sábado, 4 de março de 2017

Engenheiros desenvolvem aplicativo que identifica objetos para cegos

Foto: Divulgação

Legenda: Aplicativo Aipoly identifica os objetos do cotidiano

Uma equipe de engenheiros americanos com intuito de construir uma inteligência de visão acessível, desenvolveu um aplicativo para cegos.

O Aipoly Vision é aplicativo gratuito que ajuda pessoas com deficiência visual identificarem rapidamente objetos de seu cotidiano. Basta apontar o celular para o objeto e o aplicativo irá informar o que vê em texto e sistema de voz.

Confira:  www.aipoly.com

Jovem paraplégica viraliza na internet ao relatar sua vida sexual

Foto: Reprodução/Facebook
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém a Rachelle e Seu Marido, ele estão em frente sua casa, posando para a foto. Ela está sentada em sua cadeira de rodas segurando uma balão e um buquê e ele está ajoelhado ao lado dela. Eles estão felizes e sorrindo. Fim da descrição.
Legenda: Rachelle Chapman comemorando o dia dos namorados com seu marido


Rachelle Chapman, é uma jovem americana de 29 anos, que é paraplégica e serviu de motivação com um post no Facebook sobre sua vida sexual.

Em 2009, Rachelle perdeu os movimentos do seu pescoço para baixo ao ser empurrada para dentro de uma piscina em sua despedida de solteiro.

Como a maioria das pessoas que passam por essa situação, a americana temia a qualidade de sua vida sexual após o acidente. Ela teve algumas dificuldades, mas com a força de vontade, reabilitação e apoio do marido, isso passou a ser mais fácil.

Rachelle conseguia manter sua relação normalmente, porém não chegava mais ao orgasmo como antes, e como ainda tem sensações em seu pescoço, seu marido passou a utilizar essa parte erógena de seu corpo.

Além de ter feito um ensaio sensual, para motivar outras pessoas, Chapman contou sua experiência em um post no facebook que viralizou e emocionou a internet, usando a hastag #WhatMakesMeSexy (O que me faz ser sexy, em inglês). Confira:




















                                              A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém um post do facebook de Rachelle Chapman com sua foto do ensaio sensual, onde ela está deitada de lingerie em uma cama, mostrando sua sensualidade. Abaixo está o seguinte texto que ela escreveu: Por favor leia: Em 23 de maio de 2010, eu estava paralisado em um terrível acidente que não só iria mudar a minha vida, mas as vidas das pessoas ao meu redor. Meu corpo mudou e é a capacidade de fazer o que eu queria fazer desbotada. Que vieram com sérios problemas de imagem corporal que só foram aumentados pelo meu cateter. Eu vi na mídia esta aparentemente opinião geral de que as pessoas com deficiência são assexuados, amada e simplesmente não é sexy. Eu queria fazer algo para não só a minha confiança, mas para qualquer um na minha situação que acha que eles não são belas por causa de uma falha. A paralisia é parte de mim. O cateter é parte de mim, mas também não é tudo de mim. Confiança irá ofuscar defeitos. Estou a fazer isto para aqueles que não consegue enxergar uma cadeira de rodas. Estou a fazer isto para mostrar que somos capazes, somos seres sexuais e não devem ser ignorados. Não vou exaltar a deficiência. Minha paralisia é uma enorme parte da minha vida e eu espero por uma cura. Mas, entretanto eu preciso amar a mim mesmo. Então. Estou ligando em mídias sociais para mencionar algo que amo em ti com a hashtag #whatmakesmesexy. Vamos ter um dia de auto amor, espalhar uma mensagem positiva, em vez de rasgar a nós e aos outros para baixo! Por favor, compartilhe! Obrigado Revolution Studios por uma foto incrível!

Ela é casada há 8 anos, teve sua primeira filha em 2015 e há poucos meses teve outro bebê através de uma gravidez de barriga de aluguel.

CPB divulga informações sobre participação de atletas com deficiência intelectual no Open de Atletismo

Por CPB

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Devido a não realização da classificação intelectual internacional durante o Open Loterias Caixa de Atletismo, de 21 a 23 de abril, em São Paulo, a Coordenação Técnica da modalidade no Comitê Paralímpico Brasileiro decidiu permitir a participação de atletas com deficiência intelectual (T/F20) que não sejam classificados internacionalmente, mas que cumpram os índices mínimos das provas abertas para as classes em questão.

Portanto, aqueles que tenham interesse em participar e cumpram os índices - por meio dos resultados obtidos no Circuito Ranking Prova-Classe 2016 -, devem enviar a planilha de inscrição até dia 9/03 (quinta-feira) para o e-mail openat2017@cpb.org.br.

Lembrando que, como esses atletas não possuem classificação internacional, assim como não são licenciados junto ao World Para Athletics (antigo IPC Athletics), suas marcas não serão homologadas para o ranking internacional da modalidade.

Para mais informações sobre o Open de Atletismo, acesse a  página da competição.

Fonte: cpb.org.br

Seleção Brasileira de Futebol de 5 é convocada para avaliação física

                            Seleção Brasileira de Futebol de 5 é convocada para avaliação física
                                     Foto: Ricardinho e Vinícius durante atividade física na Andef

Iniciado o novo ciclo, que tem como objetivo principal os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, a Seleção Brasileira de Futebol de 5 foi convocada pela primeira vez no ano. Os atletas vão passar por avaliações físicas de 08 a 10 de março, no Rio de Janeiro.

