sábado, 14 de janeiro de 2017

Estudante supera paralisia cerebral e faz mestrado em psicologia - Veja o vídeo.

Gabriela, de 32 anos, fará curso em São José do Rio Preto (SP).Ela foi diagnosticada com paralisia cerebral na infância.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Gabriela durante visita na faculdade que irá estudar (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Gabriela durante visita na faculdade que irá estudar (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Superar os limites sempre foi a vida da estudante Gabriela Garcia Ceron. Ela, que hoje tem 32 anos, foi diagnosticada ainda na infância com paralisia cerebral. O prognóstico dos médicos não era dos melhores, não teria vida escolar, social, como conta a mãe. Mas com o tempo, Gabriela mostrou uma força de vontade incomum e se prepara agora para fazer mestrado.

A jovem é psicóloga formada e agora vai fazer mestrado na Famerp, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), uma das mais concorridas do país, contrariando o destino e os diagnósticos médicos que ela recebeu logo depois de nascer.

Gabriela depende sempre de alguém para fazer as coisas mais simples do dia a dia e mesmo assim está sempre alegre. “Ela nunca teve medo de se mostrar, de buscar o que quer, ela sempre se aceitou e procurou fazer da melhor maneira possível as coisas dela”, afirma a mãe, Ana Maria Ceron.

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Gabriela nasceu em 1984 e aparentemente perfeita. Mas por conta de complicações no parto, alguns meses depois foi constatado que a menina tinha paralisia cerebral. O diagnóstico foi um golpe duro para toda família.

Na época os médicos não foram nada animadores. “Falaram que o prognóstico era reservado, o que significa que chance de vida escolar, ter uma vida social, seria muito remota”, relembra a mãe.

                         Gabriela adora ficar no computador e fazer leituras (Foto: Reprodução/ TV TEM)
                 Gabriela adora ficar no computador e fazer leituras (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Mas Ana e o pai de Gabriela, Hélio Rubens, se recusaram a aceitar. Unidos, decidiram a partir daquele momento que todos os limites que lhe estavam sendo impostos seriam superados. “Esse é o primeiro pensamento, vencer a angústia do diagnóstico e começar a preparar o caminho para o futuro, pensando na maior normalidade possível. O amor faz com que a criança possa se desenvolver”, diz a mãe.

É claro que Gabriela também ajudou nesse processo. Ela adora estudar, desde pequena, passa horas no computador e também gosta de ler e ouvir música. “Ela é dedicada no estudo, tanto é que almoçava e já ia estudar novamente a tarde toda, para chegar onde chegou”, afirma.

Mesmo com todas as dificuldades, Gabriela conseguiu concluir os ensinos fundamental e médio e entrar na faculdade. Embora tenha feito a prova, a mãe teve que brigar para que a jovem fosse aceita na faculdade. “Quando terminou o vestibular, saiu a classificação e contava o nome dela como desclassificada. Averiguando vimos que tinham zerado ela em redação. Fomos atrás para corrigir a prova de redação, tinham zerado sem ler, foi corrigida, ela passou no vestibular e começou a cursar”, afirma.

"Ela nunca teve medo de se mostrar, de buscar o que quer, ela sempre se aceitou"
Ana Maria Ceron, mãe da Gabriela

Agora aos 32 anos, além de formada em psicologia, Gabriela também fez especialização em educação especial inclusiva. “Eu amo compreender o ser humano”, diz Gabriela.

Para Gabriela nada é impossível, não existe obstáculo que ela não consiga ultrapassar. A psicóloga fez agora a matrícula no curso de pós-graduação do curso de psicologia na Faculdade de Medicina de Rio Preto, uma das mais concorridas do país.

Ela se inscreveu no mestrado, fez a prova e foi aprovada. Nos próximos dois anos vai ser na Famerp que ela vai estudar. A prova foi em inglês e Gabriela surpreendeu os organizadores. “Ela foi bem na prova, obteve média acima da média estabelecida”, afirma Adília Maria Pires Sciarra, professora da Famerp.

Esta é a primeira vez que a Famerp recebe uma aluna de mestrado com essa deficiência. A faculdade também está tendo que se adaptar. “Tivemos o acesso a um dispositivo tecnológico chamado Reader Speaker, onde tem a disponibilidade da verbalização via web. Ela fará os textos, vai armazenar no dispositivo e ele fará a leitura na oralidade”, afirma a professora.

As aulas começam em março. Fizeram a prova 34 candidatos para concorrer a 28 vagas. O tempo de prova foi de 3 horas, mas, de acordo com a lei brasileira, Gabriela teve uma hora e meia a mais para a realização.

