sábado, 28 de janeiro de 2017

7 filmes que abordam a inclusão de pessoas com deficiência

Final de semana chegou! E nós selecionamos sete filmes inclusivos, que abordam o tema deficiência para você assistir sozinho ou com a família toda reunida no sofá. Confira:

1. O Filho Eterno (2016) :

Foto: Divulgação
A imagem está formato retangular na horizontal. Nela contém os dois personagens do filme o filho eterno. Um é o pai e o outro é o filho com síndrome de down. Eles estão andando de mãos dadas na rua indo pra escola. Fim da descrição.
Legenda: Filme o Filho Eterno

Não recomendado para menores de 14 anos

O casal Roberto (Marcos Veras) e Cláudia (Débora Falabella) aguarda ansiosamente pela chegada de seu primeiro filho. Após descobrirem que Fabricío, nasceira com com síndrome de Down, o medo e as incertezas tomam conta do cotidiando do casal. Roberto, que é escritor, fica insatisfeito e com vergonha de seu filho após o nascimento. O filme mostra o desafio da rejeição da família e o verdadeiro significado de paternidade.

2. O Contador (2016) :

Foto: Reprodução/YouTube
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o personagem do filme o contador, concentrado escrevendo números em uma lousa transparente. Fim da descrição.
Legenda: Filme O Contador

Não recomendado para menores de 14 anos

Christian Wolff (Affleck) é uma criança com síndrome de Asperger com mais afinidade por números do que qualquer outra pessoa. Apesar da oferta de ir para uma clínica voltada para crianças especiais, seu pai insiste que ele permaneça morando em casa. Na fase adulta ele se torna um contador que tem um escritório de contabilidade em uma cidadezinha como fachada, ele trabalha como contador autônomo para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Durante o filme ele faz muitas descobertas sobre uma multinacional e tem muitas supresas.

3. Intocáveis (2011) :

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém os dois personagens do filme intocáveis sentados em um quarto de luxo. Um deles que é o funcionário está colocando o cigarro na boca do seu chefe para ele fumar, ele está sentado em uma cadeira de rodas. Fim da descrição.
Legenda: Filme Intocáveis

Não recomendado para menores de 14 anos

Driss (Omar Sy) é rapaz da periferia é contrado por Philippe (François Cluzet) que é um milionário tetraplégico para ser ser seu acompanhente, apesar de sua aparente falta de preparo para tal atividade, ele surpreende a todos com o seu bom desempenho e a comédia e a amizade começam a partir daí.

4. Hoje eu quero voltar sozinho (2014) :

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém dois garotos na mesa de um restaurante conversando e sorrindo. Fim da descrição.
Legenda: Filme Hoje eu quero voltar sozinho

Não recomendado para menores de 12 anos

Leonardo (Ghilherme Lobo), é um adolescente cego que tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em quer buscar sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

5. Um momento pode mudar tudo (2014) :

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém as duas personagens do filme um momento pode mudar tudo. A jovem em pé ao lado da mulher que está um cadeira de rodas. Elas estão em uma sala de estar e olhando para a frente com cara de assustada. FIm da descrição.
Legenda: Filme Um momento pode mudar tudo

Não recomendado para menores de 14 anos

Bec (Emmy Rossum) é uma universitária rebelde, que está se relacionando com um professor casado e perdendo o interesse no seu futuro acadêmico. Ela começa um novo trabalho, cuidando de Kate (Hilary Swank), uma mulher que tem esclerose lateral amiotrófica (ELA) provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal, ela está fase terminal. Aos poucos, a jovem vai aprendendo a aproveitar o mundo, mas acaba se afastando cada vez mais da sua antiga vida.

6. Ensaio sobre a cegueira (2008) :

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma mulher puxando uma fila de pessoas cegas, andando em meio aos carros em uma vida. Fim da descrição.
Legenda: Filme Ensaio sobre a cegueira

Não recomendado para menores de 16 anos

Quando uma epidemia chamada cegueira branca aparece em uma cidade, a mulher de um médico é a única pessoa que ainda consegue ver. Ela vai para um abrigo com seu marido cego e encontra todos vivendo em condições precárias. Agora ela tem que guiar um grupo à liberdade.

7. Hasta La Vista (2011):

Foto: Reprodução/Filme
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém os três personagens do filme Hasta LA Vista em uma sala de estar, dois sentados em uma cadeira de rodas e outro em uma cadeira. Eles são os três amigos com deficiência do filme. Fim da descrição.
Legenda: Cena do filme Hasta La Vista

Não recomendado para menores de 16 anos

Esse filme mostra uma viagem de superação para três jovens com deficiência físicos: um é cego, outro é paraplégico e o terceiro é tetraplégico. Dizendo aos pais que eles pretendem conhecer as vinhícolas da Espanha, os três partem em busca de realizar o que todo jovem comum gosta de fazer: dançar, beber e paquerar. Eles têm um objetivo preciso em mente: perder a virgindade.

Conheça a história de Gena, uma concurseira especial


Pernambuco não está nem perto de integrar as pessoas com deficiência (PCDs) às demais. A discriminação se diversifica desde a falta de infraestrutura nas ruas ao comportamento preconceituoso e provinciano da população frente a cadeirantes, pessoas cegas ou surdas. Tanto que, nem com o apoio do Poder Judiciário, Maria Eugênia Bispo, 31 anos, tem conseguido usufruir do direito de trabalho na igualdade de oportunidade garantida pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015.

Gena, como é conhecida a paratleta de remo, vem sendo repetidamente reprovada no certame da Polícia Civil por portar uma deficiência motora que a impede de correr e saltar - apesar de a vaga concorrida, de escrivã, seja voltada aos PCDs. “Consegui um mandado de segurança porque, da primeira vez, na terceira etapa do concurso, me reprovaram no teste de aptidão física. O juiz determinou que a reprovação baseada na minha deficiência é ilegal e mandou eu ser inserida imediatamente de volta entre os aprovados”, relatou.

Após superar a quinta fase, de avaliação médica, a candidata foi barrada novamente com base na cirurgia que fez na coluna após uma fratura. “Sugerem que poderia colocar em perigo a mim mesma e outras pessoas. Mas o trabalho de escrivão não exige que se saia a campo. Muito menos sou incapaz de realizar as atividades do cargo. Apresentei atestado médico mostrando isso. Passei nas atividades de natação e barra fixa com folga”, contestou a paratleta.