Além dos dez jogadores que garantiram a quarta medalha de ouro do Brasil na Paralimpíada do Rio, outros cinco atletas foram chamados pelo técnico Fábio Vasconcelos. Confira a lista:

Goleiros
Luan de Lacerda Gonçalves – AGAFUC (RS)
Vinícius Tranchezzi Holzsauer – APADV (SP)

Jogadores de linha
Cássio Lopes dos Reis – ICB (BA)
Damião Robson de Souza Ramos – AGAFUC (RS)
Felipe Sabino – CEIBC (RJ)
Jardiel Vieira Soares – CEDEMAC (MA)
Jeferson da Conceição Gonçalves – ICB (BA)
Marcos José Alves Felipe – APACE (PB)
Mauricio Tchopi Dumbo – AGAFUC (RS)
Maxwell Carvalho Valente – CEDEMAC (MA)
Raimundo Nonato Alves Mendes – AGAFUC (RS)
Ricardo Steinmetz Alves – AGAFUC (RS)
Thiago do Nascimento Moreira – CEIBC (RJ)
Tiago da Silva – URECE (RJ)
Tiago Santos Nascimento – ICB (BA)

Comissão Técnica
Antônio de Pádua Alves da Costa – Staff
Fábio Luiz Ribeiro Vasconcellos – Técnico
João Paulo Borin – Fisiologista
Josinaldo Costa Sousa – Auxiliar Técnico
Luis Felipe Castelli Correia de Campos – Preparador Físico

Fonte: cbdv.org.br

CPB anuncia Seleções 2017 de esgrima em CR, halterofilismo e tiro esportivo e expõe novos conceitos de formação das equipes do Brasil no ciclo 2017-2020

Por CPB

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O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio de seu Departamento Técnico e das Coordenações Técnicas das modalidades esgrima em cadeira de rodas, tiro esportivo e halterofilismo, dentro do Planejamento de Alta Performance para o Ciclo Paralímpico 2017-2020, anuncia as Seleções 2017 das três modalidades e expõe as novas diretrizes para formação das equipes do Brasil.

No ciclo 2017-2010, o CPB passará a trabalhar com dois conceitos de formação de Equipes Nacionais dos três esportes: Equipe Brasileira Permanente Paralímpica (EBPP), que será anual, e Seleção Brasileira Paralímpica (SBP), que será pontual.

Este novo modelo visa potencializar a participação brasileira no circuito de competições nacionais e internacionais reconhecidas pelos comitês internacionais responsáveis pelas três modalidades. No caso da esgrima em CR, o Comitê Internacional de Esgrima em CR da Federação Internacional de Esportes para Cadeirantes e Amputados (IWF/IWAS); do tiro, o Comitê Paralímpico Internacional de Tiro Esportivo (IPC Shooting); e, do halterofilismo, o Comitê Paralímpico Internacional de Halterofilismo (IPC Powerlifting).

Nos documentos abaixo, estão as diretrizes das equipes anuais e pontuais até 2020 para as três modalidades. Para todas, as premissas de representação são as mesmas, ou seja, uma Equipe Brasileira Paralímpica Permanente e a Seleção Brasileira Paralímpica. Os critérios de composição dessas duas equipes variam de esporte para esporte.

Confira os documentos:




Fonte: cpb.org.br

'Minhas mãos foram reimplantadas após ataque do namorado com espada de samurai'

Aos 42 anos, Simone Butler segue uma rotina de pequenas vitórias, que ainda não incluem o manejo de chaves ou o simplório prazer de pegar uma moeda achada no chão.

BBC Brasil

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Mas não se ouve dela qualquer tipo de recriminação. Na verdade, Simone fez questão de contar ao mundo a tenebrosa experiência pela qual passou, em 2003: ela teve as mãos decepadas após um ataque de seu então namorado com uma espada de samurai.

O caso se tornou um símbolo da luta contra a violência doméstica na Nova Zelândia. Simone teve os braços reimplantados e passou por anos de fisioterapia e apoio psicológico como parte do processo de recuperação. E, há dois anos, escreveu um livro para relatar a experiência.

Infelizmente, Renee Gumbie, uma amiga de Simone também atacada, não teve a mesma sorte e perdeu a mão esquerda.

O agressor, Antonie Dixon, era usuário de drogas e, no dia do ataque, tinha consumido metanfetaminas. Além de mutilar as duas mulheres, ele ainda matou um homem a tiros em um posto de gasolina e fez um refém, antes de ser preso.

Condenado inicialmente à prisão perpétua em 2005, Dixon e seus advogados conseguiram que o caso fosse julgado novamente, sob o argumento de que o primeiro veredito não levara em conta apropriadamente as alegações de insanidade mental do réu - Dixon sofrera abusos sexuais e violência quando criança. Ele tinha sido preso 14 vezes ao longo de sua vida.

Porém, ele também foi considerado culpado no segundo julgamento e, em fevereiro de 2009, antes que a segunda sentença fosse proferida, apareceu morto na prisão. Um inquérito determinou o suicídio como causa da morte.

"Quando recebi a notícia, saí dançando pela sala. Eu finalmente estava livre dele. Mesmo na prisão, Antoine encontrava maneiras de se comunicar comigo e me chantagear e ameaçar. Ele conhecia pessoas do lado de fora que podiam fazer o que pedisse", contou Simone ao programa de rádio Outlook, do Serviço Mundial da BBC.

Simone ficou inconsciente por dias depois do ataque. Passou por 27 horas de cirurgia e, quando acordou, tinha como última memória a cena em que tentava manter as mãos junto ao corpo. Tinha os braços cobertos por enormes bandagens e foi apenas quando uma enfermeira quis checar a temperatura dos dedos é que Simone percebeu que ainda tinha mãos.

Mais notável ainda foi o fato de os médicos conseguirem reimplantar as mãos depois de o braço esquerdo ter sido danificado a ponto de ela precisar de um enxerto ósseo da bacia. Entre 2003 e 2008, Simone foi submetida a quase 100 cirurgias - 12 delas sob anestesia geral.

O trauma da recuperação incluiu também as memórias de cinco anos de um relacionamento abusivo com Dixon. Quando Simone o conheceu, foi alertada de que ele batera na ex-mulher e de sua reputação de problemas com a lei. A própria Simone vinha de um passado turbulento: seus pais eram usuários de drogas e, com apenas 15 meses de idade, teve uma overdose acidental ao ingerir heroína deixada sobre uma mesa.

"Não morri porque sou resistente por natureza, acho. Não tinha muitas expectativas na vida quando encontrei Antonie. Havia sinais de alerta, mas me venceu pelo cansaço. Ele basicamente me perseguiu durante seis meses até que eu saísse com ele. Antonie era charmoso, carismático e me fazia rir. E gostava muito de mim. Minha autoestima era baixa naquela época e acabei acreditando em todos os elogios e promessas".

Em pouco mais de um ano, o sonho virou pesadelo e as agressões e ameaças começaram. Simone diz que tentou várias vezes terminar o relacionamento, mas desistiu, tanto por causa de ameaças, quanto pelo que classifica de compaixão diante de todos os problemas pelos quais Dixon tinha passado.

