sábado, 15 de abril de 2017

Casos graves de vírus respiratório em crianças aumentam em hospitais de SP - Veja o vídeo.

Número de pacientes que precisaram de leitos na UTI dobrou no hospital infantil Sabará, na Zona Oeste. Unidade chegou a restringir atendimento na terça (11).

Por Livia Machado, G1 São Paulo

Vírus VSR (Foto: TV Globo/Reprodução)
Vírus VSR (Foto: TV Globo/Reprodução)

Os casos graves de complicações respiratórias em crianças, decorrentes do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), cresceram nas últimas semanas em hospitais privados de São Paulo. O vírus é responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite (infecção nos pulmões) em menores de 2 anos.

O vírus respiratório é transmitido de uma criança infectada pelas secreções do nariz ou da boca, por contato direto, ou gotículas. O período de maior contágio é nos primeiros dias da infecção.

Click AQUI para ver o vídeo.

Inicialmente, a criança apresenta corrimento nasal (coriza), tosse leve e, em alguns casos, febre. Em até dois dias, a tosse piora e ao mesmo tempo a respiração da criança fica mais mais rápida e difícil. O VSR pode levar também a criança a apresentar um chiado recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade.

Para crianças acima de 2 anos ou adultos, a infecção por VSR pode ser confundida com um resfriado, mas em prematuros ou portadores de doenças cardíacas congênitas e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança.

Fila nos hospitais

Na terça-feira (11), o Hospital infantil Sabará, na Zona Oeste da cidade, chegou a fechar as portas para dar conta da demanda. “Devido ao altíssimo volume de crianças graves, acima do habitual para esta época, o hospital havia restringido, temporariamente, o atendimento apenas para casos de emergência, na noite de terça-feira, dia 11”, diz o centro médico, em nota.

O texto diz ainda que o hospital, desde o início de março, início do período de pico de doenças respiratórias, trabalha com um aumento proporcional da equipe medico-assistencial. Entretanto, o número de pacientes que precisaram ser internados na UTI foi 50% maior do que o registrado em 2015, e gerou a ocupação total dos leitos. A situação foi normalizada na manhã de quarta-feira (12).

O Hospital Albert Einstein disse que normalmente com a mudança do tempo a demanda aumenta, mas que não tem como mensurar os dados.

O Hospital Samaritano de São Paulo informou que, nesta época do ano, a emergência pediátrica registra o aumento da incidência das doenças respiratórias virais, com destaque para a influenza e a bronquiolite. "A procura pelo serviço se intensificou nas últimas três semanas, quando os vírus mais comumente identificados foram o H3N2, o H1N1 e o vírus sincicial respiratório. A instituição ressalta que o atendimento do Pronto-Socorro Infantil segue dentro dos padrões normais para este período do ano", diz o hospital.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo disse que, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus sincicial não é de notificação compulsória.

Em relação a influenza A (H1N1), ela é classificada como gripe comum, assim como outros tipos de vírus de gripe circulantes no Estado (A sazonal e B sazonal). Portanto, os casos também não são de notificação compulsória.
Apenas os casos graves, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), são notificados.

Fonte: g1.globo.com

Bebê com 8 braços e pernas é operado com êxito na Índia

Karam, de sete meses, nasceu no Iraque com uma doença muito rara, da qual só existem cinco ou seis casos no mundo.

Mãe do bebê Karam participa de coletiva de imprensa em hospital de Noida, Índia, neste sábado (14) (Foto: Money SHARMA/AFP)
Mãe do bebê Karam participa de coletiva de imprensa em hospital de Noida, Índia, neste sábado (14) (Foto: Money SHARMA/AFP)

Um bebê iraquiano que nasceu com oito braços e pernas foi operado com êxito na Índia, onde foram extraídos os membros extras.

Karam, um menino de sete meses, nasceu no Iraque com uma doença muito rara, da qual só existem cinco ou seis casos no mundo. Essa doença acontece quando gêmeos sofrem uma fusão no útero sem que um dos fetos absorva completamente o outro.

O pai do bebê, Sarwed Ahmed Nadar, levou seu filho à Índia, onde uma equipe médica o submeteu a três operações sucessivas, perto de Nova Délhi.

"Ele foi trazido quando tinha apenas dois meses e seu caso é bastante excepcional. A maioria das técnicas cirúrgicas que empregamos não foram usadas até a presente data", declarou à imprensa Gaurav Rathore, membro da equipe médica.

Mãe de Karam e equipe média que o operou concedem coldtiva de imprensa em hospital de Noida, neste sábado (14) (Foto: Money SHARMA / AFP)
Mãe de Karam e equipe média que o operou concedem coldtiva de imprensa em hospital de Noida, neste sábado (14) (Foto: Money SHARMA / AFP)

"Karam é um bebê muito corajoso e uma criança muito alegre", acrescentou.

Os cirurgiões do hospital Jaypee de Noida, cidade próxima da capital indiana, extirparam primeiro os dois membros que aderiram ao estômago e, depois de corrigir uma complicação cardíaca, conseguiram tirar os demais membros excessivos.

Novas operações

Conforme for crescendo, Karam necessitará de mais operações cirúrgicas para corrigir outras anomalias. O pai, de 28 anos, espera que possa crescer como uma criança normal. "Havia muitos riscos, mas nunca perdi a fé", afirmou.


Fonte: g1.globo.com

Por que recorri a uma vaquinha virtual para adotar uma criança órfã.

No dia em que a inglesa Emilie Larter segurou em seus braços um bebê órfão de cinco dias de idade, não tinha a menor ideia de que sua vida jamais seria a mesma.

BBC Brasil

EMILIE LARTER
Resultado de imagem para Por que recorri a uma vaquinha virtual para adotar uma criança órfã.
Emilie Larter perdeu emprego e não viu outra alternativa a não ser fazer campanha por fundos para não ter de desistir de adoção de Adam

A jovem, então com 25 anos, trabalhava como voluntária para uma entidade beneficente de atendimento a crianças em Uganda, na África.