Para Gena, o problema tem acarretado amplo transtorno. Apesar de estudar para concursos há alguns anos, focou durante três meses no de escrivão. Foram três meses de noites de pouco sono e dias de estudo intenso. A dedicação rendeu, inclusive, dores na coluna, por se debruçar por tanto tempo sobre os livros. “Antes do concurso, entrei em contato diversas vezes com a organização para descobrir se estava apta e a resposta era positiva. As coisas foram mudando com o tempo. Inicialmente me informaram que nem precisava fazer o teste de aptidão física.”

“Maria Eugênia foi discriminada ao tempo do teste de capacidade física e está sendo discriminada agora. Discriminação em razão da deficiência, o que é vedada por lei”, afirmou o advogado da paratleta, Mateus Pereira. “O relator do mandado de segurança já havia alertado à impossibilidade dela ser discriminada ao tempo da seleção.”

Também de acordo com Pereira, o mandado de segurança ainda está em curso e o relator do processo, desembargador Erik Simões, será informado do descumprimento. Além disso, será dada entrada em um recurso administrativo informando o descumprimento e possível responsabilização criminal.

A reportagem procurou a Polícia Civil que, até o fechamento desta matéria, não se posicionou sobre o caso. O Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que só se pronunciaria sobre a segunda reprovação quando fosse acionado pelo advogado de Gena.

Fontes: Folha de Pernambuco - nandoacesso.blogspot.com.br

Covardia e preconceito contra Marisa

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:



As gatas pingadas de São Paulo que estrelaram um deprimente ato de preconceito contra a presença de Marisa Lula da Silva na UTI do Hospital Sírio Libanês, onde a primeira dama do Brasil entre 2003 e 2011 luta para recuperar-se de um AVC, ajudam a ilustrar uma cena que expressa os piores traços da camada dominante da sociedade brasileira mas não chega a ser novidade.

É uma forma de covardia. Para atingir Lula, ataca-se sua mulher – em coma induzido, neste momento. É um comportamento típico do Brasil atual. Com instituições em curto circuito, o debate político desaparece, o espaço democrático perde força e pode ficar sem sentido. Vale a pancadaria, a agressão, algo que Hanna Arendt chamou de banalidade do mal.

Este ataque a Marisa está além de uma diferença ideológica, um conflito de ideias. É coisa de gente má.

Em outubro de 2011, quando o próprio Lula internou-se no mesmo hospital para tratar-se de um câncer na laringe, foi criticado por ter procurado atendimento no mesmo Sírio, um dos mais caros hospitais do país, em vez de bater as portas do SUS. Assim, a cena de 2017 não representa um caso isolado de intolerância. Marca a continuidade de gestos de óbvia inspiração fascista contra uma pessoa em luta pela própria vida. É um comportamento sem freios nem constrangimentos depois de maio-agosto de 2016, período da "encenação" que derrubou Dilma, na definição do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.

Você tem o direito de discutir se a família de Lula não agiria de forma mais coerente se procurasse ser atendida pela rede pública, única opção de escolha para 75% dos brasileiros. Vamos falar sobre isso alguns parágrafos adiante.

Antes, cabe registrar o ponto essencial, que é o papel que, como presidente e líder político, Lula desempenhou na defesa da saúde dos brasileiros. E aqui vale uma observação difícil de negar. Apesar das carências e lacunas que permanecem, em nenhum período da história brasileira foram registradas melhorias e progressos tão notáveis como nos 13 anos e cinco e cinco meses em que o condomínio Lula-Dilma permaneceu no Planalto. Neste período, ocorreram algumas das grandes lutas políticas das duas últimas décadas, onde a disputa por verbas e prioridades não funcionou como banal guerra de números mas como espelho relativamente fiel de visões de mundo, interesses de classe e prioridades do espectro político brasileiro.

Em retrospecto, pode-se até dizer que duas batalhas importantes anunciaram os confrontos que levaram ao impeachment. Nas duas oportunidades, quando ganhou e quando perdeu, Lula esteve do lado certo – a defesa da saúde pública.

Uma delas foi a guerra pela extinção da CPMF, em dezembro de 2007. Foi vencida pelo núcleo duro do condomínio empresários-políticos que hoje celebra o massacre de um embrião de Estado de bem-estar social construído ao longo décadas. Só para se ter uma ideia de seu significado. Graças a CPMF, entre 2003 e 2006 foram investidos R$ 46,6 bilhões na área de saúde. Já na ampliação do atendimentos hospitalar e ambulatorial do SUS, chegaram R$ 32 bilhões. Mesmo tendo sido aprovada pela Câmara, a renovação da CPMF foi derrotada pelo Senado. Obteve uma maioria de 45 dos votos, mas precisava de 49 para ser aprovada.

A decisão guardou vários momentos políticos inesquecíveis, como a abstenção de Napoleão Sabóia, presidente do Senado e, em teoria, aliado do governo, aonde chegou a ministro. Também foi marcada por um discurso de última hora de Pedro Simon, que fez um apelo dramático -- e sem sucesso -- para que os líderes do PSDB voltassem a mesa de negociação para permitir a manutenção da CPMF, criada grande Adib Jatene no governo de Fernando Henrique e depois abandonada pelos herdeiros tucanos.

Num país onde 25% da população consome 45% das verbas disponíveis para a saúde, a CPMF cumpria uma função distributivista. Era uma forma de ampliar o bolo disponível e modificar uma tendência, abertamente favorável a minoria do patamar de cima da pirâmide, que tem acesso ao sistema privado – onde cada centavo gasto com plano de saúde pode ser deduzido do imposto de renda. Por essa razão, no final da votação, a visão de que o plenário fizera uma opção pelo egoísmo social era tão clara para muitos brasileiros que um advogado tributarista não teve pudores em divulgar cálculos risíveis para amenizar a situação. Ignorando que o enfraquecimento do setor público empurraria pacientes para o setor privado, que cobra em moeda sonante por seus serviços, disse que os assalariados acabariam ganhando com a medida, pois o fim da CPMF permitiria que um trabalhador com salário de R$ 500 fizesse uma economia de RS 156 por ano -- ou 50 centavos por dia. Também se afirmou que grandes empresas – que se livraram do monitoramento das transações financeiras que a CPMF permitia – planejavam repartir com os consumidores uma parcela do dinheiro que deixavam de recolher aos cofres públicos.

A outra disputa envolveu o Mais Médicos, e marcou uma das últimas vitórias políticas importantes do governo Dilma. Mesmo boicotado pela oposição parlamentar e pelas entidades médicas, que colocaram filiados na rua em vergonhosos atos de repúdio, o apoio sem distinção partidária da maioria dos prefeitos permitiu uma vitória sem sustos no Congresso. Responsável pelo atendimento direto a 68 milhões de brasileiros que vivem nas periferias urbanas mais miseráveis e nos pontos extremos da pobreza rural, os 18 mil médicos do programa Mais Médicos costumam resolver 80% dos problemas de saúde destes brasileiros antes que eles assumam um estágio mais grave, muitas vezes incurável.

