sábado, 18 de fevereiro de 2017

Loura e linda, modelo (sem mão) posa de lingerie. Você acha válido ou chocante?

RUTH DE AQUINO

                           

A quantas anda o seu preconceito? A foto da sensual e charmosa designer gráfica Tanja Kiewitz, de 35 anos, com um sorriso e olhos luminosos, provoca uma reação imediata de surpresa – e, certamente, alguns sentimentos que tentamos afastar. Tanja diz ter decidido posar de roupa íntima numa campanha na Bélgica cujo objetivo é combater a discriminação da sociedade contra pessoas como ela, que têm algum tipo de deficiência física. Da noite para o dia, começou a receber pedidos de entrevista em toda a Europa.

O anúncio do sutiã preto diz o seguinte: “olhe-me nos olhos… eu disse nos olhos”.

A campanha é de uma ONG dedicada a alertar para os problemas vividos na França e na Bélgica por pessoas incapacitadas parcialmente, chamada CAP48.
Elas não querem que a sociedade sinta pena ou vire os olhos ou tente não enxergar. Querem, isso, sim, que a sociedade se equipe, mentalmente, para aceitá-las como são e lhes dê oportunidade para se realizarem pessoalmente e profissionalmente.

Tanja disse que a repercussão foi imensa depois que sua foto apareceu em revistas e que a maioria das reações “foi positiva, muito positiva”. Ela está aturdida com o sucesso repentino por ter exibido algo que em muita gente provoca incômodo.

Pessoalmente, acho admirável a coragem de Tanja de se expor. Afinal, preconceituosos sofrem de uma deficiência invisível e disfarçada.

O que você acha da imagem?

É válida para combater o preconceito e a discriminação? 

Você se sente obrigado a rever seus sentimentos do que é “normalidade”? 

Ou a campanha é apelativa e pode provocar repulsa?

Modelos cadeirantes desfilam em dois eventos em Londres

Resultado de imagem para Modelos cadeirantes desfilam em Londres. Foto: Divulgação / HAFAD
Modelos cadeirantes desfilam em Londres. Foto: Divulgação / HAFAD

Dois eventos beneficentes com modelos cadeirantes acontecem em Londres ainda neste mês. Na próxima sexta-feira (22), a capital britânica vai reunir modelos e estilistas cadeirantes para desfilar em prol da organização HAFAD, que luta pelos direitos de pessoas com necessidades especiais.

O evento, batizado de Fashion With Passion, acontece no Taste Restaurant e conta com a presença de nove marcas – entre elas, a Asos.com, queridinha dos jovens descolados. Os atores britânicos David Proud e Kelly Marie Stewart também participarão dos desfiles.

Três dias depois, acontece o Disabled & Sexy, que organiza um desfile com modelos cadeirantes para estimular a prevenção da atrofia muscular espinhal.

"Queremos mostrar que até as pessoas com as maiores necessidades especiais podem estar dentro da moda, ter individualidade e sensualidade como qualquer outra", dizem os organizadores.

Fonte: gnt.globo.com

Protesto de cadeirantes bloqueia trecho da Avenida Fernandes Lima - Veja o vídeo.

Eles questionam as más condições das rampas de acessibilidade na via. Protesto durou cerca de 1 hora e foi encerrado após reunião ser agendada.

  Michelle Farias Do G1 AL
  Manifestantes bloquearam a Avenida Fernandes Lima (Foto: Ivaney Marinho/Arquivo Pessoal)
  Manifestantes bloquearam a Avenida Fernandes Lima (Foto: Ivaney Marinho/Arquivo Pessoal)

Vários cadeirantes interditaram parte da Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, em Maceió, no final da manhã desta sexta-feira (17), em protesto contra as más condições das rampas de acessibilidade na capital. O bloqueio do trânsito no sentido Tabuleiro durou cerca de uma hora.

O presidente da Associação dos Cadeirantes de Maceió, André Dionísio, contou que um colega da Associação caiu na semana passada ao passar por uma rampa.

Click AQUI para ver o vídeo.

“Infelizmente, ele caiu e se machucou porque a prefeitura deixa as rampas desse jeito. Ele está aqui com o pé inchado e roxo. Não é possível que em pleno século 21 ainda temos que enfrentar essas coisas, queremos que nossos direitos sejam reconhecidos”, afirma Dionísio.

O protesto foi encerrado por volta das 11h40, com a liberação do trânsito, depois que agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) fizeram um acordo com os manifestantes.

"Vamos ter uma reunião na SMTT na segunda-feira (20), e na terça (21), uma reunião na prefeitura. Vamos ver se a gente consegue resolver esses problemas com eles", explica o presidente da Associação.
A reunião na prefeitura será com representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds). Por meio de nota, a secretaria informou que técnicos vão realizar uma inspeção ao longo da avenida para avaliar as rampas (veja a nota completa abaixo).

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds) informa que uma equipe técnica realizará, a partir da próxima semana, uma inspeção na Avenida Fernandes Lima para avaliar as rampas existentes e verificar os pontos necessários para instalação dos locais de acesso. O órgão esclarece que está aberto ao diálogo com os cadeirantes, que podem colaborar para o atendimento da demanda em relação à acessibilidade nos pontos reclamados.

Fonte: g1.globo.com

Cadeira de roda adaptada torna trilhas de Niterói acessíveis


NITERÓI - O contato com a natureza e o acesso de portadores de deficiências físicas a trilhas de montanhas já é uma realidade em Niterói, graças ao projeto Montanha Para Todos.

A iniciativa chega aqui por meio do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM), que adquiriu uma cadeira de roda adaptada para ser carregada em terrenos irregulares.

O equipamento tem puxadores nas extremidades, semelhantes aos de uma maca, o que facilita a condução sobre solos em desnível.