Gabriela ao lado dos pais: superação familiar (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Gabriela ao lado dos pais: superação familiar (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Fonte: g1.globo.com

A formatura de Pedro

Veja ensaio fotográfico da formatura do paulistano Pedro Brandão Carrera, 21 anos, o primeiro com síndrome de Down a se tornar chef pelo Senac


                        Em 2016, Pedro se formou em Gastronomia (Foto: Patricia Cançado)

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Abaixo, o texto que a jornalista e fotógrafa Patricia Cançado escreveu sobre o trabalho, feito em novembro de 2016. Hoje, Pedro trabalha na cozinha do Pirajá, um bar tradicional de São Paulo, e tem um canal de videos em que ensina receitas no YouTube, o Comidinhas do Pepê.

Singular

Eram cinco horas da tarde de uma sexta-feira chuvosa de outubro em São Paulo. Pedro Brandão, 21 anos, faz um esforço fora do comum para encaixar cada um dos sete botões nas casas da engomada camisa branca de festa. Embora apreensivo com o ritmo apressado do relógio, ele segue meticulosamente até o fim. Aquela tarefa, que para a maioria das pessoas é quase tão natural quanto um bocejo, é um retrato da sua trajetória até aqui.

Quase nada na sua vida foi automático. Mas quase tudo foi possível. Pedro nasceu com síndrome de Down e em algumas horas subiria no palco da faculdade do Senac para receber um canudo com o diploma pelo curso de Gastronomia.

O rapaz franzino, educado e de olhar atento não vive em uma redoma de vidro, cercado de proteção e de cuidados. Estudou em escolas regulares, anda sozinho por aí e namora há quatro anos. Sabe cozinhar, escalar e jogar boliche. Adora História e odeia Matemática. Apaixonado por cavalos, por enquanto se contenta com um gato de estimação, o “Gordinho”. É fã de rock e de futebol.

Na vida, até houve quem jogasse contra. Mas, em casa, ele nunca foi “café com leite”. Seus pais, os médicos Ana Claudia e Renato, deram muita corda para o filho puxar. Em outras palavras, botaram fé no garoto. Georgia e Rafael cresceram vendo o irmão sendo tratado sem diferença. Para eles, Pedro não é bibelô. É brother. Com tudo o que tem de doce e de azedo nessa relação.

Antes da primeira de várias sessões de foto com Pedro e seus dois irmãos, me perguntaram se eu sabia o que iria encontrar, se tinha alguma hipótese. Mãe de uma menina de dois anos também com síndrome de Down, eu tinha apenas uma vaga ideia. E foi melhor assim. No começo, fui tomada por um sentimento confuso, quase como se estivesse vendo a minha família no futuro: três irmãos, um também com Down. Com o tempo, passei a enxergar o Pedro e sua família como uma inspiração. Porque o Pedro não é a Olivia, minha filha. O Pedro não se resume ao seu diagnóstico. O Pedro é o Pedro. É singular.

Fonte: revistamarieclaire.globo.com


Pesquisas para incluir pessoas com deficiência têm cortes em Campinas - Veja o vídeo.

Centro voltado à inclusão no CTI Renato Archer perdeu 17 bolsas.Governo federal diz que suspensão foi necessária para reestruturar setor.

Roberta Steganha Do G1 Campinas e Região

Lousa digital é um dos projetos desenvolvido no centro (Foto: Reprodução/ EPTV)
Lousa digital que ajuda pessoas com deficiência foi desenvolvida no centro (Foto: Reprodução/ EPTV)

O Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), que é vinculado ao Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), de Campinas (SP), perdeu 17 bolsas de pesquisas voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência em janeiro deste ano. Os estudos fazem parte do programa “Viver sem Limite”, que é o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O governo federal afirma que a suspensão é necessária para reestruturação do setor.

Com os desligamentos dos pesquisadores-bolsistas, sobraram apenas dois servidores no CNRTA para gerenciar os projetos que visam, por meio da tecnologia, garantir a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência.

"A gente tem pesquisas aqui que já estão em andamento e pesquisas que já são comprovadas, que nem a leitura de tela. Então, por exemplo, a criança que está na escola, que é cega, como é que ela vai acompanhar? Então, a tecnologia que a gente utiliza é uma lousa digital (adaptada). É uma coisa criada aqui e que tá difundida", conta a pesquisadora Tatiane de Vietro, que foi uma das bolsistas desligadas.