Parece claro que estas lutas políticas ajudam a formar uma perspectiva realista para se debater a decisão de procurar atendimento num hospital privado, caro e exclusivo, que recusa até pacientes com planos privados de custo médio. Vivemos num país onde a saúde disponível para a maioria da população funciona como um clássico caso de cobertor curto. Quando a pessoa cobre os pés, expõe a cabeça. E vice-versa.

O apoio da população ao SUS se reflete em pesquisas de opinião que demonstram um alto índice de satisfação com o atendimento, muito superior aquilo que se poderia imaginar pela leitura -- sempre catastrófica -- dos jornais e reportagens de TV. Em outubro de 2011, quatro anos depois da eliminação da CPMF, reportagem de Ricardo Mendonça na revista Época mostrava que 51% da população concordaria em pagar mais impostos -- desde que o dinheiro fosse encaminhado a saúde.

Se você perguntar minha opinião pessoal, acho que homens públicos devem ser atendidos pela rede pública. É seu lugar natural, de quem fala pelos cidadãos e deve viver como eles. A regra deveria valer para todos: para o senador e o prefeito, seja filho de banqueiro e o filho de bancário, o advogado, o sociólogo e o metalúrgico. Esse comportamento ajudaria a valorizar o existência do SUS e poderia para ampliar medidas de financiamento. Também seria um estímulo, óbvio, para o aprimoramento do atendimento que, mesmo começando com autoridades, poderia chegar ao cidadão comum.

É razoável imaginar, como fazem tantos observadores, que os homens públicos prestarão mais atenção ao hospitais públicos quando estiverem condenados a recorrer a seus serviços em caso de necessidade.

Mas é bom desconfiar de utopias fáceis, pois elas também possuem contradições. A disputa por vagas no atendimento público começa pelo acesso a bons hospitais -- nem todos são iguais --, bons equipamentos e bons médicos, que também são diferentes entre si. A presença de uma autoridade num leito do SUS sempre pode levantar a hipótese de que ele estaria tirando a vaga de um paciente que não pode pagar por um atendimento privado. Também lançaria a dúvida de conflito de interesses. Poderia estar usando de seus poderes no Estado para garantir benefícios como paciente. Seria o pistolão de si mesmo.

Como se vê, são inúmeras as armadilhas num país no qual a concentração de renda atingiu um nível de sistema feudal, onde oito senhores do castelo tem renda equivalente a 50% da população, segundo a ONG britânica Oxfam. Nesta situação, não há saída além do fortalecimento do SUS. A alternativa, que envolve o subsídio a planos "populares", como cogitado pelo ministro Ricardo Barros, é só uma forma de piorar o que precisa melhorar -- e é um bom retrato da turma que organizou um ato de preconceito contra Marisa Lula da Silva.

Comissão aprova dispensa de carência em benefícios do INSS a portador de lúpus ou epilepsia

Reportagem - Janary Junior - Edição - Rosalva Nunes

                    Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
                    Reunião Ordinária. Dep. Soraya Santos (PMDB-RJ)
                   Soraya Santos: emendas para adequar despesas ao Orçamento federal

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou projeto que inclui a epilepsia e o lúpus entre as doenças cujos portadores são dispensados de cumprir o prazo de carência para usufruir dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez (PL 7797/10).

O projeto altera a Lei 8.213/91, que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social.

A norma dispensa portadores de determinadas enfermidades (como tuberculose ativa, hanseníase e câncer), desde que segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de contribuir por 12 meses antes de ter acesso ao auxílio-doença e à aposentadoria por invalidez.

Adequação
A proposta é oriunda do Senado e recebeu parecer favorável da relatora, deputada Soraya Santos (PMDB-RJ). Coube à Comissão de Finanças e Tributação analisar apenas a chamada “adequação orçamentária” do projeto, ou seja, seus efeitos sobre o Orçamento federal.

O texto, segundo a relatora, tem o potencial de ampliar despesas com os benefícios do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez

Soraya Santos apresentou uma emenda para determinar que a dispensa da carência só será colocada em prática no ano seguinte ao da sanção da lei oriunda do projeto. Isso daria tempo para que o impacto da proposta fosse incluído no projeto orçamentário que entraria em vigor no ano seguinte.

Avaliação
A relatora propôs ainda uma segunda emenda, sugerida pelo deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), que obriga os portadores de lúpus e epilepsia a se submeter a avaliação por junta médica para atestar a incapacidade para o trabalho e a desnecessidade do cumprimento da carência de 12 meses para receber a aposentadoria especial.

O lúpus é uma doença rara provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. As células atacam os tecidos do próprio organismo, como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Entre os sintomas estão fadiga, erupções, sensibilidade aos raios solares e alterações no sistema nervoso.

Já a epilepsia é uma doença neurológica que, em grau avançado, pode causar convulsões, espasmos musculares e perda de consciência.

Tramitação
O PL 7797 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Pai cria um aplicativo para ajudar filho com autismo

Uma coisa é certa, todos os pais querem manter seus filhos em segurança, mas essa tarefa pode tornar-se difícil para aqueles que têm filhos com autismo.

   

Ser pai é uma tarefa desafiadora, mas é ainda mais complexo para aqueles que possuem filhos com Desordens do Espectro Autista (ASD), uma deficiência de desenvolvimento que afeta os indivíduos no âmbito social e comportamental. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças estimam que 1 em cada 68 crianças nos Estados Unidos são identificadas com ASD. Esse é um número significativo para uma doença que atualmente não tem cura.

Muitas crianças que têm ASD acabam se perdendo dos pais e não conseguem voltar para casa. Há vários casos de morte devido a afogamento, atropelamento ou hipotermia.

Um pai, com um filho diagnosticado com ASD, decidiu usar a tecnologia para evitar essa tragédia. Doron Somer é o co-fundador da AngelSense, um dispositivo de monitoramento e um aplicativo para crianças com necessidades especiais.

Ele nasceu da necessidade do cofundador Doron Somer em fazer mais do que apenas contar com sistemas de GPS para seu filho autista. Ele queria mais dados e mais possibilidades para saber o que estava acontecendo com seu filho, algo muito além de um pontinho por GPS no mapa, contou ele.

Esse app envia um alerta, que dá aos pais a capacidade de transmitirem um sinal de emergência para um grupo de pessoas que são pré-definidas no caso de uma criança desaparecer.

