sábado, 21 de janeiro de 2017

Trio é detido suspeito de agredir cadeirante durante assalto em Goiás - Veja o vídeo.

Polícia diz que grupo roubava carro da vítima quando foi flagrado por PM. Jovem e dois adolescentes tentaram fugir, mas bateram carro no percurso.

Do G1 GO

 Cadeirante é agredido durante assalto em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Cadeirante é agredido durante assalto em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma jovem de 24 anos foi presa e dois adolescentes apreendidos suspeitos agredir um cadeirante durante assalto, na quinta-feira (19), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, um policial militar estava em patrulhamento e viu o trio roubando o carro da vítima e o agredi-lo. Ele pediu reforço e os três foram detidos.

Click AQUI para ver o vídeo.

Conforme a corporação, os criminosos abordaram o cadeirante com um revólver e o jogaram para fora do carro em que ele estava, o agredindo com socos e chutes. Com a aproximação da polícia, eles tentaram fugir e acabaram batendo o carro. A vítima ficou levemente ferida, foi socorrida e já está em casa.

Segundo a polícia, a jovem já tinha passagens por roubo e furto. Ela foi levada para Central de Flagrantes de Luziânia e os menores para o Centro de Atendimento Sócio-Educativo da cidade.

Fonte: g1.globo.com

Material escolar para estudantes com deficiência visual

por Renato D'avila

Imagem Internet Ilustrativa
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A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) determina que a escola deve se adaptar à pessoa com deficiência e o blog preparou a lista de recursos e materiais acessíveis. A lista ainda precisa ser ampliada para escolas das redes públicas e particulares de ensino, por isso, iniciar 2017 com de forma inclusiva é o tema de nossa lista especial por cidadania e acesso à educação.

Matricular a pessoa com deficiência visual ou baixa visão na escola dita normal ainda dá muita dor de cabeça para muitas famílias brasileiras, mas algumas saídas já podem ser encontradas. Em Aracaju, o Centro de Apoio Pedagógico (CAP) dispõe de cursos para alfabetização braille, estimulação visual com lupas e lentes de aumento para alunos com baixa visão. O CAP ajuda a driblar os desafios em sala de aula, garantindo acesso à educação as pessoas que buscam aprendizado seja no ensino fundamental, médio ou superior.

São 92 alunos até o momento, recebemos pessoas através da rede de saúde municipal e estadual. Essas pessoas que nos procuram para auxiliar no braille, informática e sorobam (é o nome dado ao ábaco japonês, utilizado como calculadora para pessoas com deficiência visual). Contribuímos também com o aprendizado em matemática, uma disciplina que ainda apavora os deficientes na rotina de estudos - explica Joana Dart Meireles Santos, diretora do CAP, em entrevista para "Novo Olhar".

Embora os livros didáticos adaptados não se encontrem nas livrarias com facilidade, a pessoa com deficiência tem auxílio da instituição que dispõe de nove professores e está de portas abertas para orientar pessoas com deficiência.

A sede do CAP fica situada na rua Vila Cristina, bairro São José, em Aracaju-SE. Funciona das 7h às 17 horas. Outras informações por meio do telefone (79) 3179-1886.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet Ilustrativa

Netflix disponibiliza recurso de audiodescrição

     Foto: Shutterstock
     A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela está mostrando as pernas de uma pessoa sentada em um sofá branco, apoiando um notebook na perna com a tela inicial do Netflix. Fim da descrição.
     Legenda: Netflix disponibiliza recurso de audiodescrição

Você sabia que o Netflix oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual? Desde o lançamento da série Demolidor a plataforma se tornou mais inclusiva.

Infelizmente, só existem duas séries que permite o uso desse recurso em português, que são 3% e Fearless as demais estão disponíveis em inglês, mas a empresa cogita ampliar para mais idiomas futuramente.

Veja como ativar esse recurso.

1º Passo: Clique aqui para saber quais séries oferecem audiodescrição. Para assistir em inglês, é necessário alterar sua conta para esse idioma.

2º Passo: Clique sobre o botão de seleção de áudio e legenda.

3º Passo: Quando aparecer o menu que aparece, clique em Português - Audiodescrição caso seja em inglês estará como “English – Audio Description”

Pronto! Agora é possível assistir à séries e filmes com audiodescrição no Netflix

'Meu sonho é respirar sem aparelhos': o drama da fila de transplante de pulmão

De acordo com o Ministério da Saúde, 42.306 pessoas estão aguardando transplante de órgão no Brasil.

Por Gabriela Di Bella, BBC

   Duda é uma das 42.306 pessoas na fila para um transplante de órgão no Brasil (Foto: Gabi Di Bella)

Medo é psicológico", diz Maria Eduarda Zilio, de 14 anos. Uma sorridente jovem que, apesar da pouca idade, já enfrenta uma corrida pela vida e cujo sonho é ter um dia a dia normal, como qualquer menina.

Duda, como gosta de ser chamada, sofre de fibrose cística, doença de origem genética que compromete os órgãos - em especial os pulmões.

Por força da enfermidade, ela entrou, em 7 de janeiro de 2016, para a fila de 42.306 pessoas que, segundo dados do Ministério da Saúde, aguardam por um transplante de órgão hoje no Brasil. O de pulmão está entre as cirurgias consideradas mais complexas pela medicina.

A espera de Duda se torna ainda mais particular por suas peculiaridades: o pulmão precisa ser pequeno, de alguém com até 1,40 m de altura. Para complicar ainda mais seu caso, ela está entre os 6% de pessoas no mundo que tem sangue B+, o que reduz, e muito, as probabilidades de encontrar um doador compatível.

O diagnóstico da doença veio aos 3 anos - os problemas mais sérios começaram em 2014, aos 12. "Ela fazia esportes, educação física no colégio, sempre levou uma vida normal. Mas em julho daquele ano ficou 21 dias internada", conta a mãe Margarete Zilio, de 52 anos.

Desde então, a doença evoluiu e levou a uma mudança de vida de toda família. Na volta para casa, ela sofreu um pneumotórax (acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax) e ficou mais 39 dias internada.