"Por exemplo, a criança que está na escola, que é cega, como é que ela vai acompanhar? Então, a tecnologia que a gente utiliza é uma lousa digital. É uma coisa criada aqui e que tá difundida"
Tatiane de Vietro, pesquisadora

Além da lousa digital, que usa uma caneta que transforma vibração em movimento, e do leitor de tela, que funciona como um tradutor de imagens, alguns exemplos de projetos já desenvolvidos no centro são o "Auxilis", que ajuda pessoas com redução de mobilidade a usar tablets e computadores por ruídos ou piscar de olhos e o "Movimento Libras", que consiste em um programa que lê movimentos de membros e expressões faciais para a criação de um banco de dados para a criação de uma intérprete virtual da linguagem.

"Alguns projetos como o da educação e da mobilidade já estavam sendo testados na comunidade. Alguns projetos tentam melhorar também os já existentes como a cadeira de rodas para que a pessoa possa realmente fazer parte da sociedade", explica Tatiane.

Pesquisadora da área da educação foi uma das desligadas (Foto: Roberta Steganha/ G1)
Pesquisadora Tatiane de Vietro da área da educação foi uma das desligadas (Foto: Roberta Steganha/ G1)

Cancelamento
Segundo Tatiane, em dezembro os pesquisadores ficaram sabendo que as bolsas seriam canceladas e organizaram uma petição online para tentar sensibilizar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) sobre o impacto social do corte. A previsão inicial era de que as bolsas tivessem até três anos de duração, mas os profissionais foram dispensados com oito meses de projeto.

"Nossas bolsas foram interrompidas"
Marli Andreia Abraão, pesquisadora

"Em dezembro, a gente ficou sabendo e 5 de janeiro foi a data estipulada. Eu fiquei angustiada. [...] Aí você tem um processo do andamento da sua pesquisa, aí acabou, vai vir alguém? Não é isso que vai acontecer. A gente é o pólo que tá discutindo isso, como é que vai ficar a inclusão dessas pessoas? Vai ficar prejudicada", desabafa.

A bolsista Marli Andreia Abraão também foi uma das desligadas. Ela estava no CNRTA há oito meses e conta que ficou surpresa com a interrupção do projeto.
"Nossas bolsas foram interrompidas. O meu projeto era como passar a Lei Brasileira de Inclusão para linguagem acessível [...] Nem dormi à noite, fiquei muito triste. Mas, como a causa é nobre e eu tenho pendências, ainda estou trabalhando para entregar", revela.

Tatiane ressalta ainda que os pesquisadores não receberam uma explicação formal sobre o motivo do corte de verbas. "Disseram que tem a verba para chegar do governo federal e que não foi repassada. Não deram uma explicação. Como é que fica sociedade perante isso? Tem projeto que tava em fase de maquete de teste. A gente tava fazendo uma modelagem da política pública. Com a modelagem, você consegue ter uma leitura antes, tipo será que aquela escola vai ser boa naquela comunidade? Então, a gente conseguiria fazer essa prevenção antes. Já tava isso em discussão em nível municipal, então, parou tudo", pontua.

Projeto lê expressões faciais  (Foto: Reprodução/ EPTV)
Projeto lê expressões faciais para criar intérprete virtual (Foto: Reprodução/ EPTV)

Questão financeira
Segundo o diretor do CTI, Victor Pellegrini Mammana, as bolsas do CNRTA foram cortadas por questões financeiras. "Perdemos bolsas em janeiro, mas o centro existe.[...] Então, em resposta a essa petição que foi feita e tem várias assinaturas, o CTI já está se mobilizando junto ao secretário do nosso ministério para que a partir do dia 20 a gente consiga já consertar isso", afirma.

"O CTI já está se mobilizando junto ao secretário do nosso ministério para que a partir do dia 20 a gente consiga já consertar isso"
Victor Pellegrini Mammana, diretor do CTI

Ainda de acordo com Mammana, a solução para o caso seria a realocação desses recursos na instituição.

"Nós perdemos muitas competências importantes. [...] Então, o trabalho principal que estava sendo feito pelo CNRTA era modelagem do programa Viver Sem Limite 2. Essa equipe que foi desmobilizada, embora o projeto tenha quatro anos, ele funciona de três em três anos pelo tipo de bolsa. Essa equipe estava de seis a oito meses. Então, é uma equipe nova, iniciando seus resultados e o principal resultado era a modelagem do projeto", destaca.

O diretor explica ainda que o CNRTA foi criado em 2012 e desde então, passou a fazer parte das atribuições do CTI a tecnologia assistiva, que é voltada para as pessoas com deficiência. "E em 2016, ele foi colocado no regimento interno, então, é uma coisa que está cristalizada, mas tem agora essa questão que se coloca a partir do dia 5 de janeiro que é a perda desses profissionais [...] Então, ganhamos o CNRTA no regimento interno, mas ao mesmo tempo vamos ter a partir do dia 20 uma discussão para ver se recuperamos (as bolsas)", conclui.