"Ele sempre pedia perdão e se mostrava arrependido pela violência. Eu me iludi e achei que poderia mudá-lo com carinho e afeto. Mas eu também estava envergonhada pela situação. Havia muita vergonha dentro de mim e quis esconder isso (das pessoas)".

Em 2003, segundo Simone, Dixon estava usando cada vez mais metanfetaminas e seu comportamento estava cada vez mais paranoico. Acompanhada de Renee, ela foi até a casa do namorado para anunciar que estava terminando o relacionamento. Foi quando o ataque ocorreu."Antonie acusou a mim e minha amiga de estar em conluio com a polícia. Achei que podia morrer, mas, na verdade, estava aliviada que não precisaria mais lidar com Antonie. Eu não queria morrer, mas não via como poderia escapar daquela situação, então aceitei o que estava por vir", conta.

O ataque só terminou quando a espada quebrou e um amigo do agressor, que também estava na casa separou Antoine das mulheres. Antes de deixar o local, o agressor chamou uma ambulância.

"A última coisa que me lembro é de ouvir a voz de um paramédico e de alertá-lo que não sabia se Antoine ainda estava na casa. Lembro ainda de ser colocada em um helicóptero".

Médicos disseram a Simone que, mesmo com o sucesso da cirurgia, suas mãos teriam sérias limitações - ela conta que a esquerda foi definida apenas como "peso para papel" e que a direita teria apenas 40% dos movimentos.

"Mas eu logo consegui me limpar sozinha e até mesmo colocar maquiagem", lembra.

Atualmente, ela consegue usar a mão esquerda para levantar copos e até voltou a andar a cavalo. E já não sente mais vergonha de mostrar as cicatrizes. Tanto que se tornou uma porta-voz para ONGs de apoio a vítimas de violência doméstica na Nova Zelândia.

"Por muito tempo eu tive medo de sair de casa por causa das cicatrizes. Mas hoje sei que minhas mãos apenas mostram que estive em batalhas - e que as venci".

CPB divulga regulamento do Circuito Loterias Caixa 2017

Por CPB

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O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio do seu Departamento Técnico, divulgou hoje, 3 de março, o regulamento do Circuito Loterias Caixa 2017.
As etapas regionais serão realizadas em Recife, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Já as nacionais serão todas em São Paulo. 

Fonte: cpb.org.br

Projeto reduz a pena por estupro de vulnerável

Estadão
Igor Gadelha, com colaboração de Fabiana Cambricoli Brasília

Imagem internet/ilustrativa
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Primeiro vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) propõe diminuir de 1/6 a 2/3 a pena para o crime de estupro de vulnerável quando o ato não envolver penetração ou sexo oral. A redução foi apresentada por ele em parecer a projeto do qual é relator na Comissão de Constituição e Justiça e tem o aval de ministros do Superior Tribunal de Justiça.

De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), o projeto original foi aprovado pelo Senado em 2016, prevendo apenas dois pontos: a inclusão no Código Penal do crime de "divulgação de cena de estupro", com pena de 2 a 5 anos de prisão, e o aumento de 1/3 a 2/3 da pena em casos de estupro coletivo. No parecer sobre a matéria na CCJ da Câmara, Ramalho acatou o texto dos senadores, mas incluiu novas propostas.

Segundo o Código Penal, configura-se como crime de estupro de vulnerável qualquer ato libidinoso, com ou sem penetração, com menores de 14 anos ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato ou, por qualquer outra causa, não possa oferecer resistência. A pena prevista é de 8 a 15 anos de reclusão, que pode chegar a até 30 anos, quando a vítima morre em decorrência do estupro.

No parecer, Ramalho propôs redução da pena para o crime quando, cumulativamente, o acusado for réu primário e não tiver antecedentes por crimes da mesma natureza; "o ato libidinoso diverso da conjunção carnal não for praticado com violência física ou psicológica nem consistir na introdução de membro, órgão ou objeto nas cavidades vaginal, oral ou anal da vítima"; e "o ato não importar em grave invasão da intimidade da vítima ou em humilhação".

Leia mais sobre o assunto: 

Para o deputado, a punição prevista hoje a estupro de vulnerável é "desproporcional, merecendo pronta correção legislativa". O deputado sustenta que, diante da "desproporcionalidade", muitos juízes e tribunais de segunda instância estão enquadrando acusados de estupro de vulnerável em crimes de pena menor ou até mesmo absolvendo-os, quando o ato não envolve penetração. No STJ, porém, muitas dessas decisões estão sendo revertidas para a pena prevista no Código Penal. Ministros da Corte dizem que estão agravando, por falta de previsão de pena alternativa na legislação penal.
"O projeto procura exatamente estabelecer alguns critérios objetivos para evitar que qualquer tipo de agressão sexual que não seja a usual, de penetração, possa ser colocada nessa figura menor. São critérios para, de alguma maneira, amarrar um pouco o juiz, para não dar uma flexibilidade muito ampla e o resultado acabar sendo o de diminuição de todos os casos de pena", afirmou o ministro do STJ Rogério Schietti, um dos que ajudaram Ramalho a elaborar o parecer.

Conforme Schietti, juízes e tribunais de segunda instância hoje estão resistindo a aplicar pena mínima de 8 anos em casos de estupro de vulnerável em que não há conjunção carnal. "Como por exemplo: um vizinho passa as mãos nos seios da menina. Essa pena é a mesma da que ele seria punido se realmente estivesse mantido relações sexuais com ela", disse o ministro.

Reação

Apesar de ter o apoio do STJ, o projeto não agradou a alguns parlamentares. "Não temos de reduzir pena de ninguém, nem mesmo quando não tem penetração. Já recebi nas unidades de saúde que trabalho várias vítimas de violência sexual e a penetração, em alguns casos, é apenas um detalhe do processo. As sequelas e o sofrimento durante todo o ato não dá para descrever", disse Carmen Zanoto (PPS-SC), que é enfermeira e coordenadora adjunta da bancada feminina.

