sábado, 20 de maio de 2017

A APNEN realizou ontem a doação de uma Cadeira de Rodas


A APNEN realizou ontem a doação de uma Cadeira de Rodas em alumínio marca Otto Bock na cor Cinza a uma senhora moradora no Jardim Jequitibás, essa Cadeira de Rodas, não teve custo, a APNEN recebeu de doação da empresa TECITEX.

Parabenizamos todos os membros da diretoria por mais essa conquista.


Carlos Raugust

Fonte: APNEN NOVA ODESSA

Em bilhete, americana ameaça vizinha com deficiência que reclamou de vaga ocupada: “Vou te processar”

"Se você quer compaixão, procure um grupo de apoio a pessoas com uma perna!", diz mensagem deixada para Ashley Brady, que havia deixado outra carta se queixando de vaga para deficiente ocupada. Americana registrou queixa na polícia e compartilhou carta em rede social

foto Reproduao/ABC7
A americana Ashley Brady, que perdeu uma das pernas num acidente em 2014 (Foto: Reprodução / ABC 7)
A Americana Ashey Brady, que perdeu uma das pernas num acidente em 2014

A americana Ashley Brady, de 26 anos, perdeu a perna num acidente no ano passado. Aprender a andar novamente com uma prótese e a subir os três andares para chegar ao seu apartamento foi a parte mais fácil até agora, segundo ela.

“Eu enfrento um desafio todos os dias para atravessar a neve e o gelo no estacionamento do meu prédio, tentando me equilibrar com a prótese. Tenho certeza que muitos vizinhos já me viram fazendo essa travessia”, disse ela ao site da emissora ABC 7.

Ashley, então, pediu ao administrador do seu prédio em Miamisburg, no estado norte-americano de Ohio, para construir uma vaga para deficiente mais próxima do seu bloco de apartamentos, a fim de evitar as nevascas e um eventual acidente.

“A vaga finalmente ficou pronta na última quinta [12 de março], mas, quando cheguei em casa no sábado, tinha um carro estacionado”, disse. Frustrada, Ashley decidiu deixar uma nota perguntando se o dono do veículo não tinha visto que a vaga era reservada para deficientes.

“Estava confiante que minha vizinha me entenderia quando expliquei que ela não sabia o que era ter que andar por aí sem uma das pernas.” Para surpresa da americana, no entanto, no dia seguinte havia um bilhete em tom de ameaça em resposta, no seu carro.

                    foto Reprodução Facebook
                         A carta deixada por uma vizinha em resposta à reclamação de Ashley pela vaga ocupada: "Você mexeu com a pessoa errada!" (Foto: Reprodução / Facebook)
A carta deixada por uma vizinha em resposta a reclamação de Ashey pela vaga ocuada: Você mexeu com a pessoa errada

A nota dizia: “Olá, deficiente! Primeiro, nunca ponha suas mãos no meu carro de novo! Segundo, querida, você não é a única a saber o que é ‘desafio’. Se você quer compaixão, procure um grupo de apoio a pessoas com uma perna! Você mexeu com a pessoa errada!”

E continua: “Eu não me importo com o que seu bilhete dizia, mas se você tocar no meu carro de novo vou te processar, não estou brincando! Vou avisar à administração que se a chorona com uma perna tocar em minha propriedade de novo vai ter problema, então vá chorar suas dificuldades para alguém que se importe. Estou me lixando com minhas duas pernas! Vadia!”

Ashley disse ter lido a nota pelo menos umas cinco vezes por não conseguir processar o nível de agressividade de que foi vítima. “Se essa pessoa a conhecesse, nunca falaria com ela desse jeito porque ela é uma pessoa doce e educada”, disse Kaitlyn, irmã de Ashley, que resolveu postar a carta no Facebook na “esperança de conscientizar as pessoas sobre o preconceito de que pessoas com deficiência são vítimas no dia a dia”.

A foto foi compartilhada mais de 1 mil vezes na rede social em apenas dois dias. Ashley, que registrou queixa na polícia de Miamisburg, disse ter recebido muitas mensagens de outras pessoas com membros amputados relatando situações semelhantes.

“Ninguém consegue o que quer com maus tratos. Ela me mandou chorar para alguém que se importasse com minha situação, então fui para a internet e recebi apoio de milhares de pessoas”, disse a americana. A administração do prédio ainda não decidiu que ação tomar diante do incidente.

Estudante com doença crônica para em vaga preferencial e acha bilhete: “Ser gorda e feia não é deficiência”

Sarah Metcalfe, que sofre de fibromialgia, resolveu publicar o bilhete e uma resposta no seu perfil no Facebook; mensagem já foi compartilhada mais de 3 mil vezes


A estudante de doutorado Sarah Metcalfe, que sofre de fibromialgia, e o bilhete deixado no carro: "Ser gorda e feia não é deficiência. Estacione em outro lugar" (Foto: Reprodução / Facebook)
A estudante de doutorado Sarah metcalfe, que sofre de Fibromialgia, e o bilhete deixado no carro: "SER GORDA E FEIA NÃO É DEFICIÊNCIA. ESTACIONE EM OUTRO LUGAR" (foto reprodução / Facebook)

Uma estudante do doutorado na Universidade de York, na Inglaterra, tomou um susto ao retornar ao carro que havia estacionado numa vaga preferencial. Preso ao para-brisa, Sarah Metcalfe encontrou um bilhete que dizia: “Ser gorda e feia não é deficiência. Estacione em outro lugar.”

Sarah, que tem 35 anos e sofre de fibromialgia, doença crônica que provoca dores difusas pelo corpo, fadiga e rigidez muscular, resolveu, então, publicar o bilhete no seu perfil no Facebook, junto a uma carta aberta à pessoa que deixou o bilhete.

“Querido cliente da loja Tesco de York que estava no estacionamento aproximadamente às 18h do dia 30 de abril de 2015 e decidiu deixar esse bilhete super ofensivo em meu carro”, escreveu a estudante, que estava com o filho de 13 anos quando encontrou a nota no estacionamento da loja, segundo o diário inglês Metro.

No texto, Sarah explica que, apesar de não parecer doente –“na verdade eu prefiro sorrir a chorar”- ela sofre de uma doença crônica que provoca dor e fadiga por todo corpo e cita uma lista de sintomas, que incluem maior sensibilidade à dor, dificuldade de dormir até ansiedade e depressão.

