sábado, 11 de março de 2017

APNEN realizará a sua segunda festa do Chopps beneficente no dia 08 de abril de 2017

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Se você tiver interesse em nos ajudar com na vendas dos convites, entre em contato conosco.


APNEN realizará a sua segunda festa do Chopps beneficente no dia 08 de abril de 2017, o evento acontecerá no Salão de Festas no Centro Comunitário no Jardim São Jorge, em Nova Odessa.

A partir das 19h00

Esse evento tem por finalidade arrecadar fundos para que possamos dar continuidade aos nossos projetos sociais, como doações de Cadeiras de Rodas, Cadeiras de Banho, Fraldas Descartáveis, entre outros produtos não encontradas na rede pública de Saúde para as Pessoas com Deficiência na Cidade de Nova Odessa.

Os convites custarão R$15,00 e na aquisição desse convite você tem direito a uma CANECA EM ACRÍLICO DE 400ml, E UM CHOPPS GRÁTIS. os demais serão pagos a parte. Teremos também porções variadas.



Aceitamos Cartões de Credito e Debito.

Nesse ano estaremos apresentando um belo FLASH BACK com musicas dos anos 60 - 70 - 80 que será realizado pelo DJ. Vini Blanco.

OS CONVITES JÁ ESTÃO A VENDA

Mais Informações - fones; (19) 3466-3321 (19) 99884-1887 WhatsZap - e-mail - apnen.novaodessa@gmail.com


Ajude-nos a divulgar esse evento.

Fonte: APNEN Nova Odessa

Tuna oferece atividades esportivas para crianças e jovens com deficiência

Projeto Esporte Adaptado é gratuito e realiza trabalhos com a pessoa com deficiência na faixa etária de 11 a 18 anos. Entre os esportes, estão futebol e natação

Por GloboEsporte.com* - *Kaio Rodrigues, sob supervisão de Gustavo Pêna.

                           Projeto Esporte Adaptado (Foto: Arquivo Pessoal)
             Natação é uma das atividades realizada pelo projeto de Valdir Aguiar (Foto: Júnior Cunha)

A Tuna Luso formalizou uma parceria com o Projeto Esporte Adaptado, que visa desenvolver atividades físicas com crianças e jovens com deficiência na faixa etária de 11 a 18 anos. O trabalho é realizado pelo professor de educação física Valdir Aguiar há cinco anos na capital paraense. Quem tiver interesse em participar das diversas modalidades esportivas podem se inscrever de forma gratuita, sem pagamento de mensalidade.

As atividades estão voltadas para a pessoa com deficiência visual, física, intelectual e paralisia cerebral. Dentre os esportes ofertados pela parceria entre clube e projeto estão: futebol de cinco e sete, natação, atletismo, tênis de mesa, esgrima em cadeiras de rodas e bocha (esporte de seis bolas onde os jogadores fazem pontos ao deixá-las mais próximas de um alvo). As inscrições podem ser feitas nos dias das aulas, às quintas-feiras, das 9h às 11h, e aos sábados, das 8h às 11h, na sede tunante localizada na avenida Almirante Barroso, em Belém.

Temos uma emoção muito grande ao ver que o projeto está dando cerco. Desde quando iniciou, há cinco anos, tive a fé em Deus que iríamos ter sucesso e é o que vem acontecendo. Só tenho a agradecer aos amigos que colaboram e à Tuna que não cobra nada para nós. É um projeto que sonhava há muito tempo e hoje é uma realidade. Todos somos voluntários, mas nosso pagamento é o abraço das crianças, os olhares, os gestos. A demanda vem crescendo, temos 46 crianças, mas esperamos chegar em 80. Então só tenho que agradecer a todos que olham por nós – comentou Valdir, de 52 anos.

Ao todo, 14 profissionais fazem parte do Projeto Esporte Adaptado, sendo cinco professores de educação física, um fisioterapeuta, um terapeuta, uma enfermeira e quatro estagiários de educação física, além de dois coordenadores. No momento, a ação, que teve início em fevereiro, conta com 46 alunos matriculados. Apesar da parceria com a Tuna e da força de vontade dos voluntários, o projeto ainda enfrenta algumas dificuldades.

Apesar de ser um trabalho gratuito, alguns de nossos atletas tem dificuldades financeiras para a locomoção, mas nós seguimos caminhando, em busca dos objetivos. A Tuna abriu as portas para nós, o presidente aceitou na hora o projeto e isso foi muito bom. Temos dificuldades, mesmo com a parceria, em conseguir alguns materiais para treinos e buscamos um “padrinho” para o projeto – disse Valdir Aguiar.


MPF cobra regulamentação da maconha para pesquisas com fins medicinais

Sem regras definidas para importação de substâncias derivadas da maconha, estudos ficam paralisados. Anvisa descumpre decisão da Justiça desde o ano passado, dizem procuradores.

Por Luiza Garonce, G1 DF

    Folhas de maconha (Foto: Jeff Chiu/AP)

O ministério Público Federal em Brasília pede que o plantio e a colheita da cannabis sativa – planta da maconha – e a importação de sementes com finalidade medicinal e para fins de pesquisa científica sejam regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em seis meses.

A agência tem 15 dias úteis – contados a partir da última sexta (3), quando o processo foi distribuído – para responder se vai acatar ou não a recomendação. A Anvisa informou ao G1 nesta terça (7) que ainda não foi notificada. Caso a agência não acate o pedido, o MPF pode entrar com ação na Justiça.

