sábado, 1 de abril de 2017

Atletas paraenses se destacam no Parapan-Americanos de Jovens

Thiego Marques Silva e Larissa Oliveira Silva conquistaram medalhas na competição

Por GloboEsporte.com Belém

Paratletas (Foto: Advaldo Nobre/Ascom Seduc)
Larissa e Thiego garantiram medalhas no Parapan (Foto: Advaldo Nobre/Ascom Seduc)

O judô paralímpico do Pará se destacou no cenário internacional com as conquistas de Thiego Marques Silva e Larissa Oliveira Silva, durante a 4ª edição dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, que foi disputado em São Paulo. Thiego foi o campeão da classe visual B2, na categoria até 60 quilos, venceu o colombiano Leonardo Olave Erazo na decisão e conquistou a medalha de ouro. Já Larissa garantiu o bronze na categoria até 52 quilos feminino sênior. As informações são da Agência Pará.

Larissa Oliveira faz parte do projeto Dorinha, da Associação Souza Filho de Artes Marciais (Asfam). O Dorinha atende crianças em situação de risco social e deficientes visuais, autistas e portadores de Síndrome de Down, aumentando o espaço para reinserção social e revelação de talentos esportivos.

Pentacampeão nacional nos anos de 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 pela categoria Ligeira (até 60 kg), vice-campeão no Mundial de Jovens de Judô em 2013, nos Estados Unidos, e campeão do Grand Prix Infraero de Judô para Cegos, disputado em Belém em novembro do ano passado, Thiego Marques é um dos destaques da nova geração do judô paralímpico brasileiro. Ele está entre os atletas que já conseguiram resultados entre os adultos e aos poucos estão sendo introduzidos na equipe principal, ao lado de Luan Pimentel (Mato Grosso do Sul) e Luiza Oliano (Rio Grande do Sul). Nascido e criado no município de Parauapebas-PA, Thiego treina desde os 10 anos e sonha em participar das Paralimpíadas de Tóquio 2020.

As medalhas dos paraenses ajudaram o Brasil a vencer os Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017, disputados entre os dias 20 e 25 de março, em São Paulo. A equipe nacional conquistou 139 medalhas (66 de ouro, 41 de prata e 32 de bronze). O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro abrigou 11 modalidades (atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, halterofilismo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa e basquete em cadeira de rodas). Em segundo lugar ficou a Colômbia, com 47 medalhas de ouro, 38 de prata e 24 de bronze, seguida pela Argentina, com 22 de ouro, 30 de prata e 16 de bronze.

Fonte: globoesporte.globo.com

Mãe arrecada dinheiro para cirurgia de filho com paralisia cerebral: 'Vai deixar meu filho em pé'

Menino de Agudos precisa de R$ 12 mil para pagar equipe médica; mãe também vende salgados para tentar levantar o dinheiro.

Por Renata Marconi, G1 Bauru e Marília

Mãe de Luís arrecada dinheiro para cirurgia do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)
Mãe de Luís arrecada dinheiro para cirurgia do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)

A mãe de um menino de Agudos (SP) com paralisia cerebral busca de todas as formas arrecadar o valor para uma cirurgia necessária para melhorar a qualidade para seu filho. Em uma campanha na internet ela explica que precisa de R$ 12 mil para pagar a equipe médica. “Além do médico ainda vai ter os gastos com o pós-cirúrgico, tem que arrumar colchão de água, tem tudo isso”, explica Maristela Gonzaga de Carvalho.

Luís Otávio Gonzaga de Carvalho, de 10 anos, é um menino muito sonhador, mas seu maior sonho é ser policial.  Há um ano, os policiais militares de Agudos ficaram sabendo do desejo do garoto e Luís foi “policial por um dia”.

Com muito esforço, a mãe paga um convênio médico particular para Luís, mas o convênio negou a realização da cirurgia, que pode ser uma saída para que o menino tenha uma vida melhor. “Depois de um ano de terapia intensiva, ele vai dar passos. É caro, mas compensa. Se ele não fizer a cirurgia a tendência é piorar. Está ficando cada dia pior na locomoção. A cirurgia vai deixar meu filho em pé, se ele vai andar eu não sei, mas vai diminuir um pouco a dor dele. Eu sei que vai dar certo”, diz Maristela.

Em nota, a Unimed informou que a contratação do paciente possui cobertura parcial, temporária, e que ele possui doença preexistente conhecida e declarada no momento da contratação em agosto de 2016, o que explica a ausência de cobertura para a internação agora solicitada. 

Enquanto ela não consegue o valor total do procedimento com doações, vende salgados para tentar levantar o dinheiro. “Eu vendo meus salgados para manter a clínica particular e para conseguir o valor da cirurgia que vai ser cara. E depois tem mais 45 dias engessado e muitos meses de fisioterapia intensa.”

Maristela quer ver melhora do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)
Maristela quer ver melhora do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)

Maristela conta que só quer ver seu filho tendo uma vida normal e ela não mede esforços para realizar todos os sonhos do filho. No ano passado, a autônoma fez todo o Batalhão da Polícia Militar de Agudos se emocionar com um pedido: realizar o sonho do seu filho com paralisia cerebral ser policial por um dia.

“Ela disse que tinha um filho especial que queria ser policial. Geralmente é curiosidade das crianças, mas este caso era diferente. Disse que faríamos o possível”, conta o cabo Éder Marcos Gonçalves. Prontamente, eles seguiram até a casa do Luís, que aprendeu rápido e logo aprendeu a ligar a sirene.

Um dos sonhos do filho a Maristela já realizou. “A dificuldade maior é ele me pedir que quer jogar bola, correr. Tem coisas que ele quer e não é possível. Ele não anda, apesar que eu acredito que ele vai andar sozinho. Eu não podia falar para ele que ele não podia ser policial, então realizar esse sonho foi muito importante”, contou emocionada.

“Meu coração diz que eu quero ser policial para defender o meu País. Isso é de coração. Quando eu crescer quero ser policial”, afirma.