Em seguida, a doutoranda diz que apesar de trabalhar muito, nunca tirar licenças por conta da doença e enm ter usado os benefícios de aposentadoria para pessoas com deficiência, ela tinha tido “um dia especialmente ruim e com muitas dores”.

“Por favor não seja tão rápido em julgar as aparências. Temo que um dia você possa dizer o mesmo para outra pessoa que pode estar realmente mal e isso ser a gota d’água. Por sorte, sou bem resolvida e sei que as aparências podem ser enganosas para pessoas que não sabem essas coisas. Mas só queria dizer que, se você estiver lendo isso, é melhor ser gentil do que odiar –sinceramente, você nunca sabe que tipo de dia a outra pessoa teve e quais serão as consequências dos seus atos. Obrigado”, escreveu a inglesa.

Publicada no mesmo dia em que encontrou o bilhete, a “carta aberta” de Sarah recebeu centenas de comentários e foi compartilhada mais de 3 mil vezes na rede social. A estudante espera que o post tenha chegado ao destinatário e que a repercussão ajude outras pessoas a entenderem que nem todas as deficiências são visíveis.

“Eu já sofri com distúrbios alimentares e baixa autoestima no passado e esse bilhete poderia realmente ter me levado ao limite, por isso me senti tão mal e decidi espalhar um pouco de consciência sobre isso”, disse ela ao Metro.

“Fui violentada na infância por quem mais deveria me proteger, meu pai”, relata vítima de abuso sexual

Neste 18 de Maio Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, os números comprovam a necessidade de uma mudança urgente: no último ano foram mais de 37 mil denúncias. Para jogar luz sobre o assunto, leitoras falam das cicatrizes que ainda carregam depois de anos

(Foto: Thinkstock)
No último ano, 37 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes foram denunciados por meio do Disque-100 (Foto: Thinkstock)
No último ano, 37 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes foram denunciados por meio do Disque-100

Quando o assunto é violência sexual contra crianças e adolescentes, o cenário brasileiro é bárbaro e exige mudanças. Entre 2015 e 2016, mais de 37 mil casos foram denunciados por meio do Disque-100, segundo dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Considerando que nem todos os episódios chegam de fato ao conhecimento das autoridades, já que muitas vezes o autor da violência faz parte da família da vítima, os números podem ser ainda maiores.

A esperança de que seja apenas um caso isolado, agravada pela naturalização da violência nas relações familiares, torna esta realidade, que perpassa questões raciais e de classe, ainda mais brutal. Por isso, neste Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Marie Claire ouviu relatos de leitoras que já foram violentadas na infância e, anos depois, ainda vivem à sombra de um abuso que deixa marcas profundas. Cabe à sociedade a responsabilidade de se sensibilizar e contribuir para o combate.

“Aos 5 anos, me tornei vítima do meu avô materno. Os abusos aconteciam dentro de casa, enquanto minha avó estava envolvida com os afazeres domésticos. Ele me acariciava e me fazia tocar suas partes íntimas. Com medo de ser descoberta e culpada por aquilo, atendia aos seus pedidos. Ele nem se envergonhava. Como defesa, me fazia acreditar que aquilo era um carinho normal. Foram quatro anos de abusos, que me transformaram em uma adolescente promíscua. Entrei em depressão, tentei me matar diversas vezes. Por muitos anos, culpei a minha avó por não ter percebido nada. ‘Por que não me protegeu?’, eu me perguntava. Mas no fundo, a culpa era de uma só pessoa: dele. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, era muito pequena e cheguei a pensar que era responsável por aquela violência. Vivo à sombra deste fantasma até hoje. Só consegui me abrir sobre o assunto com a minha irmã, que suspeita ter passado por algo parecido, mas não se recorda com exatidão, e com o meu pai em seu leito de morte. Para poupar minha mãe, nunca contei nada a ela. Hoje, tenho 40 anos e ainda choro toda vez que lembro de tudo. Me arrependo de não ter gritado.” – PM

“Fui violentada na infância por quem mais deveria me proteger, meu pai. Sinto um misto de nojo e vergonha até hoje ao lembrar. Assim que minha mãe saia para trabalhar, ele me chamava para a cama dele, onde me alisava e me obrigava a acariciá-lo. De meu herói, ele se transformou em meu pior pesadelo. Anos depois, virei vítima do meu tio, irmão dele. Sofro até hoje com essas lembranças. Nunca senti prazer em nenhum relacionamento. A violência me travou. Levo uma vida cheia de angústia, que vou carregar pra sempre comigo.” – JG

“Fui abusada diversas vezes quando criança e por pior que seja dizer isso, comecei a achar que se tratava de algo natural. Cheguei a pensar que era uma maneira de me tornar mulher. O abuso que mais me marcou aconteceu aos 9 anos. Meu vizinho me violentou. Ele tinha dois filhos, com quem eu e minha irmã adorávamos brincar. Mas toda vez que íamos à casa dele, ele deixava os três assistindo filme e dizia que comigo ia ser mais especial. Me levava para outro quarto, me mostrava revistas masculinas e me forçava a masturbá-lo. Minha vontade era de fugir, mas o medo de alguém descobrir algo me impedia. Só me dei conta de tudo o que passei aos 20 anos. Hoje, aos 30, sinto náusea só de lembrar. Essa situação toda fez despertar muito cedo o meu desejo sexual, assim como me tornou uma pessoa muito desconfiada. Quando adulta procurei tratamento psicológico para me livrar dessa angústia. Sempre achei que era eu quem tinha feito algo errado.” – FV

“Eu tinha 8 anos e estudava em uma escola particular, que havia contratado há pouco um novo funcionário. Ele era simpático e querido por todos. Até que um dia, por conta do trânsito, meus pais demoraram a me buscar. Fiquei sob os cuidados dele até que pudesse ir embora. O prédio passava por uma reforma e ele imediatamente me convidou para conferir como é que estava ficando o novo terraço. Inocente, eu fui. Assim que chegamos, ele começou a me encher de elogios, que logo se transformaram em carícias. Travei. Não sabia lidar com o que estava acontecendo, não tinha nem noção do que era aquilo. Quando ele colocou a minha mão nas partes íntimas dele, pedi para que parasse. Ele aceitou, mas me pediu segredo. ‘Suas amigas vão achar que eu gosto mais de você do que delas’, chegou a dizer. Fingi esquecer o que houve, ele também nunca mais tocou no assunto e nem tentou novamente. Reprimi essa memória durante anos. Hoje, 15 anos depois, me arrependo amargamente de não ter contado a ninguém.” - PL

A exploração sexual de menores torna o combate ainda mais necessário. Comandado por Luciana Temer, o Instituto Liberta, desde janeiro se dedica a lutar por essa causa. Segundo ela, o objetivo principal da instituição é "mudar a mentalidade do brasileiro em relação à prostituição infantil". "Acabei de voltar do Pará, onde fui investigar a situação da exploração de crianças em balsas nos rios. A denúncia é a de que os próprios pais as entregam aos barqueiros que, durante a noite, as estupram e depois entregam 'a conta' para o pai, que cobra pelo serviço", contou em  entrevista à Marie Claire.