“Fizemos a nossa missão de prevenir, ou pelo menos limitar, os efeitos potencialmente desastrosos desse comportamento”, disse Doron. “Durante uma emergência, cada minuto é crucial, e a primeira hora é muitas vezes o momento crítico para determinar se a criança vai ser encontrada”.

O aplicativo envia uma notificação instantânea com a localização da criança para uma equipe pré-determinada para começar a missão de resgate e isso economiza um tempo valioso.

Em 2015 o aplicativo salvou a vida de um garoto de 17 anos em Nova York, pois alertou a polícia que conseguiu rastrear a localização do menino. Desde então, o AngelSense ajudou a salvar a vida de várias crianças.

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O dispositivo fornece a programação diária da criança e permite aos pais verem a rota e os locais de seus filhos durante todo o dia.

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Se por algum motivo a criança visita um local inesperado, os pais são notificados imediatamente.

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Estudo: bebê nascido com cabeça grande tem mais chance de ser inteligente

Cientistas ingleses relacionam o perímetro cefálico no início da vida com futuras conquistas acadêmicas

Por Vitória Batistoti

bebê inteligente (Foto: Thinkstock)

Se o seu bebê nasceu com a circunferência da cabeça um pouquinho acima da média, não há porque se preocupar, segundo aponta um estudo da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). O seu filho poder ter mais chances de ser um adulto inteligente e de conseguir um diploma universitário.

De acordo com a pesquisa, os indivíduos que, quando crianças, possuíam cabeças com circunferência maiores do que a média, foram significativamente mais capazes de concluir a formação acadêmica. Além disso, eles também apresentaram maiores pontuações em testes de raciocínio verbal e numérico.

A descoberta, comunicada pelo portal Independent, veio de um estudo amplo sobre a ligação entre genes, QI e saúde. Para chegar aos resultados, os pesquisadores da universidade inglesa examinaram amostras de saliva, sangue, urina e avaliações físicas e cognitivas de cem mil britânicos entre 37 e 73 anos.

Contraponto
No entanto, para o pediatra e neurologista Marcio Moacyr de Vasconcelos, presidente do departamento científico de neurologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, a inteligência é uma característica funcional do cérebro e não está relacionada ao tamanho dele. “Não há correlação ou função estreita, essa é uma associação fraca e frágil. Uma criança com cérebro maior pode até ser mais inteligente, mas isso não significa que uma coisa decorra da outra. Pode haver uma terceira variável. E se houver uma diferença na vida pessoal da criança? Se ela foi bem nutrida e nasceu com um perímetro cefálico maior? E se a mãe dela era mais sadia?”, questiona o especialista.

Atualmente, a ciência sabe que o tamanho do cérebro dos mamíferos, em geral, se manifesta como uma expressão direta ao tamanho do corpo do animal, ou seja, um é proporcional ao outro. “Há trinta mil anos, o precursor do Homo sapiens tinha um cérebro maior do que o nosso. E por que o nosso diminuiu? Porque o nosso corpo também reduziu de tamanho", justifica Vasconcelos.

É válido lembrar que a inteligência é determinada por diversos fatores, como a hereditariedade e fatores ambientais. Portanto, garanta que seu filho cresça em um ambiente seguro, harmonioso e amoroso. Tudo isso, segundo o médico, é favorável ao aprendizado.

Quando o tamanho da cabeça preocupa?
Nos bebês nascidos a partir da 37ª semana gestacional, o perímetro cefálico pode variar de 33 a 35 cm. Só passa a ser estatisticamente anormal se ultrapassar 36 cm nas meninas e 37 cm nos meninos. “Mas isso não quer dizer, necessariamente, que o bebê tenha alguma deficiência. É só o pediatra que poderá analisar”, ressalta o especialista. Muitas vezes, as crianças possuem cabeça grande apenas por questões hereditárias. Outras podem ter um crescimento cefálico a partir do 6 meses de idade que se caracteriza como hidrocefalia benigna (circulação de líquido entre o crânio e o cérebro) que, como o nome diz, não é fatal e se resolve até os 2 anos de idade.

Porém, há casos em que a circunferência grande da cabeça é uma deficiência. As situações mais comuns são hidrocefalia congênita, tumores ou alguma síndrome genética. Nestes casos, o acompanhamento médico é fundamental.

Lei garante gratuidade a pessoas com deficiência em ônibus intermunicipais no Ceará

Governador do Ceará regulamentou lei que institui o benefício.Cadeiras de rodas também devem ser disponibilizadas nos terminais.

Do G1 CE

Sem ajuda para descer, deficiente joga cadeira de rodas de ônibus no MA (Foto: Reprodução/G1)
Deficientes terão gratuidade nos ônibus Intermunicipais (Foto: Reprodução/G1)

O governador do Ceará, Camilo Santana, regulamentou a lei que institui o benefício da gratuidade para pessoas com deficiência e com hemofilia, comprovadamente carentes, nos ônibus intermunicipais do Ceará. O decreto estabelece também a obrigatoriedade de disponibilização de cadeiras de rodas nos terminais rodoviários para pessoas com deficiência. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (25).

Serão reservados até dois assentos em cada viagem realizada em ônibus interurbanos e um lugar em cada viagem realizada por vans do transporte interurbano complementar, preferencialmente na primeira fila de poltronas. Para as viagens metropolitanas, não há limitação na quantidade de assentos reservados.

"O decreto traz um prazo de seis meses para implementação, mas já temos a determinação do governador Camilo Santana para fazer o mais rápido possível. Em breve estaremos lançando o cadastro, anunciando as regras e permitindo que as pessoas possam usufruir efetivamente desse direito. Todas as cidades da Região Metropolitana receberão esse benefício para o transporte e o interior do Ceará também. Nas viagens intermunicipais de longa distância e em Fortaleza já temos um beneficio similar", afirmou Igor Ponte, superintendente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A deficiência do beneficiário deverá ser comprovada com um laudo específico padronizado pelo Detran e pela Secretaria de Saúde do Estado. O documento deve ser original, com carimbo e assinatura de médico, expedido por profissional vinculado ao Detran ou outra instituição conveniada.

O decreto também obriga as administradoras dos terminais rodoviários a disponibilizar, no mínimo, duas cadeiras de rodas para a utilização por pessoas portadoras de deficiência física ou mobilidade reduzida, providenciar a instalação de rampas, elevadores e portas adaptadas.


Atleta descreve como viu olho sair da órbita em jogo de basquete – e continuou enxergando

Jogador de equipe neozelandesa teve olho arrancado acidentalmente durante partida de liga profissional, mas deverá voltar às quadras em breve.

