sábado, 4 de fevereiro de 2017

A pessoa com deficiência visual e a família

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A criança não deficiente, geralmente, encontra formas de satisfazer as suas necessidades diárias de contato com o meio ambiente. Enquanto a criança com deficiência visual terá sua estrutura mental construída através das possibilidades de interação e ação sobre o meio e, pela qualidade de solicitação do ambiente. Para aprender ela precisa ser livre para explorar. Deste modo, ela poderá construir seu sistema de significação organizando as suas ações no contexto diário, formando assim as noções de tempo-espaço-causalidade.

As crianças com deficiência visual poderão encontrar dificuldade para criar sistema de significação, em virtude da ausência de observação direta de pessoas, objetos e eventos que leva à interação. A qualidade de comunicação, do manuseio e a instalação de rotinas diárias, permitem à criança com perda visual, perceber indícios que ajudam a antecipar o que vai acontecer. Como o reconhecimento do meio pela ação, a descrição do ambiente, a fala informando o que acontece, são importantes exercícios que contribuem para evitar que se assustem, se frustrem ou se desorganizem.

Como se pode observar, o papel da família é fundamental, para que o processo aconteça num formato adequado às necessidades da criança e mantenha um seguimento sistematizado, organizado e regado a bom senso.

Conforme Burcaglia (1983), a maior parte das famílias têm seus papéis definidos, suas próprias regras estabelecidas em comum acordo e seus próprios valores. Em geral, quando esses aspectos são coerentes verifica-se uma estrutura básica familiar. Porém, mesmo em tais famílias normais, uma ocorrência brusca como a constituição de uma deficiência, exigirá dos membros uma redefinição de seus papéis e o aprendizado de novos valores e padrões de comportamento, a fim de se ajustarem ao novo estilo de vida. A extensão dessa reestruturação será determinada pela força do estímulo do causal, o grau de intimidade dos inter-relacionados e da unidade e profundidade das reações emocionais envolvidas. Ainda segundo Buscaglia (1983), todos os fatos em relação ao papel de qualquer família são verdadeiros no que se refere à família do deficiente. Porém há provas que indicam que os problemas serão mais intensos no caso de uma família com um membro deficiente. Pesquisas clínicas têm revelado que a maior influência sobre a aceitação ou rejeição da criança deficiente pela família é a atitude da mãe. Se ela é capaz de lidar com o fato com aceitação e segurança razoáveis, de uma forma bem ajustada, a família será capaz do mesmo.

As famílias não terão de lidar apenas com as pressões internas, mas também com aquelas exercidas por forças sociais externas. Os parentes, amigos e conhecidos bem-intencionados com frequência criam problemas adicionais.

Crescer como pais é, de uma forma bem significativa, propiciar o crescimento de todas as coisas. Uma criança com deficiência pode ser a chave para a realização contínua, acelerada e única de uma pessoa. Em um certo sentido, como indivíduo único, cada um de nós deve crescer de modo independente, a fim de crescer com os outros. Os pais, porém, só podem realizar isso se estiverem dispostos a aceitar o fato de que são pessoas em primeiro lugar, pais em segundo, e só então pais de uma criança com deficiência visual.

Fonte: projetoacesso.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

O PAPEL DA FAMILIA FRENTE À INCLUSÃO DO DEFICIENTE VISUAL: CONTRIBUIÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS

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Fonte: docplayer.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Academia de halterofilistas paralímpicos prepara pessoas com deficiência física para Tókio 2020 - Veja o vídeo.

Inicialmente com homens a modalidade estreou em Paralímpiada em 1964 no Japão, que vai sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2020.

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Tiago Alves é um dos alunos do projeto desenvolvido na Universidade Federal de Sergipe (UFS), tem deficiência física e demonstra os benefícios do esporte para autonomia e inclusão.

Você confere melhor como é o treinamento da academia de halterofilistas no vídeo, click AQUI para ver o vídeo.

Fonte: g1.globo.com

Alunos de informática criam impressora em braile com comando de voz

Foto: Reprodução
A imagem está no formato quadrado. Nela contém o aluno Claiton, que é cego, na sala da aula, testando a impressora em braile. Fim da descrição.

Um grupo de alunos que cursa informática no município de Viamão, em Porto Alegra, criou uma impressora em braile que funciona atráves de um comando de voz pelo aplicativo de celular.

Os professores Rodrigo Barreto, Josiane Giannechini e João Lessa pediram aos estudantes que desenvolvessem algo novo. "A ideia era fazer algo que não existia, mas que ao mesmo tempo ajudasse . Daí começamos pesquisar sobre impressoras em braile. Então pensamos que a melhor forma de acessar é através da voz", conta Josiane.

Antes da impressora, os alunos criaram o aplicativo que transforma a voz em texto, e o texto em braile. "Como ela precisa furar o papel, pegamos o cabeçote de impressão de uma impressora normal e acoplamos o motor dela, e colocamos uma agulha colada com uma massa. Ele faz a furação dela a partir dos comando do celular", explica João.

Os alunos buscam recursos para criar um novo layout para a impressora, que a torne portátil. Interessados em participar do financiamento coletivo, podem entrar em contato pelo telefone 51 (51) 9 8412 5651 ou pelo e-mail:

Temer comete gafe ao falar ‘portadores de deficiência’ em cerimônia no Planalto

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BRASÍLIA - Ao dar posse a Luislinda Valois como titular do Ministério dos Direitos Humanos, o presidente Michel Temer cometeu uma gafe, ao dizer que a pasta recriada pelo governo cuidará de ações para "portadores de deficiência", entre outros grupos. O termo já rendeu vaias a ex-presidente Dilma Rousseff por ser considerado pejorativo.