Mãe de menino com Down acredita que filho fotografou o “anjo da guarda” de dentro do avião

A imagem divulgada pela norte-americana Kerri Liles mostra uma junção de nuvens que se parece com uma pessoa de braços abertos

(Foto: Aasher Liles)
Foto tirada por Aasher Liles (Foto: Aasher Liles)
Foto tirada por Aasher Liles

A norte-americana Kerri Liles acredita que o filho Aasher Liles, de 7 anos, fotografou seu “anjo da guarda” de dentro do avião. Na imagem clicada durante um voo de Washington para o Texas e divulgada pelo jornal Metro, uma junção de nuvens faz referência a uma pessoa de braços abertos.

O menino que tem Síndrome de Down e ainda não fala, usa com frequência o telefone da mãe para fazer fotos. “Depois de fazer uma série de fotos, peguei o aparelho de volta e comecei a deletar algumas delas porque a memória já estava cheia. E surpreendentemente me deparei com essa imagem em meio a tantas outras de nuvens e da asa do avião.”

Em entrevista a um canal de notícias local, a mãe disse acreditar também que Aasher tenha um sexto sentido apurado. “Ter Síndrome de Down não é ruim ou assustador, é apenas um caminho diferente do que havíamos planejado. Nós realmente ganhamos na loteria”, contou ao Chron.com.

(Foto: Arquivo pessoal)
Aasher Liles, de 7 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Aasher Liles, de 7 anos


Pesquisa: motoristas não respeitam vagas especiais

Por Vinícius Agostini

Vinícius Agostini/ AAN
O Correio flagrou vários veículos sem a identificação estacionados em vagas reservadas: muitos alegam que ficarão pouco tempo no local
O Correio flagrou vários veículos sem a identificação estacionados em vagas reservadas: muitos alegam que ficarão pouco tempo no local

"Foi só um minutinho", "não vi a sinalização". Se idosos e pessoas com dificuldades de locomoção pudessem fazer um desejo, certamente seria não mais ouvir desculpas de motoristas que desrespeitam as vagas especiais em estacionamentos.

A reportagem do Correio percorreu shoppings, bancos, supermercados e restaurantes e constatou que 62% dos motoristas não respeitam as vagas exclusivas. Algumas farmácias não seguem a lei e sequer reservam uma vaga.

No total de 151 vagas especiais pesquisadas pela reportagem, mais da metade dos veículos (94) não possuía a credencial fornecida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que dá ao idoso ou portador de necessidades especiais o direito de estacionar no local indicado.

O valor da multa para quem estaciona na vaga prioritária sem ter a credencial chega a R$ 127,69 e o motorista é penalizado com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Mas isso não chega a coibir o desrespeito, observado nos locais pesquisados pela equipe.

O maior número de carros estacionados irregularmente foi em um shopping de Campinas. No centro de compras, por exemplo, de 35 veículos estacionados em locais reservados, apenas 13 traziam no para-brisa a credencial da Emdec. Dessa forma, 22 pessoas, entre idosos e deficientes físicos, teriam sido prejudicados.

Ludovico Gonçalves, de 68 anos, diz que já encontrou barreiras para estacionar em farmácias. "Tem farmácia que nem vaga exclusiva tem". E o que ele diz é mais comum do que se imagina. A reportagem constatou que duas farmácias pesquisadas em Campinas sequer tinham uma vaga reservada.

Na Vila Industrial, uma drogaria tem seis vagas, mas nenhuma reservada. Já no bairro Jardim Londres, outra farmácia conta com três vagas, no entanto, sem preferenciais. Os funcionários não quiseram se pronunciar. Em ambos os casos, o responsável pelo estabelecimento não estava no local.

A aposentada Márcia Possebon, de 77 anos, que estava com a credencial e estacionou o veículo de forma correta em um shopping, relaciona a lei com a falta de sensibilidade dos motoristas. "É preciso respeitar a lei já que os idosos não têm o mesmo vigor físico dos mais novos".

Além de idosos, pessoas com deficiência física enfrentam os mesmos entraves, embora com um agravante: a capacidade motora é, muitas vezes, mais restrita.
Vinícius Garcia, que é tetraplégico, confessa que evita sair de casa com o carro. 

"De uma maneira geral é difícil encontrar vagas, mas aos fins de semana a tarefa fica mais complicada".

Ida Palermo, de 55 anos, que tem problema de mobilidade, diz que fica triste por ver o desrespeito com o próximo. "Muita gente diz 'é só um minutinho'. Mas por que o minuto dessa pessoa é mais importante que o meu?", opina. "Falta a consciência cidadã de solidariedade com o próximo".

O professor e sociólogo Ricardo Antunes analisa que a concepção de que as pessoas com necessidades especiais devem ser tratadas com dignidade não é parte da história da sociedade brasileira. "A vida social é formada por diferenças. Durante anos nossa sociedade trata as pessoas com problemas de mobilidade com sentimento de 'pena' e, ao fazer isso, há uma discriminação com esse cidadão", pondera.

Na opinião de Antunes, faltam noções elementares de cidadania, solidariedade e compreensão por parte da população. "Isso acontece especialmente nas camadas da classe média e dominante, que se autointitulam privilegiados. O fato é que estamos em um padrão muito inferior ao dos países europeus", conclui.

PROJETO DE LEI SANCIONADO
O projeto de lei do vereador José Carlos Silva (PSB), que endurece a fiscalização das vagas prioritárias de estacionamento em estabelecimentos privados, foi sancionada pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), segundo informou a assessoria de imprensa da Prefeitura nesta sexta-feira (8). No entanto, a assessoria explica que, por se tratar de um assunto complexo, está sendo preparado um decreto que irá regulamentar a lei.

A assessoria afirma que todas as secretarias envolvidas, bem como a Emdec, darão parecer para que a lei seja regulamentada. Ainda não há prazo para que isso aconteça.