A Unimed informou que neste momento a contratação do paciente possui cobertura parcial, temporária, conforme disciplina o artigo 11 da Lei de Planos de Saúde. Ele possui doença preexistente conhecida e declarada no momento da contratação (agosto 2016), o que explica a ausência de cobertura para a internação agora solicitada. Após os primeiros 24 meses da contratação, a cobertura parcial deste paciente será extinta e a contratação passará a oferecer a amplitude contida na Lei de Planos de Saúde.

Esclarecemos, ainda, que foi oferecida possibilidade do paciente adquirir contratação integral, porém foi sua opção a contratação com suspensão parcial temporária, como estabelece o artigo 11 da Lei de Planos de Saúde e a regulamentação vigente.

Luís ficou muito feliz de andar na viatura da PM (Foto: Renata Marconi / G1)
Luís ficou muito feliz de andar na viatura da PM (Foto: Renata Marconi / G1)

Fonte: g1.globo.com

Torcedora com paralisia assiste a jogo do Fla no estádio pela primeira vez

Pollyana, de 23 anos, teve o nome cantado pela torcida do time do coração durante o primeiro tempo: "Ficou muito emocionada", contou o irmão

Por GloboEsporte.com Volta Redonda, RJ

                Pollyana e o irmão fazem selfie no Raulino (Foto: Arquivo pessoal)
                Pollyana e o irmão fazem selfie no Raulino (Foto: Arquivo pessoal)

Sorrisos, sorrisos e mais sorrisos. Foi assim a primeira vez de Pollyana Ribeiro Gomes, de 23 anos, em um estádio de futebol. Ela é portadora de paralisia cerebral congênita e tem na paixão pelo Flamengo o estímulo que lhe permite um novo mundo de possibilidades, como assistir ao jogo do time do coração contra o Volta Redonda, na última quarta-feira.

Se o Flamengo ficou no 1 a 1 dentro de campo, a alegria da noite veio das arquibancadas. A torcida entoou o nome de Pollyana durante o primeiro tempo da partida.

Ela é torcedora fanática desde muito nova e sempre acompanha pela televisão. Ontem foi a primeira vez que a gente levou ela no estádio. Quando a gente disse que ela ia ver o jogo, ela ficou muito emocionada. Pela influência da família, ela tem esse amor pelo Flamengo. Chora quando perde, fica brava quando leva gol - contou o irmão Igor Ribeiro Gomes, um ano mais novo.

Se ir ao estádio é um objetivo riscado da lista, Pollyana já sonha com os próximos. Quem sabe em algum outro jogo do Flamengo em Volta Redonda ela tenha a oportunidade de um contato mais próximo com os jogadores?

Pollyana foi com o irmão assistir ao Flamengo no Raulino (Foto: Arquivo pessoal)
Pollyana foi com o irmão assistir ao Flamengo no Raulino (Foto: Arquivo pessoal)

Fonte: globoesporte.globo.com

A qualidade de vida da pessoa com Down - Veja o vídeo.

por Renato D'avila

Imagem Internet/Ilustrativa
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São cerca de 300 mil pessoas com olhos amendoados, displasia da falange do quinto dedo, face achatada, cardiopatia, deficiência intelectual, entre outras características, causados por alteração genética, mas estas características variam entre os que possuem a síndrome. Nada impede que as pessoas com síndrome de Down estudem, trabalhem, levem uma vida comum cheia de cuidados e de amor. Hoje Dia Internacional da Síndrome de Down, o blog "Novo Olhar" mostra exemplo de pessoas que se desenvolveram buscando o seu espaço.

Click AQUI para ver o vídeo

Ronaldo Marthins, 28 anos de idade, pega onda com os colegas com Down no projeto "Estrelas do Mar", desfruta da praia aos sábados na Aruana, cartão postal de Aracaju. Ronaldo trabalha durante a semana em uma empresa de bebidas e demonstra que pode levar uma vida comum, ganhar o pão de cada dia, praticar esporte, cuidar da saúde e ser feliz.

Ronaldo é muito dedicado na hora de pegar ondas, no trabalho e em tudo que faz. É um pouco tímido mas se comunica normalmente, no trabalho é um dos nossos exemplos, mostrando que a pessoa com Down deve ter seu lugar na sociedade e que necessita apenas de oportunidades - explica o coordenador do projeto Bayron, em entrevista para "Novo Olhar".

A sala de aula, também é lugar para socialização de crianças com Down. Clarinha, de sete anos é aluna da rede estadual de ensino, é alfabetizada e estimulada por Patrícia Matos Souza Nunes, educadora física que faz parte do atendimento especializado para pessoas com deficiência.

Ela é muito inteligente, está desenvolvendo o aprendizado das consoantes, sabe ler e escrever não vai demorar. A escola vem selecionando conteúdos para transmitir conhecimentos associativos de figuras e palavras com o livro imantado. Ela tem dificuldade na escrita e para estimular os ensinamentos levo brinquedos, a forma lúdica de ensino facilita a aprendizagem - retrata a professora.

As pessoas com Down hoje, possuem uma melhor qualidade de vida, pois estão incluídas no ensino regular, têm processo de aprendizagem por meio de estímulos precoce e de forma lúdica, melhorando a sua estima e conquistando espaços. Os cuidados com a saúde, o tratamento com fonoaudiólogos, psicólogos e a realização de exames periódicos, são fundamentais para alcançar o progresso de todos. Cada caso tem suas particularidades. No Centro Especializado Virgínia Leite, em Aracaju, mais de três mil assistidos recebem orientações e cuidados necessários para o desenvolvimento pessoal e pleno, através do IPS Saúde.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Festa da acessibilidade reúne mais de 300 pessoas em Dourados, MS - Veja o vídeo.

Evento teve a intenção de promover socialização entre pessoas. Festa começou com a apresentação do coral Mulher Sem Limites.

Do G1 MS, com informações da TV Morena

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Quase 300 pessoas participaram da primeira Acessifesta, a festa da acessibilidade no Centro de Convivencia Dorcelina Folador, em Dourados, a 214 quilômetros de Campo Grande, na quinta-feira (29).

Click AQUI para ver o vídeo

A festa começou com a apresentação do coral Mulher Sem Limites, formado por mulheres mais que especiais. A Rita, maestra do grupo, faz questão de dizer que, apesar de estar na liderança, todos o ensinamento é algo que todas praticam. "Eles me ensinam no dia a dia o amor, a vida. Isso é muito importante", contou Rita Matias.