A estreia na cidade aconteceu há duas semanas, quando os idealizadores do projeto, o casal Juliana Tozzi e Guilherme Cordeiro, fez a trilha do Morro das Andorinhas ao lado da menina Valentina. Na semana passada, foi a vez de Pedro Lucas, paciente da Pestalozzi, estrear o passeio na trilha do Platô, no Parque da Cidade.

O CNM se propõe a realizar o passeio uma vez por mês, mas a diretora social, Patrícia Gregory, incentiva a participação de outros grupos interessados em movimentar a iniciativa. Em março estão previstas duas saídas com a cadeira, uma na primeira quinzena e outra no dia 25. — Não adquirimos a cadeira para a gente. Compramos para as outras pessoas.

Na verdade, aderimos ao projeto, que é muito lindo — diz Patrícia. — Somos o primeiro grupo que tem uma cadeira e não é um órgão público, o que permite um uso mais desburocratizado.

Não fica restrito apenas a um parque ou outro. A ideia do projeto Montanha Para Todos surgiu em 2015, depois que Juliana, durante uma gestação, desenvolveu uma rara doença degenerativa, que limitou a coordenação dos movimentos do corpo.

Determinado a encontrar uma solução para que a mulher não se afastasse das montanhas, Guilherme, engenheiro, não descansou até encontrar uma forma de Juliana continuar subindo montanhas, uma paixão do casal. Criou, por fim, a Juliette, nome dado à cadeira adaptada para trilhas, que agora busca espalhar pelo país. — Conhecendo o casal, sou testemunha de como a vida deles se transformou.

Eles são pessoas que estão passando muita alegria a outras. Pelos sorrisos da Valentina e do Pedro Lucas, nós vemos isso muito bem — conta Patrícia.

De acordo com o diretor do Parques de Niterói (Parnit), Alex Figueiredo, o município também mostrou interesse pelo projeto: — Todo mundo ficou admirado quando viu. Agora, a Secretaria de Meio Ambiente avalia a possibilidade de adquirir uma cadeira para multiplicar a oferta desse passeio acessível na cidade.

A Juliette niteroiense é a sexta disponível no país. Os interessados em utilizá-la podem fazer contato pelo e-mail cnm@niteroiense.org.br.

Fontes: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/cadeira-de-roda-adaptada-torna-trilhas-de-niteroi-acessiveis-20946254 -  jornalfloripa.com.br

Novo Whatsapp para selfie do bem da Cruz Verde

        Foto: Divulgação
        A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém dois garotos dentro de um quarto de hospital infantil. Cada um está sentado em sua cadeira de rodas. Eles estão felizes e posando para o a foto. Fim da descrição.
        Legenda: Instituição atende pacientes com paralisia cerebral grave

A campanha Selfie do Bem, da Associação Cruz Verde, está com novo número de Whatsapp (11) 94203-4754. A ação transforma créditos da Nota Fiscal Paulista em benefício para os 204 pacientes internados no hospital, referência no tratamento de crianças e adultos com paralisia cerebral grave. Para ajudar, basta fotografar e enviar, suas notas fiscais sem CPF para o novo telefone. Mas atenção, não são válidas notas de supermercados, farmácias e postos de gasolina.

A iniciativa contribui para a compra de alimentos, dietas enterais, leite, fraldas, materiais de higiene, medicamentos e materiais cirúrgicos do hospital. Em 2016 a instituição recebeu mais de um milhão de cupons com a ação. “Cada nota fiscal reverte em recursos para a entidade. É uma maneira simples, rápida e sem custo de ajudar os pacientes da Associação Cruz Verde”, afirma a superintendente Marilena Pacios.

Pioneiro, DJ cego cria programa para deficientes aprenderem a discotecar - Veja o vídeo.

O DJ paulistano Anderson Farias, que criou ferramenta o BlinDJ

Leonardo Rodrigues Do UOL, em São Paulo

imagem: Reprodução
Reprodução
O DJ paulistano Anderson Farias

Professor daquele que é considerado o primeiro curso para DJs cegos no país, Anderson Farias, 38, logo percebeu o tamanho da sanha tecnológica de seus alunos. Vidrados no mundo digital, os jovens queriam de alguma forma utilizar ferramentas que aprimorassem suas discotecagens, uma tendência da cena eletrônica atual.

O pedido ao professor evoluiu e se transformou um “script”, um programa de computador que permite a qualquer um usufruir de todos os recursos do software de mixagem Virtual DJ, um dos mais populares do mundo.

Utilizado em conjunto com o leitor de tela NVDA, o BlinDJ (DJ cego, em português) "lê" as telas por meio de um sistema de voz e dá as coordenadas ao usuário. Pode ser empregado em dobradinha com uma controladora real (veja o vídeo abaixo a demonstração).

  
Bancado pelo Programa Vai Tec, da Prefeitura de São Paulo —o curso ministrado por Anderson também foi realizado por meio de editais públicos—, o recurso foi desenvolvido ele e lançado no último dia 3, na Campus Party.

O paulista enxerga longe em seu projeto pessoal: entre outras coisas, quer promover a cidadania integrando o deficiente ao universo da arte e entretenimento.

“A molecada de hoje é muito diferente. Ela é mais agitada e ligada em tudo o que é digital. Eles me serviram muito de incentivo”, diz Anderson, que é formado em gestão de eventos e ganha a vida dando palestras sobre inclusão e trabalhando como DJ em eventos.

O BlinDJ é gratuito e tem código aberto. Ou seja, qualquer um pode baixá-lo e aprimorá-lo para, quem sabe, ajudar no nascimento de futuros talentos

"A verdade é que todos que têm deficiência, especialmente a visual, demoram muito tempo para entrar no mercado formal de trabalho. Ajudar esse jovem também é um dos objetivos.” Segundo Anderson, a resposta ao programa vem sendo positiva.