O pedido do MPF partiu de um inquérito instaurado no ano passado, que verificou o descumprimento de uma decisão liminar da 16ª Vara Federal no DF proferida em novembro de 2015.

Na ocasião, a Anvisa foi obrigada a autorizar a importação do Tetrahidrocannabinol (THC) e do Cannabidiol (CDB) – substâncias derivadas da maconha – para o desenvolvimento de pesquisas e uso no controle de doenças neurológicas graves, como epilepsia refratária, mal de Parkinson e esclerose múltipla.

Canabidiol, substância da folha da maconha, é usada para o tratamento do mal de Parkinson (Foto: Taiga Cazarine/G1)

Em documento obtido pelo G1, a Anvisa afirmou ao Ministério Público em agosto do ano passado que, "apesar de haver previsão legal [para a realização de pesquisas com substâncias derivadas da maconha], não há regulamentação" – regulamentação esta que é uma das atribuições da agência, de acordo com o art. 8 da Lei 9.782/99.

A agência cobra, no entanto, uma taxa base para a importação de sementes que, segundo o MPF, tem inviabilizado estudos em todo o país. A liminar também determinava que a Anvisa e o Ministério da Saúde fiscalizem pesquisas com quaisquer espécies e variedades da cannabis.

A importação das substâncias para uso medicinal também não ocorre em conformidade com a determinação, de acordo com o MPF. No documento de 2016, a Anvisa justifica a ausência de regras definidas para o procedimento por "dificuldades em estabelecer, com segurança, a manutenção das concentrações de canabidinoides adequadas para cada patologia".

A ação do MPF que deu origem ao processo julgado pela 16ª Vara Federal começou a tramitar em 2014. O mérito ainda não foi julgado. A princípio, o MPF pediu que a cannabis fosse retirada da lista de substâncias proibidas no país, mas a Avisa entrou com recursos.

Fonte: g1.globo.com

Com amor, jovem supera desafios da microcefalia: 'Pode ser o que quiser'

Victória Cabral, de 15 anos, foi adotada ainda bebê em Ituberá, na Bahia. Adolescente, que é fã de Luan Santana, já fez ensaio fotográfico para loja.

Henrique Mendes Do G1 BA

Mãe de garota com microcefalia fala sobre superação da filha (Foto: Fátima Cabral/G1)

Cerca de 13 anos antes do aumento súbito dos casos de microcefalia no Brasil, uma família do município de Ituberá, no baixo sul da Bahia, desafiou o preconceito e adotou um bebê que nasceu com a malformação. Hoje, Victória Cabral Monteiro tem 15 anos de idade e acompanha as notícias do problema de saúde que tem assustado grávidas de todo o país. “Toda a reportagem que sai na televisão fala sobre o assunto e trata como doença. Ela [Victória] fica triste e me pergunta: ‘Eu sou doente?’ Para mim, não. Ela pode ter algumas limitações, mas ela pode ser o quiser”, defende a mãe Fátima Cabral Moraes Monteiro, 56.

Diante da preocupação da filha, que com tristeza assiste pela TV a aflição de pais que têm crianças com microcefalia, a família da jovem Victória decidiu procurar o G1 para deixar uma mensagem de esperança.

"Ame muito. O amor transforma. O que transformou a vida da minha filha foi o amor. As outras coisas a gente vai aprendendo", fala sobre o sentimento que possibilitou superações que pareciam inimagináveis.

                    Victória foi adotada com 17 dias de vida (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
   Victória foi adotada 17 dias após o nascimento (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

Victória Cabral nasceu no dia 2 de fevereiro de 2002. Ela foi abandonada em um hospital do município de Ituberá, em circunstâncias até hoje desconhecidas. À época, uma juíza considerou importante que nos primeiros momentos de vida ela tivesse um lar. Foi, então, que a dona de casa Fátima Cabral foi procurada.

“Ela estava com baixo peso. A juíza e um advogado, que são meus amigos, me pediram para ficar com ela até que ganhasse um pesinho. Fiquei com ela e a ideia inicial era de que quando tivesse bem encaminhadinha, com um bom estado de saúde, pudesse ser adotada”, conta.

Naquela época, Fátima Cabral ainda não tinha do hospital o diagnóstico de que o bebê tinha microcefalia. Entretanto, ciente de que o perímetro encefálico da menina era menor do que o das demais crianças, decidiu levá-la para a pediatra que cuidou dos seus outros dois filhos. “Perguntei à juíza se podia levar para a pediatra dos meus filhos. Levei de imediato e ela me contou que era microcefalia. Nunca tinha ouvido falar da doença. Fui para diversos médicos em Salvador e fui tomando conhecimento do que se tratava”, lembra. 

                            Fátima e a filha ainda bebê (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
                           Fátima e a filha ainda bebê, em Ituberá (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

O que era para ser uma relação rápida de carinho, até que o bebê estivesse pronto para a adoção, se estendeu rapidamente para um sentimento genuíno de maternidade. “Ela tinha uma firmeza no olhar que me dizia: ‘Vai dar tudo certo’. Tínhamos uma relação muito forte. Foi uma coisa que aconteceu nas nossas vidas. Sentamos os quatro [mãe, esposo e dois filhos] e decidimos juntos o que deveria ser feito. Resolvemos aceitar o chamado de Deus”, conta Fátima Cabral sobre a decisão de adoção.