O projeto de lei indica que estabelecimentos terão que afixar placas ou cartazes na entrada dos estacionamentos, informando sobre as sanções para quem utilizar indevidamente as vagas destinadas a deficientes ou idosos. Os comerciantes poderão firmar convênio com a Emdec para fiscalizar o uso das vagas.

Fonte: correio.rac.com.br

'O SARAH É UM MONUMENTO DA SAÚDE BRASILEIRA', DIZ FERNANDA MONTENEGRO


Fernanda Montenegro proporcionou um momento memorável da história de Brasília com a apresentação do espetáculo Nelson por ele mesmo, encenado especialmente para os pacientes do Hospital Sarah em Brasília. Onde quer que esteja, Nelson deve ter chorado lágrimas de esguicho. Antes de iniciar a peça, Fernanda evocou e invocou comovidamente as figuras do marido, Fernando Torres, e do amigo Nelson Rodrigues.

Torres recebeu tratamento digno no Sarah, que lhe permitiu viver mais seis anos. Nelson foi um grande amigo de aventuras teatrais. Durante mais de um ano, ela ligava para o dramaturgo para cobrar duas peças encomendadas: Toda nudez será castigada e A serpente. Do outro lado da linha, com o maior descaro, Nelson respondia para aquela a quem chamava de “musa sereníssima”: “Nelson não está. Aqui quem está falando é o Nestor”. Fernanda não se intimidava com a desfaçatez do amigo e insistia: “Olha, Nestor, por favor, dê o recado ao Nelson de que estou esperando as peças que encomendei a ele”. E o Nestor devolvia, cínico: “Sim, pode ficar tranquila que darei o recado ao Nelson”.

E, realmente, em um momento de tanta desesperança, o espetáculo propiciou o encontro simbólico da inteligência brasileira em um monumento da saúde pública do Brasil, construído com o talento do arquiteto Lelé Filgueiras, do artista plástico Athos Bulcão e do paisagista Burle Marx. A própria existência do teatro, no coração do hospital, já é um sinal de saúde. Ao lado, o jardim da Floresta Amazônica.

Foi uma encenação especial, por todas as circunstâncias, pois Fernanda apresentou o espetáculo numa instituição de saúde de excelência em um país no qual a saúde pública tornou-se um pesadelo: “O Sarah é um monumento da saúde brasileira. Aqui, o meu marido, Fernando Torres, encenou uma peça com a participação de funcionários do Sarah. O Sarah estendeu a vida do meu marido. A minha família é muito agradecida. Por isso, gostaria de oferecer esse espetáculo aos pacientes do hospital”.

Fernanda acaba de assumir o cargo de presidente do Conselho do Hospital Sarah. A plateia dos pacientes assistiu, com a respiração tensa, a encenação de Fernanda Montenegro, sentada em uma mesa. Em sua voz, as palavras contundentes de Nelson se transformam em uma música dilacerada, mas serena.

São inúmeras as definições geniais que nascem de uma coragem desassombrada de encarar a vida como ela é e dizer o que pensa. Quando saiu do Recife para o Rio de Janeiro, a família de Nelson foi acolhida pelo poeta Olegário Mariano. Muitos anos depois, Nelson escreveria a peça Álbum de família. Uma comissão de intelectuais foi designada para avaliá-la. Olegario Mariano optou pela censura e Nelson trocou desaforos e impropérios com ele.

A peça reconstitui um acontecimento crucial para a vida e a obra do dramaturgo: a morte do irmão Roberto, talentoso desenhista, assassinado por uma mulher na redação do jornal do pai de Nelson, Mario Rodrigues. Nelson ficou impressionado com a calma da mulher diante da atrocidade do crime que cometera: “Vim para matar Mario Rodrigues ou algum dos seus filhos”. Nelson diria em suas memórias implacáveis: “A bala que matou Roberto foi também a bala que matou Mario Rodrigues de desgosto um mês depois do crime”.

Reflexão
Em face da pressão da opinião pública, a autora do assassinato foi absolvida e Nelson fez uma reflexão de enorme atualidade sobre a ausência de razoabilidade e de lucidez das massas para avaliar questões relevantes: “Toda unanimidade é burra. A partir dali, cheguei à conclusão de que a opinião pública é uma doente mental. Tive o desejo de me esconder em uma ilha deserta onde só ouvisse o grito das gaivotas”.

A vida de Nelson é uma sucessão de tragédias, que enfrentou com extraordinária coragem. Sofreu com uma tuberculose, doença quase fatal, nos anos 1940, e foi internado em Campos do Jordão (SP): “Todos os otimistas morriam. Foi neste momento que me tornei pessimista e me salvei”. Aos 51 anos, teve uma filha cega. Atacou as esquerdas, mas o filho Nelsinho Rodrigues se tornou militante da guerrilha e foi torturado — só aceitava a liberdade se todos os amigos presos fossem soltos.

A peça é muito esclarecedora em relação à imagem de Nelson, acusado de ser reacionário e de propagar ideias imoralistas. O dramaturgo revela que, pelo contrário, ele é um moralista: “Não sou de direita e nem de esquerda”. É um novo Nelson Rodrigues que emerge da voz de Fernanda Montenegro nos convidando à grandeza neste momento de tantas baixezas. “Eu tive a coragem de viver, com toda a intensidade, o máximo de Nelson Rodrigues”, afirma a atriz, ressoando Nelson.


Entrevista // Fernanda Montenegro

Como foi a relação da senhora com Nelson Rodrigues?
A relação com o Nelson vem dos tempos em que fundamos uma companhia de teatro, sob a direção de Gianni Ratto. Ele achava que os autores brasileiros precisavam ter mais espaço na programação das peças. Fui encarregada de falar com o Nelson e encomendar duas peças para ele. Eu assistia a quase todas as peças dele. Depois de muita insistência de minha parte, Nelson entregou dois textos: Toda nudez será castigada e A serpente, que não cheguei a fazer, mas que são muito encenados. Acho que ele é muito importante, porque fala da loucura do Brasil.

Encenar Nelson Rodrigues por ele mesmo no Hospital Sarah tem um simbolismo de celebrar o Brasil que dá certo?
Claro, desde que a gente não destrua o Brasil que dá certo. O problema são as obstruções. O risco são os ciclos que se sucedem, e o melhor geralmete é cortado e o pior continua crescendo e se avolumando.

