sábado, 8 de abril de 2017

MPPE denuncia por discriminação blogueira pernambucana que ofendeu bebê com Síndrome de Down

Ministério Público de Pernambuco se mostrou contrário à prisão preventiva de Julia Salgueiro solicitada pela Polícia Civil, já que ela possui endereço fixo.

Por G1 PE

Blogueira chegou a prestar depoimento na Delegacia de Casa Amarela, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)
Blogueira chegou a prestar depoimento na Delegacia de Casa Amarela, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou a blogueira Júlia Salgueiro por “praticar e incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência” pelos comentários feitos contra uma criança portadora de Síndrome de Down numa rede social. A acusação foi entregue para a Justiça na quinta-feira (6), mas foi divulgada apenas nesta sexta-feira (7). A Polícia Civil pediu, na segunda-feira (3), a prisão preventiva dela.

Entretanto, o MPPE se colocou contrário à prisão. O órgão acredita que não há necessidade de detenção, já que a blogueira tem endereço fixo. Por telefone, a assessoria de imprensa do MPPE informou que a penalidade ficará a cargo do juiz responsável.

O G1 entrou em contato com o advogado de Júlia Salgueiro, mas não obteve retorno às ligações. Na ocasião do depoimento da blogueira à policia, a defesa alegou que a  acusada sofre de depressão e faz uso de medicação controlada.

Os comentários da blogueira foram feitos numa publicação da tia de uma criança com Síndrome de Down no dia 21 de março. Na foto publicada, a criança, de 11 meses, aparece sorrindo nos braços da parente. Em um de seus comentários, Júlia comparou crianças portadoras da síndrome com filhotes de cachorro.

Fonte: g1.globo.com

‘É muito bom ter uma amiga com autismo na nossa sala’, diz aluno de escola pública - Veja o vídeo.

No Brasil, 56.578 pessoas com autismo estão nas salas de aula. Colegas aprendem noções de cidadania e de respeito, além de ajudarem a sociedade a quebrar preconceitos.

Por Luiza Tenente, G1 

Laura, Yasmin e Mariana são melhores amigas. (Foto: Arquivo pessoal)
Laura, Yasmin e Mariana são melhores amigas. (Foto: Arquivo pessoal)

Na sala da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Cel. Luiz Tenório de Brito, que fica na periferia de São Paulo, a turma do sexto ano tem aula de inglês. Todas as crianças entram correndo e ocupam seus lugares. Com o tumulto, Yasmin fica nervosa e começa a gritar, agitando os braços. Sua melhor amiga, Laura, percebe a tensão da menina e pergunta: “O que foi?”. Como resposta, ela ouve: “Pota”. E então anuncia para a sala: “Gente, vamos fechar a porta! A Yasmin tá aflita com o barulho”. Porta fechada. Yasmin se acalma e começa a prestar atenção na professora.

Click AQUI para ver o vídeo.

O diálogo de Laura e Yasmin pode não parecer comum para duas meninas de 10 e 11 anos. Yaya não verbaliza, fala apenas algumas palavras, como “obrigada” e “água”. Sua dificuldade de comunicação é consequência do autismo severo, diagnosticado quando ela era pequena. Mas isso não impede que seus colegas a compreendam: conviver com uma pessoa que tenha o transtorno ensina às crianças e aos adolescentes que é possível ver o mundo sob outra perspectiva. Não é só Yasmin que ganha com o aprendizado e a socialização na escola comum – todos que estão à sua volta também são modificados, dizem os especialistas.

A situação torna-se cada vez mais comum no Brasil, já que a legislação proíbe que escolas recusem a matrícula de uma criança com deficiência. De acordo com o Censo Escolar 2016, há, na cidade de São Paulo, 3.425 pessoas com autismo nas salas comuns, tanto no ensino básico como no Ensino para Jovens e Adultos (EJA). No estado de São Paulo, são 13.414, e no Brasil, 56.578 indivíduos com o transtorno que estudam em instituições regulares, junto com quem não tem autismo. Isso sem contar os casos de Síndrome de Asperger, que também integram o Transtorno do Espectro Autista – no Brasil, são 10.332 alunos com esse quadro que estão estudando nas escolas comuns.

Yasmin (centro) é autista e estuda com Mariana (esquerda) e Laura (direita) na EMEF Cel. Luiz Tenório de Brito. (Foto: Arquivo pessoal)
Yasmin (centro) é autista e estuda com Mariana (esquerda) e Laura (direita) na EMEF Cel. Luiz Tenório de Brito. (Foto: Arquivo pessoal)

Siglia Camargo, professora da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Autismo e Inclusão (Gepai), explica que conviver com alguém que tenha autismo traz um aprendizado sobre a importância de respeitar as diferenças. “Todos somos diferentes e essas crianças são muito mais capazes do que imaginamos”, diz. “Aprendemos com elas que comportamentos do autismo que julgamos como agressivos são uma maneira de expressar ou de reagir ao estímulo do ambiente.”

Ao ter um colega com autismo, os demais estudantes passam a enxergar com naturalidade o comportamento e as características do amigo. “Eles aprendem noções de tolerância, de criatividade, de perseverança, de respeito e, mais importante, entendem que o mundo pode ter perspectivas diferentes”, explica Alysson Muotri, cientista brasileiro que pesquisa a cura do autismo na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Yasmin está no sexto ano. Na foto, ela e Mariana comemoram a colação de grau do ensino fundamental I.  (Foto: Arquivo pessoal)
Yasmin está no sexto ano. Na foto, ela e Mariana comemoram a colação de grau do ensino fundamental I. (Foto: Arquivo pessoal)

As amigas de Yasmin contam que, quando a conheceram, não sabiam o que era autismo. Pesquisaram na internet e conversaram com os professores da escola para entender os principais sintomas do transtorno.