Em casa, além da mãe, Victória foi recebida com carinho pelo pai e dois irmãos, que na época tinham 14 e 16 anos. “Ela desenvolveu uma relação imensa de amor com eles. Não existe diferença”, celebra a mãe. A criação ainda contou com a ajuda de uma babá, até os cinco anos de idade, e de uma secretária do lar que está com a família há 20 anos. “Sempre contei com a ajuda de profissionais, que também fizeram a diferença”, acrescenta.

Superações

A família se orgulha da força de vontade que tomou conta da pequena Victória Cabral Monteiro. Submetida a diversos estímulos motores e cognitivos, conquistou façanhas inesperadas. “Começou a andar no tempo certo, com um ano e três meses. Além disso, deixou a fralda com um ano e cinco meses”, conta orgulhosa a mãe.

Para além dos desafios físicos, Victória também teve que lidar com o preconceito e a ausência no município de unidades de ensino especializadas em lidar com alunos que demandam estruturas inclusivas. Acabou estudando em escolas privadas tradicionais e enfrentou algumas resistências. “Existe caso de preconceito na escola, de criança que não aceita nem passar a mão”, diz Fátima Cabral. 

                       Victória ao lado dos pais em Ituberá, na Bahia (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
          Victória ao lado dos pais em Ituberá, na Bahia (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

Um dos grandes desafios de Victória era a leitura e articulação da fala. Ao ver as colegas avançarem neste sentido, sentia-se triste. “Tive que mudar de escola, porque ela não aceitava mais”, explica a mãe. Com todas as dificuldades, a pequena conseguiu completar o quinto ano do ensino fundamental e hoje tem um processo educacional mais privativo, fora das salas de aula e com reforços direcionados.

Com a fala: Victória

Ao G1, Victória Cabral falou com orgulho da família. Sobre a mãe, que nestes 15 anos de vida esteve em casa como parceira, agradece a entrega. “Amo muito ela”, confessou. Sobre a microcefalia, revelou: “Para mim, não é doença”.

A afirmação tem a ver com a sua dinâmica diária, comum a todo o adolescente. Ela estuda inglês, é fã do cantor Luan Santana e adora dançar. Em 2016, chegou a subir no palco da cantora Tays Reis, da banda Vingadora. “Foi muito bom”. Victória ainda revela outro hobby: “Gosto de fotos”. No final do ano passado, chegou a posar para fotógrafos com roupas de uma loja do município, no lançamento de uma nova coleção.

                     Victória com carinho sobre a mãe: amo muito ela (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)                              Victória fala com carinho sobre a mãe: 'amo muito ela' (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

Orgulhosa das conquistas da filha, Fátima Cabral lembra emocionada do dia em que revelou para ela o processo de adoção. “Ela tinha 10 anos quando contei que era a mãe de coração. Ela, então, me perguntou se eu a amava. Eu disse que sim. Eu, então, fiz a mesma pergunta e ela respondeu que sim. Depois disso, nunca mais se tocou no assunto. O amor importa mais do que qualquer outra coisa. O amor transforma”, atestou. 

Victória posou para fotógrafos de uma loja em Ituberá (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
Victória posou para fotógrafos de uma loja em Ituberá (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

Victória é fã da cantora Tays Reis, da banda Vingadora (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
Victória é fã da cantora Tays Reis, da banda Vingadora (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)

Victória ainda bebê deitada sobre o peito de um dos irmãos (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)
Victória ainda bebê deitada sobre o peito de um dos irmãos (Foto: Fátima Cabral / Arquivo Pessoal)


Fonte: g1.globo.com



Entrega de remédio do SUS nas farmácias particulares de SP aumentará a desigualdade, diz especialista

Por Priscila Torres*



A Prefeitura de São Paulo tem como meta transferir a entrega de medicamentos do SUS (Sistema Único de Saúde) para redes de farmácia particulares, com o argumento de que a atual logística de distribuição não tem funcionado. Ainda sem data definida, a transferência fará boa parte dos 844 medicamentos incluídos na lista do SUS, ir parar, muitos deles exclusivamente, nas prateleiras das farmácias.

Mas, segundo o sociólogo Américo Sampaio, gestor de projetos da ONG Rede Nossa São Paulo, que fiscaliza ações da administração pública, em vez de resolver o problema, esta iniciativa estará ampliando a desigualdade social na capital paulista.

É preciso melhorar a distribuição dos remédios no serviço público, mas colocar nas farmácias a entrega é uma medida que aprofunda a desigualdade. A rede de farmácias está muito concentrada no centro expandido da cidade, não tem capilaridade, moradores da periferia que justamente são os que mais precisam, não vão ter acesso fácil ao remédio garantido pelo SUS.

Questionada pelo R7, a Secretaria Municipal da Saúde não deu maiores informações sobre o programa, garantindo apenas que irá fazê-lo com o menor custo e sem nenhum prejuízo à população. As farmácias nas UBSs, de acordo com o comunicado, continuarão entregando os medicamentos estratégicos, como os para tuberculose, hanseníase e doenças raras. A secretaria admitiu, no entanto, o fato de que a quantidade de farmácias na periferia é bem menor.

