sábado, 6 de maio de 2017

Centro Boldrini vai à Justiça contra o governo para suspender importação de medicamento para leucemia

Hospital, referência no tratamento do câncer infantil, pede ainda a compra emergencial de 50 mil frascos do remédio que era usado anteriormente. Governo federal passou a importar produto chinês que, segundo testes e especialistas, não tem comprovação de eficácia.

Por Marcello Carvalho, G1 Campinas e região

Centro Infantil Boldrini, em Campinas (Foto: Arquivo Boldrini)
Centro Infantil Boldrini, em Campinas (Foto: Arquivo Boldrini)

O Centro Boldrini, referência na América Latina para o combate do câncer infantil, entrou na Justiça contra o Ministério da Saúde para suspender a importação da Leuginase - medicamento chinês comprado pela União desde o início do ano para tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) - e que, segundo especialistas e testes realizados, não tem comprovação de eficácia. O pedido de liminar solicita ainda que o governo faça a compra emergencial de 50 mil frascos do medicamento alemão, que era usado para tratar a doença antes da troca feita pela pasta federal.

A advogada do Boldrini, Carina Moisés Mendonça, afirmou ao G1 que os contaminantes encontrados nos dois testes realizados no medicamento chinês e a falta de estudos que comprovam a eficácia dele em seres humanos embasaram a ação, protocolada quinta-feira (4) na 6ª Vara da Justiça Federal de Campinas (SP). Segundo ela, o valor total para a compra emergencial do remédio fabricado pelo laboratório alemão é de R$ 23 milhões. O Ministério da Saúde informou que ainda foi notificado da decisão.

"A nossa ação contextualiza o problema desde o começo. Nós mencionamos a questão da bula da Leuginase ser muito inconclusiva. Também citamos a falta de estudos na literatura médica que comprovem a eficácia do remédio. E por fim, deixamos claro que se não há testes suficientes não dá para usar no sangue da criança. Por isso queremos a suspensão da importação e a compra do medicamento que tem eficácia comprovada", disse a advogada.

De acordo com especialistas, cerca de 4 mil crianças precisam de um componente chamado asparagina, que tira o alimento das células malignas da LLA. Até o início deste ano, o Ministério da Saúde importava a Asparaginase de laboratórios alemães e americanos, cuja eficiência é de 90% e possui apenas três impurezas, segundo testes. No entanto, o impasse começou quando, no início do ano, a pasta decidiu comprar o remédio do fabricante chinês.

Resultado de testes
O teste encomendado pelo Boldrini para verificar a eficácia da Leuginase apresentou resultados preocupantes para os pacientes. O laudo apontou que 40% do produto está contaminado por proteínas, o que, segundo especialistas, não garante a eficiência do remédio. O exame foi realizado por um laboratório americano e é o segundo teste no medicamento encomendado pelo hospital.

De acordo com a oncologista e presidente do Boldrini, Silvia Brandalise, a quantidade de proteína presente na Asparaginase, que era o remédio importado pelo Ministério da Saúde antes da troca para o produto chinês, é de 0,5%, o que comprova a tese do hospital de que a Leuginase não possui eficácia suficiente para ser aplicada em crianças. O primeiro teste encomendado pelo centro, feito pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), já havia apontado que o produto apresenta 398 impurezas.

Medicamento importado pelo Ministério da Saúde para tratamento da LLA (Foto: Reprodução / TV Globo)
Medicamento importado pelo Ministério da Saúde para tratamento da LLA (Foto: Reprodução / TV Globo)

Importação por conta

O medicamento é essencial para o combate da LLA, que atinge principalmente crianças e jovens. Por conta da falta de comprovação de eficácia, o Boldrini optou por não usar o medicamento chinês e decidiu importar a Asparaginase por conta própria, já que o estoque fornecido pelo governo federal acabou na última semana.

No entanto, os 18 frascos que foram comprados ainda não chegaram e pelo menos 40 crianças que vão iniciar o processo podem ter o tratamento prejudicado. Nesta quinta-feira (14), o hospital recebeu a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar mais 500 frascos, mas ainda não há prazo para o medicamento chegar ao Brasil.

“A possibilidade de usar a Leuginase está descartada. Vamos importar o remédio que nós temos certeza da eficácia por conta própria. Já importamos 18 frascos, que ainda não chegaram por conta da burocracia brasileira para a importação de medicamentos. Mas vamos aguardar chegar e buscar ajuda para importar mais frascos. A criança brasileira não pode ser usada para testar um medicamento que não existe estudos sobre os efeitos que ele tem”, afirmou Silvia Brandalise.

Ministério da Saúde, Anvisa, Laboratório

O Ministério da Saúde ainda não foi notificado da decisão e informou que o Boldrini recebe recursos do governo federal para comprar a "asparaginase de sua conveniência". Além disso, o governo federal disse que a asparaginase chinesa já é usada em 11 estados brasileiros (Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e São Paulo) e, até agora, não houve "nenhum efeito diferente do esperado pela literatura disponível".

O Ministério da Saúde afirmou ainda, em nota enviada ao G1, que "a compra deste ano seguiu os mesmos critérios técnicos e embasamentos científicos dos anos anteriores". Sobre a ação protocolada pelo Boldrini, a pasta informou que ainda não tem conhecimento do pedido de liminar.

Já o LNBio também emitiu um comunicado onde explica que os testes realizados no remédio são "preliminares e não conclusivos".

A empresa uruguaia Xetley S.A, representante do laboratório Beijing SL Pharmaceutical - fabricante da Leuginase - disse que vai aguardar o resultado da análise da Fiocruz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação do medicamento pelo Ministério da Saúde, mas informou que a responsabilidade da qualidade do produto é do importador.