Reestruturação
Em nota, o MCTI informou que a cada ano há uma necessidade de renovação das bolsas e que neste, em razão da reestruturação do setor, houve a necessidade de suspender as bolsas.

No entanto, disse ainda que a situação dos bolsistas do programa será equacionada em breve e que acredita que não haverá prejuízo maior para os projetos em andamento.

Além disso, reforçou na nota que "o MCTIC apoia e incentiva as ações do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), o que é evidenciado, entre outras ações, pela recente inclusão do Centro na estrutura do CTI Renato Archer, unidade de pesquisa do MCTIC, por meio da Portaria nº 5146", consta no texto.

Sobre o CTI
Inaugurado em 2012, o CNRTA foi oficializado com uma portaria assinada pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e teve investimento inicial de R$ 12 milhões para desenvolver tecnologias voltadas para a melhoria da inserção das pessoas com deficiência na sociedade.

O CNRTA faz parte do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer - CTI, unidade de pesquisa ligada ao MCTI, que foi inaugurada em 1982 e desde então, atua na pesquisa e no desenvolvimento em tecnologia da informação.

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Fonte: g1.globo.com


Em número limitado, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA já podem tirar gratuitamente a CNH


Ao centro, o cadeirante James Soares, que será o 1º a ter direito à gratuidade para fazer os cursos visando a CNH / Fotos: Antonio Menezes

A partir de agora as pessoas com deficiência em Manaus poderão cursar aulas de habilitação gratuitamente. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira, dia12, pelo diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Leonel Feitoza, em coletiva à imprensa para falar de ações visando facilitar o acesso desse segmento da sociedade à carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A gratuidade é limitada, até o momento, a 6 pessoas com deficiência por mês, e só é possível mediante uma parceria firmada entre o Detran, Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa) e auto-escolas da capital. A lista com as pessoas que terão direito à gratuidade serão repassadas mensalmente pela Adefa ao Detran.

A quantidade mensal poderá ser expandida dependendo da demanda, com a aula teórica ocorrendo no auditório do próprio departamento, informou Feitoza e o diretor de Educação do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Amazonas, Getúlio Lopes.

“Para nós das auto-escolas, participar desse momento é uma satisfação, sendo uma parte social do nosso trabalho. Nós formamos condutores e o nosso trabalho reflete no trânsito, na sociedade. De uma determinada forma, quando acontecem os acidentes o formador fomos nós, então, não que sejamos responsáveis diretos por isso, mas temos que contribuir por um processo que inclua, que transforme para a sociedade, a inclusão de todas as fontes no trânsito, que é o reflexo de uma sociedade que se preocupa com o próximo”, disse Getúlio Lopes, que é instrutor, informando que a ideia é estender essa iniciativa da gratuidade, também, para o interior do Estado.

“Essas ações são de inclusão e agora estamos facilitando aos deficientes físicos para que eles tenham acesso à habilitação, para locomoção, se divertir, sair, trabalhar, etc. Queremos a inclusão do deficiente físico para que ele tenha a CNH”, comentou o diretor Leonel Feitoza.

O Departamento Estadual de Trânsito anunciou que vai disponibilizar um veículo adaptado que será utilizado nas provas práticas das pessoas com deficiência. O carro também vai suprir as necessidades das auto-escolas da cidade, tendo em vista que há apenas um desses veículos adaptados destinados a esse público.

Cadeirante comemora fim do aperreio nos ônibus

Adeus à interminável agonia dos ônibus lotados e dos aperreios para entrar e sair. É o que festejou o cadeirante James Soares, a 1ª pessoa com deficiência a ser escolhida pela Adefa para fazer as aulas de habilitação.

“Essa projeto é muito importante principalmente para nós cadeirantes pela dificuldade que temos no transporte coletivo aqui em Manaus. Há 28 anos eu pego ônibus para ir e voltar do trabalho e eu tenho que escolher o motorista certo. Agora eu vou ter a oportunidade de tirar a carteira de habilitação de graça. Eu, que tenho família, não tenho condições de pagar R$ 1.400 para tirar a CNH. Esta é a oportunidade, um sonho”, comentou ele, que atua no setor de protocolo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), é paratleta do tênis de mesa e basquetebol de cadeira de rodas, além de ser casado e pai de dois filhos.

Para Isaac Benayon, presidente da Adefa, a gratuidade é mais uma conquista que não veio fácil. Como nada é fácil para as pessoas com deficiência. “Quem não chora não mama, e quem não oferece oportunidade nós temos que atuar no convencimento, saindo da fase da boa vontade para a inclusão verdadeira. É isso que queremos do poder público: que ele assuma a sua responsabilidade social com critérios verdadeiros e robustos”, disse ele.