A pasta está ciente de que há regiões que não apresentam centro comercial ou mesmo sem facilidade de locomoção até a farmácia mais próxima, tanto que considera manter a dispensação em farmácias de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nestas regiões.

A declaração contradiz o que o secretário da Saúde, Wilson Pollara, disse ao jornal O Estado de S. Paulo no início de janeiro último.

Não queremos mais entregar remédio na UBS. Essa logística não dá certo, é muito difícil. Não vamos competir com a coisa mais permeada que tem, que é farmácia.

Sampaio, porém, garante que o acesso da população às UBSs é mais amplo do que o das farmácias na capital paulista.

Em São Paulo, quase não há distrito sem UBS. Elas alcançam as regiões mais distantes, algo que as farmácias não fazem. Se os medicamentos forem mantidos nas UBSs da periferia, a iniciativa não teria sentido, já que a logística da entrega não é efetivada na periferia, só é no centro expandido, em função de as empresas de distribuição serem poucas. Desta maneira, o problema continuaria existindo.

Cartel de distribuição

As declarações contraditórias dos agentes públicos, segundo Sampaio, não estão se concentrando no cerne da questão. O gestor destaca que a falta de medicamentos se deve a uma distribuição precária, conduzida por um verdadeiro cartel, segundo ele.

O problema seria resolvido com revisão dos contratos com as distribuidoras e a criação de travas institucionais, neste caso, multas de fato relevantes que fizessem com que as empresas que entregam cumprissem a logística de priorizar as periferias. São muito poucas as empresas, não há competitividade e elas acabam não entregando nestes locais mais distantes.

A direção da ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), por sua vez, deixou claro à reportagem que, mesmo sendo gratuitos, os medicamentos servirão para as drogarias agradarem uma potencial clientela, o que, segundo Sampaio, é algo inaceitável.

Sampaio ressalta que há grande possibilidade de qualquer informação do paciente, utilizada nas UBSs apenas para mapear políticas públicas, entrar no banco de dados da farmácia. Isso só não ocorreria se a Prefeitura investisse milhões em um novo sistema de informática, específico para as farmácias, algo que não faria sentido em um projeto que em tese busca reduzir custos.

Não há como fiscalizar milhares de estabelecimentos, caso eles queiram fidelizar um cliente. E seria oportunismo estar se valendo de um serviço público para tentar tirar vantagem de mercado em cima disso. É cruel.

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de Artrite Reumatoide aos 26 anos, enquanto atuava como enfermeira, estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros. De repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída. Hoje sou “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

Robert De Niro revela que filho tem autismo

Ator se pronunciou através de comunicado: "Todas questões relacionadas às causas devem ser discutidas abertamente"

Por iG São Paulo

Andy Kropa
Robert De Niro evita falar de sua vida pessoal, mas contou sobre diagnóstico de filho
Robert De Niro evita falar de sua vida pessoal, mas contou sobre diagnóstico de filho

Robert De Niro não gosta de dar destaque para sua vida pessoal, mas revelou em comunicado que seu filho Elliot , de 18 anos, tem autismo. O ator se pronunciou a respeito da polêmica sobre o documentário contra vacinas "Vaxxed", vetado do Festival de Cinema de Tribeca - do qual De Niro faz parte da organização.

"Grace e eu temos um filho com autismo e acreditamos ser fundamental que todas questões relacionadas às causas devem ser discutidas abertamente e investigadas", disse no comunicado divulgado pela revista "People" nesta segunda-feira (28).

Essa foi a primeira vez que De Niro falou sobre o diagnóstico do filho, mas em outras ocasiões chegou a mencionar sua relação próxima com a doença. Em 2014, o ator e sua esposa participaram da apresentação do documentário sobre o autismo "Sounding the Alarm".

Polêmica
O controverso documentário "Vaxxed", dirigido pelo ativista britânico Andrew Wakefield , denfende a antivacinação, afirmando, entre outros argumentos, que vacinas estariam causando autismo em crianças nos Estados Unidos.

De Niro chegou a apoiar a participação do documentário no Festival de Tribeca, mas com a repecurssão negativa, justificou o veto afirmando que "depois de analisar o filme com o time do Festival e pessoas da comunidade científica, nós não acreditamos que ele contribua ou aprofunde a discussão que eu esperava".

Ao todo, Robert de Niro tem seis filhos: com sua atual esposa Grace Hightower , o ator tem Elliot e Helen Grace , de 4 anos; Drena , 40, e Raphael , 35, são fruto do relacionamento com a ex-mulher Diahnne Abbott ; já os gêmeos de 16 anos Julian e Aaron são com a ex-namorada Toukie Smith .

Link deste artigo: http://gente.ig.com.br/2016-03-28/robert-de-niro-revela-que-filho-tem-autismo.html

Fonte:gente.ig.com.br

Tempo para tornar a Malásia acessível a todos


Um painel de discussão recente em um seminário de turismo acessível viu os participantes rallying para uma indústria de viagens que é amigável para pessoas com deficiência

É tempo de conduzir esforços para tornar a Malásia um destino de turismo respeitável acessível, disse Turismo e Cultura Ministério (Motac) vice-secretário-geral (turismo) Datuk Rashidi Hasbullah.

Falando em um painel de discussão durante um seminário de turismo acessível em 7 de fevereiro no Centro de Turismo da Malásia (Matic), Rashidi disse que os setores público e privado têm de trabalhar juntos para tornar o país mais amigável para com as pessoas com deficiência.