“Não tenho como medir quantas vezes ele foi baixado, mas várias pessoas do Paraná e do Rio já me procuraram para suporte. Inclusive um menino de Macaé que tem baixa visão e disse estar muito feliz por conseguir usar a ferramenta. As coisas vão acontecendo devagarinho.”

imagem: Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook
Anderson Farias participa do revezamento da tocha paralímpica no Rio de Janeiro

DJ da tocha paralímpica

Nascido no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, Anderson perdeu a visão aos 9 anos devido a um glaucoma congênito, e aos 17 começou começou a fazer da paixão pela música uma profissão, inscrevendo-se em campeonatos de DJ.

Aos poucos, ganhou quilometragem à base de house music, hip hop e o que mais pedissem nas festas. Em 2007, ele chegou a ser premiado pelo pioneirismo nas pick-ups ao lado do amigo Roger Marques e da mulher, Camilla, que também é DJ.

A chance de virar instrutor veio em 2011, quando foi convidado por Ban Schiavon, dono da escola paulistana DJ Ban EMC, para comandar um curso inédito. Foram meses assistindo a aulas tradicionais para elaborar uma metodologia inédita, que fosse ao mesmo tempo simples, interessante e dinâmica. O curso ainda pode ser encomendado na escola, embora não seja mais gratuito.

O jovem, que também desenvolve o projeto No Vision Experience, em que convida pessoas a dançarem vendadas para refletir sobre a vivência de quem não enxerga, foi o DJ oficial das festas da tour da tocha paraolímpica no ano passado.

Mesmo com o currículo de respeito, ele ainda se queixa de oportunidades. “Hoje você vê o David Guetta tocando em festival, o cara saindo do Big Brother e virando DJ duas semanas depois. Hoje o DJ é o cara bonitinho e descolado, e o deficiente foge dos padrões de beleza."

“Hoje se investe mais acessibilidade, mas eu te cito um exemplo: eu moro numa rua com três condomínios, e o cara do outro lado dela não me chama para fazer festas para ele. Prefere contratar alguém que enxerga. Mesmo que a pessoa não admita, o preconceito ainda existe e é muito forte.”

imagem: Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook
Anderson ao lado da mulher, Camilla, que também é DJ


Fonte: musica.uol.com.br

Como técnico se tornou "2º pai" e inspirou menino sem pernas a praticar vários esportes

BBC Brasil

   BBC
   

O americano Isaiah Bird tem nove anos e já é um exemplo de superação.

Ele nasceu sem pernas, mas, mesmo assim, não se deixou abater: pelo contrário, a deficiência nunca o desmotivou.

"Amo luta livre. De que eu mais gosto? Futebol americano. Futebol. Natação. Beisebol. O que me torna especial é que nasci sem pernas. Nasci assim. Deus me fez assim", diz Isaiah, que também pratica skate e luta livre.

O menino foi alvo de chacota por ser diferente.

"Pessoas más diriam: você não tem pernas; você não pode ir lá em cima, você não pode vir aqui para baixo. E elas são más comigo; eu não gosto disso; não é legal", acrescenta.

Em 2012, a família de Isaiah mudou-se para Nova York. Ali ele conheceu o técnico Miguel Rodriguez, que mudaria sua vida.

"A primeira vez que eu encontrei Isaiah, eu me lembro como se fosse ontem", conta Rodriguez.

"Eu vi esse jovem pulando de um lado para o outro; foi chocante, ele não tinha pernas, e foi fantástico ver o quão ágil e o quão feliz ele era", completa.

BBC


Rodriguez passou a orientar Isaiah e agora ele está progredindo no esporte.

"Isaiah não vê deficiência nele mesmo; ele faz tudo o que qualquer outra criança faz, algumas vezes, melhor", diz.

A dupla formou um forte vínculo.

"É como se eu tivesse duas famílias; é como se fosse um milagre; eu me sinto apoiado", diz Isaiah.

"Quando ele ficar mais velho, não importa o que acontecer, ele sempre pode contar comigo", afirma Rodriguez.

"Ele sabe que o técnico dele nunca o abandonará. E isso será para sempre. Tenho muito orgulho de Isaiah por tudo o que ele conquistou até agora", acrescenta.

"Eu sou feliz; toda manhã, acordo com um sorriso no rosto", diz Rodriguez.

"Meu lema é: sem desculpas. Não diga: Ah, a minha mão dói. Levante-se e faça o que tem de fazer. Como Rocky Balboa", completa Isaiah.

BBC


Lição de amor: celebridade se engaja para ajudar menina com cabeça grande que é cega, surda e muda

Ele foi até a casa dela, no interior da Tailândia, e iniciou campanha de auxílio à família

Do R7

         Foto: Reprodução/Mirror
         Um homem famoso na Tailândia resolveu se engajar em uma campanha para ajudar uma menina de dois anos, que sofre de múltiplas doenças e que necessita do amor e da solidariedade humanas para sobreviver. As informações são do The Mirror

Um homem famoso na Tailândia resolveu se engajar em uma campanha para ajudar uma menina de dois anos, que sofre de múltiplas doenças e que necessita do amor e da solidariedade humanas para sobreviver. As informações são do The Mirror.

                                  A menina, cuja família vive na província de Sa Kaeo, foi severamente incapacitada desde o nascimento. Joon, como é conhecida, nasceu com uma cabeça muito grande

A menina, cuja família vive na província de Sa Kaeo, foi severamente incapacitada desde o nascimento. Joon, como é conhecida, nasceu com uma cabeça muito grande.

As imagens sensibilizam pelas dificuldades da menina e pelo esforço da mãe em dar a ela alguma qualidade de vida. Está difícil, porque a família é muito pobre. O pai, antes do nascimento da menina, abandonou o lar.