Um dia, em setembro de 2014, funcionários da casa lhe contaram que uma mulher havia morrido, deixando sete crianças órfãs. Entre elas, um bebê recém-nascido que ainda não tinha nome.

Sem alguém que cuidasse dele, o bebê havia sido entregue aos funcionários da ONG.

Emilie, da cidade de Leigh Sinton, no condado de Worcestershire, na Inglaterra, foi encarregada de cuidar da criança, que passou a se chamar Adam.

Foram muitas noites sem dormir.

Vaquinha


EMILIE LARTER
Emilie e Adam
Adam tinha apenas cinco dias quando Emilie o conheceu

Agora, ela está fazendo uma campanha de financiamento coletivo para poder arcar com os custos de uma adoção formal.

Seu objetivo é levar o bebê para viver com ela no Reino Unido.

Emilie já arrecadou mais de 15 mil libras (R$ 58 mil), sendo que a maior parte das doações foi feita após sua campanha ter sido divulgada na internet, no último domingo.

Emilie disse que a resposta do público está sendo "incrível e, como resultado, ela está um passo mais perto de se tornar a mãe de Adam.

"Consegui arrecadar muito mais do que esperava", ela disse à BBC News.

"Achava que teria de sair atrás dos amigos e da família, tudo isso é tão louco e ao mesmo tempo tão maravilhoso. Recebi mensagens da China, Austrália e Alemanha. Me sinto tão grata."

"Me dizem quão inspiradora eu sou, e como é gostoso ler uma notícia boa. Mas isso é a minha vida, simplesmente."

Sem Nome

EMILIE LARTER
Emilie e Adam
Emilie ficou responsável pelos cuidados de Adam e agora quer adotá-lo

Emilie não tinha ideia da reviravolta que aconteceria em sua vida quando, acompanhada pela equipe da ONG em que trabalhava como voluntária, foi ao funeral de uma mulher que morrera por causa de uma hemorragia durante o parto.

"Ele (o bebê) não tinha sido amamentado nem tinha tomado fórmula e não havia ninguém para cuidar dele. A mãe tinha partido desse mundo sem sequer dar a ele um nome", disse Emilie.

"Ele ficou inteiramente aos meus cuidados. As noites sem dormir ficaram por minha conta, mas eu não me incomodava. Me senti privilegiada (por poder cuidar dele)", lembra Emilie.

"Eu só fazia isso, mas não ficava entediada. Era capaz de me sentar e ficar olhando para ele durante horas."

Nos dois anos que se seguiram, Emilie voltou ao Reino Unido e começou a trabalhar como professora. Mas visitava Adam sempre que possível.

EMILIE LARTER
Emilie e Adam
Adam atualmente tem dois anos e meio e mora com Emilie

As visitas curtas, no entanto, não eram suficientes. Em agosto de 2016, depois de conseguir um emprego em uma escola internacional, ela decidiu voltar a morar em Uganda.

E enquanto tenta fazer a adoção formal, Adam, hoje com dois anos e meio, mora com ela. "Já me sinto mãe dele.

Sempre que vinha visitá-lo sentia um vínculo muito forte entre nós, mas agora, com ele morando comigo, o vínculo aumentou", disse. "Ele me chama de mãe."

EMILIE LARTER
Emilie e Adam
Emilie já arrecadou mais de 15 mil libras (R$ 58 mil) para a adoção

Adam tem de viver com Emilie até agosto. A partir daí, ela pode entrar com o pedido de adoção no tribunal em Uganda.

Concluído o processo, ela terá de pedir permissão ao departamento de imigração no Reino Unido para levar a criança com ela. A jovem diz esperar estar de volta à Grã-Bretanha com o bebê no final do ano.

Emilie explicou que planejava financiar a adoção com seu próprio salário, mas perdeu o emprego em dezembro. Por isso, lançou sua campanha no site Go Fund Me.

O dinheiro arrecadado financiará a adoção. Nesse meio tempo, os pais da jovem estão cobrindo seus gastos com moradia e alimentação. Para pagar uma creche para Adam, Emilie arranjou trabalho como professora em outra escola.

Tornar-se mãe aos 25 anos de idade não estava nos seus planos, ela admite. Mas diz que não se arrepende de sua escolha. 

"Não estava nos meus planos, mas nos últimos dois anos e meio só penso em Uganda. Quando não estou falando sobre Uganda, estou pensando em Uganda."

EMILIE LARTER
Emilie e Adam
Emilie diz que já se sente mãe de Adam

"Eu achava que só teria filhos daqui a uns dez anos, mas não me arrependo. Vai ser maravilhoso levar Adam para casa."

Embora a campanha da jovem esteja recebendo grande apoio na internet, alguns internautas questionam a decisão de levar Adam para longe de sua terra natal.

"Tenho voltado a Uganda por causa dele e quero continuar a fazer isso", ela disse.

"Faço tudo o que posso para que ele mantenha contato com o vilarejo onde nasceu e com os vizinhos (de sua antiga família)."

"Faço o que posso, mas o amor de uma mãe é uma das coisas mais importantes da vida e ele não vai ter isso aqui."

Acidente durante filmagens quase deixou Charlize Theron tetraplégica

POR LUIZ ESTEVES


Charlize Theron

A vida e carreira da icônica atriz Charlize Theron podiam ter sido arrasadas drasticamente por conta de um acidente envolvendo as filmagens do filme Aeon Flux, em 2004.

A artista, entrevistada por um jornal australiano, contou que uma queda durante as gravações de uma cena de ação quase a levou a quebrar o pescoço.