Aos poucos coral vai recebendo novas integrantes. Jane teve que amputar uma das pernas recentemente. Foi quando percebeu que o nome do coral tinha tudo a ver com ela. "Eu tive que reaprender uma vida que eu nunca imaginava. Depois eu comecei a vê-la de uma maneira diferente, bem melhor. Hoje em dia eu consigo brincar que sou melhor que antes", confessou Jane Vilela.

Há 10 anos dona Edna amputou as duas pernas por causa de uma trombose. Antes disso, a comerciante já tinha um mercadinho. Mesmo com a dificuldade, ela manteve no comércio aberto. Para dona Edna, pouca coisa mudou. "A minha vida é normal. Tenho bastante amigos. Tem gente que vai lá tomar uma bebidinha comigo. Tem muitos rapazes que me chama de mãe", explicou Edna Silva.

A festa da acessibilidade não serviu apenas para reunir pessoas que vivem situações parecidas. Foi a oportunidade para mostrar que limitação física não impede a felicidade. Um exemplo disso são os times de basquete sobre cadeira de rodas, que se enfrentaram durante a Acessifesta. "A gente passa raiva, fica feliz, mas no final dá aquela sensação de dever cumprido", brincou Rose Aoywa.
Os organizadores contaram que o resultado foi além do esperado, pois proporcionou um dia de muita alegria tanto para quem participou de alguma atividade quanto para aqueles que só foram assistir.

"Foi muito legal você ver a união de tantas pessoas com deficiência. Você ver uma festa com mais de 300 deficientes reunidos, isso pra mim foi uma glória", afirmou Alex Moraes, coordenador.

Fonte: g1.globo.com




Projeto Inclusivo realiza campanha para cidade mais acessível

Foto: Divulgação
A imagem está no formato quadricular. Nela contém uma rua, com carros e pedestres, dando enfoque em calçadas esburacadas. Fim da descrição.
Legenda: Corrida amiga promove Campanha Calçada#Cilada

Na próxima segunda-feira, dia 31/03, começa a Campanha Calçada #Cilada, idealizada pela Corrida Amiga, com o apoio de organizações parceiras, entre elas o Mobilize Brasil. A principal atividade será a fiscalização das calçadas, com fotos e comentários rápidos, utilizando o aplicativo Colab. A prioridade será dada ao mapeamento de passeios com grande fluxo de pedestres.

A ação é nacional e será realizada durante todo o mês de abril, com o objetivo central de engajar a população em favor de cidades caminháveis e acessíveis a todas as pessoas, incluindo crianças, idosos e pessoas com deficiência. Calçadas são o primeiro contato de qualquer pessoa com o espaço público e constituem o sistema viário para quem anda ou circula de cadeira de rodas.

Calçadas bem construídas e conservadas, sem buracos, degraus e outros obstáculos, são um fator básico para que todas as pessoas possam fazer percursos de um ou dois quilômetros a pé, sem usar o carro, gerando menos trânsito, com redução da poluição atmosférica e do ruído urbano. Mas, em algum momento do dia, todos somos pedestres e precisamos usar os passeios públicos para ter acesso à cidade.

Para esta terceira edição da campanha, a Calçada #Cilada tem a participação das organizações ANTP, BikeAnjo, Brasília para Pessoas, Colab, Mobilize Brasil, Pé de Igualdade e União dos Ciclistas do Brasil (UCB)

Como participar?
1. Baixe o aplicativo Colab, disponível gratuitamente para as plataformas Android e iOS;

2. Abra o aplicativo, cadastre-se e fala o login

3. Acione o sinal + (no canto inferior direito da tela);

4. Em seguida, acione o tópico Fiscalize um problema e selecione a categoria Pedestres e Ciclistas;

5. Indique a subcategoria correspondente, por exemplo, Calçada Irregular, ou Calçada inexistente

6. Tire uma foto do problema encontrado e escreva um pequeno texto sobre defeito dessa calçada. Nesse texto, atenção, não esqueça de incluir a hashtag #cilada;

7. Confira o endereço da fiscalização e pronto, basta publicar!

Secretaria e CT Paraolímpico Brasileiro acendem luzes azuis pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo


Fachada da Secretaria com luzes azuis em prol da conscientização do autismo

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é celebrado desde 02 de abril de 2008, decretado como data oficial pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 2007, para dar maior visibilidade e atenção ao transtorno do espectro autista.

Todos os anos, diversos pontos turísticos ao redor do mundo, como o prédio Empire State, em Nova York (EUA) e a CN Tower, em Toronto, Canadá, são iluminados com a cor azul para as pessoas autistas. A exemplo de vários edifícios por todo o país e o resto do mundo, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro aderiram à Campanha em prol das pessoas autistas e acendem luzes azuis em seus prédios nas noites de 31/03 e 1º e 02 de abril.

Esse movimento é uma forma de chamar a atenção para o tema e mostrar a necessidade de promover a conscientização da sociedade e sensibilização para a inclusão de todas as pessoas com deficiência, inclusive as autistas.

Sobre o autismo

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento, no qual existem comprometimentos, em um espectro amplo, que variam de um grau leve a elevado. Quem tem autismo apresenta deficiências intelectuais, caracterizadas por dificuldades de comunicação e de contato social, assim como comportamentos repetitivos. Entretanto, nem sempre o autismo está associado à deficiência mental. Seus portadores podem apresentar nível de inteligência classificado como normal, sendo comum o desempenho acima da média em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização.

Atualmente, o número mais aceito no mundo é a estatística do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão do governo dos Estados Unidos: uma criança com autismo para cada 110. Estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no Brasil. No mundo, segundo a ONU, acredita-se ter mais de 70 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.

A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com autismo, por essa razão a cor azul foi designada para representar o Transtorno do Espectro Autista.