Por BBC

Foto de arquivo de 2014 mostra Akil Mitchell jogando pelo Virginia Cavalier: olho do jogador saiu da órbita durante jogo (Foto: GRANT HALVERSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Um jogador de basquete diz estar enxergando normalmente depois de seu olho sair da órbita durante uma partida.

Akil Mitchell, que joga pelo New Zealand Breakers, participava de um jogo da Liga Nacional Australiana de Basquete (NBL), em Auckland, quando teve olho deslocado acidentalmente pelo dedo de um adversário.

Mitchell, que é americano, foi levado com urgência ao hospital.

"Com a palma da minha mão, senti que meu olho esquerdo estava quase na minha bochecha", contou o jogador à New Zealand Radio Sport.

"Eu ainda conseguia enxergar. Lembro que fiquei assustado, ainda mais depois de sentir que o olho estava fora do lugar".

O americano de 24 anos, disse ter temido perder a visão e lembrou de como colegas e mesmo o público entraram em pânico.

"Na ambulância, os paramédicos me deram analgésicos e colocaram colírio. Senti quando colocaram o olho de volta no lugar, o que foi um sentimento estranho".

"Foi um sentimento incrível poder piscar de novo".

Mitchell teve alta ainda na quinta-feira, e fez piada com a própria situação ao usar o emoji de um par de olhos em um post no Twitter para dizer que estava bem.

Segundo o jogador, ele poderá voltar a jogar em breve.

Fonte: g1.globo.com

Toda criança ganha com a escola inclusiva

por Jairo Marques*

O valor educativo da convivência entre os diversos tipos humanos é incalculável para todos
O valor educativo da convivência entre os diversos tipos humanos é incalculável para todos

Escuto com muita frequência que um grande perrengue da promoção da escola que inclui a todos é que crianças com deficiência demandariam mais trabalho e tempo para aprender aquilo que aquelas completinhas captariam com mais rapidez.

Esse pensamento reinante e que promove a exclusão e a falta de oportunidade deixa de lado preciosas observações a respeito da diversidade. A primeira delas é que o tempo, a maneira e a disposição de assimilar um conhecimento é diferente para cada “serumano”, independentemente do nível de habilidade física, sensorial e intelectual que possua o indivíduo.

Uma garotinha down não precisa necessariamente completar uma operação matemática de soma ou de subtração com perfeição durante a primeira ou da décima sessão de explicação do conteúdo. Mais importante que isso é que ela leve para casa e para a vida conceitos de agregar algo ou de perder algo, que ela saiba manifestar, a sua maneira, um resultado.

Quando se martela muito a ideia de que o saber tem que estar nivelado entre os alunos de uma mesma turma, está se ignorando, por exemplo, que um menino cego pode expressar de maneira única e com sentido lógico seu entendimento sobre as cores ou sobre uma obra de arte.

A busca pela demonstração de que um conhecimento foi adquirido precisa ser mais ampla e sensível que testes objetivos. Ela precisa, ainda mais nos casos de crianças com deficiências graves, ser alerta ao desenvolvimento de habilidades, de novas criações e de possibilidades dentro de suas realidades.

Mas não somente escolas almejam uniformidade de resultados. Muitos pais de pequenos fora da curva dos padrões também julgam os lares do conhecimento como ruins porque os filhos “não aprendem nada” ou não fazem tudo da mesma forma que os colegas.

Estar no ambiente plural da escola sempre será melhor que a uniformidade de uma casa ou de um local “especial” em que todos comungam de realidades semelhantes. O valor educativo da convivência entre os diversos tipos humanos é incalculável para todos os envolvidos.

Um aluno aprende e colabora sempre com a experiência do outro. Um aluno se capacita a partir do universo do colega. Um aluno se estimula a avançar em seu pensamento, em suas atitudes por meio das ações de outro.

Um abrangente voo em estudos mundiais sobre o valor da educação inclusiva para crianças com e sem deficiência acaba de ser divulgado pelo instituto Alana. Nele é possível avistar com objetividade os aspectos positivos da diversidade. O estudo, comandado por um pesquisador de Harvard, está disponível para download no site da organização.

Restam ainda as questões logísticas: quem cuida da criança com deficiência mais dependente, como se promove a adaptação física do colégio, o que, é preciso convir, é nada diante um bem que vai determinar o futuro das crianças.

“Difinitivamente”, como diria minha tia Filinha, é tempo de entender que a convivência entre os mais variados seres, que tem seu palco maior na escola, será a salvação das intolerâncias, será o elixir mais forte contra o preconceito e será o caminho seguro para uma sociedade com mais amor.

Jairo Marques*, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

O prefeito ‘cadeirante’

por Jairo Marques*

Em uma cadeira de rodas, prefeito João Doria testa calçadas na zona norte de SP
Em uma cadeira de rodas, prefeito João Doria testa calçadas na zona norte de SP

Tenho de discordar de muitos que espinafraram e desaprovaram, nas redes sociais e também de forma pouco sociável, o prefeito de São Paulo, João Doria, que zanzou por calçadas esburacadas e criminosas da cidade a bordo de uma cadeira de rodas.

A atitude do mandatário não poderia ser compromisso mais protocolado nos cartórios da opinião pública com a inclusão e com a melhoria da acessibilidade nas vias públicas da metrópole. É assinatura com firma reconhecida em contrato de quatro anos.

Caso contrário, ou seja, que o prefeito pop tenha saracoteado na cadeira apenas para posar para fotografia e passar recibo de bacana com a diversidade, vai ter para o resto de sua vida uma pecha: a de ter usado a imagem de pessoas com deficiência para se promover levianamente.

E eu quero é mais! Quero que Doria use a cadeira de rodas para tentar pegar ônibus coletivo, às 18h de uma sexta-feira, saindo da zona sul rumo à zona leste. Quero que o prefeito procure banheiro público acessível na região central em que caiba sobre rodas. Nesse caso, sugiro levar um penico.

Seria ótimo se o gestor pudesse também, “vestido de malacabado”, tentar ter vida social. Vá ao cinema, veja que reservam para os quebrados sempre os piores lugares. Vá aos bares, prefeito, e perceba que poucos cumprem a lei de oferecer cardápio em braile, banheiro acessível ou mesmo o básico: uma rampa bacana na entrada.

De quebra, é “di certeza”, como diria um amigo meu que já morreu, que o senhor bombaria no “Insta” postando fotos em uma escola inclusiva do município fazendo as vezes de um auxiliar de uma criança com deficiência intelectual. Vai valer para analisar a qualidade da educação oferecida a esses públicos pela prefeitura.