“Foi por um centímetro que não fiquei completamente paralisada pro resto da minha vida”, explicou a estrela dos cinemas. “Fiquei com dores intensas e tive de fazer oito anos de tratamento para me livrar dos espasmos e das sequelas em meus nervos”, ela conta.

De acordo com Charlize, o acidente lhe serviu para estar mais consciente das limitações de seu próprio corpo.

Atualmente, a celebridade prepara-se para a estreia de Atômica, filme de ação onde a mesma é protagonista. Atômica estreará nos cinemas brasileiros no dia 3 de agosto.


Mulher que teve as mãos decepadas pelo marido por não poder ter filhos espera um bebê

Jackline Mwende foi agredida com um facão

Do R7

Foto: CEN
Uma esposa que acusa o marido de ter cortada as mãos dela por ela não poder ter filhos está prestes a ter um bebê.Jackline Mwende foi agredida por Stephen Ngila, que usou um facão para cortar os braços dela abaixo dos cotovelos e a deixou para morrer em julho do ano passado

Uma esposa que acusa o marido de ter cortada as mãos dela por ela não poder ter filhos está prestes a ter um bebê.

Jackline Mwende foi agredida por Stephen Ngila, que usou um facão para cortar os braços dela abaixo dos cotovelos e a deixou para morrer em julho do ano passado.

Ela diz que o marido a feriu por vingança porque Jackline não teria condições de dar um um filho a Ngila.

O marido, de 34 anos, negou que seja o responsável pela agressão, ocorrida Machakos County, no Sul do Quênia.

Foto: CEN
Depois de ser presenteada com próteses em Seoul, na Coreia do Sul, Jackline, 28, superou seus problemas e já está prestes a dar luz ao bebê.Ela não vai dizer que é o pai da criança, mas ela tem uma nova casa para criar o filho

Depois de ser presenteada com próteses em Seoul, na Coreia do Sul, Jackline, 28, superou seus problemas e já está prestes a dar luz ao bebê.

Ela não vai dizer que é o pai da criança, mas ela tem uma nova casa para criar o filho.

Em agosto do ano passado, Jackline contou como ela conheceu seu marido depois de terminar o Ensino Médio, em 2010.

Foi amor à primeira vista.

Ela ainda o descreveu como "gentil e crente em Deus".

Ele me ensinou como fazer vestidos e roupas. Nós nos apaixonamos durante esse período e nos casamos três meses depois. Mas ele gradualmente foi ficando violento e alcoólatra. Eu continuei com ele porque eu queria salvar o casamento e a minha casa.



Um festival inclusivo da praia em Goa está permitindo que os povos com inabilidades para ter algum divertimento da praia!

  
O Beach Fest em curso na praia de Candolim em Goa empresta uma voz para tornar as praias da Índia acessível a mais de 180 milhões de pessoas com deficiência.

Quais são alguns dos destinos turísticos mais populares na Índia? Uma lista rápida do topo de sua cabeça pode incluir lugares como Shimla, Darjeeling, o Taj Mahal, Fatehpur Sikri, Goa, Kerala, Ooty, Ajanta-Ellora e muitos outros.

Uma coisa que é impressionante sobre todos esses destinos turísticos é que quase todos eles não são acessíveis para cadeiras de rodas. Se é uma praia ou um monte ou um monumento, mais frequentemente do que não, ele permanece inacessível para pessoas com deficiência.

Todo mundo tem um desejo de viajar, mas para as pessoas com deficiência, é principalmente por causa da falta de infra-estrutura que eles não podem realizar seus sonhos. Tendo isso em consideração, algumas organizações têm vindo a transmitir a sensibilização sobre a questão.

A Better India está apoiando a iniciativa, liderada pela UMOJA, a primeira plataforma para viagens acessíveis na Índia, a ONG ADAPT e a organização do Departamento de Turismo de Goa, Drishti, que tornou a praia de Candolim em Goa acessível a cadeiras de rodas!

O Fest praia em curso em Candolim é uma celebração de alegria, sonhos e liberdade para muitas pessoas com deficiência. O festival que acontece de 5 de abril a 9 de abril é um espetáculo para ser visto.

É pela primeira vez que Jagan foi capaz de ir para o oceano. Jagan, que sofre de paralisia cerebral, usou uma cadeira de rodas flutuante para entrar no mar ea experiência o deixou com lágrimas de alegria.

"Esta é a primeira iniciativa que dá aos usuários de cadeiras de rodas e suas famílias a oportunidade de desfrutar de uma experiência completamente acessível na bela praia de Goa. Mais de 120wheelchair usuários, pela primeira vez, chegaram a uma praia. Há especialmente projetado wheelchairs para levar essas pessoas para o mar ", diz Yeshwant Holkar, co-fundador e CEO da UMOJA.

De acordo com Yeshwant, não é apenas usuários de cadeira de rodas que estão encontrando a rampa extremamente conveniente. Citando sua experiência até agora no festival, Yeshwant diz: "Vimos tantos idosos de casas de idosos em Goa vindo para o fest. Muitos deles usam caminhantes e bastões de cana e é muito confortável para eles usarem a rampa. Não só isso, os turistas com crianças em carrinhos de bebé estão amando a rampa também! "

A rampa provou ser um sucesso com os deficientes visuais também. Geralmente na praia, desde que a areia é shifty, torna-se muito difícil começar um sentido da direção para deficientes visuais. No entanto, com a rampa, é muito mais fácil encontrar caminho.

O fest também permite que pessoas com deficiência se envolver em emocionantes desportos aquáticos como cadeira de praia aquática, bowling praia, jogos de tabuleiro, críquete de cadeira de rodas, pipa voar, competições de castelo de areia e dança de cadeira de rodas.


Cadeira de rodas de água.

"Sempre acreditamos que cada indivíduo tem igual direito de acesso aos espaços públicos. Desfrutar de um dia na praia, juntamente com a família deve ser possível para todos, independentemente de tais pessoas são diferentes abled. Juntamente com nossos parceiros, estamos trabalhando para transformar isso em uma realidade, colaborando com o Governo da Índia e outros parceiros locais ", diz Yeshwant.