Fachada da Secretaria com luzes azuis em prol da conscientização do autismo

SERVIÇO
Luzes azuis pelo Autismo
Data: noites de 31 de março e 1º e 02 de abril de 2017
Local: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10
Barra Funda - São Paulo
Local: Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – São Paulo – SP

MARCO ANTONIO PELLEGRINI é nomeado Secretário Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Justiça e Cidadania


Marco Antonio Pellegrini: Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência

Marco Antonio Pellegrini foi Secretário Adjunto de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo, de 2010 a 2014. Antes disso, atuou junto a mesma Secretaria, desde sua criação, em 2008, como Coordenador de Acessibilidade. Agora, ele ocupa o cargo de Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com nomeação pelo presidente Michel Temer, publicada no Diário Oficial da União em 29 de março de 2017. Pellegrini foi escolhido por sua militância na área há mais de duas décadas.

Seu nome foi defendido pela secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, e endossado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo deseja sucesso nessa nova etapa de desafios e realizações.

Marco Pellegrini, 53 anos, metroviário licenciado, é tetraplégico desde 1991. Aos 27 anos levou um tiro quando foi assaltado, ao chegar em casa. Marco se lembra que, na época, tinha um filho por nascer e outro prestes a completar um ano. Ao se descobrir tetraplégico, colocou nos filhos a motivação de manter sonhos e de seguir em frente.

Ele foi vítima da violência urbana. O desfecho de um assalto a mão armada foi a terceira e quarta vértebras cervicais rompidas por uma bala, a tetraplegia e um desafio inesperado à frente. Desde 1992 ele é atendido no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA), da Rede de Reabilitação Lucy Montoro.

"É um momento de grande responsabilidade. Esse tema ocupa espaço de destaque nas agendas governamental e empresarial. Isso traz importantes impactos financeiros e sociais e, por isso, ocupar este posto significa estar mais próximo do olho do furacão", afirma.

Conheça abaixo o currículo do Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Formação Acadêmica:
Pós Graduado em Tecnologia Assistiva pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais-FCMMG.
Bacharel em Matemática pela Faculdade Paulistana.

Pelos Direitos da Pessoa com Deficiência:
Fundou o Grupo de Estudos sobre Vida Independente em 1993.
Em 1996 fundou e presidiu por três vezes o Centro de Vida Independente Araci Nallin, CVI-AN.
Foi Diretor da AME - Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais.
Coordenou o curso de Informática para Pessoas com Deficiência na Instituição Beneficente Nosso Lar.

Experiência profissional:
Trabalha na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência(SEDPcD) desde a sua criação, em 2008, tendo desenvolvido atividades na área de Acessibilidade, Empregabilidade e Promoção e Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas. Coordenou ações e projetos como:
· Praia Acessível
· Acessibilização de conteúdo da Biblioteca São Paulo
· Convênio LSI-USP para o desenvolvimento de Tecnologias
· Fórum de Empregabilidade
· Caravana da Inclusão Cidadania e Acessibilidade
· Seminário Internacional pela implementação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência nos Países Lusófonos
· Convênio com a UNESP para desenvolvimento de Tecnologia da Informação na Educação
· Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, entre outros.

Representou a SEDPcD em Encontros, Seminários e Palestras sobre o tema, entre os quais destacam-se:
Na Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, na 1º e 2º Conferência dos Estados Parte pela implementação da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Na Rehacare-Dusseldorf 2008, na Alemanha, o maior evento mundial de Tecnologia Assistiva
No processo de ratificação pelo Congresso Nacional da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
No Congresso Nacional, em defesa da Lei de Cotas
No VII Encontro das Altas Autoridades em Direitos Humanos do MERCOSUL, em Porto Alegre-RS.

Desde 1987, é funcionário da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), tendo atuado no departamento de projetos de telecomunicações, desenvolvendo e implantando sistemas de comunicação e transmissão de dados, semaforização, sinalização e acessibilidade, principalmente nas linhas 3-Vermelha e 2-Verde e no Corredor EMTU Metropolitano São Mateus-Jabaquara. Desempenhou atividades de inclusão no trabalho de pessoas com deficiência assessorando a Gerência de Recursos Humanos.

Trabalhou, anteriormente, em empresas da iniciativa privada como Philips Telecom, Dixtal-Equipamentos Médicos e NEC Telecomunicações.

Departamento técnico da CBDV divulga a tabela dos três primeiros eventos

Departamento técnico da CBDV divulga a tabela dos três primeiros eventos
Foto: Destaque da seleção brasileira de goalball, Romário vai estar no Regional Sudeste 2 de Goalball. (Crédito: Bruno Miani/CBDV/Inovafoto)

A pouco mais de duas semanas a temporada de eventos da CBDV terá continuidade com o início das etapas regionais. Com as inscrições encerradas, três competições já têm definidas as equipes que vão em busca dos títulos e das vagas para os campeonatos nacionais.

Com a definição dos participantes dos primeiros três eventos, o departamento técnico da CBDV divulgou a tabela de jogos dos seguintes regionais: Sul e Sudeste II de Goalball e o Nordeste de Futebol de 5.

Clique para acessar em cada um dos eventos.





Fonte: cbdv.org.br

Mizael Conrado é eleito presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

Por CPB

Alexandre Magno/CPB/MPIX
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O Comitê Paralímpico Brasileiro elegeu nesta sexta-feira, 31, o quarto presidente de sua história. O ex-atleta de futebol de 5 (para cegos) e bicampeão paralímpico Mizael Conrado foi eleito por aclamação para o mandato de quatro anos à frente da entidade. Formam a diretoria executiva junto com Mizael os primeiro e segundo vice-presidentes, respectivamente, Naíse Pedrosa e Ivaldo Brandão. Mizael assume agora o cargo que era ocupado por Andrew Parsons desde 2009.

Mizael Conrado é o primeiro medalhista paralímpico a assumir o cargo de presidente do CPB. O ex-atleta, além das medalhas de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004, e de Pequim, em 2008, ainda foi considerado o melhor jogador de futebol de 5 do mundo em 1998.

"É com grande emoção que assumo essa presidência. Sei que teremos grandes desafios e maior ainda será a responsabilidade. Essa responsabilidade vem com o compromisso de dar o melhor de mim para dar a oportunidade para aqueles que ainda não tiveram acesso ao esporte paralímpico. Quero estar à altura deste movimento e honrar os outros presidentes que formaram o alicerce do que temos hoje. Meu antecessor, Andrew, deixou como grande legado a harmonização do movimento paralímpico e assumo aqui o compromisso de manter essa harmonia. Juntos nos fortalecemos!", disse Mizael.