"Quando você menciona a indústria de viagens, você tem que incluir todos", disse ele, acrescentando que é igualmente importante que a indústria seja inclusiva para os viajantes com deficiência também.

Sua promessa veio após alguns participantes locais no seminário problemas relacionados encontrados ao conduzir excursões para viajantes com deficiência.

Algumas queixas levantadas eram a falta do serviço de cadeira de rodas em KLIA2, a manutenção apropriada de facilidades acessíveis ea falta da informação e da promoção a respeito dos pacotes do curso para viajantes disabled.

"Vamos trabalhar em estreita colaboração com provedores de viagens", disse Rashidi em resposta à falta de promoções de turismo acessível pelo ministério, acrescentando que ele vai analisar a questão dos serviços de cadeira de rodas no KLIA2.

Respondendo à manutenção das instalações, Rashidi disse que é uma responsabilidade coletiva.

"Nós como malaios precisamos trabalhar juntos e cuidar da infra-estrutura fornecida pelo governo", disse ele.

A diretora de Media Media (uma ONG), Mary Chen, pediu ao ministério que crie uma força-tarefa para supervisionar o mercado de turismo acessível.

"As pessoas com deficiência são a maior minoria do mundo e está crescendo porque a sociedade está envelhecendo", disse ela, acrescentando que a Prefeitura de Kuala Lumpur (DBKL) fez um bom trabalho no fornecimento de instalações acessíveis, como rampas para edifícios.

O desenvolvimento de serviços de turismo acessíveis é uma das principais iniciativas do Plano Estratégico da DBKL para 2010-2020.

Enquanto isso, Kuala Lumpur Turismo Bureau chefe do património guia Jane Rai saudou os esforços do ministério e DBKL em catering para o turismo acessível.

O seminário - uma colaboração entre Motac e o Centro Asean-Japão - visava educar os atores da indústria do turismo no acesso universal aos turistas. O evento foi um seguimento de um primeiro seminário que se realizou em Tóquio, Japão, em outubro do ano passado.


Um ano após tragédia na Grande SP, perna vira 'Godzilla'

Felipe Resk São Paulo

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo.
Ana Clara usa prótese no lugar da perna amputada após desabamento
Ana Clara usa prótese no lugar da perna amputada após desabamento

Até poucas semanas atrás, Ana Clara do Nascimento, de 6 anos, fechava os olhos para tomar banho. Queria evitar olhar para baixo e ver que lhe falta a perna esquerda,amputada após ser vítima de um deslizamento em um temporal que deixou há um ano 25 mortos na Grande São Paulo. O resgate de Clara, que ficou com o pé preso por uma viga, comoveu até mesmo bombeiros mais experientes. Isso para uma uma corporação que atende mais de uma ocorrência de desabamento ou soterramento por dia no Estado.

Só em 2016 foram 584 registros em São Paulo, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O número é 12,7% maior do que no ano anterior, quando houve 518 notificações, e inclui de ocorrências sem vítimas, como quedas de telhado, a casos mais graves.

Um ano depois da tragédia, Clara vive em uma casa bem na frente da antiga, em Francisco Morato, atrás do córrego que transbordou na enchente. Muita coisa mudou nesse tempo. Adaptada à prótese, a menina não para quieta. Brinca, corre, escala. Para surpresa da família, até faz troça da perna amputada quando, por exemplo, esbarra no sofá ou em uma cadeira. "Não fui eu, mamãe. Foi o Godzilla", é o bordão que repete desde que batizou a parte do corpo com o nome do monstro japonês.

Na casa nova, a cozinheira Antônia Costa Gonzaga, de 48 anos, mãe de criação, teme uma nova enchente. Clara, não. "A casa não cai", repete para tranquilizar a família, quando se anuncia um temporal. Hoje, a menina só evita usar short para ir à escola, para não ouvir perguntas sobre sua perna de metal.

'Fim do mundo'
Naquela manhã de 10 de março, Antônia acordou assustada com a chuva em Francisco Morato. Havia sonhado com temporal e desabamento. A água caiu o dia todo e à noite infiltrações inundavam a sala, a cozinha, os quarto.

"Acorda! É o fim do mundo!", disse aos filhos. Saiu a tempo de ver a casa desmoronar. "Cadê a Clarinha?", gritou. Ela estava sob escombros. Antônia viu a filha Janaina Costa, de 29 anos, ser resgatada. "A Clara não saiu, está morta embaixo do barranco", repetia a cozinheira. A família, então, ouviu uma vozinha no meio dos entulhos. "Estou aqui! Tira eu!", dizia a menina, que havia se escondido sob a cama.

Naquela noite, o médico socorrista Raphael Caggiano, de 33 anos, do Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergência (Grau), estava na base dos Bombeiros na Casa Verde e foi para Mairiporã e Francisco Morato. Ele se lembra do resgate. "A Ana Clara ficou consciente todo o momento, conversando com a gente, falando dos animais de estimação. Ficar com uma criança todo esse tempo cria um vínculo."

A madrugada era fria e havia risco que a menina podia entrar em hipotermia. "Ou corríamos o risco de perdê-la ou tirávamos a perninha dela. Nós optamos por salvá-la. Foi a decisão mais difícil da minha vida até hoje." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Equipe de Rugby em Cadeira de Rodas começa série de treinamentos

Por CPB
Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Imagem
Atleta do Rugby em aclimatação para os Jogos Rio2016.

A Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas iniciou na segunda, 6, na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (ANDEF), em Niterói, no Rio de Janeiro, a primeira fase de treinamentos do ano. Estão reunidas as equipes A e de Base, que ficam concentradas no local até o dia 10, sexta-feira. A principal competição dos brasileiros em 2017 será o Parapan da modalidade, no Paraguai, em setembro. Até o evento, ainda estão programadas mais duas semanas de treinamentos.

A técnica Ana Paula Ramkrapes e seu Auxiliar-técnico Antonio Manoel Pereira, juntamente com os técnicos da equipe de base, Luiz Gustavo de Souza Pena, e seu Auxiliar-técnico, Marcelo Martins Kamarowski, convocaram vinte e quatro atletas para a semana de treinamentos. A base da equipe principal manteve muitos dos jogadores dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, mas novos atletas foram chamados para compor as duas Seleções com o propósito de observação e início das atividades para este ano.

Com informações da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC)

Fonte: cpb.org.br

Movimento das Pessoas com Deficiência critica aumento de idade para receber BPC

Resultado de imagem para BPC

"Isso dá R$ 7,8 por dia por pessoa. É sobre estas pessoas que queremos corrigir problemas previdenciários? Estas pessoas não poderiam mesmo contribuir para a Previdência Social. Não é a mesma população", disse Izabel durante audiência da Comissão Especial da Reforma da Previdência.Izabel Maior, representante do Movimento das Pessoas com Deficiência, disse que o requisito de renda para acesso ao BPC indica que cada membro da família do interessado tem que ganhar no máximo R$ 234,25 mensais, somando todas as rendas e dividindo pelo total de pessoas da família.

Ela observou que o aumento da idade para 70 anos pune pessoas muito pobres que certamente vivem menos, quando a idade mínima em toda a reforma é de 65 anos. Ela também disse que a desvinculação do BPC do salário mínimo pode reduzir muito o valor. Ela lembrou que a mensagem que encaminhou a reforma sugere que nos países desenvolvidos este valor é de 45% do mínimo.

A representante do Movimento das Pessoas com Deficiência ainda foi contrária à redução do desconto do tempo de contribuição exigido das pessoas com deficiência ?ara aposentadoria no sistema geral. Pela reforma, esse desconto cai de 10 para 5 anos.

Izabel disse que a PEC tem lacunas sobre a fórmula de cálculo das aposentadorias das pessoas com deficiência e das que ficam incapacitadas durante sua vida laboral. Em relação a estes últimos, a reforma só asseguraria o valor integral, segundo ela, para aqueles que ficaram incapacitados por acidente de trabalho.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) informou que ele e outros deputados (citar) protocolaram emenda para manter várias regras atuais do BPC.

A comissão especial analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que altera regras em relação à idade mínima e ao tempo de contribuição para se aposentar, à acumulação de aposentadorias e pensões, à forma de cálculo dos benefícios, entre outros pontos.

Conscientização sobre Doenças Raras – RS

SEMINÁRIO DA III SEMANA ESTADUAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE DOENÇAS RARAS DO RIO GRANDE DO SUL

logo faders


Dia: 14/03/2017
Horário: 14 às 17 horas
Local: Auditório do Palácio do Ministério Público (Praça Marechal Deodoro n.º 110, 3ºandar, Centro, Porto Alegre/RS)

Programação:

14 horas – Credenciamento

14h15 – Mesa de abertura

14h30 – “Uma visão geral sobre as doenças raras” com Fabiano Poswar (Sub-investigador do Grupo de Pesquisa Clinica em Genética Médica do HCPA; Doutorando em genética e biologia molecular na UFRGS)

15h10 – “Pesquisa no diagnóstico de doenças raras” com Dra. Úrsula da Silveira Matte (Professora de Genética na UFRGS e Chefe do Centro de Pesquisa Experimental do HCPA)

15h50 – “Desafios na pesquisa de novos tratamentos em doenças raras” com Guilherme Baldo ( Professor Adjunto , Departamento de Fisiologia da UFRGS)

16h30 – Considerações Finais

16h40 – Coffee Break de Encerramento

Apoio: Faders Acessibilidade e Inclusão

Feminicidade promove Festival com roda de conversa sobre mobilidade

O principal objetivo do festival é proporcionar espaços para diálogo e debate de temas relevantes e disseminar informações como forma de empoderamento.

Em uma sala fechada, mulheres estão sentadas em cadeiras dispostas em círculo. Três delas olham em direção a uma delas. Há uma parede com cartazes e quadros e outra com palavras escritas em giz.

Amanhã (sábado, 11/03), a Feminicidade, em parceria com o Atados, promove a segunda edição do Festival Feminicidade SP | Sobre o Espaço da Mulher. O evento vai reunir diversas mulheres em rodas de conversa e painéis para falar sobre temas ligados à ocupação da mulher na Cidade, na Política, no Trabalho, na Mobilidade, na Cultura e na Educação. Ele vai acontecer no Centro Cultural da Juventude – CCJ. Todas as atividades serão gratuitas e acontecerão simultaneamente durante o período do evento.