"Foram quarenta. Cada dia a mais conta", corrige logo Duda.

   Duda só pode receber pulmão se ele vier de alguém com até 1,40m de altura (Foto: Gabi Di Bella)

Na busca por tratamento, os pais e a menina se mudaram de Jundiaí, no interior de São Paulo, para Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, a capital gaúcha.

A família chegou a fazer campanha nas redes sociais pedindo ajuda. A página "Duda Zilio - Garota de fibra" ainda está no ar.

Na Santa Casa de Porto Alegre, centro de referência em transplantes no país, a menina faz reabilitação junto a outros 40 pacientes enquanto aguarda um órgão compatível. "Duda engordou dez quilos depois que começou a reabilitação, foi maravilhoso pra ela", conta a mãe.

Lá, todos vivem conectados ao cilindro de oxigênio, o equipamento com o qual Duda convive 24 horas por dia. Uma fonte de vida, mas também de problemas.
"As pessoas tropeçam no fio. A minha mãe e a minha avó também. Quando eu grito 'Mãe!' já é tarde, acaba que até arranca do nariz", conta a menina, rindo.

Ela também passa por dificuldades na rua. As pessoas não enxergam a mangueira fina e passam no meio, entre a menina e a mãe - o paciente não deve levar o equipamento e, por isso, tampouco pode andar sozinho.

"O sonho dela é entrar na sala de cirurgia e sair de lá sem ter que carregar mais esse tubo", diz a mãe.

Duda vai à escola normalmente, mas não pôde participar da viagem de formatura. Como o órgão pode surgir a qualquer momento, a família não pode viajar.

"Gostaríamos de ir conhecer a serra e outros lugares, mas não podemos nos afastar e correr o risco de não conseguir chegar na Santa Casa a tempo", explica Margarete.

Enquanto isso, a adolescente curte as férias lendo e vendo filmes com os pais. "Outro dia, ficamos até às 3h da manhã assistindo a Harry Potter", conta.

   A mãe de Duda fez testes de compatibilidade para um transplante intervivo (Foto: Gabi Di Bella)

A mãe já fez exames para avaliar a compatibilidade de fazer um transplante intervivos - aquele em que o doador está vivo. Nesse caso, porém, é preciso mais de um doador.

"Eu sou compatível, mas estamos vendo se alguém mais da família é. Isso é muito difícil porque as pessoas tem medo da cirurgia. Eu entendo", afirma.
Duda pensa no futuro com otimismo: "Quero ser médica, geriatra ou pediatra, adoro velhinhos e crianças", diz.

A escolha de Sofia
O médico Sadi Sochio, coordenador clínico da equipe de transplante de pulmão da Santa Casa, define a luta de Duda e dos demais pacientes como o "jogo perverso de ganhar a corrida da morte que está se avizinhando. É uma corrida imoral", define.

Todos os anos são realizados em média 30 transplantes de pulmão em Porto Alegre, apesar da capacidade e da estrutura do hospital permitirem o dobro disso.

"Nós estamos aqui, prontos. Podemos realizar de 50 a 60 transplantes por ano, mas precisamos de ajuda da sociedade. Precisamos que as pessoas se declarem doadoras e que as famílias saibam disso", diz.

A lista de espera por transplantes de pulmão na Santa Casa tem 60 pacientes. O prognóstico é de que a chance de esses pacientes morrerem em dois anos é de 50%.

"As pessoas não são um litro de leite que vem com data de validade. Não temos como saber quando a pessoa vai morrer. Caso esses pacientes não recebam o enxerto (órgão novo), metade deles vai morrer. Isso é um dado bem real que acompanhamos há bastante tempo", explica o médico.

Dos pacientes que chegam a fazer o procedimento, 50% veem melhora em sua qualidade de vida e tem uma expectativa de vida ampliada em cinco anos. Para 99% deles, não existe a possibilidade de transplante intervivos, até porque, para isso, não existe cobertura pelo SUS.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, 182 pessoas esperam por um pulmão (Foto: Gabi Di Bella)

Um transplante de pulmão entre duas pessoas vivas custa cerca de US$ 100 mil dólares.

"Se eu fizer isso, vou ter que fechar o programa de transplantes, porque diminui o número de operações que posso fazer por ano", afirma Sochio.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 2,3 mil pessoas morreram à espera de um órgão no Brasil em 2015.

Na Santa Casa de Porto Alegre, foram realizados 30 transplantes de pulmão em 2016, dois a mais do que em 2015 - ano em que foram realizados quatro transplantes em intervivos.

No país inteiro (o procedimento também é feito em hospitais em Fortaleza e em São Paulo) foram realizados 74 transplantes de pulmão em 2015 e 72 até agosto de 2016, de acordo com o Ministério da Saúde - 182 pessoas estão à espera do órgão.

Sochio afirma que a principal causa da necessidade de transplantes ainda é o tabagismo. Ele pede que as pessoas externem seu desejo de serem doadoras e, assim, ajudar essas pessoas.

"No jantar de Natal, no almoço de domingo... as pessoas têm que informar a família de que querem doar órgãos caso algo ocorra", diz.

O médico afirma o órgão recebido deve ser usado da forma mais cuidadosa possível e que a busca é por pacientes que tenham mais cuidado e disciplina, que vão cuidar bem deles.

"Vivemos uma escolha de Sofia diária", relata.

Fonte: g1.globo.com

McDonald's contrata mãe de jovem com deficiência intelectual para ajudá-la

     Foto: Reprodução
     A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém Ana Paula e Maria da Conceição abraçadas, sorrindo para a foto, usando o uniforme do McDonals, na frente do atendimento do fast food. Fim da descrição.
    Legenda: Maria da Conceição e sua filha Ana Paula

A jovem Ana Paula Cirilo, de 23 anos, nasceu com um deficiência intelectual. Ela é funcionária da rede de fast food McDonalds há quatro anos.