Portaria da antiga Secretaria de Direitos Humanos que era ligada à Presidência estabeleceu a nomenclatura "pessoas com deficiência" como adequada. Grupos que trabalham com o tema consideram o termo "portador" impreciso por se referir a algo que se "porta", ou seja temporário, quando a deficiência é na maior parte das vezes permanente. Além disso, é visto como algo que rotula a pessoa, reforçando o preconceito.

Durante a rápida cerimônia de posse no Palácio do Planalto, Temer elogiou Valois pelo ótimo trabalho no Judiciário da Bahia, de onde é desembargadora aposentada, sem dar detalhes da trajetória da nova ministra. Ao citar a situação dos refugiados como uma das preocupações no campo dos Direitos Humanos, o presidente explicou porque decidiu recriar a pasta:

Hoje (os direitos humanos) não são questões atinentes a um ou outro estado, essa matéria ultrapassou ultrapassou as fronteiras de cada país, por isso resolvemos recuperar o Ministério dos Direitos Humanos.

Para cá trouxemos todas aquelas atividades atinentes à cidadania, como igualdade racial, a questão dos portadores de deficiência, a questão das crianças e adolescentes, dos idosos. Trouxemos tudo isso para o ministério dos Direitos Humanos.

Fonte: oparana.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Filme de Tatá Werneck estreia com acessibilidade em todos os cinemas

Foto: Reprodução
Fotografia horizontal em que aparece a atriz Tatá Werneck à direita, meio de perfil e com um largo sorriso. Ela é branca e usa batom rosa, um brinco pequeno na orelha esquerda e sombra preta nos olhos. Quase não dá para ver a jaqueta jeans sobre uma blusinha branca, que estão cobertas pelos cabelos claros, entre o castanho e o loiro. Em primeiro plano, à esquerda, aparece a parte de trás de um refletor usado em filmagens. Fim da descrição.
Legenda: Filme TOC será acessível em todos os cinemas

A atriz Tatá Werneck estreia como roteirista no filme TOC - Transtornada Obsessiva Compulsiva, que está em cartaz com recursos de acessibilidade em qualquer cinema. A acessibilidade é disponibilizada pelo aplicativo Whatscine, que permite à pessoa com deficiência acompanhar a sessão com audiodescrição e legenda descritiva, precisando apenas ter acesso à internet.

O longa conta a história de Kika K, estrelada por Tatá Werneck, que é uma atriz famosa e idolatrada por milhões de fãs. Mas por trás das aparências, ela vive em crise com sua vida pessoal e profissional e precisa lidar com o seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. A obra é produzida pela Biônica Filmes e distribuído pela Downtown Filmes.

Os recursos acessíveis, desenvolvida pela BRDN Conteúdos Acessíveis e pela OSCIP Mais Diferenças, é composta por audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legenda descritiva. Os recursos serão transmitidos via aplicativo WhatsCine, diretamente a smartphones e tablets. Para ter acesso, basta seguir os passos ao final deste texto.

Para maior praticidade, baixe previamente o app gratuito nas lojas do Google (Play Store) e Apple (AppStore). Baixe também o recurso de acessibilidade de sua escolha. Na sala de apresentação, basta sincronizar o recurso com o filme.

Para mais informações, clique no link: http://bit.ly/2jC3MCt.

Fonte: revistaincluir.com.br

Bebê albino faz sucesso em ensaio fotográfico

O pequeno Rhyan, que tem albinismo, encantou a todos durante o ensaio fotográfico realizado no Estúdio Roni Sanches, especializado em fotos de recém-nascidos, bebês e gestantes.

Vestido de pintor e anjinho, o bebê teve seus primeiros meses de vida registrados em cenários criados pela artista plástica Adriana Sanches. Confira a galeria de fotos! 

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um bebê albino em um ensaio de fotos deitado em cima de um tecido branco e usando assas de anjos com uma almofada de coração ao lado. Fim da descrição.

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um bebê albino deitado de lado usando assas de anjo e sorrindo para a foto. Fim da descrição.

A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um bebê albino deitado de lado usando assas de anjo, sorrindo com um fundo azul. Fim da descrição.
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um bebê albino deitado de lado usando assas de anjo sorrindo para a foto. Fim da descrição.

Fonte: revistaincluir.com.br - fotos: Roni Sanches

Prazer na vida em qualquer situação

"A verdade é que sexo e deficiência já são tabu, mesmo tratados isoladamente. Juntos, viram assunto quase proibido"

por Mara Gabrilli

                                 Divulgação

Assim que quebrei o pescoço, uma de minhas maiores preocupações era a de não poder fazer mais sexo. Aliás, não voltar a ter prazer é um assunto que aflige muita gente que se depara com uma deficiência. Comigo não foi diferente. Por isso, na dúvida, quis tirar a prova rápido. Fiz sexo na UTI.

A relação aconteceu durante uma das primeiras visitas de Paulo, que era meu namorado na época e a mesma pessoa que dirigia o carro quando sofri o acidente. Rolou na cama hospitalar, numa espécie de biongo cuja única privacidade se dava por um cercadinho de cortinas. Na ocasião, pedi para que ele me tocasse lá embaixo. E depois de muita insistência de minha parte, e já tomado de um misto de medo e tesão, ele começou a me beijar enquanto me tocava por debaixo do lençol.

Na mesma hora, percebi que estava molhada, e que era capaz de sentir suas mãos de uma forma nova. As sensações internas estavam todas ali e o mais surpreendente é que eu reconhecia o meu próprio cheiro, o que me deixava ainda mais excitada. Naquela tarde eu vi que podia continuar a ter prazer, mesmo sem os movimentos do pescoço para baixo.