Fonte: g1.globo.com

Ator famoso de Hollywood ofende deficientes auditivos e pede desculpas

Ator famoso de Hollywood ofende deficientes auditivos e pede desculpas
Chris Pratt se desculpa em língua de sinais após ofender deficientes auditivos

Chris Pratt, que recebeu estrela na Calçada da Fama, se desculpou em língua de sinais nesta quinta-feira, 4, após ofender deficientes auditivos. Tudo começou quando Chris compartilhou um vídeo no Instagram no qual pede para que as pessoas escutem com volume alto ao invés de lerem as legendas.

Depois disso, muitas pessoas criticaram o ator de Guardião das Galáxias, pela falta de sensibilidade com as pessoas portadoras de deficiência auditiva. Além de gravar o vídeo em língua de sinais, o ator ainda compartilhou um texto explicando toda situação.

"O Instagram tem essa coisa na qual deixa todos os vídeos mudos e te força a ativar o volume para ouvi-los. Quando fiz um vídeo recentemente com legendas e solicitei que as pessoas aumentassem o volume e não apenas lessem as legendas, era para que as pessoas não passassem pelo vídeo em silêncio, assistindo e digerindo as informações no vídeo.

No entanto, eu percebo agora que fazendo isso fui incrivelmente insensível com muitas pessoas que dependem de legendas. Mais de 38 milhões de americanos vivem com alguma deficiência auditiva. Então quero me desculpar", revelou ele.

"Agora... Eu sei que algumas pessoas vão dizer, 'O Chris só se desculpou porque seu assessor mandou'. Bem. Esse não é o caso. Como sempre eu controlo minha rede social. Ninguém mais. Eu estou fazendo isso porque eu realmente sinto muito. Desculpas são poderosas. Esse é um daqueles momentos que eu estrago tudo e aqui estou eu implorando pelo seu perdão. Eu espero que aceite minhas desculpas", escreveu o ator.

Fontes: E! Entertaiment Television - inclusaodiferente.net


Revista alemã é condenada a pagar fortuna à família de Michael Schumacher

"Bunte" terá que arcar uma quantia estimada em 50 mil euros (cerca de R$ 174 mil)

Do R7

Mark Thompson/Getty Images
Michael Schumacher segue em tratamento feito com sigilo absoluto

A revista alemã Bunte terá que pagar uma quantia estimada em 50 mil euros (cerca de R$ 174 mil) para a família do ex-piloto Michael Schumacher. A indenização se deu por conta de uma manchete publicada pelo veículo dois anos após o acidente com o heptacampeão mundial de Fórmula 1 que dizia: "Mais que um milagre de natal: Michael Schumacher pode andar novamente".

Segundo informações do site Spiegel, o tribunal regional de Hamburgo foi quem condenou a revista por ela ter violado a privacidade do ex-piloto. Também ficou decidido que a revista terá que arcar com R$ 3 mil em multas e as demais despesas do processo.

A família de Schumi entrou com a ação contra a publicação em setembro do ano passado.

Michael Schumacher sofreu um grave acidente de esqui nos Alpes franceses no final de 2013. O estado de saúde do ex-piloto é tratado com sigilo pela família, que prefere não passar informações sobre o assunto.


Garoto de dez anos fica cego por conta de reação alérgica a remédio para febre: "Ele queimou de dentro para fora"

Menino desenvolveu síndrome rara que compromete órgãos e causa erupções cutâneas

Do R7

                             Reprodução/Daily Mail
                                     
Xander Cabales desenvolveu reação alérgica rara chamada de Síndrome de Stevens-Johnson

Um garoto americano ficou cego após ter uma rara reação a um remédio para febre. Em junho de 2014, Xander Cabales, de dez anos de idade, havia tomado um medicamento chamado Motrin — remédio à base de ibuprofeno comumente usado para tratar crianças, que não necessita de receita médica para ser vendido.

Em um período de apenas cinco dias após o início do tratamento com o remédio, o organismo do menino respondeu mal à medicação e Cabales ficou com os órgãos comprometidos. Seu pulmão esquerdo, por exemplo, entrou em colapso. O garoto ainda sofreu um choque séptico — condição em que pressão sanguínea cai significativamente e o fluxo de sangue para o cérebro ou para os rins é interrompido.

Os médicos dizem que ele desenvolveu a Síndrome de Stevens-Johnson, uma reação alérgica grave e imprevisível que causa erupções cutâneas nos olhos, no nariz, na uretra, no trato respiratório e pode inclusive levar à morte.

A síndrome deixou Xander Cabales, que tinha visão perfeita, parcialmente cego. Atualmente, o garoto tem de usar óculos escuros todas as vezes em que sai para áreas externas. Ele também precisa da proteção em locais de luz artificial muito forte para que não perca o pouco de visão que ainda tem.

A mãe do menino, Laura, publicou recentemente as fotos em redes sociais para conscientizar a população sobre os efeitos da reação alérgica na vida de seu filho. Ela conta que, enquanto estava doente, Xander ficou "cheio de bolhas, descascando, queimando de dentro para fora. Foi devastador". Os médicos do hospital tiveram de enfiar um tubo de oxigênio por sua boca enquanto os pulmões do garoto não conseguiam trabalhar.

Laura e seu marido Ronnie haviam medicado Xander com Motrin por conta própria depois que o garoto alegou não estar se sentindo bem. Ele apresentava febre e, no momento que tomou o remédio, sua temperatura melhorou — mas voltou a subir em níveis muito piores apenas algumas horas depois. A febre atingiu 40,5 °C e Xander ficou letárgico, sem movimentos, e os pais decidiram levá-lo imediatamente ao hospital local.

Os médicos logo diagnosticaram o menino com uma série de enfermidades, como pulmão comprometido, infecção respiratória e pneumonia bacteriana. Ele teve de passar por um coma induzido e ficou inconsciente por três semanas até que o tratamento com antibióticos fizesse efeito e seu corpo pudesse se recuperar.