Ana também é paratleta, disputou diversas competições de velocidade e foi saltadora em distância, hoje, ela apenas trabalha com carteira assinada na franquia.

Sua mãe, Maria da Conceição Cirilo, costumava acompanhar a filha no trajeto do trabalho. No íncio, a jovem sofria convulsões e para ajudar, a empresa acionava a mãe, que tinha que abandonar tudo o que estava fazendo para socorrer.

O McDonalds tomou uma atitude solidária: contratou a mãe de Ana para ajudar no seu desempenho profissional, estando perto para cuidar, caso seja necessário. “Ela se sente mais segura com a mãe por perto e com isso seu rendimento melhorou muito. As duas são ótimas funcionárias”, afirma a gerente Gilma Oliveira.

“Ela abdicou da vida para ficar ao meu lado, para cuidar de mim. E agora trabalhar ao lado dela e ver a sua felicidade, também me deixa muito feliz.”, diz Ana Paula.

Esse é o segundo emprego de carteira assinada de Maria da Conceição, “Também me sinto realizada em ter tido uma chance. Na época, eu estava com 52 anos e tive a oportunidade de ter meu primeiro emprego com carteira assinada. Não me sentia capaz. Mas acreditaram em mim e hoje sou muito feliz e agradecida”, comenta ela.

Projeto cria andadores de PVC para levar crianças com deficiência à areia e ao mar em Tramandaí - Veja o vídeo.

Grupo experimentou banho de mar sem os equipamentos metálicos ou as cadeiras de rodas

Por: Camila Kosachenco - de Tramandaí

Foto: Marcelo Carôllo/Agencia RBS




Foi ao som do Tema da Vitória, música que tantas vezes embalou Ayrton Senna no pódio, que um grupo de sete crianças com deficiência desceu a rampa de trás da Casa de Verão do Sesc/RS, em Tramandaí, rumo à areia. Usando andadores coloridos, feitos com canos de PVC e rodinhas de triciclos, os alunos do Educandário São João Batista, de Porto Alegre, experimentaram pela primeira vez um banho de mar sem os equipamentos metálicos ou as cadeiras de rodas.

Click AQUI para ver o vídeo.

Lucas Mallet, de 11 anos, foi um dos participantes da ação promovida pelo Projeto Tampinha Legal, criada pelo Congresso Brasileiro do Plástico (CBP). Eufórico, o menino não queria sair da beira da água.

Água, água! — repetia para a mãe, Carine Mallet, e para o pai, Luciano Serrat, que o acompanhavam.

Foto: Marcelo Carôllo/Agencia RBS

Antes, a família precisava usar a cadeira de rodas até um trecho e depois carregar o menino para a água no colo.

Era bem cansativo — lembra o pai.

Emocionada, Carine vibrou com a liberdade que o andador plástico dá ao filho:

Primeira coisa foi a emoção de tocar aquela música e ver ele descendo sozinho. Ele tem uma vibração genial. Ver ele fazendo isso sem ter que depender de alguém foi maravilhoso. Quando ele chegou na água foi mais emocionante ainda.

Foto: Marcelo Carôllo/Agencia RBS

Mais leves, práticos e baratos — um andador de PVC custa, em média R$ 100, valor bem abaixo dos tradicionais — o equipamento tem ainda os benefícios de poder ser molhado na água salgada e de andar na areia com facilidade.

A ideia é um andador que não degrade na água e que ande na areia fofa — diz o assessor técnico do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado Rio Grande do Sul (Sinplast), Manuel Gonzales.

Foto: Marcelo Carôllo/Agencia RBS

Os equipamentos foram desenvolvidos durante uma oficina promovida em dezembro no próprio educandário e contou com a participação da terapeuta ocupacional Mariana Saar. Ela que ensinou como é possível criar um andador usando materiais simples e baratos.

Queremos que as pessoas aprendam a fazer — destaca.

Foto: Marcelo Carôllo/Agencia RBS


O projeto

Criado pelo Congresso Brasileiro do Plástico, o Projeto Tampinha Legal tem como objetivo arrecadar tampinhas e lacres que ficam no gargalo das garrafas, tanto para preservar o meio-ambiente quanto para reverter a sua venda em verba para entidades assistenciais.

Autismo do filho e esposa com câncer faz Marcos Mion refletir sobre a vida

Estrelando News/Estadão Conteúdo Redação Folha Vitória

Resultado de imagem para Autismo do filho e cancer da esposa fazem de Marcos Mion refletir sobre a vidaMarcos Mion e a esposa Suzana Gullo com os filhos Stefano, Donatella e Romeo (Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News)

Nas redes sociais, Marcos Mion já fazia sucesso absoluto ao exibir a rotina de seus três filhos, Romeo, Donatella e Stefano, além do relacionamento com Suzana Gullo, sua esposa há 13 anos. Agora, o apresentador do programa Legendários está causando ainda mais furor entre seus fãs já que lançou recentemente o livro infantil A Escova de Dente Azul, para tratar de autismo com as crianças.

Em entrevista à revista Claudia de dezembro, o artista, que ficou famoso pelo humor escrachado no início da sua carreira na MTV, falou sobre como lida com Romeo, que foi diagnosticado ainda criança com o Transtorno do Espectro Autista, e como se dedica a vencer o desafio de tocar o afeto do filho, superando o isolamento característico da condição:

- Romeo exige que eu seja a minha melhor versão todos os dias. Eu o abraçava até que parasse de se debater e reclamar e fazia com que ele olhasse dentro dos meus olhos. Hoje, isso é natural para ele.

Mas não é só Romeo que exige que Marcos Mion seja um paizão, ele também tem Donatella e Stefano, mais novos da família. A função não é um trabalho para o apresentador, que se classifica como pai-coruja, contando que é quem os acorda e os veste para ir para escola. Além de ser disciplinado com as crianças, com a malhação e alimentação, o apresentador também se revela nas redes sociais um homem muito religioso. Em entrevista, atribuiu sua fé cristã ao principal fato por trás da solidez da família:

- Acredito em criar meus filhos o mais perto possível da religião católica e da palavra de Cristo. Com o passar dos anos e os desafios que apareceram na minha vida, a fé faz cada vez mais sentido. Aos domingos, vamos todos à missa. Eu e Suzana, sem eles, vamos pelo menos mais duas vezes por semana.