Passados mais de vinte anos desse episódio, as pessoas ainda se mostram surpresas ou chocadas com essa história. A verdade é que sexo e deficiência já são tabu, mesmo tratados isoladamente. Juntos, viram assunto quase proibido.

No filme As Sessões, um homem que teve poliomielite quando criança, tendo vivido a maior parte de sua vida em um pulmão de ferro, resolve perder a virgindade aos 38 anos, contratando uma terapeuta sexual. A trama é baseada em uma história real e ainda envolve os curiosos conselhos de um padre. A abordagem é leve e retrata o sexo e a deficiência de uma forma quase natural, como deveria sem qualquer situação.

Fico pensando em quantas pessoas com deficiência, por medo ou preconceito, se privam de ter prazer e acabam vivendo uma realidade totalmente condicionada pela falta de movimentos. Existem certas crenças que ajudam a reforçar esses medos, desencorajando quem tem deficiência e potenciais parceiros.

Quem nunca ouviu aquela história de que todo o organismo do homem cadeirante desliga e fica assim para sempre? Ou que mulheres com deficiência não podem ter orgasmo, tampouco engravidar? Isso não é verdade para ninguém. Aliás, a cadeira muitas vezes pode ser apetrecho para uma fantasia, já que ter relações com uma pessoa na cadeira de rodas foge à regra de estar na maioria das vezes deitado. Além disso, ninguém precisa ser maratonista para fazer sexo. A disposição para tal só precisa estar na cabeça para irradiar ao resto do corpo.

Tudo que sinto hoje, sinto de outro jeito. São outros nervos que me trazem essa informação. É curioso, mas também não é regra para ninguém. O que importa é que a intensidade do prazer não muda. Aliás, até pode mudar se a gente quiser melhorar. Mas isso vale para tudo que experimentamos na vida.

Sexo é inerente ao ser humano. É um prazer na vida que em qualquer situação faz bem. O único segredo está em não se prender a parâmetros. E quando percebi que isso era algo que não estava perdido em minha vida, todo o resto passou a ser resto.

Menino de 8 anos tem condição rara que está o “transformando-o em pedra”

Um menino de oito anos que tem uma condição que faz a sua pele parecer pedra tem sido evitado por sua comunidade.

                          

Mehendi Hassan é forçado a ficar em casa no distrito de Naogaon, no norte de Bangladesh, porque sua aparência aterroriza outras crianças.

Outras crianças o detestam. As pessoas o acham imundo por causa de sua condição, disse sua mãe Jahanara Begum.

“Ele está em casa há oito anos, porque sempre que ele sai, os moradores ficam assustados e dizem coisas ruins para ele. Isso o incomoda, então eu o mantenho em casa.

                        


Ele sempre grita de dor. É devastador vê-lo sofrendo.

O corpo do jovem é coberto em camadas espessas de pele escamosa que quando tocado causa dores severas.

Os primeiros sinais de sua condição vieram 12 dias depois que ele nasceu quando seus pais encontraram erupções menos em seu corpo.

Estes, eventualmente, se espalharam e sua aflição tem desconcertado médicos desde então.

“Nenhum médico pode diagnosticar a doença”, acrescentou seu pai Abul Kalam Azad.

“Todos dizem que ele sofre de uma doença de pele rara, mas ninguém foi capaz de curá-lo até agora.

                               

Não tenho mais dinheiro. O pouco que eu ganho dirigindo van, eu gastei no tratamento.

Parei de levá-lo a médicos, ano passado ele não foi em nenhum hospital.

Sua mãe, que tem outros dois filhos, pediu ao governo para ajudar seu filho a encontrar um médico que possa ajudá-lo.

Ela acrescentou: “Peço ao governo para ajudar meu filho. Vê-lo na dor é insuportável.”

Mulher que perdeu a perna em ataque nos EUA vai se casar com homem que a salvou

Do UOL

Reprodução/Facebook
Roseanne Sdoia e seu agora noivo Mike Materia
Roseanne Sdoia e seu agora noivo Mike Materia

Roseann Sdoia foi uma das vítimas e perdeu a perna direita no ataque terrorista que deixou três mortos e quase 300 feridos na Maratona de Boston, em 15 de abril de 2013.

                                             Reprodução/Facebook
                                             

Quase quatro anos depois, sua vida mudou completamente. Além de ter criado um grupo de apoio às vítimas, ela encontrou o amor. No último fim de semana, Roseann anunciou que está noiva de Mike Matéria, o bombeiro que a salvou na ocasião.

Em entrevista ao jornal "The New York Post, Roseann afirmou que o pedido foi feito durante uma viagem a Nantucket, em dezembro.

A história do casal já era conhecida. Eles se apaixonaram durante a recuperação de Rose em um hospital, quando Mike permaneceu ao seu lado. O primeiro encontro aconteceu dois meses depois e a trajetória dos dois e de mais pessoas envolvidas no ataque virou até livro, a ser lançado em março.

Homem é preso no Ceará por tentar estuprar idosa deficiente visual

Ele responde por estupro, roubo e furto.Em sua casa polícia achou um facão, duas facas e maconha.

Do G1 CE
                                (Foto: Imagem ilustrativa)
                                

Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (1º) por tentar estuprar uma mulher de 76 anos. De acordo com a polícia, o crime ocorreu no loteamento Brisa do Morro Branco, em Morro Branco, no município de Beberibe, a 78 quilômetros de Fortaleza.

A polícia informou que a idosa, que além da idade avançada é deficiente visual, afirmou aos policiais que o homem chegou a sua casa se passando por seu filho, porém ela não reconheceu a voz dele e que ao se aproximar do portão, o mesmo conseguiu tomar as chaves das mãos dela e entrou na casa. O suspeito a agarrou e tentou levá-la para o quarto, mas ela reagiu e entrou em luta corporal com ele. Ela ainda gritou pedindo ajuda e foi ouvida por vizinhos que acionaram a polícia.