Danos a longo prazo

Quase três anos após o incidente, Xander está, finalmente, melhorando. Mas os impactos a longo prazo da reação alérgica são significantes: hoje, o menino não produz saliva e os tecidos de proteção de seu pulmão foram completamente comprometidos — o que significa que ele não pode tossir ou limpar naturalmente qualquer tipo de muco. Ele respira com a ajuda de um nebulizador, que usa três vezes ao dia.

A família ainda lamenta que, desde que voltou à escola após a recuperação, Xander tem sofrido bullying.

                                Reprodução/Daily Mail
                                        
Síndrome causou erupções cutâneas no corpo do garoto, que teve de ficar em coma induzido por três semanas

Um porta-voz da Johnson & Johnson, que produz o medicamento Motrin, declarou que a empresa "é comprometida com o fornecimento de medicamentos seguros e efetivos. Em décadas de uso, o ibuprofeno se provou seguro e efetivo quando usado corretamente e conforme orientação profissional. Nós nos solidarizamos com a dor sofrida por qualquer pessoa afetada pela Síndrome de Stevens-Johnson".


Johnson & Johnson é condenada a pagar R$ 348,7 milhões por causa de câncer relacionado a talco

Empresa foi acusada de não alertar adequadamente sobre os riscos do produto

Reuters com R7

  Thinkstock
      J & J já enfrentou quatro julgamentos anteriores

A J & J (Johnson & Johnson) foi condenada nesta quinta-feira (4), por um júri do Missouri, Estados Unidos, a pagar mais de US$ 110 milhões (R$ 348,7 milhões) a uma mulher do Estado da Virginia, que diz ter desenvolvido câncer de ovário após o uso, por décadas, de produtos à base de talco para higiene feminina.

O veredicto no tribunal estadual em St. Louis foi o maior até agora a ser definido, entre cerca de 2.400 de ações judiciais que acusam a J & J de não alertar adequadamente os consumidores sobre os riscos de câncer, com a utilização de produtos à base de talco, incluindo o conhecido talco para bebê.

Muitos desses processos estão pendentes em St. Louis, onde a J & J enfrentou quatro julgamentos anteriores, três dos quais resultaram em veredictos de US$ 197 milhões (R$ 624 milhões) contra a empresa e o fornecedor do talco.

O veredicto de quinta-feira é decorrente de uma ação contra a J & J e o fornecedor Imerys Talc, de autoria de Lois Slemp, uma residente de Virgínia que está passando por quimioterapia após seu câncer de ovário, diagnosticado em 2012, ter retornado e se espalhado para seu fígado.

Slemp alegou que ela desenvolveu câncer depois de usar por quatro décadas produtos da J & J, incluindo talcos para bebê e para banho.

Ted Meadows, advogado de Slemp e de outros que entraram com ação, disse em um comunicado:

Mais uma vez nós mostramos que essas empresas ignoraram a evidência científica e continuam a negar suas responsabilidades para com as mulheres da América.

Em uma declaração, a J & J afirmou que se compadecia pelas mulheres impactadas por câncer de ovário, mas que pretende recorrer.

Estamos nos preparando para outros julgamentos neste ano e continuamos defendendo a segurança do Baby Powder (talco para bebês)".

Menina com paralisia cerebral foi abandonada quando criança, mas ninguém imaginava que ela ficaria famosa por talento incrível - Veja o vídeo.

Nada pode deter alguém que deseja superar seus limites. Essa menina mostrou isso ao mundo.



Tijili, uma pintora britânica, teve dois de seus trabalhos escolhidos para uma mostra da Sociedade Real da Inglaterra. Isso é maravilhoso se se levar em conta que é uma menina de apenas 15 anos e fica fantástico quando se sabe que essa menina tem paralisia cerebral.

Tijili foi abandonada no hospital logo após nascer no Camboja. Adotada por um casal de britânicos, ela sofre de uma condição que limita seus movimentos e causa grandes dificuldades motoras como espasmos musculares que praticamente impossibilitam a precisão. No entanto, seus desenhos e pinturas serão expostos como arte e interessante é que os curadores da exposição não sabiam de sua condição. Além disso, Tijili é surda.

Quando pequena os médicos disseram que talvez ela nunca conseguisse sequer segurar um lápis. Bem, talvez tenha sido bom nesse momento ela ser surda, porque ela é agora uma talentosa desenhista.

Segundo seus pais, Tijili sempre tenta tudo que lhe é proposto fazer. "Ela segura o papel com um braço e agarra o lápis com força usando cada parte de seu corpo", conta a mãe de Tijili à BBC.

Sabemos que a vida é feita de desafios, a cada dia temos que superar as dificuldades, mas certamente para Tijili é ainda mais desafiador e inspirador para todos.

Paralisia cerebral

A PC é um termo geral para todas as ocorrências clínicas que envolvem dificuldade motora devido a uma lesão cerebral. Geralmente essas lesões ocorrem antes do nascimento, durante a formação das estruturas neurológicas e podem ser causadas por doenças como diabetes, pressão alta, rubéola, toxoplasmose e uso de substâncias como álcool, drogas e tabaco.

Podem também ocorrer lesões no parto ou perinatais. Partos prematuros, longos ou complicados onde o recém-nascido tenha privação de oxigênio (anóxia) pode causar a lesões neurológicas graves e irreversíveis.

Outras causas podem acontecer mais tarde tais como infecções (meningite) tumores ou traumas no crânio. Após os dois anos de idade, o Sistema Nervoso Central (SNC) - que comanda nossa função motora, como movimentar nossos braços e pernas, andar, equilibrar, mastigar, engolir, tossir, etc. - já está plenamente desenvolvido e qualquer lesão nesse sentido causará sintomas diferenciados e não é considerado mais como Paralisia Cerebral.