O novo presidente ocupou o cargo de vice-presidente durante os dois mandatos de Andrew Parsons. Agora ex-presidente, Parsons acedita que o CPB continuará com o bom trabalho em busca do desenvolvimento do esporte paralímpico do Brasil.

"Desejo a maior sorte do mundo para a nova diretoria executiva. São três pessoas extremamente capazes. Com o Brandão tive uma parceria de quatro anos, com o Mizael, de oito anos. A visão do Mizael de ex-atleta, aliado com a experiência que agora ele tem como gestor, vai levá-lo a ser um grande presidente. Tenho certeza que vai levar o movimento paralímpico não só a lugares mais altos do quadro de medalhas dos Jogos de Tóquio, mas também trará avanços dando oportunidade às pessoas com deficiência para a prática de esporte em todos os seus níveis", observou Parsons.

Enquanto vice-presidente do CPB na gestão de Parsons, Mizael teve importante atuação na questão da aprovação do estatuto da pessoa com deficiência, a Lei Brasileira da Inclusão (Lei 13.146/2015), que, entre outros benefícios, aumentou os investimentos no esporte paralímpico nacional.

Os relatores da lei no Senado, Romário, e na Câmara dos Deputados, Mara Gabrilli, peças importantíssimas para a aprovação do estatuto, apoiaram a escolha de Mizael para o cargo mais alto do movimento paralímpico nacional.

"Mizael Conrado assumir a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro é um fato que me enche de orgulho. Ter uma pessoa cega e ex-atleta à frente do CPB é muito simbólico. Especialmente no nosso país, onde quase não vemos ex-atletas gerindo o esporte. Isso, com certeza, fará toda diferença, porque a experiência da prática traz um ponto de vista privilegiado. Além disso, Mizael é advogado por formação. Fica, então, meu desejo de sucesso a ele e ao esporte paralímpico brasileiro", disse Romário, que além de senador, é embaixador paralímpico.


"Mizael é um amigo e grande parceiro que tenho na luta pelos direitos das pessoas com deficiência. Além de ter defendido com suor e muita garra as cores da bandeira brasileira mundo afora como atleta, onde se consagrou como um dos melhores do mundo, é um grande conhecedor da legislação sobre as pessoas com deficiência. Desejo todo o sucesso à frente do CPB e tenho a certeza de que a partir de agora vamos trabalhar ainda mais juntos para fortalecer o esporte paralímpico do Brasil", afirmou Mara Gabrilli.

Conselhos Fiscal e Deliberativo e Representante de Entidade Olímpica

Além da diretoria executiva, também foram escolhidos na tarde desta sexta-feira os membros dos Conselhos Fiscal e Deliberativo e ainda o representante das entidades nacionais de administração do desporto olímpico.

Para o Conselho Fiscal, os escolhidos foram Gustavo Delbin (12 votos), Marcelo Corrêa (8 votos) e Sidney de Oliveira (7 votos). No Conselho Deliberativo, Márcia Campeão (11 votos) e Jesus Thomaz Tarja (7 votos) foram os mais votados. O representante de entidades nacionais olímpicas junto ao Conselho Deliberativo será Alaor Azevedo, indicado pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa.

Entenda a eleição

Para a eleição da diretoria executiva do CPB, votam entidades esportivas com representação no esporte paralímpico e o conselho de atletas. Ao todo, 14 votos são contabilizados no pleito.

Conheça Mizael Conrado, o novo presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro

Por CPB

Alexandre Magno/CPB/MPIX
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Bicampeão paralímpico no futebol de 5 (para cegos), Mizael Conrado é formado em Direito pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). O e-atleta assumiu em março de 2017 a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Entre 2009 e 2017, exerceu a função de vice-presidente e secretário-geral da entidade durante os mandatos de Andrew Parsons.

Atualmente, Mizael também ocupa o posto de vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP). Foi ainda peça-chave na aprovação da Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que elimina barreiras de acessibilidade no transporte, na moradia, nos serviços, na educação, no esporte, no exercício da cidadania e beneficia cerca de 50 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência e mobilidade reduzida.

Natural de Santo André (SP), Mizael Conrado de Oliveira nasceu cego devido a uma catarata congênita. Após quatro cirurgias, ainda bebê, começou a enxergar. Aos nove anos, teve um descolamento de retina, que iniciou a perda de sua visão. Ficou completamente cego aos 13 anos. Foi no Instituto Padre Chico, escola especial para deficientes visuais, onde Mizael teve seu primeiro contato com o futebol de 5.

Com a Seleção Brasileira da modalidade, foi campeão latino-americano (1994), tricampeão da Copa América (1997, 2001 e 2003), campeão mundial sub-25 (2002), bicampeão mundial (1988 e 2000) e bicampeão paralímpico (2004 e 2008), além de ter conquistado o título de melhor jogador do mundo, em 1998.

Foi ainda diretor administrativo e presidente do Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos (CESEC), secretário-executivo da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), membro do Comitê Executivo da União Mundial de Cegos, da União Latino-Americana dos Cegos, vice-presidente da Federação Brasileira de Entidades para Cegos e secretário-geral da União Brasileira de Cegos.

Medalhistas do Parapan de Jovens marcam presença na etapa regional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação

Por CPB

Graziella Batista/CPB/Mpix

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Arthur Santos Pereira foi um dos destaques no Parapan de Jovens com cinco medalhas conquistadas

A etapa regional Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa ocorrerá neste fim de semana, 1 e 2, em Recife (PE). O Centro Esportivo Santos Dumont receberá 467 atletas, que competirão em duas modalidades: atletismo e natação. Entre eles, destacam-se sete, que conquistaram medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, realizado neste mês, no Centro de Treino Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

O nadador Arthur Santos Pereira, de 17 anos, faz parte da Seleção Brasileira de jovens. No Parapan, ele conquistou cinco medalhas, todas na classe S10: três ouros, uma prata e um bronze. Sem tempo de descansar, devido ao novo compromisso, o paraibano de João Pessoa entrará sete vezes na piscina em Recife para buscar os índices para as três etapas nacionais, que acontecerão a partir de junho - todas em São Paulo.