Para explicar como explicou aos filhos o espectro de Romeo, Mion relembrou:

- Fiz uma analogia com super-heróis. Disse que Romeo tinha dons que nós não temos, que ele consegue se comunicar com a natureza e que é por isso que se sente tão pleno em ambientes externos. Eles acharam o máximo!

Aliás os desafios não são apenas relacionados aos filhos. Suzana Gullo, que sofreu três gravidezes complicadas e recentemente enfrentou um câncer de mama:

- Foram muitas crises, mas a diferença é que sempre optamos por deixar o amor vencer em vez de nos separarmos. A família é nosso alicerce; então, resolvemos sair mais fortes de cada dificuldade.

Valdir Moura é o novo presidente da CBBC

Por CPB

Marcelo Lacerda
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Ex-presidente da CBBC Naíse Pedrosa e atual presidente Valdir Moura.

Foram eleitos nesta quinta, 19, em Brasília, os novos integrantes da diretoria executiva, conselho deliberativo e conselho fiscal da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas para o quadriênio 2017/2020. A assembleia de eleição contou com a presença de 53 dos 55 delegados credenciados e aptos a votar, conforme estabelecido pelo estatuto da CBBC. A assembleia foi comandada pela ex-presidente da Confederação, Naíse Pedrosa, e pelo assessor jurídico, Marcelo Nunes.

Valdir Moura, da ADFA (PA), que atuou nas funções de 2º e 1º tesoureiro durante os dois mandatos de Naíse Pedrosa, foi eleito presidente da CBBC, com 30 votos. Para ele, essa eleição teve uma característica diferente das demais: o grande envolvimento dos atletas. “Foi uma eleição muito disputada e com uma participação maciça dos atletas através das redes sociais. Fico muito feliz porque, além de ter sido um processo absolutamente democrático, mostra que a gestão de Naíse Pedrosa, com a qual contribuímos e a quem sou muito grato pelo apoio que nos deu, teve mais acertos do que erros. Nossa proposta é justamente de dar continuidade a esses acertos e inovar no que ainda precisa ser melhorado”, observou o presidente Valdir Moura.

Na composição da chapa vencedora, “Tocando em Frente”, estão ainda Paulo César dos Santos, o Jatobá, que assume o cargo de vice-presidente; Kilber Alves, 1º tesoureiro; José Fernando da Silva, 2º tesoureiro; Alexandre Lourenço e Cristiane, representantes dos atletas; Rogério Pinheiro, representante dos técnicos; Paula Belian, representante dos árbitros, e Denise Ferreira, representante dos classificadores funcionais.

A ex-presidente da CBBC Naíse Pedrosa destacou a composição da chapa vencedora. “Valdir participou desde o início de minha gestão e é uma figura de grande valor, além de Jatobá, Alexandre, Kilber e Fernando, esse que, embora fosse integrante do Conselho Fiscal durante a nossa gestão, sempre colaborou muito com suas orientações. Destaco ainda Rogério, representante dos técnicos, que vem realizando um trabalho muito sério na Aabane. Além disso, é uma chapa que apostou na representatividade feminina com três mulheres muito qualificadas nas suas áreas, que são Cristiane, Paula e Denise”, ressaltou.

Balanço

Após dois mandatos à frente da CBBC, a ex-presidente Naíse Pedrosa aproveitou a oportunidade para agradecer a todos os parceiros. Ela destacou o trabalho dos atletas, dirigentes, árbitros, técnicos, classificadores e funcionários que contribuíram ao longo dos seus oito anos de gestão. A ex-presidente ressaltou ainda a parceria fundamental com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e com a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), centro de treinamento das seleções brasileiras durante a preparação para a Rio 2016. “Tenho orgulho de me despedir sabendo que todos os nossos parceiros, sejam governos, prefeituras ou outras entidades, estão de portas abertas para a CBBC”, comemorou.

Naíse relembrou os desafios enfrentados no início de seu mandato. “Hoje a Confederação tem credibilidade junto ao CPB e à IWBF (International Wheelchair Basketball Federation). Quando assumi, há oito anos, tivemos um árduo trabalho para colocar as contas em dia e deixar a CBBC totalmente regularizada, como se encontra agora. Dediquei o meu primeiro mandato a isso: resolver as pendências e quitar a dívida. Dessa forma, nós pudemos ter um segundo mandato mais aliviado e acredito que colhemos o fruto do nosso trabalho com os bons resultados de nossas seleções nos Jogos Paralímpicos”, colocou.

Para ela, se a nova diretoria apostar na continuidade do projeto implementado, o Brasil tem todas as chances de chegar ao pódio em 2020. “O basquete em cadeira de rodas é a modalidade paralímpica mais competitiva e nós demos um salto de gigante conquistando o sétimo lugar com a seleção masculina, além do avanço da seleção feminina, 12º no ranking mundial”, pontuou a ex-presidente, que pretende continuar se dedicando ao basquete em cadeira de rodas em outras instâncias. “O basquete em cadeira de rodas é uma paixão e está no meu sangue. Pretendo continuar lutando pela modalidade e pelo esporte paralímpico numa outra esfera”, explicou.

Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).

Fonte: cpb.org.br

É possível voltar à vida normal depois do coma? Médicos dizem a verdade

Maria Júlia Marques Do UOL, em São Paulo

AFP PHOTO/ Vincenzo PINTO ORG
Em 2013, Michael Schumacher sofreu um acidente de esqui na França e passou meses em coma
Em 2013, Michael Schumacher sofreu um acidente de esqui na França e passou meses em coma

Após um acidente de esqui nos alpes franceses em 2013, o ex-piloto de F-1 Michael Schumacher passou meses em coma e há anos se recupera do trauma. Seu estado de saúde tem sido mantido longe do público desde então


Mas, será possível voltar à vida normal depois de um coma prolongado? Médicos dizem a dura verdade: na prática, o coma é um estado cheio de perguntas sem respostas exatas


"As alterações de consciência podem ser leves ou profundas. Tudo depende da causa do coma, da área afetada do cérebro e da intensidade."

Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo
Por definição, coma é quando a pessoa fica inconsciente por disfunção ou lesão cerebral e não é capaz de despertar e responder a estímulos. "O paciente desliga, é a completa falta de respostas", afirma Gisele Sampaio, neurologista do hospital Israelita
A situação mostra que há algo errado no sistema nervoso central, o que pode ser resultado de um traumatismo craniano, AVC (acidente vascular cerebral), tumores ou até de problemas metabólicos, como diabetes ou parada cardíaca.
Além disso, também há o coma induzido, quando os médicos escolhem sedar o paciente para proteger o cérebro enquanto tratam uma lesão (que pode ser cerebral ou não). Foi o que houve com o ex-piloto Michael Schumacher.
A área afetada do cérebro e a gravidade vão influenciar no momento em que o paciente pode acordar. Quando o paciente acorda, também não é possível prever quais serão as sequelas.
Existem algumas expectativas, de acordo com Anghinah: "Sequelas ortopédicas são comuns, por desuso muscular. Na maioria das vezes, pacientes com traumatismo desenvolvem problemas na memória, mas cada caso é um caso. Tudo depende de como, quando e onde o cérebro foi atingido".

Diferentes comas

Para se ter uma noção do estado do paciente, análises das capacidades motora, verbal e ocular, ajudam a definir o quadro. No coma profundo, por exemplo, não há respostas e a pessoa pode depender de aparelhos. Também existem níveis em que o paciente reage aos estímulos de dor e faz sons. Quanto mais respostas, mais perto da possível recuperação.
A realidade é que tudo depende. Cada paciente pode apresentar uma dificuldade diferente.

No ES, paciente está em coma há 16 anos


Divulgação
Tenente coronel Jorge Potratz cuida da paciente Clarinha, que está há 16 anos em coma no hospital da Polícia Militar em Vitória, ES

Um caso que não tem respostas precisa é o de Clarinha, que está internada há 16 anos em coma no hospital da Polícia Militar de Vitória, Espirito Santo. "Ela foi atropelada no dia dos namorados em 2000, foi socorrida e já chegou ao hospital em coma. Não sabemos seu nome real e não encontramos seus parentes", conta tenente-coronel Jorge Potratz.

A paciente tem reações, consegue sentar na cama, quando chamada tem reflexos e responde ao toque, mas não acorda. "Ela tem uma saúde estável, nunca pegou nenhuma infecção mesmo morando no hospital, mas não interage. Passamos esses anos buscando sua família e queríamos encontrá-los para saber mais sobre ela",diz Potratz.

"No coma, é certo dizer é que quanto maior a duração, maior o dano cerebral. As chances do paciente vão diminuindo."
Eliane Lannes, do hospital Niteroi D'Or, no Rio de Janeiro

Lannes diz também que é difícil precisar as sensações que o paciente tem. "Os nervos que recebem os estímulos dolorosos podem estar intactos, mas o cérebro danificado pode não processar a informação, assim o paciente não tem consciência das sensações como frio e calor."

O mesmo acontece no caso da audição, o paciente pode estar sem lesões das vias auditivas e escutar a família e a equipe médica, mas não processar a informação, segundo Lannes.

Infelizmente, não há um tratamento específico para fazer com que alguém retorne do coma. "O tratamento é resolver o que causou o coma, se for o AVC, desentupir a artéria. Mas tratamento para o coma não existe, cuidamos da saúde de forma geral e aguardamos as evoluções", explica Sampaio.


Parapan-Americano de Jovens São Paulo 2017 ganha perfis nas redes sociais

Por CPB

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O Comitê Organizador dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens São Paulo 2017 lança nesta sexta-feira, 20, os perfis de redes sociais para o evento - que acontecerá entre os dias 20 a 25 de março, no novo Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, que fica na capital paulista. 
No Facebook, as principais novidades sobre a quarta edição da competição podem ser conferidas na fan page São Paulo 2017 (https://www.facebook.com/YouthParapan/). Além disso, os preparativos do evento também serão ilustrados no Instagram, no perfil 2017 São Paulo (https://www.instagram.com/2017saopaulo/), e no Twitter (https://twitter.com/2017saopaulo). 
Cerca de mil atletas, com idade entre 13 e 21 anos, de mais de 20 países, participarão do Parapan de Jovens São Paulo 2017. A programação da competição contará com 12 modalidades: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, halterofilismo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa, basquete em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas. 
 
Buenos Aires, Argentina, foi a sede da última edição dos Jogos, em outubro de 2013. Na ocasião, o evento atraiu 631 atletas, de 16 países, para competir em dez modalidades. O Brasil liderou o quadro de medalhas do Parapan-2013 com 209 pódios, sendo 102 de ouro. A primeira edição do Parapan de Jovens foi em 2005, em Barquisimeto, Venezuela, e contou com atletas de dez países. Em 2009, 14 nações estiveram presentes em Bogotá, Colômbia. 

Fonte: cpb.org.br



No RS, homem amputado é multado por estacionar em vagas de deficientes

Lucas Azevedo - Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

                       Reprodução/Facebook
                       Régis é multado em Canoas por estacionar em vaga de deficiente e não ter identificação no carro
      Régis é multado em Canoas por estacionar em vaga de deficiente e não ter identificação no carro

Ao estacionar seu carro em uma vaga para deficientes físicos na cidade gaúcha de Canoas (17 km de Porto Alegre), na região metropolitana, Régis Quadros, 32 anos, que não tem as duas pernas e necessita de próteses para caminhar, não esperava que fosse multado. Ao retornar para o veículo, cerca de 30 minutos depois, ele se deparou com uma agente de trânsito que lhe apresentou a autuação.