“As crianças aprendem muito com a Yasmin nessa questão social, de perceber o outro, de entender o que o outro está passando. A Yasmin não verbaliza e isso fez com que a sala desenvolvesse a sensibilidade de perceber o outro sem que ele fale”, conta Ana Maria de Oliveira, professora por dois anos da turma, nas séries iniciais do ensino fundamental. A docente se especializou em educação especial e atualmente estuda neurociência na universidade, para melhorar sua capacitação em lidar com a educação de autistas. “É um aprendizado eterno”, diz.

Ana Maria ressalta também que os ganhos não ocorrem somente na socialização – abrangem também a aprendizagem. Em todas as aulas, os colegas de Yasmin prestam auxílio à menina: ajudam a desenhar, a explicar o conteúdo, a prestar atenção, a aprender a pronunciar novas palavras, a usar o computador e a entregar as lições, por exemplo. Como cada aluno da sala está em um nível de desenvolvimento diferente, a troca entre todos beneficia que aprendam ainda mais. “A partir do momento em que ensinam algo para a Yasmin, a autoestima deles melhora, porque percebem que estão ajudando alguém. E também vão relembrando a matéria para passar para a amiga, o que é ótimo para estudar”, diz a professora.

Quebra do preconceito
É importante lembrar que as pessoas que têm autismo não são iguais entre si – cada uma possui uma história de vida, uma personalidade e um determinado quadro de sintomas.

Existem alguns sinais do transtorno que são mais comuns no autismo clássico e que podem atrapalhar a convivência em sociedade. “As dificuldades são inúmeras e tudo se exacerba na adolescência: chacoalhar as mãos, não ter interesse nos assuntos mundanos, não controlar o balanço do corpo, ter problemas na comunicação (como no entendimento de metáforas ou de piadas)”, afirma Muotri.

Conhecer os sinais do autismo ajuda a combater o preconceito e as visões rotuladas sobre o transtorno. “Como frequentemente agem de forma inusitada, é natural que os autistas despertem a curiosidade da comunidade e isto pode e deveria ser sempre visto de forma natural, positiva e enriquecedora pelos dois lados”, diz o cientista brasileiro.

Turma descobriu o que é autismo após a matrícula de Yasmin.  (Foto: Luiza Tenente/G1)
Turma descobriu o que é autismo após a matrícula de Yasmin. (Foto: Luiza Tenente/G1)

Laura conta que, certa vez, alunos de outra turma da escola derrubaram biscoitos no chão. Yasmin tentou pegá-los para comer e foi impedida pela amiga. Os colegas não entenderam: “Mas ela é autista, qual o problema de comer algo do chão?” Laura explicou a eles: “Não é porque ela é autista que vai ser tratada dessa forma. Vocês não comeriam o biscoito sujo, então ela também não vai comer”, conta a menina.

As crianças que, como Laura, conhecem uma pessoa com autismo tendem a combater o preconceito das demais. As famílias, inclusive, são transformadas. “Existe um medo de que o filho seja prejudicado por ter um colega com autismo. É uma desinformação. É preciso que a escola olhe para essa resistência e informe e tranquilize os pais sobre as suas principais dúvidas”, explica a professora Siglia.

A docente Ana Maria, antes do início do ano letivo, fez um trabalho de conscientização com os pais das crianças e explicou a eles sobre o autismo. Atualmente, todos colaboram para a inclusão. “Acredito numa sociedade melhor. As pessoas com deficiência estão aparecendo, tendo seu espaço, e com isso todos aprendem a ter respeito, solidariedade e empatia”, diz.

Sintomas
A seguir, veja os principais sintomas do autismo clássico, um dos quadros do Transtorno do Espectro Autista (TEA):

Dificuldade de interação social: problemas no desenvolvimento de amizades, anomalia em comportamentos não-verbais (como não olhar para a pessoa com quem está falando), falta de compartilhamento de experiências, ausência de reciprocidade emotiva (não reagir diante de um colega machucado, por exemplo). As brincadeiras podem ser estereotipadas, com gestos repetitivos.

Problemas na comunicação: a pessoa pode não desenvolver linguagem oral ou só falar o que tem utilidade mínima. Pode haver dificuldade na compreensão de significados do discurso.

Alterações nos interesses: pode haver uma resistência grande em mudar a rotina, provocando acessos de nervosismo. As brincadeiras também são diferentes: ao brincar com um carrinho, em vez de empurrá-lo, é comum concentrar-se somente na rodinha, por exemplo.

Além desses, existem outras características menos comuns, como alterações no sono e dificuldades na alimentação.

Fonte: g1.globo.com

OMT irá desenvolver ISO para turismo acessível

  
 Turismo e serviços relacionados estarão em um inventário de critérios técnicos e recomendações.

A Organização Mundial do Turismo (OMT), em iniciativa com a Once Foundation, a Associação Espanhola de Padronização (AEN, em espanhol) irá desenvolver um padrão internacional para o turismo acessível.

Após encontro realizado no mês passado em Madri, as três partes trabalharão em conjunto com o Comitê Técnico TC 228, responsável pela indústria de Turismo e serviços relacionados dentro da Organização Internacional de Padronização, a ISO.

Inicialmente, de acordo com comunicado, será estabelecido um inventário sistemático de padrões já existentes, critérios técnicos e recomendações e requerimentos dentro desse segmento.