Campanha

O Detran-AM lançou ontem a campanha “Você vai mesmo estacionar aqui?”, que visa atuar mais energicamente contra os condutores de veículos que estacionam em vagas destinadas a pessoas com deficiência.

Além da fiscalização, cartazes com a fotografia de um agente do órgão ficarão posicionados estrategicamente nesses locais como forma de gerar atenção e coibir o ato.

TANKCHAIR é a CADEIRA DE RODAS que elimina qualquer obstáculo - Veja o Vídeo.

    

Brad Soden é o inventor do Tankchair, que é uma cadeira de rodas que é fabricada nos mesmos conceitos que são fabricados os porta-aviões e barco. Sua máquina e designer intimidador podem atravessar encostas escarpadas, praias, aterros, nevadas e com uma velocidade máxima de 48 km por hora. 

Permitindo qualquer um passear no tráfego das cidades. Seu sistema de controle é construído por uma empresa que projeta sistemas de controle de helicóptero Apache, por isso, a cadeira pode elevar a uma posição ereta ou totalmente reclinar para ajudar o fluxo de sangue. Algumas versões têm armas e carretilhas de pesca, outra barra de rolo.

OPÇÃO NA FABRICAÇÃO: Pintura que brilha no escuro, luz de LED, suporte para armamento, carretilha de pesca…

CONFIRA O BRINQUEDO EM AÇÃO!
cadeira de rodas para fazer trilha
“Com uma boa conversa podemos colocar quase tudo no brinquedo” disse Brad Soden em uma entrevista.

Brasil se mantém líder do Ranking Mundial de Futebol de 5

 Brasil se mantém líder do Ranking Mundial de Futebol de 5
Foto: Marquinhos, Ricardinho, Maurício Dumbo e Vinícius brincam no pódio dos Jogos Rio 2016. (Foto: Alaor Filho/CPB/MPIX).

Em novo Ranking Mundial de Futebol de 5 divulgado pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA – sigla em inglês), o Brasil se manteve no topo, seguido por Argentina, China, Espanha e Turquia, que completam o top cinco das melhores seleções. Vice-campeão dos Jogos Paralímpicos, Irã, está apenas em sexto.

Vencedor de todos os títulos que disputou desde 2007, o Brasil manteve a hegemonia ao conquistar o tetracampeonato dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, no dia 17 de setembro, ao vencer o Irã na decisão por 1 a 0, gol do melhor jogador do mundo Ricardinho. Colecionador de diversos títulos, inclusive este último, o ala Cássio Reis destacou a importância das Paralimpíadas para o esporte.

Me sinto extremamente orgulhoso, muito feliz por defender a camisa da seleção brasileira, e por servir de exemplo, não só para os brasileiros, mas também para pessoas do mundo inteiro, sejam elas crianças, adultos, deficientes ou não. Sobretudo, pós Jogos Paralímpicos Rio 2016, uma competição que nos deu uma visibilidade enorme, que mostrou ao mundo do que somos capazes de fazer dentro de campo. E graças a Deus tivemos esse reconhecimento da imprensa e pessoas que não sabiam a existência do futebol de 5, tiveram a possibilidade de nos acompanhar e nos admirar e parabenizar pelo o que fazemos dentro de quadra, e que produzimos mesmo tendo a deficiência – vibrou Cássio.

No início desde novo ciclo, já visando o penta nos Jogos de Tóquio, em 2020, o Brasil terá a Copa América como principal desafio este ano. A competição será realizada em Santiago, no Chile, de 19 a 27 de novembro. Antes disso, no próximo mês de março, os novos talentos brasileiros vão disputar os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, de 20 a 25 de março, em São Paulo.



Fonte: cbdv.org.br

Após Rio 2016, Aline Rocha encara o desafio de se tornar a primeira mulher do Brasil a disputar os Jogos de Inverno

Por CPB

Divulgação/CBDN
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Aline quer ser a primeira atleta entre as mulheres a competir nos Jogos de Inverno

A atleta fundista Aline Rocha, da classe T54 (cadeirantes), começou 2017 com novos planos para a carreira. A tetracampeã da Corrida de São Silvestre começou nesta semana a competir em etapas da Copa do Mundo de esqui cross country com o objetivo de ser a primeira mulher brasileira a se classificar para os Jogos Paralímpicos de Inverno. Em 2018, a atleta pretende ser integrante da delegação brasileira nos Jogos de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Aline começou a preparação para a temprada 2017 pouco depois dos Jogos Paralímpicos do Rio. Nesta sexta-feira, a atleta deu início à sua participação na Copa do Mundo de Esqui Cross Coutry, na Ucrânia.