Passagens pela polícia

O homem de 34 anos conhecido como “Perturbado”, que já possui antecedentes criminais desde 2002 por estupro, tentativa de estupro, roubo, furto e foi preso nas proximidades da casa da vítima, quando tentava fugir.

Após a captura, os policiais foram até a casa do suspeito, onde apreenderam duas facas e um facão, além de uma trouxinha de maconha. Ele foi conduzido para a sede da Delegacia Municipal de Beberibe, onde foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável tentado.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Ilustrativa

Pessoas com deficiência fazem manifestação contra reforma na Previdência

Principal reivindicação é proposta que desvincula BPC do salário mínimo

por Carlos Viana

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O Movimento de Pessoas com Deficiência do Ceará (MPCD-CE) realizou, na manhã desta quinta-feira, 2, uma manifestação contra a desvinculação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, proposta na reforma da Previdência.

O grupo, formado por mais de 100 pessoas, saiu da Praça da Imprensa e foi até a Assembleia Legislativa, onde foi recebido pelo deputado estadual Renato Roseno (Psol.)

Para Roseno, é um absurdo a desvinculação do BPC do salário mínimo. “O BPC é um benefício socioassistencial, tendo o papel de proteger dois grupos vulneráveis da nossa população, que são os deficientes e idosos, que tem grande dificuldade de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, garantindo-lhes uma renda mensal.”

Segundo o parlamentar, mais de seis milhões de brasileiros recebem o benefício.
Para Liduína Carneiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da pessoa com Deficiência da OAB-CE, “a proposta fere a Constituição de 1988, já que ela define que nenhum brasileiro pode ganhar menos de um salário mínimo.”

O BPC foi criado em 1993, pela lei 8742, e garante o direito a um salário mínimo mensal para pessoas com deficiência e idosos com mais de 65 anos que não tenham contribuído para a Previdência e tenham renda per capita de até 25% do salário mínimo.

Fonte: opovo.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Criança com síndrome de Down não consegue vaga em escola de Palmas - Veja o vídeo

'A diretora disse que era para esperar algum aluno desistir', conta a mãe.No ano passado menina também não conseguiu vaga.

Do G1 TO, com informações da TV Anhanguera

Menina com Síndrome de Down não consegue vaga em escola de Palmas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Menina com Síndrome de Down não consegue vaga em escola (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Nicole tem 8 anos e está ansiosa para ir para escola. O material já estava todo arrumado, mas falta a vaga. Segundo a mãe da menina, Poliana Pereira Lemos o colégio de tempo integral do setor Santa Bárbara, que fica perto da casa dela, seria o lugar ideal. Mas as aulas já começaram e a Nicole, que tem síndrome de down, ainda não conseguiu entrar no terceiro ano.

Click AQUI para ver o vídeo.

"A diretora disse que era para eu voltar com ela para casa e esperar algum aluno desistir para conseguir uma vaga. Enquanto isso, ela está em casa e eu também perdendo trabalho porque não tem com quem deixá-la", diz.

A diretora da unidade não quis gravar entrevista, mas conversou com a equipe de reportagem e confirmou que não há mais vagas no momento. Ela disse ainda que orientou a mãe da Nicole a procurar a secretaria e verificar onde a menina pode estudar.

"A escola é especializada, tem sala de recursos para crianças especiais, mas a diretora me informou que não tem uma pessoa para acompanhar ela", disse a mãe.

A Escola de Tempo Integral do Santa Bárbara atende alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, e segundo a direção, esse ano, foram matriculadas 584 crianças. Dessas, 18 precisam de cuidados especiais.

No ano passado, a menina também não conseguiu vaga em um colégio de Palmas. Nicole foi impedida de ficar na sala de aula porque não havia um profissional especializado.

Fonte: g1.globo.com

Seleção de jovens de futebol de 7 é convocada para primeira fase de treinamento

Por CPB

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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A Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), através da resolução da presidência, convoca os atletas da Seleção Brasileira de Jovens de Futebol de 7 para a primeira fase de treinamentos de 2017. Esta será a primeira de duas etapas de treinos, visando à preparação para os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, que acontecerá em março.

Os atletas vão se concentrar entre os dias 8 e 14 de fevereiro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Esta fase marcará a primeira vez do treinador Vagner Melo no comando da seleção de jovens. Também será a primeira vez de Dolvair Castelli como coordenador.

O ex-treinador da seleção principal recebeu o convite durante o campeonato brasileiro de 2016 e, desde então, começou a observar os atletas. “É um projeto novo, para o futuro da seleção, e nós estamos encarando com bastante seriedade. Fizemos o levantamento de vários atletas de diferentes faixas etárias durante o brasileiro e chegamos aos jogadores nascidos até o ano de 1999, que é a base para a convocação, além dos três atletas acima da idade, nascidos entre 1997 e 1998. A ideia é montar uma equipe muito técnica e de características ofensivas”, concluiu.

Convocados:

ATIVA-MS: Alesson de Oliveira Silva, Wesley Gabriel dos Santos Ferreira, Maxsuel de Souza da Cruz, Carlos Eduardo Ferreira da Silva, Gustavo Carlos de Jesus, Igor Rhian Noronha dos Santos e Matheus Aparecido Cardoso de Souza.

AROUCA-RJ: Paulo Aidan Duarte Souza Silva, Bruno Rodrigues Silva e Gabriel de Souza Borges.