Diagnóstico e tratamento da PC

O diagnóstico é clínico, ou seja, o médico chega à conclusão de paralisia cerebral através do que é relatado pela família e pela observação do paciente. Não existem exames específicos que mostrem a PC, os exames são para uma maior compreensão do quadro clínico geral da criança.

O tratamento é multidisciplinar, já que a PC não tem cura. O que se pode fazer é tentar desenvolver o maior potencial possível da criança - tais como a linguagem, compreensão, outras deficiências associadas, tais como visual e de audição - e evitar complicações como convulsões.

Para isso é necessário contar com neurologista, ortopedistas em caso de deformidades, oftalmologista, pneumologista, gastroenterologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo e pedagogo. Também pode contar com a ajuda de nutricionista e assistente social. A qualidade de vida do paciente será melhor de acordo com a integração adequada entre os profissionais de saúde, cuidadores e familiares.

Claudia Rodrigues: "Me sinto vitoriosa por superar a esclerose"

Após se submeter a um transplante de células-tronco e alcançar resultados positivos, Claudia Rodrigues vive momentos de fortalecimento da fé

Ana Bardella

Entrevista Claudia Rodrigues | <i>Crédito: Rogério Pallatta
Entrevista Claudia Rodrigues | Crédito: Rogério Pallatta

Na luta contra a esclerose múltipla, Claudinha, como é conhecida a comediante de 46 anos, tem sido uma adversária dura na queda. Foram anos de tratamentos à base de remédios com efeitos colaterais até, finalmente, encontrar o caminho mais adequado para conter o avanço do problema: um transplante de células-tronco. Apesar de ter vivido momentos delicados após o procedimento, os resultados dos exames comprovam uma melhora do quadro. Graças a isso, a intérprete tem certeza: valeu a pena encarar o desafio! Em entrevista à AnaMaria, ela fala sobre suas conquistas e planos para o futuro:

Onde você vive atualmente?
Estou internada na clínica Cevisa [cevisa.org.br], no interior de São Paulo, desde outubro do ano passado e vou permanecer aqui até junho, depois volto para o Rio. É um local maravilhoso, agitado. Acordo todos os dias às 6 horas da manhã e começo as atividades. Faço fisioterapia, hidroginástica, pilates, massagens... É uma rotina puxada! Mas vou feliz da vida, superanimada.

Você pode dizer que o seu transplante foi bem-sucedido?
Graças a Deus, fiz os exames e estou muito melhor. Existe uma escala que mede os impactos da esclerose na vida do paciente [quanto maior o número, pior o estado de saúde]. Eu regredi vários pontos [Em 2010, a média foi 9. Depois do transplante, 7. Agora, 5]. Não tenho mais depressão nem problemas para falar. Inclusive, já voltei a decorar textos. Isso tudo é muito bom! Está faltando melhorar o equilíbrio do corpo, mas com os exercícios físicos ele logo estará melhor.

Após o transplante você ficou reclusa. Como foi essa experiência?
Triste, muita solidão. Rezava todos os dias, pois sabia que passaria. Sou animada e não podia fazer nada, ficava muito tempo parada.

E a sensação de voltar à vida social?
É ótima! A gente só sente falta daquilo que não tem. Hoje, meu relacionamento com a família e amigos está melhor porque nossa convivência é mais intensa.

Como foi o assalto que sofreu em julho de 2016?
Um trauma grande. Quebrei o tornozelo e não pude colocar o pé no chão durante dois meses! A violência com que aconteceu gerou uma perturbação emocional...

Voltará a atuar?
Já estou gravando para meu canal do YouTube [Claudia Rodrigues Show], mas vai ao ar no segundo semestre.

Sua filha está com você?
A Iza [14 anos] mora comigo na clínica. Ela está amando o interior! Isso me surpreendeu, pois não sabia se uma carioca da gema gostaria da mudança... Ela fica superempolgada ao ver a mãe melhorando. Tem sido parceira, me apoiado em tudo... Nós vamos estrear uma peça juntas. Ela tem talento para a comédia, está na veia. Nós não vivemos uma sem a outra.

E as amizades?
Tenho cinco amigos com quem posso contar. Por mais que não queira, eles vêm até mim. Às vezes, falo: “Gente, na boa, me larguem”, mas não adianta [risos].

Seu estado de espírito hoje é mais otimista?
Totalmente! É como se eu não tivesse mais esclerose múltipla, mesmo com sequelas. Me sinto vitoriosa, venci essa doença. Hoje, consigo fazer tudo, sououtra pessoa, com mais ânimo de viver.

E sua espiritualidade ficou fortalecida?
Claro! Na clínica, temos muita leitura bíblica, e um pastor explica de tudo. Além disso, sou católica praticante. Vou à missa todo sábado, faço orações diariamente. Sinto que preciso falar com Deus, isso faz muita diferença. Ele é tudo na minha vida e foi graças a ele, minha filha, a equipe médica e a Adriane [Bonato, amiga e empresária] que consegui vencer a esclerose.

Que ensinamentos tira disso tudo?
Depois do transplante estou mais paciente, as pessoas estão até estranhando. Tento amar o próximo e ajudar os outros, porque sei que nada vem de graça. Uma mão lava a outra. Devemos ser pessoas do bem, sempre.

Relembre a história de Claudinha!

2000: Ela sentiu formigamento durante uma apresentação. Ao investigar, descobriu que estava com esclerose múltipla. Seu drama só se tornou público em 2006.

2007: Iniciou as gravações da terceira temporada de A Diarista (Globo), mas, como não conseguia memorizar as falas de Marinete, interrompeu o trabalho.