Como foi a relação do seu marido Fernando Torres com o Sarah?
Nossa família será eternamente grata ao Sarah, pois o atendimento que ele recebeu aqui estendeu a vida dele por mais seis anos. Ele montou uma peça com a participação de funcionários do Sarah. Por isso, foi uma emoção muito grande apresentar a peça do Nelson no palco do teatro do hospital para os pacientes.

O Hospital Sarah é um exemplo de investimento público bem-sucedido?
Sim, temos tanto dinheiro público mal-empregado. Então, vamos louvar quando é bem empregado. Criamos uma presença aqui e lá no Rio também. No Rio, sempre que vejo alguém na rua, com uma cadeira de rodas ou em qualquer situação semelhante, eu digo: vá ao Sarah, pois pode ser melhor atendido. É um serviço socializado. As pessoas falam do que é a surpresa de um atendimento dessa qualidade.

O que fazemos para proteger essas instituições que são como todas deveriam ser?
Esses atendimentos têm de se perpetuar. Deram certo. Não estou acenando que isso vá ocorrer. Noto apenas que o Brasil tem o hábito de destruir o que dá certo. Deus proteja isso aqui e nos proteja. Se você sair do país, dificilmente vai encontrar um atendimento melhor.

Sal causa danos ao organismo muito antes do que se pensava, revela estudo

Pesquisa feita com adolescentes detecta o endurecimento arterial entre os que consomem a substância em quantidades acima do recomendado



O sal é um dos vilões mais conhecidos quando se fala em problemas no coração. Cientistas americanos reforçaram essa fama ao mostrar que os males causados pelo sódio ao organismo podem ocorrer mais cedo do que se imaginava.Os investigadores analisaram um grupo de adolescentes e viram que o consumo excessivo da substância provocou rigidez nas artérias dos jovens, problema que pode desencadear enfermidades mais graves, como ataque cardíaco e derrame. Os autores do estudo, apresentado no Encontro da Sociedade Acadêmica Pediátrica de 2017, nos Estados Unidos, sustentam que os achados corroboram a necessidade da redução do consumo do alimento desde a infância.

Os investigadores foram motivados a realizar a pesquisa após observar um aumento no número de crianças e adolescentes que sofrem com obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Os cientistas resolveram fazer uma análise ampla e observar se o excesso de sal na dieta dos jovens poderia contribuir para o surgimento de problemas cardíacos. Os pesquisadores recrutaram 775 adolescentes em um hospital infantil do estado de Ohio, nos Estados Unidos.

A quantidade de sódio consumida pelos participantes foi medida por meio de registros dos próprios voluntários, durante três dias. Com a ajuda de monitores colocados na pele dos jovens - próximos a artérias localizadas no braço, pescoço e virilha -, duas medidas importantes no sistema cardíaco foram analisadas: a elasticidade da artéria braquial (localizada na parte superior do braço) e a onda de pulso (velocidade com que o sangue percorre entre a artéria carótida, no pescoço, e a artéria femoral, na virilha).

Os resultados mostraram que um maior consumo diário de sódio foi associado a uma menor elasticidade da artéria braquial e maior onda de pulso. “Juntas, essas duas leituras indicaram níveis mais altos de rigidez nas duas artérias periféricas, que ficam nas extremidades do corpo, e também nas artérias centrais”, explicou, em um comunicado, Elaine Urbina, diretora do Departamento de Cardiologia Preventiva no Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

De acordo com os cientistas, a rigidez das artérias, provocada pelo consumo excessivo de sal pelos adolescentes, reforça ainda mais a necessidade de redução da quantidade de sódio ingerida pelos jovens, já que essa alteração pode provocar a aterosclerose, problema que pode desencadear complicações ainda mais graves. “Sabemos que adolescentes e adultos jovens têm ingerido mais que a quantidade recomendada de sal em suas dietas. Nosso estudo sugere que isso pode gerar mudanças no corpo, e provocar riscos maiores de ataque cardíaco e derrame”, ressaltou Urbina.

Roberto Cândia, cardiologista do laboratório Exame, em Brasília, detalha por quê a rigidez das artérias é tão prejudicial ao coração. “O endurecimento dos vasos sanguíneos prejudica a circulação do sangue e também impede que substâncias liberadas pelo corpo, com a função de ajudar a dilatar os vasos sanguíneos, possam agir. Isso faz com que a pressão arterial aumente, dessa forma, a hipertensão e o infarto podem ocorrer. Essa relação já foi vista em pacientes diabéticos, e, agora, com esse estudo, constatamos que os jovens também podem sofrer desse mal. Isso mostra que futuramente eles podem se tornar cardiopatas”, destacou o especialista, que não participou do estudo.

Atenção à alimentação
Maria de Fátima Leite, membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acredita que a pesquisa americana reforça a necessidade de atenção à alimentação dos jovens, um assunto que vem sendo abordado por especialistas da área. “É um alerta mais que necessário porque o número de jovens que sofre com obesidade vem aumentando consideravelmente. Eles não estão apenas acima do peso. Eles precisam de tratamento, e isso é bastante preocupante. Com essa pesquisa, conseguimos ver como a ingestão de sal em excesso pode provocar o envelhecimento das artérias precocemente, um problema que muitos acreditam surgir apenas na meia-idade”, ressaltou a especialista.

Hábitos
Ela ressalta que os hábitos de alimentação das crianças precisam ser monitorados com cuidado pelos pais. “No caso da cidade onde vivo, no Rio de Janeiro, tenho visto que as crianças brincam menos na rua, não fazem atividades físicas. Isso, somado a uma alimentação ruim, muitas vezes baseada em produtos industrializados, com alta quantidade de sódio, se torna uma bomba-relógio. É importante trocar essas refeições por alimentos de qualidade, diminuir o consumo de junk food e estimular a realização de exercícios que ajudem a prevenir um problema cardíaco precoce”, ressaltou a especialista.

Os autores do estudo darão continuidade à pesquisa. Eles pretendem se aprofundar no tema, e encontrar mais detalhes relacionados à saúde cardíaca de crianças e adolescentes. Cândia aposta que a continuação do estudo, com avaliação de um grupo maior de pessoas, poderá trazer dados ainda mais relevantes. “Seria interessante observar mais jovens e também verificar se essa rigidez ocorre com mais frequência em alguma raça específica, se é algo mais comum em pessoas brancas, por exemplo”, ressaltou a especialista.