A UMOJA torna fácil encontrar hotéis acessíveis para viajantes com deficiências e fornece informações detalhadas e confiáveis ​​sobre como hotéis são acessíveis e para quem. O Goa Beach Fest também tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a petição on-line UMOJA para o governo estadual de Goa para fazer pelo menos uma praia facilmente acessível para pessoas com deficiência.

Fontes: A Melhor Índia - turismoadaptado.wordpress.com

ALERTA!! Mini-Reforma trabalhista afeta cotas para pessoas com deficiência

Capacete de segurança amarelo
Capacete de segurança amarelo

Foi apresentado relatório da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao projeto de Lei n. 6.787, de 2016, denominada de mini reforma trabalhista.

Na opinião de especialistas, a proposta é preconceituosa e extremamente lesiva aos direitos da pessoa com deficiência.

Preconceituosa, pois supõe que a pessoa com deficiência é um ser menor, incapaz de realizar tarefas e ser incluída nos processos produtivos.

Lesiva, pois delega a “um mero acordo” o descumprimento de direitos fundamentais inalienáveis.

Se tal dispositivo vier a ser Lei, milhares de pessoas com deficiência serão alijadas do mercado de trabalho.

Segundo os especialistas, o Sistema de Cotas no Reino Unido fracassou justamente em razão de terem sido concedidas isenções na sua aplicação, muitas vezes sem justificação de motivos relevantes.

Eles alertam que este é um momento extremamente difícil, que exige mobilização para evitar o retrocesso das garantias de inclusão.

Divulgue, articule na sua rede de contatos e faça chegar aos seus representantes no Congresso Nacional.

O relatório apresentado pelo Dep. Roberto Marinho – PSDB/RN, incluiu alteração do art. 93, da Lei 8213/91.

Ainda será votado na Comissão Especial da reforma trabalhista, mas não cabem mais emendas.

SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI No 6.787, DE 2016 (DA COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 6.787, DE 2016, DO PODER EXECUTIVO, QUE “ALTERA O DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943 – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO, E A LEI Nº 6.019, DE 3 DE JANEIRO DE 1974, PARA DISPOR SOBRE ELEIÇÕES DE REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES NO LOCAL DE TRABALHO E SOBRE TRABALHO TEMPORÁRIO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”)

Altera a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943; a Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974; a Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990; a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; e a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações de trabalho. O Congresso Nacional decreta:

Art. 5º O art. 93 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 5º, 6º e 7º: “Art. 93. ……………………………………. …………………………………………………

Ficam excluídas da base de cálculo do percentual da cota mencionada no caput deste artigo as funções que forem incompatíveis com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, assim definidas em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Na ausência de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho que definam as funções incompatíveis com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, a definição será feita pelo Ministério do Trabalho, desde que solicitada pelo empregador.

Quando não forem alcançados os percentuais estabelecidos neste artigo, as empresas poderão ser isentadas de multa, pelo prazo máximo de três anos, desde que atendidas simultaneamente as seguintes condições:

I – comprovem ter utilizado todos os meios possíveis para contratação, incluindo o contato com programas oficiais de colocação de mão de obra, sites e organizações não governamentais que atuem na causa da pessoa com deficiência e a oferta da vaga por meio de publicações em veículos de mídia local e regional de grande circulação;

II – comprovem que a não contratação ocorreu por razões alheias à vontade do empregador, conforme regulamento. (NR)

É o seguinte o texto do relatório, sem mencionar se surgiu de alguma emenda, o que significa tratar-se de iniciativa do próprio relator, deputado Rogério Marinho.

“5) Alterações na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Art. 4º do Substitutivo

A alteração proposta ao art. 93 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, decorre dos relatos quanto à dificuldade de determinados setores empresariais em cumprir a norma relativa à contratação de um percentual de pessoas com deficiência, de acordo com o número de empregados da empresa.

Consta no relatório:

“5) Alterações na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Art. 4º do Substitutivo

A alteração proposta ao art. 93 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, decorre dos relatos quanto à dificuldade de determinados setores empresariais em cumprir a norma relativa à contratação de um percentual de pessoas com deficiência, de acordo com o número de empregados da empresa.

A proposta retira da base de cálculo do percentual da cota prevista no art. 93 as funções cujo exercício seja incompatível com pessoas com deficiência ou reabilitadas, remetendo a definição dessas funções à negociação coletiva e, na ausência de norma coletiva, remete ao Ministério do Trabalho essa definição, desde que solicitada pelo empregador.

Além disso, discrimina as condições em que, não sendo alcançados os percentuais legais, as empresas ficam isentas de multa. Essas condições estão relacionadas à impossibilidade de cumprimento da norma por motivos alheios ao empregador. Com efeito, seria injusto imputar uma penalidade por algo que independe da vontade do empregador. Esse o motivo pelo qual o TST tem adotado diversos julgados que afastam a aplicação de multa em situações análogas à aqui descrita. “

Brasileiro ganha prêmio da ONU por app que avalia acessibilidade de estabelecimentos no País e no mundo


Escolhido entre 451 iniciativas de todo o mundo, o guiaderodas ganhou na categoria “Inclusão e Empoderamento”.

Fazer comprar em um supermercado, buscar pão na padaria ou mesmo encontrar os amigos em uma mesa de bar pode se tornar um problema para quem tem dificuldade de locomoção.

Com informações desencontradas nos estabelecimento e cadeirante há quase 16 anos, Bruno Mahfuz, de 33 anos, precisou procurar uma alternativa criativa e eficaz para se locomover por São Paulo e por outras cidades do mundo. E foi assim que nasceu o guiaderodas, aplicativo colaborativo que qualquer usuário pode fazer rápidas avaliações sobre a acessibilidade em qualquer estabelecimento.