Para Viviana Santiago, gerente técnica de Gênero da ONG Plan Internacional Brasil, que atua há 76 anos na defesa dos direitos da infância, o projeto é "um retrocesso" e parece ser uma "licença" a agressores para determinadas formas de violência. Na avaliação dela, o correto seria criar políticas voltadas para a reparação das vítimas. "Parece que estamos transferindo nosso olhar para o agressor." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: noticias.bol.uol.com.br Imagem internet/ilustrativa.

Empregabilidade e inclusão profissional para pessoas com deficiência na REATECH 2017

Agências de emprego e empresas expositoras disponibilizam vagas às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida e recebem currículos de candidatos.

Foto de um pavilhão com multidão visitando stands de diversas empresas.


A REATECH | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece de 01 a 04 de junho de 2017, no São Paulo Expo, tem a empregabilidade como um dos seus destaques já que agências de emprego e empresas expositoras disponibilizam vagas às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida e recebem currículos de candidatos. A feira é maior evento da América Latina dedicado às pessoas com deficiência (PcDs).

De acordo com o Ministério do Trabalho, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 20% na participação de profissionais com deficiência (PcD) no mercado de trabalho. Se antes os deficientes atuavam apenas nos bastidores, hoje já prestam atendimento aos clientes e trabalham em áreas estratégicas.

A marca McDonald’s, reconhecida no setor de alimentação de serviço rápido em todo o mundo, está presente em 119 países por meio de operações próprias ou franquias. Atende diariamente mais de 70 milhões de clientes, que fazem suas refeições em mais de 35 mil restaurantes. Desde agosto de 2007, a licença exclusiva para operar a marca McDonald’s na América Latina foi concedida à Arcos Dourados.

O Brasil é um mercado estratégico para a empresa, que representa quase 50% de suas vendas. Por ter cerca de 90% de seu quadro de funcionários formado por jovens, a Arcos Dourados (operação Brasil) é considerada uma das maiores empregadoras de jovens do Brasil, com cerca de 36 mil funcionários, que atendem diariamente a mais de 1,8 milhão de clientes. A maioria deles vive sua primeira experiência profissional na empresa.

Participando da REATECH, há quatro anos, o foco da empresa é divulgação de vagas, programa de inclusão e ampliação de parcerias. Vera Teixeira, consultora de RH, destaca que “a REATECH é um importante evento consolidado no mercado de reabilitação, inclusão e sensibilidade, onde podemos dar maior visibilidade das oportunidades que temos dentro de Arcos Dourados”.

Sobre a Reatech 2017

Importante mostra de produtos para a área de reabilitação, inclusão social e acessibilidade, a 15ª edição da REATECH, traz como grande diferencial os lançamentos e produtos de 300 expositores com foco nas inovações de tecnologia assistiva como aplicativos, adaptações veiculares, cadeiras de rodas elétricas, próteses e órteses, aparelhos auditivos, produtos ortopédicos, materiais hospitalares, distribuidores de produtos, educação, entidades públicas e privadas, entre outros.

Com entrada gratuita, são esperados cerca de 52 mil profissionais da saúde e educação, além de consumidores finais, usuário deste mercado.

Para atender as necessidades dos visitantes a REATECH, organizada pela Cipa Fiera Milano, terá manual em braille, piso podotátil, maior quantidade de banheiros adaptados e corredores mais largos, facilitando a visitação de todos que frequentarem o evento.

O setor

Segundo dados do IBGE o Brasil possui 46 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 24% da população. Ainda, são 21 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e de acordo com a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) o País será o sexto em número de idosos em 2025, quando deve chegar a 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, população que muitas vezes, necessita das mesmas estruturas de acessibilidade voltadas para as pessoas com deficiência. Com faturamento anual em torno de R$ 5,5 bilhões o mercado de produtos e serviços para PcD é formado por 42% das classes A e B, 44% da classe C e 14% D e E.

Serviço

15ª REATECH | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
Data: 01 a 04 de junho de 2017, 5ª a 6ª das 13h às 20h | Sábado e Domingo das 10h às 19h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
Transporte gratuito: Rua Nelson Fernandes, 450 – Acesso pelo Terminal Rodoviário Jabaquara

sexta-feira, 3 de março de 2017

Novos critérios para doação de sangue e transplante

Critérios específicos para triagem de candidatos à doação de sangue e transplante busca evitar casos de febre amarela



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde (MS) publicaram Notas Técnicas conjuntas ((Anvisa/SAS/MS Nº 001/2017 e Nº 011/2017 ) relacionadas aos critérios clínicos para triagem de candidatos à doação de sangue e de potenciais doadores de órgãos e tecidos para o vírus da febre amarela. A medida visa a prevenção da transmissão do vírus da febre amarela.

As notas foram emitidas considerando os recentes registros de casos de febre amarela silvestre em regiões do Brasil, alertando para a necessidade de se considerar o risco de transmissão dessa doença por meio de transfusão sanguínea ou transplante. Isso porque há relatos de transmissão do vírus da febre amarela por transfusão, após a vacinação de doadores de sangue.

As Notas indicam, ainda, que os critérios referentes ao período de inaptidão clínica poderão ser mais restritivos, caso estes serviços avaliem ser mais apropriado para a realidade epidemiológica local. A recomendação do MS é que os candidatos à doação de sangue que já tiverem sido vacinados deverão aguardar 04 (quatro) semanas para doar sangue, a partir da data da vacinação.

A lista atualizada dos municípios com casos suspeitos e/ou confirmados de febre amarela pode ser consultada no link:  http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/619-secretaria-svs/l1-svs/27300-febre-amarela-informacao-e-orientacao

Zika elevou em 20 vezes problemas no nascimento, diz estudo dos EUA

Reuters - Em Julie Steenhuysen Em Chicago

James Gathany/Centers for Disease Control and Prevention via AP


As taxas de microcefalia e alguns outros problemas congênitos foram 20 vezes maiores em gestações afetadas pelo zika em comparação com gestações em anos anteriores à chegada do vírus nas Américas, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira (2).

O aumento enfatiza o risco contínuo de zika durante a gravidez, disseram pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

O estudo, publicado em um relatório do CDC, examinou as taxas de problemas de nascimento em Massachusetts, Carolina do Norte e Geórgia em 2012-2013 - antes da chegada do Zika nas Américas. Eles acompanharam o número de defeitos congênitos comumente vistos entre bebês afetados pelo zika, incluindo anormalidades cerebrais e pequeno tamanho da cabeça ou microcefalia, defeitos no olho e outros problemas do sistema nervoso central.