Jovem diz que quase ficou cega após ter alergia a cosmético

Especialistas comentam os perigos de reações alérgicas a produtos de beleza

GABRIELA MARÇAL - O ESTADO DE S. PAULO

Imagem publicada por Tylah Jae Durie após tratar a alergia
Imagem publicada por Tylah Jae Durie após tratar a alergia Foto: Reprodução/ Facebook Tylah Jae Durie

O post de Tylah Jae Durie está viralizando nas redes sociais desde 22 de janeiro, quando a jovem publicou no Facebook imagens fortes e um relato sobre uma reação alérgica que teve ao pintar a sobrancelha e os cílios; ela afirmou que sentiu muitas dores e quase ficou cega. A publicação já tem mais de 4,3 mil comentários e tem causado preocupação nas pessoas em relação ao uso de cosméticos.

Especialistas consultados pelo ‘Estadão’ afirmaram que os sintomas que aparecem nas imagens, realmente, podem ter sido causados por uma alergia à Paraphenylenediamine (PPD), conforme Tylah compartilhou na rede social. Essa substância pode ser encontrada em cosméticos, como tinturas para cabelo, produtos de limpeza, plásticos, fotocópias etc.

Esta publicação do Facebook não está mais disponível. Ela pode ter sido removida ou as configurações de privacidade da publicação podem ter sido alteradas.

Entretanto, a dermatologista Michele Haikal ressalta que reações alérgicas graves como essa também podem ocorrer a após contato com outros alérgenos como camarão, anestesia, iodo, formol e esmalte para unhas. “Reações alérgicas que causam edema de Quincke, esse inchaço nas pálpebras, podem levar à morte rapidamente, pois também podem provocar choque anafilático, quando popularmente falamos que fecha a garganta. É uma situação rara, mas é bastante grave”, explica Haikal. O edema de Quincke provoca inchaço nos olhos mesmo quando o elemento causador da alergia não entrou em contato com os olhos.

“Eu cometi um erro e estou tentando proteger os outros. [...] Estou tomando um monte de remédio para me curar e nunca desejaria esta dor para ninguém. Então, por favor façam o teste patch”, escreve a Tylah. O dermatologista Daniel Dziabas confirma que o exame mencionado pela jovem pode evitar alergias como a dermatite, pois avalia a reação da pele por 48 e até 72 horas após contato com as substâncias. “É um exagero que todas as pessoas façam. Eu indico para quem já suspeita de alguma alergia, para pessoas que são alérgicas a esmalte, por exemplo”, diz Daniel.

O oftalmologista Renato Neves, presidente da Sociedade Brasileira do Ceratocone, afirma que pessoas que têm quadros alérgicos como rinite, bronquite e alergias na pele devem ter cuidado redobrado com produtos que podem entrar em contato com os olhos. Uma dica do médico é não usar produtos que contém solventes e dar preferência para itens hipoalergênicos e de base aquosa.

Chloé Gaya, que dá curso de maquiagem para pessoas cegas, conta truque para colocar cílios postiços

Maquiadora está à frente das aulas que ensinam mulheres com deficiência visual a se maquiar sozinhas

POR GABRIELA MARÇAL

Chloé Gaya é maquiadora consultora de imagem da rede de salões de beleza Jacques Janine Foto: JF Diorio/ Estadão
Chloé Gaya é maquiadora consultora de imagem da rede de salões de beleza Jacques Janine Foto: JF Diorio/ Estadão

Colocar cílios postiços é um dos temas das aulas de Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem da rede de salões de beleza Jacques Janine, no curso de automaquiagem para pessoas com deficiência visual da instituição Laramara, em São Paulo. Com didática e paciência a profissional de beleza consegue ensinar qualquer um a aplicar o acessório e essa tarefa não é fácil até mesmo para quem já tem alguma desenvoltura com maquiagem.

A maquiadora explica que o primeiro passo importante para não errar é medir os cílios e, caso sejam maiores que os seus olhos é necessário cortar um pequeno pedaço do final. Normalmente, os cílios fakes costumam ser maiores do que os olhos.

Depois aplique a cola em toda a raiz dos postiços, mas atenção para não exagerar. Aqui o mais é ruim mesmo, porque pode escorrer e borrar a maquiagem.

“O truque é esperar alguns segundos para a cola secar um pouco e, só depois, aplicá-los bem rente à raiz dos fios naturais. Dê leves pressionadas para garantir a melhor fixação. Evite movimentar a pálpebra até a secagem completa. E pronto”, diz Chloé.

3ª edição do curso de automaquiagem para mulheres cegas e com baixa visão

O curso começou em três de maio e vai até 31 de maio na sede da Laramara, na Barra Funda, em São Paulo. Durante as aulas, as alunas aprendem como preparar a pele, combinar cores e os desejados truques sobre como delinear os olhos.

O projeto é uma iniciativa da Laramara e Jacques Janine; tem patrocínio da Vult Cosméticos e o apoio da KISS New York.

Se você tem interesse no curso, pode entrar em contato com a Laramara pelo telefone (11) 3660-6412.

Falta de sintonia entre secretarias reduz acessibilidade na Virada Cultural de São Paulo

Pastas da Cultura e da Pessoa com Deficiência não chegaram a um entendimento sobre os recursos para o evento deste fim de semana, limitados a três atrações. Edições anteriores tiveram oferta muito maior de apresentações acessíveis. Além disso, estrutura montada pela SPTrans para "facilitar o deslocamento do público" não menciona veículos acessíveis nem faz referência a esquemas específicos para pessoas com deficiência.

Luiz Alexandre Souza Ventura

13ª edição da Virada Cultural ocupa vários espaços da capital paulista a partir das 18h deste sábado, 20, até 18h de domingo, 21. Imagem: Reprodução13ª edição da Virada Cultural ocupa vários espaços da capital paulista a partir das 18h deste sábado, 20, até 18h de domingo, 21. Imagem: Reprodução

A falta de sintonia entre a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) resultou em uma decepcionante redução nos recursos de acessibilidade da primeira Virada Cultural da gestão João Doria na cidade de São Paulo. A 13ª edição do evento ocupa vários espaços da capital paulista a partir das 18h deste sábado, 20, até 18h de domingo, 21.