CEMDEF-MS: Luiz Gustavo Hipolito dos Santos e Felipe Ricardo de Souza

CETEFE-DF: João Victor Batista Cortes e Heitor Luiz Ramirez Camposano

SUZANO-SP: Caique Lopes dos Santos e Tiago Luiz de Oliveira Souto

APARU-MG: Bruno Cesar Coimbra dos Santos e Lucas Phellipe Alves Barbosa

APBS/Corinthians-SP: Lucas Fernando dos Santos

SMEL Mogi-SP: Lucas Henrique da Silva

Vasco da Gama-RJ: Wesley Gustavo Pereira Capelli

Programa de Paradesporto de Blumenau-SC: Joalisson Macimino dos Santos

Escola Estadual Pedro Teixeira de Queiroz-SP: Nicolas Gabriel Custodio dos Santos

Projeto Dourados Paralímpicos-MS: João Victor Correia Martins

Clique aqui para ver a  lista completa dos convocados.

Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Fonte: cpb.org.br

Fui fazer abdominal e fiquei paraplégica - Veja o vídeo

E a minha vida hoje é 10 mil vezes melhor por isso

por Gabriella Gouveia

Aprendi a acreditar mais em mim, não me deixar abalar pelas coisas difíceis e a escolher melhorar cada dia mais. Fiquei forte | <i>Crédito: Arquivo pessoal/Redação Sou Mais Eu
Aprendi a acreditar mais em mim, não me deixar abalar pelas coisas difíceis e a escolher melhorar cada dia mais. Fiquei forte | Crédito: Arquivo pessoal/Redação Sou Mais Eu

O médico chamou minha mãe para um canto e falou algo. Ela imediatamente caiu no chão, aos prantos. Não consegui escutar a conversa – emergência de hospital é lugar barulhento! Mas naquele momento eu soube: estava paraplégica. E tinha ficado assim por causa de um... abdominal!

O momento em que quebrei a coluna foi filmado

Click AQUI para ver o vídeo.

Fazia quatro meses que eu havia virado “rata de academia”. Embalada pelo fim de um namoro e determinada a me livrar de 9 kgs extras que o hipotireoidismo havia colocado sobre meu corpo, acabei viciada em malhar. Por isso, mesmo cansada e suada, resolvi esticar o treino no fim daquela tarde de sexta-feira com uma série de abdominal morcego – aquele em que você eleva e abaixa o tronco enquanto fica pendurada de cabeça para baixo numa barra, sabe?

Enquanto colocava um caixote de madeira embaixo da barra para conseguir subir nela, pedi que um amigo filmasse minha performance. Na terceira repetição, me desequilibrei e caí de nuca no caixote (veja o vídeo). Em segundos o pessoal da academia me rodeou, desesperado. Mantive a calma e tentei me levantar. Quando vi que minhas pernas não respondiam ao meu comando, pedi que não me movessem. “E chamem minha mãe!”, gemi, enquanto uma dor impensável se espalhava pelo meu corpo todo.

“Você nunca mais vai andar”

Minha mãe logo chegou, olhos arregalados de medo. Para não assustá-la ainda mais, me segurei e não chorei. Só transpareci meu sofrimento quando os socorristas do SAMU – que demorou 40 minutos para chegar... – colocaram o colar cervical no meu pescoço. Uivei de dor!

Fui levada para um hospital público, onde me atenderam com urgência por causa da pancada na cabeça. Após uma tomografia, chegaram a duas conclusões: uma vértebra havia sido quebrada e eu nunca mais iria andar.

Sete horas depois de dar entrada no pronto-socorro, fui transferida para uma clínica particular. Vivi um pesadelo nos 20 km até lá! A dor causada por cada solavanco me tirava o fôlego. Como a lesão era no osso, os analgésicos não davam conta. Só no dia seguinte eu senti algum alívio. E foi meramente físico, pois o médico que veio me ver explicou que a medula estava bastante prejudicada, muito provavelmente perfurada. “É possível que você chegue a se levantar um dia, mas caminhar? Nunca mais!”, cravou.

E mais essa: a cirurgia infeccionou!

Não acreditei no veredito do doutor. A gente nunca pensa que uma coisa dessas vai acontecer com a gente. Por isso, quando acontece, custamos a aceitar. Além disso, recebi tantas visitas no domingo, que me senti amada, forte. Sem pensar direito no que tinha acontecido, eu nem consegui ficar triste..

Na segunda à noite, passei 4h30 na mesa da operação, numa cirurgia destinada a colocar minha coluna no lugar. Puseram duas hastes de titânio e 12 parafusos e descobriram que a medula não tinha sido perfurada. Opa, eu tinha chances de voltar a andar. Porém, o processo demoraria de um a dois anos. E eu nem imaginava, mas antes dele teria de enfrentar um desafio mais urgente: uma osteomielite.

Trata-se de uma infecção no osso – como demorou três dias para fazerem a cirurgia, juntou sujeira do próprio organismo no local da lesão, que infeccionou. Resultado? Dor, dificuldade de comer e um corte que não fechava por nada. Nesse momento, meu estado tinha passado de grave para gravíssimo, disseram para os meus pais esquecerem a chance de voltar a andar ou não e só se preocuparem com a minha vida, que estava em risco. Depois de duas semanas tomando antibióticos sem sucesso, voltei para a sala de operações. Lá, limparam a lesão e controlaram uma hemorragia interna.

Correu tudo bem no procedimento, mas três dias depois dele uma enfermeira que me ajudava a tomar banho me tirou da cama e me soltou. Caí no chão, o dreno rompeu e começou a sangrar. Naquela noite, tive febre e desmoronei. Toda força de até então foi para o ralo. Chorei sem parar, me senti fraca e incapaz. A febre me impôs uma terceira operação, para limpar novamente e evitar outra infecção. O tormento parecia não ter fim!

A ficha caiu... e eu me desesperei!