2010 - 2012: Outros surtos da doença aconteceram, deixando-a com visão turva, falta de equilíbrio e memória, e fala arrastada.

2013: Fez a última grande participação na Globo, como Ofélia, no Zorra Total. Depois disso, apenas aparições esporádicas.

2015: No final do ano, se submeteu ao transplante de células-tronco, que retira as células doentes do corpo e as substitui por novas, saudáveis. Para isso, fez quimioterapia e raspou os cabelos.

2016: Após um tempo isolada para restabelecer a imunidade, internou-se na clínica Cevisa (Engenheiro Coelho - SP), em outubro. Ela permanece até hoje lá.

Teatro Alfredo Mesquita estreia musical infantil acessível para cegos

     Foto: Divulgação
      A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém três pessoas atrás de uma bancada de em cima de um palco de teatro manuseando bonecos, como marionetes. Fim da descrição.

Hoje sábado, 06/05, estreia no Teatro Alfredo Mesquita o novo espetáculo da Pocilgas & Cia. Com direção de Márcio Araújo, Heróis à Vista é um musical infantil – cantado ao vivo – que conta com a manipulação de bonecos em diferentes técnicas: direta, bunraku e fantoches. A proposta traz uma grande inovação: o espetáculo conta com audiodescrição para pessoas com deficiência visual, gravada pela cantora Ceumar. Na prática, uma peça totalmente acessível a adultos e crianças com deficiência visual sem, no entanto, tornar-se exclusiva para eles.

Baseada no livro homônimo publicado pela Globo Livros, Heróis à Vista é uma grande aventura que conta a história de Boris, um cãozinho filhote que sonha ser um cão-guia, assim como o pai. Mas a avó Irina, uma cão-guia aposentada, avisa: “você terá que ser perseverante e aprender a se desapegar! Essa é a maior dificuldade de um cão-guia!”. Ao mesmo tempo, Luíza, uma menina de 10 anos, sonha ser detetive, mas ela também tem uma dificuldade: é cega. E por isso, alguns amigos na escola a desencorajam. Mas ela está decidida!

A trajetória de Boris não é fácil: primeiro é afastado da mãe e irmãos, ainda filhote, e vive um ano com um casal de humanos. Depois, tem que deixá-los para seguir para a Escola de Cão-Guia. Lá, passa por dificuldades, enfrentando Trovão, um cão-treinador muito exigente e feroz. Enquanto isso, a menina Luíza vai se deparando com as dificuldades do dia a dia. Nesses momentos, ela descobre que apesar de não ter visão, tem outras aptidões: escuta muito bem, sente cheiros como ninguém, tem um paladar muito desenvolvido e encontra várias coisas pelo tato. Talentos que podem ajudar, e muito, a se tornar detetive!

Até que finalmente, Boris consegue se tornar um cão-guia e o encontro dos dois acontece: ele é escolhido para ser os olhos de Luíza, e o sonho dela pode se realizar de vez! Boris e Luiza viram uma dupla de heróis detetives que vão desvendar muitos mistérios! Os personagens foram desenhados pelo ilustrador e animador Guilherme Alvernaz, que criou a onça Ginga, mascote do time olímpico brasileiro de 2016.

A peça utiliza bonecos de bancada, feitos por Armando Júnior, um dos grandes bonequeiros e manipuladores do Brasil. No espetáculo, três manipuladores dão vida a todos os personagens e também aos objetos que surgem durante a trama. O cenário é completamente móvel, com adereços que compõem cada espaço por onde a história se desloca. As músicas, cantadas ao vivo, foram compostas por Tato Fischer, parceiro de longa data da Cia Pocilgas. O arranjo ficou por conta de Gabriel Moreira, multi-instrumentista que domina mais de oito instrumentos.

Em prol da causa do cão-guia

Heróis à vista transmite às crianças a importância do compromisso com a cidadania por meio de uma história de cumplicidade e esperança entre uma garotinha e seu cão-guia. Peça e publicação foram inspirada em Boris, cão-guia de Thays Martinez, idealizadora do livro homônimo e protagonista no processo de elaboração e aprovação da lei que autoriza o trânsito livre desses animais por todo o Brasil. Thays – autora de Minha vida com Boris, publicado em 2011 pela Globo Livros – é fundadora do Instituto IRIS, organização que é uma das pioneiras no Brasil na difusão do cão-guia como facilitador do processo de inclusão da pessoa com deficiência visual. A ONG receberá parte da renda das vendas de ingressos da peça para investir na causa, ou seja, para vencer o desafio de aumentar o acesso das pessoas que querem um cão-guia a esse benefício.

Atualmente, o IRIS conta com uma lista composta por quase 3 mil pessoas que aguardam a doação de um cão-guia. Além do objetivo de doá-los aos inscritos, Thays tem um sonho a ser realizado: criar uma estrutura para treinar cães-guia no Brasil, oferecer classes a instrutores e disseminar informações precisas sobre a enorme contribuição dos cães-guia na vida das pessoas com deficiência visual ou baixa visão.

Brasil segue na liderança do Ranking Mundial de Goalball nas duas categorias

  (Foto:André Durão)
  Resultado de imagem para Jogadores do Brasil agradecem ao público durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016.     Foto: Jogadores do Brasil agradecem ao público durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016. 

O goalball brasileiro segue em alta no cenário mundial. No ranking do mês de abril divulgado nesta quinta-feira (4), pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, sigla em inglês), o Brasil aparece na liderança nas duas categorias.

A seleção masculina segue no topo da lista desde agosto do ano passado. Logo atrás vem a Lituânia, atual campeã paralímpica, Turquia em terceiro, e China e Estados Unidos que fecham o top cinco.