Durante esses anos, defeitos congênitos nessa lista ocorreram em cerca de 3 a cada 1.000 nascimentos.

Eles compararam isso com as taxas publicadas de bebês a partir do registro de zika em 2016 nos EUA e descobriram que as taxas desses mesmos defeitos de nascimento eram 20 vezes maiores, ocorrendo em quase 60 a cada 1.000 gestações concluídas com infecções por zika.  

O CDC continua a recomendar que as mulheres grávidas evitem viajar para áreas com zika, e as mulheres grávidas que vivem nestas áreas devem tomar medidas para se proteger contra a infecção.

Fonte: noticias.uol.com.br

Pesquisadores de universidade mineira criam ergômetro para atletas cadeirantes



Por Any Karolyne Galdino

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) trabalha no desenvolvimento de equipamentos para auxiliar o treinamento e a avaliação de atletas com deficiência. O primeiro deles, que deverá chegar aos centros de treinamento em 2017, é um ergômetro para cadeirantes.

Os ergômetros são aparelhos utilizados para calcular o esforço físico e podem ter diversas formas, como esteiras e bicicletas ergométricas. A proposta do ergômetro construído pelos pesquisadores da UFU é simular uma cadeira de rodas para avaliar a condição física de cadeirantes que praticam modalidades como atletismo, basquete e tênis. O atleta executa no equipamento o mesmo movimento que faria para propulsionar as rodas de sua cadeira durante o esporte.

“O nosso ergômetro utiliza um sistema de resistência eletromagnética em que é possível a seleção de até oito níveis. Podemos medir as velocidades e potências exercidas, a energia gasta durante o exercício e os respectivos índices de fadiga. Outra característica do equipamento é que suas dimensões podem ser ajustadas de acordo com o tamanho e posicionamento do usuário”, explica o engenheiro que coordena o projeto, Cleudmar de Araújo. Segundo ele, o equipamento poderá ajudar treinadores e atletas brasileiros a estabelecer um treinamento para aprimorar o condicionamento e a performance física, além de permitir o acompanhamento da evolução do desempenho.

O coordenador de Ciência do Esporte do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ciro Winckler, que tem acompanhado a pesquisa da UFU, diz que o projeto é inovador e aguarda a chegada do aparelho aos centros de treinamento. “É um ergômetro para qualquer modalidade que utilize cadeira de rodas e pode ser ajustado facilmente para qualquer atleta.”

Estrutura da CPB responsável pela aproximação com as universidades, a Academia Paralímpica Brasileira levou a Belo Horizonte no mês passado o 5º Congresso Paradesportivo Internacional.

Para Winckler, a parceria entre a entidade esportiva e os cientistas é fundamental. “Precisamos abrir cada vez mais as portas para este tipo de iniciativa porque realmente essa é uma limitação no Brasil. Os equipamentos que usamos são em sua grande maioria importados.”

A construção do ergômetro é um projeto de longo prazo que teve início na UFU em 2007 e ganhou força em 2012 com a criação do Núcleo de Habilitação e Reabilitação em Esportes Paralímpicos, formado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores das áreas de engenharia mecânica, mecatrônica, educação física, fisioterapia, odontologia e medicina. A proposta do grupo é desenvolver inovações em tecnologias voltadas para diversas modalidades esportivas praticadas por pessoas com deficiência. A iniciativa tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Patente

Os engenheiros da UFU já desenvolveram duas versões do ergômetro. A expectativa é que a terceira versão, que está sendo finalizada, possa atrair empresas parceiras para que o equipamento chegue ao mercado. O pedido de registro patente já foi feito. Segundo Cleudmar de Araújo, não há no Brasil e no exterior nenhum aparelho com as mesmas características. Assim que a terceira versão for concluída, o equipamento será apresentada ao CPB e em feiras esportivas e de tecnologia.

Segundo os pesquisadores, o ergômetro adaptado poderá estar nos centros de treinamento em 2017. “Tem ainda todo um processo de desenvolver o design do produto, a fase de transferência de tecnologia, isso tudo ainda precisa ser feito”, explica Araújo. Além do ergômetro, também estão em desenvolvimento na UFU equipamentos paradespotivos para natação, atletismo, arremesso de peso, entre outros.

Um engenheiro da NASA esta revolucionando a cadeira de rodas - Veja o vídeo.

Por Any Karolyne Galdino


Se você já passou algum tempo em uma cadeira de rodas, ou conhece alguém que precisa do equipamento, você provavelmente sabe que simplesmente o tentar se locomover pode ser uma causa de lesões adicionais. Na verdade, até 70% dos indivíduos em cadeiras de rodas tradicionais – ou seja, aqueles que exigem um movimento de empurrar para avançar – desenvolver dor crônica no ombro. Mas Rowheels, um conjunto de rodas que exigem que os usuários puxem em um movimento de remo para impulsionar a cadeira de rodas para a frente, está esperando acabar com essas lesões de estresse repetitivo de uma vez por todas.

Em 1998, Salim Nasser, tinha 20 anos, ele foi atingido por um motorista bêbado. Hoje, Nasser é tetraplégico e engenheiro no Centro Espacial Kennedy da NASA. Embora Nasser esteja em uma cadeira motorizada, ele sabia sobre as dificuldades de quem usa uma cadeira de rodas manual. Muitos, ele diz, experimentaram dor crônica no ombro. Em 2004, quando ele foi encarregado de chegar a um projeto de design sênior para a escola de engenharia, Nasser prevê a primeira versão de Rowheels: Uma roda que usa um um sistema de engrenagem para impulsionar uma cadeira para a frente como o usuário puxa para trás. Em 2010, ele entrou no protótipo no concurso de design Tech Brief’s Create The Future – e ganhou. Quatro anos depois, no final de 2014, os primeiros Rowheels estavam no mercado.