Mas quem não abandonou sua essência humana, que coloca todos em um mesmo nível, com uma obrigação intríseca, não forçada, de ajudar quem precisa foi o conhecido esteticista Salon Angel, uma celebridade no país.

                                   Mas quem não abandonou sua essência humana, que coloca todos em um mesmo nível, com uma obrigação intríseca, não forçada, de ajudar quem precisa foi o conhecido esteticista Salon Angel, uma celebridade no país

Ele se deslocou até a casa de Joon e levou leite, comida, fraldas e também muito carinho e atenção. A menina, além da cabeça excessivamente grande, não enxerga, não escuta e não fala, tendo ainda dificuldade de percepção.

Mas ela sentiu o que aconteceu. Até seus olhos adormecidos acenderam um brilho interior. Certamente seu pequeno coração vibrou com a mão calorosa que, apesar das dificuldades, mostrou acreditar que ela pode, de alguma maneira, ter uma vida feliz. Não só pode, como tem o direito.

                                Mas quem não abandonou sua essência humana, que coloca todos em um mesmo nível, com uma obrigação intríseca, não forçada, de ajudar quem precisa foi o conhecido esteticista Salon Angel, uma celebridade no país

Além de Joon, a mãe dela tem outros dois filhos adotados. A situação da família, desprotegida e carente, comoveu Salon Angel.
É doloroso ver uma família pobre como esta tentando lidar sem o apoio de um sistema de previdência social.

Ele conclamou o governo, o país e o mundo inteiro a olharem para a menina e perceberem o quanto a vida do outro também é importante, em uma época em que a indiferença tem se espalhado.

Tal empatia é mais importante do que os interesses mesquinhos ou a ambição desenfreada que aproximam os homens da guerra e os afastam de um simples gesto de carinho

Espero que as pessoas se comovam com este artigo (do qual ele se prontificou em fazer parte) e também os ajudem com suprimentos e inclusive quantias de dinheiro.

A corrida que alimenta um sonho/meta: Wings for life world run

Wings for Life World Run: Corrida mundial pela cura da lesão da medula espinhal.


Tudo começou com uma ideia simples e intrigante durante uma escala no aeroporto de Moscou: e se você pudesse fazer o mundo inteiro correr ao mesmo tempo? Todos, em todo os lugares do mundo, no mesmo dia, ao mesmo tempo. Uma corrida com um formato inovador, restando apenas um no final. Uma corrida mundial. Mas será que isso poderia ser feito? Sim!

Conheça Anita Gerhardter, CEO do Wings for Life, um instituto de caridade cuja missão é encontrar a cura para as lesões na medula espinhal. Depois de dois anos de planejamento, surgiu o mundo do Wings for Life. A corrida, então, nasceu – mas não sem ter um diferencial: os Catcher Cars, veículos equipados com sensores, que, literalmente, perseguem os corredores, que por sua vez fogem dele, ao invés de correr para uma linha de chegada.

A lesão na medula pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Um escorregão, uma queda, um acidente de carro e, de repente, sua vida muda para sempre. A pesquisa medicinal é a esperança de que é possível melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem com essa lesão e buscar uma cura.

A corrida vai ocorrer no dia 7 de Maio, em Brasilia. Quer participar?


Se não puder comparecer, não têm problema. Faça uma contribuição, de qualquer valor e nos ajude a arrecadar dinheiro para as pesquisas que procuram a cura das lesões medulares!


Faça a sua doação e compartilha essa campanha de arrecadação, fale com seus amigos e familiares para te ajudarem a fazer a diferença. 100% de sua doação vai diretamente para projetos de pesquisa da medula espinhal em todo o mundo!

Mesas nas calçadas podem diminuir espaço de circulação em Santos

projeto-de-lei-pretende-aumentar-de-15-m-para-2-m-o-espaco-para-mesas-e-cadeiras
Projeto de Lei pretende aumentar de 1,5 m para 2 m o espaço para mesas e cadeiras

Os estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes poderão ganhar um maior espaço para a colocação de mesas e cadeiras nas calçadas. Um Projeto de Lei Complementar (PLC) nesse sentido, de autoria do vereador Bruno Orlandi (PSDB), foi apresentado na última segunda-feira ( 09) e promete gerar debates na Cidade.

A proposta prevê a alteração do Código de Posturas do Município para que a faixa de passeio de largura livre seja reduzida de 2 metros para 1,5 m – ou seja, o espaço ao pedestre seria reduzido. A regra se aplicaria a estabelecimentos que não se encontram na zona turística.

Na justificativa, o parlamentar cita que a ideia encontra-se em consonância com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e não compromete a acessibilidade.

Além disso, a mudança pode “contribuir para o fortalecimento do setor turístico e de entretenimento da Cidade, o que vai favorecer investimentos, além de contemplar o empresário santista, sem deixar de atender a comunidade”.

O proprietário do Bodegaia, Manoel Luiz Lopes Gaia, é favorável ao PLC. Na visão dele, deixar um vão livre de dois metros favorecerá o comércio.

“A medida é positiva. Estamos em uma cidade turística onde tudo é proibido. Tem caras que saem daqui para curtir as mesinhas na calçada que existem na França, Portugal e Itália”, ressaltou.

Sem conflito

Um dos sócios do Dido’s Bar, Marcelo Rangel Ramos entende que a proposta pode ser positiva para estabelecimentos, mas esse não seria o caso do empreendimento dele. “Não temos a intenção de colocar mesas e cadeiras nas calçadas para evitar conflitos com a vizinhança”, afirmou.

A Tribuna conversou com dois empresários diferentes, mas eles não quiseram se manifestar publicamente, devido a problemas que já tiveram com a fiscalização da Prefeitura.