Na categoria feminina o Brasil completou oito meses como líder do ranking. Além da seleção canarinho, China, Turquia, Estados Unidos e Japão aparecem entre as cinco melhores. Fato curioso para a presença de quatro países entre os cinco melhores nas duas categorias. No masculino, a exceção é a Lituânia, e no feminino, o Japão.

Para se manter no topo o Brasil tem um compromisso importante neste início de ciclo com a disputa do Campeonato das Américas de Goalball, de 26 de novembro a 03 de dezembro, em São Paulo. A competição vale vaga para o Campeonato Mundial 2018, em Malmo, e para os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019.

Fonte: cbdv.org.br

Medalhista dos Jogos Rio 2016 migra do futebol de 7 para o atletismo e faz estreia no Circuito Loterias Caixa

Por CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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A etapa regional Rio-Sul do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação, que será disputada neste fim de semana, 6 e 7, no Rio de Janeiro, será a estreia de um medalhista paralímpico dos Jogos Rio 2016 no atletismo. Wanderson Oliveira, um dos mais habilidosos jogadores da Seleção Brasileira de futebol de 7 (atletas com paralisia cerebral), tentará repetir o sucesso dos campos nas provas de velocidade da competição regional.

O meia da Seleção está inscrito nos 100m, 200m e 400m da classe T38 e ainda não sabe o que esperar das provas. Há pouco mais de um mês treinando com mais intensidade, Wanderson ainda está se adaptando à nova modalidade, mas acredita que será uma boa experiência. "É bem mais difícil do que imaginei. os treinos são bem intensos e sinto que ainda preciso aprender muita coisa. Fico com aquela ansiedade de uma estreia, mas vou me soltar para fazer essas provas", analisou.

O jogador não será o primeiro a migrar do futebol de 7 para o atletismo. Os exemplos, aliás, são bem positivos. Mateus Evangelista e Fábio Bordignon são dois ex-jogadores que passaram para o atletismo e conquistaram medalhas nos Jogos Rio 2016. Mateus chegou a disputar o Parapan de Jovens, em 2009, com a Seleção de futebol, mas anos depois, passou a se dedicar só ao atletismo e, no Rio, levou a prata nos salto em distância T37. Fábio, por sua vez, atuou nos campos até 2014. Com muita dedicação ao novo esporte, em pouco mais de um ano chegou à Seleção de atletismo e conquistou a prata nos 100m e nos 200m T35 no Rio.

"Já treinei com o Mateus e com o Fábio e fiquei feliz em ver que se destacam agora no atletismo. O Fábio está me ajudando muito nessa minha adaptação, me deu dicas para a hora da prova e espero ter o sucesso que eles dois tiveram", contou Wanderson.

A etapa Rio-Sul do Circuito terá provas de atletismo e natação. As duas modalidades têm disputas no sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e no domingo, das 8h às 12h. O evento será realizado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), às margens da avenida Brasil, no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias da Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo e natação. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Patrocínios
A equipe brasileira de atletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.

A equipe de natação tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação - fase regional Rio-Sul
Data: 6 e 7 de maio
Local: Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN) - Avenida Brasil, 10590 - Penha - Rio de Janeiro
Horários: Sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e domingo, das 8h às 12h

Fonte: cpb.org.br

Mais duas brasileiras conseguem índice para Mundial de halterofilismo na Copa do Mundo da Hungria

Por CPB

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Duas atletas brasileiras do halterofilismo alcançaram nesta sexta-feira, 5, o índice mínimo para a disputa do Mundial da modalidade, em setembro, na Cidade do México. Mariana D'Andrea, categoria até 61kg, e Terezinha Santos, até 67kg, superaram a marca estabelecida pela comissão técnica durante a Copa do Mundo, em Eger, Hungria, e agora estão aptas a serem convocadas para a mais importante competição do halterofilismo da temporada.

A mais leve das duas, Mariana D'Andrea, teve muitos motivos para comemorar. A atleta levantou 107kg na barra e ficou com a prata na disputa geral da categoria. A marca supera em 25kg o índice para o Mundial (precisava de 82kg). Além disso, o peso ainda é o novo recorde mundial júnior, novo recorde das Américas júnior, novo recorde brasileiro júnior e adulto.

Como tem 19 anos, a marca valia tanto para a competição adulta quanto para a júnior. Entre os mais novos, os 107kg valeram a medalha de ouro a Mariana.

Entre atletas com até 67kg, a brasileira Terezinha dos Santos subiu ao pódio, também na segunda posição, ao levantar 94kg na barra. Terezinha precisava de 85kg para confirmar o índice. Além da medalha, ela ainda estabeleceu novo recorde brasileiro da divisão.

Outro brasileiro que competiu nesta sexta-feira foi Luciano Dantas, o Montanha. Contudo, não teve o mesmo desempenho das compatriotas e não alcançou o índice mínimo para o Mundial. Luciano terminou a competição com a marca de 141kg, na quinta posição entre atletas com até 65kg, e ficou 14kg abaixo da marca mínima.

A etapa da Hungria da Copa do Mundo se estende até o domingo, 7. Ontem, primeiro dia de competição, quatro atletas já haviam alcançado o índice: Bruno Carra (até 59kg), Maria Luzinende (até 45kg), João Maria França (até 54kg) e Gustavo Tavares (até 49kg). Rene Belcásia (até 55kg) levantou 79kg e ficou apenas 1kg abaixo do índice.

Seis atletas brasileiros ainda competem na Copa do Mundo: Evânio Rodrigues (até 88kg), Márcia Menezes (até 86kg), Mateus Silva (até 97kg), Tayana Medeiros (acima de 86kg), Amanda de Sousa (até 73kg) e Christian Porteiro (acima de 107kg).

Fonte: cpb.org.br

'Vou empurrá-lo': Homem empurra melhor amigo em cadeira de rodas 500 milhas em toda a Espanha - Veja o vídeo.