Incansável, Aline agora deu um novo rumo a sua carreira esportiva após contato com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). Entre 2013 e 2014, em meio à busca incessante pelo índice para os Jogos Rio 2016, uma curiosidade despertou um novo desejo. Fernando Aranha, paratleta do triatlo, embarcava com destino a Sochi 2014, onde se tornaria o primeiro paratleta brasileiro a disputar os Jogos Paralímpicos de Inverno no Cross Country, na categoria Sitting.

“Foi a partir desse momento que paramos para observar a modalidade. Notamos que muitos corredores em cadeira de rodas da Rússia, Estados Unidos e Japão migravam para a neve na temporada de inverno”, conta Aline.

Semelhanças e diferenças colocadas em pauta, Aline percebeu que dali havia uma nova oportunidade: “As semelhanças do Cross Country com o Atletismo começam em parte do gesto motor, em especial na necessidade de uma técnica aprimorada para obter um rendimento no deslocamento. Outra semelhança diz respeito à necessidade do atleta ter uma boa resistência, pois as distâncias vão de 1km a 12km, no caso do feminino”.

“O início sempre é difícil, pois tudo é novo, como a neve e os equipamentos usados, mudança de posicionamento, regulagens finas que vão desde tamanho de bastões até detalhes do assento (altura, largura, inclinação, posição dos pés). Porém, o contato com outros atletas possibilita aprender de forma mais rápida tudo que envolve o esporte como um todo”, complementa.

No fim de 2016, Aline iniciou sua preparação em solo europeu com foco nas competições na neve. Nesta quinta (13), ela estreia na Copa do Mundo de Para Cross Country em Western Center (Ucrânia), em prova de Sitting 2,5km. Nos dias 14 e 16, Aline volta à neve para as provas de 12,5km e Sprint.

É o começo de uma caminhada que pode culminar em mais um feito inédito para a carreira da paratleta. Caso Aline obtenha a classificação no Para Cross Country para os Jogos Paralímpicos de 2018, em Pyeongchang, será a primeira mulher da história do país a disputar uma edição, além de única com participações tanto em Jogos de Verão e Inverno.

“Além de poder me tornar a primeira mulher no esporte de inverno, penso que, assim como o Fernando Aranha foi importante para despertar o interesse nos esportes de inverno em mim, acredito que muitos brasileiros e brasileiras poderão se motivar. Eu quero poder dizer que é possível treinar na neve sem estar na neve, mas meu grande sonho agora é dizer que podemos ser campeões na neve, mesmo morando em um país tropical. O desafio é muito grande, quem sabe o próprio esporte paralímpico possa contribuir para o desenvolvimento do esporte olímpico de inverno, como um todo”, finaliza Aline Rocha.

Experiência e renovação
Estreante na neve, Aline Rocha não estará sozinha na Copa do Mundo na Ucrânia. Junto a ela, Fernando Aranha e Thomaz Moraes também disputam provas nos mesmo dias. Destaque para Moraes, de apenas 15 anos, em sua primeira participação na Copa do Mundo, na categoria Standing, contrastando com o experiente Aranha, que já tem em sua bagagem Sochi 2014.

Com informações da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN)

Fonte: cpb.org.br

FANTASIAS SEXUAIS: Todos podem realizar!



Chega daquele velho discurso de que "a sexualidade das pessoas com deficiência ainda é um tabu"; As pessoas com deficiência fazem sexo e GOSTAM de fazer, assim como todo mundo gosta.

Pode até existir uma diferença ou outra, mas todas as pessoas transam/fazem amor pelos mesmos motivos: ter prazer, relaxar, se divertir e apimentar a relação. 

Qualquer um pode ter diferentes desejos e fetiches... Mas, será que um deficiente também consegue realizar suas fantasias sexuais? 

Para responder esta pergunta, convidei seis amigos para contar sobre algumas de suas experiências e quem sabe, te dar algumas ideias para realizar as suas fantasias sexuais também!?! 

Confira:

RAQUEL - NASCEU COM MIELOMENINGOCELE


"...Sou casada, e para apimentar a relação vale tudo. Meu marido e eu já realizamos algumas fantasias bem inusitadas como por exemplo fazer amor perto de outras pessoas, correndo o risco de sermos pegos... 

Na verdade, tudo aconteceu num passeio em família. Fomos todos dormir e tivemos que ficar dividindo as camas, e eu fiquei entre meus pais e meu amado. Estava tudo escuro e meu pai já roncava quado minha mão repousou verdadeiramente inocente na altura do umbigo de meu amado que já dormia. Percebi que o lençol dele estava um pouco mais elevado e passei a mão por cima... Quando notei, já estava fazendo justiça com minhas próprias mãos e boca nele. 