Ao contrário das anteriores, quando atrações de todos os tipos tiveram intérpretes da Língua Brasileira de Sinais e até audiodescrição, na edição deste ano somente três apresentações são acessíveis.
Estão previstas traduções para Libras no show de comédia ‘Roupa Suja Se Lava No Palco’, no sábado, 20, a partir das 20h, com os atores Micheli Machado e Robson Nunes, e na apresentação de MC Guto Andrade / Criss Paiva + Davi Monsour (Stand UP), também no sábado, a partir das 21h, ambos no tablado Risadaria, montado na José Bonifácio, nº 160.
E no domingo, 21, a partir das 13h, no Vale do Anhangabaú, no musical ‘60! Década de Arromba’, com a cantora Wanderléa, também terá tradução para Libras.
Show de comédia 'Roupa Suja Se Lava No Palco' com os atores Micheli Machado e Robson Nunes terá tradução para Libras. Imagem: ReproduçãoShow de comédia ‘Roupa Suja Se Lava No Palco’ com os atores Micheli Machado e Robson Nunes terá tradução para Libras. Imagem: Reprodução
Nenhuma outra atração foi contemplada com recursos acessíveis porque não houve acordo da pasta de Cultura, comandada por André Sturm e responsável pela organização do evento, com a SMPED, liderada por Cid Torquato.
“Somos uma secretaria meio, atuamos para que a lei seja respeitada e todos os eventos culturais da cidade sejam acessíveis, mas não houve entendimento com a Cultura”, informou ao #blogVencerLimites a SMPED, que tem como principal função a articulação com as outras secretarias para que essas cumpram, em suas específicas áreas, as políticas e ações voltadas às pessoas com deficiência.
Resposta – Procurada para esclarecer a situação, a secretaria de Cultura não se pronunciou sobre a falta de entendimento mencionada pela SMPED. Em nota, a SMC afirma que a acessibilidade está contemplada nesta 13ª Virada Cultural.
“Equipamentos públicos como centros culturais, casas de cultura e teatros, todos com acessibilidade total, recebem programação”, ressalta a secretaria. “Os palcos e tablados também possuem acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. E 10% dos banheiros químicos do evento atendem a este público”, destaca a pasta
“A contratação do serviço de tradução em Libras neste ano, assim como no ano passado, é feita pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência”, conclui a nota da SMC.
Além disso, no esquema especial montado pela SPTrans, e divulgado no site da Virada Cultural (clique aqui), com alteração no trajeto de 64 linhas “para facilitar o deslocamento do público e garantir fluidez ao transporte coletivo” não há qualquer menção a veículos acessíveis e muito menos alguma referência a estruturas específicas para pessoas com deficiência.

Cid Torquato é secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Imagem: ReproduçãoCid Torquato é secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Imagem: Reprodução

Prioridades – Em entrevista ao #blogVencerLimites no ano passado, Cid Torquato disse, logo após ser anunciado por João Doria como secretário da pessoa com deficiência, que a prioridade máxima da pasta seria a situação das populações mais carentes. “As pessoas com deficiência que vivem nessa realidade são muito vulneráveis”, afirmou Torquato.
“Apesar dos avanços, principalmente nos últimos dez anos, essas pessoas ainda não têm acesso aos serviços públicos, municipais, estaduais e federais. É necessário uma atenção especial a esse assunto, para fazer com que essas pessoas tenham acesso aos serviços básicos, para que consigam exercer seus direitos fundamentais. Precisamos fazer com que as políticas publicas existentes cheguem a essas pessoas”, ressaltou o secretário.
Calçadas – Na entrevista, Cid Torquato afirmou que a oferta de calçadas adequadas e acessíveis em toda a cidade de São Paulo seria uma prioridade da gestão Dória.
“Ainda há quem entenda a acessibilidade como um conceito válido apenas para pessoas com deficiência, mas todos precisam de algum tipo recurso acessível. Eu sempre digo que até as escadas são recursos de acessibilidade, para quem consegue usar essas escadas, porque, sem elas, chegar a todos os andares de um prédio seria possível somente por elevador”, exemplificou. “Mas é fato que precisamos ter disponíveis todos os recursos de acessibilidade possíveis em todos os locais”, ressaltou.
“A questão das calçadas virou um problema de saúde pública. O SUS (Sistema Único de Saúde) gasta atualmente, em todo o Brasil, mais de R$ 3 bilhões no tratamento de pessoas que sofreram acidentes em calçadas. É dinheiro que poderia ser gastos em ações muito mais importantes. Por isso, precisamos melhorar a mobilidade, os espaços de circulação, a ‘cara’ da cidade, para aprimorar a qualidade de vida dos cidadãos”, disse.
Serviços públicos – A falta de acessibilidade, na avaliação de Cid Torquato, é o maior impedimento para o exercício de direitos. E essa dificuldade, diz o secretário, não está restrita ao acesso físico, arquitetônico, abrange também a acessibilidade comunicacional, e até mesmo atitudinal.
“Fazendo uma avaliação geral sobre a situação da pessoa com deficiência, quando ela consegue sair de casa, não consegue se locomover na rua; quando se movimenta na rua, não consegue usar o transporte público; quando usa o transporte e chega um determinado local, não consegue entrar nesse lugar; e quando entra – especialmente pessoas cegas, surdas e com deficiência intelectual -, muitas vezes não há acessibilidade comunicacional, e a pessoa não é incluída, não entende o que está acontecendo naquele momento”, avaliou Torquato.
Atitude – Quando uma pessoa com deficiência chega a um local, seja público ou particular, em uma loja, uma repartição pública, em um banco, ele tem de ser atendida com decência, defende Cid Torquato.
“Esse estranhamento que ainda existe sobre pessoas com deficiência faz com que muita gente não saiba lidar com essa pessoa. Isso é causado por essa ignorância, essa falta de conhecimento, e também pelo preconceito. Precisamos quebrar essa barreira para que o tratamento dado às pessoas com deficiência, de forma geral, seja apropriado. É um conjunto de ações”, concluiu o secretário.

Paratletas brasileiros conquistam sete medalhas em competição de judô na Itália.

do BOL, em São Paulo

Coord. Reg. Ensino de Samambaia (DF)
Janaína (esq.) e Ingrid (dir.) foram as primeiras representantes do Centro-Oeste na competição
Janaína (esq.) e Ingrid (dir.) foram as primeiras representantes do Centro-Oeste na competição

A delegação brasileira de judô conquistou o sexto lugar no Encontro Internacional de Ravenna, na Itália, realizada no último final de semana. Dos oito atletas que disputaram a competição, voltada a judocas com deficiência intelectual, sete voltaram ao Brasil com medalha.