No dia 30 de outubro, após quase um mês internada, tive alta. Foi a maior alegria do mundo para mim, eu chorava de emoção. Mas a euforia virou desespero logo após o jantar. É que, ao perceber como seria complicado me locomover de cadeira de rodas em casa, tive a dimensão do quanto seria difícil me recolocar na vida e no mundo.

Foi a pior noite da minha vida. Em desespero, me permiti chorar e desejei ter morrido. Mesmo com o apoio dos meus pais e dos meus irmãos, vivenciei os primeiros dias como que num pesadelo. Que só teve fim quando um anjo chamado Serginho adentrou a porta do meu quarto.

Fisioterapeuta e amigo do meu irmão, ele veio me visitar e me resgatou do fundo do poço. Sem me prometer nada nem me dar prazos, me ensinou a acreditar de novo na minha recuperação. Me encheu de esperança ao dizer que lutaria comigo para que eu recuperasse meus movimentos.

Já na primeira visita iniciou seu trabalho. Eu não mexia nada da cintura para baixo. Fazia sessões todos os dias, de 1h a 3h. Após inúmeras tentativas de fazer meu pé mexer, senti como se minha pele estivesse esticando. Eram meus dedos respondendo ao meu comando! Foi muito leve, mas tão intenso que acordei minha mãe para perguntar se era real. Ela filmou, acordou a casa toda, que vibrou, emocionada.

Aquilo foi decisivo para que eu acreditasse mais na minha recuperação. Evolui nas sessões de físio e fazia lições de casa quando Serginho ia embora. Duas semanas após sair do hospital, consegui levantar. Comecei, então, a treinar dar passos e, segurando no pescoço do Serginho, andei. Meu pai comprou um andador para mim e uma amiga me emprestou muletas. No natal de 2013, dei os primeiros passos sem ajuda.


Precisei de terapia para me sentir confiante de novo

Levei quase um ano para retomar minha rotina normal, com direito a trabalhar e treinar com personal. Precisei fazer terapia para voltar a me sentir confiante com o apoio da muleta ou da cadeira de rodas. Havia perdido a vontade de ir para rua. Eu via as pessoas me olhando sem entender ou questionando o fato de uma paraplégica se divertir.

Meus amigos me ajudaram e me levantaram muito, brincavam com a situação e me divertiam. Aprendi que tudo dependia de como eu reagiria. Mas paquerar era muito difícil. Uma vez, num bar, um cara me paquerava enquanto eu estava sentada. Quando levantei com a muleta, ele desviou o olhar e fingiu que nada tinha acontecido. Isso me destruiu, mas ao mesmo tempo me fez entender que minha condição afasta muita gente que não acrescenta em nada.

Passei a postar sobre isso no blog Go, Gena (que comecei a fazer quando ainda estava internada). Uma amiga me indicou para uma fotógrafa que tinha um projeto para recuperar a autoestima das mulheres e ela me convidou para posar. Achei o resultado tão incrível que percebi que não existe diferença de beleza pela limitação física. Sou bonita sim e pronto. Ninguém tinha que se lamentar pela minha situação.

Parte de mim foi embora no acidente

Não tem como alguém passar pelo o que eu passei e continuar igual. Eu sou outra. Aprendi a acreditar mais em mim, não me deixar abalar pelas coisas difíceis e a escolher melhorar cada dia mais. Fiquei forte. Eu era muito inquieta e insatisfeita com tudo. Hoje vejo o lado bom de todas as coisas.

Passei no concurso de escrivã da polícia civil, estou escrevendo o livro da minha história e participo de palestras motivacionais. Eu me arrependo demais de ter pensado em morrer, mas fez parte de um momento de desespero. Faz três anos e quatro meses do acidente e minha vida é dez mil vezes melhor hoje.

Maria Eugênia, 31 anos, jornalista, Jaboatão dos Guararapes, PE

Da redação

Bom senso e acompanhamento profissional evitam lesões em atividades físicas

Praticar exercícios físicos é essencial para a saúde, mas para funcionarem e terem resultados positivos são necessários alguns cuidados. André Nogueira, fisioterapeuta e sócio-fundador da Club Fisio, indica três passos para o preparo do corpo antes de começar qualquer exercício físico:

- Fazer um bom check-up. “Não podemos começar antes de saber se está tudo ok”, salienta André.

- Fazer uma boa avaliação com um fisioterapeuta ou profissional da área.

– Fazer alongamentos antes de todo e qualquer treino.

Nogueira dá ainda um alerta quanto à prática: “Mesmo com acompanhamento de um profissional, alguns exercícios não são indicados e podem ser substituídos por outros; é o caso do abdominal morcego”, explica.

Portanto, por mais que tenha acompanhamento de um profissional, é necessário discernimento, identificando seus limites. Sentiu que a intensidade da atividade excede seu condicionamento físico? Faça uma pausa e troque de exercício.

"Não quero morrer antes do meu filho", diz mãe de adulto com síndrome de Down - Veja o vídeo

Aumenta a longevidade de pessoas com Down, mas País ainda não tem estrutura para proporcionar envelhecimento saudável

Por Maria Fernanda Ziegler -iG São Paulo

                                     Selma, de 84 anos, com o filho Ney, 47, que tem Síndrome de Down
      Selma, de 84 anos, com o filho Ney, 47, que tem Síndrome de Down - Arquivo pessoal

Aos sete anos, quando Ney já apresentava problemas no coração, o médico foi enfático: “Ele me perguntou: ‘vai operar seu filho para quê’”, lembra a mãe Selma Bourroul. O médico se referia ao fato de o menino, hoje com 47 anos, ter síndrome de Down. Naquela época, a expectativa de vida de pessoas com essa síndrome era de apenas 15 anos. “Tratavam como se não fossem gente.”