Um deles citou que essa medida, se aprovada, poderá reduzir os conflitos com os fiscais e minimizar a “implicância” existente por parte de alguns moradores do entorno dos bares.

Ressalva

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Condefi), Luciano Marques, entende que o espaço livre de 1,5 m é o suficiente para cadeirantes. Porém, crê que o PLC é uma grande oportunidade para se discutir as calçadas da Cidade.

“Se for 1,5 m realmente livre, tudo bem. O problema é que essa faixa não acaba respeitada por conta da presença de postes, lixeiras e árvores. Precisamos fazer um grande debate sobre as calçadas. É preciso começar do zero”, frisou.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Salvador Gonçalves Lopes, disse que já participou de audiências públicas na Câmara sobre o tema, mas entende que é importante debater o assunto. “Há outras prioridades no momento, devido à crise econômica que afeta o setor”, justificou.

Fontes: A Tribuna - turismoadaptado.wordpress.com

Meu melhor presente

Por Nathalia Blagevitch*

Foto de moça cadeirante levada por um jovem. Ele a inclina e os dois sorriem.
Nathalia e seu irmão. Foto: Arquivo pessoal.

Tenho um irmão que é quase nove anos mais novo do que eu. Desde que me lembro dos meus aniversários, seu nascimento era o meu desejo na hora de cortar o bolo. Quando escolhi seu nome, Guilherme, não sabia o significado, que é guardião.

De certa forma, desde bebê, meu irmão já contribuía para a minha reabilitação, fazendo-me exercitar para pegar uma bolinha que ele teimava em jogar para fora do berço. Eu apoiava na grade, abaixava e pegava a bola. Fazia esse movimento umas mil vezes.

Lembro-me do dia que ele falou sua primeira palavra: “Tati”. Ele ainda não conseguia dizer “Nathi”.

Mais tarde, quando já andava, o Guilherme me ensinou a correr. Ele amava brincar de espada e ir ao meu quarto enquanto eu fazia a lição de casa. Entrava só para me dar umas boas porradas, até que eu levantasse e tentasse correr atrás dele. E a passos nada firmes eu tentava devolver o afeto. Com a mão esquerda apoiada na parede eu me esforçava para bater nele, mas, na maioria das vezes, acabava caindo no chão. Era engraçado, pois ele parava só para me deixar dar o troco.

Logo que ganhou um quadriciclo, se empolgou a me levar para dar uma volta. Fui na frente dele me apoiando em seus braços. A verdade é que meu irmão nunca encarou minha deficiência como um impedimento para fazermos algo juntos.

Hoje, ele com 17, eu com 26, pude perceber que essa diferença de idade, na prática, foi e é indiferente. E a minha deficiência não nos subtraiu em nada de ter uma vida típica de dois irmãos. Na verdade, ela só fortaleceu.

Recentemente, entrando em um restaurante de braços dados com ele, percebi que uma pessoa não parava de nos olhar. Os olhares também continuavam enquanto ele cortava a comida para mim. Foi a primeira vez que meu irmão se incomodou com uma situação desse tipo. Mas mesmo sendo o foco das atenções, não deixamos de desfrutar do nosso jantar.

Nessas horas, penso como sou grata pelo meu guardião. Um guardião que não vê obstáculos para viver a vida de forma plena. Sei que, juntos, nos adaptamos para qualquer situação. Porque não há aventura onde não caiba nosso amor, capaz de ignorar qualquer julgamento.

Aos meus pais, só posso agradecer pelo meu melhor presente da vida.

Nathalia Blagevitch*
Nathalia Blagevitch é palestrante, advogada, professora tutora de Direito do Trabalho e idealizadora do blog Caminho Acessível 
Site externo
. Atualmente, além dessas atividades, cursa faculdade de Psicologia. Ela nasceu com hemiplegia, um tipo de paralisia cerebral que, neste caso, limita a mobilidade da parte direita do corpo. Biografada no livro Tente Outra Vez, do jornalista Rogério Godinho, atualmente, Nathalia é palestrante, advogada, professora tutora de Direito do Trabalho nos cursos preparatórios para o exame de Ordem do Damásio Educacional e estuda para o concurso de Magistratura do Trabalho. Sempre ligada aos temas acessibilidade e inclusão, no início de 2015, Nathalia lançou o Caminho Acessível, blog idealizado por ela para abordar temas diversos ligados à pessoa com deficiência, sem “coitadismos”.


Sessão Azul: uma sala de cinema adaptada para crianças com autismo

A sala de cinema permanece com as luzes levemente acesas, o som mais baixo e a plateia está livre para andar, dançar, gritar ou cantar à vontade.

Foto de uma sala de cinema com duas crianças olhando em direção da tela.

“Falta muita compreensão e informação diante do comportamento das crianças com espectro autista. Isso muitas vezes faz com que as famílias não saiam de casa com as crianças. Sair de casa já uma dificuldade, e ainda temos que lidar com situações que não são causadas por nossos filhos, mas sim pelo preconceito dos outros. Ainda assim, definitivamente, ficar em casa não resolve o problema.”

O relato acima é de Amanda Marchioreto, psicopedagoga e mãe do Leonardo, que tem cinco anos e foi diagnosticado no transtorno do espectro autista aos três. A família mora em São Paulo e costuma frequentar alguns espaços culturais como as feiras da Praça Elis Regina, Parque da Água Branca, parques de jogos eletrônicos e Sesc Pompeia, na zona oeste da cidade. E, desde 2015, passaram a ir também ao cinema, pois nasceu o projeto “Sessão Azul – sessões de cinema adaptadas para crianças com distúrbios sensoriais e suas famílias”, criado pelas psicólogas Carolina Salviano e Bruna Manta e pelo gerente de projetos de TI (tecnologia da informação) Leonardo Cardoso.