O aplicativo, criado em 2016, mostra ao usuário quais estabelecimentos são acessíveis às pessoas que têm dificuldade de locomoção, seja uma rampa, uma porta que dê para passar uma cadeira de rodas, um bom espaço entre as mesas, a altura das mesas, banheiros acessíveis, entre outras informações essenciais para pessoas com alguma deficiência – mas que passam despercebidas pela maioria das pessoas.

“O aplicativo nasceu da minha história de vida. A falta de acessibilidade é clara, mas a falta de informação é o que aumenta a exclusão”, disse Bruno, que perdeu os movimentos das pernas em 2001, decorrente de um acidente de carro.

Segundo Bruno, por ter leis que obrigam estabelecimentos de terem acessibilidade, muitos restaurantes, bares e até mesmo hotéis afirmam que são acessíveis, mesmo não sendo. “Isso frustra a pessoa com deficiência, que teve de se deslocar para lá e terá de procurar outro lugar. A diferença do aplicativo é que ele é colaborativo, então os próprios consumidores avaliam se o lugar é acessível ou não”, acrescentou.

O app também foi criado para ser prático e direto. Em apenas 30 segundos, um usuário pode classificar o local. “A pessoa informa o tipo do estabelecimento e começa a clicar na ‘carinha’ feliz, mais ou menos e triste”, disse.


Foto enviada por usuário: Pin Verde para Museu em Londres.

As avaliações também não são nada técnicas. “O app faz perguntas como ‘a entrada é boa?’, ‘tem vaga para deficiente?’, ‘dá pra circular dentro do local?’. A ideia é que todo mundo, mesmo pessoas sem restrição de mobilidade, consiga responder de forma rápida e eficiente”, disse Bruno, acrescentando que quase 70% dos usuários não tem nenhuma dificuldade de acessibilidade. “Vejo uma consciência nas pessoas hoje em dia, algo que antes não tinha. Elas querem ajudar.”

Por seu impacto social e jeito criativo de informar, o aplicativo foi um dos vencedores do World Summit Awards – WSA Mobile, premiação global organizada pela cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas).

Escolhido entre as 451 iniciativas de todo o mundo, o guiaderodas foi o único brasileiro selecionado. Ele ganhou na categoria “Inclusão e Empoderamento”. “Esse reconhecimento dá mais combustível para continuar alcançando mais pessoas. A gente engaja a sociedade de uma forma leve, sem apontar problemas, mas como a acessibilidade traz vantagens na vida de qualquer um”, disse.

Novos tempos, nova consciência

Bruno diz que, apesar das dificuldades constantes de se locomover pelas cidades mal planejadas, as mudanças são claras. “Quando me acidentei em 2001 eu tinha acabado de passar em uma faculdade e não pude fazer porque ela não era acessível. Hoje, não existe mais isso. A legislação puxou a conscientização e a população está mais aberta a este tema”, conta.

Criado há menos de dois anos, o app tem avaliações de estabelecimentos em mais de 700 cidades de 30 países. Ele está disponível gratuitamente tanto em português quanto em inglês e espanhol.

A acessibilidade para pessoas com deficiência é garantida pela Constituição, Leis Federais 10.048/2000 e 10.098/2000 e o Decreto-Lei 5296/04.

Fontes: The Huffington Post - turismoadaptado.wordpress.com

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Em livro gratuito, especialistas discutem reabilitação e inclusão de crianças com deficiência

foto: DINO

Legislação, práticas inclusivas, modelos de participação, comunicação, tecnologia, desenvolvimento típico e atípico, intervenção precoce: são tantos temas relacionados à reabilitação infantil e à inclusão escolar de crianças com deficiência que a demanda por cursos e especializações na área tem crescido continuamente.

Foi para atender a essa demanda - tanto de formação de profissionais como oferta de consultoria especializada para escolas e famílias - que São Paulo recebeu, há um ano, uma unidade da Inclusão Eficiente, consultoria criada em Chapecó, Santa Catarina.


Neste primeiro ano a empresa atendeu aproximadamente 800 pessoas, entre pais, escolas, profissionais de educação e reabilitação, em cursos, consultorias e palestras.

Para comemorar a data, a empresa convidou alguns dos especialistas que ministraram cursos em diferentes áreas nesses doze meses para compartilhar seus estudos e práticas. Assim surgiu o eBook: "Reabilitação além da clínica, inclusão além da escola: reflexões da Inclusão Eficiente São Paulo", publicado essa semana e distribuído gratuitamente no site e em plataformas online.

A Terapeuta Ocupacional Vanessa Madaschi, diretora da Inclusão Eficiente São Paulo, coordenou o projeto e explica que a ideia - da concepção à distribuição gratuita - é compartilhar saberes: "Precisamos valorizar a participação da criança, unir saberes, conhecer além da nossa área de atuação, para que a criança com deficiência consiga ter seus direitos respeitados e efetivamente se desenvolver", explica. A criança com deficiência está na escola, mas também precisa estar no parque, brincando, no esporte, em todas as atividades sociais da sua comunidade, com um cidadão, e para isso precisamos compartilhar saberes e reflexões, precisamos pensar em conjunto e ampliar o acesso às discussões atuais, pensando no que queremos para essa criança daqui a dez, vinte ou trinta anos", defende. "Nem a escola nem a reabilitação podem ficar presas a modelos do século passado, por isso ainda temos muito a discutir e aprender", resume.

Participaram do eBook, com capítulos em suas áreas, os profissionais: Andressa Joia, Denise Crispim, Giulia Gallo, Regina Kacser, Regis Nepomuceno Peixoto, Renata Bonotto e Oacy Veronesi.

