sul

As experiências vivenciadas em família, na companhia da esposa, Gisele, e do filho Gustavo, que é portador de necessidades especiais, foi o que levou Luciano José Bortolini a idealizar uma bicicleta ajustada à cadeira de rodas.

O casal é adepto das práticas esportivas e sempre busca incluir o menino, de 13 anos, nas atividades, especialmente as que incluem lazer. Gustavo é portador de uma doença congênita. A mãe explica que o filho possui a síndrome da trissomia do cromossomo nove. “Ele tem um atraso global, sendo que as partes motoras não se desenvolveram de maneira normal. Então, Gustavo não anda, não fala e tem o entendimento comprometido”, revela.

No entanto, Gisele observa que isso não o impede de frequentar a escola regular, a Apae e de socializar. O pai destaca que, desde o nascimento de Gustavo, o casal procurou ambientar o filho em todas as atividades que faziam. “Então, procuramos envolvê-lo em tudo, práticas esportivas, ir ao shopping, ao mercado, porque a gente percebe que ele gosta de participar e não se pode reprimir pelo fato dele ser deficiente.

Por isso estou sempre buscando meios para integrá-lo com o que a gente faz”, garante. Para Gisele, que dedica tempo integral para cuidar e acompanhar o filho, a bicicleta facilita os passeios, já que está integrada à cadeira de rodas. “Eu ando de roller e já levava ele pelo bairro. Só que agora, passando pela fase da adolescência, tem coisas que ele não gosta mais, uma delas é o roller. Ele não curte mais que eu o conduza assim”, comenta a mãe.

Bortolini conta que há algum tempo vinha pesquisando meios para desenvolver o projeto. E um vídeo sobre o tema foi compartilhado por conhecidos do casal nas redes sociais, servindo de inspiração para a construção da bicicleta. “Tivemos sorte por ter um amigo que se propôs a nos ajudar. A ideia era que a bicicleta fosse acoplada à cadeira através de um suporte, que depois pudesse ser retirado.

O suporte é articulado, o guidão é a própria cadeira, e está preso pelas borboletas”, explica. Isso possibilita que a cadeira, que é sob medida para as características e as necessidades de Gustavo, seja utilizada nas demais atividades. “Vamos supor que estejamos visitando alguém e estamos de bicicleta. Ao chegar, desacoplamos a estrutura e ele continua com a cadeira”, esclarece. O casal também verificou a necessidade de fazer adaptação de freios. “Daí a escolha desse modelo de bicicleta justamente porque o freio é de pé e toda a estrutura se adéqua ao tamanho da cadeira. Se a bicicleta for muito alta, não vai ficar num ângulo bom.

A melhor opção foi a antiga monareta”, revela. E foi justamente um colecionador que acolheu a ideia e cedeu uma de suas ‘magrelas’ para que o projeto fosse adiante. O próximo passo foi desenvolver o protótipo, com o auxílio do empresário Harley Manske, da Metalúrgica HM. Há aproximadamente 15 dias a nova ‘bike’ ficou pronta. “As pessoas foram ficando extremamente empolgadas. Alguns pais de crianças da Apae vieram nos procurar para saber mais sobre o assunto.

E é interesse dele, que fez o protótipo, tornar o projeto viável para outras pessoas também”, evidencia. Manske, amigo de longa data de Bortolini, pesquisou mais sobre o assunto. “Encontrei um aparelho parecido com o que fizemos, fabricado na Espanha, mas que não é exportado para o Brasil. Levei a ideia para a empresa e o funcionário Rodrigo Moretti abraçou a causa junto comigo. Nas horas de folga a gente se dedicava à bicicleta.

Levamos aproximadamente três semanas para concluí-la”, diz. Entretanto, o protótipo, segundo ele, ainda precisa de ajustes para se tornar universal. “Ainda vamos promover melhorias, esse é o plano para 2017. Minha vontade é poder ajudar outras pessoas. No entanto, preciso aprimorar mais porque existem outros tipos de cadeira e diferentes modelos de bicicleta”, conclui.