Chamado ISO 21902 Turismo e serviços relacionados – Turismo para todos – Requerimentos e recomendações, o modelo futuro promete entregar diretrizes claras para o planejamento da cadeia produtiva e na gestão de destinos.

Sua aprovação está prevista para 2018 após alcançar o consenso de nível ISO e sua promulgação deve acontecer em 2019. A partir disso, será aplicada a diferentes representantes da indústria, tanto do setor público quanto do privado, promete a OMT.

Até o momento, a ISO TC 228 tem representantes de 11 países do globo, entre eles Portugal, Argentina, Canadá, e representantes de associações como a Rede Europeia de Turismo Acessível (Enat), Associação Europeia de Hotéis, Restaurantes e Cafés (Hotrec) e a Associação Europeia do Consumidor para a Padronização (Anec).

Fontes: Panrotas - turismoadaptado.wordpress.com

Inscrições abertas para a disputa do Regional Sudeste de futebol de 5

Inscrições abertas para a disputa do Regional Sudeste de futebol de 5
Foto: CEIBC-RJ é o atual campeão regional e terceiro colocado nacional. Equipe deverá estar na edição deste ano. (Crédito: Gaspar Nóbrega/CBDV/Inovafoto)

Estão abertas as inscrições para o Regional Sudeste de futebol de 5, que será realizado na cidade de Campos, Rio de Janeiro, de 23 a 25 de junho. A terceira etapa vale classificação para a Copa Loterias CAIXA – Série B. A chegada das equipes deverá acontecer um dia antes do início da competição.

As inscrições devem ser feitas através do preenchimento da ficha enviada pela CBDV para as associações da região (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), aptas a disputar a competição, e encaminhadas para o e-mail secretariageral@cbdv.org.br. O prazo final para envio da documentação é no dia 08 de maio.

Fonte: cbdv.org.br

De olho em Mundial, halterofilistas abrem o Circuito Loterias Caixa em Brasília

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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Começou nesta sexta-feira, 7, em Brasília, o Circuito Loterias Caixa de atletismo, halterofilismo e natação. As primeiras provas do evento foram de halterofilismo paralímpico, modalidade que vive bom momento no país após a medalha inédita de Evânio Rodrigues nos Jogos Rio 2016. Nas primeiras provas do dia - leve feminino e até 49kg masculino - a disputa marcou a tentativa de alcançar o índice para o Mundial da modalidade, em setembro, no México. Neste sábado e domingo, além do halterofilismo, também haverá provas de atletismo e natação. Nestas duas modalidades, as provas valem índice para as nacionais, disputadas a partir de junho, em São Paulo.

Uma das atletas que alcançou o índice, Maria Luzineide de Oliveira (até 45kg) foi a melhor da divisão unificada (41kg, 45kg e 50kg) ao levantar 78kg na barra. A atleta ultrapassou o índice estipulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para o Mundial, de 75kg, e agora depende da convocação para a etapa da Copa do Mundo da Hungria, em maio, e também confirmar a marca novamente no evento em questão.

"Fiz uma cirurgia em outubro e voltei a treinar tem pouco tempo. Hoje confirmei o mínimo necessário, mas de agora em diante o treino será muito mais pesado para chegar a uns 90kg em setembro", resumiu a atleta já com a medalha de ouro no peito. Subiram ao pódio também Lara Ferreira, com a prata, e Isabela Soares, com o bronze.

Na divisão até 55kg feminino, a campeã foi Renê Belcássia, com 80kg na barra. A prata foi para Camila de Andrade, com 68kg, e o bronze ficou com Ana Paula Marques, com 52kg. Na prova masculina, com atletas de até 49kg, o ouro ficou com Gustavo Tavares, com 125kg. O segundo lugar foi Josenildo da Silva, com 105kg, e o terceiro foi Marcos Gabriel Cruzato, com 85kg.

Durante a tarde, mais três categorias masculinas foram disputadas. Na até 54kg, o pódio foi formado por João França, com 139kg, em primeiro; Erinaldo Lima, com 100kg, em segundo; e Nataniel dos Santos, com 95kg, em terceiro. Entre atletas com até 59kg, a prova foi dominada por Bruno Carra, que levantou 163kg para ficar com o ouro. A prata foi para Pedro Bispo Júnior, com 70kg. Na última prova do dia, divisão até 65kg, o campeão foi Luciano Dantas, com 148kg. Ele foi seguido por Aleander Whitaker, com 130kg, e José Marques, com 125kg.

A modalidade conta com atletas que estão em grande fase, como o medalhista de prata do Rio 2016, Evânio Rodrigues, Bruno Carra, 4º lugar nos Jogos, e Márcia Menezes, primeira medalhista brasileira em mundiais de halterofilismo, em 2014, em Dubai.

Além dos mais experientes, Mariana D'Andrea (até 61kg) e Mateus Silva (até 97kg), ambos medalhistas de ouro no Parapan de Jovens São Paulo 2017 e apostas para o futuro da modalidade, também competem neste fim de semana.

Atletismo e natação
Os competidores de atletismo e natação estreiam neste sábado, a partir das 8h. As provas são regionais e os índices são válidos para a disputa das etapas nacionais do Circuito, a partir de junho.