Em quatro décadas, muita coisa mudou. E a longevidade – há casos de septuagenário– é motivo de comemoração nesta sexta (21), Dia Internacional da Síndrome de Down. Mas, ao lado da celebração, surge a preocupação. Como o País se preparou para esse novo cenário? Quem cuidará dessas pessoas quando os pais morrerem?

“É uma preocupação latente”, diz Selma, de 84 anos. “Eu estou bem de saúde, ele também está, mas sei que vou morrer antes dele.”

O questionamento de Selma procede e é o mesmo sentido por outras centenas de famílias, explica Sandra Cristina Pires, professora de Fonoaudiologia da Santa Casa de São Paulo. “Na verdade, antes as preocupações eram outras: dar educação e inclusão. Para se ter uma ideia, quase todos os centros de atendimento de Down no Brasil estão ligados à pediatria. Mas o que vemos é que eles envelhecem precocemente e falta estudar mais como isto acontece para poder tratá-los. ”

Click AQUI para ver o vídeo.

No Brasil, o Grupo de Estudos Sobre o Envelhecimento Precoce das Pessoas com Deficiência Intelectual, formado por dez associações e grupos de pais, está elaborando uma pesquisa (que ainda está na primeira fase) com 200 pessoas entre 35 e 59 anos com deficiência intelectual, entre elas a síndrome de Down para verificar como os sintomas do envelhecimento se dão.

“Estudos feitos na Espanha mostraram que eles envelhecem a partir dos 40 anos e apresentam prováveis sinais de envelhecimento, tanto cognitivo, quanto de audição ou menopausa precoce nas mulheres já aos 35 anos”, diz Maria Regina Leondarides, 65 anos, integrante do grupo e mãe de Thaís Leondarides, de 35 anos e com síndrome de Down.

Regina explica que para ser atendido nas casas de repouso é preciso ter mais de 60 anos. “Ora, se eles têm envelhecimento precoce, não deveriam poder ser atendidos antes?”. Ela defende a necessidade de ser pensar em medidas tanto de abrigos quanto de tratamento para as pessoas com deficiência intelectual.

“O poder público precisa ver isso. Há apenas uma residência abrigo, mas para ser recebida a pessoa não pode ter família e o número de vagas é reduzido. Hoje a alternativa, quando a família é bem estrutura, é que os irmãos assumam esta pessoa. Se não tem família, ficam ao Deus dará.

Um tutor é importante porque, por mais autônoma que uma pessoa com Down possa ser, a deficiência intelectual faz com que tenham um pensamento mais concreto, por isso têm dificuldade em coisas mais abstratas como planejamento financeiro.

Vida normal
Ao lado da mãe, Selma, Ney Bourroul não só passou dos 15 anos de vida, como terminou o ensino fundamental. Namorou dos 14 aos 20 uma mulher 20 anos mais velha. Tornou-se “viúvo”. Recentemente começou a namorar uma moça 20 anos mais nova.

Fora isso, tem aula de bateria, teatro, fonoaudiólogo, academia e ainda é voluntário no Museu de Arte Moderna (MAM). Só não trabalha porque perderia a pensão que recebe desde que o pai, professor universitário, morreu.

“Eu sou a motorista dele. Levo para tudo quanto é lado. Ele também é muito ativo está sempre andando aqui pelo bairro. Mas ele também me ajuda. Prepara o café todos os dias, por exemplo. Eu também preciso muito dele”, diz Selma, de 84 anos. O filho também se derrete pela mãe: “Ela é muito legal, tenho muito orgulho dela”, diz.

A vida de Ney só complica com a marcação cerrada dos pais da namorada. “Acho que eles têm medo de que ela engravide”, diz Selma. Um perigo irreal. Homens com Down são inférteis, diz-se haver apenas três casos registrados na literatura médica de homens com a síndrome que procriaram.

“Sobre sexualidade, o ponto chave é o receio dos pais em lidar com o assunto. Eles têm um filho que consideram mais dependente e acabam tendo um olhar mais infantilizado, que contrasta com a percepção de manifestações de comportamentos sexuais”, explica Sandra Cristina Pires, professora de Fonoaudiologia da Santa Casa de São Paulo. “Há o receio de como abordar o assunto, como orientar, e isso se torna muitas vezes um tabu.”

A baixa estatura e a voz típica de quem tem Down – um problema motor - faz com que essa percepção de infantilização seja cristalizada. “Fora isso, eles compreendem muito mais do que conseguem transmitir. Eles entendem, mas tem dificuldade de estruturar a informação e exprimi-la.”

O que pais e filhos com Down querem dizer pe que é hora de o País se preparar para tratá-los com a dignidade que merecem até o fim da vida, com ou sem a companhia de seus genitores.








Jovem supera paralisia cerebral, se forma e consegue emprego em prefeitura

Aos 28 anos, Ana Paula Poton formou-se em Marketing e cursou MBA em Gestão Empresarial, o que rendeu à jovem um emprego na prefeitura de Colatina

Mary Martins Redação Folha Vitória

Mesmo após paralisia cerebral, Ana Paula Poton formou-se na faculdade e conseguiu um emprego na prefeitura
Mesmo após paralisia cerebral, Ana Paula Poton formou-se na faculdade e conseguiu um emprego na prefeitura Foto: Arquivo Pessoal

Sabe aquele ditado popular 'boas coisas acontecem para quem espera e as melhores coisas para quem se não se acomoda e faz'? - É assim que pode ser resumida a história da colatinense Ana Paula Poton, de 28 anos, uma pessoa cheia de energia e com uma força de vontade contagiante. Ela venceu as limitações e dificuldades da sequela de uma paralisia cerebral, se formou em uma faculdade e, em breve começará a trabalhar.