Fontes: OCP Online - turismoadaptado.wordpress.com

Este garotinho com deficiência na fala encontrou no cão surdo da família seu melhor amigo

por Redação Hypeness

                                     Foto: Representação Facebook
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O pequeno Connor foi adotado ao nascer por Brandi Guillet e seu marido. Na época, eles já sabiam que o menino tinha uma desordem genética que causava uma deficiência na fala. Hoje, aos seis anos, ele já se comunica bem através da linguagem de sinais – e o seu melhor amigo acaba de se tornar um adorável cãozinho surdo.

Brandi contou a história em uma publicação na página Deaf Dogs Rock, no Facebook, neste domingo, 1. Desde então, a publicação foi compartilhada por mais de 100 pessoas e recebeu mais de 800 reações de pessoas apaixonadas pela incrível amizade entre o menino e o futuro cão da família.

                             Foto: Representação Facebook
                             



“Eu adotei meu filho ao nascer sabendo que ele tinha uma desordem genética. Agora ele tem seis anos e é não-verbal, mas usa linguagem de sinais para se comunicar. Estamos cuidando de uma linda boxer surda (prestes a ser adotada por nós!). Ela é incrível com meu filho. Ela é a garota mais gentil e amável de todas. A parte mais LINDA desta adoção é que meu filho e seu cão podem realmente falar um com o outro! Eu encorajo altamente a adoção de cães surdos. Ela é uma adição tão perfeita à nossa família. Nós fomos abençoados com a Ellie. 
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A família já tinha outro cão da mesma raça, mas o menino só se conectou de verdade com a nova cadelinha, que é surda, segundo relatou Brandi nos comentários da publicação. “Há algo especial sobre este cão. Algo diferente…“, disse.

Grupo tortura deficiente mental em transmissão ao vivo no Facebook

Yahoo Notícias

                                                Foto: Reprodução Facebook
                                                

Quatro jovens foram presos na última quarta-feira (4) suspeitos de envolvimento em um caso de tortura que foi transmitido ao vivo pelo Facebook. O caso aconteceu em Chicago, nos EUA. A vítima, um rapaz com deficiência mental, foi amarrada e atacada. Ele seria conhecido de um dos agressores. De acordo com o Daily Mail, o caso provocou revolta entre internautas, que criaram uma petição na internet pedindo que os presos sejam acusados por crime de ódio.

O vídeo, no qual a vítima está amordaçada e incapaz de se defender, foi transmitido em tempo real na página de uma garota de 18 anos, na última terça-feira. O ataque teria durado cerca de meia hora e trechos das imagens continuam sendo compartilhados. Na transmissão é possível ouvir um dos agressores gritar: “Dane-se Donald Trump! Danem-se os brancos”. Após a repercussão, a publicação foi apagada, mas a polícia tomou ciência do caso e identificou os envolvidos.

A vítima foi levada a um hospital onde recebeu tratamento e está sob os cuidados de parentes. Os suspeitos podem ser acusados de sequestro e tortura. As autoridades ainda não informaram se vão acusá-los de crime de ódio.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cabeleireira senta no chão para cortar o cabelo de menino com autismo

por Extra

Kaylen e Isaiah
Kaylen e Isaiah Foto: Reprodução / Facebook

Esta mulher, kayleen, no desporto Clipes em charleston fez mais pelo meu coração do que ela é capaz de imaginar. Cortes de cabelo com Isaías não são pouca coisa. Ele odeia ter nada perto de seus ouvidos, o som dos clippers envia-lo para um parafuso... esta noite não foi diferente. Eu estava pronto para desistir, mas ela não estava. Ela sentou no chão com o meu bebé no colo dela, e ela cortou o cabelo. Eles falaram sobre dory e natal, e ela até deixa-o spray-la com a sua garrafa de água.

"Autismo pode ser muito, muito difícil, mas pessoas assim fazem nossos dias um pouco mais fácil."

Gestos simples podem fazer toda a diferença na vida de pessoas com algum tipo de necessidade, seja ele qual for. Nesse caso, foi a boa vontade de uma cabeleireira chamada Kaylen, que salvou o dia de Jennifer McCafferty e do filho dela, Isaiah, que sofre de autismo.