As duas modalidades terão a participação das novas caras do esporte paralímpico. Cinco atletas que ajudaram o Brasil na campanha do último Parapan de Jovens, em São Paulo, estão inscritos para as disciplinas. Na natação, a dona de quatro medalhas de ouro Laila Garcia e o medalhista de prata Lucas Fernandes disputarão as provas. No atletismo, os jovens Ilquias Pereira, bronze nos 100m T47, Gabriela da Silva, ouro nos 100m T11, e Marcel Carrato, ouro no salto em altura T44, estarão entre os concorrentes a uma medalha em suas provas.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

As equipes de natação e halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Circuito Loterias Caixa - etapa regional Centro-Leste
Data: 7 a 9 de abril, em Brasília (DF

Locais
Atletismo: CIEF - SGAS 908, atrás do colégio Elefante Branco
Natação e halterofilismo: CECAF – Centro de Capacitação Física - Setor Policial Sul QD 4, Lt 5, Brasília - DF
Horário: Das 8h às 12h, das 14h às 18h

Fonte: cpb.org.br

Conheça curiosidades sobre o sistema braille

Para marcar o Dia Nacional do Braille, a Fundação Dorina Nowill reuniu algumas curiosidades sobre o sistema para leitura de pessoas com deficiência visual

Foto mostra dedos em close, tateando um texto em braille.

8 de abril é o Dia Nacional do Braille, sistema de escrita e leitura por tato criado para pessoas com deficiência visual.

Para marcar a data, a Fundação Dorina Nowill reuniu algumas curiosidades sobre o sistema. Acompanhe:

– O Braille foi criado por Louis Braille, na França, há 192 anos e continua se adaptando a toda a evolução da escrita;
– O Dia Mundial do Braille é comemorado em 04 de janeiro, data de nascimento de Louis Braille;
– O sistema Braille é um método de escrita e leitura baseado no tato;
– O Braille é a combinação de seis pontos que formam 63 caracteres em relevo;
– A cela braille é formada por duas colunas de três pontos;
– Há combinações para a representação de letras, números, símbolos científicos, notas musicais, fonética e informática;
– Nem toda pessoa cega lê o Braille, e isto se dá por diferentes motivos: perda visual na idade adulta, falta de sensibilidade no tato por diferentes patologias;
– O braille é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, utilizando-se uma ou ambas as mãos;
– Cada caractere do Sistema Braille pode ser percebido com apenas um toque da parte mais sensível do dedo indicador (a polpa);
– Cada página em tinta corresponde a aproximadamente três páginas em braille;
– Os livros em braille devem ser preferencialmente transcritos em papel sulfite de gramatura 120;
– O Sistema Braille obedece a regras internacionais de altura do relevo e de distância entre pontos, entre “celas” e entre linhas;
– O braille também pode ser escrito à mão, utilizando uma ferramenta chamada reglete e outra chamada punção, que funcionam como caderno e caneta;
– A escrita manual deve ser feita da direita para a esquerda para garantir o relevo ao virar o papel que foi puncionado;
– Segundo o Censo 2010, existem no Brasil mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão.

Longe da TV desde 2000, Flávio Silvino completa 46 anos

Chateado por não ter mais recebido convites para trabalhar na TV, Flávio não gosta de se assistir em reprises (Reprodução/Facebook/@PauloSilvinoReal)

Redação Vida e Estilo



Flávio Silvino, que está longe da TV desde que atuou na novela “Laços de Familia”, em 2000, completa 46 anos nesta sexta-feira (7). O ator – que ficou famoso por interpretar o galã Matosão na novela “Vamp”, em 1991, e sofreu um acidente grave de carro que causou sequelas como a dificuldade de fala e locomoção, em 1993 – comemorou a data com uma festinha familiar, organizada pela mãe, Diva Placido, e o irmão, João Paulo.

Paulo Silvino, pai do ator, contou em entrevista ao “UOL”, que Flavio não pensa mais em atuar. “Ele está aposentado, vê TV, gosta de ficar no computador, não quer saber mais de atuar. Ele não gosta de se ver nas reprises das novelas, quer esquecer esse negócio“, contou o humorista, que também está afastado da TV se recuperando de um câncer no estômago.

Ainda segundo Paulo Silvino, Flávio ficou chateado por não ter mais recebido convites para trabalhos na TV e por isso decidiu não se assistir mais nem nas reprises. “Ele continua um senhor lindo, com aquele olho claro. Bonito e talentoso”, disse o pai do ator ao “Extra”.


O talentoso pintor cego que nunca enxergou nenhuma de suas obras

John Bramblitt perdeu sua visão há 13 anos, mas seu talento aguça cada dia mais.



As cores vibrantes e intensas compõem imagens do dia a dia, como um casal que caminha abraçado, um cachorro ou um músico. As telas do norte-americano John Bramblitt estão presentes em mais de 20 países, ele é protagonista de dois documentários e tem diversos livros escritos sobre arte. Bramblitt perdeu sua visão há 13 anos, devido a uma complicação em suas crises de epilepsia. Apesar de ter em seus olhos o buraco negro da cegueira, o artista carrega em seus dedos a capacidade mágica de trabalhar com cores e formas na tela.

O incidente, que aconteceu quando tinha 30 anos, deixou Bramblitt depressivo, sentindo-se distanciado da família e dos amigos. Ele nunca havia pintado antes, mas foi ao tentar brincar com o pincel e com a tinta que descobriu sua nova razão de ser. “Para mim, o mundo é muito mais colorido agora do que era quando eu enxergava“, afirma ele na entrevista cujo vídeo está disponível logo abaixo.

Bramblitt descobriu ser possível enxergar através do tato, usando a chamada visão háptica. Com uma tinta de secagem rápida, ele consegue sentir na ponta dos dedos a forma que compõe na tela e, com o auxílio de etiquetas em braile nos tubos de tinta, consegue fazer a mistura certa das cores. Ele descobriu, inclusive, que cada cor possui uma textura diferente e, hoje, consegue sentir e enxergar à sua maneira cada quadro que pinta.