Duas das atletas, Janaína Dirlene de Oliveira e Ingrid Conceição Lustosa, foram as primeiras representantes do região Centro-Oeste na competição.As brasilienses conseguiram viabilizar a viagem graças a um mutirão, que incluiu uma vaquinha virtual. Janaína trouxe uma medalha de ouro, enquanto Ingrid conquistou o bronze na competição.

Os outros medalhistas brasileiros foram Danilo Lucatto (SP, ouro), Orlando Cherem (MG, prata), Guilherme Paiva (RJ, prata), Pedro Baidek (RS, bronze) e Danilo Pacheco (SP, bronze). Além dos oito atletas, a comitiva brasileira foi formada ainda por quatro técnicos.

(Com informações da CBJ).

Lauro Chaman é prata na etapa da Bélgica da Copa do Mundo de Paraciclismo

Por CPB

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O ciclista Lauro Chaman conquistou nesta sexta-feira, 19, mais um resultado importante na temporada. Disputando a segunda etapa da Copa do Mundo de Paraciclismo UCI 2017, em Ostend, na Bélgica, o atleta de Araraquara levou a prata na prova de contrarrelógio, classe C5, e, agora, soma três medalhas na competição, já que também subiu ao pódio (um ouro e uma prata) na etapa anterior da Copa, na semana passada, na Itália.

Nesta sexta, Lauro completou o percurso de 22,5km em 30min28s19, ficando atrás apenas do holandês Daniel Abraham, medalhista de ouro no Rio 2016, que fez em 30min13s70. O terceiro lugar ficou com o austríaco Wolfgang Eibeck (30min46s71). Na mesma classe, o brasileiro Soelito Gohr terminou em 14º (35min36s84).

No contrarrelógio classe H3, Jady Malavazzi percorreu os 15km da disputa em 31min34s91 e finalizou em 4º. Na classe H4, o representante do Brasil foi Ulisses Leal. O atleta foi 20º, com 27min58s67. Já a dupla Luciano Rosa e Edson Rezende (classe tandem) terminou em 15º (33min35s3) o trajeto de 22,5km.

Neste sábado, 20, Jady e Ulisses competem na prova de resistência em suas classes. No domingo, 21, os outros brasileiros entram em ação na mesma disputa.

Time São Paulo
O atleta Lauro Chaman é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas, e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Fonte: cpb.org.br

Tenista Natália Mayara conquista dois títulos em competição em Israel

Por CPB

Arquivo pessoal
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A tenista Natália Mayara ganhou dois títulos - simples e duplas - no torneio ITF2 Series, em Israel, no Ramat Hasharon Tennis Center. No torneio de simples, na semifinal, a brasileira enfrentou a argentina Antonella Pralong e venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/0. Na final, a atleta derrotou a argentina Maria Florencia Moreno também por 2 sets a 0, de 6/2 e 6/1.

Nas duplas, Natália conquistou mais uma medalha ao lado da compatriota Meirycoll Duval. As brasileiras enfrentaram as argentinas Maria Florencia Moreno e Antonella Pralong por 2 sets a 0, parciais de 3/6, 7/6 e 10/6.

“Um resultado desse é importantíssimo para minha carreira. Isso mostra que estou crescendo fora do Brasil também e me destacando no circuito internacional”, comemorou.

De 22 a 26 de maio, também em Israel, Natália disputa o torneio ITF3 Series. A atleta afirmou estar preparada e empolgada para competir novamente. “Meu objetivo lá é ser campeã também. Tenho vindo em uma crescente muito boa durante essa turnê. Na Itália, ganhei de uma adversária número 16 do mundo. Na França, fui pro terceiro set em um jogo duríssimo com a número 12 do mundo e aqui fui campeã. Então tenho evoluído bem ao longo das semanas e pretendo vencer novamente”, analisou.

Fonte: cpb.org.br

FAROL DAS ORCAS - Filme com personagem autista - Veja o trailer.



O filme mostra a mãe de um garoto autista procurando tratamento para o filho com um tratador de Orcas e suas baleias. Beto é um homem solitário trabalhando em um parque nacional argentino. Amante da natureza e dos animais, ele passa seus dias observando orcas, leões marinhos e focas, até a chegada de Lola, uma mãe espanhola e seu filho autista de 11 anos, Tristan. Desesperada, Lola pede ajuda a Beto para tratar Tristan, ao que ele aceita, relutante. Emoções e problemas se seguem, obviamente.

     Veja o trailer:
        

Não achamos o filme no youtube, mas você pode encontrar em todas as locadoras ou assisti-lo na Netflix.

Virada Cultural 2017 terá stand up e musical com tradução em Libras

A 13º maratona cultural paulistana contará com três atrações com tradução em Língua Brasileira de Sinais

Em um fundo roxo, ícone que representa o símbolo de libras

A Virada Cultural 2017, que ocorre nos dias 20 e 21 de maio, contará com acessibilidade para surdos e pessoas com deficiência auditiva em três atrações da programação por meio da tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O recurso, disponibilizados pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), estará em shows de comédia stand-up e teatro musical.

No tablado Risadaria, montado na José Bonifácio, no sábado, às 20h, os atores Micheli Machado e Robson Nunes apresentam o stand up “Roupa Suja Se Lava No Palco”, em que revelam intimidades do casal de uma forma de sátira e divertida.

No domingo, às 13h, no Vale do Anhangabaú, o musical ‘60! Década de Arromba’, estrelado pela Wanderléa, símbolo da Jovem Guarda, cantando os clássicos da época.

“A inserção de acessibilidade na Virada Cultural de São Paulo garante a participação de toda a população nesta grande festa que estimula a cultura, dança e arte. A presença dos intérpretes de Libras é essencial para que pessoas com deficiência auditiva possam desfrutar plenamente do evento. Inclusão será a marca desta gestão”, comentou o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a cidade de São Paulo possui 516 mil pessoas com deficiência auditiva, sendo 30 mil consideradas surdas.

Promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a Virada Cultural apresenta uma programação variada, com qualidade e de acesso gratuito. A edição de 2017 acontece a partir das 18h de sábado, dia 20 de maio até às 18h de domingo, dia 21.

Veja a programação completa com a acessibilidade:

Sábado, dia 20 de maio:

Tablado Risadaria
Rua José Bonifácio, 160
20h – Roupa Suja Se Lava No Palco – Micheli Machado e Robson Nunes – Stand Up
21h – MC Guto Andrade, Criss Paiva + Davi Monsour – Stand Up

Domingo, dia 21 de maio:

Palco Musicais
Vale do Anhangabaú
13h – Musical ‘60! Década de Arromba’