Há uma semana, Jennifer levou o filho para cortar o cabelo em um salão da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Lá eles Kaylen, que fez o que poucos fariam para ajudar o garotinho.

"Cortes de cabelo com Isaiah não são fáceis. Ele odeia ter qualquer coisa perto das orelhas, o barulho das tesouras deixa ele em parafuso... essa noite não foi diferente", relatou Jennifer em seu perfil no Facebook.

Ao perceber que aparar as madeixas de Isaiah seria um tarefa complicada e que a própria mãe havia se dado por vencida, Kaylen demonstrou muita humanidade e paciência e simplesmente se sentou no chão para estabelecer um vínculo com o pequeno cliente.

"Eu estava pronta para desistir, mas ela não. Ela sentou no chão com meu bebê no colo e cortou o cabelo dele. Eles conversaram sobre Dory e o Natal, e ela sempre deixava que ele jogasse água nela com a garrafa de spray", relembra a americana.

Ao fim de seu relato, Jennifer McCafferty elogiou a atitude da cabeleireira.
"Autismo pode ser tão difícil, mas pessoas assim fazem nossos dias um pouco mais fáceis", finalizou.

O post de Jennifer, com a foto de Kaylen cortando o cabelo de Isaiah, viralizou com mais de 96 mil reações e 27 mil compartilhamentos. Páginas sobre autismo e boas ações também replicaram a publicação.

Conheça a "LEI BERENICE PIANA" Destinada as Pessoas com Espectro Autista que completa 2 anos

  

Art. 1º  A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.

Parágrafo único. Aplicam-se às pessoas com transtorno do espectro autista os direitos e obrigações previstos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, promulgados pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, e na legislação pertinente às pessoas com deficiência.

Art. 2º  É garantido à pessoa com transtorno do espectro autista o direito à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, respeitadas as suas especificidades.

§ 1o Ao Ministério da Saúde compete:

I - promover a qualificação e a articulação das ações e dos serviços da Rede de Atenção à Saúde para assistência à saúde adequada das pessoas com transtorno do espectro autista, para garantir:

a) o cuidado integral no âmbito da atenção básica, especializada e hospitalar;

b) a ampliação e o fortalecimento da oferta de serviços de cuidados em saúde bucal das pessoas com espectro autista na atenção básica, especializada e hospitalar;

c) a qualificação e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial e da rede de cuidados de saúde da pessoa com deficiência no atendimento das pessoas com o transtorno do espectro autista, que envolva diagnóstico diferencial, estimulação precoce, habilitação, reabilitação e outros procedimentos definidos pelo projeto terapêutico singular;

II - garantir a disponibilidade de medicamentos incorporados ao SUS necessários ao tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista;

III - apoiar e promover processos de educação permanente e de qualificação técnica dos profissionais da Rede de Atenção à Saúde quanto ao atendimento das pessoas com o transtorno do espectro autista;

IV - apoiar pesquisas que visem ao aprimoramento da atenção à saúde e à melhoria da qualidade de vida das pessoas com transtorno do espectro autista;

V - adotar diretrizes clínicas e terapêuticas com orientações referentes ao cuidado à saúde das pessoas com transtorno do espectro autista, observando suas especificidades de acessibilidade, de comunicação e atendimento.

§ 2º A atenção à saúde à pessoa com transtorno do espectro autista tomará como base a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF e a Classificação Internacional de Doenças - CID-10.

Art. 3º  É garantida proteção social à pessoa com transtorno do espectro autista em situações de vulnerabilidade ou risco social ou pessoal, nos termos da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993.

Art. 4º É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar o direito da pessoa com transtorno do espectro autista à educação, em sistema educacional inclusivo, garantida a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior.

§ 1º O direito de que trata o caput será assegurado nas políticas de educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, de acordo com os preceitos da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

§ 2º Caso seja comprovada a necessidade de apoio às atividades de comunicação, interação social, locomoção, alimentação e cuidados pessoais, a instituição de ensino em que a pessoa com transtorno do espectro autista ou com outra deficiência estiver matriculada disponibilizará acompanhante especializado no contexto escolar, nos termos do parágrafo único do art. 3o da Lei no 12.764, de 2012.