Patrick Gray (à esquerda) empurrou seu melhor amigo, Justin Skeesuck, em toda a Espanha para ajudar Skeesuck alcançar seu sonho de fazer a jornada desafiadora.

Trekking 500 milhas em toda a Espanha não é tarefa fácil para ninguém, mas para o usuário de cadeira de rodasJustin Skeesuck, alcançar o sonho parecia quase impossível. No entanto, o melhor amigo de Skeesuck, Patrick Gray, simplesmente não aceitou essa idéia. "Nós fizemos tudo juntos até agora. Por que não ter mais uma aventura? "Gray disse HOJE. "Então não houve outra resposta na minha cabeça do que sim, eu vou empurrá-lo."

Isso é exatamente o que ele fez - empurrando Skeesuck, que ele conheceu toda a sua vida - através Caminho do norte da Espanha Caminho de Santiago. Skeesuck, que tem Multifocal Acquired Motor Axonopathy, uma doença neuromuscular semelhante ao ALS, primeiro teve a idéia de ir na viagem depois que ele assistiu a um curso mostrar sobre a trilha.

"Eu sabia instantaneamente que meu coração estava apenas me dizendo: 'Você precisa fazer isso'", disse Skeesuck.

Com Gray a bordo e as bênçãos de suas famílias, os melhores amigos de Idaho partiram para fazer o sonho de Skeesuck de fazer da viagem uma realidade. No entanto, nem o homem percebeu como fisicamente e emocionalmente taxando a viagem seria. Não só eles têm um limite de tempo estrito - cerca de seis semanas para começar do início ao fim - mas eles também enfrentaram obstáculos incrivelmente desafiador. Com Grey empurrando Skeesuck em uma cadeira de rodas de alumínio de três rodas, o par atravessou cordilheiras, cruzou rios e percorreu um deserto.

Skeesuck e Gray atravessaram rios, cordilheiras e um deserto para completar sua viagem.

"Eu nunca estive tão esgotado fisicamente em toda a minha vida", disse Gray.

A dupla diz que eles encontraram inúmeras pessoas gentis durante sua viagem que estavam ansiosos para ajudá-los a completar sua jornada.

"Temos pessoas que nos rodeiam que levaram estas montanhas, elas deram tanto", disse Gray. "E eu quero que isso seja um testemunho de como devemos viver nossas vidas, é que com quem quer que entremos em contato, seja qual for a caminhada deles, o maior presente que podemos lhes dar é amá-los".

Skeesuck foi surpreendido por quantos estranhos estavam ansiosos para ajudá-lo a realizar seu sonho.

"Acho que a fé na humanidade foi restaurada", disse ele. "Ser o destinatário de tal graça e tal ajuda e amor - foi realmente incrível."

                                           

O livro do par, "Eu vou te empurrar: uma viagem de 500 milhas, dois melhores amigos e uma cadeira de rodas",

Depois de 34 dias, os melhores amigos terminaram sua jornada, culminando uma busca que os ajudou a aprender sobre si mesmos e entre si.

"A peregrinação ensinou-me com certeza que quando você sair na fé, cuidado porque coisas incríveis podem realmente acontecer", disse Skeesuck.

Os homens documentaram sua viagem incrível em um livro intitulado apropriadamente "eu empurrá-lo-ei: Uma viagem de 500 milhas, dois melhores amigos e uma cadeira de rodas", que deve ser lançado em 6 de junho. Skeesuck e Grey também estão trabalhando Um livro de crianças que vai contar a história de sua viagem, com arte de Skeesuck ajudando a ilustrar. O casal espera que seus livros inspirem as pessoas a empurrar-se, não importa que desafios enfrentam.

"Você não precisa ser definido por suas limitações", disse Skeesuck. "É o que você faz apesar das limitações que o definem."


Fontes: today.com -  turismoadaptado.wordpress.com

Ancine pretende garantir acessibilidade

 
Agência Nacional do Cinema lançou iniciativa para que distribuidoras de filmes possam contemplar pessoas com deficiência em salas brasileiras

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou o Programa de Apoio à Distribuição de Conteúdo Acessível no Segmento de Exibição Cinematográfica 2017. A iniciativa visa garantir que os lançamentos de pequeno porte contem com recursos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos.

A acessibilidade para deficientes visuais e auditivos nas salas de cinema está prevista na Lei 13.146/2015, que criou o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A lei fixou um prazo máximo de quatro anos, a partir de 1º de janeiro de 2016, para que as salas de cinema brasileiras ofereçam, em todas as sessões, recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Após um período de consulta pública, a Ancine editou uma instrução normativa que dispõe sobre os critérios básicos de acessibilidade visual e auditiva a serem observados pelos distribuidores e exibidores cinematográficos.

As salas de cinema deverão dispor dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os recursos deverão ser providos na modalidade que permita o acesso individual ao conteúdo especial, sem interferir na fruição dos demais espectadores.

“O programa de apoio à distribuição de conteúdo acessível foi pensado para que todos os filmes, mesmo aqueles lançados em poucos cinemas, cheguem aos brasileiros que necessitam de tecnologia assistiva”, explicou o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. Segundo ele, a obrigação de acessibilidade “é uma questão civilizatória”.

O programa lançado esta semana vai contemplar com até R$ 15 mil as empresas distribuidoras de filmes nacionais ou estrangeiros com ocupação máxima de até 20 salas de cinema. Os apoios serão destinados às obras, nacionais ou estrangeiras, a serem exibidas comercialmente até 30 de junho de 2018.

Os recursos terão que ser utilizados exclusivamente para a execução de serviços de legendagem, legendagem descritiva, Libras e audiodescrição. Os pedidos deverão ser feitos em nome das distribuidoras, ou da empresa produtora que esteja distribuindo diretamente a obra, com a exigência de que estejam com o cadastro regularizado na Ancine.