Também já nos inspiramos no livro "50 tons de cinza"... Um dia eu estava lavando a louça e meu esposo veio por trás e puxou suavemente meu cabelo pra poder me beijar de uma forma mega intensa que me deixou sem fôlego... Me pegou em seus braços e me levou pro quarto, fazendo tudo de forma que lembrava a história, foi tão intenso e selvagem que eu realmente enlouqueci. Foi ótimo!

Mesmo que eu não tenha tanta sensibilidade, eu me dedico 100% ao prazer do meu esposo, pois eu também sinto um enorme prazer ao vê-lo sentindo prazer também..."

~*~

CARLOS - PERDEU A VISÃO COM 9 ANOS DE IDADE

"...
Quando eu era jovem, realmente era muito tímido e tinha medo/vergonha das mulheres não gostarem do meu jeito de fazer sexo, mesmo que eu não fazia nada de diferente do que os outros homens. Mesmo assim, fui tendo algumas relações sexuais as quais me deixaram mais seguro com o tempo e também me ajudaram a descobrir o que eu gostava.

Alguns anos atrás eu entrei para um grupo de BDSN, sou sadomasoquista. Foi aí que descobri o prazer sexual de dominar uma parceira, mesmo não enxergando. Só de ouvi-las implorar para que eu continue e de sentí-las submissas, eu fico muito satisfeito.

Hoje sou casado, minha mulher também fazia parte deste grupo e fazem 6 meses que tivemos nosso primeiro filho. 

E é claro, nos não deixamos de fazer o que gostamos..." 

~*~

NATHÁLIA - USA MULETAS DESDE CRIANÇA

"Nunca tive muitas fantasias, mas ainda quero fazer amor dentro da piscina, só que ainda não tive oportunidade. Já fiz amor dentro do carro e embaixo do chuveiro. Pode parecer algo simples, mas é maravilhoso e ótimo para sair da rotina.


Tenho algumas cicatrizes no corpo, as quais me incomodam bastante, mas acho que muito do receio vem da minha própria cabeça. 


O meu atual namorado um dia me.disse que experimentava mais posições comigo do que quando namorava uma mulher "normal" (risos).


Acho que além do sexo, outros detalhes também são importantes, sempre tento ficar cheirosa, com cabelo bonito, passo hidratante no corpo, me cuido..."

~*~


ROBERTO - FAZEM 12 ANOS QUE SE TORNOU TETRAPLÉGICO  

"...Sempre fui bem louco e mesmo depois do acidente eu vivo intensamente como eu posso. Não faz muito tempo que fiz uma "loucura", fui pro motel com três gurias, tudo no mesmo quarto, todos fazendo sexo ao mesmo tempo, ninguém ficou esperando e nem olhando, foi uma festa e lá ficamos a noite toda.

Eu nunca tinha feito isso antes de ser cadeirante e as guria falaram que se eu caminhava não ia fazer gostoso como foi.

Se me dissessem anos atrás que eu iria conseguir fazer isso, pode ser que eu não acreditaria. Mas hoje eu vejo que parte do nosso preconceito vem da gente mesmo. Hoje eu não fico pensando se consigo ou não, eu simplesmente tento e aproveito..."


~*~

JAQUELINE - TEVE UMA LESÃO MEDULAR QUE A DEIXOU PARAPLÉGICA

"...Me chamo Jaqueline e dez anos atrás sofri um acidente e me tornei paraplégica.... 

Meu desejo sexual é todo voltado pra mulheres, acho homem sem graça. Então, eu acabo gostando de ver a menina com fantasias absurdamente pequenas de gatinha. Gosto de vê-la interpretar uma gatinha bem submissa e quanto maior e mais alta for a moça, mais eu acho divertido a dominar. 

Gosto de usar coleiras, cordas, algemas, mordaças (amo mordaças) e minha deficiência nunca atrapalhou nessas horas. 

Não tenho fantasias que eu não consiga fazer... Pensando bem, tenho sim! Acho lindo o "lap dance" onde a parceira fica dançando praticamente no colo da outra e eu queria ser a menina que fica dançando, mas já me contento em ser a mina de baixo (Ô se me contento, é uma delicia)..."