Art. 5º Ao tomar conhecimento da recusa de matrícula, o órgão competente ouvirá o gestor escolar e decidirá pela aplicação da multa de que trata o caput do art. 7º da Lei nº 12.764, de 2012.

§ 1º Caberá ao Ministério da Educação a aplicação da multa de que trata o caput, no âmbito dos estabelecimentos de ensino a ele vinculados e das instituições de educação superior privadas, observado o procedimento previsto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999.

§ 2º O Ministério da Educação dará ciência da instauração do processo administrativo para aplicação da multa ao Ministério Público e ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Conade.

§ 3º O valor da multa será calculado tomando-se por base o número de matrículas recusadas pelo gestor, as justificativas apresentadas e a reincidência.

Art. 6º Qualquer interessado poderá denunciar a recusa da matrícula de estudantes com deficiência ao órgão administrativo competente.

Art. 7º O órgão público federal que tomar conhecimento da recusa de matrícula de pessoas com deficiência em instituições de ensino vinculadas aos sistemas de ensino estadual, distrital ou municipal deverá comunicar a recusa aos órgãos competentes pelos respectivos sistemas de ensino e ao Ministério Público.

Art. 8º A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, juntamente ao Conade, promoverá campanhas de conscientização sobre os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista e suas famílias.

Sancionada em 2 de Dezembro de 2014, pela Presidente Dilma Rousseff

Idosos e deficientes estão na mira do Judas

Por Altamiro Borges

         Imagem internet/Ilustrativa
         Resultado de imagem para BPC

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário do covil golpista informou nesta quarta-feira (4) que os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), valor pago a idosos e deficientes em situação de pobreza, serão chamados para serem recadastrados e terem seus benefícios reavaliados a partir deste ano.

“O cronograma ainda será definido e divulgado”, informou em nota o secretário-executivo do ministério, Alberto Beltrame. Na sua política de “austeridade fiscal”, que beneficia os ricaços e ferra os trabalhadores, o Judas Michel Temer já disse que pretende reduzir os benefícios dos idosos e dos deficientes físicos. É bom ficar em alerta.

Segundo a mídia, neste ano serão recadastrados os idosos (acima de 65 anos) que têm direito ao BPC. Em 2018, será a vez dos deficientes de qualquer idade que recebem o benefício. Durante o recadastramento, os benefícios também serão reavaliados com o objetivo de se saber se ainda estão válidos.

Ainda de acordo com a imprensa chapa-branca, o Judas Michel Temer também planeja enviar ao Congresso Nacional, após a tramitação da reforma da Previdência, um projeto para promover mais alterações no acesso ao BPC – sempre no espírito neoliberal de reduzir os gastos públicos. Ele preveria o aumento da idade mínima para obtenção do benefício de 65 anos para 70 anos e o fim do vínculo com o salário mínimo, que é corrigido pela inflação.

Fonte: altamiroborges.blogspot.com.br -  Imagem internet/Ilustrativa

A incrível história do piloto sem braços e pernas que compete no Rali Dakar

Philippe Croizon dirige um carro adaptado na mais longa e difícil prova automobilística do mundo.

Por BBC

Philippe Croizon tinha 26 anos quando sofreu o acidente em que perdeu os braços e as pernas (Foto: Franck Fife/AFP)
Philippe Croizon tinha 26 anos quando sofreu o acidente em que perdeu os braços e as pernas (Foto: Franck Fife/AFP)

limites na água, no céu e também na terra.

Assim pode ser definido o francês Philippe Croizon, primeiro piloto sem braços e pernas a participar da mais difícil e longa prova motorizada do mundo, o Rali Dakar, que começou há dois dias no Paraguai.

Com a nova empreitada, o atleta de 48 anos, que já recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra da França, demonstra querer de novo se superar.