     Imagem: Rowheels
    
     Salim Nasser, engenheiro da Nasa e co-fundador da Rowheels e CTO

O problema com as cadeiras de rodas padrão, de acordo com Nasser, é que eles colocam tensão em um número limitado de músculos mais fracos, e podem criar desequilíbrios musculares nos usuários. E há um monte de usuários – acordo com o CDC , mais de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos dependem de cadeiras de rodas em seu dia-a-dia. De acordo com Rowheels, aqueles músculos mais fracos “fazem todo o trabalho de propulsão fazendo com que eles se tornem excessivamente usados ​​e apertados, desestabilizando a articulação do ombro”. Muitos que usam a cadeira de rodas desenvolvem Síndrome de Impacto de Ombro, uma condição que causa inflamação ou até mesmo ruptura nos tendões. Como o uso de Rowheels depende de um movimento de puxar, ele “distribui o trabalho de propulsão sobre um maior número de músculos grandes, resultando em menos fadiga e uso excessivo de músculos individuais. Rowheeling estabiliza a articulação do ombro e retrai a escápula(osso grande, par e chato, localizado na porção póstero-superior do tórax), melhorando a postura e reduzindo o risco de Síndrome de Impacto de Ombro “, de acordo com a empresa.

Além de ajudar a evitar dor no ombro, Rowheels melhorar a postura e força , e, no caso do modelo REV-LX, ter cerca de 25% menos esforço para impulsionar para a frente. Jackie Justus, professor de enfermagem da medula espinhal no Zablocki Veterans Administration Medical Center em Milwaukee, disse à Popular Science que o movimento de remo da cadeira poderia ser um “grande passo para poupar [usuários de cadeira de rodas] desgaste”. Rowheels vêm em dois modelos (o REV-LX é mais fácil de usar-se, o REV-HX é mais rápido).

Assista ao vídeo, e conheça mais desta revolucionaria cadeira de rodas:

Programação do Dia Internacional da Síndrome de Down – 21/3/2017

O Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, está chegando e o Brasil é sempre campeão no número de eventos no mundo!

lofo do dia internacional da sindrome de down em vermelho e azul, com o numero 21 fazendo um coracao e um planisferio dentro .


A cada ano que passa, a voz das pessoas com a deficiência e daqueles que vivem e trabalham com elas se torna mais forte. Para comemorar a data, a Down Syndrome International, organização internacional comprometida em melhorar a qualidade de vida de pessoas com a trissomia mundo afora, encoraja as organizações e comunidades ao redor do mundo a organizar eventos e atividades para promover a conscientização sobre a síndrome de Down. Esse ano o tema escolhido, é “Minha voz, minha comunidade” #MinhaVozMinhaComunidade Veja o convite da DSi no link:  https://worlddownsyndromeday.org/wdsd-2017

Síndrome de Down tem Diretriz

                                  Ilustracao de medica com menino e os dizeres - sindrome de down tem diretriz - conheca as diretrizes de atencao a pessoa com sindrome de down do ministerio da saude.

O Movimento Down, em parceria com o Singularidade Down, está lançando a campanha “Síndrome de Down tem Diretriz”, para divulgar as “Diretrizes de Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down”. As pessoas com síndrome de Down têm maior probabilidade de apresentar uma série de questões médicas que o restante da população. Por essa razão, precisam ter um acompanhamento médico diferenciado. Lançadas em 2012, a partir de um Grupo de Trabalho no Ministério da Saúde do qual o Movimento Down fez parte, as Diretrizes de Saúde indicam e explicam as principais ocorrências e estabelecem um calendário de exames e vacinas indicadas. Com esta campanha, esperamos popularizar as Diretrizes, ainda pouco conhecidas pelas famílias e pela comunidade médica.

Acesse as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down  http://www.movimentodown.org.br/2013/02/diretrizes-de-atencao-a-pessoa-com-sindrome-de-down/

O Movimento Down produziu também 12 Cartilhas de Saúde com as questões médicas que podem ocorrer com mais frequência em pessoas com síndrome de Down, para que as famílias e agentes de saúde possam diagnosticá-las de forma rápida e eficiente e buscar os tratamentos adequados para que indivíduos com a trissomia possam desfrutar de uma vida plena e saudável. As cartilhas são: Alterações no Sangue, Alterações Ortopédicas, Problemas de Audição, Cuidados com a Saúde Bucal, Diabetes, Problemas do Sono, Disfunções da Tireoide, Questões Gastrointestinais, Espasmos Epiléticos, Problemas de Visão, Problemas Cardíacos e Questões Dermatológicas.

Acesse as Cartilhas de Saúde do Movimento Down:  http://www.movimentodown.org.br/saude/cartilhas-de-saude/

Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down

O Dia Internacional foi criado pela Down Syndrome International e é comemorado desde 2006. A data escolhida foi 21 de março (21/3) para representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética. O objetivo do dia é celebrar a vida das pessoas com síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos na sociedade.

Liderança brasileira

Uma resolução para designar 21/3 como “Dia Internacional da Síndrome de Down” foi aprovada por consenso pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2011. A resolução foi proposta e promovida pelo Brasil, e co-patrocinada por 78 Estados membros da ONU.

Para saber sobre o processo de resolução na ONU, consulte:


Aproveite o Dia Internacional para realizar eventos em sua localidade ou compareça aos que estão sendo programados! Anualmente o Movimento Down organiza a lista com os eventos. Pedimos que nos mandem os detalhes do seu para que possamos divulgá-lo. Entre no link abaixo e preencha o formulário com as informações: https://goo.gl/forms/9KRZ1lOL79hUiEyq2

Confira a programação:


Justiça paulista condena Metrô a indenizar cadeirante que caiu em estação

Funcionária utilizou a escada rolante para transportar mulher que caiu e se machucou

Da Agência Brasil

Thinkstock

Metrô terá que indenizar a cadeirante em R$ 10 mil por danos morais

A Justiça paulista condenou a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) a indenizar uma cadeirante em R$ 10 mil por danos morais. A mulher sofreu um acidente na escada rolante de uma estação.

De acordo com os autos, a passageira precisava de ajuda para se locomover. Uma funcionária do Metrô a ajudou, no entanto, em vez de usar o elevador para transportá-la, utilizou a escada rolante. Durante o uso da escada, a vítima caiu e sofreu escoriações pelo corpo, principalmente nas pernas.