"A minha melhor prova é do estilo peito. Atualmente, estou entre os três melhores do país na minha classe e espero evoluir a cada dia para poder competir nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e faturar uma medalha na edição de 2024", disse.

Arthur nasceu com má-formação no pé esquerdo. Aos nove meses, começou a praticar natação para fortalecimento. Em 2013, nos Escolares, o garoto fez a primeira competição e não parou mais. Integrante do clube Funarde, na Paraíba, o mesmo que revelou o multimedalhista Phelipe Rodrigues, dono de sete medalhas paralímpicas, e em quem ele se inspira para ter bons resultados. "Eu e o Phelipe conversamos muito pela internet. Ele é um grande nadador e sempre que pode me dá umas dicas. Sou muito fã dele e do Andre Brasil", concluiu.

Do atletismo, Joferson de Oliveira faturou no Parapan de Jovens o ouro no salto em distância e a prata nos 100m. Com baixa visão (classe T12), ele também entrou no esporte por meio das Paralimpíadas Escolares. No regional de 2016, o jovem conseguiu classificação para as nacionais e quer repetir o feito neste ano. "Eu só treinava uma vez na semana e sempre medalhei no Escolar. Com a minha classificação do ano passado para as nacionais, eu intensifiquei os meus treinos e já estou tendo bons resultados, como as conquistas no Parapan de Jovens", disse.

Para este ano, Joferson planeja medalhar neste fim de semana nas provas dos 100 e 200 metros. "No Parapan, eu fiz a minha primeira prova internacional e eu estava nervoso. Agora vai ser bem tranquilo e vou vencer em Recife nas duas provas que competirei", ressaltou o atleta que espera participar do Open de atletismo em abril.

Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

As equipes de natação e halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Serviço
Circuito Loterias Caixa – 1ª etapa regional Centro-Leste Recife (PE)
Data: 1 e 2 de abril
Local:Centro Esportivo Santos Dumont Rua Almirante Nelson Fernandes S/N - Boa Viagem, Recife - PE
Horários
Sábado: 8h às 12h e das 14h às 18h (Atletismo) / 9h às 12h e das 15h às 18h (Natação)
Domingo: 8h às 12h (Atletismo) / 9h às 12h (Natação)

Fonte: cpb.org.br

Judoca cego reage a assalto e bate em ladrão - Veja o vídeo.


Um ladrão se deu muito mal ao tentar um assalto no Centro de Rio Preto. Ele tentou roubar o celular de um cego, mas o que ele não esperava era levar uma surra do deficiente visual, que é lutador de capoeira e judoca. O caso que parece ter saído de uma história em quadrinhos aconteceu na tarde de domingo, dia 25, na rua Voluntários de São Paulo e foi registrada em boletim de ocorrência na segunda-feira, dia 27.

Artista de rua e deficiente visual, Elvecio Xavier da Costa Filho ganha a vida tocando berimbau e violão no Calçadão e nas imediações do Hospital de Base de Rio Preto. Com muito bom humor, ele revela não ter sido a primeira vez que foi escolhido como vítima por assaltantes, que no final acabam fugindo. “Já tentaram me assaltar no ano passado do mesmo jeito. O pessoal pensa que a gente é cego e não tem como se defender”, diz.

No assalto de domingo, Elvecio percebeu o exato momento em que o assaltante arrancou o celular. Ele diz que até tentou evitar a briga, pedindo para o ladrão devolver o aparelho. “Como ele se recusou, eu dei um golpe de judô, um wazari, e depois um mata-leão. Foi aí que ele soltou o celular”, relata o deficiente.

A briga pelo celular não foi à toa. É que o aparelho é especialmente fabricado para cegos. O teclado está em braile, linguagem para deficientes visuais. “Só procurei a Central de Flagrantes, porque eu precisava fazer boletim de ocorrência para conseguir novo chip. O do aparelho caiu durante a briga e, mesmo tateando o chão, eu não consegui recuperar. Tem de tomar cuidado porque as ruas estão perigosas”, alerta o deficiente.

Casado e pai de uma filha, Elvecio, que é de Frutal (MG), viaja todos os dias para Rio Preto. Ele ficou cego em 2013, após levar um tiro de espingarda calibre 12 no rosto. Os estilhaços da bala perfuraram a visão e atualmente usa dois olhos de vidro. “Eu sou um ex-dependente químico, hoje tenho visão espiritual. Cego é esse rapaz que me atacou. Para vocês que estão nesta vida de drogas, saiam fora,” aconselha. Além de artista de rua, Elvécio diz que é massoterapeuta e dá palestras contra as drogas nos finais de semana.


         
 

Workshop online e gratuito tira dúvidas sobre autismo

Entre os dias 3 e 10 de abril, o Instituto Neuro Saber vai promover uma semana de aulas gratuitas e online com o neuropediatra e pesquisador Clay Brites sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Foto que mostra parte do teclado de um laptop com uma xícara de café ao lado.


Entre os dias 3 e 10 de abril, o Instituto Neuro Saber vai promover uma semana de aulas gratuitas e online com o neuropediatra e pesquisador Clay Brites sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA). O programa tem como intuito esclarecer questões e dúvidas sobre o tema. O material ficará disponível pelo  site. 

O profissional irá abordar como diagnosticar corretamente o transtorno, como avaliar, quais são os sinais, entre os diversos assuntos envolvendo o TEA. Ainda serão discutidos temas polêmicos como, por exemplo, o uso de medicação, quando é necessário, por que e quais benefícios pode se ter.

“Pretendemos esclarecer porque existem autistas tão diferentes, explicando os diferentes graus. E o porquê de casos terem o mesmo diagnóstico, porém com tratamentos tão diferentes”, diz o neuropediatra.

Entender o autismo é um dever da sociedade e principalmente uma necessidade, explica o Dr. Clay Brites. “O projeto nasceu com o objetivo de ajudar a esclarecer sobre o autismo de maneira clara e acessível a pais, educadores e profissionais”.