Fontes: folhape - turismoadaptado.wordpress.com

Sua atuação

Por Fausta Cristina*
                                Foto: Beto Oliveira
                                  


O mundo está cheio de histórias emocionantes. Relatos de vida que se tornam livros, tragédias, dramas, romances. Biografias que contam sucessos ou fracassos e em que cada um de nós, sem perceber, temos participação.

Suas atitudes, suas crenças e posturas, assim como as minhas, vão afetar outras vidas, e os efeitos do que você faz somam como pontos. Indivíduo a indivíduo, nos tornamos sociedade. O que damos, a nós retorna, simples assim.

Seu filho frequenta uma escola, como toda criança, até que, em um belo dia, chega nesta escola uma pessoa com deficiência. Você ouve um comentário aqui, outro ali e, na reunião de pais, todos estão preocupados se a presença de alguém "com dificuldade" irá "atrapalhar" o andamento das aulas… Você se posiciona e pronto: sua atitude estará marcando outra vida, estará pesando em um contexto amplo como a escola e estará ajudando a direcionar uma postura coletiva que afeta todo mundo de uma forma ou de outra.

Você critica e sua crítica se soma a outras, ou, mesmo que ecoe sozinha, ela vai ficar marcada e fará diferença. Você elogia e seu elogio vira um tijolo no mundo interno de alguém, marcando um dia ou marcando uma vida.

Estamos o tempo todo fazendo essas escolhas, sendo omissos ou participativos e, na nossa liberdade de ser, somos tudo, menos solitários. Na cidade ou no campo, na floresta ou no condomínio, a gente precisa de gente.

Pessoas felizes afetam de forma positiva; pessoas educadas, ainda mais; gentileza, nem se fala; e carinho tem poder. O azedume estraga o clima, o desrespeito traz angústia, a atitude egoísta é facilmente corrompível, e o preconceito… ah! O preconceito corrói as bases como um cupim e, em cima do preconceito, nada cresce, nada prospera. Nem relações, nem negócios, nem lucro, nem nada… O preconceito é o gerador de vazios e afeta as vidas de forma irremediável.

Eu não sei qual postura você adota em sua vida para afetar as vidas daqueles que convivem com você. Sei que os finais felizes estão por toda parte e só são possíveis porque alguém resolveu se importar fazendo algo às vezes quase insignificante, mas forte o suficiente para transformar essas histórias.

Espero que, ao pensar as questões sociais, você considere que, neste grande livro que é a vida, nossas histórias estão sendo escritas juntas, e que o final, feliz ou dramático, depende muito mais do que fazemos enquanto indivíduos, personagens que somos neste coletivo comum.

Toque as vidas com suas crenças positivas e ajude a construir a mais inspiradora das histórias. Ela provavelmente será a sua própria biografia.

Fausta Cristina*
Fausta Cristina é mãe de Milena, sua terceira filha, hoje com 12 anos. A gravidez de Milena foi normal. Com o passar dos dias, sua filha chamava a atenção por ser muito quieta. Fausta estranhava o fato de ela não olhar, não fixar a atenção e com o tempo, a sensação de que algo estava errado foi aumentando. Com nove meses, foi diagnosticado que Milena tem autismo. Fausta mantém o blog Mundo da Mi

Fonte: vidamaislivre.com.br

Quatro em cada dez deficientes são vítimas de preconceito no trabalho

Levantamento da consultoria Talento Incluir mostra que o bullying é a forma de discriminação mais comum enfrentada pelos deficientes; trabalhadores relatam que empresas só contratam para cumprir a Lei de Cotas

Redação

Deputados discutem mudanças na legislação sobre cotas para deficientes - Foto: Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Debate sobre mudanças na lei de cotas para deficientes – Foto: Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pela consultoria Talento Incluir em parceria com o site Vagas.com mostrou que 4 em cada 10 profissionais com deficiência já foram vítimas de preconceito no trabalho. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, responderam a pesquisa pela internet 4.319 pessoas com deficiência, todas com currículos cadastrados no Vagas.com. O bullying foi a forma de discriminação mais comum, apontada por 57% dos que dizem ter sofrido preconceito.

A Folha traz como exemplo o caso de Ingridy Rodrigues, 22, estudante de ciências da computação, que caminha com auxílio de muletas. Segundo ela, em uma das empresas em que trabalhou como auxiliar, colegas mancavam perto dela zombando de seu jeito de andar. Deixou o emprego após um mês e meio.

Não foi a única dificuldade. Rodrigues diz ter atuado em uma companhia onde precisava carregar peso e em outra que exigia dela que caminhasse muito pela cidade: “São empresas que contratam para cumprir cota, não têm interesse de verdade no meu trabalho”.

A Lei de Cotas define que empresas com mais de cem funcionários devem ter um percentual de profissionais com deficiência que varia de 2% a 5% (quanto mais funcionários, maior a cota). Segundo a pesquisa mais de 60% dos pesquisados dizem enfrentar dificuldades no mercado.

Para a cadeirante Carolina Ignarra, sócia da Talento Incluir, a acessibilidade é citada por apenas 16% das pessoas com deficiência como um problema. A falta de oportunidades para o perfil do candidato (66%) e os salários baixos (40%) foram os problemas mais relatados: “No Brasil, já vivemos dificuldade nas cidades, no transporte, nas casas. Elas nos fizeram estar adaptados para viver em um mundo que não é o ideal. Acessibilidade importa, mas nem sempre é disso que a pessoa com deficiência mais precisa”, disse ela à Folha.

Segundo Ignarra, empresas devem perceber que profissionais com deficiência podem se desenvolver na carreira, em vez de sempre ocupar vagas de salário baixo, reservadas apenas ao cumprimento das cotas.