“Ao que tudo indica, a preposta não tomou a necessária cautela e menos ainda utilizou do caminho seguro, que seria o próprio elevador”, disse o relator do recurso, desembargador Carlos Henrique Abrão. “Incogitável se afirmar mera fatalidade, mas sim culpa, não apenas em razão da falta de utilização do elevador, mas também pelo manuseio da cadeira de rodas”, acrescentou.

Os desembargadores Melo Colombi e Maurício Pessoa também integraram a turma julgadora e acompanharam o voto do relator.

O Metrô disse, em nota, que a seguradora contratada pela companhia “arcará com o valor da indenização arbitrada pelo Poder Judiciário, cumprindo a decisão da Justiça”.

IOK promove exposições e corrida inclusiva em São Paulo

  Foto: Reprodução/YouTube
  A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém o ponto de largada da primeira caminhada da inclusão. Com uma placa que diz: LARGADA e várias pessoas a ultrapassando correndo. Fim da descrição.

Março é um mês especial para o Instituo Olga Kos (IOK). Há 10 anos o empresário Wolf Kos tornou realidade um sonho que começou a acalentar quando estava no CTI de um hospital tratando de uma grave doença cardíaca.

A inspiração para criar uma entidade que ajudasse a integrar à sociedade pessoas com deficiência intelectual veio de uma novela que tinha um personagem com síndrome de Down. 10 anos depois, o IOK atende mais de 3 mil pessoas com deficiência intelectual e também pessoas sem deficiência, mas em situação de risco social.

As oficinas de artes e esportes se espalham por mais de 40 locais da cidade de São Paulo e o Instituto é reconhecido e premiado pelo trabalho que desenvolve. Em março, inúmeras atividades marcam o aniversário do IOK e lembram o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21/03.

A terceira edição Corrida e Caminhada pela Inclusão no Circuito do Pacaembu terá duas largadas, às 7h às 8h da manhã, no dia 19/03. E, a série de exposições da Mostra Trajetória Artística chega a vários pontos de São Paulo já a partir do dia 03/03, reunindo obras (telas e esculturas) realizadas pelos participantes das oficinas de artes do IOK, com releituras de vários artistas renomados.

No Memorial da Inclusão, a exposição reúne o universo cósmico nas telas, objetos de cotidiano nas placas de gesso e os gestos nas esculturas. A mostra é uma releitura do trabalho dos artistas plásticos Takashi Fukushima, Caciporé Torres e Yutaka Toyota.

Para saber mais, acesse: www.institutoolgakos.org.br

Após acidente, família investe em fabricação de triciclos e faz sucesso no país

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Sérgio Ribeiro, fundador da Dream Bikes, empresa que fabrica veículos customizados

Muitos empreendedores investem em bicicletas ou triciclos para vender seus produtos. No entanto, isso não era uma prática comum há 24 anos, quando surgiu a Dream Bike. A empresa é especialista em fabricação de triciclos e comercializa para o Brasil inteiro.

Antes da Dream Bike, o fundador Sérgio Ribeiro, 66 anos, trabalhava no ramo de compra e venda de carros. Sua vida mudou quando sofreu um acidente. Depois de quebrar as duas pernas e passar dois anos imobilizado, Sérgio viu sua loja falir e precisou procurar uma nova fonte de renda para a família.

Foi em 1993 que ele teve a ideia de criar uma bicicletaria – uma loja que vendesse e realizasse pequenos consertos nos veículos de duas rodas. Segundo Patrícia Ribeiro, sua filha, a busca do pai por um novo negócio foi a maneira encontrada para reunir toda a família depois do acidente. “Estávamos em nossa casa de praia e ele estava consertando bicicletas. Percebeu que poderia ser um bom mercado, alugou um ponto na Vila Mariana [bairro de São Paulo] e abriu a loja”, explica.

Depois do acidente, Sérgio contraiu poliomielite na perna esquerda e, desde então, tem tido grande dificuldade de mobilidade. Pensando em si mesmo e em outras pessoas que não conseguem andar de bicicleta, o empresário começou a criar rodinhas para o veículo. No entanto, depois de muita análise, criou o Kit Triciclo com a ajuda de seu filho mais velho André e o mais novo Marcelo. O produto consiste em um item adaptável que transforma qualquer bicicleta normal em triciclo.

No início, era apenas para uso pessoal, mas Sérgio viu o potencial do produto e o pendurou na porta da loja. Após a medida, começaram a surgir consumidores interessados em comprar os produtos. A partir daí a Dream Bike iniciou o processo de fabricação e venda dos triciclos. “Encontramos um público que precisava desse meio de transporte e investimos nisso”, conta Patrícia.

Aproximadamente há 10 anos, a ideia do Kit Triciclo foi patenteada e a marca hoje atende grandes clientes como Pão de Açúcar, Kibon, Correios e Nestlé. Atualmente, a empresa possui diferentes tipos de triciclos como os adaptáveis para pessoas com deficiência e os food-trikes (triciclos especializados para micronegócios). A Dream Bike está expondo seus produtos na Feira do Empreendedor em São Paulo.

De acordo com Patrícia, há quatro ano, a empresa percebeu o potencial dos food bikes e resolveu investir nos food trikes, triciclos utilizados como pontos de venda para o varejo, que, nada mais são, do que um triciclo que leva uma grande estrutura para o empreendedor vender o que deseja. “Dá para usar em diferentes mercados, desde doces e salgados até a venda de roupas”, conta.

A história de superação de Sérgio fez com que ele apostasse em triciclos adaptáveis . “Desde o primeiro Kit Triciclo, a pessoa com deficiência já podia usar, mas com o passar dos anos, criamos adaptações especiais em guidões e assentos”, diz Patrícia. Esse trabalho social fez com que o empresário fosse muito reconhecido em todo o país. “Meu pai já recebeu o diploma da Federação Mundial da Paz e ainda carregou a Tocha Paralímpica”, orgulha-se.

Hoje, a companhia possui 35 funcionários e vende aproximadamente 2 mil triciclos por ano. Os valores de cada unidade vão desde R$ 300 para o Kit Triciclo até R$ 5 mil para food-trikes personalizados com design retrô.

A sede da Dream Bike fica no bairro do Cambuci em São Paulo (SP) e, além de comercializar seus produtos com revendedores, a empresa realiza projetos especiais com grandes marcas e também vende diretamente para o consumidor final em qualquer lugar do Brasil.