Serviço

Semana Entendendo o Autismo
Data: nos dias 3 a 10 de abril
Aulas gratuitas pelo site.

Anvisa irá regular plantio medicinal de maconha no Brasil

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Dentre os diversos atrasos sociais, políticos, policiais e médicos que as leis brasileiras insistem em sustentar – e que se desdobram em males reais, principalmente para as populações mais pobres do país – a proibição da maconha acaba sendo um dos temas centrais, por reunir justamente todos esses aspectos em um só atraso. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária parece ter dado importante passo para começar a atualizar e transformar esse enorme atraso.

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Segundo informações reveladas pelo colunista Lauro Jardim, , do O Globo, dois técnicos da Anvisa foram enviados ao Canadá para estudar o funcionamento da regulação do plantio medicinal da maconha no país. A ideia é regular o plantio para esses fins no Brasil até o fim do ano. Somente empresas e associações, no entanto, seriam liberadas pela nova lei.

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A Anvisa é a agência responsável pela liberação de remédios e outras práticas referentes à saúde e vigilância sanitária de forma geral no Brasil. Recentemente, em um debate no rádio, o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, declarou que o cenário atual é favorável para a regulação. “Seguramente, eu creio que há uma perspectiva de que, no Brasil, se verifique a legislação para dar garantia jurídica a quem resolver plantar (maconha) e fabricar a medicação para não ser confundido com tráfico, poder produzir o medicamento e ajudar as pessoas que precisam”, afirmou.

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Em janeiro, o primeiro remédio à base de derivados da maconha teve sua venda liberada no Brasil e, desde novembro passado, algumas famílias conseguiram na justiça um habeas corpus para cultivarem a própria maconha para fins medicinais, sem que a polícia possa prende-los, apreender ou destruir as plantas. Além disso, diversos medicamentos feitos da erva foram liberados para serem importados. São passos lentos porém importantes, especialmente diante da realidade do Brasil, que exige com urgência que a maconha deixe de ser uma questão policial para ser assumida como o que de fato é: uma questão de saúde.

Fonte: hypeness.com.br  - fotos: divulgação

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cobrador de ônibus cede lugar para deficiente ir sentada

Na última semana, a atitude do cobrador de ônibus Felipe Souza (24), de Pernambuco, viralizou na internet.

Por Redação RPA



Durante uma viagem para a Grande Recife, ele cedeu o próprio assento de trabalho para um deficiente físico.

A história foi divulgada nas redes sociais e a empresa em que atua, a Itamaracá Transportes, vem recebendo centenas de elogios na publicação do vídeo.

                       Exemplo de Cidadania!

                                

“Eu estou muito impressionado com essa repercussão toda. Porque, pra mim, isso é algo normal. Algo que eu faço e todo mundo deveria fazer sempre. Não deveria ser surpresa para ninguém um ato desse. Um gesto assim é algo que todo mundo deveria ter a obrigação de fazer”, disse Felipe em entrevista ao Jornal do Trânsito.

Ele lembra que o episódio aconteceu em abril, mas foi compartilhado apenas agora.

O jovem trabalha na linha Caetés I/TI pelópidas há dois anos.

Quem fez a foto no momento foi o auxiliar de serviços gerais Jeferson Calixto, de 45 anos. “Fiquei emocionado com aquela cena e perguntei se podia tirar uma foto”.

“Dou gentileza para receber de volta”, finaliza Felipe.

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Menino com PARALISIA CEREBRAL recupera totalmente através de terapia com sangue do cordão umbilical

Um transplante autólogo - um procedimento que se caracteriza pela utilização de células do próprio paciente - com recurso a sangue do cordão umbilical permitiu a uma criança dos Estados Unidos recuperar totalmente de uma anemia aplástica.

Nuno Noronha/ Notícias 

créditos: Pixabay


Durante o quinto mês de gravidez, a mãe de Tomas foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, o que a forçou a ficar em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31.ª semana o batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção dupla no cordão umbilical. Nesta altura, os médicos tiveram de desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a poderem realizar uma cesariana de emergência.

Após o nascimento, Tomas teve de ser colocado numa incubadora nos cuidados intensivos neonatais porque os médicos verificaram que os pulmões não estavam suficientemente desenvolvidos. Nos dias que se seguiram ao parto, a incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou uma paralisia cerebral espástica à criança.

Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão criopreservado, armazenado num laboratório familiar, com o objetivo de garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas, as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos Estados Unidos.

Tomas foi inscrito no ensaio clínico para paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg, pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão umbilical.

Tomas anda e joga à bola

Tomas participou neste estudo durante um período de 3 anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células estaminais do sangue de cordão no início do mesmo. O grupo de controlo recebeu o mesmo transplante um ano depois. Durante este período de tempo, todas as evoluções relevantes foram registadas. Hoje, Tomas tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola. Fala duas línguas e frequenta a escola,

Fonte: A matéria acima foi extraída do site lifestyle.sapo.pt



Entenda como os alimentos podem ajudar no controle da artrite reumatoide

Todos buscam a fórmula mágica para uma dieta curativa da artrite reumatoide, na verdade o que temos são estudos que mostram conexões entre certos alimentos e a atividade inflamatória.

Por Priscila Torres*



Hábitos alimentares saudáveis constituído por uma dieta rica em antioxidantes e constituintes bioativos anti-inflamatórios contribuem para a qualidade de vida da pessoa com AR. Um estudo da “Toxicology and Industrial Health”, comprova a redução da atividade inflamatória da artrite reumatoide com o consumo de alguns alimentos simples como: como peixe de águas frias, coentro, tomate, cenoura, batata doce, brócolis, chá verde, alecrim e avelã. Conhece-los é o melhor caminho para ter e manter uma boa dieta anti-inflamatória. Mas antes de embarcar em uma dieta, consulte o seu médico reumatologista e também um médico nutrólogo.