O principal objetivo do festival é proporcionar espaços para diálogo e debate de temas relevantes e disseminar informações como forma de empoderamento. Entre os encontros, a roda de conversa Mobilidade, às 17h30, terá três especialistas para falar sobre o tema, que são: Adriana Dias (fundadora e coordenadora do Comitê “Deficiência e Acessibilidade, da Associação Brasileira de Antropologia), Ericka Siqueira Nogueira Filippelli (Secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Haydée Svab (engenheira civil com dupla formação em Arquitetura pela USP, mestra em Engenharia de Transportes – Poli-USP – e especialista em Democracia Participativa, Repúblicas e Movimentos Sociais – UFMG).

Para garantir a presença de mães, haverá um espaço para crianças, com contação de histórias e oficinas, além de monitoras voluntárias desenvolvendo atividades lúdicas para o público infantil.

RESUMO DA PROGRAMAÇÃO

• 3 PAINEIS: Cidade, Cultura e Política

• 5 RODAS DE CONVERSAS: Trabalho, Educação, Mobilidade, Meninas e Corpo

• MINI-CURSO SOBRE MULHERES NA CIDADE com Profa. Xenia Salvetti

• FEIRA DE EMPREENDEDORAS

• EXIBIÇÃO DO FILME Precisamos Falar do Assédio

• ESPAÇO PARA CRIANÇAS com Kiara Terra; Coletivo Espelho, Espelho Meu
e Florescendo Histórias.

• SERIFA_ Projeto para dar asas às palavras;

• SHOWS com Baque Mulher, Vozeiral, Rap Plus Size e Batalha Dominação.

Mais informações

FEMINICIDADE SP | Diálogos Sobre o Espaço da Mulher
Data: 11 de março de 2017, das 12h às 20h.
Local: Centro Cultural da Juventude – CCJ
Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo – SP
Acesso e elevador para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida.
Programação completa disponível no  evento no Facebook

Políticas Públicas Municipais para as Pessoas com Deficiência – Rio de Janeiro – RJ

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro (Comdef-Rio) encaminhou para a prefeitura carioca, por intermédio do subsecretário municipal da Pessoa com Deficiência Geraldo Nogueira, suas propostas de políticas públicas municipais para as pessoas com deficiência, transcritas abaixo:

Logo do comdef rio

Políticas Públicas Municipais para as Pessoas com Deficiência
DECRETO MUNICIPAL Nº 42.817 DE 10 DE JANEIRO DE 2017

Para um programa de governo preocupado com a cidadania das pessoas com deficiência e baseado na necessidade da transversalidade de ações para seu encaminhamento e solução, particularmente em vista da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, ratificada pelo Brasil como Emenda Constitucional (Decreto Federal nº 6.949, de 25 de agosto de 2009), e da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LBI (Lei Federal nº 13.146, de 06 de julho de 2015), marcos legais definitivos para emancipação das pessoas com deficiência brasileiras, o Comdef-Rio propõe que:

O encaminhamento das questões relativas às pessoas com deficiência, como parte de um programa governamental, deve passar por uma abordagem que marque esse posicionamento, como um compromisso de governo, incluindo tais questões no Plano Diretor e no Plano de Mobilidade Urbana do município.

Nessa visão, e sendo definida como estratégica, três são as principais linhas que devem ser levadas em conta, com estabelecimento do prazo geral de implementação na atual gestão:

1 – Prioridade e compromisso político e pessoal do governante, demonstrado através do trato direto com o problema.

2 – Entendimento da questão como um problema interdisciplinar que envolve todos os campos de atuação, níveis e âmbitos e de governo. As diversas atenções à construção da cidadania da pessoa com deficiência devem partir do entendimento de que, se praticamente todos os programas de governo são dirigidos para o cidadão, a pessoa com deficiência é cidadã e suas necessidades devem estar incluídas nesses programas. As ações precisam ser integradas e não separadas das ações gerais de governo.

3 – Não são necessários grandes programas especiais. A priorização do tema é que pode fazer a diferença. A inclusão do problema e de suas necessidades nas soluções de âmbito geral de governo já muda definitivamente o enfrentamento da questão.

A regra geral será a da inclusão por meio da ação transversal direcionada para a pessoa com deficiência. Certamente, em algumas situações, a igualdade da cidadania só será alcançada por uma metodologia ou ação especializada.

Exemplos práticos:

Uma obra de infraestrutura urbana deve incluir a acessibilidade.

Um programa de saúde sempre pode incluir a questão. Prevenção, atendimento hospitalar, atendimentos especializados devem incluir a pessoa com deficiência.

Toda escola deve ser inclusiva e receber, sem dificuldade, a pessoa com deficiência.

Ações Prioritárias

Ø Infraestrutura:

Reformular a Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA, atribuindo-lhe caráter deliberativo e autorizativo, em relação à concessão de habite-se e alvará de funcionamento, no que concerne às questões de acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de acordo com os parâmetros do desenho universal, com corpo técnico próprio que atenda a todas as especialidades pertinentes.

Alterar a Lei de responsabilidade pelas calçadas, transferindo-as para o poder público que, então, deverá promover e conservar a sua padronização de acordo com os parâmetros de acessibilidade urbana.

Ø Comdef-Rio:

Alterar a natureza do Comdef-Rio (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência), tornando-o deliberativo e tripartite, com a necessária dotação orçamentária e sua gestão, com infraestrutura e pessoal próprios, intensificando a sua transversalidade, nos Órgãos do Poder Executivo.