Fontes: Revista PEGN - turismoadaptado.wordpress.com

CPB divulga critérios de convocação para o Campeonato Mundial de Halterofilismo 2017

  
O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio do seu Departamento Técnico, divulga os critérios de convocação para o Campeonato Mundial de Halterfolismo 2017, que será realizado na Cidade do México, de 30 de setembro a 6 de outubro. 
No último Mundial da modalidade, em 2014, em Dubai, o Brasil conquistou duas medalhas: um ouro na categoria júnior até 72kg com Rafael Vansolin e um bronze na categoria adulta até 79kg com Marcia Menezes. 

Fonte: cpb.org.br

quinta-feira, 2 de março de 2017

Sem acessibilidade, cadeirantes não conseguem aproveitar orla de Maceió - Veja o vídeo.

Críticas de deficientes vão de estacionamento público a rampas de acesso. Prefeitura diz estar trabalhando para manutenção e melhoria dos serviços.

Michelle Farias Do G1 AL

Cadeirante precisa de ajuda para subir na rampa porque ela é muito alta (Foto: Michelle Farias/G1)
Cadeirante precisa de ajuda para subir na rampa porque ela é muito alta (Foto: Michelle Farias/G1)

Águas calmas, areia clara e sol forte praticamente o ano inteiro fazem da orla de Maceió uma das mais belas do país. Mas infelizmente nem todos conseguem aproveitar essas belezas naturais porque a orla não está adaptada para o deficiente físico, principalmente se ele depender de uma cadeira de rodas.

A reportagem do G1 acompanhou a assistente administrativa Rosiana Alves, 45, que é cadeirante, durante um passeio na orla. Os problemas enfrentados por ela vão desde a saída do carro no estacionamento público até a descida para o mar 

Click AQUI para ver o vídeo.

Ela diz não se lembrar a última vez em que entrou no mar. “Eu acho lindo o mar, a praia. Mas eu não tenho coragem de enfrentar as barreiras para curtir. Minha filha reclama muito, mas eu não consigo chegar na areia e preciso de ajuda. Então se o cadeirante precisa de ajuda, não tem acessibilidade”, afirma.

Os problemas começaram no estacionamento mesmo. O piso estava rachado e as rodas da cadeira emperraram. Depois, a cadeirante tentou passar pela rampa de acesso, mas também esbarrou em problemas.

Rosiana Alves diz que nem lembra a ultima vez que conseguiu tomar um banho de mar (Foto: Michelle Farias/G1)
Rosiana Alves diz que nem lembra a ultima vez que conseguiu tomar um banho de mar (Foto: Michelle Farias/G1)

“É um absurdo porque a cadeira emperra. A acessibilidade tem que ser para que o deficiente consiga andar sozinho, sem precisar de ajuda, mas com as rampas nessa situação fica difícil, eu tenho muito medo de cair, como já aconteceu várias vezes”, afirma.

Depois de passar pela rampa, os obstáculos estão na calçada, que está quebrada e ela precisa fazer manobras até chegar próximo à areia. “Eu só consigo chegar até esse ponto. Não consigo entrar na areia sem ajuda”.

A prefeitura de Maceió tem um projeto chamado Praia Acessível, com uma estrutura montada em alguns fins de semana para os cadeirantes. Mas nos dias em que o projeto não é realizado, o mais perto do mar que eles conseguem chegar é uma rampa de concreto nos primeiros metros de areia.

“Há apenas uns dois metros de uma rampa de concreto que não deixa o cadeirante perto [da água]. As ações da prefeitura não ocorrem todo final de semana”, lamenta Rosiana.

Rampa de concreto não deixa o cadeirante perto do mar, diz Rosiana (Foto: Michelle Farias/G1)
Rampa de concreto não deixa o cadeirante perto do mar, diz Rosiana (Foto: Michelle Farias/G1)

O presidente da Associação dos deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) explica que as ações da Praia Acessível ocorrem uma vez por mês. Além disso é feito um sorteio com as instituições cadastradas e apenas 20 cadeirantes podem participar.

“Se um cadeirante quiser vir com a família em um outro dia, ele não consegue chegar até a praia. Se ele quiser ir para Ponta Verde ou Jatiúca, por exemplo, ele não pode porque essa rampa de concreto só tem nesse ponto específico e que não atende à realidade dos deficientes”, afirma.

Rampas de acesso
As rampas de acesso na orla da capital até existem, mas muitas não atendem às necessidades dos deficientes. Em outros pontos, elas sequer existem. Rosiane explica que a maioria é muito alta e passar por elas sozinha é uma tarefa praticamente impossível.

“Você tem que fazer mais força, mas quando ela é muito alta, se não tiver alguém para ajudar, você cai. Muitas vezes eu tenho que dividir o espaço com os carros no meio da rua porque não consigo passar para a calçada”, afirma.

Em um ponto na Pajuçara, há apenas uma rampa de acesso para cadeirante em um dos lados (Foto: Michelle Farias/G1)
Em um ponto na Pajuçara, há rampa de acesso para cadeirante em apenas um dos lados da pista (Foto: Michelle Farias/G1)

A reportagem também acompanhou a cadeirante em outro ponto no bairro da Pajuçara, na Avenida Dr. Antonio Gouveia, próximo a uma academia. Rosiane tentou descer pela rampa, em frente a uma faixa de pedestres, mas não conseguiu sozinha. Com ajuda, chegou ao outro lado da rua, mas não tinha rampa.

“De um lado, a rampa que não consigo passar, e do outro, eu não consigo voltar para a calçada. Uma cidade turística que recebe pessoas do mundo todo não está adaptada para os deficientes, algo mínimo e que está na lei", afirma.

Sobre a falta de acessibilidade na orla, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável informa que está com uma equipe de trabalho permanente para manutenção da infraestrutura da orla da capital, incluindo serviços de melhorias para acessibilidade da região.

A Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, responsável pelo Praia Acessível, afirma que realiza atividades esportivas e de lazer, com banho de mar assistido, uma vez por mês, mas que o projeto está em fase de ajustes com previsão de retorno em março e perspectiva de ampliação para ocorrer duas vezes por mês.

Fonte: g1.globo.com