Depois, Doria, vá a um centro público de atenção psicossocial, de preferência se passando por um pai de um pequeno com autismo _sugiro dar uma de doido, caso não consiga vaga. Lá, ele deve ter atendimento multiprofissional para ter a vida que merece e que é obrigação do poder público oferecer. Vai ser um sucesso!

Um excelente presente para a cidade, que completa 463 anos nesta quarta-feira (25), seria ganhar um prefeito que não se passasse por competente, que não se passasse por comprometido com o cidadão, que não se passasse por realizador de mudanças, que não se passasse por engajado com as várias formas de “serumano”.

São Paulo precisa, com urgência, de administradores que assumam suas funções legais de verdade, suas obrigações públicas de verdade, seus votos de verdade e suas próprias vestimentas.

Sentir na pele para conhecer mais de perto o buraco em que está enterrado o outro costuma servir apenas de alívio para quem não vive uma situação de penúria social, mas que quer a aventura, o friozinho na barriga de engolir um pouco de terra, mas, depois, safar-se incólume e com uma memória rasa e nada proativa em relação à realidade alheia.

Mas agora, boto fé, será diferente. A vivência em cadeira de rodas do prefeito da maior cidade da América Latina foi para abrir caminho para passeios “maraviwonderful” em todas as regiões paulistanas. Se assim não for, mais uma cretinice histórica ficará registrada nas calçadas da infâmia deste país.

Jairo Marques*, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

"Está tudo na sua cabeça": o preconceito contra doenças cuja causa é emocional e não física

Laura Plitt - BBC Brasil

Suzanne O'Sullivan/ BBC
Neurologista Suzanne O'Sullivan se interessou pelas doenças psicossomáticas quando verificou que não havia uma causa física para os sintomas de vários dos seus pacientes
Neurologista Suzanne O'Sullivan se interessou pelas doenças psicossomáticas quando verificou que não havia uma causa física para os sintomas de vários dos seus pacientes

A neurologista irlandesa Suzanne O'Sullivan conheceu Yvonne assim que se formou em medicina. A paciente estava cega, e não havia uma causa física para o problema - era uma manifestação do estresse emocional.

Mas o que faz com que nosso corpo manifeste os sintomas de uma doença que não temos?

E mais: por que mascaramos com dor, fraqueza ou paralisia o que na verdade é emoção?

Yvonne, de 40 anos, tinha entrado no hospital no dia anterior, depois que um colega de trabalho acertara um produto de limpeza nos seus olhos.

Sucessivas lavagens não aliviaram a dor e a irritação dos olhos, nem lhe devolveram a visão.
Os exames de Yvonne nos seis meses seguintes, no entanto, tiveram o mesmo resultado: a cegueira não tinha nenhuma causa física.

Os médicos concluíram então que a deficiência visual dela era de origem psicossomática. Ou seja: era a manifestação física de estresse emocional.

Livro premiado
Yvonne foi uma das primeiras de uma longa relação de pacientes com problemas psicossomáticos que a O'Sullivan viu em 20 anos de carreira.

A história dela e a de outros seis pacientes estão no livro It's All in Your Head: True Stories of Imaginary Illness ("Está tudo na sua cabeça: Histórias reais de doenças imaginárias", em tradução livre), escrito pela médica em 2015.

A obra ganhou no ano passado o prestigiado prêmio literário britânico Wellcome Book Prize.

A neurologista falou sobre o livro na 11ª edição do Hay Festival, um dos eventos literários anuais mais importantes do mundo hispânico, que acontece até o próximo dia 29 na cidade de Cartagena, na Colômbia.

Os outros pacientes, que chegaram ao seu consultório frustrados após procurarem diversos especialistas que não conseguiram chegar a um diagnóstico, apresentavam sintomas tão graves quanto os de Yvonne: alguns estavam em cadeiras de rodas, outros tinham inflamações, se queixavam de dores, paralisia, desmaios e convulsões.

Doenças que todo mundo pode ter
Esses pacientes tinham algo em comum: a falta de uma explicação médica para seus sintomas. E a grande maioria se negava a aceitar que a doença era de origem psicológica.

Mas não foi por acaso que eles procuraram a O'Sullivan.

É uma situação que se repete em quase todos os consultórios, disse a especialista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Dedico grande parte do meu tempo a pacientes com convulsões e, em geral, um terço das pessoas que atendo sofre de convulsões de origem psicológica. Mas, de acordo com estudos, em outras especialidades médicas um terço dos pacientes também apresenta sintomas de ordem psicológica", disse O'Sullivan.

Estas doenças não são um mal típico da sociedade contemporânea - embora a internet ajude com a grande quantidade de informação disponível sobre enfermidades e seus sintomas - nem fazem distinção entre ricos e pobres.

"Isso acontece em todo o mundo", afirma a neurologista.

Ela lembrou que um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), feito há alguns anos, demonstrou que a incidência de doenças cujos "sintomas carecem de explicação médica" é praticamente idêntica em quase todos os países, independentemente de serem desenvolvidos ou em desenvolvimento e do acesso da população aos serviços de saúde.

Sintomas reais
Foi exatamente essa proporção alarmante que fez a neurologista se interessar pelo assunto e, mais tarde, contar sua experiência no livro.

A obra é um relato humano e cheio de compaixão das histórias de alguns dos seus pacientes e das dificuldades da neurologista de trabalhar nessa área da medicina, estigmatizada pela sociedade.

"Nosso corpo produz o tempo todo sintomas físicos em resposta a emoções. Muita gente fica com as mãos trêmulas ao fazer uma apresentação em público, outras pessoas sentem o coração disparar se estão ansiosas e há ainda as que ficam coradas quando sentem vergonha", diz O'Sullivan.

"É algo que acontece com todos nós. Mas eu não poderia dizer por que em alguns indivíduos esse mecanismo decide criar uma patologia. O que ocorre é que todos lidamos com o estresse de formas diferentes", continua.

Também não conseguimos escapar de tais sintomas da mesma forma que evitamos uma gripe (usando mais agasalhos no frio) ou uma lesão muscular (aquecendo o corpo antes de correr).

"Não podemos evitar os sintomas físicos diante de uma situação de estresse", explica a médica.

"O que podemos fazer é evitar que eles se transformem em algo incapacitante. Você pode reconhecer os sintomas e alterar a resposta do seu organismo."

Embora não exista uma causa física, não se deve duvidar que os sintomas são reais para o paciente e que a consequência deles pode ser uma incapacidade devastadora.

'Você não tem nada'
E é justamente a falta de uma origem física que historicamente fez a medicina subestimar esse tipo de distúrbio.

Isso também pode ser visto na linguagem dos médicos ao falar sobre os males psicossomáticos.