O livro pode ser baixado gratuitamente pelo site:  http://www.inclusaoeficiente.com.br/ebook.asp

'Um pedaço da perna dele ficou na boca do cachorro', diz mãe de garoto atacado por pit bull em Ribeirão

Criança de 11 anos segue internada no Hospital das Clínicas. Paciente passará por segunda cirurgia na perna na manhã desta quarta-feira (12).

Por *Tainá Manna, G1 Ribeirão e Franca - *Sob a supervisão de LG Rodrigues

Gabriel segue internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)
Gabriel segue internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)

A mãe do menino Gabriel Schimidt, de 11 anos, que foi atacado por um pit bull neste sábado (8) em Ribeirão Preto (SP) diz que o cão mordeu seu filho várias vezes e afirma que não sabe o que poderia ter ocorrido se um empresário que presenciou o ocorrido não tivesse ajudado a vítima. Ainda de acordo com ela, o animal dilacerou a panturrilha de seu filho e afirma que "um pedaço da perna dele ficou na boca do cachorro".

Patrícia Schimidt afirma que o filho fez a primeira cirurgia curativa no domingo (9), e vai enfrentar a segunda cirurgia para enxerto de pele na manhã desta terça-feira (12). "Quando eu vi os ferimentos eu quase desmaiei, ele estava com dois pedaços da perna dilacerados. A lesão foi muito feia", conta.

A mãe ficou sabendo do ataque pela esposa do empresário Pérsio Dizerto Lelis, que socorreu o garoto. "Eu estava em casa, tocou a campainha, e eu até achei que fosse a mãe de algum amiguinho dele. Quando ela falou 'seu filho foi atacado por um pit bull' eu quase desmaiei. Meu filho está sempre aqui brincando com os amigos, é um lugar que eu moro há 15 anos e é uma coisa que a gente nunca espera que vai acontecer. Eu cheguei na UPA em prantos".

                           Ribeirão Preto, Gabriel vai passar por duas cirurgias curativas (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)
Ribeirão Preto, Gabriel vai passar por duas cirurgias curativas (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)

Gabriel foi levado para a UPA da Avenida 13 de Maio e logo depois encaminhado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. "O médico que o atendeu foi muito rápido. Ele percebeu que era um caso cirúrgico, só tampou o ferimento e já solicitou a vaga para ele, que saiu em 15 minutos", conta.

A primeira cirurgia, que ocorreu no domingo, foi concluída sem complicações e uma nova cirurgia deverá ser feita na manhã dessa terça-feira (12). O garoto receberá um enxerto de pele no local que foi dilacerado pelo pit bull.

"O médico falou que foi mais grave do que eles imaginavam porque pegou músculo, tendão, ligamentos e chegou a riscar o osso. Agora ele vai fazer um enxerto. Quando eles abrirem é que vão saber se o ferimento está melhorando, é uma espécia de cirurgia curativa que vai detectar se vai ser necessário fazer outras".

Criança foi ataca por pit bull neste sábado (8) em bairro de Ribeirão Preto (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)
Criança foi ataca por pit bull neste sábado (8) em bairro de Ribeirão Preto (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)

Patrícia conta que o dono do animal, o adestrador e empresário Sérgio Catandeiro, prestou todo suporte para a família e foi até o hospital pessoalmente acompanhado de seus familiares. "Eles foram até o hospital e se propuseram a pagar o que precisasse, mas eu falei 'eu sei que é o seu ganha pão, mas como pode isso?' Ele disse 'eu sustento os meus filhos com isso'. E eu respondi, 'mas você não pode sustentar os seus e deixar matar o meu'", conta.

Ainda segundo a mãe, Gabriel está traumatizado. O menino está tomando medicamentos para poder dormir e também para suportar a dor. "Ele está acordado, conversando e está traumatizado. Hoje ele chorou muito, ele dorme, mas tem como se fosse espasmos por conta de medo, tensão, pavor e a gente tenta amenizar isso não saindo de perto dele", conclui.

Ribeirão Preto, Patrícia e o filho durante viagem de férias (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)
Ribeirão Preto, Patrícia e o filho durante viagem de férias (Foto: Patrícia Schimidt / Arquivo Pessoal)

Ataque

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a cadela teria escapado da área de uma obra por um vão. Um empresário que passava perto do local de carro afirma que viu o momento em que o pit bull deixou a área cercada e perseguiu a vítima, que segundo ele, estava passeando de bicicleta.

Sem saber o que fazer, o empresário afirma que acelerou o carro e abriu a janela do seu lado. Em seguida, ele chegou perto de onde o menino estava sendo atacado e puxou o garoto pela roupa para dentro do automóvel. Mesmo assim, a cadela não largou da perna do jovem e o empresário disse que teve que golpear o pit bull para poder colocar o garoto em seu carro.

O homem levou o menino até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o paciente foi encaminhado para o Hospital das Clínicas horas depois disso. O dono do animal explica que acredita que alguém tenha danificado o portão pelo qual seu pit bull escapou. O caso foi registrado na Central da Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto como omissão de cautela na guarda e condução de animais.

Fonte: g1.globo.com

Goiano tetraplégico passa por 3 agências e percorre 100 km para sacar FGTS

Ex-entregador foi até a unidade da Caixa em Goianira, onde mora, mas criminosos explodiram o local. Depois, viajou a Inhumas, e o sistema caiu. Por fim, conseguiu pegar o dinheiro em Goiânia.

Por Paula Resende, G1 GO

Ao lado da mãe, Leandro de Souza saca o FGTS em agência da Caixa em Goiânia (Foto: Paula Resende)
Ao lado da mãe, Leandro de Souza saca o FGTS em agência da Caixa em Goiânia (Foto: Paula Resende)

O ex-entregador Leandro Anstunes de Souza, de 33 anos, que ficou tetraplégico, enfrentou uma saga para conseguir sacar o dinheiro de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): passou por três agências e percorreu 100 km. Morador de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, ele só conseguiu pegar os R$ 700 nesta quinta-feira (13), em uma agência da capital que teve o horário estendido.