“Após anos escutando, observando e vivenciando experiências de famílias de pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), identificamos vários casos em que muitas vezes elas deixavam de ter convívio social por receio ou em, alguns casos, até vergonha da reação do autista em situações que para ele talvez não sejam tão confortáveis, como por exemplo, ir ao shopping, restaurantes, frequentar festas, ou ir ao cinema”, contou Leonardo ao Catraquinha.

O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam, entre outras características, pela dificuldade na comunicação social e por comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos, ou podem ser sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.
Fonte: Autismo e Realidade

Mas, como assim? Como funciona uma sessão de cinema adaptada para crianças com distúrbios sensoriais?

As pessoas com autismo podem ter alguma forma de sensibilidade sensorial. Isto pode ocorrer em um ou em mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar – que podem ser mais ou menos intensificados. Por exemplo, uma pessoa com autismo pode achar determinados sons de fundo que outras pessoas ignorariam insuportavelmente barulhentos. Isto pode causar ansiedade ou mesmo dor física. Alguns indivíduos que são subsensíveis podem não sentir dor ou temperaturas extremas. Algumas podem balançar, rodar ou agitar as mãos para criar sensação, ou para ajudar com o balanço e a postura, ou para lidar com o stress; ou, ainda, para demonstrar alegria. Fonte: Autismo e Realidade

Antes de tudo, as crianças estão livres dos trailers comerciais. A sala de cinema permanece com as luzes levemente acesas, o som mais baixo e a plateia está livre para andar, dançar, gritar ou cantar à vontade. “Sempre achei que, ao entrar na sala escura, o Leonardo travaria, ou sairia da sala que as luzes se acendessem imediatamente. Manter o local com as mesmas características é fundamental para ele poder ficar na sala de cinema”. A mãe também pontuou que poder andar durante a exibição é um fator muito importante. “O fato de ele estar em movimento não significa que não esteja assistindo ao filme. Essas peculiaridades do meu filho e outras características que existem em pessoas com TEA impossibilitam nossa ida ao cinema com as regras de comportamento convencionais”.

É importante dizer que os filmes são exibidos principalmente para as crianças com distúrbios sensoriais, porém elas são públicas. “Todos são muito bem-vindos as Sessões Azuis, pois é com a ajuda de todos que conseguiremos desenvolver a verdadeira inclusão e socialização”, lembra Leonardo.

Amanda, que também é professora e frequentadora assídua das sessões, explica que a família usa, inclusive, os passeios como um “treinamento”. A ideia é que ele se acostume com o ambiente e que consiga assistir ao filme o máximo de tempo possível, até que esteja preparado para as salas de cinema tradicionais. “Nosso sonho é levar o Léo para o cinema e que possa apreciar filmes tanto quanto nós, pais, gostamos. Mas já dá para perceber que ele gosta de ir ao cinema, tem os momentos em que ele assiste compenetrado, outros assiste mais agitado, come pipoca e toma refrigerante, corre na frente da tela, para quando tem cenas de humor físico, voltando a prestar atenção. Ele ainda não fala, mas podemos sentir a sua alegria e satisfação após cada sessão de cinema”, finaliza.

Desde dezembro de 2015, foram realizadas mais 70 sessões, atingindo mais de oito mil pessoas, espalhados em 14 cidades brasileiras, sendo para muitas delas a primeira experiência no cinema com seus filhos.

Os organizadores estão muito felizes com os resultados. “Hoje já temos alguns casos de famílias que, após a participação em algumas exibições, passaram a frequentar sessões regulares sem receio da reação de suas crianças. Principalmente devido a estes resultados, temos certeza de que estamos no caminho certo e que precisamos continuar”.

Centros comerciais devem disponibilizar 2% de carrinhos de compras adaptados

Pela proposta, os estabelecimentos terão de identificar os carrinhos para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida

Foto de um carrinho de supermercado vazio, visto de baixo

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que obriga os centros comerciais com área superior a 500 metros quadrados a disponibilizar, no mínimo, 2% do total de carrinho de compras para cadeiras de rodas.

Pela proposta, os estabelecimentos terão de identificar os carrinhos para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O texto aprovado é o Projeto de Lei 4633/16, do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), com emenda do relator, deputado Herculano Passos (PSD-SP). O projeto original obriga todos os centros comerciais, sem especificar metragem mínima, a disponibilizarem, no mínimo, 5% do total de carrinhos de compras para usuários de cadeiras de rodas.

“Certamente o projeto é oportuno, entretanto ,o percentual previsto de carrinhos dedicados a pessoas com deficiência soa desarrazoado”, avaliou Passos. “Toda obrigação legal precisa ser calibrada para que encontre o bom termo entre a mitigação de uma dificuldade e os custos envolvidos nessa mitigação”, completou. “Obrigar que empresários invistam em recursos que restem ociosos seria uma ingerência indevida na inciativa privada”, avaliou.

O texto acrescenta dispositivo à Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00), que estabelece normas gerais para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Hoje a lei já prevê que os centros comerciais forneçam carros e cadeiras de rodas, motorizados ou não, para o atendimento da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Tramitação

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Inaugurado Programa Poeta Acessível no Centro de Tecnologia e Inclusão

             
A Secretária, Dra. Linamara Battistella, e a representante da The Trust for the Américas, Maite Puertas

Na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, foi lançado o Programa Poeta Acessível, parceria firmada entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e a franquia social Poeta (Parcerias para Oportunidades Econômicas através da Tecnologia nas Américas), uma iniciativa da The Trust for the Américas - OEA (Organização dos Estados Americanos), que existe desde 2004 e oferece cursos de informática com tecnologia inclusiva para capacitação para o mundo do trabalho. A cerimônia de lançamento aconteceu na sede da Secretaria, no bairro Barra Funda, mas as atividades são realizadas no Parque Estadual Fontes do Ipiranga. Por meio do Programa são oferecidos vários cursos e treinamentos a pessoas com e sem deficiência, com o patrocínio da Microsoft.