"Se uma pessoa tem um problema, mas os seus exames são normais, costumamos dizer que ela não tem nada", afirma O'Sullivan.

"Nós, médicos, somos treinados para nos concentrarmos nas doenças, para encontrá-las. Quando examinamos um paciente, estamos preocupados em não deixá-las escapar. Se atendo alguém e não percebo que a pessoa tem uma doença, isso vai gerar muitas recriminações", acrescenta.

A atenção dos médicos está tão concentrada nas doenças que, quando elas são descartadas, seu trabalho é dado por encerrado.

E foi a falta de atenção e importância dada a esses males que contribuiu para criar um estigma em torno das doenças psicossomáticas.

Por isso, é muito difícil para o paciente aceitar o diagnóstico, que geralmente é recebido como se fosse um insulto.

Um diagnóstico que ninguém quer ouvir
Mas até que ponto essa não é uma saída fácil para rotular qualquer doença para a qual a medicina ainda não tem uma resposta?

Esse é o temor mais comum dos pacientes, segundo O'Sullivan.

"No entanto, o diagnóstico é extremamente preciso. Em neurologia é muito fácil fazer medições do sistema nervoso. Há uma grande diferença entre alguém com uma paralisia ou uma convulsão psicossomática e alguém com uma doença no cérebro", explica.

"Isso permite que o médico faça um diagnóstico confiável."

Mas quando há a suspeita de que uma doença possa ser psicossomática, o processo é outro: "A doença vai se revelando, trazendo evidências objetivas com o passar do tempo".

Por outro lado, estudos a longo prazo demostraram que o percentual de diagnósticos equivocados é de apenas 4%.

Terapia nem sempre resolve
A maior parte dos pacientes que aparece no livro de O'Sullivan foi encaminhada ao seu consultório por um psiquiatra.

No entanto, a neurologista explica que o tratamento psiquiátrico ou psicológico não é necessariamente indicado em todos os casos de doenças psicossomáticas.

"O tratamento depende de cada indivíduo e das causas dos sintomas. Em algumas pessoas, os sintomas surgem depois de um trauma psicológico. Neste caso, a indicação é de terapia psicológica ou psiquiátrica", explica.

"Mas, para outros pacientes, os sintomas não estão relacionados a um trauma específico. Podem estar ligados à maneira como encaram uma lesão ou uma doença", acrescenta.

"Assim, essas pessoas não precisam de ajuda psicológica profunda, mas de uma terapia física que as ajudem a treinar seu corpo para retornar à vida normal ou de terapia cognitiva-comportamental para superar o medo que sentem de voltar a viver sem a doença."

Construindo uma ponte
Embora o tratamento das doenças psicossomáticas fuja do campo da neurologia, O'Sullivan não pretende se dedicar à psiquiatria.

"O problema é que esses pacientes não vão a um psiquiatra, porque seus sintomas são físicos. Eles procuram o clínico", diz a neurologista.

"Por isso, precisamos de médicos que façam uma ponte entre a neurologia e a psiquiatria. Precisamos de neurologistas que estejam interessados neste problema, já que é a eles que os pacientes procuram."

Neste sentido, ela afirma que nos últimos cinco anos houve um crescimento do interesse entre os neurologistas, o que pode trazer avanços para o conhecimento na área, criar uma aceitação maior do problema e assim, aos poucos, poderá diminuir o estigma.

A história de Yvonne - a paciente com cegueira emocional que despertou o interesse de O'Sullivan pelas doenças psicossomáticas - teve um final feliz.

Depois de seis meses de tratamento psiquiátrico e terapia familiar, ela finalmente voltou a enxergar.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Shoppings e bancos devem ter intérprete de Língua de Sinais

A presença de pelo menos um profissional capacitado para se comunicar pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) poderá se tornar obrigatória, em Curitiba, para estabelecimentos como shoppings centers e agências bancárias.


É o que prevê o projeto de lei protocolado pelo vereador Rogério Campos (PSC) na Câmara Municipal (005.00037.2017). O objetivo, segundo o proponente, é garantir auxílio aos frequentadores com deficiência auditiva.

“A ausência dos intérpretes de Libras pode expor as pessoas com deficiência auditiva ao constrangimento”, alerta Rogério Campos, “e a presença de um intérprete de Libras nas instituições financeiras é um passo importante para integrar economicamente esse segmento da população e reconhecer a sua cidadania”. Além de empregar os tradutores e intérpretes da língua de sinais, bancos e shoppings seriam obrigados a sinalizar visualmente a presença desses profissionais dentro dos estabelecimentos – e a forma de contatá-los, em caso de necessidade.
Se aprovada pelo plenário, depois de tramitar pelas comissões temáticas do Legislativo, a lei determina multa para quem descumprir a medida no valor de R$ 1 mil na primeira ocorrência. A partir da segunda notificação, a multa passa para R$ 2 mil, depois R$ 3 mil e suspensão de 60 dias do alvará de funcionamento na terceira ocorrência. Além disso, o texto também determina a cassação definitiva do alvará de funcionamento na quarta ocorrência.
Reapresentação

Duas proposições semelhantes, assinadas por Campos e pelo ex-vereador Chicarelli (PSDC) tramitaram na legislatura passada (005.00044.2015 e 005.00045.2015). Ambas aguardavam análise em primeiro turno pelo plenário desde outubro de 2015, mas acabaram arquivadas no fim de 2016, junto com outros 423 projetos em decorrência do fim da legislatura.
É uma decisão dos parlamentares reeleitos reapresentar essas peças, cuja análise recomeça do zero, sendo submetidas às instruções técnicas e depois às comissões temáticas do Legislativo antes de serem votadas em plenário. Há um prazo de 30 dias, no Regimento Interno, para que as iniciativas arquivadas sejam reapresentadas sem prejuízo da autoria anterior.
Fontes: Câmara Municipal de Curitiba - nandoacesso.blogspot.com.br


15 mensagens que as mães de crianças com síndrome de Down têm para você

Pedimos aos papais e mamães que nos seguem no Facebook – e que têm filhos com Down – que compartilhassem o que eles gostariam que as pessoas soubessem sobre os seus pequenos. Confira os relatos e, se for o caso, reveja seus conceitos.

Por Luiza Monteiro

Thinkstock/Getty Images
Thinkstock/Getty Images

A síndrome de Down afeta 1 a cada 1000 nascidos vivos ao redor do globo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que um bebê chegue ao mundo com essa síndrome a cada 600 a 800 nascimentos, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de uma doença,, mas de uma condição genética, em que, ao invés de possuir 46 cromossomos, a célula conta com 47. Isso faz com que a criança com Down tenha características específicas, como os olhos amendoados e a língua protusa, que fica para fora. Esses indivíduos podem ter seu desenvolvimento físico e intelectual comprometido, mas com estímulo, interação e amor, eles são capazes de crescer normalmente.