Depois de saltar de paraquedas a mais de 4 mil metros de altura, atravessar o Canal da Mancha e fazer a travessia dos cinco continentes a nado, Croizon agora vai cruzar um deles sobre quatro rodas.

Não tem sido um desafio simples, por causa da logística e da dificuldade de competir nas dunas e estradas que cortam o Paraguai, a Bolívia e a Argentina.

Cruzar a linha de chegada em Buenos Aires, no dia 14 de janeiro, é seu sonho.
Mas ele já cumpriu o primeiro objetivo: estava na largada do rali.

O começo

O atleta francês não é deficiente físico desde o nascimento.

Sua vida mudou aos 26 anos, depois de um acidente trágico em que sofreu ferimentos tão graves que foi necessário amputar seus membros.

Em 5 de março de 1994, o então metalúrgico subiu no telhado de casa para arrumar a antena de TV. Ele recebeu duas descargas elétricas de 20 mil volts, que provocaram queimaduras graves e uma parada cardíaca.

Croizon ficou três meses no hospital, onde passou por várias operações.

"Primeiramente, eu sou Philippe Croizon", diz ao apresentar-se. E, só depois, acrescenta: "Sou deficiente físico".

Mas sua transformação em adepto de esportes radicais e exemplo de superação não aconteceu da noite para o dia.

Foi um longo processo, que começou quando ele estava no hospital, dois meses depois do acidente.

Do leito, ele viu na TV a história de uma francesa que cruzara o Canal da Mancha a nado e se perguntou: "Por que não faço isso?"

Passaram-se 14 anos até que ele pudesse começar a treinar. Depois disso, nada mais foi capaz de pará-lo.

Após cruzar o Canal da Mancha, o francês decidiu unir os cinco continentes a nado - desafio que completou em 2012.

A 'loucura'
Amante das competições automobilísticas, há pouco mais de um ano ele estabeleceu seu novo desafio: competir no Rali Dakar.

As pessoas mais próximas achavam uma loucura alguém sem braços nem pernas pilotar um veículo em uma prova tão difícil quanto essa, que desde 2009 é disputada na América do Sul.

Fã de automobilismo e esportes radicais, Croizon participa agora da competição que percorre estradas do Paraguai, Bolívia e Argentina (Foto: Franck Fife/AFP)
Fã de automobilismo e esportes radicais, Croizon participa agora da competição que percorre estradas do Paraguai, Bolívia e Argentina (Foto: Franck Fife/AFP)

O patrocínio da aventura conta em muito com a colaboração doo príncipe Nasser al Attiyah, do Catar, vencedor do rali em 2011 e 2015.

"Sempre comparo a deficiência física com o esporte de alto nível", disse ele à BBC.

"O deficiente também luta por um resultado e para se superar, por exemplo, quando consegue pôr as meias sozinho."

Equipe de peso
Philippe Croizon terá como copiloto Cédric Duplé em um buggy adaptado da equipe do francês Yves Tartarin, um experiente corredor que disputou o Dakar 18 vezes desde 1988.

O sistema de direção é idêntico ao que Croizon tem no seu próprio carro.

"Controlo tudo com o braço direito. Com o esquerdo quase não faço nada, só acendo os faróis e um pouco mais", contou em entrevista ao jornal espanhol "Marca".

"Tenho um controle que uso para acelerar, frear e girar o volante. É como jogar videogame em uma tela gigantesca", brincou.

Até o momento, ele cumpriu a primeira etapa e completou o trecho entre as cidades de Assunção, no Paraguai, e Resistencia, na Argentina.
Foram os primeiros 454 km do total de 9 mil km da prova.

"O acidente mudou tudo, mas gosto da minha vida, consegui fazer algo. Sou independente e esta é a minha meta."

Fonte: g1.globo.com

Policiais doam prêmio da Mega da Virada para tratamento de menina

Ana Carla Bermúdez Do UOL, em São Paulo

Arquivo pessoal
A família de Isabela recebe o comprovante do prêmio de PMs de Santo André
A família de Isabela recebe o comprovante do prêmio de PMs de Santo André

A sorte de um grupo de policiais militares e civis de Santo André, cidade do ABC paulista, fez com que eles fossem premiados em um bolão da Mega Sena da Virada. Juntas, as 210 pessoas que fizeram as apostas acertaram a quadra e ganharam cerca de R$ 3 mil.