Mesmo de bermuda e com as próteses à mostra, Quadros recebeu a multa de R$ 293 e 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Inconformado com o ocorrido, ele publicou uma foto do momento da autuação em seu perfil no Facebook, o que ganhou grande repercussão nas redes sociais.

Segundo ele admite, seu carro não estava devidamente identificado como sendo autorizado a estacionar naquele tipo de vaga. "Mas eu esperava bom senso da agente de trânsito", reclama Quadros. Ele conta que utiliza a vaga semanalmente há pelo menos dois meses. O local fica entre seu banco e o consultório dentário que frequenta.

"Há uns quatro meses, sofri um acidente de carro e a placa de identificação, que fica no painel, acabou se extraviando. Desde então, vinha deixando para solicitar uma nova identificação, mas acabava esquecendo", conta.

Apesar de reconhecer sua falha, ele lamenta a intransigência da fiscal. "Quando voltei, a agente estava lá me esperando. Pensei que quando ela visse que eu sou deficiente, não fosse me multar. Mas nem quis me escutar. Só queria me dizer que eu estava errado e tinha que ter a credencial."

A discussão entre Quadros e a servidora foi fotografada pelo cunhado do motorista. Na imagem, é possível ver as próteses de Quadros.

Procurada, a Secretaria de Transportes e Mobilidade de Canoas defende que não houve abuso ou falta de bom senso por parte da agente de trânsito. "Existe regulamentação nacional que determina a exigência de uma identificação no automóvel, que mostre que ele é de uma pessoa com deficiência", explicou a pasta através de nota enviada por sua assessoria de imprensa.

"Tecnicamente, o agente de trânsito encontrou um veículo sem a credencial estacionado em uma vaga exclusiva para uma pessoa com deficiência, o que configura infração de trânsito. Houve diálogo com o condutor quando o mesmo retornou ao carro, no entanto a autuação já havia sido feita", ressalta o comunicado.

O que não consta na nota, mas que foi explicado à reportagem por telefone, é que a agente não poderia cancelar a autuação por tratar-se de um procedimento eletrônico - que não permitiria a correção por parte da fiscal. O que poderia ser feito era uma observação na multa para o caso de Quadros recorrer.

Conforme o Secretário Municipal de Transporte e Mobilidade, Ademir Zanetti, o trabalho dos agentes de trânsito na cidade tem como prioridade a orientação dos motoristas para o uso correto das vagas especiais - e o bom senso sempre deve ser levado em consideração. "O fiscal, quando encontra um veículo sem credencial estacionado na vaga especial, primeiro aguarda alguns minutos e verifica se o motorista não se encontra nas proximidades, para orientá-lo como proceder. A prefeitura é muito cobrada por idosos e pessoas com deficiência para que a fiscalização ocorra de maneira rigorosa", afirma.

Mas Quadros promete recorrer e procurar reparação. "Fui desmoralizado. É óbvio que sou deficiente e tenho que ser isentado dessa multa. Eu nunca infrinjo a lei. Mas tocaram na minha ferida. Não bastasse o que já sofri. Fiquei dez meses na cadeira de rodas já podendo caminhar, mas o poder público não me dava as próteses", conta, irritado.

Técnico em telecomunicações, ele sofreu um acidente em 2011, quando fazia manutenção em uma rede, em cima de um poste. Ele recebeu uma forte descarga elétrica, cuja corrente entrou pelo seu braço direito, atravessou o corpo e saiu pelo pé do mesmo lado, destruindo a perna. A esquerda ficou com sérias sequelas. No hospital, a opção foi partir para a amputação dos dois membros na altura da metade da tíbia (canela). Depois de muita fisioterapia e musculação, ele reaprendeu a caminhar, agora com as próteses. Há um ano ele trabalha como projetista de redes, emprego que lhe permite sustentar seus dois filhos.

Novo técnico da Seleção de tênis de mesa quer unir ciência e esporte no ciclo para Tóquio 2020

Por CPB

Divulgação
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Raphael Moreira e o atleta Israel Stroh.

Próximo de completar 23 anos de idade, Raphael Moreira recebeu a confirmação de que havia passado no processo da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e seria o novo treinador da Seleção Brasileira paralímpica de andantes. Segundo o jovem, formado em Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), assumir o cargo é a realização de um antigo sonho.

"Quando recebi o e-mail para participar do processo, veio uma grande alegria, pois vi que era um cargo que sempre sonhei. Desde quando entrei na faculdade, pensava em trabalhar com alto rendimento no tênis de mesa. Claro que teve uma apreensão, mas fui cumprindo as etapas e já sonhando com o trabalho. Quando veio a notícia de que a vaga seria a minha, caso aceitasse, foi uma enorme alegria. E recebi a notícia dois dias antes do meu aniversário, que foi no último domingo (15). Foi o melhor presente que já tive, por estar realizando um sonho", disse.

Raphael quer implementar algumas novidades no trabalho da Seleção Brasileira, como uma aliança entre esporte e ciência, tirando o que há de melhor do atleta e buscando resultados ainda melhores nas competições que estão por vir.

"No Brasil, houve uma grande evolução técnica, até por conta dos inúmeros intercâmbios que treinadores e atletas estão realizando. Se tem uma grande troca de informações que ajudam nisso também, mas o que aprendi na faculdade e quero colocar em prática, é quanto ao planejamento do treino. Falo de como treinar, o que treinar, quando treinar, tudo em busca de um melhor desenvolvimento. É a questão de monitoramento de treino que quero trabalhar. Hoje, há ferramentas que nos permitem ver como está o atleta naquela semana e o que seria melhor para ele neste período. Minha intenção é a periodização e monitoramento dos treinos, em parceria com a faculdade, trazendo este aspecto para o tênis de mesa paralímpico", avisou.