A saga começou no sábado (8), primeiro dia de saques para quem nasceu entre março a maio. Leandro e a mãe, a costureira Maria do Carmo Souza, de 57 anos, foram à agência de Goianira sacar o dinheiro. Porém, criminosos explodiram a unidade da cidade e não há previsão para retorno do atendimento.

Na terça-feira, a dupla percorreu 20 km até Inhumas. Segundo Leandro, ele esperou duas horas até a senha dele ser chamada. Ao chegar ao caixa, o sistema caiu. Mãe e filho ficaram mais uma hora na unidade, mas não deu certo e voltaram para casa sem dinheiro.

"O atendente disse que não tinha hora para voltar o sistema. E o moço que levou a gente tinha compromisso. Depois de três horas lá tive de voltar para casa sem o dinheiro", relatou. A Caixa informou que o atendimento na unidade já está regularizado.

Na manhã desta quinta-feira, mesmo sem saber que a agência da capital abriria mais cedo, Leandro resolveu arriscar, pegar um ônibus e viajar 30 km até Goiânia. Finalmente, deu certo. Com o dinheiro no bolso, a viagem de volta ficou melhor.

"Não estou nem acreditando. Já estava achando que não era para receber esse dinheiro", brincou.

Leandro sacou o dinheiro de duas empresas que trabalhou como entregador. Inclusive, foi durante uma entrega que ele sofreu um acidente, em outubro de 2011, e ficou tetraplégico. Desde então, o goiano e a mãe vivem com o dinheiro da aposentadoria.

“Veio em uma hora boa esse dinheiro. Tem conta demais para pagar. Tenho que comprar remédios para minha mãe que passou por uma cirurgia. Ela não trabalha desde o acidente porque tem que cuidar de mim”, relata.
O movimento em agências da Caixa da capital foi tranquilo nesta manhã. Muitos trabalhadores não sabiam do horário estendido, das 8h às 16h.

Agência de Goianira, onde Leandro mora, foi alvo de criminosos no sábado (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Agência de Goianira, onde Leandro mora, foi alvo de criminosos no sábado (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Saques

Desde o dia 8 , mais de 284 mil goianos nascidos entre março e maio já estão autorizados a sacar o dinheiro do FGTS. De acordo com a Caixa, em Goiás, mais de R$ 254,1 milhões estão disponíveis para saque.

Quem faz aniversário em junho, julho e agosto poderá retirar o benefício em maio. Nascidos em setembro, outubro e novembro poderão fazer o saque em junho. Em julho, deverão sacar os nascidos em dezembro.

Segundo a Caixa, as pessoas que não conseguirem fazer a retirada do dinheiro dentro do seu mês do calendário e nem até 31 de julho não conseguirão fazer o saque em outra data.

Regras

Antes, os valores das contas inativas só podiam ser retirados por quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos ininterruptos. Agora, têm direito ao saque os trabalhadores que foram dispensados por justa causa ou pediram demissão até 31 de dezembro de 2015.

O gerente regional da Caixa Econômica Federal em Goiás, Jonatas Ferreira de Oliveira, explica que a retirada não pode se feita de contas ativas, ou seja, aquelas em que o atual empregador deposita o FGTS.

"Quem está encostado e recebe auxílio-doença, por exemplo, ainda tem o contrato considerado como vigente e não tem direito. Já quem foi demitido ou pediu para sair da empresa até dezembro de 2015, esse sim vai receber", reforçou.


         Novo calendário de saque das contas inativas do FGTS (Foto: Editoria de arte/G1)
    Novo calendário de saque das contas inativas do FGTS (Foto: Editoria de arte/G1)

Fonte: g1.globo.com

Filme Manchester à Beira Mar inspirou pais a matarem o filho deficiente, nos Estados Unidos

Ernest e Heather Franklin podem ser condenados a 25 anos de prisão

Do R7

Divulgação
Filme mostra pai atormentado por incêndio que matou os filhos

Um casal de Nova York, nos Estados Unidos, assumiu que o filme Manchester à Beira-Mar foi a inspiração para matar o filho de 16 anos. O filme indicado ao Oscar de Melhor Filme mostra um pai atormentado depois de um incêndio, causado por ele, que resultou na morte dos três filhos.

Fora da ficção, Ernest e Heather Franklin armaram um incêndio criminoso que destruiu a casa em que moravam e matou o filho deficiente. 

O casal foi considerado suspeito depois da perícia concluir que o menino, Jeffrey, estava morto antes do incêndio, já que não encontraram vestígios de fumaça ou fogo na boca ou sistema respiratório.

Para os investigadores, os pais mataram o menino e queimaram a casa para ocultar as evidências. Para o site The Wrap, um dos advogados conta que os pais não apresentavam ferimentos.

“Não havia mais ninguém na casa e nenhum dos dois demonstram qualquer ferimento decorrente de uma possível tentativa de salvar o filho”.

Ernest e Heather Franklin podem ser condenados a 25 anos de prisão. O caso aconteceu no dia 1 de março, em uma cidade próxima a Nova York. A fiança do casal é estipulada em US$ 250 mil.

Vila Sésamo ganha primeira personagem com autismo

Foto: Divulgação/Zach Hyman/AP
A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém a personagem Julia da Vila Sésamo. Que é uma boneca na cor amarela e cabelo laranja, olhos verdes e usa um vestido rosa, ela está cozinhando em uma mesa na cozinha do seriado. Fim da descrição.

Na última segunda-feira, dia 10/07 a tradicional série Vila Sésamo, ganhou uma nova personagem que tem autismo: Meet Julia .

Júlia é a primeira personagem da série com autismo. Ela já vem aparecendo em livros digitais, vídeos e aplicativos desde 2015, e será apresentada no programa como uma integrante do grupo de bonecos, diferente de como geralmente acontece com personagens autistas, que são retratados com certa exclusão.