O valor, no entanto, não foi dividido entre os participantes. Eles resolveram fazer uma doação para a família de Isabela Diringer, de 12 anos, que está em campanha de arrecadação para poder passar por uma cirurgia no intestino. A operação será na Inglaterra.

"A gente sempre faz, todo fim de ano, um bolão. Dessa vez, fomos contemplados com a quadra e todos do grupo, em sociedade, concordaram em doar essa quantia para a família", conta o cabo da PM Ricardo dos Santos Sales, organizador do bolão.

                                         Arquivo Pessoal
                                         
                                   Por causa da doença, Isabela não pode comer normalmente

Para Gláucia Marina Diringer, mãe de Isabela e cabo da PM, a doação representa "uma luz no fim do túnel".

"Hoje em dia, as pessoas estão tão apegadas ao dinheiro. É muito renovador ver que existem pessoas que ainda têm o coração bom", conta, emocionada.

Isabela é portadora de gastroesquise, uma malformação que faz com que
o intestino se desenvolva para fora do corpo. Segundo a mãe, essa condição fez com que a menina perdesse partes do intestino, que hoje é bastante curto, tendo apenas 17 centímetros.

A doença impede que Isabela se alimente normalmente e também afetou seu desenvolvimento físico e neurológico.

"Ela tem 12 anos, mas com idade mental e tamanho de uma criança de 6", esclarece a mãe.

Cirurgia na Inglaterra
Para tentar melhorar as condições de vida da filha, Gláucia conta que começou a ler artigos científicos sobre a síndrome do intestino curto. Em seguida, ela descobriu um procedimento inédito feito na Inglaterra: nessa técnica, o intestino é aberto para que seja feita a reconstrução da vascularização.

"Entrei em contato com um médico da Inglaterra e ele me deu 92% de chances de o procedimento dar certo", explica. Segundo ela, a cirurgia possibilitaria que Isabela tivesse uma vida normal, permitindo a alimentação por via oral.

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Para realizar a viagem e a cirurgia, a família começou uma campanha para arrecadar R$ 500 mil. Para levantar o dinheiro, a família criou um site. Hoje, eles ainda precisam arrecadar R$ 170 mil.

"A ideia é que as pessoas vejam esse gesto. Assim, quem sabe outras pessoas que ganharam o prêmio da Mega Sena, por exemplo, se comovam e queiram doar esse dinheiro", conta a tenente Walkiria Zanquini, uma das participantes do bolão.

Para Gláucia, o apoio dos PMs é fundamental para o bem-estar de Isabela, que já entrou em depressão há seis anos. "O pessoal começou a mandar vídeos para ela. Ela fala 'mãe, nós temos que ir para a Inglaterra'. Isso que não está deixando ela entrar em depressão de novo".

"Ela está consciente da doença dela, mas isso não faz com que ela fique triste. Ela está confiante de que vai sair dessa situação", ressalta Sales.

Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô para Cegos com inscrições abertas

                              Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô para Cegos com inscrições abertas
Foto: Wilians Araújo e Yangaliny Dominguez, de Cuba, protagonizaram um grande duelo no evento do ano passado (Foto: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto).

Vai começar a temporada de eventos da CBDV no novo ciclo. E a primeira competição será uma das mais importantes do calendário anual. Desde 2012 aberto para a participação de outros países, o Grand Prix Internacional INFRAERO de Judô para Cegos retorna à cidade de São Paulo no dia 11 de março.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 24 de janeiro através do e-mail secretariageral@cbdv.org.br. As associações precisam estar em dia com a documentação, assim como os atletas que pretendem inscrever. A etapa será realizada nas seguintes categorias: Adulto e Iniciante, ambas com disputas masculinas e femininas.