Quem conta a trajetória de vida desta vencedora é a mãe dela, Luiza Gorete Cassaro, de 50 anos. Uma das sequelas da paralisia cerebral foi na fala de Ana Paula, motivo pelo qual ela teve dificuldades em conversar com a reportagem.

“Tive uma gravidez normal, mas ela passou da hora de nascer porque o médico queria que eu tivesse parto normal. Não tive como, então foi feita uma cesária, mas por conta disso, ela teve paralisia cerebral, que atingiu a fala e principalmente a coordenação motora”, afirmou.

Luiza conta que a filha sempre foi uma pessoa com muita força de vontade. Mostrou interesse em frequentar a escola e a mãe sempre foi a incentivadora da única filha. Depois de concluir o ensino médio, Ana Paula descobriu que poderia ir mais longe. “Ela quis continuar estudando e fazer faculdade. Ela começou a estudar em uma particular, mas não recebeu nenhum apoio e então mudou de faculdade. Lá ela sofreu muito preconceito por parte dos estudantes, apenas um dava apoio para ela”.

Ana Paula concluiu o curso de marketing 2015 e a sua formatura foi no mesmo ano, em dezembro
Ana Paula concluiu o curso de marketing 2015 e a sua formatura foi no mesmo ano, em dezembro Foto: ​João Marcos Cunha Filho

“Não acreditavam na minha filha antes porque achavam que ela não iria conseguir. Mas ela tem garra e não desiste do que quer. Depois do terceiro período as pessoas viram que ela era uma universitária como outra qualquer, com suas características próprias”.

Ana Paula se formou em Marketing em dezembro de 2015 e cursou MBA em Gestão Empresarial. A formatura aconteceu no final do ano passado e Ana Paula foi acompanhada de perto por sua maior incentivadora. A jovem agora terá um novo desafio: atuará como mercadóloga de marketing da prefeitura de Colatina.

“A doença não fez a minha filha parar. Estamos muito felizes porque ela começará a trabalhar na prefeitura de Colatina em fevereiro na área que ela estudou”, afirmou a mãe orgulhosa.

Veterano, Iranildo ainda não pensa em se aposentar

Por CPB

Fernando Maia/MPIX/CPB
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Iranildo comemora em disputa por equipes nos Jogos Rio 2016.

Aos 48 anos, o atleta Iranildo Espíndola se mostra cada vez mais entusiasmado com o tênis de mesa e afirma estar atravessando o auge da carreira. O mesa-tenista garante que não pensa em se aposentar e revela que um dos segredos da longevidade está na força de vontade.

"Estou empolgadíssimo, na minha melhor fase da carreira. Estou no meu auge em todas as partes: físico, técnico, psicológico e de infraestrutura. Por isso, me digo pronto para esse novo ciclo e me sinto como se eu tivesse começando agora no esporte. Acredito que o sucesso da minha carreira é devido à minha determinação e vontade de treinar e competir, mesmo com anos de esporte", disse o atleta.

Os anos dedicados ao tênis de mesa fizeram com que Iranildo ganhasse ainda mais o respeito de todos os companheiros. "Tenho 48 anos e, apesar de já estar chegando no que eu acho ser o limite de uma idade um atleta, quero ir mais longe. Mas o legal é que já vai ficar o legado para os mais jovens e para os que estão começando agora. Eu me orgulho de ver alguns atletas mais jovens, que começaram comigo, e que já estão chegando a um nível técnico elevado, como o Aloísio (Lima) e o Guilherme (Costa), para citar alguns", conta.

Iranildo começou a carreira no tênis de mesa em 1999. No entanto, o ano de 2016 ficará marcado para sempre na memória. Nos Jogos Rio 2016, o atleta subiu ao pódio ao lado de Guilherme Costa e Aloisio Lima ao levar o bronze por equipes na Classe 1-2. "Cada ano da minha vida como atleta tem um sabor especial, mas, com certeza, o de 2016 foi a mais especial. Essa medalha de bronze veio para coroar uma carreira vitoriosa e um trabalho de quase 20 anos realizado. Serviu para fechar o ano com chave de ouro, pois esse bronze tem sabor de ouro", garantiu.

O atleta da classe 2, aproveitou para fazer elogios à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), que assumiu a modalidade paralímpica em 2008, e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pela estrutura oferecida no decorrer da preparação para a Rio 2016.

"Esse ciclo que envolveu a nossa preparação para a Rio 2016 veio para mostrar para as pessoas como o trabalho com os paralímpicos deve ser feito. Foi oferecido para a gente um centro de treinamento de excelência com profissionais em diversas áreas necessárias para a nossa preparação. Tivemos tudo isso ao nosso dispor e tudo isso refletiu nos Jogos Paralímpicos, pois quando o treinamento é adequado, os resultados vêm", concluiu o medalhista.

Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Fonte: cpb.org.br



Designer cria prótese que combina resistência, leveza e elegância

Feita com titânio sinterizado a laser, a Exo Prótese é personalizada para cada usuário.

Por Redação RPA


O designer industrial William Root desenvolveu uma prótese com design geométrico e futurista que combina materiais resistentes, leveza e elegância minimalista.

Feita com titânio sinterizado a laser, a Exo Prótese é personalizada para cada usuário. Isso porque ela é feita sob medida, a partir da digitalização do membro correspondente. A imagem é usada em um software de renderização 3D e, depois, impressa.

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Para o artista, as impressões 3D vão reinventar o processo de criação de próteses. Ele acredita que a indústria fatalmente se a mais criativa e, claro, lucrativa.

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Fontes: my modren met - razoesparaacreditar.com - Fotos: Reprodução