Conheça alguns dos alimentos que ajudam no controle da artrite reumatoide

Alimentos ricos em ômega 3
Um tipo de gordura (ácidos graxos), essencial para a saúde, porém não são produzidos pelo nosso organismo, sendo necessário o consumo frequente, pois entre os benefícios, está a ação anti-inflamatória. Os alimentos mais indicados são os peixes de águas frias, como o atum, salmão, bacalhau e a sardinha. O consumo de peixe é recomendado de duas a três vezes por semana. Um estudo publicado em junho de 2015 no Annals of Rheumatic Diseases, evidenciou que pessoas com AR que consumiam peixe duas vezes por semana, tiveram diminuição da dor e mantiveram-se em remissão por mais tempo.
É recomendado incluir nozes, pistache, avelãs e amêndoas, ambas contêm gorduras poli-insaturadas e a Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 60 gramas ao dia (cerca de ¼ de uma xícara).

Azeite extravirgem
Um tipo de óleo rico em polifenóis, com benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios, 70% de seu teor de gordura é monoinsaturada (ácido oleico), auxiliando no controle da pressão arterial, redução do colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL). Possuí ainda oleocanthal substância que bloqueia as enzimas que causam inflamação, 3 colheres e ½ de azeite correspondem a um comprimido de 200 mg de Ibuprofeno de 200 mg, logo, para usufruir do efeito anti-inflamatório do azeite não é necessário utiliza-lo como suplemento, basta substituir o óleo de soja (comum nas cozinhas brasileiras), pelo óleo de azeite, o uso diário somente lhe trará benefícios. É possível substituir a margarina pelo azeite de oliva.

Fibras

Aumentar a ingestão de fibras de frutas, legumes e grãos integrais ajudam a reduzir a inflamação, estudos comprovam que a adição de fibra a dieta resulta em níveis mais baixos da Proteína C Reativa (PCR) e a interleucina-6 – proteínas responsáveis pela atividade inflamatória.


Coentro

Bastante comum na culinária nordestina, possuí a substância Coriandrum sativum, que contém propriedades anti-inflamatórias. O consumo pode ser diário em forma de temperos de alimentos cozidos e saladas.

Açafrão

A cúrcuma é uma especiaria de mostarda-amarelo, contém curcumina, que pode reduzir a inflamação à nível celular. A Mostarda é uma boa fonte de cúrcuma e provavelmente a maneira mais fácil de consumi-la. Uma pesquisa publicada no “Journal of Medicinal Food”, aponta os benefícios da cúrcuma no tratamento da artrite reumatoide. O consumo pode variar de duas a três vezes por semana.

Gengibre

Um estudo publicado na “Pharma-Nutrition” em julho de 2016, descobriu que seu composto (gingerols) e seus óleos essenciais aromáticos, possuem propriedades anti-inflamatórias. Importante lembrar que o gengibre pode tornar o “sangue fino”, por isso pessoas que utilizam anticoagulantes como Varparina, Nadroparina e Enoxoparina ou qualquer outro anticoagulante devem solicitar orientação médica para consumir gegibre em sua dieta.

Abacaxi
O caule do abacaxi possuí “bromelina”, uma enzima digestiva que tem demonstrado reduzir a inflamação em pessoas com osteoartrite e artrite reumatoide. O caule do abacaxi não é comestível, o consumo pode acontecer através da suplementação em forma de comprimidos ou capsulas realizadas em farmácias de produtos fitoterápicos, converse com o seu médico antes de comprar suplementos nutracêuticos pois ainda que sejam “naturais” seu consumo pode causar interação química com os medicamentos utilizados no tratamento da artrite reumatoide.

Chá verde
Possuí propriedades antioxidantes, um copo de chá verde ao dia, pode auxiliar no controle da dor e diminuir a atividade inflamatória, no entanto, o chá verde possuí vitamina K e pode neutralizar alguns anticoagulantes, por isso seu consumo deve ser uma decisão compartilhada com o médico reumatologista. Um estudo publicado na Arthritis and Rheumatology em junho de 2017, aponta que os pesquisadores da Universidade Estadual de Washington, em Spokane, descobriram no chá verde a presença de uma molécula a EGCG, que possuí propriedades anti-inflamatórias, mostrando-se eficaz como terapia natural complementar ao tratamento da artrite reumatoide.

Cerejas e romãs
Ambas as frutas contêm as substâncias antocianina flavonóide. Um estudo publicado em Advanced Biomedical Research em março de 2014, descobriu que o suco de romã tem muitas propriedades benéficas, incluindo inibir a inflamação, o que a torna útil para pessoas com artrite reumatoide, talvez até mais do que o chá verde. Segundo o médico reumatologista Scott Zashin, em seu livro Natural Arthritis Treatment, as cerejas e romãs são ricas em antioxidantes, que podem proteger as células dos efeitos prejudiciais dos radicais livres, diz ele. As cerejas podem ainda baixar os níveis de óxido nítrico, um composto ligado à RA, diz Zashin.

Salsinha
Comum na culinária brasileira, principalmente dos paulistas, a salsa tem propriedades anti-inflamatórias, pois contém flavonoid luteolina. Um estudo publicado no International Journal of Molecular Sciences em junho de 2016 descobriu que a luteolina e outros flavonóides ajudam a bloquear as proteínas inflamatórias. Estudos adicionais de salsa ainda são necessários, mas é uma erva sem contraindicações que pode auxiliar na redução da dor e rigidez articular, além de poder enfeitar as saladas e diversos pratos.

As dúvidas sobre a dieta devem ser discutidas com o médico reumatologista. Suplementos alimentares em forma de cápsulas, comprimidos ou líquido somente devem ser utilizados com a autorização e orientação do médico reumatologista, pois apesar de serem naturais o uso concomitante com os medicamentos utilizados no tratamento da artrite podem sofrer interação química, por isso, converse com seu médico.

Referências:

Sahar Y Al-Okbi, Nutraceuticals of anti-inflammatory activity as complementary therapy for rheumatoid arthritis. Toxicology and Industrial Health. Vol 30, Issue 8, pp. 738 – 749.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27533649
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27872812
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24473984
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26023546
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/art.39447/abstract
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4007340/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24081439
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27294919
Scott Zashin,Natural Arthritis Treatment


Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de Artrite Reumatoide aos 26 anos, enquanto atuava como enfermeira, estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros. De repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída. Hoje sou “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil. http://www.artritereumatoide.blog.br

Fonte: artritereumatoide.blog.br