~*~

ANA CLÁUDIA - PARALISIA CEREBRAL

"Meu nome é Ana, tenho 31 anos e uso cadeira de rodas.
Já fui casada por 4 anos, depois que me separei o corpo começou a implorar por sexo, isso que antes eu nunca tinha tanta vontade. Até que um dia, minha amiga me chamou para ir em uma casa de swing (balda com sexo liberado) e eu aceitei, pois tinha curiosidade para conhecer... Fui duas vezes lá só para beber e dançar, na terceira fiquei com um cara e quase fui pra cama com ele, mas na quarta vez fomos em outro swing e lá eu não resisti e aceitei ir pra cama com outro homem. Porém, eu não tinha como chegar com minha cadeira de rodas até os quartos porque haviam muitos degraus... Mas, acabei indo no colo do meu parceiro, passando pelo meio do pessoal dançando e tudo, até chegar no quarto... Aquela noite foi muito surreal, eu acabei transando com ele e várias pessoas olhando a gente e uns até querendo participar... Depois disso, sai de lá me sentindo bem e ciente de que a minha deficiência não me impede em aproveitar a vida da forma que eu quiser..."


E você, tem alguma fantasia sexual? Que tal realizar e depois contar pra gente como foi?! Basta enviar um email para cantinhodoscadeirantes@hotmail.com

Busque o que te faz feliz

Não me canso de dizer para valorizarmos o que temos e não o que perdemos ou ainda o que não conquistamos.

Por Alan Mazzoleni*

Foto: Alan Mazzoleni
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A felicidade é um dos melhores sentimentos que existe. Concorda?

E o que seria dela se não existisse a tristeza? Como saberíamos diferenciar um sentimento do outro? Vivemos em um equilíbrio de momentos tristes e felizes, mas como a maioria das pessoas não gosta de tristeza, procuramos viver aquilo que nos faz bem, em busca da felicidade.

Cada um tem uma forma diferente de buscá-la. Para mim, felicidade é ter, ser, fazer, sentir. Para alguns, é ter amigos, é estar em um lugar que se sintam bem – como na natureza, na igreja ou viajando. Outros preferem ir para o caminho da conquista, como comprar casa, carro, equipamentos esportivos, livros; tem as formas de felicidade pela cultura também, indo a shows, teatro, cinema. Caminhos não faltam.

A felicidade fica mais fácil de ser vivida quando valorizamos mais o que temos do que aquilo que não temos. E também quando percebemos que, mesmo em meio aos problemas, existem situações que nos deixam felizes.

Quando sofri o acidente de carro, tornando-me cadeirante, o meu primeiro choro foi de emoção. Quando estava saindo na maca do pronto-socorro para a ambulância indo para o hospital, onde passaria por uma cirurgia, nessa hora vi que tinha muitos, mas muitos amigos. Eu me senti feliz por tê-los ao meu lado em uma hora difícil que chorei de felicidade e pedi que minha mãe os avisasse que era por emoção por estarem juntos comigo e não pelo que tinha me acontecido.

Não me canso de dizer para valorizarmos o que temos e não o que perdemos ou ainda o que não conquistamos. Não é fácil perder os movimentos como perdi, mas já é fato que não os tenho. Por isso, valorizo os movimentos que tenho, como os braços que me permitem tocar a cadeira, praticar esportes, abraçar as pessoas, etc. Quero ganhar mais movimentos, mas não me frustro por ainda não conseguir. Vivo dos movimentos que tenho.

Buscar felicidade não significa ser feliz o tempo todo. Existem momentos tristes na vida e, nessas horas, não pense que é o fim, que nunca mais será feliz. A vida é feita de momentos e tanto os felizes quanto os tristes passam. Aproveite aquilo que te fez ficar triste para valorizar aquilo que te faz feliz e busque viver isso mais vezes.

Permita-se fazer algo novo. Não se bloqueie por medo. Se tiver vontade de saltar de paraquedas e tiver medo, vá com medo mesmo. Pense no quanto vai valer, o que vai viver e sentir. Esse momento ficará para sempre na sua história, como uma recordação feliz.

Se quiser fazer uma faculdade, mas acha que vai levar muito tempo para concluir, saiba que o tempo vai passar de qualquer jeito. Pense na felicidade de se formar naquilo que tem vontade.

E lembre-se que a felicidade está também enquanto você realiza algo e não somente quando conclui.

Viva, valorize, permita-se, arrisque, busque a felicidade!

*Alan Mazzoleni é atleta de paddle board e corridas de rua em cadeira de uso diário. É atuante na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e palestrante do mesmo tema. Formado em Gestão Logística, foi presidente da ONG Viva as Diferenças e atleta de rugby em cadeira de rodas da equipe Tigres. Durante três anos, foi apresentador do programa Viva as Diferenças Site externo, que falava sobre inclusão da pessoa com deficiência, na Rádio ABC 1570 AM.

Fonte: vidamaislivre.com.br