Com a proposta de gerar oportunidades de emprego e inclusão digital aos jovens, o Programa Poeta Acessível, apoiado pela Secretaria, passa a contar com uma unidade localizada no Centro de Tecnologia e Inclusão, primeiro centro tecnológico para pessoas com deficiência, criado pela Secretaria e localizado no Parque Estadual Fontes do Ipiranga.

Estiveram presentes na cerimônia de inauguração a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella; a Coordenadora de projetos da Franquia Social Poeta da Trust for the Americas, Maite Capra Puertas; o Superintendente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, Nacime Salomão Mansur; e o Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Microsoft, Alessandro Bueno Tavares.

A Secretária destacou o número de pessoas com deficiência no Brasil, 45 milhões, e o número no Estado de São Paulo. “Certamente, os 9 milhões de brasileiros com deficiência, que moram em São Paulo, vão se beneficiar não apenas dessa experiência que o Poeta Acessível nos traz no Centro de Tecnologia e Inclusão, mas ainda mais na garantia de que essas pessoas se transformarão em sentinelas dentro da sociedade na garantia dos direitos de todos”.

O programa está instalado no Centro de Tecnologia e Inclusão, mas apenas agora passou pela inauguração formal dos trabalhos. “É isso que nos anima e nos estimula, porque nós não estamos falando de uma coisa que vai começar, estamos falando de uma coisa que já se iniciou e vai se consolidando”.

Dra. Linamara explicou que “em todos os projetos de nossa Secretaria antes de fazermos uma inauguração formal, a gente faz a experimentação para garantir que os parceiros consigam traduzir com eficiência o projeto, o processo e o produto final que é a pessoa com deficiência mais inserida dentro das várias áreas, várias estruturas da nossa sociedade”.

Segundo a Dra. Linamara não se tem dúvida de que a educação e, consequentemente a profissionalização, é o pilar do desenvolvimento. “Precisamos que todas as pessoas tenham acesso aos mecanismos de acessibilidade digital com garantia de educação de qualidade e profissionalização”.

A Secretária ressaltou ainda que o meio digital e os meios de comunicação atual representam essa oportunidade. “Uma oportunidade que vai deixando as pessoas cada vez mais juntas, eu gosto de pensar nas tecnologias digitais como um processo de aproximação de pessoas e de igualdade de direitos”, finalizou.

Conheça os cursos oferecidos pelo Centro de Tecnologia e Inclusão, incluindo os realizados em parceria com o Programa Poeta Acessível, no link:




Jovem com Down conquista vaga em faculdade de Natal; 'Tirei de letra'

Gabriel Gomes vai cursar Educação Física na Universidade Potiguar.Estudante teve apoio dos pais na escolha do curso.

Andrea Tavares Do G1 RN

Gabriel quer ser jogador de futebol quando se formar (Foto: Andrea Tavares/G1)
Gabriel quer ser técnico de futebol quando se formar (Foto: Andrea Tavares/G1)

O sorriso do estudante Gabriel Gomes, de 19 anos, que tem síndrome de Down, demonstra a alegria de ter conquistado a vaga no curso de Educação Física em uma universidade particular de Natal. “Tirei de letra. Eu tenho muita fé e sabia que ia conseguir”, comemora Gabriel, que sonha em ser técnico de futebol quando se fomar.

Gabriel não teve correção diferenciada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e, na universidade, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. “Ele apenas teve acompanhamento durante a aplicação da prova", disse a mãe do jovem, Márcia Gomes. Ela conta que a escolha do curso e a decisão de prestar o vestibular foram do estudante. “Desde o início do ano passado ele já começou falar que queria Educação Física”, conta.

Desde criança recebendo o incentivo da família para estudar, a dificuldade enfrentada pelo jovem estava em conseguir convencer os pais a deixá-lo raspar o cabelo. “Eu passei e quero raspar sim”, comemora Gabriel. Apaixonado pelo ABC e Grêmio, o jovem diz que ser técnico de futebol foi uma escolha natural, já que é fã do esporte. “Meu professor me inspirou. Eu já fiz futebol, futsal, judô, karatê, capoeira e natação”, conta, entusiasmado.

A rotina de estudos durante o ensino médio foi puxada. O próprio garoto conta que ia para a escola de manhã, fazia aulas complementares a tarde, e esportes no tempo livre. E mesmo com tantos afazeres, ainda tem tempo para namorar. "Minha namorada ainda não sabe que passei, mas vou contar a ela", diz Gabriel sobre contar a Mariana, namorada dele há oito anos.
Gabriel conta que está ansioso para o começo das aulas  (Foto: Andréa Tavares/G1)
Gabriel conta que está ansioso para o começo das aulas (Foto: Andréa Tavares/G1)

O estímulo dado para os estudos de Gabriel foi uma das provas do amor dos pais, que não mediram esforços para fazer com que as dificuldades fossem superadas, mesmo com limitações. “É um processo contínuo. Eu costumo dizer que é como andar de bicicleta, não podemos parar de pedalar”, disse o pai de Gabriel, Anailson Gomes. Os pais ainda brincam que na casa, não tem “moleza” para o garoto. “Sempre acreditamos no nosso filho e queremos que todos acreditem. Ninguém pode dar moleza a ele não”, explica.

Na escola, os pais dizem que o filho contou com a ajuda de professores e diretores, sem que passassem “a mão na cabeça”. Muitas vezes, o tempo de avaliação dele era maior que a de outros alunos. “Nosso papel é prepará-lo, fazer ele ser autossuficiente. É um sentimento indescritível”, diz Márcia.“Cada conquista é uma alegria, foram anos e anos de luta, nossa recompensa é diária com o Gabriel”, diz, emocionado, o pai orgulhoso.