O novo treinador assume a Seleção na temporada em que começa o ciclo olímpico visando Tóquio 2020 e ressalta a responsabilidade que terá, apontando que vai buscar grandes resultados nos próximos anos com o foco maior no Japão. "O ideal é trabalhar com a equipe durante o ciclo inteiro e é isso que vai acontecer, mas não estou pegando um trabalho do zero. Esses atletas estão vindo de resultados muito bons e vamos trabalhar nestes próximos anos para que a gente atinja o ápice em Tóquio. Vou aproveitar tudo aquilo que eles já sabem. Claro que vamos entrar em todas as competições pensando nas vitórias e nos títulos, mas nosso objetivo maior é conseguir grandes resultados em Tóquio".

O treinador terá a oportunidade de comandar Israel Stroh, com quem tem uma relação de mais de uma década. Stroh, inclusive, era um dos atletas alvos de admiração quando Raphael deu os primeiros passos no tênis de mesa. Dali, nasceu uma amizade que dura até os tempos atuais, fazendo com que Israel fosse um dos primeiros a saber quem seria o novo técnico da Seleção de andantes.

"A Jennyfer (Parinos) e o Israel (Stroh) treinavam no mesmo lugar que eu quando eu era atleta. Quando comecei a treinar tênis de mesa, aos 10 anos, o Israel jogava no olímpico e era um dos melhores. Então, eu gostava muito dele. Depois, ele parou e eu engrenei. Ele voltou, virou medalhista paralímpico e eu fui estudar, mas sempre um acompanhando o outro. Depois de quase 13 anos, vamos ter a oportunidade de trabalhar juntos. Acredito que vai ser muito legal. Ele foi uma das primeiras pessoas para quem contei a novidade e ficou muito feliz", finalizou.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: hcpb.org.br

A história do primeiro ônibus acessível do Brasil


Primeiro ônibus adaptado com elevador no Brasil foi apresentado pela CMTC somente em 1981. Mas apenas duas décadas depois que as autoridades começaram a responder os anseios da população. Quanta gente de talento, mas que possui uma limitação física, foi excluída do mercado de trabalho e do convívio social pela demora dos poderes constituídos em oferecer um transporte acessível.

Se atualmente, com o desenvolvimento da indústria nacional de ônibus e com uma nova cultura de inclusão que aos poucos vem se instalando na concepção das cidades, o portador de deficiência física ainda enfrenta problemas imensos para se deslocar num município, com falta de estrutura viária e veículos adaptados, há algum tempo a situação era bem pior. Simplesmente para um cadeirante ou mesmo para quem tinha a perna com gesso, mesmo que por pouco tempo, até se recuperar de qualquer lesão, era impossível andar de ônibus em qualquer região.

As reivindicações dos portadores de deficiência são antigas, mas a partir dos anos de 1970, elas se intensificaram. Associações foram criadas e mesmo individualmente, as pessoas com mobilidade reduzida assumiam de verdade sua postura de cidadania, ou seja, se conscientizavam de que apesar de uma condição física desfavorável, não eram pessoas anormais (anormal é quem mata, rouba e ofende) e sim cidadãos que tinham direito de trabalhar, estudar, consumir e o mais básico dos direitos, de ir e vir. Em São Paulo, as pressões sobre as autoridades públicas aumentavam. Não só os portadores de deficiência, mas formadores.

Foi mais uma vez que a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – mostrou seu pioneirismo. Assim como fez com os trólebus, com os ônibus integrados com outros modais de transportes, com veículos de alta capacidade, como o Papa-Fila, com ônibus de fabricação própria, como o Mônika, com carros movidos a combustíveis alternativos, o embrião da acessibilidade partiu das oficinas da CMTC, como no site ÔnibusBrasil relatou Eduardo Belopede. Eudardo Cazoto Belopede é coordenador da Comissão de Estudo Especial de Fabricação de Veículo Acessível.

Esse Caio Bela Vista, Mercedes Benz motor traseiro, da CMTC, prefixo 594, teria sido, segundo informações obtidas por nossas pesquisas, o primeiro ônibus adaptado com elevador para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O veículo foi adaptado em 1981, de forma quase artesanal, nas próprias oficinas da CMTC, Aliás, como foi possível ver em outras ocasiões, que as oficinas da empresa de transportes público de São Paulo, que hoje faz muita falta na cidade, eram de dar inveja a muitas fabricantes. Lá se desenvolviam as soluções mais adequadas para os problemas do dia a dia.

A adaptação do Bela Vista foi feita de maneira cuidadosa e o próprio elevador foi criado pela CMTC. Hoje, com o mercado maior, há empresas especializadas neste tipo de equipamento. Além disso, os degraus das portas dianteira e traseira (o elevador ficava numa porta do meio criada para este fim) eram escamoteados e o ônibus possuía espaço para a fixação da cadeira de rodas durante a viagem.

É verdade que depois desse Bela Vista, pouca coisa avançou nesta área nos anos de 1980 e 1990. Mas foi um primeiro passo, mais uma vez dado pela CMTC. Em 12 de julho de 1994, a Prefeitura de são Paulo editou uma lei que obrigava que as empresas tivessem pelo menos 1 ônibus com acessibilidade por linha. Um número medíocre. Somente em 2004, o Governo Federal atentou para o problema e, pelo decreto 5.926, estabeleceu que até 2014 todos os ônibus urbanos do País sejam acessíveis.

Mas foi somente em fevereiro de 2009, pela NBR 15570, que foi estabelecido que todos os ônibus 0 km tivessem equipamentos ou configuração com acessibilidade. Ou seja, as soluções começaram a surgir, mas de maneira muito tardia. E ainda hoje, existem várias cidades que possui poucos ou sequer um ônibus para transporte de pessoas limitadas fisicamente que querem ter garantido o seu direito ao convívio social

Tem criança perdendo seus direitos no dia da criança.


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O Brasil tem mais de 5.000 municípios, dos quais apenas 1.600 aproximadamente têm IDHM (índice de desenvolvimento humano) ALTO e IVS (índice de vulnerabilidade social) MUITO BAIXO. Ou seja, bem mais da metade dos municípios têm problemas sociais elementares a serem resolvidos. Sem programas políticos de alcance nacional e de cunho social, mediante a transferência de recursos e por meio de estratégias eficazes e duradouras, muitos desses municípios não conseguirão atingir suas metas sociais e de desenvolvimento.