A tradicional série “Vila Sésamo”, bastante popular no Brasil nos anos 70, conta com uma personagem nova. É a Júlia, que estreia na TV no próximo dia 10 de abril, no episódio “Meet Julia”, transmitido nos EUA pelas emissoras PBS e HBO.

No episódio de estreia, quando um dos personagens fala com a Júlia e ela não responde, o que o faz pensar que ela não gosta dele, Abby, outra muppet da turma, explica que “ela faz as coisas de uma maneira um pouco diferente, num jeito Julia de ser”.

A ideia principal dos criadores da série é propiciar uma maior inclusão das crianças autistas na sociedade, mostrando que, na verdade, elas não são tão diferentes assim. “ Se você tem cinco anos e vê outra criança que não faz contato visual pode pensar que ela não quer brincar com você. Mas não é o caso. Queremos criar maior consciência e empatia”, contou Sherrie Westin, diretor da ONG Sésame Workshop, à revista People.

Jovem surdo tira nota mil na redação do Enem e é aprovado na UFRJ e na PUC

Bernardo Manfredi cursará filosofia. Por causa de infecção hospitalar, ele também tem transtorno psicomotor nas mãos e nos braços.

Por Luiza Tenente, G1


Bernardo superou condições adversas, conquistou lugar na universidade e agora sonha escrever livro. (Foto: Divulgação)
Bernardo superou condições adversas, conquistou lugar na universidade e agora sonha escrever livro. (Foto: Divulgação)

Bernardo Lucas Piñon de Manfredi, de 19 anos, foi um dos 77 alunos que tiraram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele foi aprovado no curso de filosofia na UFRJ e na PUC-Rio – escolheu se matricular na universidade particular, porque conquistou uma bolsa filantrópica que cobre integralmente a mensalidade. O jovem resume sua história em uma frase: “Sou um vencedor”.

Bernardo foi vítima de uma contaminação em uma maternidade do Rio de Janeiro. De todos os bebês que sofreram a infecção bacteriana na ocasião, apenas ele sobreviveu. Seu quadro melhorou após ser transferido para outro hospital, receber doações de sangue da irmã e frequentar um centro de reabilitação. Como sequelas, ele tem surdez severa bilateral (nos dois ouvidos), disgrafia profunda (dificuldade na escrita) e transtorno psicomotor nos braços e nas mãos.

Seu objetivo de tirar a nota máxima na redação era, portanto, um desafio. A escrita traz dores nas mãos do jovem – mesmo assim, ele conta que redigiu 130 textos em 2016, para melhorar seu desempenho nas dissertações.

“Eu não me cansava, sempre procurava fazer mais e mais redações, porque era a minha meta tirar nota mil. Assistia a todas as aulas, não deixava passar nenhuma dúvida e tinha fé de que eu chegaria lá”, conta.

No Enem, Bernardo teve uma hora a mais que os outros candidatos para fazer a prova, tanto no sábado quanto no domingo. Ele escreveu o rascunho da redação, mas levou duas horas e meia para isso. Quando faltava uma hora e meia, ditou o que havia redigido para que o transcritor passasse o texto a limpo.

Trajetória na escola

Bernardo não domina a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – compreende o que as pessoas falam por leitura labial. “O problema é que aí não veem as minhas dificuldades. Por isso, tive que lidar com agressões e discriminação”, conta.

Na educação infantil, a mãe do menino, Carmen Pereira, ficava com ele na escola. “Ela foi a principal mensageira dos meus problemas para as pessoas. Foi uma luta diária, ninguém sabia lidar comigo”, diz. “Quando cheguei na alfabetização, uma professora me assumiu e consegui aprender a ler e a escrever.”

Bernardo Lucas Piñon de Manfredi diz que sua mãe, Carmen Pereira, foi essencial em seu desenvolvimento. (Foto: Arquivo pessoal)
Bernardo Lucas Piñon de Manfredi diz que sua mãe, Carmen Pereira, foi essencial em seu desenvolvimento. (Foto: Arquivo pessoal)

Bernardo cursou o ensino fundamental em uma escola pública do Rio de Janeiro. Depois, ganhou uma bolsa no Colégio Palas, instituição privada. “Passei a viver os melhores momentos da minha vida escolar, porque os professores me acolheram muito bem, respeitaram a minha dificuldade, mas nunca me tratavam como um incapaz. Viam em mim uma capacidade enorme e só me estimularam a seguir em frente”, conta.

No último ano do ensino médio, concluído em 2016, o jovem foi escolhido como orador da turma. “Não fico feliz só por isso, mas por poder mostrar ao Brasil e ao mundo que tudo é possível”, diz.

Mudanças necessárias

Apesar de ter conseguido concluir o ensino médio e entrar na universidade, Bernardo afirma que a realidade das pessoas com deficiência ainda é cruel. “Mas é possível mudar. Não adianta o governo apenas obrigar as escolas a aceitarem esses alunos. É preciso mudar o padrão pedagógico e estimular a formação de profissionais especializados e qualificados”, afirma.

“É necessário, sobretudo, que haja um contato maior com as pessoas que têm deficiência. Só conhecemos e entendemos isso quando convivemos com elas.”

Planos

“É incrível que, mesmo com todo o diagnóstico da minha dificuldade de escrever, eu amo contar histórias”, diz. Ele compõe poemas e crônicas desde os 12 anos. Em 2017, pretende escrever o primeiro livro – começará em março, mas o roteiro ainda não está definido. “Só sei que vai ser sobre filosofia.”

Esse é o assunto favorito do jovem. Ele afirma querer lecionar, porque ama ensinar. “Além de professor, também desejo ser um filósofo atuante, um antropólogo e um cientista que se preocupa com a humanidade.”

Fonte: g1.globo.com