Fonte: cbdv.org.br


Deficientes apontam os maiores problemas de acessibilidade nos espaços culturais de BH

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A cadeirante Laura Martins sobe a rampa de acesso à Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Acessibilidade é… oferecer condições às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida de utilização dos espaços públicos ou coletivos com segurança e autonomia, total ou assistida. A vanguarda da luta por um mundo acessível tem sido conduzida pelos portadores de deficiência física, mas as conquistas deles, avisam os especialistas, são para todos. Belo Horizonte, nos últimos anos, avançou no que diz respeito à implantação de estrutura acessível, conta a funcionária pública Laura Martins, que é cadeirante. No entanto, entre aprovar um princípio e implantá-lo há uma distância notável. “Temos ônibus adaptados, mas os elevadores não funcionam”, exemplifica.

Nos espaços culturais, a acessibilidade também oscila. “A maior parte dos teatros está adaptada”, comemora.“Todos têm direito à arte e à cultura. Deficiente não é ser humano de segunda categoria”, avisa. “E há cinemas onde os lugares reservados para cadeirantes são tão próximos da tela que o deficiente acaba no hospital por ficar com o pescoço muito levantado”, critica Laura. O ideal são salas semiplanas e lugares para os cadeirantes no fundo, “o que também existe”. A maior parte dos museus entrou na linha. “Mas ainda não existe projeto de acessibilidade para o conjunto arquitetônico da Pampulha”, observa.

Laura relata que há bares e restaurantes “excelentes”. Outros, atendendo a pedido dos clientes, fizeram mudanças e se tornaram acessíveis. “E há quem me deu resposta grosseira por eu perguntar se a casa estava adaptada a cadeirantes”, lembra Laura. “Ainda há muita incompreensão com o universo público da deficiência”, garante. Só rampa não basta, já que algumas são muito íngremes. Ajudam, e muito, banheiros com portas largas e barras de apoio, pias sem colunas, vagas reservadas em estacionamentos. Fã de viagens, ela criou o site Cadeira Voadora (cadeiravoadora.com.br), onde dá dicas e relata as condições de acesso a determinados locais em várias cidades.

O humorista Geraldo Magela, o Ceguinho, confirma que muitos espaços culturais já incorporaram o tema da acessibilidade. “O problema é como chegar até eles, já que, muitas vezes, o caminho é acidentado”, observa, lembrando-se de buracos nos passeios.

“Sinalização tátil no piso é uma boa ideia, mas é comum ela conduzir a orelhões, bancas de revista, mesas de bar e até terminar em degraus”, conta. Na opinião de Magela, bom mesmo para os deficientes são aplicativos e programas que permitem o acesso às novas tecnologias. “Mas eles ainda são caros para a maioria dos cegos”, observa.

Os teatros, assim como os botecos, são lugares tranquilos, de acordo com o ator. “Sempre tem quem ajude”, observa. Com bom humor, diz que chato é quando alguém confunde cego com surdo. “Em vez de oferecer o braço, fica gritando no ouvido”, conta. Filmes com audiodescrição ainda são raros. Uma exceção é o curta Morte cega, dirigido por Paulo Villara e estrelado por Magela.

O aposentado Gilberto Porta tem 55 anos e, em 1987, sofreu acidente ao mergulhar em piscina rasa. Bateu a cabeça no fundo e fraturou duas vértebras da região cervical, ficando tetraplégico. Ele é fã de esportes radicais, ou, como prefere, esportes de aventura. Já fez tirolesa, rapel, voo de balão, mergulho – inclusive em lagoa no fundo de uma caverna. Em geral, faz isso tudo acompanhado.

“Se dá vontade, faço e ponto. Só tenho medo de ficar parado”, brinca o criador do blog bhlegal.net sobre lugares acessíveis e prestadores de serviço na área.

“Avançamos muito no tema da acessibilidade”, conta Gilberto Porta, explicando que o conceito chegou a comércio, hotéis, bares, restaurantes e até às agências de viagem. Porém, afirma que ainda é um desafio andar de cadeira de rodas nas ruas de Belo Horizonte. “É difícil encontrar um quarteirão onde se possa andar sem problemas”, garante. Para ele, pesa “a mania de usar pedras portuguesas nas calçadas”, o que complica o andar de todos – não só dos cadeirantes. “Todo mundo tem alguma dificuldade”, alerta.