E é isso que muitos pais de pequenos com síndrome de Down querem que as pessoas entendam. Perguntamos aos nossos seguidores do Facebook que têm filhos com Down qual mensagem eles gostariam de passar para o mundo sobre os seus filhotes. Os depoimentos são emocionantes – e uma verdadeira lição de vida. Confira a seguir.

1. “Artur tem 3 meses e está muito esperto… Síndrome de Down não é uma doença e sim um atraso intelectual. Com estímulos e amor eles são capazes de viver normalmente. A inclusão os ajuda a se tornarem adultos confiantes e felizes” (Cristina Spiagori).

Arquivo pessoal
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2. “Esta sou eu, Lisandra, Arthur, de 4 anos, com síndrome de Down, e seu mano, Victor, de 9 anos. Gostaria que as pessoas soubessem que meu filho é uma criança feliz: brinca, corre, pula, dança, faz manha, faz arte… Como qualquer uma. Tem muitas dificuldades mas também inúmeras qualidades. Para ter um desenvolvimento melhor, é preciso que trabalhem suas potencialidades e não acentuem suas dificuldades. Ele crescerá e envelhecerá com suas características próprias, como qualquer um de nós – PERFEITO NAS SUAS IMPERFEIÇÕES”. (Lisandra Graeff Valerim)

Arquivo pessoal
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3. “Esta é a Isabela. Bom, sobre a síndrome não tenho muito o que falar, pois, às vezes, até esqueço que ela tem Down. Só posso te dizer que é o amor mais puro e mais lindo que já vi na vida e não trocaria a Isabela por outro bebê sem síndrome!!! Ah, se você está lendo esta mensagem e está grávida de um bebê Down, meus parabéns! É o maior e melhor presente que Deus poderia te dar” (Aninha Indena)

Arquivo pessoal
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4. “Este é o Matheus! Meu lindo filho que só trouxe amor e muito aprendizado para todos! As pessoas só precisam de mais sabedoria e menos preconceito. Pessoas com síndrome de Down são como nós e nos cabe dar muito carinho e acreditar sempre no melhor!” (Carolina Maia)

                        Arquivo pessoal
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5. “Esta é minha Lorena, fez 4 meses e ‘chegou chegando’ a danada. É uma felicidade sem explicação, a amamos muito. A síndrome de Down não é doença e sim um atraso intelectual que, com muitos estímulos, amor e carinho, torna essas pessoas capazes de tudo em suas vidas. Nós, família da Lorena, vamos fazer o que estiver e o que não estiver ao nosso alcance para ela se tornar uma pessoa feliz”. (Janaina Xavier Moreno Santini)

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6. “Este é meu amor Davi. Ele tem 6 meses de idade e foi a melhor coisa que aconteceu em nossa família, pois nos uniu muito! Gostaria que as pessoas soubessem que ele é um bebê extremamente feliz e a alegria dele contagia todos ao redor” (Aline Aranguez) 

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7. “O Lele simplesmente mudou a nossa vida! Para muito melhor! Com ele aprendemos todo os dias! Ele tem uma alegria de viver contagiante!!!!” (Ingrid Câmara Barros, do blog 21 Motivos Para Sorrir)

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8. “Eu queria que todos soubessem que a minha princesinha Grazielly foi o presente mais precioso que Deus me deu” (Telma Soares)

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9. “Esta linda princesa se chama Sara. Ela é amável, carinhosa, dócil, bagunceira e comilona. Tem uma alteração hormonal na tireoide, mas está tudo sob controle (…). A maior dificuldade é o preconceito que ela sofre desde que nasceu. O pai e todos da família a abandonaram… Crio sozinha”. (Gleice Miranda) 

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10. “Este é o pequeno grande guerreiro Davi! Alegria da casa! Está com 5 meses e com um ótimo desenvolvimento. Não descobrimos na minha gestação que ele era Down – e fiz o pré-natal certinho. Mas, mesmo com a grande surpresa, continuamos o amando muito. Foram muitas lutas até o dia que pudemos sair do hospital. E a cada dia que passa, o amor que sentimos cresce cada vez mais e aprendemos muito com ele”. (Thatiane Castro)

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11. “Este é Davi Miguel. Ele nasceu com síndrome de Down, prematuro e com pâncreas anular; passou por cirurgia e só teve alta depois de 39 dias de nascido. É um bebê maravilhoso, não sei viver sem meu príncipe”. (Lígia Caetano)

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12. “Aqui está minha princesinha Manuella Ayumi, que acabou de fazer 1 aninho. Ela é tudo na minha vida, meu orgulho, minha japinha. Agora em novembro, dia 27, faz um ano que fez cirurgia no coração. Minha guerreira é tão delicada e tão forte. Pra mim, nunca foi problema a síndrome de Down”. (Doy Sil)

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13. “Este figura aqui é o Muriel. Descobrimos na gestação que ele tinha síndrome de Down. Nasceu muito bem, em um lindo parto na água, porém prematuro. É um guerreiro, pois logo enfrentou uma APLV (alergia à proteína do leite de vaca). Sempre foi difícil ganhar peso. Mas agora está curado! Tem 9 meses e é a alegria da nossa família!” (Anelise Pires)  

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14. “Esta é minha filha Suzana, a alegria da casa. Minha pequena é uma Down muito esperta, inteligente e amorosa. Deus não poderia ter me dado presente maior que a Susu. Gosta muito de dança. Ela é realmente especial, não há ninguém que a conheça que não se apaixone por esse encanto de criança. Amo muito a minha filha!” (Juliana Siqueira)

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15. “Minha princesa Amanda (Amandinha, como ela mesma se denomina), esperta, brincalhona, feliz… Uma criança como qualquer outra. Especial, somente em sua essência e pureza… Estimulada desde que nasceu, hoje aos 6 anos frequenta o jardim 2 de uma escola regular e acompanha, sem maiores dificuldades, o mesmo conteúdo que seus amiguinhos de sala. Sua agenda é bem movimentada: faz terapia ocupacional, fono, psicoterapia, e jazz, que é a sua atual paixão. Quem a conhece se encanta de primeira e, geralmente, é recíproco, pois ela é uma criança muito carinhosa. Mas, como todo capricorniano, é também muito geniosa e de opinião forte – quando gosta, gosta muito, mas se não gosta, não faz cerimônia. Bom, essa é minha pequena princesa, presente de Deus em nossas vidas!!!” (Vanessa Oliveira)

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