Quando se trata das populações com deficiência e, nesse segmento, as crianças com deficiência especificamente e suas famílias, já têm diariamente os seus desafios a serem vencidos, a questão se complica ainda mais. Não porque são especiais ou porque devam ser tratadas de forma diferente. Simplesmente porque a inclusão é ainda um fato novo e acessibilidade é uma palavra bonita, mas bem pouco aplicada.

Porque vamos falar a verdade nua e crua: se você é criança, nasceu em um município carente, afastado das cidades mais desenvolvidas e com poucos recursos, sua família tem escassos recursos financeiros e baixa escolaridade e você tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida, suas chances de não se tornar cidadão são bem grandes.

Pode ser que não existam meios de locomoção como uma cadeira de rodas e um veículo adaptado e o município também não oferece isso, pois não tem verbas. Pode ser que você seja surdo e na escola não tenha nenhum tipo de recurso com acessibilidade para você. Pode até mesmo acontecer de a escola não garantir a matrícula, uma vez que não há nela nenhum tipo de recurso humano capacitado, tampouco material adequado.

Por isso, garantir o repasse federal de recursos para a primeira infância, especificamente para os municípios mais carentes, para as populações em condições de vulnerabilidade é tão importante para viabilizar a aplicação da Lei Brasileira da Inclusão.

O planalto parece desconhecer essa realidade nacional, ajustando leis que inviabilizam o repasse justamente para os menos favorecidos. Com o veto do Art. 4º-B e do Art. 12-A da Medida Provisória nº 729, de 2016, convertida em Lei nº 13.348, de 10 de outubro de 2016, o Presidente da República limitou o repasse de recursos em condições específicas que dizem respeito exatamente àqueles municípios que, por carência de recursos, não conseguiram cumprir as metas especificadas e que, mediante o repasse, provavelmente teriam tempo hábil para corrigir as carências, no decorrer do exercício de 2016/2017.

Sem o repasse, em função do veto dos artigos citados, esses municípios que já estavam excluídos, por carência de recursos, ficam ainda mais segregados. Obviamente que todo esforço pela educação inclusiva é bem-vindo. Mas, como tirar esses municípios da condição de vulnerabilidade social sem garantir o mínimo de recursos federais?
Com o veto do repasse, municípios que já não tinham conseguido atingir a meta de matrículas de alunos carentes, do programa Bolsa Família, do benefício da Prestação Continuada e das pessoas com deficiência, sem a garantia dos recursos estão inviabilizados de a conquistarem. Claro que sempre haverá alguma liderança municipal que conseguirá tirar água de pedra, mas infelizmente esses casos são raros e costumam lotar os jornais de notícias relatando-os.

No mais, vida que segue, agora sem o reforço federal negado a crianças carentes e com deficiências.

Comissão de Defesa aprova proposta para prisão adaptada a pessoa com deficiência

Ícone que representa a balança da justiça, em um fundo azul

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o Projeto de Lei 7602/14, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que assegura à pessoa com deficiência o direito de cumprir pena em estabelecimento adaptado a sua condição.

Pelo texto aprovado, a medida se aplica também a alas ou presídios femininos, em especial para atender presas grávidas. A proposta inclui os direitos na Lei de Execução Penal (7.210/84).

A relatora na comissão, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), afirmou que a proposta demonstra a preocupação em garantir que as pessoas com deficiência cumpram a pena de forma digna. “As pessoas com deficiência precisam de cuidados, estruturas e serviços penais adequados às suas particularidades”, disse.

Rosinha da Adefal manteve a emenda aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família para deixar explícito que a medida se aplica a alas e presídios femininos e os recursos das adaptações virão do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Para a relatora, a mudança do texto na comissão para garantir que as pessoas com deficiência presas não fiquem em estabelecimentos distintos, mas somente em prisões adaptadas, ajuda a diminuir estigmas.

Tramitação

A proposta ainda será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Comunicação Assistiva


Técnicas para se comunicar com pessoas com deficiência (foto: bemparana.com.br)
Relatos de pessoas com deficiência sofrendo preconceito há aos milhares, porém muitas vezes não se trata de preconceito propriamente dito, mas sim de falta de tato ou conhecimento sobre como lidar com pessoas nesta condição. Para a maior parte das interações, o ideal é que as PCD's sejam tratadas com naturalidade, porém alguns tipos de deficiência demandam conhecimento específico e cuidados especiais.

Para não cometer uma gafe ou até mesmo gerar processos judiciais, é necessário o acompanhamento ou treinamento por profissionais especializados. 

Mas onde encontrar este tipo de profissional? Até pouco tempo acreditei que seriam médicos, fisioterapeutas ou enfermeiros com especialização ou experiência na área, até que descobri que existe um curso, uma graduação tecnológica de dois anos e meio voltada a esta necessidade, é o curso de Comunicação Assistiva, ministrado em diversas faculdades pelo país. 

Mas do que exatamente se trata este curso? Quem me respondeu esta pergunta foi a Letícia Paiva, que cursou alguns semestres e se apaixonou pelo curso. Nele o estudante aprende os fundamentos da educação de pessoas com deficiência, diversas formas de comunicação com estas pessoas, passando pela linguagem de sinais, braile, linguagem corporal entre outras, sempre voltado para a inclusão social.

Até aulas práticas com faixas nos olhos, rodando em cadeiras de rodas e com ouvidos tampados eles tem, para vivenciar um pouco do que passam as pessoas com deficiência. O mais legal é que o curso quebra o estereótipo de que toda pessoa precisa sempre de ajuda, além de informar sobre leis e direitos que pessoas com deficiência tem, e geralmente não sabem.

Navegando pelas instituições que oferecem o curso, descobri que aqui em Belo Horizonte ela é oferecida pela PUC-Minas, em forma de graduação tecnológica, com foco em Libras e Braille, e na Uni-BH. É uma boa oportunidade para quem tem interesse em seguir carreira ou se especializar.