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Calçamento com piso tátil muitas vezes é mal instalado, guinado o deficiente visual a obstáculos

Gilberto explica que é uma satisfação quando encontra cardápios em braile, alguém que fale libras e banheiros adaptados. Os últimos, explica, com detalhes como espelho levemente inclinado para que o cadeirante possa se ver ou porta-toalhas mais baixos.

Por outro lado, relata encrencas, como carros estacionados sobre rebaixamentos para cadeirantes e motoristas que desrespeitam vagas reservadas. “É falta de educação”, critica.

O deficiente visual Flávio Oliveira, historiador, doutor em educação e consultor em acessibilidade cultural, explica que hoje existe razoável consciência no tocante à importância da remoção de barreiras arquitetônicas nos equipamentos culturais e de lazer.

“Para que BH seja percebida como uma cidade onde o lazer e a cultura são mais humanizados, é preciso investir bem mais no treinamento das pessoas que lidam diretamente com o público para que essas adquiram, por exemplo, naturalidade e desenvoltura ao lidar com pessoas com deficiência”, argumenta.

Flávio aponta carência na oferta de recursos de acessibilidade comunicacional, como audiodescrição e interpretação em língua de sinais em quase todos os filmes, exposições e espetáculos. O especialista confirma que o maior nó são calçadas em péssimo estado. “Especialmente fora do Hipercentro”, frisa.

“Mesmo no Hipercentro, as calçadas estão repletas de obstáculos, como lixeiras, postes mal colocados, mesinhas de bares, orelhões sem sinalização. Esses equipamentos urbanos constituem embaraço e um sério risco de acidente para as pessoas com quaisquer limitações, o que inclui não só pessoas com diferentes tipos de deficiência visual ou motora, mas também idosos, pessoas com carrinhos de bebês ou qualquer outra situação permanente ou temporária de mobilidade reduzida”, conclui.

Três perguntas para…

Flávia Pinheiro Tavares torresarquiteta, urbanista e assessora técnica especializada em acessibilidade do Crea-MG

1 Acessibilidade é um tema exclusivo das pessoas com deficiência?

Não. Quando há garantia da acessibilidade, a sociedade em geral será beneficiada e poderá usufruir de melhores condições de acesso e de uso de equipamentos/mobiliários urbanos. As pessoas que não têm deficiência estão sujeitas a quebrar uma perna e também envelhecerão… Da mesma forma, mulheres grávidas e pessoas obesas necessitam de espaços e acessos mais amplos. O ideal seria que todo projeto fosse concebido e executado de acordo com os princípios do desenho universal, promovendo a inclusão e a utilização por qualquer indivíduo com autonomia e segurança.

2 Quais os erros mais comuns em espaços culturais e de lazer?

Os erros mais comuns, não só em espaços culturais e de lazer, mas também em qualquer tipo de edificação, são com relação aos centímetros. Por exemplo, uma soleira mais alta, um degrau para acessar uma rampa, uma porta de acesso de 70cm, corrimãos altos ou baixos demais… Além dos “centímetros” a mais ou a menos, também é comum a sinalização inadequada e, quando há piso tátil, geralmente é instalado de forma incorreta.

3 Calçadas em boas condições são fundamentais para garantia da acessibilidade?

Sim. São essenciais, pois integram as rotas acessíveis. O conceito de rota acessível é primordial para a promoção completa da acessibilidade. Trata-se do trajeto livre, desobstruído e sinalizado que conecta os ambientes externos e internos de espaços e edificações, proporcionando o deslocamento autônomo e seguro de todas as pessoas. Ou seja, uma edificação pode ser totalmente acessível, mas se a calçada de acesso a ela não for acessível, uma pessoa com deficiência não conseguirá acessá-la. Assim, as calçadas são fundamentais para a garantia da acessibilidade, uma vez que funcionam como elo entre os espaços externos e internos.