Além de pintar com frequência, Bramblitt trabalha ainda como assessor no Metropolitan Museum of Art de Nova York, nos EUA, onde coordena projetos que garantem acessibilidade à arte. Confira algumas de suas incríveis obras:

   

   

  

  

     

       

  

Todos as pinturas © John Bramblitt

Após início de tratamento com Células-Tronco, menina Isadora apresenta evolução

Em fevereiro de 2016 uma garotinha mobilizou a comunidade camaquense. Isadora Podewils Cardoso nasceu com um problema de malformação na coluna e precisava fazer o procedimento de transplante de células-tronco.

Foto: Renata Ulguim/Clic Camaquã

A família Podewils Cardoso estava em uma batalha constante para conseguir o valor de R$ 150 mil a fim de realizar tratamento de células-tronco em Bangkok, na Tailândia. Foram feitas muitas campanhas, não só nas cidades de Camaquã, Pelotas e São Lourenço do Sul. Com a ajuda de muitas pessoas, conseguiram o valor para fazer o procedimento.


A família embarcou para a Tailândia em agosto de 2016. Após o procedimento a menina Isadora precisa fazer fisioterapia diariamente. A família conta que o processo é longo e demorado. “O transplante das células foi um dos primeiros passos do tratamento. O processo continua, com fisioterapias diárias” disse.
O processo de melhora é demorado, mas já está trazendo grandes alegrias para a família. Isadora está com 2 anos e 4 meses. Já consegue mexer um pouco as perninhas. As funções fisiológicas estão funcionando um pouco melhor e ela está cada vez mais esperta e sapeca.

                                 

O tratamento tem continuação no Hospital SARAH, em Brasília, com viagens de 3 em 3 meses, para fazer exames de rotina. Fisioterapia na APAE de Camaquã (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), toda a segunda. É necessário também, fazer hidroterapia, realizada dentro da água. Esse processo era proporcionado pela AACD/RS (Associação de Assistência à Criança Deficiente), mas ela perdeu a vaga e está na fila para conseguir a vaga novamente.

A hidroterapia poderia ser feita na APAE de Camaquã, porém a instituição está com problemas no funcionamento do motor da piscina. No momento a Isadora está sem fazer essa parte do tratamento. Outro problema são as fisioterapias pelo SUS, que está cada vez mais difícil de conseguir.

Segundo Priscila, o avanço da filha no tratamento está indo aos poucos. “Eu comprei alguns equipamentos de fisioterapia, pois como acompanho ela toda a semana sei como e quais repetições ela tem que fazer. Faço novamente com ela em casa. Incentivo ela diariamente” disse.

A família é um exemplo para mais famílias do RS. Depois da campanha da Isadora, outros pais tomaram ciência que poderiam conseguir o dinheiro, através de campanhas, para o tratamento dos filhos.

Cadastro nacional de INCLUSÃO não será preenchido pelo cidadão


Banco de informações, previsto na Lei Brasileira de Inclusão, vai reunir dados espalhados por vários ministérios e fazer o mapeamento correto da deficiência no Brasil. Acesso é exclusivo a integrantes do Comitê do Cadastro Nacional de Inclusão e não está aberto à população. Muitas prefeituras e governos estaduais criaram plataformas para cadastrar e identificar pessoas com deficiência, mas essas ações locais não são coordenadas pelo comitê nacional.

           cadastroinclusao_03mar2017_blogvencerlimites

O Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência, previsto no artigo 92 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015), também chamado de Cadastro-Inclusão, não será preenchido pelo cidadão e nem está aberto para consulta na internet. A população não vai incluir informações neste banco de dados.

A meta é identificar da forma mais correta possível quem são realmente essas pessoas. O Cadastro-Inclusão, neste momento, busca o correto mapeamento da deficiência no Brasil. Esse levantamento e uma avaliação fidedigna podem possibilitar a identificação do cidadão para eliminar a burocracia no acesso a benefícios, para prestar concursos públicos ou ser inserido no mercado de trabalho por meio da Lei de Cotas.

É importante ressaltar que muitas prefeituras, como a São Paulo, e governos estaduais criaram plataformas online para cadastrar e identificar pessoas com deficiência, mas essas ações locais não são coordenadas pelo Comitê do Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência e da Avaliação Unificada da Deficiência.

“Precisamos ter acesso a dados mais seguros, porque usamos a base do IBGE – o Censo 2010 registrou 45,6 milhões de pessoas com deficiência, equivalente a 23,9% da população -, mas já está provado, com base científica, que esse número é superestimado e não confere com a realidade”, explicou ao #blogVencerLimites (em entrevista publicada no último dia 21 de março) Moisés Bauer, que ocupava interinamente o comando da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Imagem: Reprodução
     Moisés Bauer comandou a Secretário Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Imagem: Reprodução     
      Moisés Bauer comandou a Secretário Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

“Existe um grande banco de informações no ministério de Desenvolvimento Social referente ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). Há também o Rais e o Caged, no ministério do Trabalho, além do censo escolar do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), e de pessoas cadastradas no ministério da Fazenda que obtiveram isenções para compra de veículos ou para restituições no imposto de renda”, explicou Bauer.

“Essas bases não estão interligadas e isso cria a possibilidade de, por exemplo, conceder isenção para compra de veículos, com comprovação de renda, a um beneficiário do BPC que, teoricamente, recebe a prestação continuada porque não tem renda nenhuma”, ressaltou Bauer.