Ø Transporte:

Determinar que a renovação da frota de ônibus seja feita exclusivamente com veículos de piso baixo ou com embarque em nível, com interior padronizado e sistema de informação acessível. Com essa medida, será resolvido o problema da acessibilidade nesse modal em caráter definitivo.

Complementar o sistema de transporte coletivo com o serviço de vans porta a porta para as pessoas com deficiência que precisem de tratamento médico, reabilitação ou acesso à Educação.

Trabalhar junto às outras esferas governamentais para implementar essas medidas também nas linhas intermunicipais e, além disso, acelerar a adaptação das estações do Metrô e dos trens.

Ø Saúde:

Atribuir com clareza e firmeza as responsabilidades no atendimento nos hospitais públicos – na emergência, na reabilitação e no tratamento ambulatorial, com equipamentos e remédios subsidiados. Apoiar as instituições ligadas à pessoa com deficiência (ressaltando que a ação delas também se dá nas áreas de Educação e Reabilitação).

Equipar adequadamente e fortalecer o Centro Municipal de Reabilitação Oscar Clark, Centro de Municipal de Reabilitação Engenho de Dentro, a Policlínica Newton Bethlem, a Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, o Centro Educacional Nosso Mundo e dar atenção especial à ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), resgatando sua antiga condição de referência nacional no atendimento ao grande lesado.

Garantir que todas as unidades de saúde do município tenham acessibilidade arquitetônica, comunicacional e estejam de acordo com os parâmetros do desenho universal.

Garantir a dotação orçamentária e sua gestão para dispensação de órteses, próteses, meios auxiliares de locomoção, tecnologias assistivas etc., com prazos mínimos razoáveis, determinados de acordo com a condição da pessoa atendida.

Ø Educação:

Garantir que todas as escolas recebam, sem dificuldade, as pessoas com deficiência, implementando acessibilidade com as obras e substituições de equipamentos e mobiliário necessários, e com o atendimento educacional especializado, garantindo um sistema educacional inclusivo na rede escolar municipal.

Implantar programa de capacitação ou reforço permanente de professores e funcionários para o atendimento à pessoa com deficiência.

Ampliar o sistema de transporte escolar porta a porta exclusivo para estudantes com deficiência nas áreas de atendimento de cada escola.

Estabelecer convênios com instituições especializadas, como INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), Instituto Benjamin Constant etc., para a complementação da educação que se faça necessária; criar um programa de estímulo à implantação de cursos profissionalizantes por meio de convênios com instituições especializadas e empresas privadas.

Ø Trabalho:

Garantir o percentual de pessoas com deficiência, conforme a Lei de Cotas (Lei Federal nº 8.213, de 24 de julho de 1991), em todos os contratos e convênios de terceirização do município.

Estabelecer a obrigatoriedade do cumprimento da Lei de Cotas (Lei Federal nº 8.213/91), como critério para habilitação das empresas nos processos licitatórios do município.

Criar mecanismos de estímulo, por renúncia fiscal ou outro instrumento, para as empresas realizarem e manterem cursos profissionalizantes nas suas dependências, com remuneração aos alunos e programa de seleção e encaminhamento da mão de obra formada, assim como programas de emprego (primeiro emprego, por exemplo). Para estes alunos e para os incluídos no mercado de trabalho competitivo, os critérios de acessibilidade, perfil vocacional, recursos de tecnologias assistivas e adaptação nos postos de trabalho, são obrigatórios.

Sensibilizar e estimular as empresas para que contratem as pessoas com deficiência que tenham maior comprometimento, que são as mais excluídas.

Ø Assistência Social:

Ampliar e fortalecer a Rede de Casas Lar para pessoas com deficiência, maiores de idade, sem vínculos familiares e/ou fragilizados, garantindo aos seus moradores o atendimento necessário para exercício de sua cidadania.

Reativar e ampliar os Centros Dia para as pessoas com deficiência, maiores de idade, garantindo o atendimento diário e contínuo, em dias úteis e em horário integral.

Promover a inclusão das pessoas com deficiência nos abrigos do município, garantindo a acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de acordo com os parâmetros do desenho universal.

Garantir o acesso aos benefícios (RioCard Especial, Cartão Prefeitura Carioca etc.) e serviços sociais no âmbito do município.

Ø Esporte:

Fortalecer a atuação dos centros esportivos para as pessoas com deficiência, com modalidades paralímpicas e criar centros para esporte paralímpico de alto rendimento, com a capacitação dos profissionais de educação física para tais atendimentos.

Ø Lazer:

Garantir a acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de acordo com os parâmetros do desenho universal nos locais de turismo, lazer e entretenimento da Cidade.

Ø Propostas gerais:

Viabilizar financeiramente medidas para o incentivo a empresas e instituições voltadas para atividades que garantam o exercício da plena cidadania pelas pessoas com deficiência, com ligação direta entre a fonte e a iniciativa contemplada.

Criar um banco de dados sobre a pessoa com deficiência do município do Rio de Janeiro, o que é essencial para implementação e sucesso das políticas públicas aqui propostas.

Rio de Janeiro, 09 de março de 2017

Ana Cláudia Monteiro
Presidente do Comdef-Rio

Fontes: Blog do Comdef-Rio (http://comdef-rio.blogspot.com.br/) - inclusive.org.br