Por enquanto, o passatempo de Gabriel é assistir televisão e jogar bola em casa, mas essa rotina está com os dias contados. A matrícula já foi feita e as aulas começam na próxima semana. "Estou muito empolgado, mamãe prometeu que iria botar uma mesinha de estudos no meu quarto", comemora o estudante.

Fonte: g1.globo.com

Mãe faz campanha para ajudar filho com paralisia cerebral - Veja o vídeo.


Victor Calcagno


Foto: O jovem Arthur, de 6 anos, com a mãe Marinete / Reprodução


Quando Arthur foi diagnosticado com paralisia cerebral ao fim do primeiro ano de nascimento, sua mãe entrou em choque. Marinete Almeida, administradora de 38 anos que mora em Saracura, não conhecia nada sobre a doença, suas consequências ou a forma de tratá-la. Não tinha ideia de que o filho, que nasceu prematuro, sofreu uma lesão cerebral incurável provocada por icterícia logo na primeira semana de vida e que a complicação deixava sequelas.

Click AQUI para ver o vídeo.

A criança teria dificuldades de locomoção para sempre, precisaria de cuidados especiais e equipamentos apropriados à sua necessidade, como cadeira de rodas, andador e órtese dos membros inferiores. Depois de seis anos de muitos gastos com esses ​equipamentos, e com Arthur precisando agora de um estabilizador postural, Marinete decidiu fazer uma campanha de arrecadação através das redes sociais. Com fotos e vídeos da criança, ela tenta atingir o valor de R$​ ​4.500 ​por meio de doações e venda de rifas.

No começo fiquei com vergonha, porque estava pedindo. Mas depois que as pessoas foram ajudando, comentando e dando força, vi que não tinha problema nenhum nisso — diz a administradora.

Marinete chegou a tentar o acesso aos equipamentos por vias públicas. Fez um pedido formal na defensoria, mas foi negado. Desde então move ações contra o governo estadual​ para conseguir os dispositivos, e enquanto não consegue, resolveu fazer a campanha.

Com o apoio de amigos, ex-colegas de trabalho e até desconhecidos, já conseguiu R$3.000 para a aquisição do equipamento. Segundo a mãe, o estabilizador possibilitará que Arthur realize um dos feitos que a deixariam mais feliz: ficar de pé. Como não tem força n​as pernas, o dispositivo age provendo ao garoto o sustento necessário para seu peso. De tão entusiasmada com o resultado, Marinete acredita que em breve conseguirá atingir a quantia e já até tirou as medidas necessárias para a compra.

Apesar de Arthur não conseguir realizar movimentos muito complexos, o menino tem ótimo intelecto, garante a mãe. Ele está no 1º ano do​Ensino ​Fundamental, estudando em Vicente de Carvalho,​ na Zona Norte do Rio,​ e contará com a ajuda de uma assistente pessoal nas atividades escolares em breve. Além do ensino comum, o garoto também tem acompanhamento especial no Cervim (Centro de Acompanhamento e Reabilitação da Vila Militar), em que realiza uma série de tratamentos, como fisioterapia respiratória, fonoterapia, terapia ocupacional e equoterapia, na qual monta em cavalos. Marinete acredita que com ajuda do estabilizador e da fisioterapia, Arthur conseguirá andar. Ela diz que o filho entende a importância de toda a história e que a comunicação com ele acontece por gestos.

A gente fala pelo olhar e pelo sorriso. Sei que ele quer algo quando sorri, e que não quer quando responde de cara séria. Agora, com a notícia do andador, ele está sempre sorrindo.

APAE abre inscrições para sua 1ª pós-graduação sobre inclusão

Foto: Divulgação
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um prédio branco, grande. Com rampas na entrada e jardim em volta. Com uma fachada na cor azul escrito: APAE. Fim da descrição.
Legenda: Aulas serão ministradas na sede de Vila Clementino em SP

Com o objetivo de capacitar profissionais das áreas da Saúde e da Educação sobre os novos paradigmas da deficiência intelectual com ênfase na proposta de educação inclusiva determinada pela UNESCO, o Instituto de Ensino e Pesquisa APAE DE SÃO PAULO abre inscrições para sua primeira pós-graduação. O curso lato sensu Deficiência Intelectual: aspectos neuropsiquiátricos, pedagógicos e inclusivos tem início no dia 25/03, duração de dois anos e conta com 60 vagas.

As aulas acontecem em um fim de semana por mês, das 9h às 18h, na sede da Organização (rua Loefgren, 2.109 – Vila Clementino), e irão proporcionar aos profissionais conhecimentos técnicos e metodológicos sobre a deficiência . Como resultado, os pós-graduados poderão contribuir com a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos com deficiência intelectual no processo de inclusão escolar, fortalecendo sua autonomia e seu empoderamento.



Exames podem detectar autismo em crianças antes de aparecimento de sintomas

Exames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

BBC Brasil

THINKSTOCK
Estudo pode levar a melhores diagnósticos e terapias de crianças com autismo
Pesquisadores dizem que autismo pode ser detectado em crianças no primeiro ano de vida

Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde.

O estudo, publicado na revista Nature, entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso - no primeiro de ano de vida.

As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.

De acordo com o levantamento, uma em cada 100 pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

O final feliz da busca viral de um pai pelo copo de estimação do filho com autismo.

O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível - como linguagem por exemplo - em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

"Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo", disse à BBC o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.

"Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo", afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais - como treinar pais a interagir com o filho autista - em busca de resultados mais eficientes.

Intervenção precoce

Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. "Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor", afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

"É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível", diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e "nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças".

Fonte: bbc.com