Segundo o especialista, o modelo de avaliação da deficiência está em pleno processo de alteração. “Atualmente, é o laudo médico que estabelece a deficiência, mas a LBI e a Convenção Internacional apresentam outros conceitos. Sendo assim, será elaborado um modelo de avaliação feita por equipe multiprofissional e multidisciplinar para determinar se a pessoa tem realmente uma deficiência”, diz.

“A construção desse instrumento é um alto desafio, algo que nenhum país, talvez, tenha conseguido desenvolver de maneira segura e científica, e que possa ser copiado. Essa falta de instrumentos corretos identificou como pessoas com deficiência aquelas que, não verdade, não são”, comentou Bauer.



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Medalhista paralímpico visita o TO para conhecer projeto de goalball - Veja o vídeo.

Leomon Moreno conquistou o bronze com a Seleção Brasileira de Goalball na Rio 2016 e veio conhecer projeto do IFTO de Paraíso que inclui aluno cego na modalidade

Por GloboEsporte.com Com informações da TV Anhanguera

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Leomon veio para treinar os alunos de Paraíso do Tocantins (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Leomon (esq.) veio para treinar os alunos de Paraíso do Tocantins

Alunos do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), da cidade de Paraíso, receberam a ilustre visita do medalhista de bronze pela Seleção Brasileira de Goalball, Leomon Moreno, nas Paralimpíadas do Rio em 2016. O atleta que foi um herói na conquista paralímpica, veio até o estado para conhecer o projeto que os alunos desenvolveram no instituto para ajudar um colega com deficiência visual a praticar o esporte nas aulas de educação física. 

Click AQUI para ver o vídeo.

Leomon Moreno veio de Brasília (DF) junto com Gabriel Goulart, técnico de goalball, depois que ficou sabendo da atitude dos alunos do Instituto Federal do interior do Tocantins. Treinador e medalhista paralímpico decidiram então ajudar com treinamentos e trouxeram uma bola oficial de goalball para incentivar a pratica do esporte.

Eu fiquei muito impressionado com a postura dos alunos de ter se sensibilizado com o problema do aluno [Felipe Mota] e ter montado toda essa estrutura. Lá em Brasília eu já enfrentava essa barreira sozinho, eu via como era difícil - disse o técnico Gabriel Goulart.

Leomon Moreno disse que espera no futuro próximo a descoberta de vários talentos no estado.

E que daqui a pouco com certeza vou enfrentar alguma equipe do estado ou até jogar por alguma daqui também, isso é o que eu espero – disse medalhista paralímpico.

Goalball
O goalball é praticado por homens e mulheres com deficiência visual, por esse motivo a bola precisa ter guizos e deve se fazer silêncio no ambiente da partida. O esporte é praticado por três jogadores de cada lado da quadra e o gol tem 9m de largura por 1,2m de altura. A modalidade fez parte das Paralimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, a equipe masculina do Brasil faturou a medalha de bronze nos jogos.

São José dos Campos recebe quarto Desafio Interestadual de Goalball

Com a participação das três melhores equipes do Brasil na modalidade, quarta edição do evento movimentará a cidade do Vale do Paraíba neste fim de semana

Por GloboEsporte.com São José dos Campos, SP

São José Goalball (Foto: Arthur Marega/Instituto Athlon)
São José será sede neste fim de semana do Desafio Interestadual de Goalball (Foto: Arthur Marega/Instituto Athlon)

São José dos Campos será sede neste sábado e domingo, 8 e 9, da quarta edição do Desafio Interestadual de Goalball, modalidade paralímpica, específica para deficientes visuais. A competição reunirá cinco das melhores equipes do país, no Ginásio Poliesportivo do Jardim Morumbi: São José dos Campos, Santos, Urece do Rio de Janeiro, IRM do Paraná e Uniace de Brasília, que é o atual campeão do torneio.

No sábado, as partidas iniciais do torneio começam a partir das 9h, mesmo horário do início dos duelos decisivos no domingo. A grande decisão deve ocorrer por volta das 12h30. Os dois dias de competição terão entrada gratuita para o público.

O Brasil é uma das principais potências do goalball no mundo. Na última edição dos Jogos Paraolímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016, a equipe ficou com o bronze na disputa masculina e com a quarta colocação entre as mulheres. Os brasileiros são os atuais campeões mundiais da modalidade.


Instituto do Câncer Dr. Arnaldo irá reduzir pela metade nº de cirurgias de alta complexidade por mês - Veja o vídeo.

Crise financeira do hospital faz cair de 260 para 130 as cirurgias mensais. Hospital de SP diz que recebe do SUS somente pela metade das internações.

Por Renato Biazzi, TV Globo

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O Instituto do Câncer Doutor Arnaldo Vieira de Carvalho vai reduzir pela metade o número de cirurgias de alta complexidade. As cirurgias vão diminuir de 260 para 130 por mês por causa da crise financeira, e a triagem dos pacientes começa na segunda-feira (10).

O aposentado Manoel Filial retirou um tumor do intestino no começa da semana e se recupera bem ao lado da família. “Foi tudo bem, bem atendido. A esperança de melhorar e viver mais uns dias, né?”, disse. Ele ocupa um dos 75 leitos do instituto do Câncer para pacientes que precisam de cirurgias de alta complexidade.

Click AQUI para ver o vídeo.

O hospital especializado em câncer mais antigo do país é um dos poucos que atendem 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na capital paulista.

“Vamos reduzir em 50% as internações cirúrgicas a partir da segunda-feira (10), consequentemente, metade dos pacientes não serão mais operados na instituição. Vamos reduzir de 4 para 2 salas cirúrgicas e de 4 anestesistas para 2 anestesistas e a rede vai ter que absorver esses pacientes que são direcionados para o Instituto”, afirmou Pascoal Marracini, diretor administrativo do Instituto do Câncer.

A administração do hospital diz que opera no vermelho há 8 meses. Dos 260 pacientes internados para cirurgias por mês, recebe do SUS apenas pela metade das internações.

A direção da unidade diz que antes conseguia complementar as verbas do governo federal com a ajuda de recursos de emendas parlamentares aprovadas na Câmara Municipal, mas o repasse foi suspenso em agosto do ano passado.

Na tentativa de aumentar o repasse do SUS, representantes do Instituto estiveram nesta quinta-feira (6) em Brasília para conversar com o ministro da Saúde, mas não obtiveram sucesso.

“Se não houver caminho, nós teremos que também seguir esse caminho de deixar de atender pacientes do SUS para uma parte, uma grande maioria, começar a atender convênios até pra que nós não levemos à falência um hospital que tem 97 anos”, declarou Sérgio Luiz Innocenzi, presidente do Instituto do Câncer Doutor Arnaldo.

Fonte: g1.globo.com

Paratleta Kétyla Teodoro participa de Regional Centro-Leste em Brasília, DF

Para melhorar o índice, a paratleta de Rondônia embarcou na madrugada desta quinta-feira, 6, para participar de etapa regional do Circuito Loterias Caixa no DF

Por GloboEsporte.com* Porto Velho - *Jheniffer Núbia, estagiária, sob a supervisão de Daniele Lira.

                             (Foto: Jheniffer Núbia)
                             Ketyla treina no Aluizão para tentar melhorar o tempo (Foto: Jheniffer Núbia)
                             Ketyla treina no Aluizão para tentar melhorar o tempo

Focada e determinada a paratleta rondoniense Ketyla Teodoro embarcou para Brasília, DF, na madrugada desta quinta-feira, 6, para enfrentar mais uma prova. Kétyla disputa do dia 7 a 9 de abril o Regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa.

No intuito de seguir os passos do irmão paraolímpico Kesley Teodoro, Kétyla encara o desafio e quer melhorar o desempenho na pista dos 100m rasos.

A competição começa sexta-feira e é uma etapa regional. Os atletas precisam atingir um índice estipulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e assim passar para as competições nacional. Minha busca é por atingir esse índice estipulado.
Com foco nas competições internacionais a paratleta explica que pretende participar não apenas do evento no Distrito Federal, mas de outras disputas no país para somar pontos no ranking.

Me preparo não apenas para essa competição do regional, mas também para um Open que acontecerá em São Paulo, será uma competição internacional. Quanto mais competir mais tenho chances de melhorar meu tempo.

Confiante com todo o trabalho que foi realizado, Kétyla espera voltar para Rondônia com a prova concluída no melhor tempo.

Tenho treinado desde janeiro, sem parar. Essa preparação me faz mais confiante. Agora é torcer para voltar com a medalha no pescoço.


Delegado do AC ofende pessoas com síndrome de Down e vídeo viraliza na web: 'filhos de ETs' - Veja o video

Vídeo foi gravado dentro da Delegacia de Flagrantes de Rio Branco; delegado disse que se arrepende de comentários e que tudo foi 'brincadeira de 1º de abril'.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco

Delegado fez vídeo com comentários ofensivos sobre pessoas com síndrome de down (Foto: Reprodução Rede Amazônica)
Delegado fez vídeo com comentários ofensivos sobre pessoas com síndrome de down (Foto: Reprodução Rede Amazônica)

Um vídeo, gravado dentro da Delegacia de Flagrantes de Rio Branco, viralizou no último sábado (1º) e causou polêmica. Nele, o delegado de Polícia Civil, Fábio Peviane, faz comentários preconceituosos contra pessoas com síndrome de Down. No vídeo, o delegado declara que as pessoas com a síndrome são "filhos de ETs".

Ao G1, nesta segunda-feira (3), o delegado disse estar arrependido dos comentários e afirmou que não esperava que as imagens fossem divulgadas. Segundo ele, se tratava de uma brincadeira do dia 1º de abril, Dia da Mentira, e que foi feita por ele e outros colegas que também estavam de plantão.


Vídeo mostra delegado chamando portadores da síndrome de down de E.T.'s no Acre - Click AQUI para ver o vídeo.

"Jamais eu quis denegrir a imagem. O meu carinho é muito grande por um portador de síndrome de Down, tanto que no vídeo eu jamais ofendi. Foi uma brincadeira que estava tendo ali do dia 1º de abril. Todo mundo se descontrai e faz brincadeiras. Não queríamos publicar nem ofender ninguém. Quem não se arrepende de um negócio desse?", disse o delegado.

Nas imagens, o delegado chega a dizer as que pessoas com síndrome de Down seriam filhos do cruzamento entre ETs e macacas.

"Esses são ETs que vieram do espaço, que tiveram relações com mulheres aqui na terra que na época eram macacas, conhecidas como australopithecus e eles nasceram. Esses filhos dos ETs que vêm até hoje. Por que eles tem o 27º cromossomos? O Bolsonaro explicou isso. É porque, os ETs têm os genes também diferentes. Já que fizeram a mistura com os terráqueos, aí nasceu (sic) os ETs que o pessoal chama de síndrome de down, mas eles são ETs", disse Peviane no vídeo.

Fonte: g1.globo.com





Raízen recebe currículos de pessoas com deficiência na região de Piracicaba

Empresa organiza banco de dados de profissionais em Elias Fausto, Rafard, Piracicaba e Rio das Pedras; cadastros são feitos por email.

Por G1 Piracicaba e Região

Fábrica de Etanol 2G da Raízen em Piracicaba (Foto: Paulo Altafin/Raízen)
Fábrica de Etanol 2G da Raízen em Piracicaba (Foto: Paulo Altafin/Raízen)

A Raízen recebe currículos de pessoas com deficiência em Elias Fausto (SP), Rafard (SP), Piracicaba (SP) e Rio das Pedras (SP). A empresa de energia, que atua na produção de etanol, açúcar, bioenergia e na distribuição de combustíveis, organiza banco de dados e para se cadastras. O interessado deve enviar currículo para o e-mail pcd@raizen.com.

Segundo a empresa, conforme as oportunidades forem surgindo, os candidatos com perfil serão chamados pela área de Recrutamento e Seleção da empresa. O objetivo, neste momento, é identificar as experiências e habilidades dos interessados.

A companhia tem cerca de 30 mil funcionários. Com 24 unidades produtoras, a Raízen produz cerca de 2,1 bilhões de litros de etanol por ano, 4,5 milhões de toneladas de açúcar e tem capacidade para gerar cerca de 940 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

Capivari
A Usina Bom Retiro, que será reaberta em abril, em Capivari (SP), deve gerar 225 novas vagas de emprego na região, segundo anúncio da empresa Raízen.

A unidade está desativada desde 2015 e retomará as atividades utilizando a cana energia, uma variedade de cana diferente da tradicional. Confira as vagas abertas abaixo e os pré-requisitos para se candidatar.

As contratações para diversos setores devem começar no mês de abril. De acordo com executivos da Raízen, este ano a unidade deve moer 500 mil toneladas de cana e em 2018 passará a moer 1 milhão.

A empresa pretende usar a unidade Bom Retiro como um projeto-piloto para testar a nova variedade, de olho na possibilidade de no futuro ampliar o uso da cana energia para mais unidades em suas 24 usinas no Brasil. Maior produtora de açúcar do mundo, a Raízen é uma joint venture entre Cosan e a Shell, que opera com mais quatro usinas na região.

Os interessados devem comparecer ao Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), na Avenida Piratininga, nº 797, no Bairro Santa Terezinha com Carteira de Trabalho, currículo, RG, CPF e número do PIS Ativo. O PAT fica no Siam – antigo prédio da escola Anglo.

Fonte: g1.globo.com

Temos que ser guerreiras

Me chamo Ana Maria Andrade, convivo com artrite reumatoide e lúpus desde os meus 47 anos, sou dentista, moro em Petrópolis – RJ.

Por Priscila Torres* 

                                               

Minha história é um pouco confusa, inicialmente tive um edema muito grande no joelho direito que me impedia de movimenta-lo, como a quase totalidade dos casos, fui ao ortopedista, fiz uso de anti-inflamatório e melhorou. Porém uma semana depois comecei a ter dificuldades respiratórias, fui parar no hospital com um derrame pleural e dores generalizada nas articulações, numa bateria de exames foi constatada a artrite reumatoide e uma tuberculose pleural. Entrei em pânico! Minha avó paterna tinha sido portadora de artrite e conhecia o sofrimento da doença.

O primeiro Reumatologista que me acompanhou fez o tratamento padrão de corticoide e mtx, junto com os remédios para a tuberculose. Foi um ano de dores e crises que mal saía da cama. Nesse período fiquei impedida de trabalhar pois minha mão direita rapidamente teve os movimentos diminuídos acompanhado pela perda de tato. Como durante 1 ano não apresentei nenhuma melhora, resolvi mudar de médico, encontrei além de um excelente médico um ser humano iluminado, com quem me trato até hoje. Tentou- se quase todos biológicos disponíveis no mercado, e eu não apresentava uma resposta adequada. Apesar das dores, dificuldade de locomoção e tudo o mais, não me conformava em ficar ociosa, já que não podia mais exercer minha profissão resolvi voltar para a faculdade, fui fazer história. Para isso contei com o grande incentivo do meu marido e dos filhos, meus fiéis escudeiros.

Sendo que neste período de tempo, por conta do grande uso do corticoide tive diversas complicações, fui submetida a quatro cirurgias, foram três de ombro e uma de coluna e se não bastasse, tive necrose asséptica dos joelhos que me deixou cadeirante durante 11 meses.

Em comum acordo com o meu reumato, passei a usar o Actemra, na época era novo no mercado, obtive uma boa resposta com ele. Minha qualidade de vida deu uma melhorada, saí da cadeira de rodas, as dores diminuíram, quanta alegria. Infelizmente, mais um problema apareceu, surgiu o lúpus. Recomeçou a minha guerra. Atualmente, continuo com as dores que nunca me abandonam, porém acabei a faculdade de história, fiz a pós-graduação e atualmente estou cursando filosofia. A minha grande tristeza é que meu corpo não acompanha a minha cabeça e o pior de tudo, quem me olha não percebe as minhas limitações, portanto sempre escuto os comentários de que sou dengosa ou preguiçosa, mas fazer o que?!

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de Artrite Reumatoide aos 26 anos, enquanto atuava como enfermeira, estava acostumada a lidar com a dor, porém, a dor dos outros. De repente a dor passou a ser minha companheira. Troquei o cuidar assistencial pelo cuidar informacional e escrevi o Blog Artrite Reumatoide, para compartilhar a minha dor, aprendi então, que Dor Compartilhada é Dor Diminuída.
Hoje sou “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde e uma eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil. http://www.artritereumatoide.blog.br/


Fonte: artritereumatoide.blog.br